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agosto 03, 2006
A brincar com legos
Ontem fui ao IKEA. Comprei uns armarinhos, muito catitas, vinha tudo desarmado como já se sabe que eles fazem mas com instruções.
Mal desembarquei em casa, pus-me ao trabalho. O material todo em cima do tapete (não tenho nenhuma mesa assim tão grande) e tudo em ordem – parafusos numa tacinha, preguinhos noutra, a famosa ‘chave-ikea’ de apertar parafusos no meu bolso, o esquema que eu devia seguir, em pé encostado ao sofá.
Depois comecei a brincar.
Quando tinha 6 anos e fazia trabalhos manuais lá na escola, era assim!
Amigos, o que me diverti!!! E um quarto de hora depois, com a vitrine já em pé e as belas portas de vidro a correrem nas ranhuras, tudo impecável, senti-me inchada que nem um pavão.
Adoro aquilo.
E pude dizer como quando era pequenina: Fui eu que fiz!!!
A sério que fiquei satisfeitíssima, mais ainda por os ter montado eu do que os possuir. A bela sensação de auto-suficiência vale um dinheirão.
(quer-me parecer que vou passar a comprar lá mais coisas só para as poder montar; como os malucos por aeromodelismo…)

Emiéle
Publicado por populo às agosto 3, 2006 12:58 PM
Comentários
É um rol de recordações este teu escrito.
Num repente, tanta e tanta coisa, nos vem à memória, como foi bom termos sido crianças, ao invés dos que hoje sofrem as agruras da guerra e que por isso queimam as etapas e quantas vezes a vida.
Publicado por: josé palmeiro às agosto 3, 2006 01:04 PM
Olha Zé, disso posso gabar-me: tive uma boa infância graças a uns pais excepcionais sob todas as perspectivas. Ensinaram-me a andar pelos meus próprios pés, a pensar pela minha cabeça, a respeitar os outros e as suas ideias e a defender as minhas com os valores que me ensinaram. Se a minha vida não tem sido fácil, teria sido bem mais difícil sem essa força que recebi em criança. Relembro-a com esta boa disposição porque foi realmente feliz, tive essa grande sorte!
Publicado por: Emiéle às agosto 3, 2006 02:29 PM
Sorte a nossa, posso também dizê-lo, outros não a tiveram. Acima de tudo é esse legado fantástico que é ter tido uma infância feliz, em que nos foram inculcados todos esses valores, que nos faz ver a vida, como a vemos.
É mesmo um privilégio.
Publicado por: josé palmeiro às agosto 3, 2006 03:08 PM
LOL! Estamos sempre em idade de brincar os brinquedos é que vão mudando!
Publicado por: Farpas às agosto 3, 2006 06:13 PM
Foi o que senti. Mas como aquilo foi um jogo "de construção" o facto de ir encaixando peças remeteu-me realmente à infãncia.
A grande diferença é que estes tipos são uns sovinas e mandam tudo rigorosamente à justa. Se em 30 parafusos perdermos um ficamos feitos ao bife, que não há cá 'mais um' pra esses azares. Temos de ter um cuidadão! Mas até isso é estimulante.
Publicado por: Emiéle às agosto 3, 2006 06:34 PM
Ai eu... Gostei muito do post, como de quase tudo o que escreves, mas...
Tu desculpa, nós não nos conhecemos nem nada, mas não quererás refazer esta frase: "mais ainda por os ter montado eu do que os possuir"?
Pronto, é do Verão, traz o meu lado devasso pra cima! :-D
Publicado por: Ana às agosto 3, 2006 07:49 PM
Ai eu... Gostei muito do post, como de quase tudo o que escreves, mas...
Tu desculpa, nós não nos conhecemos nem nada, mas não quererás refazer esta frase: "mais ainda por os ter montado eu do que os possuir"?
Pronto, é do Verão, traz o meu lado devasso pra cima! :-D
Publicado por: Ana às agosto 3, 2006 07:54 PM
:DDDDD
Olha Ana, estão aqui ao lado a perguntar-me de que é que estou a rir!!!! É que chorei a rir!
É evidente que agora a frase fica extraordinária!!! E afinal eram umas pobres vitrines, tadinhas...Para me pôr aqui a montar vitrines devia estar mesmo bêbada!!! lolololol
:))
Publicado por: Emiéle às agosto 3, 2006 08:04 PM
ROTFLOL!!
Publicado por: Farpas às agosto 3, 2006 08:04 PM