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julho 11, 2006
Continuação do relato do meu passeio
Um passeio no “Portugal Profundo” – 2ª parte
Conforme expliquei ontem , deixei de propósito esta parte do meu passeio para hoje, por um lado porque foi o mais importante, e por outro porque queria arranjar algumas fotos daquilo que vi, para partilhar convosco.
Ora cá vem:
A viagem começou pelas 8 da manhã. Ainda havia fresquinho. Aliás, eu – BURRA! – como não tinha nenhuma experiência e associo a ideia de água à de frescura, até tinha levado para a viagem um casaquito porque podia fazer fresco. Eheheheh!!! Depois, fui mas é arranjar um chapéu e uma amiga previdente deu-me protector solar!
Mas estava muito agradável, e começámos assim com alguma vaga neblina e imenso sossego. O rio lindíssimo, e tudo estava em paz.
Aliás essa imagem de paz acompanhou-nos sempre. E foi bonito e amigável, quando nos cruzávamos com outras embarcações, os apitos de saudação e os acenos de adeus de parte a parte. Parece que a água une mais as pessoas e as torna mais solidárias. A viagem prossegue até à primeira barragem que foi preciso transpor. Nunca tinha passado por essa experiência – subir num “elevador de água”. Se por um lado é um pouco claustrofóbico, porque se fica emparedado no fundo de ‘um poço’ com 30 metros de altura, o certo é que ver-se o céu azul no alto desse poço e sentir que nos vamos lentamente aproximando dele, a mim desfez a sensação de ‘prisão’. E passámos por 3 destas ‘ecluses’, Bagaúste, Valeira e Pocinho. Já fiquei vacinada, e com uma experiência nova!
Também era muito engraçado, porque ao longo do rio, mas sem se dar por isso, seguia uma via férrea. Pela margem, por vezes via-se correr um comboiozinho e o maquinista apitava, enquanto quer nós no barco, quer os passageiros do comboio acenávamos muitos “adeuses”. Era familiar e simpático.
Mas o rio tem curvas, contra curvas, por vezes até parece que estreita tanto que nem daria para se passar . Lindo! E a quietude da água, que só ondulava com a passagem do nosso barco, tornava-a um espelho onde se reflectia a paisagem próxima.
Por outro lado, olhando em frente, viam-se as montanhas, em vários tons de verde e cinzento marcando bem a distância .
O encanto durou mais de 8 horas. Almoçou-se muito bem, só que da parte da tarde continuávamos a observar tudo mas já não no convés, que a temperatura estava abrasadora! Íamos de nariz colado aos vidros, mas no interior do barco onde havia outro fresco.
Deixo apenas à vista a foto debaixo. Sou uma péssima fotógrafa, e esta tem aquele reflexo que não sei o que seja, mas a imagem pareceu-me tão linda que decidi que aquilo era um símbolo de luz e prazer, e portanto escolhi-a como símbolo desta viagem.

(como de costume, se clicarem a foto fica maior)
Emiéle
Publicado por populo às julho 11, 2006 09:45 AM
Comentários
Uuuuuuuaaaaaaauuuuuu!!!!!
Quando aqui passei logo pelas 9 horas ainda cá não estava este post. Agora é que vejo que para as "Ilustrações" precisaste de um pouco mais de tempo.
Fiquei com água na boca, que é como quem diz (neste caso a expressão não cai bem!) a desejar fazer também esse passeio.
Que lindo!
Publicado por: Joaninha às julho 11, 2006 10:49 AM
Portugal profundo? onde está?
fartamo-nos de dizer que o pais é pequenino e depois tranformamos umas dezenas de Km. como se do deserto se tratasse.
hoje demora menos a atravessar o país do que ir de Sintra ao Barreiro.
Só que o português, só não leva o carro para a cama, porque não cabe na porta do quarto.
Publicado por: fernando nogueira gonçalves às julho 11, 2006 10:52 AM
O Fernando tem razão em parte. Um país tão pequeno, não chega a ter "profundidade" suficiente! O que seria então as estepes da Ásia Central!!!!
Mas de qualquer modo está tudo na proporção. Fica "ralactivamente" longe da costa. E muito menos povoado. E tudo isso é 'bola de neve' porque quanto menos povoado menos desenvolvido e menos população atrai...
De resto a tua reportagem está óptima!
Faço eco do que disse a Joaninha - também me abriste o apetite.
:D
Publicado por: zorro às julho 11, 2006 10:58 AM
Esta cusquice é mesmo inevitável (até porque eu interpretei como uma piscadela de olho para nós...) mas olha lá, por debaixo do chapéu está a Emiéle, não é?
Também, quase podias estar de burka, que com o chapéu enterrado e os óculos escuros...! mas, pronto, sempre deste um arzinho da tua graça.
De resto as fotos também não estão assim tão mal como dizes. E a ideia de que aquela mancha a brilhar seja simbólica, compõe muito a foto! :D
Publicado por: Tess às julho 11, 2006 11:09 AM
Ola Emièle. So para dar mesmo um olà.. Força e boas férias!!! Tenho estado cheio de trabalho... primeiro estive fora, depois trabalho, agora vou estar fora outra vez! Portanto, até breve e beijinhos.
Publicado por: dacar às julho 11, 2006 11:41 AM
O Norte também é muito lindo, não é, Emiele?
(as fotos estão optimas!)
Publicado por: méri às julho 11, 2006 12:47 PM
Subiste de barco e desceste de combóio?
A viagem de combóio também é muito bonita, nesse troço.
Publicado por: méri às julho 11, 2006 12:49 PM
Olá a todos!
Então, por ordem:
Joaninha e Zorro, obrigada pela opinião.
Fernando e Zorro, de facto a tal "profundidade" depende de muita coisa. Muitas vezes até se está 'perto' mas está-se esquecido. Esse 'esquecimento, é que estraga tudo.
Tess, espertinha, heim? e tu que topas tudo o que é 'boneco'!!! Mas eu tinha de mostra o meu chapéu, né?!
Dacar, obrigada pela visita. És sempre bem vindo, e espero que nas férias tenhas tempo para uma paragenzinha. ao menos um apeadeiro...
Méri, o norte é liiiindo! Eu adoro o sul, como já tenho dito por aqui, mas reconheço a beleza do norte. E não, não fui de comboio, só o vi passar. Fomos, este grupo de amigos, numa carrinha com motorista, que depois nos foi esperar em Barca dÁlva para o retorno a casa.
Publicado por: Emiéle às julho 11, 2006 02:15 PM
Ah, e esqueci-me de agradecer à Méri a opinião sobre os meus dotes fotográficos :D
Amiga, só tu! Eu sei bem que não tenho ponta de talento, a paisagem é que só por si "fazia a foto".
Publicado por: Emiéle às julho 11, 2006 02:32 PM
Lindo o passeio, fez-me lembrar a descida do Guadiana...;-PPP Ok, ok não é bem a mesma coisa.
E gostei do chapéu. ;-)
Publicado por: Mar às julho 11, 2006 03:19 PM
Lindas imagens, tão refrescantes!
Foi bom partilhá-las connosco.
Publicado por: Raphael às julho 11, 2006 03:30 PM
Olá Raphael! Sabes que eu adoro partilhar!!!
Mar, vou confessar que me ocorreu essa ideia, um certo ciumezinho por o Tejo e o Guadiana, cof, cof...enfim, como dizer? gostava de ter 3 hipóteses de viagens daquelas. E um dia também gostaria de descer o Guadiana sim senhor!
Publicado por: Emiéle às julho 11, 2006 03:39 PM
As viagens são assim mesmo, por isso eu gosto de viajar e de fruir, e como tenho tempo...
Essa do Guadiana é boa, e é talvez uma oportunidade, para esta comunidade de «amigos», se juntar.
Fica a ideia, e "a ver vamos, como diza o cego".
Publicado por: José Palmeiro às julho 11, 2006 04:52 PM
Linda a paisagem e a reportagem.
A fotógrafa não é nada má, isso é falsa modéstia!
Também gostei do "chapéu"!!
Publicado por: SaltaPocinhas às julho 11, 2006 06:25 PM
Ena, ena tudo aqui comentou menos eu :D
Olhá distracção!!! Ainda fico excluída da ASAP = Alegre Sociedade dos Amigos do Pópulo!
Olha que tou como a Saltapocinhas, é falsa modéstia que as fotos estão bem giras! E a gente imagina com facilidade esse passeio. Podes organizar o próximo a anunciar por aqui que vais ter candidatos.
Falando a sério, tá bem gira a reportagem!
Publicado por: Gui às julho 11, 2006 07:25 PM
Olha Zé Palmeiro, também é assim que gosto de viajar - com companhia agradável e tempo para apreciar o que vejo. Desta vez, o tempo foi só o do rio, porque nas terras onde passámos, foi muito por alto. Mas também todos as conhecíamos!
Saltapocinhas e Gui - primeiro, obrigada pelos cumprimentos ao chapéu!( se passasse por ali um burro comia-o, mas só prova que é 'ecológico'!) e pronto começo a acreditar que a máquina - que foi emprestada!!!! - deve ter ajudado, já que afinal a vossa opinião é essa. Mas como não costumo receber elogios, muito pelo contrário, já estou 'condicionada'
(parêntesis obrigada à dona da máquina se por aqui passar! fechar parêntesis)
E eis como se obtém um metro de comentários à custa de uns bonecos!!!!!
E muuuuita água!
Publicado por: Emiéle às julho 11, 2006 07:34 PM
Olha como já disseram tudo e eu chego sempre atrasada (ok, amiga, tens razão, normalmente nem atrasada...xsculpa...), vim só aqui dizer que adorei o chapéu e que as fotografias tão muita giras...e que tou p'raqui que nem posso roídita de inveja...nunca vi o Douro a não ser do Porto e andar de barco só mesmo nos da Transtejo...sou uma ignorante viajal.
Publicado por: isabel faria às julho 11, 2006 08:45 PM
Zabelinha, minha amiga, podes não deixar aqui 'rastos' mas acredito que vais passando até porque de vez em quando falas de coisas que eu disse - é uma prova, não é? Olha que os barcos (eu, então, já andei de tudo..!) quando é muito, muito tempo, também se tornam uma estucha do caraças! Esta foi giríssima, mas se fossem semanas e semanas uma pessoa até se deprime.
O chapelinho, era do tipo que eu usava quando tinha 5 anos, como se nota – com elástico no queixo e tudo!
Tenho de contar uma história: neste passeio uma amiga minha tinha um chapéu que tinha comprado no Corte Inglês, de palha cor-de-rosa e com um laço de chiffon ou coisa assim. E dizia - “É o chapéu mais bonito que já tive!” e ouvi a filha – “Como seriam os outros!!!?!”
Publicado por: Emiéle às julho 11, 2006 10:42 PM
LOL imagino!
Que grande post! Isto é que é uma verdadeira reportagem! E que saudades que isto me abriu... e nem foi assim há tanto tempo... ai ai!! É lindo! É lindo!
Publicado por: Farpas às julho 12, 2006 01:31 AM
Obrigada, farpas!
Já por aqui tinhas passado no primeiro post e nem contava com nova visita tua.
Só posso confirmar que nasceste numa zona maravilhosa.
(e continuas aí, ou é Algarve, agora?)
Publicado por: Emiéle às julho 12, 2006 08:00 AM
Quem sabe um dia, não é, Emiéle? Tudo é possível. ;-)
Publicado por: Mar às julho 12, 2006 08:53 PM
Quem sabe um dia, não é, Emiéle? Tudo é possível. ;-)
Publicado por: Mar às julho 12, 2006 08:55 PM
Guadiana abaixo...?
:D
Publicado por: Emiéle às julho 12, 2006 09:23 PM