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julho 31, 2006
Phishing
E eu que nem sabia o que era essa coisa do phishing !
É claro, é outra vigarice, tá na cara!
Agora «é assim»: Nós recebemos uma carta igualzinha à que está na ‘entrada alargada’ (mas com o cabeçalho tal e qual como o das cartas que vêm da Caixa Geral de Depósitos, esse logotipo é que não consegui copiar para aqui) e, se não estranharmos a linguagem, podemos inocentemente preencher aquilo que pedem.
Ou seja vamos alegremente metermo-nos na boca do lobo.
Vamos entregar de mão beijada, o acesso à nossa conta
Posso não ter lá muito, mas é meu! Ganhei-o com o meu trabalho.
Pronto, quem ler os jornais ou passar pelo Pópulo, já fica a saber.
Se aquela estranha linguagem (os tipos não são portugueses...é uma escrita com sotaque) não vos parecer estranha, pelo menos o meu aviso fica.
NÃO RESPONDAM!

Emiéle
----- Original Message -----
From: CGD.PT
To:
Sent: Sunday, July 30, 2006 8:02 PM
Subject: O banco Caixa Geral de Depósitos realiza a reativação das contas
Cliente respeitado!
Devido a situação que temos em nosso poder em torno da Online-Banking, fazemos exame de medidas para rever todas as contas-online a fim de descobrir as contas de "um dia", utilizadas para "lavagem" do dinheiro roubado.Assim pedimos a todos os clientes encher o formulário da confirmação dos dados da conta.
Atenção As contas que não passarem a revisão a 30.08.06, serão restritas a explanação a fim de sua abertura e uso. A revisãoo atual é requerida para os clientes particulares e para as empresas.
FICHA para os clientes particulares: https://caixadirecta.cgd.pt/CaixaDirecta/loginStart.php
FICHA para os clientes incorporados: https://caixaebanking.cgd.pt/servlet/icbApp/
Pedimos-lhe desculpas por aquelas medidas e agradecemos para Sua compreenção e esperamos continuar a colaborar com V. Exª.
Atentamente,
Banco, Caixa Geral de Depósitos
Departamento de Segurança
________________________________________
Esta letra emite automaticamente e não requer a resposta.
(c) 1995 - 2006 Caixa Geral de Depósitos, SA. Todos os direitos reservados.
Publicado por populo às 05:00 PM | Comentários (9)
Uma música doce
Não vos disse que hoje me sinto bem e calma...?
Fui buscar uma linda música de um cantor "de culto" (para mim, é claro!)
Ora bem, senhoras e senhores, aqui vem - SUSANNE
(claro que as legendas não vêm a propósito, mas não se pode ter tudo, não é?)
Emiéle
Publicado por populo às 02:15 PM | Comentários (10)
Hoje não há notícias
Quero eu dizer, haver há.
Mas eu fiz greve.
Não me apetece! Assim, numa visão rápida, só vejo/leio coisas perturbadoras e não quero encerrar este último dia de Julho com o rol de desgraças que todos conhecemos.
Posso andar distraída, não posso?
Por isso andei a escrever sobre felicidade e afins, que é para dar sorte !

Emiéle
Publicado por populo às 09:00 AM | Comentários (5)
«Sinto-me feliz»
Esta, sente-se feliz.
E transmite a sua sensação...

Emiéle
Publicado por populo às 07:45 AM | Comentários (5)
Ser feliz
Ainda debaixo da estranheza que motivou o post anterior, tenho de «vender o meu peixe» quanto à ‘Felicidade’.
Para mim é óbvio que, como sentimento que é, só pode ser individual e daí o absurdo de se falar na ‘felicidade de países’ porque os sentimentos são humanos.
E este é não apenas humano mas tem variações de pessoa para pessoa conforme o seu temperamento. Há quem seja um optimista que veja tudo pelo seu melhor ângulo, ou com muito humor, e que perante o que o rodeia ou nas situações
mais difíceis tenha uma visão construtiva e positiva das coisas – tem mais capacidade para se sentir feliz. E há, naturalmente o inverso: quem perante uma vida aparentemente ‘boa’, veja tudo sob as piores cores e se sinta bem desgraçado. O velho conselho “se a vida te der limões faz limonada” só pode fazer sentido para os primeiros.
E depois temos o antigo problema do “ser “ e do “estar”.
A língua portuguesa favorece-nos nesse aspecto. Como o ser tem uma qualidade intrínseca, profunda, estrutural, não é nada natural que uma pessoa seja feliz a não ser como desejo ou voto de quem está de fora. Cada um de nós durante a vida tem naturalmente épocas onde se sente feliz, onde está feliz, mas naturalmente que é passageiro.
“E viveram felizes para sempre…” era como acabavam os contos de fadas. Era por isso que eram contos de fadas.
Mas acho excelente que existam apenas “momentos de felicidade”. No meu ponto de vista é até isso que os valoriza mais, o saber-se que é efémero dá uma maior atracção, provoca o desejo de os aproveitar bem, de os prolongar. Como sabemos que passa, esse é o sentimento mais valioso do mundo.
E depende tanto de nós! Sobretudo a capacidade de saber saborear cada pedacinho da vida que temos, uma manta de retalhos de coisas boas – o olhar carinhoso de quem nos ame, uma música que nos emocione, uma paisagem bela, um trabalho bem realizado e reconhecido, um cheiro de terra fresca e húmida ou de pão acabado de cozer, as boas gargalhadas entre amigos, o saber-se útil naquilo que se está a fazer, o…
E o que sei eu daquilo que faz cada um feliz?! Há alturas onde se conjugam vários factores e a sensação prolonga-se parece realmente uma felicidade eterna.
Mas é muito mais rara do que a pedra filosofal. Essa só servia para fazer ouro, e aqui tratava-se de ‘prolongar a felicidade’, essa pedra não só não está descoberta como duvido da sua vantagem.
Vamos vivendo a nossa felicidade como nos vai aparecendo e procurando uma melhor perspectiva para tudo. E é talvez esse um dos segredos de a fazer durar um pouco mais. Mas, repito, o que sei eu da felicidade dos outros…?

Emiéle
Publicado por populo às 07:40 AM | Comentários (8)
Felicidade? Mas isso tem mapa?!
Há notícias de nos deixar de boca aberta. É que o termo FELICIDADE é coisa de vulto. Pode avaliar-se muita coisas, mas… “a felicidade de um país”?
Não ponho em dúvida que a tabela que se pode ver nesta notícia pondere muitos factores de bem-estar, de progresso, de qualidade de vida ( mesmo isso já num post ali atrás vimos que é discutível o conceito...) mas agora uma tabela de países felizes?!
Como é isto feito? São baseados naquilo que os seus habitantes dizem? E como é que esses inquéritos são elaborados? É evidente que a saúde e educação são factores importantes para uma pessoa se sentir bem, mas - valham-me todos os santinhos lá da corte celestial! - a noção de felicidade é muito mais complexa do que isso. Aliás o próprio estudo detecta essas contradições: «os japoneses estão mais insatisfeitos com a própria vida do que os portugueses» por exemplo, ou «os butaneses estão muito mais satisfeitos com a própria vida do que os norte-americanos».
Então…?!
Ah! Cá está o mapa:

Emiéle
Publicado por populo às 07:20 AM | Comentários (10)
julho 30, 2006
Dolce far niente
Dizia que era um nadinha…… e afinal não voltei a ligar a net a não ser agora que cheguei.
Tinha a vaga ideia de que havia perto do local para onde fui um café com net e tencionava parar um bocado por ali se me apetecesse para ver como estava aqui a temperatura do Pópulo, mas afinal andei a cirandar e a fazer outras coisas (uma praia magnífica nos finzinhos de tarde!) a dormir que nem uma parva, e só agora regressei a Lisboa. CHEIA DE LUGARES DE ESTACIONAMENTO!!!
Uipiiiii!
Vivam as férias dos outros!
(que nos deixam a cidade só para nós!)

Emiéle
Publicado por populo às 10:38 PM | Comentários (2)
Andanças
Vai começar, esta segunda feira, mais uma vez um dos Festivais mais interessantes da nossa terra. Já faz 10 anos que começou a actividade. Eu tenho acompanhado com muito interesse estas sucessivas edições, até por motivos familiares – o que não acontece este ano. Pela primeira vez não vou ter lá o meu “enviado especial” o que não quer dizer que não vá seguindo com o maior interesse o desenrolar do Festival.
Porque o Andanças é muitíssimo mais do que um Festival de Danças como o nome poderia sugerir.
Há música é certo, e danças, mas também artesanato, passeios, desporto, actividades para crianças, teatro, pintura, meditação e ioga, é tanta a escolha de actividade que ficamos baralhados.
E no meio de um acampamento que respeita a natureza, com uma magnífica organização, e um convívio entre culturas diferentes na maior harmonia.
Pelo menos foi assim durante 10 anos.
Decerto que vai ser assim de novo este ano.
De 31 de Julho a 6 de Agosto vale a pena ir a Carvalhais.

Emiéle
Publicado por populo às 10:30 PM | Comentários (2)
julho 29, 2006
Vou descansar um nadinha…

Este post deve “entrar” quando eu já não estiver perto da net.
Vou ali e já venho. O que quer dizer que amanhã já me têm por cá, mas este sábado e domingo só se ( e talvez aconteça) passar perto de um ciber-qualquer-coisa…
Inté, e
bom-fim-de-semana!!!!!!!
Beijinhos da
Emiéle
Publicado por populo às 01:33 PM | Comentários (6)
A estética e a caridade cristã
Às vezes admiro-me com as minhas admirações…
Como é que eu, que sou completamente agnóstica e para quem as questões religiosas não me “dizem nada”, fico chocada quando dou conta de uma ou outra atitude de um membro da igreja que vai completamente ao arrepio do que os valores cristãos deviam defender. O que eu devia pensar era “quero lá saber!”, mas não…, reconheço que me choca.
A história em si não terá grande significado. Tem pelo que está subjacente e por uma frase proferida por um membro da Igreja. Ora é o seguinte:
Sabemos que existe legislação sobre os acessos a edifícios públicos por deficientes motores . É uma directiva europeia, que devemos cumprir e infelizmente nem sempre se tem feito por dificuldades várias. Mas é tão básico que deveria até ser um pontozinho lá dos Direitos Humanos.
Ora parece que existe uma Igreja, onde estava previsto uma rampa de acesso a cadeira de rodas e um senhor
bispo achou feio. Eu não sei, porque não vi. Se os arquitectos aprovaram, muito feio não devia ser mas respeito a opinião estética do senhor bispo. Onde sinto eriçarem-se os cabelinhos todos é com a infeliz frase:« também não tem sentido "fazer uma obra só por uma vez ou outra em que entra um deficiente na igreja". »
Como?
Por uma vez ou outra??
Emiéle
Publicado por populo às 11:15 AM | Comentários (9)
Dois tipos de afirmações e seus resultados
Andava há uns dias com vontade de dar a minha opinião sobre uma atitude dos nossos governantes que me pareceu duplamente errada – uma vez por omissão e outra vez por excesso, e encontrei já escrito ( a “papinha feita”…) o que pretendia dizer. Vem num artigo de opinião de João Miguel Tavares no DN.
O que me impressionou – e ao jornalista também – foi a serenidade com que se ouviu um dirigente sindical da polícia proferir declarações, nitidamente racistas e xenófobas [garantiu que a abertura das fronteiras fez disparar a criminalidade em Portugal (uma mentira), explicou que não é por acaso que em França e Espanha "correm com eles" (uma afirmação xenófoba) e aconselhou o Governo a não "deixar entrar tanta gente" (uma teoria de extrema-direita)] e tais declarações ficaram em branca nuvem, como sendo opiniões pessoais de um indivíduo qualquer. Sabemos que não era assim, que quem falava tinha responsabilidades e as suas palavras poderiam ir alimentar as ‘ideias feitas’ de muita gente. Mas isso passou.
Depois, a mesma pessoa, durante uma manifestação onde as palavras de ordem são sempre mais fortes, onde o peso do que se diz está desenquadrado, afirma irritado "Se o anterior primeiro-ministro [Durão Barroso] foi para Bruxelas, mais depressa este [José Sócrates] vai para o Quénia." e aí sim, aí é muito grave o que se diz, e merece castigo exemplar. Já justifica uma reforma compulsiva.
Há qualquer coisa que soa mal.
Não votaram num governo socialista?
Emiéle
Publicado por populo às 11:09 AM | Comentários (3)
Horror!
Há qualquer coisa que não anda bem.
Quero eu dizer que anda mesmo muito mal!
Que onda de loucura passa pela nossa terra no que respeita a adultos nas suas relações com crianças pequenas…? Já tenho pensado se estes horrores existiam dantes mas nunca chegavam ao conhecimento público por serem “abafados”, por nem serem levados aos hospitais, por não se falar nisso? Ou é fenómeno recente?
A minha sensação é que antes existiam crianças maltratadas, agredidas, tratadas com muita severidade, abandonadas, mas eram alguns casos esporádicos e de uma forma geral crianças um pouco mais crescidas.
Nos últimos tempos, tem sido uma chuva de situações arrepiantes de gravíssimos maus-tratos a bebés!!! A crianças pequenininhas. E isso ultrapassa completamente o meu entendimento!
Que se trate severamente uma criança, é censurável. Mas muitas vezes são pais que também foram educados severamente, que os seus próprios pais educaram à pancada, e na sua cabeça o ditado de “quem dá o pão dá a educação” identifica a noção de ‘educação’ com severidade de castigo. É errado, mas faz algum sentido.
Mas deixa completamente de fazer sentido quando o castigo não é a pancada para passar a ser a tortura. E queimar um ser humano vivo com lume, com um ferro em brasa, com cigarros, isso é torturar! Como sabemos há movimentos de Direitos Humanos para impedir a tortura em prisioneiros, em adultos suspeitos de más acções.
Agora transpor isso para uma criança, uma criança pequenina, deixa-nos sem palavras! E o que arrepia é que agora é frequente chegar-nos ao conhecimento notícias destas
Um louco à solta pode ser perigoso. Mas um louco com instintos selvagens que fica perto de uma criança é um perigo horrível. E o pior é que não vejo o que se possa fazer a não ser uma maior vigilância e campanhas para que se possa prevenir estes casos antes de poderem vir a acontecer.
Será que se fez tudo? Podemos ficar de consciência tranquila?
Não sei. A mim tira-me o sono.
Emiéle
Publicado por populo às 10:02 AM | Comentários (5)
julho 28, 2006
Vida ( quase eterna)
Acabei de almoçar com uma grande amiga.
Quando chegou ao pé de mim vinha trémula, comovida com uma situação por que tinha acabado de passar e durante todo o almoço esse foi o tema da nossa conversa.
A minha amiga já não é nova. Não aprecia que lhe digam que está “bem conservada”, apesar de o estar, porque se lembra inevitavelmente das latas e frascos de conserva…. Bem disposta, enérgica, com vitalidade, apesar dos anos. Ora quando vinha ter comigo ao restaurante ao passar numa rua ouviu chamar – «Teresa!» Olhou e não viu ninguém conhecido. “É para outra pessoa”, pensou. Mas repetiram «Ès a Teresa, não és?» e fixou melhor quem falava. Era uma senhora, que lhe sorria, e ia repetindo «Tu não estás a ver quem eu sou?! Mas tu, só podes ser a Teresa, porque és a cara do teu pai! Eu sou a Luísa S.!»
Clic! Um grande salto no tempo e a cara encaixou-se na memória. Aquela era, quer dizer ‘tinha sido’, uma menina, filha de amigos dos seus pais, com quem tinha brincado em criança. Mas essa época, a das brincadeiras em criança, tinha sido há mais cinquenta e tal anos! Depois disso nunca mais se tinham visto. Não dava para acreditar… Tinham sabido vagamente uma da outra, através dos respectivos pais, mas tudo muito vago e à distância.
O impressionante é que a outra repetiu várias vezes, «é espantoso como continuas igual ao teu pai!» e isso tinha mesmo de ser verdade, para ser reconhecida, meio século mais tarde, entre muita gente, no meio de uma rua! E esse facto dava-lhe um prazer imenso e profundo. Durante o nosso almoço contou de outras ocasiões, onde foi reconhecida por essa parecença. Já há vários anos, um senhor que subia num elevador, olhou para ela e perguntou-lhe: «Desculpe, mas não é a filha de fulano? Tem de ser! Estou tão impressionado, parece que o estou a ver a ele!»
Claro que nem é necessário dizer que o pai da minha amiga era uma pessoa extraordinária, que ‘marcava’ profundamente quem o conhecia. E ela, muito comovida, repetiu-me várias vezes “Era tão bom, que não fosse só por fora que eu fosse parecida!”
Mas a nossa conversa de hoje tinha um toquezinho metafísico – a verdade é que pensávamos as duas que enquanto continuamos assim, através dos nossos filhos, não se pode dizer que morremos. Os genes estão cá, para os passar aos filhos dos filhos e a vida, esta Vida com maiúscula, está bem perto da eternidade.

Emiéle
Publicado por populo às 05:00 PM | Comentários (7)
Bom Dia!

Tenho pensado muitas vezes que cuido aqui do meu blog como da minha casa.
Chego aqui de manhãzinha, abro as janelas, arejo o ar, vejo o que se passa lá fora, e ponho as coisas em ordem – ou seja escrevo o que me passa pela cabeça, as coisas que me interessaram e acredito que possam interessar a mais alguém.
Durante o dia vou espreitando quando posso, se alguém passou por aqui e nesse caso tento prestar-lhe alguma atenção.
Mas ontem dei-me conta que o-final-do-dia-de-blog também segue algo de semelhante ao da minha casa. Antes de vir fechar o pc, vejo o que me disseram e faço questão em responder aos comentários, ser a última a comentar em cada post, isto como cortesia para quem se deu ao trabalho de deixar uma opinião. E essa “ronda” corresponde um pouco a dar uma volta pela casa a ver se ficou alguma luz acesa, se as janelas estão como gosto e não vão bater durante a noite, se deixei ligado algum aparelho que o não deva estar.
Acontece por vezes é que me “trocam as voltas”! Como eu ‘fecho os taipais’ um pouco cedo, acontece-me no dia seguinte ver que já depois da minha última resposta, um visitante mais tardio ainda passou por cá… Sabem que fico descorçoada…? Como se tivesse sido menos educada em já não ter respondido aquele comentário. Coisas, cá do meu feitio.
Emiéle
Publicado por populo às 09:30 AM | Comentários (12)
A tal redução
Isto tem sido uma batalha interminável.
Pelos vistos todo o problema do défice português está na existência dos serviços públicos – se magicamente se extinguissem todos, era uma felicidade, acabavam-se os problemas…
O senhor ministro anda a explicar que reduziu mesmo o número de funcionários públicos e as contas é que estão mal feitas .
Cá por mim, como a questão não está no número de pessoas mas sim onde é que estão e o que fazem, tudo isto seria discutir o sexo dos anjos se não se tratasse de gente de carne e osso com as suas vidas aos trambolhões. Quando parece existir algum acordo em como o problema não está em “quantos” mas sim “onde estão”, anda a fugir-se com o rabo à seringa mantendo a questão dos números. O certo é que contrariamente à ideia que nos têm andado a ‘vender’ a nossa terra não tem mais funcionários do que as outras, bem ao contrário. Olhem:
Suécia .. 33,3%
Dinamarca ..30,4%
Bélgica .. 28,8%
Reino Unido ..27,4%
Finlândia ..26,4%
Holanda .. 25,9%
França .. 24,6%
Alemanha .. 24%
Hungria .. 22%
Eslováquia ..21,4%
Áustria .. 20,9%
Grécia .. 20,6%
Irlanda .. 20,6%
Polónia .. 19,8%
Itália .. 19,2%
República Checa ..19,2%
PORTUGAL .. 17,9%
Espanha .. 17,2%
Luxemburgo .. 16%
Agora o busílis, é quem são e onde estão. E isso é sempre uma questão que fica esquecida. Fala-se da despesa com a F.P. e cortar-se em pessoal menor, mas ninguém fala no facto de os senhores ministros terem «para seu serviço pessoal e sob as suas ordens directas, uma média de 136 pessoas e 56 viaturas, CINCO vezes mais que no resto da Europa»
Talvez começando as economias por aí, não fosse uma má ideia….
Emiéle
Publicado por populo às 08:53 AM | Comentários (8)
Maria João Pires

A notícia a mim surpreendeu-me. Já há tempos que não se ouvia falar da pianista Maria João e sabíamos que tinha havido problemas de saúde. Por outro lado, também era conhecido que ela tinha concebido um projecto de educação artística Belgais muito interessante, numa zona do país onde nada havia.
Mas há muito tempo que não havia notícias da artista. Sabemos agora que ela se vai instalar no Brasil e, pelo que se nota, vai queixosa e ressentida. Não nos diz porquê.
Sabemos que os artistas costumam ser o que se chama “temperamentais”, que têm uma sensibilidade maior a certas questões. Mas alguma coisa se passou para esta atitude e é uma pena não apenas esta saída mas sobretudo sê-lo por motivos desagradáveis. Talvez tudo ainda se resolva, que alguém que até mereceu um Prémio Unesco para a Defesa dos Direitos Humanos, merecia ser bem tratada na sua terra.
Emiéle
PS- Tentei deixar aqui uma música dela mas todas as que experimentei tiveram como resposta do "file logde" serem demasiado pesadas para ele... sorry!
Publicado por populo às 08:17 AM | Comentários (6)
O que virá a dar este inquérito?
Uma expressão popular diz que “quanto maior a nau maior a tormenta” e a crise por que está a passar a liderança da Câmara de Lisboa podia servir de ilustração para o ditado. Mas talvez, e seria bom que o fosse, possa também servir de exemplo para outras câmaras, barquitos mais pequenos onde as tempestades também são mais fraquitas mas existem.
É voz corrente (e eu diria que não costuma haver fumo sem fogo se não achasse que era excesso de provérbios para um post só) que a generalidade das Câmaras tem umas ligações duvidosas com a construção civil. Claro que quando é uma autarquia pequenina, o “pecado” também é à medida. Isso porque nessas autarquias mais pequeninas também os grandes construtores não costumam investir muito – a não ser quando é para entrarem em ‘zonas protegidas’ o que sabemos que também acontece…
Agora é Lisboa que está na berlinda
E aqui já as coisas têm grande relevo.
Um negócio muito mal contado de umas relações entre um senhor empresário e a Câmara e um grande empreendimento numa zona muito valorizada. O senhor presidente da Câmara meteu os pés pelas mãos, e pelos vistos o caso está ou vai estar a ser investigado pelo DIAP.
Enfim, negócios…
E, mesmo para quem não acreditava, está à vista que o vereador Sá Fernandes tem sido uma pedra incómoda nesta engrenagem tão bem oleada dos negócios desta Câmara.
Emiéle
Publicado por populo às 07:50 AM | Comentários (3)
julho 27, 2006
Afinal há truque!!!
Ontem, na maior inocência escrevi um post a perguntar como é que os leitores chegavam ao Pópulo Tinha 3 hipóteses, sensatas, e a terceira seria que vinham aqui via um motor de busca, o nosso Google que é óptimo. Mas julgava que era apenas por aquilo que se dizia no título do post, e daí a minha estranheza com alguns paraquedistas que aqui vinham tombar.
Mas, não senhor. Ainda ontem tinha lido no Paulo Querido um post que me pareceu chinês. Não entendi patavina, o que é que era aquilo da Ana Malhoa e dos Morangos com Açúcar??? Mas não averiguei, porque às vezes aquele blog tem uns dados sobre coisas que desconheço completamente e arrumei a questão – devia ser ignorância minha.
Contudo, hoje vou ler a Teacher e lá tem um parágrafo, com o mesmo “código” chinês para mim… Ná, a Inês já é mulher mais perto de mim, se ela entendeu é porque é entendível… E nos comentários vim a perceber que há quem venha ter aos blogs e “nos aumente as tiragens” porque por alguma razão surgiram esses atraentes nomes para muitas pessoas.
E que são: (cá vai!)
Ana Malhoa que é esta menina .
Morangos com Açúcar – a famosa telenovela que não há miúdo ou adolescente que não veja, e até serve de castigo (“não fizeste os trabalhos de casa?! Não vês os Morangos com Açúcar”) e ainda Floribella que me palpitava que fosse personagem dos ditos Morangos…mas afinal pesquisei e deve ser esta cantora.
Bom, aumentei a minha cultura geral e se tiver um aumento de visitas venho aqui contar.
Mas tenho de ser franca, quem venha cá por estas palavras vem uma vez e não volta.
Emiéle
Publicado por populo às 01:38 PM | Comentários (18)
Segurança no Trabalho
O prédio em frente do meu andou a lavar a cara.
Não sei se o senhorio se viu nessa necessidade, ou se passou a condomínio e estava na altura dessa limpeza, mas já há muitos, muitos anos que eu não lhe via aquela operação. E tudo muito bem feito, montaram andaimes e cobriu-se a parte exterior com aquela rede esverdeada que protege da queda de objectos quem passar por perto e, creio que também deve ajudar aos operários ficarem mais seguros, com menos hipóteses de cair.
Hoje estão a desmanchar aquela traquitana. E eu fui olhar umas duas vezes, mas agora nem quero olhar para lá porque fico arrepiada! A primeira coisa que retiraram foi essa rede que os ocultava aos nossos olhos. E, se a estrutura dos andaimes parece sólida, com uns ferros fortes, as tábuas onde os homens andam é a coisa mais periclitante que se pode ver…Não estão seguras a nada, levantam de um lado quando se pisa do outro, parece um jogo de lego mal encaixado. Reparei num homem, a querer pintar com um pincel uma parte onde não chegava, apoiado na pontinha de um pé e todo esticado. Isto na altura de um 3º andar, sobre uma daquelas tábuas soltas, e já sem a tal rede. E de resto, estão ali uns 6 ou 8 homens e nem um deles tem capacete. Dois têm bonés, para resguardar do sol só pode ser, e o resto anda de cabeça ao léu. Um ferro que se solte…
Pronto, já disse, não volto à janela.
Só quando aquilo estiver desmontado, e a casa toda cor-de-rosa, muito linda, e aquela gente com os pés cá no chão. É que o meu coração não aguenta tanta emoção.

Emiéle
Publicado por populo às 01:20 PM | Comentários (5)
Mytmn
O serviço da TMN oferecia aos seus clientes 30 mensagens grátis se escritas num portal da net e tendo feito um registo nesse serviço “mytmn”. Em tempos aderi a isso, o meu filho também, e mandei algumas mensagens por esse sistema.
Contudo, há muito tempo que não o utilizava. Com franqueza o que acontecia é que se estava ao computador, preferia enviar um email. E nem sou uma grande consumidora de sms portanto há já muito tempo que não usava o sistema. E, pelos vistos, o meu filho também não.
Ontem deu-lhe para enviar uma dessas mensagens via mytmn, e quando efectuou o login veio a informação de que estava bloqueado, para desbloquear devia ligar para determinado número. Eu estava aqui ao lado, e assisti. E oiço-o repetir “o meu número de conta de multibanco…?”, e pousando o telemóvel vai procurar uns papeis. “O que é?”, quero eu saber. “Tenho de dar a minha conta, para desbloquearem o acesso”. Não gostei nada. Como? A que título é que um empresa tem de saber o nosso número de conta? Então as tais 30 mensagens não são grátis? Aconselhei “Olha, filho, diz lá ao senhor que vais pensar” mas ele atrapalhou-se “Oh mãe, o que é que ele vai pensar de mim…?!”, mas, como sou mais despachada, peguei eu no telemóvel
“Desculpe, não entendi bem. O que é que é preciso?”
“O número da conta do cartão multibanco”
“Mas para quê?! Isso é confidencial!”
“É o regulamento”
“Muito obrigada, então desisto”
Depois, experimentei fazer uma nova inscrição como se fosse a primeira vez e de facto para termos acesso ao serviço mytmn, é necessário um número de conta. Não me recordo nada disto ser assim da primeira vez, e não me parece nada bem. Em relação à operadora quando se compra o aparelho damos nº de contribuinte, damos os nossos dados. Mas porquê a conta bancária…? Isso deve ser confidencial.
Cheira-me a esturro, e não gostei nada!
Emiéle
Publicado por populo às 09:00 AM | Comentários (17)
O que é “racionalizar”?
O conceito é excelente.
Sou firme defensora de racionalizar os meios. Se há coisa que não goste é de desperdícios e faz todo o sentido ir buscar para onde faz falta de onde sobre. Muito certo. É o que o bom-senso faz a nível doméstico: tenho uma gaveta meio-vazia, e outra a transbordar, vou organizar as coisas de modo a ficarem as duas equilibradamente cheias…
Mas por vezes parece que se chama esse bonito nome a outra coisa. Oiço falar em “racionalizar os meios” quando se pensa em fechar um organismo que não está a funcionar e… pronto. Falta a segunda parte – procurar onde é que podem ser úteis esses “meios” e reencaminhá-los para lá.
Vem isto a propósito das prisões.
A Justiça anda a pensar em fechar umas 20 prisões porque têm muito pouca ocupação. OK, faz todo o sentido. Mas nesse caso, será de investir naquelas que estão superlotadas, e parece que três em cada quatro estão nessas condições e até cinco delas com mais do dobro da sua capacidade . Imagino que com as novas leis, que vão reduzir o tempo da prisão preventiva, isto melhore muito, e por outro lado vem aí uma comissão para estudar o caso e tomar medidas.
Oxalá se despache! Este indicador, onde Portugal se situa tão baixo, é dos mais tristes quando se pensa em Direitos Humanos. Porque “estar preso” é não ter liberdade, não é viver em condições sub-humanas. Não pode ser a isso que o juiz o condena, decerto.

Emiéle
Publicado por populo às 08:38 AM | Comentários (7)
«Igualdade na Diferença»
Surpresa!
Alguém imaginava que num inquérito, base de um livro que agora vai sair chamado «Igualdade na Diferença» 17 % dos cerca de 1.300 homens inquiridos no Grande Porto afirmaram ter sido vítimas de discriminação sexual no trabalho
É tudo o que se conhece ou imagina virado do avesso. Porque a discriminação sobre as mulheres, nem merece discussão – basta a análise dos salários ou dos cargos de chefia. Vai diminuindo muito, cada vez mais, mas é ainda um facto, se lermos os dados da CIDM ou CITE encontra-se lá tudo.
Mas que a inversa também se acontecesse, é novidade para mim.
E contudo… porque não?
Afinal são os estereótipos a funcionar noutro sentido. Tudo se ajusta!
Emiéle
Publicado por populo às 08:30 AM | Comentários (3)
Os limites das “buscas”
Parece que esta história se próxima de um final sensato.
Não sou uma leitora do “24 horas”. Não é o meu tipo de jornal nem passará a sê-lo. Mas a verdade é que a actuação da polícia quando foi o caso do famoso “Envelope 9” fez mais propaganda ao jornal que qualquer campanha de publicidade paga a peso de oiro!
Logo à primeira vista se concluía que os ‘investigadores’ tinham sido completamente incompetentes no modo como ‘investigavam’ e o aparato que aquela busca mostrou, disparatado. Agora está a ver-se o resultado:
O Tribunal da Relação de Lisboa considerou ilegais as buscas e apreensões no âmbito do caso "Envelope 9" e sublinhou que a actuação dos jornalistas do "24 Horas" não justificava que se colocasse em causa a liberdade de imprensa.
Muito bem.
E depois? Vai ficar só assim?
Emiéle
Publicado por populo às 08:04 AM | Comentários (3)
julho 26, 2006
Kafka em Portugal
Nem de propósito!
Escrevi hoje um post a falar do modo como o Pópulo recebe visitas e admirada com algumas delas.
Recebi agora, há minutos um comentário num desses posts “atrasados” que refere uma situação tão aberrante que só lendo-a. A Sylvie deixou no comentário o endereço do seu blog que se chama, apropriadamente “ Identidade Desconhecida”
É um pesadelo vivido na nossa terra. Realizaram há tempos um filme onde uma mulher era “apagada”, mas este caso não lhe fica atrás! A Sylvie anda há um ano a tentar provar que existe! Escreveu em Novembro de 2005 «Isto quer dizer que, vivo como se fosse um fantasma. Isto não é vida não é nada! Há de facto a minha existência física mas não há a existência como cidadã.»
Ao fim de 8 meses, continua a tentar provar a … sua existência.
Mas vão ver com os vossos próprios olhos
A Identidade Desconhecida
Não é cinema, acontece na vida !
Emiéle
Publicado por populo às 05:40 PM | Comentários (5)
Lava-me, porco! (?)
Hoje fui dar banho ao carro.
É uma operação que executo o menos possível. Com franqueza enraivece-me ir dar um dinheiro, para o carro ficar limpo durante 24 horas, quando uns 2 ou 3 dias depois a sujidade já é tanta que nem se nota que tinha sido lavado há uns dias atrás… De Inverno vou esperando que chova, e costuma resultar. De Verão… bom, de Verão lá tem de ser. Mas é certo o que disse - moro num local com tanto pó e tantas obras, que o asseio do carrito não passa das 24 horas.
Desta vez, a coisa já estava quase perigosa porque tinha de limpar os vidros sempre que lá entrava, tal a camada de pó. E começava também a receber aquelas mensagens simpáticas, do tipo “lava-me, porco!”, escritas nos ditos vidros. Lá me resignei, e fui lavá-lo, (*suspiro*) Tinha de ser.
Mas, nem de propósito, agora ao regressar recebi por email umas imagens de gente maravilhosa que em lugar das recomendações do “lava-me, porco!” se dedica a “desenhar” verdadeiros quadros no pó dos carros! Olhem só para isto:

Imaginem a paciência e a habilidade. Fazem …. assim com este belo resultado:

O pior, é que depois é que ninguém quer lavar o carro… Este pó é de conservar!
Emiéle
Publicado por populo às 03:00 PM | Comentários (8)
Como é que as minhas visitas me descobrem…?

De vez em quando apetece-me falar nos comentários que cá me chegam, e já tenho abordado o tema sob muitas perspectivas. Hoje, a minha dúvida é a resposta a uma questão: como é que se chega ao Pópulo?
Primeiro - tenho aqui leitores fidelíssimos que me acompanham quase desde o primeiro dia. Amigos de amigos meus, souberam de imediato que eu tinha passado a escrever aqui, chegaram logo. Um ou outro até mudou de nick, mas é o meu «núcleo duro» que me tem acompanhado e todos os dias passa por cá.
Segundo - a pouco e pouco, ou por links noutros blogs, ou por comentários que eu deixei noutras caixas, vieram mais leitores. E muitos desses também foram ficando, com alegria minha. Muitas vezes até explicam “cheguei cá porque li um comentário teu ali” ou “porque o blog tal te citou”. Creio que esses fazem a maioria dos meus comentadores.
Terceiro – existem os que caem aqui de pára-quedas. Por exemplo, do Brasil! Imagino que os paraquedistas cheguem através de motores de busca. O Google, que para isso é maravilhoso. Eu escrevi um post chamado Grilos, por exemplo, ou Adolescência, e quem ande há procura de dados sobre isso vem cá ter. Quase sempre ao engano, porque como se sabe aqui não falo de coisas sérias a sério. Gosto de levantar os problemas mas não dou (nem o sei ) nenhuma solução.
E... Terceiro-B, os paraquedistas completamente inesperados! Porque muitas vezes venho a descobrir um comentário, num post atrasadíssimo – por vezes uns cento e tal posts atrás – que não entendo como é que essa pessoa ali foi parar?! Não deve ser pelo título, nem imagem, qual o segredo que os trouxe à minha casa????
Por exemplo, um post chamado Isto é que dava cá um jeito!”, que ficou aqui em 22 de Junho, teve um comentário quase um mês depois, o que significa centenas de posts antes dessa data…Ora o título era uma brincadeira. E este foi um exemplo bastante recente, mas tem aparecido outros que me deixam perplexa. Evidentemente que fico contente que cá venham e se dêem ao trabalho de deixar umas palavrinhas escritas. O que me intriga é o processo de chegada.
Mas, seja como for, sejam sempre bem vindos, é claro.
Emiéle
Publicado por populo às 02:02 PM | Comentários (10)
O mundo é belo
Mais uma vez, olhei aqui para baixo e os meus posts da manhã parecerem-me assim como os telejornais: só com coisas más! Bolas, também não é assim. O dia está lindo, lindo, e o Mundo tem muita coisa boa!
Vejam esta imagem:

Aaaah! É cor, é espaço, é liberdade...
Vou deixá-la aqui para limpar a amargura dos posts aqui debaixo. Este Mundo vale a pena, os homens devem fazer por o merecer.
Emiéle
Publicado por populo às 09:13 AM | Comentários (7)
Mas, afinal…?
Lá que existiu um bombardeamento, parece indiscutível. Que morrerem observadores da UNU, também é facto. Depois é que aparecem os “choques”: Kofi Annan, declarou-se «chocado» com o bombardeamento israelita sobre uma posição da ONU e como um ping-pong vemos que Israel está «chocado» com as declarações do secretário-geral da ONU .
O primeiro pensa que o ataque foi deliberado. E esse 'pensamento' indignou o embaixador. Mas então se não foi deliberado, foi um acaso? Parece grave, também. Andamos aqui a matar pessoas ao acaso, sem querer, assim a modos de “desculpe lá, foi má pontaria”…?
Vai haver um inquérito, é claro, e depois…? É complicado averiguar-se as intenções de uma acção, pode saber-se como começou e como acabou, mas será quase impossível arranjar provas de um engano. Foi engano? Ou não interessa que as pessoas lá vão?
Lá para baixo um comentador deixou-me este linlk . Cuidado que faz muita impressão.
Tive dúvidas em lhe dar realce, mas agora creio ser o momento.
Emiéle
Publicado por populo às 08:55 AM | Comentários (7)
Combustíveis, preços e poluição
Bom, que o consumo da gasolina tenha baixado é tão natural que só me admira que não se tenha notado mais cedo. É evidente que com o poder de compra a cair por aqui abaixo, uma das primeiras coisas que seria normal desaparecer era o uso do automóvel. Espanta-me que ainda se vendam alguns…
Quanto ao GPL é
um combustível que conheço mal. Tenho ideia de que tem vantagens sobre a gasolina, que é mais barato e menos poluente, mas o ser necessário estacionamento em locais diferentes sempre me deu a ideia de que seria perigoso. Agora estive a ler umas coisas (superficialmente) e não vejo que perigo é que tenha. Só vejo vantagens…
É curioso porque conheço várias pessoas que me dizem que querem arranjar carros movidos a gasóleo por ser mais barato. Contudo, se é mais barato parece que do ponto de vista do ambiente é bem pior. E não sei de ninguém, das minhas relações, que em vez do gasóleo preferisse este GPL. Talvez uma boa propaganda…
Emiéle
Publicado por populo às 08:40 AM | Comentários (4)
Falsários de novo modelo
Muitas vezes penso que se algumas pessoas dedicassem as suas belas capacidades inventivas a um trabalho a sério podiam ir longe.
É que fico sempre de boca aberta com o engenho demonstrado tantas vezes no esquema de fugir aos impostos. Para além de todos aqueles que muito simplesmente não passam recibos do seu trabalho e portanto na ‘hora da verdade’ declaram o mínimo dos mínimos, um vez que alguma coisa terão de declarar para terem uma porta comercial aberta, há depois as mais variadas formas de fugir aos impostos.
Esta aqui mete mais uma vez o esquema das facturas.As tais facturas inventadas para descontos fiscais mas desta vez nem entendi bem como é que se fazia, era uma verdadeira cadeia de montagem…Só percebi que entra aqui uma segunda exploração, a dos toxicodependentes, o que é particularmente ignóbil porque são pessoas de uma grande fragilidade e que ainda por cima com este ‘pagamento’ vão manter o seu grave vício.
E tudo isto para não pagar ao Estado, pessoas que depois exigem que ele cumpra os seus deveres para eles, como cidadãos. É curioso que há quem não seja capaz de vigarizar o seu vizinho, mas vigariza alegramente o Estado, e ainda se ri disso. Para além da matemática e português devia ser obrigatório o exame de civismo. Ia haver notas muito baixas, aposto!

Emiéle
Publicado por populo às 08:23 AM | Comentários (5)
julho 25, 2006
Lateralidade e orientação
«É assim»:
Nós temos 4 membros, portanto temos duas mãos e dois pés. E a generalidade das pessoas tem mais jeito e usa mais uma das mãos e um dos pés. É a sua dominância lateral. É mais comum esse jeito ser do lado direito, temos mais tendência a usar a mão direita, ou o pé direito, ficando o outro “de reserva”…
Claro que todos sabemos que há muitas pessoas para quem a dominância é à esquerda. São canhotos, coisa que dantes parecia muito mal e até se batia nas crianças para lhes tirar essa ‘mania’. Possivelmente porque tudo o que é diferente deve ser mau.
E há ainda os casos mais raros dos “ambidextros”, das pessoas que são igualmente habilidosos com qualquer das mãos. Um dos casos que ficou famoso foi o Leonardo da Vinci.
Ora bem, onde é que eu quero chegar com este arrazoado? É que aqui a je, tinha um pouco a mania de que era quase ambidextra. Claro que escrevo com a direita, mas, cá para mim, achava que me servia lindamente da mão esquerda e, é certo que, por exemplo, tanto mexo um tacho com a colher na mão direita como na esquerda. Mas ainda há pouco minutos esta presunção caiu mais abaixo do que o chão. Qual ambidextra qual quê!!! Tinha a mão direita suja e quis usar o rato com a outra mão.
LOLOL
Primeiro, achei que não valia a pena passá-lo para o lado esquerdo do teclado, e isso foi asneira, é claro. Lá cruzei o braço sobre o teclado para agarrar o bicho. OK. Mas agora acertar com a seta naquilo que queria e clicar ao contrário….?! Já experimentaram? Ri-me tanto, que ao fim de uns minutos, levantei-me, fui lavar as mãos como deve ser – e já agora também a cara, cheia de lágrimas de riso – e voltei calmamente, sem peneiras, e a assumir que afinal sou uma vulgaríssima dextra, e isso do “ambi” só mesmo lá para o Leonardo.
Emiéle
Publicado por populo às 03:20 PM | Comentários (15)
Animais de estimação
Em Portugal amamos os animais. Tenho amigos a viver em países do norte da Europa que me dizem que não há a menor comparação entre a quantidade de animais de estimação que se vêm por lá e os que temos em Portugal. Aliás, basta dar uma olhadela distraída pelas secções dos supermercados no que se refere a comida para animais e já ficamos informados que isso implica um ‘número de negócios’ de respeito!
Gostamos de animais e então quando são pequeninos o nosso coração derrete-se! Olhem estes amores . Até se ouve aqui o seu rom-rom…
O pior é que ter um animal vai bulir com o resto da nossa vida. E as férias…? Um peixinho de aquário, ou um passarinho de gaiola, ainda pode ir connosco ( e nem sempre…) mas o cão ou um gato? Num hotel, numa casa alugada, raramente são aceites. E então dá-se a tragédia, que me custa a entender como é possível: abandona-se o animal. Entendo isso como uma selvajaria incrível. Depois de se ter dado o colo e o mimo a um bicho, de ele se ter afeiçoado, “deita-se fora” como um brinquedo estragado???? Horroriza-me, sou franca. Se não há condições, nunca se aceita ter o animal!
Vejo agora, que para além das soluções caseiras (as melhores - o amigo ou o vizinho, que vão dar comida e fazer companhia), as caras como os ‘hoteis’ de animais, há também o ovo de Colombo, ou seja «famílias de acolhimento» para bichos durante as férias.
A ideia é muito simpática, e como eu disse, o ‘ovo de Colombo’. Há pessoas que gostam de animais mas não os podem ter por motivos lá delas. Mas ter um bichinho em casa durante um mês só, já pode ser. Então oferecem-se, e aceitam tomar conta voluntariamente de um animal, enquanto os donos gozam as suas férias. Ficam todos felizes: os donos porque podem ter as férias com boa consciência, o animal porque tem alguém que toma conta dele gostando de o fazer, e o anfitrião, porque pode ter um animal ‘seu’ mesmo que por pouco tempo.
Afinal quando há boa vontade muita coisa se resolve!

Emiéle
Publicado por populo às 09:00 AM | Comentários (9)
Sexo só uma noite
Ora cá temos mais um estudo (eu bem digo que todos os dias aparece mais um!)
Desta vez muito interessante e vale a pena lê-lo até ao fim. É um estudo mundial sobre sexo – mundial, heim! – e pelos vistos o que alguns dos comentadores da Isabel pensavam, eu incluída, não estava certo. Nada certo, afinal.
O referido estudo, efectuado em 40.000 homens de 42 países (ena tantos!) diz que os nossos são aqueles que mais gostam de uma aventura de uma noite , apesar de considerarem fieis à sua companheira. É porque ‘aquilo’ não conta. É o tal famoso sexo «puro e duro» como nesse post da Isabel se ia falando lá pelos comentários.
Depois, curiosamente, no referente à fidelidade, os portugueses estão os 3 povos mais fiéis. Que interessante, não é?
Mas vale a pena ler tudo. Claro que isto é aquilo que os Homens pensam, falta completar com aquilo que as Mulheres pensam e acertar as contas… Reparem: «60% dos italianos dizem ter levado sempre a parceira ao clímax», mas o que é que dizem as italianas…? Por outro lado, há algumas contradições, vejam lá - «Portugal é dos países onde o tempo gasto com os preliminares é o mais curto» mas «os portugueses são uns «verdadeiros cavalheiros», preferindo a maioria satisfazer o prazer das mulheres». Huuummm…
Ficamos agora à espera das opiniões femininas. Para já, ponho as mãos no fogo em como essa brincadeira de «uma noite» não é de todo opção feminina. Acontece de certo, com alguém os homens pssam 'essa noite', não é? Mas falta-nos mais qualquer coisa, na minha opinião. Penso eu.

Emiéle
Publicado por populo às 08:20 AM | Comentários (18)
O que vai fazer Alegre?
Ouvi na rádio e decerto que anda por aí nos jornais.
Manuel Alegre trabalhou uns tempos na rádio, logo depois do 25 de Abril. Ele próprio já se tinha esquecido desse trabalho, tão longe vai o tempo.
Agora a CGA informa-o de que tem direito a uma reforma de 3.000 euros.
A pergunta que se impõe – o que irá fazer Alegre? Aceita este euromilhões?! Recusa-o dizendo que terá sua reforma como deputado, que não deve ser nada má, e aí sim tem trabalhado…? Fico muito curiosa sobre a continuação desta história.
Claro que também há a hipótese de tudo isto ser uma confusão, haver para aí uns zeros a mais, o que contudo não deixa de ser estranho aparecer uma reforma sem ser pedida, quando nós sabemos que mesmo pedindo e dentro da maior legalidade, primeiro que venha a resposta à papelada exigida, chega a demorar quase um ano.
Fico agora interessada em saber a continuação da história.
É que aquela historiazinha de "mulher de César", faz sentido.
Emiéle
Publicado por populo às 08:15 AM | Comentários (9)
julho 24, 2006
Uma história do outro mundo
Passou-se hoje. E juro que foi tal e qual como passo a contar:
Saí esta manhã e, desta vez, fui de carro. Ultimamente tenho andado mais de transporte público, que sempre tem ar condicionado e a gasolina está pela hora da morte, mas precisava de umas compras e portanto levei o carro.
Quando voltei, tive dificuldade em estacionar como sempre, e o carro lá ficou com uma parte em cima de um passeio, para eu poder tirar os diversos sacos das compras.
Venho para casa e começo a arrumar as mercadorias, quando me batem à porta. Abri sem perguntar ‘quem é’, e oiço duas pessoas subirem a escada. Quando vejo quem são assusto-me logo: dois polícias! Ai!
- Dona Maria? – pergunta um deles (claro que sou Maria, quem é que não é Maria…?)
- Siiiim…- respondo, assustada.
- A senhora tem um carro?
- Siiim.. – continuo ainda assustada – houve azar? ( claro que já estava a pensar no mau estacionamento mas, caramba, 2 polícias para trazerem uma multa, era demais!)
- Nã. Se calhar até houve sorte. Qual é o seu carro?
Lá gaguejei os sinais, a marca, e até nem me lembrava da matrícula toda, tão nervosa estava.
Grande sorriso deles.
- E não deu por falta de nada?
Aí já eu não sabia o que pensar…Não me podiam ter roubado o carro e ter sido encontrado tudo em 10 minutos!!!!
Continuando o sorriso, põem-me na mão as chaves do carro.
- Estavam caídas mesmo ao lado. Teve sorte!
O que é que se faz? Não se pespega um beijinho a dois polícias fardados, pois não? Desfiz-me em agradecimentos, e eles a descerem a escada ainda disseram por cima do ombro:
- Bem podia era morar no primeiro andar!
Emiéle
Publicado por populo às 02:10 PM | Comentários (15)
A «boa» arrumação
Este é um tema recorrente aqui no Pópulo…Deve faltar pouco para me considerarem a maluquinha das arrumações! Até porque cada um tem a sua forma de se arrumar organizar, como é sabido. Quando estamos em casa de outra pessoa nunca sabemos “onde está nada” porque, como é provável, ela ‘arruma’ de um modo diferente do nosso. E eu até costumo considerar-me desarrumada, porque tenho alguma dificuldade para manter as coisas em ordem, não é assim espontâneo e sem esforço como invejo noutras pessoas…
O que me baralha, não é tanto ver as coisas ‘a monte’ como o vê-las misturadas. Que confusão! No outro dia, em casa de uma familiar minha, reparei em cima da mesinha de centro da sala umas 7 variedades diferentes de ‘coisas’: livros, chávena de café suja e um resto meio mordido de pão com manteiga, caixas de medicamentos, linhas, dedal e agulhas, chaves, uma peça de roupa lavada e outra suja, um rolo de fita cola, diskettes de pc, fotografias, a lista telefónica, um martelo, papeis variadíssimos (sobretudo contas e papeis de publicidade), colares e brincos desirmanados. Eu disse 7? Parece que já chego à dúzia, e isto era o que estava à vista…Poderia dizer-se que ela se sentia bem assim, mas não acho, porque quando precisou de uma coisa e a puxou tudo caiu ao chão, a chávena partiu-se, o resto de café sujou o tapete e a manteiga do pão pôs uma nódoa no sofá! Ficou zangada.
O meu sistema, se calhar também não será perfeito, eu tenho as coisas em montinhos. Se há loiça para lavar, está na cozinha no lava-loiça; os livros, papeis, fotos, fita cola, diskettes pertencem a outro departamento - secretária; as bijouteries podem estar ao monte, mas em cima da cómoda do quarto… Entendem? É como se eu tivesse caixas mentais como as “pastinhas” aqui do pc, em cada uma pode estar um monte de qualquer coisa, mas de ‘coisas semelhantes’.
Contudo, para que o sistema funcione, é preciso que em cada pasta/caixinha esteja um nome bem claro. Esta semana andei convencida de que tinha perdido um cartão que me fazia uma falta terrível, porque não o via em parte nenhuma!!! Na ‘caixinha’ dos «cartões e papéis importantes» não estava. À solta, por aí, também não. Procurei nos sítios improváveis e …nada! Já me preparava para pedir uma segunda via, o que ia ser uma enorme chatice, quando ao abrir “a caixinha dos papéis importantes do meu filho” lá estava o parvo do cartão a rir-se de mim. Devia ter lá ficado da última vez que usámos os cartões em conjunto.
Quem diz que há bons sistemas de arrumação? Uma treta é que é!
Emiéle
Publicado por populo às 09:10 AM | Comentários (10)
Democracia na escola
Pois é...!
Vamos a votos? Em tudo...?

Emiéle
Publicado por populo às 08:52 AM | Comentários (5)
Petição
SALVEM OS CIVIS LIBANESES
Assinei já há alguns dias. Depois vi que o Daniel no Troll tinha lá deixado o link e pensei que chegava. Mas para o caso de haver quem não o saiba, está a correr uma petição a favor do fim desta guerra.
Está
Quanto ao assinar-se ou não, isso está nas consciências de cada um de nós e nas nossas convicções do que será melhor para a humanidade.
Emiéle

Publicado por populo às 08:40 AM | Comentários (2)
Semântica e eufemismos
Estou a ouvir pela rádio mais notícias sobre o médio Oriente, a invasão de Israel no Líbano.
É interessante que a palavra que se ouve é “conflito”.
Certo, é evidente que uma guerra é um conflito. Sabemos todos isso. Mas é um termo tão suave, não é? Se o meu vizinho de patamar for grosseiro comigo e eu deixar de lhe dar os bons-dias estou em conflito com ele. Mas o que se vive naquela zona do Mundo é uma GUERRA, onde morre gente, onde estão a ser destruídos sistemas vitais à sobrevivência de pessoas, neste momento uma guerra de agressão de um país a outro para o convencer a expulsar um movimento também guerreiro que lá se abriga.
Chamar-lhe conflito, sendo verdade, parece tão leve…
Quando acabar, vamos dizer que ’Israel ganhou o conflito’ ?

Emiéle
Publicado por populo às 08:20 AM | Comentários (3)
Entrevista
Eu tinha dito ainda ontem que os ministros nunca falavam a não ser para louvar as acções do governo, e tenho de me retractar.
A Ministra da Educação falou.
Uma entrevista relativamente grande ao JN, onde diz de sua justiça.
Seria bom que o tivesse feito mais vezes e, já agora, se não fosse pedir muito, antes de fazer mudanças muito grandes que ouvisse mais pessoas para além dos técnicos que a rodeiam.
Mas de qualquer forma por aqui já ficamos a conhecê-la melhor.
Emiéle
Publicado por populo às 07:53 AM | Comentários (3)
julho 23, 2006
Visão objectiva ( e de humor cinzento escuro)
«Está provado que por cada minuto de exercício, aumenta-se o nosso tempo de vida em um minuto.
Isso permite-nos que aos 85 anos possamos ficar mais 5 meses num lar de terceira idade pagando 200 contos por mês.»
(recebido por email)
É a tal equação da "esperança de vida" versus qualidade da dita...
Emiéle
Publicado por populo às 11:25 AM | Comentários (10)
O silêncio é de oiro, mas…
Ontem a Isabel lamentou-se de que não tinha conseguido ler o Expresso na praia e assim tinha perdido a informação de como faz o governo para se manter tão bem nas sondagens. Eu também tinha lido e andei à procura do link.
O que se pode concluir é a velha máxima de que “o silêncio é de oiro”. Os ‘media’ são muito bisbilhoteiros. Muitíssimo. Pelam-se todos por uma informação, mesmo que depois seja desmentida, ou se prove que falsa, a verdade é que foi falado e provocou excitação. Há anos que assim é. Aliás atingiu um ponto de excelência no reinado Santana, onde parecia que tínhamos ido ao circo e era tudo uma bela palhaçada…
Bom, Sócrates fechou em definitivo a torneira das informações e tudo o que sai da boca da gente do governo ou seus próximos só pode ser para «divulgar e promover o que o Governo está a fazer»
Então não é simples? Muito mais do que dar notícias a conta-gotas que isso não leva a nada. A ideia base é bem mais simples: só falar daquilo que faz, e na perspectiva de que está a fazer bem ('promover'). Se perguntarem do que não faz, não há resposta. E todos obedecem a este esquema que até nem é difícil de cumprir.
Por vezes a coisa abala, como foi agora o caso da Ministra da Educação no Parlamento, que eu não vi mas creio não ter perdido nada. Contudo, dá para imaginar que se naquele caso a senhora tivesse “treinado” com um pouco de diálogo, se teria saído bastante melhor.
Porque o não falar demais, é bom. O apenas falar das coisas boas, é irrealista. E a verdade é que vivemos na triste realidade.
Emiéle
Publicado por populo às 11:15 AM | Comentários (5)
Leis, bom-senso e liberdade
No seu jeito pessoalíssimo de humor, o Nuno Brederode Santos explica, num artigo de opinião, um conceito que já tenho repetido aqui por várias formas. Claro que nunca com a graça com que ele escreve e portanto vale a pena lê-lo.
Mas vem a propósito de um projecto de lei sobre a publicidade a produtos que possam engordar crianças ou adolescentes. Ora, indo directa ao assunto, o que ele sensata mas humoristicamente diz, é que se deve começar por cumprir o Código da Publicidade
Tão simples como isso.
Um dos grandes problemas da gestão da “ordem” cá da nossa casa, é que apesar de termos boas leis (e, eu que não sou jurista, tenho ouvido o suficiente para acreditar nisso) mas depois não criamos mecanismos para as fazer cumprir. É como o ‘algodão doce’ que se compra às crianças – parece uma nuvem agarrada a um pauzinho, mas quando se dá uma dentada aquilo desfaz-se logo na boca. E o sistema português é ‘interessante’ : primeiro, o legislador cria uma boa lei; depois, como não serve de nada porque ninguém liga nenhuma, vai criar outra mais específica, e depois outra ainda, e aquilo parece um novelo com tantas pontas soltas que não se sabe como desenrolar a meada!
Ora como aqui se diz e muitíssimo bem, «o excesso de zelo na protecção das mentes frágeis e das imaginações sugestionáveis não tarda a saltar da saúde pública para os costumes recomendáveis» . Ou seja, as pessoas devem ter consciência de que se se debruçarem muito de uma janela, caiem dali e morrem, e não obrigar a pôr grades nas janelas para evitar essa desgraça; devem saber que se atravessam uma rua movimentada fora de uma passadeira, podem ter um grave acidente, não é necessário, rodear os passeios com redes para evitar que isso aconteça; saber que se saírem para a rua num dia gelado de Inverno com uma túnica de gaze, podem apanhar uma grave pneumonia, não será preciso arranjar agentes que a obriguem a vestir um casacão. É necessário proteger a sociedade dos erros dos outros, mas é um extremo forçar cada um a proteger-se a si mesmo, desde que esteja informado dos riscos que corre.
Retomando aqui o caso da publicidade, que foi por onde começámos. Sabemos que existe publicidade enganosa, que sugere que o produto tem virtudes de sonho, quando isso é falso. Certo, por isso existe o tal Código. As crianças e adolescentes, têm pais e educadores que devem cuidar da sua educação e ensinar-lhes as verdades da vida. E sobretudo ensinar-lhes o que está certo, o que lhes faz bem e o que lhes faz mal.
E essa função pedagógica, não é da TV nem da publicidade mesmo não-enganosa, é da família e é da escola. Não a podemos devemos desautorizar.
Emiéle
Publicado por populo às 10:00 AM | Comentários (3)
julho 22, 2006
Imagem de paz
Depois de um telejornal particularmente cheio de histórias de violência – desde um jovem criminoso de 15 anos que já chefia um gang, acidentes rodoviários graves, a continuação da espiral da guerra, manifestações em grandes capitais europeias clamando “stop the war” – sinto necessidade de acabar o dia com uma imagem de paz.
É certo que é uma imagem romântica. Mas sabe bem. Trabalho solitário e criador, trabalhar a terra pessoalmente para nos dar alimento.
O que de mais sereno?

(pode encher o monitor se clicar)
Emiéle
Publicado por populo às 10:10 PM | Comentários (4)
E afinal o que é qualidade de vida?
Parece uma dúvida um bocadinho metafísica…
Mais uma vez (isto aparece ritualmente de vez em quando na imprensa) foi publicado o ranking mundial das cidades com melhor e pior ‘qualidade de vida’.
Não me apetece falar mais uma vez da nossa posição nesse ranking nem nas diversas posições desse xadrez complicado. Apetece-me é pensar o que é esse conceito de ‘qualidade de vida’. Porque toda a gente usa a frase: «Ena pai!!! Isto é que é qualidade de vida!!!» quando se tem algum conforto inesperado, ou nos sentimos particularmente bem. Mas, escrevi um post logo aqui encostadinho onde sublinhei que actualmente nas nossas cidades nos “mexemos” muito menos e isso não é nada bom. Contudo, se calhar a existência de bons transportes, para facilitar as deslocações, faz parte da “qualidade de vida”. Comemos uma alimentação de alimentos já escolhidos e muitas vezes pré-cozinhados, que facilita muito o trabalho doméstico, mas os especialistas dizem não ser lá muito bom para a saúde… É qualidade de vida ter muitas escolhas? Comer morangos no Natal, ou ter tanta variedade de fruta exótica é qualidade de vida? Talvez.
Por outro lado, também não sou defensora de que viver no campo é um sonho. Se calhar pode ser, desde que se
tenha muito dinheiro. É indiscutível que há menos poluição, que há muito mais sossego, que é tudo mais ‘natural’, mais próximo da natureza, mas depois há menos respostas importantes a nível de cuidados de saúde, a nível cultural.
Volto a olhar para o famoso ranking. Pois é. Para falar com sinceridade não me apetecia por aí além ir viver para a Suiça. OK, Zurique, Genebra, etc são excelentes, mas…Se calhar por ter nascido e sido criada aqui, gosto do sol, gosto do calor, gosto de um pouco de confusão, gosto de que metam conversa comigo e eu com as pessoas, gosto de viver com muitas emoções, sou latina é o que é. E essas sociedades parecem-me tão assépticas, que duvido que fosse lá feliz.
Se calhar cada um tem uma ‘qualidade de vida’ à sua medida.
:D
Emiéle
Publicado por populo às 01:20 PM | Comentários (5)
Mexa-se, mexa-se….!
Há pais que se lamentam de que os filhos “não param quietos”. E por vezes, o frenesim com que por correm por todo o lado é cansativo para quem vê. Mas muito pior é quando, pelo contrário, não se mexem. Eu passei também por isso “huuumm…. Não deve estar bem, tá ali tão quietinho, há tanto tempo”.
Ou seja, o nosso bom senso diz que uma criança saudável é a que corre, salta, dá pinotes, cambalhotas, enfim que “se mexe”. Diz o bom-senso e diz a ciência. As crianças mais paradas, têm maior risco de doenças do coração e isso independentemente de serem magras ou obesas. Chega de horas em frente de computador ou TV e vamos para o ar livre!!!
Claro, que se falamos de crianças é porque isso é ainda mais chocante, imaginar que há meninos que não se mexem, mas o conselho dá para todos nós. Somos demasiado sedentários. Li há pouco tempo um estudo onde ensinava que apesar de muitíssima gente se queixar de dores nas costas, a sua coluna estava normal, o que havia era erros de postura por demasiado tempo sentados. «O combate ao stress pode fazer mais pelas dores nas costas do que um analgésico» dizia um especialista. E toda a postura é importante para um bom equilíbrio ( podem ler na 'entrada alargada') .
Mas o importante é mesmo mexermo-nos. A nossa civilização do carro e do sofá, onde tudo funciona com botões á distância, é das tais coisas que ‘sabem bem e fazem mal’!

Emiéle
Leiam aqui a primeira página e quanto à segunda o melhor é irem clicando, porque não consegui melhor...

Publicado por populo às 11:33 AM | Comentários (3)
Mas porquê?
Quando li que quase um milhão de portugueses foram a Espanha nesta primeira parte do ano, isto fez-me um contacto ( ou link?) com uma conversa que tive anteontem com uma amiga.
Tal como eu (e não é difícil de concluir que “como grande parte de nós”) ela não anda lá muito abonada de massas. Faz as ginásticas habituais, cortando daqui para dar para ali, usando as prestações para ter acesso a algumas coisas que lhe tornam a vida mais confortável. Veio agora o período de férias e a grande dúvida de para onde ir.
Como não tem carro – entre as tais coisas “que-tornam-a-vida-mais-confortável” ainda não entrou o automóvel – a sua escolha de praia, coisa que adora, teria de ser uma com acesso fácil na ida para a casa que iria alugar. E essa casa que alugou para a família passar umas duas semanas, também deveria ser não muito longe da praia, para não ser uma estafa o ir de manhã e voltar à tarde sempre a pé.
Resumindo, a casinha está alugada, ela e a família já lá chegaram, tudo está a correr bem. Mas onde estabeleci uma ligação com aquela notícia foi na dúvida que ela ainda teve sobre se não seria melhor ir para um hotel no sul de Espanha. Por aquilo que esteve a ler na net e outras informações recolhidas, conseguia lá, um hotel em cima da praia, sem ter de fazer camas nem limpar a casa, por menos dinheiro do que este que vai pagar! Seria o total descanso e barato - não optou por isso por sentimentalismo. Aqui é a nossa terra, mesmo que mais cara.
A nossa dúvida foi qual seria ‘o segredo’. Os salários em Espanha não são menores do que os nossos, bem ao contrário. Como é que se consegue oferecer serviços que batem desta forma a nossa concorrência?! Ainda debatemos um bom bocado o assunto sem chegar a nenhuma conclusão. A verdade é que os portugueses vão a Espanha, passeiam, ainda fazem compras, e não lhes sai caro.
Onde é que estamos a falhar?

Emiéle
Publicado por populo às 11:00 AM | Comentários (3)
julho 21, 2006
Mais uma semana
Esta aqui é dos 9 dias, perdão, dos 10 dias...!!!
Liiiiivra!

Mas acabamos hoje uma, de trabalho, que só tem 5. Há uns felizardos que vão para férias, outros que já lá estão. Cá por mim ainda continuo na minha rotina o que implica que me sabe bem a pausa deste dois dias. E que saudades do tempo onde se 'saltava' esta semana aqui, a pé coxinho...
Hoje não saltava nadinha a pé coxinho!!!! Só saltarei para um sofá com um comando na mão para me limitar a carregar num botão. É que a energia desapareceu-me toda. Se alguém a vir por aí, avisem.
Emiéle
Publicado por populo às 08:45 PM | Comentários (6)
Uma questão de portas
Ontem, a responder a um amigo - o nosso velho companheiro Zeca da Nau - disse que lamentava que o comentário dele não tivesse 'entrado' e exprimi o meu desejo de que o Pópulo tivesse sempre as portas abertas, mas dei de seguida por mim a reflectir melhor sobre este ponto.
Neste momento já conheço muita gente na blogosfera. E tenho feito descobertas excelentes, de pessoas que se mostram amigas, desinteressadas, que me ajudam naquilo que não sei, que vêm participar aqui no Pópulo sempre que podem. Estou-lhes muito grata e, para elas, terei sempre as portas abertas de par em par!
Mas dei conta, ultimamente, de que circulam pela blogosfera outras pessoas. Dos mais variados tipos, que nem estou para classificar um por um. Pessoas que, tenho a certeza, se as conhecesse de um modo ‘não-virtual’ não seriam nunca bem vindas à minha casa ou à minha roda de amigos. Para essas, não! Essas portas, cada uma à sua medida, ficam fechadas. Como estas aqui.

(se clicarem podem ver bem quantas variedades existem; e algumas delas são bem difíceis de fechar, mas consegue-se!)
Emiéle
Publicado por populo às 09:05 AM | Comentários (11)
Em festa

Vilar de Mouros ou Sines e Porto Covo entramos na época das Festas e da música.
Quem não pode lá estar, vai seguindo de longe.
Mas é bom sinal que o país continue a mexer, para além do futebol…
E nestes casos a tradição já é grande.
Então Vilar de Mouros é um verdadeiro símbolo!
Emiéle
Publicado por populo às 08:48 AM | Comentários (3)
Nem sempre digo mal !
Já me disseram isso, e não é verdade. Quando as medidas são certas, aplaudo com muito gosto. Ouvi-a há bocadinho na rádio, e vim procurar logo procurá-la. Cá está:
«Foram eliminados 188 cargos dirigentes previstos na estrutura da Administração Pública»
Vou explicar porque concordo: Para mim, parte do ‘peso’ da AP está na sua estrutura. Complicada, muito hierarquizada, com poucas delegações de competências, implicando que uma decisão de lana caprina, tenha de andar de cima para baixo e de baixo para cima à espera de um aval que pode não ter a menor importância.
Por outro lado é fundamental existirem bons chefes. Muitas vezes até podem não saber muito da matéria, mas sabem “chefiar pessoas” e isso é uma arte, ou uma técnica, importantíssima. Quando se encontra uma pessoa que domina essa ‘especialidade’ devemos dar-lhe todas as condições, mas há por aí muita gente que está nos seus cargos apenas porque adora o Poder (e o sabe bajular...). Se se simplificar a rede de dirigentes creio que todos temos a ganhar.
E ainda por cima porque os seus salários são bem mais chorudos do que o normal trabalhador. Lucra-se em poupança de dinheiro e lucra-se porque o sistema fica mais ágil.
Desta gostei!
Emiéle
Publicado por populo às 08:30 AM | Comentários (4)
O respeitinho é muito bonito
Ontem falei de protocolo.
Hoje de indumentárias.
Estou a gostar. É que o respeitinho é muito bonito, e isto de cada um andar por aí de tee-shirt e bandalheiras no género tem de acabar. Onde é que já se viu? No parlamento da Madeira, os jornalistas não podem fazer o seu trabalho de tee-shirt creio que deverão usar fato completo e gravata. Creio, porque na notícia não diz claramente que farpela deverão envergar.
Assim é que é!
Uma coisa, são desfiles de Carnaval, onde o senhor presidente pode ir de palhaço ou lá o que é, mas no parlamento deve usar-se uma toilette apurada mesmo quem não seja parlamentar.
Pois claro.


Emiéle
Publicado por populo às 08:10 AM | Comentários (5)
julho 20, 2006
Noites tropicais
Agora estou a entender.
O que me tem perturbado nestas temperaturas dos últimos tempos, não é tanto o excesso de calor durante o dia, é o facto de não se refrescar à noite. Nós dormimos mal, acordamos pegajosos de transpiração, o sono não é reparador. E a culpa é do maldito calor à noite!
Já vivi numa terra onde havia dias em que a “amplitude térmica” (tem piada chamar-se assim!) era de um grau! O calor até podia nem ser muito, mas ter-se 29º durante o dia e 28º à noite era completamente desconcertante, e o nosso organismo queixava-se. Uiiii...! Afinal parece que já estamos a caminhar para essas noites tropicais ! Só que, para isso, então preferia estar no Brasil ou nas ilhas Bali e, sobretudo, não ter de ir trabalhar no dia seguinte.
O engraçado é que nestas coisas do clima há sempre gostos diferentes, e surpresas. Quando no outro dia contei aqui uma história , disse que havia mais uma coisa engraçada sobre esses “turistas nórdicos”.
Ora, naquela semana abrasadora, eu sabia que a minha prima e o seu marido dinamarquês tinham ido passear-se para o Alentejo – Castelo de Vide, Marvão, etc – ali bem enterradinhos no auge do calor. Além disso estavam programadas umas caminhadas pela região, caminhada a pé como o nome indica… Imaginei que o bom do nosso vicking não resistisse e viesse completamente derretido.
Ora querem saber a melhor? Nada disso! A minha prima, portuguesíssima, estava que nem podia, toda queixosa. Ele, risonho, abanava a cabeça e dizia: “Nã. Foi muito bom. Não estava calor demais” Não entendi!!! E ainda por cima, tinha chegado outro 'vicking', na véspera, também quis saber as sus impressões, e dizia o mesmo: Calor???? Esperava mais. Nada de especial.
Olhem. Desisto de entender!
Será que é como os camelos ou os ursos quando hibernam? Acumulam no seu interior, neste caso não é comida mas sim fresco para o tirarem ‘para fora’ quando é necessário? Ruminam a temperatura…?
Mistério.
De qualquer modo, aprecio as tais noites tropicais in su sítio, lá nos trópicos e quando não tenho de trabalhar. Assim, nem por isso.
Emiéle
Publicado por populo às 09:07 AM | Comentários (9)
Estacionar em Lisboa
Quem passa aqui pelo Pópulo, já deve reconhecer os meus “ódios de estimação”. Um deles é a bagunça que continua a ser o estacionamento em Lisboa, e as dificuldades que se levantam para ter/usar (?) um carro.
Porque, como diria o Monsieur de la Palice, um carro ou anda ou está parado. Se anda, já sabemos que congestiona o trânsito, que faz poluição, enfim uma chatice. Não convém. Mas para parar, tem de ter onde. E aí é que está o busílis. Numa cidade antiga, as habitações não têm garagens. Trazê-lo para casa, não resulta que as casas são pequenas. Deixá-lo na rua, tem de haver espaço para isso. Resumindo, não se enxerga solução…
Agora, sabemos que os parques de estacionamento (e porque não haverá mais silos, já agora?) vão “ajustar” os preços. E é assim: quem só precise de parar por uns minutos vai ter algum benefício, quem não se despache em menos de uma hora ou duas, fica com a carteira mais leve. E tem graça porque dizem que a ideia até era beneficiar os clientes para não pagarem o tempo que não precisavam de lá estar. Pois…
: ) Mas leva «os empresários do sector a subiram os preços para não perderem dinheiro»
Alguém é parvo, não?!
E um dos 'empresários do sector' é a nossa amiga EMEL, que não vai perder tempo, não é amiguinha…?
Por vezes imagino se não haverá um acordo entre estes senhores e as “antrais” diversas porque, para já, quem beneficiará serão os táxis. Vale mais a pena ir de táxi do que gastar a caríssima gasolina, o desgaste do carro, procurar um lugar, ir estacionar quantas vezes bem longe donde se precisa de estar, e pagar um balúrdio por esse privilégio de ter o carro parado.
É. O melhor é chamar um táxi.
Emiéle
Publicado por populo às 08:40 AM | Comentários (2)
Protocolos
Para ser mesmo franca, nunca consigo levar muito a sério esta coisa dos “prococolos”. Dá-me sempre alguma vontade de rir haver quem se rala tanto pela ordem como desfila num cortejo ou como se senta à mesa. À mesa ou noutro sítio qualquer… É um tipo de ‘importância’ que me parece assim a modos que medieval, fora do tempo.
Fui educada a ser “bem-criada” ou seja, deixar passar à minha frente as pessoas mais velhas, cumprimentar correctamente, levantar-me quando chega alguém, mas sinto isso como normas cívicas, da educação mais elementar. Haver quem seja profissional dessas coisas e normas rigorosas sobre quem vai à frente ou atrás, quem entra primeiro ou depois, fez-me sempre confusão.
Mas aceito, é claro. Sei bem que é muito importante. E nos países orientais então, é o fim-do-mundo uma ‘quebra de protocolo’…! Cuidadinho porque pode ser uma ofensa mortal.
Por cá andamos às voltas com essa grave questão.
Parece que a Igreja Católica irá continuar a ter um lugar importante, à frente das outras, quando for convidada (não entendi se as outras também serão convidadas…); depois vêem os militares que, diz-se, terem dado um ‘passo à frente’ lá nessa ordem; mas afinal ‘a nobreza’ - descendentes da família real – não é desta vez contemplada nesta arrumação de importâncias. Tadinhos. Devem sentir-se como se estivessem a viver no raio de uma república, que coisa!
Mas há uma coisa excelente: é a importância dada às regiões autónomas que sobem cinco lugares.
Upa, upa!!!
E assim nos vamos entretendo, não é?

Emiéle
Publicado por populo às 08:07 AM | Comentários (4)
julho 19, 2006
Conselhos
Venho aqui só aconselhar a visita a dois blogs. Por motivos diferentes, mas em ambos os casos, importantes. Passem por “Lá vem a Nau Catrineta” e reparem que o Zeca da Nau nos deixou duas imagens assustadoras. Não se vê ali sangue, gente massacrada, queimada, os horrores habituais da guerra. Pelo contrário são crianças sorridentes que poderiam estar a brincar simplesmente, e talvez estejam, mas não brincam com bonecas brincam com bombas , que vão cair sobre os seus inimigos levando a sua assinatura. Nem me interessa de que lado estão, o que penso é que isto não pode estar a acontecer! Este "ódio branco", sereno, da parte de crianças.
No Troll, convido-vos a ouvir uma conversa particular. Cusquice. Mas quando quem conversa decide o destino do mundo, temos de confessar que é interessante!
Emiéle
Publicado por populo às 02:50 PM | Comentários (5)
Deve ser a piada do dia
Ora para quem não saiba vai agora ficar a saber que
Sistema de saúde nacional bate espanhol
E esta, heim…?
Mas que bom, que bom, que bom!
Por isso é que se está a ver o fluxo de espanhóis a atravessar a fronteira par se virem cá tratar. E eu que não estava a entender…!
Não faço a menor ideia que indicadores foram levados em conta mas, ou anda tudo doido, ou alguém anda a mentir, ou o estudo está mal feito.
Quem é que não conhece pelo menos UM caso de doentes portugueses que, em desespero de causa foram a Espanha para serem acompanhados? Eu tenho uma amiga íntima, com um primeiro diagnóstico terrível, que andou 3 meses em exames e análises (e em especialistas do melhor que havia, pagos principescamente) exames esses pedidos com a maior urgência que até cunhas meteu e num fim-de-semana foi a Espanha: esses 3 meses reduziram-se a dois dias, e voltou com tudo esclarecido.
Repito: ou andam a brincar connosco ou as informações recolhidas são completas mentiras.

Emiéle
Publicado por populo às 01:50 PM | Comentários (8)
Labirinto de complicações
Quando escrevo os meus posts, lembro-me constantemente da ideia de que as ‘palavras são como as cerejas’ porque a verdade é que, quase sempre, enquanto estou a escrever uma coisa seja ela qual for, me vai ocorrendo uma outra história mais ou menos relacionada. Tivesse eu mais tempo e este blog ficava ingramável, porque se tornava numa série de posts onde cada um se encadeava no que vinha atrás. Livra! Ainda bem que não tenho tempo!
Mas desta vez, mal acabei de escrever este, aqui mesmo em baixo, sobre o facto de lá nos EU se ter inventado um sistema para resolver um problema que na nossa terra se considerou insignificante e se entrou logo no habitual “jogo do empurra”, quando senti necessidade de o ilustrar com uma conversa acabadinha de ter agora ao pequeno almoço.
Cá em casa, um de nós trabalha num local que tem um barzito no último andar, onde os funcionários costumam almoçar. Aquilo é gerido pelos “serviços sociais” do ministério. É simpático, agradável, tem uma bonita vista, o casal que gere o barzinho é simpatiquíssimo, e tudo corria bem. Só que aquilo é num último andar, e surgiu uma questão ‘gravíssima’: a quem compete a refrigeração do ambiente? Com o calor que tem feito, impunha-se o ar condicionado, as ventoinhas não chegam. Além de que os próprios alimentos ou estão no frigorífico ou se estragam naquela temperatura. Mas… ninguém assume a instalação desse conforto (que ainda por cima não pode ser muito caro, porque o espaço é muito pequenino) - os Serviços Sociais dizem que o edifício é do Ministério e é ele que tem essa obrigação, este devolve logo a bola, -
afirmando que o espaço foi cedido aos Serviços Sociais e portanto eles é que devem torná-lo confortável.
Já adivinharam quem se lixa?
Bingo!
A malta que lá ia e agora tem de procurar os restaurantes da redondeza e gastar o dobro do dinheiro. Eu lembrei que se fizesse uma colecta e fossem os próprios clientes a comprarem o raio do ar condicionado, mas… não pode ser. Não há autorização para isso. E mai nada!
Emiéle
Publicado por populo às 09:07 AM | Comentários (3)
Quando a ciência é usada como deve ser
Diz-nos uma notícia que uns cientistas nos EUA criaram um sistema onde, por implantação de um chip numa gaze, se pode detectar «material cirúrgico esquecido no corpo de pacientes sujeitos a operações»
Esta descoberta científica, que reconhece que «o esquecimento de material cirúrgico, que pode provocar a morte do paciente, ocorre uma vez em cada dez mil intervenções, e estima-se que dois terços dos objectos esquecidos sejam gazes» veio relembrar um julgamento que se deu cá, há muito pouco tempo, onde uma situação semelhante tinha acontecido. Na altura chocou-me logo que, em lugar de reconhecer o erro, indemnizar a vítima, e depois os serviços de saúde logo averiguarem de quem seria a responsabilidade (que do paciente é que não era!!!) terem entrado numa questão de rigor jurídico sobre se a 'culpa' era do médico ou da enfermeira e... a pessoa prejudicada ficou na mesma.
O que acho de aplaudir no caso desta notícia, é ter-se encarado o problema de frente, reconhecer que ele existe – mesmo que apenas uma vez em dez mil – e achado uma solução. É assim que devia ser. Em tudo. Porque não existem soluções mágicas.
É arregaçar as mangas e começar a trabalhar na solução dos problemas.
Emiéle
Publicado por populo às 08:44 AM | Comentários (16)
As estatísticas e a informação
Eu sei que são normas. Sei que Bruxelas para poder gerir a comunidade precisa de saber como vão as coisas nos diversos países e para isso tem de comparar. E também sei que nos dá jeito, quando precisamos de defender alguns pontos de vista, atirar com argumentos ‘numéricos’ e imparciais para a discussão – Já viste que a Eurostat é que diz que…, e é um argumento quase sempre decisivo. Porque a Eurostat não terá interesse em viciar números ou ‘favorecer’ uns países em relação a outros, portanto os dados que colhe são certos.
O que duvido se será um serviço tão bom a ser prestado, é a divulgação imediata e muitas vezes em grandes parangonas desses inquéritos. Podemos ver que todos os dias é publicado um novo inquérito! Sobre tudo e mais alguma coisa. Acredito que até sejam tecnicamente bem feitos, porque não? Mas o certo é que acabam por
banalizar esses dados. Repare-se que muitas vezes metem no mesmo saco, quais os povos que se deitam ou levantam mais tarde, e quais os países onde os jovens morrem mais na estrada . Na minha opinião este constante fluir de estatísticas pela imprensa, ‘banaliza-as’, e acaba por tirar impacto ao que seria justo ter impacto.
Emiéle
Publicado por populo às 07:53 AM | Comentários (3)
julho 18, 2006
Conversas de mulheres
Estive aí passarinhando nos blogs que costumo visitar mais e achei muita graça à nova Etelvina da Catarina que é uma grande “arrumadora”. Arruma que se desunha, pelos vistos. E lembrei-me logo de uma conversa recente entre mim e umas amigas onde comparámos as qualidades das nossas respectivas “etelvinas”. ( e olhem que isto é verdade!)
- A minha é excelente a cozinhar! Nasceu para aquilo. De sopa a soufflés, de carne à alentejana a mousse de ananás, culinária é com ela. Se tenho amigos a jantar é dizer quantas pessoas são e ela até brilha a imaginar a refeição que vai fazer. ( e esta conversa foi após uma dessas refeições que de facto estava um espanto! Só que ela depois recusou dar a receita do doce…) O pior é o resto - detesta passar a ferro e a casa anda cheia de pó.
- Tem piada, diz outra minha amiga, a minha então adora passar. A minha roupa parece engomada por profissional. Eu acho que ela faz máquinas de roupa que nem precisa ser lavada só para depois a poder passar! Fica impecável. Claro que depois vai arrumar no armário, e como arrumar já não é com ela, acaba tudo amachucado depois de tanto esforço. Disse-lhe que a partir de agora arrumo eu, para ao menos ter o gosto de ver coisas tão bem passadinhas. Cozinhar é que nem pensar. E limpezas… :(
- Limpezas, é com a minha! (agora sou eu a falar) Aquela mulher é um aspirador vivo. Não há um grama de pó, uma nódoa microscópica num tapete, os azulejos brilham, o verniz do chão parece um espelho, a casa parece o interior de um bloco operatório. Até já me tem pintado paredes! Claro que para ficarem as coisas sempre tão limpinhas depois fica tudo fora do sítio e é uma trabalheira para arrumar.
- Ah!!!! É que arrumar é com a minha! (deve ser prima na nova”etelvina” da Catarina). Anda sempre tudo arrumadíssimo. Até as gavetas e armários, coisa que eu dispensava um bocado porque às tantas já nem sei se a casa é a minha. Mas enfim, tem o cuidado de me dizer onde é que deixou ficar…
Depois destes desabafos, entreolhámo-nos e largamos a rir com o mesmo pensamento: se conseguíssemos copiar de cada uma a sua capacidade essencial, ficaríamos com a mulher perfeita! O pior é que seria tão perfeita que não devíamos ter dinheiro para o seu salário.
Talvez seja melhor ficar assim como está.
Emiéle
Publicado por populo às 05:10 PM | Comentários (7)
O sonho existe
Este vídeo já foi publicado se não estou em erro até mesmo por mim, aqui no Pópulo, há uns tempos.
E tem corrido o blogosfera.
Mas em momentos onde o pesadelo parece engolir toda a esperança, sabe bem sonhar um pouco.
Não faz mal nenhum, o sonho.
E até pode dar forças para acreditar que o Mundo pode realmente vir a ser diferente.
O sonho pode ser a janela que se abre para não sufocarmos!
Assim se queira.
Todos! Os deuses também, porque não?
Emiéle
Publicado por populo às 01:57 PM | Comentários (2)
«Turistas em Lisboa»
Ontem fui jantar com uns amigos.
Uma minha ‘prima-quase-irmã’ é casada com um dinamarquês e vieram passar as férias a Portugal, como é natural. Claro que apanharam este calor ‘interessante’ mesmo no interior do Alentejo, mas isso é matéria para outro post.
O certo é que na véspera tinha chegado mais um amigo da Dinamarca e decidiram mostrar-lhe um pouco de Lisboa. Eu só entro nesta história pela altura do jantar, logo antes dele tinha-se combinado ir tomar um ‘porto’ ao solar do dito porque é em frente do miradouro São Pedro de Alcântara mas… está em obras e não se pode mirar nada dali. Aliás tinham pensado subir pelo elevador da Glória , que também seria engraçado, mas… está parado e subiram a Calçada da Glória a pé!
Depois do aperitivo do dito vinho do Porto, como se estava no Bairro Alto, naturalmente descemos a R. da Atalaia para o “1º de Maio”. Normal. É onde se costuma ir sempre, e já agora o recém-chegado observava onde a malta portuguesa se costuma encontrar. Mas estávamos esquecidos de um ‘pormenor’: a época do ano! Para quem queria ver portugueses, ali ouviu falar muito inglês, francês, italiano e até espanhol, mas uma única mesa estava ocupada por portugueses!!!
Mas o cúmulo, a perfeita cereja do bolo, é que na mesa encostada à nossa, estavam 3 clientes, um rapaz e duas raparigas, falando inglês entre si. Era o rapaz que fazia a encomenda e ele era português, mas quanto às raparigas, adivinham de onde é que elas vinham? Exactamente, da Dinamarca! Do nosso lado da mesa, os ‘nossos dinamarqueses’ faziam sinais um ao outro para não se darem a conhecer. Eu só me lembrava da falta de graça que tem quando vamos ao estrangeiro e andamos a esbarrar com portugueses…Era o mesmo!
Quando depois saímos, a nossa risota encheu a rua. É que já é pontaria, atravessar meia Europa para vir jantar ao lado de compatriotas.
:P


Emiéle
Publicado por populo às 12:33 PM | Comentários (4)
Há rio e rio…
A publicidade tão famosa (por algum motivo o anúncio foi criado por quem foi…) de «Há mar e mar, há ir e voltar» não se aplica ao rio. Não rima e não é verdade.
Se nas ‘praias-de-mar’ existem banheiros, bandeiras verdes, amarelas, vermelhas, aos quadradinhos, se temos todo um dispositivo de apoio aos náufragos, etc. nas praias fluviais é uma desgraça.
A época de verão mal começou e já perdi a conta das notícias tristíssimas de jovens que desaparecem nas águas dos rios
Será que se pensa que lá por não haver grandes ondas é menor o perigo?
Será por serem menos vigiadas?
O que se vê, é que por mais mansinhas que possam parecer as praias fluviais, neste momento são muito mais traiçoeiras do que as outras.
Pare, escute e olhe!
Nada mais estúpido que perder uma vida – e algumas tão jovenzinhas ainda – por uma brincadeira, uma aposta, um desejo de se refrescar que poderá sempre ser feito de outro modo.
Parece-me ser a altura de fazer campanha agora virada para os rios.
Lindos mas muito perigosos.
Emiéle
Publicado por populo às 08:48 AM | Comentários (9)
Morreu o Mike Hammer
Quero eu dizer o Mickey Spillane . Mas sempre
confundi escritor e personagem. (acho que ele também, porque deu o seu primeiro nome ao detective...)
Era bem miúda quando comecei a ler alguns dos romances do Mickey Spillane. Tão miúda que os escondia debaixo do lençol, para ler às escondidas que não havia autorização lá em casa para leituras dessas numa menina da minha idade. Aquilo eram tiros e mais tiros, murros que abriam logo um tipo ao meio, e o Mike depois de ser atacado por um bando enorme de bandidos do mais maldoso que há, de ficar amarrado, amordaçado, no fundo de uma cave que se enchia de gás, ou atirado ao rio atado de pés e mãos, lá ressuscitava e dava cabo deles todos!
Eu adorava!
É a prova de que o mal nunca vence, e de que o bem, apesar de dizer palavrões, ser bastante bruto, fumar que nem uma chaminé, e nem sempre ser gentil para com as senhoras (excepto a querida Velda) o bem acaba por vencer mesmo que não lhe agradeçam muito.
E agora?
Sem o Mike, quem nos protege dos maus deste mundo?!
Emiéle
Publicado por populo às 08:46 AM | Comentários (5)
Bancos
Não entendo nadinha de Bancos.
Apesar de ter amigos bancários e/ou economistas ou eles me explicam mal, ou eu tenho relutância em aprender, a verdade é que reconheço que não percebo dessas coisas de dinheiros e sinto sempre que o economiquês é uma língua estranha. Portanto só posso falar daquilo que parece do senso comum.
Sabemos que, no meio desta crise de que todos nos queixamos, e vai servindo como justificação para algumas medidas muito duras, há um sector que tem lucros e vai de vento em poupa.
Li, já há muito tempo, um romance tipo ‘romance histórico’ chamado A Conspiração de Papel que como fio condutor da história relatava o «nascimento» dos bancos, e era ali bem claro que ‘negociar com dinheiro’ era coisa feia, só os judeus se atreviam a fazê-lo por lhes estar vedado outras possíveis actividades. Mas o nome ‘usurário’ era feio…
Os tempos mudam muito. Hoje o nome se calhar também é feio mas já quanto ao conceito...!
É que, apesar da análise não divulgar dados sobre cada país por serem confidênciais, pelo menos existe um estudo comparativo, e informam-nos que em Portugal os bancos são os segundos mais caros da Europa .
Explicam depois que têm as «maiores comissões cobradas sobre os empréstimos concedidos» e por aí fora. Ficamos a saber que nos sai caro «a amortização antecipada de financiamentos ao consumo, e o enceramento de contas».
Isto são coisas que nós sabíamos por experiência directa, não tinha era dado ainda para comparar.
Fico para aqui a pensar se quando voltar a precisar de dinheiro não poderia ir antes pedi-lo a um banco no Benelux? Parece que por ali as coisas correm melhores para os clientes…

Emiéle
Publicado por populo às 08:19 AM | Comentários (13)
julho 17, 2006
Ele há dietas que não lembram a ninguém!
Quando se chega ao Verão, e as pessoas começam a andar mais destapadas, renascem as preocupações com a linha. Durante o Inverno, mais camisola, menos casacão, a coisa vai passando, não se tem a certeza do que é que está por debaixo “da casca”.
Mas o Verão é impiedoso. Vê-se e ‘adivinha-se’ quase tudo e os pneus que por aí andam forneciam generosamente qualquer garagem mesmo com muito movimento… Daí, começar tudo a tentar perder peso. Até ginástica se faz (e digo o ATÉ, porque não é o primeiro recurso…) e seguem-se os regimes todos e mais alguns.
Vi agora, um muito interessante, que é o do feijão.
Mas calminha! Não se emagrece a poder de feijoadas!!!
Primeiro, terá de ser feijão branco. O de outra cor qualquer já não serve.
E depois, - aaaaahhhh, aqui é que está! - não podem ser cozidos!!!! (lá se vai a feijoada, buuáááá!) mas andar para aí a comer feijão branco, cru, também é desagradável.
Portanto, fazem uma espécie de um ‘chá de feijão’ .
Dizem ali que é tiro e queda. Se não se tem cuidado, ficamos transparentes de magrinho que se fica!
E ainda anda para aí gente a colocar bandas gástricas, a gastar um dinheirão em consultas de nutricionistas e especialistas desses quando afinal o segredo é tão fácil!

Emiéle
Publicado por populo às 02:30 PM | Comentários (14)
Impasse?
O G 8 está reunido.
Parece preocupado com a situação no Médio Oriente mas em parte impotente perante esta escalada de violência. As palavras parecem sensatas. Dizem-nos:
«A realidade crua é que esta violência não vai parar a menos que criemos condições para o fim das hostilidades. O único meio é conseguir a instalação de uma força de interposição internacional que possa impedir a continuação dos ataques a Israel»
Certo. E já agora DE Israel também.
E qual a resposta?
«O governo israelita apressou-se esta segunda-feira a desmentir um seu oficial, que tinha sugerido que a campanha militar contra o Líbano poderia durar apenas mais alguns dias.
Miri Eisin, porta-voz do executivo, garantiu que «Israel não tem qualquer intenção de terminar os ataques a posições estratégicas do Hellbolah no Líbano». Está assim formalmente rejeitada a proposta feita pelo G8 de que fossem terminadas as ofensivas militares e se instalasse na zona uma força de manutenção de paz» .
Comentários?
Por mim não encontro palavras…

(Goya nasceu há uns 250 anos, mas não parece...)
Emiéle
Publicado por populo às 01:20 PM | Comentários (8)
Hoje o meu almoço
Vai ser assim:

Pego no tabuleiro, como de costume, mas em vez de tirar a tigela de sopa e o prato de bacalhau, vai sorvete de kiwi para entrada, gelado de ananás para o prato, e uma sugestão à escolha da 'menina deste balcão' para a sobremesa.
Estão todos convidados a almoçar comigo!!!
Emiéle
Publicado por populo às 08:26 AM | Comentários (8)
Se o inferno é quente
Então o céu deve ser gelado, não é?
Este anjinho desceu directamente de lá...

E era para onde eu desejava ir! Vou-me portar muuuito bem!
Emiéle
Publicado por populo às 08:22 AM | Comentários (4)
Hoje não há “rotina da manhã”
Caríssimos leitores-do-Pópulo-da-parte-da-manhã:
Hoje não comento notícia nenhuma!
Primeiros, esta coisa de hábitos certos é uma rotina, e detesto rotinas.
Segundos, este fim-de-semana onde não tive acesso a um pc, deu para ver que o assunto mais sério e grave de que se tem de falar é a
guerra do médio-oriente, mas esse tema assusta-me de tal forma que não alinho duas frases de jeito. Sempre se disse que aquilo era (segunda a metáfora-frase-feita) um barril de pólvora, mas assistir-se à pólvora começar a rebentar é horrível.
Terceiros, de um ponto de vista pessoalíssimo, desatinei com o calor! Só penso em calor! Dei conta de que tudo à minha volta está quente. Quando peguei nas canecas para fazer o pequeno-almoço reparei que a própria loiça estava ‘morna’, coisa de que nunca me lembro de ter sucedido. A loiça é fresca, não é? Aqui o teclado está morno. Quanto ao rato está até ‘quentinho’ ou por si mesmo ou da minha mão.
Ná!
Esta manhã, vou procurar uma imagem adequada, fica aqui a refrescar o blog e eu deixo os posts para mais tarde, para uma altura onde me sinta menos obcecada por este calor!

Emiéle
Publicado por populo às 08:06 AM | Comentários (4)
julho 16, 2006
Mas a explicação tem de ser boa
Nós acreditamos que ele possa explicar, mas...
Assim, à primeira vista só me lembra o Harry Potter e o tal carro muggle voador.

Emiéle
Publicado por populo às 10:52 AM | Comentários (10)
julho 15, 2006
Extremos
Confesso que ao contrário da Catarina não aprecio lá muito o calor. Quero eu dizer, em extremos.
Tenho a certeza de já ter dito uma vez por aqui (não encontro agora é onde foi) que sou uma mulher-de-meia-estação. Nem muito frio nem muito calor. Ou seja a Natureza anda a perseguir-me porque antigamente [ muuuito antigamente, já começo a imaginar que era no tempo em que os animais falavam…] havia 4 estações e duas delas agradáveis – A Primavera e o Outono. Mas eram mimos a mais. Agora grama-se um Inverno à maneira, ficamos a bater o dente se saímos de casa, e depois apanha-se logo de seguida com um Verão que nos derrete completamente!
Hoje vou fugir para o único local onde, perto de Lisboa, costuma fazer algum fresco. Espero não ficar decepcionada, que isto nunca se sabe…
Mas o certo é que o Inverno costuma ser lá bastante frio e húmido, portanto a lógica diz-me que hoje e amanhã devo apanhar alguma aragem refrescante!
Se entretanto passar por algum ciber-qualquer-coisa, ainda escrevo mais um post ou dois - e de resto ficam aqui em pousio uns para entrarem em «data futura» para o blog não parecer abandonado como no fim-de-semana passado
E

Emiéle
Publicado por populo às 10:10 PM | Comentários (9)
Nham, nham..
Encontro do 3º grau.

Emiéle
Publicado por populo às 03:03 PM | Comentários (1)
A electricidade
Dizem-nos que o preço da electricidade em Portugal está acima da média europeia se compararmos com o nosso poder de compra , apesar de estar praticamente na média no rigor dos números. E que isso acontece porque o imposto, neste caso, é baixo.
Bom, hoje não é tanto esse problema da gestão dos nossos orçamentos que me dá que pensar, mas na força que tem a electricidade nos dias de hoje.
Claro que ninguém que me está a ler viveu há 80 ou 100 anos, e imagino que haja por aqui poucos sociólogos, mas nós costumamos ler romances, por exemplo, que se passam nesses tempos, pré-electricidade.
Que diferença!
Hoje acho ainda romântico e bonito se estou numa zona mais primitiva e algumas coisas se fazem ‘à antiga’. Mas acho bonito, porque só lá estou de férias ou de passagem. Se fosse necessário viver a vida toda nessas condições, tipo “Uma casa na Pradaria” , imagino que me sentia no inferno… É lindo para se ver, no sofá, nessa TV que... funciona com electicidade!
Quando há uma pane eléctrica (lembram-se do apagão?) é que se vê bem como dependemos dela para tanta coisa! Da alimentação às comunicações, estamos mesmo dependentes dessa força maravilhosa.
Ainda não há muito tempo, na aldeia onde estava, deu-se um “apagãozinho”. De início foi engraçado. Andamos à caça de velas, a casa ficou muito linda parecia que era uma festa. E depois, não havia TV nem rádio. Ah, descobrimos um transístor que funcionava a pilhas e lá houve música. Foi engraçadíssimo. OK, mas a verdade é que “pilhas” é electricidade, não é? Só que, entretanto deixou de haver água fresca e o congelador do frigorífico deixou de manter as coisas congeladas – teve de se alterar o programa para no dia seguinte se cozinhar aquelas doses enormes de comida que ali estava, e comer a que já era cozinhada e não se devia “recongelar”. Depois, para ler a vela não dava, ir para a cama de vela era só deitar e pronto. …
A conversa que começou muito alegre e animada, às tantas estava a andar em círculos sempre a perguntarmos quando é que “vinha a luz”! O telefone, todo modernaço sem fios, também não estava com carga suficiente, só telemóvel. Etc, etc, etc…
E isto foi uma noite, sabendo nós que era passageiro! Porque numa visão mais alargada, até a água que recebíamos, a elevação que era necessário e a manutenção também dependia decerto de muita coisa eléctrica. E os carros por onde circulamos, se se movem a gasolina, há circuitos eléctricos internos indispensáveis ao seu funcionamento. E por aí fora, sem acabar…O nosso conforto moderno, depende numa percentagem esmagadora da energia eléctrica mesmo que seja produzida de um modo limpo, pelo sol ou pelo vento. Mas é electricidade!
Abençoada seja!



Emiéle
Publicado por populo às 10:55 AM | Comentários (2)
Saber ou poder?
Uma notícia de primeira página, com um título que ocupa quase um quarto do espaço, diz-nos que os médicos vão ser obrigados a saber lavar as mãos .
Claro está que a primeira, e imediata reacção é de espanto.
Uma criança de 3 anos SABE lavar as mãos. Ensina-se em casa, ensina-se nos infantários. É portanto suposto que um adulto normal saiba lavar as mãos! Que nem sempre se faz quando se deve isso é outro ponto. É fácil fazer a estatística de quem num restaurante vai a um lavabo lavar as mãos antes de começar a comer.
Bom, quem saiba ler para além do que está escrito, entende que esta “lavagem” a que o título se refere é de outro grau, estará mais perto da “desinfecção” e portanto será bom que os profissionais de saúde o façam bem. Um estudo verificou que nos hospitais, há muitas infecções que são transmitidas pelas mãos de quem cuida dos doentes, e isto em todo o mundo. Desta vez os nossos «números que não diferem muito dos dados recolhidos noutros países.» segundo a frase desse mesmo artigo.
O que talvez difira do que se passa noutros países, dos desenvolvidos, é o setting onde se desenrolam os actos médicos. Quando as macas dos doentes entopem os corredores, será difícil existirem lavatórios apetrechados nesses mesmos corredores!
Porque eu acredito que, contrariamente ao que parece insinuar-se no título desta notícia, os nossos médicos saibam lavar as mãos e não seja necessários obrigá-los a saber. O que se devia “obrigar” era a terem condições de poderem lavar as mãos.

Emiéle
Publicado por populo às 10:05 AM | Comentários (2)
julho 14, 2006
Para lavar os olhos…
Vim aqui dar uma olhadela ao meu Pópulo, e dei-me conta mais uma vez de que os posts que tinha escrito estavam muito amargos. Bem sei que nada do que disse era mentira, acho eu, mas quem aqui caia por acaso foge logo assustado achando que eu tenho um mau feitio do caraças!
E às vezes tenho… São dias!
Mas para fugir do tom amargo sobre os problemas do nosso país, venho mudar de assunto e referir um blog só com desenhos, que é uma beleza.
Chama-se Faz de Conta e tem uns desenhos magníficos.
Foi difícil escolher qual “roubar” mas decidi-me por este:

É que o Norte é aquela beleza de que falei aqui no início da semana, mas já agora termino a semana com um olhar à outra beleza, a do Sul.
Emiéle
Publicado por populo às 01:00 PM | Comentários (14)
Os bons exemplos
Pois muito bem. O nosso Frei ‘Estado’ Tomás, como numa enorme quantidade de outras áreas claro que exige aos outros aquilo que ele não faz. Então, nem valia a pena ser Poder se afinal tivesse de cumprir as regras, não será? Qual a vantagem de mandar???
Desta vez trata-se dos prédios devolutos, que se pertencerem a algumas instituições podem continuar abandonados à vontade que não há mal nenhum.
Interessante? Nem por isso. Habitual. O tal desgraçado '2º mundo e meio', onde nós vivemos…
Portanto a famosa lei, não vai ter quase repercussão nenhuma porque entre as entidades isentas, «estão os principais proprietários do país responsáveis por boa parte da património abandonado no país»
Boa!
Publicado por populo às 12:40 PM | Comentários (0)
Alerta vermelho
Estou tão mole com o calor que nem quero comentar esta notícia .
Mas que senti um arrepio, isso é certo.
Quando oiço a palavra FMI só me lembra o Voldemort , quero eu dizer “aquele-cujo-nome-não-se-deve-dizer”.

Emiéle
Publicado por populo às 10:01 AM | Comentários (6)
Festival do caracol
Tá mal!
Quando se ouve falar em festival de qualquer coisas, o que está na berlinda é homenageado.
Festival de Cinema, Festival de Teatro, Festival de Marionetas, …não é?
Agora aqui, o homenageado é comido !
Tá mal, prontos!
Que raio de homenagem. Fosse eu caracol e recusava. Dizia logo “Vão homenagear outro!”
Acontece que eu acho que não gosto de caracóis. De os comer, quero dizer. Digo “acho que” porque nunca provei, o que já provocou muita discussão. Dizem-me “mas como é que dizes que não gostas sem provares…?!” e reconheço que fico atrapalhada, mas só imaginar que aquela coisa que conheço viva e à qual até acho alguma graça, pode entra na minha boca, sinto o estômago a fazer um oito.
Mas ainda bem que há quem goste, que é “marisco” barato, basta ter um saquinho e paciência e apanha-se logo um montão deles.
Depois são os tais truques de culinária. E o molho deve ser bem bom, mas cá por mim fazia o molho sem os caracóis e estava já tudo resolvido!
Assim já podem contar comigo.
Emiéle
Publicado por populo às 09:09 AM | Comentários (5)
Calor, calor, calor….
Estou a escrever e a imaginar como seria interessante um mecanismo que nos permitisse mantermo-nos a trabalhar dentro do duche!
Seria assim :
Eu estava sentada em frente do pc; por cima de mim o esguicho do duche aberto a deitar água; saindo desse esguicho, uma cortina de plástico que me envolvi toda e caía em volta assim como os mosquiteiros por cima das camas, só que 'este' era de plástico; nessa cortina existiriam dois buracos para saírem as mãos e poderem trabalhar no teclado e… já tava!
Que tal tirar patente da minha invenção???
Porque tenho de confessar que nada me refresca a não ser a própria água.
Viva a água!
E isto vai continuar ??? Quem nos acode!
Ainda por cima porque pelo que dizem, com essa coisa dos raios ultra-violeta, nem sequer o ir à praia será grande ideia. Devemos proteger-nos do sol, o que só vejo que se possa fazer em casa.
É isso.
Duche permanente, e mai nada!
Emiéle
Publicado por populo às 09:00 AM | Comentários (5)
Quem é que viola um segredo?
Eu não sei nada de leis. Quero dizer, sei aquilo que toda a gente sabe, o que quem tiver um cheirinho de cultura geral sabe, mas mais nada.
Mas qualquer coisa, neste caso soa-me mal.
( Sinto-me muito à vontade para falar porque se há jornal por quem não tenha qualquer simpatia é pelo Independente )
Há uma questão de lógica. Se a imprensa publica uma notícia falsa, deverá ser desmentida. Tanto quanto sei, no mesmo local em que foi publicada e com o mesmo relevo. Se é uma notícia caluniosa e maldosa, deverá responder em tribunal e até indemnizar o ou os ofendidos. Há certos pormenores ou segredos sobre a vida pessoal ou íntima que eticamente não deverão ser revelados, apesar de isso justificar toda a existência dos chamados tablóides.
OK. Tudo isto eu sei, e faz sentido.
Mas se um jornal publica alguma coisa secreta sobre algo que só os investigadores credenciados deveriam saber, a responsabilidade, no meu ponto de vista, é de quem contou esse segredo. Desses investigadores. Como é que o jornal “violou o segredo de justiça”? Na altura em que chegou aos seus ouvidos é porque já não era segredo! A pessoa aque o contou encarregou-se de lhe mudar o estatuto.
Para quem não sabe de leis, como disse ser o meu caso, quem sabia um segredo e o contou, “violou o segredo”, quem o difundiu poderia ser acusado de calúnia se fosse mentira e obrigado a retractar-se, mas o facto é que são actos diferentes.
O que se pode pôr em causa é a gravidade da difusão de um boato, e isso de facto é grave e acontece com frequência – um ponto acrescentado a qualquer história que se ouve, transforma-a completamente!!!

Emiéle
Publicado por populo às 08:36 AM | Comentários (3)
julho 13, 2006
Os tais dois (ou mais... ) Portugais dentro do mesmo
Uma crónica engraçada do Portugal Diário vem sublinhar o que já se sabe mas é sempre interessante apanhar a confirmação “em flagrante”. A história refere a visita de Cavaco à Câmara de Matosinhos a propósito do tema de violência doméstica e crianças em risco, o que é no fundo, infelizmente, o mesmo tema… Nessa visita, como é de saber no que se refere aos timings em Portugal, houve atrasos. Normal, não é? Dizia-se dantes que a «pontualidade era cortesia dos reis», mas se calhar essa cortesia só se aplicava à realeza.
Ora reza aqui a crónica deste jornal, que a corte de Cavaco, perdão, os seus acompanhantes, como estariam atrasados largaram nos seus bólides a uma velocidade louca dentro da povoação.
Quem assistiu comentou «Carago, se fosse eu já estava a ser multado», só que eram senhores com outro estatuto. Bem acima do comum mortal, que terá de pagar a multa ou até, como num caso que já contei uma outra vez, ter os bens penhorados por uma multa de mau estacionamento!
A 'família' pode ser a mesma mas sem dúvida que uns são 'filhos' e outros 'enteados'.
Emiéle
Publicado por populo às 01:51 PM | Comentários (8)
Só não sei com quem jogar
Quem anda de ‘metro’ irresistivelmente lê o jornal do dito. É daquelas coisas que se tornou um hábito. Começa porque é de graça e isso, dado o estado da nação, tem o seu valor. Depois tem as notícias muito concentradas, o que também ajuda, dá-se uma vista de olhos e já está! E também é certo que o fundamental está lá, e a ‘palha’ são os anúncios que são facilmente isoláveis.
Pronto, é certo que muitas vezes leio O Metro .
Ora ontem li uma notícia que me deixou de boca aberta e cheia de ideias.
Diz lá que um sujeito (blogger ainda por cima, “colega” podemos dizer!) iniciou um processo de trocas , baseado num jogo infantil onde se vai trocando um objecto por outro maior. E de troca em troca, ele começou por um clips vermelho, e na net trocou-o por uma caneta, que por sua vez foi trocada por uma maçaneta… etc, o certo é que acabou por ficar com uma casa!!!
A verdade é que não conheço o jogo. Só me lembro da cantilena do macaco que também fez muitas trocas até à
tal viola e “vrum, vrum, vrum, que vou p’Angola”… Que me lembre na minha infância não joguei a esse jogo mas agora estou interessada. É que isto de se conseguir uma casinha, mesmo pequena como parece que é a dele, por um sistema de trocas sucessivas é interessante.
A dificuldade não é começar. Arranjo um clip vermelho sem grande dificuldade. O complicado é arranjar parceiros que embarquem neste jogo.
Não estou daqui a ver ninguém…
Emiéle
Publicado por populo às 09:00 AM | Comentários (8)
Provocações e descontrolo
Já é tempo de se falar noutra coisa.
Mas como ainda não disse a minha opinião, a propósito da notícia de que o melhor futebolista do mundo pede desculpa mas não se arrepende do seu gesto apetece-me dá-la agora.
Quando eu era muito pequenita, lembro-me de se contar que os jogadores usavam manhas para enervar os adversários. Era ainda tão pequena que tive de perguntar qual o mal da frase “Já viste o que está a tua mulher a fazer, ali na bancada?” porque, para mim, não tinha mal nenhum. Cresci, e compreendi que afinal é muito feio, que é recorrer a truques para destabilizar emocionalmente uma pessoa que deve estar 100% concentrada.
Mas o certo é que também quando cresci, aprendi que as ‘pessoas crescidas’ dominam os impulsos, e mais importante ainda, o que tenho tentado transmitir ao meu filho e às crianças com quem lido, é que o ser humano tem a sorte de saber falar. Portanto, ao contrário dos animais que zangados mordem, dão coices, arranham, nós podemos ser até muito agressivos mas através das palavras. Explico muitas vezes às crianças que “assim é que deve ser”.
Aquele momento do famoso jogo França-Itália foi infeliz. Infeliz se o italiano foi ofensivo para enervar o adversário, infeliz pela resposta que recebeu que poderia ser também verbal e assim seria ‘pago na mesma moeda’. Ora se o prémio foi dado pela técnica em dominar uma bola, creio que terá sido muito bem dado, se o foi pelo modo como joga já tenho as minhas dúvidas. De lembrar que ele esteve fora de um jogo por acumulação de amarelos. De certo que foi por erros cometidos, não?
Mas não volto a falar mais neste assunto. Vemos que o futebol é um jogo que por mover milhões é um xadrez de interesses que nos ultrapassam.
Prefiro guardar deste Mundial as imagens do final de Portugal-Angola. Essas sim. Os abraços e trocas de camisolas, foram imagens que me aquecem, que me agradam.
E outros jogos houve, onde a perder ou a ganhar

os jogadores no final mostraram que eram apenas adversários.
E até podiam ser amigos!
Emiéle
Publicado por populo às 08:11 AM | Comentários (5)
Preventivo???
É um eufemismo tramado.
Já tivemos uma “Guerra Preventiva” que é patente o que raio é que “preveniu”, e surge agora a ideia peregrina de ataques preventivos em relação a um povo muito, muitíssimo, mais perigoso do que o iraniano.
Se calhar foi uma figura de estilo. Se calhar não era bem isso que se queria dizer. Se calhar o Japão sentiu-se muito provocado. Se calhar a sua situação geográfica naquele contexto tem muita importância.
Mas cautela.
Atacar seja quem for para evitar que esse “seja quem for” nos ataque a nós, paga-se muito caro. Poderemos entrar num caminho sem retorno.
Se não se pode, nem se deve, ceder a chantagens há crises que é necessário serem tratadas com a maior serenidade.

Emiéle
Publicado por populo às 08:02 AM | Comentários (4)
julho 12, 2006
Mas os estudantes franceses...! :D
Andamos a criticar os estudantes portugueses porque ignoram coisas que seria suposto saberem de cor e salteado. Mas afinal, a asneira não é apanágio nacional, muuuito longe disso.
Reparem nestas duas pérolas:
Professor - Qual a taxa de fecundidade em França em 2002?
Aluna - A taxa de fecundidade.. é de índice 2, porque são precisos 2 para fazer um filho...podiam ser 3 ou 4, mas é preferível 2...
Professor - E em 2003?
Aluna -...3?
Aluno - O cérebro tem uma capacidade tão espantosa, que hoje em dia praticamente toda a gente tem um.
Professora - Huumm...não tenho a certeza...
Comentários...?!
Emiéle
Publicado por populo às 03:55 PM | Comentários (11)
Para desanuviar
Dei-me conta que o Pópulo esta manhã ficou sério demais!...
Isto são só posts a falar em tristezas. Vamos lá acabar com um sorrisinho:

(recebido por email)
Emiéle
Publicado por populo às 09:15 AM | Comentários (17)
Mas que praga é esta?!
É de mim, ou dantes não havia tantas histórias destas de gente a circular em contra-mão nas estradas?
Já começa a ser rara a semana onde não se ouve uma notícia destas
Eu sou uma optimista por natureza, mas já começo a sentir medo.
Nada me diz que, indo muito direita, circulando a uma velocidade certa, conduzindo com toda a atenção, num carro decente, não apanho em cima com um carro conduzido por um tresloucado que não reparou por onde andava.
Não se pode fazer um estudo sério, sobre as causas desta hecatombe que parece estar a tornar-se um desporto nacional? Semana sim, semana não, temos a notícia de mais um doido que decidiu andar no sentido oposto ao trânsito.
STOP!
É urgentíssimo tomarem-se medidas fortes.
Emiéle
Publicado por populo às 09:10 AM | Comentários (8)
Ficheiros desactualizados
Está sempre a acontecer.
Com o início do Simplex, anunciado com trompetas, tambores, grande festa e enormes parangonas, acreditei que pelo menos algumas coisas começassem a funcionar de um modo mais expedito. Para ser completamente franca, não embandeirei em arco, porque sabia que as coisas seriam difíceis, mas inocentemente ainda acreditei em alterações de fundo.
Mas dizem que as “boas intenções” fazem falta para encher o inferno. É quase dia sim, dia não, que ao procurar uma informação em qualquer repartição, um funcionário cuja competência não ponho em dúvida, abre o computador, procura os dados, e pofff, olha para nós com ar desolado, pedindo: “Pode aguardar um pouco? Houve uma avaria no sistema!” E depois, como os senhores “desbloqueadores das avarias” são poucos, aquilo vai permanecer assim durante horas e o melhor é mesmo voltar lá noutra ocasião!
Acabei de ver com alguma ironia que o total de pessoas registadas nos centros de saúde em 2005 - 10.666.254 - ultrapassa a população portuguesa facto original! Como ainda não há clonagem à vista, é apenas porque os falecidos ainda lá figuram a pé firme. Ou há pessoas registadas em vários Centros.
Seja como for, se esta limpeza é uma operação difícil não seria impossível com certeza – bastava cruzar os dados. Não é isso que se faz quando se trata de Finanças?
Ah, claro, mas Finanças é uma coisa e Saúde outra.
Não acho é que as prioridades sejam muito claras. Se sem umas boas Finanças será difícil subsidiar convenientemente um Serviço de Saúde, também é certo que sem cidadãos saudáveis não se pode contribuir para umas boas Finanças, não será?
Emiéle
Publicado por populo às 08:55 AM | Comentários (6)
Bombaim
De novo a 11.
De novo um ataque cego contra gente inofensiva.
De novo numa altura onde iria provocar o máximo de vítimas.
Eu devia ter já escrito este post, mas não fui capaz. Senti-me tão desalentada, tão chocada, tão profundamente triste que não encontrei palavras.
Sabemos que aconteceu mas o nosso espírito ainda resiste a acreditar.
Porquê?
O que se pretende?
O que desencadeia esta selvajaria no homem?
Sinto-me de luto, pelos que morrerem e por pertencer à mesma espécie dos que mataram.
Emiéle
Publicado por populo às 07:58 AM | Comentários (7)
O exemplo
Pronto. Parece que «o caso General Motors tem de ser um caso exemplar» disse o senhor ministro.
Vamos esperar para ver?
Ou será a altura de arregaçar as mangas e partir para outras soluções?
O 'internacionalismo do capital' é sempre igual e continua os seus golpes baixos. Tanto quanto sei a GM conseguiu travar as greves dos trabalhadores europeus na semana passada prometendo que ia arranjar uma solução para Azambuja. É esta a solução . A falta de vergonha é total.
E quanto aos trabalhadores será fácil imaginar o que sentem com esta traição, de verem dar-se o dito por não dito. Mas se se entende o desalento, é indispensável reagir-se.
Emiéle
Publicado por populo às 07:40 AM | Comentários (2)
julho 11, 2006
Mas que bem que eu escrevo em japonês
Directa e descaradamente copiado do meu amigo Cachucho que é um homem que sabe tudo, já sei com escrever o meu nome em japonês.

Não é giro?
Fácil!
É vir AQUI e seguir as instruções.
Contudo fiquei cá com uma dúvida: É do conhecimento comum, que os asiáticos têm dificuldades em dizer o R. Então porque raio, quando escrevo uma palavra com L, me sai traduzido em R?!
Será que, à cautela, fazem logo a “conversão”?
Emiéle
Publicado por populo às 04:10 PM | Comentários (10)
Continuação do relato do meu passeio
Um passeio no “Portugal Profundo” – 2ª parte
Conforme expliquei ontem , deixei de propósito esta parte do meu passeio para hoje, por um lado porque foi o mais importante, e por outro porque queria arranjar algumas fotos daquilo que vi, para partilhar convosco.
Ora cá vem:
A viagem começou pelas 8 da manhã. Ainda havia fresquinho. Aliás, eu – BURRA! – como não tinha nenhuma experiência e associo a ideia de água à de frescura, até tinha levado para a viagem um casaquito porque podia fazer fresco. Eheheheh!!! Depois, fui mas é arranjar um chapéu e uma amiga previdente deu-me protector solar!
Mas estava muito agradável, e começámos assim com alguma vaga neblina e imenso sossego. O rio lindíssimo, e tudo estava em paz.
Aliás essa imagem de paz acompanhou-nos sempre. E foi bonito e amigável, quando nos cruzávamos com outras embarcações, os apitos de saudação e os acenos de adeus de parte a parte. Parece que a água une mais as pessoas e as torna mais solidárias. A viagem prossegue até à primeira barragem que foi preciso transpor. Nunca tinha passado por essa experiência – subir num “elevador de água”. Se por um lado é um pouco claustrofóbico, porque se fica emparedado no fundo de ‘um poço’ com 30 metros de altura, o certo é que ver-se o céu azul no alto desse poço e sentir que nos vamos lentamente aproximando dele, a mim desfez a sensação de ‘prisão’. E passámos por 3 destas ‘ecluses’, Bagaúste, Valeira e Pocinho. Já fiquei vacinada, e com uma experiência nova!
Também era muito engraçado, porque ao longo do rio, mas sem se dar por isso, seguia uma via férrea. Pela margem, por vezes via-se correr um comboiozinho e o maquinista apitava, enquanto quer nós no barco, quer os passageiros do comboio acenávamos muitos “adeuses”. Era familiar e simpático.
Mas o rio tem curvas, contra curvas, por vezes até parece que estreita tanto que nem daria para se passar . Lindo! E a quietude da água, que só ondulava com a passagem do nosso barco, tornava-a um espelho onde se reflectia a paisagem próxima.
Por outro lado, olhando em frente, viam-se as montanhas, em vários tons de verde e cinzento marcando bem a distância .
O encanto durou mais de 8 horas. Almoçou-se muito bem, só que da parte da tarde continuávamos a observar tudo mas já não no convés, que a temperatura estava abrasadora! Íamos de nariz colado aos vidros, mas no interior do barco onde havia outro fresco.
Deixo apenas à vista a foto debaixo. Sou uma péssima fotógrafa, e esta tem aquele reflexo que não sei o que seja, mas a imagem pareceu-me tão linda que decidi que aquilo era um símbolo de luz e prazer, e portanto escolhi-a como símbolo desta viagem.

(como de costume, se clicarem a foto fica maior)
Emiéle
Publicado por populo às 09:45 AM | Comentários (23)
Calor só até amanhã
Sóóóóó?????
Mal escrevi o título do post tocou uma campainha na minha cabeça. Achei que tinha um tom estupidamente optimista, mas já agora deixo ficar.
É que neste caso, ainda mais 24 horas, pode fazer a diferença. Leio que o Alentejo e Beira Interior tiveram ontem, e possivelmente poderão ter hoje, temperaturas de 40 graus ou mais
Uuuuiiii!
Eu, que vivo numa região de litoral e já me sinto tão mal com a temperatura comprovadamente mais baixa, nem imagino como seja aguentar 40º !!!
E isto, evidentemente, sem levar em conta as ameaças de risco de incêdio que existem.
Todo o cuidado é pouco, a todos os níveis.
Mas, pronto, tal como nos dizem, o calor é só até amanhã!
Depois deve vir aí algum fresquinho.

Emiéle
Publicado por populo às 08:29 AM | Comentários (4)
Parece uma adivinha
“O que tem a Madeira que é diferente dos outros?”
Evidentemente que muitas coisas. Terá muitas coisas que a podem prejudicar e, assim à primeira, recordo a insularidade. É uma verdade que quer a Madeira quer os Açores , como ilhas, têm o contacto dificultado com o resto do país e isso é complicado. Ora, exactamente por isso, têm um estatuto bem diferente, têm governos autónomos do resto do país e recebem ajudas.
Enquanto os Açores que até estão mais longe e têm mais ilhas pelo que a própria comunicação dentro da própria região é difícil, tem de se fazer por barco e pode ter de parar se há mau tempo, a Madeira, mais perto do continente e com menos ilhas habitadas, é muito mais reivindicativa e o seu governo tem tido desde sempre relações complicadas e conflituosas com o governo central, que é sistematicamente contestado seja quem for que esteja ao leme deste país.
Agora o défice crescente desta região , levou o seu Presidente a apelar para a solidariedade de Lisboa. (algo nunca visto!)
Há aqui qualquer coisa de mal explicada. Se o «PIB da Madeira ultrapassou os 75 por cento da média da União Europeia», será uma boa notícia, não é? E também é natural que nesse caso não tenha direito aos fundos destinados a ‘regiões pobres’. O que me parece mal explicado, para quem não sabe nada de economia, é como é que está tão acima da média europeia e tem esse tal défice crescente?!
De resto se a insularidade é um mal, a interioridade também o é, e o facto é que tirando algumas zonas de Lisboa e Porto tem de se reconhecer que esta nossa terra vive mal. É mais do que tempo de o reconhecer, arregaçar as mangas e enfrentar os problemas sem paliativos.
Emiéle
Publicado por populo às 08:13 AM | Comentários (4)
julho 10, 2006
"Tudo tem um fim"
Até as séries muito boas!
Desta vez é “Sete Palmos de Terra” que acaba.
Pelo que li, a última “imagem” que se vê (?) é o ecrã todo branco. Parece-me muito sugestivo, como “imagem” de FIM. (claro que também poderia ser de "princípio"...!)
Eu era das admiradoras desta magnífica série, até comprei os primeiros em DVD e, se calhar, quando puder completo a colecção. Porque são histórias extremamente bem contadas, sem receios de tabus, tocando um leque enorme de problemas graves, e que consegue dar uma visão não apenas da América dos nossos dias como do Mundo em geral.
O ser humano não é tão diferente como isso, e as questões mais íntimas e graves são idênticas por todo o lado mesmo que os costumes sejam outros. E, sem dúvida que os rituais fúnebres são diferentes por lá, mas o certo é que em Sete Palmos de Terra ( ou “Six Feet Under”? eles têm 6 e nós 7, mas como um palmo é menor que um pé…) se trata muito mais do que a história de uma agência funerária.
Vamos ter saudades, mas compreendo que se dê um fim.

Emiéle
Publicado por populo às 04:00 PM | Comentários (7)
Decerto há uma razão
…só que eu não a encontro.
Numa vista de olhos pelo índice da Weblog, encontrei um post cujo título em inglês, “Hated it”, me levantou a curiosidade de saber o que é que era assim odiado. O blog estava alojado na Weblog e o seu título “O Mundo de Cláudia” estava escrito em português.
Mas, com surpresa, descubro um blog completamente escrito em inglês! De uma ponta à outra.
Não está alojado na Blogspot, está num servidor português e tem até links para alguns blogs portugueses, mas a blogger dirige-se sem dúvida a uma audiência de outra língua.
Mas…porquê?
Há decerto uma lógica, mas não a vi.
Emiéle
Publicado por populo às 03:40 PM | Comentários (3)
Raciocínio rápido

O André de 3 anos, está no quintal a preparar-se para iniciar um jogo novo, e está bastante excitado.
Os participantes nesse jogo, são a irmã, a avó, ele e um amigo.
A prática nesta família, costume instituído pelo pai para evitar discussões e que tem funcionado, é “Começa quem tem o sapato maior!” Todos aceitam esse critério, tão bom ou tão mau como qualquer outro.
De modo que estão preparados, prontos para o match e o nosso André começa a frase habitual:
- “Começa quem tem o sapááááá…..”e aí, emenda rapidamente, em voz mais alta: quem tem ténis e é rapaz!”
E prontos!
Olhando para os pés, está escolhido quem é o primeiro!
Emiéle
Publicado por populo às 12:32 PM | Comentários (6)
Calor!
Começam os alertas laranjas .
Vem aí mais uma vaga de calor. E, desejemos com toda a força, que não venha de novo a consequente vaga de incêndios.
A verdade é que alguns já começaram, infelizmente.
Quanto ao calor, quem conseguiu ter férias nesta altura que as aproveite bem, dentro de água o mais possível.
Quem está a trabalhar…vá sonhando com coisas fresquinhas!

Emiéle
Publicado por populo às 12:25 PM | Comentários (6)
Férias “condensadas” em dois dias
Um passeio no “Portugal Profundo” – 1ª parte
Deixei aqui no Pópulo, no sábado de madrugada, o aviso de que ia estar ausente todo o fim-de-semana porque ia passear e bastante longe de nets.
Realmente saí de casa sábado de manhãzinha e quando, ontem, meti a chave à porta cerca da meia-noite tinha a estranha sensação de terem passado no mínimo oito dias e não os dois que o calendário marcava! Só dois dias e tantos quilómetros andados, tanta coisa visitada!!!
Foi um passeio colectivo, com um grupo de amigos, e isso fez parte do divertimento. No sábado iniciámos a caminhada para “o norte” cedinho mas com calma e fomos almoçar a Viseu. Eu conhecia mal Viseu (e nem por isso fiquei a conhecer bem, é claro, umas horas não dá para nada!) mas a paragem ainda deu para dar uma olhadela aos monumentos, e ver o Museu do Grão Vasco. Para além do almoço, que merece referência porque quer eu quer o meu grupo de amigos ficámos que nem jibóias!!! De facto come-se muito bem e em muita quantidade. Às tantas já é por guloseima, aparece mais uma travessinha na mesa, vamos provar e da “prova” passa-se ao verdadeiro “consumo”. O dia estava quentíssimo e numa região de interior ainda se sentia mais o calor, de modo que ainda ‘perdemos’ algum tempo no Museu que para além do mais tinha ar condicionada. Pode dizer-se que é um “incentivo indirecto à cultura” porque dizíamos uns para os outros “aqui é que se está bem!”. De Viseu seguimos para Lamego, que também conhecíamos mal, e ficámos a conhecer um pouco melhor apesar de o calor pesado não ajudar a grandes passeios pela terra. Foi num hotel de lá que dormimos e se assistiu ao jogo de futebol, o que era impossível de esquecer nesta fase…
No domingo acordar pelas 6 (ainda estava fresco!) para seguir para Peso da Régua onde apanhámos o barco que nos ia levar até Barca d’Alva. Quanto a essa viagem linda, vou deixá-la para amanhã, para ter tempo de escolher uma foto ou duas para aqui deixar, mas foi a essência destas nossas férias. Terminou pelas 5 da tarde quando chegámos a Barca d’Alva cansadíssimos mas encantados.
Mas faltava “o resto”- Figueira de Castel’Rodrigo, Trancoso, Guarda. Também não deu para “conhecer” a Guarda que já conhecíamos superficialmente e assim continuou. De notar um grande painel na praça, que tinha sido montado para seguir os jogos do campeonato e se preparava para transmitir a final. Passámos por Belmonte e Monsanto, que todos já conhecíamos mas que são terras onde apetece matar saudades, e… jantar a caminho de casa.
Chegada já noite fechada, no céu uma lua doirada maravilhosa, “quase” cheia, faltava-lhe um pedacinho assim! E a sensação, que escolhi para título do post, de que tinha tido umas férias “condensadas” como as latas do leite – aquilo diluído na proporção certa daria para uns oito dias, e bem passados!
Agora resta recordar.
Emiéle
Publicado por populo às 08:50 AM | Comentários (11)
julho 08, 2006
Doçura
Há alturas em que nos apetece um pouco de romantismo.
Para vos fazer companhia este fim de semana que o Pópulo está "fechado" fica uma cantiga:

Emiéle
Publicado por populo às 06:30 AM | Comentários (2)
Um grande fim-de-semana
Apesar de ainda haver futebol para jogar, este fim-de-semana, vou estar longe dessas questões e do blog.
Desta vez é mesmo!
Costumo dizer que SE mesmo longe de casa encontrar um ciber-café ou coisa semelhante ainda deixo aqui qualquer recadinho mas desta vez mesmo isso não vai ser possível.
Preparo-me, daqui a minutos para arrancar em direcção ao Norte -claro que para mim, tudo o que for acima de Lisboa já é Norte, Leiria ou Santarém já é “ao norte”… Vou dar um passeio que desejo fazer há anos mas agora se pôde concretizar: subir o Douro.
Portanto está explicado, não apenas a ausência como o meu previsível silêncio. Imagino que no barco não haja net, e mesmo que houvesse, não sou tão louca que viesse pôr-me a escrever em lugar de apreciar a paisagem!
Mas vou ver se tiro algumas fotos e para a semana deixo a reportagem.
Combinado?
Inté!

ou hoje ou manhã devo estar aqui, cliquem na foto para estar mais perto de mim..:D
Emiéle
Publicado por populo às 06:06 AM | Comentários (5)
julho 07, 2006
Politicamente incorrecto
Não tendo muito a ver directamente, a verdade é que um post da Isabel veio dar-me coragem para confessar um sentimento “politicamente incorrecto” que me anda a moer.
O meu prédio tem uma entrada com vários degraus que vão abrindo em leque, tipo mini-anfiteatro ( muito mini!) e, ainda por cima, dá para um pequeno largo. Ou seja, tem todas as condições para se ficar à soleira da porta a ver quem passa…
Isso é certo, mas o prédio é nosso. As escadas são limpas e lavadas pelos habitantes. E é um direito normal, entrar-se e sair-se de casa livremente.
Ora aí há coisa de um mês, tenho a várias horas do dia, mas sobretudo quando faz mais calor porque as escadas são de pedra e frescas, um acampamentozinho de ciganos ali instalado. As mulheres sentadas, espalhando as saias, os homens de pé na sua frente e uns cachopos a saltitar degraus acima e abaixo. A barulheira não é necessário descrevê-la porque se imagina, e quando à noite se vão embora aquilo fica coberto de lixo que dá para encher o contendor do prédio. Claro que sempre que preciso de entrar e sair, tenho de pedir “com licença, com licença”, e fazer uma gincana entre as saias rodadas das mulheres sentadas.
Ora bem. Eu sei que são hábitos culturais ciganos, estes ‘acampamentos’ onde lhes der na bolha. Tenho todo o respeito pelos ciganos em si, e pela sua cultura. Mas que raio!!! não poderiam ir apanhar o fresco para outro sítio e desampararem-me a soleira da porta!!!
É assim. São estas coisas que dão para ver que a gente não é tão perfeita como gostaria.
Emiéle
Publicado por populo às 06:30 PM | Comentários (5)
Que entusiasmo, heim...!?
Aos meus amigos que apreciam a publicidade, este sorriso para o fim-de-semana:
Emiéle
Publicado por populo às 05:18 PM | Comentários (5)
Pst, pst, onde é que vais...?
Mas que apressadinho!

Emiéle
Publicado por populo às 10:15 AM | Comentários (5)
Nem 8 nem 80
Já tenho pensado muito no assunto mas nunca o tinha visto tratado na imprensa. Falo da porcaria que se vê em redor dos ecopontos.
Ora vamos por pontos:
1 - Decorrem muitas e variadas campanhas, no sentido de estimular as pessoas a separar o lixo e deixar nos ecopontos aquilo que lá pertence.
( Para ser sincera tenho algumas reticências a levantar quanto à ideia que tem presidido sempre a estas campanhas – a de quem o não faz é tonto ou atrasado mental, porque qualquer criança ou animal é capaz e o fazer. Não é simpático nem é verdadeiro. Decerto que um macaco sabe distinguir entre um jornal e uma garrafa e colocá-los no seu sítio, mas se calhar já terá dificuldades em saber se é um vidro “normal” que deve ir para o vidrão, ou uma vidraça, um copo de cristal ou uns restos de pirex, que não devem; se é papel bom ou sujo, de embrulho, metalizado, que não pode …)
2 - Ora uma das coisas que “desestimula” as pessoas é verificar que o ritmo de despejo dos ecopontos, é muito mais lento do que o seu enchimento. Estamos fartos de o saber. Vê-se ao longe que está cheio, e os dias passam e aquilo cheio na mesma!
Depois dá-se um caso que tem a ver com o civismo mas não só. É o facto de muita gente deixar lixo, lixo normal, junto dos ecopontos. Aborrece-me, dá um péssimo aspecto e tenho resmungado muito, mas não vejo porque é que não se pode colocar um contentor de lixo, ao lado dos tais ecopontos? Possivelmente quem o faz é porque não vê nenhum contendor e opta pelo caminho mais fácil. Claro que é um erro, mas podia ter solução fácil, como certos municípios fazem.
3 - Vejo agora, que se vai a caminho das multas Duvido que seja boa ideia. Se começa a constar que um saco cheio de papel que não coube no papelão já cheio, vai servir para se apanhar uma multa, o mais certo é voltar a deitar-se tudo no lixo “normal” a acabarmos com a separação…
Creio que se os ecopontos fossem despejados com muito mais frequência, e existisse ao lado dele um contentor de lixo, não seriam necessárias multas nenhumas.
Porque os erros não podem ser sempre dos “outros”, neste casos os cidadãos! Seria conveniente que as empresas que tratam das reciclagem também cumprissem a sua parte.
Emiéle
Publicado por populo às 10:01 AM | Comentários (9)
Outra vez o FBI

É claro que se pode dizer que não é nada connosco. Serão questões internas de um outro estado soberano. É verdade. Mas como é um “estado soberano” muuito especial e, como essa instituição em causa mete o nariz sempre que o entende nas questões dos outros Estados, há motivo para se opinar sobre ela.
Ora parece que um senhor, consultor do governo dos EUA, obteve o acesso a documentos secretos do FBI, porque misteriosamente conseguiu as senhas ( passwords?) de 38.000 funcionários de lá, incluindo a do director.
Isto é possível?
Pelos vistos, é.
Tanto cuidado com os terroristas, mas…
Um ponto que não posso deixar de considerar engraçado é que afinal a ‘burocracia’ não é exclusivo luso. Uma das justificações deste abuso, era o excesso de procedimentos burocráticos, dando como exemplo que para «acrescentar uma impressora à rede ou instalar um computador requeria autorização por escrito da sede central do FBI em Washington». Pois é. Com este excesso de cautela, pode dizer-se que não há fartura que não dê em fome!
Emiéle
Publicado por populo às 08:46 AM | Comentários (4)
Mas que ideia!
Vou falar de cor porque nunca vi o tal concurso.
E contudo, lá bastante mais para trás, lembro-me de ter falado nisso, pela incongruência que me soou como o exemplo acabado da “anti-pedagogia”. Um concurso que pretendia escolher o PIOR CONDUTOR DO MUNDO recebendo ele um prémio, coisa bizarra. Mas afinal, para além do prémio, também se pretendia «treinar esses condutores, sensibilizá-los, apurá-los para os tornar menos perigosos». Menos mau…
O curioso é que o tal prémio era pura e simplesmente – um Porsche! Meter nas mãos de um péssimo condutor, mesmo que ele tivesse melhorado nas suas competências, uma tal bomba, é uma ideia peregrina!
Ora acontece que, ironicamente, o vencedor nunca conduziu o seu prémio ainda assim não desse logo cabo dele, (?!) e como é normal, quer vendê-lo
Afinal sempre aprendeu alguma coisa.
E que tal passar a andar de bicicleta…?
Emiéle
Publicado por populo às 08:20 AM | Comentários (2)
Menos competências
É notícia de primeira página no JN, e há motivo para isso.
Já há muito quem pense que um dos problemas de falta de médicos na nossa terra – que faz que se tenha a atender doentes médicos de outras nacionalidades a dominar mal a nossa língua – foi o exagero dos numerus clausus em medicina há uns tempos.
Hoje sabemos que no Porto, haverá menos 50 vagas em medicina porque há falta de instalações. O seu director diz amargamente: «Somos a Faculdade com mais publicações, que mais investigação faz e que recebe os alunos com melhores resultados. Esta é a retribuição que temos». Entende-se a amargura, porque lhe tinham sido prometidos outros meios.
Ou seja, quem pode, irá continuar a enviar os filhos estudar em Espanha…
É essa a solução? Lentamente irmo-nos tornando uma província de Espanha? A nível de saúde, a nível de educação superior...
Que ao menos que fôssemos lá aprender a gerir aquilo que temos do modo que eles fazem.
Emiéle
Publicado por populo às 07:54 AM | Comentários (1)
julho 06, 2006
Toma e embrulha!
Adorei este vídeo!
Vocês desculpem mas é que isto é uma situação - a inicial quero eu dizer, é claro! - que acontece tantas vezes!!!
Uma pessoa querer arrumar um carro e haver uns 'espertos' que estão encostados a outro carro e não nos deixam fazer a manobra ou ficam com ar trocista a apreciar as voltas que nos obrigam a dar...
A esses 'engraçadinhos só apetecia fazer o que esta valente conseguiu fazer.
Aí, grande mulher!
Emiéle
Publicado por populo às 04:04 PM | Comentários (5)
O bom humor!
O nosso Raim’s, voltou a dar um ar da sua grande graça.
Ora cá temos o balde de água fria:

Não se esqueçam de espreitar o blog dele. Está ali na coluna da direita, desde que a coluna nasceu!
Vão lá, que isto é apenas uma amostra... O tipo é muita bom!
Emiéle
Publicado por populo às 09:11 AM | Comentários (5)
Azares de quem tem um blog (e anda sempre a correr)
Nunca me tinha acontecido, mas… alguma vez seria a primeira. (informação – sou muito distraída, se ainda o não sabem)
Tinha um post escrito desde ontem. É este que acabaram de ler ( se o leram…) que está mesmo aqui por baixo, sobre “dois modos de encarar uma coisa”. Tudo prontinho, mas decidi guardá-lo para o postar hoje.
Abro a lista das “entries”, escolho o post, verifico se está tudo em ordem, clico em “published” e depois no “save”. Julguei eu!
Espero e o post não aparece…
Fico aborrecida e volto atrás a ver se havia qualquer coisa mal. Qual não é o meu espanto, quando não vejo lá nada. Nas “entradas” não há nenhum post com este título, nem publicado nem a publicar! Ai, ai, ai… mas que m**** é esta???!!!
Procuro por todo o lado. Sumiu. Mas sumiu mesmo.
Recapitulo o que fiz, e só vejo uma explicação: em lugar de carregar no “save” cá em baixo, carreguei no “delete” e aquilo ‘delitou’.
E prontos!!! Já cheia de pressa, toca a escrever outra vez, com muito menos cuidado, ir procurar o boneco que sei já lá onde é que estava, e voltar a publicar tudo.
Só uma teimosa como eu, é que se mete nestas. Mas tinha decidido que o post era para sair hoje e tinha de ser!
(Vamos ver se agora não apago este antes de o publicar…)
:D
Emiéle
Notícia de última hora: Acabo de ser informada pela Mar, que este post misteriosamente desaparecido, reapareceu aqui . Como podem ver o desenho é este e o texto, o mais parecido possível. Qual preferem, para eu apagar o outro? :))))
Publicado por populo às 08:37 AM | Comentários (6)
Dois modos de ver as coisas
Dizem que as moedas têm duas faces.
Não são apenas as moedas. Parece-me que quase tudo na vida tem mais de um modo de ser encarado. Mesmo sem cair em extremos…
Ora reparem nesta imagem. O que se vê nela?

Depende. Podemos ver uma jovenzinha. Está a ¾ virada para lá. Vimos o narizinho, as pestanas por cima, e tem uma fitinha a enfeitar-lhe o pescoço. Vê-se bem, não vê?
Mas… também está lá uma velhinha. Mais virada para nós, apesar de também de perfil. Tem um nariz grande, vemos bem um dos olhos, que era a orelha de rapariga, tem o queixo enterrado na gola, e a sua boca comprida e estreita é a fitinha do pescoço da menina. Também estão a ver, não estão? Mas a imagem é a mesma. Numa fracção de segundo, com um “estalo de dedos” passam-se 50 anos, ou… desaparecem 50 anos.
É só uma questão de perspectiva !
Emiéle
Publicado por populo às 08:13 AM | Comentários (3)
Desalento nas capas dos jornais
Não se trata dos desportivos, é claro. No Público Figo e Zidane trocam camisolas, no DN Ronaldo esconde as lágrimas, no JN , Figo agarra a camisola de Zidane, no Correio da Manhã , dois jogadores agarram a cabeça, no Primeiro de Janeiro uma mulher chora agarrada a uma bandeira.
Não há como fugir.
Em qualquer dos casos, hoje seria dia de futebol. Ou a euforia máxima, a entrada numa final pela primeira vez o que seria um feito enorme, ou o desalento de esse sonho não concretizado. Eu, que quase não sei nada de futebol, nem nunca seria treinadora de bancada ou de sofá, só vejo o que vou lendo por aí. A frase mais ouvida é “futebol é mesmo assim” e, afinal, até é certo apesar de lugar comum. Mesmo com esta confessada ignorância de futebol, fico com pena que a diferença de um só golo que nos fez perder o sonho, fosse um golo de penalti que, para mim, penaltis são um pouco “golos de segunda”… se a França nos tivesse metido um golo a sério estaria mais conformada.
Mas enfim, há sempre duas maneiras de ver as coisas como vou dizer no post a seguir.
Uma delas é que “perdemos o Mundial”, a outra é que “ficámos entre os 4 melhores do Mundo”.
É escolher
Emiéle
Publicado por populo às 07:51 AM | Comentários (3)
Greve
Há greve na Função Pública.
Contra o regime de mobilidade.
Creio que, como sempre, a coisa não foi muito bem explicada. Aos próprios funcionários, que andam muito assustados e preocupados, não será necessário muitas explicações, mas seria sensato explicar-se a quem se vai sentir prejudicado por ela, quais as suas causas. Enfim. Como esta greve tem a adesão de todos os sindicatos do sector , pode vir a ter bastante adesão.
E qual o passo a seguir?
Desejo do fundo do coração que se encontre uma boa solução, mas…
Emiéle
Publicado por populo às 07:18 AM | Comentários (1)
julho 05, 2006
Uma cena invulgar
Sou um cata-vento! Parece que mudo de opinião assim, de um dia para o outro…!
Ontem, deixei aqui um post um bocado amargo. Falava de máscaras, de falsidades, de gente má e que nos desilude.
Hoje venho contar uma história oposta. Querem ouvir:
Hora do almoço na Estrada da Luz. Talvez não seja a rua mais movimentada de Lisboa, mas tem muitos carros e andam por ali depressa. Reparo que à minha frente há um a fazer pisca e não entendo porque é que ele quer mudar de faixa porque não vejo nada à sua frente. Por outro lado, o que está ao meu lado também trava, e faz sinal de luzes. Olho com atenção o que é que pode impedir assim o trânsito e com dificuldade consigo ver, um gatinho minúsculo, com pouco mais de um palmo, cinzento da cor do chão o que ainda dificultava mais reparar-se nele, e que estava completamente perdido no meio da confusão. Às tantas fugiu para debaixo do meu carro, mas
felizmente quando me preparava para sair e tentar agarrá-lo aparece uma rapariga aflita que me diz, “estou a vê-lo, ande devagarinho para eu lhe chegar”. Andei devagarinho, ( e em nosso redor todos os carros parados mas sem buzinar) mas o bichinho assustado larga a fugir para a frente, e vai atravessar para o outro lado da rua. Do outro lado também param os carros. Entretanto nós recomeçamos a andar, e eu ainda o vi a fugir com a dona atrás. Acredito que a cadeia solidária que se gerou foi tão espontânea, que o gatinho chegou são e salvo ao passeio, onde a dona o agarrou. Só pode ter sido.
Mas fiquei a sorrir um largo bocado. Primeiro o gatinho era um encanto, segundo, toda aquela gente apressada e ‘egoísta’, esqueceu a pressa e o egoísmo para poupar uma vidazinha tão frágil e enternecedora.
Pois é.
O ser humano é mesmo assim.
Emiéle
Publicado por populo às 01:30 PM | Comentários (10)
Bola, bola, bola, bola, bola……

Vale a pena falar seja do que for, hoje?
Acho que hoje é “um dia entre parêntesis”. O país vai parar, de respiração suspensa, logo à noite. Mesmo os que arvoram um ar de indiferença, não acredito que se mantenham completamente indiferentes. IMPOSSÍVEL!
Amanhã logo vamos acordar para o resto dos nossos problemas, mas hoje creio que só temos à frente dos olhos a baliza gaulesa.
Só espero não se cair na nossa depressão habitual se o resultado não for bom – é que desta vez não há empates, alguém tem de ficar para trás e estes quatro lugares de cima já são excelentes, nada de confusões!!!
Quem chegou às meias finais já é BOM.
São “meias” mas são FINAIS, não é?
Votos:
Força, coragem, desportivismo, e… claro! Sorte!!!!
Emiéle
Publicado por populo às 08:40 AM | Comentários (8)
Os mísseis da Coreia do Norte
É uma provocação. Claro que é uma provocação, isso nem se discute. Mas o que pretendem???
Fazer experiências com mísseis desta natureza, é sempre gravíssimo.
E fazê-lo a 4 de Julho, dia nacional dos EUA, mais provocante é. Ora os orientais nunca fazem estas coisas “por acaso”.
Vamos desejar que isto possa ficar restrito, por aqui. Vamos ver a posição da China.
Emiéle
Publicado por populo às 08:20 AM | Comentários (6)
Um estudo sobre a questão das quotas

Um estudo muito interessante. Depois de o ler, eu própria começo a ver as coisas de um modo diferente.
O este estudo, efectuado por dois sociólogos, abrangeu um grande universo com respostas de homens e mulheres de todas as idades, e de uma ponta à outra do leque partidário. E há muitas surpresas.
Afinal a concordância, a resposta SIM, chega aos 57% o que é uma admiração para mim, porque dado as repercussões e os ecos que tenho ouvido no meu meio, sempre imaginei que tudo isso fosse muito mais controverso. Depois é também curioso, que apesar de a maioria da concordância vir de eleitores de partidos de esquerda, ao centro e à direita o “sim” também obteve 50,6 e 54 % respectivamente. De realçar que, apesar de a maior adesão vir de mulheres ( 63,2% ) os homens também concordaram em 57 %.
Mas, o mais curioso de tudo, e que ajuda a entender porque eu encontrei tanta resistência, e mesmo aqui pela blogosfera se nota essa posição é que «quanto maior é o nível de recursos individuais» - a escolarização, o facto de viverem em zonas urbanas, terem trabalho - «tanto maior é a discordância» face às quotas.»
Então é isso! Segundo a opinião dos sociólogos que elaboraram o estudo «as entrevistadas com este perfil sentem-se menos arredadas das imediações do espaço político, considerando, porventura, que as quotas configuram uma medida de discriminação positiva desnecessária, inadequada e até contraproducente».
Isso explica a minha própria reacção.

Emiéle
Publicado por populo às 08:04 AM | Comentários (4)
Pontos de vista
Costuma-se dizer que cada moeda tem duas faces.
Mas não é só com as moedas que isso se passa, afinal nesta vida quase tudo se pode ver por duas perspectivas. (Mais uma vez remeto para o Bicionário)
E em momentos de emoção, mais importante é não perder esse facto de vista.
Olhem para aqui:

Uma jovenzinha e uma senhora bem idosa, tudo isso na mesma imagem.
A menina está a 3/4, vê-se-lhe a pontinha do nariz, as pestanas logo acima e o pescoço enfeita-se com uma fitinha preta.
E quanto à velhinha?
Também está de perfil, mas mais virada para nós, tem o pescoço enterrado na gola de peles, a sua boca é a "fitinha" do pescoço da menina. Está lá tudo… e de repente envelhece-se 50 anos! Contudo, num golpe de mágica podemos rejuvenescer na mesma proporção!
Num estalar de dedos, muda a perspectiva.
Emiéle
Publicado por populo às 08:00 AM | Comentários (0)
julho 04, 2006
Vamos ainda a tempo de votar no melhor jovem jogador deste Mundial

É o Cristiano Ronaldo, tá visto!
Ei, malta, tá quase a fechar a votação. Bóra lá, cliquem aqui para a votação directa.
Se quiserem saber como vai a coisa espreitem aqui
Se quiserem comparar, podem vê-los neste meu antigo post (parecia que adivinhava...)
Emiéle
Publicado por populo às 10:09 PM | Comentários (7)
E lá vão os Gatos Fedorentos ter a vida facilitada
Ele deixou de “andar por aí”.
Agora vai ficar ali.
Mas com algumas mordomias, é claro.
Ora pois!
Um grande gabinete individual, uma secretária pessoal, e ainda pode não integrar nenhuma comissão parlamentar por outras palavras "não trabalhar".
Quem fez tanto pelo país merece algum agradecimento.
Emiéle
Publicado por populo às 04:10 PM | Comentários (8)
Máscaras
Apesar de pensar muitas vezes que ‘não nasci ontem’ e que já não sou surpreendida por atitudes inesperadas do ser humano, a verdade é que estou muito enganada. Infelizmente as pessoas podem ainda surpreender-me pelos piores motivos.
Ontem soube uma história que faz com que hoje ainda me sinta a bater mal…
Há um sujeito que conheço há um ror de anos e sempre considerei uma excelente pessoa. Esse ‘desgraçado’ (?) teve um azar. Imagine-se que depois de ter falado ao telemóvel, desligou-o mal, ou seja aquilo ficou ligado para a última pessoa com quem tinha falado mas como ela não estava em linha, passou para o gravador de chamadas. E ele, calmamente, a conversar rua fora.
Até aqui, paciência, teria sido apenas um gasto inútil de telemóvel. Acontece é que essa conversa estava a ser gravada, sem ele imaginar que iria ser ouvida exactamente pela pessoa que ele estava a criticar! E, onde entra o meu choque, é que o que ele disse era de uma tão grande má-fé, de uma tal injustiça, uma verdadeira maldade, coisa que eu ‘tinha a certeza’ de que ele nunca pensaria quanto mais diria! Ainda hesitei quando soube…”Mas tens a certeza?...” ao que me responderam” Emiéle, acorda! Está gravado! Não se pode negar”. É que não se tratava de uma só frase, que poderia ser mal interpretada, era toda uma conversa, conversa prolongada e muito clara.
Senti o mesmo quando na «Missão Impossível» uma personagem “arranca a cara” que afinal era uma perfeita máscara de borracha e por debaixo está a sua verdadeira, bem diferente. Há um arrepio, um momento de horror, o pensar-se primeiro “não pode ser, não pode ter tão mau carácter!” e depois, a reflexão “como estava enganada!”
Isto não me leva a passar a desconfiar das pessoas, atenção! Continuo a acreditar que estes são casos esporádicos, pessoas que nos podem enganar mesmo durante muito tempo, mas são excepções.
Afinal, na Missão Impossível os maus foram eliminados, não foi?
Emiéle
Publicado por populo às 04:00 PM | Comentários (8)
Parece um truque

Quando se tem blog na Weblog temos também um viciozito que é ir espreitar as estatísticas.
É irresistível. Primeiro abre-se o Índice a ver se o nosso post entrou lá, depois dá-se uma olhadela nos outros que também entraram na nossa companhia e depois, displicentemente, pensa-se: “Bah! Já agora deixa-me cá ver se estou nalgum lugar na lista dos visitados, ou comentados, ou…”
É divertido, porque muitos de nós garantem não ligar nenhuma a isso, mas quando se fala no assunto afinal todos vão lá espreitar!
Eu, pobrezinha, que tivesse dado conta nunca atingi o top dos mais visitados. Nadinha! Aí, sou uma lástima. Vejo para ali blogs com 2.000, 5.000, 7.000, 8.000 visitas diárias…. Tchiiii! Que vertigem. Mas eu, lá nas minhas webstats não passo das 800 e é quando é! Ná, isso de muitas visitas, já sei que não tenho. Mas, para me consolar, ao menos as que aparecem, conversam. Porque, eu não só escrevo que me farto (vocês já sabiam) como tenho uma boa média de comentários, de um modo geral.
( ‘Brigada, ‘brigada, ‘brigada!!!)
Mas o que motivou este meu escrito, foi o espanto de ter reparado que ontem, nessa lista dos mais comentados eu tinha tido exactamente o mesmo número de comentários que outros dois blogs! A sério. E ainda por cima um número arrevesado - quatrocentos e vinte e nove!
Isto não é normal!!!???!!!
:o
Será que se combinaram?
Emiéle
Publicado por populo às 09:03 AM | Comentários (18)
Mas afinal quem é que elabora as provas de exame?
Não é a primeira vez, muito pelo contrário! Quase todos os anos oiço críticas destas. Chegada a época dos exames, não são apenas os alunos a lamentarem-se (isso poderia ser levado à conta de ‘desculpas-de-mau-pagador’) mas os próprios professores das matérias que criticam o modo como as provas são elaboradas e os critérios de avaliação.
Pelo que se sabe existe um «Gabinete de Avaliação Educacional» que é responsável por estas situações. E todos os anos isto se repete!
Desculpem mas algo não bate certo.
São as provas de Português do 9.º ano, a Matemática a e Química do 12.º ano, a Físico-Química do 11.º ano , isto já é muita coisa!!!
E quanto aos critérios de avaliação, uma professora encarregada das correcções já avisou: "Com estas regras, um aluno excelente, que faz os cálculos todos e chega a um resultado correctíssimo, ainda pode perder 75% da cotação".
Ná, algo não está bem.
Não pode ser, e reconhecer um erro não fica mal a ninguém, fica pior persistir nele.
Emiéle
Publicado por populo às 08:48 AM | Comentários (7)
O Festival de Almada
Se mo tivessem dito há meia dúzia de anos, ria-me na cara da pessoa.
Imagine-se que vai começar o Festival de Almada, um Festival de Teatro de altíssima qualidade a que nunca falto e este ano ia-me passando desapercebido por causa do futebol!
O certo é que é sempre por esta altura do ano, marca-se com muita antecedência como tem de ser e, se calhar, quando o marcaram ainda nem se sabia quando iam ser estes jogos que deixaram o nosso país “fora deste mundo”…
O certo é que a intersecção dos dois eventos foi tão forte que o Festival decidiu até, sensatamente,
adiar os espectáculos de quarta-feira por um lado sob pena de ter as plateias às moscas e por outro, se calhar, os próprios actores quererem ver os jogos!
De qualquer modo tenho de referir que este é um Grande Festival. Este ano é dedicado a Samuel Beckett, pelo centenário do seu nascimento.
Quem puder assistir pelo menos a algumas das peças, recomendo-o que o faça.
(Houve um ano onde cometi a loucura de comprar «o pacote» para todos os espectáculos, e ia morrendo porque é impossível aguentar um ritmo quase non-stop )
De qualquer modo, o Festival vai continuar depois de ter terminado o Mundial de modo que ainda vão bem a tempo de mudar de registo a apreciarem o que de bom se faz em Teatro.

Emiéle
Publicado por populo às 08:10 AM | Comentários (4)
A Fábrica da Azambuja
Não tem sido fácil. As negociações são complicadas e os trabalhadores andam com o credo na boca.
Eu só sei o que vou lendo por aí na imprensa, não conheço os bastidores, nem tenho conhecimentos económicos que me guiem.
Contudo parece que as coisas não estão agora tão más como se chegou a recear.
Pelos vistos a Renault e a Nisan parece quererem unir-se à General Motors para viabilizar as fábricas da Azambuja. As direcções afirmam que pretendem «desenvolver perspectivas para os nossos empregados sem pôr em perigo a competitividade da companhia»
São bonitas palavras.
Vamos ver como se concretizam.

Publicado por populo às 08:07 AM | Comentários (5)
Os empréstimos que fiz vêm aí de volta…

Costuma ser sempre por esta altura. Há umas “poupanças forçadas” que o Estado, paizinho carinhoso e preocupado com a educação dos seus “filhinhos”, nos tem ensinado a fazer ao longo do ano. Vamos descontando, ou aos bocadinhos, ou de vez em quando numas grossas fatias, para nos ensinar a poupar. Porque, depois de ter estado bem guardado durante o ano nos cofres do Estado, volta de novo ao nosso bolso o que pode dar uma ajudinha para algumas despejas extraordinárias que se vai tendo. É tudo muito pedagógico.
Portanto, fiquemos descansados, que vem por aí o reembolso do IRS!
Aleluia!!!
Emiéle
Publicado por populo às 07:55 AM | Comentários (7)
julho 03, 2006
Solidariedade masculina
E é assim!
Ficam já a saber.
Claro que ela era uma gaaaanda chata!
Emiéle
Publicado por populo às 11:42 PM | Comentários (3)
Ora aqui está o verdadeiro Pópulo!
Senhoras e senhores, excelentíssimo público, tenho o prazer de anunciar que este aqui é o verdadeiro Pópulo, o único, o genuíno, o que baptizou aqui este blog!!!!
Façam o favor de apreciar
Copiado direitinho da Teacher

Portanto, ficam todos informados, como podem ver, aqui a madrinha é a Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo.
Entendido?
Emiéle
PS - É claro que há outros Pópulos! Um amigo enviou-me a imagem da Praia do Pópulo nos Açores :)
Publicado por populo às 04:15 PM | Comentários (8)
Também me aconteceu
Li por aqui, um fait-divers que me veio recordar uma história muito parecida, passada comigo há já algum tempo:
Seguia eu por uma rua/estrada (?) que ia dar a uma aldeia, por onde costumava passar com bastante frequência. Essa via [chamemos-lhe assim que faz menos confusão] fazia uma curva para a esquerda e, pela direita, vinha uma outra que desembocava ali. Digamos que desenhava um T mal feito e, na minha perspectiva, o bracinho direito do T é que era secundário.
Quando estou no meio dessa curva, um carro que vem da direita passa-me, trava e salta de lá um sujeito que, perante o meu espanto, me pede os documentos. Devo ter-me mostrado completamente aparvalhada, ao início ainda me ocorreu que fosse um assalto ou coisa assim, mas perante a minha pergunta ele mostra um crachat da GNR. Era um gnr à paisana! E, num tom desabrido quer saber porque é que eu não tinha respeitado o stop. “Mas qual stop? ” Parece que antes desse bizarro ‘cruzamento’ existiria um stop. Nunca o tinha
visto, devo confessar. Mas entretanto já lhe tinha mostrado os meus documentos e ele estava a tirar todos os dados para a multa. Senti-me indignadíssima, e voltei atrás à procura desse tal sinal. Nem sombras… Insisti com o tipo que mo mostrasse. Lá encontrámos, tapado com as ramagens de uma árvore, um sinal antiquíssimo (com o fundo branco e um triângulo invertido no meio) e de tal forma sujo de lama e poeira que nem se via nada!
A criatura ficou-me com os dados, mas deve ter ponderado melhor depois, ou alguém o aconselhou, porque nunca recebi essa multa.
E agora, ao ler esta história de jornal, confirmo que com certeza aquele velhíssimo sinal não devia cumprir as normas que são exigidas. Mas se me livrei da multa nada me livrou duma má meia hora…
Emiéle
Publicado por populo às 01:00 PM | Comentários (3)
Acasos :)
Factos:
Este blog chama-se Pópulo.
Eu comecei a escrever aqui em Setembro de 2005.
O nome é invulgar, é uma referência a uma povoação que nem deve ser muito conhecida. Uma vez até recebi um email de um leitor de apelido Pópulo que vinha, curioso, perguntar se seríamos parentes.
Ora ontem, numa busca pela net, venho encontrar um outro blog que…
Mais factos:
Também se chama Pópulo.
E começou apenas com um mês de diferença, em Novembro de 2005!
Claro que depois encontramos muitas diferenças: naquele caso, o título vem do nome do autor, que parece ser muito jovem não só pelo que escreve como pelos blogs amigos. Por outro lado o portal é a Blogspot ( para onde, em momentos de fúria, já tinha pensado mudar).
Mas não deixa de ser curioso, dois blogs com o mesmo nome invulgar, com início aproximado.
E ainda dizem que não há coincidências…!
Emiéle
Publicado por populo às 09:30 AM | Comentários (12)
Assim não deu
Quando se quer chamar a atenção, temos de “nos pôr na pele” de quem queremos influenciar. Ora veja-se esta notícia:
Enquanto o Brasil estava coladinho ao ecrã, a torcer pela selecção canarinha, no jogo contra o Gana, três homens desfilavam nus pela rua. Protestavam contra um país inteiro que pára para ver o escrete chutar a bola, enquanto a nação enfrenta sérios problemas de educação e saúde. Um polícia local explicou tudo, conforme relata o site «Ananova»: «Alguém ligou para a polícia a pedir a nossa intervenção. Mas não era um crime violento e nós estávamos a ver o jogo...decidimos não fazer nada». «Eles queriam chamar a atenção, mas não conseguiram
Táva na cara!
Não é que não estivessem cheios de razão, mas assim não dava…
E já agora, dá uma vista de olhos neste vídeo
Cá será diferente..?
Emiéle
PS- Este vídeo foi-me enviado por email há tempos; mas tinha uma ideia de o ter já visto num blog... Foi aqui
Publicado por populo às 09:25 AM | Comentários (3)
Várias Chinas
É por estas e por outras que não se pode falar numa China, e muito menos referir-se sem discussão que se trata de um país socialista, ou muito menos comunista.
Uma terra que tem dois milhões de consumidores de "terceiro mundo", trinta e dois milhões de "consumidores do segundo mundo", e seis milhões de "consumidores de primeiro mundo" não pode entrar no que se imagina como um mundo socialista.
E a verdade é que estes dados são fornecidos pela Associação Nacional de Pesquisa Chinesa, não foram inventados pelas “forças inimigas”…


Emiéle
Publicado por populo às 08:35 AM | Comentários (3)
Eleições no México

É um grande país. O 11º maior do Mundo com 106.202.903 habitantes e setenta e um mil eleitores
Estão a ser umas eleições complicadas, muito complicadas.
AMLO, (Andrés Manuel López Obrador) o candidato de esquerda, chamou a atenção para a disparidade de um país que sendo o primeiro produtor de petróleo da América Latina contudo tem metade da sua população a viver na pobreza. A sua candidatura foi tão bem sucedida que chegou a ter 10 pontos percentuais de avanço. Mas essa vantagem pareceu muito confortável, tão confortável que, tal como a lebre da fábula, deitou-se a dormir e está quase a ser ultrapassado. Deu-se ao luxo de recusar um debate televisivo, e hoje sabemos que as eleições se jogam nos media…
Passou-se do extremo de a entidade que dirige o acto eleitoral ter pensado em comunicar os resultados antes da meia-noite de ontem ao ponto de só se saber os resultados (contados voto a voto) na 4ª feira!
Depois da primeira declaração ambos os candidatos se declararam vitoriosos e convocaram o povo mexicano a firmar um pacto nacional
Que confusão! Porque os partidários de todos os candidatos (bem, não todos…) já festejaram nas ruas, certos da vitória, apesar de... ainda não haver qualquer vitória.
Por outro lado surgiram na Capital os “zapatistas” , camponeses indígenas e radicais, que propunham aos mexicanos “não votar e organizar-se”.
Enfim, situação delicada e difícil.
Vamos esperar por 4ª feira, mas seja quem for que ganhe vai ter de fazer alianças.
Emiéle
Publicado por populo às 08:05 AM | Comentários (4)
julho 02, 2006
Paz
Este post é dedicado à Isabel.
Já que teve de adiar as suas férias, eu ofereço-lhe este pedacinho de sonho.
No meio de umas lutas tão duras, ela merece um passeio no meio desta paz que lhe restaure a calma que merece.
Respira fundo e imagina que andas por aqui….
Emiéle
Publicado por populo às 03:55 PM | Comentários (4)
Coquette...
Uma senhora, mãe de um meu amigo, ainda em excelente estado de saúde, está a prestar umas indicações pessoais para o preenchimento de uma ficha:
Nome…?
Ela respondeu.
Morada…?
Foi rápida.
Idade…?
Pausa. Olhou com calma o inquisidor. E depois afirma-lhe, ríspida:
“Então...! Sou de 19!” ele que fizesse as contas!
É que isto de perguntar a idade a uma senhora, mesmo bastante depois dos 80, tem que se lhe diga!
Emiéle
Publicado por populo às 02:45 PM | Comentários (3)
“Em nome do futuro, não apaguem a memória”
Em-nome-do-futuro,
não-apaguem-a-memória
Esta foi a palavra de ordem, mensagem repetida por centenas de vozes.
Dia 1 de Julho, em frente da Sé de Lisboa reuniu-se um grupo de cidadãos, das mais variadas orientações partidárias ou sem qualquer orientação integrados no Movimento Cívico “NÃO APAGUEM A MEMÓRIA”.
A grande maioria não era nada jovem, como se pode calcular. Este movimento nasceu da indignação de gente que sofreu na pele como preso político e depois de ver o que aconteceu à Sede da Pide só deseja agir a tempo de preservar a tornar em memoriais os restantes símbolos de um passado que não se pode esquecer. Foram 50 anos, a vida inteira de muitos!
O ambiente era comovente. Como adivinham só ali estavam as pessoas que residiam perto de Lisboa, o resto do país, não poderia estar ali fisicamente. E, portanto, adivinha-se que eram todos velhos conhecidos e amigos. Por vezes parava-se em frente um do outro, e hesitava-se: “Espera…Tu és…?...” e logo se abria o sorriso -“Eh pá! Claro que és tu!” e vinha o abraço.
Havia também uma “segunda camada” de gente presente, os filhos dos primeiros. E chamavam-se -“Olha conheces o meu João?”, -“E tu, a minha Rita?” Era uma união muito forte, mas este cimento que a fortalecia tinha sido amassado com lágrimas e sangue, nada o pode partir.
À hora combinada desfilou-se até ao Aljube, todos a olhar aquelas grades com um grande aperto na garganta. E foi num pátio das traseiras que nos reunimos para ouvir as palavras dos promotores do Movimento (que afinal tem estado mais activo do que eu sabia) contando os passos que se tem dado e as adesões que se recebem. Falaram depois Edmundo Pedro, e Manuel Serra, entre outros, e alguém ainda se lembrava e cantou o mais famoso hino, de que apenas o refrão era recordado por quase todos. A visita não se pode fazer por o edifício estar ocupado pelo IRS, e ...afinal os ‘curros’ foram mandados destruir por Marcelo Caetano.
Mas já depois de tudo acabado vários grupinhos ficavam rua abaixo, era difícil a separação depois de um momento tão emotivo.

Falta-me corrigir um erro, uma informação que não deixei aqui por desconhecimento. O Movimento tem um site. Visitem Não apaguem a memória e até podem assinar o documento electronicamente.
Emiéle
Publicado por populo às 10:20 AM | Comentários (15)
julho 01, 2006
A sorte também faz parte dos jogos
Desta vez terminou o jogo com penaltis que é uma roleta em parte, mas a verdade é que o nosso Ricardo foi formidável!!!!!
VIVA!!!!!!
MEIAS FINAIS!!!!!!
CÁ VAMOS NÓS!

Está na capa do DN, mas achei que fica aqui tão bem, que acrescentei...
Emiéle
Publicado por populo às 06:46 PM | Comentários (10)
Até logo!
Agora vou AQUI
E vocês ainda estão a tempo, é que num instante estamos na Baixa a um sábado!
Emiéle
Publicado por populo às 10:00 AM | Comentários (4)
100 anos – Parabéns Sporting!
Uma data célebre!
Sempre aqui disse que o meu coração era verde e hoje, apesar do dia ser para se pensar na Selecção sem clubismos, é de qualquer modo, uma grande data para os sportinguistas!

Emiéle
Publicado por populo às 09:47 AM | Comentários (5)
Tablóides, jornais de escândalos e outras coisas
Não me habituo.
Ontem ouvi o Eriksson, com um sorriso muito tranquilo, e aquele seu aspecto agradável, responder a uma pergunta provocatória sobre qualquer coisa que um jornaleco teria dito ou insinuado, que “não lia os jornais, ali na Alemanha”, e depois mantendo o sorriso, acrescentou “ e na Inglaterra também não”.
Reconheço que deve ser defeito meu. Deveria fazer como ele e, encolhendo os ombros, não ligar ao que dizem. E por acaso é o que acontece, sem o encolher de ombros e não exactamente por não olhar ao que dizem, mas porque não sei mesmo o que dizem. Portanto não é sobre “aquilo que dizem” que venho dar a minha opinião, é sobre os métodos que usam para depois publicar aquilo que faz vender jornais.
O andar a descobrir tudo o que se passa com as mulheres ou namoradas dos jogadores e fazer disso grandes títulos o, inclusivamente, inventar de uma ponta a outra uma entrevista o ter «informadores em todas as lojas, bares e restaurantes», é qualquer coisa de tão desleal, de tão sujo, que me dá volta ao estômago.
Que uma “figura pública” tenha obrigação de se comportar convenientemente quando está em público, faz todo o sentido. É o tal pesado preço da fama. Mas os familiares e amigos de jogadores, não são em si ‘figuras públicas’, deviam ter o direito ao anonimato que todo o resto do mundo tem.
Se isso tem assim tanto interesse, já que esses jornalistas também são, à sua maneira, figuras públicas uma vez que são opinion makers, tinha alguma graça provarem o seu próprio veneno, e verem as suas vidas particulares espiolhadas e depois publicadas com títulos agressivos.
Mas mesmo assim acho que não servia de nada. É uma máquina perversa muito pesada!
Mas mortífera.
Emiéle
Publicado por populo às 09:32 AM | Comentários (3)
O respeitinho e os subsídios, ou a “lei da rolha”
Aproveitando uma das pedras que devem ter sobrado do Sr. Ruas, o Sr. Rio atirou uma que está a fazer muitas ondas.
Normal.
Desde há 32 anos que as pessoas se tinham habituado a que se podia falar em liberdade e criticar aquilo que fosse considerado digno de crítica. Obviamente que se aquilo que se dissesse fosse erro, mentira, maldade, calúnia, má-fé, injúria existe também direito de resposta, e quando é coisa grave, existe a justiça e os tribunais. Os jornais, de vez em quando, lá vão responder por afirmações que foram consideradas difamatórias ou erradas, sabemos isso.
Mas a autarquia do Porto decidiu de outro modo.
Quando concede um subsídio, fá-lo se a entidade subsidiada aceder "a abster-se de, publicamente, expressar críticas que ponham em causa o bom-nome e a imagem do município". É interessante. Não é o município abster-se de cometer actos que «ponham em causa o seu bom-nome e imagem», é que alguém o mostre! O rei pode à-vontade ir nu, desde que todos lhe gabem a fatiota.
Como eu disse, esta pedra atirada à água, faz ondas. Foram atingidas instituições como a Comissão Promotora do 25 de Abril que integra o Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica , a Associação das Colectividades do Concelho do Porto e o Movimento pela Paz, foi atingida a Fundação Eugénio de Andrade pelo menos para o que sabe agora.
Eu estou a entender.
Faz parte de uma política de poupança. A vida dos municípios anda má, o dinheiro é pouco, e assim acabam com essa conversa dos subsídios. Mas quem é que quer saber da cultura, bolas? O dinheirinho faz falta para outras coisas!
Emiéle
Publicado por populo às 09:20 AM | Comentários (5)
Uma crónica interessante
O DN, traz hoje uma análise bem vista por um cronista, Martim Silva, que eu não conhecia.
Toca em 3 pontos, interessantes:
1) A saída durante este ano dos dois trunfos independentes deste governo.
2) A guerra entre os ministros Costas, que tal como na dança das cadeiras, trocaram de pastas - Administração Interna (que foi da Justiça no tempo de Guterres) e Justiça (que foi da Administração Interna no tempo de Guterres).
3) E as atitudes das Câmaras do Porto e de Gaia.
Vale a pena lê-la.
Emiéle
Publicado por populo às 09:10 AM | Comentários (0)