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julho 26, 2006

Mas, afinal…?

Lá que existiu um bombardeamento, parece indiscutível. Que morrerem observadores da UNU, também é facto. Depois é que aparecem os “choques”: Kofi Annan, declarou-se «chocado» com o bombardeamento israelita sobre uma posição da ONU e como um ping-pong vemos que Israel está «chocado» com as declarações do secretário-geral da ONU .
O primeiro pensa que o ataque foi deliberado. E esse 'pensamento' indignou o embaixador. Mas então se não foi deliberado, foi um acaso? Parece grave, também. Andamos aqui a matar pessoas ao acaso, sem querer, assim a modos de “desculpe lá, foi má pontaria”…?
Vai haver um inquérito, é claro, e depois…? É complicado averiguar-se as intenções de uma acção, pode saber-se como começou e como acabou, mas será quase impossível arranjar provas de um engano. Foi engano? Ou não interessa que as pessoas lá vão?
Lá para baixo um comentador deixou-me este linlk . Cuidado que faz muita impressão.
Tive dúvidas em lhe dar realce, mas agora creio ser o momento.

Emiéle

Publicado por populo às julho 26, 2006 08:55 AM

Comentários

Que horror! Emiéle, estará tudo doido?!
Realmente, chega-se a um ponto que o ódio de parte a parte é tão grande que não se olha para o inimigo como ser humano e sim como E.T. como aliens monstruosos que se devem destruir completamente.
E se o ataque não foi intencional, ainda será pior! Se é assim qualquer inocente pode apanhar com uma bomba 'por acaso'.

Publicado por: Joaninha às julho 26, 2006 12:10 PM

Nunca me pus a falar sobre este assunto porque não sei: não sei o suficiente para tomar partido, não sei história, não sei nada.
Mas sei uma coisa: a guerra é do mais horrivel que há e nós é que já nem ligamos muito porque a temos por companhia ao almoço e ao jantar todos os dias (se eu tivesse crianças em casa desligaria a TV à hora das refeições, pelo menos)
Acredito que as fotografias dos israelitas mortos também não devem ser nada lindas...
Não quero tomar partido, mas o que eu ouvi foi que Israel foi atacado na sua fronteira com o Líbano (e nem sequer o foi pelo exercito normal desse país, foi por guerrilheiros, terroristas, o que lhes quiserem chamar) e defendeu-se...
Claro que é mais ou menos como se um dos meus gatinhos se metesse com um cão dos grandes. Quando se fosse a defender ia ser mau para ele!
Não estou a dizer que os israelitas são um povinho inocente, mas parece que desta vez foram os outros que começaram. Claro que depois quem sofre são sempre os inocentes...
E há outra coisa nesta triste história que não entendo: o que fazem esses guerrilheiros no Líbano? Porque é que um país independente, com um exercito tem também grupos terroristas de outra nacionalidade? Será que não se atrevem a manter a ordem no seu próprio país?
Mas algum de nós deixava viver gente indesejável na nossa própria casa?
Quero que compreendas que isto não são provocações, são mesmo as minhas verdadeiras dúvidas, as perguntas que faço a mim própria.

Publicado por: SaltaPocinhas às julho 26, 2006 12:42 PM

Nunca me pus a falar sobre este assunto porque não sei: não sei o suficiente para tomar partido, não sei história, não sei nada.
Mas sei uma coisa: a guerra é do mais horrivel que há e nós é que já nem ligamos muito porque a temos por companhia ao almoço e ao jantar todos os dias (se eu tivesse crianças em casa desligaria a TV à hora das refeições, pelo menos)
Acredito que as fotografias dos israelitas mortos também não devem ser nada lindas...
Não quero tomar partido, mas o que eu ouvi foi que Israel foi atacado na sua fronteira com o Líbano (e nem sequer o foi pelo exercito normal desse país, foi por guerrilheiros, terroristas, o que lhes quiserem chamar) e defendeu-se...
Claro que é mais ou menos como se um dos meus gatinhos se metesse com um cão dos grandes. Quando se fosse a defender ia ser mau para ele!
Não estou a dizer que os israelitas são um povinho inocente, mas parece que desta vez foram os outros que começaram. Claro que depois quem sofre são sempre os inocentes...
E há outra coisa nesta triste história que não entendo: o que fazem esses guerrilheiros no Líbano? Porque é que um país independente, com um exercito tem também grupos terroristas de outra nacionalidade? Será que não se atrevem a manter a ordem no seu próprio país?
Mas algum de nós deixava viver gente indesejável na nossa própria casa?
Quero que compreendas que isto não são provocações, são mesmo as minhas verdadeiras dúvidas, as perguntas que faço a mim própria.

Publicado por: SaltaPocinhas às julho 26, 2006 12:52 PM

Saltapocinhas, aqui o "tomar partido" é difícil porque tudo mostra que há erros graves de parte a parte. E o dito Hezbollah não é nada flor que se cheire e também anda cheio de ódio. Só que aqui não penso que se possa ir pelo caminho de quem foi que começou, porque nunca mais se acabava... Eles diriam que quem começou foi Israel, que ocupou a Faixa de Gaza que não era deles, etc. Também não gosto muito de «contar os mortos de parte a parte» porque um único morto é já horrível, mas se fôssemos por aí, as baixas israelitas são quase insignificantes ao pé dos números das outras baixas. Aqui o que perturba, é a pergunta feita no artigo linkado: que armas foram aquelas? Não é se os mortos ficaram ou não desfigurados, porque qualquer bomba deve deixar um corpo num estado horrível, é se foi usado um material químico esquisito. Mal comparado, se calhar as tais armas que não foram descobertas e desencadeou a guerra do Iraque, estavam aqui em Israel.

Publicado por: Joaninha às julho 26, 2006 01:08 PM

Olá Joaninha!
Quando eu me referia a "quem começou" era só relacionado com este conflito. se formos andando para trás na história não sei onde iríamos parar.
Em relação ao tipo de armas é claro que os israelitas as têm, assim como os americanos e muitos mais países ocidentais.
E não são só armas: têm vírus e bacterias de doenças que já foram erradicadas, mas que podem voltar a todo o instante...
Numa guerra são todos vítimas, menos os que as mandam fazer...

Publicado por: SaltaPocinhas às julho 26, 2006 01:20 PM

Cheguei agora e penso que vocês estão com posições mais próximas do que se podia pensar. Porque o que quer a saltapocinhas quer a Joaninha dizem é essa verdade que salta aos olhos: quem se lixa não é quem desencadeia a guerra é sobretudo quem a sofre na pele...
Depois quanto à história do "quem é que começou"... nunca mais vamos saber a verdade! Se forem ler o Zeca da Nau AQUI pretendem que os soldados 'raptados' foram aprisionados fóra de Israel, já no território do Líbano, portanto eles é que estavam a invadir o outro país... Onde é que está a verdade...?

Publicado por: Emiéle às julho 26, 2006 02:09 PM

É muito difícil não tomar partido...
que o Estado de Israel tem todo o direito a existir, não pode haver dúvidas. mas que s suas fronteiras foram definidas quando foi criado, também não devia haver dúvidas e aí é que está o busilis... Que quem «já lá estava» não gostou que eles tivessem ido, parece-me evidente, mas acredito que se Israel se tivesse mantido quieto, sem querer ir conquistando cada vez mais territórios com colonatos em terra alheia, isto não tinha chegado a este ponto.
Não se entende como um povo que foi tão oprimido durante tantos séculos, e vítima de tanta maldade, consegue ser tão violento e agressor por sua vez.

Publicado por: zorro às julho 26, 2006 03:34 PM

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