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julho 18, 2006

Conversas de mulheres

Estive aí passarinhando nos blogs que costumo visitar mais e achei muita graça à nova Etelvina da Catarina que é uma grande “arrumadora”. Arruma que se desunha, pelos vistos. E lembrei-me logo de uma conversa recente entre mim e umas amigas onde comparámos as qualidades das nossas respectivas “etelvinas”. ( e olhem que isto é verdade!)
- A minha é excelente a cozinhar! Nasceu para aquilo. De sopa a soufflés, de carne à alentejana a mousse de ananás, culinária é com ela. Se tenho amigos a jantar é dizer quantas pessoas são e ela até brilha a imaginar a refeição que vai fazer. ( e esta conversa foi após uma dessas refeições que de facto estava um espanto! Só que ela depois recusou dar a receita do doce…) O pior é o resto - detesta passar a ferro e a casa anda cheia de pó.
- Tem piada, diz outra minha amiga, a minha então adora passar. A minha roupa parece engomada por profissional. Eu acho que ela faz máquinas de roupa que nem precisa ser lavada só para depois a poder passar! Fica impecável. Claro que depois vai arrumar no armário, e como arrumar já não é com ela, acaba tudo amachucado depois de tanto esforço. Disse-lhe que a partir de agora arrumo eu, para ao menos ter o gosto de ver coisas tão bem passadinhas. Cozinhar é que nem pensar. E limpezas… :(
- Limpezas, é com a minha! (agora sou eu a falar) Aquela mulher é um aspirador vivo. Não há um grama de pó, uma nódoa microscópica num tapete, os azulejos brilham, o verniz do chão parece um espelho, a casa parece o interior de um bloco operatório. Até já me tem pintado paredes! Claro que para ficarem as coisas sempre tão limpinhas depois fica tudo fora do sítio e é uma trabalheira para arrumar.
- Ah!!!! É que arrumar é com a minha! (deve ser prima na nova”etelvina” da Catarina). Anda sempre tudo arrumadíssimo. Até as gavetas e armários, coisa que eu dispensava um bocado porque às tantas já nem sei se a casa é a minha. Mas enfim, tem o cuidado de me dizer onde é que deixou ficar…
Depois destes desabafos, entreolhámo-nos e largamos a rir com o mesmo pensamento: se conseguíssemos copiar de cada uma a sua capacidade essencial, ficaríamos com a mulher perfeita! O pior é que seria tão perfeita que não devíamos ter dinheiro para o seu salário.
Talvez seja melhor ficar assim como está.

Emiéle

Publicado por populo às julho 18, 2006 05:10 PM

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Comentários

Uma boa semana para ti.
Aquele @bração do
Zeca da Nau

Publicado por: zeca da nau às julho 18, 2006 05:55 PM

Obrigada, Zeca.
Ontem tive dificuldade em deixar um comentário lá na Nau. Não sei o que se passava mas não abria a caixa de comentários; contudo hoje já consegui e está tudo bem.

Publicado por: Emiéle às julho 18, 2006 08:03 PM

Sabes que fico sem grande jeito de escrever aqui, apesar de já me teres ensinado. Nunca sei o que vou dizer, mas desta vez tem de ser. Não contava que contasses aqui a história, e parece-me que nós é que achámos graça. Foi tal e qual assim, a ideia era fazer uma espécie de patchwork com o melhor de cada uma, porque parecia mentira mas as virtudes de uma completavam as faltas das outras. Foi engraçadíssimo.
Como é que assino isto? A amiga nº 2?

Publicado por: A.C. às julho 18, 2006 10:38 PM

Ehehehe..! Hoje parece-me que foi o dia de "atrair comentários" com a isca certa... :) Também imaginei que aparecesses, A. Expliquei como é que se deixava um comentário e já viste que não custa nada.
E podias assinar "a amiga nº2" sim senhor. Isto aqui não há regras!

Publicado por: Emiéle às julho 18, 2006 10:50 PM

A amiga nº 2, hehehe! :) É a da Etelvina que passa bem mas fica tudo amachucado quando enfia tudo no armário, certo?

A minha antiga Etelvina era uma espécie da Etelvina da 'Amiga nº 4', tirando que quando se foi embora, andei seis meses à procura das coisas...

Olha lá, Emiéle, que a nova Etelvina veio hoje: tens alguma sugestão onde possa ela ter arrumado os sacos de lixo? 'Zaparceram'...

Publicado por: catarina às julho 19, 2006 12:25 AM

É difícil porque se tem de "entrar dentro da lógica" que ela utilizou. O complicado é que não costuma coincidir com a nossa...E tu deves já ter procurado nos locais que deviam ser óbvios. O meu espírito prático sugere que gastes uma chamada e lhe ligues a perguntar a informação. :)
Mas quanto ao passar a ferro há certos hábitos que eu não consigo entender. Por exemplo, passa-se a ferro uma toalha de mesa. Toda linda, cheia de bordados e coisas chatas de passar. Ficou muito bem. E aquilo é para se por numa mesa, uma superfície lisa; então para que raio se dobra, uma, duas, três, quatro, oito, desasseis vezes e ainda por cima se passa com o ferro por cima para marcar bem os vincos...? A toalha cabe à vontade no armário, até mesmo só dobrada umas duas vezes. Quando se vai por na mesa parece um harmónio com vincos de 15 em 15 centímetros...
Coisas.

Publicado por: Emiéle às julho 19, 2006 09:34 AM

Talvez seja "conversa de mulher" enquanto dona-de-casa, mas qualquer homem acha graça. Porque a outro nível também se vê isso. Tenho colegas que imagino que se os/as pudesse misturar daria algo de muito agradável
:))

Publicado por: Raphael às julho 19, 2006 12:27 PM

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