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julho 31, 2006

Phishing

E eu que nem sabia o que era essa coisa do phishing !
É claro, é outra vigarice, tá na cara!
Agora «é assim»: Nós recebemos uma carta igualzinha à que está na ‘entrada alargada’ (mas com o cabeçalho tal e qual como o das cartas que vêm da Caixa Geral de Depósitos, esse logotipo é que não consegui copiar para aqui) e, se não estranharmos a linguagem, podemos inocentemente preencher aquilo que pedem.
Ou seja vamos alegremente metermo-nos na boca do lobo.
Vamos entregar de mão beijada, o acesso à nossa conta
Posso não ter lá muito, mas é meu! Ganhei-o com o meu trabalho.
Pronto, quem ler os jornais ou passar pelo Pópulo, já fica a saber.
Se aquela estranha linguagem (os tipos não são portugueses...é uma escrita com sotaque) não vos parecer estranha, pelo menos o meu aviso fica.
NÃO RESPONDAM!

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Emiéle


----- Original Message -----
From: CGD.PT
To:
Sent: Sunday, July 30, 2006 8:02 PM
Subject: O banco Caixa Geral de Depósitos realiza a reativação das contas


Cliente respeitado!

Devido a situação que temos em nosso poder em torno da Online-Banking, fazemos exame de medidas para rever todas as contas-online a fim de descobrir as contas de "um dia", utilizadas para "lavagem" do dinheiro roubado.Assim pedimos a todos os clientes encher o formulário da confirmação dos dados da conta.

Atenção As contas que não passarem a revisão a 30.08.06, serão restritas a explanação a fim de sua abertura e uso. A revisãoo atual é requerida para os clientes particulares e para as empresas.

FICHA para os clientes particulares: https://caixadirecta.cgd.pt/CaixaDirecta/loginStart.php

FICHA para os clientes incorporados: https://caixaebanking.cgd.pt/servlet/icbApp/

Pedimos-lhe desculpas por aquelas medidas e agradecemos para Sua compreenção e esperamos continuar a colaborar com V. Exª.

Atentamente,
Banco, Caixa Geral de Depósitos
Departamento de Segurança

________________________________________
Esta letra emite automaticamente e não requer a resposta.

(c) 1995 - 2006 Caixa Geral de Depósitos, SA. Todos os direitos reservados.

Publicado por populo às 05:00 PM | Comentários (9)

Uma música doce

Não vos disse que hoje me sinto bem e calma...?
Fui buscar uma linda música de um cantor "de culto" (para mim, é claro!)
Ora bem, senhoras e senhores, aqui vem - SUSANNE

(claro que as legendas não vêm a propósito, mas não se pode ter tudo, não é?)

Emiéle

Publicado por populo às 02:15 PM | Comentários (10)

Hoje não há notícias

Quero eu dizer, haver há.
Mas eu fiz greve.
Não me apetece! Assim, numa visão rápida, só vejo/leio coisas perturbadoras e não quero encerrar este último dia de Julho com o rol de desgraças que todos conhecemos.
Posso andar distraída, não posso?
Por isso andei a escrever sobre felicidade e afins, que é para dar sorte !

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Emiéle

Publicado por populo às 09:00 AM | Comentários (5)

«Sinto-me feliz»

Esta, sente-se feliz.
E transmite a sua sensação...

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Emiéle

Publicado por populo às 07:45 AM | Comentários (5)

Ser feliz

Ainda debaixo da estranheza que motivou o post anterior, tenho de «vender o meu peixe» quanto à ‘Felicidade’.
Para mim é óbvio que, como sentimento que é, só pode ser individual e daí o absurdo de se falar na ‘felicidade de países’ porque os sentimentos são humanos.
E este é não apenas humano mas tem variações de pessoa para pessoa conforme o seu temperamento. Há quem seja um optimista que veja tudo pelo seu melhor ângulo, ou com muito humor, e que perante o que o rodeia ou nas situações mais difíceis tenha uma visão construtiva e positiva das coisas – tem mais capacidade para se sentir feliz. E há, naturalmente o inverso: quem perante uma vida aparentemente ‘boa’, veja tudo sob as piores cores e se sinta bem desgraçado. O velho conselho “se a vida te der limões faz limonada” só pode fazer sentido para os primeiros.
E depois temos o antigo problema do “ser “ e do “estar”.
A língua portuguesa favorece-nos nesse aspecto. Como o ser tem uma qualidade intrínseca, profunda, estrutural, não é nada natural que uma pessoa seja feliz a não ser como desejo ou voto de quem está de fora. Cada um de nós durante a vida tem naturalmente épocas onde se sente feliz, onde está feliz, mas naturalmente que é passageiro.
“E viveram felizes para sempre…” era como acabavam os contos de fadas. Era por isso que eram contos de fadas.
Mas acho excelente que existam apenas “momentos de felicidade”. No meu ponto de vista é até isso que os valoriza mais, o saber-se que é efémero dá uma maior atracção, provoca o desejo de os aproveitar bem, de os prolongar. Como sabemos que passa, esse é o sentimento mais valioso do mundo.
E depende tanto de nós! Sobretudo a capacidade de saber saborear cada pedacinho da vida que temos, uma manta de retalhos de coisas boas – o olhar carinhoso de quem nos ame, uma música que nos emocione, uma paisagem bela, um trabalho bem realizado e reconhecido, um cheiro de terra fresca e húmida ou de pão acabado de cozer, as boas gargalhadas entre amigos, o saber-se útil naquilo que se está a fazer, o…
E o que sei eu daquilo que faz cada um feliz?! Há alturas onde se conjugam vários factores e a sensação prolonga-se parece realmente uma felicidade eterna.
Mas é muito mais rara do que a pedra filosofal. Essa só servia para fazer ouro, e aqui tratava-se de ‘prolongar a felicidade’, essa pedra não só não está descoberta como duvido da sua vantagem.
Vamos vivendo a nossa felicidade como nos vai aparecendo e procurando uma melhor perspectiva para tudo. E é talvez esse um dos segredos de a fazer durar um pouco mais. Mas, repito, o que sei eu da felicidade dos outros…?

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Emiéle

Publicado por populo às 07:40 AM | Comentários (8)

Felicidade? Mas isso tem mapa?!

Há notícias de nos deixar de boca aberta. É que o termo FELICIDADE é coisa de vulto. Pode avaliar-se muita coisas, mas… “a felicidade de um país”?
Não ponho em dúvida que a tabela que se pode ver nesta notícia pondere muitos factores de bem-estar, de progresso, de qualidade de vida ( mesmo isso já num post ali atrás vimos que é discutível o conceito...) mas agora uma tabela de países felizes?!
Como é isto feito? São baseados naquilo que os seus habitantes dizem? E como é que esses inquéritos são elaborados? É evidente que a saúde e educação são factores importantes para uma pessoa se sentir bem, mas - valham-me todos os santinhos lá da corte celestial! - a noção de felicidade é muito mais complexa do que isso. Aliás o próprio estudo detecta essas contradições: «os japoneses estão mais insatisfeitos com a própria vida do que os portugueses» por exemplo, ou «os butaneses estão muito mais satisfeitos com a própria vida do que os norte-americanos».
Então…?!

Ah! Cá está o mapa:

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Emiéle

Publicado por populo às 07:20 AM | Comentários (10)

julho 30, 2006

Dolce far niente

Dizia que era um nadinha…… e afinal não voltei a ligar a net a não ser agora que cheguei.
Tinha a vaga ideia de que havia perto do local para onde fui um café com net e tencionava parar um bocado por ali se me apetecesse para ver como estava aqui a temperatura do Pópulo, mas afinal andei a cirandar e a fazer outras coisas (uma praia magnífica nos finzinhos de tarde!) a dormir que nem uma parva, e só agora regressei a Lisboa. CHEIA DE LUGARES DE ESTACIONAMENTO!!!
Uipiiiii!
Vivam as férias dos outros!
(que nos deixam a cidade só para nós!)

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Emiéle

Publicado por populo às 10:38 PM | Comentários (2)

Andanças

Vai começar, esta segunda feira, mais uma vez um dos Festivais mais interessantes da nossa terra. Já faz 10 anos que começou a actividade. Eu tenho acompanhado com muito interesse estas sucessivas edições, até por motivos familiares – o que não acontece este ano. Pela primeira vez não vou ter lá o meu “enviado especial” o que não quer dizer que não vá seguindo com o maior interesse o desenrolar do Festival.
Porque o Andanças é muitíssimo mais do que um Festival de Danças como o nome poderia sugerir.
Há música é certo, e danças, mas também artesanato, passeios, desporto, actividades para crianças, teatro, pintura, meditação e ioga, é tanta a escolha de actividade que ficamos baralhados.
E no meio de um acampamento que respeita a natureza, com uma magnífica organização, e um convívio entre culturas diferentes na maior harmonia.
Pelo menos foi assim durante 10 anos.
Decerto que vai ser assim de novo este ano.
De 31 de Julho a 6 de Agosto vale a pena ir a Carvalhais.
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Emiéle

Publicado por populo às 10:30 PM | Comentários (2)

julho 29, 2006

Vou descansar um nadinha…


Este post deve “entrar” quando eu já não estiver perto da net.
Vou ali e já venho. O que quer dizer que amanhã já me têm por cá, mas este sábado e domingo só se ( e talvez aconteça) passar perto de um ciber-qualquer-coisa…
Inté, e
bom-fim-de-semana!!!!!!!


Beijinhos da


Emiéle

Publicado por populo às 01:33 PM | Comentários (6)

A estética e a caridade cristã

Às vezes admiro-me com as minhas admirações
Como é que eu, que sou completamente agnóstica e para quem as questões religiosas não me “dizem nada”, fico chocada quando dou conta de uma ou outra atitude de um membro da igreja que vai completamente ao arrepio do que os valores cristãos deviam defender. O que eu devia pensar era “quero lá saber!”, mas não…, reconheço que me choca.
A história em si não terá grande significado. Tem pelo que está subjacente e por uma frase proferida por um membro da Igreja. Ora é o seguinte:
Sabemos que existe legislação sobre os acessos a edifícios públicos por deficientes motores . É uma directiva europeia, que devemos cumprir e infelizmente nem sempre se tem feito por dificuldades várias. Mas é tão básico que deveria até ser um pontozinho lá dos Direitos Humanos.
Ora parece que existe uma Igreja, onde estava previsto uma rampa de acesso a cadeira de rodas e um senhor bispo achou feio. Eu não sei, porque não vi. Se os arquitectos aprovaram, muito feio não devia ser mas respeito a opinião estética do senhor bispo. Onde sinto eriçarem-se os cabelinhos todos é com a infeliz frase:« também não tem sentido "fazer uma obra só por uma vez ou outra em que entra um deficiente na igreja". »
Como?
Por uma vez ou outra??

Emiéle

Publicado por populo às 11:15 AM | Comentários (9)

Dois tipos de afirmações e seus resultados

Andava há uns dias com vontade de dar a minha opinião sobre uma atitude dos nossos governantes que me pareceu duplamente errada – uma vez por omissão e outra vez por excesso, e encontrei já escrito ( a “papinha feita”…) o que pretendia dizer. Vem num artigo de opinião de João Miguel Tavares no DN.
O que me impressionou – e ao jornalista também – foi a serenidade com que se ouviu um dirigente sindical da polícia proferir declarações, nitidamente racistas e xenófobas [garantiu que a abertura das fronteiras fez disparar a criminalidade em Portugal (uma mentira), explicou que não é por acaso que em França e Espanha "correm com eles" (uma afirmação xenófoba) e aconselhou o Governo a não "deixar entrar tanta gente" (uma teoria de extrema-direita)] e tais declarações ficaram em branca nuvem, como sendo opiniões pessoais de um indivíduo qualquer. Sabemos que não era assim, que quem falava tinha responsabilidades e as suas palavras poderiam ir alimentar as ‘ideias feitas’ de muita gente. Mas isso passou.
Depois, a mesma pessoa, durante uma manifestação onde as palavras de ordem são sempre mais fortes, onde o peso do que se diz está desenquadrado, afirma irritado "Se o anterior primeiro-ministro [Durão Barroso] foi para Bruxelas, mais depressa este [José Sócrates] vai para o Quénia." e aí sim, aí é muito grave o que se diz, e merece castigo exemplar. Já justifica uma reforma compulsiva.
Há qualquer coisa que soa mal.
Não votaram num governo socialista?

Emiéle


Publicado por populo às 11:09 AM | Comentários (3)

Horror!

Há qualquer coisa que não anda bem.
Quero eu dizer que anda mesmo muito mal!
Que onda de loucura passa pela nossa terra no que respeita a adultos nas suas relações com crianças pequenas…? Já tenho pensado se estes horrores existiam dantes mas nunca chegavam ao conhecimento público por serem “abafados”, por nem serem levados aos hospitais, por não se falar nisso? Ou é fenómeno recente?
A minha sensação é que antes existiam crianças maltratadas, agredidas, tratadas com muita severidade, abandonadas, mas eram alguns casos esporádicos e de uma forma geral crianças um pouco mais crescidas.
Nos últimos tempos, tem sido uma chuva de situações arrepiantes de gravíssimos maus-tratos a bebés!!! A crianças pequenininhas. E isso ultrapassa completamente o meu entendimento!
Que se trate severamente uma criança, é censurável. Mas muitas vezes são pais que também foram educados severamente, que os seus próprios pais educaram à pancada, e na sua cabeça o ditado de “quem dá o pão dá a educação” identifica a noção de ‘educação’ com severidade de castigo. É errado, mas faz algum sentido.
Mas deixa completamente de fazer sentido quando o castigo não é a pancada para passar a ser a tortura. E queimar um ser humano vivo com lume, com um ferro em brasa, com cigarros, isso é torturar! Como sabemos há movimentos de Direitos Humanos para impedir a tortura em prisioneiros, em adultos suspeitos de más acções.
Agora transpor isso para uma criança, uma criança pequenina, deixa-nos sem palavras! E o que arrepia é que agora é frequente chegar-nos ao conhecimento notícias destas
Um louco à solta pode ser perigoso. Mas um louco com instintos selvagens que fica perto de uma criança é um perigo horrível. E o pior é que não vejo o que se possa fazer a não ser uma maior vigilância e campanhas para que se possa prevenir estes casos antes de poderem vir a acontecer.
Será que se fez tudo? Podemos ficar de consciência tranquila?
Não sei. A mim tira-me o sono.

Emiéle

Publicado por populo às 10:02 AM | Comentários (5)

julho 28, 2006

Vida ( quase eterna)

Acabei de almoçar com uma grande amiga.
Quando chegou ao pé de mim vinha trémula, comovida com uma situação por que tinha acabado de passar e durante todo o almoço esse foi o tema da nossa conversa.
A minha amiga já não é nova. Não aprecia que lhe digam que está “bem conservada”, apesar de o estar, porque se lembra inevitavelmente das latas e frascos de conserva…. Bem disposta, enérgica, com vitalidade, apesar dos anos. Ora quando vinha ter comigo ao restaurante ao passar numa rua ouviu chamar – «Teresa!» Olhou e não viu ninguém conhecido. “É para outra pessoa”, pensou. Mas repetiram «Ès a Teresa, não és?» e fixou melhor quem falava. Era uma senhora, que lhe sorria, e ia repetindo «Tu não estás a ver quem eu sou?! Mas tu, só podes ser a Teresa, porque és a cara do teu pai! Eu sou a Luísa S.!»
Clic! Um grande salto no tempo e a cara encaixou-se na memória. Aquela era, quer dizer ‘tinha sido’, uma menina, filha de amigos dos seus pais, com quem tinha brincado em criança. Mas essa época, a das brincadeiras em criança, tinha sido há mais cinquenta e tal anos! Depois disso nunca mais se tinham visto. Não dava para acreditar… Tinham sabido vagamente uma da outra, através dos respectivos pais, mas tudo muito vago e à distância.
O impressionante é que a outra repetiu várias vezes, «é espantoso como continuas igual ao teu pai!» e isso tinha mesmo de ser verdade, para ser reconhecida, meio século mais tarde, entre muita gente, no meio de uma rua! E esse facto dava-lhe um prazer imenso e profundo. Durante o nosso almoço contou de outras ocasiões, onde foi reconhecida por essa parecença. Já há vários anos, um senhor que subia num elevador, olhou para ela e perguntou-lhe: «Desculpe, mas não é a filha de fulano? Tem de ser! Estou tão impressionado, parece que o estou a ver a ele!»
Claro que nem é necessário dizer que o pai da minha amiga era uma pessoa extraordinária, que ‘marcava’ profundamente quem o conhecia. E ela, muito comovida, repetiu-me várias vezes “Era tão bom, que não fosse só por fora que eu fosse parecida!
Mas a nossa conversa de hoje tinha um toquezinho metafísico – a verdade é que pensávamos as duas que enquanto continuamos assim, através dos nossos filhos, não se pode dizer que morremos. Os genes estão cá, para os passar aos filhos dos filhos e a vida, esta Vida com maiúscula, está bem perto da eternidade.

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Emiéle

Publicado por populo às 05:00 PM | Comentários (7)

Bom Dia!

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Tenho pensado muitas vezes que cuido aqui do meu blog como da minha casa.
Chego aqui de manhãzinha, abro as janelas, arejo o ar, vejo o que se passa lá fora, e ponho as coisas em ordem – ou seja escrevo o que me passa pela cabeça, as coisas que me interessaram e acredito que possam interessar a mais alguém.
Durante o dia vou espreitando quando posso, se alguém passou por aqui e nesse caso tento prestar-lhe alguma atenção.
Mas ontem dei-me conta que o-final-do-dia-de-blog também segue algo de semelhante ao da minha casa. Antes de vir fechar o pc, vejo o que me disseram e faço questão em responder aos comentários, ser a última a comentar em cada post, isto como cortesia para quem se deu ao trabalho de deixar uma opinião. E essa “ronda” corresponde um pouco a dar uma volta pela casa a ver se ficou alguma luz acesa, se as janelas estão como gosto e não vão bater durante a noite, se deixei ligado algum aparelho que o não deva estar.
Acontece por vezes é que me “trocam as voltas”! Como eu ‘fecho os taipais’ um pouco cedo, acontece-me no dia seguinte ver que já depois da minha última resposta, um visitante mais tardio ainda passou por cá… Sabem que fico descorçoada…? Como se tivesse sido menos educada em já não ter respondido aquele comentário. Coisas, cá do meu feitio.

Emiéle

Publicado por populo às 09:30 AM | Comentários (12)

A tal redução

Isto tem sido uma batalha interminável.
Pelos vistos todo o problema do défice português está na existência dos serviços públicos – se magicamente se extinguissem todos, era uma felicidade, acabavam-se os problemas…
O senhor ministro anda a explicar que reduziu mesmo o número de funcionários públicos e as contas é que estão mal feitas .
Cá por mim, como a questão não está no número de pessoas mas sim onde é que estão e o que fazem, tudo isto seria discutir o sexo dos anjos se não se tratasse de gente de carne e osso com as suas vidas aos trambolhões. Quando parece existir algum acordo em como o problema não está em “quantos” mas sim “onde estão”, anda a fugir-se com o rabo à seringa mantendo a questão dos números. O certo é que contrariamente à ideia que nos têm andado a ‘vender’ a nossa terra não tem mais funcionários do que as outras, bem ao contrário. Olhem:

Suécia .. 33,3%
Dinamarca ..30,4%
Bélgica .. 28,8%
Reino Unido ..27,4%
Finlândia ..26,4%
Holanda .. 25,9%
França .. 24,6%
Alemanha .. 24%
Hungria .. 22%
Eslováquia ..21,4%
Áustria .. 20,9%
Grécia .. 20,6%
Irlanda .. 20,6%
Polónia .. 19,8%
Itália .. 19,2%
República Checa ..19,2%
PORTUGAL .. 17,9%
Espanha .. 17,2%
Luxemburgo .. 16%

Agora o busílis, é quem são e onde estão. E isso é sempre uma questão que fica esquecida. Fala-se da despesa com a F.P. e cortar-se em pessoal menor, mas ninguém fala no facto de os senhores ministros terem «para seu serviço pessoal e sob as suas ordens directas, uma média de 136 pessoas e 56 viaturas, CINCO vezes mais que no resto da Europa»
Talvez começando as economias por aí, não fosse uma má ideia….

Emiéle

Publicado por populo às 08:53 AM | Comentários (8)

Maria João Pires

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A notícia a mim surpreendeu-me. Já há tempos que não se ouvia falar da pianista Maria João e sabíamos que tinha havido problemas de saúde. Por outro lado, também era conhecido que ela tinha concebido um projecto de educação artística Belgais muito interessante, numa zona do país onde nada havia.
Mas há muito tempo que não havia notícias da artista. Sabemos agora que ela se vai instalar no Brasil e, pelo que se nota, vai queixosa e ressentida. Não nos diz porquê.
Sabemos que os artistas costumam ser o que se chama “temperamentais”, que têm uma sensibilidade maior a certas questões. Mas alguma coisa se passou para esta atitude e é uma pena não apenas esta saída mas sobretudo sê-lo por motivos desagradáveis. Talvez tudo ainda se resolva, que alguém que até mereceu um Prémio Unesco para a Defesa dos Direitos Humanos, merecia ser bem tratada na sua terra.

Emiéle

PS- Tentei deixar aqui uma música dela mas todas as que experimentei tiveram como resposta do "file logde" serem demasiado pesadas para ele... sorry!

Publicado por populo às 08:17 AM | Comentários (6)

O que virá a dar este inquérito?

Uma expressão popular diz que “quanto maior a nau maior a tormenta” e a crise por que está a passar a liderança da Câmara de Lisboa podia servir de ilustração para o ditado. Mas talvez, e seria bom que o fosse, possa também servir de exemplo para outras câmaras, barquitos mais pequenos onde as tempestades também são mais fraquitas mas existem.
É voz corrente (e eu diria que não costuma haver fumo sem fogo se não achasse que era excesso de provérbios para um post só) que a generalidade das Câmaras tem umas ligações duvidosas com a construção civil. Claro que quando é uma autarquia pequenina, o “pecado” também é à medida. Isso porque nessas autarquias mais pequeninas também os grandes construtores não costumam investir muito – a não ser quando é para entrarem em ‘zonas protegidas’ o que sabemos que também acontece…
Agora é Lisboa que está na berlinda
E aqui já as coisas têm grande relevo.
Um negócio muito mal contado de umas relações entre um senhor empresário e a Câmara e um grande empreendimento numa zona muito valorizada. O senhor presidente da Câmara meteu os pés pelas mãos, e pelos vistos o caso está ou vai estar a ser investigado pelo DIAP.
Enfim, negócios…
E, mesmo para quem não acreditava, está à vista que o vereador Sá Fernandes tem sido uma pedra incómoda nesta engrenagem tão bem oleada dos negócios desta Câmara.

Emiéle

Publicado por populo às 07:50 AM | Comentários (3)

julho 27, 2006

Afinal há truque!!!

Ontem, na maior inocência escrevi um post a perguntar como é que os leitores chegavam ao Pópulo Tinha 3 hipóteses, sensatas, e a terceira seria que vinham aqui via um motor de busca, o nosso Google que é óptimo. Mas julgava que era apenas por aquilo que se dizia no título do post, e daí a minha estranheza com alguns paraquedistas que aqui vinham tombar.
Mas, não senhor. Ainda ontem tinha lido no Paulo Querido um post que me pareceu chinês. Não entendi patavina, o que é que era aquilo da Ana Malhoa e dos Morangos com Açúcar??? Mas não averiguei, porque às vezes aquele blog tem uns dados sobre coisas que desconheço completamente e arrumei a questão – devia ser ignorância minha.
Contudo, hoje vou ler a Teacher e lá tem um parágrafo, com o mesmo “código” chinês para mim… Ná, a Inês já é mulher mais perto de mim, se ela entendeu é porque é entendível… E nos comentários vim a perceber que há quem venha ter aos blogs e “nos aumente as tiragens” porque por alguma razão surgiram esses atraentes nomes para muitas pessoas.
E que são: (cá vai!)
Ana Malhoa que é esta menina .
Morangos com Açúcar – a famosa telenovela que não há miúdo ou adolescente que não veja, e até serve de castigo (“não fizeste os trabalhos de casa?! Não vês os Morangos com Açúcar”) e ainda Floribella que me palpitava que fosse personagem dos ditos Morangos…mas afinal pesquisei e deve ser esta cantora.
Bom, aumentei a minha cultura geral e se tiver um aumento de visitas venho aqui contar.
Mas tenho de ser franca, quem venha cá por estas palavras vem uma vez e não volta.

Emiéle

Publicado por populo às 01:38 PM | Comentários (18)

Segurança no Trabalho

O prédio em frente do meu andou a lavar a cara.
Não sei se o senhorio se viu nessa necessidade, ou se passou a condomínio e estava na altura dessa limpeza, mas já há muitos, muitos anos que eu não lhe via aquela operação. E tudo muito bem feito, montaram andaimes e cobriu-se a parte exterior com aquela rede esverdeada que protege da queda de objectos quem passar por perto e, creio que também deve ajudar aos operários ficarem mais seguros, com menos hipóteses de cair.
Hoje estão a desmanchar aquela traquitana. E eu fui olhar umas duas vezes, mas agora nem quero olhar para lá porque fico arrepiada! A primeira coisa que retiraram foi essa rede que os ocultava aos nossos olhos. E, se a estrutura dos andaimes parece sólida, com uns ferros fortes, as tábuas onde os homens andam é a coisa mais periclitante que se pode ver…Não estão seguras a nada, levantam de um lado quando se pisa do outro, parece um jogo de lego mal encaixado. Reparei num homem, a querer pintar com um pincel uma parte onde não chegava, apoiado na pontinha de um pé e todo esticado. Isto na altura de um 3º andar, sobre uma daquelas tábuas soltas, e já sem a tal rede. E de resto, estão ali uns 6 ou 8 homens e nem um deles tem capacete. Dois têm bonés, para resguardar do sol só pode ser, e o resto anda de cabeça ao léu. Um ferro que se solte…
Pronto, já disse, não volto à janela.
Só quando aquilo estiver desmontado, e a casa toda cor-de-rosa, muito linda, e aquela gente com os pés cá no chão. É que o meu coração não aguenta tanta emoção.

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Emiéle


Publicado por populo às 01:20 PM | Comentários (5)

Mytmn

O serviço da TMN oferecia aos seus clientes 30 mensagens grátis se escritas num portal da net e tendo feito um registo nesse serviço “mytmn”. Em tempos aderi a isso, o meu filho também, e mandei algumas mensagens por esse sistema.
Contudo, há muito tempo que não o utilizava. Com franqueza o que acontecia é que se estava ao computador, preferia enviar um email. E nem sou uma grande consumidora de sms portanto há já muito tempo que não usava o sistema. E, pelos vistos, o meu filho também não.
Ontem deu-lhe para enviar uma dessas mensagens via mytmn, e quando efectuou o login veio a informação de que estava bloqueado, para desbloquear devia ligar para determinado número. Eu estava aqui ao lado, e assisti. E oiço-o repetir “o meu número de conta de multibanco…?”, e pousando o telemóvel vai procurar uns papeis. “O que é?”, quero eu saber. “Tenho de dar a minha conta, para desbloquearem o acesso”. Não gostei nada. Como? A que título é que um empresa tem de saber o nosso número de conta? Então as tais 30 mensagens não são grátis? Aconselhei “Olha, filho, diz lá ao senhor que vais pensar” mas ele atrapalhou-se “Oh mãe, o que é que ele vai pensar de mim…?!”, mas, como sou mais despachada, peguei eu no telemóvel
Desculpe, não entendi bem. O que é que é preciso?”
O número da conta do cartão multibanco
Mas para quê?! Isso é confidencial!”
É o regulamento
Muito obrigada, então desisto
Depois, experimentei fazer uma nova inscrição como se fosse a primeira vez e de facto para termos acesso ao serviço mytmn, é necessário um número de conta. Não me recordo nada disto ser assim da primeira vez, e não me parece nada bem. Em relação à operadora quando se compra o aparelho damos nº de contribuinte, damos os nossos dados. Mas porquê a conta bancária…? Isso deve ser confidencial.
Cheira-me a esturro, e não gostei nada!

Emiéle

Publicado por populo às 09:00 AM | Comentários (13)

O que é “racionalizar”?

O conceito é excelente.
Sou firme defensora de racionalizar os meios. Se há coisa que não goste é de desperdícios e faz todo o sentido ir buscar para onde faz falta de onde sobre. Muito certo. É o que o bom-senso faz a nível doméstico: tenho uma gaveta meio-vazia, e outra a transbordar, vou organizar as coisas de modo a ficarem as duas equilibradamente cheias…
Mas por vezes parece que se chama esse bonito nome a outra coisa. Oiço falar em “racionalizar os meios” quando se pensa em fechar um organismo que não está a funcionar e… pronto. Falta a segunda parte – procurar onde é que podem ser úteis esses “meios” e reencaminhá-los para lá.
Vem isto a propósito das prisões.
A Justiça anda a pensar em fechar umas 20 prisões porque têm muito pouca ocupação. OK, faz todo o sentido. Mas nesse caso, será de investir naquelas que estão superlotadas, e parece que três em cada quatro estão nessas condições e até cinco delas com mais do dobro da sua capacidade . Imagino que com as novas leis, que vão reduzir o tempo da prisão preventiva, isto melhore muito, e por outro lado vem aí uma comissão para estudar o caso e tomar medidas.
Oxalá se despache! Este indicador, onde Portugal se situa tão baixo, é dos mais tristes quando se pensa em Direitos Humanos. Porque “estar preso” é não ter liberdade, não é viver em condições sub-humanas. Não pode ser a isso que o juiz o condena, decerto.

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Emiéle

Publicado por populo às 08:38 AM | Comentários (5)

«Igualdade na Diferença»


Surpresa!
Alguém imaginava que num inquérito, base de um livro que agora vai sair chamado «Igualdade na Diferença» 17 % dos cerca de 1.300 homens inquiridos no Grande Porto afirmaram ter sido vítimas de discriminação sexual no trabalho
É tudo o que se conhece ou imagina virado do avesso. Porque a discriminação sobre as mulheres, nem merece discussão – basta a análise dos salários ou dos cargos de chefia. Vai diminuindo muito, cada vez mais, mas é ainda um facto, se lermos os dados da CIDM ou CITE encontra-se lá tudo.
Mas que a inversa também se acontecesse, é novidade para mim.
E contudo… porque não?
Afinal são os estereótipos a funcionar noutro sentido. Tudo se ajusta!


Emiéle

Publicado por populo às 08:30 AM | Comentários (3)

Os limites das “buscas”

Parece que esta história se próxima de um final sensato.
Não sou uma leitora do “24 horas”. Não é o meu tipo de jornal nem passará a sê-lo. Mas a verdade é que a actuação da polícia quando foi o caso do famoso “Envelope 9” fez mais propaganda ao jornal que qualquer campanha de publicidade paga a peso de oiro!
Logo à primeira vista se concluía que os ‘investigadores’ tinham sido completamente incompetentes no modo como ‘investigavam’ e o aparato que aquela busca mostrou, disparatado. Agora está a ver-se o resultado:
O Tribunal da Relação de Lisboa considerou ilegais as buscas e apreensões no âmbito do caso "Envelope 9" e sublinhou que a actuação dos jornalistas do "24 Horas" não justificava que se colocasse em causa a liberdade de imprensa.
Muito bem.
E depois? Vai ficar só assim?

Emiéle

Publicado por populo às 08:04 AM | Comentários (3)

julho 26, 2006

Kafka em Portugal

Nem de propósito!
Escrevi hoje um post a falar do modo como o Pópulo recebe visitas e admirada com algumas delas.
Recebi agora, há minutos um comentário num desses posts “atrasados que refere uma situação tão aberrante que só lendo-a. A Sylvie deixou no comentário o endereço do seu blog que se chama, apropriadamente “ Identidade Desconhecida”
É um pesadelo vivido na nossa terra. Realizaram há tempos um filme onde uma mulher era “apagada”, mas este caso não lhe fica atrás! A Sylvie anda há um ano a tentar provar que existe! Escreveu em Novembro de 2005 «Isto quer dizer que, vivo como se fosse um fantasma. Isto não é vida não é nada! Há de facto a minha existência física mas não há a existência como cidadã
Ao fim de 8 meses, continua a tentar provar a … sua existência.
Mas vão ver com os vossos próprios olhos
A Identidade Desconhecida
Não é cinema, acontece na vida !

Emiéle

Publicado por populo às 05:40 PM | Comentários (5)

Lava-me, porco! (?)

Hoje fui dar banho ao carro.
É uma operação que executo o menos possível. Com franqueza enraivece-me ir dar um dinheiro, para o carro ficar limpo durante 24 horas, quando uns 2 ou 3 dias depois a sujidade já é tanta que nem se nota que tinha sido lavado há uns dias atrás… De Inverno vou esperando que chova, e costuma resultar. De Verão… bom, de Verão lá tem de ser. Mas é certo o que disse - moro num local com tanto pó e tantas obras, que o asseio do carrito não passa das 24 horas.
Desta vez, a coisa já estava quase perigosa porque tinha de limpar os vidros sempre que lá entrava, tal a camada de pó. E começava também a receber aquelas mensagens simpáticas, do tipo “lava-me, porco!”, escritas nos ditos vidros. Lá me resignei, e fui lavá-lo, (*suspiro*) Tinha de ser.
Mas, nem de propósito, agora ao regressar recebi por email umas imagens de gente maravilhosa que em lugar das recomendações do “lava-me, porco!” se dedica a “desenhar” verdadeiros quadros no pó dos carros! Olhem só para isto:
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Imaginem a paciência e a habilidade. Fazem …. assim com este belo resultado:

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O pior, é que depois é que ninguém quer lavar o carro… Este pó é de conservar!

Emiéle

Publicado por populo às 03:00 PM | Comentários (8)

Como é que as minhas visitas me descobrem…?

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De vez em quando apetece-me falar nos comentários que cá me chegam, e já tenho abordado o tema sob muitas perspectivas. Hoje, a minha dúvida é a resposta a uma questão: como é que se chega ao Pópulo?
Primeiro - tenho aqui leitores fidelíssimos que me acompanham quase desde o primeiro dia. Amigos de amigos meus, souberam de imediato que eu tinha passado a escrever aqui, chegaram logo. Um ou outro até mudou de nick, mas é o meu «núcleo duro» que me tem acompanhado e todos os dias passa por cá.
Segundo - a pouco e pouco, ou por links noutros blogs, ou por comentários que eu deixei noutras caixas, vieram mais leitores. E muitos desses também foram ficando, com alegria minha. Muitas vezes até explicam “cheguei cá porque li um comentário teu ali” ou “porque o blog tal te citou”. Creio que esses fazem a maioria dos meus comentadores.
Terceiro – existem os que caem aqui de pára-quedas. Por exemplo, do Brasil! Imagino que os paraquedistas cheguem através de motores de busca. O Google, que para isso é maravilhoso. Eu escrevi um post chamado Grilos, por exemplo, ou Adolescência, e quem ande há procura de dados sobre isso vem cá ter. Quase sempre ao engano, porque como se sabe aqui não falo de coisas sérias a sério. Gosto de levantar os problemas mas não dou (nem o sei ) nenhuma solução.

E... Terceiro-B, os paraquedistas completamente inesperados! Porque muitas vezes venho a descobrir um comentário, num post atrasadíssimo – por vezes uns cento e tal posts atrás – que não entendo como é que essa pessoa ali foi parar?! Não deve ser pelo título, nem imagem, qual o segredo que os trouxe à minha casa????
Por exemplo, um post chamado Isto é que dava cá um jeito!”, que ficou aqui em 22 de Junho, teve um comentário quase um mês depois, o que significa centenas de posts antes dessa data…Ora o título era uma brincadeira. E este foi um exemplo bastante recente, mas tem aparecido outros que me deixam perplexa. Evidentemente que fico contente que cá venham e se dêem ao trabalho de deixar umas palavrinhas escritas. O que me intriga é o processo de chegada.
Mas, seja como for, sejam sempre bem vindos, é claro.

Emiéle

Publicado por populo às 02:02 PM | Comentários (10)

O mundo é belo

Mais uma vez, olhei aqui para baixo e os meus posts da manhã parecerem-me assim como os telejornais: só com coisas más! Bolas, também não é assim. O dia está lindo, lindo, e o Mundo tem muita coisa boa!
Vejam esta imagem:

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Aaaah! É cor, é espaço, é liberdade...
Vou deixá-la aqui para limpar a amargura dos posts aqui debaixo. Este Mundo vale a pena, os homens devem fazer por o merecer.

Emiéle

Publicado por populo às 09:13 AM | Comentários (7)

Mas, afinal…?

Lá que existiu um bombardeamento, parece indiscutível. Que morrerem observadores da UNU, também é facto. Depois é que aparecem os “choques”: Kofi Annan, declarou-se «chocado» com o bombardeamento israelita sobre uma posição da ONU e como um ping-pong vemos que Israel está «chocado» com as declarações do secretário-geral da ONU .
O primeiro pensa que o ataque foi deliberado. E esse 'pensamento' indignou o embaixador. Mas então se não foi deliberado, foi um acaso? Parece grave, também. Andamos aqui a matar pessoas ao acaso, sem querer, assim a modos de “desculpe lá, foi má pontaria”…?
Vai haver um inquérito, é claro, e depois…? É complicado averiguar-se as intenções de uma acção, pode saber-se como começou e como acabou, mas será quase impossível arranjar provas de um engano. Foi engano? Ou não interessa que as pessoas lá vão?
Lá para baixo um comentador deixou-me este linlk . Cuidado que faz muita impressão.
Tive dúvidas em lhe dar realce, mas agora creio ser o momento.

Emiéle

Publicado por populo às 08:55 AM | Comentários (7)

Combustíveis, preços e poluição

Bom, que o consumo da gasolina tenha baixado é tão natural que só me admira que não se tenha notado mais cedo. É evidente que com o poder de compra a cair por aqui abaixo, uma das primeiras coisas que seria normal desaparecer era o uso do automóvel. Espanta-me que ainda se vendam alguns…
Quanto ao GPL é um combustível que conheço mal. Tenho ideia de que tem vantagens sobre a gasolina, que é mais barato e menos poluente, mas o ser necessário estacionamento em locais diferentes sempre me deu a ideia de que seria perigoso. Agora estive a ler umas coisas (superficialmente) e não vejo que perigo é que tenha. Só vejo vantagens…
É curioso porque conheço várias pessoas que me dizem que querem arranjar carros movidos a gasóleo por ser mais barato. Contudo, se é mais barato parece que do ponto de vista do ambiente é bem pior. E não sei de ninguém, das minhas relações, que em vez do gasóleo preferisse este GPL. Talvez uma boa propaganda…

Emiéle

Publicado por populo às 08:40 AM | Comentários (4)

Falsários de novo modelo

Muitas vezes penso que se algumas pessoas dedicassem as suas belas capacidades inventivas a um trabalho a sério podiam ir longe.
É que fico sempre de boca aberta com o engenho demonstrado tantas vezes no esquema de fugir aos impostos. Para além de todos aqueles que muito simplesmente não passam recibos do seu trabalho e portanto na ‘hora da verdade’ declaram o mínimo dos mínimos, um vez que alguma coisa terão de declarar para terem uma porta comercial aberta, há depois as mais variadas formas de fugir aos impostos.
Esta aqui mete mais uma vez o esquema das facturas.As tais facturas inventadas para descontos fiscais mas desta vez nem entendi bem como é que se fazia, era uma verdadeira cadeia de montagem…Só percebi que entra aqui uma segunda exploração, a dos toxicodependentes, o que é particularmente ignóbil porque são pessoas de uma grande fragilidade e que ainda por cima com este ‘pagamento’ vão manter o seu grave vício.
E tudo isto para não pagar ao Estado, pessoas que depois exigem que ele cumpra os seus deveres para eles, como cidadãos. É curioso que há quem não seja capaz de vigarizar o seu vizinho, mas vigariza alegramente o Estado, e ainda se ri disso. Para além da matemática e português devia ser obrigatório o exame de civismo. Ia haver notas muito baixas, aposto!

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Emiéle

Publicado por populo às 08:23 AM | Comentários (5)

julho 25, 2006

Lateralidade e orientação

«É assim»:
Nós temos 4 membros, portanto temos duas mãos e dois pés. E a generalidade das pessoas tem mais jeito e usa mais uma das mãos e um dos pés. É a sua dominância lateral. É mais comum esse jeito ser do lado direito, temos mais tendência a usar a mão direita, ou o pé direito, ficando o outro “de reserva”…
Claro que todos sabemos que há muitas pessoas para quem a dominância é à esquerda. São canhotos, coisa que dantes parecia muito mal e até se batia nas crianças para lhes tirar essa ‘mania’. Possivelmente porque tudo o que é diferente deve ser mau.
E há ainda os casos mais raros dos “ambidextros”, das pessoas que são igualmente habilidosos com qualquer das mãos. Um dos casos que ficou famoso foi o Leonardo da Vinci.
Ora bem, onde é que eu quero chegar com este arrazoado? É que aqui a je, tinha um pouco a mania de que era quase ambidextra. Claro que escrevo com a direita, mas, cá para mim, achava que me servia lindamente da mão esquerda e, é certo que, por exemplo, tanto mexo um tacho com a colher na mão direita como na esquerda. Mas ainda há pouco minutos esta presunção caiu mais abaixo do que o chão. Qual ambidextra qual quê!!! Tinha a mão direita suja e quis usar o rato com a outra mão.
LOLOL
Primeiro, achei que não valia a pena passá-lo para o lado esquerdo do teclado, e isso foi asneira, é claro. Lá cruzei o braço sobre o teclado para agarrar o bicho. OK. Mas agora acertar com a seta naquilo que queria e clicar ao contrário….?! Já experimentaram? Ri-me tanto, que ao fim de uns minutos, levantei-me, fui lavar as mãos como deve ser – e já agora também a cara, cheia de lágrimas de riso – e voltei calmamente, sem peneiras, e a assumir que afinal sou uma vulgaríssima dextra, e isso do “ambi” só mesmo lá para o Leonardo.

Emiéle

Publicado por populo às 03:20 PM | Comentários (15)

Animais de estimação

Em Portugal amamos os animais. Tenho amigos a viver em países do norte da Europa que me dizem que não há a menor comparação entre a quantidade de animais de estimação que se vêm por lá e os que temos em Portugal. Aliás, basta dar uma olhadela distraída pelas secções dos supermercados no que se refere a comida para animais e já ficamos informados que isso implica um ‘número de negócios’ de respeito!
Gostamos de animais e então quando são pequeninos o nosso coração derrete-se! Olhem estes amores . Até se ouve aqui o seu rom-rom…
O pior é que ter um animal vai bulir com o resto da nossa vida. E as férias…? Um peixinho de aquário, ou um passarinho de gaiola, ainda pode ir connosco ( e nem sempre…) mas o cão ou um gato? Num hotel, numa casa alugada, raramente são aceites. E então dá-se a tragédia, que me custa a entender como é possível: abandona-se o animal. Entendo isso como uma selvajaria incrível. Depois de se ter dado o colo e o mimo a um bicho, de ele se ter afeiçoado, “deita-se fora” como um brinquedo estragado???? Horroriza-me, sou franca. Se não há condições, nunca se aceita ter o animal!
Vejo agora, que para além das soluções caseiras (as melhores - o amigo ou o vizinho, que vão dar comida e fazer companhia), as caras como os ‘hoteis’ de animais, há também o ovo de Colombo, ou seja «famílias de acolhimento» para bichos durante as férias.
A ideia é muito simpática, e como eu disse, o ‘ovo de Colombo’. Há pessoas que gostam de animais mas não os podem ter por motivos lá delas. Mas ter um bichinho em casa durante um mês só, já pode ser. Então oferecem-se, e aceitam tomar conta voluntariamente de um animal, enquanto os donos gozam as suas férias. Ficam todos felizes: os donos porque podem ter as férias com boa consciência, o animal porque tem alguém que toma conta dele gostando de o fazer, e o anfitrião, porque pode ter um animal ‘seu’ mesmo que por pouco tempo.
Afinal quando há boa vontade muita coisa se resolve!


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Emiéle

Publicado por populo às 09:00 AM | Comentários (9)

Sexo só uma noite

Ora cá temos mais um estudo (eu bem digo que todos os dias aparece mais um!)
Desta vez muito interessante e vale a pena lê-lo até ao fim. É um estudo mundial sobre sexo – mundial, heim! – e pelos vistos o que alguns dos comentadores da Isabel pensavam, eu incluída, não estava certo. Nada certo, afinal.
O referido estudo, efectuado em 40.000 homens de 42 países (ena tantos!) diz que os nossos são aqueles que mais gostam de uma aventura de uma noite , apesar de considerarem fieis à sua companheira. É porque ‘aquilo’ não conta. É o tal famoso sexo «puro e duro» como nesse post da Isabel se ia falando lá pelos comentários.
Depois, curiosamente, no referente à fidelidade, os portugueses estão os 3 povos mais fiéis. Que interessante, não é?
Mas vale a pena ler tudo. Claro que isto é aquilo que os Homens pensam, falta completar com aquilo que as Mulheres pensam e acertar as contas… Reparem: «60% dos italianos dizem ter levado sempre a parceira ao clímax», mas o que é que dizem as italianas…? Por outro lado, há algumas contradições, vejam lá - «Portugal é dos países onde o tempo gasto com os preliminares é o mais curto» mas «os portugueses são uns «verdadeiros cavalheiros», preferindo a maioria satisfazer o prazer das mulheres». Huuummm…
Ficamos agora à espera das opiniões femininas. Para já, ponho as mãos no fogo em como essa brincadeira de «uma noite» não é de todo opção feminina. Acontece de certo, com alguém os homens pssam 'essa noite', não é? Mas falta-nos mais qualquer coisa, na minha opinião. Penso eu.

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Emiéle

Publicado por populo às 08:20 AM | Comentários (18)

O que vai fazer Alegre?

Ouvi na rádio e decerto que anda por aí nos jornais.
Manuel Alegre trabalhou uns tempos na rádio, logo depois do 25 de Abril. Ele próprio já se tinha esquecido desse trabalho, tão longe vai o tempo.
Agora a CGA informa-o de que tem direito a uma reforma de 3.000 euros.
A pergunta que se impõe – o que irá fazer Alegre? Aceita este euromilhões?! Recusa-o dizendo que terá sua reforma como deputado, que não deve ser nada má, e aí sim tem trabalhado…? Fico muito curiosa sobre a continuação desta história.
Claro que também há a hipótese de tudo isto ser uma confusão, haver para aí uns zeros a mais, o que contudo não deixa de ser estranho aparecer uma reforma sem ser pedida, quando nós sabemos que mesmo pedindo e dentro da maior legalidade, primeiro que venha a resposta à papelada exigida, chega a demorar quase um ano.
Fico agora interessada em saber a continuação da história.
É que aquela historiazinha de "mulher de César", faz sentido.

Emiéle

Publicado por populo às 08:15 AM | Comentários (9)

julho 24, 2006

Uma história do outro mundo

Passou-se hoje. E juro que foi tal e qual como passo a contar:
Saí esta manhã e, desta vez, fui de carro. Ultimamente tenho andado mais de transporte público, que sempre tem ar condicionado e a gasolina está pela hora da morte, mas precisava de umas compras e portanto levei o carro.
Quando voltei, tive dificuldade em estacionar como sempre, e o carro lá ficou com uma parte em cima de um passeio, para eu poder tirar os diversos sacos das compras.
Venho para casa e começo a arrumar as mercadorias, quando me batem à porta. Abri sem perguntar ‘quem é’, e oiço duas pessoas subirem a escada. Quando vejo quem são assusto-me logo: dois polícias! Ai!
- Dona Maria? – pergunta um deles (claro que sou Maria, quem é que não é Maria…?)
- Siiiim…- respondo, assustada.
- A senhora tem um carro?
- Siiim.. – continuo ainda assustada – houve azar? ( claro que já estava a pensar no mau estacionamento mas, caramba, 2 polícias para trazerem uma multa, era demais!)
- Nã. Se calhar até houve sorte. Qual é o seu carro?
Lá gaguejei os sinais, a marca, e até nem me lembrava da matrícula toda, tão nervosa estava.
Grande sorriso deles.
- E não deu por falta de nada?
Aí já eu não sabia o que pensar…Não me podiam ter roubado o carro e ter sido encontrado tudo em 10 minutos!!!!
Continuando o sorriso, põem-me na mão as chaves do carro.
- Estavam caídas mesmo ao lado. Teve sorte!
O que é que se faz? Não se pespega um beijinho a dois polícias fardados, pois não? Desfiz-me em agradecimentos, e eles a descerem a escada ainda disseram por cima do ombro:
- Bem podia era morar no primeiro andar!

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Emiéle

Publicado por populo às 02:10 PM | Comentários (15)

A «boa» arrumação

Este é um tema recorrente aqui no Pópulo…Deve faltar pouco para me considerarem a maluquinha das arrumações! Até porque cada um tem a sua forma de se arrumar organizar, como é sabido. Quando estamos em casa de outra pessoa nunca sabemos “onde está nada” porque, como é provável, ela ‘arruma’ de um modo diferente do nosso. E eu até costumo considerar-me desarrumada, porque tenho alguma dificuldade para manter as coisas em ordem, não é assim espontâneo e sem esforço como invejo noutras pessoas…
O que me baralha, não é tanto ver as coisas ‘a monte’ como o vê-las misturadas. Que confusão! No outro dia, em casa de uma familiar minha, reparei em cima da mesinha de centro da sala umas 7 variedades diferentes de ‘coisas’: livros, chávena de café suja e um resto meio mordido de pão com manteiga, caixas de medicamentos, linhas, dedal e agulhas, chaves, uma peça de roupa lavada e outra suja, um rolo de fita cola, diskettes de pc, fotografias, a lista telefónica, um martelo, papeis variadíssimos (sobretudo contas e papeis de publicidade), colares e brincos desirmanados. Eu disse 7? Parece que já chego à dúzia, e isto era o que estava à vista…Poderia dizer-se que ela se sentia bem assim, mas não acho, porque quando precisou de uma coisa e a puxou tudo caiu ao chão, a chávena partiu-se, o resto de café sujou o tapete e a manteiga do pão pôs uma nódoa no sofá! Ficou zangada.
O meu sistema, se calhar também não será perfeito, eu tenho as coisas em montinhos. Se há loiça para lavar, está na cozinha no lava-loiça; os livros, papeis, fotos, fita cola, diskettes pertencem a outro departamento - secretária; as bijouteries podem estar ao monte, mas em cima da cómoda do quarto… Entendem? É como se eu tivesse caixas mentais como as “pastinhas” aqui do pc, em cada uma pode estar um monte de qualquer coisa, mas de ‘coisas semelhantes’.
Contudo, para que o sistema funcione, é preciso que em cada pasta/caixinha esteja um nome bem claro. Esta semana andei convencida de que tinha perdido um cartão que me fazia uma falta terrível, porque não o via em parte nenhuma!!! Na ‘caixinha’ dos «cartões e papéis importantes» não estava. À solta, por aí, também não. Procurei nos sítios improváveis e …nada! Já me preparava para pedir uma segunda via, o que ia ser uma enorme chatice, quando ao abrir “a caixinha dos papéis importantes do meu filho” lá estava o parvo do cartão a rir-se de mim. Devia ter lá ficado da última vez que usámos os cartões em conjunto.
Quem diz que há bons sistemas de arrumação? Uma treta é que é!

Emiéle

Publicado por populo às 09:10 AM | Comentários (10)

Democracia na escola

Pois é...!
Vamos a votos? Em tudo...?


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Emiéle

Publicado por populo às 08:52 AM | Comentários (5)

Petição

SALVEM OS CIVIS LIBANESES

Assinei já há alguns dias. Depois vi que o Daniel no Troll tinha lá deixado o link e pensei que chegava. Mas para o caso de haver quem não o saiba, está a correr uma petição a favor do fim desta guerra.
Está

AQUI

Quanto ao assinar-se ou não, isso está nas consciências de cada um de nós e nas nossas convicções do que será melhor para a humanidade.

Emiéle


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Publicado por populo às 08:40 AM | Comentários (2)

Semântica e eufemismos

Estou a ouvir pela rádio mais notícias sobre o médio Oriente, a invasão de Israel no Líbano.
É interessante que a palavra que se ouve é “conflito”.
Certo, é evidente que uma guerra é um conflito. Sabemos todos isso. Mas é um termo tão suave, não é? Se o meu vizinho de patamar for grosseiro comigo e eu deixar de lhe dar os bons-dias estou em conflito com ele. Mas o que se vive naquela zona do Mundo é uma GUERRA, onde morre gente, onde estão a ser destruídos sistemas vitais à sobrevivência de pessoas, neste momento uma guerra de agressão de um país a outro para o convencer a expulsar um movimento também guerreiro que lá se abriga.
Chamar-lhe conflito, sendo verdade, parece tão leve…
Quando acabar, vamos dizer que ’Israel ganhou o conflito’ ?

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Emiéle

Publicado por populo às 08:20 AM | Comentários (3)

Entrevista

Eu tinha dito ainda ontem que os ministros nunca falavam a não ser para louvar as acções do governo, e tenho de me retractar.
A Ministra da Educação falou.
Uma entrevista relativamente grande ao JN, onde diz de sua justiça.
Seria bom que o tivesse feito mais vezes e, já agora, se não fosse pedir muito, antes de fazer mudanças muito grandes que ouvisse mais pessoas para além dos técnicos que a rodeiam.
Mas de qualquer forma por aqui já ficamos a conhecê-la melhor.

Emiéle

Publicado por populo às 07:53 AM | Comentários (3)

julho 23, 2006

Visão objectiva ( e de humor cinzento escuro)

«Está provado que por cada minuto de exercício, aumenta-se o nosso tempo de vida em um minuto.
Isso permite-nos que aos 85 anos possamos ficar mais 5 meses num lar de terceira idade pagando 200 contos por mês

(recebido por email)
É a tal equação da "esperança de vida" versus qualidade da dita...

Emiéle

Publicado por populo às 11:25 AM | Comentários (10)

O silêncio é de oiro, mas…


Ontem a Isabel lamentou-se de que não tinha conseguido ler o Expresso na praia e assim tinha perdido a informação de como faz o governo para se manter tão bem nas sondagens. Eu também tinha lido e andei à procura do link.
O que se pode concluir é a velha máxima de que “o silêncio é de oiro”. Os ‘media’ são muito bisbilhoteiros. Muitíssimo. Pelam-se todos por uma informação, mesmo que depois seja desmentida, ou se prove que falsa, a verdade é que foi falado e provocou excitação. Há anos que assim é. Aliás atingiu um ponto de excelência no reinado Santana, onde parecia que tínhamos ido ao circo e era tudo uma bela palhaçada…
Bom, Sócrates fechou em definitivo a torneira das informações e tudo o que sai da boca da gente do governo ou seus próximos só pode ser para «divulgar e promover o que o Governo está a faze
Então não é simples? Muito mais do que dar notícias a conta-gotas que isso não leva a nada. A ideia base é bem mais simples: só falar daquilo que faz, e na perspectiva de que está a fazer bem ('promover'). Se perguntarem do que não faz, não há resposta. E todos obedecem a este esquema que até nem é difícil de cumprir.
Por vezes a coisa abala, como foi agora o caso da Ministra da Educação no Parlamento, que eu não vi mas creio não ter perdido nada. Contudo, dá para imaginar que se naquele caso a senhora tivesse “treinado” com um pouco de diálogo, se teria saído bastante melhor.
Porque o não falar demais, é bom. O apenas falar das coisas boas, é irrealista. E a verdade é que vivemos na triste realidade.


Emiéle

Publicado por populo às 11:15 AM | Comentários (5)

Leis, bom-senso e liberdade

No seu jeito pessoalíssimo de humor, o Nuno Brederode Santos explica, num artigo de opinião, um conceito que já tenho repetido aqui por várias formas. Claro que nunca com a graça com que ele escreve e portanto vale a pena lê-lo.
Mas vem a propósito de um projecto de lei sobre a publicidade a produtos que possam engordar crianças ou adolescentes. Ora, indo directa ao assunto, o que ele sensata mas humoristicamente diz, é que se deve começar por cumprir o Código da Publicidade
Tão simples como isso.
Um dos grandes problemas da gestão da “ordem” cá da nossa casa, é que apesar de termos boas leis (e, eu que não sou jurista, tenho ouvido o suficiente para acreditar nisso) mas depois não criamos mecanismos para as fazer cumprir. É como o algodão doce’ que se compra às crianças – parece uma nuvem agarrada a um pauzinho, mas quando se dá uma dentada aquilo desfaz-se logo na boca. E o sistema português é ‘interessante’ : primeiro, o legislador cria uma boa lei; depois, como não serve de nada porque ninguém liga nenhuma, vai criar outra mais específica, e depois outra ainda, e aquilo parece um novelo com tantas pontas soltas que não se sabe como desenrolar a meada!
Ora como aqui se diz e muitíssimo bem, «o excesso de zelo na protecção das mentes frágeis e das imaginações sugestionáveis não tarda a saltar da saúde pública para os costumes recomendáveis» . Ou seja, as pessoas devem ter consciência de que se se debruçarem muito de uma janela, caiem dali e morrem, e não obrigar a pôr grades nas janelas para evitar essa desgraça; devem saber que se atravessam uma rua movimentada fora de uma passadeira, podem ter um grave acidente, não é necessário, rodear os passeios com redes para evitar que isso aconteça; saber que se saírem para a rua num dia gelado de Inverno com uma túnica de gaze, podem apanhar uma grave pneumonia, não será preciso arranjar agentes que a obriguem a vestir um casacão. É necessário proteger a sociedade dos erros dos outros, mas é um extremo forçar cada um a proteger-se a si mesmo, desde que esteja informado dos riscos que corre.
Retomando aqui o caso da publicidade, que foi por onde começámos. Sabemos que existe publicidade enganosa, que sugere que o produto tem virtudes de sonho, quando isso é falso. Certo, por isso existe o tal Código. As crianças e adolescentes, têm pais e educadores que devem cuidar da sua educação e ensinar-lhes as verdades da vida. E sobretudo ensinar-lhes o que está certo, o que lhes faz bem e o que lhes faz mal.
E essa função pedagógica, não é da TV nem da publicidade mesmo não-enganosa, é da família e é da escola. Não a podemos devemos desautorizar.

Emiéle

Publicado por populo às 10:00 AM | Comentários (3)

julho 22, 2006

Imagem de paz

Depois de um telejornal particularmente cheio de histórias de violência – desde um jovem criminoso de 15 anos que já chefia um gang, acidentes rodoviários graves, a continuação da espiral da guerra, manifestações em grandes capitais europeias clamando “stop the war” – sinto necessidade de acabar o dia com uma imagem de paz.
É certo que é uma imagem romântica. Mas sabe bem. Trabalho solitário e criador, trabalhar a terra pessoalmente para nos dar alimento.
O que de mais sereno?

(pode encher o monitor se clicar)

Emiéle

Publicado por populo às 10:10 PM | Comentários (4)

E afinal o que é qualidade de vida?

Parece uma dúvida um bocadinho metafísica…
Mais uma vez (isto aparece ritualmente de vez em quando na imprensa) foi publicado o ranking mundial das cidades com melhor e pior ‘qualidade de vida’.
Não me apetece falar mais uma vez da nossa posição nesse ranking nem nas diversas posições desse xadrez complicado. Apetece-me é pensar o que é esse conceito de ‘qualidade de vida’. Porque toda a gente usa a frase: «Ena pai!!! Isto é que é qualidade de vida!!!» quando se tem algum conforto inesperado, ou nos sentimos particularmente bem. Mas, escrevi um post logo aqui encostadinho onde sublinhei que actualmente nas nossas cidades nos “mexemos” muito menos e isso não é nada bom. Contudo, se calhar a existência de bons transportes, para facilitar as deslocações, faz parte da “qualidade de vida”. Comemos uma alimentação de alimentos já escolhidos e muitas vezes pré-cozinhados, que facilita muito o trabalho doméstico, mas os especialistas dizem não ser lá muito bom para a saúde… É qualidade de vida ter muitas escolhas? Comer morangos no Natal, ou ter tanta variedade de fruta exótica é qualidade de vida? Talvez.
Por outro lado, também não sou defensora de que viver no campo é um sonho. Se calhar pode ser, desde que se tenha muito dinheiro. É indiscutível que há menos poluição, que há muito mais sossego, que é tudo mais ‘natural’, mais próximo da natureza, mas depois há menos respostas importantes a nível de cuidados de saúde, a nível cultural.
Volto a olhar para o famoso ranking. Pois é. Para falar com sinceridade não me apetecia por aí além ir viver para a Suiça. OK, Zurique, Genebra, etc são excelentes, mas…Se calhar por ter nascido e sido criada aqui, gosto do sol, gosto do calor, gosto de um pouco de confusão, gosto de que metam conversa comigo e eu com as pessoas, gosto de viver com muitas emoções, sou latina é o que é. E essas sociedades parecem-me tão assépticas, que duvido que fosse lá feliz.
Se calhar cada um tem uma ‘qualidade de vida’ à sua medida.
:D

Emiéle


Publicado por populo às 01:20 PM | Comentários (5)

Mexa-se, mexa-se….!

Há pais que se lamentam de que os filhos “não param quietos”. E por vezes, o frenesim com que por correm por todo o lado é cansativo para quem vê. Mas muito pior é quando, pelo contrário, não se mexem. Eu passei também por isso “huuumm…. Não deve estar bem, tá ali tão quietinho, há tanto tempo”.
Ou seja, o nosso bom senso diz que uma criança saudável é a que corre, salta, dá pinotes, cambalhotas, enfim que “se mexe”. Diz o bom-senso e diz a ciência. As crianças mais paradas, têm maior risco de doenças do coração e isso independentemente de serem magras ou obesas. Chega de horas em frente de computador ou TV e vamos para o ar livre!!!
Claro, que se falamos de crianças é porque isso é ainda mais chocante, imaginar que há meninos que não se mexem, mas o conselho dá para todos nós. Somos demasiado sedentários. Li há pouco tempo um estudo onde ensinava que apesar de muitíssima gente se queixar de dores nas costas, a sua coluna estava normal, o que havia era erros de postura por demasiado tempo sentados. «O combate ao stress pode fazer mais pelas dores nas costas do que um analgésico» dizia um especialista. E toda a postura é importante para um bom equilíbrio ( podem ler na 'entrada alargada') .
Mas o importante é mesmo mexermo-nos. A nossa civilização do carro e do sofá, onde tudo funciona com botões á distância, é das tais coisas que ‘sabem bem e fazem mal’!

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Emiéle

Leiam aqui a primeira página e quanto à segunda o melhor é irem clicando, porque não consegui melhor...

Publicado por populo às 11:33 AM | Comentários (3)

Mas porquê?

Quando li que quase um milhão de portugueses foram a Espanha nesta primeira parte do ano, isto fez-me um contacto ( ou link?) com uma conversa que tive anteontem com uma amiga.
Tal como eu (e não é difícil de concluir que “como grande parte de nós”) ela não anda lá muito abonada de massas. Faz as ginásticas habituais, cortando daqui para dar para ali, usando as prestações para ter acesso a algumas coisas que lhe tornam a vida mais confortável. Veio agora o período de férias e a grande dúvida de para onde ir.
Como não tem carro – entre as tais coisas “que-tornam-a-vida-mais-confortável” ainda não entrou o automóvel – a sua escolha de praia, coisa que adora, teria de ser uma com acesso fácil na ida para a casa que iria alugar. E essa casa que alugou para a família passar umas duas semanas, também deveria ser não muito longe da praia, para não ser uma estafa o ir de manhã e voltar à tarde sempre a pé.
Resumindo, a casinha está alugada, ela e a família já lá chegaram, tudo está a correr bem. Mas onde estabeleci uma ligação com aquela notícia foi na dúvida que ela ainda teve sobre se não seria melhor ir para um hotel no sul de Espanha. Por aquilo que esteve a ler na net e outras informações recolhidas, conseguia lá, um hotel em cima da praia, sem ter de fazer camas nem limpar a casa, por menos dinheiro do que este que vai pagar! Seria o total descanso e barato - não optou por isso por sentimentalismo. Aqui é a nossa terra, mesmo que mais cara.
A nossa dúvida foi qual seria ‘o segredo’. Os salários em Espanha não são menores do que os nossos, bem ao contrário. Como é que se consegue oferecer serviços que batem desta forma a nossa concorrência?! Ainda debatemos um bom bocado o assunto sem chegar a nenhuma conclusão. A verdade é que os portugueses vão a Espanha, passeiam, ainda fazem compras, e não lhes sai caro.
Onde é que estamos a falhar?

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Emiéle

Publicado por populo às 11:00 AM | Comentários (3)

julho 21, 2006

Mais uma semana

Esta aqui é dos 9 dias, perdão, dos 10 dias...!!!
Liiiiivra!

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Mas acabamos hoje uma, de trabalho, que só tem 5. Há uns felizardos que vão para férias, outros que já lá estão. Cá por mim ainda continuo na minha rotina o que implica que me sabe bem a pausa deste dois dias. E que saudades do tempo onde se 'saltava' esta semana aqui, a pé coxinho...
Hoje não saltava nadinha a pé coxinho!!!! Só saltarei para um sofá com um comando na mão para me limitar a carregar num botão. É que a energia desapareceu-me toda. Se alguém a vir por aí, avisem.

Emiéle

Publicado por populo às 08:45 PM | Comentários (6)

Uma questão de portas

Ontem, a responder a um amigo - o nosso velho companheiro Zeca da Nau - disse que lamentava que o comentário dele não tivesse 'entrado' e exprimi o meu desejo de que o Pópulo tivesse sempre as portas abertas, mas dei de seguida por mim a reflectir melhor sobre este ponto.
Neste momento já conheço muita gente na blogosfera. E tenho feito descobertas excelentes, de pessoas que se mostram amigas, desinteressadas, que me ajudam naquilo que não sei, que vêm participar aqui no Pópulo sempre que podem. Estou-lhes muito grata e, para elas, terei sempre as portas abertas de par em par!
Mas dei conta, ultimamente, de que circulam pela blogosfera outras pessoas. Dos mais variados tipos, que nem estou para classificar um por um. Pessoas que, tenho a certeza, se as conhecesse de um modo ‘não-virtual’ não seriam nunca bem vindas à minha casa ou à minha roda de amigos. Para essas, não! Essas portas, cada uma à sua medida, ficam fechadas. Como estas aqui.

(se clicarem podem ver bem quantas variedades existem; e algumas delas são bem difíceis de fechar, mas consegue-se!)

Emiéle

Publicado por populo às 09:05 AM | Comentários (11)

Em festa

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Vilar de Mouros ou Sines e Porto Covo entramos na época das Festas e da música.
Quem não pode lá estar, vai seguindo de longe.
Mas é bom sinal que o país continue a mexer, para além do futebol…
E nestes casos a tradição já é grande.
Então Vilar de Mouros é um verdadeiro símbolo!

Emiéle

Publicado por populo às 08:48 AM | Comentários (3)

Nem sempre digo mal !

Já me disseram isso, e não é verdade. Quando as medidas são certas, aplaudo com muito gosto. Ouvi-a há bocadinho na rádio, e vim procurar logo procurá-la. Cá está:
«Foram eliminados 188 cargos dirigentes previstos na estrutura da Administração Pública»
Vou explicar porque concordo: Para mim, parte do ‘peso’ da AP está na sua estrutura. Complicada, muito hierarquizada, com poucas delegações de competências, implicando que uma decisão de lana caprina, tenha de andar de cima para baixo e de baixo para cima à espera de um aval que pode não ter a menor importância.
Por outro lado é fundamental existirem bons chefes. Muitas vezes até podem não saber muito da matéria, mas sabem “chefiar pessoas” e isso é uma arte, ou uma técnica, importantíssima. Quando se encontra uma pessoa que domina essa ‘especialidade’ devemos dar-lhe todas as condições, mas há por aí muita gente que está nos seus cargos apenas porque adora o Poder (e o sabe bajular...). Se se simplificar a rede de dirigentes creio que todos temos a ganhar.
E ainda por cima porque os seus salários são bem mais chorudos do que o normal trabalhador. Lucra-se em poupança de dinheiro e lucra-se porque o sistema fica mais ágil.
Desta gostei!

Emiéle

Publicado por populo às 08:30 AM | Comentários (4)

O respeitinho é muito bonito

Ontem falei de protocolo.
Hoje de indumentárias.
Estou a gostar. É que o respeitinho é muito bonito, e isto de cada um andar por aí de tee-shirt e bandalheiras no género tem de acabar. Onde é que já se viu? No parlamento da Madeira, os jornalistas não podem fazer o seu trabalho de tee-shirt creio que deverão usar fato completo e gravata. Creio, porque na notícia não diz claramente que farpela deverão envergar.
Assim é que é!
Uma coisa, são desfiles de Carnaval, onde o senhor presidente pode ir de palhaço ou lá o que é, mas no parlamento deve usar-se uma toilette apurada mesmo quem não seja parlamentar.
Pois claro.

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Emiéle

Publicado por populo às 08:10 AM | Comentários (5)

julho 20, 2006

Noites tropicais

Agora estou a entender.
O que me tem perturbado nestas temperaturas dos últimos tempos, não é tanto o excesso de calor durante o dia, é o facto de não se refrescar à noite. Nós dormimos mal, acordamos pegajosos de transpiração, o sono não é reparador. E a culpa é do maldito calor à noite!
Já vivi numa terra onde havia dias em que a “amplitude térmica” (tem piada chamar-se assim!) era de um grau! O calor até podia nem ser muito, mas ter-se 29º durante o dia e 28º à noite era completamente desconcertante, e o nosso organismo queixava-se. Uiiii...! Afinal parece que já estamos a caminhar para essas noites tropicais ! Só que, para isso, então preferia estar no Brasil ou nas ilhas Bali e, sobretudo, não ter de ir trabalhar no dia seguinte.
O engraçado é que nestas coisas do clima há sempre gostos diferentes, e surpresas. Quando no outro dia contei aqui uma história , disse que havia mais uma coisa engraçada sobre esses “turistas nórdicos”.
Ora, naquela semana abrasadora, eu sabia que a minha prima e o seu marido dinamarquês tinham ido passear-se para o Alentejo – Castelo de Vide, Marvão, etc – ali bem enterradinhos no auge do calor. Além disso estavam programadas umas caminhadas pela região, caminhada a pé como o nome indica… Imaginei que o bom do nosso vicking não resistisse e viesse completamente derretido.
Ora querem saber a melhor? Nada disso! A minha prima, portuguesíssima, estava que nem podia, toda queixosa. Ele, risonho, abanava a cabeça e dizia: “Nã. Foi muito bom. Não estava calor demais” Não entendi!!! E ainda por cima, tinha chegado outro 'vicking', na véspera, também quis saber as sus impressões, e dizia o mesmo: Calor???? Esperava mais. Nada de especial.
Olhem. Desisto de entender!
Será que é como os camelos ou os ursos quando hibernam? Acumulam no seu interior, neste caso não é comida mas sim fresco para o tirarem ‘para fora’ quando é necessário? Ruminam a temperatura…?
Mistério.
De qualquer modo, aprecio as tais noites tropicais in su sítio, lá nos trópicos e quando não tenho de trabalhar. Assim, nem por isso.

Emiéle

Publicado por populo às 09:07 AM | Comentários (9)

Estacionar em Lisboa

Quem passa aqui pelo Pópulo, já deve reconhecer os meus “ódios de estimação”. Um deles é a bagunça que continua a ser o estacionamento em Lisboa, e as dificuldades que se levantam para ter/usar (?) um carro.
Porque, como diria o Monsieur de la Palice, um carro ou anda ou está parado. Se anda, já sabemos que congestiona o trânsito, que faz poluição, enfim uma chatice. Não convém. Mas para parar, tem de ter onde. E aí é que está o busílis. Numa cidade antiga, as habitações não têm garagens. Trazê-lo para casa, não resulta que as casas são pequenas. Deixá-lo na rua, tem de haver espaço para isso. Resumindo, não se enxerga solução…
Agora, sabemos que os parques de estacionamento (e porque não haverá mais silos, já agora?) vão “ajustar” os preços. E é assim: quem só precise de parar por uns minutos vai ter algum benefício, quem não se despache em menos de uma hora ou duas, fica com a carteira mais leve. E tem graça porque dizem que a ideia até era beneficiar os clientes para não pagarem o tempo que não precisavam de lá estar. Pois…
: ) Mas leva «os empresários do sector a subiram os preços para não perderem dinheiro»
Alguém é parvo, não?!
E um dos 'empresários do sector' é a nossa amiga EMEL, que não vai perder tempo, não é amiguinha…?
Por vezes imagino se não haverá um acordo entre estes senhores e as “antrais” diversas porque, para já, quem beneficiará serão os táxis. Vale mais a pena ir de táxi do que gastar a caríssima gasolina, o desgaste do carro, procurar um lugar, ir estacionar quantas vezes bem longe donde se precisa de estar, e pagar um balúrdio por esse privilégio de ter o carro parado.
É. O melhor é chamar um táxi.

Emiéle

Publicado por populo às 08:40 AM | Comentários (2)

Protocolos

Para ser mesmo franca, nunca consigo levar muito a sério esta coisa dos “prococolos”. Dá-me sempre alguma vontade de rir haver quem se rala tanto pela ordem como desfila num cortejo ou como se senta à mesa. À mesa ou noutro sítio qualquer… É um tipo de ‘importância’ que me parece assim a modos que medieval, fora do tempo.
Fui educada a ser “bem-criada” ou seja, deixar passar à minha frente as pessoas mais velhas, cumprimentar correctamente, levantar-me quando chega alguém, mas sinto isso como normas cívicas, da educação mais elementar. Haver quem seja profissional dessas coisas e normas rigorosas sobre quem vai à frente ou atrás, quem entra primeiro ou depois, fez-me sempre confusão.
Mas aceito, é claro. Sei bem que é muito importante. E nos países orientais então, é o fim-do-mundo uma ‘quebra de protocolo’…! Cuidadinho porque pode ser uma ofensa mortal.
Por cá andamos às voltas com essa grave questão.
Parece que a Igreja Católica irá continuar a ter um lugar importante, à frente das outras, quando for convidada (não entendi se as outras também serão convidadas…); depois vêem os militares que, diz-se, terem dado um ‘passo à frente’ lá nessa ordem; mas afinal ‘a nobreza’ - descendentes da família real – não é desta vez contemplada nesta arrumação de importâncias. Tadinhos. Devem sentir-se como se estivessem a viver no raio de uma república, que coisa!
Mas há uma coisa excelente: é a importância dada às regiões autónomas que sobem cinco lugares.
Upa, upa!!!
E assim nos vamos entretendo, não é?

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Emiéle


Publicado por populo às 08:07 AM | Comentários (4)

julho 19, 2006

Conselhos

Venho aqui só aconselhar a visita a dois blogs. Por motivos diferentes, mas em ambos os casos, importantes. Passem por “Lá vem a Nau Catrineta” e reparem que o Zeca da Nau nos deixou duas imagens assustadoras. Não se vê ali sangue, gente massacrada, queimada, os horrores habituais da guerra. Pelo contrário são crianças sorridentes que poderiam estar a brincar simplesmente, e talvez estejam, mas não brincam com bonecas brincam com bombas , que vão cair sobre os seus inimigos levando a sua assinatura. Nem me interessa de que lado estão, o que penso é que isto não pode estar a acontecer! Este "ódio branco", sereno, da parte de crianças.
No Troll, convido-vos a ouvir uma conversa particular. Cusquice. Mas quando quem conversa decide o destino do mundo, temos de confessar que é interessante!

Emiéle

Publicado por populo às 02:50 PM | Comentários (5)

Deve ser a piada do dia

Ora para quem não saiba vai agora ficar a saber que
Sistema de saúde nacional bate espanhol
E esta, heim…?
Mas que bom, que bom, que bom!
Por isso é que se está a ver o fluxo de espanhóis a atravessar a fronteira par se virem cá tratar. E eu que não estava a entender…!
Não faço a menor ideia que indicadores foram levados em conta mas, ou anda tudo doido, ou alguém anda a mentir, ou o estudo está mal feito.
Quem é que não conhece pelo menos UM caso de doentes portugueses que, em desespero de causa foram a Espanha para serem acompanhados? Eu tenho uma amiga íntima, com um primeiro diagnóstico terrível, que andou 3 meses em exames e análises (e em especialistas do melhor que havia, pagos principescamente) exames esses pedidos com a maior urgência que até cunhas meteu e num fim-de-semana foi a Espanha: esses 3 meses reduziram-se a dois dias, e voltou com tudo esclarecido.
Repito: ou andam a brincar connosco ou as informações recolhidas são completas mentiras.

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Emiéle

Publicado por populo às 01:50 PM | Comentários (8)

Labirinto de complicações

Quando escrevo os meus posts, lembro-me constantemente da ideia de que as ‘palavras são como as cerejas’ porque a verdade é que, quase sempre, enquanto estou a escrever uma coisa seja ela qual for, me vai ocorrendo uma outra história mais ou menos relacionada. Tivesse eu mais tempo e este blog ficava ingramável, porque se tornava numa série de posts onde cada um se encadeava no que vinha atrás. Livra! Ainda bem que não tenho tempo!
Mas desta vez, mal acabei de escrever este, aqui mesmo em baixo, sobre o facto de lá nos EU se ter inventado um sistema para resolver um problema que na nossa terra se considerou insignificante e se entrou logo no habitual “jogo do empurra”, quando senti necessidade de o ilustrar com uma conversa acabadinha de ter agora ao pequeno almoço.
Cá em casa, um de nós trabalha num local que tem um barzito no último andar, onde os funcionários costumam almoçar. Aquilo é gerido pelos “serviços sociais” do ministério. É simpático, agradável, tem uma bonita vista, o casal que gere o barzinho é simpatiquíssimo, e tudo corria bem. Só que aquilo é num último andar, e surgiu uma questão ‘gravíssima’: a quem compete a refrigeração do ambiente? Com o calor que tem feito, impunha-se o ar condicionado, as ventoinhas não chegam. Além de que os próprios alimentos ou estão no frigorífico ou se estragam naquela temperatura. Mas… ninguém assume a instalação desse conforto (que ainda por cima não pode ser muito caro, porque o espaço é muito pequenino) - os Serviços Sociais dizem que o edifício é do Ministério e é ele que tem essa obrigação, este devolve logo a bola, -afirmando que o espaço foi cedido aos Serviços Sociais e portanto eles é que devem torná-lo confortável.
Já adivinharam quem se lixa?
Bingo!
A malta que lá ia e agora tem de procurar os restaurantes da redondeza e gastar o dobro do dinheiro. Eu lembrei que se fizesse uma colecta e fossem os próprios clientes a comprarem o raio do ar condicionado, mas… não pode ser. Não há autorização para isso. E mai nada!


Emiéle

Publicado por populo às 09:07 AM | Comentários (3)

Quando a ciência é usada como deve ser

Diz-nos uma notícia que uns cientistas nos EUA criaram um sistema onde, por implantação de um chip numa gaze, se pode detectar «material cirúrgico esquecido no corpo de pacientes sujeitos a operações»
Esta descoberta científica, que reconhece que «o esquecimento de material cirúrgico, que pode provocar a morte do paciente, ocorre uma vez em cada dez mil intervenções, e estima-se que dois terços dos objectos esquecidos sejam gazes» veio relembrar um julgamento que se deu cá, há muito pouco tempo, onde uma situação semelhante tinha acontecido. Na altura chocou-me logo que, em lugar de reconhecer o erro, indemnizar a vítima, e depois os serviços de saúde logo averiguarem de quem seria a responsabilidade (que do paciente é que não era!!!) terem entrado numa questão de rigor jurídico sobre se a 'culpa' era do médico ou da enfermeira e... a pessoa prejudicada ficou na mesma.
O que acho de aplaudir no caso desta notícia, é ter-se encarado o problema de frente, reconhecer que ele existe – mesmo que apenas uma vez em dez mil – e achado uma solução. É assim que devia ser. Em tudo. Porque não existem soluções mágicas.
É arregaçar as mangas e começar a trabalhar na solução dos problemas.


Emiéle

Publicado por populo às 08:44 AM | Comentários (16)

As estatísticas e a informação

Eu sei que são normas. Sei que Bruxelas para poder gerir a comunidade precisa de saber como vão as coisas nos diversos países e para isso tem de comparar. E também sei que nos dá jeito, quando precisamos de defender alguns pontos de vista, atirar com argumentos ‘numéricos’ e imparciais para a discussão – Já viste que a Eurostat é que diz que…, e é um argumento quase sempre decisivo. Porque a Eurostat não terá interesse em viciar números ou ‘favorecer’ uns países em relação a outros, portanto os dados que colhe são certos.
O que duvido se será um serviço tão bom a ser prestado, é a divulgação imediata e muitas vezes em grandes parangonas desses inquéritos. Podemos ver que todos os dias é publicado um novo inquérito! Sobre tudo e mais alguma coisa. Acredito que até sejam tecnicamente bem feitos, porque não? Mas o certo é que acabam por banalizar esses dados. Repare-se que muitas vezes metem no mesmo saco, quais os povos que se deitam ou levantam mais tarde, e quais os países onde os jovens morrem mais na estrada . Na minha opinião este constante fluir de estatísticas pela imprensa, ‘banaliza-as’, e acaba por tirar impacto ao que seria justo ter impacto.

Emiéle

Publicado por populo às 07:53 AM | Comentários (3)

julho 18, 2006

Conversas de mulheres

Estive aí passarinhando nos blogs que costumo visitar mais e achei muita graça à nova Etelvina da Catarina que é uma grande “arrumadora”. Arruma que se desunha, pelos vistos. E lembrei-me logo de uma conversa recente entre mim e umas amigas onde comparámos as qualidades das nossas respectivas “etelvinas”. ( e olhem que isto é verdade!)
- A minha é excelente a cozinhar! Nasceu para aquilo. De sopa a soufflés, de carne à alentejana a mousse de ananás, culinária é com ela. Se tenho amigos a jantar é dizer quantas pessoas são e ela até brilha a imaginar a refeição que vai fazer. ( e esta conversa foi após uma dessas refeições que de facto estava um espanto! Só que ela depois recusou dar a receita do doce…) O pior é o resto - detesta passar a ferro e a casa anda cheia de pó.
- Tem piada, diz outra minha amiga, a minha então adora passar. A minha roupa parece engomada por profissional. Eu acho que ela faz máquinas de roupa que nem precisa ser lavada só para depois a poder passar! Fica impecável. Claro que depois vai arrumar no armário, e como arrumar já não é com ela, acaba tudo amachucado depois de tanto esforço. Disse-lhe que a partir de agora arrumo eu, para ao menos ter o gosto de ver coisas tão bem passadinhas. Cozinhar é que nem pensar. E limpezas… :(
- Limpezas, é com a minha! (agora sou eu a falar) Aquela mulher é um aspirador vivo. Não há um grama de pó, uma nódoa microscópica num tapete, os azulejos brilham, o verniz do chão parece um espelho, a casa parece o interior de um bloco operatório. Até já me tem pintado paredes! Claro que para ficarem as coisas sempre tão limpinhas depois fica tudo fora do sítio e é uma trabalheira para arrumar.
- Ah!!!! É que arrumar é com a minha! (deve ser prima na nova”etelvina” da Catarina). Anda sempre tudo arrumadíssimo. Até as gavetas e armários, coisa que eu dispensava um bocado porque às tantas já nem sei se a casa é a minha. Mas enfim, tem o cuidado de me dizer onde é que deixou ficar…
Depois destes desabafos, entreolhámo-nos e largamos a rir com o mesmo pensamento: se conseguíssemos copiar de cada uma a sua capacidade essencial, ficaríamos com a mulher perfeita! O pior é que seria tão perfeita que não devíamos ter dinheiro para o seu salário.
Talvez seja melhor ficar assim como está.

Emiéle

Publicado por populo às 05:10 PM | Comentários (7)

O sonho existe

Este vídeo já foi publicado se não estou em erro até mesmo por mim, aqui no Pópulo, há uns tempos.
E tem corrido o blogosfera.
Mas em momentos onde o pesadelo parece engolir toda a esperança, sabe bem sonhar um pouco.
Não faz mal nenhum, o sonho.
E até pode dar forças para acreditar que o Mundo pode realmente vir a ser diferente.
O sonho pode ser a janela que se abre para não sufocarmos!

Assim se queira.
Todos! Os deuses também, porque não?

Emiéle

Publicado por populo às 01:57 PM | Comentários (2)

«Turistas em Lisboa»

Ontem fui jantar com uns amigos.
Uma minha ‘prima-quase-irmã’ é casada com um dinamarquês e vieram passar as férias a Portugal, como é natural. Claro que apanharam este calor ‘interessante’ mesmo no interior do Alentejo, mas isso é matéria para outro post.
O certo é que na véspera tinha chegado mais um amigo da Dinamarca e decidiram mostrar-lhe um pouco de Lisboa. Eu só entro nesta história pela altura do jantar, logo antes dele tinha-se combinado ir tomar um ‘porto’ ao solar do dito porque é em frente do miradouro São Pedro de Alcântara mas… está em obras e não se pode mirar nada dali. Aliás tinham pensado subir pelo elevador da Glória , que também seria engraçado, mas… está parado e subiram a Calçada da Glória a pé!
Depois do aperitivo do dito vinho do Porto, como se estava no Bairro Alto, naturalmente descemos a R. da Atalaia para o “1º de Maio”. Normal. É onde se costuma ir sempre, e já agora o recém-chegado observava onde a malta portuguesa se costuma encontrar. Mas estávamos esquecidos de um ‘pormenor’: a época do ano! Para quem queria ver portugueses, ali ouviu falar muito inglês, francês, italiano e até espanhol, mas uma única mesa estava ocupada por portugueses!!!
Mas o cúmulo, a perfeita cereja do bolo, é que na mesa encostada à nossa, estavam 3 clientes, um rapaz e duas raparigas, falando inglês entre si. Era o rapaz que fazia a encomenda e ele era português, mas quanto às raparigas, adivinham de onde é que elas vinham? Exactamente, da Dinamarca! Do nosso lado da mesa, os ‘nossos dinamarqueses’ faziam sinais um ao outro para não se darem a conhecer. Eu só me lembrava da falta de graça que tem quando vamos ao estrangeiro e andamos a esbarrar com portugueses…Era o mesmo!
Quando depois saímos, a nossa risota encheu a rua. É que já é pontaria, atravessar meia Europa para vir jantar ao lado de compatriotas.
:P

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Emiéle

Publicado por populo às 12:33 PM | Comentários (4)

Há rio e rio…

A publicidade tão famosa (por algum motivo o anúncio foi criado por quem foi…) de «Há mar e mar, há ir e voltar» não se aplica ao rio. Não rima e não é verdade.
Se nas ‘praias-de-mar’ existem banheiros, bandeiras verdes, amarelas, vermelhas, aos quadradinhos, se temos todo um dispositivo de apoio aos náufragos, etc. nas praias fluviais é uma desgraça.
A época de verão mal começou e já perdi a conta das notícias tristíssimas de jovens que desaparecem nas águas dos rios
Será que se pensa que lá por não haver grandes ondas é menor o perigo?
Será por serem menos vigiadas?
O que se vê, é que por mais mansinhas que possam parecer as praias fluviais, neste momento são muito mais traiçoeiras do que as outras.
Pare, escute e olhe!
Nada mais estúpido que perder uma vida – e algumas tão jovenzinhas ainda – por uma brincadeira, uma aposta, um desejo de se refrescar que poderá sempre ser feito de outro modo.
Parece-me ser a altura de fazer campanha agora virada para os rios.
Lindos mas muito perigosos.

Emiéle

Publicado por populo às 08:48 AM | Comentários (9)

Morreu o Mike Hammer

Quero eu dizer o Mickey Spillane . Mas sempre confundi escritor e personagem. (acho que ele também, porque deu o seu primeiro nome ao detective...)
Era bem miúda quando comecei a ler alguns dos romances do Mickey Spillane. Tão miúda que os escondia debaixo do lençol, para ler às escondidas que não havia autorização lá em casa para leituras dessas numa menina da minha idade. Aquilo eram tiros e mais tiros, murros que abriam logo um tipo ao meio, e o Mike depois de ser atacado por um bando enorme de bandidos do mais maldoso que há, de ficar amarrado, amordaçado, no fundo de uma cave que se enchia de gás, ou atirado ao rio atado de pés e mãos, lá ressuscitava e dava cabo deles todos!
Eu adorava!
É a prova de que o mal nunca vence, e de que o bem, apesar de dizer palavrões, ser bastante bruto, fumar que nem uma chaminé, e nem sempre ser gentil para com as senhoras (excepto a querida Velda) o bem acaba por vencer mesmo que não lhe agradeçam muito.
E agora?
Sem o Mike, quem nos protege dos maus deste mundo?!

Emiéle

Publicado por populo às 08:46 AM | Comentários (5)

Bancos

Não entendo nadinha de Bancos.
Apesar de ter amigos bancários e/ou economistas ou eles me explicam mal, ou eu tenho relutância em aprender, a verdade é que reconheço que não percebo dessas coisas de dinheiros e sinto sempre que o economiquês é uma língua estranha. Portanto só posso falar daquilo que parece do senso comum.
Sabemos que, no meio desta crise de que todos nos queixamos, e vai servindo como justificação para algumas medidas muito duras, há um sector que tem lucros e vai de vento em poupa.
Li, já há muito tempo, um romance tipo ‘romance histórico’ chamado A Conspiração de Papel que como fio condutor da história relatava o «nascimento» dos bancos, e era ali bem claro que ‘negociar com dinheiro’ era coisa feia, só os judeus se atreviam a fazê-lo por lhes estar vedado outras possíveis actividades. Mas o nome ‘usurário’ era feio…
Os tempos mudam muito. Hoje o nome se calhar também é feio mas já quanto ao conceito...!
É que, apesar da análise não divulgar dados sobre cada país por serem confidênciais, pelo menos existe um estudo comparativo, e informam-nos que em Portugal os bancos são os segundos mais caros da Europa .
Explicam depois que têm as «maiores comissões cobradas sobre os empréstimos concedidos» e por aí fora. Ficamos a saber que nos sai caro «a amortização antecipada de financiamentos ao consumo, e o enceramento de contas».
Isto são coisas que nós sabíamos por experiência directa, não tinha era dado ainda para comparar.
Fico para aqui a pensar se quando voltar a precisar de dinheiro não poderia ir antes pedi-lo a um banco no Benelux? Parece que por ali as coisas correm melhores para os clientes…

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Emiéle

Publicado por populo às 08:19 AM | Comentários (13)

julho 17, 2006

Ele há dietas que não lembram a ninguém!

Quando se chega ao Verão, e as pessoas começam a andar mais destapadas, renascem as preocupações com a linha. Durante o Inverno, mais camisola, menos casacão, a coisa vai passando, não se tem a certeza do que é que está por debaixo “da casca”.
Mas o Verão é impiedoso. Vê-se e ‘adivinha-se’ quase tudo e os pneus que por aí andam forneciam generosamente qualquer garagem mesmo com muito movimento… Daí, começar tudo a tentar perder peso. Até ginástica se faz (e digo o ATÉ, porque não é o primeiro recurso…) e seguem-se os regimes todos e mais alguns.
Vi agora, um muito interessante, que é o do feijão.
Mas calminha! Não se emagrece a poder de feijoadas!!!
Primeiro, terá de ser feijão branco. O de outra cor qualquer já não serve.
E depois, - aaaaahhhh, aqui é que está! - não podem ser cozidos!!!! (lá se vai a feijoada, buuáááá!) mas andar para aí a comer feijão branco, cru, também é desagradável.
Portanto, fazem uma espécie de um ‘chá de feijão’ .
Dizem ali que é tiro e queda. Se não se tem cuidado, ficamos transparentes de magrinho que se fica!
E ainda anda para aí gente a colocar bandas gástricas, a gastar um dinheirão em consultas de nutricionistas e especialistas desses quando afinal o segredo é tão fácil!

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Emiéle

Publicado por populo às 02:30 PM | Comentários (11)

Impasse?

O G 8 está reunido.
Parece preocupado com a situação no Médio Oriente mas em parte impotente perante esta escalada de violência. As palavras parecem sensatas. Dizem-nos:
«A realidade crua é que esta violência não vai parar a menos que criemos condições para o fim das hostilidades. O único meio é conseguir a instalação de uma força de interposição internacional que possa impedir a continuação dos ataques a Israel»
Certo. E já agora DE Israel também.
E qual a resposta?
«O governo israelita apressou-se esta segunda-feira a desmentir um seu oficial, que tinha sugerid