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agosto 24, 2006

Alegremente a caminho do 3º mundo!

É claro que já se adivinhava, mas é interessante ver confirmado o que se pressupunha: «Desde o primeiro trimestre de 2005, o número de assalariados com vencimentos mais elevados aumentou quase 60%»
Isto não são ‘bocas’, quem o diz é o Instituto Nacional de Estatística , penso que isento.
A verdade é que a sociedade é como uma balança, quando diminui de uma banda é porque aumenta da outra. Portanto como há o desemprego que se vê, os contratos a prazo, a precariedade, decerto que é de esperar que nos digam que «por outro os lado os trabalhadores por conta de outrem com ordenados superiores a três mil euros aumentaram 59,4% entre o primeiro trimestre do ano passado e o segundo trimestre deste ano»
Ora ainda bem para eles.
E naturalmente que isso terá boas repercussões, porque pode melhorar o comércio, por exemplo, o trabalho das agências de viagens, a venda de casas e consequentemente a construção civil. É uma cadeia de consequências. O pior é o outro lado da moeda. Porque estes são indicadores de 3º mundo. Soft, é certo. Quem conhece o “verdadeiro 3º mundo” sabe que felizmente não é este Portugal, mas… o caminho é por aqui.

Emiéle

Publicado por populo às agosto 24, 2006 07:30 AM

Comentários

Claramente. Preocupante constatar-se a inexistência de qualquer inversão de tendência, a todos os níveis e não apenas nos salariais. Há uma coisa que ainda não se apreendeu devidamente em Portugal e que dá pelo nome de qualidade de vida.

Publicado por: Miguel às agosto 24, 2006 08:09 AM

Eu no princípio de Setembro vou passar uma semana à Dinamarca. Nunca lá fui apesar de ter lá família, e tenho esperança de entender como é que se vive noutro registo. Porque como dizes, Miguel, nós temos dificuldade em aprender isso.

Publicado por: Emiéle às agosto 24, 2006 08:41 AM

Ainda um ponto ao que acabei de dizer e não sei bem se na linha do que disse o Miguel. Uma das coisas que me impressiona entre nós é a dificuldade que muita gente tem em definir prioridades. Mesmo quando o dinheiro é pouco, pouquíssimo muitas vezes, podemos analisar o que é fundamental e o que é acessório. E, não quero ser 'amiga da onça', mas vejo essas noções muito baralhadas... Claro que sem por em questão o que acabei de dizer no post, e que é impressionante os desiquilíbrios cada vez maiores a que assistimos.

Publicado por: Emiéle às agosto 24, 2006 08:52 AM

gostei da bandeira.vamos ver se o fundo não passa a preto.

Publicado por: fernando nogueira gonçalves às agosto 24, 2006 09:47 AM

Mas Emiéle, só não vê isso quem faz como a avestruz. Repara nos indicadores que por aí passam de que o que mais se vende são exactamente carros de topo de marca ou apartamentos em condomínios de luxo. Depois a classe que dantes se chamava "média" quase desapareceu, vemos uma "média-baixa" digamos assim, que faz compras nas Lojas de 300, que também dispararam por aí, sinal de que têm clientela. Os tais dois extremos.

Publicado por: Joaninha às agosto 24, 2006 10:51 AM

Ora bem, ora bem, ora bem. Eu gosto destes posts porque dão pano para mangas eheheheheh. E se começo a falar, nunca mais me calo o que só acontece quando me sinto bem no meio envolvente. Este Pópulo é porreiro.

Da Dinamarca. Fui lá pela primeira vez em 1989, de comboio. 18 aninhos ainda a cheirar a fresco, cheio de vida, moreno e atrás das loiríssimas dinama... perdão, atrás de vestígios das fábulas do Hans Christian Andersen que me marcaram muito quando era puto (não sei se te lembras dos desenhos animados), da sereia, de ver como era um dos Estados mais desenvolvidos à data, enfim, todo um conjunto de coisas novas. E assim foi. Entre outras coisas, foi lá que vi pela primeira vez duas mulheres abraçadas na rua, a passear, e a beijarem-se na boca. Foi um verdadeiro banho de vida, tal como ela deve ser. Liberdade e felicidade. Sem preconceitos. Viver a vida como ela é.

Entre outras coisas, imagina-nos em Helsingor, não muito longe de Copenhaga e mesmo em frente à Suécia, numa tarde de Agosto a tentar molhar os pés naquelas águas gélidas, com montes de malta jovem à nossa volta a mergulhar como se a água fosse escaldante e um velhote pescador lá perto a despir-se por completo, nu integral, mergulhar junto a um barco de pesca, foi ao fundo várias vezes não sei fazer o quê, saiu, secou-se, vestiu-se e foi-se embora. Na boa.

Não gostei da comida. Simpáticos. Arranjámos logo amizades e fomos muito bem recebidos. Já queriam que bebessemos, fumássemos e nos tornássemos íntimos ahahahahah. Aquela malta não existe.

Mudando de assunto, deixa-me que te diga uma coisa. Eu sei quanto ganho (mal seria) e quanto ganham algumas pessoas que conheço. Não há palavras. É como tu dizes, há muita gente com dificuldades em definir prioridades e não só. Há muita gente que é capaz de viver bem em tempo de vacas gordas e incapaz de refrear alguns dos seus hábitos de consumo em tempos de vacas magras. Mas isso levar-nos-ia a um outro tipo de questões como sejam o grande falhanço de Cavaco enquanto primeiro-ministro ao nível da mudança da mentalidade dos portugueses. Coisa que os sucessivos governos socialistas e de centro-direita não conseguiram alterar pois também eles reflectem em parte essa(s) mentalidade(s) que não foi(ram) alterada(s). Partindo deste pressuposto, como equacionar de forma correcta um conceito tão abstracto como o é a "qualidade de vida"?

Um abraço e desculpa lá o testamento...

Publicado por: Miguel às agosto 24, 2006 08:18 PM

Primeiro ponto: adoro comentários. Se são pequeninos, gosto porque mesmo sem terem tempo ainda perdem algum aqui com o que se está a dizer; se são grandes enriquecem o blog, e fico a lucrar.
Segundo ponto: este comentário, Miguel, ele sozinho era quase um post. Tem tudo para ser interessante. A tua experiencia pessoal, pessoalíssima, e a opinião (que inda por cima tem a vantagem de coincidir com a minha ) sobre a incapacidade de certas pessoas e até governantes gerirem bem comno viver com as vacas tenham elas a gordura que tiverem.
O meu 'primo' dinamarquês também é loiro de olhos claros, um pouco corpulento, e muita simpático! os outros dinamarqueses não sei porque só conheço até agora um amigo dele, que é completamente diferente, cabelos escuros e mais franzino, mas ainda mais simpático! Daqui a uns 15 dias digo o que acho da terra.

Publicado por: Emiéle às agosto 24, 2006 11:38 PM

gostei da bandeira ela maneira.vamos ver se o fundo não passa a azul.
¹²³£¢¬§ªº°₢°?/°°

Publicado por: Anita às abril 9, 2007 08:08 PM

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