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outubro 31, 2006

Eu gosto de gatos, e não de caça

Ou seja, a velha expressão de quem não tem cão caça com gato, não me diz nada.
Mas há talvez outra frase que sirva para aqui, e é «a necessidade é mestra do engenho». Passemos aos factos:
Aqui a nossa plataforma anda enervante. Liga, desliga, volta a ligar, entramos, não entramos, pára tudo, depois recomeça, às vezes não abre mesmo o próprio blog… Enfim, vocês sabem do que falo.
Como ainda espero que tudo isto sejam ajustamentos do sistema, não perdi completamente a esperança. Contudo, como escrevi no post aqui em baixo o que me deixa mesmo muito zangada é quando os comentários não entram. Como é que hei-de dizer…? Sinto uma falta de cortesia para com quem me visita.
E ando há uns tempos a pensar em montar aqui um outro sistema. Se um falhar pelo menos tenho o outro.
Só que a minha ciência informática… cof…cof..cof… olhem, vamos falar de outra coisa…? Contudo, para compensar a azelhice tenho tido a sorte de apanhar aqui nesta rede uns verdadeiros bons amigos. E o que eu não sei, sabem eles. Desta vez a salvadora foi a Catarina, que correu em meu auxílio e me fez o trabalhinho todo.
Senhoras e senhores, amigos e amigas, tenho o prazer de inaugurar «amadrinhados» pela Senhora Dona 100nada , os novos comentários do Pópulo, e estes NÃO FALHAM!!!

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Emiéle


Emiéle

Publicado por populo às 02:00 PM | Comentários (4)

O sal, o açúcar e outros temperos

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Esta manhã quando comecei a escrever no Pópulo confesso que vinha com muito menos interesse. O facto de ontem durante todo o dia ter tido os comentários bloqueados (recebi muitos emails de leitores que me deixavam o seu comentário na esperança de que eu o pudesse mais tarde incluir) desanimou-me muito.
Eu tenho muito prazer em escrever no blog. Se calhar é uma ‘terapia’ como outra qualquer… Enquanto penso no que vou dizer e como o vou dizer, disciplino as minhas emoções, racionalizo alguns afectos que andam a galope, e dá-me força para avançar para outros trabalhos. Para mim, este blog é mais do que «apenas um blog», é um misto de diário, de recolha de opiniões, de registo de acontecimentos e, como disse, ‘disciplina-me’ o dia. Talvez por isso, o escreva sobretudo de manhã, é para mim um bom início de dia de trabalho.
Mas quando não tenho eco daquilo que aqui digo, ou é porque o assunto só teve interesse para mim (acontece!) ou porque as pessoas não tiveram tempo (também acontece muito) ou… porque não conseguiram deixar aqui nada.
E esse último ponto deixa-me muito descorçoada.
Isto fica completamente pãozinho-sem-sal.
Os comentários são o tempero mais importante. Reconheço que sem eles fico sem grande gosto de escrever. Para isso escrevo umas coisatas em Word e guardo aqui numa pastinha como faço com outros assuntos mais pessoais. Mas o blog é para comunicar. Não me tirem esse prazer!

Emiéle

Publicado por populo às 08:42 AM | Comentários (5)

Bonito

Bonito em diversos sentidos!
É bonito por se ver um projecto português na final de um concurso da ONU. Sabe bem, fosse do que fosse que se tratasse, mas mais ainda por ser um prémio internacional de boas práticas.
E é bonito por se tratar deste projecto.
Uma carrinha que percorre o maior conselho do pais em extensão ( algumas localidades com um único habitante..) e distribui saúde tal como pode. «Chegamos às localidades, buzinamos e as pessoas vêm ter connosco». Na carrinha seguem enfermeiros e material de saúde – eles medem a tensão arterial, fazem recomendações sobre a diabetes, praticam primeiros socorros, fazem vacinas, e vão detectando casos mais complicados e ensinando as pessoas.
É a solidariedade a funcionar.
Não quero dizer que não se possa e deva exigir boas condições aos serviços de saúde, é claro que isso é prioritário, mas enquanto tal não vem, uma organização local pode fazer muito se sentir este espírito dentro de si. Afinal estávamos certos - organizações de moradores, de trabalhadores, de gente que sente os mesmos problemas, tem de funcionar!
Parabéns e oxalá ganhe o prémio.

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Emiéle

Publicado por populo às 08:04 AM | Comentários (5)

Israel ainda mais à direita

É claro que a política interna de um país é isso mesmo – interna.
Mas também é claro que, quando as mudanças no equilíbrio de quem governa determinados países pode alterar não apenas os seus vizinhos mas até alguma estabilidade (?) mundial, pode haver motivo para interesse para quem está no 'exterior'.
O parlamento israelita aprovou ontem a entrada para a coligação do Partido de extrema-direita Israel Beitenu com a ideia, pelo que dizem, de aumentar a maioria parlamentar. Parece estranhíssimo, porque decerto que aumenta de um lado para ir diminuir do outro.
Um ministro trabalhista já pediu para sair e é natural que outros saiam.
Parece que tudo aquilo anda podre!
«Ehud Olmert, que ontem voltou a ameaçar com uma operação de envergadura contra a Faixa de Gaza, é suspeito de [… ] suborno, fraude e quebra de confiança» por outro lado o Presidente israelita, Moshe Katzav, « suspeito de violação e assédio sexual, recusa demitir-se».
Se os trabalhistas saírem todos do governo não vejo que se aumente assim muito a maioria parlamentar. O que aumenta sem dúvida é a presença da Direita não encapotada.

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Emiéle

Publicado por populo às 06:58 AM | Comentários (5)

outubro 30, 2006

As «diferenças» e os mitos urbanos

A Isabel escreveu aqui um post onde aborda questões muito importantes. O tema em causa não é «esgotável», e muito menos num post de um blog, pelo que vou continuar com os pensamentos que iniciei lá num comentário.
Temos por um lado os mitos urbanos. É mais grave do que podemos pensar até pelo tom de graça que o nome tem. São de facto mentiras, umas tão tontas que logo se nota que é disparate, mas outras com uma origem mais ou menos correcta ( o tal fogo que criou o fumo) embora a construção posterior as torne tão disparatada como no caso das primeiras. Por mim não falo a sorrir nos «mitos urbanos», acho que são boatos sérios e graves, e que na maioria das vezes até se espalham por Internet levando ao pânico porque se acredita nas «provas» de tantos testemunhos. Quando digo que às vezes há fogo é porque não digo que não tenha acontecido UMA vez; essa vez inicial foi de facto verdade, mas daí para a frente a generalização é completamente absurda. E o certo é que a acreditar-se cegamente em todas as histórias que ouvimos, a vida numa cidade era um perigo constante quer dentro quer fora de casa!!! Tenham calma.
Vem depois a questão do «perigo amarelo». Apareceram por cá muitos chineses, que se dedicam ao comércio e vendem artigos muito baratos. Perigo, é claro! Sem se ver mais nada, sem se confirmar que já nas «lojas dos 300» os artigos eram muito baratos porque vinham baratos da origem, e naturalmente que o mesmo se passa aqui. Por outro lado, os chineses têm uma capacidade de trabalho invejável, não estão habituados a férias, nem a descansos, mantêm a porta da loja aberta sempre, com clientes ou sem eles… E naturalmente que isso atrai clientes, essa disponibilidade.
Quanto ao ponto referente à ‘integração’ destas comunidades, já não aceito sem discussão que a responsabilidade pelo seu claro isolamento seja exclusivamente dos países de acolhimento. Claro que se podia e devia fazer mais e melhor, mas a integração nunca seria impecável porque, tanto quanto sei e sei um bom bocado, estas comunidades são de facto extremamente fechadas. Na sua terra natal são um povo xenófobo, um estrangeiro na China não é bem acolhido, é gente muito orgulhosa e altiva. Como imigrante é natural que se isole e não deseje misturas. Um homo sapiens também não se iria misturar alegremente com macacos, mesmo que tenha de viver com eles, deve pensar o chinês-sapiens olhando aqui para a macacada...

Emiéle

Publicado por populo às 11:55 AM | Comentários (2)

As maravilhas do infinitamente pequeno

Há certas dimensões ou tamanhos que me causam vertigens. E são sempre, como é lógico, os extremos – ou oêdesmesuradamente grande ou o impensavelmente pequeno. Li agora umas referências ao que se pode fazer no segundo caso. A Nanotecnologia. É extraordinário e, para mim que de ciência sei muito pouco, parece-me que estamos a entrar no campo maravilhosos da ficção científica.
Falam-nos em camisolas que mudam de cor, janelas que se limpam a si próprias ou minúsculos "submarinos" percorrendo as veias para eliminar bactérias, coisas maravilhosas, que parecem possíveis «amanhã» e se algumas são quase brincadeira, o que se refere a tratamentos, diagnósticos, saúde, é de levar muito a sério. Será possível por aquilo que se lê.
É certo que lemos isto tudo de boca aberta, com a triste certeza de se viver noutra galáxia. Na galáxia onde ainda vivemos, para se efectuar um exame que vai confirmar se uma pessoa tem ou não tem um cancro, tem de se esperar 8 dias que o director do hospital assine uma autorização, com essa autorização a dita pessoa irá a oncologia, sabendo já que é possível que lá não haja as agulhas necessárias a essa confirmação, pelo que terá de esperar por outra autorização para ir a Coimbra. Não invento nada. É assim com alguém que mora em Lisboa, não é no Portugal Profundo…
Mas gosto de imaginar os benefícios da nanotecnologia.
Sabe bem sonhar.

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Emiéle

Publicado por populo às 08:10 AM | Comentários (3)

O segundo fôlego de Lula

À segunda foi de vez, apesar do susto porque passou.
Lula volta a ser presidente do Brasil apesar de…
A inteligência dos políticos deve estar em saber analisar correctamente as mensagens do eleitorado, os seus erros e aprender com isso. Se perante erros, se fizer uma maquillage com base e pó de arroz, e por baixo tudo estiver na mesma, mais cedo ou mais tarde a factura vem a pagar-se. Se, pelo contrário, a análise for correcta, se corrigirem erros, se alterar a linha seguida, pode haver esperança.
Nestas eleições brasileiras foi mais claro ainda do que em muitas outras, que a vitória não foi tanto por mérito desta candidatura mas por demérito das outras. Acontece um pouco em todas as eleições, mas neste caso foi muito nítido. Quem não queria voltar a um governo de direita ou centro-direita, tinha pouca opções que dessem uma vitória.
Vamos fazer figas para que este segundo fôlego que é dado a Lula lhe sirva para corrigir caminho e aprender a escolher melhor as pessoas por quem se rodeia.
O Brasil merece.

Emiéle

Publicado por populo às 07:40 AM | Comentários (0)

Já acordámos com mais luz

Hoje é o primeiro dia de trabalho onde se vai começar o dia com mais luz. Tinha-me lamentado há pouco tempo de que andava a acordar de noite escura e que não apreciava nada isso. Já me fizeram a vontade! Dá muito mais vontade de levantar quando o dia também se levanta….
Infelizmente é como tudo na vida: quando melhora de um lado, vai piorar do outro. Se temos a satisfação de poder voltar a tomar o pequeno-almoço a ver nascer o sol, por outro lado passamos a sair do trabalho já de noite. Pois é! A verdade é que o dia de trabalho não muda, e nós não trabalhamos «de sol a sol».
Mas, cara alegre! Esta luz mais clara de manhã sabe-me muito bem, e dá novas forças para o dia que aqui vem.

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Emiéle

Publicado por populo às 06:31 AM | Comentários (2)

outubro 29, 2006

Bem sei que são virtuais

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…mas foi o que encontrei.
É inacreditável como as coisas simples podem ser difíceis.
Ontem procurámos um raminho de violetas.
Para uma despedida que a própria exigiu que fosse o mais simples possível, quisemos oferecer-lhe a flor de que gostava e bem simples era.
Procurámos um raminho de violetas. Mas a vida é assim, havia nas floristas flores das mais requintadas e exóticas, mas não era o tempo das violetas, não havia…
Ficam aqui estas.
Para sempre, porque a net é assim.

Emiéle

Publicado por populo às 10:00 AM | Comentários (4)

Adeus

Tinha 91 anos.
Teve 2 filhos. Tinha 8 netos. Tinha uns catorze bisnetos. Era a avó, a avó Bé para os bisnetos. Foi mãe cheia de cuidados, uma avó dedicadíssima, e tentou ser a melhor das bisavós enquanto teve forças.
Não conheci ninguém mais disponível, mais prestável, mais desejosa de ser útil, sempre pronta a ajudar – não era necessário pedir, ela oferecia-se e ficava ofendida se lhe dissessem que estivesse quietinha que não era necessário ela fazer aquele doce especial, ficar com o bebé no fim-de-semana, preparar a casa para a festa, vigiar se a empregada encerava bem os móveis. Vivia para isso, para tornar a vida dos outros mais fácil.
Quando as forças lhe faltaram, quando era perigoso sair sozinha porque caía na rua, ou se esquecia do gás ligado depois de tirar a panela, ou a artrose não deixava segurar numa agulha, o feitio começou a alterar-se. Muito queixosa dizia que queria morrer porque já «não servia para nada». Repetia milhares de vezes que «não queria dar trabalho» e o seu feitio ultimamente tornou-se amargo, não achava graça a nada e as pessoas enfadavam-se pelo que parecia um eterno pessimismo.
Eu creio que conseguia entender o seu sentir. O ter de sufocar o desejo de ser prestável, o não poder realizar o prazer de ser útil à sua maneira, dava-lhe um tal sofrimento que o mundo todo à sua volta escurecia e já nada a interessava nem valia a pena.
Deixou-nos ontem. Dizendo baixinho à filha – “Tenho pena de morrer porque nunca mais te vou ver…”
A imagem que guardo, aqui, fundo no coração, é da pessoa sempre presente, em quem se podia confiar incondicionalmente, o suporte, a âncora.
Adeus, minha querida.
Até sempre.

Emiéle

Publicado por populo às 09:00 AM | Comentários (13)

outubro 28, 2006

Sem palavras

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Emiéle

Publicado por populo às 09:32 PM | Comentários (3)

outubro 27, 2006

Devem estar a brincar!

Passe o jogo de palavras… Mas para mim os autores deste «estudo» (???) só podem estar a brincar connosco. Onde é que efectuaram o dito estudo? Qual o universo por onde andaram?
Como é possível concluir duas coisas:
Uma – de que as ‘nossas’ crianças são poupadas, e poupam a sua mesada para comprar os brinquedos de que gostam.
Duas – a de que 40% dos meninos até aos 10 anos recebe 5 € de semanada.
Como é uma marca que efectuou este estudo não me admira muito a peregrina conclusão. Tudo pode servir para levar a água ao seu moinho.
Mas qualquer pessoa que lide com crianças reais sabe que isto não é verdade. Por um lado com a crise terrível que existe, 5 euros é muito dinheiro para se deixar nas mãos de uma criança pequena. Por outro, esse espírito de poupança, nem nos adultos se vê (daí todas essas histórias do ‘crédito mal parado’) quanto mais numa criança de 7, 8, 9 anos…
Como era uma empresa de brinquedos decidiram brincar connosco, é o que é!

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Emiéle

Publicado por populo às 08:11 AM | Comentários (10)

Sondagens

Claro que já disse muitas vezes aquilo que penso: as sondagens são recebidas por nós conforme nos agradem ou não. No segundo caso pensamos que não estão bem, no primeiro sorrimos satisfeitos. Mas como os métodos são os mesmos devemos ser coerentes.
Contudo mentiria se não dissesse que esta sondagem me agradou.
Mesmo sendo eu incoerente.
Mas sou humana, não é?

Emiéle

Publicado por populo às 08:01 AM | Comentários (5)

Será que serve como aviso?

À época o Secretário de Estado do Ambiente era o engenheiro Sócrates. Decidiu-se o traçado de uma estrada através de uma zona protegida contra todos os pareceres dos ambientalistas. A estrada está feita mas o Estado português foi hoje condenado por violação de normais ambientais
Argumenta-se como defesa, que não se tem verificado nenhuns efeitos mas os senhores do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias declaram que isso não interessa porque "é no momento em que é tomada a decisão (...) que não deve subsistir nenhuma dúvida razoável".Para mim isto é interessante. Já aqui se notava a personalidade teimosa do nosso P.M. com estes resultados a longo prazo. Não seria para pensar agora duas vezes no caso da queima dos resíduos nas cimenteiras? Realçando o caso escandaloso da Arrábida que é de cortar o coração…

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Emiéle

Publicado por populo às 07:48 AM | Comentários (3)

outubro 26, 2006

Plágios…?

Há um blog que apresenta umas provas realmente impressionantes de que o romance “Equador”, foi muito ‘inspirado’ num romance inglês chamado «Fredom at Midnight».
Miguel Sousa Tavares deve ter uma boa justificação e era bom que a dissesse, mas o certo é que os parágrafos citados são de facto cópia iguais. Mesmo que as histórias sejam diferentes, essa coisa de parágrafos inteirinhos iguais é um raio de coincidência…
Sempre me fez confusão essa coisa dos plágios.
Sobretudo pessoas de valor que não precisam disso. Sempre pensei que um pobre diabo, que desejasse um pouco de fama, se arriscasse a copiar qualquer coisa que imaginasse pouco conhecido se por esse preço se pudesse enfeitar com umas penas bonitas. Era a migalhinha de fama, sabia-lhe bem essa glória apesar de ter a consciência da batota que fizera. Mas quando pessoas que já são conhecidas, que tem o seu mérito, têm estes lapsos, fico sempre confusa.
Porquê??? Aquela coisa da C.P.C. que tinha um texto em computador e depois de o consultar se enganou e enviou esse para a revista em lugar do seu, por exemplo. E agora este caso, por mais pauladas «bengaladas» à moda do século dezanove que o M.S.T. ofereça ao autor do blog, a dúvida não desaparece.
O que se passa?

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Emiéle

Publicado por populo às 09:15 AM | Comentários (23)

Seis portugueses numa hora

Enquanto escrevi os posts desta manhã, seis pessoas na minha terra tiveram um AVC. Sinto um arrepio. É certo que podem ser ligeiros (pelo menos assim o espero) mas alguns são mortais. Dizem os especialistas que "É a maior taxa da Europa e a segunda maior do mundo, apenas ultrapassada pelo Japão".
Como é possível?!
Só por termos a «maior taxa de sedentarismo e de crescimento da obesidade»? Mas porque raio é que não nos mexemos?! Estes números são muito alarmantes e justificavam uma boa campanha. Talvez uma telenovela, não? Assim talvez houvesse a certeza de que a mensagem chegava aos destinatários.


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Emiéle

Publicado por populo às 08:41 AM | Comentários (8)

E afinal as scuts…?

Ontem numa tv um senhor representante do governo disse umas coisas.
As perguntas que lhe faziam eram muito concretas e a confusão das respostas imensa. E o curioso era responder muitas vezes: «obviamente» tal e tal. Nada óbvio! Para quem ouvia até parecia que o senhor metia completamente os pés pelas mãos. É que havia um estudo. Depois, para confirmar os dados, fizeram outro. Como o segundo não confirmou nada, então é porque se partiu de premissas diferentes! Mas nesse caso para que é que se fez o segundo? Ou seria antes o primeiro? E vai aproveitar-se algumas coisas de um e outras coisas de outro?
E essa treta do programa eleitoral, afinal…
Bem mas podemos dormir descansados que o Executivo estará "atento
Ainda bem. Dados os últimos acontecimentos – e por últimos entendo há mais de um ano – receava que tal não acontecesse, que andasse um pouco distraído.
Só uma dúvida: afinal a sigla SCUT não queria dizer "sem custos para o utilizador"?

Emiéle

Publicado por populo às 07:55 AM | Comentários (5)

Mais uma vez a confusão de conceitos

Qualquer dia inicio aqui uma nova secção, ali nas ‘categorias’, para referir os títulos que podem ser enganadores.
Desta vez podemos ler que vai haver, ou antes que se vai propor, um «Reforço da despesa com os deficientes». Não sei se para vocês também, mas para mim o que imaginei é que se iria investir mais nas condições de apoio às pessoas com deficiência. Aliás nada mais legítimo. Numa sociedade moderna e justa, onde se pretende igualdade de oportunidades, quem tem a pouca sorte de ter uma deficiência e a sua família são merecedores de todo o apoio.
Não senhor. Aquele título «traduzido» o que significa é que há uma proposta para que não se aumente a carga fiscal das pessoas com deficiência
Estão a ver a diferença? Esse ‘aumento de despesa’ é tão simplesmente não lhes aumentar a carga fiscal, nem retirar benefícios a "quem ganha mais de 700, 800 euros brutos" por mês.
Parece um jogo de palavras mas faz toda a diferença!

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Emiéle

Publicado por populo às 07:43 AM | Comentários (5)

outubro 25, 2006

Viva a vida

A partir de hoje até ao dia do referendo o Pópulo vai apresentar aqui em cima à direita, um dístico. Diz ali que o Direito à Escolha também é Vida. Era isto que desejava que ficasse claro. Eu gosto muito de crianças. Amo-as e respeito-as. Tudo o que lhes interessa me apaixona. Gosto de pensar que trabalho um pouco para o seu bem-estar, para a sua felicidade, para o seu êxito na vida.
E também amo a vida. Muitíssimo. Considero que o ser humano pelo facto de ter nascido tem o direito a uma vida digna, a oportunidades de sucesso, à felicidade. Sei que isto não vem automaticamente, tem de se lutar, temos de trabalhar, temos de acreditar em ideais, temos de ser solidários, temos de respeitar os outros e as suas diferenças.
Infelizmente nem todas as gravidezes resultam de um acto voluntário. Cada vez mais as pessoas estão informadas e vão sabendo que existem formas de evitar que suceda uma gravidez involuntária, mas ainda existem muitos casos onde, apesar de tudo, tal não acontece. A interrupção de gravidez, mesmo muito no início, é sempre um acto muito duro e difícil. Nem precisa de penalização social para ser doloroso e sofrido psicologicamente. Ninguém o pratica levianamente. É dor. É sofrimento. É uma decisão que se vive com recato.
Não entendo como há quem possa imaginar que a actual proposta de despenalização possa em caso algum, aumentar os casos onde isso aconteça! O que irá fazer é tornar as mulheres portuguesas semelhantes às suas parceiras europeias. Irá permitir que tal se processe com bons cuidados de saúde e estudar o que falhou no método anti-concepcional utilizado de modo a não voltar a acontecer. De modo àquela mulher poder criar convenientemente os filhos que já tem, ou esperar o momento onde possa ter um, ou até mesmo escolher não ter nenhum. Dar-lhe condições para poder optar em liberdade o momento de ser mãe.
Exactamente porque amo muito a vida, porque sou mãe, é que acho que todas as crianças têm o direito à felicidade.

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Emiéle

Publicado por populo às 07:30 PM | Comentários (20)

Pela negativa

A nossa amiga Saltapocinhas, é sempre óptima mas ele há dias em que é ainda «mais-óptima-do-outros». Talvez super-óptima…?
Desta vez deixou no Fábulas dois posts de enfiada, tão interessantes que se sujeita à gula dos colegas. O Farpas roubou-lhe um e eu venho já roubar o outro.
Ela vem chamar a atenção para uma coisa que já me tinha dado volta ao estômago, uma infeliz campanha pela negativa. Para chamar a atenção para o abandono escolar, ouvem-se uns meninos tristes a dizer. «eu vou ser a última veterinária portuguêsa», ou «eu vou ser o último matemático», ou «vou ser a última investigadora»
O que terá passado pela cabeça dos senhores publicitários e de quem lhes aprovou o projecto?! Quando a auto-estima é o que é, quando há a tendência a ver tudo com cores sombrias, em lugar de mostrar os bons exemplos de gente de sucesso que tem conseguido contra ventos e marés resultados espectaculares, vêm com este choradinho…?
Não se enxergam, acho eu. E este anúncio (anúncio? campanha? acção de mobilização?) foi pago com o tal dinheiro que parece que não existe.

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Emiéle

Publicado por populo às 05:20 PM | Comentários (5)

As couves versus queijo

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Sempre se ouviu dizer que quem é esquecido é porque «come muito queijo». Não faço a menor ideia de onde vem esta convicção, mas que vem lá de muito de trás, como o brandy Constantino, é certo. Dizemos isso, «andas a comer muito queijo!» ou «foi do queijo que comeu» quando queremos brincar com qualquer esquecimento.
Pois bem, agora já temos um antídoto. Os legumes! É que se um tira a memória, os outros aumentam-na. Tudo muito científico. E ainda por cima é fácil: Toca a comer couves para ficarmos aqui afinadinhos que nem um relógio suíço!
É claro que não vou pôr em questão estes estudos todos de senhores muito sapientes, mas acho graça porque semana sim, semana não vem uma notícia sobre os alimentos. Quem levasse tudo isto à risca não tinha tempo para manter a dispensa arrumada…

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Emiéle

Publicado por populo às 12:00 PM | Comentários (5)

Elogio original

Ainda no rescaldo deste último fim-de-semana, uma história:
Podem calcular que tratando-se de uma visita a grandes amigos demos à língua sem parar – sobretudo eu e a minha amiga, mais conversadoras e com uma relação que nunca se interrompeu desde os nossos 12 anos. E entre as dezenas de pequenas histórias, uma delas foi especialmente engraçada, mas é possível que eu lhe ache mais graça por conhecer toda a gente.
Acontece que há pouco tempo tinha passado por lá outro casal que eu também conheço bem. Foi-lhes mostrada a casa, muito bonita e cheiinha de peças curiosas porque o dono da casa é um coleccionador e adora passar tardes em «ferros-velhos» ou antiquários. Às tantas, repararam numa grande colecção de garrafas e jarros de vidro trabalhado, mais de 70 garrafas que fazem um efeito deslumbrante, posso confirmá-lo.
E diz a senhora, com candura:
«Aaaah! Deve ser tão bonito quando estiver limpinho...»
:D
Isto é de desmanchar qualquer dona de casa!!!

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Esta é parte da colecção. A foto não é grande coisa, foi foto de telemóvel, mas dá uma ideia do que seria se estivesse limpinho.
Emiéle

Publicado por populo às 09:17 AM | Comentários (4)

E então?!

Que cambada de bisbilhoteiros e cuscos!!!
Mas afinal, que é que têm com isso?!
A mania que há de meter o nariz em tudo. Cada um sabe de si a mai nada!
Sempre ouvi dizer que vale mais pouco e bom do que muito e medíocre, não é?

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Bem sei que este é o velho estereotipo (muitas vezes os livros estão trocados) , mas...

Emiéle

Publicado por populo às 08:46 AM | Comentários (8)

Lixos vários

É engraçado que ao ler as gordas dos jornais encontro pelo menos duas vezes a palavra «lixo». Numa delas vê-se que é um modo de falar mas é curioso porque me chamou a atenção para um facto que como cidadã que não anda a dormir me tem inquietado por outras razões: os créditos e o endividamento das pessoas. Acontece que o novo presidente do Supremo Tribunal de Justiça, ao tomar posse declarou que os tribunais só funcionarão "se houver a coragem política de os limpar do lixo processual”. Para uma leiga isto seria uma afirmação hermética se não fosse depois explicada pelo jornalista – pretendia ser uma referência às acções por cobrança de dívidas que parece enxamearem os tribunais.
Ora isto faz todo o sentido. Porque há despesas e … despesas. Temos as grandes e indispensáveis como a que se faz com a habitação. Aí são créditos necessários e que levam já uma grande fatia do ordenado. Mas depois há toda uma solicitação social para o consumo, insistindo sempre no «tenha agora e pague depois» a que a publicidade torna difícil resistir. E se virmos que as queixas vêm de «seguradoras, "leasings", cartões de crédito, telemóveis, TV Cabo, Netcabo, etc.» entendemos que o tal pague depois se torna um pesadelo. E como as pessoas afinal não pagam, avança a queixa para o tribunal, entupindo tudo.
Mas há mais lixos. Porque leio que Ministro desmente aumento do lixo e aqui fico perplexa. O cidadão comum anda a produzir mais lixo? É também uma metáfora, e quer dizer que o governo agora promete portar-se bem? Pensei em várias hipóteses até entender – o ministro «nega categoricamente que o Governo esteja a preparar aumentos nas tarifas de recolha de lixo». Ah, é isso! Porque há Câmaras que falam em aumentos de 500%. Será um pesadelo, ou estas coisas são possíveis?


Emiéle

Publicado por populo às 08:09 AM | Comentários (6)

outubro 24, 2006

De passeio...

Como contei ali em baixo, este fim-de-semana passei-o no Alentejo.
Em casa de uns grandes amigos, amigos de sempre, que escolheram ir viver naquela zona tranquila depois da agitação de Lisboa. Tem uma linda casa antiga recuperada, no meio de uma vila. Foram dois dias magníficos, apesar do mau tempo. E como foi bom para mim convido-os a verem aquilo que eu vi. Cá está:


Emiéle

(nota : esta habilidade da janelinha a correr devo-a ao Farpas o grande professor da blogosfera

Publicado por populo às 04:00 PM | Comentários (10)

Plano Nacional de Acção para a Inclusão

Não digo nada.
Li que Sócrates anunciou umas medidas importantes inseridas no «Plano Nacional de Acção para a Inclusão». Se não andasse tão desanimada, desiludida, desapontada, e outros adjectivos semelhantes que se podem aplicar no que se refere à Política Social (???????) deste Governo, talvez fosse a altura de começar a ter esperança. Eles chamam-se «socialistas» não é verdade?
Mas vou esperar para ler o que vem nesse Plano.
Depois de conhecer as intenções, confirmar como se programam as acções. E depois ainda ver se a programação se realiza. Nessa altura deito o tal foguete.
Mas agora não.
Emiéle

Publicado por populo às 09:14 AM | Comentários (6)

Eleições na Bulgária

«Parece» que houve eleições na Bulgária.
Pelo menos uma coisa parecida, mas não sei se lhe podemos chamar isso quando dois terços dos eleitores não se interessou nem foi votar.
Impressiona-me muito, como um país que viveu tantos anos com ‘partido único’ após poucos anos de regime pluri-partidário se desinteressa de tal modo de um acto eleitoral! O que se passa com aquela gente? Que profundo desânimo devem sentir…
E o complicado é que a velha frase de que «não votar é votar naquilo que não se deseja» pode bem aplicar-se, se por um raio de um azar o senhor que declara que quer a Bulgária para os Búlgaros (já ouvimos isto tanta vez…) ganhasse as eleições.
Não vai acontecer, mas…

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Emiéle

Publicado por populo às 08:56 AM | Comentários (7)

Estacionamento em Lisboa

O estacionamento em Lisboa é terrível. Toda a gente sabe isso, quer quem cá mora, quer quem cá vem. Os prédios, só os recentes e caros têm garagem para os seus moradores, há muito poucos parques e caros, e todas quase todas as famílias têm carro hoje em dia. E, evidentemente, quando se tem um carro só há duas coisas a fazer – ou se anda com ele ou se deixa parado, e qualquer dos dois actos é incómodo.
Eu nunca gostei da EMEL. Aborrece-me ter de pagar para poder parar o meu carro como creio que toda a gente, mas o que me irrita mais é que aquela entidade parece só ter direitos e poucos deveres. Vêem-se muito os jovens fardados de verde de aparelho em punho a verificar se o estacionamento ultrapassou cinco minutos daquilo que pagou, mas nunca vi ninguém de pincel e lata de tinta a avivar os traços que separam um local de estacionamento de outro…
Desta vez dizem que a «emel» vai assumir poderes policiais vai poder multar e rebocar. A minha primeira, ou até segunda, reacção é pensar «mas onde é que isto vai parar?» exactamente por não gostar da dita empresa. Depois, lendo melhor a notícia, vejo que fará algum sentido. Um dos absurdos do estacionamento, era de que um automobilista se estacionasse junto ao passeio nos rectângulos de rua propriedade da «emel» teria de pagar, mas se deixasse esse lugar vago e parasse ao lado, no meio da rua, aí só a polícia podia intervir porque já não era da competência da «emel». E, mais do que fantasia, isso passava-se mesmo. Vi muitas vezes uns ‘espertos’ que havendo claramente lugar, em vez de arrumar o seu carro deixavam-no numa segunda fila (imaginária, uma vez que não existia primeira fila…) e iam-se embora! E as ‘segundas filas’, para além de um ou outro caso de grande emergência, são a demonstração maior de completa falta de civismo.
Mas por outro lado o aumento das tarifas é escandaloso. Mais uma vez se vem com a conversa de que há muito que os preços não são revistos portanto toca a aumentar até 80%!!!

Emiéle

Publicado por populo às 08:22 AM | Comentários (4)

outubro 23, 2006

Dia Internacional das Bibliotecas Escolares

Foi hoje.
É curioso que em Portugal não há a cultura das Bibliotecas. Eu pensaria que para pessoas que gostassem muito de ler, era compreensível que preferissem comprar os livros e assim ficarem com eles para sempre do que requisitá-los a uma biblioteca. E é coisa que me faz alguma confusão, haver países onde os seus cidadãos até lêem bastante, mas têm poucos livros em casa, costumam frequentar bibliotecas e aí fazem as suas leituras – só em certos casos decidem comprar o livro e tê-lo em casa.
Mas por cá, ficamos a meio caminho – nem compramos assim muito (é certo que eles não são lá muito baratos…) nem também temos o costume de frequentar bibliotecas. Já tenho ouvido pessoas dizerem com ar enjoado que um livro de biblioteca é «livro em segunda mão»…( a sério que ouvi!)
Mas esta cultura da frequência de bibliotecas, é como tudo – aprende-se. E não há melhor local para aprender do que a Escola.
É portanto de aplaudir que se incentive bastante as bibliotecas escolares, onde as crianças possam sentir que os livros são bens que podem ser de todos, e isso é até uma riqueza! Assim como as bibliotecas itinerantes, que percorriam esse país levando o prazer da leitura a quem não tinha condições para ter livros só seus.
Dia bonito, o de hoje.

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Emiéle
(este post esteve escrito, 'em espera' desde a hora do almoço; entrou quando eu já não contava...)

Publicado por populo às 06:32 PM | Comentários (5)

Recado para os meus amigos visitantes

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Como já notaram a Weblog.com.pt deve embirrar embirra comigo.
Eu juro que tenho as contas em dia, nunca lhe fiz mal nenhum, até tenho tido imensa paciência para esperar que finalmente ela arrume a casa.
Mas começo já a desesperar…
Como isto tem sido por vagas, ou marés ou lá como é que lhe hei-de chamar, quando o período bom começa a ser razoável, imagino logo que finalmente o motor vai pegar e «é desta que vai». Mas tem sido sempre sol de pouca dura. Assim que respiro fundo, e penso que tudo entrou na ordem, sou rapidamente chamada à triste realidade que é deste funcionamento por soluços.
Portanto o que queria dizer-vos, com muito ênfase, é que por mim a porta dos comentários está aberta, está mesmo escancarada. Se não têm acesso, é por culpa dos senhores maus que, por qualquer motivo, me têm alguma aversão.
Mas ao menos digam-me porquê…! :(

Emiéle

PS - Para os que chegaram agora, a causa da minha arrelia é que desde que escrevi os posts desta manhã, aí há umas 8 horas, que não consegue entrar aqui nada...

Publicado por populo às 04:11 PM | Comentários (10)

O ano bancário

O mundo de coisas que eu não sei causa-me vertigens!
Sabia que havia múltiplos calendários. Aquele porque nos seguimos divide o tempo em Antes de Cristo e Depois de Cristo. Mas há o dos maometanos, dos aztecas, dos hindus, os anos lunares, os anos …. eu sei lá. De uma forma geral começa-se a contar o tempo a partir de uma data diferente mas os anos costumam andar pelos seus 366/ 365 dias mais coisas menos coisa.
Sei a partir de hoje que o ano bancário tem 360 dias.
E inicia-se a partir do momento em que existe um crédito ou um débito ou lá o que é…
Eu sou mesmo má para números!

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Emiéle

Publicado por populo às 08:40 AM | Comentários (3)

Os ditadores e as contas na Suiça

Faz parte do que durante muito tempo se aceitou passivamente e quase com ‘resignação’: as fortunas dos chefes não estão colocadas nos bancos dos seus países onde teriam de prestar contas e sim em contas secretas num paraíso chamado Suiça.
Há décadas e décadas que assim é.
Os suíços, parece agora, que estão a embirrar com isso. Começam a querer «bloquear contas bancárias de ditadores e tentar restituir os fundos aos países onde foram roubados»
Vai ser o fim do mundo! Filipinas, Congo, Haiti, Nigéria, gente que já não está no poder mas cujas famílias vivem ricamente do dinheiro roubado nos tempos doirados devem voltar a fazer contas à vida.
E talvez... porque não, começarem a trabalhar..?
Dizem que até dá saúde.

Emiéle

Publicado por populo às 08:34 AM | Comentários (0)

Bombas de fósforo

Ao tempo que se dizia. Aliás as vítimas existiam e uma vítima é uma prova, não creio que seja necessário mais nada.
Desta vez um deputado israelita confirmou que foram utilizadas bombas de fósforo.
Finalmente em resposta a perguntas respondeu que «"O Exército israelita tem armamento de fósforo de vários tipos", e [….] foram utilizadas munições de fósforo durante a guerra contra o Hezbollah em ataques contra alvos militares em campo aberto.»
Saber já se sabia, por agora é a confirmação de um ponto. O passo seguinte será reconhecer que os tais ‘alvos militares em campo aberto’ também incluíam civis em aldeamentos…

Emiéle


Publicado por populo às 07:54 AM | Comentários (0)

Localização dos radares de controlo

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Na sequência de uma conversa que vem de trás, leio agora que existe um site com todos os pontos onde estão localizados os radares de controlo da polícia de trânsito. Pela leitura da notícia podemos detectar um tom de censura porque se podemos, através de um GPS, conhecer os pontos de vigilância também podemos fugir.
Não sei...
Primeiro instalar um GPS ainda tem custos e a maioria dos carros não tem esse 'brinquedo'. Segundo, talvez se fuja à multa por excesso de velocidade, mas o que se pretende não é exactamente que se abrande a velocidade e se cumpram as regras de trânsito?

Emiéle

Publicado por populo às 07:47 AM | Comentários (7)

outubro 22, 2006

Acabou o meu passeio

Regressei.
De novo em Lisboa e preparada para a semana que aí vem, mas muito consolada
É certo que o mau tempo não deu para que o meu passeio ao «Alentejo Profundo» fosse muito vivido no exterior das casas, mas de qualquer modo foi sensacional! Ainda dei umas voltinhas a pé pela aldeia, é claro, e continua a encantar-me o asseio fantástico daquelas terras! Mas sobretudo tive um fim-de-semana onde conversei sem parar, dormi maravilhosamente e comi… como só na nossa província os nossos amigos sabem alimentar-nos! Ali a carne sabe a carne, as couves sabem a couves, as batatas sabem a batatas e a fruta sai da árvore!!!Para não vos falar no pão, no queijo, nas azeitonas.
(Ainda bem que a a tal balança voltou para a loja!!!)

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Emiéle

Publicado por populo às 09:49 PM | Comentários (3)

Um Caderno de Capa Castanha VIII

Divertimentos
« - E agora que já me tenho uma ideia de como eram os ‘tempos livres’ das crianças nesse tempo, posso ter uma ideia de como eram os dos adultos?
- Com certeza! Lembra-te que fui eu que te pedi para de dividir esta conversa em ‘dois capítulos’, porque era muita informação para uma só vez.
Ora bem, primeiro é bom não esqueceres de duas coisas: por um lado estamos a falar de uma época – anos quarenta - em que o mundo ainda estava em guerra e, mesmo quando esta acabou não acabaram as restrições, por outro lado eu era muito pequena e o que te posso contar é o mundo dos adultos vistos pelos olhos de uma criança.
Naturalmente que há muitos aspectos desse época que todos sabemos nem preciso chamar a atenção, tudo o que se refere às tecnologias que ainda não existiam, como televisão, aparelhagens sonoras, por exemplo.
Eu em criança deitava-me cedo e participava pouco nos serões da família. O costume era o meu pai depois do jantar ir até ao café. Os cafés eram pontos de convívio muito animados e estavam abertos até tarde. A minha mãe raramente o acompanhava, tinha tarefas domésticas a terminar apesar de viver connosco uma tia avó que se encarregava de gerir a casa porque como já te contei, a minha mãe era professora.
Nesses serões, essa senhora mais velha dedicava-se à costura ou a fazer bordadinhos enquanto a minha mãe lia. Também tínhamos uma telefonia é certo, e por vezes ouvíamos aí música mas nem sempre estava ligada, e quanto a discos só na década de 50, comigo já adolescente, se comprou finalmente um gira-discos. Eram serões muito calmos onde se conversava bastante. Apesar de já termos telefone, não era usado para grandes conversas, falava-se ao telefone quase só para dar um recado, fazer uma pergunta, quando se queria conversar fazia-se uma visita. Os meus pais convidavam frequentemente os amigos para jantar lá em casa, ou íamos nós jantar em casa deles, mesmo durante os dias de semana. Claro que só te posso falar do que se passava na minha casa, Clara, mas com os amigos dos meus pais era semelhante: as distracções estavam muito centradas em convívios entre amigos, e na leitura.
É certo que se saía. Havia espectáculos, teatro, revista, cinema, concertos, até ballet e ópera apesar de raramente. O cinema era já com som é claro, mas os filmes quase todos a preto e branco. Lembro-me ainda de ouvir algumas discussões entre os meus pais e os amigos (como te contei fui criada num ‘ambiente intelectual’) sobre se a cor não roubava o aspecto artístico às películas… Reparava que o entretêm dos meus pais à noite, era a leitura. Liam imenso o que foi um bom modelo para mim» Clara

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Emiéle

Publicado por populo às 03:32 PM | Comentários (5)

Momento de música

Um cantor que nunca me canso de ouvir.
Uma das vozes mais quentes e doces que conheço.

Emiéle

Publicado por populo às 11:16 AM | Comentários (2)

outubro 21, 2006

«Quase»

Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num baixo mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...

Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!

De tudo houve um começo... e tudo errou...
- Ai a dor de ser - quase, dor sem fim... -
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou...

Momentos de alma que desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...

Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...

Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...


Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

Mário de Sá-Carneiro
13-5-1913

Emiéle


Publicado por populo às 02:13 PM | Comentários (4)

Lonjura

Mesmo que o céu não seja azul, nem o moinho asas brancas, um espaço aberto faz-nos sonhar...

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imagem daqui

Emiéle

Publicado por populo às 12:10 PM | Comentários (3)

outubro 20, 2006

Ora bolas!!!

O que um bocado de chuva batida a vento pode fazer na nossa auto-estima…!
E em 24 horas.
Ontem, por esta hora, sentia-me lindamente. Tinha ido ao cabeleireiro, uma roupa mais jeitosa do que o costume, umas botas altas, uns brincos a dançarem, estava arranjadinha, bem cheirosa, uma imagem que me agradava. Olhava para o espelho e pensava «cá estou eu; huuuummm, não tá mal!»
Hoje, amanheceu de temporal. Tive mesmo de sair, é claro. Apesar de protegida, o chapéu-de-chuva virou e fiquei que nem um pinto. Os sapatos, trás, em cheio dentro das poças de água. O cabelo, a pingar, teve de secar sozinho à sua custa e, para vingança, está cada madeixa para a sua banda. O nariz está encarnado, os pés gelados, receio uma constipação.
Olho outra vez ao espelho e desejo pensar «quem é esta? Huuuummm, acho que não conheço

Emiéle

Publicado por populo às 01:50 PM | Comentários (8)

Eu ponho e a chuva dispõe…

Tou muito desapontada!
TinhaTenho programado para este fim-de-semana um passeio ao interior, norte Alentejo para ser mais exacta. Está tudo combinado, anfitriões disponíveis, saco preparado, planos na minha cabeça.
E agora cai este temporal.
Alerta laranja , com franqueza!!!!
Eu dantes até gostava da cor, mas começo a tomar-lhe já uma séria embirração.
Tem alguma piada um passeio debaixo de temporal? Os meus amigos lá me disseram pelo telefone «venham, por nós tudo bem, mas olha que o tempo…».
Mas que raiva!

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Emiéle

Publicado por populo às 09:04 AM | Comentários (4)

Em poucas palavras

Ainda dentro da história da ocupação do Rivoli, uma frase proferida por uma senhora que lá estava fica-nos a soar. Disse ela em relação à actuação do Poder actual na nossa terra: Uma coisa são as convicções; outra, bem diferente, são os comportamentos.
Prefiro não acrescentar nada.
Vamos apenas pensar no que são as atitudes, a arrogância, o respeito pelos outros, a actuação e comportamentos. Algumas coisas que nos têm indignado, se tivessem sido expostas de outra forma, analisadas, ouvidas razões de parte a parte, nem sei se não teriam «passado». É o autoritarismo desenfreado que faz perder a possível razão que nalguns casos ainda tenham. E pelo que tenho visto isto é um mal sem cura.

Emiéle

Publicado por populo às 08:39 AM | Comentários (3)

Ena tantos!!!

Não falei aqui da ocupação do Rivoli porque conheço mal o caso, e também é certo que não procurei informar-me melhor. Tive uma certa simpatia pelos manifestantes / ocupantes por aquilo que li, mas até posso estar enganada.
Agora com o que não posso deixar de sorrir é com a notícia de que foram mobilizados 100 polícias para desalojar 16 pessoas que estavam a dormir.
Já viram bem? Dá uma média de mais de 6 polícias por cada ocupante
Aí valentes! Mas que energia e vitalidade que aquela gente tinha…
Mais de 6 para cada um!

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Emiéle

Emiéle

Publicado por populo às 08:33 AM | Comentários (6)

Um ano de ‘autárquicas’

Aquilo que conheço um pouco melhor, porque cá vivo, é Lisboa.
Passou-se um ano desde as discussões eleitorais e começa o tempo dos balanços. Interessante que é do próprio PS que vem uma forte auto-crítica. Porque o certo é que o partido mais forte, que se propunha gerir sozinho esta Câmara imensa, afinal… apagou-se. Se mais provas fossem necessárias, é óbvio que o colunável Carrilho se encarregou de as dar. Desapareceu.
Por mim, que sou independente em política partidária, e votei em consciência e segura do que fazia em Sá Fernandes só posso sentir que fiz muito bem. E lamentar que ele não tenha vários clones, ou as coisas tinham mexido muito mais. O homem também não pode fazer tudo!

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Emiéle

Publicado por populo às 08:04 AM | Comentários (4)

outubro 19, 2006

Para deter carros em fugas

Parece que afinal voltam a poder ser usadas as «lagartas» para fazer parar carros em fuga. Quando dos casos de acidentes muito graves provocados por polícias que após perseguições demoradas dispararam contra os carros em fuga, questionei porque não se usavam as lagartas que furavam os pneus. Só agora é que entendi que elas tinham sido retiradas porque «ao provocarem o rompimento abrupto do pneu eram susceptíveis de provocar acidentes graves». Esse cuidado do senhor que impediu o uso dessas lagartas é interessante, mas como a alternativa seria disparar para os pneus, com o risco de poder não se acertar, estaremos todos de acordo que esses «acidentes seriam foram muito mais graves».
Bom, vamos esperar que se passe a usar esse dispositivo e que se consiga deter a bem esses fugitivos com má consciência.

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Emiéle

Publicado por populo às 08:33 AM | Comentários (12)

Referendo

Hoje vai a votos, e tudo indica que será aprovada, a proposta para um segundo referendo sobre a IVG. Sobre o tema remeto-os para o que tem dito a Isabel, que desde impressionantes e tocantes depoimentos pessoais a análises mais frias e racionais tem dito, desde há dois anos aqui na net, tudo o que é necessário.
Mas tenho ouvido nos transportes públicos, nos supermercados, nos quiosques de jornais, onde quer se juntem duas pessoas algumas confusões. O que se vota hoje é apenas e só uma proposta de referendo. Depois de se ter feito o primeiro com aquela fraquíssima participação, teria de mais tarde ou mais cedo se fazer um outro. Contudo, até que se venha a despenalizar a mulher que pratique uma IVG em Portugal ainda há muito caminho a percorrer.
Este é apenas o primeiro passo.

Emiéle

Publicado por populo às 08:25 AM | Comentários (14)

A brincar a brincar…

Enviaram-me por email uma carta enviada a um Banco mas que pode servir para todos. Deixo-a aqui para sorrirem e meditarem

«Exmos Senhores Administradores do BES
Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina da v/. rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da tabacaria, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.
Funcionaria desta forma: todos os meses os senhores e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, farmácia, mecânico, tabacaria, frutaria, etc.). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao utilizador. Serviria apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade ou para amortizar investimentos. Por qualquer produto adquirido (um pão, um remédio, uns litros de combustível, etc.) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até ligeiramente acima do preço de mercado.
Que tal?
Pois, ontem saí do meu BES com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade. A minha certeza deriva de um raciocínio simples.
Vamos imaginar a seguinte situação: eu vou à padaria para comprar um pão. O padeiro atende-me muito gentilmente, vende o pão e cobra o serviço de embrulhar ou ensacar o pão, assim como, todo e qualquer outro serviço. Além disso, impõe-me taxas. Uma "taxa de acesso ao pão", outra "taxa por guardar pão quente" e ainda uma "taxa de abertura da padaria". Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro

Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo no meu Banco.
Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto do negócio bancário. Os senhores cobraram-me preços de mercado. Assim como o padeiro cobra-me o preço de mercado pelo pão.
Entretanto, de forma diferente do padeiro, os senhores não se satisfazem cobrando-me apenas pelo produto que adquiri.
Para ter acesso ao produto do v/. negócio, os senhores cobraram-me uma "taxa de abertura de crédito" - equivalente àquela hipotética "taxa de acesso ao pão", que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar.
Não satisfeitos, para ter acesso ao pão, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente no v/. Banco. Para que isso fosse possível, os senhores cobraram-me uma "taxa de abertura de conta".
Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa "taxa de abertura de conta" se assemelharia a uma "taxa de abertura da padaria", pois, só é possível fazer negócios com o padeiro, depois de abrir a padaria.
Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como "Papagaios". Para gerir o "papagaio", alguns gerentes sem escrúpulos cobravam "por fora", o que era devido. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu antecipar-se aos gerentes sem escrúpulos.
Agora ao contrário de "por fora" temos muitos "por dentro".
Pedi um extracto da minha conta - um único extracto no mês - os senhores cobraram-me uma taxa de 1€.
Olhando o extracto, descobri uma outra taxa de 5€ "para a manutenção da conta" - semelhante àquela "taxa pela existência da padaria na esquina da rua".
A surpresa não acabou: descobri outra taxa de 25€ a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros mais altos do mundo. Semelhante àquela "taxa por guardar o pão quente".
Mas, os senhores são insaciáveis.
A prestável funcionária que me atendeu, entregou-me um desdobrável onde sou informado que me cobrarão taxas por todo e qualquer movimento que eu fizer.
Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores se devem ter esquecido de cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações do v/. Banco.
Por favor, esclareçam-me uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?
Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que a v/. responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências legais, que os riscos do negócio são muito elevados, etc, etc, etc. e que apesar de lamentarem muito e nada poderem fazer, tudo o que estão a cobrar está devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco de Portugal.
Sei disso.
Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem o v/. negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados.
Sei que são legais.
Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam protegidos pelas leis, tais taxas são uma imoralidade. O cartel algum dia vai acabar e cá estaremos depois para cobrar da mesma forma.»

Publicado por populo às 07:45 AM | Comentários (10)

Ficaram preocupados

Os senhores do governo foram colhidos de surpresa pelo anunciado aumento das tarifas da energia. Imagine-se! Ele há coisas…
Só souberam 48 horas antes. Estarrecidos com esta novidade até já convocaram uma reunião para debater o assunto.
Uff…
Que alívio. Agora que vai haver uma reunião, podemos ficar mais descansados, eles velam por nós, só querem o nosso bem, e tudo se vai resolver.
Ah, esperem aí, afinal não é assim tão fácil. Ora bolas, esqueci-me que «a culpa» do aumento de 15,7% da electricidade para os consumidores domésticos em 2007 é do consumidor, porque esteve vários anos a pagar menos do que devia
Então é isso.
Bem feita! Andamos por aqui há vários anos a gozar à tripa forra, a engordar à custa da EDP, e agora nada mais justo que se reponham as coisas, tadinhos dos fornecedores de energia que estão prestes a entrar em falência.

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Emiéle

Publicado por populo às 07:35 AM | Comentários (8)

outubro 18, 2006

Os maus condutores

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Claro que sabemos que os maus condutores são «os outros». Nós temos sempre uma justificação quando fazemos uma burrada. E quando se vai a conduzir parece que vem ao de cima os nossos instintos mais competitivos e selvagens. Tenho visto isso por todo o lado e, para ser franca, creio que até em mim própria… (apesar de me dizerem que até sou muito calma para o que se costuma ver)
Ora bem, para evitar questões e ficar mesmo demonstrado com imagens, a Câmara de Lisboa vai colocar 21 radares aqui pela cidade . Se com isto não travar os aceleras então não sei que mais se poderá fazer!
Uma das coisas que me choca é que o sinal amarelo é interpretado ao contrário daquilo que entendo: em vez de se começar a travar, aí é que se acelera mais a «ver-se-ainda-se-consegue-passar-antes-que-caia-o-vermelho». Já tenho apanhado fortes buzinadelas de protesto por ter a triste ideia de travar no amarelo!!!
E quanto à velocidade nos túneis, que esta notícia refere, é completamente incrível. Passam que nem setas, numas gincanas infernais, para ganharem uns minutos que muitas vezes vão perder logo ali à frente…
Era bom que todos aprendêssemos a conduzir com calma e civismo.

Emiéle

Publicado por populo às 09:07 AM | Comentários (8)

Casa

Este governo tem um mérito: é que dispara em todas as direcções. Ninguém se pode queixar de que não foi mimoseado com qualquer ‘atenção’
Hoje, entre várias coisas, passamos às casas e às suas rendas. Vemos que o Governo corta no subsídio ao arrendamento jovem e também que os Aumentos de renda vão ser agravados para casas antigas e bem localizadas
Que este é um problema grave, não creio haver dúvidas. Uma bola de neve das que cada vez engrossa mais. É sabido que quem precisa de uma casa hoje em dia escolhe comprar uma em vez de a alugar como era costume há umas dezenas de anos. Porque ir hoje alugar de novo uma casa ou pagar esse ‘aluguer’ a um banco vai dar ao mesmo… Isto porque os senhorios perderam a noção da realidade e pedem preços de alugueres absurdos – afugentando os possíveis clientes.
Mas como neste e noutros campos os «bons» não estão todos num lado e os «maus» no outro, o certo é que o prolongadíssimo período de congelamento das rendas arrastou estas consequências. Sei também de senhorios que estão apanhados em autênticas ratoeiras. Herdaram de familiares casas velhas, as rendas são simbólicas de poucas dezenas de euros, e as obras necessárias de muitos milhares! Alguns vivem infinitamente pior do que os seus inquilinos. Não podem vender as casas porque ninguém as compra. Os inquilinos também não querem as casas como proprietários, dá-lhes mais jeito serem inquilinos… Conheço uma senhora que já pensou oferecer a casa aos inquilinos mas nem assim!
Por outro lado, no meu prédio que tem 40 anos, de vez em quando vaga um andar mas o senhorio pede uma renda tão absurdamente elevada que só consegue inquilino por dois ou três meses, até concretizar a compra de uma que por menos do que esse preço seja mesmo dele.
Esta oscilação entre o 8 e o 80 não é boa para ninguém.
Só que esta é mesmo uma batata muito quente e difícil de lhe pegar.

Emiéle

Publicado por populo às 08:37 AM | Comentários (11)

Afinal dantes não era legal!

Faltava este toque final.
Deve ser para poupar na gasolina dos aviões que levavam os prisioneiros para campos distantes onde os podiam torturar à vontade. A partir de agora não é necessário esse trabalho e despesa. Agora os senhores da CIA já podem trabalhar em casa com mais conforto. Escusam de ir para países distantes para ‘trabalhar’ os prisioneiros, podem à noite recolher ao lar e jantar em família…
Bush assinou uma lei que autoriza o recurso a "métodos agressivos" para interrogar os prisioneiros e autoriza o julgamento de suspeitos de terrorismo em tribunais militares e não exige que qualquer deles seja defendido por um advogado
Shame of you, senhor Bush!
Mas apesar de tudo esta lei vem admitir que o que se fez até agora foi ilegal mesmo pelas leis americanas. A maçada de ter de dar explicações a países europeus sobre os estranhos voos deve ter pesado na decisão.

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Emiéle

Publicado por populo às 07:34 AM | Comentários (7)

outubro 17, 2006

A verdadeira «Teoria da Conspiração»

Ando muito divertida a ler um livro que é mesmo a Teoria da Conspiração, a verdadeira, a autêntica. Quando terminar (aquilo ainda são umas 350 páginas e eu tenho outras coisas que fazer!) conto aqui. Mas é muito engraçado e imagino que as pessoas que levaram o Código da Vince a sério, devem dar pulos de corça com este! Porque ele leva tudo a eito, a «sua conspiração» mata tudo, do papa João Paulo em diante tudo o que é morte misteriosa entra aqui no romance…até ao Sá Carneiro.
Acredito que se torne um best-seller, mas é pena não ter saído no verão que era mesmo coisinha boa para férias.
Bem, está prometido que, mais para diante que ainda nem li um terço, daqui a uns tempinhos volto aqui ao tema desta famosa conspiração. :)

Emiéle

Publicado por populo às 05:30 PM | Comentários (6)

Sentir

Não, não vou falar de sentimentos, vou falar de sentidos. É muito curioso observar como nós ‘intelectualizamos’ tanta coisa. E muito espontaneamente, até é preciso fazer algum esforço para inversamente se ‘pensar simples’.
Contaram-me uma experiência. Um orador numa sessão quis demonstrar qualquer coisa, pediu a uma pessoa da assistência que colaborasse e alguém se ofereceu. Foi-lhe pedido que fechasse os olhos e estendesse uma mão dizendo depois o que sentia. Colocou-se-lhe uma chave na mão e ele de olhos fechados declarou: “uma chave”. Depois colocou-se-lhe um lenço e ele afirmou “um lenço”. O tal orador com uma expressão infeliz, afinal a experiência estava a correr mal, pediu outro voluntário. Repetiu-se a cena, olhos fechados, mão estendida, e iam saindo identificações certas: “uma moeda”, ou “um papel”.
Então o orador confessou: - “Desisto!” e, curiosamente, o público não entendia o que estaria mal. Ele então explicou “Meus caros, eu só lhes perguntei o que é que sentiam. Eles podiam sentir frio, sentir leve, sentir macio, sentir pesado. Mas não «sentiam moeda» nem podiam «sentir lenço» isso já são elaborações mentais de quem reconhece os objectos".
Já pensaram as vezes que nós fazemos isso? Perante questões muito simples, adiantamo-nos, damos o que consideramos um passo em frente do que nos é pedido. Mas será que é realmente um passo em frente…? Porque não deixar os nossos sentidos muito simplesmente serem aquilo que são – olfacto, vista, paladar, ouvido, tacto. Já é tanto! Viver com plenitude aquilo que o nosso corpo generosamente nos dá.

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Emiéle

Publicado por populo às 05:00 PM | Comentários (5)

Mas quando é que muda a hora?

Eu gosto de me levantar cedo.
Sinto-me estimulada e enérgica de manhãzinha.
Mas a verdade é que os antigos, que se organizavam pelo sol estavam cheios de razão. Esta porcaria de as horas de me levantar serem as mesmas de Inverno e de Verão desorganiza-me sempre. Quando digo que gosto de me levantar cedo quero dizer «quando nasce o sol». Fico toda consolada de estar a tomar o meu pequeno-almoço e um raio de sol a cair no meu pão com manteiga… Revigora-me, sinto-me bem.
Mas agora, nesta altura do ano, em que tomo o pequeno-almoço com uma lâmpada acesa, a piada diminui muito. Assim já não acho graça!
Parece que daqui a uns dias a hora muda e volta a haver luz natural mais cedo, mas daqui até lá o acordar cedo perdeu a piada.
A verdade é que o meu organismo gosta é de seguir o Sol, como os primitivos. Sensatos, não eram?

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(era assim que eu gostava de tomar o pequeno-almoço; o chapéu não é indispensável)
Emiéle

Publicado por populo às 08:47 AM | Comentários (7)

Modos de dizer as coisas

É interessante que uma coisa pode não ser uma mentira e contudo não ser uma verdade.
Quando lemos num título de jornal que o «orçamento do Estado beneficia os casados» a ideia que dá é que pelo facto de se estar casado se vai ter uma qualquer regalia. Enfim, seria uma opção, para fomentar os casamentos imaginei eu.
Mas se formos ver bem, não é disso que se trata. A verdade é que « o Governo vai acabar com o tratamento fiscal mais vantajoso para os não-casados» estão a entender? Não “beneficia” coisa nenhuma, retira é benefícios a uns.
Ah! Assim já acredito.
De facto por mim aceito que o estado civil de cada um não tenha a ver com as finanças, mas já embirro com títulos enganadores.

Emiéle
PS - (acabei de ver o DN que tem o título exactamente inverso!)

Publicado por populo às 07:56 AM | Comentários (3)

Numa despesa necessária se não gasta um é porque é outro a gastar

É interessante ouvir que o Estado vai poupar 213 milhões com a ADSE.
Será porque as pessoas andam mais saudáveis? Ná!
Isso, esse "corte" de 213,4 milhões de euros resulta de uma série de "medidas estruturais" o que traduzido por miúdos vai querer dizer que quem se lixa é o mexilhão do costume. Se são necessários tratamentos, se a ADSE - para onde se desconta obrigatoriamente ao receber o ordenado - não comparticipa, então serão os doentes que pagam. Simples, não é?
Ou talvez não pague ninguém e se morra mais depressa. Seria uma outra forma, radical, de reduzir a Função Pública.

Emiéle

Publicado por populo às 07:43 AM | Comentários (4)

outubro 16, 2006

A culinária é uma arte ou uma ciência?

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Quando eu andava pelos bancos da Faculdade brincava-se muito entre nós porque em várias das Cadeiras que estudávamos começavam os professores por passar algum tempo a definir se a tal disciplina era «uma arte ou uma ciência». Motivo de paródia, já se vê.
Ora bem, já tenho dito que das ‘prendas’ da boa dona de casa, aquela que faço com gosto é cozinhar. Acho interessante e criativo, pegar numa série de produtos com determinado aspecto e graças ao meu talento transformá-los em algo de bem cheiroso e agradável ao paladar. Mas leio agora um artigo que me deixa de cara à banda! Afinal existe uma coisa chamada Gastronomia Molecular (ena! ena!) que está a transformar essa coisa dos tachos e panelas numa ciência. Imaginem que «no fundo cozinhar é fazer química e a cozinha é um laboratório que todos temos nas nossas casas». E eu a achar que era uma arte!
Fiquei desapontada.
Não é que tenha nada contra a ciência muito pelo contrário, tenho-lhe o maior dos respeitos. Mas sentia-me muito mais feliz a imaginar-me discípula do Harry Potter, a sentir que ao misturar uma ervas e uns condimentos dentro de um tacho estava perto da magia, porque fala-se em coisas esquisitas - gelatina fumegante, sopa de peixe em bolinhas, e também em produtos como alginatos, o agar-agar ou o azoto líquido. (???)
O que acham, arte, ciência ou magia…?

Emiéle

Publicado por populo às 09:09 AM | Comentários (19)

Sem emenda

Palavras para quê:
Israel vai atacar mais a Faixa de Gaza.
Evidentemente que há justificações. Era o que mais faltava que não houvesse, também se atacou o Iraque à procura de armas de destruição massiva, não é?
Claro que Israel vai atacar mais a faixa de Gaza, porque quer … «impedir os disparos de mísseis palestinianos e o tráfego de armas com proveniência do Egipto» é claro.
Acidentalmente, desde que esta acção começou já morreram 22 palestinianos.
Não entendo porque é que o senhor Amir Peretz se chama Ministro da Defesa quando se devia chamar Ministro do Ataque. Não foi a senhora Rice que disse a semana passada, que gostaria de ver um «Estado palestiniano livre da "humilhação diária" da ocupação israelita» ? Huuummm… Ela deve pensar que tem uma esperança de vida bem maior do que a actual.

Emiéle

Publicado por populo às 09:02 AM | Comentários (7)

Quem lê e o que lê

Está em curso um Questionário (já o facto de se chamar assim gostei mais do que lhe chamar «inquérito», tão estafada e desvalorizada está a ideia de ‘inquérito’) sobre os hábitos de leitura dos portugueses.
O último estudo do género foi feito há 10 anos. Desde então o que mudou?
Não vale a pena bater mais na tecla de que lemos pouco. É claro que lemos pouco. Contudo quem viaja por transportes públicos pode confirmar que a chegada dos jornais gratuitos veio incentivar alguma leitura. De manhã, uns sete em cada dez passageiros têm um jornal aberto…
Por outro lado, a enorme adesão à net, se por um lado faz fugir á leitura do papel, também o certo é que ao olhar para o monitor estamos a ler. E a louca expansão das msn, se por um lado veio trazer aquela estranhíssima escrita abreviada, também é certo que bem ou mal aquilo é uma escrita!
Vamos ver o que nos diz este estudo. Não lemos muito e isso é consensual. Por outro lado, a minha forte convicção é que ‘lá fora’ também não se lê agora lá muito… Tenho amigos franceses que referem essa questão. Se calhar estamos a avançar para outro modo de comunicar, mas seria interessante integrar as novas formas sem perder as antigas.

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Emiéle

Publicado por populo às 08:40 AM | Comentários (7)

Para pensar

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Manuela Arcanjo andou pelo poder e entende de Finanças. É certo que quando se tem a responsabilidade de tomar decisões pensa-se de um modo e quando nos afastamos dessa obrigação se consegue pensar mais friamente e dizer coisas que, noutros tempos, muito cautelosamente ficariam caladas…
De qualquer modo mais vale tarde do que nunca.
O que hoje escreve merece ser pensado: Ela explica o erro de «um governo desenvolver um conjunto de acções tendentes a criar na opinião pública uma imagem extremamente negativa dos funcionários públicos»
E os motivos que refere para a sua crítica fazem todo o sentido. - «primeiro, a maioria dos aspectos negativos deve ser imputada à própria entidade patronal (Estado); segundo, a "mensagem" é injusta por revelar apenas um dos lados da apreciação».
Sabemos que esse truque de revelar meia-verdade, a que pode ser tomada como um todo e nesse caso passar a ser uma mentira é truque velho, mas o certo é que passa quase sempre. É lamentável que seja o próprio governo a usá-la.
O artigo é curto, não o vou transcrever todo mas vale a pena lê-lo.

Emiéle

Publicado por populo às 08:23 AM | Comentários (5)

outubro 15, 2006

Afinal é tão fácil

Na semana passada, quarta-feira creio eu, o Troll ofereceu-nos um belo vídeo. Na altura gostei logo muito dele, mas como esta foi uma semana difícil para mim ‘deixei-o cair’.
Mas não merece. Porque é uma história terna e alegre ao mesmo tempo.
E é o que me apetece deixar hoje aqui também.

Emiéle

Publicado por populo às 10:40 AM | Comentários (4)

«Isto só cá!»

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É o que costumamos dizer quando amargamente nos queixamos ( e infelizmente a propósito) do estado de coisas onde permanentemente estamos mergulhados. Por outro lado também costumamos dizer que o mal dos outros não nos consola nada.
Mas por vezes há coisas que nos deixam a pensar.
Imagine-se que o Correio da Manhã nos dizia em letras vermelhas de 10 cm na primeira página, que um médico do Hospital Amadora-Sintra, tinha interrompido uma operação para mandar um servente a correr comprar uma chave de parafusos?
Ia ser motivo de conversa em todos os locais de trabalho nessa manhã. «Parece impossível! Isto só cá!»
Pois é. Contudo esta cena passou-se em Inglaterra! Tal e qual: «Um cirurgião teve que interromper uma operação a meio porque não tinha a chave de fendas certa para tirar uma placa de metal que estava aparafusada ao braço do paciente num hospital de Preston, na Inglaterra». E tudo acabou em bem. O assistente voou até à loja de ferramentas, trouxe o utensílio, foi desinfectado, desaparafusaram o que era necessário e meia hora depois a operação concluiu-se com sucesso.
E esta, heim…?

Emiéle

Publicado por populo às 10:28 AM | Comentários (8)

Os grandes portugueses???

O facto de alguma coisa ter nascido ‘lá fora’ não lhe dá por si só nenhum valor acrescentado. Só mesmo a nossa triste auto-estima embarca nessa noção. É vulgar ouvir-se em resposta a uma critica ou censura a frase «lá fora também se faz» como se com isso a questão ficasse encerrada e justificada.
No caso da TV então esse facto é a norma. Mesmo quando os programas são feitos cá, com todo um investimento português a concepção vem «lá de fora», dos concursos às telenovelas.
Vem agora aí mais uma coisa que parece um concurso. Chama-se “Os grandes Portugueses”, e o modelo é The greatest british» da BBC.
Bom, a ideia é, pelo que entendi, escolher quem é que se considera ter sido «o maior português». Ora bem, vamos ver. Pontos positivos – um, falar-se de história; dois, levar-nos a pensar que em Portugal existiram ou existem pessoas merecedoras do nosso orgulho; três, difundir-se um cheirinho de cultura. E deve haver mais decerto, não estou agora para pensar muito na questão. E pontos negativos? Para mim há um e chega: Levar a comparar o incomparável. Seguindo a lista que a programação põe à disposição de quem quer votar (ainda assim acontecesse o desastre de não ocorrer um único nome!) o que terá de semelhante, de modo que um possa ser superior a outro, António Damásio ou Amália Rodrigues? Ou Antero de Quental ou Bartolomeu Dias? Ou Carlos Lopes ou Catarina Eufémia? Nasceram em Portugal.
Mesmo rasgando essa lista que, desculpem que diga, é completamente caricata e basta ir lá ver o certo é que havendo muitos nomes de pessoas que eu admiro imenso e considero que serão um motivo de orgulho terem nascido no meu país, eu nunca iria eleger UM. Porque esse e não outro? Foi importante na arte? Na política? Na ciência? Em valores humanos?
E depois o absurdo dessa estranha escolha ser por votação pública! Aplaudo a ideia do documentário, da biografia, do facto de chamar a atenção para vultos que estariam envoltos em névoa e esquecimento. Muito bem. Até ainda aceitaria que (já que se gosta tanto de concursos) se inventasse um concurso para ver quem conhecia melhor esta ou aquela personagem. Mas escolher «o mais»?! Qual mais? Mais em quê? E mais porquê?
Bom, ainda não começou e é melhor esperar para ver.

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Emiéle

Publicado por populo às 10:00 AM | Comentários (6)

outubro 14, 2006

Espelho de paz

Calma... silêncio... serenidade...

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Emiéle

Publicado por populo às 03:30 PM | Comentários (3)

A Fnac do meu desapontamento

Vocês talvez se lembrem de um anúncio que passou por aí, nos primeiros tempos da FNAC em Portugal onde se via um jovem sentado com uma pilha de livros ao lado, lendo se não me engano uma BD, e uma voz off que dizia qualquer coisa como «Esteja à vontade! E depois, também talvez nos pudesse comprar qualquer coisinha…»
Não vou jurar que fossem estas palavras mas era esse o sentido e tinha, de facto, bastante graça. Nessa altura as FNACs eram conhecidas como, as livrarias que tinham um espaço acolhedor onde o cliente podia ‘experimentar’ o livro que pensava comprar para confirmar se lhe interessava ou não. Assim mais ou menos como os gabinetes de provas nos “pronto-a-vestir”.
E desse modo tem sido. Mas eu tinha vindo a reparar que esse tal espaço andava a tornar-se cada vez mais reduzido. Os sofás deixaram de ter costas, ou as zonas eram mais zonas-de-passagem, enfim, pequenas coisas que faziam com que não se estivesse tão à-vontade a ‘experimentar o livro’ em questão.
Mas hoje tive a machadada final. Fui à FNAC do Chiado e as cadeiras foram-se, sumiram-se em absoluto. Só na zona das crianças ainda ficaram umas, pequeninas, à medida dos leitores.
É marketing? Querem desencorajar quem leia à borla? Precisam do espaço para mais escaparates?
Sinto uma desilusão.
O que marcava a diferença, dava um ar acolhedor, estimulava a visita, atraía, foi-se…
Eles lá sabem. Mas por mim, passo a ir à ’outra’, aquela que ainda tem bancos onde se possa folhear um livro sentada. Por enquanto…

Emiéle

Publicado por populo às 03:21 PM | Comentários (8)

O Banqueiro dos Pobres

Parece um contra-senso. A imagem de Banqueiro não se ajusta à imagens de Pobres. Contudo já a ideia de Paz se pode associar à de combate à miséria porque «não há Paz sem Pão» ou, pela sabedoria popular ‘casa onde não há pão…’
O novo prémio Nobel da Paz é «um banqueiro». Mas este é um banqueiro muito especial. Nascido no Bangladesh, era professor de economia em Chittagong, a segunda maior cidade deste país quando se deu a independência. Reparou que mesmo com a independência a miséria extrema continuava ou até piorava porque o país se endividava de um modo assustador e a corrupção alastrava. Visitou uma aldeia e reparou que havia muitas pessoas dependentes de usurários que emprestavam montantes muito pequenos com juros elevadíssimos. Porque a ideia era de que quanto menos garantias as pessoas podiam dar, maiores deviam ser os juros! Foi uma reviravolta nesta concepção que este homem lançou. Fez uma lista das pessoas que tinham pedido crédito de conformou que para responder aos pedidos de 42 pessoas bastavam 27 dólares. Os bancos não queriam emprestar exactamente por serem quantias muito pequenas, o negócio não tinha interesse e não havia garantias de que fossem reembolsados.
Foi o início da concepção do «Microcrédito».
Em 2005 Muhammad Yunus conseguiu que 100.000.000 famílias tivessem acesso a esse financiamento. É claro que este é ‘um Banco’ muito especial como se adivinha. Os 2,4 milhões de clientes são os donos do banco, porque segundo um ‘plano de poupanças’ especial é atribuído uma acção por cada dois dólares e ainda há um pequeno lucro para se pagar as despesas e se investir.
Tudo isto levanta naturalmente uma avalanche de questões e não será um programa perfeito, mas o que agrada é que trata as pessoas com respeito e dignidade e não tenta resolver as questões com esmolas mas com empréstimos o que responsabiliza quem recebe.
O Prémio da Paz justo.

Emiéle
PS - este post foi escrito de manhã; mais uma vez uma pane da weblog impediu a sua entrada que só acontece agora pelas 15 horas

Publicado por populo às 10:04 AM | Comentários (1)

outubro 13, 2006

Com açúcar com afecto…

Ou com chocolate, o que ainda é melhor.
Já me tinham falado, mas agora encontrei exactamente o endereço - para quem estiver interessado.
Aqui temos a “prova provada” que se há muita coisa antiga que é de preservar e terá sempre valor, também não podemos riscar as ‘invenções modernas’ que também podem ter soluções geniais mesmo ’medidas’ em afecto.
Desta vez o que inventaram foi uma espécie de scrabble com letras de chocolate. Pelos mais variados motivos, se desejarmos enviar uma mensagem importante e carinhosa, pode enviar-se uma caixa de chocolates. E ao abrir a caixa, quem a recebe lê a importante mensagem escrita no chocolate! Depois pode comê-la, como nos filmes de espionagem...
São quadradinhos, cada um com uma letra ou número, e os espaços são em chocolate branco em com símbolos. Claro que o recado pode ser mais pequenino ou mais comprido isso é ao nosso gosto: existem caixas com 8, 16, 24 ou 32 caracteres.
Mensagem mais doce não há!
Até me parece que uma coisa 'menos boa' se for dita assim é mais depressa perdoada...

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Emiéle

Publicado por populo às 09:00 AM | Comentários (9)

Mas porque é que se grita ao telemóvel…?

É curioso que no telefone de fio não se nota tanto esse fenómeno. De uma forma geral, costumamos falar ao telefone no nosso tom normal – se o nosso timbre é elevado fala-se alto, se é relativamente baixo, é baixo que se fala.
Mas ao telemóvel é vulgar assistir-se a uma transformação – as pessoas estão a conversar entre si num tom normal,eis que toca uma musiquinha e ..é sinal para largar a berrar! Ainda por cima, abstraem-se de onde estão, e berram com toda a força mesmo nos locais menos indicados.
Ontem, no silêncio de um hospital, onde todos os sons eram abafados para o bem-estar de quem lá estava, um homem à porta de um quarto rompia esse silêncio de feltro, com um enorme vozeirão e travava uma grande discussão que não nos interessava nada mas chocava imenso no recolhimento dos quartos onde se andava em bicos dos pés.
Pois é. Por mais que se varie de temas vimos sempre cair na questão do civismo.

Emiéle

Publicado por populo às 08:47 AM | Comentários (3)

O Clima e os Sentimentos

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Como expliquei ali em baixo, passei os últimos dias num hospital numa situação de espera muito dramática. E quando a tensão nervosa baixava um pouco consegui observar um elemento curioso: fizesse que tempo fizesse era sempre alvo de crítica.
Num dos dias esteve o céu muito escuro, chuviscava, tudo estava muito sombrio. E nós dizíamos: “Ainda por cima! Que tempo! Assim ainda nos abate mais!”. Mas, por coincidência, no dia seguinte estava um dia de sol muito bonito e então dizia-se com rancor: “Um tempo tão lindo! Que raio de contraste com o que se está a sentir!!!
A conclusão só pode ser a de que o pobre do tempo não tinha nada a ver, coitado. Quem estava mal éramos nós, e fizesse que tempo fizesse, teríamos de embirrar sempre!

Emiéle

Publicado por populo às 08:31 AM | Comentários (9)

Quem disse a frase?

Quem disse a frase?
Li que alguém disse da importância da «criação de um Estado palestiniano livre da "humilhação diária" da ocupação israelita» votos que só posso aplaudir mas qual não é o meu espanto ao ver que quem proferiu tão adequado desejo foi afinal a Sra. Condoleezza Rice.
Sabendo da força e cobertura que as sucessivas administrações americanas têm dado aos ímpetos de alargamento do seu território que os israelo-sionistas têm tido, só me resta maravilhar da capacidade contorcionista desta diplomata.

Emiéle

Publicado por populo às 08:22 AM | Comentários (5)

Desacordos

Ontem não fui à manifestação mas ouvi quem tivesse ido e foi referido a sua grandeza. Sejam 70.000 ou 100.000, o certo é que era muita gente. Muita gente a mostrar o descontentamento com o que se está a fazer. Foi também, à sua maneira, uma sondagem. Só que em vez de umas perguntas discretas pelo telefone, foram pessoas que deram a cara e foram gritar para a rua que não estão satisfeitas.
Leio hoje que o senhor Ministro do Trabalho tem um «um desacordo sério» com as posições da CGTP.
Ora essa?! O que penso é que é a CGTP tem um «desacordo sério» com as posições do senhor ministro. Dizer candidamente que «nem sempre o princípio da defesa do interesse geral» como lhe chamou «recolhe o apoio desde ou daquele sector», parece o mais cuidadosos eufemismo que tenho ouvido.
O que gostaria de perguntar ao senhor ministro era o inverso:
Nesse tal interesse geral, qual o sector que afinal apoia as medidas tomadas?
Talvez assim as coisas ficassem mais clarificadas.

Emiéle

Publicado por populo às 07:55 AM | Comentários (7)

outubro 12, 2006

Sombras do anoitecer

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Emiéle

Publicado por populo às 10:07 AM | Comentários (4)

O silêncio

Ontem o Pópulo esteve parado.
Tem sido muito raras as vezes em que isso aconteceu e quase sempre por ‘culpa’ da problemas na plataforma Weblog. Não desta vez.
Eu e a minha família próxima estamos de saúde, felizmente. De saúde física. Mas há dores que não se tratam com analgésicos como sabem. Tenho uma amiga-irmã que perdeu o marido.
Eu tive de estar presente e sofrer com ela, a amizade é assim. Também ela esteve comigo quando eu precisei, mas isso não conta, não se contabiliza – vive-se e sente-se porque se é amigo.
Não fui capaz foi de manter nestes dias de sombra este blog que tem sido também uma espécie de diário. Há momentos onde tem de haver silêncio.
Talvez amanhã eu volte, mas hoje ainda não posso.

Emiéle

Publicado por populo às 10:00 AM | Comentários (6)

outubro 10, 2006

Odeio balanças

Eu odeio as balanças e tudo indica que elas me odeiam a mim!
O que se pode dizer é «ódio com ódio se paga»!!!
Ao longo da minha vida, de vez em quando dá-me um amok e compro uma balança. Quase sempre escolho-a cuidadosamente, experimento-a, arrumo-a na casa de banho, sirvo-me uns tempos dela, começo a achar que ela funciona mal porque … porque sim!, deixo de a utilizar e ela enferruja, ou deixa de funcionar.
Passa-se muito tempo, deito-a fora, e decido que não preciso daquela coisa.
Uns anos depois reinicio o processo que passa sempre pelos mesmos ponto: pensar que é útil, compra, uso inicial, quarentena e lixo.
A ‘última crise’ foi na semana passada. Balança digital, o último grito da técnica. Bem bonita, e aquilo parecia funcionar muito bem. O mostrador estava em branco, dava-se uma pancadinha com a ponta do pé, apareciam uns 4 oitos a mostrar que estava activa e a gente subia e lá estava o nosso peso com vírgulas e tudo.
OK. Trouxe-a para casa.
Chegada cá, desembrulho-a, escolho o local (talvez no quarto para não apanhar humidade) subo para cima e grito Aaaaaai! Ná, não deve estar boa… Deixo-a a sossegar, e mais tarde volto a experimentar. Aí ela já me conhecendo, mostra dois belos zeros no seu mostrador. «Não é isso, parva!» explico-lhe eu, «quero saber o peso, não é aquilo que mostraste há pouco, é o verdadeiro», e volto a descer, a dar a pancadinha e a subir.
Zero-zero. Recomecei diversas vezes a manobra, e a teimosa sempre com a mesma resposta.
Bom. Como aquilo tinha garantia, volto à loja. Explico o problema, a vendedora vai verificar e… ela funciona. Aliás para grande gáudio de quem estava na loja, todos se pesaram e ela sempre a dar os pesos bem. Volto para casa de orelha murcha. Recomeço, e ela: «Zero-zero!» À noite chamo o meu filho. «Olha, a balança embirra comigo, experimenta tu». Ena! Com ele, nem sequer o zero, aquilo permanece com os 4 oitos e mais nada!
Está visto. É mau-olhado cá da casa, hoje vou de novo à loja pedir se ma aceitam de volta e trocar por uma torradeira que o Inverno vem aí e quero lá saber do peso. Em caso de urgência vou a uma farmácia que é para isso que elas existem!

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Emiéle

Publicado por populo às 12:33 PM | Comentários (15)

Moscas?

Chamar-lhe «mosca» é, pelo que se vê, uma maneira de falar…
O que aqui se fala será de uns robots voadores do tamanho de moscas.
Claro que como quase tudo tem duas facetas, a boa e a má.
Pelo lado bom da moeda é certo que semelhante tipo de robotzinho pode ser bem útil em certas catástrofes, terramotos, acidentes ferroviários, desabamentos, etc. Pelo lado menos bom, pode servir para expiar os inimigos e atingi-los com maior eficiência.
Aliás se é o exército que anda a estudar as suas aplicações podemos imaginar que o aspecto humanitário não será a sua prioridade…
Enfim, talvez os espiões agora passem a andar armados com um mata-moscas em lugar das armas à 007!

Emiéle

Publicado por populo às 12:12 PM | Comentários (7)

A Google vai comprar o You Tube

Dois em um!
A Google soma e segue. Já tem um excelente serviço de mail com ‘conversa’ incluída, tem ido absorvendo tudo o que vá tendo interesse, a agora vai engolir o You Tube.
Já existia o Google Vídeo, mas com esta aquisição a Google vai ficar imbatível!
(e que tal também um servidor de música, que os que há não dão grandes garantias...?)

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Emiéle

Publicado por populo às 07:50 AM | Comentários (5)

Um triste recorde

A Pena de Morte continua a existir, apesar do grande número de países que cada vez mais reconhecem que não é assim que combatem os erros.
O ano passado foram executadas 2.148 - duas mil, cento e quarenta e oito - pessoas. Noventa e quatro por cento delas na China, Irão, Arábia Saudita e EUA.
E a Amnistia considera que este número pode ter sido bem maior, porque não tem acesso a todos os dados desejados. Por exemplo, na China onde «oficialmente» foram mortas 1.170 pessoas, há quem afirme que os números podem atingir valores de 8.000 e 10.000 executados. Parece um pesadelo!
Muitas vezes penso como seria se os executores se recusassem a fazê-lo. Seriam também condenados? Ou seria um modo de ‘sabotar’ uma lei que mais cedo ou mais tarde virá a ser abolida? Recentemente uma execução foi adiada na Califórnia porque os médicos anestesistas se recusaram a participar invocando razões éticas.
Natural, não?

Emiéle

Publicado por populo às 07:44 AM | Comentários (10)

Mas o que se passa na Rússia?

Por cada novo jornalista morto na Rússia, o Mundo parece ter um movimento de surpresa e indignação, mas as ondas dessas pedras que vão caindo na água vão-se atenuando sempre com rapidez e quando chegam à margem já nem é uma onda é uma muito vaga ondulação…
Desta vez foi Anna Politkovskaya, repórter na Chechénia a respeito da qual escreveu um livro onde a intitulava Guerra Suja, e ia sair em breve outro «Putin's War: Life in A Failing Democracy». Era uma voz incómoda e foi abatida às claras – a tiro à saída de um elevador.
A verdade é que desde há uns seis anos que esta é a já 11ª pessoa morta naquele país por causas que indicam estarem ligadas à liberdade de expressão.
Não foi um caso único, lamentável mas isolado. Não, faz parte de uma lista. E não acredito que por este andar não se chegue à dúzia pois alguma coisa vai bastante mal por aquelas bandas.

Emiéle

Publicado por populo às 07:35 AM | Comentários (5)

Um texto a ler

Só não entendo porque o coloca