« Novas “tradições” | Entrada | Dúvidas »
novembro 01, 2006
Distâncias
É uma espécie de lugar comum dizer-se que hoje em dia não há distâncias. Grande mentira! É evidente que a medida é diferente da que era antigamente. Hoje os transportes são outros e portanto podemos movermo-nos mais rapidamente. Mas é só isso… A distância está lá, firme, forte, intransponível.
Quando se está longe de uma amiga, quando temos meio mundo entre nós, um oceano, muitas horas de caminho mesmo num avião muito rápido, como dizer que não há distância…?! Quando a nossa vida está ensarilhada de modo a ser impossível largar tudo para acudir a alguém que amamos muito e gostaria de nos ver, mas está muito longe, como dizer que não há distâncias? Quando o preço do bilhete do famoso avião super-rápido é incomportável para aquilo que ganhamos, como dizer que não há distâncias?
Quando nos apetecia tanto segurar-lhe a mão, limpar-lhe a testa, aconchegar-lhe o lençol, e nos limitamos a enviar mensagens cheias de lágrimas que lhe vão ser transmitidas por outros numa outra língua que não a nossa, como negar a distância..?
Existe, sim! Existe distância quando não podemos estar perto de quem gostamos, quando a vida separa quem cresceu junto e fala ainda «a mesma língua», canta as mesmas canções, amou as mesmas obras de arte, vestiu as mesmas roupas, teve um fraquinho pelos mesmos rapazes. E odiou também as mesmas coisas, lutou pelas mesmas causas, entusiasmou-se, apaixonou-se pelos mesmos ideais.
Estamos distantes do passado e contudo ele está muito mais perto do que o presente que se passa agora noutro continente. E que me põe no peito esta bola, tão dura, tão dura, esta bola pesada que teima em não passar…

(pode aumentar)
Emiéle
Publicado por populo às novembro 1, 2006 10:12 AM
Comentários
(Deixa ver...?)
Bom a porta abriu uma nesguinha. Desde ontem que não se conseguia deixar cá nada.
Já tinha deixado nas 'rapidinhas' a minha opinião, mas esqueci-me da segunda parte: É que por um lado as coisas muito chatas vem realmente às revoadas, mas também é verdade que como nós estamos mais frágeis, ressentimo-nos mais. Como se a nossa capacidade de resistência já não chegasse, não é?
De resto onde essa conversa das distâncias faz muito sentido é nas comunicações. Hoje podemos falar com uma pessoa no outro lado do mundo num minuto. E há 100 anos...???? Ou até há menos tempo! E apasar de ser pouco consolo sempre é algum.
Publicado por: Joaninha às novembro 1, 2006 04:05 PM
oi
Publicado por: sandro às janeiro 11, 2008 11:18 PM
oi meu nome e hannah onde voce pegou essa foto tao bonita voce pode me dar o endereço
Publicado por: hannah às abril 13, 2008 07:54 PM