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setembro 30, 2006
Gestos
Pode ser excesso de sensibilidade da minha parte, mas há certos gestos não partilhados que me chocam. Felizmente não vejo muitas vezes, mas sempre vou vendo: um casal, ou pelo menos um par de pessoas mulher-homem a conversar na rua. E um deles, na conversa aproxima-se do outro, de um modo carinhoso, cada vez mais, até muitas vezes lhe passa o braço pela cintura, enquanto o outro vai fugindo com o corpo, afastando-se também cada vez mais, até fazer um arco de repulsa.
Faz-me imensa impressão e não consigo entender, se a mim que estou longe a mensagem chega com tal clareza e nitidez quase em letras garrafais – NÃO TE QUERO! – como é possível que o outro elemento do par não o largue instantaneamente, e se afaste uns passos? Impressiona-me os dois gestos, a repulsa tão acintosa e agressivamente demonstrada, e a insistência de perfeita cegueira de quem insiste na aproximação.
É tão bom um afecto partilhado, mas tão amargo um desencontro destes.

Emiéle
Publicado por populo às 12:00 PM | Comentários (3)
Completa sinceridade
Assisti há pouco a uma cena inesquecível:
O filho da minha amiga Mariana tem medo de cães. Nada de especial, há muito quem o tenha até eu com aqueles granditos, também não confraternizo. Já é socialmente mais invulgar que, sendo ele um rapaz relativamente crescido, o demonstre com tanta franqueza - essas coisas costumam-se ocultar de um modo mais ou menos bem sucedido de modo a só poucos o perceberem.
Ora há bocado, saíram os dois de casa para dar uma volta de carro, mas este estava muito encostado à parede, de tal modo que era impossível abrir a porta do lado direito. Enquanto ela de chave na mão abria a sua porta, viu-se vir ao longe um caozarrão não sei bem de que ‘marca’ mas imponente.
Pergunta ela, meio a brincar:
«- Miguel, esperas que eu ponha o carro em andamento e o afaste para se poder abrir a porta ou entras já por aqui cheio de medo?»
E oiço o Miguel, que neste momento estava já dentro do carro passando as compridas pernas por cima do volante para se poder sentar do outro lado:
-“Entro mas é já por aqui, cheio de medo!»
Eu escangalhei-me a rir, porque maior sinceridade era impossível.
Emiéle
Publicado por populo às 11:15 AM | Comentários (6)
Concisão
(recebido por email)

Emiéle
Publicado por populo às 11:00 AM | Comentários (2)
Só
Sem palavras.

Emiéle
Publicado por populo às 10:22 AM | Comentários (6)
setembro 29, 2006
Devo viver noutro país
Eu penso que devo viver noutro país, porque naquele onde vivo não vejo nem oiço que Sócrates reforce liderança e popularidade como afirma este senhor.
E é uma pena.
Quero ver se imigro depressa, depressa, para o ‘outro país’, este onde vive o senhor Fernando Madail, porque deve ser uma terra bem melhor do que a minha. Na terra dele, onde o primeiro ministro é tão popular e bem-visto, com certeza que as crianças se sentem felizes na escola, os seus pais e professores estão descansados e certos de que o ano escolar vai correr muito bem com os professores satisfeitos; quem tenha o azar de adoecer, estará tranquilo porque será rápida e eficientemente atendido nos serviços de saúde, e sabe que a sua bolsa não sofrerá com isso; quem estiver a trabalhar pode dormir descansado porque o seu emprego não estará em risco,
terá sempre com que pagar as suas despesas básicas e sobram uns tostões para algum supérfluo; quem ainda não começou a trabalhar, também não tem motivos para preocupações porque está para muito breve um início de carreira com futuro; quem tem um processo na justiça, só terá de se inquietar com a sentença, porque sabe que muito em breve terá a resposta ao seu problema; quem precisa de se deslocar, também não tem motivo de preocupações porque os transportes são satisfatórios e acessíveis, as estradas estão cuidadas, circula-se em segurança.
Eu queria ir para esta terra onde o senhor primeiro-ministro tem tão boa popularidade e liderança. Não é cá, mas deve ser bom.
Emiéle
Publicado por populo às 09:15 AM | Comentários (8)
Desespero
Que há muitas depressões, é um facto sabido.
Quem nunca as teve até ironiza dizendo que é ‘doença da moda’. Faz mal na ironia, porque seria bom era estudar porque é que é «moda» como dizem.
Porque há muito mau estar. Porque se lida mal com as sucessivas frustrações. Porque o horizonte e o futuro parecem muito difíceis. Porque se entra em desespero casa vez com mais frequência.
Os números estão aí: Os suicídios aumentaram 100% em dois anos .
Vamos mal.
E não é desvalorizando os factos que se pode melhorar.
Emiéle
Publicado por populo às 08:41 AM | Comentários (4)
Uma exposição a não perder
Costuma ser uma das mais fantásticas exposições de fotografias.
Podem ser vistas a partir de amanhã, no CCB as fotografias do World Press Photo 2006 .
Conhecido há muitos e muitos anos por apresentar as mais chocantes e verdadeiras fotos de reportagens. Quem não se lembra desta?
Este concurso que selecciona mais de 80.000 mil fotos, de 4.448 fotógrafos de 122 países diferentes, apura apenas 205 delas. A nata da nata!
E recordo que nos outros anos apareceram sempre fotos impressionantes, pelo que a expectativa é óptima.
Vamos esperar …para aplaudir decerto.

E também há imagens de ternura.
Emiéle
Publicado por populo às 08:25 AM | Comentários (5)
Dia do solteiro?!
Ora bem parece que a ideia é «se existe um dia dedicado aos namorados, porque não um dia especial para todos os solteiros?».
Contudo é uma celebração às avessas, porque se a ideia é de promover encontros entre solteiros parece estar à vista que a intenção é que eles o deixem de o ser… Ou pelo menos deixem de ser ‘descomprometidos’.
Quem estiver nas condições e quizer participar na festa é só inscrever-se .
Só não sei se já irá a tempo, porque o tal dia é hoje!

Emiéle
Publicado por populo às 08:05 AM | Comentários (4)
setembro 28, 2006
Trabalho útil
Alguém que trabalha exactamente ‘lá fora’ para a dita União Europeia, enviou-me esta gracinha
(cliquem para lerem as legendas melhor)
Booooom...
Será mesmo só humor?
Emiéle
Publicado por populo às 10:50 AM | Comentários (6)
Não é normal!
A história tem de estar um pouco mal contada.
O que se diz é que uma criança de 3 anos comprou um carro de 9.000 libras no Ebay mas tal só foi possível porque a mãe se tinha esquecido da password no computador.
Continuo a pensar que não é normal.
Se os papás explicam que a criancinha desde os dois anos «se consegue ligar a sites» é decerto porque alguém lhe explicou como se fazia.
Assim como ninguém nasce a falar, e para aceder à linguagem é necessário uma aprendizagem, decerto também ninguém nasce a saber «ligar-se a sites»! Estes pais devem ter achado imensa graça em sentar o bebé em frente do pc e treiná-lo a carregar com o dedinho em certos botões…
Agora era bem feito que tivessem de ficar com o Nissan Fígaro rosa choque de 13.400 euros! Talvez o Jack passasse a brincar com uma bola, o que lhe fazia bem melhor.

Emiéle
Publicado por populo às 08:42 AM | Comentários (5)
Corrupção
Está na berlinda por todo o lado.
Desde a Polónia, onde o chefe de gabinete do primeiro-ministro polaco foi filmado a tentar comprar o voto de uma deputada até aqui na nossa terra onde afinal não só «os marinheiros, aventureiros, são sempre os primeiros, na terra ou no mar» como diz a cantiga, mas também querem ser bafejados por uns tostões extra e, diz quem sabe, que «a corrupção está cada vez mais rodeada de especialistas» sem, claro, esquecermos o que se passa no Brasil onde este fenómeno põe em risco a vitória de Lula – como se os adversários não padecessem do mesmo mal…
O mais chocante para mim é a naturalidade com que se encara as pequenas corrupções no dia a dia, e o ar condoído com que se olha para quem tem a inocência de pensar que “as coisas podem andar” sem as famosas luvas. Já vi esse olhar, de cima abaixo como se eu fosse uma completa totó, ao dizer inocentemente que determinado projecto devia estar quase, por estar na sua vez. - «Mas ‘falaste’ com quem?» - «Com ninguém. Mas, os que foram ao mesmo tempo do que o meu já estão feitos há que tempos, portanto o meu também deve estar». Este tipo de resposta, recebe inevitavelmente um leve sorriso, e muda-se de assunto.
É que estão completamente institucionalizadas as tais luvas.
E acha-se natural!
Emiéle
Publicado por populo às 08:18 AM | Comentários (4)
setembro 27, 2006
Nomes
É interessante.
Muito interessante mesmo, se relacionarmos duas informações.
Estive a ler com atenção este artigo
Aqui analisam os motivos que levam os pais a escolheres determinados nomes para os seus filhos. O estudo é limitado porque, pelo que se vê, incidiu apenas em famílias da elite, possivelmente as mais fáceis de estudar por se poder com menos dificuldade consultar as árvores genealógicas. A investigadora encontrou, nestas famílias de elite «uma "herança" na designação dos filhos tão ou mais importante do que a transmissão de bens». Também tenho essa noção. O primeiro filho ter o nome do pai ou do avô, é uma tradição em muitas famílias. Mas já agora seria também curioso fazer-se o estudo do outro lado da sociedade, a que dá aos filhos os nomes das personagens de telenovelas, ou nomes exóticos para serem os únicos a chamar-se assim (conheço casos). E o facto é que um nome tem de se usar a vida toda, gostemos ou não de nos chamar desse modo, na nossa sociedade ainda não se pensou em usar um nome ‘provisório’ até o próprio ter capacidade de decidir se o mantinha ou não.
Mas é curioso, cruzar este estudo com um outro artigo que tinha guardado numa pastinha para um dia pensar melhor sobre o tema os nomes dos jogadores de futebol O artigo vem do Brasil, onde é ainda mais forte o uso de diminutivos para tratar os jogadores. Contudo mesmo por cá também é uso e costume. Raramente se chama um jogador apenas pelo seu apelido ( ou então ‘diminui-se’ o apelido - “Vieirinha”) e com frequência se ouve ‘Jorginho’, ‘Miguelito’, ‘Rogerinho’, ‘Serginho’, ‘Marquinho’ ‘Nandinho’, ‘Marcinho’ levando-nos a pensar se é um jogo de infantis ou o plantel sénior…
É de ler o artigo brasileiro que nos dá uma explicação social para o fenómeno de raramente se ver um jogador com dois apelidos (por cá só me lembro do Sá Pinto o que confirma a regra da origem social) uma vez que o futebol se democratizou com todas as suas implicações.
OK, mas talvez não fosse preciso ir tão longe. Ou talvez estes jogadores começassem de facto nos infantis, e depois continuassem com os nomes porque eram chamados. Deve ser isso, mas Nani, Kata, Didi, Nené, Dani, Cadu, Neca, por paradoxo, mais parecem os ‘petits noms’ das tias da linha…
Emiéle
Publicado por populo às 03:00 PM | Comentários (4)
Não pode ser o que parece
Vejam só este anúncio:

(vão clicando para lerem bem)
Alguma coisa tá mal!
Mas, já agora, o que é que se imagina...?
Emiéle
Publicado por populo às 02:50 PM | Comentários (9)
Mas qual infinito? Pura lógica !
Viva a matemática!
Recebido por email (dei-lhe um pequeno retoque)
Depois de ter explicado aos meus alunos através de várias lições e exemplos que
![]()
fui verificar se tinham realmente compreendido.
Assim, dei-lhes um exemplo diferente.
Foi este o resultado:
(Mas digam lá que não é lógico?)
Emiéle
Publicado por populo às 11:10 AM | Comentários (7)
Tadinha
Eu tenho um coração de manteiga…
Estou cheiinha de pena da menina que é public relations da Weblog! Já viram a desgraçada? Que raio de emprego.
Como hoje mais uma vez esta coisa parou toda, e eu nem conseguia entrar em casa mais uma vez, mandei um email como se imagina, bastante irritada. Ela deve ter recebido umas centenas deles, e lá respondeu muito depressa: «Uma das máquinas que aloja o weblog esteve momentaneamente em baixo, e, por conseguinte, tornou-se difícil entrar na área privada de alguns Blogues. Mas neste momento o problema encontra-se resolvido.»
Bom. Claro que a última linha era um wishful thinking!
Continuei a receber esta resposta quando queria entrar:
«Got an error: Bad ObjectDriver config: Connection error: Host 'm2-int' is blocked because of many connection errors. Unblock with 'mysqladmin flush-hosts'»
E já vão umas 5 horas…
OK. Se agora estão a ler é porque finalmente a porta se abriu.
Aleluia!!!
Emiéle
Nota de última hora – ( meio dia) Agora trocaram-se as posições, eu posso escrever mas vocês não podem comentar. Nem vocês nem eu, é claro! ...e mai nada!
Publicado por populo às 11:00 AM | Comentários (7)
Boa nota
Claro que não é ainda uma nota muito alta, não se atingiu a zona luminosa dos bons e muito bons, mas creio que passámos à nota positiva: entre 2001 e 2005 «Portugal foi o quarto país da Europa que mais diminuiu o número de mortes na estrada»
É certo que temos de ver qual o patamar de onde se partiu, porque é tudo relativo. Se ele era muito elevado como creio ser, o ter diminuído sendo bom, não é ainda motivo para embandeirar em arco. Mas é de aplaudir.
Não sei quais as causas dessa diminuição. Se houve menos acidentes graves, se os feridos foram socorridos mais rapidamente, de qualquer modo esse indicador é um bom sinal.
Nem tudo vai mal, não é?
Emiéle
Publicado por populo às 10:50 AM | Comentários (4)
Ora afinal, o mal sempre está na gestão!
Apesar eu saber muito pouco de economia, há pontos tão evidentes que levam a tirar conclusões. Tenho dito aqui no blog dezenas de vezes, que se os trabalhadores portugueses vão para fora de Portugal e lá trabalham bem, mas cá as empresas estão sempre a falir, isso é uma espécie de ‘prova dos 9’. Porque a inversa não se verifica - gestores que não consigam sucesso cá com trabalhadores portugueses mas sejam bem sucedidos num outro país europeu com os trabalhadores de lá… Portanto, isolando as variáveis podemos concluir que quem funciona mal são os «patrões» ou como lhes queiram chamar.
Ora o tema de primeira página do DN é exactamente que «Privados prejudicam imagem da economia portuguesa». Certíssimo, e só vem sublinhar o que se pensava do assunto.
Mas este facto, só nos deixa mais baralhados com certas opções do nosso executivo. Se como aqui se diz «em termos globais, as instituições públicas têm, no ranking do Fórum, melhor classificação que as privadas» como se justifica este afã alucinado em desejar passar tanto actividade pública para as mãos dos incompetentes privados? Na área onde trabalho e conheço melhor, sempre ou quase sempre que se deu uma passagem para o privado, a resposta piorou.
Que 'o público' está longe, muito longe, daquilo que se gostaria é quase indiscutível. O caminho a percorrer é muito grande, mas é o caminho mais sólido e com melhores resultados.
Emiéle
Publicado por populo às 10:45 AM | Comentários (6)
A sangria continua

Isto é um movimento assustador. Não há mês em que não se oiça falar no encerramento de uma empresa e sobretudo estas multinacionais, parecem como os vampiros que chupam todo o sangue enquanto está fresco e assim que descobrem outra vítima com mais sangue fresco viram-se para lá.
Desta vez é a Johnson Controls que quer fechar duas fábricas em Nelas e Portalegre. Serão mais quase 900 postos de trabalho a desaparecer. E o interior cada vez mais deserto.
O nosso governo afirma que “Vai iniciar-se um processo ao mais alto nível, no sentido de os aliciar a novos investimentos em Portugal, preferencialmente nos sítios onde estão a desinvestir agora”. Oxalá. Mas reconheço que digo isto com o maior dos cepticismos… Porque não é o primeiro caso. Nem o segundo. Nem o terceiro. Nem o....
Emiéle
Publicado por populo às 10:40 AM | Comentários (6)
setembro 26, 2006
Nasceu um novo blog
Ainda é bebé.
Nasceu no dia 20 pelo que vejo, tem poucos dias mas promete. É um blog de um dos leitores do Pópulo que aqui tem comentado bastante e eu desejo sinceramente as melhores felicidades ao pai e filho.
Vão visitar o Ora nem mais do nosso açoriano favorito.
Boa sorte, Homem das Ilhas!

Emiéle
Publicado por populo às 09:19 PM | Comentários (6)
Outro poema
OH, PEÇO-TE, NÃO PARTAS, NÃO TE VÁS
Embora te dissesse que partisses
E o dia demorasse em que me visses
Pedir-te um demorado não te vás.
Agora que me amaste tanto tempo
E me obrigaste duro a comover-me,
Agora que serviu e eu digo serve-me
Não me mirres assim tão a destempo.
Muito quis partir eu e não por ti
Fiquei refém de mim melhor viagem
E do que me privei hoje é minaz,
Em quanto duro sinto, oh, não senti
Servido o corpo já a mim nem serve.
Agora que te vais alguém que o leve.
Daniel Jonas
Emiéle
Publicado por populo às 05:35 PM | Comentários (6)
Descobri um poeta
Estou feliz. Ganhei o meu dia.
Ontem ouvi um poema de que gostei tanto que hoje de manhãzinha, mesmo com pouco tempo tive de ir urgentemente a uma livraria comprar o livro chamado "Os Fantasmas Inquilinos". Teve de ser. Tinha a sensação de que não conseguia esperar, e fui recompensada. Magnífico. Ainda o estou a saborear.
Fica aqui um dos poemas ( outros se irão seguir nos tempos mais próximos!)
Elementário
O verdadeiro sentido das palavras
é que o poema consiste
em falar do que não pode ser dito a quem
se quer dizer
ou o verdadeiro sentido das palavras
é que o poema consiste
em não falar do que pode ser dito a quem
se quer dizer
ou o verdadeiro sentido das palavras
é que o poema consiste
em não falar do que não pode ser dito a quem
se quer dizer
ou o verdadeiro sentido das palavras
é que o poema consiste
em falar do que pode ser dito a quem
se não quer dizer
isto, claro, partindo do princípio
de que há um sentido das palavras,
verdadeiro, um poema e um
a quem se queira dizer.
Daniel Jonas
Emiéle
Publicado por populo às 05:10 PM | Comentários (4)
Aviso à navegação
Meus amigos, pelo que estou a verificar as melhorias da Weblog foram sol de pouca dura no que respeita ao Pópulo.
Ontem isto esteve encravado quanto aos comentários e estou a ver que hoje está a ir pelo mesmo caminho. Quis responder agora mesmo a alguns que me deixaram mas nem mesmo aquele recadinho de que estão a verificar se o comentário é inofensivo, aparece desta vez… Aliás a página da Weblog também não está acessível neste momento.
Bem, como o mês ainda não acabou, a minha tolerância também não.
Mas agradeço que me enviem os comentários que não entraram para ver se mais tarde eu os consigo introduzir.
Obrigada.
Emiéle por alcunha "a paciente"
Publicado por populo às 09:29 AM | Comentários (10)
Ladrão que rouba polícia…
Diz o provérbio que “ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão” dando a entender que esse ‘roubo’ é uma espécie de acto de justiça.
Mas então e ...ladrão que rouba polícia?!
É que há notícias espantosas. Como é possível entrar-se numa esquadra (sim, porque isto passa-se dentro de uma esquadra!) e roubar-se diversas coisas entre elas a própria pistola de um polícia!
Bem, parece que pelo menos já apanharam o ladrão. A dita arma é que voou…
É uma história quase inacreditável. Assim um pouco à laia de “Missão Impossível”.
Estão a imaginar:
«Tens de ir à esquadra X, apoderar-te destes documentos e de uma arma e saíres rapidamente. Esta mensagem destruir-se-á dentro de 7 segundos» ** música**!!!
Emiéle
Publicado por populo às 08:42 AM | Comentários (2)
Mas então a etiqueta?!
Não é que me interesse assim por aí além a prole dos príncipes de Espanha, mas a noticia de que vem a caminho mais um bebé para a corte espanhola, em si mesma indiferente, teve um aspecto no mínimo engraçado:
É que a comunicação foi feita aos jornalistas por SMS.
Então não tem graça?
Desde a pompa e circunstância dos arautos medievais, aos mais recentes cargos de porta-voz, agora chegamos ao mui democrático msm!!!
Qual etiqueta, qual quê! Vai por sms e vai muito bem!
(E a Letícia escapou ao jantar com Cavaco…)
Emiéle
Publicado por populo às 08:10 AM | Comentários (4)
Double bind?
Os senhores do governo parece, à primeira vista sofrerem de doença mental. É conhecida por double bind.
A verdade é que ontem os diversos noticiários foram-nos informando de um famoso relatório, que parecia decidido a acabar com o sector público em Portugal, retirando algumas das mais básicas garantias que este regime tem tinha. Parecia a quem ouvia, que era uma questão de ‘vale tudo’, mexia-se em tudo o que poderia tornar uma carreira neste regime atractiva e, levava-nos a pensar, depois disto que absoluta loucura poderia levar ainda alguém a optar por trabalhar para o Estado.
Mas, imagine-se que depois de o relatório apontar como « os dois sectores prioritários para proceder a cortes na
função pública serem o pessoal administrativo e os auxiliares de acção médica e educativos» lemos agora, de boca aberta de espanto, que a senhora Ministra da Educação considera que o pessoal administrativo e auxiliar do sector "não tem razões para ficar preocupado" Como??? Estou curiosa por saber se por acaso o senhor Ministro da Saúde dirá o mesmo.
Quanto ao resto, se os sectores da Educação e Saúde são ‘os maiores’ isto parece-me normal porque tudo é relativo: não são estes que são grandes o resto é que tem sido reduzido drasticamente e são cada vez mais pequenos.
Bom, mas para equilibrar temos por outro lado um país com um Governo com muitos ministros, secretários de estado, assessores, conselheiros, toda uma corte respeitável. Ah, esperem, mas é que esses estão em trabalho precário, contrato por 4 anos. Quando o governo acabar também se lhes acaba o trabalho. Estou a ver.
Emiéle
Publicado por populo às 07:40 AM | Comentários (6)
setembro 25, 2006
Caderno de Capa Castanha VII
Os divertimentos
« - Há uma coisa que tenho curiosidade em saber como era dantes: tempos livres, brincadeiras, divertimentos. Como se passava na sua infância?
- Esse aspecto era muito diferente de hoje, Clara, muito. Aí, a distância é mesmo enorme. Mas queres saber as distracções das crianças ou dos adultos?
- As duas, madrinha, já agora.
- Então primeiro as nossas. Nessa altura os adultos não tinham nada a noção, como hoje há quem pense, de que se devesse ‘entreter’ a criança. Na verdade nós entretínhamos a nós mesmos como podíamos. Deves levar em conta que as famílias eram mais numerosas, havia muito menos filhos únicos e portanto o mais natural era brincar-se com irmãos, primos, vizinhos. Decerto também havia filhos únicos, como foi o meu caso, e aí havia que puxar pela imaginação! Estou mesmo a calcular que se um de nós tivesse a triste ideia de perguntar à mãe ou pai “o que é que vou fazer?” a resposta era uma tarefa que nem sempre seria do seu agrado - “ajuda-me a dobar esta meada de lã”, ou “leva estas coisas para a arrecadação” ou “vai-me comprar um litro de petróleo” – porque a pergunta seria interpretada como uma oferta de trabalho nunca um pedido para que o adulto descobrisse a que é que nós íamos brincar! E, claro está, havia brinquedos mas nada que se parecesse com a tremenda indústria que existe
hoje. Os brinquedos estavam muito organizados – meninas com bonecas e tachinhos, meninos com bolas, comboios, berlindes. Mas a maioria dos brinquedos fazíamos nós. Puxava-se muito pela imaginação! Caixotes, cortinas velhas, latinhas, tudo o que era desperdício era aproveitado para se brincar. E, tal como hoje, brincávamos muito ao faz de conta - «às mães e às filhas», aos «polícias e ladrões», «aos médicos», «às guerras», «às escolas»… E também os jogos colectivos, às escondidas, a linda falua, jogos de roda, a macaca.
Como eu disse, as brincadeiras estavam muito divididas por sexos. As meninas também se mexiam muito mas para
saltar à corda, por exemplo, ou correr na ‘apanhada’, e brincávamos aos jantarinhos, ou a vestir bonecas com vestidos feitos por nós, ou «às casinhas». Os rapazes, juntavam caricas e faziam corridas dando-lhes piparotes certeiros ao longo das pedras dos passeios, brincavam às guerras com espadas de madeira, e jogavam ao berlinde e, claro, à bola.
Como eu vivia em Lisboa nas ‘avenidas novas’, não me deixavam brincar na rua como muitos meninos da minha idade, mas havia sempre pequenos jardins perto, e aí encontrava outras crianças. Era chegar ao pé delas e perguntar: «Também posso brincar?» Pronto! Mais uma para a roda, ou para saltar a pé coxinho.
E sabes? Adorava também não fazer nada e ficar apenas à janela a observar o que se passava na rua. Era tão interessante, pelo menos para mim. Sonhava.
Ai, Clarinha, fizeste-me tantas saudades.» Clara
Emiéle
Só hoje ( terça) tive acesso à foto que devia ilustrar este post.
Mesmo com atraso, quero deixá-la aqui, cá está:

Publicado por populo às 05:00 PM | Comentários (14)
O pior escritor?!

É para ter graça, e tem alguma.
Um concurso (?) para encontrar alguém capaz de recitar a pior romancista do mundo sem desatar a rir. Tadinha… Claro como a vítima escolhida já está nos anjinhos, não se vai ofender, mas eu penso no que seria este concurso em Portugal…
É certo que existem alguns nomes que aparecem logo à cabeça, aquela senhora que se vai repetindo a si mesma e a vender que nem pipocas… e há para aí outros casos. Querem ir propondo alguns?
Emiéle
Publicado por populo às 08:33 AM | Comentários (6)
Tudo bem espremido o que é que dá?
Ora vamos lá a ver:
Umas duas ou três horas para a Informação (diversos telejornais) já por si bastante tratada de modo a chamar a atenção para graves assuntos do futebol e outros afins. Mais uma hora, ou cerca disso, para concursos de grande audiência. Depois 4 horas de anúncios por dia mas excluindo auto-promoções, o que quer dizer que afinal serão aí umas 5 horas só para a publicidade. Juntamos uma meia dúzia de telenovelas e algumas séries de certo interesse que, pelo sim pelo não, se arrumam aí às duas ou três da manhã, para encher o espaço nocturno.
Cá está a bela TV que temos!
Emiéle
Publicado por populo às 08:23 AM | Comentários (7)
Mais uma vez a reciclagem

Se não fosse uma piadinha fácil eu diria que este tema “já cheira mal”! Pela milionésima vez toco neste assunto aqui no blog, mas a verdade é que vejo que se fala, fala e tudo continua na mesma. Ou, pelo menos, anda-se tão devagarinho que quase não se notam os avanços!
Posso falar porque sou das que se esforçam por cumprir as indicações sobre a reciclagem. O certo é que se a recolha dos vidros é bastante fácil – por um lado não se esvaziam cá em casa tantas garrafas como isso, e há muitos ‘vidrões’ por aí – já a do papel é fácil de fazer mas difícil de encontrar um ‘papelão’ onde os possa colocar. Como recebem simultaneamente os cartões, basta duas ou três embalagens grandes para lhe entupirem a capacidade, e temos de andar aí, ó tia, ó tia à procura de um onde se possam deixar os jornais. E quanto às embalagens, isso então é a grande confusão!! Com meia dúzia de garrafões de água e já o contendor está cheio.
Volto a insistir na minha opinião: se os serviços de recolha destes ecopontos fossem realmente eficientes, sensibilizavam muito mais as pessoas do que dezenas
de campanhas como as que fazem. Mas uma pessoa passar por estes contentores e vê-los sistematicamente atulhados, dias e semanas a fio, isso desmoraliza qualquer um. Comecem por aí, se faz favor. Dêem o exemplo, e recolham o vosso lixo, senhores responsáveis. Talvez depois a população comece a ser mais cuidadosa.
(Como sabem, estive há pouco na Dinamarca. Não vi ecopontos; no interior de cada quarteirão de casas têm um contentor de lixo e outro para os papeis, quanto a garrafas e latas, quando vão ao supermercado deixam-nas lá porque recebem dinheiro por troca, quanto as embalagens não reciclam)
Emiéle
Foto daqui
Publicado por populo às 07:58 AM | Comentários (7)
A guerra do Iraque e o terrorismo
O que pode vir a ser importante é o reconhecimento dos próprios EUA de um facto que, quase desde o início, a generalidade dos observadores pensavam; os completamente independentes e que não giravam na órbita do que decidia a administração norte-americana, claro.
A Guerra do Iraque, veio deitar óleo no lume do terrorismo. São os próprios serviços secretos que o confirmam «a invasão e a presença das tropas americanas no Iraque é uma das razões para o crescimento do “movimento ‘jihadista’”»
Usando apenas bom-senso, percebe-se que quando se quer combater seja o que for, devemos começar por o conhecer. Mas conhecê-lo por dentro, tentar entrar dentro da sua filosofia por mais distante que esteja de nós – ou, sobretudo, quando está muito distante de nós! Ora essa primeira parte, o entender o que move alguém a praticar actos terroristas, nunca foi feita. Muito pelo contrário, fecharam os olhos e marraram em frente. Com este resultado, O Iraque está no estado que se vê (pior do que no famigerado tempo de Saddam) e os focos de terrorismo espalharam-se com a justificação de que o inimigo está no seu seio. Um trabalho asseado.
Emiéle
Publicado por populo às 07:20 AM | Comentários (4)
setembro 24, 2006
Um filme para uma tarde de chuva
Fui ao cinema ver um filme que vulgarmente se escolhe para ver em DVD numa tarde como hoje. Bonito, doce, agradável, leve como algodão doce. Fui acompanhada porque sozinha provavelmente não o escolhia. Mas soube-me bem.
Fui ver uma caixa de correio que se passeia no tempo, ora para a frente ora para trás, durante dois anos: a Casa da Lagoa.
Já está há meses no cartaz, percorreu o Verão e agora está nos últimos dias. Deve sair com a chuva e é provável que dentro de pouco tempo passe na TV.
Saí bem disposta. Um filme romântico, e agradável. Uma casa de vidro, impressionante, fundida na água qe a rodeava. Claro que uma história previsível em grande parte (perto do final disse, quase alto demais, “claro que é ele, por isso é que não foi ao encontro” porque aquilo entrava pelos olhos a dentro, não precisava de altos estudos) mas apesar desse aspecto ‘previsível’ e de personagens sem grande relevo, é uma história com um grãozinho de sal intrigante, o suficiente para não ser a xaropada romântica.
E quando saí chovia a sério!
Emiéle
Publicado por populo às 08:36 PM | Comentários (4)
Uma boa publicidade
Depois disto, quem põe em dúvida que o ‘diet light’ emagrece mesmo???

Emiéle
Publicado por populo às 12:55 PM | Comentários (4)
Ainda e sempre as escolas
Nunca deixam de estar na berlinda porque os problemas nascem como cogumelos em zonas húmidas, mas é claro que no início do ano lectivo, todo o que de mau existe mais ou menos envolto na bruma do esquecimento e do famoso “temos de ter paciência”, agora fica debaixo da luz dos holofotes.
É que um telhado é uma peça fundamental na construção de uma casa. Sem ele não há protecção, entra a chuva, o vento, as poeiras, o sol bate forte. É fundamental um telhado. Só que não dá resultado começar-se por ele, e muito menos ainda imaginar-se que estando ele concebido o resto da casa será fácil pôr-se em pé.
Há muitas medidas pedagógicas que são boas e desejáveis. E de certo podem entrar em funcionamento em muitos sítios, não direi que não. Mas há muitas outras onde deveria fazer-se um trabalho de raiz, e antes de pensar no tal telhado estudar-se bem como estão os alicerces.
Algumas escolas de muitas zonas suburbanas, sobretudo das nossas grandes cidades, Porto e Lisboa, são uma desgraça. Quem não sabe isso? Com escolas sobrelotadas, em regimes de horário duplo ou triplo, como é que se vai fazer para as famosas actividades extracurriculares? Em que espaço? Se houvesse espaço seria boa ideia começar primeiro por não desdobrar horários. Bem, parece que lá para 2013 se poderá contar com escolas novas. Ainda bem para os meninos que estão a nascer agora, mas ... e os que já por cá andam?

Emiéle
Publicado por populo às 11:42 AM | Comentários (3)
Inquietante
Podemos ‘dar desconto’ e pensar que existe algum exagero no modo como as notícias são dadas. Mas não é apenas num jornal que li a informação que está haver uma vaga de assaltos a táxis cujos assaltantes são, praticamente, uns miúdos porque se fala em idades entre 15 a 17 anos.
Mas só são miúdos em idade, porque de resto sabemos como os adolescentes actualmente crescem imenso em tamanho (quantas vezes são maiores e mais fortes do que os pais ) e, neste caso, vêm armados com facas e pistolas.
E é uma escalada organizada, porque diz a polícia que do dia 12 até agora sabem de 12 casos na mesma zona! Os que se conhecem, podemos pensar que haja outros assaltos que não a taxistas e cujas vítimas nem apresentaram queixas.
Bem, a notícia num aspecto é tranquilizadora porque os assaltantes foram identificados e detidos, mas no outro nem por isso. O que leva estes miúdos que deveriam estar ocupados a ouvir música, namorar, passear, viveram a sua adolescência a assumirem uma vida tão evidentemente marginal e criminosa? Começa-se com brincadeiras violentas, mas toma-se-lhe o gosto e passa-se para a vida real que é muito mais excitante. Ou, estão desocupados, querem o que não têm do ponto de vista material e vão pelo caminho mais fácil e excitante? Não sei, mas é de preocupar. Pelo menos eu fico, e desejo que mais gente também.
Emiéle
Publicado por populo às 11:16 AM | Comentários (4)
Mais uma vitória da Vanessa

E soma e segue:
Vanessa Fernandes ganhou o triatlo na China.
Já vai em 12 vitórias consecutivas!!!
Aquela rapariga não pára, em qualquer dos sentidos da palavra.
É um orgulho para nós, portugueses e mulheres também.
E, para rematar, não esquecer que ela está a recuperar de problemas no tendão de Aquiles. E se não o estivesse?
VIVA A VANESSA!
Emiéle
Publicado por populo às 11:05 AM | Comentários (4)
setembro 23, 2006
Equipamentos alternativos
Tinha pensado que hoje não voltava a escrever nem uma linha neste teclado tão cansada estou, mas não resisto: acabo de dar uma olhadela ao ecrã da TV e vejo um jogo com uma equipa vestida de vermelho e outra de amarelo.
Pergunto:
- «Mas afinal o Benfica não jogou ontem?»
- «Sim, não é o Benfica»
- «Atão?»
- «É o Desportivo das Aves»
- « Ah! Mas não ia jogar com o Sporting?»
- «E é.»
- «Com o Sporting? Mas quem é este de amarelo??»
- «É o Sporting»
- «De amarelo?!!»
- «É o equipamento alternativo.»
Não posso. Francamente, o Sporting de amarelo, acho que até dá azar! Que raio de ideia!!!
Baah!!
Emiéle
Publicado por populo às 08:40 PM | Comentários (8)
Cansada

Dizer apenas cansada é pouco, preciso de um superlativo: cansadíssima!
Hoje, afinal, nem estive de apoio aqui ao blog, nem fui curtir o sábado. Estive a praticar uma boa acção.
Eu tenho uma grande amiga. Quero dizer, tenho mais do que uma, mas esta é a grande-amiga-tipo-irmã. Ora ela está há já alguns meses fora e regressa a casa no início da semana que vem. Lá em casa, tem vivido estes meses o seu ‘herdeiro’, jovem post-adolescente mas que, por coincidência, aí há uns 10 dias foi ele que foi de viagem. E assim, ela inocentemente, telefonou-me a pedir: “- Vê se arranjas alguém que vá dar uma limpeza à casa antes de eu chegar, que aquilo deve estar a precisar.”
Eu de facto arranjei ‘alguém’ - a minha «fada do lar» particular que me disse que «por ser para mim» sacrificaria a sua manhã de sábado. E alegremente, parti para a casa da M. pelas 9 e pouco da manhã.
Bom… às duas da tarde telefonei para casa e avisar que não vinha almoçar. E acabei de chegar agora, às 6, a apetecer-me um banho daqueles com sais, e espuma de banho, e muito vapor, e cheirinhos bons, e…
Foi assim que começou:
Quando abrimos a porta de casa, parecia que se entrava num filme - aquilo dava a ideia de ter sido assaltado e vandalizado de uma ponta à outra! Mas não, olhando com atenção era apenas desarrumação e lixo. Nunca tinha visto nada de semelhante, para se obter aquele efeito o filho da minha amiga deve-se ter aplicado a fundo durante vários meses. Não é fácil! Trouxemos para o contentor do lixo, 3 ou 4 sacos daqueles pretos, gigantes, atulhados de lixo; fizemos 4 máquinas de roupa e não se deu vazão a toda a roupa suja; a máquina de louça estava cheia mas como não tinha sido posta a lavar, e a comida estava incrustada nos pratos teve de ser lavada à mão com esfregão de arame; o chão foi primeiro lavado com água e detergente (vários baldes de água preta) antes de ser encerado; só para emparelhar as coisas soltas por toda a casa foram várias horas…
Já chega. Creio que dá para imaginar! Em brincadeira com a minha «fada-do-lar» eu só dizia que se devia ter tirado umas fotos do ‘antes’ e do ‘depois’. Felizmente que a minha amiga só vai chegar no ‘depois’ porque nem quero imaginar o que é meter a chave à porta carregada com as malas e deparar com aquele cenário.
Uff..! Posso desatar o nó do meu lenço de escuteira, que já pratiquei a minha boa acção. Creio que da semana. Ou até talvez deste mês!!!
Emiéle
Publicado por populo às 07:19 PM | Comentários (14)
Tá visto, a culpa foi dos jornalistas!
Esperava-se uma coisa semelhante mas não que se fosse tão longe!
Depois de um inquérito a que foi pedido rapidez pela mais alta figura na Nação, o seu próprio presidente, ter levando 8 meses a chegar a uma conclusão, a conclusão é notável: afinal a culpa foi dos jornalistas que deram a conhecer os factos.
Deles, só deles, e apenas deles!
Mais nada!!!
Este é mesmo um inquérito bem feito, que dá gosto.
Perante estas conclusões é impossível ficar-se com dúvidas, não é verdade? Claro como água da fonte.
Espera. Fonte? Qual fonte? Vamos mas é mudar de assunto. E é já!
Começa hoje o Outono, o tempo está de chuva, o futebol anda por aí e... o que mais se forem lembrando.
Emiéle
Publicado por populo às 09:20 AM | Comentários (6)
Chegou o Outono
Bom dia, Outono.
Parece que este ano temos mesmo um Outono a sério.

Emiéle
(este post tinha uma canção, ou seja foi pensado para ter uma canção, mas como os dois sites que conheço estão 'em manutenção' terá de ficar assim mesmo: fica a minha boa intenção...)
Publicado por populo às 08:44 AM | Comentários (7)
setembro 22, 2006
Fim de semana pacato
Quem tem uma net, tem tudo...
Claro que tenho planos para este fim-de-semana, mas se estiver ainda de temporal e os ditos planos sairem furados, tenho aqui o Mundo ao alcance da mão:

Claro que o download nunca está completo, mas ajuda.
Emiéle
Publicado por populo às 11:10 PM | Comentários (1)
Gerir bem o tempo
Esta semana assisti a um programa no Sic-mulher, daqueles programas de fim-de-tarde, onde uma animadora reúne pessoas, conhecidas ou não, para falar de um tema. Desta vez o tema era o tempo e a sua gestão. Havia um convidado ‘especialista’ nessa área, [ensinava pessoas a gerir melhor o seu tempo] e a Mª do Rosário Carneiro presente ali por ser mãe de 9 filhos - escolha um pouco estranha. Ouvi o programa todo, embora sem muita atenção. Se falo agora é porque concordei pouco com o que se disse e para mim houve falhas naquela abordagem.
A Mª do Rosário Carneiro como resposta à questão de como organizava o seu tempo respondeu: “Como uma lista de compras”. Foi considerada uma resposta muito espirituosa, não entendo porquê. Parece óbvio que quem tem muitas coisas a fazer as enumere e escreva. E quer um quer outro dos entrevistados, bateram quase sempre nessa tecla – enumerar as tarefas, ou evitar ser interrompido no que se está a fazer. Estranhei, porque não sendo 'técnica gestora do tempo' nem mãe de 9 filhos, faltaram-me ali dois elementos que julgo indispensáveis – organizar as tarefas por prioridades, e ‘encaixá-las’ umas nas outras.
As pessoas que conheço que melhor organizam o seu tempo, conseguindo fazer o que querem sem stress, têm esse dom. Perante o seu dia ou semana de trabalho, começam por identificar o que é prioritário. Essa é a sua linha mestra. Depois, como um puzzle, vão encaixando as tarefas secundárias. E não têm “mais olhos que barriga”, só decidem assumir o que reconhecem ter tempo para fazer bem. Tal como na vida mais comezinha e doméstica, enquanto a sopa está ao lume, pode fazer-se as camas, também enquanto se espera que alguém com quem precisamos de falar nos possa atender, podemos ir arquivando os papeis que atafulham a secretária, ou orientando um nosso colaborador para o que precisamos que faça.
Mas, com sinceridade, o que penso que evita o stress é sobretudo saber dizer não àquilo que é demais, avaliar bem o tempo que demoramos em cada tarefa, despachar primeiro o que é prioritário e muitas vezes mais chato. E reservarmos tempo para nós próprios sem culpabilidade.
Temos esse direito, não?!
Emiéle
Publicado por populo às 05:06 PM | Comentários (9)
Distracções de poeta
Hoje fui visitar de novo aquela minha amiga que tem mais de 90 anos. Já falei várias vezes dela e continuarei porque é uma fonte maravilhosa de histórias interessantíssimas.
Hoje contou-me uma que, tanto quanto sei, é inédita.
O seu pai, escritor, era amigo do Camilo Pessanha. Ela sabia que ele ia, por vezes, lá a casa passar o serão e recitar poemas, mas era muito pequenina na época e disso não se lembra. Mas recorda-se, porque achou espantoso, – é fácil imaginar como isto teria parecido engraçado aos ouvidos de uma criança – a seguinte história:
Camilo Pessanha costumava frequentar um certo café com o seu grupo de amigos. A partir de certa altura começaram todos a reparar que ele andava um bocado torto e se sentava na cadeira todo torcido. Falaram uns com os outros preocupados. O que se passaria? Problema grave, possivelmente. Imaginaram situações dramáticas, tumor cerebral, doença de coluna, algo de muito sério deveria ser uma vez que ele nem com os amigos se abria para confessar o mal de que sofria.
Um dia viram-no chegar todo desempenado, e sentar-se normalmente. Surpresa alegre, troca de olhares e lá conseguem extrair a informação que explica o mistério. Simples. Acontece que o poeta tinha mandado fazer umas calças novas, e andava há uns tempos com elas. Mas o alfaiate, homem decente e honesto, não quis ficar com o resto do tecido, e portanto fez um embrulhinho que prendeu por dentro das calças. Como bom poeta lunático, Camilo vestiu a sua roupa nova e, mesmo sentindo ali uma excrescência, não tratou de ver o que era! E andou um bom tempo, todo torcido mas sem entender que estranho mau estar era aquele.
Quando as calças foram a limpar, esclareceu-se o mistério!
Emiéle
Publicado por populo às 01:05 PM | Comentários (6)
Apoiado!
Agrada-me muito a proposta de Sá Fernandes para os transportes públicos de Lisboa. Sempre gostei dos eléctricos. Silenciosos, tranquilos, não poluentes, bonitos.
Quando eu era pequenita havia muitos.
Depois entraram em declínio acelerado. Em muitas ruas ainda há pouco tempo se conseguiam ver os carris, que têm sido retirados ou cobertos de alcatrão.
Contudo, ainda hoje, se para qualquer local o transporte é autocarro ou eléctrico, escolho este. Saudosismo, talvez. Mas a verdade é que os modernos são excelentes, bonitos, confortáveis, e mantendo as qualidades iniciais de suavidade e silêncio. E, claro, comparado com o metro tem a enorme vantagem de ser muito mais alegre, tudo feito à luz do sol!
Será que este projecto poderá ir avante? Eu voto já a favor.

Emiéle
Publicado por populo às 09:15 AM | Comentários (13)
Cristãos, muçulmanos, ou arruaceiros
Ponto prévio inicial – sou completa e totalmente contra a pena de morte.
Dito isto vamos lá ver o título de uma notícia: «Três cristãos indonésios foram fuzilados». Alto. Sentimos que voltamos ao tempo dos imperadores romanos, e em lugar da arena e leões, teríamos agora o moderno pelotão de fuzilamento. Mas que horror é este?!!! Matam gente pela sua crença, na indonésia?
Se formos ler o corpo da notícia o que ressalta é outra coisa. Foram condenados ( e muito mal, repito!) «por incitamento à violência que resultou no assassínio de 200 muçulmanos». O castigo foi horroroso não é demais repeti-lo, mas que deveria haver castigo parece-me certo. Assim como também o deveria haver para todos aqueles muçulmanos que desvairadamente incentivam à violência contra qualquer outra confissão religiosa.
Basta de tanta guerra de religião! Venha ela de onde vier.
Emiéle
Publicado por populo às 08:48 AM | Comentários (6)
Professor - profissão qualificada?
Se isto for mesmo verdade, brada aos céus.
O preço que uma ‘empregada doméstica’ (antiga”mulher-a-dias” ) nos cobra, à hora, ronda os 6 euros. E, como não é segredo, em muitos casos não fazem qualquer desconto e o seu trabalho é meio clandestino ou então dizem que não estão interessadas. Portanto nós pagamos, a quem nos aspire o chão e engome umas camisas, mais do que algumas autarquias aos professores que vão às escolas dar a educação musical, a expressão dramática ou a educação física, matérias previstas pelos senhores que elaboram os currículos no Ministério de Educação.
E isto sem férias nem subsídio de Natal, coisa que é logo pedida pelas nossas auxiliares de serviços domésticos. Quando não nos pedem também o passe, e… a gente vai dando.
Assim vai o mundo Portugal, não é?

Emiéle
Publicado por populo às 08:08 AM | Comentários (20)
Nivelar por baixo
É o que se tem verificado neste ‘ajustar as condições do sector público ao privado’. Apertar e nivelar por baixo. Desde o primeiro momento que a «operação terror na fp», que se vem desenrolando desde há uns anos, tem essa curiosa característica. Quando há uma divergência entre o que se passa no sector privado e o público, o que se procura é verificar qual é o sistema pior e fazer igual.
Chega agora a vez da justificação das faltas.
O pressuposto inquisitorial e desconfiado, é de que o médico que passa um atestado de doença pode ser um mentiroso. Falamos dos médicos privados é claro, porque os médicos dos Centros de Saúde são feitos de outro material e esses nunca se deixariam enganar com um ‘falso doente’. Assim sendo, como já se passou a «informação» de que todos os que não trabalhem no privado são basicamente uns vigaristas e preguiçosos, o que há a fazer é dificultar as suas faltas. Se estão doentes chamem o seu médico de família para o confirmar!
Só imagino o que isto vai congestionar os Centros de Saúde, mas isso será outra conversa. E, obviamente, os senhores deputados quando também adoecerem irão para a fila do Centro de Saúde. Olha, olha, vou ver agora se começo a encontrar com mais frequência os nosso deputados!
Emiéle
Publicado por populo às 07:44 AM | Comentários (9)
setembro 21, 2006
Será o final do túnel...?
Ora bem.
A Weblog já mostra trabalho.
Entramos na semana final de Setembro e agora é assim: a gente escreve um comentário e parece este recadinho
Depois “aguardamos” como nos pedem, e ….
Tátátátá, os dois que eu escrevi, entraram. E de uma vez só.
Será o final que se avizinha…? Suspence!
Aguardemos com ansiedade os dias que se seguem.
Emiéle
Publicado por populo às 11:16 PM | Comentários (9)
Contribuição de um leitor do Pópulo
Quando o ciclone passou pelos Açores, o acontecimento foi sendo relatado, quase passo a passo por um visitante aqui do estaminé – o Ilha_man.
E, conversa puxa conversa, a verdade é que me enviou umas fotos do que estava a ver da sua janela. Apesar do atraso, senhoras e senhores, aqui está em reportagem exclusiva, através da máquina do Ilha_man, uma visão do flagelo natural que, afinal, felizmente atingiu só de raspão aquele lindo arquipélago!

Emiéle
Publicado por populo às 12:14 PM | Comentários (11)
Chove a cântaros!
Deve ser o rabinho do ciclone.
Lisboa passou a noite debaixo de uma grande carga de água e vamos avançar pela manhã com a mesma chuvada.
Para quem está em casa, até sabe bem. Depois dos calores que tem feito, uma chuva é refrescante e limpa o pó das ruas.
Para quem tem de sair, e com a greve do metro, é o perfeito caos!
Bom. Vou-me refastelar, porque ainda tenho uns diazinhos de férias, e a chuva lá fora até é simpática.
Lá fora, é claro…
E eu bem sequinha, aqui com um café ao lado e um livro à mão.
Aaaahhhh! Rica vida!

Emiéle
Publicado por populo às 08:55 AM | Comentários (12)
Viva a música!
Ora bem, aqui está um estudo que me agrada.
Mesmo que não seja confirmado, é agradável: Cientistas da Universidade McMaster compararam o desenvolvimento de crianças com e sem aulas de música. Ao fim de um ano, verificaram que as que tinham tido aulas mostravam ter melhor memória e um desenvolvimento mais acentuado na aprendizagem da Matemática, leitura e outros saberes»
Trá-lá-lá-lá!!!
Gosto desta ideia!
Ora deixa cá ver
Que tal?
Emiéle
Publicado por populo às 08:45 AM | Comentários (9)
É na Alemanha, mas este modelo não nos é estranho
Portanto está a dar que falar que os senhores directores da Siemens se auto-aumentam em 30 % enquanto, simultaneamente, reduzem milhares de postos de trabalho .
Chama-se neo-liberalismo.
Mas gosto destas belas explicações como a de que «aumentar os salários dos directores em períodos regulares "é prática corrente"» como justificação do facto. É prática corrente, sim. E despedir trabalhadores também é ‘prática corrente’, mas o que se está a questionar não são os usos e costumes é a ética e a justiça desses procedimentos.
Porque se fala aqui em percentagens e quando é uma percentagem a diferença entre 30% no valor do que ganha um director ou um operário é chocante.
Vamos imaginar que os sindicatos pediam um aumento de 30% (que é muitíssimo menos, como se viu) para os seus trabalhadores?! Credo, que horror, que disparate!
Aaaah, é que eles são muitos. Pois são. E também, indispensáveis para a produção.
Só com os senhores directores não havia lucros para ninguém. Tivessem eles a mesma percentagem de aumento que propõem para os travalhadores e já tinham um enorme aumento.


Emiéle
Publicado por populo às 08:30 AM | Comentários (9)
setembro 20, 2006
E em continuação do post anterior
E estas cores...?
Nem se deve dizer nada, basta olhar.

Emiéle
Publicado por populo às 05:04 PM | Comentários (8)
Cores
Li ontem um post no blog azul da Hipatia que foi muito sugestivo para a minha imaginação. Ela chamou-lhe “Cromoterapia” e eu concordo que as cores podem curar muita coisa! O meu mundo é bem colorido, e dificilmente direi que não gosto de uma cor qualquer. Posso não gostar de algumas tonalidades dessa cor ou, vendo a coisa ao contrário, mesmo em cores que não aprecio muito, há sempre tonalidades de que gosto.
Há as cores quentes, quem vêm à cabeça da marcha. Amarelos, vermelhos, laranjas, e as suas múltiplas variantes, mais escuro ou mais suave, mais pálido ou mais forte, um amarelo ouro, um amarelo alaranjado, um vermelho rosa, um vermelho tijolo, um vermelho lacre… Lindas. Quentes, fortes, contagiantes de alegria. Mas vêm os azuis, é já nem sei o que diga. Adoro o azul. Também em todos os seus tons, o azulão, o turquesa, o azul-marinho, perco-me pelos azuis. O verde é uma cor mais difícil, alguns tons não «me dizem nada», mas basta um passeio por uma mata, pelo campo no meio de uma sinfonia de mil verdes diferentes e todos lindíssimos, para voltar logo atrás nessa opinião. Estas cores, as tais frias, são também a cor da serenidade, da calma, da paz. E é tão bom estas pausas na exaltação das outras, das ‘quentes.!
E o preto? O negro bem negro, profundo, cor de relevo de veludo. Em muito pequenas doses, é certo, mas que falta faz! E tenho de terminar com o branco. Diz-se que é a soma de todas as cores e assim é para mim. É a cor da luz, a cor da vida. Talvez a minha cor preferida, a que uso com mais frequência e com mais segurança. A base da minha casa é branca, apesar do seu colorido todo. É a cor-mãe, a cor inicial. Olhar para uma folha de papel em branco é um convite claro a começar a escrever. Mas na folha branca vou escrever com tinta azul, de uma caneta vermelha, sobre o tampo amarelo de uma mesa, encostada a almofadas laranjas e verdes…Com várias tonalidades.

Emiéle
Publicado por populo às 05:00 PM | Comentários (7)
Conclusão estranha do resultado de uma sondagem
Cá vem uma sondagenzinha.
Ora vamos lá olhar para os números: Que a maioria dos portugueses diga que
«o cargo político em que mais confia é o Presidente da República» seja quem for que ocupa o cargo, enfim aceita-se como conclusão. Afinal 40% ainda é uma percentagem grande. Mas a continuação das conclusões é que já é estranha, porque os valores são tão baixinhos que é difícil concluir-se seja o que for!
Claro que se pode sempre dizer que a apreciação é feita pelas suas posições relativas. Se assim fôr,…. vá lá, aceita-se. Mas apenas no sentido de que ainda se tem menos confiança no Primeiro-ministro do que nos Presidentes da Junta, menos ainda no Presidente da Câmara e nenhuma nos parlamentares.
Falar em que há confiança a partir do número 14% leva-nos a pensar que 86% não terá confiança, não é?
O que se pode concluir, é aquilo que entra pelos olhos dentro, que a classe política anda muito desprestigiada. Mas para isso não seria preciso nenhuma sondagem, é só ouvir o cidadão comum. E a responsabilidade deste facto que não é nada bom, para ninguém e sobretudo para a democracia, tem uma quota-parte de culpa de alguma comunicação social que adora tomar partido e descobrir questões que mostram os pés de barro das pessoas. Mas a maior responsabilidade é da própria classe política que muitas vezes se auto-desprestigia.
Olhem o que se passa na Hungria.
Emiéle
Publicado por populo às 04:06 PM | Comentários (5)
Pergunta à Weblog
Ora vamos lá a ver. Perguntar não ofende.
Caríssimos senhores da Weblog- AEIOU
Vai para cerca de um mês, depois da famosa pane prolongadíssima de vários dias, quando finalmente nos vieram dar uma explicação desse mistério, eu fixei algumas frases. Num local afirmava-se que «Neste momento, a plataforma está estabilizada […]Os blogs estão a funcionar, as estatísticas terão sido afectadas. Tentaremos recuperá-las quando possível.» Claro que ( parva!) não entendi que, quando se dizia «neste momento», devíamos levar aquilo à letra, era mesmo só naquele momento! Depois explicava-se «E agora, estabilizada a plataforma... vamos avançar para a "solução radical". Entrou em desenvolvimento hoje. Estará pronta brevemente. Talvez amanhã. Trará um sacrifício, pequeno, dividido pelos utilizadores que comentam, mas uma valia grande, em termos de performance da plataforma e saúde dos Blogs. Quanto estiver pronta, daremos notícia de que "está feito". Não estranhem o nosso silêncio até podermos vir dizê-lo.»
Muito bem. Devo reconhecer que avisaram. Que só falariam quando estivesse pronto, e até lá ficariam em silêncio.
Só que, e aqui entra o segundo ponto: Diziam também que «a nova plataforma entrará em desenvolvimento no final de Setembro. Estará pronta... quando aqui viermos dizer que está pronta.» Como Setembro está a aproximar-se desse final, a minha expectativa é grande. Contudo como os senhores avisaram que só estaria pronta, quando nos avisassem, fico completamente alerta, nessa doce esperança.
É que desculpem, isto para quem está do lado de cá, não pode estar pior…
É geral o desânimo entre nós, quer entre quem escreve, quer entre quem nos quer comentar, todos os dias e várias vezes por dia, este pára-arranca! Como os senhores devem reparar, a própria página da Weblog muitas vezes também não abre!
É evidente que me podem dizer que «quem não está bem, muda-se» e alguns dos nossos melhores colegas e amigos estão a fazê-lo. Mas antes de tomar uma decisão, vou esperar pelo tal final de Setembro. Desejando que seja o Setembro... de 2006.
Com os melhores cumprimentos
Emiéle
Publicado por populo às 07:12 AM | Comentários (14)
Coragem, Açores!
(este post foi escrito ontem, pelas 23 horas, mas impossível de o públicar por não ter tido acesso ao meu blog durante horas; aparece hoje, fora do tempo)
Penso sempre na Atlântida , quando recordo os Açores.
Aquelas ilhas são a pontinha que se vê ainda daquela maravilhoso e lendário continente.
E eram sábios, os atlantes.
E assim o são os açorianos. Serenos, tranquilos, fortes.
A terra dos «anti-ciclones», deu uma reviravolta e apanha com um "propriamente dito".
Se estou a escrever isto é para exorcizar o medo, que eu já apanhei com alguns, - fraquitos - e tenho de confessar que é de susto. Mas vai tudo correr bem, que aquela gente já viu pior e cá continua de pé, enfrentando os ventos e as tempestades, no seu jeito calmo tão açoriano.
Até amanhã.

Emiéle
Publicado por populo às 07:05 AM | Comentários (16)
setembro 19, 2006
Solidariedade bloguística
A minha experiência aqui pela blogolândia tem sido muito mais positiva do que negativa. A contrapor a um ou dois casos, completamente esporádicos, de comentários desagradáveis (não por discordarem do que digo é claro, que isso é bem salutar, mas por virem simplesmente provocar) tenho variadíssimos outros casos de colegas que se dispõem a auxiliar-me, com aquilo que sabem, ou trazendo até ajudas para coisas de que falei.
De ontem para hoje tenho de referir dois casos:
O sempre prestável, disponível e sabedor Farpas, que com uma rapidez fulminante, assim a modos de super-heroi de banda desenhada, me ajudou a arrumar a casa. O texto dos posts estava alinhado à esquerda, o que é uma opção, mas ficavam sempre uns espaços inestéticos à direita e eu sentia-me sempre um pouco despenteada. Pedi ajuda, e num instante a arrumação estava feita e eu penteadinha e de laçarote na cabeça. Obrigada, Farpas.
E o José Palmeiro, que aproveita muito bem a sua sesta mas não dorme em serviço, a propósito de um post onde eu falava de uma construção com livros que tinha visto na Gulbenkian, deu-se ao cuidado de me enviar a fotografia daquilo de que eu falava.
Cá está:
Mas olhem que por fora não assusta nada, mas por dentro….ui, ui!
Obrigada aos dois!
Emiéle
Publicado por populo às 10:00 PM | Comentários (9)
«Efeito Macbeth»
Estou sempre a aprender coisas.
Ora bem, com que então efeito Macbeth!?
Não sei se o baptizaram muito bem porque, quanto sei, esses famosos assassinos por mais que se lavassem nunca conseguiram tirar o sangue das mãos… E aqui o que se pretende afirmar é que esse acto de asseio, realmente serve para alguma coisa. Huuuummm…
Dizem-nos que a Revista Science, efectuou um estudo (mais um! Muito se estuda neste mundo) e concluiu que o acto de lavar as mãos ajuda a limpar a consciência e a afastar a culpa .
Beeeeem…
Assim, à primeira vista há todo um simbolismo. É certo que uma má acção pode ser sentida como uma coisa suja, portanto se nos ‘purificássemos’ depois de a ter cometido, ficaríamos melhor. Isso é lógico, e creio que consensual. Mas daí dar o salto para a crença de que com essa acção de limpeza física, também lavamos a consciência, parece-me um bocadito forçado. Até porque se assim fosse que fácil que tudo seria.
Espero, desejo, que o não seja. Se alguém em pleno livre-arbítrio comete um erro grave, deverá compensar essa acção por algo mais substancial e palpável do que com água e sabão!

Emiéle
Publicado por populo às 09:13 AM | Comentários (9)
Vem aí o PGR
Está quase…
A saída do anterior foi uma lentíssima ‘morte anunciada’.
A chegada do novo, cria alguma expectativa. Pelo menos mete tanta negociação, tanto ‘pacto de justiça, tanto diálogo (coisa que este governo não gosta lá muito…) tanta cautela, que se espera que saia um nome realmente consensual e sobretudo COMPETENTE.
Pelo menos eu faço figas para que assim seja!
Emiéle
Publicado por populo às 08:55 AM | Comentários (7)
O efeito estufa, o clima e os interesses económicos
Vem aí um furacão uma tempestade tropical, direita aos Açores.
Hoje em dia, mesmo a pessoa mais distraída, reconhece que algo vai mal com a Natureza. Ainda nos lembramos dos velhotes que abanavam a cabeça dizendo que «desde que se tinha ido à Lua que isto nunca mais tinha sido o mesmo».A frase faz-nos sorrir, porque muito ingénua, mas se não é esse o factor, o não se levar em conta o equilíbrio dos valores dos diversos gazes que nos protegem anda, de facto, a causar alterações gravíssimas no clima. Sempre houve furacões, mas está comprovado que com a ferocidade dos últimos nascidos no ‘el ninho’ era muito raro. Por outro lado, o “apanhar-se sol” que era até aconselhado para a saúde agora já é claramente acautelado. Ou seja ‘a casquinha de ovo’ que protege esta esfera onde vivemos está a abrir rachas, a ficar mais frágil e isso é uma ameaça para a humanidade.
Contudo, se e a Convenção de Quioto é clara e o caminho para evitar este descalabro está traçado, há outros valores. Os valores económicos e do lucro. Reformular uma empresa gigantesca é difícil e não é rentável, portanto o melhor será esconder a cabeça na areia como a avestruz. E é isso que as grandes empresas fazem. «Não digo, não vejo, não oiço» como os macaquinhos. Querem lá saber destas esquisitices, que a serem levadas a sério iriam a breve prazo diminuir os seus lucros!
Segundo The Independent uns investigadores da “Carbon Disclosure Project” tentaram fazer um estudo sobre as medidas que estavam a ser tomadas no sentido de acautelar o ‘efeito estufa’. O estudo abrangeu 500 das maiores empresas mundiais, mas desde logo 140 recusaram-se a responder, o que é significativo… Das restantes 360, apesar da maioria reconhecer que o problema é grave (mas nem todas, 13 % não está preocupada pelo que decerto também não fará nada) mesmo os que admitem existir um problema quase 60% não tem nenhum programa que leve isso em conta, continuando a agir como se tudo estivesse bem.
Estamos entregues em muito más mãos.

Emiéle
Publicado por populo às 08:35 AM | Comentários (11)
setembro 18, 2006
Obrigada a todos!
Já a terminar o meu dia de festa, resta-me recolher os copos, despejar cinzeiros, desligar a aparelhagem e apagar as luzes. Eu senti-me muito contente, muito bem acompanhada!
E quero agradecer a todos os que passaram por aqui e conseguiram vencer com a sua persistência o bloqueio aos comentários. [Afinal a Weblog não atendeu ao meu pedido e, mesmo em dia de festa, a porta fechou-se por diversas vezes, não apenas as visitas não podiam entrar como eu também ficava sem a chave da porta… ]
Um abraço em primeiro lugar às minhas visitas diárias, que hoje como quase todos os dias, vieram aqui ‘assinar o ponto’. Não os posso linkar porque não têm blog, mas sabem do meu reconhecimento, porque eles são também parte importante do Pópulo.
E depois beijos e abraços – sem ordem nenhuma! –para a Isabel , para o Shark , para a Inês , para o Farpas para a Catarina, para a Karla , para o José Palmeiro , para o Miguel , para a Saltapocinhas , para a Hipatia ….
E estou convencida que os amigos da “coluna da direita” que não chegaram a entrar na festa foi porque esta famosa efeméride não lhes chegou aos ouvidos, de modo que para eles também envio outro abraço (estou em dia de ternuras, já se vê!)
Vou tentar continuar a merecer as palavras simpáticas que me disseram.
Até para o ano!
Publicado por populo às 11:59 PM | Comentários (15)
«Um Caderno da Capa Castanha» VI
Ir à praia «Acho tão interessante, Clara, comparar as minhas idas à praia em pequenita com a actualidade. As minhas férias eram bem grandes, como hoje também o são as das crianças, e pareciam-me enormes. Por uns tempos eu ia para a aldeia, perdida lá no sul, casa de família do meu pai, depois alugava-se uma casa na Nazaré ou em S. Martinho, e íamos todos apanhar o ar do mar, mas do que recordo mais eram as idas à praia com a minha mãe, ainda no início do Verão. Uma festa, para mim!
Acordava noite escura. Que excitação! Depois com o arranjar-me, comer, sair de casa, recordo que já havia luz quando se saía para a rua. Nós não tínhamos carro, aliás como nenhum dos amigos dos meus pais. Era ainda um luxo muito grande nessa época. Portanto a ida à praia era, naturalmente, de transportes públicos. Dava a mão à mãe e lá íamos, eu aos saltinhos e muitas vezes largando-lhe a mão para me sentir independente, até à paragem do eléctrico. Como era tão cedo, apanhávamos um eléctrico que me lembro chamar-se “carro operário” porque quem o usava eram sobretudo trabalhadores dessa classe. Os bilhetes eram mais baratos e comprava-se logo um de ida e volta.
Aí já era uma festa, para mim! Era Verão mas estava ainda fresquinho, e se possível eu ia à janela a apreciar o caminho, entusiasmadíssima. Chegávamos ao Cais do Sodré, comprávamos outros bilhetes e esperávamos um comboio. Claro que não havia tantos comboios como hoje, e eram muito mais sujos porque eram movidos a carvão. De vez em quando apitavam forte e soltavam uma fumarada negra… Mas era uma aventura para mim e sentia-me radiante. De comboio lá se ia, até Carcavelos ou Parede, calculo que as praias de que a minha mãe mais gostava porque era sempre para aí que se ia. E as distâncias parecem-me tão diferentes… Era capaz de jurar que em Carcavelos a praia era longe da estação, mas não deve ser porque hoje não o é. A memória prega-nos partidas, ou são os olhos de criança que vêm as coisas de outra forma.
Bem, o certo é que se chegava à praia bem cedinho, ainda havia muito pouca gente e alugávamos logo um toldo. Isso fazia parte da festa, o luxo daquele telhadinho de lona, só para nós! Não se usava guarda-sóis individuais, e os toldos não deviam ser caros, assim como as barracas, que tinham a vantagem de se poder mudar lá de roupa. Mas a minha mãe mantinha-se vestida e eu, como criança, mudava mesmo ali de roupa. Os fatos de banho eram tão pudicos! Os dos homens tinham um peitilho para tapar a parte do peito, e os das senhoras uma saiazinha que também tapava as curvas mais indiscretas.
Já começava então a fazer calor. Ia com o meu balde apanhar água ao mar e vinha fazer bolinhos de areia, ou então passeávamos ao longo da praia a apanhar conchinhas. Cheirava tão bem!!! Lembro-me de um banheiro, a quem dava a mão para dar uns mergulhos, porque a minha mãe, mesmo arregaçando o vestido não podia entrar no mar. E aliás os banheiros eram mesmo …para dar banho!
Passavam umas vendedoras de bata branca, a apregoar bolos, mais ou menos como hoje, mas nessa época havia muitas e era a única forma de se comer alguma coisa na praia – não me lembro de haver bares ou cafés. Aquela bola-de-berlim a meio da manhã, era uma delícia e como não havia embalagem para líquidos, para matar a sede a minha mãe levava fruta, um cacho de uvas, uma pêra.
E era tudo. Porque pelo meio-dia, tanto quanto me lembro, regressava a casa. No caminho de retorno eu vinha já mais murcha e um bocadito cansada. O ar do mar, as corridas pela borda da água, as construções na areia, e o apetite para o almoço, já me faziam rabujar e sentir que a volta era mais comprida do que a ida… Mas trazia no bolso as conchinhas que tinha apanhado para fazer um colar, e a recordação do cheiro a mar, da textura da areia, do azul do horizonte. Uma bela manhã, e…no dia seguinte havia outra igual» Clara
![av[1].liberdade1946-lisboa.jpg](http://populo.weblog.com.pt/arquivo/av%5B1%5D.liberdade1946-lisboa.jpg)
Emiéle
(este texto estava escrito há mais de um mês, mas... ainda não tinha sido altura certa; agora também não é, mas alguma vez terá de entrar)
Publicado por populo às 01:15 PM | Comentários (4)
As certezas
Dizemos muitas vezes: «É ! Eu vi com os meus próprios olhos!» Pois...
No outro dia fui tomar um café com uns amigos à Gulbenkian.
No átrio junto à cafetaria, átrio que por vezes usam para expor alguns objectos, tinham montado uma casinha feita com livros. Livros verdadeiros, colocados como tijolos, e como as quatro paredes chegavam ao teto parecia um quartinho com duas entradas, uma em frente da outra. Entre uma ‘porta e a outra’ tinham montado uma passagem com umas duas tábuas. E porquê ? Porque quer o teto quer o chão dessa casinha, eram dois enormes espelhos, e quem se aventurasse ali tinha a perfeita sensação de que estava a atravessar um poço forrado de livros, do qual não se vislumbrava nem o fundo nem a parte de cima (pudera!) Com essas tábuas, atravessávamos fazendo equilíbrio.
O espantoso é que eu nem sou dada a vertigens. Vivi uns anos no 36º andar de um edifício e pendurava a roupa no estendal sem o menor problema. Mas aquilo…
Olhem, confesso que não atravessei! Dei uns passos, olhei para baixo e recuei.
É que o meu cérebro dizia-me que o chão estava ali mesmo, na continuação do chão do átrio. OK. Mas os meus olhos não acreditavam. A mensagem que enviavam era que aquilo era alto p’ra caraças!!!
Pronto. Perante os sorrisos dos meus amigos, recuei. Foi mais forte do que eu.
Era muito pior do que isto:

Emiéle
Publicado por populo às 01:10 PM | Comentários (4)
Boa vontade e facilitadores de vida
No outro dia, quando falava no asseio que havia nas ruas de uma cidade nórdica, o 'ilha_man', chamou-me a atenção para que « o concelho da Horta, no Faial, tinha sido considerado concelho mais limpo da UE » e acrescentava que a tarefa da limpeza naquelas ilhas era facilitada pela quantidade de caixotes do lixo que as autarquias distribuíam pelos locais públicos.
Ora isto é realmente uma bola de neve – a ausência de apoio leva ao desmazelo, e o lixo atrai lixo…
Um exemplo – da porta da minha casa até à entrada do metro, existe um jardinzinho. Não é grande coisa, é magrinho e comprido, mas dá para haver um pouco de relva, umas duas dúzias de árvores, um ou outro arbusto, uns banquitos para descansar e uma amostra de parque infantil. Podia ser pior. Mas, como se adivinha, é uma zona de passagem até ao metro portanto tem bastante movimento. Quando passo por ali, noto que aquela amostra de relvado, para além dos cocós de cães, está cravejadinha de restos de embalagens de cigarros, de batata frita, de iogurtes líquidos, latas, garrafas, pacotes de bebidas, embalagens de chicletes, outras de preservativos, imensos bilhetes de metro, restos de jornal, restos de bolos, papeis sujos amachucados, … bom, chega? E vou quase sempre resmungando «que gente tão porca!» e irritada com isso.
Ora no outro prato da balança também devo dizer que esta zona - que como disse é comprida, estende-se por mais de dois quarteirões de casas - tem unicamente numa das pontas um solitário cesto de lixo. Acredito que, se quem cuida daquele espaço se tivesse lembrado de espalhar uma dúzia de caixotes de lixo, grande parte do que está no chão ficaria ali recolhido. Assim, muitos não estão para andar de embalagens na mão e atiram-nas simplesmente para onde já estão as outras.
Claro que está mal, mas… não podia haver uma ajudinha pedagógica?
Olhem para os Açores.
Emiéle
Publicado por populo às 01:05 PM | Comentários (7)
Explicação
Como hoje o Pópulo faz o seu aninho, pensei em deixar aqui uma "amostra" do que tenho para aqui deixado com mais frequência. E vai daí seguem-se três post cada um da sua categoria : Um arrumado em "Opinião", outro em "Intimidade" e o terceiro que anda para aqui há séculos "Era uma vez..."
E por hoje mais não digo!
Emiéle
Publicado por populo às 01:00 PM | Comentários (1)
Estão todos convidados!

Hoje há festa no Pópulo.
Um primeiro aniversário na vida de uma pessoa é apenas um aninho, coisa pouca. Ainda apenas se gatinha, diz-se mãmãmãmã, e temos muita gracinha mas pouca importância.
Agora num blog, é outra loiça!
Se um gato faz sete anos de cada vez, quer-me parecer que um blog não será menos que um gato! Portanto no mínimo hoje faço sete anos!!! Importante, heim…?
Venha a música, as bebidas, os salgados e doces, vamos espalhar para aqui umas almofadas para a malta se sentar que o Pópulo é pequenino e temos de nos apertar.
Será que atiro também umas serpentinas e papelinhos e encho uns balões coloridos ou é confusão a mais…?
São todos bem vindos. Estejam à vossa vontade!
Nota – Quanto à música, como desejo agradar a todos o melhor sistema é o self-service. Vão lá e sirvam-se. (mentira… o que acontece é que o meu ‘servidor de música também engatou e não consigo deixar aqui nada)
(Nota nº 2 – Senhores da weblog, como prenda de anos podiam manter isto hoje aberto o dia todo? Muito agradecida!)
Emiéle
Publicado por populo às 07:35 AM | Comentários (19)
Como o tempo passa! UM ANO

Faz hoje exactamente um ano!
E o curioso é que a data me ia passando ao lado, se não tivesse vindo aqui às catacumbas à procura de uma informação de um post escrito o ano passado…
E porque terá sido que o desenho que escolhi para “abrir” aqui a porta desapareceu…? Tinha ideia de que era uma janela entreaberta, na linha daquela conversa de “quando se fecha uma porta, há uma janela que se abre”, creio eu. Mas não vou garantir porque já não me lembro.
Do que me lembro, é que cheguei com a ideia de que isto seria um abrigo temporário, e afinal tornou-se completamente a minha casa. De tal modo que, quando durante a grande e famosa pane geral da weblog tentei criar outro blog, levei atrás este nome que não tendo sido escolhido por mim, hoje já é meu.
E no primeiro post de todos, é giro aparecerem comentários de pessoas que, com o andar da carruagem, foram mudando de nick! O que só mostra como o Mundo vai realmente girando, e nós com ele.
E girando depressa. Nem dei quase porque este ano tenha passado. Olhando para os números, o certo é que escrevi como uma maluca, mas a verdade também é que adoro escrever. E dando uma olhadela por aí abaixo, também há bonecos para todos os gostos e feitios…Cá para mim, um post bem feitinho tem um boneco, e pronto! Perco muito mais tempo à procura deles do que a escrever. : ) E acho uma graça enorme quando vou ao Google à procura de uma imagem e dou com uma com origem «Pópulo». É o máximo!
Cá está! Estão a ver? Comecei a conversar e nunca mais me calo… Têm de me fazer daí, shut, já chega, acabou o tempo de antena!
Emiéle
Publicado por populo às 07:15 AM | Comentários (8)
setembro 17, 2006
A Suécia vai a votos
É hoje. Eleições na Suécia e, segundo se diz, é possível que o Centro-Direita ganhe.
Já vimos um fenómeno parecido na Dinamarca, uma viragem à Direita num país com uma tradição de uma excelente política social.
Como em muitas outras coisas, só se avalia a importância do que não se tem… A água é óptima quando se está com sede, mas se a temos por todo o lado até se pode desperdiçar. Estes países, já acostumados a benefícios sociais com que nós ainda nem sonhamos, consideram isso um dado adquirido (desde há mais de 60 anos que se sucedem na Suécia, com poucas intermitências, governos sociais-democratas a sério) e portanto protestam com o peso dos impostos. Se há um partido que lhes acene com uma mudança, claro que é bem-vindo.
É evidente que só se pode fazer uma boa política social com bons impostos, os ovos da omelete. E nessas terras há gente muito rica, que continua rica mesmo pagando esses enormes impostos. Vamos ver, como acabam estas eleições, hoje.
O certo é que um governo muito tempo no poder também cria verdadeiros anti-corpos. A alternância tem as suas vantagens. Pode ser que se lhes faltar a água reconheçam a falta que lhes faz.

Emiéle
Publicado por populo às 05:35 PM | Comentários (1)
Mas porquê tanta violência contra as crianças…?
Mete medo.
Diz-nos a APAV, que em cada dois dias uma criança em Portugal é vítima de maus-tratos, alguns tão fortes e graves que chegam a provocar a morte. No primeiro trimestre de 2006 registaram-se perto de 100 casos de violência.
Podemos ver os números AQUI .
Neste caso os números significam mesmo qualquer coisa.
Ainda há um ou dois dias, mais uma menina de dois anos morreu vítima de violência.
O que leva um ser humano, a descarregar sobre um serzinho tão frágil como é uma criança, uma carga agressiva tão grande? Num modelo ‘normal’ de comportamento, entende-se que num descontrolo de raiva, de fúria, depois de sentir uma grande provocação, uma pessoa agrida outra. É certo que uma agressão física é sempre sinal de desorientação, de perda do auto-domínio, de uma certa falta de ‘civilização’, mas, em certas situações, pode ser um comportamento aceitável. compreensível.
Isto quando se pensa em questões entre adultos, fisicamente saudáveis, lúcidos, mas que momentaneamente se deixam levar pelos nervos e se descontrolam não encontrando forma de, por palavras, mostrar a sua zanga. Será sempre um triste sinal mas podemos entender. Mas a agressão violenta a uma criança, essa não se consegue perceber.
Parece uma regressão na evolução da espécie. O ser humano a perder toda a humanidade, a tornar-se uma fera, um animal selvagem e brutal.
Disse que me mete medo e é verdade. Porque quando o Homem o deixa de ser, uma nuvem muito escura e sombria cobre a terra.
É um mundo horrível, um sonho mau.
Emiéle
Publicado por populo às 10:05 AM | Comentários (9)
Olá Outono!
Sem palavras, porque não precisa.
Não é uma Estação linda?... E estamos quase.

Emiéle
Publicado por populo às 10:00 AM | Comentários (4)
“Misses”

Tinha uma vaga ideia de que ainda se faziam estes concursos, mas andava um pouco esquecida. É o mal de ir a um cabeleireiro fino, que só tem Elles, Máximas, e nada de revistas tablóides…
Afinal temos; ainda cá andam a Miss Universo, e a Miss Mundo, e se calhar outras menos conhecidas. A primeira falhou-me mas já vi que a Miss Mundo vai ser eleita na Polónia daqui a 15 dias. Coisa séria! Mais de 100 concorrentes, heim..?!
Já que me facilitaram fui dar uma olhadela ao site desta coisa
Tudo muito arrumadinho, basta saber um pouco de geografia – Ásia, Américas, Europas (do norte e do sul e quanto ao sul um pouco dilatado…) África, Caraíbas…
Assim, à primeira vista parece é que as loiras estão em declínio. Para além dos países onde era natural que a miss fosse morena, vemos não-loiras na Inglaterra, na Dinamarca (bem enjoadinha, essa), na Holanda, Islândia, etc. Acabou a hegemonia das loiras quanto a beleza?!
Uma coisa que me chocou, foi ver a miss de Israel e logo ao lado a do Líbano. É certo que estas coisas afinal são independentes de tudo o resto. E possivelmente isto tudo foi organizado há já muito tempo, mas… Vê-las ali tão airosas e sorridentes e pensar nos respectivos países, é impossível não sentir um arrepio.
Emiéle
Publicado por populo às 09:52 AM | Comentários (6)
setembro 16, 2006
Uma massagem shiatsu

Há uns tempos uma amiga falou-me em massagens shiatsu. Estava toda entusiasmada e louvou-me imenso a massagem e …o massagista.
Como não sou mulher para deixar os créditos por mãos alheias decidi logo ver como era. Tentei marcar uma mas, como insisti que queria aquele massagista-maravilha, tive de esperar ainda muito tempo. Finalmente chegou o dia – Hoje de manhã!!!
Toda preparada, saquinho com t-shirt e leggins, rumo direita à morada que me tinham dado.
Era um prédio antigo, com ar tranquilo, escada com degraus baixinhos de madeira, corrimão também de madeira, tudo com um toque agradável e natural. Cheguei com uns minutos de antecedência (sou doentiamente pontual, eu) e esperei também muito poucos minutos, porque aquilo foi mesmo à hora.
E então «é assim»: não tem nada a ver com uma ‘massagem’ clássica, onde o massajado sente as mãos de quem massaja deslizarem pela sua pele. Tinham-me dito que era mais como uma acupunctura com dedos, e está bem apanhado, porque é mais aparentado com isso. O massagista espeta os polegares – imagino que sejam os polegares dado a força… - em cada pedacinho do nosso corpo. Tchiii…! Nunca pensei que o meu corpo tivesse tantos pedacinhos! E ia-me dizendo para respirar, coisa que faço desde que nasci, mas se calhar sem grande perfeição.
Oh gentes! Aquilo doeu! Não em todo o lado, é claro. Na coluna, por exemplo não doeu nada e até soube bem. Mas certas zonas, eu dizia logo - Pare lá, que assim não tem graça!
O interessante, não foi o resultado, porque já esperava sair de lá bem disposta - foi mesmo por isso que marquei esta coisa. E saí, de facto, bem disposta, subindo a calçada mais ligeira do que a tinha descido. O curioso é que ele disse, e por aquilo que eu ia sentindo era certo, que o meu lado esquerdo do corpo estava mais sensível do que o lado direito; era sempre ali que doía, quando era de doer. E isso podia estar de acordo com o lado direito do cérebro menos desenvolvido do que o esquerdo. Ora esse é um dos conhecimentos que eu domino mais ou menos, a nossa divisão cerebral, e o certo é que o que se situa no hemisfério esquerdo são de facto as minhas áreas fortes.
Boooom!...
Estas coisas são meio misteriosas, mas acho que vou começar a acreditar nelas.
E, se calhar ainda voltar às mãos deste massagista. Lá terá de ser, não é? Tipo geitoso.
Emiéle
Publicado por populo às 05:15 PM | Comentários (11)
Um curso "com saída"
Na canção Bilhete-Postal dos Rio Grande ouvem-se dois versos que soam a algo de muito familiar:
«O rapaz estuda nos computadores
Dizem que é um emprego com saída»
Esta é uma preocupação de quase todos os pais e até já de muitos jovens – quando pensam na sua vida académica, ponderam cuidadosamente que “saída” tem aquilo que pensam ir estudar. Mas a verdade é que essa é uma área onde a vida e a sociedade tem andado vertiginosamente depressa.
Custa-me imenso, ouvir um adolescente ponderar a escolha do seu curso não por aquilo ter interesse para ele mas porque ouviu dizer que com ele pode arranjar emprego. Até porque muitas vezes é influenciado por casos que conhece no momento, mas afinal foram excepções, eram pessoas ou muito dotadas ou que tiveram sorte (que também é um factor a considerar…)
No outro dia, em conversa com uns amigos, eu afirmava que deveria haver estudos com prospecções sociais que ajudassem a prever que tido de formação seria útil para o mercado de trabalho dentro de 4 ou 5 anos, mas fui decididamente contrariada. Explicaram-me que isso é impossível. Essa evolução é imprevisível e depende de factores que ultrapassam um país. O erro português que explica que existam tantos jovens licenciados sem a ocupação para que o seu curso os preparou, foi terem permitido a abertura de tantas e tantas universidades. Esse boom, de cursos para várias bolsas, alguns bem fraquitos pode explicar em parte o panorama actual. Repare-se nos cursos que este ano ficaram sem alunos . Estranho, não é?
E o que eu vejo, cada vez com maior frequência, é que muitos dos jovens, já com o canudo na mão, depois de
terem completado uma formação em determinada área ( tantas vezes bem difícil!) acabam por se orientar para outra, completamente diversa, e aí até têm trabalho e sucesso profissional! Claro que os anos que passaram na faculdade serviram-lhes para adquirir também conhecimentos, disciplina, maturidade, rigor científico.
Mas há algo que me soa mal. Terá de ser mesmo assim? Uma espécie de “o que interessa é estudar seja o que for e depois logo se vê”? Até mesmo porque no final tem de se voltar atrás e refazer alguma formação nessa sua ‘segunda escolha’.
Ando muito baralhada.
Emiéle
Publicado por populo às 10:05 AM | Comentários (31)
Tristeza
Lemos e sentimos uma enorme e profunda tristeza.
Como se pode…?
Seis ‘pacotes’ 'Dia D’, ‘Casamento’, ‘Gravidez’, ‘Estudante’, ‘Homossexual’ e ‘Clássico’. que ensinam ‘truques’ para se poder entrar na Europa e tirar proveito disso.
O triste é esta fuga massiva, apesar dos enormes riscos que correm, - riscos de vida! – ser afinal também um negócio para quem a patrocina. É que cada um destes infelizes paga, o que para si será uma pequena fortuna, para se candidatar a morrer…
E o governo senegalês não toma medidas para fixar esta população? Pelo que aqui se diz «duplicando o número de partidas, o Senegal poderia esvaziar-se em menos de cinco anos». E depois? O artigo até conclui: «Se a polícia e a armada subscrevessem igualmente os pacotes D-Day, (a fuga por mar com desembarque clandestino) apenas o Presidente e os seus ministros restariam no Senegal até 2010».
Seria interessante.

Emiéle
Publicado por populo às 10:00 AM | Comentários (4)
Bom Dia a todos

Ontem recebi diversos emails, de pessoas que costumam parar aqui pelo Pópulo durante a tarde e princípio da noite, a protestarem contra o “encerramentos dos comentários”.
Este ‘postal’ é para eles. Sinto-me tristíssima com isso. A graça do meu blog está sobretudo nas pessoas que por aqui passam e gostam de deixar duas palavras o que me dá sempre muito ânimo. O perderem tempo a tentarem “meter” um comentário, uma, duas, três vezes, sem o conseguirem é uma lástima.
O mais complicado é que nessas horas de crise até eu não consigo entrar no ‘privado’ para deixar um aviso. Se assim não fosse, já tinha preparado um letreiro a dizer: «amigos, se o vosso comentário agora não entrar, não insistam que isto está emperrado» ou coisa do género. Como não pode ser, só peço desculpa e espero que não desistam de passar por cá, apesar destes contratempos.
Emiéle
Publicado por populo às 09:54 AM | Comentários (2)
setembro 15, 2006
Sem palavras
![]()
...mas com indignação.
Lembram-se?
Foi a 31 de Agosto que lemos isto:
E agora, estabilizada a plataforma... vamos avançar para a "solução radical".
Ena, ena!
Grandes brincalhões...
Receio quão radical seja a famosa solução. Será que se caminha para o extermínio? Desde de ontem que é mais o tempo onde isto está encravado e fechado do que o que temos para poder blogar.
Deve ser para desconto dos nossos pecados, mas gaita, também não pequei assim tanto.
Emiéle
Publicado por populo às 10:21 PM | Comentários (2)
Parece que se anda a brincar com coisas sérias

Ora com que então investigar a corrupção sai caro demais . Parece. Não há dinheiro que chegue.
Palavras para quê?
O que a gente sente é vergonha, não é?
De isto se passar no nosso país, mas pelo que se vê essa vergonha não atinge quem toma as decisões.
Estão imunes.
Emiéle
Publicado por populo às 01:12 PM | Comentários (3)
Dúvidas e Confusão
Eu sou muito atrevida e meto-me a falar daquilo que não sei, o que é grave… Mas, a verdade é que não me rala muito, porque vocês dão o desconto.
Ora bem, hoje venho levantar as minhas dúvidas sobre um tema com duas cabeças (ai, ai, ai...) e aviso já que sou completamente leiga em qualquer delas: Futebol e Direito.
Feito este aviso, vêm agora as dúvidas. Será possível que investigar a corrupção no desporto seja anti-constitucional ??? (só não deixo pontos de interrogação até 5 linhas abaixo porque ficava feio, mas o meu espanto vai até aí)
Como? Isso querá dizer que se pode fazer o que muito bem se entenda no desporto , porque a lei não atinge essa elite? E até onde vai essa isenção? Tirar olhos não se deve poder, mas falsear resultados e lucrar com isso é legal.
Huuuummm…Ontem o Público trazia um grande destaque, primeira página e outras, com a lista dos arguidos no tal «apito doirado».
No quêêêê? Ná. Essas tais 80 acusações ou lá o que é, não podem existir. É ilegal, imaginem.
Tenho de voltar a aprender todas as diferenças entre o Bem e o Mal porque afinal não sei nada. Ou então, sou mesmo muito mais burra do que uma loira bem platinada.
Emiéle
Publicado por populo às 01:05 PM | Comentários (4)
Bons ventos na moda
A Moda, entre algumas coisas irritantes, tem uma excelente: é que muda muito!
Faz parte da sua estrutura, isso de a moda ser passageira, não é?
Ora há uma moda que já vem durando há muito tempo e parecia que estava para ficar – a da magreza das meninas modelos. Uma modelo que se preza devia ser pouco mais do que esquelética! Eu que não gosto do visual das pessoas gordas, sempre achei que o aspecto das meninas top models, era qualquer coisa de surrealista – aquilo não devia existir!
Ora bem – parece que em Espanha (grandes espanhóis!) decidiram só aceitar nas suas passerelles modelos com ar saudável. Ehehehehe!!!! As meninas demasiado magras não participam nos defiles. É que esta medida afectou 30 por cento das ‘modelos’, imaginem o sururu…
A ideia é que a beleza é saudável, e essa imagem de grande magreza é passada a adolescentes que querendo imitá-las acabam por ter problemas de saúde alimentar.
BOA!!!
Aprovo inteiramente a mensagem.

Emiéle
Publicado por populo às 08:35 AM | Comentários (21)
Morrer sob uma chuva de balas
Não sei já onde li isto, mas não a inventei e a expressão faz sentido.
O atirador da Escola do Canadá, um rapaz de 19 anos que entrou numa escola, dirigiu-se à cantina e começou a disparar às cegas, teria dito que «queria morrer sob uma chuva de balas». Dá para pensar que teria tido o mesmo resultado, e com maior rapidez, se em lugar de se dirigir a uma escola fosse direito a uma esquadra de polícia ou um quartel e fizesse o mesmo número. É que os jovens estudantes não costumam andar armados e os polícias ou militares sim…
Para além da patologia da criatura, que escolheu este “suicídio” macabro , arrastando na sua morte todos quantos pudesse, dá para pensar como é perigoso que armas de fogo possam andar assim «à solta». Como é possível que aquele rapaz tivesse consigo semelhante arsenal!
E isto de «morrer sob uma chuva de balas» não faz lembrar nada? Nenhuma série televisiva, triller, jogo de computador? Olhem só a idade do assassino e tirem conclusões.
Emiéle
Publicado por populo às 08:31 AM | Comentários (4)
A falta de diálogo

A notícia, assim em bruto, é assustadora.
Como?
Uma criança que falte às aulas pode “ir ser buscada” a casa pela polícia, e levada à força para a Escola???!
Bom. Eu sei que existe ou existia uma disposição dessas, para prevenir os casos, raros pensava-se, onde os responsáveis pela educação de uma criança, por uma questão de desleixo e desorganização da sua vida não a enviavam à escola. Mas essa era uma situação. Tendo em vista o benefício que a educação traz a uma criança, como esse é um seu Direito, pratica-se esse excesso em defesa da criança. Enfim...
Mas o que aqui se vê não é isso. É a escola onde a criança andava que vai fechar, os pais não concordam e portanto não a mandam para a escola nova, e então a Coordenadora da Área Educativa não está de modas e atira-lhe com a GNR!
Oh senhores pedagogos!!! Acudam aqui! Imagina-se como que é que se sente uma criança, que assiste a um conflito entre os pais e a GNR e vai, à força, levada por esta para a escola? Já se calcularam na pele do professor que vai ensinar esta criança, arrastada até lá por um agente de polícia? Eu nem acredito que isto venha a acontecer, acho que isto é só um BÚÚÚÚ, da parte dos agentes da Educação para assustar os pais.
E, como não sei exactamente o que se passou antes, só posso imaginar uma grande falta de diálogo. Acredito, ou quero acreditar, que esta mudança de escola é por bons motivos. Pode ser necessária. Mas porque não encontrar uma solução com os pais e não contra eles? Porque não ouvir as suas razões? Porque não procurar em conjunto soluções? Talvez encontrem outras em que não se tinha pensado.
Desculpem senhores lá da DRE, mas os pais não devem avaliar apenas os professores, já agora convinha que também avaliassem os serviços. E que grande chumbo!
Emiéle
Publicado por populo às 08:17 AM | Comentários (8)
setembro 14, 2006
O meu post número dois mil
Pois é. É este.
Este que estão agora a ler é o meu post 2.000 do Pópulo.
Há uns tempos, o Sharkinho, escreveu um post uma posta :D onde , de um modo simpatiquíssimo, chamava a atenção para a quantidade dos meus escritos. No boneco que acompanhava o post, tenho qualquer coisa de maluquinha… Eheheheh!!!
Admito que é verdade. Não sei explicar porque é, mas adoro isto. Quase tudo me sugere uma reflexão, ou uma piada, ou encontro por acaso uma imagem que gosto de partilhar convosco, ou oiço uma conversa sugestiva… Eu sei cá porque é que escrevo como escrevo…! Reconheço que sim.
É evidente que estes números redondos servem para «balanços». Na vida também é um pouco assim – muita gente quando chega aos 30, aos 40, aos 50, aos 60, olha para trás e avalia a sua vida. Nos anos ‘intermédios’ nem por isso…
E o balanço aqui é complicado.
Há pouco arranjei aquelas classificações para facilitar – as ‘opiniões’, o ‘era uma vez’, o ‘bola-de-sabão’, mas não chega! Quando abro o blog ao acaso numa data anterior qualquer, apanho logo um pouco... de uma grande confusão! Há muitas críticas, sem dúvida, aos nossos costumes, aos nossos governantes, à situação no mundo. Mas se fosse só isso, seria um blog muito azedo e amargo, eu não desejo nada que o seja e tenho a presunção de considerar que o não é. Porque também gosto muito de rir, e comovo-me com muitas coisas, se calhar coisas até piegas mas… sou mulher e numa mulher desculpa-se um pouco de pieguice, não é?
Bom. O tal 2.000 já cá está.
Depende de quem me lê eu ter incentivo para continuar em frente.
Há para aí pilhas duracell...???

Emiéle
Publicado por populo às 09:40 PM | Comentários (157)
Ainda não é agora

Está a chegar um novo semanário .
Dado que de uma forma geral não andamos lá muito satisfeitos com o que há, não seria má ideia.
O pior é que…
Ele tem feito publicidade.
Normal. De estranhar seria que se lançasse sem essa publicidade, tem de dizer ao que vem. Mas… Tenho reparado bem, e cá para mim aquilo não se dirige «ao meu segmento». Ná! Ele ainda não saiu, portanto ainda não li nenhum dos jornais e não tenho a menor vontade de o fazer..
(Gosto muito quando falam das pessoas como ‘segmentos’. Tem um ar terrivelmente técnico e especializado, e sinto-me de imediato como uma cruzinha num mapa, ou um risquinho num gráfico)
Mas enfim, isto é só conversa.
Talvez ainda o adaptem ao meu segmento.
Emiéle
Publicado por populo às 04:22 PM | Comentários (10)
Procuram-se!!!!
E eu até daria ALVÍSSARAS, a quem encontrasse as duas Estações do Ano, desaparecidas há uns tempos:
A Primavera e o Outono.
Lembro-me bem delas. Eram tão agradáveis. Uma pessoa saía do frio do Inverno, daquela chuva, vento, clima muito agreste e entrava numa outra Estação doce, agradável, com sol mas fraquinho, os casacos não eram casacões mas casaquinhos de malha, fazia um pouco de fresco mas o céu era azul vivo, e a natureza acompanhava esse ‘despertar’ da terra. Era lindo. Chamava-se Primavera, não sei se alguém se lembra.
Depois vinha o Verão, quente, forte, temperaturas altas, o céu ficava azul claro, tínhamos muito calor. Contudo sabia-se que vinha já ali uma outra Estação amena. Começava a sentir-se umas aragens fortes, os dias diminuíam, caíam as folhas das árvores, voltávamos a usar mangas compridas, e preparávamo-nos para o Inverno. Essa tal Estação chamava-se Outono. Também era linda, na minha opinião.
Como se chamavam o Outono e a Primavera, faziam um casalinho e se calhar tomaram-se de amores um pelo outro. A verdade é que tinham muito em comum – eram suaves, doces, low profile… E vai daí, fugiram juntos! Desde há uns tempos que nunca mais ninguém os viu.
Mas fazem falta.
Por mim, detesto passar do Inverno para o Verão, e do Verão para o Inverno, sem aquela suave transição.
Estou a ficar velha, com estas saudades do passado, mas que querem…?


Emiéle
Publicado por populo às 08:50 AM | Comentários (14)
Outro título enganador
Ora vejam bem. Quando se lê «Salários deverão aumentar 3,1% no próximo ano» o que é que vos passa pela cabeça? Sobretudo quando o início da notícia afirma «Os salários em Portugal deverão aumentar em média 3,1% no próximo ano» ??? Claro que se começa a pensar, uff, até que enfim! antes de continuarmos a ler: «Portugal vai ser um dos países da União Europeia com menor crescimento dos salários reais»
Aaaaah!
Pronto, está entendido. Recolhemos o uff, e o mundo continua tal e qual como dantes. E as contas são feitas com base num “valor esperado” da inflação, e que como é sabido nem sempre o que se ‘espera’ acontece.

Emiéle
Publicado por populo às 08:31 AM | Comentários (10)
Era isto o que se esperava
O ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, deixou subentendida a possibilidade de trocar prisioneiros libaneses de longa data pelos dois soldados israelitas raptados pelo Hezbollah, a 13 de Julho
Há mais de um mês que era esta frase que esperava ouvir.
Antes da guerra, quando se soube do rapto o que toda a gente imaginou é que estivesse na mesa uma “troca de prisioneiros”
Agora não será já tarde?
Depois de tantos mortos, pode voltar-se ao início…?
Talvez.
Emiéle
Publicado por populo às 08:15 AM | Comentários (5)
setembro 13, 2006
Um brinquedo novo
Cada um tem os brinquedos correspondentes à sua idade. E não só…
O que tem piada é que se reage à posse do tal “brinquedo novo” quase sempre de um modo tão entusiasmado e infantil como quando se tinha mesmo os tais 6 anos. Eu pelo menos sou assim!
Hoje tem sido difícil despegar da net porque comprei um monitor lindo, chatinho, - LCD creio que é assim que se diz - lindo, parece um quadro!!!
E depois, estas coisas de ‘arrumações’ são também como as cerejas, uma coisa puxa outra, e como o pesadão foi à vida, achei que podia mudar todo o setting do meu cantinho. Este monitor ( o lindo) já me cabe numa secretária normal e fica ainda espaço para o resto. Inventei, com umas tábuas, um suporte por baixo para guardar a impressora e scannar. E assim foi também à vida a chamada mesinha do computador que ocupava muito espaço, falsamente parecendo ser pequenina.
Conclusão, fiquei também com uma casa bastante maior!
Sinto-me radiante!
Que bom este brinquedo… Tou rica!
Emiéle
Já agora se me conseguissem uma weblog nova, mais despachadinha do que esta, também ficava agradecida... (este post esteve 15 minutos para 'entrar')
Publicado por populo às 10:05 PM | Comentários (7)
Este estudo não estará patrocinado por empresas de electrodomésticos?
Pelo menos é suspeito.
É claro que todos sabemos que há formas de lavar a loiça que faz gastar mais água. Lavá-la em água corrente, por exemplo, gasta mais água. OK. Mas não entendo como é que se conclui que lavar louça à mão gasta 10 vezes mais água do que na máquina ? E sobretudo quando se acrescenta «mais água e energia». Então a energia do gás do esquentador para aquecer um alguidar de água quente é muito maior do que ter uma máquina a consumir electricidade durante uma hora? Oh que espanto!
Assim como a própria água. Aceito que lavar a loiça em água corrente gaste mais água, contudo água a correr durante 10 minutos é o tempo de um duche, não me parece assim tão terrível. Mas quem costume lavar a loiça num lava-loiças com duas bacias, uma com água quente com sabão e outra com água limpa pode alguma vez ser comparado afirmando que isso gasta 10 vezes mais do que uma máquina que durante uma hora enche e esvazia o seu tambor, duas ou três vezes?!
Dez vezes mais?
E depois pensando no dito ‘consumo de energia’, como é que em Portugal e Espanha ele é quase o dobro da média europeia? Só se as marcas das máquinas que cá se vendem têm esse defeito, uma vez que nós não metemos para aí prego nem estopa…
É curioso que a Quercus venha dar razão, contudo ela refere-se também ao caso da lavagem em água corrente, e
isso já era conhecido como sendo de maior gasto.
Ná! Isto tem todo o ar de um estudo encomendado por uma determinada marca de máquina que quer basear depois a sua publicidade nela. Só pode!
Emiéle
Publicado por populo às 08:45 AM | Comentários (3)
Não é censura, mas…
…mas é a sua prima direita.
A Câmara do Porto decididamente tem vocação para isto. Há uns tempos foi a história de que só daria subsídios a organismos que não a criticassem, incluindo no caso Fundações culturais importantes.
Hoje na mesma linha, considera que poderá dar apoio a uns projectos de cinema, isentando as produtoras de algumas taxas, cedendo instalações e locais de filmagens, mas… o bom nome e imagem do município deve ser salvaguardado e não se deve dar uma imagem negativa da cidade
Vamos lá a ver, se desejam filmes que façam propaganda ao município – e estão no seu pleníssimo direito! – então devem pagá-los como deve ser. Agora se um realizador quizer apresentar uma obra criativa onde aconteça a imagem da Câmara sair beliscada, lá terá as suas razões e o direito de o fazer, é uma criação sua!
Por vezes dá a ideia de que esta autarquia tem telhados de cristal, tal o receio de que possa sofrer alguma crítica. Como é que é? Quem não deve, não teme!

Emiéle
Publicado por populo às 08:35 AM | Comentários (7)
A nuvem por Juno
Ou, para usar uma linguagem mais moderna, wishful thinking. Deve ser o que explica que o nosso primeiro afirme que "A escola que anunciámos há um ano hoje é uma realidade"
Era bom, era. Era bom que todas as escolas do 1º ciclo tivessem refeições, aulas de inglês e novas tecnologias, aulas até às 17:30, acompanhamento escolar, aulas de educação artística e desporto e os seus professores tivessem formação em matemática.
Ele enunciou tudo isto, bastante satisfeito.
De certo que louvar os bons professores é uma boa medida. Contudo seria interessante passar a ideia de que os professores «excelentes» serão decerto poucos, mas os BONS professores são muitos. E também mostrar em que condições trabalham esses professores excelentes ou bons. Porque os resultados obtidos são decerto importantes, mas a base de onde partiram para conseguir esses resultados pode fazer toda a diferença.

Emiéle
Publicado por populo às 08:30 AM | Comentários (4)
setembro 12, 2006
O meu coração verde
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Está a bater mais forte!!!
O Sporting acabou de vencer o Inter.
Iupi!
Spooooortiiing!

Emiéle
Publicado por populo às 09:38 PM | Comentários (9)
Profissão "MÃE"
(Este FW já é velhinho; recebi-o várias vezes e apaguei-o sorrindo. Mas ontem foi-me enviado pelo meu filho... e passou a ter outro sabor. Fica aqui:)
«Ana foi renovar a sua carta de condução. Pediram-lhe para informar qual era a sua profissão. Ela hesitou, sem saber bem como se classificar. "O que eu pergunto é se tem um trabalho", insistiu o funcionário. -Claro que tenho um trabalho", exclamou Ana. "Sou mãe". -"Nós não consideramos 'mãe' um trabalho. Vou colocar Dona de casa", disse o funcionário friamente.
Não voltei a lembrar-me desta história até ao dia em que me encontrei em situação idêntica... A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante. Qual é a sua ocupação?" - perguntou. Não sei o que me fez dizer isto; as palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora: -"Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas." A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o ar e olhou-me como quem diz que não ouviu bem... Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas. Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial. -Posso perguntar", disse-me ela com novo interesse, "o que faz exactamente?" Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder: -"Desenvolvo um programa a longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e em campo (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipa (a minha família) e já recebi quarto projectos (todas meninas). Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda???), o grau de exigência é em nível de 14 horas por dia (para não dizer 24 horas).
Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de preencher o formulário, levantou-se e pessoalmente foi abrir-me a porta. Quando cheguei a casa, com o título da minha carreira erguido, fui recebida pela minha equipa: uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 3. Do andar de cima, pude ouvir o meu mais recente projecto um bebé de seis meses), a testar uma nova tonalidade de voz. Senti-me triunfante»

Emiéle
Publicado por populo às 09:50 AM | Comentários (8)
Optimismo
Acredito que sim.
Se procurarmos bem, por debaixo do alcatrão, por dabaixo das pedras da calçada, vamos encontrar um pedacinho de praia, um pedacinho de mar e areia...

Emiéle
Publicado por populo às 09:25 AM | Comentários (8)
Trabalho precário
Um destaque que bem se dispensava.
Na Europa dos 15, Portugal e Espanha são os países onde existem mais trabalhadores com trabalho precário. Por cá dizem-nos que «um em cada cinco portugueses assinou um contrato a prazo (a termo certo) ou temporário com a entidade empregadora»
Um dado impressionante é que «os portugueses passam, mais tempo no trabalho do que a maior parte dos europeus, mas apesar disso a sua produtividade é inferior em um terço à média comunitária». Recentemente, este ponto também me chocou bastante quando reparei que na Dinamarca (e aqui não me venham falar em países grandes ou pequenos, porque ela é metade do nosso em tamanho e número de habitantes) há mais feriados, trabalham menos tempo e produzem muito mais…!
Será que o segredo está na formação dos trabalhadores? No modo de gestão das empresas? Não faço a menor ideia, mas sinto que é uma grande injustiça para quem cá vive. Assim como se torna evidente que a solução nunca será nivelar por baixo, diminuir salários ou aumentar horas de trabalho, mas sim melhorar esses indicadores – formação e boa gestão.
Óbvio, não?

Emiéle
Publicado por populo às 09:20 AM | Comentários (12)
O apito continua a apitar

Mas o som é fraquinho. Não é que não continue a ser bem doirado, mas parece que toca em tanta coisa ‘intocável’ que não se vê um final feliz. O que se pode prever é que haja uns «mexilhõezitos» condenados e os tubarões continuem a nadar no mar alto.
Conta-se agora que é um senhor do tal clube que tem quase tantos adeptos como portugueses adultos, que foi salpicado por suspeitas de ter pedido favorecimentos
Mas não se assustem, os 6 milhões. Calminha, que «o arquivamento pareça ser o caminho mais provável» diz quem sabe.
Muito bem. Ficamos a ver.
Emiéle
Publicado por populo às 08:43 AM | Comentários (9)
Jogo do gato e do rato
É clássico e sabido. Sempre que surge uma lei que incomoda logo se descobre um modo de a contornar. Isto funciona sempre, nem é motivo de admiração.
Desta vez é o financiamento das autarquias.
Quando a Lei das Finanças Locais foi discutida os protestos dos atingidos foram gerais. Um verdadeiro coro. Mas como ela parece ir avante, logo se imaginou modo de a ultrapassar e, pelo que se vê muito rapidamente, antes da sua entrada em funcionamento é ceder créditos aos Bancos de modo a garantir um futuro financiamento.
Claro que os dois lados assumem posições rigorosamente opostas: a Associação Nacional de Municípios Portugueses declara que o fazê-lo é demonstrar um excelente espírito de gestão , enquanto naturalmente o Governo já acha que é batota, e assim as Câmaras estão a provocar um maior endividamento do país .
Para uma leiga nestas coisas de economia, a ‘operação’ é confusa. O que eu entendo é que os Bancos compram as futuras receitas das Câmaras – relativas às rendas da habitação social ou ao que a EDP pagaria nos próximos anos – e isso é uma base de um empréstimo que podem fazer. Mas talvez não seja nada disso, só entendo que mete autarquias, dinheiros e banca. Um cocktail explosivo.

Emiéle
Publicado por populo às 08:12 AM | Comentários (8)
setembro 11, 2006
Eu não dizia…?
Aí há coisa de uma semana, a propósito daquela lei caricata de reduzir a velocidade nas auto-estradas para 118 Km/hora, eu dizia aqui que a lei actual não me parecia mal mas que devia era ser cumprida, coisa que a começar pelos senhores do governo, não se fazia.
Parecia que adivinhava! Hoje é notícia (até vem no «Metro») que «Os radares da Brigada de Trânsito apanharam o carro do ministro da Economia, anteontem, a circular na Auto-estrada do Norte a 212 quilómetros por hora» Segundo parece o senhor tinha pressa. Acredito. Aliás a maioria dos que não cumprem os limites devem dizer que vão com pressa por motivos muito importantes. Claro que também há quem simplesmente aprecie a sensação da grande velocidade, mas não o reconhece nessas alturas.
Se eu tinha a certeza de que o «mau exemplo vinha de cima» era porque há uns anos, ia em serviço num carro do Estado, quando passou por nós outro carro que nem um foguete! O ‘meu’ motorista conhecia bem o carro e disse logo “Olhe! Vai ali o secretário de Estado X! vamos ver a quantos vai…?” e toca de acelerar atrás do outro. Eu, assustadíssima, ia dizendo “Oh senhor Santos!... Oh senhor Santos! Deixe lá! Olha que vamos muito depressa…!Oh senhor Santos…!!!” e ele num desatino atrás do outro. Desistiu aí aos 180 e tal, que o nosso carro não dava mais (felizmente!!!) e entretanto o outro já tinha desaparecido.
Portanto, por experiência própria tinha a certeza de que estas leis são para o mexilhão, mas as excelências têm umas só para si…
Emiéle
Publicado por populo às 05:47 PM | Comentários (12)
E sobre o 11 de Setembro...
Fazem o favor de ir ler o melhor post que alguma vez vi sobre este assunto.
Costumo gostar muito do que escreve o Farpas, blogger com um estilo inconfundível, cheio de vivacidade, humor e sentido de oportunidade naquilo que escreve. Desde que o leio que é um dos meus poucos blogs de referência. E a análise que hoje fez sobre o 11 de Setembro é um trabalho magnífico, dos melhores que tenho lido.
Vão todos lá ver!
Excelente.
Emiéle
Publicado por populo às 01:08 PM | Comentários (11)
Hoje não
Hoje não, amanhã.
A partir de amanhã vou com certeza voltar a “poisar” e a interessar-me por tudo o que me rodeia e é tão importante - ou talvez 'pouco importante' mas há quem assim o considere.
É certo que hoje, 11 de Setembro é um dia de recordações. É certo também que ao dar uma olhadela pelas notícias vejo que nada de bom se passou por cá. As mortes por acidentes, do costume (é horrível usar esta palavra, mas é a certa), outra vez uma morte de um toiro numa arena com as justificações também “do costume”, as medidas para evitar as vigarices dos cartões de Multibanco , e depois do horror dos incêndios de verão chegam as chuvas de Inverno , ou seja saltamos de uma desgraça para outra.
As Histórias do Futebol continuam e, pelos vistos, estão para durar.
Pois é. Esta é minha terra.
Mas hoje não vou pensar nisto. Vou apreciar o que de muito bonito ela tem e reencontrar as suas coisas boas, pelo menos esta luz lindíssima como não há outra. :)
Emiéle
Publicado por populo às 09:24 AM | Comentários (4)
Regresso a casa
E acabaram. Cá estou de volta a casa, muito consolada e muito cansada (rima e é verdade, como diz o povo…)
É claro que este tipo de férias não é nada para descansar, para isso tenho agora os dias que se vão seguir. Sempre achei que havia dois tipos de férias: as de descansar e as de cansar. Há quem goste de as sobrepor, ou seja “ir descansar para longe”. Com o euromilhões até pode ser que eu fosse agora descansar para uma praia do Brasil ou da Tailândia, mas psicologicamente não era o mesmo que o relaxamento que se sente no nosso meio ambiente natural, ouvindo a nossa língua, e encontrando as referências que sempre conhecemos. Para descansar mesmo, prefiro Portugal. E que, como também sabemos, é lindíssimo! Temos uma terra linda que devíamos saber merecer e valorizar.
Da Dinamarca trouxe o conhecimento ao vivo de coisas que sabia do papel ou da TV, mas… não é o mesmo! Falando ontem ao telefone com uma amiga ela ia dizendo que já sabia disto ou daquilo que eu estava a contar, porque tinha visto documentários na tv. Claro que ajuda muito, mas é como a “aproximação” da lotaria, sabemos que não é o mesmo que a “sorte grande”, não é?
Tenho agora mais uns dias das “outras férias”, para carregar as baterias de energia. Mas desta vez fico perto de um pc familiar, com um ‘bom’ teclado e indicações sem ser em dinamarquês…Aaaaah!

Emiéle
Publicado por populo às 09:07 AM | Comentários (6)
setembro 10, 2006
Na terra dos Vickings (Domingo)
(da enviada especial do Pópulo a København)
E estou a chegar ao fim. Sniff… O dia de ontem foi excelente. Afinal ir a Helsingør é fácil e rápido, e o Castelo de Kronborg sempre é o tal sítio do Hamlet que parece que afinal existiu há muitíssimos séculos chamando-se Amleg,(não sei se com esta grafia). Era uma história antiga, Shakespeare aproveitou-a magistralmente mas não a criou do nada.
O castelo, como fortaleza, é antiquíssimo e isso confirma-se sobretudo nos subterrâneos, as camaratas dos soldados ou as prisões dos piratas. Que medo…Parece um labirinto, escavado no chão, sem luz nem ar, mas prolongadíssimo. Se não é de 1420 como eles dizem, deve andar por lá muito perto. E depois há o Palácio propriamente dito, quando em finais do século XVI foi reconstruído pelo rei da época num estilo renascentista. O pior é que uns anos depois houve um grande incêndio de que só escapou a capela, e apesar de ter sido reconstruído parece que não voltou a ter o esplendor por que tinha sido reconhecido. É contudo ainda impressionante, e tem graça avistar-se a Suécia mesmo ali à mão, mais perto do que Cacilhas de Lisboa… Aquilo, aliás, estava cheio de suecos que se vão ali abastecer de bebidas, porque lá na terra deles têm grandes restrições ao passo que na Dinamarca a venda é livre. Eu, para ser franca não os distingo bem, nem pelo aspecto nem pela língua, parece-me o mesmo povo mas os meus primos lá explicavam que a língua sueca é diferente – parece que mais fácil…
A visita ao Castelo/Palácio foi muito interessante, para além do charme de saber que houve mesmo um Hamlet a sério e que qualquer companhia que se preze, se representar essa peça deverá fazê-lo ali também, naquele pátio, da visita aos sinistros subterrâneos onde “reside” um antigo Rei – enorme estátua de pedra – que dorme, mas acorda sempre que a Dinamarca está em perigo, foi interessante assistir ao vivo a uma demonstração de uma luta de época, duelo com espadas e escudos, que deixava encantados ao miúdos que rodeavam os actores.
Mas o mais engraçado do dia, e que mostra como aquela gente se pode divertir muitíssimo com qualquer pretexto, foi um casamento. A sério. Comecei por ver uma limusina branca com fitinhas que indicava a existência de uns noivos. Mas na relva à volta no que reparava era numa espécie de Carnaval – pessoas vestidas à moda dos séculos XVII ou XVIII, saias de balão, cabeleiras postiças, os homens vestidos de cavaleiros e ainda imaginei que fosse um filme, ou uma mascarada a sério quando reparei nas máquinas fotográficas, nas carteiras modernas nas senhoras, coisas impossíveis se aquilo fosse mesmo a valer. Não era! Era realmente um casamento onde decidiram brincar e parte dos convidados ia mesmo mascarado! E gente de todas as idades, numa galhofa enorme, e com um verdadeiro sentido de festa. Adorei ver aquilo.
E também comi a minha primeira refeição de peixe à moda deles. Um restaurante giríssimo, ao ar livre (aliás quando faz mais frio, cada cadeira tem uma mantinha e a gente tapa-se!) e havia uma espécie de filete que se comia em cima de um pão preto, e uma tirinhas de arenque, muito temperado mas aparentemente cru. Não é mau!
Bem, amigos, estas “cartas da Dinamarca” vão ter de ficar por aqui que tenho de fazer o saco e vir-me embora. Mas há tanto que contar que se calhar de vez em quando ainda tenho “uma recaída” e conto mais umas coisinhas…

Emiéle
Publicado por populo às 02:00 PM | Comentários (12)
setembro 09, 2006
Postais da Dinamarca
Como calculei, hoje nåo consigo escrever sobre nada do que vi porque estou muito cansada, mas aproveito para mandar alguns momentos que såo mesmo de cá!




Emiéle
Publicado por populo às 11:02 PM | Comentários (6)
O ratinho e a farinha
(parece o título de uma fábula, não é?)
Ora, era uma vez...
Não. Não é assim. Foi ontem que aconteceu. E foi assim:
O meu primo dinamarquês é o coordenador do “comité” do seu quarteirão. Comité de moradores, é claro. Ontem à tardinha chegou a casa e recebeu um telefonema de uma vizinha a reclamar que tinha avistado um rato.
Virou-se para a mulher perguntando se havia farinha. Olhámos uma para a outra, surpreendidas, e ela ainda aventurou se sendo um rato não seria mais adequado antes queijo...? Ele lá saiu com a farinha, deixando-nos a pensar que devia querer engordar o rato! estávamos ainda intrigadas quando no regresso nos esclareceu: Era para espalhar no chão, e depois observar para onde seguiam as pegadas do animal...!
Científico, heim???
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Emiéle
Publicado por populo às 10:55 PM | Comentários (6)
Na terra dos Vickings (sábado)
(da enviada especial do Pópulo a København)
Nesta contagem decrescente começa a tornar-se difícil seleccionar o que há para contar, porque quase tudo é motivo de curiosidade e interesse. Já aqui tinha dito como a cidade é limpa. Não se vê lixo, nem porcaria de nenhuma qualidade no chão –pelo menos nas zonas por onde tenho andado. Ontem vi. Na avenida junto da casa onde moro, existe uma passagem subterrânea ligando os passeios de cada lado. Nunca a tinha usado, preferindo passar a rua a corta-mato (coisa que aqui é possível, por isso lhes chamam “os italianos do norte) do que me dar ao trabalho de descer as escadas. Mas ontem decidi ser bem comportada e fui por essa passagem. E tinha lixo! Para além dos graffitis inevitáveis, havia papeis no chão e sacos pretos que deviam conter lixo porque alguns estavam mal atados. OK, pensei para mim: “Excelente! Esta gente é falível, uff!” Quando voltei, um pouco mais tarde a passar no mesmo local vejo dois polícias, destes de cá que não usam armas, a olhar com ar perplexo para esse lixo. Não lhes podia tirar uma foto, que era má educação, mas mereciam. Porque a cara era muito mais de espanto do que de indignação. Como quem pensa: “Mas o que é isto???” Ou seja, é óbvio que existe marginalidade, claro, mas tão controlado que não é exactamente um grande problema.
Depois os locais de reunião é curioso. Como disse há cafés e há pubs. Os cafés são recentes e os pubs muito antigos. Os cafés encantam-me! Espaços muito bonitos, com as mesas bem separadas,, onde servem múltiplas qualidades de café e outras bebidas, que costumam ter uma zona com maples onde se pode ficar à conversa, que têm jornais para quem os quer ler ou uma zona com revistas, cada mesa com uma velinha decorativa acesa, e que são locais onde uma pessoa se sente bem. O que vi lá mais foram jovens mães (muitos bebés tem esta terra!) com o carrinho do seu menino ao lado, à conversa umas com as outras e muitas vezes amamentando o bebé enquanto conversam. A licença de maternidade é de um ano, e gozam-na bem. E isto passa-se durante o dia.
Ao final da tarde e à noite entram em cena os pubs. É um ritual sair do trabalho e parar no pub para tomar um copo e dois dedos de conversa com os amigos. Vi alguns lindamente decorados, mas o certo é que se bebe muito demais, fuma-se muito, e para ser usado todos os dias não me parece um hábito a aconselhar...
De qualquer modo devo ressalvar que eu estou a fazer esta viagem numa das boas alturas do ano, onde os dias ainda são ‘normais’. Quando no Outono e Inverno se tem apenas algumas horas de luz do dia, acredito que estes reforços das horas passadas no pub sejam úteis.
Bem, hoje é que vou a Hersingor, visitar o Hamlet, e a casa da Karen Blixen (África Minha) e o Louisiana Museum que fica a caminho.
Calculo que regresse tão cansada que vou deixar para amanhã a história do passeio.
:D
Emiéle
Publicado por populo às 01:18 PM | Comentários (8)
setembro 08, 2006
Na terra dos Vickings (6ª feira)
(da enviada especial do Pópulo a København)
Como é de calcular não vim passear a um país destes para fazer compras. Dado os respectivos poderes de compra nosso e deles seria uma perfeita fantasia. Contudo também é difícil conhecer um sítio sem ter pelo menos a ideia de como é o seu comércio. Fui portanto meter o nariz:
Uma surpresa foram os horários. São muito mais apertados do que os nossos. Pelas cinco, seis horas as lojas fecham, e não estão abertas ao domingo. Há umas lojas de conveniência para quem está atrapalhado, e pronto. Por outro lado os saldos são a sério, quando fazem saldos os descontos são aí pelos 50% e podemos comprar as coisas por metade do preço, contudo não fazem saldos por tudo e por nada. Agora, como pelo contrário estavam a apresentar os inícios de colecção, era quase impossível encontrar uma coisa onde a minha bolsa chegasse. Como já calculava a apresentação dos produtos é uma beleza e o famoso design dinamarquês brilha em todo o seu esplendor. Não apenas em objectos de casa, com umas linhas lindas, mas noutras coisas como bijuteria ou joalharia moderna. Claro que me limitei a ver as montras ou, quando entrava, ia logo dizendo que “era só para ver”. É fácil o contacto porque todos falam um inglês fluente, mesmo a nível dos jardineiros que estão a cuidar dos jardins, mas é aconselhável não começar logo a pergunta e perguntar primeiro “do you speak english?”, apesar de sabermos que sim. Eles consideram isso mais polido. Entrei em duas livrarias que eram simultaneamente cafezinhos. Um conceito muito simpático e que gostaria de ver mais divugado aí em Portugal. Senti-me muito bem!
Não há muitos restaurantes, os que há são muito bons e caros, tirando os MacDonald’s ou Pizzas. O conceito de ‘tasquinha’ não é usado. Pela hora do almoço fazem uma refeição ligeira, muitas vezes levada de casa ou por vezes na cantina da empresa. Não costumam sair do trabalho para ir almoçar, portanto esses restaurantezinhos económicos que há noutros lugares, aqui são raros. Ontem fui à Universidade e mesmo na zona dos professores e investigadores, pairava de manhã um cheiro a café feito por eles, e vi diversos micro-ondas preparados para a hora do almoço.
A Universidade é no edifício de um antigo hospital, relativamente pequeno como tudo aqui, construção bastante antiga de tijolo escuro mas completamente modernizada e cheia de luz por dentro. Muito limpo, muito arrumado, com bons materiais mesmo a sala dos estudantes.
Depois um passeio no Jardim Botânico, lindíssimo. Como estava a chover não deu para aproveitar completamente, mas o traçado é maravilhoso cheio de pequeninos lagos, fontes, regatos, milhares de plantas, árvores, arbustos, estufas... Ficaria lá a manhã toda não fosse o caso de querer ver mais coisas e ... estar a chover!
Há uma zona ainda bastante grande da cidade, sem carros. Entram algumas pequenas camionetas de abastecimento, mas os habitantes deslocam-se a pé ou de bicicleta. Ontem assisti a uma cena inacreditável num país do sul: numa dessas ruas “sem carros”, tinha parado um carro! Estava de luzes acesas, pelo que devia ser uma paragem curta. Entretanto chegou uma dessas pequenas carrinhas que precisava passar. Como não o podia fazer, depois de esperar uns minutos deu um toque de buzina, quase inaudível! Como o condutor não apareceu logo, foi alguém que veio empurrar um expositor de rua para o lado para a carrinha passar. E ainda antes do terceiro ligeiríssimo toque de buzina, já o dono do carro se apressava a tirá-lo e, segundos depois, a rua estava de novo limpa!
Quando falo em limpeza, é uma realidade. Não se vê lixo e contudo só vi duas máquinas de limpar as ruas. Calculo que seja o civismo das pessoas que se traduz neste aspecto. Muitos poucos cães a serem passeados, nenhum à solta, e nunca, jamais, vi cocó de cão na rua!!!
Emiéle
Publicado por populo às 05:30 PM | Comentários (6)
Nódoas Negras
Esta minha estadia aqui na Dinamarca tem decorrido muito bem sobre todos os aspectos, excepto quanto a pequenos pequeníssimos acidentes. E todos por minha culpa, por ser muito ‘acelerada’.
Logo no dia em que cheguei, ao acorrer a uma chamada do meu primo Rasmus que estava na sala e eu na cozinha, “meti uma primeira” e, na corrida, não notei um pequenino degrau. Devo explicar que cá há o costume de em casa se andar sem sapatos, portanto já se vê que lhe dei uma topada com uma força tal que fiquei com o dedo grande do pé todo negro! Para quem projectava andar quilómetros, foi um susto além da dor.
No dia seguinte, ao atravessar uma rua numa esquina vejo um taxi (que cá só se distinguem dos outros carros por dizerem ‘taxi’ no tejadilho) a avançar velozmente e, do outro lado, uma bicicleta também largada para mim. Desatei a correr mais do que ela e, tropeçando no atacador dos tenis, faço cá uma aterragem forçada ao comprido na rua que nem vos conto nada!!! Quando me começo a pôr de joelhos vejo a ajudarem-me a minha prima e... o jovem ciclista causador do acidente, que imaginei ter vindo directo de Marte. Era alto, loiro, magrinho e verde. Juro! Dos pés ao capacete todo ele era verde. Era um “correio de entrega de encomendas” que se veste desse modo característico. E tinha sido dele que eu fugi... esfolando as palmas das mãos e aleijando-me ainda um bom bocado.
E vão duas!
Hoje, numa casa de banho minúscula, baixei-me para apanhar uma coisa e ao levantar-me não reparei que estava um armário de parede aberto: cabeçada de ver estrelas, e um galo de todo o tamanho.
Prontos! Já cheguei às três, já posso ficar descansada.
Pé, mão, cabeça, não há mais nada para aleijar, uff, que sossego...

Emiéle
Publicado por populo às 04:17 PM | Comentários (2)
Hoje acordei assim

Acordei assim hoje, e ontem e no dia anterior, e no outro...
E vou acordar assim amanhã, no Domingo.
Depois é que acaba!
Emiéle
Publicado por populo às 10:33 AM | Comentários (5)
setembro 07, 2006
Na terra dos Vickings (5ª feira)
(da enviada especial do Pópulo a København)
Eu devia tirar apontamentos, porque são tantas as coisas que se vêm em pouco tempo que com certeza me vou esquecer de muitas delas. O que vale são as máquinas fotográficas, que são os “cadernos de viagem” da actualidade. E tenho continuado a andar quilómetros...!
Os monumentos que tenho visto foram-no mais ‘por fóra’. Como já disse, encontramos muitíssimas estátuas, e aqui usa-se mais o bronze do que a pedra para as estátuas. De pedra vi poucas, e o bronze faz um contraste muito bonito com as construções de tijolo que são a maioria por aqui. Muitos prédios ou palácios ou igrejas são em tijolo escuro, frequentemente com enfeites ou de bronze ou doirados. Imagino que faça uma mancha de cor na época da neve, mas agora ainda é o bom tempo e a cor que mais se vê é verde, que também contrasta bem com o brique.
É essa a imagem que vou levar de cá – verde! Creio que já vos contei da minha surpresa quando me mostraram “o forte” de defesa da cidade. É que não se vê!!! Primeiro porque era muito baixinho. Nós esperamos que os Fortes (pelo menos nos outros países é assim) estejam no alto de colinas para se vigiar a aproximação dos inimigos. Só que nesta terra não há elevações. Nenhumas! Eu fui à Holanda e sei que é assim, mas não tinha pensado que na Dinamarca se passasse o mesmo. É uma terra toda plana - daí as bicicletas - e que portanto não poderia cumprir essa norma dos castelos ficarem “no alto”. Este Forte, visto de cima tem o feitio de uma estrela, mas com o andar dos séculos foi ficando coberto de vegetação e relva e actualmente é apenas uma estrela verde... Estátuas há muitas, para além dos notáveis como em toda a parte, há muita estatuária simbólica, do estilo a Dinamarca acolhendo a Jutlândia, ou uma deusa nórdica lavrando o mar para lhe arrancar terra. Mas evidentemente que a mais conhecida, símbolo da cidade, é a famosa “Sereiazinha”. A estátua é linda, de uma doçura e tristeza enorme, as pernas a adivinharem-se na cauda e, como todos, também me admirei com o seu tamanho. Porque quando se está à espera de uma estátua “tamanho estátua”, encontramos uma sereiazinha em tamanho natural - só não nos sentamos numa rocha ao lado a fazer-lhe companhia, como ao Fernando Pessoa no Chiado, por termos de saltar por cima da água...
Entrei numa ou duas igrejas, muito sóbrias, os protestantes não incentivavam muito os enfeites. Não se vêm Cristos crucificados, mas sim imagens ou de braços estendidos para o céu, ou frequentemente de braços abertos na nossa direcção numa postura de acolhimento.
Tenho ido a imensos cafés, qe afinal também os há, embora muito mais elegantes do que aquilo a que aí chamamos Café. Espaços muito bem decorados, uma velinha acesa em cada mesa, e o café é bom! Claro que também fui a pubs. Se os Cafés são recentes, os pubs esses perdem-se nos tempos. E é um ritual destes tipos, saem do emprego (cedo, 5 horas da tarde) e têm de passar pelo pub antes de voltar para casa. É fatal! Os pubs que vi, são espaços quentes em todos os sentidos, pela decoração, pelo ambiente, pela temperatura. E daí que o seu convívio seja inevitável numa terra fria como esta.

Emiéle
Publicado por populo às 06:16 PM | Comentários (4)
setembro 06, 2006
Na terra dos Vickings (4ª feira)
(da enviada especial do Pópulo a København)
Cristiania

A bandeira de Christiania
Logo no primeiro dia que passei aqui na Dinamarca, chamou-me a atenção não só a quantidade de bicicletas como os requintes que elas tinhas: os cestinhos à frente ou atrás, as cadeirinhas de criança colocadas atrás do selim, e sobretudo umas que tinham o letreiro “christianabike” onde havia um ‘atrelado’ - não se deve chamar assim é um ‘atrelado adiante’ – onde iam os bebés com tudo o que precisavam.
Ora o que é a Christiana? A Cidade Livre de Christiania situa-se aqui mesmo em Copenhague. Aí por volta de 1970, um grupo de hippies, decidiu ‘okupar’ uns armazéns militares vazios e aí se instalaram. E formaram uma ‘república’ hippy. Como o terreno era do governo criou-se um conflito político, umas forças de acordo e outras contra mas a verdade é que eles foram ficando... Uns anos depois o Estado decidiu ‘legalizar’ a coisa como uma experiência social, e assim se manteve mais 3 anos. Quando a polícia quis ‘limpar’ a área, já o protesto foi de 10.000 pessoas! A verdade é que o governo, diplomaticamente, pensou que seria preferível manter aquelas pessoas limitadas a uma área conhecida, do que vê-las espalhar-se por todo o lado. Portanto esta “colónia” foi reconhecida, desde que se cumprissem algumas normas – ninguém podia possuir armas, nada de drogas pesadas, e não se admitiam rixas alcoólicas. Eram regras que, para uma comunidade hippy, eram bem aceitáveis (cof..cof... quanto às drogas...)
Ora hoje, em Christiana, vivem 1.000 residentes alguns já de 3ª geração, só alguns recebem segurança social porque se organizam, são artistas, músicos, artesãos, trabalham com materiais abandonados e desperdícios, e uma organização muito própria.
Fui lá hoje. É o verdadeiro local anti-stress! Parece um pouco o Paraíso Perdido. Casinhas pequeninas espalhadas no meio de enorme vegetação, um lago lindíssimo e um ambiente de liberdade e calma maravilhosos.
As ruas (?) não têm nomes e as casas não têm números. Foram construídas com materiais abandonados, uma para cada família e não podem ser vendidas. De resto têm os seus restaurantes, um teatro, um circo, Jardim Infantil, criam animais vários e vivem em contacto íntimo com a natureza. De vez em quando fazem longas reuniões para decidirem problemas locais – dizem que as reuniões são caóticas e é de acreditar!
A coisa que lhes deu mais fama foi esta famosa bicicleta que recebeu o nome de Christiania em sua honra. É muito engenhosa, realmente, feita a pensar nas crianças e na comodidade de quem conduz.
Quem passa por lá, muitas vezes traz uns bolinhos simpáticos, caseiros, temperados com um condimento especial, que as nossas avozinhas não usavam: haxe.
Eu não, eu portei-me muito bem. :D

Emiéle
Publicado por populo às 07:36 PM | Comentários (7)
Devemos provar de tudo...?
(aviso, o cê com cedilha passa a ser ø, e o til å. De acordo?)
Com o raio do mau hábito que tenho de pespegar aqui tudo que me acontece de mais rotineiro, mas cómico para mim, o facto de só ter um pouquinho de tempo para escrever e ter tanta coisa interessante para contar, torna-se complicado!
Mas ainda há pouco passei por uma situaøåo tåo tonta que desta vez venho contar (também é certo que tenho agora uns minutos).
Como sabem aqui é tudo muito caro para nós, um café (que aliás é muito bom com grande surpresa minha) custa aí uns 3 €, portanto evidentemente que tomo o pequeno almoøo em casa. Normal, porque é também o que faøo em Lisboa. A minha prima e o seu dinamarquês bebem café puro mas eu prefiro café com leite de modo que, muito atenciosa, ela ontem comprou um pacote de leite. Há pouco fui preparar a caneca, deitei o café, depois tirei a tampinha do pacote e deitei uma boa porøåo do "leite".
OK.
Fiquei a olhar quando o "leite" caíu compacto, num ´flop´pesado dentro da caneca. What??? Que raio de leite é este? Será de rena?! Ainda imaginei que aquilo fossem natas, mas o certo é que nåo conseguia entender nadinha do escrito na embalagem...
Provei. Ná. Era iogurte. Já esperimentaram deitar iogurte no café da manhä?
Blacg!! Nåo recomendo. Ainda sinto uma coisa esquisita no estömago. Quando ela perguntou "Fica muito mal?" nem consegui dar a resposta delicada do ´nem por isso´, e respondi sinceramente Fiiiica!! !"

Emiéle
Publicado por populo às 08:55 AM | Comentários (6)
Helsingor
Apesar do Hamlet e toda a sua família já se ter finado, afinal Helsingor existe mesmo. Mais uma coisa que aprendi, apesar de lá não ter ido... ainda. Shakespeare inventou muita coisa mas localizou a acção num local real da Dinamarca.
Como disse ontem, tive um dia cansativo pelas horas que andei a pé, mas muito interessante. Uma das coisas de que mais gostei foi do modo como a natureza e as construções humanas se “entrelaçam”. Esta cidade e os seus enormes parques está de tal modo organizada que por todo o lado se vêm manchas verdes. Comecei o meu dia com uma caminhada através de Fælledparken, lindíssimo, que pensei ser o maior parque, mas afinal há muitos outros, até maiores. Muitas ruas mas só para peões ou bicicletas, mais nada. Saímos do parque e começámos a andar pelas ruas. Como disse nesta zona as casas são antigas, com mais de um século no mínimo, mas impecáveis, conservadíssimas, e o todo transmite uma impressão de grande harmonia e equilíbrio. Não vi Centros Comerciais, mas uma espécie de Grandes Armazéns do Chiado, num edifício que pensei ser um palácio...Como já disse existe algum trânsito mas muito poucos carros para uma capital, as bicicletas é que são aos milhares. E vemos senhoras impecavelmente arranjadas, saltos altos, carteira elegante, cabelo composto a pedalar energicamente. Vi outra, de uma boa meia-idade, que segurava o guiador com uma mão e na outra levava o cone de um gelado que ia lambendo. Imagens perfeitamente inesperadas.
Muitas estátuas, de bronze sobretudo o que as torna mais ‘coloridas’ do que se fossem em pedra. Em frente do parlamento a estátua de Cristiano, o rei que trouxe a ‘democracia’. Aliás Cristiano, Kristiano, Christiano, é o nome que mais se vê aqui – ficamos com a ideia que as pessoas importantes para esta terra só podiam ter esse nome! As construções são sobretudo de tijolo mas muitas delas têm misturado estruturas doiradas ou de bronze – dá um efeito inesperado.
O mar está presente por todo o lado. Isto é recortadíssimo, com pequenas e grandes penínsulas e ilhas, mas tudo completamente plano. Não apenas em Copenhague, em toda a Dinamarca, não há elevações. O que é engraçado, porque a “fortaleza” que defendia a cidade (visto no mapa tem a forma de uma estrela) hoje não se vê porque está coberta de relva...! Achei muito bonito e simbólico uma construção militar coberta de relva. Aliás aqui os polícias não andam armados. Decerto que deve haver delinquência mas lá resolvem a questão sem tiros.
Fui a uma zona que agora é turística, um portinho onde desembarcavam os marinheiros e portanto era zona de grande prostituição, com umas casas lindas e muito coloridas, agora repleto de esplanadas. Tomei ali uma coca-cola que veio servida numa bandeja que imitava prata, quadrada, quase um metro de lado! E as cadeiras tinham mantas escocesas para nos taparmos em caso de frio.
Depois caminhei mais uns quilómetros até ao palácio da Rainha, e foi muito engraçado porque entretanto passou uma enorme limousine branca, aí com umas quatro janelas de cada lado que conclui que levava a dita rainha porque tinha duas bandeirinhas da Dinamarca à frente., mas com os vidros pretos, fiquei só a imaginar. O Palácio também é uma construção baixa, uns dois andares, que se estende pelos 5 lados de uma praça. Nada de imponência, muito discreto até, como o é esta monarquia. Claro que tinha os seus soldadinhos a fazerem a guarda ( e hoje quero ver a mudança de guarda que é também um showzinho) mas pareciam mais decorativos do que intimidantes.
(este relato fica por aqui, que já está muito grande, fica o resto para depois - e aproveitei um pc com teclado português, como repararam)
Emiéle
Publicado por populo às 06:32 AM | Comentários (7)
setembro 05, 2006
Na terra dos Vickings (3ª feira)
(da enviada especial do Pópulo a København)
Meus caríssimos amigos, estou a repensar mudar o formato destes escritos...
Tinha imaginado escrever aqui no Pópulo quando chegasse a casa, mas nåo estava a imaginar que quando chegasse nåo pudesse com uma gata pelo rabo (admitindo que eu quisesse agarrar uma pobre gata pela sua cauda...)
A verdade é que såo quase 6 horas e comecei a andar pela 9 da manhå!!!. Dizer que estou "cansada" é um eufemismo! Foram quilómetros.
É claro que já vi a Sereiazinha, o palácio da raínha e julgo que até a propriamente dita, porque passou uma limosine branca do tamanho de um autocarro e com as bandeirinhas correspondentes à frente. Era a raínha que ia para o palácio, está visto, até porque era esse o caminho, mas como os vidros eram pretos nåo vi nada lá para dentro.
Vi foi cinquenta mil pracas, duas mil estátuas, vários lagos, pontes, ruas e ruas e ruas e ruas, e milhares, milhoes de bicicletas. Vi o Parlamento, a Cämara e mais variadas instituicoes.
Contudo, se os meus dedos eståo bons para escrever, os pés nem por isso e de modo que vou po-los para cima até ir jantar.
Acho que os detalhes seguem amanha de manha (vocês poem aqui os tiles e cedilhas que faltam, OK?)
Beijinhos
Emiéle
Publicado por populo às 06:00 PM | Comentários (7)
Ainda restos de segunda-feira
A minha primeira “crónica” não o chegou a ser porque não tinha tempo para escrever mais do que aquilo! Estávamos a preparar o jantar, e mal seria deixar a dona da casa na cozinha para me instalar ao pc...Mas mesmo no primeiro dia já estava cheia de coisas para contar!
Dizer que isto é “outro mundo” é uma banalidade. Tenho tido essa sensação de "outro mundo" diversas vezes – em África, no Oriente – mas aqui torna-se realidade o verso do Aleixo, este é “um Mundo Novo a sério”. A certeza de que é uma terra organizada a pensar nas pessoas, o que nunca tinha sentido com esta intensidade
A saída do aeroporto foi facílima. Directamente para um comboio que nos trouxe para mais perto de Copenhague, e desse comboio passámos directamente para a paragem do autocarro que nos trouxe a casa. Tudo com o mesmo bilhete, porque os bilhetes duram uma hora e nesse espaço de tempo podemos andar nos transportes que quisermos. Simples. Qual carro, qual táxi!
Aliás carros vêm-se relativamente poucos a circular. O que se vê em revoadas enormes são as bicicletas, que têm pistas especiais. E tudo anda de bicicleta, gente de todas as idades e muitas delas têm atrás umas cadeirinhas especiais para crianças pequeninas. Aliás muita coisa aqui é feita a pensar nas crianças, mas isso contarei depois.
Uma das coisas que para o meu feitio me agrada muito é a dimensão da cidade. Já tinha sentido isso na Holanda – é uma dimensão humana. O tamanho das casas – na zona onde estou quase todas aí do século XVIII ou XIX mas em perfeito estado – são dimensões humanas, não vi arranha-céus. Mas para compensar vejo imenso verde. Parques e lagos por todo o lado, para além da constante presença do mar porque isto é uma península e um conjunto de ilhas ligado por pontes. Dá-nos uma sensação de serenidade invulgar.Eu não gosto nada de fazer aquelas avaliações generalizadoras sobre os povos do tipo os brasileiros são assim, os espanhóis são assado. É sempre errado, como se sabe. E aqui seria de uma enorme petulância pois mal cheguei. Mas o que quem já cá vive há muito tempo me diz é que os dinamarqueses são olhados como “o sul do norte”, assim uma espécie dos italianos do norte. Mantendo as características destes ‘povos do norte’ têm uma pedrinha de sal que os faz menos impecáveis. Ainda ontem atravessámos umas ruas fóra da passadeira (como disse há muito poucos carros) coisa que na Suécia seria impensável pelo que me disseram.
Não aderiram ao euro, a moeda é a coroa, o que implica fazermos várias conversões de cabeça, mas deu para ver, numa ida ao supermercado, que pelos nossos padrões é tudo caríssimo! O melhor é nem fazer essas contas que afinal não vou viver cá!
Enfim, hoje vou avançar para conhecer melhor esta terra. Como eles se levantam cedo e acabam o trabalho cedo, e ontem “perdi a manhã” na viagem, não me deu para me integrar verdadeiramente no movimento da cidade. Será na terça, decerto.
Emiéle
Publicado por populo às 05:45 AM | Comentários (8)
setembro 04, 2006
Na terra dos Vickings (2ª feira)
(da enviada especial do Pópulo a København)
Cá estou!
Hoje vou escrever muito poucochinho. Estou tåo interessada em tudo, que tenho de ter um tempozinho, para respirar fundo. Claro que jå viram que os acentos e as cedilhas é coisa que é um nadita dificil... Por exemplo, se eu quiser dizer:Det er lørdag, ou dårligt vejr, voces nåo notam logo o que estou a dizer...?
Ou cacaomælk que nåo é o que voces pensam...
Devo estar a fazer as malas no lørdag que vem! por enquanto é uma festa!!!
Mas "Det er dårlig vejr" chove e faz um pouco de frio... (que sorte heim..?)

Beijinhos (kys)
Emiéle
Publicado por populo às 07:12 PM | Comentários (4)
setembro 03, 2006
Agora é que estou mesmo de abalada!
Este é o último post que escrevo neste teclado até daqui a 8 dias.
Como já anunciei, vou de viagem e estou bastante entusiasmada. Durante esta semana que vai entrar vou ‘esquecer-me’ dos problemas desta terra e tentar lembrar-me mais das coisas de que gosto, até para dar uma boa imagem lá fora, que cai sempre bem.
O meu estilo habitual vai ficar em pousio, que é coisa que é bom para as terras e também deve fazer bem aos blogs. De qualquer modo tenciono dar aqui alguma assistência e ir escrevendo uns bilhetes-postais para que não se esqueçam de mim. Era mesmo o que mais faltava!
O que não devo poder é responder a eventuais comentários, que o tempo não deve dar para tudo. Mas prometo que na volta ponho essa escrita toda em dia, OK?
Até já!

Emiéle
Publicado por populo às 10:57 PM | Comentários (5)
E as madeixas?
Ele há informações preciosas. E que até nos passavam ao lado, se algumas almas caridosas não nos chamassem a atenção.
Então “é assim”: lá na Alemanha puseram-se a analisar qual a relação entre a cor do cabelo e a … (como dizer…?) a apetência sexual. E isto foi coisa séria que ainda meteu avaliação de centenas de mulheres (alemãs, é claro). E então o que acontece é que «A vida sexual das mulheres ruivas é claramente mais activa» E mai nada!!!!
Vai até mais longe – as mulheres que «pintaram o cabelo de vermelho estavam a enviar uma mensagem clara: andamos à procura de um novo parceiro»
Claríssimo.
Fiquei, apesar de tudo, com uma levíssima sombra de dúvida – não se falou aqui em morenas. Não há mulheres morenas? Não há alemãs morenas? Essas não têm vida sexual?
E por último, a maior das dúvidas: senhores investigadores, e quem usa madeixas de várias cores?
Oh drama! ...Será dia sim dia não?
Emiéle
Publicado por populo às 08:00 PM | Comentários (9)
A técnica de empatar
A blogosfera é um mundo imenso ( esta é a tal verdade do “amigo banana”) e por mais que se ande a passear por aqui nunca se consegue ter um panorama de tudo o que é importante. A verdade é que creio que todos nós visitamos os blogs dos nossos amigos virtuais e, episodicamente, por um comentário deixado por acaso num post, lá se descobre um novo blog de interesse.
Eu fico sempre contente quando tal acontece. O mundo alarga-se e apesar da coluna da direita começar a estar tão crescidinha que não lhe dou a volta todos os dias, é excelente encontrar um novo companheiro que pense como nós.
Nestas passeatas encontrei um post Será que só pode haver sobremesa com sopa? cujo título era já interessante. E mais ainda o conteúdo.
Chama-nos o Bag a atenção para um fenómeno muito comum: sempre que há uma proposta de uma lei sobre um assunto que por qualquer motivo não interessa discutir, chove um tipo de argumentos que se resumem a “há coisas mais importantes a discutir antes disso”. Bingo!!! É a velha atitude do "nem come nem deixa comer"...
Não estão fartos de ouvir este ‘argumento’? Não se diz que o caso não mereça análise, isso não, o que se avança é que há outros mais importantes. OK! E depois? O que é que impede que se resolvam os dois?
Porque a questão nem é exactamente só haver sobremesa com sopa, o ponto é que a sopa terá de vir, inevitavelmente, antes da tal sobremesa. Mas porque não comer-se a fruta e acabarmos com a sopa?!
O Para lá de Bagdad vai, cheio de mérito, para a minha coluna da direita. Um bom blog.
Emiéle
Publicado por populo às 03:26 PM | Comentários (6)
Parabéns Vanessa!!!
Muitos parabéns Vanessa!!!
Vanessa Fernandes, medalha de prata no triatlo hoje. Soube-se há bocadinho!
VIIIIVAAA!!!!!
Muitos parabéns!
Vanessa Fernandes, atleta que ainda nos pode dar muito, e já com uma belíssima colecção de medalhas, ganha a de prata numa prova tão dura como é o triatro numa competição de enorme competitividade. Notem que as australianas, americanas e neo-zelandesas competem em equipas de seis e ela estava sozinha.
Magnífico!

Emiéle
Publicado por populo às 12:10 PM | Comentários (3)
Fiquei a pensar
Como afirma o nosso amigo do Bicionário , tudo pode ter duas facetas.
Este apagão da weblog da má memória, que nos deixou os nervos em mau estado, teve para mim uma vantagem. (Cá está a ‘outra faceta’) Serviu-me para analisar, desapaixonadamente, a essência deste Pópulo.
Porque durante os dias em que não tive entrada no blog, fui acumulando em rascunhos escritos em Word, os posts que, segundo os meus desejos, iria publicar de imediato, logo, logo, assim que as portas se abrissem. Foram muitos, vocês podem calcular.
Depois, na altura em que o pude fazer, olhei friamente para essa pilha e vi que dois terços deles eram perfeitamente acidentais, só faziam sentido se publicados no dia e hora em que tinham sido escritos. Seriam anotações a historietas que tinha ouvido na rádio, eram comentários a notícias de última hora, era a minha opinião a respeito a qualquer acção do Poder que teria reflexos na vida de todos nós. Mas eram tudo apenas pormenores que me tinha sabido bem desabafar na altura, mas perdiam consistência vários dias depois.
É afinal essa a essência do Pópulo.
Quando ali nas categorias, “inventei” uma chamada Bola de Sabão, estava a ser premonitória sem me dar conta. Todo este blog é realmente uma Bola de Sabão. Isto, primeiro, deu-me um choque.
Mas… e depois?
Há algum mal nisso? Desde que se tenha a consciência de que não estamos a “fazer história” e que um blog é apenas um blog, porque não escrever ‘esta espécie de diário’ com 80% de considerações do momento?
Certo. Com maior consciência agora de que as bolas de sabão são lindas mas não duram nada, vou continuar a mesma linha com que tenho escrito o Pópulo. Uma parte de considerações sobre o momento, uma parte de brincadeira, uma parte de reflexões sobre questões que me inquietam e que vão variando conforme o meu humor.
E siga a dança!
Emiéle
Publicado por populo às 10:56 AM | Comentários (7)
Mas o Direito não é só um?
Ultimamente os nossos media em geral têm andado muito agitados com um problema futebolístico. Eu não entendi nada do que se passava (nem aliás me esforcei, devo reconhecer…) e dado a simpatia que tenho por um dos clubes que está envolvido nesta história, até desejei que as coisas se resolvessem a contento dele. Já foi um dos nossos “grandes” e tem andado aos trambolhões por ai abaixo por diversas vezes o que me fazia dó.
Contudo um amigo, mais entendido em futebol e sobretudo em Direito, chamou-me a atenção para uma coisa em que eu não tinha reparado.
Sabia que antigamente – muito antigamente – os cidadãos eram julgados conforme a classe a que pertenciam. Primeiro eram os nobres que não tinham julgamentos iguais aos da plebe. Bom, isso passou. Mas, ainda há não muito tempo, o clero e os militares também tinham os seus tribunais. Havia o tribunal eclesiástico e o tribunal militar. Quando um cidadão aderia a determinada instituição passava a ser julgado pelos seus pares.
Até ao momento não tinha entendido que isso também se passava no desporto! Esta grande confusão é porque um problema laboral, onde não sei quem terá razão, pretendeu um parecer de um tribunal civil e não acatou a decisão do tal ‘tribunal desportivo’. Afinal parece que ainda existem corporações e confrarias…
Emiéle
Publicado por populo às 10:36 AM | Comentários (2)
«Uma tragédia»
Caiu, no Afeganistão, um avião militar inglês com 14 homens que não se salvaram. É sempre tristíssimo a morte de pessoas, ainda novas e provavelmente com famílias que ficaram em grande sofrimento. Sinto sincera pena. Contudo o comentário do primeiro-ministro britânico, um dos responsáveis pela situação que se vive logo ali ao lado, no Iraque, é curioso.
A Guerra do Iraque é como se sabe das histórias mais “mal contadas” dos últimos tempos. O pretexto para a sua invasão e o mal planeado que foi, vai decerto ficar para a História. Se se queria atacar o terrorismo, era sabido que o seu núcleo dirigente se abrigava exactamente no Afeganistão. Aliás foi ali que se começou a ‘limpeza’ dessas bases mas que se revelou mais difícil do que era suposto e, numa pirueta, mudaram de tabuleiro e avançaram em força para o Iraque, sem estudar o assunto e com as consequências sabidas.
O que se tem passado no Iraque é sim uma verdadeira e enorme tragédia. Os milhares de mortos e estropiados, mulheres, crianças, povo anónimo, a falta de condições de vida, o desespero, o adivinhar que há tantos interesses que não são expressos mas comandam toda essa acção...! É uma infelicidade e tristeza a morte dos soldados num ‘simples’ acidente de aviação. Mas eram soldados, uma profissão de alto risco, não eram crianças numa escola, mulheres num mercado.
É certo que, baralhando o ditado, «a palha no nosso olho dói muito mais do que o tranca no olho do vizinho».
Emiéle
Publicado por populo às 10:15 AM | Comentários (3)
setembro 02, 2006
Cada país seu costume
E no caso que li, vamos mais longe, porque quando o país é grande “cada região seu costume”
Ora o caso é que o governo chinês ( que por acaso gosta bastante de proibir coisas, como diria o Solnado ) desta vez fez uma proibição que pelos critérios ocidentais faz todo o sentido: proibiu streppers nos funerais Normal, parece.
Mas não.
Pelo que se sabe dos costumes da região, quanto mais pessoas apareçam nos funerais melhor para o morto, portanto todos os meios são bons para atrair gente. Até esse!
Dizem que «mais de 200 pessoas assistiram ao serviço fúnebre, bastante animado»
Ai acredito.

Emiéle
Publicado por populo às 10:00 AM | Comentários (6)
Negociar
Pelo que li, parece-me que Javier Solana, avança com uma posição de óbvio bom-senso: não é razoável avançar com sanções contra o Irão em fase de negociações com os responsáveis do nuclear iraniano Isto parece fazer parte das noções mais básicas de uma negociação.
Não é que eu pense que seja fácil falar com aqueles senhores. Tenho o maior receio em relação ao Irão e aos seus governantes. Fácil não será, mas quem estuda para ser diplomata, aprende ‘essas coisas’ imagino eu.
A verdade é que certos povos cultivam a arte de regatear. Lembro-me de ter ficado parva quando há alguns anos na Tailândia me avisaram que devia regatear o preço do táxi que me conduzia. Ou outra vez, numa destas terras que cultivam este tipo de costumes, ofereci uma ridicularia para me ver livre de um vendedor, e ele aceitou!
Ora uma das normas destas particulares “negociações” é que de parte a parte se colocam em pontos extremos – um a querer tudo e o outro a não dar nada. Depois, com muita calma vão-se aproximando do ponto de normalidade.
Claro que não sei o que se vai passar no Irão. Como disse, desconfio daqueles senhores. Mas como ponto de partida parece-me pouco sensato, enquanto há negociações avançarem com sanções. Isso será reforçar o “braço de ferro” que se adivinha. Quem lucra com isso? Só os vendedores de armas.
Emiéle
Publicado por populo às 09:35 AM | Comentários (3)
Estatística e… “os números não mentem”
Os números não mentem, coitadinhos. Isso nunca ninguém poderá afirmar. Quem mente são as pessoas que os utilizam.
Muitos de nós ficamos impressionados quando, numa troca de ideias, alguém nos esmaga com argumentos apoiados em estatísticas, números exactos, pontos que parecem indesmentíveis. É certo que muitas vezes ficamos convencidos, mas noutras… Vezes há onde se sente que, apesar de “frieza do números”, (expressão discutível pois muitas vezes eles podem escaldar) há qualquer coisa que ‘não bate certo’.
Ora imagine-se que até «os resultados dos estudos e ensaios clínicos podem ser simplesmente aqueles a que quem os promove entende chegar» Isto quando se imaginava que a ciência seria até a área mais pura e inocente comparado com as estatísticas que são usadas por políticos ou sociológicos comprometidos. E quem o diz é um cientista!
Não pretendo promover a intuição, ou qualquer sentimento desse tipo, contra o que se afirma com dados estatísticos. Isso, evidentemente, que é ainda mais contestável porque cada um tem a sua e nunca se pode provar. Contudo será interessante levar em conta os interesses que estão por detrás de algumas afirmações produzidas, mesmo que baseadas nesses tais números que não mentem. Se calhar, é nesses 'interesses' que está o segredo.
Emiéle
Publicado por populo às 09:30 AM | Comentários (7)
Acabou o Independente
Mais um jornal que acabou.
Começa a tornar-se vulgar. Dos jornais que conheci na minha juventude talvez só exista o Diário de Notícias.
Desta vez contudo, ao contrário de tantos outros, o reparar no
último número do Independente não me comove nada.
Foram-se o República, o Século, o Diário de Lisboa , o Diário Popular, o Jornal.
Há pouco tempo, foi-se A Capital.
De muitos destes guardei o último exemplar (sou uma sentimental, é isso…)
O Independente não me deixa saudades. Teve um início engraçado e provocador, o MEC tinha graça, mas para ser franca nunca gostei dele mesmo nesse início. Afirmava-se logo no início «democrata e conservador» e se me agradava a primeiro ponto não me identificava com o segundo, pelo que nunca aderi a ele. Podia às vezes consultá-lo para “ver o que eles diziam” sobre qualquer ponto, mas não ia além disso. Depois houve a época venenosa do Portas, onde se transformou numa espécie de tablóide da política e aí desabituei-me completamente de o ler.
Boa viagem. E espero que os jornalistas que lá trabalhem não fiquem no desemprego que isso não desejo a ninguém.
Emiéle
Publicado por populo às 09:15 AM | Comentários (4)
setembro 01, 2006
Fazer as malas
A semana que vem vou para férias.
E férias a sério!
Longe da rotina, longe até desta nossa terra. Estou muito entusiasmada e a preparar-me.
Nestas coisas de “malas” tenho dois princípios talvez complementares.
Por um lado sou cautelosa, receio esquecer-me de algo importante, de modo que vou pondo num montinho aquilo que penso que devo levar, com alguma antecedência. É um “pré-fazer-de-mala”.
Por outro lado, detesto andar carregada, de modo que levo sempre o mínimo dos mínimos indispensáveis. Já tenho tido momentos infelizes por causa dessa mania dos tais mínimos, mas acho que não tenho cura! Portanto para estes 8 dias, para além do pijama, iam 3 peças de roupa interior, porque se pode sempre lavar, uns jeans e uns ténis dão para os dias todos, portanto metia umas 3 t-shirts na mala e estava a bagagem pronta! São só 8 dias.
Mas, oh tristeza!
Acabo de falar lá para a Dinamarca e a minha prima diz para ter cautela. Tenho de levar umas camisolas quentes. E camisas de manga comprida. E um kispo. Ou seja, vou voltar a arrumar as t-shirts e, neste calor tórrido que estamos a atravessar, ir buscar camisolas de lã, e camisas de manga, e colants e o raio. Lá vou de mala cheia, afinal...
Ele há cada uma…!
Emiéle
Publicado por populo às 08:40 PM | Comentários (8)
Dois quilómetros, heim..?!
Confesso que quando esta manhã li o post do Daniel no Troll nem entendi todo o alcance da medida porque… nem a percebi
Pensei que seria uma gralha ou um mal entendido qualquer.
Que o pretendido fosse diminuir a velocidade nas auto-estradas, atingi. Aliás nas auto-estradas até me parece que já bastava que se cumprisse o verdadeiro limite, coisa que julgo que se faz pouco, a começar pelos carros oficiais. Mas enfim, vamos lá, aceito que se queira reduzir a velocidade. O que já custa a acreditar é que essa redução seja de
dois quilómetros hora Como? Dois quilómetros à hora? Isso vai provocar uma alteração terrível, decerto. Ena, ena, menos dois quilómetros!
Mas como assinalou muito bem o Daniel, vai ser é um problema para se avaliar esse niquinho com os nosso vulgares conta-quilómetros. O do meu carro entre os 100 e os 120, tem 3 risquinhos. Imagino que o do meio assinale os 110, o primeiro os 105, e o outro os 115. Certo. Ou seja os tais 118 devem ficar meio milímetro a seguir ao terceiro risquinho, não é?
Valha-me Deus, já me estou a imaginar, seguindo a 110 à hora e olhando de minuto a minuto para o aparelhómetro a ver se me aproximo ou não do risquinho fatal.
Não é brincadeira? Pois, deve ser engano, como imaginei de manhã.
Emiéle
Publicado por populo às 07:37 PM | Comentários (5)
Ai!!!! Quem é este homem? !...
Pai ausente
Tinha este vídeo já há algum tempo, mas por uma história que ouvi hoje apeteceu-me deixá-lo aqui para futuras reflexões.
É complicado ordenar prioridades. Eu sei.
É certo que hoje ter um emprego decente é muito importante e com isso poderemos dar estabilidade económica à nossa família e aos nossos filhos. Mas terá de haver limites. Essa estabilidade económica não é tudo. Há outras estabilidades. A emocional por exemplo.
Quando o trabalho se torna tão esgotante que o tempo que se está em casa é a olhar para o ecrã da TV ou atrás de um jornal… algo anda mal.
Emiéle
Publicado por populo às 09:30 AM | Comentários (6)
Uma informação bem dada

Tinha escrito este post já há uns dias, como muitos outros. A maioria deitei-os fóra por terem passado o prazo de validade, que é bem mais curto do que o dos iogurtes. Mas no caso deste, creio que ainda está válido:
«Tem sido difícil mas parece que vai. Se este caso for sinal de que a comunicação social vai passar a ter mais cuidado com o modo como as notícias são tratadas, é motivo para ficarmos mais tranquilos. Porque se forem ler a notícia toda, a informação que é necessária está lá, a que é importante e útil porque o resto costuma ser sensacionalismo, mas também se nota o recato e a cautela como ela é dada.
Afinal precisa-se de se saber mais?
Dizem-nos aqui que uma criança de 12 anos, foi internada num hospital, há suspeita de maus tratos e a Comissão de menores está a avaliar o caso. Ponto final. Mais nada. Nesta notícia nem sequer se sabe se é rapaz ou rapariga. Que tipo de maus-tratos sofreu. Quem é a família. Tudo o que pudesse puxar ao sentimentalismo e ao escândalo foi subtraído – ficou o fundamental. E passa a ideia de que o cidadão deverá ter confiança na CPCJ e deixá-la actuar com calma.
Não se trata de escamotear ou branquear uma história que pode ser triste. Mas de respeitar a privacidade de todos incluindo a possível vítima. Oxalá este seja o primeiro passo num caminho a continuar».
Vi depois que a TVI (quem mais havia de ser?!) ainda conseguiu saber que era uma menina e mais ou menos onde morava. Mas o fundo de contenção manteve-se. Faço votos porque este aspecto tablóide nas notícias sobre crianças desapareça.
Emiéle
Publicado por populo às 08:56 AM | Comentários (6)
Imigração
Nem são precisas mais palavras:
A economia portuguesa teria tido um crescimento negativo se não tivesse recebido o contributo de milhares de imigrantes que vieram trabalhar para Portugal, entre 1995 e 2005.
Pensem e meditem os que atiram 'bocas' do tipo de que os imigrantes estão a “roubar” trabalho aos portugueses. Como se vê, muito pelo contrário “estão a trabalhar para nós” para melhorar o nosso nível de vida, para aumentar o nosso crescimento.
Este é um estudo que se imagina isento. Não estou agora a ver o grande fluxo de imigração espanhola para o nosso país.

Emiéle
Publicado por populo às 08:25 AM | Comentários (6)
Quando o crime compensa
Parece o jogo dos 4 cantinhos em que está sempre alguém na berlinda.
Há 3 grandes áreas na governação deste país em que, se repararmos bem, uma delas está sempre na berlinda: ou é a Educação, ou a Justiça ou a Saúde. Quando se deixa de falar numa durante uns minutos é porque a outra subiu para a ribalta.
Hoje é a vez da Justiça.
A interessante notícia é esta: «Os principais protagonistas de uma gigantesca burla que lesou sete bancos portugueses em milhões de euros têm praticamente como certo escapar à acção da Justiça portuguesa» E isto, porque se está há dois anos à espera de uma decisão do tribunal
e entretanto dos 20 acusados 7 já foram libertados e, como são estrangeiros, puseram-se logo a andar, naturalmente. O caricato é o tamanho das malhas da rede: o esquema foi montado de tal modo que contra quem há provas é contra um grupo de toxicodependentes em nome de quem foram abertas as contas que serviram para a vigarice. O peixe graúdo nada já em águas profundas, e meia dúzia de arrumadores de carros estão na cadeia...
Afinal para quê correr o risco de um assalto à mão armada a um banco? Este é um sistema bem mais seguro – mesmo quando os ladrões são apanhados a lentidão da Justiça põe-nos na rua…
Emiéle
Publicado por populo às 08:00 AM | Comentários (3)
Os malefícios do tabaco
É interessante que encontrei duas notícias diferentes sobre o mesmo tema: o tabaco. Mas ao contrário da famosa rábula, vou mesmo pensar nos “malefícios do tabaco”: temos por um lado o problema do fumo passivo . Os números são de estarrecer, cerca de 80 mil mortes em toda a Europa, o que quer dizer 1.500 em Portugal. Claro que morremos mais de outros factores, mas não deixa de ser preocupante que 1.500 pessoas aqui na nossa terra, possam morrer, sem ser por causas naturais e sem ser por sua culpa!
Por outro lado, o facto de se ter aumentado muito o preço do tabaco, coisa que imaginei ser fortemente dissuasora do consumo (para ser franca considerei que era uma medida muito mais eficaz do que os avisos das caveiras nos maços de cigarros) afinal está a dar origem a uma outra malfeitoria - começa-se a assaltar as máquinas de distribuição de tabaco como quem assalta uma caixa registadora… Pois é. Se é tão caro, já dá para roubar!
A campanha contra o tabaco, que também tem laivos de fundamentalismo que não me agrada, tem de lutar contra
não apenas o gosto e prazer dos fumadores viciados, mas contra todo um passado recente onde se ignorava que este vício pudesse ser tão nocivo e grave. É ver-se qualquer filme de algumas décadas onde toda a gente circulava com um cigarro na mão, onde numa reunião social se puxava naturalmente do maço e, de um modo amável, se oferecia em redor a quem ali estava, e onde o fumador não era apenas um Humphrey Bogard, a desempenhar o papel de detective violento, mas uma lady doce e terna que poisava o cigarro no cinzeiro antes de aconchegar o filho na cama. Todos conhecemos esses filmes que revelam uma época recente onde o fumo era visto como um hábito completamente normal.
É complicado lutar contra essas convicções. Daí o exagero dos fundamentalistas.
Emiéle
Publicado por populo às 07:53 AM | Comentários (6)