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setembro 26, 2006
Outro poema
OH, PEÇO-TE, NÃO PARTAS, NÃO TE VÁS
Embora te dissesse que partisses
E o dia demorasse em que me visses
Pedir-te um demorado não te vás.
Agora que me amaste tanto tempo
E me obrigaste duro a comover-me,
Agora que serviu e eu digo serve-me
Não me mirres assim tão a destempo.
Muito quis partir eu e não por ti
Fiquei refém de mim melhor viagem
E do que me privei hoje é minaz,
Em quanto duro sinto, oh, não senti
Servido o corpo já a mim nem serve.
Agora que te vais alguém que o leve.
Daniel Jonas
Emiéle
Publicado por populo às setembro 26, 2006 05:35 PM
Comentários
Só mais uma nota: Apetecia-me muito ter deixado aqui uns outros de que gostei imenso, mas são demasiado extensos para um post de um blog.
Enfim, talvez daqui a uns tempos o deixe mesmo com parte na “entrada alargada”
Publicado por: emiéle às setembro 26, 2006 08:16 PM
Muito bom! Soube-me mesmo bem ler uns poemas depois deste dia, no carro vim a ouvir música chill out chego a casa tomo um banho, abro o Pópulo e voilá a descontração continua!
Publicado por: Farpas às setembro 27, 2006 01:06 AM
Olá Farpas! Fico contente por ter ajudado a fechar bem o teu dia de trabalho. Mas agora já se tem carro, é? Das últimas vezes andavas por aqui a dizer que o teu transporte era a bicicleta e tal e coisa...Viva o luxo!
Publicado por: emiéle às setembro 27, 2006 07:19 AM
Não há dúvida que a poesia é o mundo em que nós, os portugueses, melhor nos entendemos.
Por outro lado, e neste teu caso, a descoberta de novos talentos, povoa-nos a alma de alegria e esperança.
É o caminho, é por aí que vamos!
Publicado por: josé palmeiro às setembro 27, 2006 10:49 AM
Nada disso, o carro é emprestado pela avó... pelo menos para já!!!
Publicado por: Farpas às setembro 27, 2006 11:25 PM
Boa! Quem tem avó tem carro!
Publicado por: emiéle às setembro 27, 2006 11:33 PM