« Tristeza | Entrada | Uma massagem shiatsu »
setembro 16, 2006
Um curso "com saída"
Na canção Bilhete-Postal dos Rio Grande ouvem-se dois versos que soam a algo de muito familiar:
«O rapaz estuda nos computadores
Dizem que é um emprego com saída»
Esta é uma preocupação de quase todos os pais e até já de muitos jovens – quando pensam na sua vida académica, ponderam cuidadosamente que “saída” tem aquilo que pensam ir estudar. Mas a verdade é que essa é uma área onde a vida e a sociedade tem andado vertiginosamente depressa.
Custa-me imenso, ouvir um adolescente ponderar a escolha do seu curso não por aquilo ter interesse para ele mas porque ouviu dizer que com ele pode arranjar emprego. Até porque muitas vezes é influenciado por casos que conhece no momento, mas afinal foram excepções, eram pessoas ou muito dotadas ou que tiveram sorte (que também é um factor a considerar…)
No outro dia, em conversa com uns amigos, eu afirmava que deveria haver estudos com prospecções sociais que ajudassem a prever que tido de formação seria útil para o mercado de trabalho dentro de 4 ou 5 anos, mas fui decididamente contrariada. Explicaram-me que isso é impossível. Essa evolução é imprevisível e depende de factores que ultrapassam um país. O erro português que explica que existam tantos jovens licenciados sem a ocupação para que o seu curso os preparou, foi terem permitido a abertura de tantas e tantas universidades. Esse boom, de cursos para várias bolsas, alguns bem fraquitos pode explicar em parte o panorama actual. Repare-se nos cursos que este ano ficaram sem alunos . Estranho, não é?
E o que eu vejo, cada vez com maior frequência, é que muitos dos jovens, já com o canudo na mão, depois de
terem completado uma formação em determinada área ( tantas vezes bem difícil!) acabam por se orientar para outra, completamente diversa, e aí até têm trabalho e sucesso profissional! Claro que os anos que passaram na faculdade serviram-lhes para adquirir também conhecimentos, disciplina, maturidade, rigor científico.
Mas há algo que me soa mal. Terá de ser mesmo assim? Uma espécie de “o que interessa é estudar seja o que for e depois logo se vê”? Até mesmo porque no final tem de se voltar atrás e refazer alguma formação nessa sua ‘segunda escolha’.
Ando muito baralhada.
Emiéle
Publicado por populo às setembro 16, 2006 10:05 AM
Comentários
Vamos ver se hoje tenho aqui entrada...
Nem escrevo mais nada, para não ter de repetir
Publicado por: Joaninha às setembro 16, 2006 02:06 PM
Bem, desta vez entrou!!!!
O que queria dizer vai muito na linha do que disseste. Mas eu imaginava que se podia prever mais ou menos quais as "saídas profissionais" daqui a algum tempo... Custa-me muito ver rapazes e raparigas preparadíssimos para profissões que não vão exercer! Direito, psicologia, arquitectura, nem vale a pena o esforço. Só uns 10 % dos que completam esses cursos conseguem trabalhar na sua área.
Publicado por: Joaninha às setembro 16, 2006 02:35 PM
Eu também o pensava, que se podia fazer uma previsão, mas garantiram-me que não. Contudo é evidente que podemos ter uma ideia de especialidades que sejam úteis e outras que...cof...cof..
Hoje o que se vê é que há falta na área da saúde, e pelo que se imagina as coisas ligadas ao turismo devem ter tendência a crescer. Mas desapareceu a tal coisa do 'curso com futuro' e não é só cá.
Publicado por: emiéle às setembro 16, 2006 02:57 PM
O meu filho escolheu um curso com saída. Engenharia Informática. Nunca esteve desempregado. A minha escolheu por paixão um curso sem saída. Geologia. Sofri muito. Não acreditava em saídas profissionais para ela. Afinal também nunca esteve desempregada. Acabou o mestrado e encontrou de imediato emprego na área. Está longe... mas a praticar o que sempre foi a sua paixão. Sorte? ou Fé?
Publicado por: nanda às setembro 16, 2006 03:39 PM
É óbvio que cada um de nós tem tendência a generalizar os casos que conhece melhor... E, parabéns Nanda, dois filhos a trabalhar é a sorte grande! Mas, mesmo os cursos mais invulgares (os que a Joaninha citou são claramente difíceis de colocação) nem sempre têm a tal «saída». Uma amiguinha minha, tirou um curso de restauro, curso muito dicícil com imensa química e exames dificílimos e agora está a trabalhar em publicidade! Tenho um primo que estava exactamente em Engenharia Informática, mas teve um 'vaipe', e decidiu montar uma empresa turística de surf lá no Brasil...(parece que está a correr bem, mas à primeira vista é uma loucura!) E tenho ainda muitos mais exemplos de situações estranhíssimas, para além dos que insistem em não sair da sua área - lembro-me de um que estudou 'cinema' e ainda vive à conta da família...
Publicado por: emiéle às setembro 16, 2006 04:11 PM
Os filhos da Nanda podem ter tido sorte, pode ser a tal fé, podem ter uns ‘bons cursos’e podem ser os tais 10% de que a Joaninha fala.
Mas por onde eu ando, o que vejo constantemente é que se deita a mão ao que aparece (e muito bem!) mas o que aparece não costuma corresponder à formação que se teve. E há ainda muitos meninos como o que a Emiéle conta, do que tirou um curso de Cinema e continua atracado em casa dos pais á espera de fazer o filme da sua vida, imagino…
Para esses casos não tenho pachorra nenhuma! Nem que vá entregar pizzas!!!
Publicado por: Raphael às setembro 16, 2006 06:52 PM
Ora bem. Este é um assunto interessante e complexo ao mesmo tempo. Os putos muitas vezes sofrem grandes pressões para irem para isto ou para aquilo. Lembro-me perfeitamente da minha mãe querer que eu fosse médico ou advogado, coisas para as quais não tenho qualquer vocação. Quando aos 17 anos tive que escolher o curso, sabia lá eu o que queria exactamente. Nem sequer fui atrás de cursos que me poderiam garantir um emprego. Na altura escolhi cursos tão díspares como Matemática Aplicada e Ciências de Computação, Biologia Marítima e Pescas, Relações Internacionais Económicas e Políticas, Arquitectura Paisagística, Bioquímica, etc... Afinal, eu gostava de tantas coisas e gostaria de ser tantas coisas, tipo Leonardo da Vinci, que sentia-me à vontade e gostaria de ser tanto um astrónomo, como biólogo, como diplomata, etc. Tirei um curso porreiro, bom na minha perspectiva (e não só), numa universidade estatal de referência no panorama nacional e tive a sorte de ter arranjado logo emprego na minha área, já em plena crise (tivemos azar nós), mas a 300km de casa, no interior. Foi a primeira oferta de emprego que me fizeram e eu aceitei logo. Daí em diante, tenho andado bastante e com grande gozo.
Resumindo. Na minha perspectiva as pessoas deviam procurar estudar o que lhes desse realmente gozo e lhes permitisse realizar-se em pleno. Como o risco que correu a filha da nanda. Já quem procura um curso que lhe vai garantir um emprego, enfim, aceito porque cada um sabe de si mas não deixa de ser tramado. Ao fim de 20 anos o que pensará a pessoa? Se pensar e fizer qualquer tipo de retrospectiva. Parece-me que cada vez menos se reflecte sobre as coisas, limitando-nos a ser apenas mais um carneiro no meio de tantos, nesta coisa estranha a que se chama "vida" na sociedade contemporânea.
E depois, ainda temos outra situação. A universidade não é para todos, por muito que custe a muita gente. Pessoas há que por lá andam, qualquer que seja o curso muitas vezes e com médias de entrada miseráveis, apenas para ter um grau académico. Os resultados estão à vista. Muito do que Portugal é hoje resulta de todo um conjunto de equívocos inerentes a um processo de desenvolvimento e evolução de país atrasado para algo de diferente. Daqui a algumas gerações será diferente, de certeza.
É isso.
Publicado por: Miguel às setembro 16, 2006 07:44 PM
Cursos com futuro, oque é isso?
Sempre fui de opinião que o que os filhos escolhessem e tirassem é que seria, a ferramenta que os acompanhariam pela vida fora.
Hoje, continuo com a mesma opinião, sabendo que as coisas mudam com uma maior celeridade e o que hoje é verdade, amanhã, é mentira.
Conto o meu caso pessoal:
Três filhos, dois rapazes uma rapariga, a mais nova.
1ª filho - Sequência normal dos estudos, sem reprovações e chegada a hora de escolher, já tudo estava escolhido, arquitectura, no Porto.
Foi, fez o curso no tempo normal, sem qualquer reprovação. Trabalha desde o 2º ano da faculdade, sempre com muito trabalho.
2º filho - Aluno diferente, sempre sem reprovar, mas com muitas mudanças de escolas, porque nós mudávamos de localidade. Chegada a altura da escolha, imensa dificuldade, era a filosofia a desejada, mas as notas não chegavam. Acabou por ser sociologia que foi sendo levada, ficando para trás as cadeiras ligadas a estatistica, curso amputado. Hoje faz de tudo um pouco, no que aparece e vai escrevendo argumentos para cinema e televisão, a ver vamos.
3ª filha - Percurso normalíssimo até ao 12º, aptidões para imensas coisas. Matricula-se em ciências da comunicação, ramo relações públicas, curso que termina e entra no mercado de trabalho, trabalho percário, procurando encontrar uma situação que permita dar o seu grito de Ipiranga.
É assim, mas não deveria ser, as estruturas governamentais têm obrigação de dar oportunidades aos milhares de jovens que por aí andam, sem futuro nem rumo, desviados do caminho para que se formaram e onde certamente dariam uma maior visibilidade a este deprimido país.
Publicado por: José Palmeiro às setembro 16, 2006 10:12 PM
Pois, nós como eu disse temos tendência a sentir mais o que nos está próximo porque o sentimos na pele. O caso do Miguel é vulgaríssimo, os pais pensarem nos cursos "de prestígio". No seu caso, a sorte esteve também no facto de ele ser muito dotado (é óbvio, não?) e portanto as coisas correrem-lhe bem. Claro que houve uma pitada de sorte em ter conseguido depressa o 1º emprego.
Comigo, foi curioso, eu queria seguir as pisadas dos pais, professores os dois, e eles a quererem afastar-me da ideia... :D E de facto, já em cima da meta lá 'fiz agulha' para outra formação.
Mas tenho na minha família um jovem que desde bastante pequeno queria trabalhar numa biblioteca, e ainda por cima não é uma formação que tenha o mercado saturado, muito ao contrário. Mas com o curso feito, depois de vários anos de estágios não remunerados, está a fazer catalogação ( trabalho a prazo) que sendo "uma aproximação" não é aquilo de que gosta, e para que estudou...
Publicado por: emiéle às setembro 16, 2006 10:35 PM
Surpreenderam-me os comentários. Afinal tão optimistas.
Talvez o medo do futuro não tenha razão de ser... Então as tais dezenas de milhar de desempregados não existem?
Então os licenciados a trabalhar em lugares precários, como atendedores de chamadas, distribuidores de publicidade, caixas em supermercados, não existem?
Então os milhares de licenciados a trabalhar sem receber meses, anos a fio, para tribunais, câmaras municipais e semelhantes, não existem?
Existem sim. São cada vez mais! Vergonha é tentar esquecê-los! Confortável, descansável, porém imoral!
Publicado por: Inês às setembro 17, 2006 05:32 PM
Venho apoiar a Inês. Uma coisa é o lamento estéril, tipo "coitadinho-que-eu-sou-que-não-consigo-fazer-aquilo-de-que-gosto", porque o certo é que a malta tem de arregaçar as mangas e procura a sério o que fazer, outra coisa é negar uma situação real, nem apenas em Portugal, por essa Europa fora. O problema do desemprego e do desemprego jovem é gravíssimo. Porque é que foram os tumultos em França que deram aqueles problamas todos...? Exactamente malta a quem queriam limitar as condições do 1º emprego. E por cá, com a Inês diz, vemos rapazes e raparigas com canudos e praticarem trabalhos completamente desclassificados, que qualquer pessoa poderia efectual. Afinal somos muito ricos, até nos damos ao luxo de termos juristas a entregar pizzas, e psicólogos a distribuir publicidade.
Publicado por: Tess às setembro 17, 2006 06:00 PM
Pois, Inês (a propósito, apaguei-te o 2º comentário porque achei que era cópia) acontece que quande escrevi o post era nessa linha que estava orientada. Contudo, tive a surpresa de ver que ainda há bastantes casos de sucesso. Ainda bem! A Joaninha diz que em certos cursos, o trabalho na área escolhida, é mínimo e é essa a ideia que também tenho. Mas a verdade é que insisto em dizer que somos sempre influenciados nas nossas opiniões pelo que se passa mais perto de nós...
Publicado por: emiéle às setembro 17, 2006 06:14 PM
Este tópico parece-me ser mesmo muito interessante e que dá pano para mangas.
Medo do futuro? Claro que não. Medo de quê, afinal? Ver a vida dessa forma é, na minha opinião, meio caminho andado para o insucesso. Com tantos factores negativos decorrentes do quotidiano se interiorizarmos negativamente as perspectivas futuras, tendo por consequência algum torpor na acção, então como é que vamos em frente?...
Claro que as dezenas de milhar de desempregados existem. Sim, existem. Malta licenciada a trabalhar em lugares precários? Sim, existem. Etc e tal, sim existem. Vergonha tentar esquecê-los? Esquecê-los? Etc. Sinceramente Inês, parece-me algo difícil discutir nestes termos. Para uma discussão séria e imparcial talvez não fosse mau estudar a sério o fenómeno. Ver quem são, que cursos tiraram, em que universidades tiraram, o desempenho e a evolução da sua carreira profissional. É frustrante? Claro que é.
Nós, enquanto sociedade, temos culpas desta situação? Claro que sim. Sim porque não conseguimos fazer evoluir a mentalidade do pobrezinho/coitadinho para algo genuinamente positivo e alheado de algo semelhante a um pseudo-novo-riquismo. Sim porque permitimos que qualquer vão de escada se tornasse numa universidade e proliferassem assim as instituições onde o sonho de qualquer família à procura de um melhor futuro para os seus filhos fosse materializado a troco de umas centenas de euros, todos os meses, anos a fio. Sim porque permitimos às pessoas acreditar que o sonho era possível. Que o canudo era o fim, não o meio. Que mais importante do que a substância era o título. Sim porque deixámos que pessoas com médias de 10 valores ou mesmo menos fossem para a universidade. Sim porque deixámos que instituições que deveriam servir de modelo e exemplo, não fossem afinal mais do que feudos de meia dúzia que, a seu bel-prazer, criavam cursos e mais cursos para manter orçamentos, aumentar poder e, enfim, poderem ter uma progressão de carreira em linha com as suas expectativas. Sim porque nunca nos intrometemos o suficiente para exigir o que há muito deveria ter sido exigido para evitar que "catástrofes" como aquelas a que faz referência pudessem vir a ocorrer. Sim porque permitimos que uma sociedade humilde e solidária se tenha tornado numa sociedade arrogante e egoísta, onde os meios não interessem desde que se atinjam os fins. Sim, porque permitimos a fraude no ensino superior e assim colocamos gente com canudos no mercado de trabalho que são tecnicamente insuficientes e intelectualmente pobres. Sim, porque permitimos que o objectivo de vida das pessoas fosse o material imediato individual e não a promoção do colectivo.
Agora, desculpem-me, mas não aceito de modo algum moralismos fáceis. Vi muito na minha vida. Vi colegas com notas melhores do que eu resultantes de muito copiarem, na universidade. Mas hoje, 15 anos depois, não singram no mercado de trabalho. Vi famílias pobres a lutarem para poderem pagar as propinas dos filhos que não tinham conseguido média para entrar na pública, de cursos já em si duvidosos e com conteúdos programáticos miseráveis. Vi gente a não querer sair de casa, deixar o conforto do lar e ir para o interior (por exemplo) arriscar um emprego na província, preferindo o desemprego e continuar à procura lamentando-se da crise a da ausência de oportunidades.
E falamos de crise. Sim, de crise. A situação está má? Está. É bem verdade. Mas nada que se assemelhe com o que passaram os meus pais, nascidos na década de 40. O que Portugal está a passar nada mais é do que uma pequena constipação. E quando vier a gripe ou a pneumonia?
Há de tudo um pouco. Mesmo os grandes azarados. O desespero nunca foi o melhor conselheiro.
Há muita coisa mal em Portugal? Há. Há muita a gente com empregos que deveriam ser de outros? Há. Há muitas cunhas? Bué! Também por tudo isto é que saí de Portugal. A revolta que sinto em relação a muito do meu país fez-me procurar o futuro noutras paragens. Mas quem não toma essa opção, não tem outro remédio que não seja a luta e acreditar no futuro. Se assim não fosse, como é que as nações, o colectivo, progride nos tempos mais difíceis como as gerações que nos precederam onde nem tudo foi fácil?!
Publicado por: Miguel às setembro 17, 2006 08:06 PM
Miguel, fizeste o que se pode chamar um verdadeiro discurso! Estive quase a bater palmas.(não leves a mal, que apesar de estar a sorrir, acredito que se deva ter essa força e dizer essas coisas, por isso pensei automaticamente nas palmas)
Olha, quando eu no mês de Abril deixei aqui aqueles apontamentos todos, sobre o "24" era afinal para chamar a atenção para o que dizes aqui no final. Que, se a vida hoje está difícil, já se passou por coisas também muito más. E nessa altura sem esperança nenhuma... O complicado é que tivemos um 'interregno'. E, é claro que esse problema dos cursos pouco qualificados, que no fundo só serviram para dar emprego...aos professores dessas pseudo-escolas, é muito real. E à partida os jogos estão falseados porque o filho de um intelectual tem uma qualidade de apoio ao estudo que o de um trabalhador rural não terá nunca. Essa desigualdade por mais que se queira continua a existir e muito. E claro que também existe a ideia - que muitos pais, ingenuamente ajudaram a criar - de que o canudo era a chave que abria todas as portas. Mas que isto anda muito mal, não se pode duvidar. Aliás quando dizes «a revolta que sinto em relação a muito do meu país fez-me procurar o futuro noutras paragens» estás no fundo a concordar.
Publicado por: emiéle às setembro 17, 2006 08:48 PM
Sim Emiéle, no fundo também concordo embora as razões que me levaram a sair de Portugal ultrapassem bastante esta questão. Numa abordagem minimalista, diria que o país não deu grandes oportunidades aos meus avós, nem aos meus pais e muito menos à minha geração. Claro que esta é uma visão extrema e radical que apenas utilizo quando estou muito chateado, lol!
Publicado por: Miguel às setembro 17, 2006 10:25 PM
Estou actualmente no 11º ano e custa-me imenso pensar no dia de amanhã talvez porque temha medo de enfrentar a realidade mas não sei... hoje em dia parecem todos muito preocupados com as médias /e eu também o estou),gostava de entrar em medicina , bem mas o importante era mesmo na area de saúde , na verdade não sei se sou eu ou os meus pais que querem. estou aasustada pois não sei o que fazer , ainda falta algum tempo para a decisão final mas neste momento estou mesmo à "nora".
Sou uma aluna esforçada , mas não tenho média para medicina , não é que o mundo vá acabar amanhã mas de certeza que não consigo fazer o curso cá. O meu objectivo é seguir um curso que me traga realização profissional e pessoal , pois não me quero sentir uma frustrada mais há frente , mas também não quero estar sempre a contar o tostãozinho.
pff ajudem-me eu não sei , o que fazer neste momento procuro cursos em que não seja necessario muita fisica e que estejam na área das ciências.
bjs
Publicado por: sissa às novembro 5, 2007 06:06 PM
Boa tarde
sei que o topico nao se aplica muito bem ao meu caso mas ,contudo, tem um pouco haver !
entrei agr para o 10º ano , estou com 17 ano , e ja reprovei 2 vezes , por motivos medicos e outra por mudar tantas vezes de escola que nao m consegui aplicar !
pois bem , no final do 9º ano , mandaram-m escolher a minha area... e fiquei pasmada por me terem perguntado e nao saber para que teria jeito.
enfim... foi uma estuidez porque escolhi (ou mais a minha d.turma escolheu )ciencias tecnlogicas , diria que o curso em que tenho mais dificuldades,porque nao me dou muito bem com matematica, tenho poucas ajudas nessa materia , e nao tenho as bases .
Somos uma turmas de 27 alunos, só 5 passam a matematica ( e digamos que nao sou uma delas) e 4 que passam a f quimica !
Estarei no curso errado? :S
O que queria seguir era arquitetura paisagista , mas pela forma que estou a a ir nem para empregada de mesa ...
Enfim foi uma profissao que escolhi a pressao nem sei bem se combina com as minhas verdadeiras aptidoes , nem me vejo sequer a construir paisagens do centro do porto nem um canteiro numa ruela de lisboa, apesar de adorar desenhar.
culpo um pouco os meus pais por nao darem ajuda nessa situaçao , sempre me disseram que nao tinham nada haver nem me podiam ajudar, porque eu e que tinha de decidir ã minha profissao.
Gostava que me ajudassem , aos tipos de cursos que existem com realmente saida , ou outros tipos de opurtunidades!
sinto-me perdida...Tbm nao queria tar a perder mais um ano ...tbm nao queria queimar as pestanas a estudar para chegar ao fim do meu curso e nao ter emprego.
agradecia uma pequena ajuda.
Nao peço tanto.
Publicado por: Mariana às dezembro 4, 2007 03:16 PM
Respondendo ao post da Sissa:
---------
Sissa,
acho que escolheste mesmo o curso errado, tens "alma de artista" devias ter escolhido a area de artes, se calhar estavas melhor la e tiravas melhores notas, mas ao que me consta vais a tempo, podes sempre mudar de curso, afinal ainda estas no 10ºano, Força!
---------
Olá,
bem, tou na mesma situação que o Miguel
tou no 11º na área de ciencias e tecnologias
e não faço a minima ideia do que ei de escolher,
1º porque as minhas medias não dão pra muito
tenho uma media de 14 e os meus pais qerem porque
qerem que eu va pra medicina, nem que seja pra
espanha, mas não sinto que seja a minha vocação
e eles não percebem isso, pois desistiram da escola no 12º ano por preguicite aguda e agora querem me ipor um curso.
Eu sou mais ligada a relações publica, jornalismo,
professorado...
mas tou um bocado perdida pois os cursos que qeuro normalmente não tem muita saida, sera que podem ajudar? ficaria extremamente agradecida
bjinhos
Publicado por: Gabriela às fevereiro 25, 2008 06:04 PM
enganei.me
Estava a responder ao post da Mariana
e estou na mesma situação que a Sissa
bjinhos
Publicado por: Gabriela às fevereiro 25, 2008 06:06 PM
pois, depois de ter lido tudo isto revejo-me em algumas situaçoes. sou aluna do 12 ano, no curso de ciencias e tecnologias. tenho vivido este ano em pleno stress, exames testes, e as medias que tem de subir. ja me passaram pela cabeça varios cursos, primeiro biologia, mas um curso que tda gente fez questao de me fazer esquecer pelo facto de me dizerem que tem pouca saida, agora so penso em fisioterapia, media altissima sendo que pelos meus calculos acabarei o ensino secundario com media de 15 e pouco, restam.me as privadas, que me deixam muito reticente no que diz respeito a entrada futuramente no mercado de trabalho a nivel de hospitais publicos..e mais, tambem ja me disseram que é um curso muito saturado e cuja saida profissional ja é pouca; tenho outras opçoes para univ estatais, mas n as vejo com a mesma paixao que fisioterapia, ha terapia da fala e terapia ocupacional.
e nestas condiçoes? uma aluna prestes a acabar o secundario, com uma media rasoavel, o que faz?! nao queria acabar como muitos depois de tantos anos de estudo numa caixa de super-mercado...
Publicado por: leticia às março 25, 2008 10:36 AM
gostaria de saber se alguem sabe de cursos profissionais de fisioterpia remunerados na zona do porto?...obrigada
Publicado por: joana às março 31, 2008 02:02 PM
bem na verdade vejo que nao sou a unica a sentir me perdida no que diz respeito a escolha do curso. quero por um lado uma coisa que gosto mas ai se encontra o problema, pois gosto de muitas coisas n sei pelas quais optar, isto porque cada opção é tao diferente da outra.. enfim acabei o 12ºano na area de banca/seguros curso profissional acabei com 18 anos fiz estagios e ainda algum trabalho nas ferias nessa area, na verdade gosto mas n me sinto realizada e como sempre tive como objectivo entrar na universidd fui em busca daquilo que me realizava mesmo.. em busca da minha vocação fui parar em madrid fui fazer um serviço voluntario europeu com uma bolsa da europa, ai tive uma outra visao da vida e pensei ter encontrado realmente o que seria a minha vocação,( educação social, cooperacão internacional) mas agora tinha de dar tempo ao tempo para poder fazer os exames nacionais e fui parar a Moçambique atravez de 1 projecto de cooperação onde me apoio a camara municipal e uma ong e la fui eu, depois da minha estadia em moçambique precebi que talvez estava errada quanto a area que queria seguir, pois ali via que a cooperacão é algo que se diz nos paises desenvolvidos para atingir certas e determinadas coisas como doações, mas na verdade eu em moçambique vi realmente o que significa cooperação ( os ricos ficam mais ricos usando os pobres e os pobres continuam pobres) tentei lutar contra isso, mas era 1 pessoa sozinha num mundo desconhecido, e por tal sofri muitas agressões etc etc, contudo apenas quero dizer que la se foi a minha vocação nao quero passar o resto da minha vida numa mentira e ser como todas estas pessoas. irei ajudar claro mas n irei fazer disso a minha vida.. e agora chego inscrevo-me nos exames mas estou perdida, n sei em que curso devo entrar.... n por o grande problema que ha da empregabilidade pois isso depende muito da pessoa e nao do curso, conheço montes de casos e estou mais que convencida que as coisas nao nos aparecem a casa por isso temos de sair e procura-las se n o fizermos, ai sim eu garanto que vamos estar a lamentar-nos que n ha emprego.. hj n ha na nossa area, n faz mal fazemos o k ha, mas sem desistir da nossa area e continuando sempre a procurar... bem o meu comentario ja vai longo..
Publicado por: andreia às abril 20, 2008 08:44 PM
olá.
bem, eu ando desesperado à procura na net de cursos que tenham saída... não só agora mas no futuro também...
entrei na primeira opção e estou no 1º ano da faculdade em neurofisiologia... escolhi o curso porque me interesso pela área, mas depois de saber o que posso fazer realmente com o curso e também depois de me terem dito que aquilo não está com muita saída também fico na dúvida. não vou andar anos a estudar para tirar outro curso a seguir..´.
é desesperante, acreditem. quero começar a trabalhar rapidamente, ganhar dinheiro, sair de casa e não se vê um futuro desenhado... é cada vez mais incerto!
cumprimentos
Publicado por: Vitor Gil às maio 12, 2008 07:20 PM