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setembro 16, 2006

Tristeza

Lemos e sentimos uma enorme e profunda tristeza.
Como se pode…?
Seis ‘pacotes’ 'Dia D’, ‘Casamento’, ‘Gravidez’, ‘Estudante’, ‘Homossexual’ e ‘Clássico’. que ensinam ‘truques’ para se poder entrar na Europa e tirar proveito disso.
O triste é esta fuga massiva, apesar dos enormes riscos que correm, - riscos de vida! – ser afinal também um negócio para quem a patrocina. É que cada um destes infelizes paga, o que para si será uma pequena fortuna, para se candidatar a morrer…
E o governo senegalês não toma medidas para fixar esta população? Pelo que aqui se diz «duplicando o número de partidas, o Senegal poderia esvaziar-se em menos de cinco anos». E depois? O artigo até conclui: «Se a polícia e a armada subscrevessem igualmente os pacotes D-Day, (a fuga por mar com desembarque clandestino) apenas o Presidente e os seus ministros restariam no Senegal até 2010».

Seria interessante.

cayuco.jpg

Emiéle

Publicado por populo às setembro 16, 2006 10:00 AM

Comentários

miragem? Acho. O que o governo senegalês pode fazer?! Na região, debilitada e explorada ao extremo, algum governo pode criar condições contre a miragem? Acho alguma injustiça no post. fj

Publicado por: fj às setembro 16, 2006 11:27 AM

FJ eu sei que costumas andar bem informado e se dizes isso terás as tuas razões. Mas choca esta 'sangria' de gente a sair da sua terra, e os seus dirigentes sem conseguirem alterar as condições. Custa-me aceitar que não haja alternativas. A terra pode estar debilitada e explorada, mas talvez pudessem negociar melhores condições com alguns países bem intencionados. Temos é de os achar...

Publicado por: emiéle às setembro 16, 2006 03:01 PM

Já estou no Algarve, mas como este escrito me deixou com a pulga atrás da orelha, voltei a passar por cá e dizer alguma coisa.
Lembras-te do fim da 1ª Grande Guerra (1914-1918), depois dessa desgraça, repartiu-se África a régua e esquadro. Verdade insofismável!
Hoje o que temos, deriva em grande parte dessas acções. Verdade incontestável!
O pior é que é sempre "O Povo", a sofrer as agruras do destino.

Publicado por: José Palmeiro às setembro 16, 2006 09:44 PM

Quanto a isso não tenho a menor dúvida.
E que existem vários «países» que, como dizes foram inventados à mesa de negociações com régua e esquadro, também é certo. Contudo, em África vejo muito as posições em completos extremos - o povo vivendo na maior das misérias mas os seus dirigentes aumentando as fortunas. O Senegal teve Leopold Senghor que foi uma luz na escuridão, mas pelo que me parece, os actuais dirigentes são, no mínimo, incapazes.
Contudo, o comentário do FJ, que costuma estar bem informado, deixou-me com dúvidas.

Publicado por: emiéle às setembro 16, 2006 10:19 PM

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