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agosto 31, 2006
A frustração
É interessante, porque na teoria todos sabemos que dominar a frustração é prova de maturidade. Muito bem. E, assim a frio, quando se discute um tema em abstracto, estamos plenamente convencidos que somos pessoas inteiramente maduras e que dominamos na perfeição as mais variadas frustrações. Ora pois! Porque não? Já não há bilhetes para o filme? Vamos dar um passeio. O prato que escolhemos da lista do restaurante é o único que está esgotado? Pede-se a segunda escolha. A prenda que o nosso namorado nos traz não foi a bijouterie que tínhamos apreciado ao pé dele? Pelo menos foi ao seu gosto, e talvez ainda nos chegue o dinheiro para a comprarmos nós próprias. E por aí fora… Todos os dias temos pequeninos exercícios de frustração que vamos vencendo de cara mais ou menos alegre.
A tal prova de maturidade!
Mas nos últimos dias, reconheço aqui publicamente, senti-me com 10 anos. O facto de ter passado o tempo, sempre que tinha uns minutos, a ver se já teria acesso ao privado do meu blog, foi demais para a minha capacidade. À noite só me apetecia fazer uma birra, atirar qualquer coisa ao chão, bater com o pé, enfim uma descarga infantil, e todas as manhãs ao abrir a net continuar a ver tudo parado, nem queria acreditar, era demais.
Afinal, é assim que provamos que qual maturidade… uma ova! Quando a coisa é deste tipo amuamos como qualquer fedelho. E mai nada!!!!
É certo que isto tem também a ver com a falta de prazo. Nos exemplos que dei, era uma situação que se tinha de enfrentar e escolher uma alternativa. Mas no outro caso, restava-nos simplesmente esperar, e talvez aí estivesse toda a diferença.
Esperar sem prazo, é pôr os nossos nervos à prova!
Emiéle
Publicado por populo às 10:02 PM | Comentários (12)
Cinto e suspensórios
Quem me “conhece” mais ou menos bem, as minhas simpáticas visitas diárias, imaginam a revolução que este bloqueio causou aqui na minha vidinha… Repetimos milhares de vezes,”a vida não é o blog” ou “isto é só um blog”, ou “p’ra que me estou a ralar, há coisas tão mais importantes” e sei bem que tudo isso é certo. Mas também é certo que acabo de apagar quase uns 10 posts que ia guardando, com a ideia de os ‘postar’ assim que isto abrisse e agora sabem a chocho, perderem a actualidade.
Durante estes dias, eu que tenho um pouco de claustrofobia, senti-me mesmo presa, com falta de ar…
E o pior é que eu também me sinto um bocado desanimada e sobretudo, muito, muito, muitíssimo desconfiada. Perdi a confiança e já não me admiro que amanhã acorde outra vez sem a chave de casa.
Esta manhã, em plena “ressaca” dei por mim a brincar e a imaginar que ia imigrar com o Pópulo. Fiz uns ensaios. Está aqui . Já em tempos tinha experimentado a blogspot, sabia como era por lá, aqui é outro servidor mas muito semelhante. Foi tudo feito debaixo de irritação, e até parece simbólico que se leia só a metade superior do Pópulo…
Mas enfim, fica ali.
Just in case…
Emiéle
Publicado por populo às 09:00 PM | Comentários (4)
agosto 29, 2006
Gostaria de ouvir uma explicação da Weblog

(texto escrito há quase 24 horas)
Desde esta madrugada que não se pode aceder ao Pópulo.
Não consegui entrar no privado do meu blog. Tão simples como isso! Nem falo já nos comentários que desde há uns tempos que parece andarem num jogo de cabra-cega, fazendo perder a paciência a quem tem a simpatia de querer deixar aqui qualquer nota.
Tenho-me queixado sempre que isto acontece, vários colegas bloggers também se queixam, mas não há meio de melhorar.
Há umas ocasiões que parece que vai ‘pegar’, como os carros com a bateria fraca, que dão um sinalzito de que a coisa parece pegar, e depois de novo vai tudo abaixo. Nos últimos dias tem sido a parte dos comentários (que são o sal e pimenta – e o açúcar e a canela e todos os temperos simpáticos! - de um blog)que não tem funcionado. Mas desde ontem que é até mesmo o acesso ao privado tem tido vários bloqueios até que esta manhã parou completamente. Calculo que quem trata da manutenção deste servidor tenha ido de férias, porque o tempo está convidativo.
Alguém tem ideia do que fazer, para além daquela óbvia de abandonar este servidor que não serve?!
Falando por mim, para além da incompetência que isto tudo manifesta, o que me deixa com a sensação muito desagradável, é a arrogância de nem se dignarem a mandar uma simples explicação/justificação para o email do blog. Uma palavra de simpatia, um pedido de desculpas, e imagino que parte da irritação poderia atenuar-se. Assim não.
Como é que se conseguiu dar cabo de um trabalho tão bem feito pelo Paulo Querido, é uma coisa que não consigo entender…
E que me dá uma pena imensa!!!!
E saudades.
Emiéle
Publicado por populo às 09:20 AM | Comentários (6)
agosto 28, 2006
Anti-diplomacia!
Encontrei na rua a minha amiga Joana que se vinha a rir. Mas um riso um nadinha amarelo…Quis saber o que era, e ela contou:
-Lembras-te dos porteiros da minha casa?
(lembrava-me; era um casal que morava exactamente por cima dela, e a escada e patamar do andar da Joana para cima estava sempre cheio de vasos de plantas de que eles cuidavam desveladamente; e eram educados, quando nos encontravam na escada, cumprimentavam e ofereciam-se para carregar com algum embrulho que ela levasse)
- Ora eu hoje vinha a subir a escada, mais ou menos rápida como é meu costume, quando o senhor Artur vinha a descer.
-OK, e depois? ( o prédio é antigo, sem elevador apesar dos cinco andares)
-Depois, foi muito simpático e quis fazer-me um elogio.
-Mas porque é que te riste? Que foi que ele disse?
-Então, disse-me assim:
*«Ah Dra! a senhora sobe cá estas escadas com uma ligeireza! Ainda ontem a minha mulher me dizia que a senhora, que é muuuuito mais velha do que ela, sobe isto mais depressa e a cansar-se menos do que ela!?»*
Bom. Esclarecimento - se a Joana não é já uma rapariga a verdade é que a D. Gracinda porteira, se tiver menos uns 3 anos do que ela, já é muito!
O engraçado é mesmo a falta de tacto e do sentido do peso das palavras. Se o Sr. Artur tivesse dito o mesmo, mas o que saísse fosse «a minha mulher é muito mais nova» era igual exagero, mas o que ressoava era a palavra ‘nova’. Assim, a boa da Joana, respirou fundo e foi procurar ao espelho os cabelos brancos que apareciam… Tão velha!!!
Emiéle
Publicado por populo às 01:44 PM | Comentários (6)
«Prké kels xrvm axim?»
Copiei quase na íntegra o título do artigo, porque parece muito claro.
É evidente que qualquer sociólogo dirá que existe um espírito de grupo na adolescência e que ele é fortíssimo. As “jovens crias” organizam-se contra o grupo dos mais velhos, e desafiam-nos com hábitos diferentes, nem melhores nem piores mas sempre diferentes para definirem melhor a sua identidade. Isso tem de ser entendido pelos tais ‘mais velhos’ porque certamente também o fizeram quando tiveram aquela idade.
É mais do que sabido que o vestuário e a linguagem são os símbolos preferidos desse desafio. Quem não se lembra de usar com os amigos uma linguagem codificada para os adultos não entenderem os seus segredos?!
O interessante hoje é que essa linguagem, para além de oral (que também estamos habituados a ouvir) passou a ter um código escrito. E, mais interessante ainda, um código que não é nada fácil ! Reparem no que diz “uma utilizadora”: «No início era complicado escrever assim, mas depois habituamo-nos» . Cá está! Até ela acha que ao princípio era complicado. A justificação de que se usa aquela escrita para poupar letras e escrever mais depressa, é uma justificação um pouco coxa… Os pais destes jovens, também usaram abreviaturas. Quem teve de tirar apontamentos muito
depressa, enquanto um professor falava, decerto que abreviava o que estava a escrever. Mas ficava só parte da palavra por exemplo, ou uma letra, e o resultado era semelhante. Qualquer pessoa deve concordar que escrever ‘q’ ou ‘k’ dá exactamente o mesmo trabalho. O que dá picante ao texto é tornar-se incompreensível para um estranho. Lembram-se da “língua dos pês”? Era uma confusão falar assim mas pensávamos que os nossos pais não entendiam… (erro, que eles também a tinham falado!) :D
Claro que a opinião de uma especialista é tão evidente que se torna quase uma verdade de “la palice”: «Para muitos pais é mais fácil deixar que os filhos passem horas no computador. Assim não os incomodam com perguntas, o que está errado. A tecnologia não é má, o que está errado é os pais privarem os filhos da interacção».
Pois é. Nós sabemos. Mas como se faz para inverter esta situação?
Emiéle
(Ah, a tradução é "Para que é que eles escrevem assim?" como todos entenderam! )
Publicado por populo às 09:19 AM | Comentários (7)
Afinal onde guardar o dinheiro?
Esta história da clonagem dos cartões de Multibanco (que mete ‘engenharias’ que eu nem sei entender…) vem levantar a questão de que afinal nem mesmo no banco é seguro ter o dinheiro!
A novidade do «dinheiro de plástico», de que eu era entusiástica defensora, parece ter também buracos. Eu costumava andar tranquila com os roubos da carteira por andar com o mínimo de documentação possível, e quase sem dinheiro porque costumava pagar tudo o que me interessava com o cartão Multibanco. O de crédito uso muito pouco, por feitio - se posso pagar logo, não deixo para depois. E o certo é que me tenho dado bem com este sistema, ando tranquila com uns trocos e o dinheiro mais ‘a sério’ está no banco.
Mas afinal…
...nem mesmo isto é seguro! Até ao momento, sentia-me mais ou menos tranquila porque, mesmo no caso de perder ou me roubarem o cartão, tinha um número para onde telefonava a avisar que dessem logo baixa. Portanto nunca poderiam fazer muitos estragos, dependia da velocidade com que eu agisse, e de qualquer forma só se pode fazer um levantamento por dia. Mas este esquema é maquiavélico, porque a vítima não sabe que anda a ser roubada! Até lhe esvaziarem a conta, o esquema pode funcionar.
E agora? Voltamos a guardá-lo debaixo do colchão e a retirar o suficiente para o dia-a-dia?
Emiéle
Publicado por populo às 08:44 AM | Comentários (8)
O trabalho e a "idade ideal"
O “tema” do DN de hoje é interessante porque muito verdadeiro mas um pouco esquecido – a dificuldade que sente uma pessoa mais velha menos nova em conseguir emprego. Bom, a questão está mal posta, claro que se trata da dificuldade de uma pessoa de qualquer idade em conseguir emprego, já se sabe. Mas dentro do problema do desemprego em geral, há depois diversas “sub-dificuldades”…
Já falei muitas vezes do oposto: um jovem acaba a sua formação e começa à procura de uma ocupação. Uma das perguntas que lhe fazem, à cabeça, é sobre a “experiência”. Na altura da entrevista parece que a experiência é fundamental. Básico. Essencial. Indispensável. Sem ela, nada feito. E a verdade, óbvia, de que antes de se começar a trabalhar não há experiência e portanto teria de se dar uma oportunidade para ver as qualidades do candidato, parece ser argumento que não colhe.
Mas temos o outro prato da balança também muito carregado: a pessoa que procura trabalho mas é “menos nova” . É outro grave problema, sobretudo quando o trabalho não é lá muito qualificado. E os casos são muitos como se sabe, sobretudo com mulheres mas também encontramos muitíssimos outros casos com homens. O problema é geral. A frase da senhora entrevistada é tão sincera - "Uma pessoa queixa-se do trabalho, mas quando não o tem é muito pior" – e tem tanto eco…
O que fazer quando se é ainda muito nova para a reforma, mas muito velha para nos darem trabalho…?

Emiéle
Publicado por populo às 08:00 AM | Comentários (7)
agosto 27, 2006
Publicidade criativa
Ora cá está!
Os dois lados da questão, sinal de uma informação como deve ser:

Emiéle
Publicado por populo às 11:30 AM | Comentários (4)
Poligamia
É interessante o raciocínio retorcido de certas pessoas ( no meu ponto de vista, claro)
Vi uma notícia sobre os mormons que vivem em Salt Lake City. Segundo os seus credos religiosos, fará todo o sentido que um homem possa casar com diversas mulheres. Creio que eles têm ainda muitas outras normas de grande rigor e exigência no seu estilo de vida que não seriam bem vistas no século XXI mas essa norma é a “mais vistosa”. Dizem que «casar com várias mulheres é essencial para chegar ao nível mais alto da exaltação divina» o que seria contestado por muitos homens que eu conheço que acham que uma até já é demais para a sua ‘exaltação de vida’, mas enfim… (é certo que a minha costela feminista levanta logo a cabecinha para perguntar se as mulheres não podem desejar essa ‘exaltação de vida’ e casar também com vários homens, mas isso sou eu que sou do contra)
Ora vamos à notícia. Parece que andam a contestar essa lei que não permite a poligamia, e vários jovens saíram à rua a afirmar “Amo todas as minhas mães” (mais uma vez imagino porque não haveriam de “amar todos os seus pais”, no outro caso; ainda por cima seria interessante por não saberem exactamente quem seria o pai, o que tornava esse amor mais genuíno)
O interessante é que eu imagino que um homem e várias mulheres possam viver em conjunto numa vida familiar sem haver qualquer problema. Será lá com eles. Até imagino também que se possam casar segundo algum ritual mormon e sentirem-se muito bem. O que não é permitido é um casamento civil, mas isso é apenas a “lei dos homens” não é? Porque é então que para eles se torna tão importante? O lógico seria não casarem com ninguém por essas leis que não aprovam, e casarem pela sua igreja as vezes que entendessem. Mas não. O que pretendem é que a lei civil seja modificada.
Vamos lá entender isso…

Emiéle
Publicado por populo às 11:25 AM | Comentários (49)
Muito Bom Dia !!!
Venho só dizer
OLÁ!!!

Emiéle
Publicado por populo às 11:02 AM | Comentários (4)
agosto 26, 2006
Momento de música
Ultimamente, o servidor que eu usava para deixar músicas no blog anda com manias.
Parece que se anda a remodelar ou lá o que é, mas qualquer música que eu lá queira deixar obtenho como resposta que "ultrapssa a capacidade", coisa estranha por serem músicas normalíssimas.
Bom não é o caso de dizer que «quem não tem cão caça com gato» porque o que trago aqui até é mehor do que o "cão", tenho de mudar o ditado e descobrir um animal melhor do que o cão para a caça...
Ou seja, meus amigos aqui vos deixo um vídeo de uma das canções eternas do nosso Jacques Brel:
NE ME QUITTE PAS!
Emiéle
Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le cœur du bonheur
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants-là
Qui ont vu deux fois
Leurs cœurs s'embraser
Je te raconterai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
On a vu souvent
Rejaillir le feu
D'un ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
A te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas.
Publicado por populo às 11:25 AM | Comentários (6)
Cú-cú!
Mas onde é que ele se meteu...???

Emiéle
Publicado por populo às 10:59 AM | Comentários (2)
Islândia
Um artigo num jornal espanhol, apanhado por acaso, confirma algumas coisas que já sabia mas conta outras completamente novas sobre a Islândia.
É que depois de ler aquilo ficamos a pensar que o Mundo não é justo, eles não merecem ter aquele clima!
Pelo que se lê aqui , a Islândia
• aboliu as Forças Armadas no século XIII (não precisa disso!)
• É o país mais seguro do mundo. Existem 679 polícias, a maioria deles não usa armas, e ao todo há 118 presos.
• Tem a quinta mais baixa mortalidade infantil, e entre todos os países a 10ª melhor esperança de vida.
• Tem a maior densidade de telemóveis ( e eu a julgar que era Portugal!) e ¾ da população está ligada à net.
• Tem o parlamento mais antigo do mundo, fundado em 930.
• Legalizou o casamento gay em 1996
• Apesar de ser a capital mais a norte do mundo, a temperatura é mais suave que Nova York
• Os habitantes compram mais livros do que em qualquer outro país.
• Não há Educação nem Saúde privada porque os serviços públicos são tão bons que ninguém procura outros.
E há mais, mas acho que posso ficar por aqui.
Bom, eu nunca lá fui, mas é o que artigo diz! Perante isso não mereciam um clima mais agradável? Ou será que é exactamente por terem um clima tão mauzinho que se organizaram tão bem?

(isto é uma aurora boreal; cliquem para verem bem!)
Emiéle
.
Publicado por populo às 10:48 AM | Comentários (15)
agosto 25, 2006
E cá vou eu
De novo para um fim-de-semana.
Vou fazer o possível por dar aqui um saltinho ao blog quando puder (a tal hora do café...) não vou conseguir é responder a comentários como faço aqui em Lisboa.
Quanto a esse "convívio" só segunda-feira. Mas de resto quero ver se ainda deixo aqui alguma coisinha para se irem entretendo.
Tchau!

Emiéle
Publicado por populo às 07:47 PM | Comentários (6)
Vacas com pronúncia
Ná, ná, não estou a ser malcriada, longe de mim estar a pensar nas “tias da linha”. Aqui falo mesmo de animais de 4 patas. É certo que a notícia é estranha…
Sempre se pensou que os animais tivessem os sons das suas respectivas raças uniformizados e que um galo chinês dissesse cócórócócó com a mesma entoação que um galo aqui da minha vizinhança.
Não senhor!
Afinal, pode haver “pronúncias” diferentes conforme os países. Dizem eles os tais peritos em fonética . (quando oiço perito de fonética tenho sempre de me lembrar do Prof. Henry Higgins do “Pigmalião”)
Mas a explicação afinal está na «ligação próxima entre agricultor e vaca».
Eu cá não sou de intrigas, mas já agora o que é que se entende por ligação próxima…?
Oh mistério…
Emiéle
Publicado por populo às 12:30 PM | Comentários (27)
Um passo à frente, um passo atrás, um passo à frente…
… um passo atrás, e etc, etc, etc…
Não costumo falar de futebol a não ser um ou outro comentário superficial pois é uma área que desconheço e nem tenho um interesse por aí além. Mas isto não é uma questão de “futebol” é uma questão de leis que andam a girar que nem ventoinha conforme vai mudando o vento.
O Belenenses e o Gil Vicente foram despromovidos. Acontece. Não jogaram tão bem como deviam e andaram por ali “na linha de água” como os comentadores desportivos dizem, até que um deles baixou de divisão. Normal, acontece todos os anos.
Mas depois há umas questões chamadas “de secretaria”, porque houve um jogador que foi registado e não o devia ser ou coisa do tipo, que não me procurei informar nem o assunto me tirou o sono.
O certo é que dia sim, dia não, ouvimos que quem vai ficar na Primeira Liga é o Belenenses para do outro dia, afinal já ser o Gil Vicente!!! Não há paciência.
O certo, certo, é que neste momento ainda há dúvidas contra quem vai jogar o Benfica no próximo domingo…
Não sei se já deram conta, mas hoje é sexta-feira!
Ele há coisas que parecem de brincadeira.
Emiéle
Publicado por populo às 08:47 AM | Comentários (4)
O poder de compra
Temos um salário mínimo nacional baixito.
Sabemos isso. Mas a verdade é que é tudo relativo. Todos temos a experiência de que, com o mesmo dinheiro, se pode obter mais ou menos produtos. Basta viajar-se um pouco para se ter essa certeza. Com uma determinada quantia podemos ir passar férias a um país pequeno de 3º mundo e viver-se muito bem, ou ir-se a um país “rico” e quase nem dar para dois ou três dias…
Ora bem, nós temos o pior nível da Europa quanto a esse aspecto. «O poder de compra dos trabalhadores portugueses que recebem o salário mínimo nacional é o mais baixo, comparando com todos os países da Europa a Quinze» dizem. Parece que mesmo Malta e a Eslovénia vivem com mais facilidade do que nós! Quer na Espanha (isso calculava-se) quer na Grécia, um trabalhador que receba uma SMN pode viver melhor do que cá.
Contudo…
Dado a naturalidade com que se encara por cá a fuga ao fisco como uma actividade natural e até louvável, será que muitos destes salários que são citados oficialmente como “mínimos” o serão realmente? Isto é uma questão de “amiga da onça” mas que tem a sua razão de ser. Em questões de transparência, nisso é que andamos muito longe daquilo que deveríamos andar.
Emiéle
Publicado por populo às 08:27 AM | Comentários (9)
O sequestro
É, aparentemente, uma história com um final feliz. História que pode dar ânimo e esperança aos pais cujos filhos desaparecerem um dia misteriosamente. Mas sendo como aparentemente parece ser, e tudo o indica, o caso de uma menina desaparecida que aparece 8 anos depois viva e com saúde física, não deixa de ser uma história terrível.
Alguém a quem “roubam” 8 anos de vida , sofre um dado irremediável. Mas, se esses anos são os que abrangem toda a sua adolescência, dos 10 anos aos 18, isso então parece-me de uma gravidade sem nome. Esta menina Natascha perdeu quase o núcleo central da sua vida. Se está pálida não é apenas por a sua pele não ter apanhado sol, creio que toda a sua personalidade deve estar alterada após ter passado os anos que mais marcam o seu maior desenvolvimento vendo e conversando com uma única pessoa.
Sabemos que há casos assim. Antigamente, crianças com doenças mentais eram muitas vezes fechadas em casa pelos seus familiares, muitas vezes até sem maldade, apenas com ignorância, na intenção de as proteger “do mundo”. Se já tinham alguma deficiência o que acontecia era que isso se agravava, devido à falta de contacto exactamente com esse “mundo”.
Porque o ser humano é um ser social. A vida, a partilha com os outros, é um elemento básico no nosso desenvolvimento. A Natasha apareceu viva e de saúde. Mas será preciso muito trabalho psicológico para vir a ser uma pessoa, semelhante às que a rodeiam.
De qualquer modo será o final mais feliz possível...
Emiéle
Publicado por populo às 07:59 AM | Comentários (13)
agosto 24, 2006
Lençóis lavados
Não sou uma boa dona de casa.
Ponto parágrafo.
A falar verdade isso não me tira o sono. Gosto de ter as coisas mais ou menos arrumadas e limpas, mas o fazê-lo não me dá nenhum gosto e quando posso pagar a alguém que o faça por mim, nem tenho a menor dúvida em o fazer. Das necessidades de casa só tenho prazer em cozinhar e mesmo isso não é 365 dias por ano!
E se há coisa de que também não gosto é “fazer camas”. Aquele ritual de arejar primeiro, sacudir lençóis, depois esticá-los bem, alisar tudo, sacudir almofadas, colocar a colcha… Pffff!!! Que frete. Claro que tem de ser, mas não me venham dizer que não é uma chatice!
Só há um dia em que o faço com algum gosto: é quando faço a cama de lavado.
OK, OK, é ainda mais trabalho, porque tem de se tirar os lençóis que lá estão e respectivas fronhas, mas ir buscar uns bem-cheirosos ao armário, passadinhos a ferro, esticá-los e prendê-los ao colchão com ar de se estar a estrear uma coisa nova, isso é mesmo um gosto. E a cama parece agradecer a prenda.
Para além de antecipar o prazer que vou sentir logo à noite quando o corpo tomar contacto com aquele tecido, a cheirar a lavado e sem rugas.
Aaaaaahhhhh!

Emiéle
Publicado por populo às 12:10 PM | Comentários (7)
Eles lá sabem
… mas que é curioso, isso é.
Imagino que a tradução não seja bem aquela que o jornalista imaginou, mas de qualquer modo uma «fitness minister» é no mínimo original!
Mas se realmente em 3 anos lá na Inglaterra os gordos aumentaram 38%, a seguir neste ritmo, dentro de 10 anos só há lá gente gorda… Se em 2010 se calcula que existam 41% de jovens obesos, a coisa está preta!
Mas acho graça ao argumento de que é necessário uma população mais saudável para os próximos Jogos Olímpicos.
Isso é que é diplomacia. :)
É que aos jogos costuma-se assistir … sentado.

Emiéle
Publicado por populo às 08:45 AM | Comentários (6)
As células estaminais
Havia críticas éticas sobre a utilização das células estaminais. Sempre me pareceu uma reacção muito conservadora e de desconfiança injustificada, mas o certo é que não é a minha área de conhecimento portanto era melhor ficar calada. Contudo acabo de ouvir na rádio e confirmo na imprensa que recolher uma única célula de embriões humanos com oito a dez células não causa o menor dano aos embriões
E essas células guardadas poderão, num futuro, salvar a vida que se está a gerar. O melhor ‘seguro de vida’ possível!
Qual a objecção que os conservadores irão inventar agora? Que o homem se está a substituir a Deus? Mas para um crente alguma coisa poderá acontecer contra a vontade de Deus?!
«Deus quer
O Homem sonha
A obra nasce»
Dizia o poeta, não é?
Emiéle
Publicado por populo às 08:30 AM | Comentários (4)
Planeta-anão?!
Não gosto.
Acho discriminatório. E nem sequer é discriminação-positiva coisa que também não aprecio lá muito.
Esta conversa de “planeta-anão” só fazia sentido se também inventassem a classe dos “planetas-gigantes”.
Ora com franqueza!!! Anão?
A outra hipótese para manter Plutão era aceitar também Ceres, Caronte, Xena como planetas, porque têm o mesmo tamanho. Dantes dizia-se que “os homens não se medem aos palmos” mas os planetas medem-se?
Pelo que estou a entender esta minha reacção de defender o que estudei há tantos anos na escola, é apenas uma questão de nostalgia e a ciência não se compadece dessas coisas. Tenho de concordar. Mas para mim um satélite era um satélite ( o caso do Caronte ) Ceres era um asteróide, só Xena é que me atrapalha.
Mas com este nome feminino não faria uma boa companheira para Plutão, lá tão longe e sozinho? E dessa união desses dois planetas nasceriam uns planetas-bebés, denominação ainda não existente, mas mais simpática do que anões.

Olhem para eles todos à molhada! Ena tantos...
Ena
Publicado por populo às 08:00 AM | Comentários (22)
Alegremente a caminho do 3º mundo!
É claro que já se adivinhava, mas é interessante ver confirmado o que se pressupunha: «Desde o primeiro trimestre de 2005, o número de assalariados com vencimentos mais elevados aumentou quase 60%»
Isto não são ‘bocas’, quem o diz é o Instituto Nacional de Estatística , penso que isento.
A verdade é que a sociedade é como uma balança, quando diminui de uma banda é porque aumenta da outra. Portanto como há o desemprego que se vê, os contratos a prazo, a precariedade, decerto que é de esperar que nos digam que «por outro os lado os trabalhadores por conta de outrem com ordenados superiores a três mil euros aumentaram 59,4% entre o primeiro trimestre do ano passado e o segundo trimestre deste ano»
Ora ainda bem para eles.
E naturalmente que isso terá boas repercussões, porque pode melhorar o comércio, por exemplo, o trabalho das agências de viagens, a venda de casas e consequentemente a construção civil. É uma cadeia de consequências. O pior é o outro lado da moeda. Porque estes são indicadores de 3º mundo. Soft, é certo. Quem conhece o “verdadeiro 3º mundo” sabe que felizmente não é este Portugal, mas… o caminho é por aqui.
Emiéle
Publicado por populo às 07:30 AM | Comentários (8)
agosto 23, 2006
"Um caderno de capa castanha" ( V)
E a Clara continuou a registar aquilo que lhe estava a ser contado:
«O meu início na leitura e escrita, é interessante pelo contraste com os tempos de hoje. Começando pelos materiais. Só tive direito a usar uma caneta de tinta permanente para fazer o exame da 4ª classe, e isso foi um luxo. Aprendíamos a escrever com as canetas que hoje vês nos filmes antigos – um aparo de metal que se enfiava na ponta de um suporte e depois se molhava no tinteiro que as carteiras tinham a meio. Podes imaginar a dificuldade e os acidentes… Se o aparo trouxesse tinta a menos não escrevia, se trouxesse tinta a mais caía um borrão! E o desgosto quando acontecia estar a linha já toda escrita e distraidamente passar um braço antes da tinta estar seca e ficar tudo esborratado e ilegível! Estás a ver que a dificuldade não era apenas escrever sem erros e com letra bonita, era a própria técnica que atrapalhava. A leitura, para mim foi muito fácil. O método foi a Cartilha
Maternal de João de Deus, e avancei muito depressa na leitura. Sentia um profundo prazer em conseguir ler. Andei tão depressa que a professora, um dia considerou que eu tinha dificuldades na escrita, (pudera, com aquele sistema!) e me ameaçou: não me deixava avançar na leitura até eu escrever com perfeição. Como pedagogia há bem melhor! Lembro-me que me esforcei loucamente por fazer uma letra bonita para poder continuar a aprender a ler usei uns “cadernos de duas linhas” que ajudavam a controlar a letra. Consegui!
Na aritmética, para além da tabuada, decorada em coro e numa cantilena, faziam-se umas contas enormes e sem nenhum interesse. Pelo menos na minha escola, eram essas contas gigantes e, mais para diante, uns problemas estranhos a respeito de “torneiras a deitar água” e “comboios em velocidades diferentes”. O ensino era à base da memória, muito treinada na época. A minha memória não era grande coisa, mesmo em miúda. Quero dizer, eu adorava decorar poesias, por exemplo, ou textos que achasse bonitos. Esse tipo de coisas, fixava-as sem custo, logo à primeira. Mas todos os afluentes dos rios de Portugal e colónias, ou as estações de caminho de ferro da linha de Bragança…era uma dificuldade.
O conteúdo dos textos dos livros de leitura, como já calculas, era o mais conservador possível. Os valores eram Deus, Pátria e Família encarados de um modo que hoje chamaríamos “fundamentalista”. Incutia-se um respeito cego pelos superiores, e compaixão pelos pobrezinhos que ‘deviam saber qual era o seu lugar’. O Pai era o chefe absoluto da família, com todos os direitos sobre a mulher e filhos.
Como nada disso era praticado na minha família, calculas que desde cedo me tornei crítica e contestatária.» Clara
Emiéle
Publicado por populo às 09:11 AM | Comentários (12)
Uma explicação, talvez necessária
Vou deixar aqui, já a seguir, um post que retoma um fio narrativo que iniciei há uns meses. Chamei a este conjunto de posts-memórias “Um caderno de capa castanha” porque foi assim que iniciei esta história. Era uma vez uma senhora que encontrou um caderno que tinha sido escrito durante o seu primeiro ano de vida. Esse era um caderno muito velhinho com uma capa castanha. Comoveu-se muito com o que lá foi lendo e referiu-o à narradora da história.
Essa recolha de memórias parece-me interessante. Enquanto a narradora estiver disposta a fazê-lo o Pópulo vai recolhendo esses testemunhos que até podem ter valor sociológico… :D
Contudo, como pelo meio houve uma grande pausa, só agora, com a nova arrumação por Categorias penso que estão criadas condições para recomeçar com esta “série”. Quem quiser conhecer os “primeiros episódios” é só procurar na categoria “Era uma vez…”
E pronto.
O programa segue dentro de momentos:
Emiéle
Publicado por populo às 09:03 AM | Comentários (7)
Pagar, pagar, pagar…
O título do artigo chama logo a atenção «Cidadão paga reciclagem de aparelhos sem saber» . Bem, agora já sabemos. E vá lá, vá lá, que os grandes vendedores ainda se encarregam de levar o velho electrodoméstico quando trazem o novo, mas muitas vezes, lojas mais pequenas trazem o frigorífico novo e deixam que sejamos nós a carregar com o velho para a rua e chamar a recolha da Câmara… E a malta a pagar essa reciclagem!
Eu contudo, acho que “do mal o menos”. Ter um preço final um pouco mais alto para cobrir essas taxas a mais, ou olhar para um produto, ver lá um preço, e no momento de pagar descobrir que afinal vou ter de desembolsar muito mais porque aquilo era o preço base, sem ivas nem taxas nenhumas, deixa-me sempre à beira de um ataque de nervos! É que muitas vezes a diferença é tão grande que se o soubesse nem teria comprado o objecto em causa.
E por todo o lado se faz esse truque. O cliente é que paga o IVA, e paga-o em separado.
Grrrr!!!
Emiéle
Publicado por populo às 08:51 AM | Comentários (3)
Souselas, Arrábida…? Onde mais?
Este xeque da Câmara de Coimbra no xadrez da luta pró e contra a incineração dos RIP (parece de propósito esta sigla de Resíduos Industriais Perigosos) não foi mate mas foi forte e, aparentemente, eles estão no seu direito. Não se está a barrar uma estrada nem a fazer nenhum motim – apenas consideram não haver segurança nesse transporte. É uma opinião.
E agora?
A falta de diálogo que tem sido uma característica constante deste governo, aqui deixava-se logo adivinhar. Esta decisão das co-incinerações tinha sido promovida pelo senhor Primeiro Ministro quando ainda era Ministro do Ambiente, e sabemos que este senhor é muito casmurro determinado, portanto nunca iria voltar atrás de uma sua decisão mesmo que tivesse sido há uns anos. Do que sabemos dele pertence ao clube dos que raramente se engana.
É claro que se tem de tomar uma decisão sobre este “lixo” especial. E também é verdade que não se pode estar a perder tempo. E em Portugal há muito a tendência para “engonhar” e as coisas não se decidirem. Contudo, se há propostas de outras soluções porque é que não são levadas a sério?!
Em Souselas a coisa está preta.
Mas também me preocupa a Arrábida. A Arrábida , senhores! Uma jóia, uma beleza, um parque natural. Faz sentido???
Publicado por populo às 08:30 AM | Comentários (5)
Defesa do consumidor
O conceito de “Defesa do Consumidor” é curioso porque uma defesa pressupõe um ataque, não é? Portanto admite-se que um consumidor, um cliente, um freguês, seja “atacado”…Mas, a verdade é que sendo a ideia estranha não deixa de ser certa. É “atacado” pela publicidade que na esmagadora maioria dos casos, não sendo enganosa o que já será um delito, pelo menos também ‘não diz a verdade’. E é “atacado” pelo vendedor que estudou técnicas especiais de modo a impingir aquilo que quer vender mesmo que não tivesse sido essa a intenção da pessoa quando entrou no seu estabelecimento. Se está mal? Claro que está, mas são regras de jogo que todos conhecemos.
Agora a Deco vem dizer que tem recebido queixas de pessoas que os supermercados onde vão «não têm afixado o valor da unidade de medida» e portanto não podem comparar os produtos.
Pois é claro. Se quem vende faz embalagens enganadoras (e que enganadoras que elas são tantas vezes!) certamente que não desejam que os compradores depois se ponham com comparações!!! Aliás, essa norma de um produto para além do preço da embalagem em questão ter também afixado o preço por litro ou por quilo, mesmo quando é cumprida é de muito má vontade. Tem de se pôr uns óculos de ver ao pé, porque as letras do produto ao quilo são sempre do mais pequenino que há!
Mas quanto às normas ou leis sobre o modo como se deve praticar uma venda, até nem são só as grandes
superfícies que as não cumprem, será mesmo ainda pior no pequeno comércio. Por exemplo, os produtos que estão numa montra devem ter sempre os preços afixados e legíveis. Quantas e quantas lojas o não fazem. Eu já tenho observado estar a “armar-se uma montra" e terem o cuidado de virarem a etiqueta do preço para baixo, de modo a não ficar legível. Claro que a ideia é forçar a pessoa a entrar na loja para fazer a pergunta e depois “darem-lhe a volta” para o levar a comprar o produto.
É preciso uma táctica de defesa, sim senhor!
Emiéle
Publicado por populo às 07:45 AM | Comentários (3)
agosto 22, 2006
E já agora...
Para ilustrar o que acabei de dizer, que tal este belo chuveiro?
Não era bom, fazer-lhe companhia...?

Emiéle
Publicado por populo às 08:37 PM | Comentários (2)
Cacalor!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Lisboa está formidável sem a posta do meio. Quero eu dizer se esquecermos as horas entre a manhã e o entardecer…
Quando hoje saí de casa, sorri de satisfação. Havia pouco trânsito, muito lugar para estacionar, muitas lojas fechadas mas não me faziam grande falta, o balcão do meu banco tinha uma única pessoa à minha frente e até corria uma aragenzinha muito catita. O dia parecia-me muito risonho.
E agora, pelas sete da tarde, renovo o sorriso. Volta a acontecer a mesma coisa, e a cidade está uma beleza! Um belo entardecer, muito pouco movimento, não há filas nos supermercados, até me parece que existe mais silêncio, magnífico!
O pior é a tal “posta do meio”. Aí entre as 11 e as 6 da tarde o único lugar agradável é no chuveiro, mas não é prático para se trabalhar…
Apesar de tudo hoje re-descobri a “ventoinha portátil”, que já existia há muitas centenas de anos – chama-se leque ou ventarola. Porque é que não me tinha lembrado mais cedo?!!!
Bela ideia, não é?

Emiéle
Publicado por populo às 07:58 PM | Comentários (1)
A Charia
É curioso que quando falamos em “Islamismo” uma grande parte das pessoas evoca de imediato países do médio oriente ou norte de África, onde vive a maioria dos árabes, esquecendo que a África negra e uma enorme parte da Ásia também é islâmica. É uma religião fortíssima e com princípios muito rígidos, e valores que definem toda uma vida social.
Uma das regras mais impressionantes é a obediência à Charia . Rigorosa. Absoluta. Total.
Para um europeu do século XXI, custa a imaginar apesar de durante a Idade Média o conceito não ser assim tão estranho (não esquecer que os Reis tinham de ser aceites pelo Papa, ou seja o poder temporal estava sujeito ao poder da Igreja)
Ora um dos locais onde se verifica que a famosa Charia é cumprida com um rigor tenebroso é na Nigéria. Já por diversas vezes correram na net abaixo assinados, pedindo clemência para mulheres condenadas por adultério que deveriam ser lapidadas, e desta vez a notícia chocante, tem de novo a ver com infidelidades: um marido suspeitando que a mulher lhe era infiel cortou-lhe uma perna. Como pelos vistos a suspeita não se deve ter confirmado – porque creio que se assim fosse ela seria até condenada á morte – agora aplica-se a Lei de Talião, e é ele que vai ser condenado a ter uma perna amputada.
Parece que, segundo a Charia, essa coisa da amputação é natural. Um castigo para quem se porta mal. É certo que cada país deve ser soberano nas suas leis e na forma como as aplica. Ainda em muitos lados é legal a Pena de Morte, por exemplo. Contudo as normas dos Direitos Humanos não deviam ter força em todos os países do Mundo?
Eu respeito muito a independência e a autonomia dos diversos Estados, mas … por vezes sinto um nó no estômago. Perante certos usos não há nada a fazer?
A comunidade internacional não tem qualquer intervenção?
Fico perplexa e chocada. Não tem a ver com o facto de ser “diferente”, tem a ver com o “ser errado” segundo as normas dos Direitos Humanos .
Emiéle
Publicado por populo às 08:46 AM | Comentários (15)
O tempo e o modo
O DN de hoje traz vários artigos relacionados com o tema dos horários de trabalho em diversos países. Dá-nos muito que pensar, até porque o limite e a redução dos horários de trabalho tem sido uma bandeira das organizações de trabalhadores desde sempre. E agora de novo esse problema volta à ordem do dia.
Parece, por aquilo que se lê, que “se” trabalha pouco. É evidente que quem tem estas opiniões considera sempre que ele próprio trabalha muito! Quem trabalha pouco são sempre “os outros”.
Contudo lemos por aí números. Ficamos a saber que na Europa não se trabalha mais de 48 por semana enquanto noutras partes do Mundo essas horas aumentam muito. Nos EUA por exemplo o número de horas de trabalho é bem elevado, em contraste com a França ou Alemanha ou até Itália. Curiosamente, apesar do que se anda sempre a ouvir «Portugal é um dos países europeus em que uma pessoa, em média, trabalha mais horas por ano ». Mas então porque é que não produz?
Ora, noutros dos artigos, as coisas começam a apresentar umas cores diferentes. Por exemplo, viu-se que lá na América se está mais tempo a trabalhar, contudo «quando se mede a produtividade por hora trabalhada, os franceses já apresentam um valor superior ao dos norte-americanos, enquanto os alemães obtêm um registo praticamente igual». Então? E mais, «Portugal, com um horário por trabalhador bastante mais próximo do praticado nos Estados Unidos do que da média europeia, tem um problema diferente do dos seus parceiros comunitários, sendo o diferencial de rendimento explicado essencialmente pela baixa produtividade.»
Ora vamos raciocinar: Trabalha-se mais e produz-se menos? Então possivelmente o que deve ser avaliado não é o tempo que se está no local de trabalho e sim aquilo que se faz. Isto vem completamente ao encontro daquilo que sempre pensei. Há patrões e empresas que vivem obcecados pelas horas que os seus empregados cumprem, com relógios de ponto sofisticados, com um controlo quase policial. Para quê? Quando uma pessoa anda satisfeita com o que faz, com as suas condições de trabalho até “se esquece” do tempo. Se anda contrariada e a sentir-se presa, as horas arrastam-se e no final aquilo que fez reduz-se a nada. Na minha opinião a tónica deveria pôr-se na qualidade e não na quantidade. E acredito que assim a produção melhorasse.

Emiéle
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Publicado por populo às 08:06 AM | Comentários (9)
agosto 21, 2006
A importância que pode ter um blog
Para muitos ( para mim, por exemplo ) o blog é um entretimento, um hobby.
Mas pode não o ser.
Pode ser modo possível de desabafar num país sujeito a uma guerra que parece não acabar.
No Líbano nasceu um blog chamado KERBLOG de um blogger que encontrou este modo de expressão para falar do seu país.
Com 30 anos, desenhador, músico, o blog está cheio de cor e criatividade. E ironia, como custa acreditar!
Vão ver e apreciar.
Ele pede que o divulguem, e é o mínimo que poderemos fazer!
«from under the lebanese earth
more than 1500 persons are asking themselves
why?»
Pois é, amigo. Porquê?
Emiéle
Publicado por populo às 08:35 PM | Comentários (6)
Frangos doirados
Hoje fui bastante tempo atrás de uma carrinha, muito linda, toda ela preta brilhante e que levava escrito www.goldenchicken.com ( não sei se era assim, se tinha algum ponto, algum traço, também não tomei nota, é claro!) em letras como é fácil de imaginar, todas doiradas.
Aquilo metia vista!
E fiquei para ali a pensar.
Será que eram da ninhada da galinha dos Ovos de Oiro?

Emiéle
Publicado por populo às 08:08 PM | Comentários (6)
A simpatia e o sucesso
Aqui há bastante tempo escrevi um post a que chamei Empresas de Sucesso . Foi escrito com muito gosto, porque tinha muito apreço e respeito pela senhora a que lá me refiro que, conjuntamente com o marido, a partir de uma casinha pequenina, longe de qualquer vila, criaram uma loja que com o tempo se foi desenvolvendo, crescendo, ampliando e é hoje um local conhecido por muita gente.
Como dizia lá nesse post, o início foi bem difícil. Ela dizia rindo-se, que se admirava quando havia pessoas que desanimavam ao fim de um ano, porque no seu caso um ano não foi nada, foi mesmo só para começar. E, o certo é que sempre que vou de fim-de-semana costumo passar por lá. Nem é para comprar nada é para cumprimentar, porque os dois dedos de conversa que ela consegue arranjar para cada cliente, sabem bem!
Mas desta vez, o marido veio ter comigo muito risonho: “Olhe, estive a ver o seu site!” Fiquei um pouco descorçoada, nós costumamos chamar a isto blog (apesar de ser realmente um site!) mas também sorri a perguntar como o tinha descoberto. Pois. São estas coisas estranhas dos motores de busca… Uma sua filha andava à procura de uma resposta a um emprego, e mostrava ao pai e à mãe que escrevendo um nome consegue obter tudo o que se refere a esse nome. E de brincadeira disse: «Quer ver, mãe, olhe o seu “Graça Severiano”» e a surpresa foi da própria filha quando descobriu uma referência à mãe! Tinha sido num comentário desse meu post.
Fiquei satisfeita. O certo é que o que possa dizer quanto ao atendimento nessa loja não é demais. Imaginem que desta vez, andando eu a meter o nariz em tudo, como é meu costume, disse-me ela -”Ah, espere aí, tenho aqui uma prenda para o seu filho!” Uma prenda…? Trouxe-me então uma caneca com o emblema do Sporting que disse ter mandado fazer de propósito, em Viana do Alentejo, creio que ao ceramista onde compram as coisas. Pode imaginar-se maior atenção? Claro que ela sabia da “doença” cá do meu herdeiro, mas ter encomendado de propósito aquela caneca para os lápis, é coisa que enternece.
É esse o segredo daquela loja: muito, muito trabalho – durante 15 anos nunca teve férias! – e um atendimento de tal gentileza que cativa quem lá vai.
Bem haja, D. Graça.
Emiéle
Publicado por populo às 07:05 PM | Comentários (4)
Perguntas parvas
Não devo ser só eu. Não quero acreditar que seja só eu! Por favor digam-me que já vos tem acontecido proferir qualquer coisa e, mal a última sílaba vos saiu da boca, já desejam ‘engolir’ o que acabaram de dizer…?
É o inconveniente da linguagem oral. A gente quando escreve pode sempre riscar (e agora com as modernices dos words até fica tudo limpinho num ai!) e sobretudo enquanto se escreve há tempo para se pensar no que se diz… Bom, mas a verdade é que nós falamos e ainda bem, é muito bom falar, conversar e …às vezes dizer disparates. Pronto, olha, saiu saiu!
Mas há uma frase que eu digo e sai-me sempre como sendo uma pergunta, mas a verdade é que no fundo pretende ser uma exclamação. Encontro alguém inesperadamente e digo:
-«Ah! Estás cá?!»
Sempre, mas sempre, mal o som do áááá se desvanece me sinto completamente idiota. Gaguejo e pretendo corrigir –«Claro, estás, estou a falar contigo!» enquanto me rio de mim própria. Por acaso só uma vez, e ainda por cima dessa vez o meu espanto tinha razão de ser porque era em Macau e não fazia a menor ideia de que essa pessoa lá estivesse, alguém me respondeu secamente «Não! Isto que vês é o meu fantasma!», porque de uma forma geral costumam rir comigo do disparate.
Mas lá que me sinto uma parva, isso é inegável. E ainda há cinco minutos aconteceu de novo.
Booolaaaas!!!!
Emiéle
Publicado por populo às 01:45 PM | Comentários (5)
Remorsos
Tenho uma amiga muito velhinha. Muito, muito velhinha. Já aqui falei nela creio até que por mais de uma vez. É uma senhora muito inteligente, extremamente culta, que sempre viveu num meio intelectual – filha de escritor, viúva de pintor – e cultiva, interessada, quase todas as facetas da cultura. Tem um enorme humor que aplica por vezes cirurgicamente, apontando o ridículo de uma situação de um modo completamente desconcertante.
Vive numa casa enorme, enorme ainda mais para quem vive sozinha com uma empregada, casa que tem a vista sobre Lisboa mais espectacular que me foi dado ver. Mas não tem filhos, nem sobrinhos directos, e vive agora bastante sozinha, sobretudo para quem tem mais de noventa anos e pouca saúde. Eu, quando posso, faço-lhe uma ou outra visita, mas reconheço que são demasiado rápidas. A vida deixa-nos sempre com tanta ocupação pendurada que se vai deixando para mais tarde o que não nos parece tão prioritário. Contudo, até agora ia abafando um sentimento de culpa porque, de vez em quando, lá fazia um telefonema e ia conversando um pouquinho. Sei bem que não era o que devia fazer, isto era uma espécie de “aproximação” de lotaria, mas ia funcionando e atenuando esse sentimento de culpa.
Mas das últimas vezes que quis usar o esquema do telefone, para “fazer visita” a coisa correu mal. Infelizmente a idade está a roubar-lhe um sentido importante que é o ouvido. A minha amiga está a ouvir tão mal que os telefonemas são muito penosos. Ela a repetir, “quê???” e eu a gritar deste lado, absolutamente aos berros e mesmo assim quase sem resultar… Porque o sistema do berro serve para dar um recado, uma informação curta, mas não para travar uma conversa demorada que substitua uma visita.
Não. Sinto o coração muito pesado. Custe o que custar, a gente “arranja” sempre tempo quando o que queremos é muito importante.
Tenho de a ir visitar, e não passa desta semana !
Emiéle
Publicado por populo às 08:45 AM | Comentários (8)
E a segunda parte da notícia aqui debaixo:
O drama da imigração tem muitas facetas.
A primeira será as condições de vida difíceis na sua pátria que levam o imigrante a fugir. A segunda, será as circunstâncias em que essa fuga se processa, com risco de vida tantas vezes. A terceira é o que vão encontrar, e em que condições vão viver nessa terra tão diferente da sua, com hábitos e cultura muitas vezes opostas aquilo a que estão habituados.
Duríssimo.
E, as notícias que vamos recebendo confirmam o que já se sabia – são sempre os prédios de imigrantes, quer em terras mais pequemas quer em edifícios na capital, "Cidade Luz"??? que ardem que nem palha quando qualquer acidente acontece.
E sempre locais onde se amontoam pessoas, e sem condições de nenhuma espécie.
E isto é o tal Primeiro Mundo, não é?
Emiéle
Publicado por populo às 08:17 AM | Comentários (4)
A imigração maciça de África
Ontem viu-se na TV e lemos nos jornais informações terríveis e impressionantes sobre a fuga de africanos para a Europa, como se este fosse um El-Dorado.
Arrepia-nos pensar nas condições de ‘vida’ (?!) dessas pessoas, famílias inteiras com crianças atrás, que fogem literalmente de uma terra onde não conseguem viver e procuram outras onde muitas vezes vão viver em péssimas condições e o seu trabalho será explorado mas, na sua perspectiva, isso será menos mau do que a realidade que dos seus países.
O que tem chegado aos noticiários são sobretudo os que procuram a Itália ou a Espanha. Ignoram-se os que morrem no mar sem nunca se saber deles ou os que são bem sucedidos e alcançam o tal buraco onde ninguém os encontra. Mas o que nos deixa estupefactos são os números avançados: milhares!
Milhares de pessoas em desespero que tentam saltar barreiras no norte de África e são reenviados para o deserto, como vimos há uns tempos, ou que se metem em barquinhos de brinquedo que naufragam com toda a facilidade acabando muitos deles por morrerem afogados. Primeiro tinha sido Marrocos que foi notícia por essas vagas maciças de gente em fuga da miséria e fome. Agora são as Canárias que desde o início do ano receberam 17.000 imigrantes ilegais
São números de assustar. É um êxodo.
E as palavras de Zapatero que ouvi ontem à noite e nesta notícia não aparecem, tocam no ponto-chave deste problema: Este movimento não irá parar apenas com medidas punitivas e restritivas deste tipo de imigração. Só se vai conseguir alterar este desequilíbrio migratório ao criar condições de vida decente nas terras de origem destes desgraçados de modo a que possam lá viver com um mínimo de dignidade. O maior investimento deveria ser não na repressão destas fugas mas sobretudo em impedir a guerra a fome e a miséria de tornarem as suas pátrias inabitáveis.
Emiéle
Publicado por populo às 07:58 AM | Comentários (6)
agosto 20, 2006
Boa Noite, até amanhã...
Acabei de chegar.
Hoje não "prestei nenhuma assitência" aqui ao bloguezinho mas também não é a esta hora que o vou fazer.
Paciência...
Abri o Pópulo só para desejar boa noite!
Amanhã cá nos encontramos.

Emiéle
Publicado por populo às 11:08 PM | Comentários (2)
agosto 19, 2006
'T-shirt'
Acontece muito. De vez em quando, à tardinha, ligar aquela máquina de descontrair e ir zapingando por aí. Sobretudo ao fim-de-semana, quando apetece não pensar em nada de sério.
E costumo parar na Sic Mulher, que quando nasceu me fez torcer o nariz com parti-pris (que raio de ideia um canal para mulheres !!!) mas depois me foi conquistando. Não será a 8ª maravilha do mundo mas tem umas séries muito razoáveis e passamos ali uns bocadinhos agradáveis.
Mas é claro que também tem também uns programas meio tolos. Um deles é de uma senhora chamada Martha Stewart, que tem um talk-show cheínho de inutilidades. Ensina coisas importantes, como decorar uma mesa ou embrulhar um presente, o que dá sempre jeito porque nunca se sabe quando podemos de precisar disso…
Mas, já por mais de uma vez, ela mostrou como é que dobrava uma t-shirt. E realmente aquilo teve piada. Em dois movimentos, pegava em dois pontos da camisola, sacudia-a e … voilá, estava dobrada. Eu fiquei desconfiada, e não entendi nada como é que coisa se fazia! Aliás, creio que não era para perceber acho que era ela a gozar com o pessoal.
Ora não é que hoje descobri um vídeo que mostra o truque da Martha?!
É assim:
E imaginem que fui experimentar e não é que consegui?!!! Tal e qual como ela fez, e mais rápido porque aqui a menina japonesa fez devagarinho para a gente ver bem.
Dizia-se dantes que “quem não tem que fazer faz colheres” mas afinal “quem não tem que fazer dobra t-shirts”
:))
Emiéle
Publicado por populo às 04:00 PM | Comentários (7)
A quebra de um tabu
Fui ao cinema.
[Vou várias vezes apesar de não o dizer aqui, ou o filme não é grande coisa ou metem-se outros assuntos e quando vou escrever já perdi o entusiasmo.] Aliás desta vez é claro que o filme também “não era grande coisa”, devo reconhecer que o fomos ver porque não havia escolha, os cinemas estavam em obras, e só 3 funcionavam, num ia o Capuchinho Vermelho, no outro Miami Vice que já tínhamos visto, sobrava portanto o Regresso do Super-Homem .
‘Bóra aí! Podia ser divertido. E até foi. Desta vez Lex Luthor era um bem-disposto, que fazia humor, o nosso herói regressa à terra depois de 5 anos e apesar de dizerem que há grandes diferenças, assim a olho nu, tudo parece muito igual.
Mas… a traidora da Lois, casou!!! Ou pelo menos tem uma ligação permanente, e além disso teve um filho entretanto. O pobrezinho do Clark Kent fica para morrer, apesar de tal ser difícil visto ser um Super-Homem.
Pronto a história não tem nada de especial a não ser … tátátátá, um pormenor importantíssimo.
É sabido que estas figuras de banda desenhada, namoram um bocadito, mas tudo sempre platónico. O Pato Donald, o Rato Mickey, têm as suas Margaridas, Minnies, e para dar um toque de descendência têm sobrinhos. Engraçados, endiabrados, mas… sobrinhos. As relações deles são altamente platónicas. Quero dizer eram!
Porque onde digo que se quebrou um tabu é que o filho da Lois, afinal é também filho do Super-Homem. Ela tinha escrito uma reportagem que ficou famosa “Uma noite com o Super-Homem”, mas acreditava-se que seria uma noite de aventuras etc e tal. Ná. Afinal dali nasceu um rapazinho todo jeitoso, que tem asma e alguns problemas mas quando se zanga também tem cá uma força de assustar.
Esta de assistir a um Super-Homem papá babado, foi uma novidade. Mas interessante.
Ainda iremos ver um Mickeyzinho?



Emiéle
Publicado por populo às 10:55 AM | Comentários (5)
Bons Dias!
Bom, desta vez, mesmo durante o fim-de-semana ainda me tentei a dar uma espreitadela ao Pópulo. De qualquer modo, estou descansada já sei que não sou mesmo blogodependente, fiz o teste e tudo!…
Mas vim aqui tomar um café, o balcão está mesmo ao lado da mesinha do PC, o monitor olhou para mim, fez um sorrizito tímido, deitou-me uns olhinhos, o lugar não estava ocupado… ok, cedi.
Instalei-me para ver como ia o mundo, quero eu dizer aqui a blogolândia, porque 'o outro' vou vendo pelos jornais.
Já confirmei, 'este mundo' está paradito - normal, não é? Meio de Agosto, e ainda por cima fim-de-semana…Mas é sempre interessante comprovar se é assim ou não.
De resto, estou realmente de passagem.
Vim só deitar aqui uma pinguinha de água no blog, para o tadinho não definhar.
E já me ponho a andar, depois de escrever sobre o Super-Homem (que é que julgavam? Isto não eram só saudades vossas era também uma história para contar!)
Emiéle
Publicado por populo às 10:30 AM | Comentários (2)
agosto 18, 2006
Ora cá temos mais uma sexta à tardinha…
( o 'à tardinha' é agora, tá visto; custou a chegar a tardinha...)
E lá vou eu, não é bem a caminho de Viseu, mas para fóra de Lisboa!
Isto aqui anda muito quente para o meu gosto.
Inté!!!!!!

Emiéle
Publicado por populo às 06:01 PM | Comentários (4)
O gosto de aprender
A Inês escreveu um post no Teacher sobre a questão da fuga de estudantes para disciplinas “fáceis” que inicialmente até interpretei de um modo diverso do que é a realidade. De qualquer modo ela conta que, por culpa da exigência dos exames de Química, «numa certa escola no ano escolar anterior havia cinco turmas de Química e neste que vem haverá apenas uma com 10 alunos». Como na altura não estava a ponderar a importância das médias para o ingresso em certos cursos, imaginei que os jovens desanimassem pela dificuldade da matéria.
E o que a experiência me diz é que no ensino mais do que em qualquer outra coisa, a motivação é a pedra-chave. Todos nós tivemos a experiência de disciplinas de que não gostávamos porque também não gostávamos do professor…E inversamente, nalguns casos, matéria que considerávamos detestável, de repente passou a ser muito interessante porque o professor mudou!
É essa a magia do ensino. E por isso ser professor é uma profissão tão bela. Porque estudar pode ser um verdadeiro prazer.
Lembro-me uma vez, era o meu filho ainda novinho, esteve um fim-de-semana todo a estudar desde manhãzinha até ir para a cama. Eu já estava a ficar enervada com aquilo parecia-me um exagero e, de um modo muito-pouco-mãe, lá lhe atirei às tantas: «-Mas não chega!!!??? Bolas, não estás cansado?! Larga isso um bocado e vai apanhar ar.» e tenho gravada a imagem de uma cara risonha, uns olhos a brilhar, e a resposta «Então nunca ouviste que, ‘quem estuda por gosto não cansa’?»
Fui eu que fiquei envergonhada.
Mas lá está. Ele estava feliz, estava a estudar por gosto, a aprender uma coisa que o interessava. Era apenas esse o segredo e mais nada.
Emiéle
Publicado por populo às 01:58 PM | Comentários (6)
Lutar contra o Medo

Fui alertada primeiro por um post da Mar.
Depois fui ver. E reconheço que é um tema de uma enorme importância. É uma verdade sem discussão que se "a arma" do terrorista é o medo, só o poderemos “desarmar” se não se tiver medo.
Evidente, não?
Se alguém nos agredir com uma faca, uma pistola, um pau, para evitar a agressão retiramos-lhe a faca, a pistola, o pau. Se nos agridem com o Medo, isso só se pode combater se o recusarmos.
Há um movimento “werenotafraid” que defende essa posição. Tem já muitos aderentes.
É uma posição de força moral, de energia, de combate e de coragem.
Só posso apoiar com toda a força!
Não ao Medo!
Temos de os vencer, sob risco de isto se tornar uma espiral infernal. Esta é uma chantagem, se o mundo se assusta uma vez assustar-se-à sempre, ficará sem defesas seja qual for a chantagem que depois surja.
Tem de se dizer NÃO.

Emiéle
PS – A Inês deixou em comentário uma referência extremamente importante. Conselhos às crianças de como lidar com o medo Para ler e guardar.
Publicado por populo às 08:25 AM | Comentários (18)
O Museu de Paula Rego
Parece vir a ser muito interessante. Por enquanto é um projecto, como tudo quando começa. Mas pelo que se pode ler, um projecto cheio de imaginação.
Ela imaginou um museu de histórias e de desenhos que seja divertido, vivo e despretensioso o que é muito sugestivo.
Interessante que a pintura de Paula Rego seja vista como vivendo num território de infância, simultaneamente “de alegrias, e de muitas maldades” referindo que a infância é um tempo de inocência e crueldade também o que por vezes é esquecido.
E isso é transmitido na sua pintura que não agrada a toda a gente, exactamente por esse toque de “crueldade” que a torna tão particular.
Oxalá o Museu corresponda às expectativas.

Emiéle
Publicado por populo às 07:22 AM | Comentários (5)
Uma charada
Estou interessada como é que se vai resolver esta “quadratura do círculo”:
Por um lado o governo decreta que "O trabalho extraordinário não pode exceder duas horas por dia nem ultrapassar cem horas por ano" o que até parece bem. Sete horas de trabalho já é bastante, nove horas é demais. E trabalhar-se, sistematicamente, mais de nove horas é uma violência.
Portanto parece uma medida a pensar no bem-estar dos trabalhadores. Seria de aplaudir. Contudo se há por aí alguns trabalhadores que até ameaçam fazer greve às horas extraordinárias como os médicos e creio que alguns investigadores da PJ, alguma coisa não bate certo… Só se ameaça com uma coisa que não é desejada.
Se falo em quadratura do círculo é porque não entendo como é que se vai conjugar duas forças em sentido oposto – por um lado há a norma de não admitir ninguém e por cada dois trabalhadores que saem só pode entrar um; por outro não se aceita que se faça trabalho extraordinário. Misterioso, não é?
Vamos imaginar, um motorista do Estado ( que são dos trabalhadores que mais horas extras fazem ) conduziu o senhor Secretário de Estado onde foi preciso, mas na volta como atinge as suas duas horas a mais, larga o volante e passa-o a sua excelência. Será assim?
Emiéle
Publicado por populo às 06:55 AM | Comentários (7)
agosto 17, 2006
As malas perdidas
A pobre da Isabel , numa viagem pequenininha, e numa camioneta de rodoviária viu-se despojada da sua mala. Grande transtorno, e prejuízo para ela. Mas se lhe serve de consolo, afinal a crise é geral!
Parece que o número de malas extraviadas no aeroporto de Lisboa tem batido recordes!
Como já me aconteceu por mais de uma vez, em voos longos chegar ao meu destino sem bagagem, compreendo que é coisa que enerve qualquer um. E ainda por cima custa-me a entender. Exactamente por haver estes cuidados todos é que as bagagens deveriam estar super-identificadas! Se há situação onde é crucial saber o que é que é de quem, é quando se suspeita de que pode haver uma bagagem com algo de sinistro. Então como é que pode ser existirem para aí bagagens que pairam no limbo…?
Não faz grande sentido, parece-me.
Emiéle
Publicado por populo às 08:12 AM | Comentários (7)
Choque de conceitos
Já tinha sido anunciado.
O Irão, como retaliação sobre os tais cartoons satíricos sobre o Maomé, considerou que seria uma resposta adequada ripostar com anedotas sobre o holocausto e passou da ideia á acção.
Eles aí estão . Não será a mesma coisa. Não é que me incomode muito, assim como achei descabida a onda que se gerou com a história das caricaturas, provocantes e de mau gosto, mas de qualquer modo um direito de expressão como qualquer outro, também pelo que vi reproduzo exactamente os mesmo sentimentos quanto a esta ‘vingança’. Também acho provocante e de mau gosto , mas será lá com eles, com quem os desenhou e quem os vai ver.
Para mim os conceitos que são ridicularizados são diferentes. Num caso atacou-se uma figura sagrada para muita gente, noutro nega-se e ridiculariza-se um facto histórico.
Mas se todas as diferenças de opinião fossem resolvidas assim, apesar de tudo que grande passo em frente se ia dar!!! Seria ironia contra ironia (sem a questão do mau gosto ) e as outras armas ficariam de lado.
Emiéle
Publicado por populo às 07:40 AM | Comentários (7)
Isto é um desequilíbrio, ou 8 ou 80
Também não era preciso tanto!
Fez aquele calor horroroso, todos nos queixámos, mesmo quem gosta de calor achou demais - as temperaturas aqui em Portugal foram terríveis, um forno! Muitas queixas.
OK!
Então os fazedores do tempo, viraram o botão.
E vai daí vem chuva, vento, trovoadas…
Esperem, esperem, já chega!
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

Que exagero!
Emiéle
Publicado por populo às 07:06 AM | Comentários (6)
Alice do outro lado do espelho
Muitas vezes os factos que conhecemos e em que acreditamos parecem dar uma pirueta, uma cambalhota, enfim um movimento inesperado vem mostrar que nem tudo o que parece é.
Cá por casa, vimos a saber que quanto a comunicações isto anda tão malzinho que os ladrões podem ouvir as conversas dos polícias porque qualquer rádio amador pode “escutar” as frequências que quiser com um rádio baratucho. Achei graça a ingenuidade de dizer que nos termos da lei o radioamador só pode aceder às faixas de frequência que não colidam com as das forças de segurança . É porque um bandido está mesmo ralado em cumprir a lei…
Depois há a surpresa do caso do miúdo que furou as medidas de segurança britânicas
Esta também é de deixar de boca aberta. Está bem, eles afirmam que ele não furou coisa nenhuma porque foi revistado como qualquer passareiro e a única coisa errada é que não trazia bilhete. Mas parece bastante, não parece? Um clandestino no meio daquele aparato todo é coisa para nos deixar de boca aberta.
Mas íamos longe com esta ideia do que “nem tudo o que parece é”.
Se calhar é melhor ficarmos por aqui e meditar-se nessa ideia.
Emiéle
Publicado por populo às 06:33 AM | Comentários (3)
agosto 16, 2006
Arrumando o blog
Há já algum tempo que andava com a ideia de arrumar aqui o estaminé.
Nada de muito radical, mas o certo é que os blogs têm umas janelinhas chamadas “Categorias” e há quem as use muito bem mas outras pessoas, tansas como eu, atrapalham-se com o seu uso. (digo isto para imaginar que não estou sozinha...)
Desde que comecei o Pópulo que nunca usei as tais «Categorias». Primeiro pensei que aquilo que aqui deixava era uma grande salgalhada e não tinha arrumação possível. A seguir comecei a pensar que era uma boa ideia arrumar algumas coisas. Essa necessidade surgiu-me sobretudo durante o mês de Abril quando escrevi vários posts que
ficaram ‘perdidos’ no meio da enxurrada que eu costumo produzir, mas tive pena que assim fosse porque os escrevi com muito amor e poderiam ter interesse mais tarde.
Havia ainda outra classe de posts que “desapareciam” se não fossem arrumadinhos numa pasta especial. Falo de uns textos sobre acontecimentos muito antigos, que comecei a escrever a propósito da descoberta de um “Caderno de capa castanha” e portanto ficaram com esse nome. Mas não apenas esses. Havia histórias e
recordações antigas, que podiam ter interesse, mas ficavam diluídas no conjunto do dia-a-dia dos posts do Pópulo.
De modo que decidi “arrumar a casa”. Voltei a chamar à coluna da direita as famosas Categorias. É certo que a maioria daquilo que aqui escrevo são o que se podem chamar “posts avulso”, não encaixam em nada. Se calhar ficam mesmo “avulso”…
Mas criei uma categoria a que chamei Abril, para o que escrevi nesse mês e não só. Quando aconteça alguma coisa que se possa relacionar com esse período, vou colocar dentro dessa pastinha. Outra categoria é a tal, da Memória. Para não lhe chamar isso mesmo “memória” que me pareceu pomposo, chamei-lhe “Era uma vez…”.
Há ainda uma categoria, a que vou chamar Intimidades; não o faço todos os dias mas, de vez em quando, dá-me para o sentimento e escrevo uma ou outra coisa mais pessoal. Fica aí arrumadinha.
Acho que vou ainda abrir uma pasta para Opiniões. Já me conhecem e sou um tanto sentenciosa, tenho opinião sobre quase tudo! Por vezes não se nota muito :) mas há ocasiões onde quero mesmo dizer aquilo que penso com alguma energia. Fica nessa categoria.
E para acabar, tenho as gracinhas. Este blog não pretende ser uma coisa muito séria e gosto de brincar e dizer disparates de vez em quando. É a pasta Bola-de-sabão.
E pronto.
Casa arrumada.
Até à próxima e me dar alguma veneta e mudar tudo!!!!!
Emiéle
PS - Isto é para se ir fazendo devagar... Não imaginem que vai aparecer já tudo arrumado num foguete!
PS 2 - Não posso deixar de agradecer muito especialmente ao Cachucho a ajuda que me deu. É outra fada-madrinha que eu tenho!
Publicado por populo às 05:00 PM | Comentários (10)
Sabem o que é a D.I.?
Aprendi neste fim-de-semana.
D.I. = Dependência da Internet. E não foi através da Internet que aprendi, ehehehe…!
Há uma revista chamada Psicologia Actual que vai no seu sexto número. ( Acabem lá a construção, caraças!) Quanto mais não fosse, tinha o interesse de ter como colaboradora a “nossa” Catarina o que já era agradável. Mas, como ela modestamente nos informou, no seu último número vem lá o melhor dossier jamais visto sobre a blogosfera . E mainada!!!
Tá visto que fui ler.
E não pensem que vou aqui contar nada, porque o que devem fazer é comprar a revista, não é?
Mas não resisto a transcrever os dez sinais que indicam a patologia da blogodependência. Isto diz-vos alguma coisa…?
1 – Cinco minutos depois de conhecer alguém interessante pergunta-lhe: “Então, tem um blogue?”
2 – A sua hora de almoço tornou-se a sua “hora de blogar”. Guarda alguns posts na gaveta da sua secretária, não se vá dar o caso de necessitar deles durante o dia.
3 – Pensa “Posso parar quando quiser”
4 – Trocou todos os seus amigos reais por amigos de blogue, porque, hum…hum… “eles percebem”.
5 – Posta três ou quatro de seguida apenas para se sentir culpado e vazio logo a seguir.
6 – Possui “inveja de blogue” quando outro bloguer posta algo interessante antes de si. Sofre de “inveja de comentário” quando o dito post recebe mais de 40 comentários – o estúpido!
7 – Vê tudo através da postomania – não pode ver um filme, ver uma peça de teatro ou um jogo, ler um artigo ou partilhar um momento especial com os seus filhos sem pensar que isso merece um post.
8 – Bloga mentalmente quando está no trânsito a conduzir ou no comboio, nalgumas ocasiões mesmo quando está no chuveiro.
9 – O seu outro significativo suspeita que tem um caso com o seu blogue. Mesmo quando estão a sós, dá consigo a pensar como é que estará o seu blogue.
10 – Verifica o sitemiter do seu blogue constantemente. Por vezes levanta-se durante a noite para dar uma espreitadela. Quando blogar está fora de controlo, o blogar irá terminar como eu e você…
Bom, verifiquei, e não estou (ainda ) em estado terminal.
Agora os pontos 7 e 8… Ai, ai, ai…
Aqui ataca-me cá com uma força!
Mas também se se tem um blog é para nos lembramos dele... ou não?!
Emiéle
Publicado por populo às 01:40 PM | Comentários (5)
Saudades
Como decerto muita gente, eu tenho uma colecção de discos em vinil que fizeram as delícias da minha adolescência.
Depois com os anos e o evoluir da tecnologia - eu nem falo nos mp3 e essas técnicas todas - mas os já ‘antigos’ CDs destronaram completamente os meus queridos discos de adolescência e a verdade é que tenho um único gira-discos (é assim que ainda se chama, não é?) onde os posso ouvir, mas nem sequer está na casa onde vivo todos os dias.
Donde, a pouco e pouco, sempre que posso e encontro em versão cd um desses meus antigos discos, aproveito e refaço a "minha" colecção. Nestas mini-férias, passando pela Fnac, na secção de música francesa, encontro – e ainda por cima em promoção – vários desses “meus queridos”. É que assim neste formato posso tocá-los sempre que me apetecer.
E ontem foi uma maratona! Horas inteiras de música. E uma viagem ao passado, com bilhete de regresso é certo, mas uma viagem muito comovente. Só num dos casos a voz do cantor me parecia com um timbre diferente (tenho de o levar ao pé do “original” para confirmar se é a minha memória que está fraquita ou a gravação não ficou grande coisa). Mas estou felicíssima com as minhas compras e o bom que foi matar saudades…

Emiéle
Publicado por populo às 01:20 PM | Comentários (3)
Brisa
Há dias que nos pesam como chumbo, onde parece que nos nossos ombros caem toneladas de preocupações.
Mas a vida, felizmente, é feita de sensações alternativas.
Outros dias há, onde tudo nos parece leve, quando respiramos julgamos que dentro do nosso peito cabe todo o ar que há no céu.
Dias que nos dão a sensação de que poderemos voar, só com uma pequenina brisa.
Assim.
Hoje.

Emiéle
Publicado por populo às 07:00 AM | Comentários (13)
Recordações de férias
Cada qual quando volta de férias trás um bocadinho delas para recordar, não é?
Os ditos “souvenirs”.
No fundo é a ideia ou o desejo de as prolongar no resto do dia-a-dia. Trazemos comida típica, fotos, e bugigangas diversas que para nós têm significado.
Quando estava ontem à noite a descarregar o carro achei engraçado porque também, mesmo em tão poucos dias tive de trazer um poucochinho das minhas férias: descarreguei uns 8 vasos com plantas. Uma grande avenca, tão linda parecia feita de renda (oxalá resista aos calores aqui da capital ) um vaso com umas rosinhas pequeninas, cor-de-rosa, que parecem de brincar, um feto enorme, uma begónia cheia de flores, uma hera muito comprida com folha pequena e recortada, e mais dois ou três vasos com plantas lindas mas de que não faço a menor ideia do nome.
Agora é tratar da “estufa fria” porque se Agosto continua no ritmo de temperaturas com que começou, o meu Jardim Suspenso não se aguenta.
E não posso permitir que isso aconteça.
Nem que peça asilo à Estufa Fria verdadeira, ali no Parque. É que para as manter vale tudo!...

Emiéle
Publicado por populo às 06:45 AM | Comentários (5)
Isto é que é uma semana!

Repararam?
Já viram bem?!?
Para quem como eu - e imagino que mais uns milhões de portugueses - aproveitou esta segunda-feira para arranjar 4 dias de férias, a semana que se estende de 12 a 18 tem 4 dias de descanso e 3 de trabalho.
Que bela semana! Não exactamente virada ao contrário que isso seria um exagero – seria 2 dias de trabalho e 5 de descanso – mas é uma bela aproximação.
Uma segunda-feira que afinal é quarta, é um verdadeiro golpe de mágica.
E mágica da boa, magia branca ou cor-de-rosa como os sonhos às vezes.
BOA!
Emiéle
Publicado por populo às 06:27 AM | Comentários (5)
De regresso
E pronto, cá estou!
É interessante que enquanto estive nas minhas loooongas férias de 4 dias, nem me lembrei assim lá muito do blog. A sério! Claro que de vez em quando pensava nela, tadinho, aqui sozinhito, e sobretudo houve vários aspectos que me faziam pensar “isto dava um post” o que me costuma acontecer com uma frequência inaudita e parece ser um dos mandamentos dos viciados da blogosfera (mas este tema fica para depois). O certo é que o vício anda ainda controlado porque não andei à procura de nenhum cibercafé para ver como andavam as coisas por estas bandas. Fico vaidosa comigo mesmae o meu self-control .
Aliás, nestes dias “desliguei-me” mesmo do resto do mundo! Nem jornais, nem os tele’ditos’, nem informação nenhuma, a televisão quase só serviu para séries de descontracção, comprei ( e ouvi, é claro) uns discozitos, fui à praia, ao cinema, li muito, passeei, comi muito, dormi ainda mais, enfim – fé-ri-as!
E generosamente, S. Pedro decidiu que hoje o dia ia refrescar, para me integrar com mais alegria no trabalho. É que esta semana ainda mantenho o meu horário matutino.
Simpático, o santo.
Emiéle
Publicado por populo às 06:12 AM | Comentários (3)
agosto 11, 2006
FÉRIAS – quatro dias completos!!! Iupi!!!
Pronto, agora não são “ameaços” de vou-ali-e-já-venho, desta vez vêm aí umas férias de 4 dias completos! Vou-me embora daqui a bocadinho e só cá me têm, na terça-feira bem à noite ou, o mais provável, é quarta-feira de manhã.
Já as estou a saborear.
Quero lá saber se vai estar calor, também não vou trabalhar, né…? Sem horas para nada de nada, nem para acordar, nem para comer, nem para coisíssima nenhuma. Um ripanço total!
E, assim como assim, estou convencida que aqui a blogolância também vai andar muito paradita, e se me der para aí ainda paro numa tasca que tem net e dou aqui uma olhadela. Mas desta vez não faço nenhuns planos, se não me virem por aqui já sabem que não desapareci de vez, é só um curto intervalo.
E descansem também vocês que isto dos feriados, são para todos (ou quase).
Beijinhos.
Até à vista.

E se não vai ser bem, bem assim, podia ser...
Emiéle
Publicado por populo às 05:00 PM | Comentários (13)
Desisto!!!!
Desisto, pronto!!!!
Foram mais teimosos do que eu ( o que costuma ser difícil)
Hoje não tenho nem paciência nem tempo.
Já é a n vez que quero entrar no privado do Pópulo de me dão este recado:

Paciência, fico por aqui.
Tenho mais que fazer.
Tchau, até logo.
Emiéle (muito zangada)
Publicado por populo às 07:28 AM | Comentários (11)
«Não apaguem a memória» ( continuação)
Vale a pena.
Valeu a pena.
Lembram-se de que referi aqui um movimento que se tinha formado para a defesa da recordação do que foi o “fascismo português”. Na altura deixei indicações do que fazer a quem quisesse aderir. Parecia-me que se fôssemos muitos se podia vencer alguma inércia que estava a tomar a nossa sociedade preocupada com outras coisas ou – o que era mais grave – não se querendo preocupar com nada.
Está a resultar!
Parece que se consegue vencer, e os memoriais vão ficar!
Boas notícias estas.
Emiéle
Publicado por populo às 06:50 AM | Comentários (5)
E eu que ainda não recebi nada!

Desde que sei que começaram a enviar os reembolsos dos IRS que foram pagos a mais, quando empunho a chavinha da caixa do correio, fico uns segundos suspensa – “será desta?”
Não. Até hoje ainda não foi. Mas vai ser, que a senhora que me faz essas contas disse que sim, e tem batido sempre certo – eu desconto bastante mais do que aquilo que devia pagar. Basta o sinistro “pagamento por conta” (oh que ódio!) que faz pagar adiantado uma pipa de massa.
Bom mas se os contribuintes da 1ª fase já receberem deve passar-se agora à segunda fase, não é?
Tal como no futebol.
Eu pertenço à «equipa da segunda fase», e dava muito jeito que ainda viesse a tempo de ajudar nas férias.
Vou fazer figas para que se despachem.
Vá láááá….
Emiéle
Publicado por populo às 06:12 AM | Comentários (2)
agosto 10, 2006
Considerações sobre ventoinhas

Ora bem.
Ponto prévio: ando a passar-me com este calor.
Dito isto, desculpem toda a maluqueira, mas a verdade é que já não ando em mim.
Cá na minha casa, como o ar condicionado é ainda um luxo, tenho-me governado sempre com as velhas ventoinhas. Bolas, sempre serviram! Até nos trópicos havia umas enormes que se punham no teto das casas e faziam algum fresco. Pelo menos é a ideia que tinha.
Mas não.
A ventoinha faz vento, como o nome indica. E o vento é o ar em movimento, aprendemos na escola. Quando o ar é 'normal' - para não falar em fresco que isso só em sonhos – a sua deslocação faz uma aragem que refresca. Bem bom.
Mas quando a ***** do ar já, por si mesmo, é quente?! Tudo quente! Sai quente de um sítio e vai quente para o outro. Olha a mudança, grande coisa!
É o que me tem acontecido na minha casa que anda a rivalizar com os fornos de padeiro. A ventoinha vai girando e o ar vai-se mexendo de um lado para o outro só que o que anda em movimento é ar quente! Dava para encher um balão e dar a volta ao Mundo.
Já pensei inventar uma ventoinha enxertada de repuxo. Saía o vento com uns salpicos, ou antes, chuva de água fresca. Que tal…?
Bom, agora quando estou a escrever, é de manhã e tudo parece diferente. Mas esperem pelas 3 da tarde…Quem me acode?!
Emiéle
Publicado por populo às 07:32 AM | Comentários (25)
O ladrão-polícia
Claro que não é para ter graça, mas olham que faz sorrir.
Tem tudo para dar um filme engraçado para se ver displicentemente em DVD numa tarde de fim-de-semana:
Um polícia que nas horas vagas se dedicava à ladroagem por conta própria. mas que feio!
Nunca vimos este cenário…? Tenho cá uma ideia, de num zapping qualquer ter apanhado uma história assim.
Se fosse em cinema, acabava bem.
Devolviam-se os roubos e ele ainda casava com uma, toda gira, de uma das casas assaltadas.
Huuummm... Quer-me cheirar que a realidade é menos interessante.
Emiéle
Publicado por populo às 07:24 AM | Comentários (4)
Lá teve de ser…
Pronto, nada a fazer.
O escândalo era demais.
Haja Deus!
Emiéle
Publicado por populo às 07:00 AM | Comentários (4)
Dizem que o amor não tem idade, e os ciúmes também não….
Ainda no rescaldo do meu post sobre relações conjugais mortais , encontro mais um caso, não mortal desta vez, mas mais estranho pela idade dos protagonistas:
Imagine-se o que deve ter sido a vida infernal deste casal para que
um homem de 76 anos agredisse à navalhada a mulher de 74 por ciúmes!
Eu bem sei que as pessoas andam mais conservadas, mas é difícil imaginar uma senhora de 74 anos tão sedutora que possa causar uns ciúmes tão alucinados no seu marido.
Parece que a senhora desde sempre que era agredida por ele e nunca fazia queixa (conhecemos o modelo)
O ‘crime’ desta vez foi querer ir passar a noite a casa de um filho! A agressão meteu navalha, 4 navalhadas, e apesar da senhora não estar já em perigo, pelo menos em perigo moral decerto que o está. Mas voltar a viver com uma fera daquelas, deve ser um pesadelo.
Devido à idade o agressor foi internado num hospital psiquiátrico. Talvez o devesse ter sido das primeiras vezes que lhe bateu.

daqui
Emiéle
Publicado por populo às 06:46 AM | Comentários (7)
agosto 09, 2006
«O que é que eu fiz aos..…? ah! Tá bem!»
Bom. Eu sou distraída. Já o disse para aqui milhares de vezes e continuo na mesma sem vergonha nenhuma. Ou com vergonha mas sem emenda.
Este título que está ali em cima, é a frase que sai mais vezes por dia desta minha boca! Eu penso que se fosse familiar de mim própria, já não me podia ouvir!!!
E ainda por cima muitas vezes sai tudo assim de jacto numa frase só, porque mal acabo de perguntar a mim mesma “o-que-é-que-fiz-aos…” vejo logo onde é que está!
O mais vulgar são os óculos que vão para o alto da cabeça. Mas pode ser o telemóvel, podem ser as chaves, pode ser a chávena de café que poisei em qualquer sítio, pode ser o livro que tinha-mesmo-agora-na-mão, pode ser a escova de cabelo, ou podem ser os objectos mais estranhos que não é suposto desaparecerem magicamente. [Estou a comer uma sanduíche, dou-lhe uma dentada, e enquanto mastigo pego noutra coisa qualquer e …onde é que ela está para a “segunda dentada”??? Nunca mais a vejo, ou encontro-a 8 dias depois mumificada numa prateleira.]
Mas tenho uma amiga que é capaz de ser “melhor”. Mandei-lhe um ‘convite’ para o gmail a seu pedido. Toda contente, montou a coisa. Ontem ligou-me aflita: - Perdi a password! Expliquei-lhe que aquilo é recuperável, temos de seguir uns determinados passos. Ná! Nada feito. Impossível encontrar a dita password e o remédio foi enviar um segundo convite e recomeçar tudo de novo.
Enfim, afinal não estou mal! O “que é que eu fiz aos/à/ao… ah, tá bem!” é uma imagem de marca minha. Já sabem, se ouvirem a frase, quem é que está a falar.
É melhor mesmo deixar assim!

PS - Aqui vai um teste para medir o grau de distracção Que tal?
Emiéle
Publicado por populo às 01:35 PM | Comentários (10)
Esperança.

Esta imagem é pequenina mas desejo que seja simbólica.
Primeiro, a vida não é de toda a preto e branco, mas se o fosse, aqui o gato branco domina o gato preto.
Talvez as sombras sejam apenas isso:
Sombras.
Há luz para além do que nos parece.
Para além dos nossos sentidos.
Há luz!
Emiéle
Publicado por populo às 08:01 AM | Comentários (9)
Incêndios
Ontem o José Palmeiro do Estou na sesta deixou-me um comentário comovente quando falei em incêndios, dizendo «sinto que parte de mim partiu com o incêndio da Serra D'Ossa» que me parece resumir tudo o que há a dizer sobre este flagelo horroroso.
Já foi há nem sei quantos anos (dois, três, quatro anos…?) que quando um incêndio, também ele um pesadelo, destruiu uma parte da zona de Monchique, no Algarve, numa reportagem entrevistaram um rapaz novo que olhava com ar estranho, parte da paisagem. Não me esqueço nunca – e isto, como disse, foi há uns anos – a sua expressão com olhos rasos de água enquanto respondia: «Estou a contemplar isto pela última vês, porque sei que nunca mais na minha vida poderei voltar a olhar esta paisagem. Estas árvores levam a crescer muitíssimo mais do que a minha vida, e a dos meus filhos e a dos meus netos.» O desespero que se lia na sua cara marcou-me muito.
É que estas chamas estão a levar muito mais do que uma riqueza natural, levam parte da nossa vida.

Emiéle
Publicado por populo às 07:16 AM | Comentários (7)
Atire sobre tudo o que mexe!
Em certos filme série B, esta era uma frase ouvida.
Mas afinal não é só no cinema que isto acontece.
Os militares Israelitas também assim o decidiram: «Israel ameaçou bombardear todos os veículos que circulem abaixo do Rio Litani, sul do Líbano» Podem fazê-lo é claro. Mesmo que isso implique que «As Nações Unidas suspendam o envio de um comboio de ajuda humanitária para o sul do Líbano».
O que é que isso interessa? O falcão é um animal predador, não é? Mas quando se caçava de falcão, os falcoeiros dominavam o bicho, aprendi eu.
Não há quem os domine?!
Se as pombas forem muitas, muitas, muitas, pode ser. Se fosse uma fábula.
Ou não? Isso é nas histórias infantis, essa dos ratos que pôem um guiso ao pescoço do gato.

Emiéle
Publicado por populo às 07:12 AM | Comentários (3)
Afinal as Lages são de quem?
Pelos vistos aquilo é uma espécie de “enclave” dos EUA. Um pequeno território dentro do nosso, mas… independente. De qualquer modo seria interessante contarem-nos em linguagem muito simples, qual é o seu estatuto.
Porque quanto aos aviões que por lá passam, está a ver-se que levem o que levarem isso não nos diz respeito. Portanto como a porta deve estar aberta para os amigos passa por lá um avião militar cargueiro de Israel sem o menor problema e Portugal assobia para o lado.
Ah, mas aquilo era um cargueiro militar mas o material bélico que levava era “não ofensivo”. Pois. Um país armado até aos dentes como é aquele, de repente tem uma necessidade urgente de material bélico não ofensivo. Gastou todo o outro, ou nunca o possuiu?
E o papel de Portugal? De embrulho ou nem mesmo isso?
Emiéle
Publicado por populo às 06:47 AM | Comentários (8)
agosto 08, 2006
Blogosfera ao ralenti
Isto de Agosto é tramado! Que moleza...
Tem piada que o ano passado ( e já agora no outro, já andava por cá apesar de pequenina !) não notei este fenómeno.
Mas se forem ao índice da weblog, reparem que pinga um post, depois daí a uns tempos lá pinga outro, tempos depois outro… assim como uma torneira mal fechada.
E eu, que ando mal habituada, estranho aqui a falta de comentários. Cá aparecem alguns amigos do costume, mas mesmo esses em muito menor quantidade e nota-se que de fugida.
Aaaandaaaamoooos tooodooos muuuuiiitoooo leeeentooos…. Nãããããooooo seeeeiiii seeee éééééé doooo mêêês dee Aaaagooostooo, oooouuuu doooo caaalooor maaas aaa veeeerdaaadeee éééé queee iiiistooo aaaandaaa muuuuiiitooo deee vaaaagaaaar…
Ui!
Canervos!!!

Emiéle
Publicado por populo às 08:20 PM | Comentários (12)
Amor Orgulho ou...?
Temos lido recentemente uma série de desgraças a que se poderiam chamar de «Amores trágicos», ou «Crimes passionais» se realmente o sentimento base fosse de facto a paixão amor. Mas é? Pensei escrever um post quando li o primeiro caso, reforcei a intenção com o segundo e hoje reparo que uma jornalista teve a mesma ideia e uniu as 3 histórias, como eu tinha pensado fazer.
Tivemos assim, em pouco tempo, 3 casos brutais: o mais horrível é o de uma rapariga de 26 anos, que o marido de quem se estava a divorciar “queimou viva”! Foi possível, sim. Regou-a com gasolina e pegou-lhe fogo!!! Em seguida enforcou-se. Houve também outro caso, há dias, de uma senhora de 53 anos que deixara o marido ela lá saberá porquê e que foi por ele assassinada com 3 tiros disparando ainda contra a filha que a acompanhava, rapariga de 20 e tal anos. E ontem, mais um crime terrível, uma mulher de 33 anos foi esfaqueada 11 vezes pelo marido . Tal era a raiva. Onze vezes!
O que liga estas histórias, para mim é a frieza da premeditação. Consigo ‘entender’ que numa relação que foi de amor e se transformou em ódio, no meio de troca raivosa de insultos que ferem, um dos elementos do casal agrida o outro mortalmente. Como quer que «ele desapareça» a agressão é tão forte que chega ao crime. É impressionante, terrível, mas entra dentro daquilo que consigo entender do acabar de uma relação.
Mas não nestes casos. É por isso é que tenho dúvidas em lhes chamar ‘crimes de amor’. Uma pessoa que procura outra, já com uma pistola, com uma faca, ou (horror!) uma garrafa de gasolina, está friamente a pensar em a matar. Não vejo amor aí, vejo despeito, vejo alguém que se sente rejeitado e a quem isso causa uma tal raiva que se torna insuportável. O admitir que a mulher que em tempos gostou dele já perdeu esse sentimento, e ainda por cima é capaz de o sentir por outro, é uma ferida no seu orgulho que o torna cego. E como as feras, ataca. São ataques de selvajaria, de ódio, mas sobretudo de um enorme, gigantesco orgulho.
Era um pecado mortal, não era?
E foi-o nestes casos só que mortal para outrem.
Como a alma humana pode ser sombria.

Emiéle
Publicado por populo às 02:15 PM | Comentários (3)
Esta semana...
Como disse ontem esta é uma semana onde vou ter as manhãs muito ocupadas. Estou a prever que as tais duas ou três notícias que costumo comentar aqui convosco todas as manhãs vão passar a ser muito reduzidas, em versão minimalista.
Se calhar as manhãs, aqui no Pópulo, vão adoptar o lema “Olá e Adeus!” Enfim, vamos ver como é que estará o trânsito de manhã cedo, uma vez que de qualquer modo vou ‘andar ao contrário’, sair de Lisboa para a periferia à hora em que a periferia em peso, marcha ao ataque de Lisboa…
Bom, mas pelo menos de manhãzinha está fresco. Um ponto a favor.
Sejamos optimistas, não é?
Inté!
Emiéle
Publicado por populo às 06:42 AM | Comentários (4)
Quinhentos e quarenta e seis fogos
Exactamente. Quinhentos e quarenta e seis fogos num só fim-de-semana.
É certo que todos nos queixamos de umas temperaturas anormais. Está um calor como nunca se viu, e fico parva quando oiço anunciar temperaturas de 40 graus em zonas do norte, quando “isso” só se passava no Alentejo, dantes.
Mas este cenário, repetido todos os anos e, excepto o ano passado, parecendo cada vez pior, é de arrepiar.
Ficamos a questionar-nos o que faltará ainda arder…?
(quem não se assustar, pode clicar para se sentir bem dentro do fogo!)
Emiéle
Publicado por populo às 06:32 AM | Comentários (5)
Medalha à vista?
Bem sei que neste caso é um “português” um pouco emprestado. Dos tais que não deve saber a letra do hino nem os pormenores da História de Portugal. De qualquer modo, vários países ‘nacionalizam’ atletas que lhes dão prestígio e o nosso ‘Francisco’ Obikwelu vai às meias finais dos 100 metros com um tempo que foi a segunda melhor marca da eliminatória.Iremos ter mais uma medalha?

Emiéle
Publicado por populo às 06:15 AM | Comentários (3)
agosto 07, 2006
O “tal” anúncio
Bem, não é um anúncio, é claro. O vídeo de uma campanha, é melhor dizer assim.
Estou a falar da campanha para a prevenção das mortes na estrada, no caso das crianças.
O problema é gravíssimo, como se sabe. A mortalidade infantil, que nem seria alta na nossa terra, sofre um salto sinistro devido aos acidentes. A APSI cansa-se de avisar. Os nossos meninos felizmente não morrem de causas naturais, porque há bons especialistas e boa prevenção, mas vivem num mundo muito perigoso. Desde a sua própria casa, onde sucedem os acidentes mais frequentes, às zonas de recreio, e aos transportes, o mundo está cheio de perigos para eles.
Com toda a razão, decidiu-se chamar a atenção para os acidentes rodoviários. Que são gravíssimos. Só que para ter mais impacto, imagino eu, em vez do carro onde reside o perigo concebeu-se um avião onde os meninos entram e supõe-se que não saem.
Não é pelo facto do “anúncio” ser chocante que não me agradou. Ainda bem que é chocante, porque o que se pretende é exactamente chocar. O que me parece é que se ‘desviou’ a mensagem porque o perigo não está no ar, está no chão. Assim, fica uma coisa muito simbólica, tal como o seria ver as mesmas crianças entrarem para um casarão e cair-lhes o telhado em cima, mas o perigo real, que é a estrada não fica claro. Dá ideia que é perigoso andar-se de avião e não de automóvel…
Porque não, as mesmas imagens destes meninos a instalarem-se alegremente em diversos carros, e em seguida esses carros todos desfeitos? Não seria mais directo? E creio que teria mais impacto para quem conduz.
Ora daqui, o que se conclui?
Emiéle
Publicado por populo às 07:17 PM | Comentários (13)
Como ensinar a fazer desenhos animados
Descobri um site muito interessante. Mesmo muito, muito interessante.
É brasileiro e fala-nos de um conceito de escola onde os alunos, bem pequenos ainda fazem estudos muito interessantes e motivadores.
Mas o que me deixou fascinada foram os seus desenhos animados!
Vejam aqui

ou
aqui
ou este outro exemplo .
Não é maravilhoso?!
O que se consegue fazer com as crianças, com imaginação e gosto.
(atenção, temos de esperar um pouquinho que a animação comece)
Emiéle
Publicado por populo às 02:05 PM | Comentários (60)
Não é uma heresia, pois não?
A busca no Google faz-nos descobrir coisas inesperadas.
No outro dia andava à procura de imagens de "legos" e surgiu-me esta

É perfeita.
Aparentemente está cá tudo para uma criancinha reconstituir a "última ceia". Mas figuras tão respeitáveis em bonequinhos de encaixar não pode cair mal? Depois do nervosismo desencadeado pelo «Código da Vinci», já penso que tudo é possível...
Emiéle
Publicado por populo às 01:58 PM | Comentários (7)
Começar com o pé esquerdo…?

Por vezes até dá sorte (isto sou eu a pensar para me animar)
Quando há muita coisa a correr mal, começa-se a imaginar que não pode correr pior, portanto o futuro terá de ser risonho… É o que estou a sentir neste exacto momento senti esta manhã!
Esta semana – e já agora a outra também, porque vão ser 15 dias! – vai ser complicada. Não vou poder escrever aqui como é meu costume de manhãzinha porque, dado a hora a que vou ter de sair de casa, não seria bem “de manhãzinha” mas mais exactamente no “fim da noitinha” e isso já não me agrada. Começo hoje uma formação que me faz sair de Lisboa mesmo muito cedo para poder chegar lá a horas.
Ora para estrear este acontecimento, deu-se uma pane na electricidade da minha zona, não sei exactamente a que horas mas o certo é que quando o despertador deveria ‘despertar’ eu tinha a casa completamente às escuras. Felizmente sou abençoada com um dom, que é acordar muito aproximadamente à hora a que preciso de o fazer, de modo que apesar de tudo, mesmo às escuras “senti” que eram horas e lá o confirmei à luz de um fósforo.
Bom, para início começou logo a ser mauzinho…
Entretanto, estava no duche (o esquentador é a gás, graças aos deuses! ) e lá vem a abençoada luz. O tempo certinho par me vestir, e…. vai-se de novo!!! Mas entretanto já havia claridade para se tomar o pequeno-almoço, apesar de não poder usar o micro-ondas. Também com este calor quem precisa de leite aquecido?
OK. Apesar de tudo, quando veio a luz ainda liguei aqui o PC, mas… (há bruxas, não há?) apesar de a weblog estar a funcionar, o meu blog dava sinal de que “não era possível encontrar o servidor” !!! Spams, imagino eu. Grrrr!!!!!
Conclusão: estou a escrever este post para ficar em rascunho, escrevi este post nessa altura e se daqui até sair de casa me abrirem a porta do meu próprio blog, talvez fique já à vista, como a weblog continuou amuada, agora que passei por aqui e confirmo que tenho linha, já podem ler a justificação do meu silêncio de hoje de manhã.
Façam figas por mim, que este azar seja apenas hoje…!
Ai, ai, ai, ai…. Lembro-me da Isabel , e receio as tais bruxas.
Emiéle
Publicado por populo às 01:45 PM | Comentários (9)
agosto 06, 2006
Sou uma invejosa
No outro dia a Saltapocinhas, deixou no Fábulas , um vídeo giríssimo sobre o que se passa nas ‘entranhas’ de uma máquina de bebidas . Achei a ideia sensacional, e não descansei enquanto não encontrei um outro ‘vídeo-p’rá-troca’ (não são cromos, mas na nossa idade isto tem mais dignidade)
Ora vejam, senhoras e senhores, o que se passa dentro de uma máquina de lavar roupa!
E esta tenho eu ali dentro, enquanto a máquina dos sumos tenho de sair de casa!! !Eheheheh!!!
Emiéle
PS - Têm de entender que com o calor que sinto, só um paseio deste género, me consolava...
Publicado por populo às 09:05 PM | Comentários (5)
agosto 05, 2006
Até amanhã
Começa a tornar-se rotina, ao sábado de manhã, eu vir-me despedir dos leitores do Pópulo.
É que mais uma vez vou fugir de Lisboa (eu que gosto tanto dela!) e procurar uma zona com uma temperatura mais agradável e menos poluições.
É-me indispensável carregar baterias.
É certo que dantes também me afastava mas levava “o pequenino”, também conhecido por portátil, e continuava ligada à net. Até era bem divertido.
Só que o mês passado deu-me uma fúria (acontece, às vezes…) , e mandei desligar o telefone! Para o tempo que passo naquela casa o telemóvel serve muito bem, e pagar durante um ano 180 euros para ter o direito de fazer umas 10 chamadas, era um absurdo. Passei-me daquela vez e o fio ficou desactivado… e também a net, é claro.
“Portantos” deixo estes posts de hoje que, mesmo ao fim-de-semana também não acordo tarde e dá para o vício, e ao certo, ao certo, só nos tornamos a ver lá para a noite de domingo.
Descansem e divirtam-se!
Emiéle
Publicado por populo às 10:40 AM | Comentários (5)
:D
Esta é tão engraçada que nem encontrei título a condizer.
É uma gargalhada pegada!!!!
Vocês sabem? O MAIOR POEMA DO MUNDO, …. Tárátátátátá!!!! Tem novecentos e noventa e quatro metros
A sério!!!
Eu acho mal. Mais umas estrofes e chegava a mil metros, que sempre é um número redondo.
E não só tem quase um quilómetro, como pesa 110 quilos!
Ganda poema!
Neste caso, o maior é em sentido literal, coisa que nunca, mas nunca, me pessaria pela cabeça!
Mas passou pela cabeça do…”poeta”?
lololol
O que uma pessoa aprende!

Emiéle
Publicado por populo às 10:20 AM | Comentários (4)
As Melancias e arrumação
A Agatha Christie quando criou o seu famosíssimo Hercule Poirot, imaginou-lhe algumas esquisitices. Era sujeito inteligente e sabedor, mas adorava a ordem e as linhas rectas. As torradas que comia tinham de ser um quadrado perfeito, e de uma forma geral considerava essa forma geométrica ( o quadrado) como o máximo da perfeição.
Se ainda fosse vivo ( porque aquela má, matou-o ) sentir-se-ia bem feliz hoje.
Pois imagine-se que já se inventaram as melancias com a forma de cubos
Já viram que bom? Aquele feitio redondo e irregular, desaparece. E uma fatia de melancia, em vez da vulgar meia-lua, passa a ser um rectângulo bem certinho.
Oh maravilhas da civilização!!!!


Emiéle
Publicado por populo às 10:15 AM | Comentários (7)
Bandeira vermelha
Pela vossa saúde, tenham cuidado, caramba!
Mesmo que os banheiros pareça que exagerem, e às vezes parece excesso de cautela, mas eles lá sabem porque içam a bandeira vermelha!
Tomar banho é bom, mas viver é bem melhor!!!

Emiéle
Publicado por populo às 10:06 AM | Comentários (2)
Exames

Não entendo nada!
Nesta caso não se aplica o “expliquem-me como se fosse muito burra”, porque quer-me parecer que sou burra mesmo!
Ora vamos a ver:
Então em 57 disciplinas os alunos reprovaram em 60% . Bom. Nesse caso como é que se diz que "os resultados foram globalmente positivos" . Será porque quanto «aos exames nacionais do secundário, a média da maioria das disciplinas subiu, quando comparada com a segunda fase do ano passado»? Mas isso é positivo?
Quando disse que me sinto burra, estava a ser completamente sincera.
Alguém me sabe dizer se os miúdos afinal sabem ou não sabem?
Emiéle
PS – Mas estou bem acompanhada. O nosso Farpas não tem dúvidas de que não é burro (aliás eu também não, quanto a ele!) e também acha esta história estranha. Já somos dois. Uff...
Publicado por populo às 10:00 AM | Comentários (3)
Vinte e quatro dias de guerra
Balanço:
967 mortos e 3.293 feridos
Para quê?
Emiéle
Publicado por populo às 09:50 AM | Comentários (1)
agosto 04, 2006
A importância do diálogo
Eu fui uma das pessoas que escreveu muito chocada com a notícia de uma menina vítima de uns horríveis maus-tratos, lá para o norte. Assim como eu, muitas pessoas aqui pela blogosfera se manifestaram. Vem agora a saber-se que não existiu nenhuma violência contra a criança e aqueles sinais não seriam de queimaduras mas de uma rara doença de pele.
É evidente que nesta história há muitos erros que devem ser corrigidos, mas não penso como o Daniel que a “culpa” seja só do médico que inicialmente observou a criança. Há muitas responsabilidades, para aqui.
Claro que eu não conheço nada do caso, só aquilo que veio nos jornais. Mas o que sinto é que houve um bloqueio de comunicação a vários níveis, e uma precipitação enorme em trazer a história para a ‘praça pública’. A menina tinha uma doença estranha e raríssima, pelo que se deixa entender. Seria natural, que a mãe ou a pessoa que levasse a criança ao infantário, explicasse isso à educadora. Tanto mais sendo uma coisa muito vistosa e invulgar – os infantários até costumam pedir uma declaração do pediatra em como a doença não impede a criança de frequentar a creche, poderia ser contagiosa! Falhou esse primeiro contacto, sabe-se lá porquê, e se o tivesse havido talvez se tivesse evitado tudo o resto.
Segundo bloqueio de comunicação, o infantário não ter perguntado à família o que se passava. Era normal. Mesmo que suspeitassem de maus-tratos, poderiam perguntar o que era ‘aquilo’ e, conforme a resposta, então fazerem a queixa à CPCJ. Para além disso, tratava-se de uma menina quase com 3 anos, portanto já devia falar e contar se a magoavam ou não. Quando há uma boa relação entre a educadora e a criança, é natural que ela fale, mesmo assustada.
Depois, a ida ao hospital. Se os sinais eram tão semelhantes aos de queimadura, entende-se que, à primeira vista, fosse esse o diagnóstico do médico. Mas como é que não se contactou então a família? Porque é que a mãe não explicou logo a situação? Também ela não saberia o que era? E a menina já estava a ser tratada? Continua a ser estranho isso não se ter resolvido logo nessa noite – mais uma vez ausência de diálogo.
Contudo onde houve excesso de diálogo foi com a Comunicação Social. Aí todos falaram emenso demais. Sendo um caso tão delicado, não seria se de manter um certo recato?
Bom, parece que neste momento a calma voltou. Foi, felizmente, um falso alarme. Contudo o que nos deve deixar atentos é que estas situações realmente ocorrem (eu já vi fotos, verdadeiras, de arrepiar) mas nunca se perde nada em ouvir calmamente todas as pessoas relacionadas com o caso.
Tinha-se evitado sofrimento a muita gente, e confusão aquela menina.
Emiéle
Publicado por populo às 06:10 PM | Comentários (6)
Magia da solidariedade
Foi-me enviado este vídeo pelo José Palmeiro.
Considerei-o logo magnífico e sugeri que o publicasse no Estou na Sesta . Mas por alguns problemas técnicos isso não foi possível de modo que, com a sua autorização, aqui fica:
Chama-se apropriadamente
Emiéle
Publicado por populo às 01:00 PM | Comentários (9)
Obras
Eu sei.
Agosto é o mês ideal para se fazer obras.
Eu própria, que ando há que tempos para fazer umas obras na minha cozinha muito necessitadinha, não as tenho feito porque espero sempre por Agosto e quando ele se aproxima não há … ”tempo” (?). É melhor porque os vizinhos foram para férias e mesmo eu também, vulgarmente, costumo ir de férias e portanto a casa fica vazia. OK.
Mas este ano, as parcas decidiram de outro modo, e não tenho férias em Agosto.
Ora descubro então que, aparentemente, todos os meus vizinhos entraram em obras!!!
O chinfrim que vai neste prédio de manhã à noite é uma surpresa para mim. Desagradável escuso de o dizer.
A casa abala com um som surdo que parece um martelo-pilão. Devem estar a destruir uma parede que resiste a essa destruição… Por cima há uma broca gigante que faz brrrriiiiiii, horas a fio, arrepiando-me toda. De 15 em 15 minutos ouve-se um som, puuuummmmm! que dá para se imaginar que algo de pesadíssimo caiu.
Amigos, é a poluição sonora no seu apogeu.
Mas para não andar aqui a queixar-me, pela janela entra o som daquelas máquinas que quando recuam apitam piiii-piiii-piiii-piiii-piii para avisar quem passa que estão ali. É boa ideia para quem passa, mas imagina-se o que é horas a ouvir esse som penetrante, por outro alguém que muito simplesmente pretende ler um livro!
Bom, amanhã é sábado e preparo-me para fugir!!!
Emiéle
Publicado por populo às 09:01 AM | Comentários (11)
Ainda a questão das listas
Tinha de ser, e o nosso AJJ teria de mostrar que é “diferente” Oh se é! Quem o aprecia, os madeirenses que o elegem, acham-no diferente para melhor, quem o critica, diferente para pior. Mas sempre diferente e apreciando mostrar isso.
Agora vem o problema das listas dos devedores que tanta discussão tem dado. “Aqui não!” Jardim dixit! E pronto,“ali” não.
O certo é que em Portugal continental resultou a ameaça, noventa por cento desses devedores regularizaram as dívidas. Também é certo que deve haver um modo de as cobrar coercivamente, pois se se faz noutros casos… Nunca me vou esquecer da senhora que tinha uma multa por mau estacionamento e que, por não a pagar, teve uma penhora aos seus bens (incluindo um aquário com peixinhos)
O que me têm dito é que os sabichões que têm dívidas grandes (não foi o caso da senhora da multa) nunca têm bens penhoráveis. Esses bens, que poderiam estar em risco, pertencem sempre aos seus familiares que não têm dívidas.
Lá como é, não sei. Mas que Jardim se pode opor, isso pode. A questão, segundo Saldanha Sanches, é que «na prática a Madeira, como os Açores, acabam por ser na mesma subsidiados pelo Estado central através do Orçamento do Estado».
Pois é…
Emiéle
Publicado por populo às 08:46 AM | Comentários (6)
Olhem para mim, a falar de bola!
Mas descansem que não vou passar muito para além dos títulos. Foram eles que me chamaram a atenção e bem vistas as coisas nem o foi por questões de futebol.
Mas reparem, olho para o J.N. e leio: Maioria absolutíssima
Ena, ena!! Mas onde é que se passa este fenómeno de uma quase unanimidade?... (faltou um único voto para essa unanimidade) Sabem quem é que provoca essa onda de simpatia? Pois é verdade: Valentim Loureiro!!! A sério. Qual “apito doirado” qual quê… o major é que é, e o resto são conversas de chacha.
Acreditem que é verdade. A Liga de Clubes soma e segue.
Depois é o Correio da Manhã (mas poderia ser outro qualquer porque a expressão faz parte do calão do futebol) que me diz que Não preciso vender Simão . Eu sei, sei. Fala-se em vender uma pessoa mas aquilo é um modo de falar. Refere-se ao “passe do jogador”. Mas o que querem, desde que comecei a ouvir a expressão que me faz umas 'comichões' que nem queiram saber. Como é que não lhes soa mal…? A verdade é que não estão a mandar sms e a poupar palavras. Sobretudo o jornalismo desportivo que, desculpem lá, mas é palavroso que eu sei lá!!! Preferem dizer “o esférico” em vez de “a bola”, ora se podem usar uma esdrúxula elaborada em vez de uma das palavras mais simples da nossa língua, não seria natural usarem mais duas ou 3 palavras e ficar claro, o que é que estão a “vender”?!
É que fica mal, desculpem-me.
“Vender” uma pessoa, mesmo de que uma forma metafórica, é desagradável.

Emiéle
Publicado por populo às 08:43 AM | Comentários (6)
agosto 03, 2006
Uma rectificação
Escrevi ontem um post, meio a brincar meio a sério, sobre o facto de uns hospitais no norte irem inaugurar umas consultas de estomatologia , num modelo especial. Pensei, na altura, que seria uma medida inovadora, e “melhor do que nada”, porque o ‘nada’ era aquilo que eu conhecia nos hospitais por onde tenho tido o azar de andar…
Ora tive agora um comentário, que nos dá uma informação importante e valiosa.
A J. P. informa-nos assim : «O de Évora, de onde eu vim, tem consulta e tratamento de estomatologia há mais de 10 anos... E não é só para os doentes internados. É aberto ao público como uma consulta externa de rotina, com um dia para atendimento dos funcionários.
Como vês, cara Emiéle, uma mais vez mais se mostra que o Alentejo só é giro para ter monte de fim-de-semana. A restante divulgação/informação, não passa.
;-)
Fica aqui a rectificação. E os meus parabéns a Évora ( e as minhas costelas alentejanas estão a sentir-se muito consoladas..)
Emiéle
Publicado por populo às 10:40 PM | Comentários (2)
A brincar com legos
Ontem fui ao IKEA. Comprei uns armarinhos, muito catitas, vinha tudo desarmado como já se sabe que eles fazem mas com instruções.
Mal desembarquei em casa, pus-me ao trabalho. O material todo em cima do tapete (não tenho nenhuma mesa assim tão grande) e tudo em ordem – parafusos numa tacinha, preguinhos noutra, a famosa ‘chave-ikea’ de apertar parafusos no meu bolso, o esquema que eu devia seguir, em pé encostado ao sofá.
Depois comecei a brincar.
Quando tinha 6 anos e fazia trabalhos manuais lá na escola, era assim!
Amigos, o que me diverti!!! E um quarto de hora depois, com a vitrine já em pé e as belas portas de vidro a correrem nas ranhuras, tudo impecável, senti-me inchada que nem um pavão.
Adoro aquilo.
E pude dizer como quando era pequenina: Fui eu que fiz!!!
A sério que fiquei satisfeitíssima, mais ainda por os ter montado eu do que os possuir. A bela sensação de auto-suficiência vale um dinheirão.
(quer-me parecer que vou passar a comprar lá mais coisas só para as poder montar; como os malucos por aeromodelismo…)

Emiéle
Publicado por populo às 12:58 PM | Comentários (9)
Deste estudo, eu gosto!
Afinal estava tudo mal!
Diziam as nossas avós que se conquistam os homens pelo estômago, e uma “boa esposa” deve saber cozinhar bem. Tudo mentira!
Vejam bem que os homens com fome preferem as gordinhas . Iupiiiii!!!!
É que é só vantagens! Escusamos de andar para aqui a apurar receitas e a chatear-nos na cozinha, e ainda por cima se estivermos um pouquinho mais ‘recheadas’ isso não diminui o interesse do nosso esfomeado namorado.
Booooaaaa!
Emiéle
Publicado por populo às 08:50 AM | Comentários (11)
Alternâncias

É curioso como funciona o interesse das pessoas pelo que acontece no mundo e o modo como os ‘media’ jogam os seus trunfos. Como se tivesse de haver sempre algo na berlinda, mas não por muito tempo. Como se as regras da publicidade funcionassem na Informação, para manter o interesse dos leitores.
Digo isto porque no meio do tema maior, e impossível de não referir, que é o da agressão de Israel ao Líbano, voltam a surgir dois pontos de interesse antigo, mas que ficaram ‘de reserva’. Como se fosse necessário lembrar às pessoas que existem outros motivos de preocupação.
Vemos que Guantanamo não só não é um caso esquecido ou arrumado, como pelos vistos o Poder dos EUA continua a afirmar que «poderá manter presos «indefinidamente», na base de Guantanamo, a maioria sem acusação ou acesso a advogados». Porque sim. A arrogância tem nome, e é aquele.
E a ainda temos a gripe das aves . Andou agora mais calminha e o pânico que chegou a existir desapareceu - tão depressa com veio, assim se foi - mas agora voltam algumas notícias. Até porque a doença existe mesmo, o pânico criado é que foi errado.
É a técnica do duche escocês, quente e frio, ou antes - notícias diversas para terem sempre impacto. O complicado é que mesmo quando se passa a outro “ponto de interesse” o anterior não ficou resolvido. Muito pelo contrário!
Emiéle
Publicado por populo às 08:32 AM | Comentários (6)
Morte do artista?!
Comecei por saber desta história através de um post do Ai-o-Camandro e na altura fiquei céptica, apesar dos links que o post deixava.
O certo é que história continua, o Blog existe, e a Lusa noticia também. Alguém, que mantém o anonimato, mas será pessoa conhecida, está prestes a morrer e tenciona transformar essa situação num último espectáculo.
Custa-me a entender e aceitar. A minha razão insiste em que tudo isto é um jogo simbólico, e por “morte” se deve entender o fim da vida como artista e não vida real.
Contudo é a segundo hipótese que nos é afirmada. Alguém «pretende viver as suas últimas semanas de vida como "um "reality-show" dos afectos, da amizade, da morte"»
Não sei que dizer.
É um caso onde não encontro palavras, se tudo isto não for como já disse e penso, um símbolo.

Emiéle
Publicado por populo às 08:20 AM | Comentários (9)
agosto 02, 2006
Não acredito... será já o “efeito Floribella”?!
Meus amigos, como sabe quem me acompanha [ o tal GAP - Grupo dos Amigos do Pópulo ] eu, na quinta-feira passada, escrevi um post a gozar com a ideia de que algumas palavras-chave, serviam de isco para visitantes aos nossos blogs. Foi muito engraçado porque atrás disso aumentei a minha cultura geral no referente a telenovelas juvenis, coisa que andava muito malzinho… Confirmei que afinal isto é um movimento enooorme, e até assusta um pouco como se pode manipular tanta gente. Descobri por exemplo um blog da Floribella onde podemos colher todas as informações actualizadas que pretendamos. É o marketing na sua força e esplendor.
Mas o que me surpreendeu, é que as visitas ao meu blog realmente subiram!!! Hoje de manhãzinha, fui ver se um post estava já no índice e, como faço muitas vezes, dei depois uma olhadela à estatística “dos mais”. Costumo ir logo directa aos ‘mais comentados' ou os ‘mais activos’ que é onde o Pópulo ainda tem uma posição decente. Nem nunca espreito os “mais visitados” porque sei que não chego à primeira página e não me quero desmoralizar, a gente defende-se, né?. O certo é que quando ‘abri a loja’ comecei com cento e poucas visitas diárias, e de mês a mês tenho aumentado mais umas cem o que é bem bom, mas isto vai indo devagarinho … Tá bem que de Junho para Julho subiu um bocado, mas a minha alma ficou parva quando esta manhã vi que tinha saltado a barreira dos 25 mais visitados… UAU!!!
Bom, shiu... (*falando baixinho*) é certo que neste momento já desceu outra vez, mas o certo é que estive lá, na passerelle.
Terá sido o efeito Floribella? Ou da Ana Malhoa? Ou dos Morangos? Agora fico indecisa a quem devo agradecer…

Emiéle
Publicado por populo às 03:44 PM | Comentários (9)
«Selecção Nacional»
Ando há uns tempos para adicionar à minha coluna da direita um blog muito bom, com temas que me interessam sempre, mas por um motivo ou outro tenho-me desleixado.
Mas acabei agora de ler lá um post que me apetecia pegar-lhe com jeitinho e transpô-lo todo para aqui. Excelente, desde o título que escolheu «outra "selecção nacional" a representar o país e a encher-nos de orgulho» ao texto do post e a informação que nos transmite.
E é simples. Afinal diz-nos apenas que houve uma equipa da AMI constituída por portugueses que partiu para o Líbano. Não, não foi combater, a não ser a fome, a doença, a desgraça. Foram também verificar que estruturas estariam danificadas e o que se poderá fazer para as reconstruir. Esta sim, é uma delegação que nos honra.

E o Sopro do Coração um blog a ler!
Emiéle
Publicado por populo às 09:10 AM | Comentários (7)
Parábola
Não precisa de palavras.
O desenho chama-se "desproporção". É.

Emiéle
Publicado por populo às 08:45 AM | Comentários (12)
Estrada mortal
Oitocentos acidentes em 3 dias, é notável! E também é notável que exista regozijo porque os acidentes diminuíram!!!
«No geral estamos bem, só os feridos graves é que aumentaram» diz um responsável.
Portanto é assim: «Julho é tradicionalmente o mês mais mortífero nas estradas portuguesas. Mas este ano a tendência é de descida no número de acidentes e de mortos e em Julho isso continuou a verificar-se». Ou seja, se quer viajar, nunca escolha Julho.
Bom, ironia à parte, é claro que é bom que os acidentes tenham diminuído, isso não se pode negar. Mas é de lastimar que ainda estejam tão elevados. As nossas estradas são pistas terríveis, ou por elas ou pelos condutores. Sou franca em reconhecer que ultimamente ando com algum medo de conduzir em estrada, não por falta de confiança em mim, mas por uma grande falta de confiança nos outros.
E não faço a menor ideia como se poderá meter bom-senso na cabeça dos nossos compatriotas! Excesso de velocidade, falta de cinto, álcool a mais e até condução sem carta. E isto nos casos que foram ‘apanhados’, porque imagino sempre que aqueles que nem chegam a ser detectados serão muitos mais. O certo é que oiço muita gente a gabar-se “Eh pá, o meu carro chega aos 200 com toda a calma!” Ah é? Devem andar a treinar nas pistas do autódromo, decerto!

Emiéle
Publicado por populo às 08:40 AM | Comentários (4)
Hospitais com medicina dentária

Pela notícia, vê-se que começou em Guimarães (parabéns Guimarães !) e agora passou para Valongo mas talvez o modelo se expanda e ‘contagie’ outros hospitais.
Está longe de ser o ideal porque, por enquanto, o serviço destina-se aos doentes internados, e aos que procurando outra especialidade se verificar que também necessitam muito de tratar os dentes. Por outro lado, mantém-se ainda longe do ideal, porque não é exactamente um serviço dos hospitais.
Estes fornecem as instalações e apoio logístico o que é bom, mas é uma cooperativa de ensino que vai dar assim «aos seus alunos formação profissional pré e pós-graduada e estágios clínicos para profissionais». Não será portanto ainda o que se deseja e como se passa noutros países que gostamos de citar como modelo.
Mas é um princípio.
Contudo é interessante, o receio que “os privados” têm de vir a ser prejudicados Como? A existência de um serviço de saúde para o qual não havia resposta poderá prejudicar alguém? Será que estamos a falar de saúde ou de negócios?!
É assim que as coisas se descobrem.
Emiéle
Publicado por populo às 07:56 AM | Comentários (5)
As eleições no Congo
Foram no Domingo e nem falei nelas. Sendo em si um acontecimento bom e importante, - um país que viveu 40 anos em ditadura e finalmente tem eleições multipartidárias é já, por si só, um feito relevante – previ logo que aqueles 25 milhões de eleitores iam ter problemas.
As eleições em si não correram mal, se não se falar nalguns incidentes inevitáveis. Mas umas eleições que apresentavam 33 concorrentes à Presidência da República seriam complicadas. Ponho-me a imaginar que se em Fevereiro nós tivéssemos 33 caras nos boletins de voto a confusão que seria… E depois sempre foram 40 anos sem praticarem! Alguma coisa se ia complicar.
E tinha de ser: começam as acusações de fraude eleitoral
Era fatal!
Em primeiro lugar aceito perfeitamente que a tenha havido mas, de qualquer forma, já se adivinhava que a acusação ia surgir. Não é fácil crescer-se para a democracia. Afinal quantos países com outras tradições não revelam os mesmos problemas! Quem não se lembra das penúltimas eleições norte-americanas? Vamos esperar/desejar que o Congo vá aprendendo como se dão os primeiros passos.

Emiéle
Publicado por populo às 07:38 AM | Comentários (4)
agosto 01, 2006
Mas que soninho…
Diz-se que tudo o que é pequenino tem graça, mas um gatinho deste tamanho é mesmo um encanto.
Fica a imagem o vídeo, para terminar bem o dia:
(é pequeno, 30", mas dá para se espreguiçar, tomar banho e adormecer)
Emiéle
Publicado por populo às 07:40 PM | Comentários (9)
Boa notícia

Ouvi a notícia na rádio esta manhã quando estava ocupada noutra coisa e não deu para tirar referências correctas. E agora não a encontro nem nas notícias de jornal nem de rádio.
Mas interessou-me. Fiquei satisfeita com o que ouvi.
Pelo que percebi um professor e os seus alunos, na Universidade de Coimbra, desenvolveram um projecto para um simulador de voo no espaço, que está a ser aproveitado pela Agência Espacial Europeia.
Quando em Portugal, com os meios que temos, conseguimos ser reconhecidos pela ciência internacional ( e acontece mais do que aquilo que vem a público, sabem? ) é caso para festejar.
É certo que ouvi a notícia sem muita atenção, pelo que não posso dar pormenores, mas percebi que tínhamos feito boa figura.
E basta isso, para já ficar satisfeita. Há mais vida para além do futebol ( gulp! não me batam!) e ser reconhecido por trabalhos científicos é sempre motivo de orgulho.
Emiéle
Publicado por populo às 08:30 AM | Comentários (9)
A lógica
Ouvi agora no noticiário da rádio e não tenho link para a notícia.
O julgamento dos jovens que mataram um sem-abrigo transexual, vai ser concluído. Com pouca assistência, o que acho muito bem - pelo que ouvi só existem na sala 3 lugares para a comunicação social.
Agora o que não entendi, é a pirueta que os senhores das leis fazem em relação a este crime. Creio não haver dúvidas que o desgraçado foi espancado diversas vezes, para divertimento de quem o fazia. Que, imaginando-o morto, o atiraram à água para se desfazerem do corpo. Mas, como a autópsia declara que ele morreu afogado nessa água e não pelos espancamentos a que foi sujeito, quem o fez é apenas acusado de maus-tratos. Porque afinal “ele afogou-se sozinho”… Pouco mais, e seria considerado um suicídio!
Há qualquer fusível que deve ter fundido aqui na sequência do meu raciocínio: então quando se atira uma pessoa à água, sabendo que ela não ia sair dali, isso não é um crime?
Vamos pensar que me zango com o meu vizinho. Empurro-o e ele cai dentro de um poço. Afogou-se e morreu, mas a minha culpa foi apenas o empurrão, coisa pouca. Quem o matou foi a água, não fui eu.
Não é aqui uma questão de vingança, sei que aqueles jovens também são vítimas de uma sociedade madrasta, mas este branqueamento de um acto tão horrível não consigo aceitar. Houve uma morte e houve responsáveis. Isso é bom que fique claro, até para que nunca mais se volte repetir.
Emiéle
Publicado por populo às 08:05 AM | Comentários (9)
A arrogância
As Nações Unidas inquietam-se, os presidentes de muitos dos maiores países estão indignados, povos não-árabes saem à rua em protesto, até o Papa pede calma, mas a agressão dos sionistas ao Líbano não pára nem por um minuto.
Muito pelo contrário, vão ser chamados mais 15 mil soldados. Porque contra a opinião de todos,
Israel prepara-se para «expandir a ofensiva terrestre no Líbano»
Já se sabia que cada vez mais a ONU não existe. E o mais estranho é que até o Conselho de Segurança que ainda ‘mandava’ alguma coisa, já foi reduzido à sua insignificância. Palavras para quê? São falcões na sua actividade predadora, e os animais predadores não pensam nem são sensíveis a argumentos.
Mas o que anda a reter a Liga Árabe? Nem quero pensar nisso, mas se esses também tomam o freio nos dentes, acabou-se o mundo tal como o conhecemos.
O apocalipse deixa de ser uma imagem bíblica, aproxima-se muito.
Emiéle
Publicado por populo às 07:40 AM | Comentários (5)
A montanha e o ratito

Afinal dos famosos quatro mil… ficaram em menos de 300 .
Ainda bem.
Se for certa a explicação de que muita gente pagou à última hora (e foi mesmo mesmo MUITA GENTE, porque se foram mais de 3.700, foi quase a totalidade!!!) então a ameaça valeu a pena.
Mas não deixa de ser interessante analisar este resultado.
E quanto a estes 288 caloteiros, que situação económica é que têm? Porque será que não pagaram?
Agora a segunda parte tinha também piada: a que empresas é que o Estado está devedor, de quanto e há quanto tempo?
É que contas são contas!
Emiéle
Publicado por populo às 07:30 AM | Comentários (4)
O rigor das palavras
O rigor das notícias
A história é muito triste, uma vez que se refere a um desastre onde morreu uma pessoa, e há algumas outras feridas em estado grave.
Mas o que me espantou foi que esse acidente se deu durante um Safari… no Algarve!
Ainda pensei que eu estivesse confusa, ignorante, e o termo tivesse um sentido desconhecido para mim. Mas fui confirmar no dicionário e lá vem:« safari do Ár. Safara s. m., expedição de caça a animais ferozes de grande porte, em especial na selva africana» . OK. Dizem ‘em especial’ portanto ainda admito que possa ser na «selva algarvia», mas ...«animais ferozes de grande porte»???
Assim, leões , tigres, elefantes…?
Emiéle
Publicado por populo às 07:27 AM | Comentários (3)
