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setembro 30, 2006
Gestos
Pode ser excesso de sensibilidade da minha parte, mas há certos gestos não partilhados que me chocam. Felizmente não vejo muitas vezes, mas sempre vou vendo: um casal, ou pelo menos um par de pessoas mulher-homem a conversar na rua. E um deles, na conversa aproxima-se do outro, de um modo carinhoso, cada vez mais, até muitas vezes lhe passa o braço pela cintura, enquanto o outro vai fugindo com o corpo, afastando-se também cada vez mais, até fazer um arco de repulsa.
Faz-me imensa impressão e não consigo entender, se a mim que estou longe a mensagem chega com tal clareza e nitidez quase em letras garrafais – NÃO TE QUERO! – como é possível que o outro elemento do par não o largue instantaneamente, e se afaste uns passos? Impressiona-me os dois gestos, a repulsa tão acintosa e agressivamente demonstrada, e a insistência de perfeita cegueira de quem insiste na aproximação.
É tão bom um afecto partilhado, mas tão amargo um desencontro destes.

Emiéle
Publicado por populo às 12:00 PM | Comentários (3)
Completa sinceridade
Assisti há pouco a uma cena inesquecível:
O filho da minha amiga Mariana tem medo de cães. Nada de especial, há muito quem o tenha até eu com aqueles granditos, também não confraternizo. Já é socialmente mais invulgar que, sendo ele um rapaz relativamente crescido, o demonstre com tanta franqueza - essas coisas costumam-se ocultar de um modo mais ou menos bem sucedido de modo a só poucos o perceberem.
Ora há bocado, saíram os dois de casa para dar uma volta de carro, mas este estava muito encostado à parede, de tal modo que era impossível abrir a porta do lado direito. Enquanto ela de chave na mão abria a sua porta, viu-se vir ao longe um caozarrão não sei bem de que ‘marca’ mas imponente.
Pergunta ela, meio a brincar:
«- Miguel, esperas que eu ponha o carro em andamento e o afaste para se poder abrir a porta ou entras já por aqui cheio de medo?»
E oiço o Miguel, que neste momento estava já dentro do carro passando as compridas pernas por cima do volante para se poder sentar do outro lado:
-“Entro mas é já por aqui, cheio de medo!»
Eu escangalhei-me a rir, porque maior sinceridade era impossível.
Emiéle
Publicado por populo às 11:15 AM | Comentários (6)
Concisão
(recebido por email)

Emiéle
Publicado por populo às 11:00 AM | Comentários (2)
Só
Sem palavras.

Emiéle
Publicado por populo às 10:22 AM | Comentários (6)
setembro 29, 2006
Devo viver noutro país
Eu penso que devo viver noutro país, porque naquele onde vivo não vejo nem oiço que Sócrates reforce liderança e popularidade como afirma este senhor.
E é uma pena.
Quero ver se imigro depressa, depressa, para o ‘outro país’, este onde vive o senhor Fernando Madail, porque deve ser uma terra bem melhor do que a minha. Na terra dele, onde o primeiro ministro é tão popular e bem-visto, com certeza que as crianças se sentem felizes na escola, os seus pais e professores estão descansados e certos de que o ano escolar vai correr muito bem com os professores satisfeitos; quem tenha o azar de adoecer, estará tranquilo porque será rápida e eficientemente atendido nos serviços de saúde, e sabe que a sua bolsa não sofrerá com isso; quem estiver a trabalhar pode dormir descansado porque o seu emprego não estará em risco,
terá sempre com que pagar as suas despesas básicas e sobram uns tostões para algum supérfluo; quem ainda não começou a trabalhar, também não tem motivos para preocupações porque está para muito breve um início de carreira com futuro; quem tem um processo na justiça, só terá de se inquietar com a sentença, porque sabe que muito em breve terá a resposta ao seu problema; quem precisa de se deslocar, também não tem motivo de preocupações porque os transportes são satisfatórios e acessíveis, as estradas estão cuidadas, circula-se em segurança.
Eu queria ir para esta terra onde o senhor primeiro-ministro tem tão boa popularidade e liderança. Não é cá, mas deve ser bom.
Emiéle
Publicado por populo às 09:15 AM | Comentários (8)
Desespero
Que há muitas depressões, é um facto sabido.
Quem nunca as teve até ironiza dizendo que é ‘doença da moda’. Faz mal na ironia, porque seria bom era estudar porque é que é «moda» como dizem.
Porque há muito mau estar. Porque se lida mal com as sucessivas frustrações. Porque o horizonte e o futuro parecem muito difíceis. Porque se entra em desespero casa vez com mais frequência.
Os números estão aí: Os suicídios aumentaram 100% em dois anos .
Vamos mal.
E não é desvalorizando os factos que se pode melhorar.
Emiéle
Publicado por populo às 08:41 AM | Comentários (4)
Uma exposição a não perder
Costuma ser uma das mais fantásticas exposições de fotografias.
Podem ser vistas a partir de amanhã, no CCB as fotografias do World Press Photo 2006 .
Conhecido há muitos e muitos anos por apresentar as mais chocantes e verdadeiras fotos de reportagens. Quem não se lembra desta?
Este concurso que selecciona mais de 80.000 mil fotos, de 4.448 fotógrafos de 122 países diferentes, apura apenas 205 delas. A nata da nata!
E recordo que nos outros anos apareceram sempre fotos impressionantes, pelo que a expectativa é óptima.
Vamos esperar …para aplaudir decerto.

E também há imagens de ternura.
Emiéle
Publicado por populo às 08:25 AM | Comentários (5)
Dia do solteiro?!
Ora bem parece que a ideia é «se existe um dia dedicado aos namorados, porque não um dia especial para todos os solteiros?».
Contudo é uma celebração às avessas, porque se a ideia é de promover encontros entre solteiros parece estar à vista que a intenção é que eles o deixem de o ser… Ou pelo menos deixem de ser ‘descomprometidos’.
Quem estiver nas condições e quizer participar na festa é só inscrever-se .
Só não sei se já irá a tempo, porque o tal dia é hoje!

Emiéle
Publicado por populo às 08:05 AM | Comentários (4)
setembro 28, 2006
Trabalho útil
Alguém que trabalha exactamente ‘lá fora’ para a dita União Europeia, enviou-me esta gracinha
(cliquem para lerem as legendas melhor)
Booooom...
Será mesmo só humor?
Emiéle
Publicado por populo às 10:50 AM | Comentários (6)
Não é normal!
A história tem de estar um pouco mal contada.
O que se diz é que uma criança de 3 anos comprou um carro de 9.000 libras no Ebay mas tal só foi possível porque a mãe se tinha esquecido da password no computador.
Continuo a pensar que não é normal.
Se os papás explicam que a criancinha desde os dois anos «se consegue ligar a sites» é decerto porque alguém lhe explicou como se fazia.
Assim como ninguém nasce a falar, e para aceder à linguagem é necessário uma aprendizagem, decerto também ninguém nasce a saber «ligar-se a sites»! Estes pais devem ter achado imensa graça em sentar o bebé em frente do pc e treiná-lo a carregar com o dedinho em certos botões…
Agora era bem feito que tivessem de ficar com o Nissan Fígaro rosa choque de 13.400 euros! Talvez o Jack passasse a brincar com uma bola, o que lhe fazia bem melhor.

Emiéle
Publicado por populo às 08:42 AM | Comentários (5)
Corrupção
Está na berlinda por todo o lado.
Desde a Polónia, onde o chefe de gabinete do primeiro-ministro polaco foi filmado a tentar comprar o voto de uma deputada até aqui na nossa terra onde afinal não só «os marinheiros, aventureiros, são sempre os primeiros, na terra ou no mar» como diz a cantiga, mas também querem ser bafejados por uns tostões extra e, diz quem sabe, que «a corrupção está cada vez mais rodeada de especialistas» sem, claro, esquecermos o que se passa no Brasil onde este fenómeno põe em risco a vitória de Lula – como se os adversários não padecessem do mesmo mal…
O mais chocante para mim é a naturalidade com que se encara as pequenas corrupções no dia a dia, e o ar condoído com que se olha para quem tem a inocência de pensar que “as coisas podem andar” sem as famosas luvas. Já vi esse olhar, de cima abaixo como se eu fosse uma completa totó, ao dizer inocentemente que determinado projecto devia estar quase, por estar na sua vez. - «Mas ‘falaste’ com quem?» - «Com ninguém. Mas, os que foram ao mesmo tempo do que o meu já estão feitos há que tempos, portanto o meu também deve estar». Este tipo de resposta, recebe inevitavelmente um leve sorriso, e muda-se de assunto.
É que estão completamente institucionalizadas as tais luvas.
E acha-se natural!
Emiéle
Publicado por populo às 08:18 AM | Comentários (4)
setembro 27, 2006
Nomes
É interessante.
Muito interessante mesmo, se relacionarmos duas informações.
Estive a ler com atenção este artigo
Aqui analisam os motivos que levam os pais a escolheres determinados nomes para os seus filhos. O estudo é limitado porque, pelo que se vê, incidiu apenas em famílias da elite, possivelmente as mais fáceis de estudar por se poder com menos dificuldade consultar as árvores genealógicas. A investigadora encontrou, nestas famílias de elite «uma "herança" na designação dos filhos tão ou mais importante do que a transmissão de bens». Também tenho essa noção. O primeiro filho ter o nome do pai ou do avô, é uma tradição em muitas famílias. Mas já agora seria também curioso fazer-se o estudo do outro lado da sociedade, a que dá aos filhos os nomes das personagens de telenovelas, ou nomes exóticos para serem os únicos a chamar-se assim (conheço casos). E o facto é que um nome tem de se usar a vida toda, gostemos ou não de nos chamar desse modo, na nossa sociedade ainda não se pensou em usar um nome ‘provisório’ até o próprio ter capacidade de decidir se o mantinha ou não.
Mas é curioso, cruzar este estudo com um outro artigo que tinha guardado numa pastinha para um dia pensar melhor sobre o tema os nomes dos jogadores de futebol O artigo vem do Brasil, onde é ainda mais forte o uso de diminutivos para tratar os jogadores. Contudo mesmo por cá também é uso e costume. Raramente se chama um jogador apenas pelo seu apelido ( ou então ‘diminui-se’ o apelido - “Vieirinha”) e com frequência se ouve ‘Jorginho’, ‘Miguelito’, ‘Rogerinho’, ‘Serginho’, ‘Marquinho’ ‘Nandinho’, ‘Marcinho’ levando-nos a pensar se é um jogo de infantis ou o plantel sénior…
É de ler o artigo brasileiro que nos dá uma explicação social para o fenómeno de raramente se ver um jogador com dois apelidos (por cá só me lembro do Sá Pinto o que confirma a regra da origem social) uma vez que o futebol se democratizou com todas as suas implicações.
OK, mas talvez não fosse preciso ir tão longe. Ou talvez estes jogadores começassem de facto nos infantis, e depois continuassem com os nomes porque eram chamados. Deve ser isso, mas Nani, Kata, Didi, Nené, Dani, Cadu, Neca, por paradoxo, mais parecem os ‘petits noms’ das tias da linha…
Emiéle
Publicado por populo às 03:00 PM | Comentários (4)
Não pode ser o que parece
Vejam só este anúncio:

(vão clicando para lerem bem)
Alguma coisa tá mal!
Mas, já agora, o que é que se imagina...?
Emiéle
Publicado por populo às 02:50 PM | Comentários (9)
Mas qual infinito? Pura lógica !
Viva a matemática!
Recebido por email (dei-lhe um pequeno retoque)
Depois de ter explicado aos meus alunos através de várias lições e exemplos que
![]()
fui verificar se tinham realmente compreendido.
Assim, dei-lhes um exemplo diferente.
Foi este o resultado:
(Mas digam lá que não é lógico?)
Emiéle
Publicado por populo às 11:10 AM | Comentários (7)
Tadinha
Eu tenho um coração de manteiga…
Estou cheiinha de pena da menina que é public relations da Weblog! Já viram a desgraçada? Que raio de emprego.
Como hoje mais uma vez esta coisa parou toda, e eu nem conseguia entrar em casa mais uma vez, mandei um email como se imagina, bastante irritada. Ela deve ter recebido umas centenas deles, e lá respondeu muito depressa: «Uma das máquinas que aloja o weblog esteve momentaneamente em baixo, e, por conseguinte, tornou-se difícil entrar na área privada de alguns Blogues. Mas neste momento o problema encontra-se resolvido.»
Bom. Claro que a última linha era um wishful thinking!
Continuei a receber esta resposta quando queria entrar:
«Got an error: Bad ObjectDriver config: Connection error: Host 'm2-int' is blocked because of many connection errors. Unblock with 'mysqladmin flush-hosts'»
E já vão umas 5 horas…
OK. Se agora estão a ler é porque finalmente a porta se abriu.
Aleluia!!!
Emiéle
Nota de última hora – ( meio dia) Agora trocaram-se as posições, eu posso escrever mas vocês não podem comentar. Nem vocês nem eu, é claro! ...e mai nada!
Publicado por populo às 11:00 AM | Comentários (7)
Boa nota
Claro que não é ainda uma nota muito alta, não se atingiu a zona luminosa dos bons e muito bons, mas creio que passámos à nota positiva: entre 2001 e 2005 «Portugal foi o quarto país da Europa que mais diminuiu o número de mortes na estrada»
É certo que temos de ver qual o patamar de onde se partiu, porque é tudo relativo. Se ele era muito elevado como creio ser, o ter diminuído sendo bom, não é ainda motivo para embandeirar em arco. Mas é de aplaudir.
Não sei quais as causas dessa diminuição. Se houve menos acidentes graves, se os feridos foram socorridos mais rapidamente, de qualquer modo esse indicador é um bom sinal.
Nem tudo vai mal, não é?
Emiéle
Publicado por populo às 10:50 AM | Comentários (4)
Ora afinal, o mal sempre está na gestão!
Apesar eu saber muito pouco de economia, há pontos tão evidentes que levam a tirar conclusões. Tenho dito aqui no blog dezenas de vezes, que se os trabalhadores portugueses vão para fora de Portugal e lá trabalham bem, mas cá as empresas estão sempre a falir, isso é uma espécie de ‘prova dos 9’. Porque a inversa não se verifica - gestores que não consigam sucesso cá com trabalhadores portugueses mas sejam bem sucedidos num outro país europeu com os trabalhadores de lá… Portanto, isolando as variáveis podemos concluir que quem funciona mal são os «patrões» ou como lhes queiram chamar.
Ora o tema de primeira página do DN é exactamente que «Privados prejudicam imagem da economia portuguesa». Certíssimo, e só vem sublinhar o que se pensava do assunto.
Mas este facto, só nos deixa mais baralhados com certas opções do nosso executivo. Se como aqui se diz «em termos globais, as instituições públicas têm, no ranking do Fórum, melhor classificação que as privadas» como se justifica este afã alucinado em desejar passar tanto actividade pública para as mãos dos incompetentes privados? Na área onde trabalho e conheço melhor, sempre ou quase sempre que se deu uma passagem para o privado, a resposta piorou.
Que 'o público' está longe, muito longe, daquilo que se gostaria é quase indiscutível. O caminho a percorrer é muito grande, mas é o caminho mais sólido e com melhores resultados.
Emiéle
Publicado por populo às 10:45 AM | Comentários (6)
A sangria continua

Isto é um movimento assustador. Não há mês em que não se oiça falar no encerramento de uma empresa e sobretudo estas multinacionais, parecem como os vampiros que chupam todo o sangue enquanto está fresco e assim que descobrem outra vítima com mais sangue fresco viram-se para lá.
Desta vez é a Johnson Controls que quer fechar duas fábricas em Nelas e Portalegre. Serão mais quase 900 postos de trabalho a desaparecer. E o interior cada vez mais deserto.
O nosso governo afirma que “Vai iniciar-se um processo ao mais alto nível, no sentido de os aliciar a novos investimentos em Portugal, preferencialmente nos sítios onde estão a desinvestir agora”. Oxalá. Mas reconheço que digo isto com o maior dos cepticismos… Porque não é o primeiro caso. Nem o segundo. Nem o terceiro. Nem o....
Emiéle
Publicado por populo às 10:40 AM | Comentários (6)
setembro 26, 2006
Nasceu um novo blog
Ainda é bebé.
Nasceu no dia 20 pelo que vejo, tem poucos dias mas promete. É um blog de um dos leitores do Pópulo que aqui tem comentado bastante e eu desejo sinceramente as melhores felicidades ao pai e filho.
Vão visitar o Ora nem mais do nosso açoriano favorito.
Boa sorte, Homem das Ilhas!

Emiéle
Publicado por populo às 09:19 PM | Comentários (6)
Outro poema
OH, PEÇO-TE, NÃO PARTAS, NÃO TE VÁS
Embora te dissesse que partisses
E o dia demorasse em que me visses
Pedir-te um demorado não te vás.
Agora que me amaste tanto tempo
E me obrigaste duro a comover-me,
Agora que serviu e eu digo serve-me
Não me mirres assim tão a destempo.
Muito quis partir eu e não por ti
Fiquei refém de mim melhor viagem
E do que me privei hoje é minaz,
Em quanto duro sinto, oh, não senti
Servido o corpo já a mim nem serve.
Agora que te vais alguém que o leve.
Daniel Jonas
Emiéle
Publicado por populo às 05:35 PM | Comentários (6)
Descobri um poeta
Estou feliz. Ganhei o meu dia.
Ontem ouvi um poema de que gostei tanto que hoje de manhãzinha, mesmo com pouco tempo tive de ir urgentemente a uma livraria comprar o livro chamado "Os Fantasmas Inquilinos". Teve de ser. Tinha a sensação de que não conseguia esperar, e fui recompensada. Magnífico. Ainda o estou a saborear.
Fica aqui um dos poemas ( outros se irão seguir nos tempos mais próximos!)
Elementário
O verdadeiro sentido das palavras
é que o poema consiste
em falar do que não pode ser dito a quem
se quer dizer
ou o verdadeiro sentido das palavras
é que o poema consiste
em não falar do que pode ser dito a quem
se quer dizer
ou o verdadeiro sentido das palavras
é que o poema consiste
em não falar do que não pode ser dito a quem
se quer dizer
ou o verdadeiro sentido das palavras
é que o poema consiste
em falar do que pode ser dito a quem
se não quer dizer
isto, claro, partindo do princípio
de que há um sentido das palavras,
verdadeiro, um poema e um
a quem se queira dizer.
Daniel Jonas
Emiéle
Publicado por populo às 05:10 PM | Comentários (4)
Aviso à navegação
Meus amigos, pelo que estou a verificar as melhorias da Weblog foram sol de pouca dura no que respeita ao Pópulo.
Ontem isto esteve encravado quanto aos comentários e estou a ver que hoje está a ir pelo mesmo caminho. Quis responder agora mesmo a alguns que me deixaram mas nem mesmo aquele recadinho de que estão a verificar se o comentário é inofensivo, aparece desta vez… Aliás a página da Weblog também não está acessível neste momento.
Bem, como o mês ainda não acabou, a minha tolerância também não.
Mas agradeço que me enviem os comentários que não entraram para ver se mais tarde eu os consigo introduzir.
Obrigada.
Emiéle por alcunha "a paciente"
Publicado por populo às 09:29 AM | Comentários (10)
Ladrão que rouba polícia…
Diz o provérbio que “ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão” dando a entender que esse ‘roubo’ é uma espécie de acto de justiça.
Mas então e ...ladrão que rouba polícia?!
É que há notícias espantosas. Como é possível entrar-se numa esquadra (sim, porque isto passa-se dentro de uma esquadra!) e roubar-se diversas coisas entre elas a própria pistola de um polícia!
Bem, parece que pelo menos já apanharam o ladrão. A dita arma é que voou…
É uma história quase inacreditável. Assim um pouco à laia de “Missão Impossível”.
Estão a imaginar:
«Tens de ir à esquadra X, apoderar-te destes documentos e de uma arma e saíres rapidamente. Esta mensagem destruir-se-á dentro de 7 segundos» ** música**!!!
Emiéle
Publicado por populo às 08:42 AM | Comentários (2)
Mas então a etiqueta?!
Não é que me interesse assim por aí além a prole dos príncipes de Espanha, mas a noticia de que vem a caminho mais um bebé para a corte espanhola, em si mesma indiferente, teve um aspecto no mínimo engraçado:
É que a comunicação foi feita aos jornalistas por SMS.
Então não tem graça?
Desde a pompa e circunstância dos arautos medievais, aos mais recentes cargos de porta-voz, agora chegamos ao mui democrático msm!!!
Qual etiqueta, qual quê! Vai por sms e vai muito bem!
(E a Letícia escapou ao jantar com Cavaco…)
Emiéle
Publicado por populo às 08:10 AM | Comentários (4)
Double bind?
Os senhores do governo parece, à primeira vista sofrerem de doença mental. É conhecida por double bind.
A verdade é que ontem os diversos noticiários foram-nos informando de um famoso relatório, que parecia decidido a acabar com o sector público em Portugal, retirando algumas das mais básicas garantias que este regime tem tinha. Parecia a quem ouvia, que era uma questão de ‘vale tudo’, mexia-se em tudo o que poderia tornar uma carreira neste regime atractiva e, levava-nos a pensar, depois disto que absoluta loucura poderia levar ainda alguém a optar por trabalhar para o Estado.
Mas, imagine-se que depois de o relatório apontar como « os dois sectores prioritários para proceder a cortes na
função pública serem o pessoal administrativo e os auxiliares de acção médica e educativos» lemos agora, de boca aberta de espanto, que a senhora Ministra da Educação considera que o pessoal administrativo e auxiliar do sector "não tem razões para ficar preocupado" Como??? Estou curiosa por saber se por acaso o senhor Ministro da Saúde dirá o mesmo.
Quanto ao resto, se os sectores da Educação e Saúde são ‘os maiores’ isto parece-me normal porque tudo é relativo: não são estes que são grandes o resto é que tem sido reduzido drasticamente e são cada vez mais pequenos.
Bom, mas para equilibrar temos por outro lado um país com um Governo com muitos ministros, secretários de estado, assessores, conselheiros, toda uma corte respeitável. Ah, esperem, mas é que esses estão em trabalho precário, contrato por 4 anos. Quando o governo acabar também se lhes acaba o trabalho. Estou a ver.
Emiéle
Publicado por populo às 07:40 AM | Comentários (6)
setembro 25, 2006
Caderno de Capa Castanha VII
Os divertimentos
« - Há uma coisa que tenho curiosidade em saber como era dantes: tempos livres, brincadeiras, divertimentos. Como se passava na sua infância?
- Esse aspecto era muito diferente de hoje, Clara, muito. Aí, a distância é mesmo enorme. Mas queres saber as distracções das crianças ou dos adultos?
- As duas, madrinha, já agora.
- Então primeiro as nossas. Nessa altura os adultos não tinham nada a noção, como hoje há quem pense, de que se devesse ‘entreter’ a criança. Na verdade nós entretínhamos a nós mesmos como podíamos. Deves levar em conta que as famílias eram mais numerosas, havia muito menos filhos únicos e portanto o mais natural era brincar-se com irmãos, primos, vizinhos. Decerto também havia filhos únicos, como foi o meu caso, e aí havia que puxar pela imaginação! Estou mesmo a calcular que se um de nós tivesse a triste ideia de perguntar à mãe ou pai “o que é que vou fazer?” a resposta era uma tarefa que nem sempre seria do seu agrado - “ajuda-me a dobar esta meada de lã”, ou “leva estas coisas para a arrecadação” ou “vai-me comprar um litro de petróleo” – porque a pergunta seria interpretada como uma oferta de trabalho nunca um pedido para que o adulto descobrisse a que é que nós íamos brincar! E, claro está, havia brinquedos mas nada que se parecesse com a tremenda indústria que existe
hoje. Os brinquedos estavam muito organizados – meninas com bonecas e tachinhos, meninos com bolas, comboios, berlindes. Mas a maioria dos brinquedos fazíamos nós. Puxava-se muito pela imaginação! Caixotes, cortinas velhas, latinhas, tudo o que era desperdício era aproveitado para se brincar. E, tal como hoje, brincávamos muito ao faz de conta - «às mães e às filhas», aos «polícias e ladrões», «aos médicos», «às guerras», «às escolas»… E também os jogos colectivos, às escondidas, a linda falua, jogos de roda, a macaca.
Como eu disse, as brincadeiras estavam muito divididas por sexos. As meninas também se mexiam muito mas para
saltar à corda, por exemplo, ou correr na ‘apanhada’, e brincávamos aos jantarinhos, ou a vestir bonecas com vestidos feitos por nós, ou «às casinhas». Os rapazes, juntavam caricas e faziam corridas dando-lhes piparotes certeiros ao longo das pedras dos passeios, brincavam às guerras com espadas de madeira, e jogavam ao berlinde e, claro, à bola.
Como eu vivia em Lisboa nas ‘avenidas novas’, não me deixavam brincar na rua como muitos meninos da minha idade, mas havia sempre pequenos jardins perto, e aí encontrava outras crianças. Era chegar ao pé delas e perguntar: «Também posso brincar?» Pronto! Mais uma para a roda, ou para saltar a pé coxinho.
E sabes? Adorava também não fazer nada e ficar apenas à janela a observar o que se passava na rua. Era tão interessante, pelo menos para mim. Sonhava.
Ai, Clarinha, fizeste-me tantas saudades.» Clara
Emiéle
Só hoje ( terça) tive acesso à foto que devia ilustrar este post.
Mesmo com atraso, quero deixá-la aqui, cá está:

Publicado por populo às 05:00 PM | Comentários (14)
O pior escritor?!

É para ter graça, e tem alguma.
Um concurso (?) para encontrar alguém capaz de recitar a pior romancista do mundo sem desatar a rir. Tadinha… Claro como a vítima escolhida já está nos anjinhos, não se vai ofender, mas eu penso no que seria este concurso em Portugal…
É certo que existem alguns nomes que aparecem logo à cabeça, aquela senhora que se vai repetindo a si mesma e a vender que nem pipocas… e há para aí outros casos. Querem ir propondo alguns?
Emiéle
Publicado por populo às 08:33 AM | Comentários (6)
Tudo bem espremido o que é que dá?
Ora vamos lá a ver:
Umas duas ou três horas para a Informação (diversos telejornais) já por si bastante tratada de modo a chamar a atenção para graves assuntos do futebol e outros afins. Mais uma hora, ou cerca disso, para concursos de grande audiência. Depois 4 horas de anúncios por dia mas excluindo auto-promoções, o que quer dizer que afinal serão aí umas 5 horas só para a publicidade. Juntamos uma meia dúzia de telenovelas e algumas séries de certo interesse que, pelo sim pelo não, se arrumam aí às duas ou três da manhã, para encher o espaço nocturno.
Cá está a bela TV que temos!
Emiéle
Publicado por populo às 08:23 AM | Comentários (7)
Mais uma vez a reciclagem

Se não fosse uma piadinha fácil eu diria que este tema “já cheira mal”! Pela milionésima vez toco neste assunto aqui no blog, mas a verdade é que vejo que se fala, fala e tudo continua na mesma. Ou, pelo menos, anda-se tão devagarinho que quase não se notam os avanços!
Posso falar porque sou das que se esforçam por cumprir as indicações sobre a reciclagem. O certo é que se a recolha dos vidros é bastante fácil – por um lado não se esvaziam cá em casa tantas garrafas como isso, e há muitos ‘vidrões’ por aí – já a do papel é fácil de fazer mas difícil de encontrar um ‘papelão’ onde os possa colocar. Como recebem simultaneamente os cartões, basta duas ou três embalagens grandes para lhe entupirem a capacidade, e temos de andar aí, ó tia, ó tia à procura de um onde se possam deixar os jornais. E quanto às embalagens, isso então é a grande confusão!! Com meia dúzia de garrafões de água e já o contendor está cheio.
Volto a insistir na minha opinião: se os serviços de recolha destes ecopontos fossem realmente eficientes, sensibilizavam muito mais as pessoas do que dezenas
de campanhas como as que fazem. Mas uma pessoa passar por estes contentores e vê-los sistematicamente atulhados, dias e semanas a fio, isso desmoraliza qualquer um. Comecem por aí, se faz favor. Dêem o exemplo, e recolham o vosso lixo, senhores responsáveis. Talvez depois a população comece a ser mais cuidadosa.
(Como sabem, estive há pouco na Dinamarca. Não vi ecopontos; no interior de cada quarteirão de casas têm um contentor de lixo e outro para os papeis, quanto a garrafas e latas, quando vão ao supermercado deixam-nas lá porque recebem dinheiro por troca, quanto as embalagens não reciclam)
Emiéle
Foto daqui
Publicado por populo às 07:58 AM | Comentários (7)
A guerra do Iraque e o terrorismo
O que pode vir a ser importante é o reconhecimento dos próprios EUA de um facto que, quase desde o início, a generalidade dos observadores pensavam; os completamente independentes e que não giravam na órbita do que decidia a administração norte-americana, claro.
A Guerra do Iraque, veio deitar óleo no lume do terrorismo. São os próprios serviços secretos que o confirmam «a invasão e a presença das tropas americanas no Iraque é uma das razões para o crescimento do “movimento ‘jihadista’”»
Usando apenas bom-senso, percebe-se que quando se quer combater seja o que for, devemos começar por o conhecer. Mas conhecê-lo por dentro, tentar entrar dentro da sua filosofia por mais distante que esteja de nós – ou, sobretudo, quando está muito distante de nós! Ora essa primeira parte, o entender o que move alguém a praticar actos terroristas, nunca foi feita. Muito pelo contrário, fecharam os olhos e marraram em frente. Com este resultado, O Iraque está no estado que se vê (pior do que no famigerado tempo de Saddam) e os focos de terrorismo espalharam-se com a justificação de que o inimigo está no seu seio. Um trabalho asseado.
Emiéle
Publicado por populo às 07:20 AM | Comentários (4)
setembro 24, 2006
Um filme para uma tarde de chuva
Fui ao cinema ver um filme que vulgarmente se escolhe para ver em DVD numa tarde como hoje. Bonito, doce, agradável, leve como algodão doce. Fui acompanhada porque sozinha provavelmente não o escolhia. Mas soube-me bem.
Fui ver uma caixa de correio que se passeia no tempo, ora para a frente ora para trás, durante dois anos: a Casa da Lagoa.
Já está há meses no cartaz, percorreu o Verão e agora está nos últimos dias. Deve sair com a chuva e é provável que dentro de pouco tempo passe na TV.
Saí bem disposta. Um filme romântico, e agradável. Uma casa de vidro, impressionante, fundida na água qe a rodeava. Claro que uma história previsível em grande parte (perto do final disse, quase alto demais, “claro que é ele, por isso é que não foi ao encontro” porque aquilo entrava pelos olhos a dentro, não precisava de altos estudos) mas apesar desse aspecto ‘previsível’ e de personagens sem grande relevo, é uma história com um grãozinho de sal intrigante, o suficiente para não ser a xaropada romântica.
E quando saí chovia a sério!
Emiéle
Publicado por populo às 08:36 PM | Comentários (4)
Uma boa publicidade
Depois disto, quem põe em dúvida que o ‘diet light’ emagrece mesmo???

Emiéle
Publicado por populo às 12:55 PM | Comentários (4)
Ainda e sempre as escolas
Nunca deixam de estar na berlinda porque os problemas nascem como cogumelos em zonas húmidas, mas é claro que no início do ano lectivo, todo o que de mau existe mais ou menos envolto na bruma do esquecimento e do famoso “temos de ter paciência”, agora fica debaixo da luz dos holofotes.
É que um telhado é uma peça fundamental na construção de uma casa. Sem ele não há protecção, entra a chuva, o vento, as poeiras, o sol bate forte. É fundamental um telhado. Só que não dá resultado começar-se por ele, e muito menos ainda imaginar-se que estando ele concebido o resto da casa será fácil pôr-se em pé.
Há muitas medidas pedagógicas que são boas e desejáveis. E de certo podem entrar em funcionamento em muitos sítios, não direi que não. Mas há muitas outras onde deveria fazer-se um trabalho de raiz, e antes de pensar no tal telhado estudar-se bem como estão os alicerces.
Algumas escolas de muitas zonas suburbanas, sobretudo das nossas grandes cidades, Porto e Lisboa, são uma desgraça. Quem não sabe isso? Com escolas sobrelotadas, em regimes de horário duplo ou triplo, como é que se vai fazer para as famosas actividades extracurriculares? Em que espaço? Se houvesse espaço seria boa ideia começar primeiro por não desdobrar horários. Bem, parece que lá para 2013 se poderá contar com escolas novas. Ainda bem para os meninos que estão a nascer agora, mas ... e os que já por cá andam?

Emiéle
Publicado por populo às 11:42 AM | Comentários (3)
Inquietante
Podemos ‘dar desconto’ e pensar que existe algum exagero no modo como as notícias são dadas. Mas não é apenas num jornal que li a informação que está haver uma vaga de assaltos a táxis cujos assaltantes são, praticamente, uns miúdos porque se fala em idades entre 15 a 17 anos.
Mas só são miúdos em idade, porque de resto sabemos como os adolescentes actualmente crescem imenso em tamanho (quantas vezes são maiores e mais fortes do que os pais ) e, neste caso, vêm armados com facas e pistolas.
E é uma escalada organizada, porque diz a polícia que do dia 12 até agora sabem de 12 casos na mesma zona! Os que se conhecem, podemos pensar que haja outros assaltos que não a taxistas e cujas vítimas nem apresentaram queixas.
Bem, a notícia num aspecto é tranquilizadora porque os assaltantes foram identificados e detidos, mas no outro nem por isso. O que leva estes miúdos que deveriam estar ocupados a ouvir música, namorar, passear, viveram a sua adolescência a assumirem uma vida tão evidentemente marginal e criminosa? Começa-se com brincadeiras violentas, mas toma-se-lhe o gosto e passa-se para a vida real que é muito mais excitante. Ou, estão desocupados, querem o que não têm do ponto de vista material e vão pelo caminho mais fácil e excitante? Não sei, mas é de preocupar. Pelo menos eu fico, e desejo que mais gente também.
Emiéle
Publicado por populo às 11:16 AM | Comentários (4)
Mais uma vitória da Vanessa

E soma e segue:
Vanessa Fernandes ganhou o triatlo na China.
Já vai em 12 vitórias consecutivas!!!
Aquela rapariga não pára, em qualquer dos sentidos da palavra.
É um orgulho para nós, portugueses e mulheres também.
E, para rematar, não esquecer que ela está a recuperar de problemas no tendão de Aquiles. E se não o estivesse?
VIVA A VANESSA!
Emiéle
Publicado por populo às 11:05 AM | Comentários (4)
setembro 23, 2006
Equipamentos alternativos
Tinha pensado que hoje não voltava a escrever nem uma linha neste teclado tão cansada estou, mas não resisto: acabo de dar uma olhadela ao ecrã da TV e vejo um jogo com uma equipa vestida de vermelho e outra de amarelo.
Pergunto:
- «Mas afinal o Benfica não jogou ontem?»
- «Sim, não é o Benfica»
- «Atão?»
- «É o Desportivo das Aves»
- « Ah! Mas não ia jogar com o Sporting?»
- «E é.»
- «Com o Sporting? Mas quem é este de amarelo??»
- «É o Sporting»
- «De amarelo?!!»
- «É o equipamento alternativo.»
Não posso. Francamente, o Sporting de amarelo, acho que até dá azar! Que raio de ideia!!!
Baah!!
Emiéle
Publicado por populo às 08:40 PM | Comentários (8)
Cansada

Dizer apenas cansada é pouco, preciso de um superlativo: cansadíssima!
Hoje, afinal, nem estive de apoio aqui ao blog, nem fui curtir o sábado. Estive a praticar uma boa acção.
Eu tenho uma grande amiga. Quero dizer, tenho mais do que uma, mas esta é a grande-amiga-tipo-irmã. Ora ela está há já alguns meses fora e regressa a casa no início da semana que vem. Lá em casa, tem vivido estes meses o seu ‘herdeiro’, jovem post-adolescente mas que, por coincidência, aí há uns 10 dias foi ele que foi de viagem. E assim, ela inocentemente, telefonou-me a pedir: “- Vê se arranjas alguém que vá dar uma limpeza à casa antes de eu chegar, que aquilo deve estar a precisar.”
Eu de facto arranjei ‘alguém’ - a minha «fada do lar» particular que me disse que «por ser para mim» sacrificaria a sua manhã de sábado. E alegremente, parti para a casa da M. pelas 9 e pouco da manhã.
Bom… às duas da tarde telefonei para casa e avisar que não vinha almoçar. E acabei de chegar agora, às 6, a apetecer-me um banho daqueles com sais, e espuma de banho, e muito vapor, e cheirinhos bons, e…
Foi assim que começou:
Quando abrimos a porta de casa, parecia que se entrava num filme - aquilo dava a ideia de ter sido assaltado e vandalizado de uma ponta à outra! Mas não, olhando com atenção era apenas desarrumação e lixo. Nunca tinha visto nada de semelhante, para se obter aquele efeito o filho da minha amiga deve-se ter aplicado a fundo durante vários meses. Não é fácil! Trouxemos para o contentor do lixo, 3 ou 4 sacos daqueles pretos, gigantes, atulhados de lixo; fizemos 4 máquinas de roupa e não se deu vazão a toda a roupa suja; a máquina de louça estava cheia mas como não tinha sido posta a lavar, e a comida estava incrustada nos pratos teve de ser lavada à mão com esfregão de arame; o chão foi primeiro lavado com água e detergente (vários baldes de água preta) antes de ser encerado; só para emparelhar as coisas soltas por toda a casa foram várias horas…
Já chega. Creio que dá para imaginar! Em brincadeira com a minha «fada-do-lar» eu só dizia que se devia ter tirado umas fotos do ‘antes’ e do ‘depois’. Felizmente que a minha amiga só vai chegar no ‘depois’ porque nem quero imaginar o que é meter a chave à porta carregada com as malas e deparar com aquele cenário.
Uff..! Posso desatar o nó do meu lenço de escuteira, que já pratiquei a minha boa acção. Creio que da semana. Ou até talvez deste mês!!!
Emiéle
Publicado por populo às 07:19 PM | Comentários (14)
Tá visto, a culpa foi dos jornalistas!
Esperava-se uma coisa semelhante mas não que se fosse tão longe!
Depois de um inquérito a que foi pedido rapidez pela mais alta figura na Nação, o seu próprio presidente, ter levando 8 meses a chegar a uma conclusão, a conclusão é notável: afinal a culpa foi dos jornalistas que deram a conhecer os factos.
Deles, só deles, e apenas deles!
Mais nada!!!
Este é mesmo um inquérito bem feito, que dá gosto.
Perante estas conclusões é impossível ficar-se com dúvidas, não é verdade? Claro como água da fonte.
Espera. Fonte? Qual fonte? Vamos mas é mudar de assunto. E é já!
Começa hoje o Outono, o tempo está de chuva, o futebol anda por aí e... o que mais se forem lembrando.
Emiéle
Publicado por populo às 09:20 AM | Comentários (6)
Chegou o Outono
Bom dia, Outono.
Parece que este ano temos mesmo um Outono a sério.

Emiéle
(este post tinha uma canção, ou seja foi pensado para ter uma canção, mas como os dois sites que conheço estão 'em manutenção' terá de ficar assim mesmo: fica a minha boa intenção...)
Publicado por populo às 08:44 AM | Comentários (6)
setembro 22, 2006
Fim de semana pacato
Quem tem uma net, tem tudo...
Claro que tenho planos para este fim-de-semana, mas se estiver ainda de temporal e os ditos planos sairem furados, tenho aqui o Mundo ao alcance da mão:

Claro que o download nunca está completo, mas ajuda.
Emiéle
Publicado por populo às 11:10 PM | Comentários (1)
Gerir bem o tempo
Esta semana assisti a um programa no Sic-mulher, daqueles programas de fim-de-tarde, onde uma animadora reúne pessoas, conhecidas ou não, para falar de um tema. Desta vez o tema era o tempo e a sua gestão. Havia um convidado ‘especialista’ nessa área, [ensinava pessoas a gerir melhor o seu tempo] e a Mª do Rosário Carneiro presente ali por ser mãe de 9 filhos - escolha um pouco estranha. Ouvi o programa todo, embora sem muita atenção. Se falo agora é porque concordei pouco com o que se disse e para mim houve falhas naquela abordagem.
A Mª do Rosário Carneiro como resposta à questão de como organizava o seu tempo respondeu: “Como uma lista de compras”. Foi considerada uma resposta muito espirituosa, não entendo porquê. Parece óbvio que quem tem muitas coisas a fazer as enumere e escreva. E quer um quer outro dos entrevistados, bateram quase sempre nessa tecla – enumerar as tarefas, ou evitar ser interrompido no que se está a fazer. Estranhei, porque não sendo 'técnica gestora do tempo' nem mãe de 9 filhos, faltaram-me ali dois elementos que julgo indispensáveis – organizar as tarefas por prioridades, e ‘encaixá-las’ umas nas outras.
As pessoas que conheço que melhor organizam o seu tempo, conseguindo fazer o que querem sem stress, têm esse dom. Perante o seu dia ou semana de trabalho, começam por identificar o que é prioritário. Essa é a sua linha mestra. Depois, como um puzzle, vão encaixando as tarefas secundárias. E não têm “mais olhos que barriga”, só decidem assumir o que reconhecem ter tempo para fazer bem. Tal como na vida mais comezinha e doméstica, enquanto a sopa está ao lume, pode fazer-se as camas, também enquanto se espera que alguém com quem precisamos de falar nos possa atender, podemos ir arquivando os papeis que atafulham a secretária, ou orientando um nosso colaborador para o que precisamos que faça.
Mas, com sinceridade, o que penso que evita o stress é sobretudo saber dizer não àquilo que é demais, avaliar bem o tempo que demoramos em cada tarefa, despachar primeiro o que é prioritário e muitas vezes mais chato. E reservarmos tempo para nós próprios sem culpabilidade.
Temos esse direito, não?!
Emiéle
Publicado por populo às 05:06 PM | Comentários (9)
Distracções de poeta
Hoje fui visitar de novo aquela minha amiga que tem mais de 90 anos. Já falei várias vezes dela e continuarei porque é uma fonte maravilhosa de histórias interessantíssimas.
Hoje contou-me uma que, tanto quanto sei, é inédita.
O seu pai, escritor, era amigo do Camilo Pessanha. Ela sabia que ele ia, por vezes, lá a casa passar o serão e recitar poemas, mas era muito pequenina na época e disso não se lembra. Mas recorda-se, porque achou espantoso, – é fácil imaginar como isto teria parecido engraçado aos ouvidos de uma criança – a seguinte história:
Camilo Pessanha costumava frequentar um certo café com o seu grupo de amigos. A partir de certa altura começaram todos a reparar que ele andava um bocado torto e se sentava na cadeira todo torcido. Falaram uns com os outros preocupados. O que se passaria? Problema grave, possivelmente. Imaginaram situações dramáticas, tumor cerebral, doença de coluna, algo de muito sério deveria ser uma vez que ele nem com os amigos se abria para confessar o mal de que sofria.
Um dia viram-no chegar todo desempenado, e sentar-se normalmente. Surpresa alegre, troca de olhares e lá conseguem extrair a informação que explica o mistério. Simples. Acontece que o poeta tinha mandado fazer umas calças novas, e andava há uns tempos com elas. Mas o alfaiate, homem decente e honesto, não quis ficar com o resto do tecido, e portanto fez um embrulhinho que prendeu por dentro das calças. Como bom poeta lunático, Camilo vestiu a sua roupa nova e, mesmo sentindo ali uma excrescência, não tratou de ver o que era! E andou um bom tempo, todo torcido mas sem entender que estranho mau estar era aquele.
Quando as calças foram a limpar, esclareceu-se o mistério!
Emiéle
Publicado por populo às 01:05 PM | Comentários (6)
Apoiado!
Agrada-me muito a proposta de Sá Fernandes para os transportes públicos de Lisboa. Sempre gostei dos eléctricos. Silenciosos, tranquilos, não poluentes, bonitos.
Quando eu era pequenita havia muitos.
Depois entraram em declínio acelerado. Em muitas ruas ainda há pouco tempo se conseguiam ver os carris, que têm sido retirados ou cobertos de alcatrão.
Contudo, ainda hoje, se para qualquer local o transporte é autocarro ou eléctrico, escolho este. Saudosismo, talvez. Mas a verdade é que os modernos são excelentes, bonitos, confortáveis, e mantendo as qualidades iniciais de suavidade e silêncio. E, claro, comparado com o metro tem a enorme vantagem de ser muito mais alegre, tudo feito à luz do sol!
Será que este projecto poderá ir avante? Eu voto já a favor.

Emiéle
Publicado por populo às 09:15 AM | Comentários (13)
Cristãos, muçulmanos, ou arruaceiros
Ponto prévio inicial – sou completa e totalmente contra a pena de morte.
Dito isto vamos lá ver o título de uma notícia: «Três cristãos indonésios foram fuzilados». Alto. Sentimos que voltamos ao tempo dos imperadores romanos, e em lugar da arena e leões, teríamos agora o moderno pelotão de fuzilamento. Mas que horror é este?!!! Matam gente pela sua crença, na indonésia?
Se formos ler o corpo da notícia o que ressalta é outra coisa. Foram condenados ( e muito mal, repito!) «por incitamento à violência que resultou no assassínio de 200 muçulmanos». O castigo foi horroroso não é demais repeti-lo, mas que deveria haver castigo parece-me certo. Assim como também o deveria haver para todos aqueles muçulmanos que desvairadamente incentivam à violência contra qualquer outra confissão religiosa.
Basta de tanta guerra de religião! Venha ela de onde vier.
Emiéle
Publicado por populo às 08:48 AM | Comentários (6)
Professor - profissão qualificada?
Se isto for mesmo verdade, brada aos céus.
O preço que uma ‘empregada doméstica’ (antiga”mulher-a-dias” ) nos cobra, à hora, ronda os 6 euros. E, como não é segredo, em muitos casos não fazem qualquer desconto e o seu trabalho é meio clandestino ou então dizem que não estão interessadas. Portanto nós pagamos, a quem nos aspire o chão e engome umas camisas, mais do que algumas autarquias aos professores que vão às escolas dar a educação musical, a expressão dramática ou a educação física, matérias previstas pelos senhores que elaboram os currículos no Ministério de Educação.
E isto sem férias nem subsídio de Natal, coisa que é logo pedida pelas nossas auxiliares de serviços domésticos. Quando não nos pedem também o passe, e… a gente vai dando.
Assim vai o mundo Portugal, não é?

Emiéle
Publicado por populo às 08:08 AM | Comentários (18)
Nivelar por baixo
É o que se tem verificado neste ‘ajustar as condições do sector público ao privado’. Apertar e nivelar por baixo. Desde o primeiro momento que a «operação terror na fp», que se vem desenrolando desde há uns anos, tem essa curiosa característica. Quando há uma divergência entre o que se passa no sector privado e o público, o que se procura é verificar qual é o sistema pior e fazer igual.
Chega agora a vez da justificação das faltas.
O pressuposto inquisitorial e desconfiado, é de que o médico que passa um atestado de doença pode ser um mentiroso. Falamos dos médicos privados é claro, porque os médicos dos Centros de Saúde são feitos de outro material e esses nunca se deixariam enganar com um ‘falso doente’. Assim sendo, como já se passou a «informação» de que todos os que não trabalhem no privado são basicamente uns vigaristas e preguiçosos, o que há a fazer é dificultar as suas faltas. Se estão doentes chamem o seu médico de família para o confirmar!
Só imagino o que isto vai congestionar os Centros de Saúde, mas isso será outra conversa. E, obviamente, os senhores deputados quando também adoecerem irão para a fila do Centro de Saúde. Olha, olha, vou ver agora se começo a encontrar com mais frequência os nosso deputados!
Emiéle
Publicado por populo às 07:44 AM | Comentários (9)
setembro 21, 2006
Será o final do túnel...?
Ora bem.
A Weblog já mostra trabalho.
Entramos na semana final de Setembro e agora é assim: a gente escreve um comentário e parece este recadinho
Depois “aguardamos” como nos pedem, e ….
Tátátátá, os dois que eu escrevi, entraram. E de uma vez só.
Será o final que se avizinha…? Suspence!
Aguardemos com ansiedade os dias que se seguem.
Emiéle
Publicado por populo às 11:16 PM | Comentários (9)
Contribuição de um leitor do Pópulo
Quando o ciclone passou pelos Açores, o acontecimento foi sendo relatado, quase passo a passo por um visitante aqui do estaminé – o Ilha_man.
E, conversa puxa conversa, a verdade é que me enviou umas fotos do que estava a ver da sua janela. Apesar do atraso, senhoras e senhores, aqui está em reportagem exclusiva, através da máquina do Ilha_man, uma visão do flagelo natural que, afinal, felizmente atingiu só de raspão aquele lindo arquipélago!

Emiéle
Publicado por populo às 12:14 PM | Comentários (11)
Chove a cântaros!
Deve ser o rabinho do ciclone.
Lisboa passou a noite debaixo de uma grande carga de água e vamos avançar pela manhã com a mesma chuvada.
Para quem está em casa, até sabe bem. Depois dos calores que tem feito, uma chuva é refrescante e limpa o pó das ruas.
Para quem tem de sair, e com a greve do metro, é o perfeito caos!
Bom. Vou-me refastelar, porque ainda tenho uns diazinhos de férias, e a chuva lá fora até é simpática.
Lá fora, é claro…
E eu bem sequinha, aqui com um café ao lado e um livro à mão.
Aaaahhhh! Rica vida!

Emiéle
Publicado por populo às 08:55 AM | Comentários (12)
Viva a música!
Ora bem, aqui está um estudo que me agrada.
Mesmo que não seja confirmado, é agradável: Cientistas da Universidade McMaster compararam o desenvolvimento de crianças com e sem aulas de música. Ao fim de um ano, verificaram que as que tinham tido aulas mostravam ter melhor memória e um desenvolvimento mais acentuado na aprendizagem da Matemática, leitura e outros saberes»
Trá-lá-lá-lá!!!
Gosto desta ideia!
Ora deixa cá ver
Que tal?
Emiéle
Publicado por populo às 08:45 AM | Comentários (9)
É na Alemanha, mas este modelo não nos é estranho
Portanto está a dar que falar que os senhores directores da Siemens se auto-aumentam em 30 % enquanto, simultaneamente, reduzem milhares de postos de trabalho .
Chama-se neo-liberalismo.
Mas gosto destas belas explicações como a de que «aumentar os salários dos directores em períodos regulares "é prática corrente"» como justificação do facto. É prática corrente, sim. E despedir trabalhadores também é ‘prática corrente’, mas o que se está a questionar não são os usos e costumes é a ética e a justiça desses procedimentos.
Porque se fala aqui em percentagens e quando é uma percentagem a diferença entre 30% no valor do que ganha um director ou um operário é chocante.
Vamos imaginar que os sindicatos pediam um aumento de 30% (que é muitíssimo menos, como se viu) para os seus trabalhadores?! Credo, que horror, que disparate!
Aaaah, é que eles são muitos. Pois são. E também, indispensáveis para a produção.
Só com os senhores directores não havia lucros para ninguém. Tivessem eles a mesma percentagem de aumento que propõem para os travalhadores e já tinham um enorme aumento.


Emiéle
Publicado por populo às 08:30 AM | Comentários (9)
setembro 20, 2006
E em continuação do post anterior
E estas cores...?
Nem se deve dizer nada, basta olhar.

Emiéle
Publicado por populo às 05:04 PM | Comentários (8)
Cores
Li ontem um post no blog azul da Hipatia que foi muito sugestivo para a minha imaginação. Ela chamou-lhe “Cromoterapia” e eu concordo que as cores podem curar muita coisa! O meu mundo é bem colorido, e dificilmente direi que não gosto de uma cor qualquer. Posso não gostar de algumas tonalidades dessa cor ou, vendo a coisa ao contrário, mesmo em cores que não aprecio muito, há sempre tonalidades de que gosto.
Há as cores quentes, quem vêm à cabeça da marcha. Amarelos, vermelhos, laranjas, e as suas múltiplas variantes, mais escuro ou mais suave, mais pálido ou mais forte, um amarelo ouro, um amarelo alaranjado, um vermelho rosa, um vermelho tijolo, um vermelho lacre… Lindas. Quentes, fortes, contagiantes de alegria. Mas vêm os azuis, é já nem sei o que diga. Adoro o azul. Também em todos os seus tons, o azulão, o turquesa, o azul-marinho, perco-me pelos azuis. O verde é uma cor mais difícil, alguns tons não «me dizem nada», mas basta um passeio por uma mata, pelo campo no meio de uma sinfonia de mil verdes diferentes e todos lindíssimos, para voltar logo atrás nessa opinião. Estas cores, as tais frias, são também a cor da serenidade, da calma, da paz. E é tão bom estas pausas na exaltação das outras, das ‘quentes.!
E o preto? O negro bem negro, profundo, cor de relevo de veludo. Em muito pequenas doses, é certo, mas que falta faz! E tenho de terminar com o branco. Diz-se que é a soma de todas as cores e assim é para mim. É a cor da luz, a cor da vida. Talvez a minha cor preferida, a que uso com mais frequência e com mais segurança. A base da minha casa é branca, apesar do seu colorido todo. É a cor-mãe, a cor inicial. Olhar para uma folha de papel em branco é um convite claro a começar a escrever. Mas na folha branca vou escrever com tinta azul, de uma caneta vermelha, sobre o tampo amarelo de uma mesa, encostada a almofadas laranjas e verdes…Com várias tonalidades.

Emiéle
Publicado por populo às 05:00 PM | Comentários (7)
Conclusão estranha do resultado de uma sondagem
Cá vem uma sondagenzinha.
Ora vamos lá olhar para os números: Que a maioria dos portugueses diga que
«o cargo político em que mais confia é o Presidente da República» seja quem for que ocupa o cargo, enfim aceita-se como conclusão. Afinal 40% ainda é uma percentagem grande. Mas a continuação das conclusões é que já é estranha, porque os valores são tão baixinhos que é difícil concluir-se seja o que for!
Claro que se pode sempre dizer que a apreciação é feita pelas suas posições relativas. Se assim fôr,…. vá lá, aceita-se. Mas apenas no sentido de que ainda se tem menos confiança no Primeiro-ministro do que nos Presidentes da Junta, menos ainda no Presidente da Câmara e nenhuma nos parlamentares.
Falar em que há confiança a partir do número 14% leva-nos a pensar que 86% não terá confiança, não é?
O que se pode concluir, é aquilo que entra pelos olhos dentro, que a classe política anda muito desprestigiada. Mas para isso não seria preciso nenhuma sondagem, é só ouvir o cidadão comum. E a responsabilidade deste facto que não é nada bom, para ninguém e sobretudo para a democracia, tem uma quota-parte de culpa de alguma comunicação social que adora tomar partido e descobrir questões que mostram os pés de barro das pessoas. Mas a maior responsabilidade é da própria classe política que muitas vezes se auto-desprestigia.
Olhem o que se passa na Hungria.
Emiéle
Publicado por populo às 04:06 PM | Comentários (5)
Pergunta à Weblog
Ora vamos lá a ver. Perguntar não ofende.
Caríssimos senhores da Weblog- AEIOU
Vai para cerca de um mês, depois da famosa pane prolongadíssima de vários dias, quando finalmente nos vieram dar uma explicação desse mistério, eu fixei algumas frases. Num local afirmava-se que «Neste momento, a plataforma está estabilizada […]Os blogs estão a funcionar, as estatísticas terão sido afectadas. Tentaremos recuperá-las quando possível.» Claro que ( parva!) não entendi que, quando se dizia «neste momento», devíamos levar aquilo à letra, era mesmo só naquele momento! Depois explicava-se «E agora, estabilizada a plataforma... vamos avançar para a "solução radical". Entrou em desenvolvimento hoje. Estará pronta brevemente. Talvez amanhã. Trará um sacrifício, pequeno, dividido pelos utilizadores que comentam, mas uma valia grande, em termos de performance da plataforma e saúde dos Blogs. Quanto estiver pronta, daremos notícia de que "está feito". Não estranhem o nosso silêncio até podermos vir dizê-lo.»
Muito bem. Devo reconhecer que avisaram. Que só falariam quando estivesse pronto, e até lá ficariam em silêncio.
Só que, e aqui entra o segundo ponto: Diziam também que «a nova plataforma entrará em desenvolvimento no final de Setembro. Estará pronta... quando aqui viermos dizer que está pronta.» Como Setembro está a aproximar-se desse final, a minha expectativa é grande. Contudo como os senhores avisaram que só estaria pronta, quando nos avisassem, fico completamente alerta, nessa doce esperança.
É que desculpem, isto para quem está do lado de cá, não pode estar pior…
É geral o desânimo entre nós, quer entre quem escreve, quer entre quem nos quer comentar, todos os dias e várias vezes por dia, este pára-arranca! Como os senhores devem reparar, a própria página da Weblog muitas vezes também não abre!
É evidente que me podem dizer que «quem não está bem, muda-se» e alguns dos nossos melhores colegas e amigos estão a fazê-lo. Mas antes de tomar uma decisão, vou esperar pelo tal final de Setembro. Desejando que seja o Setembro... de 2006.
Com os melhores cumprimentos
Emiéle
Publicado por populo às 07:12 AM | Comentários (14)
Coragem, Açores!
(este post foi escrito ontem, pelas 23 horas, mas impossível de o públicar por não ter tido acesso ao meu blog durante horas; aparece hoje, fora do tempo)
Penso sempre na Atlântida , quando recordo os Açores.
Aquelas ilhas são a pontinha que se vê ainda daquela maravilhoso e lendário continente.
E eram sábios, os atlantes.
E assim o são os açorianos. Serenos, tranquilos, fortes.
A terra dos «anti-ciclones», deu uma reviravolta e apanha com um "propriamente dito".
Se estou a escrever isto é para exorcizar o medo, que eu já apanhei com alguns, - fraquitos - e tenho de confessar que é de susto. Mas vai tudo correr bem, que aquela gente já viu pior e cá continua de pé, enfrentando os ventos e as tempestades, no seu jeito calmo tão açoriano.
Até amanhã.

Emiéle
Publicado por populo às 07:05 AM | Comentários (16)
setembro 19, 2006
Solidariedade bloguística
A minha experiência aqui pela blogolândia tem sido muito mais positiva do que negativa. A contrapor a um ou dois casos, completamente esporádicos, de comentários desagradáveis (não por discordarem do que digo é claro, que isso é bem salutar, mas por virem simplesmente provocar) tenho variadíssimos outros casos de colegas que se dispõem a auxiliar-me, com aquilo que sabem, ou trazendo até ajudas para coisas de que falei.
De ontem para hoje tenho de referir dois casos:
O sempre prestável, disponível e sabedor Farpas, que com uma rapidez fulminante, assim a modos de super-heroi de banda desenhada, me ajudou a arrumar a casa. O texto dos posts estava alinhado à esquerda, o que é uma opção, mas ficavam sempre uns espaços inestéticos à direita e eu sentia-me sempre um pouco despenteada. Pedi ajuda, e num instante a arrumação estava feita e eu penteadinha e de laçarote na cabeça. Obrigada, Farpas.
E o José Palmeiro, que aproveita muito bem a sua sesta mas não dorme em serviço, a propósito de um post onde eu falava de uma construção com livros que tinha visto na Gulbenkian, deu-se ao cuidado de me enviar a fotografia daquilo de que eu falava.
Cá está:
Mas olhem que por fora não assusta nada, mas por dentro….ui, ui!
Obrigada aos dois!
Emiéle
Publicado por populo às 10:00 PM | Comentários (9)
«Efeito Macbeth»
Estou sempre a aprender coisas.
Ora bem, com que então efeito Macbeth!?
Não sei se o baptizaram muito bem porque, quanto sei, esses famosos assassinos por mais que se lavassem nunca conseguiram tirar o sangue das mãos… E aqui o que se pretende afirmar é que esse acto de asseio, realmente serve para alguma coisa. Huuuummm…
Dizem-nos que a Revista Science, efectuou um estudo (mais um! Muito se estuda neste mundo) e concluiu que o acto de lavar as mãos ajuda a limpar a consciência e a afastar a culpa .
Beeeeem…
Assim, à primeira vista há todo um simbolismo. É certo que uma má acção pode ser sentida como uma coisa suja, portanto se nos ‘purificássemos’ depois de a ter cometido, ficaríamos melhor. Isso é lógico, e creio que consensual. Mas daí dar o salto para a crença de que com essa acção de limpeza física, também lavamos a consciência, parece-me um bocadito forçado. Até porque se assim fosse que fácil que tudo seria.
Espero, desejo, que o não seja. Se alguém em pleno livre-arbítrio comete um erro grave, deverá compensar essa acção por algo mais substancial e palpável do que com água e sabão!

Emiéle
Publicado por populo às 09:13 AM | Comentários (9)
Vem aí o PGR
Está quase…
A saída do anterior foi uma lentíssima ‘morte anunciada’.
A chegada do novo, cria alguma expectativa. Pelo menos mete tanta negociação, tanto ‘pacto de justiça, tanto diálogo (coisa que este governo não gosta lá muito…) tanta cautela, que se espera que saia um nome realmente consensual e sobretudo COMPETENTE.
Pelo menos eu faço figas para que assim seja!
Emiéle
Publicado por populo às 08:55 AM | Comentários (7)
O efeito estufa, o clima e os interesses económicos
Vem aí um furacão uma tempestade tropical, direita aos Açores.
Hoje em dia, mesmo a pessoa mais distraída, reconhece que algo vai mal com a Natureza. Ainda nos lembramos dos velhotes que abanavam a cabeça dizendo que «desde que se tinha ido à Lua que isto nunca mais tinha sido o mesmo».A frase faz-nos sorrir, porque muito ingénua, mas se não é esse o factor, o não se levar em conta o equilíbrio dos valores dos diversos gazes que nos protegem anda, de facto, a causar alterações gravíssimas no clima. Sempre houve furacões, mas está comprovado que com a ferocidade dos últimos nascidos no ‘el ninho’ era muito raro. Por outro lado, o “apanhar-se sol” que era até aconselhado para a saúde agora já é claramente acautelado. Ou seja ‘a casquinha de ovo’ que protege esta esfera onde vivemos está a abrir rachas, a ficar mais frágil e isso é uma ameaça para a humanidade.
Contudo, se e a Convenção de Quioto é clara e o caminho para evitar este descalabro está traçado, há outros valores. Os valores económicos e do lucro. Reformular uma empresa gigantesca é difícil e não é rentável, portanto o melhor será esconder a cabeça na areia como a avestruz. E é isso que as grandes empresas fazem. «Não digo, não vejo, não oiço» como os macaquinhos. Querem lá saber destas esquisitices, que a serem levadas a sério iriam a breve prazo diminuir os seus lucros!
Segundo The Independent uns investigadores da “Carbon Disclosure Project” tentaram fazer um estudo sobre as medidas que estavam a ser tomadas no sentido de acautelar o ‘efeito estufa’. O estudo abrangeu 500 das maiores empresas mundiais, mas desde logo 140 recusaram-se a responder, o que é significativo… Das restantes 360, apesar da maioria reconhecer que o problema é grave (mas nem todas, 13 % não está preocupada pelo que decerto também não fará nada) mesmo os que admitem existir um problema quase 60% não tem nenhum programa que leve isso em conta, continuando a agir como se tudo estivesse bem.
Estamos entregues em muito más mãos.

Emiéle
Publicado por populo às 08:35 AM | Comentários (11)
setembro 18, 2006
Obrigada a todos!
Já a terminar o meu dia de festa, resta-me recolher os copos, despejar cinzeiros, desligar a aparelhagem e apagar as luzes. Eu senti-me muito contente, muito bem acompanhada!
E quero agradecer a todos os que passaram por aqui e conseguiram vencer com a sua persistência o bloqueio aos comentários. [Afinal a Weblog não atendeu ao meu pedido e, mesmo em dia de festa, a porta fechou-se por diversas vezes, não apenas as visitas não podiam entrar como eu também ficava sem a chave da porta… ]
Um abraço em primeiro lugar às minhas visitas diárias, que hoje como quase todos os dias, vieram aqui ‘assinar o ponto’. Não os posso linkar porque não têm blog, mas sabem do meu reconhecimento, porque eles são também parte importante do Pópulo.
E depois beijos e abraços – sem ordem nenhuma! –para a Isabel , para o Shark , para a Inês , para o Farpas para a Catarina, para a Karla , para o José Palmeiro , para o Miguel , para a Saltapocinhas , para a Hipatia ….
E estou convencida que os amigos da “coluna da direita” que não chegaram a entrar na festa foi porque esta famosa efeméride não lhes chegou aos ouvidos, de modo que para eles também envio outro abraço (estou em dia de ternuras, já se vê!)
Vou tentar continuar a merecer as palavras simpáticas que me disseram.
Até para o ano!
Publicado por populo às 11:59 PM | Comentários (15)
«Um Caderno da Capa Castanha» VI
Ir à praia «Acho tão interessante, Clara, comparar as minhas idas à praia em pequenita com a actualidade. As minhas férias eram bem grandes, como hoje também o são as das crianças, e pareciam-me enormes. Por uns tempos eu ia para a aldeia, perdida lá no sul, casa de família do meu pai, depois alugava-se uma casa na Nazaré ou em S. Martinho, e íamos todos apanhar o ar do mar, mas do que recordo mais eram as idas à praia com a minha mãe, ainda no início do Verão. Uma festa, para mim!
Acordava noite escura. Que excitação! Depois com o arranjar-me, comer, sair de casa, recordo que já havia luz quando se saía para a rua. Nós não tínhamos carro, aliás como nenhum dos amigos dos meus pais. Era ainda um luxo muito grande nessa época. Portanto a ida à praia era, naturalmente, de transportes públicos. Dava a mão à mãe e lá íamos, eu aos saltinhos e muitas vezes largando-lhe a mão para me sentir independente, até à paragem do eléctrico. Como era tão cedo, apanhávamos um eléctrico que me lembro chamar-se “carro operário” porque quem o usava eram sobretudo trabalhadores dessa classe. Os bilhetes eram mais baratos e comprava-se logo um de ida e volta.
Aí já era uma festa, para mim! Era Verão mas estava ainda fresquinho, e se possível eu ia à janela a apreciar o caminho, entusiasmadíssima. Chegávamos ao Cais do Sodré, comprávamos outros bilhetes e esperávamos um comboio. Claro que não havia tantos comboios como hoje, e eram muito mais sujos porque eram movidos a carvão. De vez em quando apitavam forte e soltavam uma fumarada negra… Mas era uma aventura para mim e sentia-me radiante. De comboio lá se ia, até Carcavelos ou Parede, calculo que as praias de que a minha mãe mais gostava porque era sempre para aí que se ia. E as distâncias parecem-me tão diferentes… Era capaz de jurar que em Carcavelos a praia era longe da estação, mas não deve ser porque hoje não o é. A memória prega-nos partidas, ou são os olhos de criança que vêm as coisas de outra forma.
Bem, o certo é que se chegava à praia bem cedinho, ainda havia muito pouca gente e alugávamos logo um toldo. Isso fazia parte da festa, o luxo daquele telhadinho de lona, só para nós! Não se usava guarda-sóis individuais, e os toldos não deviam ser caros, assim como as barracas, que tinham a vantagem de se poder mudar lá de roupa. Mas a minha mãe mantinha-se vestida e eu, como criança, mudava mesmo ali de roupa. Os fatos de banho eram tão pudicos! Os dos homens tinham um peitilho para tapar a parte do peito, e os das senhoras uma saiazinha que também tapava as curvas mais indiscretas.
Já começava então a fazer calor. Ia com o meu balde apanhar água ao mar e vinha fazer bolinhos de areia, ou então passeávamos ao longo da praia a apanhar conchinhas. Cheirava tão bem!!! Lembro-me de um banheiro, a quem dava a mão para dar uns mergulhos, porque a minha mãe, mesmo arregaçando o vestido não podia entrar no mar. E aliás os banheiros eram mesmo …para dar banho!
Passavam umas vendedoras de bata branca, a apregoar bolos, mais ou menos como hoje, mas nessa época havia muitas e era a única forma de se comer alguma coisa na praia – não me lembro de haver bares ou cafés. Aquela bola-de-berlim a meio da manhã, era uma delícia e como não havia embalagem para líquidos, para matar a sede a minha mãe levava fruta, um cacho de uvas, uma pêra.
E era tudo. Porque pelo meio-dia, tanto quanto me lembro, regressava a casa. No caminho de retorno eu vinha já mais murcha e um bocadito cansada. O ar do mar, as corridas pela borda da água, as construções na areia, e o apetite para o almoço, já me faziam rabujar e sentir que a volta era mais comprida do que a ida… Mas trazia no bolso as conchinhas que tinha apanhado para fazer um colar, e a recordação do cheiro a mar, da textura da areia, do azul do horizonte. Uma bela manhã, e…no dia seguinte havia outra igual» Clara
![av[1].liberdade1946-lisboa.jpg](http://populo.weblog.com.pt/arquivo/av%5B1%5D.liberdade1946-lisboa.jpg)
Emiéle
(este texto estava escrito há mais de um mês, mas... ainda não tinha sido altura certa; agora também não é, mas alguma vez terá de entrar)
Publicado por populo às 01:15 PM | Comentários (4)
As certezas
Dizemos muitas vezes: «É ! Eu vi com os meus próprios olhos!» Pois...
No outro dia fui tomar um café com uns amigos à Gulbenkian.
No átrio junto à cafetaria, átrio que por vezes usam para expor alguns objectos, tinham montado uma casinha feita com livros. Livros verdadeiros, colocados como tijolos, e como as quatro paredes chegavam ao teto parecia um quartinho com duas entradas, uma em frente da outra. Entre uma ‘porta e a outra’ tinham montado uma passagem com umas duas tábuas. E porquê ? Porque quer o teto quer o chão dessa casinha, eram dois enormes espelhos, e quem se aventurasse ali tinha a perfeita sensação de que estava a atravessar um poço forrado de livros, do qual não se vislumbrava nem o fundo nem a parte de cima (pudera!) Com essas tábuas, atravessávamos fazendo equilíbrio.
O espantoso é que eu nem sou dada a vertigens. Vivi uns anos no 36º andar de um edifício e pendurava a roupa no estendal sem o menor problema. Mas aquilo…
Olhem, confesso que não atravessei! Dei uns passos, olhei para baixo e recuei.
É que o meu cérebro dizia-me que o chão estava ali mesmo, na continuação do chão do átrio. OK. Mas os meus olhos não acreditavam. A mensagem que enviavam era que aquilo era alto p’ra caraças!!!
Pronto. Perante os sorrisos dos meus amigos, recuei. Foi mais forte do que eu.
Era muito pior do que isto:

Emiéle
Publicado por populo às 01:10 PM | Comentários (4)
Boa vontade e facilitadores de vida
No outro dia, quando falava no asseio que havia nas ruas de uma cidade nórdica, o 'ilha_man', chamou-me a atenção para que « o concelho da Horta, no Faial, tinha sido considerado concelho mais limpo da UE » e acrescentava que a tarefa da limpeza naquelas ilhas era facilitada pela quantidade de caixotes do lixo que as autarquias distribuíam pelos locais públicos.
Ora isto é realmente uma bola de neve – a ausência de apoio leva ao desmazelo, e o lixo atrai lixo…
Um exemplo – da porta da minha casa até à entrada do metro, existe um jardinzinho. Não é grande coisa, é magrinho e comprido, mas dá para haver um pouco de relva, umas duas dúzias de árvores, um ou outro arbusto, uns banquitos para descansar e uma amostra de parque infantil. Podia ser pior. Mas, como se adivinha, é uma zona de passagem até ao metro portanto tem bastante movimento. Quando passo por ali, noto que aquela amostra de relvado, para além dos cocós de cães, está cravejadinha de restos de embalagens de cigarros, de batata frita, de iogurtes líquidos, latas, garrafas, pacotes de bebidas, embalagens de chicletes, outras de preservativos, imensos bilhetes de metro, restos de jornal, restos de bolos, papeis sujos amachucados, … bom, chega? E vou quase sempre resmungando «que gente tão porca!» e irritada com isso.
Ora no outro prato da balança também devo dizer que esta zona - que como disse é comprida, estende-se por mais de dois quarteirões de casas - tem unicamente numa das pontas um solitário cesto de lixo. Acredito que, se quem cuida daquele espaço se tivesse lembrado de espalhar uma dúzia de caixotes de lixo, grande parte do que está no chão ficaria ali recolhido. Assim, muitos não estão para andar de embalagens na mão e atiram-nas simplesmente para onde já estão as outras.
Claro que está mal, mas… não podia haver uma ajudinha pedagógica?
Olhem para os Açores.
Emiéle
Publicado por populo às 01:05 PM | Comentários (7)
Explicação
Como hoje o Pópulo faz o seu aninho, pensei em deixar aqui uma "amostra" do que tenho para aqui deixado com mais frequência. E vai daí seguem-se três post cada um da sua categoria : Um arrumado em "Opinião", outro em "Intimidade" e o terceiro que anda para aqui há séculos "Era uma vez..."
E por hoje mais não digo!
Emiéle
Publicado por populo às 01:00 PM | Comentários (1)
Estão todos convidados!

Hoje há festa no Pópulo.
Um primeiro aniversário na vida de uma pessoa é apenas um aninho, coisa pouca. Ainda apenas se gatinha, diz-se mãmãmãmã, e temos muita gracinha mas pouca importância.
Agora num blog, é outra loiça!
Se um gato faz sete anos de cada vez, quer-me parecer que um blog não será menos que um gato! Portanto no mínimo hoje faço sete anos!!! Importante, heim…?
Venha a música, as bebidas, os salgados e doces, vamos espalhar para aqui umas almofadas para a malta se sentar que o Pópulo é pequenino e temos de nos apertar.
Será que atiro também umas serpentinas e papelinhos e encho uns balões coloridos ou é confusão a mais…?
São todos bem vindos. Estejam à vossa vontade!
Nota – Quanto à música, como desejo agradar a todos o melhor sistema é o self-service. Vão lá e sirvam-se. (mentira… o que acontece é que o meu ‘servidor de música também engatou e não consigo deixar aqui nada)
(Nota nº 2 – Senhores da weblog, como prenda de anos podiam manter isto hoje aberto o dia todo? Muito agradecida!)
Emiéle
Publicado por populo às 07:35 AM | Comentários (19)
Como o tempo passa! UM ANO

Faz hoje exactamente um ano!
E o curioso é que a data me ia passando ao lado, se não tivesse vindo aqui às catacumbas à procura de uma informação de um post escrito o ano passado…
E porque terá sido que o desenho que escolhi para “abrir” aqui a porta desapareceu…? Tinha ideia de que era uma janela entreaberta, na linha daquela conversa de “quando se fecha uma porta, há uma janela que se abre”, creio eu. Mas não vou garantir porque já não me lembro.
Do que me lembro, é que cheguei com a ideia de que isto seria um abrigo temporário, e afinal tornou-se completamente a minha casa. De tal modo que, quando durante a grande e famosa pane geral da weblog tentei criar outro blog, levei atrás este nome que não tendo sido escolhido por mim, hoje já é meu.
E no primeiro post de todos, é giro aparecerem comentários de pessoas que, com o andar da carruagem, foram mudando de nick! O que só mostra como o Mundo vai realmente girando, e nós com ele.
E girando depressa. Nem dei quase porque este ano tenha passado. Olhando para os números, o certo é que escrevi como uma maluca, mas a verdade também é que adoro escrever. E dando uma olhadela por aí abaixo, também há bonecos para todos os gostos e feitios…Cá para mim, um post bem feitinho tem um boneco, e pronto! Perco muito mais tempo à procura deles do que a escrever. : ) E acho uma graça enorme quando vou ao Google à procura de uma imagem e dou com uma com origem «Pópulo». É o máximo!
Cá está! Estão a ver? Comecei a conversar e nunca mais me calo… Têm de me fazer daí, shut, já chega, acabou o tempo de antena!
Emiéle
Publicado por populo às 07:15 AM | Comentários (8)
setembro 17, 2006
A Suécia vai a votos
É hoje. Eleições na Suécia e, segundo se diz, é possível que o Centro-Direita ganhe.
Já vimos um fenómeno parecido na Dinamarca, uma viragem à Direita num país com uma tradição de uma excelente política social.
Como em muitas outras coisas, só se avalia a importância do que não se tem… A água é óptima quando se está com sede, mas se a temos por todo o lado até se pode desperdiçar. Estes países, já acostumados a benefícios sociais com que nós ainda nem sonhamos, consideram isso um dado adquirido (desde há mais de 60 anos que se sucedem na Suécia, com poucas intermitências, governos sociais-democratas a sério) e portanto protestam com o peso dos impostos. Se há um partido que lhes acene com uma mudança, claro que é bem-vindo.
É evidente que só se pode fazer uma boa política social com bons impostos, os ovos da omelete. E nessas terras há gente muito rica, que continua rica mesmo pagando esses enormes impostos. Vamos ver, como acabam estas eleições, hoje.
O certo é que um governo muito tempo no poder também cria verdadeiros anti-corpos. A alternância tem as suas vantagens. Pode ser que se lhes faltar a água reconheçam a falta que lhes faz.

Emiéle
Publicado por populo às 05:35 PM | Comentários (1)
Mas porquê tanta violência contra as crianças…?
Mete medo.
Diz-nos a APAV, que em cada dois dias uma criança em Portugal é vítima de maus-tratos, alguns tão fortes e graves que chegam a provocar a morte. No primeiro trimestre de 2006 registaram-se perto de 100 casos de violência.
Podemos ver os números AQUI .
Neste caso os números significam mesmo qualquer coisa.
Ainda há um ou dois dias, mais uma menina de dois anos morreu vítima de violência.
O que leva um ser humano, a descarregar sobre um serzinho tão frágil como é uma criança, uma carga agressiva tão grande? Num modelo ‘normal’ de comportamento, entende-se que num descontrolo de raiva, de fúria, depois de sentir uma grande provocação, uma pessoa agrida outra. É certo que uma agressão física é sempre sinal de desorientação, de perda do auto-domínio, de uma certa falta de ‘civilização’, mas, em certas situações, pode ser um comportamento aceitável. compreensível.
Isto quando se pensa em questões entre adultos, fisicamente saudáveis, lúcidos, mas que momentaneamente se deixam levar pelos nervos e se descontrolam não encontrando forma de, por palavras, mostrar a sua zanga. Será sempre um triste sinal mas podemos entender. Mas a agressão violenta a uma criança, essa não se consegue perceber.
Parece uma regressão na evolução da espécie. O ser humano a perder toda a humanidade, a tornar-se uma fera, um animal selvagem e brutal.
Disse que me mete medo e é verdade. Porque quando o Homem o deixa de ser, uma nuvem muito escura e sombria cobre a terra.
É um mundo horrível, um sonho mau.
Emiéle
Publicado por populo às 10:05 AM | Comentários (9)
Olá Outono!
Sem palavras, porque não precisa.
Não é uma Estação linda?... E estamos quase.

Emiéle
Publicado por populo às 10:00 AM | Comentários (4)
“Misses”

Tinha uma vaga ideia de que ainda se faziam estes concursos, mas andava um pouco esquecida. É o mal de ir a um cabeleireiro fino, que só tem Elles, Máximas, e nada de revistas tablóides…
Afinal temos; ainda cá andam a Miss Universo, e a Miss Mundo, e se calhar outras menos conhecidas. A primeira falhou-me mas já vi que a Miss Mundo vai ser eleita na Polónia daqui a 15 dias. Coisa séria! Mais de 100 concorrentes, heim..?!
Já que me facilitaram fui dar uma olhadela ao site desta coisa
Tudo muito arrumadinho, basta saber um pouco de geografia – Ásia, Américas, Europas (do norte e do sul e quanto ao sul um pouco dilatado…) África, Caraíbas…
Assim, à primeira vista parece é que as loiras estão em declínio. Para além dos países onde era natural que a miss fosse morena, vemos não-loiras na Inglaterra, na Dinamarca (bem enjoadinha, essa), na Holanda, Islândia, etc. Acabou a hegemonia das loiras quanto a beleza?!
Uma coisa que me chocou, foi ver a miss de Israel e logo ao lado a do Líbano. É certo que estas coisas afinal são independentes de tudo o resto. E possivelmente isto tudo foi organizado há já muito tempo, mas… Vê-las ali tão airosas e sorridentes e pensar nos respectivos países, é impossível não sentir um arrepio.
Emiéle
Publicado por populo às 09:52 AM | Comentários (6)
setembro 16, 2006
Uma massagem shiatsu

Há uns tempos uma amiga falou-me em massagens shiatsu. Estava toda entusiasmada e louvou-me imenso a massagem e …o massagista.
Como não sou mulher para deixar os créditos por mãos alheias decidi logo ver como era. Tentei marcar uma mas, como insisti que queria aquele massagista-maravilha, tive de esperar ainda muito tempo. Finalmente chegou o dia – Hoje de manhã!!!
Toda preparada, saquinho com t-shirt e leggins, rumo direita à morada que me tinham dado.
Era um prédio antigo, com ar tranquilo, escada com degraus baixinhos de madeira, corrimão também de madeira, tudo com um toque agradável e natural. Cheguei com uns minutos de antecedência (sou doentiamente pontual, eu) e esperei também muito poucos minutos, porque aquilo foi mesmo à hora.
E então «é assim»: não tem nada a ver com uma ‘massagem’ clássica, onde o massajado sente as mãos de quem massaja deslizarem pela sua pele. Tinham-me dito que era mais como uma acupunctura com dedos, e está bem apanhado, porque é mais aparentado com isso. O massagista espeta os polegares – imagino que sejam os polegares dado a força… - em cada pedacinho do nosso corpo. Tchiii…! Nunca pensei que o meu corpo tivesse tantos pedacinhos! E ia-me dizendo para respirar, coisa que faço desde que nasci, mas se calhar sem grande perfeição.
Oh gentes! Aquilo doeu! Não em todo o lado, é claro. Na coluna, por exemplo não doeu nada e até soube bem. Mas certas zonas, eu dizia logo - Pare lá, que assim não tem graça!
O interessante, não foi o resultado, porque já esperava sair de lá bem disposta - foi mesmo por isso que marquei esta coisa. E saí, de facto, bem disposta, subindo a calçada mais ligeira do que a tinha descido. O curioso é que ele disse, e por aquilo que eu ia sentindo era certo, que o meu lado esquerdo do corpo estava mais sensível do que o lado direito; era sempre ali que doía, quando era de doer. E isso podia estar de acordo com o lado direito do cérebro menos desenvolvido do que o esquerdo. Ora esse é um dos conhecimentos que eu domino mais ou menos, a nossa divisão cerebral, e o certo é que o que se situa no hemisfério esquerdo são de facto as minhas áreas fortes.
Boooom!...
Estas coisas são meio misteriosas, mas acho que vou começar a acreditar nelas.
E, se calhar ainda voltar às mãos deste massagista. Lá terá de ser, não é? Tipo geitoso.
Emiéle
Publicado por populo às 05:15 PM | Comentários (10)
Um curso "com saída"
Na canção Bilhete-Postal dos Rio Grande ouvem-se dois versos que soam a algo de muito familiar:
«O rapaz estuda nos computadores
Dizem que é um emprego com saída»
Esta é uma preocupação de quase todos os pais e até já de muitos jovens – quando pensam na sua vida académica, ponderam cuidadosamente que “saída” tem aquilo que pensam ir estudar. Mas a verdade é que essa é uma área onde a vida e a sociedade tem andado vertiginosamente depressa.
Custa-me imenso, ouvir um adolescente ponderar a escolha do seu curso não por aquilo ter interesse para ele mas porque ouviu dizer que com ele pode arranjar emprego. Até porque muitas vezes é influenciado por casos que conhece no momento, mas afinal foram excepções, eram pessoas ou muito dotadas ou que tiveram sorte (que também é um factor a considerar…)
No outro dia, em conversa com uns amigos, eu afirmava que deveria haver estudos com prospecções sociais que ajudassem a prever que tido de formação seria útil para o mercado de trabalho dentro de 4 ou 5 anos, mas fui decididamente contrariada. Explicaram-me que isso é impossível. Essa evolução é imprevisível e depende de factores que ultrapassam um país. O erro português que explica que existam tantos jovens licenciados sem a ocupação para que o seu curso os preparou, foi terem permitido a abertura de tantas e tantas universidades. Esse boom, de cursos para várias bolsas, alguns bem fraquitos pode explicar em parte o panorama actual. Repare-se nos cursos que este ano ficaram sem alunos . Estranho, não é?
E o que eu vejo, cada vez com maior frequência, é que muitos dos jovens, já com o canudo na mão, depois de
terem completado uma formação em determinada área ( tantas vezes bem difícil!) acabam por se orientar para outra, completamente diversa, e aí até têm trabalho e sucesso profissional! Claro que os anos que passaram na faculdade serviram-lhes para adquirir também conhecimentos, disciplina, maturidade, rigor científico.
Mas há algo que me soa mal. Terá de ser mesmo assim? Uma espécie de “o que interessa é estudar seja o que for e depois logo se vê”? Até mesmo porque no final tem de se voltar atrás e refazer alguma formação nessa sua ‘segunda escolha’.
Ando muito baralhada.
Emiéle
Publicado por populo às 10:05 AM | Comentários (23)
Tristeza
Lemos e sentimos uma enorme e profunda tristeza.
Como se pode…?
Seis ‘pacotes’ 'Dia D’, ‘Casamento’, ‘Gravidez’, ‘Estudante’, ‘Homossexual’ e ‘Clássico’. que ensinam ‘truques’ para se poder entrar na Europa e tirar proveito disso.
O triste é esta fuga massiva, apesar dos enormes riscos que correm, - riscos de vida! – ser afinal também um negócio para quem a patrocina. É que cada um destes infelizes paga, o que para si será uma pequena fortuna, para se candidatar a morrer…
E o governo senegalês não toma medidas para fixar esta população? Pelo que aqui se diz «duplicando o número de partidas, o Senegal poderia esvaziar-se em menos de cinco anos». E depois? O artigo até conclui: «Se a polícia e a armada subscrevessem igualmente os pacotes D-Day, (a fuga por mar com desembarque clandestino) apenas o Presidente e os seus ministros restariam no Senegal até 2010».
Seria interessante.

Emiéle
Publicado por populo às 10:00 AM | Comentários (4)
Bom Dia a todos

Ontem recebi diversos emails, de pessoas que costumam parar aqui pelo Pópulo durante a tarde e princípio da noite, a protestarem contra o “encerramentos dos comentários”.
Este ‘postal’ é para eles. Sinto-me tristíssima com isso. A graça do meu blog está sobretudo nas pessoas que por aqui passam e gostam de deixar duas palavras o que me dá sempre muito ânimo. O perderem tempo a tentarem “meter” um comentário, uma, duas, três vezes, sem o conseguirem é uma lástima.
O mais complicado é que nessas horas de crise até eu não consigo entrar no ‘privado’ para deixar um aviso. Se assim não fosse, já tinha preparado um letreiro a dizer: «amigos, se o vosso comentário agora não entrar, não insistam que isto está emperrado» ou coisa do género. Como não pode ser, só peço desculpa e espero que não desistam de passar por cá, apesar destes contratempos.
Emiéle
Publicado por populo às 09:54 AM | Comentários (2)
setembro 15, 2006
Sem palavras
![]()
...mas com indignação.
Lembram-se?
Foi a 31 de Agosto que lemos isto:
E agora, estabilizada a plataforma... vamos avançar para a "solução radical".
Ena, ena!
Grandes brincalhões...
Receio quão radical seja a famosa solução. Será que se caminha para o extermínio? Desde de ontem que é mais o tempo onde isto está encravado e fechado do que o que temos para poder blogar.
Deve ser para desconto dos nossos pecados, mas gaita, também não pequei assim tanto.
Emiéle
Publicado por populo às 10:21 PM | Comentários (2)
Parece que se anda a brincar com coisas sérias

Ora com que então investigar a corrupção sai caro demais . Parece. Não há dinheiro que chegue.
Palavras para quê?
O que a gente sente é vergonha, não é?
De isto se passar no nosso país, mas pelo que se vê essa vergonha não atinge quem toma as decisões.
Estão imunes.
Emiéle
Publicado por populo às 01:12 PM | Comentários (3)
Dúvidas e Confusão
Eu sou muito atrevida e meto-me a falar daquilo que não sei, o que é grave… Mas, a verdade é que não me rala muito, porque vocês dão o desconto.
Ora bem, hoje venho levantar as minhas dúvidas sobre um tema com duas cabeças (ai, ai, ai...) e aviso já que sou completamente leiga em qualquer delas: Futebol e Direito.
Feito este aviso, vêm agora as dúvidas. Será possível que investigar a corrupção no desporto seja anti-constitucional ??? (só não deixo pontos de interrogação até 5 linhas abaixo porque ficava feio, mas o meu espanto vai até aí)
Como? Isso querá dizer que se pode fazer o que muito bem se entenda no desporto , porque a lei não atinge essa elite? E até onde vai essa isenção? Tirar olhos não se deve poder, mas falsear resultados e lucrar com isso é legal.
Huuuummm…Ontem o Público trazia um grande destaque, primeira página e outras, com a lista dos arguidos no tal «apito doirado».
No quêêêê? Ná. Essas tais 80 acusações ou lá o que é, não podem existir. É ilegal, imaginem.
Tenho de voltar a aprender todas as diferenças entre o Bem e o Mal porque afinal não sei nada. Ou então, sou mesmo muito mais burra do que uma loira bem platinada.
Emiéle
Publicado por populo às 01:05 PM | Comentários (4)
Bons ventos na moda
A Moda, entre algumas coisas irritantes, tem uma excelente: é que muda muito!
Faz parte da sua estrutura, isso de a moda ser passageira, não é?
Ora há uma moda que já vem durando há muito tempo e parecia que estava para ficar – a da magreza das meninas modelos. Uma modelo que se preza devia ser pouco mais do que esquelética! Eu que não gosto do vi