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agosto 28, 2006

O trabalho e a "idade ideal"

O “tema” do DN de hoje é interessante porque muito verdadeiro mas um pouco esquecido – a dificuldade que sente uma pessoa mais velha menos nova em conseguir emprego. Bom, a questão está mal posta, claro que se trata da dificuldade de uma pessoa de qualquer idade em conseguir emprego, já se sabe. Mas dentro do problema do desemprego em geral, há depois diversas “sub-dificuldades”…
Já falei muitas vezes do oposto: um jovem acaba a sua formação e começa à procura de uma ocupação. Uma das perguntas que lhe fazem, à cabeça, é sobre a “experiência”. Na altura da entrevista parece que a experiência é fundamental. Básico. Essencial. Indispensável. Sem ela, nada feito. E a verdade, óbvia, de que antes de se começar a trabalhar não há experiência e portanto teria de se dar uma oportunidade para ver as qualidades do candidato, parece ser argumento que não colhe.
Mas temos o outro prato da balança também muito carregado: a pessoa que procura trabalho mas é “menos nova . É outro grave problema, sobretudo quando o trabalho não é lá muito qualificado. E os casos são muitos como se sabe, sobretudo com mulheres mas também encontramos muitíssimos outros casos com homens. O problema é geral. A frase da senhora entrevistada é tão sincera - "Uma pessoa queixa-se do trabalho, mas quando não o tem é muito pior" – e tem tanto eco…
O que fazer quando se é ainda muito nova para a reforma, mas muito velha para nos darem trabalho…?


flor.jpg

Emiéle

Publicado por populo às agosto 28, 2006 08:00 AM

Comentários

Bom dia Emiéle. Suponho que tenhas ido fazer café lol! Bom tema este e, na minha opinião, uma falsa questão resultante do oportunismo de muito tecido empresarial (e não só!) adepta da "carne para canhão". O que fazer? Mudar o sistema. E a mudança do sistema não vai lá só e apenas com uma enorme quantidade de formação profissional. Há países que já estão a inverter a tendência e procuram gente mais madura e com mais experiência (de trabalho e não só). Ainda sobre este tema fiquei algo arrepiado e enojado com a justificação de um director de um jornal britânico sobre a sua política de [di]gestão de Recursos Humanos. O fulano dizia que a política era ter apenas 2 ou 3 bons, do quadro, e o resto era ir buscar jovens aos quais sugaria até ao tutano por 2 ou 3 anos e depois renovava a equipa. Segundo ele, tal era necessário porque os jovens têm algo a mostrar, não têm família, não têm muitas obrigações e por isso não exigem tanto.

Da minha parte, começo a ficar arrepiado quando me dizem que aos 35 anos já estou velho para muitas coisas! ahahahahahhahaha! Epa, eu acho que só estarei velho quando me sentir velho.

Publicado por: Miguel às agosto 28, 2006 08:41 AM

Acertaste, quanto ao café! E olha que o meu é mesmo bom! (como é que vou sobreviver na Dinamarca...?)
Essa concepção ("só estamos velhos quando nos sentimos assim") é a única válida, no meu entender. O critério da idade é o mais falível que existe. Há gente incompetente e tonta dos 20 aos 60, e outros magníficos também dos mesmos 20 os mesmos 60. O que um bom patrão deveria fazer era pô-los à prova e ajuizar por aquilo que visse, e mais nada.
Olha que essa história do jornal britânico, é mais comum do que se poderia pensar. Ter um núcleo fixo mínimo, e ir gerindo o resto com o mínimo possível do tipo "usa e deita fóra".

Publicado por: Emiéle às agosto 28, 2006 08:54 AM

Vim agora aqui abaixo para ver se tenho mais sorte!
Não se consegue comentar aqui no blog!!!! Tou a ver que só quem cá venha às 8 da manhã...

Publicado por: Tess às agosto 28, 2006 11:15 AM

Mas tu és mesmo insistente, Tess! Os teus comentários depois recebem um brinde e entram 4 vezes! LOL
Eu não tenho a mesma pachorra. Quando dizem que dá erro ou lá o que é vou-me embora.
Isto agora é só para ver se desta vez conse
gue ficar.

Publicado por: zorro às agosto 28, 2006 12:22 PM

Bem, como entrou, sempre digo mais alguma coisa:
Como no fundo dizes todos os pretextos são bons. Ou se é jovem demais (dizendo que se é inexperiente) ou se é velho demais (e aí já não vale a tal experiência). Estou completamente de acordo contigo, Emiéle dizendo que o que conta não pode ser a idade. Porque também conheço gente de várias idades com muita ou nenhuma competência. Evidentemente que se estão a trabalhar numa empresa há dezenas de anos alguma competência terão e devem ser respeitados até por terem dedicado a sua vida aquele trabalho; mas podem ter experiência e faltarem outras qualidades também importantes. Assim com um jovem, pode ser muito dinâmico mas escorregar por não conhecer o terreno. O que parece é que no sistema actual é-se preso por ter cão e preso por não o ter!

Publicado por: zorro às agosto 28, 2006 12:28 PM

Claro que vocês todos têm razão, e o tema é sério, mas eu tive umas férias pequenas e agora nem me apetece falar de trabalho, só quero é falar de mais férias... :))
Claro que depois de escrever isto, fica-me um bichinho a moer quando leio a frase "Uma pessoa queixa-se do trabalho, mas quando não o tem é muito pior" . É certo, amiga. Muito, muito pior!
Mas às vezes sabe bem um pouquinho de egoísmo e desejar umas férias para carregar baterias.

Publicado por: Joaninha às agosto 28, 2006 02:49 PM

Contra o meu costume, hoje só cá apareço à noite... Durante o dia, quando podia dizwer qualquer coisa esta caixa estava bloqueada.

Quanto ao tema. Por um lado eu sei que vocês têm razão e que são dois pratos da balança, ou dois lados da moeda, mas tenho tend~encia a preocupar-me mais com as pessoas que são consideradas "velhas demais". Como a bela imagem da flor a secar que encontraste para exemplificar o que dizias. É que quantos aos jovens, sendo também muito injusto, mas têm ainda muita vida á sua frente. Podem lutar, até imigrar, sei lá! Mas um quarentão ou cinquentão, o que vai fazer? Cruzar os braços? É terrível.

Publicado por: Gui às agosto 28, 2006 08:25 PM

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