« Concisão | Entrada | Gestos »

setembro 30, 2006

Completa sinceridade

Assisti há pouco a uma cena inesquecível:
O filho da minha amiga Mariana tem medo de cães. Nada de especial, há muito quem o tenha até eu com aqueles granditos, também não confraternizo. Já é socialmente mais invulgar que, sendo ele um rapaz relativamente crescido, o demonstre com tanta franqueza - essas coisas costumam-se ocultar de um modo mais ou menos bem sucedido de modo a só poucos o perceberem.
Ora há bocado, saíram os dois de casa para dar uma volta de carro, mas este estava muito encostado à parede, de tal modo que era impossível abrir a porta do lado direito. Enquanto ela de chave na mão abria a sua porta, viu-se vir ao longe um caozarrão não sei bem de que ‘marca’ mas imponente.
Pergunta ela, meio a brincar:
«- Miguel, esperas que eu ponha o carro em andamento e o afaste para se poder abrir a porta ou entras já por aqui cheio de medo?»
E oiço o Miguel, que neste momento estava já dentro do carro passando as compridas pernas por cima do volante para se poder sentar do outro lado:
-“Entro mas é já por aqui, cheio de medo!»
Eu escangalhei-me a rir, porque maior sinceridade era impossível.

Emiéle

Publicado por populo às setembro 30, 2006 11:15 AM

Comentários

BOA!
( *agora muito baixinho, para não nos ouvirem*)
Eu também... Não se aproximem de mim esses cães que parecem bezerros, que fico transida de medo!

Publicado por: Tess às setembro 30, 2006 11:54 AM

(olha que o teu post de baixo, o do cartoon, não deixa entrar!)
Olha que é uma coisa que muita gente não imagina o que é ter-se medo de bichos. Goza-se connosco como se fosse uma mariquice qualquer, mas a verdade é que eles intimidam e alguns são realmente perigosos!!!!

Publicado por: Joaninha às setembro 30, 2006 12:04 PM

São os dois anteriores que não permitem a entrada, pois já lá quis ir e nada.
Mas esta dos cães, é assim mesmo, há bichos, e não é pelo seu tamanho, mais pela postura, que intimidam. Agora, no caso que referes, houve certamente uma história qualquer que o intimidou, a esse ponto. Lembro-me que a minha neta, que tem uma óptima relação com os animais, uma vez, aqui no Algarve, ia tentar fazer uma festinha a um pincher, que estava ao colo da dona, e só não foi mordida porque eu fui mais lesto que o cão, tendo depois que resolver o trauma, que tal situação deixou. Mas é assim mesmo e o mal é nós esquecer-mo-nos que, são animais e que nunca deixam de ter os seus códigos. Neste caso, este rapaz, teve a sinceridade total, nada de heroísmos, até porque quando é assim, os animais sabem-no.

Publicado por: josé palmeiro às setembro 30, 2006 03:03 PM

Olá amigos!
(José Palmeiro, aquilo devia ser uma birra momentânea da weblog, porque o da imagem do banco de jardim até tinha comentários agora, e o cartoon fui lá experimentar e entrou...)
Pronto, vocês tem razão, ´+e claro. Eu também ali disse que alguns cães me metem um certo... 'respeito'. Se contei esta história foi por se tratar de um rapaz crescido (e sim, imagino que tenha apanahdo em grande susto em pequenito) e que teve muita graça a repetir a frase da mãe sem vergonha nenhuma e na rapidez com que se 'escondeu' lá no carro. :)

Publicado por: emiéle às outubro 1, 2006 10:48 PM

eheheh, deliciosa resposta, qual quê, qual armar-se em corajoso e puxar os galões! mai nada, diz o que sente e pronto!

Publicado por: vague às outubro 2, 2006 05:44 AM

É isso, Vague. Achei de uma comovente sinceridade... É que o bicho era mesmo grande!!! e ele não se armou a nada, toca a entrar no carro e bem depressa!

Publicado por: emiéle às outubro 2, 2006 09:32 AM

Comente




Recordar-me?

(pode usar HTML tags)