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agosto 18, 2006
Lutar contra o Medo

Fui alertada primeiro por um post da Mar.
Depois fui ver. E reconheço que é um tema de uma enorme importância. É uma verdade sem discussão que se "a arma" do terrorista é o medo, só o poderemos “desarmar” se não se tiver medo.
Evidente, não?
Se alguém nos agredir com uma faca, uma pistola, um pau, para evitar a agressão retiramos-lhe a faca, a pistola, o pau. Se nos agridem com o Medo, isso só se pode combater se o recusarmos.
Há um movimento “werenotafraid” que defende essa posição. Tem já muitos aderentes.
É uma posição de força moral, de energia, de combate e de coragem.
Só posso apoiar com toda a força!
Não ao Medo!
Temos de os vencer, sob risco de isto se tornar uma espiral infernal. Esta é uma chantagem, se o mundo se assusta uma vez assustar-se-à sempre, ficará sem defesas seja qual for a chantagem que depois surja.
Tem de se dizer NÃO.

Emiéle
PS – A Inês deixou em comentário uma referência extremamente importante. Conselhos às crianças de como lidar com o medo Para ler e guardar.
Publicado por populo às agosto 18, 2006 08:25 AM
Comentários
Excelente post, Emiéle!
Fui de link em link, primeiro à Mar ( a tua fonte, passe a gracinha com as águas...) e depois ao Movimento em si.
Plenamente de acordo.
E gostei da foto que escolheste: Não temos medo e ... não estamos sós.
Havia outras também excelentes lá, mas esta tem emnso significado.
Publicado por: zorro às agosto 18, 2006 09:51 AM
Dá muito que pensar.
Contudo, como é que não se sente medo???
Não quererão antes dizer "não mostrar medo"?
Publicado por: Júlia às agosto 18, 2006 10:03 AM
Muito boa foto Emiéle, concordo.
A idéia é essa, medo todos assumimos que temos, mas combatê-lo é não o mostrar, é superá-lo, é ir fazer das fraquezas forças para mostrar a todos esses desumanos instigadores de actos terroristas que o Mundo é maior que eles.
Publicado por: Mar às agosto 18, 2006 10:07 AM
Comecei a ler o blog debaixo para cima e só agora vi este post.
Muito sério. Fui ver o link mas aquilo é coisa para se estar lá com mais tempo e eu tenho muito que fazer agora. Para já, concordo com o que diz a Júlia, o que é importante será não mostrar medo.
Li no blog da Mar este comentário dela que faz todo o sentido: cá vai em copy/past (desculpa o abuso, Mar) «Mas a sério, o impacto dos atentados terroristas e das guerras é tanto maior quanto maior fôr a visibilidade que lhes derem.
Imagina um cenário em que um desses grupos fizesse explodir um dos seus descerebrados membros, matando dezenas de pessoas e que não houvesse uma única notícia sobre o facto? Em NENHUM jornal, TV o que fosse? Como reagiriam?
Se o procedimento fosse esse julgo que os grupos terroristas se veriam mesmo obrigados a mudar de estratégia...»
Publicado por: Gui às agosto 18, 2006 10:17 AM
Muito importante este post, Emiéle. Acrescento um link ( http://www.kidshealth.org/kid/feeling/thought/terrorist_attacks.html ) que 'ensina' as crianças a lidar com o medo . E todos somos um pouco como as crianças, inundadas por imagens de fim do mundo ...
Publicado por: Inês às agosto 18, 2006 10:38 AM
Obrigada Inês! Foi uma excelente ajuda, e já deixei o teu link mesmo agregado lá acima. É que uma sas coisas mais importantes é educação infantil.
Por exemplo, eu nunca tive medo de andar de avião ( e graças! porque com as voltas ao mundo que tenho dado se tivesse medo era um inferno) mas porque desde criança que andava com os meus pais que não tinham medo nenhum. Interiorizei isso. E o que se aprende em criança fica para sempre.
Publicado por: Emiéle às agosto 18, 2006 12:44 PM
Passagem rápida por uma internet alheia só para deixar um beijinho! E já agora, o medo foi a grande vitória da Al Quaeda no 9/11, cabe-nos a nós responder ou assimilar esse medo... só para teres uma ideia, a minha orientadora de Mestrado em Portugal não foi a Inglaterra ver a minha apresentação com medo dos ataques terroristas............
Publicado por: Farpas às agosto 18, 2006 02:05 PM
Beijinho retribuido, Farpas! Tenho saudades tuas!!! Falo muito a sério, faxavor de arranjar uma net!
Vês como isto se pega? Temos mesmo de enfrentar o problema. Pegar o toiro pelos cornos (eu, que até nem sei nada de toiradas, é a imagem que me surge)
Publicado por: Emiéle às agosto 18, 2006 02:23 PM
Sobre o assunto, aqui deixo um poema de Carlos Durmmont de Andrade, para o fim de semana, que se avizinha.
"Congresso Internacional do Medo
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas."
Publicado por: josé palmeiro às agosto 18, 2006 06:41 PM
Sobre este tema, acho por bem lembrar Alexandre O'Neill.
PERFILADOS DE MEDO
Perfilados de medo, agradecemos
o medo que nos salva da loucura.
Decisão e coragem valem menos
a vida sem viver é mais segura.
Aventureiros já sem aventura,
perfilados de medo combatemos
irónicos fantasmas à procura
do que não fomos, do que não seremos.
Perfilados de medo, sem mais voz,
o coração nos dentes oprimido,
os loucos, os fantasmas somos nós.
Rebanho pelo medo perseguido,
já vivemos tão juntos e tão sós
que da vida perdemos o sentido…
ALEXANDRE O’NEILL
Publicado por: josé palmeiro às agosto 19, 2006 03:29 PM
Bem José Palmeiro, esta é uma surpresa! A última coisa que esperava era um, perdão, DOIS poemas sobre este tema!!!
De qualquer modo devemos reflectir sobre isto, não? Com poesia ou só em prosa...
Um abraço
Publicado por: Emiele às agosto 19, 2006 04:16 PM
Sabes, a vida levou-me, muitas vezes, a ser duro com a prosa. São voltas e voltas para se dizer (escrever) o que se pensa, sem ofender ou magoar alguém, tenho essa experiência, e magoa-me. A poesia, por seu turno, permite-me ser eu, e sem magoar ou ofender, quem quer que seja, dizer o que sinto e penso. Esta a razão dos poemas.
Publicado por: josé palmeiro às agosto 19, 2006 07:26 PM
À vontade, Gui. Aliás, obrigada pela referência.
É mesmo o que penso sobre formas de combater o terrorismo.
Publicado por: Mar às agosto 20, 2006 04:22 PM
Tens toda a razão, José Palmeiro.
A poesia pode ser uma arma ( e que arma!) mas usada com luvas de pelica. Atinge o alvo sem magoar demais.
Olha Gui, também me pareceu que a Mar com essa frase resumiu muito do que se pode dizer.
Publicado por: Emiéle às agosto 20, 2006 10:45 PM
Encontrei 2 notícias que parecem "feitas" para encaixarem aqui:
Esta
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=716523
Publicado por: Emiéle às agosto 21, 2006 09:03 AM
E esta também
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=716523
(as caixas de comentarios com as ratoeiras anti-spam, não permitem 2 links...)
Publicado por: Emiéle às agosto 21, 2006 09:07 AM
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Publicado por: marry às agosto 26, 2008 12:41 AM
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Publicado por: darry às agosto 26, 2008 08:30 AM