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julho 28, 2006

A tal redução

Isto tem sido uma batalha interminável.
Pelos vistos todo o problema do défice português está na existência dos serviços públicos – se magicamente se extinguissem todos, era uma felicidade, acabavam-se os problemas…
O senhor ministro anda a explicar que reduziu mesmo o número de funcionários públicos e as contas é que estão mal feitas .
Cá por mim, como a questão não está no número de pessoas mas sim onde é que estão e o que fazem, tudo isto seria discutir o sexo dos anjos se não se tratasse de gente de carne e osso com as suas vidas aos trambolhões. Quando parece existir algum acordo em como o problema não está em “quantos” mas sim “onde estão”, anda a fugir-se com o rabo à seringa mantendo a questão dos números. O certo é que contrariamente à ideia que nos têm andado a ‘vender’ a nossa terra não tem mais funcionários do que as outras, bem ao contrário. Olhem:

Suécia .. 33,3%
Dinamarca ..30,4%
Bélgica .. 28,8%
Reino Unido ..27,4%
Finlândia ..26,4%
Holanda .. 25,9%
França .. 24,6%
Alemanha .. 24%
Hungria .. 22%
Eslováquia ..21,4%
Áustria .. 20,9%
Grécia .. 20,6%
Irlanda .. 20,6%
Polónia .. 19,8%
Itália .. 19,2%
República Checa ..19,2%
PORTUGAL .. 17,9%
Espanha .. 17,2%
Luxemburgo .. 16%

Agora o busílis, é quem são e onde estão. E isso é sempre uma questão que fica esquecida. Fala-se da despesa com a F.P. e cortar-se em pessoal menor, mas ninguém fala no facto de os senhores ministros terem «para seu serviço pessoal e sob as suas ordens directas, uma média de 136 pessoas e 56 viaturas, CINCO vezes mais que no resto da Europa»
Talvez começando as economias por aí, não fosse uma má ideia….

Emiéle

Publicado por populo às julho 28, 2006 08:53 AM

Comentários

Acho que vi estes números num jornal qualquer.
Mas nunca ouviste que o pior cego é o que não quer ver...? E vai ver que te dizem que estes tais cento e trinta a tal assessores e coisas dessas, são pagos com outros dinheiros. Como se não fosse tudo orçamento do Estado. E os popós, faz parte do estatuto, não se está mesmo a ver...? Então um sujeito ia ser assesssor de um ministro e deslocava-se no seu carro particular?! Onde é que já se viu???!!!!

Publicado por: Joaninha às julho 28, 2006 10:28 AM

Olha Emiéle, isto é ds tais conversas circulares que parece que moem em seco. A famosa restruturação que tanta falta faz, essa anda a passo de caracol. De resto, parece haver muita urgência em desmantelar serviços e mandar funcionários para 'disponíveis' o que causa um mal-estar e um alarme terrível!
E parece que são socialistas, não é?

Publicado por: zorro às julho 28, 2006 11:04 AM

Seria interessante saber, em proporção, quanto é que nos fica essa "corte" toda...
E já viram que os 58 carros têm 58 motoristas, não é? E está visto que é a nível de ministros, Secretários de Estado devem ter outras "cortes", isto nem Versailles no tempo do Rei-Sol!

Publicado por: Gui às julho 28, 2006 12:16 PM

tens toda a razão,como sempre! Como já disse milhõs de vezes uma auxiliar numa escola é um luxo que poucas têm e depois há gabinetes pejados de acessores e dos acessores dos acessores e das secretárias e das secretárias das secretárias e motoristas e blablabla.
Esta história de ser por causa do excesso de funcionários que o país não anda, já enjoa... Bem podiam procurar outro bode expiatório, lá para os lados dos gabinetes deles!!

Publicado por: SaltaPocinhas às julho 28, 2006 12:43 PM

Claro que assim, a seco, parece logo à partida que algo está mal. A comparação a ser feita deverá ter muito mais elementos que não só e apenas estes. Mas é como tudo na vida, assim também de forma redutora, uma família remediada se calhar consegue ter uma empregada para fazer as lides domésticas de maior vulto 1x por semana, já um rei poderá ter inúmeros "criados"...

Publicado por: Miguel às julho 28, 2006 12:57 PM

Aqui a comparação com os outros países europeus é que borra a pintura. Podia dizer-se que somos pobrezinhos mas a Grécia e Polónia também; e os tais "criados dos reis" afinal são mais ou menos na mesma 'família'... Creio que há uma gestão mal feita dos recursos.

Publicado por: Emiéle às julho 28, 2006 07:04 PM

Também há má gestão de recursos, claro. Mas não é só disso que se trata, na minha opinião e isto é um assunto que tem pano para mangas. Quanto aos casos focados, tudo o que tenha a ver com o Leste estará ainda a digerir, por mais alguns anos, as profundas alterações provocadas pela mudança de sistema. Já o caso da Grécia, acredito piamente que as forças de segurança representarão um número enorme da percentagem. Afinal, Atenas tem que estar em prontidão permanente para fazer face ao seu inimigo de estimação chamado Turquia. Isto para não falar do problema "albanês" e "macedónio".

Publicado por: Miguel às julho 28, 2006 08:19 PM

Mas para se dizer que a nossa FP é imensa e tem de se diminuir com urgência e afinal só em Espanha (e nem é grande diferença) e no Luxemburgo é que é menor...

Publicado por: Emiéle às julho 28, 2006 11:48 PM

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