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setembro 27, 2006

Nomes

É interessante.
Muito interessante mesmo, se relacionarmos duas informações.
Estive a ler com atenção este artigo
Aqui analisam os motivos que levam os pais a escolheres determinados nomes para os seus filhos. O estudo é limitado porque, pelo que se vê, incidiu apenas em famílias da elite, possivelmente as mais fáceis de estudar por se poder com menos dificuldade consultar as árvores genealógicas. A investigadora encontrou, nestas famílias de elite «uma "herança" na designação dos filhos tão ou mais importante do que a transmissão de bens». Também tenho essa noção. O primeiro filho ter o nome do pai ou do avô, é uma tradição em muitas famílias. Mas já agora seria também curioso fazer-se o estudo do outro lado da sociedade, a que dá aos filhos os nomes das personagens de telenovelas, ou nomes exóticos para serem os únicos a chamar-se assim (conheço casos). E o facto é que um nome tem de se usar a vida toda, gostemos ou não de nos chamar desse modo, na nossa sociedade ainda não se pensou em usar um nome ‘provisório’ até o próprio ter capacidade de decidir se o mantinha ou não.
Mas é curioso, cruzar este estudo com um outro artigo que tinha guardado numa pastinha para um dia pensar melhor sobre o tema os nomes dos jogadores de futebol O artigo vem do Brasil, onde é ainda mais forte o uso de diminutivos para tratar os jogadores. Contudo mesmo por cá também é uso e costume. Raramente se chama um jogador apenas pelo seu apelido ( ou então ‘diminui-se’ o apelido - “Vieirinha”) e com frequência se ouve ‘Jorginho’, ‘Miguelito’, ‘Rogerinho’, ‘Serginho’, ‘Marquinho’ ‘Nandinho’, ‘Marcinho’ levando-nos a pensar se é um jogo de infantis ou o plantel sénior…
É de ler o artigo brasileiro que nos dá uma explicação social para o fenómeno de raramente se ver um jogador com dois apelidos (por cá só me lembro do Sá Pinto o que confirma a regra da origem social) uma vez que o futebol se democratizou com todas as suas implicações.
OK, mas talvez não fosse preciso ir tão longe. Ou talvez estes jogadores começassem de facto nos infantis, e depois continuassem com os nomes porque eram chamados. Deve ser isso, mas Nani, Kata, Didi, Nené, Dani, Cadu, Neca, por paradoxo, mais parecem os ‘petits noms’ das tias da linha…

Emiéle

Publicado por populo às setembro 27, 2006 03:00 PM

Comentários

um dia destes deu na TV um programa sobre os nomes e a entidade que cá existe e que aceita ou não aceita a proposta de um novo nome.
No Brasil isso não existe e é cada nome que mete medo!
No outro dia vi escrito o nome de um futebolista que se chama "Deivide"
E depois há o nome "Maicol Jacson" e piores, como os nomes dos presidentes americanos...

Publicado por: SaltaPocinhas às setembro 27, 2006 05:43 PM

E também há um a Alecsandro!!! LOL
Lá vale mesmo tudo.
Mas os Ninis, Fáfás, Lélés, são se riso.

Publicado por: Raphael às setembro 27, 2006 06:01 PM

E eu que não vi o Sporting a jogar!!! ( e dito cujo Alecsandro, lolol)
Sniff...
Mas por vezes o trabalho coincide mesmo com o divertimento, e ... paciência.
Mas dá-me sempre muito gozo os nomes em diminuitivos, e sobretudo os tais «Ninis, Fáfás, Lélés» como disse o Raphael.
:)))
Mas o que é preciso é que jogem bem e...no Sporting, claro!

Publicado por: emiéle às setembro 27, 2006 09:03 PM

Pois!!!! «e no Sporting, claro!» claro!
Mas o artigo brasileiro vai mais linge do que os nomes dos jogdores, como ele lembra esta 'confiança' vai até aos presidentes da república, o 'Jango' e o 'Lula'. São uns reinadios aqueles brasileiros!
Mas se pensarmos bem, há mais terras que tratam os chefes por diminuitivos - O Tony Blair, os Kennedy que eram Jack, Bob, Ted, sem grandes ofensas, e é só pensar para apanharmos muitos outros nomes.

Publicado por: zorro às setembro 28, 2006 04:05 PM

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