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outubro 26, 2006
Plágios…?
Há um blog que apresenta umas provas realmente impressionantes de que o romance “Equador”, foi muito ‘inspirado’ num romance inglês chamado «Fredom at Midnight».
Miguel Sousa Tavares deve ter uma boa justificação e era bom que a dissesse, mas o certo é que os parágrafos citados são de facto cópia iguais. Mesmo que as histórias sejam diferentes, essa coisa de parágrafos inteirinhos iguais é um raio de coincidência…
Sempre me fez confusão essa coisa dos plágios.
Sobretudo pessoas de valor que não precisam disso. Sempre pensei que um pobre diabo, que desejasse um pouco de fama, se arriscasse a copiar qualquer coisa que imaginasse pouco conhecido se por esse preço se pudesse enfeitar com umas penas bonitas. Era a migalhinha de fama, sabia-lhe bem essa glória apesar de ter a consciência da batota que fizera. Mas quando pessoas que já são conhecidas, que tem o seu mérito, têm estes lapsos, fico sempre confusa.
Porquê??? Aquela coisa da C.P.C. que tinha um texto em computador e depois de o consultar se enganou e enviou esse para a revista em lugar do seu, por exemplo. E agora este caso, por mais pauladas «bengaladas» à moda do século dezanove que o M.S.T. ofereça ao autor do blog, a dúvida não desaparece.
O que se passa?


Emiéle
Publicado por populo às outubro 26, 2006 09:15 AM
Comentários
Ná! Não «consigo cá entrar»!!!!
Publicado por: Joaninha às outubro 26, 2006 12:22 PM
Olha!!! Entrou! Ao fim de 2 horas isto abriu!
Quanto ao post, faz-me alguma confusão o que se passou. Como ali dizes uma fraude consciente e voluntária, custa a engolir. Mas se não há muitas maneiras de escrever uma frase curta do tipo "ela bateu à porta", o certo é que os exemplos que ali aparecem são parágrafos inteiros. Muito estranho!
Até aceito que haja bons escritores que tenham adaptado livros que depois até ficaram melhores (olha o Eça de Queirós e as Minas de Salomão) mas não é o caso. A história até é diferente, o que se mostra igual são parágrafos inteiros...
Publicado por: Joaninha às outubro 26, 2006 12:43 PM
Joaninha, estou um bocado como tu. A história é estranha. E essa conversa de que há sempre coisas iguais escritas algures, não me convence, claro que como tu dizes se fosse uma ou outra frase seria natural, mas ali é já muita coisa, é toda a cosntrução que e igual.
Depois a «resposta» dele não ajuda nada. Neste casos não acho que o ataque seja a melhor defesa!!!!
Publicado por: Emiéle às outubro 26, 2006 01:52 PM
Joaninha, estou um bocado como tu. A história é estranha. E essa conversa de que há sempre coisas iguais escritas algures, não me convence, claro que como tu dizes se fosse uma ou outra frase seria natural, mas ali é já muita coisa, é toda a cosntrução que e igual.
Depois a «resposta» dele não ajuda nada. Neste casos não acho que o ataque seja a melhor defesa!!!!
Publicado por: Emiéle às outubro 26, 2006 01:55 PM
Estes comentários estão outra vez descontrolados... O teu entrou duas vezes!
Desculpa a minha ignorância, quem é o ou a C.P.C.????
Parece uma sigla. :P
Publicado por: Raphael às outubro 26, 2006 01:58 PM
"Ganha fama e deita-te a dormir".
Só eu que não consigo uma editora para o meu livro "inventores de rua" obra modesta, talvez útil mas....minha.
Pensava eu recolher uns fundos para ajudar na criação do museu dos inventos.
Um dia, dá-me uma veneta e coloco a dita na net e de borla.
Publicado por: fernando nogueira gonçalves às outubro 26, 2006 01:58 PM
esta coisa não entra.
dizia eu que deve ser por causa do cigarro na capa
Publicado por: www.inventoresderua.web.pt às outubro 26, 2006 02:07 PM
Amigo Fernando, a entrada agora nos comentários da weblog é uma aventura. Eu fico reconhecidíssima a quem insiste o suficiente para conseguir aqui entrar!
Quanto a editores também acho que há quem tenha mais sorte do que outros. Mas não desista, porque é uma pena.
Raphael, julguei que tivesse ddo pistas para se ver que "sigla" era aquela. Falava da Clara Pinto Correia que em tempos publicou um artigo na Visão, de que era colaboradora, artigo esse que era uma tradução de um outro. Quando aquilo foi descoberto ela deu uma desculpa esfarrapada, dizendo que tinha traduzid aquilo e guardado no PC, e na altura de enviar o artigo dela, tinha trocado sem dar por isso!!!!
Publicado por: Emiéle às outubro 26, 2006 02:44 PM
Eu li o Equador e acho que é um bom livro. Soube desta história aqui há uns dias e foi verificar se encontrava algumas referências ao tal livro inglês, a história não tem nada a ver, é completamente diferente. Isto é apenas o que eu pude comprovar. Agora já houve quem tivesse ido aprofundar esta história um pouco mais, e as conclusões é que na parte em que é descrita a índia (3 páginas ao todo no Equador) existem vários parágrafos muito semelhantes à parte em que o livro Fredom at Midnight também a descreve (6 páginas), sendo que no Equador aparece uma referência a este livro na bibliografia consultada. O que de facto acontece é que MST resume em 3 páginas as 6 páginas de descrições de marajás e da própria India. Não há um único parágrafo igual, é preciso ter em atenção as (...). Não estou com isto a defender MST (até nem vou muito com ele...) que talvez pudesse ter modificado um pouco a maneira de dizer as coisas, mas de qualquer das maneiras é dificil dizer que o marajá era gordo e comia 3 frangos de várias maneiras diferentes.
Acho que neste caso se está a fazer um alarido demasiado grande e injusto para com uma livro de facto muito bom.
Publicado por: Farpas às outubro 26, 2006 04:10 PM
Eu só li o Equador, pelo que não me posso pronunciar. Aiás li-o com prazer, foi um romance muito interessante e que até me surpreendeu agradávelmente. Contudo, se for verdade, (volto a dizer que não li o original) há realmente parágrafos muito 'coincidentes' e este é logo o segundo do romance, por exemplo:
« Luís Bernardo Valença, instalado confortavelmente num assento de uma carruagem de 1ª Classe, recosta-se e observa a paisagem alentejana ao mesmo tempo que vai rememorando as circunstâncias desta sua inesperada viagem. Estava em Lisboa e foi chamado a Vila Viçosa, ao palácio real, onde será convidado a assumir uma função absolutamente inesperada: a de Governador de S. Tomé.»
«Louis Francis Mountbatten, instalado confortavelmente no assento de um automóvel, recosta-se e observa a paisagem londrina ao mesmo tempo que vai rememorando as circunstâncias desta sua inesperada viagem. Estava em Zurique e foi chamado a Downing Street, residência do Primeiro-Ministro, onde será convidado a assumir uma função absolutamente inesperada: a de último Vice-Rei da Índia.»
Publicado por: Emiéle às outubro 26, 2006 05:49 PM
Talvez Emiéle mas eu ainda ando à procura da versão original para comparar, porque uma coisa que me deixa intrigado é o facto dessa ser a única parte que o autor do post não deixa em Inglês. Ele só nos deixa comparar a parte das descrições dos personagens reais, de que MST faz o resumo (atenção que o Freedom at Midnight" é um livro histórico e não uma ficção, considero por isso que seja normal que sendo este um livro de referência sobre o período discutido, MST tenha baseado a sua descrição no mesmo!).
Mas estou um pouco como tu, só li o Equador e alguns apontamentos que vi sobre o Freedom at Midnight
Publicado por: Farpas às outubro 26, 2006 06:38 PM
É engraçado como a Emiéle e o Farpas já consideram um o "original" :)...bem, e se um é o "original" o outro não o é, né? .)
Publicado por: ilha_man às outubro 26, 2006 08:16 PM
É engraçado como a Emiéle e o Farpas já consideram um o "original" :)...bem, e se um é o "original" o outro não o é, né? .)
Publicado por: ilha_man às outubro 26, 2006 08:26 PM
LOL no meu caso onde digo original é mesmo o texto original e não a tradução que o blog nos apresenta, era a isso que me estava a referir!
Publicado por: Farpas às outubro 26, 2006 08:49 PM
Por isso é que deixo estas interrogações. Por pensar o mesmo que tu, estranhar tudo isto mas considerar a atitude do MST desadequada, mesmo que se sinta provocado. O próprio declarar que escreveu uma grande obra... calma. Não é o Lobo Antunes. Não é o Virgílo Ferreira. Não é o Cardoso Pires. Não é o Saramago.
E eu sou das pessoas que gostou bastante do romance!
Publicado por: Emiéle às outubro 26, 2006 09:27 PM
Complicadas estas coisas, autorais. É boa norma mostrar as coincidências e levantar interrogações, da mesma forma que se não deve responder, como MST, respondeu.
Vou aqui recordar, Adolfo Coelho da Rocha, mais conhecido no mundo das letras por:
Miguel Torga, que no seu Diário, vol. XI, escreve a dado passo: Coimbra, 15 de Novembro de 1971 - Mais um poeta. Um bom leitor possível, na pele de um versejador impossível. É uma tristeza esta prostituição da letra redonda. Tornou-se de tal maneira fácil abrir tenda numa página literária, publicar um livro, ser considerado um génio, que Portugal terá dentro em pouco tantos escritores como habitantes.
Publicado por: josé palmeiro às outubro 26, 2006 09:30 PM
Ai, ilha_man, a minha resposta ao Farpas andou aqui a pairar no limbo dos comentários o tempo todo em que fui jantar. Só agora reparei no que disseste :))
Estou como o Farpas - cada um é o original, o Equador é o Equador original e o Freedom at Midnight é o original do...Freedom at Midnight !!! Mas a verdade é que o autor do blog 'traduziu' partes do «segundo original» e isso é que pode levantar alguma dúvida.
Publicado por: Emiéle às outubro 26, 2006 09:35 PM
Estou triste!
eu sempre achei (a sério, não estou a gozar) que quem escreveu o equador foi a Sophia Andresen e o deixou de herança ao filho para ele não morrer de fome, uma vez que não sabe fazer nada!
Ah, e adorei o livro!
Publicado por: SaltaPocinhas às outubro 27, 2006 12:16 AM
Estou triste!
eu sempre achei (a sério, não estou a gozar) que quem escreveu o equador foi a Sophia Andresen e o deixou de herança ao filho para ele não morrer de fome, uma vez que não sabe fazer nada!
Ah, e adorei o livro!
Publicado por: SaltaPocinhas às outubro 27, 2006 12:16 AM
Oh saltapocinhas!!!!! :))))) E eu a achar que a medalha de melhor humorista aqui do Pópulo era para o Farpas! (isto sem desmerecer o teu magnífico humor! mas sempre achei que o dele era fóra de série) e agora com esta desiquilibras tudo!
Mas olha que ele pode ser bom jornalista em dias sim. (vamos esquecer os dias não)
Publicado por: Emiéle às outubro 27, 2006 07:31 AM
Considero toda esta "embrulhada" muito, muito estranha. MST não é burro. Refere Freedom at Midnight como uma das obras consultadas. Escreve e opina em directo com a frequência que sabemos. È frontal e agressivo muito vezes. Muitos inimigos com desejos de vingança deve ter espalhados por este país acima (e abaixo). Hum!! Cheira-me a esturro!
... Não vou na onda do plágio com facilidade. VER para CRER!
Publicado por: nanda às outubro 28, 2006 04:18 PM
Infelizmente em Portugal, não existe critica literária, digna desse nome.
Há capelinhas, compadrios, programecas de TV, onde vão os amigos e os conhecidos, mas critica a sério NADA.
Este caso parece ter muita parra, e pouca uva.
Se o MST, quisesse ter copiado, certamente teria procurado outro tipo de autores, certamente não são os senhores Collins e Lapierre, um bom cartão de visita.
Eu penso que tudo não passa de uma coincidência.
Quantos romances, por exemplo de Balzac foram inspirados por outros, e o Alexandre Dumas não fez outro tanto, e os Esteiros, não diziam que era uma versão dos Capitâes de Areia, e o Eça tambem não foi acusado de copiar, os escritores têm as suas influências, dizer que é copiar é manifestamente excessivo.
O mal é o EGO do MST, não o ter deixado pensar a frio, e ter vindo com linguagem de carroceiro acusar um militante do Bloco de Esquerda, e um escritor frustrado, de serem os maus da fita.
Se ele tivesse um minimo de tento, o que teria feito era desafiar, os seus detractores,para uma discussão , e cada um teria apresentado os seus argumentos, e todos teriamos ficado a ganhar.
Publicado por: a.pacheco às outubro 28, 2006 10:58 PM
Olá! Eu sou uma rapariga com 14 aninhos ( tão poucos!) e decidi escrever no google "Equador" ,pois acabei de ler este livro,não me importa muito quem o escreveu , apenas sei que adorei este romance ,e entrei neste blog , a minha stora de história disse-me que era um livro muito forte para mim por causa de algumas 'partes' , mas eu adoro enfiar-me na vida dos adultos e ler livros é uma forma de viajar ,não só para a vida dos adultos ,mas também para outros mundos que se descobre com um gesto apenas de abrir um livro .
Fiquei um pouco triste no fim porque pensava que iria acabar bem ...mas não, ele morreu ,Luís Bernardo Valença ,umas das personagens mais belas que li ,morreu ,o pior foi que ele suicidou-se !Mas pronto , é um livro que o que retrata é real , a na vida nem tudo termina bem ,e tudo termina na morte .
Bem.... agora vou ler o "Códico DA VINCI" ( romance ) de Dan Brown , Adeus e fiquem bem!
Publicado por: nuria às maio 21, 2008 06:58 PM