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setembro 15, 2006
A falta de diálogo

A notícia, assim em bruto, é assustadora.
Como?
Uma criança que falte às aulas pode “ir ser buscada” a casa pela polícia, e levada à força para a Escola???!
Bom. Eu sei que existe ou existia uma disposição dessas, para prevenir os casos, raros pensava-se, onde os responsáveis pela educação de uma criança, por uma questão de desleixo e desorganização da sua vida não a enviavam à escola. Mas essa era uma situação. Tendo em vista o benefício que a educação traz a uma criança, como esse é um seu Direito, pratica-se esse excesso em defesa da criança. Enfim...
Mas o que aqui se vê não é isso. É a escola onde a criança andava que vai fechar, os pais não concordam e portanto não a mandam para a escola nova, e então a Coordenadora da Área Educativa não está de modas e atira-lhe com a GNR!
Oh senhores pedagogos!!! Acudam aqui! Imagina-se como que é que se sente uma criança, que assiste a um conflito entre os pais e a GNR e vai, à força, levada por esta para a escola? Já se calcularam na pele do professor que vai ensinar esta criança, arrastada até lá por um agente de polícia? Eu nem acredito que isto venha a acontecer, acho que isto é só um BÚÚÚÚ, da parte dos agentes da Educação para assustar os pais.
E, como não sei exactamente o que se passou antes, só posso imaginar uma grande falta de diálogo. Acredito, ou quero acreditar, que esta mudança de escola é por bons motivos. Pode ser necessária. Mas porque não encontrar uma solução com os pais e não contra eles? Porque não ouvir as suas razões? Porque não procurar em conjunto soluções? Talvez encontrem outras em que não se tinha pensado.
Desculpem senhores lá da DRE, mas os pais não devem avaliar apenas os professores, já agora convinha que também avaliassem os serviços. E que grande chumbo!
Emiéle
Publicado por populo às setembro 15, 2006 08:17 AM
Comentários
Não penso, de tal forma atónito fiquei. Coitado do puto...
Publicado por: Miguel às setembro 15, 2006 09:08 AM
É de susto, não é?
Ir à escola pela mão de um GNR..???!!! Calculem só, se fôr a primeira vez?! Há coisas que não lembram a ninguém.
Publicado por: emiéle às setembro 15, 2006 09:29 AM
Que estupidez!
Com franqueza é o que me apetece dizer. Está tudo parvo, ou quê????
Publicado por: Joaninha às setembro 15, 2006 10:20 AM
Realmente é um pouco chocante, mas não se espere do governo M Mendes-Sócrates solução diferente; preocupações pedagógicas não é o forte de nenhum, e os GNRs ja lá estão, e assim não é preciso recorrer a outros técnicos sociais, socialmente caros e pouco úteis, ou seja agravar o défice.
Publicado por: fj às setembro 15, 2006 10:45 AM
Seria interessante ouvir a versão da DRE. Devem ter alguma desculpa para este disparate, não podem simplesmente evocar essa lei que penaliza os pais que não mandam os filhos á escola. Como dizes, aqui trata-se de outra coisa, não é desleixo muito ao contrário.
É espantoso como a lei pode dar para tudo!
Publicado por: zorro às setembro 15, 2006 11:12 AM
Tão absurdo, que me escuso de comentar.
Assinalo unicamente a desorientação deste governo que, em todos os campos, só consegue destruir.
Publicado por: josé palmeiro às setembro 15, 2006 12:31 PM
A mim parece-me que as coisas foram mal explicadas pela comunicação social, assim como foram mal explicados os concursos de professores, os seus "ordenados altos" e milhentas outras coisas.
O que se passa com as DRE é uma coisa que se passa em muitas instituições e que eu sempre abominnei: os directores regionais não o são por mérito, porque aquele é um cargo politico.
Por isso normalmente funcionam tão mal (quem sabe mesmo do assunto são os funcionários que têm, malguns casos, de ensinar os novos directores... Por outro lado, sendo um cargo politico fica mal morder a mão que lhes deu o tacho e por isso são tão lambe botas: há que agradar ao "dono", os professores que se lixem!
Publicado por: SaltaPocinhas às setembro 16, 2006 12:24 AM
A mim parece-me que as coisas foram mal explicadas pela comunicação social, assim como foram mal explicados os concursos de professores, os seus "ordenados altos" e milhentas outras coisas.
O que se passa com as DRE é uma coisa que se passa em muitas instituições e que eu sempre abominnei: os directores regionais não o são por mérito, porque aquele é um cargo politico.
Por isso normalmente funcionam tão mal (quem sabe mesmo do assunto são os funcionários que têm, malguns casos, de ensinar os novos directores... Por outro lado, sendo um cargo politico fica mal morder a mão que lhes deu o tacho e por isso são tão lambe botas: há que agradar ao "dono", os professores que se lixem!
Publicado por: SaltaPocinhas às setembro 16, 2006 12:36 PM