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junho 30, 2006
Sexta, fim de tarde
Uff... Estou que nem posso.
Estiquei-me toda e ia agora escrever que me sinto cheia de dores de costas, mas parei a tempo.
Já era de mau gosto.
(mas, que raio, por acaso é mesmo verdade!!!)

E já agora esta massagem de que a Mar nos fala!
Huuummmm...
Emiéle
Publicado por populo às 08:20 PM | Comentários (5)
E agora o que é que se diz...?

Conheço-o deste mundo blogosférico. O seu blog chamou-me a atenção, creio que ainda ele estava só na blogspot. Depois veio para a Weblog, com o mesmo nome “Charquinho” e o seu estilo inimitável. Visitava-o, deixava-lhe comentários e lembro-me de que até trocámos um ou outro email. Ficou conhecido por tocar em temas ‘ousados’ de um modo frontal e as suas caixas de comentários registarem dezenas dos ditos, em discussões enormes, fervilhantes, agitadas.
O tempo passou e, às tantas, partilhámos o mesmo blog colectivo . Como ele manteve sempre o seu Charquinho aberto, a sua produção ali, no outro, não foi enorme mas tinha um cunho pessoalíssimo. Sempre nos demos bem, sempre o senti generoso e bom amigo. Entretanto saímos de lá, quase em simultâneo, ele voltou a nadar no seu ‘charco’ que nunca tinha deixado secar, e eu ainda andei a fazer um luto por aí, até uma amiga bondosa me ter ‘oferecido’ o Pópulo.
Foi muito engraçado, porque nos primeiros tempos o Pópulo tinha um visual igualzinho ao Charquinho. O mesmo cinzento, as mesmas letras brancas, a mesma coluna à direita. E nessa altura ainda lhe pedi ajuda para pôr o blog de pé mas ele respondeu: Eeeeuuuu? Nem o meu sei melhorar! OK, acreditei, mas felizmente encontrei outros espíritos mais sabedores que me deram a desejada ajudinha.
E 'prontos'. Hoje ao passar pelo Charquinho, encontro-me no título de um post. Fui ver se tinha lido bem?!!! E, «é assim», diz-se que quem não tem cão caça com gato, de modo que o nosso inteligente Shark, descobriu uma maneira de fazer os-links-que-não-sabe-pôr-na-famosa-coluna-da-direita – escreve um post e manda-o para a categoria “Gente que bloga”. Já tá! Clica-se ali e vê-se a lista. Esperto, heim…?
E estou a chegar agora à parte embaraçosa. É que ele disse coisas tão lindas de mim, que fico mesmo sem jeito, sem saber o que dizer. Lá que tenho energia e sou mexida, é verdade, é, dizia-se no meu trabalho que eu “fazia vento”. Que gosto de meter o nariz em tudo, não é mentira. Só que ele apresentou estas características como qualidades, coisa que me deixa embaraçada. Mas orgulhosa, é claro. Como é que posso dizer que não?
Muito obrigada, Sharkinho!
Uma envergonhada e vaidosa
Emiéle
Publicado por populo às 02:18 PM | Comentários (19)
As aparências enganam
Porque o Pópulo hoje me saíu muito 'pesado', vamos cá aligeirar a coisa:

olhem que nem tudo o que parece é... :D
Emiéle
Publicado por populo às 09:06 AM | Comentários (6)
Manda quem pode
Pois bem, o nosso governo concluiu que "não valia a pena" haver mais reuniões com os sindicatos.
Eu tenho criticado muitas vezes certas actuações dos sindicatos, e considerado que acontece estarem desligados do dia-a-dia dos seus representados. Contudo são os legítimos representantes dos trabalhadores. Que um patrão, vire as costas ao diálogo afirmando que “não vale a pena”, é pelo menos chocante.
Não sei se é certo que «os dirigentes vão poder mandar quem quiserem para o quadro de supranumerários, "pela cor dos olhos" » nem se a «administração pública vai "viver num mundo sem rei nem roque, onde tudo pode acontecer"» mas se é certo, e tudo o indica, que há 125.000 trabalhadores em risco de serem dispensados como o elo mais fraco isso é gravíssimo.
O que sempre me choca em muitos economistas é falarem de seres humanos como de números, tipo “cabeças de gado”. Num tom superior e distante da plebe. É claro que um trabalhador também é um número tal como o senhor economista, a sua mulher e o seu filho são números. Mas esses números representam pessoas, com vidas próprias, sonhos, fracassos, aspirações, desalento. E que merecem respeito, o que cada vez sinto menos. Varre-se o que é importuno para um canto como algo que incomoda. E quando o canto começa a ter demasiada acumulação de ‘lixo’?
Talvez nessa altura entupa o aspirador.
Emiéle
Publicado por populo às 08:47 AM | Comentários (3)
Monstros
De vez em quanto há seres humanos que se distinguem por atitudes anormais, e devia sublinhar o ‘anormal’ por ser tão ( felizmente !) fora da norma. Há 3 dias a Isabel escrever um post a que chamou exactamente “Gente Normal” embora o que ela queria dizer com o título fosse outra coisa. Admirava-se que pessoas, como o criminoso de Santa Comba Dão, fossem vistos na comunidade como boas pessoas. Eu na altura achei que a patologia de alguém que mata por matar, é qualquer coisa de muito especial, que foge ao que se possa entender.
Mas hoje encontrei um outro caso que, se possível, me arrepiou ainda mais.
Há uma mulher que manda matar o próprio filho pela posse de uma casa . Tudo isto é tão horroroso que levei algum tempo a ler o que podia ser um fait-divers. Nem vou falar aqui em instinto maternal, que normalmente nos levam a defender a própria ‘cria’ contra o mundo todo. Eu imagino-me a fazer todas as loucuras para defender o meu filho. Imagino arriscar a minha vida, a ir contra o instinto de conservação, porque a vida dele me é mais querida do que a minha.
Virar isto do avesso, e querer que um filho morra, quere-lo tanto que se paga a alguém para o fazer, com tanto sangue frio que de uma primeira vez não resultando ter-se a 'coragem' (?) de o voltar a fazer, isso não o consigo imaginar. É o horror puro. Nem sequer nas famosas tragédias gregas conheço algo de semelhante, podia matar-se por fúria, por raiva, por paixão, para agradar aos deuses, nunca... por dinheiro!
É uma tal monstruosidade que deixa de se avaliar com medidas humanas. E menos ainda com ‘medidas animais’, que neste caso os animais são bem mais saudáveis!
Afinal o ser humano é mesmo capaz de tudo!
Emiéle
Publicado por populo às 04:15 AM | Comentários (4)
Vamos defender o Aljube
Todos estamos lembrados do que se passou com a sede da PIDE na António Maria Cardoso.
Esse branqueamento pelo esquecimento de um período tão negro e doloroso da nossa História recente, revoltou muita gente. Nessa linha de indignação de imediato se pensou noutros edifícios que poderiam seguir o mesmo destino se não existisse um movimento forte de cidadãos anti-fascistas.
Tem circulado um abaixo-assinado de antigos presos políticos, quer tenham passado pelas celas do Aljube quer noutra prisão política, que segue em baixo na ‘entrada alargada’. O texto inicial tinha sido concebido apenas para a assinatura dos presos políticos, mas considerando-se que muita gente mesmo sem ter tido essa essa terrível vivência gostaria de apoiar, acrescentou-se uma linha para abranger quem desejar solidarizar-se.
Para reforçar o que aí se diz, neste sábado, dia 1, está programada uma concentração, entre as 10:30 e as 11 da manhã, em frente à Sé de Lisboa.
Daí seguimos para o Aljube, logo a dois passos.
Não podemos aceitar de braços cruzados que se apague também a Memória do Aljube!

Emiéle
NÃO APAGUEM A MEMÓRIA DO ALJUBE
Ao longo de mais de 30 anos a cadeia do Aljube, em Lisboa, foi um dos principais símbolos da repressão fascista.
Os presos eram aí encarcerados em celas com 2x 1 m, enxovias onde a cama era uma tarimba com 1,80 x 0,80m com um muito usado colchão em palha, sem lençóis. Não havia luz natural, mas uma pequena lâmpada que só acendia nas horas de refeição e um pouco antes do silêncio nocturno. Pela sua dimensão, onde só cabia uma pessoa, estas celas ficaram conhecidas como “curros”. O isolamento era total e as visitas de familiares, raras.
A estas condições de detenção juntavam-se outras não menos vergonhosas e vexatórias da dignidade dos presos: não tinham direito à posse de qualquer objecto pessoal, não podiam usar cinto nem atacadores, a leitura era proibida. Só tinham direito a um banho por semana, quando havia, no mesmo local onde evacuavam: por cima da “turca” colocavam um estrado de madeira.
Nestas condições estiveram encarcerados por longos períodos, que chegaram a atingir seis meses sem visitas, milhares de portugueses que lutaram contra a opressão do regime salazarista.
Devido a queixas várias, entre as quais da Amnistia Internacional, o Aljube acabou por
ser fechado em Agosto de 1965 e em 1968 Marcelo Caetano ordenou a destruição dos “curros”.
No mundo concentracionário do fascismo português, que foi uma realidade brutal, a cadeia do Aljube constituía a primeira etapa do que era um verdadeiro Roteiro do Terror: seguiam-se os longos interrogatórios, que chegavam a durar semanas, na sede da PIDE na Rua António Maria Cardoso, em cujas salas foram infligidas as torturas do sono e da estátua e executados brutais espancamentos, os julgamentos no Tribunal Plenário, o Forte de Caxias, o Forte de Peniche e os terríveis campos de concentração do Tarrafal e de S. Nicolau.
O tempo de detenção dos presos, mesmo quando em cumprimento de pena, ficava sempre ao arbítrio da PIDE e durava o tempo que esta entendesse ao abrigo da famosa lei das “medidas de segurança” que estabelecia que o tempo de condenação podia ser prorrogado por períodos de três anos renováveis: em resultado disso muitos resistentes passaram longos anos na prisão, sem nunca saberem quando seriam libertados.
Por todas estas razões e porque se assiste a uma consistente tentativa de apagar a memória do que foi a resistência ao fascismo, quando o regime democrático para o qual estes resistentes contribuíram significativamente se mantém estranhamente desatento a este passado, os signatários, ex-presos políticos, tomam a iniciativa de apelar a todos os companheiros de luta para que se juntem a nós na exigência da recuperação do edifício do Aljube como local de memória da resistência ao fascismo.
Não consentiremos no branqueamento do fascismo nem na deturpação da luta dos resistentes!
Lisboa, 1 de Julho de 2006
Os Antigos Presos Políticos
Solidarizam-se com esta iniciativa
(versão de 19/6/06)
Publicado por populo às 12:00 AM | Comentários (9)
junho 29, 2006
Uma canção de Brel
O Filipe Moura anda a passear-se pela Holanda, falando-nos da sua perspectiva e, num dos posts, falava no Porto de Amesterdão.
Evocou-me de imediato a canção de Brel, disse-o num comentário, e ele com imensa simpatia descobriu um vídeo com o cantor a cantar exactamente o Port d’Amesterdam.
Tiive o descaramento de o copiar todo para o Pópulo, está aqui:
Eu adorei! É certo que tenho uma cultura muito francófona, e estas palavras não dirão o mesmo a todos vocês. Mas não poderão negar, pelo menos, a força deste Homem.
Oiçam bem, e deixem-se levar…
E já agora vão olhando para aqui:

(clicar)
Emiéle
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui chantent
Les rêves qui les hantent
Au large d'Amsterdam
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui dorment
Comme des oriflammes
Le long des berges mornes
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui meurent
Pleins de bière et de drames
Aux premières lueurs
Mais dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui naissent
Dans la chaleur épaisse
Des langueurs océanes
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui mangent
Sur des nappes trop blanches
Des poissons ruisselants
Ils vous montrent des dents
A croquer la fortune
A décroisser la lune
A bouffer des haubans
Et ça sent la morue
Jusque dans le cœur des frites
Que leurs grosses mains invitent
A revenir en plus
Puis se lèvent en riant
Dans un bruit de tempête
Referment leur braguette
Et sortent en rotant
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui dansent
En se frottant la panse
Sur la panse des femmes
Et ils tournent et ils dansent
Comme des soleils crachés
Dans le son déchiré
D'un accordéon rance
Ils se tordent le cou
Pour mieux s'entendre rire
Jusqu'à ce que tout à coup
L'accordéon expire
Alors le geste grave
Alors le regard fier
Ils ramènent leur batave
Jusqu'en pleine lumière
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui boivent
Et qui boivent et reboivent
Et qui reboivent encore
Ils boivent à la santé
Des putains d'Amsterdam
De Hambourg ou d'ailleurs
Enfin ils boivent aux dames
Qui leur donnent leur joli corps
Qui leur donnent leur vertu
Pour une pièce en or
Et quand ils ont bien bu
Se plantent le nez au ciel
Se mouchent dans les étoiles
Et ils pissent comme je pleure
Sur les femmes infidèles
Dans le port d'Amsterdam
Dans le port d'Amsterdam.
Publicado por populo às 10:30 AM | Comentários (14)
Afinal não são só os restaurantes chineses!
Quando uma reportagem mostrou a falta de higiene nalguns restaurantes chineses, houve uma onda de declarações (eu cá ouvi várias!) de gente a declarar nunca mais pôr os pés numa casa daquelas. Fiquei a pensar cá para mim, que provavelmente tomam todos os dias o pequeno-almoço no cafezinho que durante a noite deve estar ocupado por colónias de baratas… Mas enfim, olhos que não vêem, coração que não sente.
Foi interessante verificar que a ASAE continua activa, e desta vez foi aos Supermercados. Ora está visto que
muitíssimos não devem cumprir as regras todas. Eu, que sou metediça, já tenho ido mostrar aos gerentes produtos que ficaram “esquecidos” e estão fora do prazo! Sei bem que muita gente não verifica isso, limita-se aos iogurtes e é quando é, de modo que marcha tudo dentro ou fóra de prazo…
Bom, mas parece que os Batman e seus muchachos estão atentos.
Foi tudo vasculhado, dos electrodomésticos às batatas
Ainda bem! A verdade é que o consumidor devia aprender a defender-se sozinho, mas enquanto o não faz, que alguém vele por ele.
Emiéle
Publicado por populo às 09:00 AM | Comentários (8)
Em Oeiras, este fim-de-semana
Deve ser bem interessante.
A Vila de Oeiras vai recriar uma “feira de artífices” ( devia ser a antecessora do netemprego) que foi fundada pelo Marquês de Pombal, Conde daquela terra.
E na noite de domingo vai assistir-se a um cortejo com a visita de D. José, que se vai passear pelas ruas, hoje bastante mais confortáveis e modernas.
É o género de actividade interessante e de uma cultura muito facilmente acessível. Qual o miúdo que não gosta de aprender História assim? Ao vivo, salvo seja.

Emiéle
Publicado por populo às 08:21 AM | Comentários (9)
São modos de falar…

Sempre pensei que mais tarde ou mais cedo acontecesse. Que os nossos políticos começassem a “ajardinar”. A verdade é que o reparar que o Presidente da Madeira pode abrir a boca, deixar sair o que lhe apetece e até parecer que lhe acham graça, naturalmente que serve de modelo para quem se sinta mais vocacionado para a perda de controlo verbal. Esperemos que seja só verbal!
O Senhor Presidente Associação Nacional de Municípios Portugueses, disse o que lhe ia na alma, mas um pouco ajardinado. Teve pouca sorte. Porque a ideia de "correr fiscais à pedrada" - e não só fiscais, policias que nos multam, cobradores de impostos, gente que vem chatear implicando que devemos cumprir obrigações que não nos apetece – já deve ter passado por muitas cabeças. Têm-se é o bom-senso de guardar para nós ou o nosso grupo de amigos pessoais esses desejos.
O senhor decidiu afirmá-lo em público, e num discurso. Asneira. Porque parece que assim isso entra numa figura jurídica que é " Quem em reunião pública provocar ou incitar à prática de um crime determinado é punível com pena de prisão até três anos ou pena de multa" .
Bom, mas para isso os ofendidos, os futuros apedrejados, têm de apresentar queixa, e se calhar não estão para isso. Entenderam que aquilo era uma figura de estilo.
Adiante.
Emiéle
Publicado por populo às 07:59 AM | Comentários (5)
Netemprego
É claro que para quem tenha alguma instrução o termo de “netemprego” pode ser ou vago e nesse caso vai procurar-se saber melhor do que se trata, ou então entende-se que não passa de uma boa e gigantesca base de dados.
Infelizmente, já está provado que, de uma forma geral, em Portugal não há assim tanta instrução como isso. E os títulos dos jornais também não ajudavam, temos de reconhecer. De modo que ouvi bastante, aí pelas ruas ou cafés, pessoas muito animadas com a ideia de que se podia empregar “ali”, e falava-se em muitos milhares de empregos, lá nesse tal netemprego!
Bom, neste momento já alguns entenderam que não é “ali” que terão o emprego mas “através dali”, e oxalá cumpra parte da expectativas!
O certo é que durante o dia de ontem aquilo quase entupiu, com 387.600 entradas, chegando a estar 100.000 pessoas ligadas em simultâneo. Muita resistência tem o portal! Enfim, o certo é que aquele portal que abriu já com 50.000 inscrições, recebeu só ontem mais 1.100 novas inscrições.
Temos ali 51.100 candidatados a emprego, e por outro lado temos 20.000 ofertas. Mas claro que já seria óptimo se desses 51.100, uns 20.000 resolvessem o seu problema. Apesar de pensar que se os Centros de Emprego tinham num prato da balança 50 mil pedidos e do outro 20 mil ofertas porque é que esse assunto não ficou resolvido antes da abertura do netemprego? Talvez as peças do puzle não encaixassem bem…
Mas para quem esteja interessado, pode ir ver aqui .
Boa sorte!
Emiéle
Publicado por populo às 07:51 AM | Comentários (5)
junho 28, 2006
Bocas citadinas
Hoje houve um engarrafamento inacreditável pelas bandas da Av. de Berna. Grande confusão e tudo a apitar como convém. Ninguém convence esta malta que os engarrafamentos não desaparecem a poder de buzina. Há um engano: são as nódoas que desaparecem e é com BENZINA! Mas, à frente, na conversa.
Aí pela altura da João XXI, recomeça-se o passo de caracol, até que a malta do autocarro onde eu ia descobre que a ‘culpa’ é que dois carros da polícia tinham chocado por ali.
Ouviu-se logo alguém dizer:
-“Agora vai ter de se chamar um civil para tomar conta da ocorrência!”
Todos concordámos!

(não foram estes, mas os verdadeiros não deu para fotografar)
Emiéle
Publicado por populo às 08:15 PM | Comentários (8)
Está provado!
Agora que voltei ao Pópulo é bem claro porque raio é que escrevo os meus posts de manhã.
É que se não for nessa altura, depois, chapéu! Tenho quase sempre uns dias tão enrodilhados, que mal dá para um saltinho a ver se alguém me disse qualquer coisita e nesse caso tentar responder-lhe. Mas para escrever seja o que for, ná, isso não dá mesmo!
Hoje estou a olhar para aqui e a constatar uma coisa engraçada: tive uma produção baixíssima (menos que um era impossível!) mas acabei por ter a visita de quase todos os meus amigos. Isso é bem bom e consola-me bastante.
Obrigado malta!
E creio que amanhã já voltarei ao ritmo emiéliano…
Emiéle
Publicado por populo às 08:00 PM | Comentários (2)
A minha manhã
Quem tem por costume passar por aqui de manhãzinha deve ter estranhado o silêncio…
E, vá lá, pronto, desta vez a Weblog não teve responsabilidade! Fui eu própria que fiz gazeta dos meus ‘apontamentos da manhã’.
Tive de acompanhar uma amiga a uma Junta Médica marcada para as 9 da manhã, o que me obrigou a madrugar mesmo a sério. E, a verdade é que não há como passar pelas coisas para poder apreciar bem como elas são!!!
Eu moro mais ou menos no centro de Lisboa. Óptimo. Mas a minha amiga mora na periferia. Péssimo. O resultado é que levei 15 minutos da minha casa à dela (sentido oposto ao trânsito da manhã) e uma hora para fazer o sentido inverso. O que me vale é ser muito previdente, e ter equacionado esse possível cenário, de modo que ainda chegámos muitíssimo a tempo.
Depois, é peso do mundo de uma sala de espera cheia de pessoas com baixa por falta de saúde mental. Víamos ali de tudo, e fica-se com o coração que parece não caber no peito. A minha amiga, com uma doença neurológica grave, ainda parecia a flor no meio das outras expressões de gente que transmitia a ideia de trazer o mundo às suas costas.
Quando acabou e a deixei em casa, só tive vontade de ir para ao pé do mar, lavar num horizonte limpo e distante as sombras escuras que trazia comigo.
Foi o que fiz!

(se clicarem fica mais azul!)
Emiéle
Publicado por populo às 02:30 PM | Comentários (18)
junho 27, 2006
Esta é a sério (3)
E agora é a brejeirice.
Temos um belo lote de aventais, que nos aconselham para usar em «jantares e serões com amigos». Pelos vistos para o uso mais doméstico são menos interessantes.

Cá por mim, acho que ela tem falta de cor, anda muito pálida e uns diazitos de praia faziam-lhe bem, mas aquela cinturinha deixou-me verde de inveja! Acho que vou comprar aquele avental e olhar-me ao espelho. Assim ainda acredito que tenho aquela cintura...
Emiéle
Publicado por populo às 09:50 AM | Comentários (6)
Esta é a sério (2)
Não pretendo meter-me com a Igreja, longe de mim tal intenção, abrenúncio, t’arrenego, vade-retro!
Mas desculpem-me, esta aqui do Papa que muda de cor, é fabulosa!
E não é o Papa actual (sem querer insinuar que este mude de cor!) mas é o coitadinho do anterior. Que mal teria ele feito a Deus para tal provação?

O coitado fica azul com o bom-tempo mas vira violeta quando ele se estraga.
Deve ser um acordo que estabeleceu com o seu antecessor S. Pedro, que dizem que cuida do tempo…
Emiéle
Publicado por populo às 09:40 AM | Comentários (7)
Esta é a sério (1)
Há uma loja que vende muitas coisas por catálogo e cuja ‘sede’ é perto de mim e de vez em quando passo por lá. Tem as coisas mais fantásticas, algumas muito úteis até, a maioria completamente fútil sobretudo porque não são objectos baratos. Raramente se encontra lá seja o que for por muito menos de 10 €. :D
Agora lá que quem faz as criações para lá tem uma imaginação delirante, isso é mesmo inegável!
Ontem recebi o catálogo e chorei a rir com algumas das ideias.
Vou deixar aqui só 3 para não vos empanturrar, e deixo-as por ordem de interesse.
Quem quer este bonezinho? (para mim merece o 1º prémio!)

Notem bem – a pala do boné tem uma ventoinha pequenina, cuja energia lhe vem de um painelzinho solar no cocuruto do boné! Já se imaginaram a circular por aí com este objecto? Isto existe! Não é uma invenção do sábio louco do “Regresso ao Passado”.
E segue já o segundo prémio:
Emiéle
Publicado por populo às 09:30 AM | Comentários (12)
Miúdos modernos
Para sorrir, que o Pópulo hoje está a ficar muito sério:

Emiéle
Publicado por populo às 08:50 AM | Comentários (4)
Reparem na diferença
Um título de um artigo, uma vez mais, chama violentamente a atenção: Nicotina não prejudica saúde dos fumadores .
É claro que qualquer pessoa fica de olhos arregalados, sobretudo ao reparar que é uma informação de um cientista. Mas se lermos tudo o que lá vem escrito, o título devia ter mais 3 palavrinhas e já a mensagem seria diversa “Não é a nicotina que prejudica a saúde dos fumadores”. É diferente, não é? Aliás o título da mesma notícia no JN já é Cientista chinês descobre que nicotina pode prevenir Alzheimer Dá para suspeitar que o primeiro artigo foi escrito por um fumador…
Sabemos que há realmente muitas drogas que podem ser até medicamentos. Quem não se lembra de n’«As pupilas do Senhor Reitor» o médico Daniel receitar arsénico com grande escândalo do paciente? E na actualidade o Presidente da Colômbia defender que a cocaína pode ser bem usada em medicamentos? Isso são realmente factos, mas quando uma droga é usada como medicamento tem as suas regras.
Uma notícia com semelhante título é enganadora. A não ser que se acrescentasse «fiquem descansados que não morrem com Alzheimer ou Parkinson, acabam bastante antes com um cancro no pulmão ou, para quem preferir, arranja-se um ataque cardíaco»
Emiéle
Publicado por populo às 08:35 AM | Comentários (3)
Pena de Morte
A notícia é «antiga». Merecia ter sido falada mais cedo.
Vem de sábado a assinatura do decreto , mas já desde o dia 7 que o Congresso das Filipinas tinha abolido a Pena de Morte
Isto nas Filipinas, país onde existe tanta violência, mas que conseguiu dar um enorme passo na direcção dos Direitos Humanos.
A verdade é eu que tinha escrito um post que durante o fim-de-semana ficou esquecido, em rascunho, e agora já só consigo apenas assinalar o facto.
Mas este tem de ser referido, mesmo com atraso.
Mais um país que se junta aos muitos que não usam já esse terrível modo de punição.
Vai devagar, mas vai sempre andando. Ainda há-de chegar o tempo onde tal uso seja sinónimo se selvajaria, e tão absurdo como o é pensar-se hoje em escravatura.

Emiéle
Publicado por populo às 08:25 AM | Comentários (4)
Não!
Não costumo ler o Correio da Manhã.
Quando passo numa banca deito uma vista de olhos aos jornais que lá estão e noto quando os títulos são muito vistosos, e aliás este jornal define-se por ter sempre títulos de uma caixa muito alta e muitíssimo vistosos.
Hoje tentei na net encontrar o artigo correspondente a um título enorme que diz «Pensão extra para anti-fascistas» mas o que lá vem são 3 linhas pouco esclarecedoras.
O modo de tratar este assunto não me parece muito honesto. Sobretudo, sabendo que muita gente só lê realmente «as gordas» e daí tira conclusões. Porque a ideia que fica no ar, é que vai ser um bodo para esse grupo de anti-fascistas. Ora para já seria bom, ter-se presente que, 32 anos depois do 24 de Abril, muitos dos que lutaram, anos e anos nas piores condições, nem sequer já estão vivos! Depois, sei perfeitamente que muita e muita gente existiu que foi gravemente prejudicada na sua vida pelas suas convicções, e depois na euforia da libertação nem lhes ocorreu pedir uma compensação por aquilo que tinham passado. Conheço pessoalmente anti-fascistas a quem apesar da idade lhes faltam uns anos para a reforma, a reforma vulgaríssima, correspondente ao seu trabalho, e estão em risco de ter de trabalhar até aos 70 por não ser considerado o seu caso.
Porque como é que se “prova” que se foi anti-fascista? Por ter estado preso pela Pide? Alguns dos casos de que me lembro estão nessa categoria, mas não chegou…Ou ficaram com uma reforma caricata e já morreram, ou estão à espera dos 70!
Não. Não li o artigo nem vou comprar o Correio da Manhã, mas os pressupostos que se podem tirar do título são graves e enganadores.
Emiéle
Publicado por populo às 08:15 AM | Comentários (4)
junho 26, 2006
Uma vitória que passa desapercebida
…e que me parece sensacional!
Portugal venceu o campeonato do Mundo de Futebol Robótico
Não sei se estão a ver do que estou a falar?
Da importância desta notícia?
Claro que todo o ruído que por aí anda com o Futebol “a sério”, passa desapercebido este campeonato impressionante. Porque isto é muitíssimo mais do que um joguinho de crianças. É um domínio profundo das áreas da Inteligência Artificial.
Tal como “ao vivo” a verdade é que entre inteligências artificiais também «O futebol de 11 contra 11 é uma tarefa altamente complexa e que só pode ser resolvida com sucesso se todos os elementos da equipa cooperarem para os objectivos finais». Mas reparem que na área da robótica competimos com verdadeiros gigantes nesta área, e o jogo final foi com a China! Ganhámos! Portugal ganhou! Aveiro ganhou!
Parabéns Universidade de Aveiro!
Parabéns! PARABÉNS! PARABÉNS!
Esta é uma bela notícia.

Emiéle
Publicado por populo às 09:30 PM | Comentários (3)
Regateirice
Há dias assim diz-nos o “Estou na Sesta” e aquela história veio relembrar uma cena passada comigo exactamente nesse famoso sábado e, também, num Supermercado. Na altura, decidi ‘desabafá-lo’ aqui no Pópulo, mas entretanto correu muita água debaixo das pontes e a minha irritação abrandou.
Ora bem:
Fui às compras a um Hipermercado. À chegada procurei um carrinho para as depositar, e como não tinha 50 centavos meti na ranhura 1 € que para o caso também servia. Quando o ia desprender do anterior, como se costuma fazer, reparei que os carros daquela fieira estavam presos com as correntes travadas pelas grades, não encaixando a peça de um na ranhura do anterior como é costume. Portanto não consegui retirar o carrinho, e procurei o balcão de apoio ao cliente. Mas mal dei uns passos, quando vi um empregado que empurrava uma outra fila de carrinhos e ia perguntar-lhe como é que aquilo se desprendia quando noto que uma dama muito espevitada já seguia empurrando “o meu carrinho” com o “meu euro”! Fiquei parva! Dirigi-me à senhora, em tom admirado: “Esse carrinho não estava preso…!?!” ao que ela, toda vivaça, me responde “Estava mas já não está! Eu desprendi-o!” Fiquei atarantada, e balbuciei: “Mas tinha lá uma moeda…?!” aí a senhora mudou de tom, e responde já em tom de zaragata “Mas era sua!!?”, “Claro, se é de um euro e o carrinho estava no extremo da fila o carrinho é meu”. A mulher, completamente regateira, mão na anca e num tom em que todos olharam para nós. “Então leve-o! Tome-o lá!” e quase mo atirou para cima.
Ainda estou para saber como é que ela conseguiu desprender o carro, e o facto é que sumiu-se e eu fiquei envergonhadíssima com muita gente a olhar para mim…
Só me acalmei, daí a um bom bocado ao pensar que o tom agressivo que a senhora tinha usado era porque no fundo “a melhor defesa é o ataque” e ela devia sentir-se envergonhada de descaradamente me ‘roubar um carrinho com um euro lá metido’
Ele há cada uma!
Emiéle
Publicado por populo às 06:58 PM | Comentários (4)
O perigo dos exageros
Ontem, como a quase totalidade dos portugueses quero crer, também vibrei e me entusiasmei com o resultado que a selecção de futebol alcançou. Por muitos motivos: foi um jogo muito difícil, jogado de um modo muito duro, com um árbitro de decisões infelizes e um adversário antipático. Conseguiu-se ganhar por uma vantagem pequena mas ganhou-se com justiça e isso foi muito bom. Para além disso este campeonato passa-se na Alemanha onde vivem muitos portugueses emigrados que bem merecem esta alegria.
Mas aquilo foi apenas um jogo de um campeonato de futebol.
Não estava ali a honra da pátria. O que sinto e vejo por todo o lado é que se anda a perder a justa medida das coisas. Não se fala nem pensa em mais nada. E isso tem um preço caro.
É que o valorizar em excesso um determinado acontecimento, tem como resultado que também se vai valorizar as suas consequências. O que quer dizer que, quando se perdermos daqui para a frente nalgum jogo, até à Final, vai cair-se num desgosto tão grande quanto grande foi a alegria. De repente tudo vai parecer o fim-do-mundo, vai parecer que é uma grande desgraça.
E não é tal!
Tudo deve ter as suas por proporções. Isto é bom, foi bom e é importante, mas trata-se de um torneio mundial de futebol.
Apenas isso.


Emiéle
Publicado por populo às 03:32 PM | Comentários (4)
Água
Andava há dias para contar aqui uma história que me tinha impressionado. Num Mini-preço junto da minha casa, estavam 2 homens, na bicha, para pagar. Aspecto meio andrajoso de sem-abrigo. Levavam uma pizza das mais baratas, aí 1,50 € e um deles levava uma lata de coca-cola ‘da casa’, também barata. E perguntava ao outro “não trazes uma bedida?” ao que o outro respondeu “ná, bebo água”. Até aqui tudo normal. O curioso é que o que levava a coca-cola aconselhou “mas traz uma garrafa!” e quando o outro lhe disse que bebia da normal, insistiu “isso faz mal, tem veneno, traz uma engarrafada!”
Eu fiquei a pensar o que são as modas e os costumes. Há umas dezenas de anos beber-se água engarrafada era uma originalidade. Talvez das Pedras ou do Vimeiro, mas em casos especiais. Bebia-se muito menos água. Isso felizmente alterou-se mas a água que se bebe é sempre engarrafada. Apesar de a Deco afirmar que a água corrente é boa, normal. E… infinitamente mais barata! Imaginem só o preço que seria tomar banho com água engarrafada!?
Ontem contaram nos telejornais um caso sem particular significado, a não ser para o pobre que o sofreu e a sua família: um homem bebeu uma garrafa de água e está em estado grave. Claro que foi uma garrafa entre milhões. Seria irresponsável generalizar-se. Mas a verdade é que a ideia difundida de que “é melhor” a água engarrafada, é contestável como se prova.
É apenas um hábito que enriquece uma série de empresas que a vendem e mais nada.
Emiéle
Publicado por populo às 09:24 AM | Comentários (16)
A xenofobia e as bandeiras
Curioso, como os sinais são semelhantes.
Há alguns dias foi notícia nos jornais que no Luxemburgo as autoridades locais andavam agastadas porque os imigrantes portugueses, seguindo esta onda recente, tinham pendurado bandeiras portuguesas nas suas janelas e isso incomodava os naturais do país. Como se sabe que a imigração portuguesa é forte naquela terra, imagina-se que existissem muitas janelas coloridas lá no Luxemburgo, e os vigilantes fizeram saber a essas pessoas que só poderiam ter lá a sua bandeira se simultaneamente tivessem a do Luxemburgo. Ouve para aí um coro de opiniões considerando que os luxemburgueses eram uns antipáticos.
Ora bem, afinal esse zelo não é só por lá.
Na «nossa» Madeira, portuguesa, um imigrante brasileiro teve de retirar a sua bandeira porque as dimensões desta eram superiores à portuguesa…
Afinal é tudo a mesma gente. Neste caso é uma questão de dimensão até porque afinal o brasileiro teve a cortesia de, simultaneamente, colocar uma portuguesa. Só que mais pequena, pelos vistos.
Já se sabia que o governo da Madeira passa bem sem imigrantes. Com i, porque emigrantes como sabemos têm muitos, espalhados por todo o Mundo. Pelo Brasil, até.

Emiéle
Publicado por populo às 08:22 AM | Comentários (10)
Encontros “cegos” e “em fila” - um speed dating
Modernices…
Já tinha lido por aí e visto reportagens sobre este tipo de ‘eventos’, mas sempre pensei que fossem só «lá fora» na estranja, que nós por cá não aderíssemos â ideia.
Engano.
Ora cá temos afinal um belo "speed dating" à portuguesa.
Ora bem, vamos pensar: marcar encontros entre pessoas que se conhecem mal não é nenhuma novidade. O Gil Vicente já punha lá nos palcos a figura da alcoviteira que era isso mesmo, alguém que promovia encontros ou casamentos. Porque faz sentido, uma pessoa antes de se conhecer… não se conhece, como diria o amigo Banana. E quando há pouco convívio social, recorre-se a outros meios. Também é certo que desde que há jornais existem anúncios de pessoas que procuram “menina educada e prendada”, ou “cavalheiro sério e com boas referências”. O que é novo aqui, é o tal ‘speed’, a pressa, a rapidez, a urgência. Só a ideia de estar numa fila, ou sentada a uma mesa tanto faz, e falar durante 4 minutos com uma criatura e depois rodar para outra sucessivamente até acabarem os candidatos, já me daria volta ao estômago.
Quatro minutos??? Quatro minutos?! E depois não se baralha os dados todos?
A verdade é que segundo a reportagem havia ali «professoras, advogadas, economistas e até uma governanta» (não está lá contado que tipo de homens é que havia) de onde se pode imaginar que a solidão ou timidez existe por todo o lado.
Pode ser prático, mas é triste.
Emiéle
Publicado por populo às 08:10 AM | Comentários (7)
junho 25, 2006
Ufff...!!!!!
Desta vez nem fui capaz de estar parada em frente do televisor.
Foi dos jogos de tirar a respiração, com dois jogadores expulsos, um outro, adversário também expulso. *Às tantas estava a ver que seria futebol de 5…
Já passou! Quero dizer ... já passaram!
Quartos de final!!!!!
A auto-estima pelo menos aqui brilha.
Scolari colocou o nosso país entre os 8 melhores do mundo em futebol.
:D

Emiéle
* Correcção, foram dois adversários também expulsos! Imagine-se que eu nem reparei!!!!
Publicado por populo às 10:01 PM | Comentários (7)
Pois é...
(recebida por email)

Não se pode chamar xenofobia, mas..
Tudo depende do ponto de partida, é claro.
Mas por favor, não os devolvam à origem que qa confusão era enorme!
Emiéle
Publicado por populo às 11:22 AM | Comentários (6)
I.C. 19?

Ná, hoje não. Hoje deve ser a estrada para a Caparica.
A não ser que seja imagem por antecipação dos que regressam a casa para ver o Portugal-Holanda...
Emiéle
Publicado por populo às 11:19 AM | Comentários (1)
A outra face da publicidade
Aprecio a publicidade.
Já o disse muita vez e tenho deixado aqui ‘amostras’ daquilo que prezo – ideias criativas, inteligentes, que apelam como deve ser para o motivo sobre o qual querem chamar a atenção.
Mas há outro aspecto, que é a que chamarei da ‘distribuição’. A que nos entope a caixa do correio, a que é distribuída na rua (e logo deitada incivicamente para o chão), a que prendem nos limpa pára-brisas dos nossos carros, isto no caso do papel; ou, aqui na net, a que atulha os nossos jornais on-line, a que nos enche de súbito o monitor quando se está a ler qualquer coisa, ou os anúncios pequeninos que vão salpicando o que estamos a ler, mas temos de apagar para ver o que está por baixo.
Claro que entendo que a publicidade tem de ser distribuída, ou não servia para nada. Mas duvido se estas formas serão as melhores… Deixando de lado a de papel, vamos ver esta virtual. Que os jornais a aceitem, parece-me normal e correcto. E então quando aparece no cabeçalho ou no final do artigo é delicado – vê-se bem, mas não é intrusiva. Já aquela que de súbito nos enche o ecrã além de chata é comprometedora quando, como é frequente, é de sites eróticos. Se estamos no nosso emprego a consultar qualquer coisa ou em casa com uma criança ao lado, de repente aparecer uma menina nua a praticar um sexo exótico, é uma situação embaraçosa. Mas, de uma forma geral, podemos muito depressa localizar a cruzinha que apaga e tudo não passa de um minuto de atrapalhação.
Já é mais implicante um sistema que agora aparece muito, onde o anúncio é pequeno, um quadradinho que ocupa um sexto do ecrã, mas tem várias cruzinhas que dificilmente se vêm. Aquela que de facto serve para o apagar quase não se vê. Muitas vezes é em branco, ou meio transparente, e a cruzinha que se vê à primeira é indicativo de que se quer ampliar e ver bem esse anúncio! Coisa mais irritante não há! Ainda há pouco tempo, ou eu ou alguém que também use este PC, deve ter clicado numa cruz errada, e o resultado foi que tivemos como “ambiente de trabalho” uma imagem das mais embaraçosas que pode haver…
T’arrenego! Não se pode exterminá-los?!
Emiéle
Publicado por populo às 11:12 AM | Comentários (2)
Anjos-da-guarda
Esta foto encontrei-a no Charquinho , pelo que deduzi que é dele ( que aliás tem fotos magníficas, quase sempre!) e não do "Portugal no seu melhor".
Porque, assim, à primeira vista era do que nos lembrávamos! Isto merecia ficar nessa famosa galeria.
O carinhoso desvelo com que os senhores das placas nos avisam de que seria uma má ideia entrar com o carro dentro do poço, é de enternecer a alma mais empedernida!
Bem hajam, amigos!
Que seria de nós sem as vossas asas protectoras…

Emiéle
Publicado por populo às 10:58 AM | Comentários (3)
Eurocentrismo
Quem sempre viveu na Europa ou América e foi educado numa perspectiva judaico-cristã, sente muito naturalmente que o seu modo de olhar o Mundo é o certo e o normal. Lógico! Mas basta viver uns anos em África, ou sobretudo no Oriente, para se reduzir à sua dimensão e que é muito relativa.
Devo dizer isto porque no outro dia ao assistir ao programa “O expresso da meia-noite” onde se discutiu o tema escaldante de Timor, ouvi Adelino Gomes, que prezo bastante, chamar a atenção para o ‘estranho’ discurso de Xanana apontando pontos que não fariam sentido num país europeu, mas o fazem ali. [A propósito, ele também referia uma coisa que se tem passado comigo e daí evitar falar neste assunto, é que recebe opiniões de pessoas completamente idóneas e que são contraditórias entre si…]
Numa visão europeia não faria sentido um chefe de estado falar ao seu povo tratando-o por “meus queridos e sofredores irmãos”. Não faria sentido falar como sendo um elemento do povo e referir-se, com delicadeza e não por ironia como podia parecer, a um partido como “os senhores de X”. Claro que também pela primeira vez entendi que a Constituição timorense é bastante diferente da nossa, e um Presidente pode vir a ser eleito pelo parlamento. Há muitas coisas que não sabemos bem, e daí toda a cautela em fazer juízos sobre o que por lá se passa.
Mas o mais certo, é que de facto não podemos, não devemos, censurar ou criticar, com base naquilo que temos como certo e normal. Lá é diferente.
Só para terminar, tenho na minha casa um mapa-mundo que trouxe do oriente. Uma vez numa escola, olhei para ele e aquilo pareceu-me mal. Não sabia porquê, mas havia-qualquer-coisa-de-errado. Olhei com mais atenção e reparei: estamos habituados, nos nossos mapas a ver ao meio a Europa com a África por baixo, à direita a Ásia e Oceânia, e à esquerda as Américas. Nesse, estava a Ásia e Oceânia ao centro, Américas à direita e Europa e África à esquerda. Normal, não? Mas para mim foi um choque, um abalo.

Ena, a Europa tão pequenina...
Emiéle
Publicado por populo às 10:53 AM | Comentários (10)
junho 24, 2006
Fim-de-semana
Uma nota prévia: já fizeram a estatística dos posts que aparecem no final das sextas e início de sábado com este título? Eu também não, mas olhem que são muitos!!! Isto deve querer dizer alguma coisa!
Este fim-de-semana saio de Lisboa. Já há uns tempos que não o fazia, mas andava muito precisadinha.
Adoro a minha cidade, já o disse em vários tons, mas os ares do campo têm umas outras vantagens que não é necessário explicar.
Portanto, esta tarde e amanhã a produção aqui do Pópulo deve descair um pouco, que eu levo o portátil, mas não sei bem se também vou levar a vontade de escrever.
Logo se vê, e... sossego aqui vou eu!!!!

Emiéle
Publicado por populo às 11:06 AM | Comentários (6)
Como? Um ‘serial killer’ em Portugal?!
E de repente passamos para o outro lado de ecrã!
Ao ler estas notícias só me lembrava A Rosa Púrpura do Cairo e tinha a sensação de que tínhamos caído dentro de um triller! São histórias que costumamos ver ou no cinema ou em episódios na TV. E é claro que se também se costumam passar em Massachusetts, ou qualquer lugar com um nome ‘exótico’, e nunca… em Santa Comba Dão!
É certo que aquela terra produz figuras sombrias, mas espero que seja só aí de 100 em 100 anos.
Uma das coisas arrepiantes é que este homem estava reformado de GNR.
Dá para pensar o que é que ele teria podido fazer sob a cobertura da farda! ? Espero que nada, mas lá que é curioso, e impressionante, isso é. E já teria problemas? É que se já estava reformado, e tem agora 53 anos não é um nadinha antes do tempo...?
Enfim, se estivéssemos a assistir ao “CSI: Miami” isto tudo batia muito lógico, assim vamos esperar o próximo episódio.
Emiéle
Publicado por populo às 09:50 AM | Comentários (5)
Afinal sempre acaba a transumância
Circulou pela net, e eu até assinei. De facto os argumentos da petição pareciam-me correctos e pelos vistos, se já há 654.104 assinaturas (quando eu fui espreitar...) é porque há muito quem pense que aquela deslocação era uma birrinha dos franceses sem pés nem cabeça!
Eu, quando vou num fim-de-semana para uma casa que uso pouco, já levo uma série de tralha imagine-se então que «Só para transportar os cofres de todos os deputados de Bruxelas para Estrasburgo são precisos vários camiões, já para não falar nos pertences dos restantes funcionários. São custos elevadíssimos e que não têm racionalidade nenhuma»
Se em tão pouco tempo já se atingiu metade das assinaturas pretendidas, quase não há dúvida que se vão chegar ao que queremos.
De qualquer modo, se quiseres participar é assinar AQUI
Força!
As coisas que se passam e que afinal, nós que os elegemos, nem sabemos!
Emiéle
Publicado por populo às 09:29 AM | Comentários (4)
Nem acredito!

Alguém me disse e achei que era brincadeira.
Que estavam a gozar com a maluqueira que por aqui anda à conta do Mundial. Mas afinal os jornais confirmam aquilo que eu tinha pensado ser uma piada: os CTT têm pronto selos com a legenda «Portugal Campeão!» Just in case...
Isto é que é previdência!
Ainda andam para aí a dizer que somos campeões do ‘desenrascanço’, que só trabalhamos à pressão e em cima da hora. Mentira! Vejam só como os nossos correios são previdentes!
Também terão previsto a hipótese de ficarmos em 2º? E em 3º? E em 4º? E em 5º? E em 6º? E em 7º? E em 8º? ... E em 16º? Creio bem que deve estar tudo previsto e sob controlo!!! Nós cá em Portugal somos assim! Mesmo uma hipótese entre ‘n’ é contemplada.
Gandas CTTs. !!! Nunca imaginei...
Emiéle
Publicado por populo às 09:21 AM | Comentários (4)
junho 23, 2006
Ontem matei uma barata!
Quem costuma passar por aqui, já me entendeu, os outros não se riam e escutem:
Eu odeio baratas! Tenho-lhes uma repugnância particular. Há muita bicharada tipo insecto de que não sou fã, mas com quem convivo numa de desportivismo, mas com baratas não. Fazem-me logo pele de galinha e dão-me vómito, o que é que querem…? Coisas.
Claro que com o Verão, por mais asseada que uma casa ande, os bicharocos surgem por todo o lado. Sobem paredes, entram por todos os buraquinhos. Ontem à noite diz-me o meu filho, da casa de banho “- Mãe, uma barata!” Cautelosa, indaguei “De que tamanho?”. Pausa de avaliação. “Huuumm, de meio tamanho…” Agarrando primeiro no ‘Bio Kill’ avanço destemida. Tal como ele dizia, era de meio tamanho – não devia ter mais 3 cm, grandita mas não gigante. Começo a despejar o insecticida e ela a fugir. E eu atrás. E ela a fugir. E eu a ver a vida a andar para trás, que o estupor do bicho ainda se mete em qualquer buraco e desata a pôr ovos e eu estou feita…!
Então… tátátárá!!! Descalço o sapato e dou-lhe com ele!
Consegui!!!
O meu ego resplandece! Digo para o meu filho: “Viste!?! Matei-a! Assim, à mão!!!”
Hoje estou uns centímetros mais alta.
Ninguém se meta comigo hoje, que despacho qualquer um
Quem mata uma barata, está pronta para tudo!

Emiéle
Publicado por populo às 12:00 PM | Comentários (14)
O estranho caso dos letreiros "originais"
Ontem quando no post sobre cortesia e civismo falei de Macau, como é inevitável veio depois uma inundação de recordações. E lembrei-me que das coisas mais engraçadas eram os letreiros das lojas, quando pretendiam “traduzir” para português.
Saíam as coisas mais engraçadas!

Aves de estinção

Especialidades de Cama

Massagista de Quedas e Pancadas

Salão de Beleza em Inglês

Pisos parados ao nível dos pisos (aqui era o elevador da minha casa)

E os famosos "Passarinhos Quadrúpedes"
Obviamente que devem clicar nas imagens para se ler o que lá está escrito. Não as deixei em tamanho natural para não ficar um post gigante.
Claro que na maioria dos casos se podia "tirar pelo sentido" mas havia alguns que era um perfeito mistério como aqui.
Mas que raio.......?
Emiéle
Publicado por populo às 09:56 AM | Comentários (6)
Uma cadeia de erros

Vamos ver se eu entendo:
Há um contribuinte que não paga o que deve. Por um estranho “milagre” isso não é detectado e o tempo passa ( chamo-lhe ‘estranho milagre’ porque, pelo que sei, até muito rapidamente se costuma detectar um devedor, sobretudo os que devem pouco)
Passa… passa… passa tanto tempo que essa dívida prescreve.
Acontece. E se a culpa de não ter pago é, naturalmente, do devedor, a de não ter sido cobrada já é do cobrador. Tanto assim é que se dá essa prescrição.
Então que descoordenação é esta que acontece que se pode penhorar uma conta bancária de alguém cuja dívida já prescreveu ?
É fácil – é que «as penhoras são automáticas»! Detecta-se o erro e trás, desencadeia-se a penhora sem olhar ao ano em causa.
Alguém tem de introduzir esse dado na “máquina automática”, ou ainda vamos penhorar pessoas que já morreram.
Ups! Essas não devem ter contas bancárias.
Emiéle
Publicado por populo às 08:38 AM | Comentários (2)
Sobre Timor
…não sou capaz de dizer nada.
O que não quer dizer que não ande com o coração na garganta.
Mas entender os meandros do que por lá se passa é muito difícil! Os padrões não devem ser os das nossas democracias europeias muito estabilizadas, apesar de só podermos avaliar por esses mesmos padrões que é o que conhecemos.
A disputa entre um Primeiro-Ministro e um Presidente da República parece uma coisa chocante, tal como é relatada. Também é certo que segundo algumas constituições ( a nossa por exemplo) um P.R. pode dissolver um governo se considerar que não está a responder aquilo que os eleitores querem.
Mas… o que quer a Austrália? Qual o seu sinistro papel? Está assim tão ralada com Timor e os outros problemas dos países da região que não têm gás natural nem petróleo não os incomoda nada? Curioso, não é?
Ai, Timor...
Emiéle
Publicado por populo às 08:22 AM | Comentários (8)
Esta já me bate à porta
Costumo andar por aqui a “mandar vir” com os outros, a respeito do modo como nos alimentamos. Muito nariz arrebitado, a considerar que eu “como muito bem”, e que o resto do maralhal é que é um desgoverno…!
Ora toma! Para me tirar as vaidades há para aqui um estudo que vem dizer que andamos a usar sal e mais.
Touché!
É que comida insonsa, não é comigo.
Estive a ver o resto do artigo, e não está mal para mim. Como pouca quantidade, como bastantes legumes e fruta, não como assim lá muita carne, e a gordura é quase só a do queijo que adoro. Até aí, tudo bem, parece. E sem qualquer sacrifício, é mesmo assim por eu gosto assim. Mas sou capaz de abusar do sal, sim senhor.
Carapuça enfiada!
Emiéle
Publicado por populo às 07:53 AM | Comentários (7)
junho 22, 2006
Isto é que dava cá um jeito!
Hoje foi um dia complicado quanto a estacionamentos. Para os sítios onde tinha de ir os transportes públicos obrigavam a múltiplas mudanças, e ainda tinha de vir com embrulhos de modo que me desloquei de carro. Mas a confusão era terrível, esta cidade para se estacionar é um inferno. Foi quando me lembrei disto:

Que tal?
Se não estou em erro, até referi aqui no blog, este belo sistema. A maior economia de espaço - um silo de automóveis, completamente vertical, quase um poço onde todo o espacinho é aproveitado. O carro entra, e um elevador leva-o directamente ao local onde vai ficar arrumado. Quando se precisa dele o dito elevador vai lá buscá-lo.
O verdadeiro sonho de qualquer lisboeta enervado!
Emiéle
Publicado por populo às 08:00 PM | Comentários (8)
Open Space
Cá está ele!

Emiéle
Publicado por populo às 09:14 AM | Comentários (7)
Civismo

Numa daquelas “espécies de sondagens”/ “espécie de estudo” uma revista decidiu investigar o nível de civismo de 35 cidades por todo o Mundo.
Claro que como “estudo” foi muito amador e artesanal, mas tem a sua piada. Inventaram 3 situações, 3 “testes”. O -1º, ‘Teste da Porta’, o -2º, ‘Teste dos Documentos’ e o -3º, ‘Teste dos Serviços’. Verificava-se se,
a) uma pessoa segurava a porta a quem viesse atrás dela
b) alguém ajuda uma pessoa que deixa cair documentos
c) os empregados do comércio agradecem ao cliente depois de uma compra.
Ora bem, dizem que Lisboa ocupa aí o meio da tabela, o 15º lugar.
Desta vez, estranho. Se os elementos de avaliação fossem outros, concordava, mas nestes 3 aspectos até me parece que somos muito cordiais. Eu sinto que somos pouco delicados em muitas coisas, mas nunca me deram com uma porta em cima, e se acontece deixar cair uma coisa, há logo quem me ajude. Será por ser mulher…? Aliás também me avisam com frequência se vou distraída com a mala aberta. Muito delicadamente alguém me bate no braço e aponta para o meu descuido.
Por outro lado dizerem que a cidade mais mal-educada do mundo é uma na Índia, é porque nunca passaram por Macau! Aí há uns anos (agora não sei) batia-se todos os recordes. Cotovelada para entrar em qualquer sítio – autocarros, elevadores – ignorar-se completamente quem passava por eles, cuspir-se por todo o lado, as pessoas que andavam na rua eram "transparentes"!
Uma vez chamámos um táxi e a pessoa que me acompanhava, gentilmente abriu a porta para eu entrar. Numa fracção de segundo surgiu um homem que passou por debaixo do braço do meu amigo, entrou, sentou-se, fechou a porta, e mandou seguir. Ficámos com cara de parvos!
Emiéle
Publicado por populo às 09:10 AM | Comentários (6)
É bonito dar a mão à palmatória
É um gesto que sempre me toca. Quando assisto a alguém que comete um erro, reconhece-lo e levantar propostas de correcção, tiro-lhe logo o meu chapéu.
Assim, sim!
Errar todos o podemos fazer, e decerto que o fazemos constantemente. Só me irrita quando muitas vezes, mesmo perante as provas do erro, se faz como a avestruz e se nega até a evidência.
Agora enfrentar um problema, aceitar que ele existe e procurar soluções só dignifica.
Assim, só posso aplaudir.
Emiéle
Publicado por populo às 08:35 AM | Comentários (4)
Continuam a comer tudo
São exactamente agora 7:50 e estou a ouvir na
Antena 1, Zeca Afonso a cantar "Os Vampiros".
Não sei o que motivou a pessoa que faz a escolha musical a escolher esta canção, mas a verdade é que é ainda muito actual
Continuamos a “vê-los a comer tudo”…
Olho à minha volta e de facto as desigualdades são chocantes, é porque andam decerto por aí uns vampiros disfarçados ( ou nem por isso ) .
De qualquer modo, parece uma parábola porque a música que se segue logo é “Eu quero ver Portugal ser campeão”. É o que se chama agradar a gregos e troianos.
Emiéle
Publicado por populo às 07:55 AM | Comentários (3)
junho 21, 2006
Deve ser uma questão de fé
Tenho o raio de azar de ser uma ateia impenitente!
Ontem os senhores do AEIOU, finalmente disseram qualquer coisa:
Vai ser efectuada uma intervenção técnica no Weblog.com.pt, com os objectivos de melhorar a capacidade de resposta da plataforma e atenuar os problemas causados por spam.
Assim, amanhã, durante as primeiras horas da tarde, não será possível aceder ao Weblog, nem a qualquer blogue desta plataforma. As nossas desculpas, procuraremos ser breves.»
Ai é? Iam «melhorar a capacidade de resposta»? Há minutos, deixei aqui duas piadinhas. Na primeira delas como não deu sinal de que tivesse entrado e não vi cá nada no blog, cliquei de novo no safe. Adivinharam? Tal e qual, entrou duas vezes, fiquei com duas piadinhas iguais!!!
Espero que não sejam estas as melhorias, ou vamos mal…
Emiéle
Publicado por populo às 09:49 PM | Comentários (2)
...sabe nadar!

Emiéle
Publicado por populo às 09:35 PM | Comentários (1)
Filho de peixe...

Emiéle
Publicado por populo às 09:30 PM | Comentários (1)
Solstício
O dia maior do ano.
Hoje o dia tem 30 horas.
Não é, mas parece…

(pode ficar graaaande, se fores clicando...)
Emiéle
Publicado por populo às 09:00 PM | Comentários (6)
Jogo de Futebol (segunda parte)
O México começou a segunda parte a atacar muito e a perder um penalti.
Jogo com muitos amarelos, que é uma cor bonita mas nesta caso não interessa.
Jogo muito nervoso porque se esperava muito. Até ao final discutiu-se o resultado, se a diferença fosse maiorzinha tinha sido outro sossego.
Mas ganhámos!
Portugal!

(imaginaram os nossos imigrantes na Alemanha?)
Emiéle
Publicado por populo às 05:16 PM | Comentários (2)
Jogo de Futebol ( primeira parte)
Apesar de achar que anda tudo de cabeça perdida com o Futebol, e há muitos exageros por aí, quando joga Portugal também não consigo desligar-me...
Estamos na primeira parte, dois golos um atrás do outro, mas sofremos com um... Digamos que um "copo" de água fria.
Para dar sorte, deixo ficar por aqui, esta famoso guarda-redes.

Força!
Emiéle
[Cartoon de Vlahovic do jornal NIN(Belgrade) ]
Publicado por populo às 03:47 PM | Comentários (5)
Mas afinal, isto é que é mesmo isenção!
Não entendo.
Qual é o problema? Num «diz-se que diz-se» de sucessivos desmentidos, não se chega a perceber se ‘a bancada socialista teve conhecimento prévio da proposta de nova lei das Finanças Locais’ ou não.
Não vejo o problema. Se afinal «o Governo apresentou a nova lei de Finanças Locais sem dar conhecimento do diploma a nenhum dos dirigentes da bancada do PS» só lhe fica bem. Então as outras bancadas sabiam? Não? Ora bem, assim é a perfeita igualdade. Não há cá “partido do governo” e essas benesses, ninguém sabe e mai nada!
O governo está cá é para mandar, e não é para estar sempre a dar explicações, ou então não faz mais nada.
Emiéle
Publicado por populo às 08:35 AM | Comentários (3)
Pagar para sofrer
Já tinha falado aqui no caso, de uma vez em que me senti particularmente irritada por ter penado num engarrafamento incrível numa auto-estrada, durante bastante tempo, e ter confirmado que isso se devia às obras que estavam a fazer. Ainda por cima obras essas que demoraram meses e meses e só avançavam em horas normais de trabalho (nos fins-de-semana e à noite não se via ali ninguém apesar de a estrada continuar estrangulada) Refilei aqui, no Pópulo, sem fazer a menor ideia de que na Assembleia da República o caso também ia ser levantado. Ora acontece que, no caso a que se referia a minha queixa - auto-estrada Lisboa Cascais - passei a ir pela estrada marginal, que afinal sempre via o mar, ia mais depressa apesar dos semáforos, e não pagava nada. Mas há certos locais onde a alternativa é praticamente inexistente. Temos mesmo de aguentar esses engarrafamentos. Agora o cúmulo é ainda se pagar por isso!!!
Que a Brisa ou as concessionárias dessas estradas defendam os seus bolsos, estarão no seu papel. Uma empresa quer ter lucros, seja sob que pretexto for. Agora que o Estado, que devia defender os cidadãos e neste caso os consumidores de um produto adulterado, se ponha do lado dessa empresa é que me deixa de boca aberta. Se houvesse justiça deveria indemnizar-se os utentes dos prejuízos sofridos, não é? Mas não.
Tem um senhor ministro o desplante de defender o pagamento de portagens de uma coisa que não é uma auto-estrada, porque "Com a eliminação das portagens cria-se um efeito perverso porque a procura aumentará em troços que já estão por natureza congestionados, porque se não o estivessem não estariam a ser alvo de obras de alargamento"
Isto disse o senhor. Cheio de convicção. Não lhe soou a nada de bizarro e absurdo.
Pois bem, eu cá tinha uma ideia melhor: quando há obras que “engarrafam” as auto-estradas, devia multiplicar-se por 10 ou 100 o preço das portagens. Assim talvez se conseguisse o feliz efeito de diminuir completa e radicalmente a passagem por essa via ( porque deixariam de ser utilizadas ) e não havia congestionamento nenhum.
Ia-se congestionar para outras estradas que ao menos congestionávamos de graça!
Emiéle
Publicado por populo às 08:00 AM | Comentários (2)
Isto hoje deve andar assim
Nada a fazer.
Temos de esperar que passe, para se poder começar a pensar com o que costuma estar dentro da cabeça.
:D

Emiéle
Publicado por populo às 07:57 AM | Comentários (2)
junho 20, 2006
Sempre actual
Há uns 25 anos cantava-se assim

Emiéle
Tu estás livre e eu estou livre
E há uma noite para passar
Porque não vamos unidos
Porque não vamos ficar
Na aventura dos sentidos
Tu estas só e eu mais só estou
Tu que tens o meu olhar
Tens a minha mão aberta
À espera de se fechar
Nessa tua mão deserta
Vem que o amor
Não é o tempo
Nem é o tempo
Que o faz
Vem que o amor
É o momento
Em que eu me dou
Em que te dás
Tu que buscas companhia
E eu que busco quem quiser
Ser o fim desta energia
Ser um corpo de prazer
Ser o fim de mais um dia
Tu continuas à espera
Do melhor que já não vem
E a esperança foi encontrada
Antes de ti por alguém
E eu sou melhor que nada
Publicado por populo às 04:30 PM | Comentários (10)
Ponto da situação

Já que a Weblog parece ter perdido completamente o contacto com o Mundo e esqueceu-se de explicar seja o que for, venho dizer o que se tem passado aqui na minha casa.
Tem sido assim:
Dantes, nós escrevíamos, os textos ou eram publicados logo ou ficavam em rascunho ( ou ainda podiam ficar para serem publicados na hora que nós marcássemos ) e quando quiséssemos eles apareciam à vista no nosso blog. Quando isso acontecia, no índice das “entradas” no nosso blog, o iconezinho deixava de ter o lápis indicador de “rascunho” para ter um V, indicador de que estava à vista e publicado. E entre o momento em que se dava indicação “publicar” e o aparecer à vista era coisa de alguns segundos.
Por outro lado, acontecia sofrermos uma autêntica chuva ‘equatorial’ de spams, que entupiam os algerozes, perdão a saída das caixas de comentários. Chegávamos a estar horas sem se conseguir entrar numa caixa de comentários e pelo que se sabia eram aquelas nuvens de gafanhotos que enquanto estavam a entrar impediam que os outros, bem-intencionados, o fizessem. Uma vez cheguei a escrever um post a avisar que quem quisesse comentar teria de esperar. Era chato.
Os actuais dirigentes do portal, decidiram acabar com isso. E procuraram uma Solução Final e radical Ora bem, com o tal risco de se deitar o bebé fora com a água do banho, e enquanto muitos de nós andamos a pensar que foi «pior a emenda que o soneto» o facto é que os spams não apenas diminuíram como, os que passam, ficam retidos sem ser publicados até o dono do blog considerar se é spams ou não e liberar a sua publicação.
Portanto, nalguma coisa isto tem funcionado. Os spams estão a desaparecer!
O complicado é que a vacina está longe de estar apurada, e os comentários “verdadeiros” ficam com vitaminas a mais e então, depois de esperar um tempão absurdo à porta para poder entrar, quando entram, como bónus vêm multiplicados! Ontem tive para aqui um post com uns 20 comentários, que eram apenas 14 porque às tantas desisti de apagar os que estavam duplicados que me daria um trabalhão. Ou seja “fazendo um ponto de ordem”, os spams estão controlados ou quase, falta agora devolver este portal ao seu estado normal – um comentário de cada vez, podermos escrever e o post ser publicado com uma margem de tempo razoável, não aparecer o próprio post multiplicado, e termos sempre acesso ao privado do nosso blog.
É pedir muito? Não quero a água suja do banho, mas o bebé é nosso!
Emiéle
Publicado por populo às 10:40 AM | Comentários (10)
Os empréstimos que fazemos todos os anos ao Estado

Para o mês que vem vamos começar a receber o que se pagou a mais.
Este é um aspecto que nas conversas do dia a dia não é muito falado, mas sempre me chocou. Acho muitíssimo bem que se paguem impostos. Como uma vez li por aí e creio que até deixei uma referência aqui no blog, nem me importaria de pagar bastante mais se tivesse a compensação correspondente. Se existissem umas excelentes saúde, educação, transportes, preços controlados, boa habitação, cultura acessível, etc, quem é que se ralava com os impostos..? O que chateia, é que se paga, adiantado, muito por …muito pouco!
Nesta altura do ano, nem é tanto o subsídio de férias que leva os portugueses a olhares para os seus bolsos como é a esperança do retorno daquilo que entretanto “emprestaram” ao Estado. Cá por mim, já paguei ‘por conta’ daquilo que afinal não recebi, uma boa e grossa fatia que agora espero me seja devolvida (sem juros, infelizmente…)
Bom, mas se chegarem em Julho já vai dar para fazer face a algumas despesas mais urgentes que tinham ficado suspensas até este momento.
Faltam 15 dias para Julho, não é?
Emiéle
Publicado por populo às 09:22 AM | Comentários (8)
Moçambique
Será que vai avançar?
O aval do FMI pode ser uma boa garantia, apesar da desconfiança que aqueles senhores do Fundo me merecem. Por mim, talvez com grande injustiça, mas vejo-os muitas vezes sob a forma de vampiros .
Mas se se conseguir a proposta de
«alcançar mais avanços no alívio da pobreza através da aplicação de uma estratégia de redução da pobreza para 2006-2009»
seria um bom objectivo.
Por mim, faço figas com as duas mãos para que dê certo.
Moçambique merece!

Este tem em 4 folhas, não tem? É para vocês!
Emiéle
Publicado por populo às 09:07 AM | Comentários (4)
Então, como é?
Pelo que se entendia um dos objectivos do governo, ao permitir a alguns medicamentos serem vendidos fora das farmácias era estimular a concorrência e fazer baixar alguns preços.
Afinal, dizem que os medicamentos vendidos nesses locais são mais caros
Ai é?
O que é que está a falhar ?!
Parece um absurdo, para se comprar ainda mais caro então procura-se uma farmácia!
Há para aqui qualquer coisa que não está a bater bem.
E para já, o que salta à vista é que a ganância do lucro não tem limites.
Emiéle
Publicado por populo às 08:56 AM | Comentários (5)
Um quadro
Leio que um quadro de Modigliani se vendeu por quase 24 milhões de euros .
Eu gosto muito de Modigliani. Gosto daquelas figuras esguias, tristes, mas doces, suaves. Contudo, creio que comecei a gostar dele por motivos completamente indiferentes à pintura. Era adolescente, venerava com a força que a adolescência tem, um actor francês Gérard Philipe , e portanto via tudo, ou quase tudo, o que era filmado com ele. Um desses filmes chamava-se «Montparnasse 19» e retratava a vida do pintor Modigliani em Paris, até à sua morte. Era um filme de Jacques Becker com outras duas vedetas do passado Lilli Palmer e Anouk Aimée, bastante romântico e que apresentava o pintor sob uma luz muito favorável e uma aura de beleza e infelicidade. Apaixonei-me, é claro.
No filme ( e creio que isso era verídico) ele não conseguia vender os seus quadros, coisa normal na época. Talvez um ou dois, por compaixão dos compradores. Muitos eram oferecidos a quem servia de modelo, outros guardava-os. Claro que os seus modelos eram as suas amigas e muitíssimos dos quadros retratavam a pessoa mais próxima, a sua mulher Jeanne.
Foi um destes que agora foi vendido por 23,9 milhões de euros.
Ele morreu na miséria a passar fome.
Normal?

Emiéle
Publicado por populo às 08:40 AM | Comentários (4)
junho 19, 2006
A Grande Roda

É a imagem que me surge de imediato quando penso nos movimentos da blogosfera. Naqueles que me movem, seja bem claro.
Gosto muito de passear por aqui. Poisar assim de blog em blog, tipo borboleta (também há a velha imagem do elefante saltando de nenúfar em nenúfar) e ao sabor do que me soa bem e me interessa. E todos podem ver os meus maiores interesses por aquilo que escolhi para colocar na coluna da direita. Mas é estranho porque tirando dois ou três blogs que são visitas diárias e inevitáveis, até porque me liga algum afecto a quem lá escreve, na maioria dos outros tenho uma enorme flutuação.
Quando há uns dois anos entrei na blogosfera havia para mim dois ou três a que chamava de referência e tinha sempre de passar por lá. Entretanto a tal roda vai girando, e eles desapareceram dando origem a outros nalguns casos. Óptimo, pensei, quando vi nascer essas Fénix. Se calhar até vêm renovados…
Engano.
Ou “não há amor como o primeiro”, ou eu ando mais exigente, ou os blogs têm um tempo de existência que não dá para prolongar, ou é como as pessoas – há umas que envelhecem melhor do que outras… Mas, e por isso a imagem da Grande Roda ou dos alcatruzes me vem à ideia, mesmo esses que eu pensava que tinham baixado de interesse, de vez em quando ‘espevitam’ e lá volto eu a frequentar a casa com frequência.
A única coisa que me afasta um pouco, são os que não aceitam comentários. Estão no seu direito como é evidente, mas... Surgiu recentemente, um muito bem escrito, “Branco Sujo”, que aprecio bastante e vou passando por lá, é certo, mas sempre a saber-me a pouco. Gosto muito dos comentários, são o sal e pimenta aqui dos blogs, sem isso ficam muito assépticos, limpinhos mas também insonsos.
Emiéle
Publicado por populo às 07:00 PM | Comentários (21)
Bom faro
Jantei com uns amigos e o jantar era peixe assado no forno.
Muito bom.
Cheirava optimamente… a peixe assado.
Depois do jantar, mesa levantada, loiça na máquina, sobremesa e café, o cheiro tinha completamente desaparecido, como mandam as normas. Muita conversa, brincadeiras e às tantas a dona da casa lembra-se
“– Ah, já faz escuro, é melhor ir fechar as janelas lá detrás e correr os estores” (explicação necessária: a cena passa-se nos arredores de Lisboa e num rés do chão)
Quando, ao fechar as janelas olhamos para fora, vemos na berma da estrada, completamente alinhados, oito a nove gatos sentados nas patas traseiras e focinhos levantados para nós. Muito compostos, como quem está numa sala de espectáculo a olhar para o palco!
Chorámos a rir, enquanto os informávamos:
“-Acabou! E já acabou há muito tempo!”
Mas não sei se se convenceram, se ainda ficaram ali especados a “saborear o cheiro”.






Emiéle
Publicado por populo às 10:00 AM | Comentários (10)
A "Espada Congelada" a "Lua Silenciosa" e o "Bigode de Bronze".

Oh net, oh net!!! Quantos crimes se cometem em teu nome.
Uma história oriental, só pode!
Mas as tecnologias apenas criam outras oportunidades para situações que sempre existiram há milénios. Afinal as “Mil e uma noites” é a história de um marido enganado que se vingou de uma forma, digamos que exagerada.
Agora, tudo se pode passar virtualmente o que podia ser menos grave, ou talvez não. Foi assim:
A “Lua silenciosa” sentia-se infeliz. O seu marido, “Espada Congelada” (ai, ai, que nick sugestivo!) não lhe devia dar a atenção que ela desejava. Vai daí entrou num fórum e desabafou. Foi consolada por um outro internauta, o "Bigode de Bronze". Só que o marido descobre tudo! Cena grave, mas pelo que se entende há perdão e a “adúltera” promete acabar o caso. Contudo o marido vigilante (desta vez estava prevenido) descobre que acabou, o tanas! Aí, cheio de fúria e armado da sua "Espada Congelada", colocou uma carta na net chamando do Bigode pelo seu nome verdadeiro e clamando vingança.
Foi terrível. Criou-se novo fórum de desagravo e chegou-se a escrever "Utilizemos o teclado e o rato que temos nas mãos como armas para cortar a cabeça destes adúlteros. Ele deve pagar pelo mal que fez a este marido".
Como o movimento já chegava a milhares o triste e já murcho "Bigode de Bronze" acabou por deixar a universidade e fechou-se em casa com a sua família. O Bigode descaíu, afinal não devia ser mesmo de bronze, mas a história é um pouco assustadora pelo poder que a net tem.
Já estou a olhar para o monitor um pouco de lado. Huuuummm...
Ai, ai, ai… Isto morde!

Emiéle
Publicado por populo às 09:03 AM | Comentários (7)
Ah… não sabe?
É capa no DN e deixa-nos de boca aberta.
Parece que Ministério Público não sabe em quantos processos é que se requereu a realização de escutas telefónicas
Uma medida que pelo que entendo deveria ser excepcional, está tão “banalizada” que nem se sabe quantas vezes é utilizada!
É claro que não conheço o funcionamento dos tribunais, nada mais longe do meu tipo de conhecimentos. Mas trabalhei anos num serviço, onde nos era perguntado ‘n’ vezes por ano as coisas mais banais e corriqueiras, do tipo «idade das pessoas X» com quem trabalhávamos há anos e que certamente cada ano que passava deveriam ter mais um! O tempo que se perdia a responder a ofícios desse tipo, era uma estupidez e levava-se à conta da burocracia. Mas afinal há burocracia em certas coisas mas outras bem mais importantes escapam a essas “fúrias contabilísticas”.
É que saber-se (não nós, é claro, o senhor PGR) pelo menos “quantas” escutas se fazem seria normal.
Ou não?
Emiéle
Publicado por populo às 08:35 AM | Comentários (8)
junho 18, 2006
Qual cegonha, qual quê...!
Muito mais científico!

Emiéle
Publicado por populo às 10:10 PM | Comentários (4)
Dão-se alvíssaras
A quem encontrar a quantidade de páginas que devem andar por ai perdidas…
Eu estava a ficar mais animada a imaginar desta vez a Weblog começava a atinar. Tenho entrado em casa sem maior dificuldade, e cheguei agora e vi alguns comentários pelo que imaginei que os visitantes tivessem andado por aqui.
É certo que não era muita gente, mas num Domingo também não esperava uma enchente de comentários. Agora já não sei nada, que ao abrir o blog voltei a ver:

OK.
Já apanhei a mensagem!
Não digam mais nada.
Emiéle
Publicado por populo às 08:25 PM | Comentários (7)
E porque não?
A ideia parece meia maluca, mas se calhar pode ter algumas vantagens.
Falámos em tempos de um sujeito que quis experimentar alimentar-se exclusivamente com McDonalds, e ficou gordo que nem uma pipa, cheio de colestrol e outras coisas dessas. Deve ter sido desde aí que esses restaurantes passaram a servir umas saladinhas que até são bem jeitosas. Afinal a crítica serviu…
Isso deve ter sido o pontapé de saída (agora fica bem usar esta linguagem, não é?) para umas séries tipo "reality show" mas, assim… como dizer…?... ‘politicamente correctas’.
Vai juntar sob o mesmo teto pessoas com ideias opostas a ver o que dá.
Exemplos: 1) radicais islâmicos e americanos conservadores 2) homossexuais com heterossexuais homófobos e agora propõe-se juntar uma família de imigrantes ilegais e um membro de uma milícia anti-imigrante.
Bom, eles lá sabem…
Dizem aqui que «o "intruso" participou mesmo em manifestações a favor da imigração em Los Angeles e chegou a discutir os seus pontos de vista». Seria um excelente actor ou aquele convívio fê-lo mudar de ideias…?



Emiéle
Publicado por populo às 12:15 PM | Comentários (3)
Parabéns, Paul!

Ora cá estamos! Sixty four. Um instantinho!!!
E vocês não se estejam para aí a rir, que daqui a outro instantinho estão também com os sixty four, olhem que eles naquela altura achavam que faltava imenso tempo, e catrapus, já tá!
Quis deixar aqui a música mas com a misturada que eu tenho de uns CD com uns vinil resulta que não tenha exactamente o “When I’m sixty four” de modo a entrar aqui, mas como tenho em CD outras músicas da altura, a coisa resolve-se.
Olhem o Yesterday, por exemplo:
E de resto, quem tenha a música do When I’m sixty four na cabeça o que não é difícil, é imaginá-la, porque a letra vai aqui em baixo:
Emiéle
When I get older losing my hair, many years from now!
Will you still be sending me a valentine, birthday greetings, bottle of wine
If I'd been out till a quarter to three, would you lock the door?
Will you still need me, will you still feed me? When I'm sixty four!
You'll be older too
And if you say the word,
I could stay with you!
I could be handy mending a fuse when your lights have gone
You can knit a sweater by the fireside,Sunday mornings, go for a ride!
Doing the garden, digging the weeds, who could ask for more?
Will you still need me? Will you still feed me? When I'm sixty four!
Every summer we can rent a cottage in the Isle of Wight, if it's not too dear
We shall scrimp and save
Grandchildren on you knee, Vera, Chuck, and Dave
Send me a postcard, drop me a line, stating point of view
Indicate precisely what you mean to say, yours sincerely, wasting away!
Give me your answer, fill in a form, mine forever more!
Will you still need me? Will you still feed me? When I'm sixty four!
Publicado por populo às 11:30 AM | Comentários (5)
Já sei porque se chamam porcos aos porcos
É fácil!
É que afinal os porcos produzem porcaria que se fartam!
Só 400.000 porcos fazem tanto como 1.200.000 pessoas…! Tchiiii... P-O-R-C-O-S!
Na zona de Leiria, a desgraçada Ribeira dos Milagres não consegue o milagre de se manter limpa, porque é para lá que os produtores da região despejam as fossas com a porcaria dos seus animais. Ciclicamente a imprensa vem com estas notícias, e também ciclicamente voltam ao esquecimento por haver notícias mais “frescas” ( que é fácil…)
Tanto quanto dá para entender isto é um crime para a saúde pública. Mas é crime anónimo, porque ninguém se confessa culpado, como é bom de ver, e deve ser difícil numa região onde há vários possíveis suspeitos acusar um deles.
Portanto, pelos vistos a solução é deixar andar.
Desta vez bradou aos céus porque exageraram!
A descarga «durou quase 12 horas» o que não pode passar desapercebido, apesar de terem esperado um dia em que choveu muito e em que o país estava distraído com o futebol.
Mas o que é demais, é demais!
E depois estranho aqui uma coisa. Dizem que «o processo para a despoluição, é extremamente burocrático e moroso» mas tinha há pouco tempo ouvido falar numa coisa chamada “simplex”, não era? Para acabar com a burocracia.
Ora aqui está um caso onde se impunha implantar urgentemente esse famoso método.

Estes vão ao banhinho.
Toalha e sabonete estão fora da imagem, mas a gente imagina.
Emiéle
Publicado por populo às 11:15 AM | Comentários (7)
junho 17, 2006
Mais um degrau….
Era um jogo complicado, o que é um lugar comum porque são todos complicados – o facto de se ter chegado a ser apurado para o Mundial já é um feito!
Mas como estava a dizer era um jogo complicado. O Irão é um país quase desconhecido em muitos aspectos e, como é evidente, no campo do futebol também. Portanto é um pouco planear qualquer coisa contra algo que está atrás de uma cortina de bruma e portanto podemos imaginar tudo…
Ao intervalo o zero a zero era desmotivante, apesar do que se via lá nos marcadores era que Portugal tinha tido muito mais posse de bola, menos cartões amarelos, mais ataques etc, etc. mas não chegava.
O golo chegou aí a 15 minutos da 2ª parte. Grande berro aqui na rua! Uff… Bem se desejava o golo.
Este estádio até parece tremer com os apoios dos adeptos. Ena, grandes imigrantes, bem merecem esta alegria!!!
Segundo golo, de penalti. Segundo uff…
No finzinho ainda a emoção de um falso 3º golo.
Mas a passagem, e o apuramento para os oitavos já é uma alegria!
Bem sei que tenho dito para aqui que o futebol é alienante e outras tretas do género.
E tenho sido sincera, mas..
... quem é que não vibra nestas ocasiões?!
Emiéle
Publicado por populo às 03:50 PM | Comentários (3)
A maravilhosa e expressiva linguagem das crianças
Isto da mania das arrumações se calhar pega-se. Eu comecei lá na minha casa a pôr tudo em ordem, e uma grande amiga também se entusiasmou e decidiu dar uma grande volta às suas coisas. Ontem passei por lá e estive a ajudá-la. De dentro de um armário que despejou todo, para “peneirar” umas coisas e decidir o que era de guardar e o que já tinha tido a sua época, saiu uma caixa com preciosidades. Essa era mesmo sagrada, tinha o primeiro casaquinho que o filho tinha vestido, o cartão da maternidade, enfim recordações que muita gente guarda e nos enternecem tempos depois. E dessa caixa saíram também alguns dos primeiros desenhos que o rapaz tinha produzido.
Em relação a um deles, olhámos uma para a outra e ela sorriu corando. Tinha apanhado a mensagem.
É necessário aqui um parêntesis: a minha amiga, mãe desvelada, teve contudo um comportamento desadequado em relação ao filho – protegia-o tanto que não o deixava crescer. Claro que “era por bem”, mas era uma realidade - a mãe ‘falava’ pelo filho, fazia as coisas por ele, ajudava-o em tudo, com muito amor é claro mas de um modo sufocante. As coisas andaram tão mal que teve de haver intervenção de psicólogo para se reencontrar um equilíbrio. Fechar parêntesis.
Ora o pirralho, nesse desenho tão primitivo - pela data ela ainda não devia ter uns 3 anos - dizia-nos tudo! Tinha desenhado a sua família. A folha de papel por detrás dizia: “Pai, Mãe e J. por debaixo do braço da mãe, e em cima são ‘letras’ a explicar isso mesmo” Ou seja, já naquela idade, ele não saberia fazer interpretações psicanalíticas mas sabia “dizer” muito bem, que a mãe tinha o braço por cima dele e não o deixava crescer. Aquele braço era simultaneamente protector mas ‘bloqueador’!
Está tudo dito, não está?
Pedi o desenho para scanarizar, porque achei a história maravilhosa.

Emiéle
Publicado por populo às 10:27 AM | Comentários (13)
Fim de uma “semana especial”
Não foi o meu caso, mas muita gente, imaginou e bem, que com três dias de férias (a 2ª, 4ª e 6ª feira) conjuntamente com os dois fins de semana e os feriados da conjuntura, conseguiam gozar umas feriasinhas de 9 dias, aquilo que as Agências de Viagens agora chamam de “rapidinha”.
Tadinhos…
O início dessas mini-férias deve ter sido razoável, disso já nem me lembro bem. Mas do meio da semana para cá… É que é temporal em cima de temporal que nem dá para a gente respirar.
Hoje tinha pensado em dar um passeiozito para arejar, nas acho que vou arejar para casa de uns amigos onde não assobie o vento e não apanhe daquelas cargas de água de que falava ontem o Daniel .
Ná, quando o azar vem ter connosco, não há nada a fazer senão suportá-lo, mas irmos á sua procura é masoquismo.
Nanja eu!
Emiéle
Publicado por populo às 10:03 AM | Comentários (3)
Um bom modelo
Leio esta reportagem e dou comigo a sorrir…
Sabe bem.
"É um desafio olhar para uma peça velha e torná-la nova", um belo pensamento.
Bem sei que não será a solução para os problemas todos que afectam o país, mas porque não apoiar esta via? Porque não fazer mais “aldeias” destas?
Os nossos ofícios tradicionais desaparecem com uma rapidez impressionante, existem mesmo profissões de que os mais jovens não fazem a menor ideia do que se trata.
Reavivar esses conhecimentos e repovoar o interior parece-me uma ideia fascinante.
Continuem. Força!
Clap, clap, clap!!!
Emiéle
*foto da "Quinta dos Trevos"
Publicado por populo às 09:35 AM | Comentários (1)
Guantánamo
Num importante artigo de opinião , Ana Sá Lopes chama-nos a atenção para alguns pontos aberrantes da política de total arrogância dos norte-americanos. Relembra a afirmação delirante do responsável de Guantánamo [ «aquele sítio onde o Governo dos EUA, ao abrigo da impunidade mundial que o estatuto de "combatente do terrorismo" lhe deu, mantém, há vários anos, um conjunto de prisioneiros suspeitos de terrorismo, ao desabrigo de qualquer lei, jurisdição internacional ou convenção sobre direitos humanos» segundo as suas palavras ] de que os prisioneiros que se suicidaram afinal praticaram um acto de guerra. Que maçada terem morrido, porque devia ser punidos exemplarmente, talvez mesmo até condenados à morte!
Mas um ponto que ela nos refere, deita-me estarrecida. Informa que «nas orientações do manual militar do Pentágono para tratamento de prisioneiros vai ser riscada a alínea da Convenção de Genebra que proíbe o "tratamento humilhante e degradante"». Ela parece falar do que sabe, e devo acreditar nestas palavras. Afinal é dar um aval a uma prática já há muito aceite. A arrogância e certeza da impunidade daqueles senhores porque têm a confiança de terem a força do seu lado, é completamente chocante (?) revoltante.
Aliás a própria existência de Guantánamo é já uma aberração. A que título é que uma nação tem um ‘enclave’ numa outra ainda por cima duas nações em clara hostilidade? Se olharmos para Cuba vemos ali a base dos EUA de Guantánamo. Porquê?! Aquilo é deles..!? Ainda por cima num país inimigo! E se decidissem fazer um campo de concentração nas Lages? Nós até somos amigos, não é…?

Emiéle
Publicado por populo às 09:05 AM | Comentários (1)
junho 16, 2006
Tecnologias e afectos
Estou às compras e toca o telemóvel. É um número muito comprido, e quando o levo o aparelho ao ouvido ouço “Tás boa?!” numa voz querida e muito familiar.
- Eh, eh, não me ligues para o telemóvel que vou já para casa!
- OK, responde, já te skipo!
E realmente assim que cheguei ela 'skipou-me'.
Antigamente, (não tão antigamente como isso!) uma chamadinha de alguns minutos era aqui um rombo nas nossas finanças que abanava um pouco. Agora estivemos o que se pode dizer “à conversa”, com toda a calma sem olhar para o relógio de minuto a minuto.
Vivam as novas tecnologias!
Em todos os sentidos. Porque o engraçado é que ela sabia verdadeiramente de mim por costumar vir espreitar o Pópulo. [ e aliás estou a escrever isto com mais prazer porque acredito que a destinatária o leia daqui a pouco!]
Quando me perguntam, por vezes ironicamente, que graça é que eu acho a isto do blog, respondo que uma das vantagens é que com uma simples olhadela, pessoas que estão muito distantes mas verdadeiramente se gostam, a qualquer momento podem saber notícias uma da outra. Fácil.
Muitas vezes sou surpreendida, mesmo cá em Portugal por amigas que me dizem “já sei que…” e perante o meu espanto, encolhem os ombros “Ora, então não disseste lá no blog?!” E eu não tinha pensado.
Desta vez estivemos a planear férias, a ver preços de viagens, a falar dos filhos, a opinar sobre o-estado-da-nação, mas até apenas o prazer de ouvir a voz uma da outra já sabe tão bem.
É certo que o afecto é muito forte e profundo e, com conversa skipada ou não, ele mantêm-se firme como rocha, mas este mimo que a tecnologia permite é já a cereja no bolo.
Tão bom…
Emiéle
Publicado por populo às 04:40 PM | Comentários (4)
Ainda ( e sempre) as chefias
Isto parece ser uma “ideia fixa” minha, mas tem a sua razão de ser. Eu não embirro com os chefes só “porque sim”. Pelo contrário, penso que não há nada melhor do que um bom chefe . Mas a minha tristíssima experiência diz-me que o famoso “Princípio de Peter” devia ter nascido em Portugal! Vemos pessoas que funcionam muito bem em determinado nível, que graças a essas boas competências são chamadas a outros cargos e aí… descarrilam por completo.
E que elas descarrilem, era aborrecido, mas seria lá com elas. Só que quando se mostram incompetentes como chefes, fazem que a pirâmide em cujo vértice foram colocadas, toda ela fique contaminada. E a minha observação e experiência diz-me que grande parte, uma enorme parte do mau trabalho que não nego que em muitos lados se pratique, é da responsabilidade de uma má chefia.
Encontrei agora um artigo que refere um livro que vou ver se compro “Toxic Emotions at Work” porque me parece responder a algumas das questões que me preocupam. O autor descobriu que há “chefias tóxicas” e encontrou sete toxinas: intencionalidade, incompetência, infidelidade, insensibilidade, intrusão, indutores institucionais e inevitabilidade. São nomes pomposos, mas pelo que entendi os conceitos são sensatos e lógicos.
[para quem não queira seguir o link, deixei na entrada alargada a explicação destes conceitos]
Que tal oferecer-se um livrito destes ao nosso chefe para ir lendo nas férias grandes..?
Emiéle
Fonte da intencionalidade - explanação: os superiores provocam deliberadamente o sofrimento dos colaboradores; exemplo de comportamentos e ocorrências: o líder ridiculariza, critica em público, ameaça, persegue.
Fonte da incompetência - explanação: os gestores denotam fraca inteligência emocional; exemplo de comportamentos e ocorrências: as promoções são feitas com base em critérios meramente "técnicos", sendo descuradas as capacidades de liderança e de gestão de equipas.
Fonte da infidelidade - explanação: os superiores traem a confiança dos subordinados; exemplo de comportamentos e ocorrências: a confidencialidade é violada, as promessas são quebradas.
Fonte da insensibilidade - explanação: os superiores não compreendem o alcance emocional dos seus comportamentos sobre os colaboradores e são insensíveis aos efeitos dos seus actos sobre as pessoas; exemplo de comportamentos e ocorrências: o impacto emocional das decisões não é considerado e espera-se que os trabalhadores deixem as emoções à entrada da empresa.
Fonte da intrusão - explanação: os superiores fazem microgestão e denotam uma tendência para o controlo total e exacerbado; exemplo de comportamentos e ocorrências: os chefes orientam-se para a gestão dos mais ínfimos e secundários pormenores e não é concedida autonomia aos colaboradores.
Indutores institucionais - explanação: as políticas e as normas organizacionais são inadequadas às realidades, aos problemas e às características dos colaboradores. exemplo de comportamentos e ocorrências: as normas introduzem sentimentos de insatisfação ou injustiça e a norma geral não é adequada para o caso particular.
Fonte da inevitabilidade - explanação: algumas causas de problemas, de toxicidade e de sofrimento estão fora do controlo dos decisores organizacionais, são inevitáveis, mas algumas organizações e chefias levam esta "inevitabilidade" ao extremo ou tomam-na mesmo como uma "vantagem" para os negócios; exemplo de comportamentos e ocorrências: morte de um chefe querido, catástrofe humana, incêndio, desastre, falência de um grande cliente, insucesso rotundo de um novo produto.
Publicado por populo às 12:00 PM | Comentários (11)
Como o ser humano pode ser diferente!
Quando se viaja por outras bandas e outros sois, descobrimos que o nosso umbigo é mesmo só nosso, um pontinho minúsculo aqui, na nossa própria barriga.
A Europa é o que é – e mesmo na Europa os costumes podem e são muitíssimo diferentes! – a África é já um Mundo diferente, mas quanto ao Oriente, ah! o Oriente é a “outra face da lua”. Tanta coisa que para mim eram dados inquestionáveis e que, de repente, percebi que eram completamente “relativos”…
E agora, por uma fotografia, relembrei um desses pormenores:
Nós, quando estamos cansados sentamo-nos. Nem que seja no chão, se o cansaço for bastante. Lá no Oriente descansam de cócoras. Podem estar um tempo infinito nessa posição, para eles muito confortável!
É estranho? Para nós, sim, não para eles!

Emiéle
Publicado por populo às 09:41 AM | Comentários (5)
O Milagre de Macau
( Quando escrevi este título não pude de deixar de pensar em “O Milagre de Milão” um maravilhosos filme neorealista de Vittorio de Sica, que nunca esqueci!)
Mas a verdade é que Macau prospera!
Uma terra minúscula, um grãozinho de areia ao pé da gigantesca China, que depende dela (dela, China! esta construção da frase estava muito estranha...) para toda a sua alimentação porque ali nem um baguinho de arroz, nem uma folhinha de chá que se possa colher, contudo tem mais necessidade de mão-de-obra do que população desempregada
Pagam pouco? Pagam. Mas há trabalho. E vejam:
*7.839 vagas no sector das indústrias transformadoras, das quais 6.136 pertenciam à industria do vestuário
*3.863 no sector dos hotéis, restaurantes e similares,
*182 nas actividades financeiras e
*10 na produção e distribuição de electricidade, gás e água.
Os salários são baixos – de 500 € a 1.800 € - mas trabalham e recebem!
Portanto, parece que não eram só as receitas do jogo que mantinham o território em pé. Há investimento por um lado e as pessoas são muito trabalhadoras.

Emiéle
Publicado por populo às 09:21 AM | Comentários (5)
Os mais bonitos
Ora muito bem.
Tanto futebol, tanto futebol, já agora podemos olhar para outras coisas que não sejam as questões técnicas do jogo, não é?
Ora bem, parece que «Cristiano Ronaldo é o homem mais atraente das ligas internacionais» E prontos!!!
Vejam se sabem quem é quem? ( O Ronaldo não vale, todos sabemos!)











1. Cristiano Ronaldo (Portugal)
2. Markus Rosenberg (Suécia)
3. Johnny Heitinga (Holanda)
4. Michael Owen (Inglaterra)
5. Robin van Persie (Holanda)
6. David Beckham (Inglaterra)
7. Fredrik Ljungberg (Suécia)
8. Kaka (Brasil)
9. Fernando Torres (Espanha)
10. Jan Kromkamp (Holanda)
11. Iker Casillas (Holanda), guarda-redes
Emiéle
Publicado por populo às 09:00 AM | Comentários (7)
junho 15, 2006
Ditados
Não aprecio especialmente os “ditados”, são obviamente lugares comuns e ainda por cima quase sempre encontra-se um para desmentir a sentença que outro disse. (“não é por muito madrugar que amanhece mais cedo” ou “quem madruga Deus ajuda” por exemplo, em que é que ficamos?)
Mas hoje, aí a meio da tarde dei comigo a resmungar para mim mesma: “Gaita! Quanto mais depressa, mais devagar”!
Acontece que entre as “prendas femininas”, há uma que não é do meu agrado. Não sou lá muito mulher de agulha e linha. Se tem de ser, tem de ser, mas quem me conhece não se lembra de me encontrar a ocupar tempos livres a costurar. E hoje decidi experimentar uma “especialidade” destas coisas da costura inventada para poupar trabalho. É uma tira de uma matéria cuja composição não faço a menor ideia e que, dizem, se passar com um ferro de engomar por cima, une dois tecidos ou seja a solução mágica para não se ter de fazer bainhas! E como tinha uns metros dessa coisa e precisei de comprar uns cortinados, não estive com meias medidas – comprei logo coisa muito rodada, porque depois seria canja, era só pespegar a tal tirinha e os metros e metros de bainha ficavam magicamente feitos.
Devia ser, não era? Pois… 'aquilo' devia ter vindo da China, ou pelo menos era de uma qualidade basto duvidosa. A verdade é que depois de ter tido ainda algum trabalho, de ferro na mão a prender cuidadosamente a dita tira, assim que os cortinados se sentiram à vontade no varão, sacudiram-se todos bem dispostos e vi a tira no chão e o trabalho para fazer.
Amigos, uma tarde de feriado a fazer uma bainha de aí de uns 8 metros..?!!!
Era isso, * suspiro fundo*
...“quanto mais depressa mais devagar”.
Emiéle
Publicado por populo às 07:42 PM | Comentários (8)
E farinha, não seria melhor?
Gostei imenso da história que acabei de ler. Parece uma parábola. É muito mais do que o já velho “ladrão que rouba a ladrão”, porque neste caso o segundo ladrão corre um risco mesmo sério!
Quando falo em parábola, não fico satisfeita, isto parece mais uma história daquelas do canal AXN tipo “Infiltrados”.
Pelo que aqui se lê é assim:
Um sujeito contacta um traficante para lhe vender droga. Diz que é heroína, mas leva um pacote com arroz. Quando está em plena venda, aparece um cúmplice fardado a preceito, com distintivo de polícia, algemas, tudo certinho…
Aí, o traficante foge e os dois dividem o dinheiro que já receberem!!!
A minha dúvida é porque é que escolhem arroz?? Se o saco se rompesse a farinha era mais parecida, ou não?
Mas não sei porque é que perseguem estes inventivos justiceiros. Se fosse a mim, incorporava-os na polícia e dava-lhes um uniforme a sério.
Ordenado não era preciso que eles governavam-se…


Emiéle
Publicado por populo às 01:30 PM | Comentários (2)
Ainda os absurdos erros da Weblog
Como podem bem compreender é difícil falar noutro tema. Por mais que não se queira vimos sempre bater no mesmo ponto – o péssimo serviço que este portal está de momento a prestar e o nosso enorme descontentamento. E não me parece mal, utilizar a “arma” que ainda temos (e quando a conseguimos utilizar!) que é a reclamação por este meio
UM POST NOS NOSSOS BLOGS
Eu, pelo menos vou fazê-lo e aconselhava a que quem está descontente o fizesse, o que aliás verifico que se está a passar, basta uma voltinha rápida por uma dúzia de blogs para o confirmar.
Uma das “gracinhas” de que eu gostava neste portal era a consulta das Estatísticas. Apesar de imaginar que aquilo não estaria 100% certo, e muitas vezes assim era, achava interessante ver quais os blogs mais visitados, os que escreviam mais, os mais comentados. Isto dentro apenas da Weblog, mas também se podia consultar o Blogómetro e ter uma ideia mais abrangente.
Mas seria de esperar. Com as confusões enormes que por aí vão até às estatísticas chegou o disparate.
Notem, meus amigos, esta “lógica”: Temos aqui o top dos mais visitados ontem

Foram 6.
Não apenas “os mais visitados”, mas os únicos visitados. Daí para baixo, os outros não receberam nenhuma visita. Ena pai! No meio desta agitação toda, afinal o que parece não é, e mesmo as pessoas que conseguiram à força de muito esforço e paciência deixar comentários nos nossos blogs escreveram-nos mas não passaram por lá! Magia pura. Andamos no mundo do Harry Potter.
Claro que depois vou espreitar as

webstats, do meu blog para não andar a meter o nariz em casa alheia e diz-me que afinal a minha média foi de 823…Estranho, não é? Mas já bate mais certo com os emails que tenho recebido e com os comentários da semana.
OK, um portal é uma porta, um sítio de passagem. Por onde se entra e por onde se sai. A porta de saída está aberta com certeza, tenha ou não pena de sair, por sentimentalismo.
Mas a verdade é que uso o blog por prazer, para comunicar com quem me lê e receber feed-back das coisas que vou pensando e sentindo. Não para me enervar e aborrecer, para isso tenho muitas das coisas que vêm ter comigo, não preciso de as procurar.
O Pópulo andará por aqui enquanto eu sentir que me dá gosto e vale a pena. Quando assim não for imigro para um portal mais acolhedor e espero que os meus visitantes me continuem a visitar.
Emiéle
PS - Se tiveram as habituais dificuldades em comentar aqui, por favor mandem-me por email. Eu vou tentar, à força de paciência, colocá-los nas Caixa, e se não conseguir guardo-os para me consolar...
Publicado por populo às 08:23 AM | Comentários (9)
junho 14, 2006
Vigarices em cadeia...
Ora vamos lá a ver:
Os vigaristas estão cada vez mais sofisticados e actualizados. Deve haver mesmo uns “seminários de actualização” para os pôr a par das últimas técnicas. Hoje já ninguém vende o elevador de Santa Justa, ou um ‘eléctrico’ mas vende-se, por exemplo, carros de topo de gama por preços acessíveis . E o comprador imagina que simplesmente teve sorte… Ainda por cima, percebe-se porque afinal alguns carros são comprados a stands e tudo!
Mas a história era muito simples, os carritos eram roubados por essa Europa, depois os documentos falsificados ‘através de «tecnologia bastante evoluída»’ segundo os especialistas, e vendidos com tudo em ordem a clientes portugueses, todos satisfeitos de terem um grande carrão por um preço acessível. Tudo isto nem dá uma notícia. Claro que é caso para felicitar a P.J. por ter conseguido deslindar este imbróglio e imaginamos que os proprietários dos carros roubados fiquem muito contentes. Engano!
Esses, nunca mais vão ver os carros que lhes roubaram!
É assim: os ladrões, são ladrões e vão presos. O vigarizado, tem de “provar” que estava de boa fé, e pelo que dizem essa tal “boa-fé” é difícil de provar em tribunal, portanto fica sem dinheiro e sem carro. E como os carros já cá estão em Portugal, em vez de os devolver aos donos fica o Estado com eles!
Parece que vão dar jeito para actualizar a frota da polícia ou de «altas figuras dos órgãos de soberania»
A sério! Devem desejar que apareçam mais ladrões destes a ver se os carros chegam para todos.
Sem comentários, não é?

Emiéle
Publicado por populo às 08:00 PM | Comentários (5)
Um miminho para os meus leitores
Bom, já disse o que tinha a dizer sobre essa história das bandeirinhas. Mas, às vezes mudo de ideias.
E com o calor que tem feito, penso que esta bandeira

Pode refrescar um pouquinho… ou não?
Foto daqui
Emiéle
Publicado por populo às 09:35 AM | Comentários (12)
A violência escondida

Amanhã vai ser, pelo que entendi sob proposta de APAV, um «Dia nacional de alerta sobre a violência contra os idosos». Já vimos que “os-dias-de“ valem o que valem, ou seja muito pouco. Contudo valem sempre como este pretende ser, como Alerta.
Ser-se velho nunca é muito bom. Tem-se a noção de que a vida está a acabar, mesmo os mais saudáveis nunca o são tanto como já o foram, sentem-se menos úteis, os dias tornam-se mais compridos e o bio-ritmo altera-se: têm-se menos sono durante a noite e dormita-se de dia. Isso perante os sorrisinhos trocistas dos mais jovens.
Porque socialmente tem havido uma notável mudança. Enquanto a criança, cada vez mais se torna o centro da família, e para além do respeito a que deve ter direito, muitas vezes os adultos perdem a noção dos limites e oferecem-lhe poder a mais, os idosos muito pelo contrário, de uma posição de importância que tinham ainda há cem anos, agora são relegados para um canto como empecilhos. A família actual não está constituída de modo a integrar os seus mais velhos.
É verdade que na sua maioria os filhos-de-meia-idade se sentem muito constrangidos com a situação. Quereriam dar aos seus pais velhinhos o mimo e a afeição a que tinham direito mas sabem que passar isso à prática é muito difícil. As casas não chegam para todos, e se uma criança pode ficar num infantário sem problema, deixar um pai ou uma mãe num “centro de dia” custa muito. Mas há quem deixe à solta a violência que sente, e já se contabiliza em milhares de casos os idosos que são vítimas de violência . Isto apenas nas situações onde se chegam a queixar, porque temos de imaginar que a maioria nem chega ao ponto da queixa tal a vergonha que sente.
Vergonha, devíamos sentir nós. Nós, sociedade. Nós, responsáveis. Nós, futuros idosos que não nos revemos agora no que aí vem!
Emiéle
Publicado por populo às 09:16 AM | Comentários (9)
Como? ..."KGB"?
Há pouco tempo fiquei naturalmente chocada impressionada com uns cartazes que inundaram a cidade, onde se via uma cortina vermelha, e as letras KGB com uma foice e martelo por cima. Pretendiam chocar, e conseguiam. Porque quem passava de autocarro sem ter tempo para ler, tudo aquilo que fixava eram as letras grandes e era apenas isso «vinha aí o KGB», coisa pouco simpática…
Finalmente entendeu-se. Aquilo era um anúncio a um medicamento (?) que anulava o efeito do álcool que se bebia.
Com toda a franqueza tenho algumas reservas quanto ao uso de semelhante droga.
Parece que se chama assim porque era usada pela dita KGB para manter os seus agentes alerta durante as missões perigosas e assim pode beber-se o que se quizer sem ressaca e sem efeitos secundários.
A minha reserva é porque isso indica que vai ajudar a consumir mais álcool. Ora se previne efeitos secundários, nem por isso evita que o organismo absorva as ditas bebidas.
Uma batota requintada. Uma "pílula da bebedeira" como lhe chamaram no Renas.
«Deve faltar pouco tempo para aparecer uma cerveja anti-ressaca que já traga o Gurosan incorporado» segundo Miguel Esteves Cardoso, no Expresso.
Posso ser muito conservadora, mas tenho visto demasiadas vítimas do excesso do álcool para saber que com isso não se brinca nem se deve fazer batota.
Emiéle
Publicado por populo às 08:25 AM | Comentários (8)
Ilustração ao post anterior
Cá está outra versão:

("Agora a Taça do Mundo já pode começar")
Emiéle
Publicado por populo às 08:22 AM | Comentários (2)
Aluga-se mesa de jantar
Anúncio: Pelo período de um mês cedo a minha bela mesa de refeições a quem der jeito e a estime. Assim mesmo.
É que no melhor pano cai a nódoa! Sniff...
Eu que ando para aqui a gabar-me que na minha casa se come “como-deve-ser” tudo sentadinho à mesa e o telejornal que se costuma ver é o do 'Canal 2' ou 'Sic Notícias', por não serem em cima da hora do jantar.
Pois sim! Isso era dantes, na Era A.M. (traduzindo “antes do Mundial”), porque agora é tabuleirinho em frente do televisor e creio bem que o que está lá no prato não interessa muito. Os olhos não saem do ecrã.
Bem, daqui a um mês tudo deve voltar ao normal. Uff…

Emiéle
Publicado por populo às 08:20 AM | Comentários (4)
Prémios amargos

O homem anda lá por fora e a gente tem tendência a esquecer-se dele.
Deixou o seu país no momento que sabemos e com as consequências de que todos nos lembramos. De qualquer modo, foi dito na altura que “era uma grande honra para Portugal” aquele convite, portanto seja como for ele ‘representa’ o país. para o bem e para o mal.
Ou seja, quando Durão Barroso recebe “um prémio” irónico, é normal que esse prémio tenha repercussões.
O dito prémio Tuvalu [ Tuvalu é uma ilha que pode vir a desaparecer por causa da subida do nível das águas como consequência do aquecimento do planeta ] foi-lhe atribuído por três associações ecologistas internacionais como vem bem explicado no blog Pimenta Negra.
Acontece que Durão Barroso, em Bruxelas vai para o trabalho ao volante de um seu carrito, todo o terreno – lógico, que aquilo deve ser pior do que o Iraque! – que consome bastante combustível e, sobretudo, produz gazes perigosos de um modo exagerado. Mas, para compensar, ele pessoalmente, desenvolveu esta semana «uma campanha europeia no sentido de sensibilizar os cidadãos para o problema do aquecimento planetário».
Como se diz cá: “BEM PREGA FREI TOMÁS”
Emiéle
Publicado por populo às 08:10 AM | Comentários (5)
O preço do petróleo baixou
É interessante, sempre que o preço do petróleo sobe nota-se imediatamente. É que é logo!
Ainda ontem estava a brincar com isso num grupo de amigos e um deles, pessoa dos seus sessenta e tal anos, disse para a mulher no meio de gargalhadas –“Lembraste, quando a gente dizia que se algum dia o litro chegasse a 50$00 deixávamos de andar de carro?” Claro que era no tempo em que ele tinha começado a subir, e se faziam grandes, enormes bichas ao longo dos postos de gasolina. Aonde isso já vai!
Bom, agora o certo é que o preço chega a subir várias vezes por mês…
Mas dizem-nos que baixou agora 2,6 por cento . Boa!!! Vamos encher os depósitos?
Não?! Mas então a inversa não é verdadeira? Quando “essa coisa” baixa a gente também não sente logo?
Ah, mas então o Pai Natal…?! Dizem que não existe? Sério…?

Emiéle
Publicado por populo às 08:07 AM | Comentários (4)
junho 13, 2006
Carta Aberta à Weblog
Caros Senhores
Espero que estejam bem da vossa saúde já que, como é evidente, a da Weblog de que são responsáveis, vai muito mal.
Ando a navegar nestas coisas da blogosfera já há uns anos. Primeiro num blog da Blogspost, e desde há mais de 2 anos na Weblog. Sentia-me satisfeita. As funcionalidades que este servidor me ofereciam eram interessantes, gostava da ideia de existir um “Índice” com as entradas em destaque nas últimas horas, e também apreciava a existência das “estatísticas” por blogs porque dava uma ideia aproximada dos que eram lidos ou comentados dentro deste servidor. Era simpático.
É certo que de vez em quando havia acidentes. Uns senhores de uns países distantes, América sobretudo, enviavam umas dezenas até centenas de spams sempre para posts atrasados, e isso muitas vezes paralisava a entrada nas nossas caixas de comentários. Uma maçada. Enviávamos então emails para o Paulo Querido que mantinha esta coisa a funcionar, a perguntar o que é que era aquilo, enquanto pacientemente íamos apagando essa bicharada que invadia as caixas e podia fazer alterar as estatísticas. A resposta chegava com essa explicação ou outra se fosse o caso. Esses spams eram chatos, mas como as moscas no verão são chatas, sacodem-se, e tudo continua.
Como isto dava lhe muito trabalho, o Paulo Querido conscencioso e porque tem uma profissão que também o ocupa muito, cedeu a Weblog ao AEIOU. Na altura tive pena de um modo sentimental, o Paulo Querido era de certa forma um amigo, e ia afastar-se, mas considerei que as coisas possivelmente iriam até melhorar em pequenos pormenores. Nada mais errado.
Desde então o serviço tem piorado a olhos vistos. Quando vos escrevemos, a resposta ao fim de muito tempo ( e quando chega ) agradece a nossa compreensão. Meus caros não têm de agradecer nada porque não me sinto com a menor gota de compreensão. O que disseram é que querem eliminar os spams – não era mau, se fosse coisa que fizessem sem prejudicar o funcionamento da Weblog. Que fizessem durante 24 horas. Avisavam que, durante um dia, isto estaria fechado para desinfestação, e acredito a grande maioria de nós entendia. Simplesmente a última informação que tivemos vossa foi de 18 de Maio e quase um mês depois não tivemos mais uma palavra de esclarecimento.
Esclarecimento e informação não tivemos mas para compensar tivemos muitas ’diversões’. É que agora não são apenas os comentários que paralisam minuto a minuto, agora temos outras novidades:
- são o os próprios autores dos blogs que não têm acesso ao seu privado (uma vez em que os comentários estavam também parados, nos tempos saudosos do Paulo Querido, lembro-me de ter escrito um post a dar essa explicação aos leitores)
- quando acedem ao privado e querem escrever alguma coisa, depois de escrita ela leva horas a confirmar que está “safe”
- mesmo assim, quando se quer confirmar a publicação apesar de nos dizer que está de facto publicada, não aparece nada no blog.
- há factos estranhíssimos de posts que andam a “pairar” numa terra de ninguém durante horas e de surpresa aparecem depois publicados 2 ou 3 horas depois
- quanto aos comentários que recebem informações de que não podem entrar por terem conteúdo malicioso ou outras coisas do tipo, se insistimos na publicação como nos é pedido, surgem depois repetidos cinco ou dez vezes
- e, maravilha das maravilhas, mesmo os nossos posts depois de terem vagueado por essa estratosfera desconhecida também se reproduzem e vêm acompanhados de vários clones todos com a mesma hora.
Meus senhores, se isto só se passasse no Pópulo, podia imaginar que eu era particularmente aselha e tinha desconfigurado qualquer peça base aqui do blog. Ficaria consternada com a minha falta de habilidade.
Mas por muitas conversas havidas ( e devem saber que a blogosfera é um mundo muito solidário por vezes ) tenho a certeza de que isto se está a passar por todo o lado. Donde a conclusão evidente: a incompetência não é minha e sim vossa. São os senhores que não sabem lidar com as máquinas que lhe foram entregues. E isso é grave tanto mais que se trata de um serviço com clientes pagos.
Lamento muito ter chegado a este ponto, mas não me irei embora sem ter preenchido a minha queixa no vosso Livro Amarelo. Espero que tenham uma Caixa de Reclamações uma vez que durante este espaço enorme de tempo não tiveram a delicadeza e o respeito que qualquer cliente merece de nos fornecer uma justificação por este péssimo serviço.
Emiéle
Publicado por populo às 11:08 AM | Comentários (23)
junho 12, 2006
Com jeitinho, a coisa vai!
No outro dia deixei aqui um desafio roubado aos Enresinados, mas afinal não houve lá muita gente que tivesse conseguido arrumar o carrito com sucesso.
OK
Mas afinal é preciso é golpe de olho.
Vejam que bem arrumadinho este ficou.
Há sempre espaço que chegue!

Emiéle
Publicado por populo às 06:05 PM | Comentários (3)
Uma semana um pouco estranha

Para quem vive em terras com o patrono Sant’António, e ainda são bastantes, esta semana de 12 a 18, é esquisita. Pelas contingências do calendário temos uma semana “intermitente” – trabalho – feriado – trabalho – feriado – trabalho – feriado…
Não dá bem nem para habituar ao ritmo do trabalho, nem para entrar no ritmo do descanso.
Sinto-me muito baralhada.
Então hoje é sexta?
Emiéle
Publicado por populo às 09:59 AM | Comentários (8)
A poupança de energia e a mudança de mentalidades
Não posso estar mais de acordo.
Para mim é completamente evidente que para que todos e cada um possa aderir à poupança de energia terá de se mudar radicalmente as mentalidades. Mas também me parece completamente evidente que a força do exemplo é enorme!
O modelo é tudo quase tudo. Atrevam-se a escrever uns «morangos com açúcar» onde uma personagem simpática fale em usar lâmpadas de baixo consumo, feche as luzes quando sai dos quartos, calafete as janelas, feche bem as torneiras, etc, etc, e vejam depois os resultados. A moda é tudo!
Por outro lado, ainda no capítulo do exemplo, um aspecto que este seminário foca, e muito bem, são as construções.
Eu gosto muito de luz. Sou quase uma fanática pela luz. E em locais onde faça escuro, considero que é óptimo grandes janelas e porque não até panorâmicas?! Mas aquilo que aqui referem é bem certo: edifícios com paredes viradas ao sul e inteiramente envidraçadas para depois se gastar imensa energia a arrefecer o interior parece coisa de doidos. Por algum motivo as casas típicas em Portugal eram construídas como as conhecemos. Quando era pequenina ia passar férias ao Alentejo, em casa que era da família há muitas gerações, e na hora “da calma” como diziam, ficava dentro de casa e juro que, sem ar condicionado, não fazia lá demasiado calor. Paredes grossas, pátio interior, até havia uma sala com uma abóbadazinha, a verdade é que naquela casa se conseguia passar o calor do verão sem grande sofrimento.
É claro que não sou contra a modernização. Há muita coisa que é bem melhor do que era dantes e facilita a vida. Mas não seria sensato aproveitar-se o bom do antigamente com o bom da actualidade?

Que saudades! (era quase assim...)
Emiéle
Publicado por populo às 09:33 AM | Comentários (9)
Anúncios
A publicidade tem o papel que todos conhecemos. Gosto muito dela quando é boa, e já aqui tenho deixado alguns bons exemplos.
Influencia realmente muitas decisões que tomamos e acaba por funcionar em muitas situações como ‘opinion makers ‘. Muita gente faz, escolhe, pensa, decide, usa, aquilo que sente ser moda ou estar na moda.
Mas...
...temos ouvido, desde há alguns tempos, o anúncio de um Banco que aconselha os seus clientes a utilizar um determinado investimento, e assim vai ‘aconselhando’ ironicamente:
- Coma só sopa ao jantar (com um ar bem apetitoso!)
- Tome banho de água fria.
- Deixe o carro na garagem .
- Lave a roupa à mão.
- Corte o cabelo a si próprio.
- Use o mesmo fato em mais de um casamento. (este é grave!...)
Ou…
…tátátátá !... então, fazer o tal investimento e viver todo contente.
O curioso, na minha opinião, é que os ditos conselhos irónicos, não são nada maus. Tirando talvez o de “cortar o seu próprio cabelo” na expressão que utilizaram, que pode não ser uma ideia famosa embora também não seja nada de grave, as restantes até são conselhos que poderiam ser adoptados para uma vida saudável.
Talvez a última instrução fosse “- Portanto, não vá tanto ao médico”.
Emiéle
Publicado por populo às 09:00 AM | Comentários (5)
Feiras do Livro
Quando da abertura da Feira do Livro em Lisboa noticiei-a com um ligeiro atraso, devido exactamente à falta de visibilidade que ela teve.
Depois disso passei por lá, e tenho de reconhecer a verdade de alguns comentários que aqui foram deixados, assinalando a pobreza desta Feira. Estava “meio escondida” para quem vem do Marquês, aquelas obras não a favorecem nada, e os pavilhões estavam às moscas. No dia em que passei por lá havia algumas pessoas a ver, mas quase não se notavam as vendas.
Fiquei desapontada e pensando que alguma coisa vai ter de ser modificada. Isto é inevitável? Os livros vendidos em grandes superfícies ou em ‘super-mercados de livros’ retiram a importância a estas Feiras ?
Afinal não deve ser isso.
A verdade é que em Espanha, a Feira do Livro que acaba hoje afirma, pelo contrário, que teve um aumento de frequência e de vendas
É irritante estarmos sempre a insistir nesta comparação, mas creio que é inevitável.
Ao compararmo-nos com os países desenvolvidos do norte da Europa pode pensar-se que se compara o incomparável: a base de onde partiram foi diferente, a personalidade das pessoas também, o tipo de vida também. Mas aqui trata-se de dois povos latinos, que viveram longas ditaduras, regiões com climas semelhantes, e que se distinguem pelo tamanho. Mas, pelos vistos, não é só pelo tamanho…
Emiéle
Publicado por populo às 08:35 AM | Comentários (2)
junho 11, 2006
Um final bonito
Como já disse, ando um bocado farta do que me parece um certo histerismo quanto a estes jogos da Alemanha. Contudo, era impossível alhear-me do jogo desta noite, não por ele em si mas por ser com Angola. Estava a querer que Portugal ganhasse mas também estava a querer que Angola não perdesse… Impossível, é claro.
Bom, para ser sincera do que mais gostei foi dos minutos depois do fim.
Aqueles abraços, as trocas de camisolas, o ar de camaradagem dos jogadores e até mesmo o fair-play do público, isso sim , isso foi bonito.
Assim deveria ser sempre, mas então entre países como estes dois, muito mais.


Começámos bem.
Emiéle
Publicado por populo às 10:05 PM | Comentários (4)
Sou mesmo uma incoerente ( é melhor que mentirosa)
Disse já aqui abaixo que hoje não voltava a deixar nada no Pópulo, mas uma gracinha, não conta, ou conta...?
É que encontrei a ilustração de um provérbio:
«Nem tudo o que brilha é ouro», ou nem tudo o que parece é... (o que preferem?)

Emiéle
Publicado por populo às 12:30 PM | Comentários (4)
É Domingo, está Sol

Pronto!
Está visto que é hoje que vou dar pouca assistência aqui ao blog!
Já ontem, quando por aqui passava, ia reparando que, mesmo os meus visitantes habituais, tinham desertado. Calculo eu, pelo baixo número de comentários. Estou mal habituada, é o que é!
Mas, feitas as contas, as pessoas ou foram laurear a pluma dando uns passeiozinhos que o tempo convida, ou estão vidradas no ecrã da TV - como o exemplar que tenho aqui por casa. Portanto não acredito que se dediquem a passear por blogs.
Ora para mim, e é por isso que contra todas as dificuldades que ultimamente os comentários encontram para entrar (quando entram...) , eu gosto de vir aqui escrever umas coisinhas para serem lidas. Se não o forem, então opto por um diário ou coisa do género. Passo a escrever para mim própria ou para mostrar aos amigos mais próximos. “Isto” sem visitas não tem piada nenhuma!
Portanto, parece-me bem que hoje vou dar uma pausa aqui ao teclado e dedicar-me a outras actividades, simpáticas e agradáveis.
Tal como apanhar este belo sol, ao ar livre, com um livrito nas mãos!
Que programa, heim…?!
Emiéle
Publicado por populo às 10:50 AM | Comentários (2)
Uma onda de loucura
O Futebol.
É preciso uma completa distracção para não se ter uma ideia ( já não digo reparar que se esteja num Mundial de futebol, porque isso já era mais do que distracção!) para não se ter ouvido que hoje Portugal vai jogar o seu primeiro jogo. E contra Angola, o que é pena, ao menos que nos encontrássemos um pouco mais para a frente...
Até aí, será normal. Mas é também normal ( ??? ) que ao abrir a edição on-line do Público, se tentar a edição impressa, aquela que ainda por cima é paga, se encontrem como únicos Destaques dezasseis notícias, todas elas sobre futebol?!
Então no dia de hoje o único destaque digno desse nome é o que se passa na Alemanha a este nível?!
Claro que depois em “última hora” sempre se fica a saber que houve uns suicidas em Guantánamo que incomodaram o governo dos EUA, que o presidente da Palestina convocou um referendo o que vai complicar a vida ao Hamas, que em Timor por agora a situação se mantém calma e até, cá por casa, que o senhor ministro Vieira da Silva admite que a criação de postos de trabalho em Portugal "está longe de ser satisfatória" .
Uff!
Então, apesar desses destaques, há mais mundo para além desse campeonato mundial.
Tinha já receio que a terra tivesse deixado de girar.

Emiéle
Publicado por populo às 10:20 AM | Comentários (0)
junho 10, 2006
Feriado ao sábado, mas que falta de jeito!
Embirro com esta, dos feriados aos sábados.
Claro que um bom feriado, é mesmo durante a semana, como deve ser. E então se for numa 6ª ou 2ª ainda melhor.
E quando calha a um Domingo, a gente sente-se roubada, mas de qualquer modo já se conta que Domingo é dia de pausa generalizada – pelo menos para muita gente.
Mas quando calha ao sábado fico sempre de cara à banda.
Hoje tinha programado na minha cabeça uma série de voltas a dar, e de manhã caio em mim: - “Oh, parva! Não dá! É feriado…”
Nada de umas compras que prefiro em lojinhas do que em supermercados, nada de cabeleireiro, nada de… (esperem aí, não vos vou contar a minha vida!)
Está bem, é feriado.
O Dia de Camões.
Também de Portugal, faz sentido. Já por mim parece-me que aquela coisa das Comunidades é assim um apêndice bizarro. Torna o nome muito comprido e não lhe acrescenta nada. Se é de Portugal, entende-se que é o “espírito” de Portugal e ele está também nas tais comunidades. Enfim, esquisitices.
Mas está tudo muito bem, só que isto de ter caído num sábado é que me custa a conformar, estragou-me os planos todos. Só que para o ano deve cair ao Domingo e aí é um dois em um para não haver mesmo feriado nenhum…
Emiéle
Publicado por populo às 01:30 PM | Comentários (3)
Independência, solidão, ou a terceira via
Acabei de visitar o Troll e de me rever num belíssimo texto intimista da Isabel, como ela os sabe escrever. Ia deixar um comentário mas acabei por escrever também qualquer coisa de mais alargado. Porque as reflexões dela, sérias e apesar de íntimas têm traços onde quase todas as mulheres que não sejam já adolescentes se podem rever, despertam como a pedra atirada ao lago muitas outras reflexões.
Olhem só para a frase que faz a distinção entre estar sozinha e sentir-me sozinha .
É toda uma vida, toda uma elaboração interior.
Tenho citado agora bastante o Bicionário, porque aquele conceito me agrada – quase tudo tem duas facetas em grande medida opostas. E este caso é gritante.
Uma pessoa objectivamente está só, traduzindo – sem companhia. Isso pode ser e muitas vezes é, ou está associado, um estado de espírito. Posso estar numa reunião, num grupo, e “estar só”, não me sentir acompanhada. Essa é uma das razões de se falar da 'solidão das grandes cidades'. Gente há muita, mas não há companhia. Mas também posso estar sozinha, e estar realmente só, sentir solidão. Exactamente porque, como eu penso, isso é sobretudo um estado de espírito.
Por outro lado, há quem esteja sem ninguém ao pé e se sinta magnificamente. Completamente feliz! Até achei graça porque, quase simultaneamente com a leitura do post da Isabel, tive um telefonema de uma amiga, que dizia: “-Uff!!! Saíram todos, que bem que me sinto! Tenho a casa para mim, o dia para mim, posso pensar só em mim, hoje! Que luxo, Emiéle!!!” Esse é um sentimento complementar, o tal oposto da solidão, o sentimento de liberdade. De não estar sujeito a compromissos, de ser totalmente dono de si mesmo. A Isabel confirmou, e não mentindo aos amigos, que “estava acompanhada” e estava. Por si mesma.
E que bom que é.
Pelo menos de vez em quando…

Emiéle
Publicado por populo às 11:15 AM | Comentários (6)
Tive mesmo de ir ler a notícia!
Que susto!
Para uma viciada em café como eu, juro que fiquei de respiração suspensa quando li:
«GNR apreende 2,5 toneladas de café»
Ai, valha-me a Senhora da Agrela que não há santa como ela!!!
Então não querem lá ver que o café passou a droga pesada?!
Ai, minha mãezinha! Quanto é que irá custar a desintoxicação? Foi cá um susto que antes de continuar fui tomar logo um cafezinho, para arranjar forças para o que aí vinha.
Uff!
Ná. Tudo «nos conformes»! A zelosa corporação tinha apreendido as tais toneladas de café ROUBADO. Assim, sim.
E os gatunos estavam a açambarcar, que já tinham mais 2.000 quilos de café arrumadinhos para venderem depois (afinal não era para o beberem). Só que, pelo que se viu, era uns gatunos desportivos, eles trabalhavam - quero eu dizer, tinham um emprego, para além daquele 'trabalho' - faziam era aqueles roubozitos como «uma espécie de complemento ao seu rendimento mensal».
É que a vida anda má…
Emiéle
Publicado por populo às 09:35 AM | Comentários (3)
Títulos discutíveis
Hoje já se sabe que um dos temas das conversas, discussões, desacordos, é o das famosas condecorações do 10 de Junho.
Desde sempre, ou quase sempre, que assim foi. Nunca se consegue agradar a todos e, infelizmente, o hábito é até agradar a muito poucos.
Desta vez há quem note que 25% dos condecorados são membros da comissão de honra de apoio ao candidato Cavaco, mas isso é natural, não é? Porque se podemos ver a coisa como “pagamento de favores”, também podemos considerar que se Cavaco os convidou para a sua comissão era porque já eram pessoas de valor. Pode ser. Isso, não me incomoda nada.
Mas não gostei de ver o Expresso escolher como título «Cavaco Silva condecora antigo dirigente do PCP»
Vamos pensar pela nossa cabeça! Óscar Lopes é um historiador de mérito. De muito mérito até! Para além da Ordem da Liberdade que vai receber, merecia também a de Santiago da Espada pela sua obra como investigador. O receber a da Liberdade em parceria com a Lígia Monteiro, essa sim mandatária de Cavaco na sua primeira tentativa, parece-me o mínimo. O facto de, para além professor e investigador também pertencer ao PCP, é muito bom para esse partido mas não creio que merecesse a chamada do título da notícia.
Opiniões.
Posso estar enganada.
Emiéle
Publicado por populo às 09:26 AM | Comentários (2)
Os cem dias de Cavaco e uma entrevista
Cavaco está a completar 100 dias como P.R., esse tempo que costuma ser um marco em política.
Pediram-lhe uma entrevista, e de acordo com o que seria de esperar do seu feitio distante e cauteloso, a entrevista não foi ao natural mas por escrito.
O facto das entrevistas serem escritas por exigência do entrevistado revela sempre bastante sobre a pessoa. Inclusive pode surgir a dúvida de se foi o próprio que deu a resposta…
Mas adiante.
A entrevista foi ao J.N. e
Podemos lê-la e reflectir.
Por mim não faço qualquer comentário.
Emiéle
Publicado por populo às 09:19 AM | Comentários (7)
junho 09, 2006
Nova Cosmologia
Em continuação do meu desabafo desta manhã, confirmo que o Sol é mais muito mais bonito, mas afinal ela também é redonda e gira-se em seu redor...

Desenho de Vlahovic publicado em NIN (Belgrade)
Emiéle
Publicado por populo às 07:35 PM | Comentários (5)
Doçura
O brasileiro é uma língua doce.
Suave.
“Gostosa”, como eles dizem com graça.
E uma canção de amor, na voz de Caetano, é mesmo de derreter.
O que apetece numa tarde de sexta-feira, assim mesmo, véspera de fim-de-semana:

Publicado por populo às 05:34 PM | Comentários (5)
Estou feita!
Vocês sabem que eu não sou daquelas pessoas “anti-futebol”. Acho alguma piada, emociono-me de vez em quando, até tenho um clube favorito, enfim imaginava-me uma pessoa normal, quero dizer, dentro das normas…
E agora mais um pouquinho começo a odiar essa coisa!
Quando foi do “europeu”, ainda vibrei um bocado, torci por um bom resultado, roí as unhas nos penaltis com a Inglaterra, até coloquei uma bandeirinha na janela. Mas tudo o que é demais enjoa. As bandeirinhas, que da primeira vez tiveram alguma graça, agora já são demais! Até se quer ficar no horroroso Guiness e tudo! E a verdade é que as notícias “a sério” ficam esborrachadas pelas pseudo-reportagens sobre as coisas mais idiotas desde que digam respeito mesmo que de longe a estes jogos. Li um texto muito engraçado, num blog que agora não consigo encontrar, que caricaturava exactamente esse tipo de informação. Mais ou menos contava que o jogador Fifi, se tenha levantado às 8, lavado a cabeça com o champô Z, tomado café com leite e 2 bolachas, vestido umas calças tal e saído para parte incerta e o seu colega Fofó levou 14 minutos no duche, conversou depois ao telemóvel com alguém, leu o jornal e penteou-se 2 vezes. É o tipo de “informação” que temos de gramar como se adiantasse alguma coisa para o Estado da Nação!
E acabo de descobrir que nem posso sair em fim-de-semana! Parece que amanhã há 3 jogos, e como só tenho TVSport em Lisboa ( e já é muito!) a alternativa era o meu filho ir para um café das 2 da tarde até às 10 da noite… OK. Cedi. Fico em Lisboa.
Olhem, sabem o que diz o Bicionário?
Futebol:
1- O culminar da inutilidade, corrupção e alienação nacionais. Serve para distrair os portugueses dos problemas do país, para gastar milhões de euros em estádios espalhados pelo país e para encher sacos azuis.
2 - O único caso de sucesso internacional do país. Uma das poucas causas de alegria num cenário de crise generalizada. A selecção nacional de futebol serve, especialmente, para criar momentos de comunhão nacional, que anima o espírito (e a economia) dos portugueses.
Qual preferem?

Emiéle
Publicado por populo às 10:45 AM | Comentários (19)
Telemóveis e incêndios
Como já foi referido por todo o lado, e eu aqui já escrevi vários posts sobre o tema, por cá vivemos uma onda de telemania. Por onde quer que se vá, ouvimos as várias musiquinhas indicadoras de chamadas ou reparamos, sobretudo em jovens agarrados aos telemóveis, enviando e recebendo mensagens sobre tudo e sobre nada. É uma mania. Quem ande de transporte público farta-se de ouvir ”olha estou a passar pela rua tal”, “e tu, o que estás a fazer agora?”, “já podes por a mesa que estou a chegar”, “nem imaginas o que estou a ver agora”, “olha já te ligo, que tenho outra pessoa a querer falar”, etc, etc. Até aqui pensei que era simplesmente uma mania como outra qualquer, um pouco irritante devo confessar, mas irritante para mim porque não fui apanhada por essa dita mania, como todas estas coisas só são parvas para quem não está metido no ambiente.
Claro que quando vou por gasolina no carro tinha reparado num aviso que mandava desligar o telemóvel, por ser perigoso, e devo reconhecer que não o costumava fazer… Não me lembro de alguma vez ter tocado nesses momentos, e eu nem me costumo lembrar dele.
Ontem, pelos piores motivos, esses aparelhos mostraram que não são inofensivos.
Um homem morreu, uma oficina de pirotecnia foi pelos ares, operários ficaram em estado de choque e desencadeou-se um perigoso incêndio que conseguiu ser controlado mas implicando o trabalho de muitos bombeiros.
Tudo, porque ele, o jovem morto, estava a mandar mensagens à namorada. Que decerto não eram urgentes.
Os telemóveis deveriam passar a ter letreiros como os maços de cigarros – “para usar com moderação”. Só que isso é exactamente o oposto daquilo que a publicidade dá a entender, o que pretendem é que se esteja a falar sem parar, sem parar, sem parar, como o coelhinho da duracell.
Até estes tristes resultados.
Publicado por populo às 09:30 AM | Comentários (0)
E agora vem a propósito… a Justiça!

Parece que brincamos aos cinco cantinhos, só que os cantinhos são 3 – Saúde, Educação, Justiça. Três pilares de uma sociedade justa.
Alguma delas está na berlinda. E muitas vezes até parece que estão as três ao mesmo tempo, numa certa confusão se isto fosse realmente um jogo.
A noticiazita é insignificante por todos os motivos, mas é paradigmática.
Ontem deu-se um julgamento e um homem foi absolvido. Certo. A Justiça é assim: há julgamentos que levam a castigos ou absolvição. Ainda por cima era um crimezito sem grande aparato – entraram numa serração, remexeram tudo, tentaram abrir um cofre que não conseguiram e fizeram estragos de 60 €. (já agora, quanto custou este julgamento?)
O caricato, que mostra o estado da nossa justiça, é que o principal acusado, à cabeça de um grupozito de miúdos, tinha na ocasião 20 anos. Agora, na altura do julgamento tem …36! Passaram-se 16 anos. O próprio queixoso foi quem acabou por provocar esta sentença de absolvição porque reconheceu que “já nem se lembrava bem dos factos”.
Pudera! Há 16 anos, terem-lhe remexido a oficina e tirarem os canhões de umas fechaduras, acredito que neste período da sua vida lhe devem ter sucedido coisas bem mais sérias. Mas andaram 16 anos à procura de um indivíduo?! Ele esteve escondido este tempo todo?
Oh, Justiça!!!!
Emiéle
Publicado por populo às 08:39 AM | Comentários (3)
“Dar com a mão na cara” ou “estalada”?
Ora aqui está uma dúvida.
Diz ali o dicionário: “estalada” = “bofetada” e, depois quanto a este último termo, “pancada com a palma da mão no rosto”
Ora parece que o senhor director-geral da Casa do Gaiato demonstrou ao vivo essa subtil diferença, entre a “pancada com a palma da mão no rosto” e o “dar com a mão na cara”. Se calhar não foi com a palma, foi com as costas da mão?
Desculpem, esta ironia é descabida porque o caso é sério mas creio que precisei dela para falar do caso de um modo mais calmo e menos apaixonado. Porque me sinto demasiado irritada. Porque, quando se trata de crianças desamparadas enviadas para instituições sem que estas tenham o maior controle, me parece que o Estado é conivente num crime. Quero ser clara: não espero acredito que as instituições possam ser perfeitas e muitas vezes pode haver motivos para determinadas atitudes, eles têm é de ser explicados e muito bem explicados. Nunca, mas nunca, alguém que tem responsabilidades se pode recusar a colaborar «invocando o segredo da confissão». (???)
Pode ser um magnífico padre, não faço a menor ideia, mas vá rezar missas para uma paróquia. Se está a dirigir uma casa para crianças, tem de agir como um educador e respeitar as regras que qualquer educador é obrigado.
Bem basta uma criança estar separada da sua família para ainda por cima ser agredida, seja porque que motivo ou por quem for.
Uma IPSS é da responsabilidade do Estado, tem de ter o seu aval para funcionar, como sabemos recebe dinheiros do Estado. Nossos. Não só por isso mas também por isso temos o dever de interferir com o que lá se passa!
Emiéle
Publicado por populo às 07:47 AM | Comentários (4)
junho 08, 2006
Desafio

Está bem, não fui eu que descobri.
Está lá nos Enresinados. Mas fui lá roubar descaradamente, afinal também não foi o Cachucho que inventou este teste... E como eu tive dificuldade, não quero ser a única.
Ora então, 'bóra lá toca arrumar o carrinho:
(olhem que 60 segundos parece muito tempo... PARECE, mas o raio do cronómetro a correr!)
E o estacionamento é aqui
Então? Fácil...?
Gandas mentiroooosos!
Emiéle
Publicado por populo às 03:00 PM | Comentários (6)
Não é muito claro, pois não?
Dizem que o Gestor Público vai ter um novo Estatuto .
Será para moralizar? Quando dizem que querem «implementar nas suas empresas públicas as melhores práticas de governação societária» isto quer dizer o quê?
Uma das coisas que nos falta em absoluto é a transparência. Até considero que isso pode ter um efeito absurdo de boomerang e haja coisas correctas e bem feitas mas como não são claras nem bem explicadas todos nos habituamos a imaginar o pior. Ou explicam de tal forma que é uma espécie de adiamento do que deveria ser dito de um modo claro.
É detestável ser tratado como crianças que não entendem as grandes decisões governamentais e portanto o melhor é nem se dizer mesmo nada. Não queremos que nos digam como se tivéssemos 4 anos, queremos que nos falem como cidadãos adultos. Porque o resultado é que o boato é quase sempre pior.

Emiéle
Publicado por populo às 10:49 AM | Comentários (3)
Afinal era da mulher

Está tudo explicado.
O homem que esteve ligado a um bárbaro assassinato há 9 anos, no Bairro Alto, com espancamento de um homem apenas por não ser branco, e que possui uma colecção de espingarda, pistola, besta, aparelho de choques guardado no seu doce lar, deixou tudo bem claro: Não era dele, era da mulher!!!
A senhora pratica tiro aos pombos, ou aos pratos ou lá o que é, e necessita do instrumento para essa actividade. Ah, e a pistola afinal também não é sua é de um amigo. Imagine-se que esse amigo que tem filhos, foi para fora, e portanto deixou a arma aos cuidados extremosos deste senhor, porque era um perigo se as crianças a descobriam. Desvelo de pai, e carinho de amigo zeloso. Tudo gente de bem.
Se estas desculpas foram inventadas pelo seu advogado, fico de boca aberta.
Se foram pelo próprio, confirma-se que o senhor tem mais do que um neurónio, afinal tem dois.
O certo é que ele diz que é «um "preso político" cujo único crime "é ser nacionalista num Estado opressor socialista»
E já se passeia nas manifs, ora então?!!!
Emiéle
Publicado por populo às 08:54 AM | Comentários (7)
Avisar
Bom, lá mal não vai fazer…
Mas a ideia de passar a avisar nas garrafas de que o álcool faz mal , como se faz agora no tabaco, parece-me bem que não aquece nem arrefece. Poderá deixar a pensar uma fatia mínima de gente que ainda não se tinha lembrado disso (?), mas…
Até porque muitas das bebidas que se consomem vêm servidas em copos, não é? Certo, pode beber-se a cerveja pela garrafa ou lata, e será talvez no referente à cerveja que essa medida poderá ter algum resultado, mas quanto ao resto duvido muito.
De resto devia haver alguma clareza quanto à importância do consumo das bebidas alcoólicas. É certo que o álcool é uma droga, sem a menor dúvida, e sabemos que é gravíssimo o excesso do seu consumo. Torna-se num vício com uma dependência muito difícil de curar. Mas parece-me um pouco tonto a afirmação, a seco, de que se consomem 12 litros de bebidas alcoólicas por adulto. Como é que isso se mede ao litro? É igual um litro de vinho, um litro de cerveja, um litro de whisky? Será que se coloca no mesmo prato da balança uma pessoa que beba um litro de cerveja e uma que beba um litro de aguardente?
É evidente que se tem de enfrentar o problema dessa droga, e enfrentá-la como deve ser. Problema gravíssimo e que se vê por toda a Europa.
Mas esta do aviso nas garrafas parece um pouco colocar um penso rápido sobre um golpe numa veia.
Emiéle
Publicado por populo às 08:32 AM | Comentários (5)
junho 07, 2006
Onde é que isto já chegou!

Enviaram-me uma informação por email e custou-me a acreditar.
Há limites para tudo, bolas!!!
Mas lá explicavam-me que qualquer pessoa pode verificar on line o seu currículo escolar ( o seu e o outra pessoa qualquer desde que conheça o seu número de BI)
O endereço é
este aqui .
Ora com franqueza!
Nem dá para acreditar!
Emiéle
Publicado por populo às 03:51 PM | Comentários (14)
Talento para a mecânica
Adoro acabar com estereótipos. Ponto.
Passo a contar uma história: Ontem fui comprar uma ventoinha, que o calor dispensa adjectivos e o ar condicionado não cabe no meu orçamento. Trouxe a ventoinha para casa e dispus-me a montá-la, porque ela vinha em peças. Até aqui tudo bem. Tenha a forte convicção de que me dou bem com chaves de parafusos e costuma bastar seguir as instruções que acompanham os aparelhos.
OK, mas não naquele caso! Para finalizar a obra tinha de se prender um ganchito num lado e enfiar um parafuso noutro e aquilo não batia certo. Se encaixava o gancho o parafuso ficava fora do sítio, se começava com o parafuso era o gancho que não entrava. Para encurtar razões, voltei à loja, de orelha murcha. Eu, com a mania que sou boa naquilo, e falhei… Sniff…
O “serviço de apoio aos clientes” manda-me ter com o técnico. O ‘técnico’ era um rapaz todo jeitoso, que se põe a montar a máquina mas quando chega a momento crucial – trás! ou o gancho ou o parafuso. Lá lhe expliquei que era esse o meu problema. Ao fim de 10 minutos, já a suar, pergunta se não quero levar a que está em exposição? OK, é já! Mas a maldita tinha uma minúscula diferença, e eu tinha de levar exactamente o modelo que tinha sido registado!
E então …( rufos de tambor…!!!!!) aparece uma colega. Desembaraçada descobriu duas ou três coisas em que ele não tinha reparado, e concluíram que aquele exemplar é que não estava em condições. Foi-se buscar outro, recomeça-se a montagem, a menina muito despachada e o rapaz a passar-lhe a ferramenta! Infelizmente eu começava a estar seriamente atrasada e propus que eles continuassem aquele trabalho sem a minha assistência, que umas horas depois eu voltava.
Quando lá entrei no final da tarde, o rapaz olhou-me de esguelha e fez um gesto vago “está ali”. Fui recebida por outra menina sorridente, de caracóis, que me entregou a ventoinha explicando: - Está tudo bem. Eu e a minha colega já a montámos e experimentámos.
E esta, heim? São os homens que têm talento para a mecânica, não é?
Publicado por populo às 03:14 PM | Comentários (8)
A companheira ideal
Homens!

Emiéle
Publicado por populo às 11:50 AM | Comentários (5)
Um blog interessantíssimo
Ontem, com algum atraso, acabei de adicionar ali à coluna da direita um blog que merecia lá estar já há algum tempo.
Dei pela sua existência, aí em Abril, quando ele deixou um comentário, que era a transcrição de um seu post, numa das minhas caixas de comentários.
À primeira vista, fiquei chocada
(Boa! Devia ser mesmo essa a intenção)
Porque eu estava numa atitude de falar sobre o 24 e 25 de Abril e o tal comentário dizia-me que o “25 de Abril” era uma coisa, e saltava depois para uma definição oposta.
Huuummm… Fiquei perplexa. Muito provocatório. ..! Mas alguma coisa me disse que era muito mais do que uma provocação e, apesar de alguns dos visitantes habituais do Pópulo terem ficado enxofrados, eu procurei ir à origem, e ver lá do seu blog o que é que ele pretendia.
Surpresa!...
A ideia, muito gira, afinal é uma coisa que vem inteiramente ao encontro ao meu modo de pensar: em tudo pode haver duas maneiras de encarar os assuntos. E quando se vê apenas um ângulo de um problema isso é forçosamente muito limitativo.
É evidente que, de dois ângulos, eu posso e devo escolher um. Isso é o meu direito. Escolher e defendê-lo como mais verdadeiro. Mas é libertador, criativo, democrático, aceitar que há, pode e deve haver outros pontos de vista.
Foi isso que encontrei no Bicionário.
Uma excelente ideia! Um bom e inovador blog.
Emiéle
Publicado por populo às 11:00 AM | Comentários (3)
O Inferno
Quando andei à procura de imagens para o post “Não se vão calar” encontrei este cartoon. Foi retirado daqui
É o cúmulo da malvadez…
:D
O Diabo é mesmo maquiavélico, não…?!

Emiéle
Publicado por populo às 09:12 AM | Comentários (4)
Fecho de prisões
É notícia de primeira página em vários jornais. O governo vai fechar várias prisões. Ora bem, vamos lá fazer um exercício à moda do Bicionário
a) As prisões vão ser fechadas porque estão em péssimas condições, degradadas, sem as mínimas condições de higiene e de dignidade humana. De algumas reportagens que vimos ficou a ideia que os tais “baldes higiénicos” nem seria o pior. Tudo aquilo era horroroso, e quem era condenado a lá ficar era condenado a muito mais do que à perda de liberdade.
b) O governo vai fechá-las porque quer “racionalizar custos”, porque estão a sair muito caras. Insere-se numa política de poupança. Para já juntam-se os presos todos à molhada em qualquer sítio, e depois com calma logo se constrói uma cadeias decentes, limpas e arejadas.
Por qual é que vamos votar? Que vos parece...?
Emiéle
Publicado por populo às 08:43 AM | Comentários (8)
Dizem que “não se vão calar”
Mas desta gente não é das palavras que tenho medo. É dos actos.
A verdade é que o que dizem pode entrar por um ouvido e sair por outro (apesar de não ser bem assim, mas…), o que dizem pode ser desmontado, ou desmonta-se a si mesmo. Quando uma pessoa foi presa e diz que essa prisão foi «arquitectada» (???), apenas porque, imagine-se ! se lhe encontraram armas em casa, dá vontade de rir. Foi arquitectada?
Então a criatura vai toda feliz à TV onde faz a apologia da violência armada tem em casa uma espingarda caçadeira, um revólver, um aparelho de choques eléctricos, uma besta e diversas munições tal como diz a notícia, e isso é arquitectado? Pretenderá dizer que aquilo foi lá ‘plantado’ pela polícia?! Deve ser difícil porque foi o próprio que o mostrou às equipas de filmagens afirmando que vários simpatizantes possuem o mesmo tipo de material e que estão "preparados para o usar quando for preciso".
É por isso que penso que “se desmonta a si mesmo”. Basta saber ler ter uma pontinha de lógica. Aliás não quero deixar links para os blogs desses senhores para não lhes fazer propaganda directa, mas uma busca em nome de Mário Machado leva-nos a uma entrevista muito interessante.
Como comecei por dizer não é das palavras que tenho medo. Lá falar podem falar apesar de ser desagradável de ouvir, mas das acções sim, dessas tenho medo!
Vamos estar com muita atenção que aquilo é bicho perigoso.
Emiéle
Publicado por populo às 08:33 AM | Comentários (4)
junho 06, 2006
Gratidão
Um homem estava em coma há algum tempo.
A sua esposa ficava à cabeceira dele dia e noite. Até que um dia o homem acorda, faz um sinal à mulher para se aproximar e sussurra-lhe:
- Durante todos estes anos estiveste ao meu lado.
Quando me licenciei, estavas comigo.
Quando a minha empresa faliu, só ficaste tu para me apoiar.
Quando perdemos a casa ficaste comigo.
E desde que fiquei com todos estes problemas de saúde, nunca me abandonaste. Sabes uma coisa?
Os olhos da mulher encheram-se de lágrimas:
- Diz amor...
- Acho que me dás azar!!!
(recebida por mail)
Emiéle
Publicado por populo às 08:30 PM | Comentários (4)
Se eu fosse Salomão
A história para os intervenientes não deve ter graça nenhuma. Mas para quem lê…
Na semana passada, houve para aí quem pensasse em criar um Dia do Cão. Não foi levado muito a sério e penso que a história morreu. Agora vejo que num processo de divórcio, a “custódia” do cão do casal é motivo de grande reboliço. Já houve dois julgamentos para ver se o dono do animal poderia visitá-lo sempre que quisesse ou teria de ter dias fixos. ( Está visto que o bicho ficou a residir com a dona) Não está explicado porque é que não ficou uma semana com um e outra semana com o outro…
Entendo que para eles isto seja grave. Quem tem animais de estimação sabe que nos ligamos muito a eles, falo por experiência. Mas, francamente, há limites! Como é que não se consegue chegar a acordo numa questão destas, deixa-nos aparvalhados.
Cá por mim, se eu fosse o Salomão, colocava o cão a igual distância dos dois donos e aquele para o qual ele se dirigisse era o de quem ele mais gostava e pronto!
O cão que decidisse.

Emiéle
Publicado por populo às 09:26 AM | Comentários (9)
Uma notícia muito interessante
Pelo menos parece.
Há assuntos onde sou meia-analfabeta (esta do “meia” é para me moralizar….). mas sou muito curiosa. E gosto muito de aprender.
Pelo que entendo, planeia-se construir umas “Centrais de Produção de Energia eléctrica” através dos resíduos florestais, chamam-lhe Centrais de Biomassa.
Já estão na forja umas 12 empresas dessas, com um grande investimento. Pelo que entendi matam-se vários coelhos de uma cajadada – diminui-se a emissão de gazes com efeito de estufa, produz-se electricidade com base em energia renovável, e diminui o risco de incêndios porque para o ‘combustível’ dessas centrais vai usar-se aquilo que provoca tanto os incêndios - o mato seco, os restos que se acumulam no solo e nunca mais são limpos.
Se eu li e entendi bem, parece-me uma excelente iniciativa.

(limpa os olhos olhar para aqui...)
Emiéle
Publicado por populo às 08:31 AM | Comentários (13)
SE….o estado
Mais uma vez voltamos a encontrar coisas curiosas em relação ao Estado a que isto chegou que temos.
O ‘Tribunal de Contas’ faz umas contas engraçadas – ele deve ser perito nisso das contas… E então vem dizer que se o Estado tivesse entregue «contribuições para a Caixa Geral de Aposentações nos mesmos moldes em que os privados o fazem teria criado só em 2005, uma "almofada financeira" de 3,6 mil milhões de euros» Dá para pensar, não é? Ou seja, mais ou menos como se diz, bem prega Frei Tomás…
Porque no privado os patrões devem entregar 23,7% da massa salarial, e muito bem. Quando o não fazem são acusados e penalizados. Aliás este ano, nesse aspecto as coisas melhoraram porque se evitou uma parte da evasão e fraude fiscal. Mas afinal, o Patrão Estado, não o faz!
Mesmo assim a Segurança Social fechou o ano passado com um saldo positivo o que dá para entender que foram muito poupadinhos, uma vez que não me parece que estejamos mais seguros socialmente.
Emiéle
Publicado por populo às 08:01 AM | Comentários (5)
junho 05, 2006
Palavras certas
Como sempre se costuma fazer na blogosfera, andando de link em link, vamos encontrando coisas variadas, das desinteressantes, às engraçadas, e de vez em quando umas palavras certíssimas. Foi a minha descoberta de hoje. Passei pelo blog : “Querem é mama” um pouco desconfiada que o título é agressivo. Mas encontrei um post chamado “A mobilidade não é uma via rápida…” interessantíssimo, que diz tudo o que muitas vezes as pessoas esquecem ignoram..
Por cortesia não o vou copiar todo mas apenas deixar uma amostra:
«Há trabalhadores em excesso na Administração Pública?
Provem-no!
Deixando de recrutar trabalhadores em regime precário, inscritos nos centros de emprego, a receberem subsídio da Segurança Social e a trabalharem em organismos da Administração Central ou Local a troco de nada mais.
Provem-no!
Deixando de recrutar trabalhadores em regime precário, a recibo verde.
Rotatividade sim!
Tendente a acabar com compadrios, falta de eficiência, vícios de habituação, estagnação face aos desafios das novas tecnologias por errónea formação.
Rotatividade sim!
Com formação adequada de quadros superiores, de quadros intermédios, de simples trabalhadores. Com a actualização eficaz dos sistemas (programas) de gestão dos diversos serviços públicos.
Rotatividade sim!
Entre serviços do mesmo Ministério, entre serviços similares ou distintos em outros Ministérios.»
O resto, vão lá ler.
Mas vê-se que quem o escreveu é alguém que sabe do que está a falar.
Por mim, não sei se há gente a mais (comparado com outros países, até nem parece) agora o que decerto há é gente muito mal arrumada!
Emiéle
Publicado por populo às 05:30 PM | Comentários (7)
A fruta anda cara
No tempo da Carmen Miranda, era com ananases e bananas que se fazia o penteado.
Agora vamos para as hortaliças...
Mas daí não vem mal ao mundo, as vitaminas cá estão. E bem fresquinhas.
Que tal a salada...?

Emiéle
Publicado por populo às 04:00 PM | Comentários (4)
Festas de casamento e economias paralelas
São grandes negócios.
Um casamento a rigor, é coisa para muitos milhares de euros, até traduzindo em contos, também milhares de contos! A moda é fazer-se uma enorme festa, com centenas de convidados, que naturalmente necessitam de um local especial, daí o actual hábito de alugar “Quintas”.
E depois é a tal bola de neve, uma coisa arrasta outra. Achei graça ao pai de uma noiva, senhor criado à antiga, que quando a filha quis casar exigiu que fosse “como devia ser”. A noiva e o noivo até nem estavam nessa onda e diziam que ficava tudo muito bem com um simples jantar de amigos. Não senhor, zangou-se o pai, ainda por cima a família era grande e ele dizia que um casamento era um casamento e tudo se devia fazer como ele e a mãe dela tinham feito.
Certo. Contrariados, os noivos submeteram-se. Quando o senhor, que nem era pessoa de muitas posses entendeu onde se tinha metido nem queria acreditar!!! No tempo dele não havia enfeites sofisticados das igrejas, arranjava-se um restaurante espaçoso com salão de baile, a noiva vestia um vestido que até era uma costureira que fazia, e o fotógrafo do bairro tirou-lhe uma dúzia de fotos a sair de casa e a entrar na igreja e depois com os convidados pelas escadas abaixo. Mais nada!!!
Pois, agora não é assim. Tem-se visto em filmes o estadão que esta cerimónia implica… Bem, o certo é que do local, ao cattering, aos vestidos , às flores, aos vídeo, às fotos, é tanto pormenor a pensar que um casamento destes leva um ano a organizar. E dá dinheiro a ganhar a muita gente, é claro!
Agora os senhores do fisco decidiram embirrar. Parece que começaram pelos fotógrafos que se 'esqueciam' de passar facturas Vão apanhar uma talhada grande, é claro. Também me contaram de um caso de enfeites de flores na igreja que serviam para vários casamentos, mas cada um pagava como exclusivo. Malandrice… E se calhar se formos por aí fora vai-se descobrir muita coisa.
Contudo, isto chama a atenção por serem quantias muito grandes, mas já viram quem é que nos passa factura? Do canalizador ao cabeleireiro, do táxi ao café, da garagem ao padeiro, quem quiser uma factura tem de a pedir por favor e esse pedido é quase sempre recebido com mau modo. Eu não entendo de finanças mas creio que o IVA é avaliado com base em facturas.
Ou seja, há uma economia paralela, que escapa a qualquer controlo e isto dos casamentos é uma minúscula parcela!

(não era preciso ir tão longe...)
Emiéle
Publicado por populo às 03:20 PM | Comentários (4)
Centociclopeia *
Pronto, passo o tempo “a bater no ceguinho” a chatear quem adora recordes. Eu não adoro, e devo respeitar os outros gostos…! Já sei. Mas que querem faz-me comichões isso de querer ser “o mais” seja lá o que fôr.
Desta vez foi uma centopeia, perdão uma bicicleta de 85 metros que, toda contente, pedalou durante 850 metros e, se calhar bateu um recorde.
Que bom, não é?
Durante uma hora, um estranho conjunto de 100 bicicletas siamesas, deslocou-se da estação ao centro de Alcácer-do-Sal.
Chegaram todos bem, e… parabéns, não é o que se deve dizer?
OK. Lá por isso, não me custa nada:
PARABÉNS!
E o que se segue...?

Emiéle
*(inventei a palavra mas soa muito bem! será que também serve para recorde?)
Publicado por populo às 09:52 AM | Comentários (4)
Mas, como é…?!

Dois títulos de estarrecer:
Aeroportos britânicos palco de leilões de prostitutas e, logo a seguir, (ou antes, não sei bem a ordem dos factores de tal modo são graves…) Centenas de menores-escravos entram anualmente no Reino Unido
Mas o que é isto…?!
Li o que lá vem e parece que se está a falar a sério. «A criminalidade nos aeroportos está em alta constante e chegam a ser organizados leilões de escravas em zonas dos aeroportos abertas ao público pelos proprietários de bordéis que vêm procurar mulheres para as prostituir». Isto acontece? Numa das mais famosas capitais do primeiro mundo? Com sinceridade o pior que me aconteceu no aeroporto de Londres foi perderem-me as malas, e já fiquei furiosa! Mal calculava eu que problema insignificante era esse o meu…
A prostituição é um fenómeno muito complexo e que não pode ser discutido de ânimo leve nem com pressupostos moralistas. Mas a ESCRAVATURA, no segundo milénio depois de Cristo, isso brada aos céus!
E daí o link para a segunda notícia, logo por raio de azar no mesmo país: Crianças escravas…?????. Que arrepio que se sente. Meninos com 6 anos que vão para trabalhar..! Que vêm de África, da Ásia e Europa do leste para um país conhecido pela sua democracia, pelo respeito pelos direitos, que para muitos é um símbolo…
Fico sem palavras. E não me venham com conversas de ‘máfias’ e crime organizado. Claro que esses são os responsáveis directos, mas toda a sociedade é responsável, isto nunca poderia acontecer. De certeza que há quem saiba e não denuncie.
Neste caso a denúncia é um imperativo moral.
Shame of us!
Emiéle
Publicado por populo às 09:32 AM | Comentários (2)
Futebol
Não quero ser “profeta da desgraça” e oxalá me engane e tudo corra o melhor possível. Mas eu, que até colaborei no entusiasmo colectivo quando foi do Europeu, estou a sentir que isto é muito diferente e sabe-me a sopa requentada.
Por um lado o ’entusiasmo’ é diferente. A história das bandeirinhas, que teve alguma graça da primeira vez por ter sido novidade, agora parece-me um bocado forçado. Como quem já não tem imaginação para mais… E o facto caricato, tal como contou o Eufigénio , de já se baralhar Nação com Selecção. Eu já tenho ouvido o mesmo pregão das “bandeiras da selecção”! Haja Deus!!!
Depois, quanto aos resultados dos sub-21 , não se pode dizer que tenha sido de bom augúrio… Não apenas os resultados, mas o que isso significou.
Agora a selecção está na Alemanha. Recebida em euforia pelos nossos imigrantes. Eles merecem não sofrer uma grande desilusão - não falo aqui em se «ganhar» mas falo em «jogar bem», jogar o melhor que souberem e forem capazes, por nós é certo mas sobretudo por eles.
Acabem lá com caprichos e vedetismo e joguem, com caraças!!!

Emiéle
Publicado por populo às 08:38 AM | Comentários (14)
junho 04, 2006
Brincar às casinhas
As pessoas entendidas nessas coisas das psis dizem que muitos dos nossos actos, de aparência completamente neutra têm uma leitura mais ou menos simbólica e daí a importância que acabam por ter para nós – fazemo-los, muitas vezes, quase compulsivamente. Claro que o caso mais conhecido é o das famosas “compras” quando se está infeliz e triste. É um conselho que até se dá quando vemos uma amiga muito murcha – “olha lá, vai comprar uma coisita de que gostes...”. É evidente que, como qualquer medicamento, quando é demais não só causa ‘habituação’ como pode ter ‘efeitos secundários’ – uma quebra acentuada de tensão arterial , quero dizer, de ‘fundos’. Convém não abusar. Mas a interpretação é transparente: quando a pessoa se sente infeliz e ‘pobre’, se obtiver algo de novo fica mais rica e consolada.
O outro acto também sujeito a uma leitura interpretação, é… as arrumações. Há quem goste de arrumar e há quem não goste nada de arrumar. Mas, de uma forma geral, é natural sentirmo-nos bem num ambiente harmonioso e onde se saiba onde estão as coisas. Mesmo quem não gosta de o fazer, não protestaria se uma varinha de condão milagrosamente deixasse as suas coisas onde lhe dão mais jeito estarem (atenção, não significa forçosamente aquilo que ‘outros’ considerem arrumado !). E, ainda segundo a interpretação de que os psis gostam, quando uma pessoa anda mais ansiosa e confusa, se começar a arrumar as coisas materiais em seu redor, isso pode ajudar a arrumar também as suas ideias. Assim como uma espécie de mimetismo…
Pois eu devo andar agora com a cabeça que é um mimo! Tenho andado a dar uma volta à minha casa de uma ponta à outra. A encher-me de coragem e a deitar fora coisas que de facto não posso conservar a vida toda! Custa muito, ( imeeeenso!) mas tem de ser porque não cabe cá tudo. E a satisfação é que depois dessa barrela simbólica, o que de facto se justifica que fique acaba por ter muito mais realce, até parece que brilha com luz própria.
Tal e qual. Na minha cabeça também! Arrumar no seu local as recordações que tiveram a sua época, e viver com plenitude os dias de hoje e os que hão-de vir.
Mas, apesar de tudo, não consigo deixar de sentir que ando a “brincar às casinhas” como quando tinha 8 anos!
O que me tenho divertido!!!

Emiéle
Publicado por populo às 12:25 PM | Comentários (7)
Provar inocência
Esta é uma questão em que penso bastante quando se avalia a relação da chamada “autoridade” com o cidadão comum.
Como é sabido, pelo facto de vestir uma farda, a palavra de quem a veste é indiscutível e não necessita prova – cabe ao outro, ao cidadão comum, mostra que assim não é. Isto sempre me pareceu bastante injusto.
Uma historieta sem importância, o caso de um agente de trânsito que ‘falsificou’ umas multas , veio sublinhar esta minha dúvida. Neste caso foi um sujeito corrupto, como o pode haver em qualquer profissão, que por azar dele foi desmascarado. Mas muitas vezes me interrogo sobre isso: se recebo uma multa, posso ter a sorte de poder provar que não fui eu, porque aquele carro não era meu ou aquela hora estava noutro sítio. Mas vamos que não tenho nenhuma prova? Estava quieta em casa, ninguém me viu, e não posso provar que não cometi aquela falta… A minha palavra não serve.
É certo que as polícias têm de ter poder, ou então bastaria a um faltoso, fosse de que crime for, negar a falta e nunca seria castigado. Mas nuns tempos de tanta tecnologia, não poderia haver outros meios, uma foto por exemplo? Porque nos crimes realmente graves, a PJ produz provas, não é? Então porque é que numa coisita deste tipo de infracção de trânsito a ‘prova’ é a palavra do agente…?
Emiéle
Publicado por populo às 09:30 AM | Comentários (2)
O livro de bolso
Só posso falar como consumidora.
E ainda por cima como só conheço a minha experiência não sei o que se passará na cabeça dos outros para fazerem as suas opções. Mas li que os editores estranham que em Portugal não tenha vingado o formato ”livro de bolso”, mais prático e, naturalmente, mais barato. Ora como é? Queixamo-nos de que o livro anda caro para o nosso nível de salários e depois ao comprar preferimos edições mais caras? Les portugais sont fous!!!
Como não é o meu caso, estive a ler com cuidado este artigo. Por mim, penso que há vários factores cruzados para explicar o fenómeno. Aliás no próprio artigo vêm algumas respostas:
1 - de uma forma geral essas edições são de muito pior qualidade. Uma pessoa não se importa de comprar um policial que lê uma vez se, ao chegar ao fim, as páginas estiverem todas soltas. Volta a ‘arrumá-las’ dentro da lombada, mas não fez muito mal. Contudo, se for um livro para voltar a ler por mais de uma vez, isso é incómodo.
2 – não me parece que se tenha estudado bem quais os livros a editar nesse formato. Histórias de literatura clássica, não terão muito apelo. Vamos ler o Almeida Garrett em livro de bolso com as páginas a cair…? Mas porque não um best-seller?
Como disse, não me revejo muito neste problema porque quando procuro um título vou sempre ver se não existe em edição de bolso, até ( ou sobretudo ) quando é um livro editado em inglês ou francês. E só com a leitura desta reportagem entendi porque desapareceram os livros da “argonauta” ou a “vampiro” pequenina.
Que saudades...Sniff…

Emiéle
Publicado por populo às 09:16 AM | Comentários (5)
junho 03, 2006
Para um final de tarde de sábado
Tinham-me mandado uma “espécie de jogo”. que hoje decidi partilhar convosco.
Chama-se “Purescore” e é, evidentemente, uma brincadeira, mas atenção que no final tem umas reflexões que convém ler!
Quanto ao resto é clicarem
AQUI
e irem seguindo as indicações.
Cá a 'je' teve este resultado: (Vêm como vos conto tudo!?)

Nada mau! Eu acho que o «por um triz» é mesmo o resultado ideal.
:D
Publicado por populo às 08:03 PM | Comentários (5)
Um sorriso
Chamaram-lhe "A Arte da Conquista" e recebi por email.
Quem não se deixa seduzir com jeitinho...?






Emiéle
Publicado por populo às 02:00 PM | Comentários (6)
Será mesmo como parece...?
Gosto de falar por imagens.
Tenho a convicção de que assim se torna mais claro a mensagem que pretendo passar. Posso estar enganada, mas o que querem? é uma mania que não faz mal a ninguém.
Tenho tido ultimamente algumas “trocas de opinião” (isto para falar de um modo eufemístico e não lhe chamar ‘discussão’) acaloradas, sobre trabalho, trabalhadores, vencimentos, reformas, privilégios, crise, igualdade de tratamento, reivindicações justas, enfim o costume para o momento em que vivemos. E o facto é que cada um de nós (eu também, é claro!) vê a coisa pelo seu ângulo e quem não concorda é porque está enganado.
E se assim não fosse? E se «o que parece nem sempre fosse»?
Digam lá, qual dos quadrados aqui em baixo é maior? E o traço verde é maior ou mais pequeno do que o vermelho? Pois é…
Depende tanto do enquadramento!


Emiéle
Publicado por populo às 12:00 PM | Comentários (8)
Mais telemóveis do que habitantes

Pelo que tenho observado calculava algo de parecido, mas não pensei que se fosse tão longe. Este é, sem a menor dúvida, o produto de consumo mais espalhado cá no rectângulo! Imagine-se mais de 11 milhões de telemóveis dá muito mais do que um por habitante !!! Como ainda há quem não os tenha, tal como os bebés de berço, é porque também há quem tenha mais do que um. (Por acaso conheço pessoas dessas) É uma espécie de doença, a telemania.
Só que, por acaso faz-me um pouco de espécie, como é que é ainda um objecto roubado. Para se vender a quem…? Se todos têm um! Não entendo estes ladrões, tadinhos deles. Não devem ter escoamento para o produto. Será para fazer colecção?
Emiéle
Publicado por populo às 11:08 AM | Comentários (6)
São estas coisas que depois custam a engolir
Transparência...?
Já aqui tenho deixado a minha opinião. Temos ouvido em todos os tons e de todos os modos a mesma informação: temos todos de pagar porque há uma grande crise e o dinheiro não chega. Como não chega, tem de se tomar medidas antipáticas porque implicam muitas restrições e perca de qualidade de vida (qual qualidade…?). Até este ponto, a mensagem é clara e se calhar até seria aceite com mais ou menos queixumes. O que faz nascer algumas revoltas é a disparidade. Saber que a tomada de posse do
senhor Presidente da República, duplicou os custos previstos, e chegou quase a 28 mil euros. Saber que os deputados que não foram eleitos recebem um subsídio de reintegração, como se não tivessem diplomas para ganhar a sua vida. Assim o Parlamento irá pagar 500 mil euros aos deputados que não foram eleitos! Atenção, é de notar que estes senhores não estão desempregados, não estão nos “supranumerários”, retomaram os empregos que tinham antes de ter ido para o governo ou parlamento. Aquilo não é um subsídio de desemprego, chamam-lhe “subsídio de reintegração” o que supõe que estarão integrados.
Não tenho nada contra as pessoas, algumas bem simpáticas, o que me custa engolir é o sistema. E assim não se consegue a boa vontade de ninguém para as famosas medidas impopulares.
Publicado por populo às 10:32 AM | Comentários (2)
Supranumerário
Há um travo muito amargo neste conceito. Supranumerário. Supranumerário quer dizer que “está a mais”, pelo que eu entendo. Que não faz falta. Que se pode deitar fora. Que excede as necessidades. Que é um trambolho. Ou seja, é um arrasar com o orgulho de quem quer que seja. Para mim é uma noção maldita.
Entendo, com tristeza, que uma empresa entre em falência. Que, por diversos motivos, desde uma conjuntura externa a uma má gerência, se chegue à conclusão de que não vai conseguir manter a porta aberta e os seus trabalhadores ficam sem trabalho. É terrível, costuma-se tentar viabilizar outras soluções, reconverter o tipo de trabalho que se exercia e resolver se possível esse problema, porque quem lá trabalhava se foi contratado e exercia bem a sua tarefa merece continuar a fazê-la, essa ou outra similar.
Mas já não entendo como é que o Estado pode seguir o mesmo modelo. Não vai abrir falência por mais que se queixe. Se os seus trabalhadores não são competentes, houve inicialmente um erro de contratação, mas haverá decerto forma de lhes dar outra formação de modo a torná-los mais capazes. E, se estão mal no local de trabalho onde foram colocados, decerto que poderão passar para outro onde façam falta e cumpram melhor a sua função.
Mas a ideia que está latente no conceito do “supranumerário” não é da pessoa que está mal num local e portanto passará para outro, é mesmo de “estar a mais”! E, é o que se está agora a ver vir como um tsunami sobre a função pública, e ainda por cima com indiferença senão com gáudio de outros trabalhadores, que trabalhando no privado imaginam que “os da F.P.” são uns privilegiados. Tenho visto com tristeza trabalhadores contra trabalhadores, com a sociedade toda fracturada.
Agora o que me deixa de boca aberta é o desplante das palavras do Ministro da Agricultura. Ele diz que também é supranumerário . A sério. Mas depois do primeiro espanto, se lermos com cuidado e mais do que uma vez, entendemos onde ele quer chegar. Explica que está destacado de um Gabinete há mais de 14 anos e portanto o seu nome vai ser incluído na lista de funcionários a dispensar deste serviço. Estão a ver? O senhor não trabalha num local há 14 anos, tem trabalhado noutros sítios, portanto há uns 13 que o seu nome nem lá devia constar!!! Não tem nada a ver, com quem está a trabalhar hoje num local e amanhã vai para casa sem trabalho. É preciso muita cara de pau para fazer aquela afirmação.
Para ser franca quando a li, ainda pensei que ele ia era deixar de ser ministro. Seria um ministro supranumerário, excedente, e sabe-se lá se o não é…
Emiéle
Publicado por populo às 09:50 AM | Comentários (4)
E se fosse "sopa", já entendia?
Diz-nos o senhor ministro das Finanças e da Administração Pública que lhe parece que os sindicatos "estão contra a mudança na administração pública" porque criticam as propostas do Governo. E a sua frase é interessante:
"Dizem que são a favor das carreiras, mas estão contra a proposta do Governo. Dizem que são a favor de uma avaliação na função pública, mas são contra a proposta do executivo”
Acontece que eu critico até bastante muitas tomadas de posição dos sindicatos. Há certas posições de força mal avaliadas ou escolha de formas de luta que muitas vezes não parece levarem em conta nem a adesão dos seus representados nem o impacto no geral da população. Só que este exemplo do senhor ministro é bem infeliz e nem é preciso ir mais longe do que lá está nas suas palavras.
Para ser mais fácil vou mudar a palavra “proposta”, por “sopa”.
Imagine-se este cenário: umas pessoas dizem que a sopa é um bom alimento, lhes anda a fazer falta e desejam muito um belo prato de sopa. Então, levam-nas a uma cantina e põem-lhes à frente uma terrina “Ora cá vem a sopa! Toca a comer!”. Destapada a terrina, o cheiro é enjoativo, repugnante, uns ficam com náuseas, outros tapam o nariz.
- “Ná, ná, não quero esta sopa! Não pode ser feita com outros ingredientes? A gente até veste um avental e vai para a cozinha…”
Aí a resposta será:
- “Seus mentirosos! Não querem é sopa! Trouxemos-lhes esta, e afinal não a comem!”
Assim, em forma de parábola, já entende senhor ministro?
Emiéle
Publicado por populo às 09:40 AM | Comentários (2)
junho 02, 2006
É da minha vista...
...ou há para aqui gestos semelhantes...?


(devem ser só os gestos, é claro)
Emiéle
Publicado por populo às 07:04 PM | Comentários (4)
Ora cá vem um veto, para estrear a presidência…!
A Lei era controversa.
Havia muito quem não gostasse dela, por dar a entender que seria necessário a força de uma lei para que as mulheres entrassem em lugares a que até aqui a sua entrada tem sido muito filtrada. E vai-se dizendo que queremos estar lá por competência e direito próprio devido a essa competência e não porque os Partidos são obrigados a ter mulheres nas suas listas.
Mas a verdade é que esta caminhada tem sido, e tudo indica que continuará a ser, muito lenta. E também é verdade que nos países onde agora já se vê com absoluta naturalidade mulheres em cargos políticos, começou por existir uma lei semelhante.
Embora! Claro que havendo vontade não é necessário lei nenhuma. E Cavaco vem dizer que não discorda, apenas acha excessivas as sanções. Claro que uma lei sem sanções é um aconselhamento, uma recomendação, não é uma lei.
O certo é que o PS que propôs a lei, tem aqui um governo com um número bem pequenino de mulheres – quer como Ministras quer como Secretárias de Estado… Era capaz de necessitar da lei para ter um choque e começar a agir em conformidade.
Emiéle
Publicado por populo às 05:50 PM | Comentários (13)
Boa condução
Saber conduzir não é conhecer os pedais e as mudanças de um carro. Não é saber de cor os sinais de trânsito. Não é papaguear as regras. Muitas vezes domina-se isso tudo, controla-se na perfeição a máquina que é um carro, mas não se está capaz de ter um volante nas mãos.
É que um automóvel pode ser uma arma. Uma arma de morte ou de grande invalidez. E que traz poder a quem a usa - se o carro é potente pode ir mais depressa, pode fazer “habilidades”, pode sentir-se superior aos outros que ou têm máquinas mais fracas ou se arriscam menos.
Uma das coisas que me irrita bastante é a buzinadela arrogante, sobretudo em túneis onde faz um eco terrível. Que eu saiba deve buzinar-se para avisar de qualquer coisa importante e urgente. Aprende-se no código, não é? Mas há condutores que buzinam como se fossem ambulâncias, assim tipo “Arreda-te que aqui vou eu!», avançando a uma velocidade idiota... muitas vezes para os encontrarmos no próximo sinal vermelho (quando não passam com vermelho e tudo).
Vi na TV, que um desses inconscientes, circulou na 24 de Julho pelas 5 da tarde, em contra-mão . Um carro com 2 adultos e uma criança! Como foi filmado por um telemóvel, não o poderá negar… Muitas vezes é para não ter o trabalho de virar o carro.
Pois é, boa condução não é dominar bem as mudanças de um carro, isso é capaz de nem ser tão importante. É ter sempre presente que a rua é de todos, e que a condução é um acto social, é prever as acções dos outros condutores e levá-las em conta.
O examinador deve considerar que esse, sim, será um bom condutor, mesmo que no exame deixe o carro ir abaixo!
Para castigo esses Fitipaldi de meia tigela deviam para sua vergonha serem obrigados a conduzir um carrinho destes durante uns tempos, como prova de que não sabiam conduzir. Bem feita! :D

Emiéle
Publicado por populo às 02:02 PM | Comentários (3)
Listas de espera

Espera.
«Tenha paciência». «Aguarde, se faz favor». «Ainda falta muito». «Tem de se esperar».
São expressões a que se está tão habituado que nem estranhamos. De vez em quando há uma agitação, e algum barulho quando as famosas “listas de espera” são em serviços de saúde, porque com a saúde não se brinca e o facto é que aí, ‘a espera’ pode ser tão grave que às tantas acabou a espera por já ter deixado de existir a pessoa que ‘esperava’!
Contudo, se essas são as mais vistosas, a verdade é que se tem de esperar para quase tudo. Inscreve-se uma criança num infantário público e somos informados de que há mais cem aguardando a vaga; até as melhores escolas privadas muitas vezes recebem inscrições de crianças recém-nascidas para quando chegar a altura de frequentar a escola terem a vaga assegurada; lemos que há um milhão e setecentos mil processos à espera nos tribunais.
Querem mais? Os três pilares de bem-estar social, saúde, educação, justiça estão “em espera”.
Dizem que a paciência é uma virtude, mas não se estará a abusar dela?
Emiéle
Publicado por populo às 09:30 AM | Comentários (4)
As vigarices ‘legais’
Esta história das vendas de "timeshare" já é antiga. Por mim nunca fui apanhada nessa rede ( fui noutras…) mas conheço quem tenha realmente assinado contratos muito prejudiciais para si e que depois se encontraram atados de pés e mãos, sem saber como reaver dinheiro que lhes fazia falta. Porque a venda do "timeshare" era uma das tais vendas agressivas, o futuro cliente via-se envolvido numa tal teia e em tantas promessas fantásticas que já nem sabia bem o que fazia.
Sei de uma senhora, de meia idade e muito inocente que me dizia profundamente convicta que lhe tinham oferecido um cházinho enquanto lhe mostravam os benefícios a que eles iam aceder, ela e o marido, e de certeza o chá “tinha qualquer coisa” porque ela só podia estar drogada que no seu estado normal nunca assinaria aquele compromisso!!!
O certo é que houve tanta queixa que Bruxelas achou por bem intervir, e decidiu que os consumidores devem estar na posse de toda a informação aquando da compra . Oxalá. Que estejam na posse da informação e que a entendam…!

Emiéle
Publicado por populo às 09:00 AM | Comentários (3)
Feira do Livro
A Feira do Livro abriu há 8 dias.
Dei-me conta que pela primeira vez (e creio que já vai fazer uns dois anos que escrevo em blogs) não referi esse acontecimento. Como é que isto “me aconteceu”? Sinto algo difícil de descrever: um pouco de espanto, uma pitada de vergonha, uns pozinhos de ‘justificação’. É verdade, sim senhora, nesse dia da abertura andei muito ocupada e meu PC estava com manias de modo que ficou para depois, e esse 'depois' foi passando, foi passando…
Mas a verdade é que “os feirantes” se queixam de muito pouca afluência. Devem ter razão. E como o lema da Feira é “LER É PODER” parece bem que temos pouca apetência pelo poder. (??)
O que creio também é que há outros factores a intervir e que devem ser levados em conta pelos organizadores. Quando eu era muito, muito mais nova, a “Feira do Livro” era a única ocasião de se comprarem livros mais baratos, e de se ver reunidas tantas editoras. Claro que havia sempre quem fosse aos alfarrabistas comprar livros em segunda mão, coisa que eu fazia muito, mas a Feira era uma Festa do Livro.
Hoje, o desconto que se consegue ali já não é tão aliciante. Para além do “supermercado-do-livro-e-disco” cujo nome não digo : ) , há muitas livrarias que têm cartões de crédito e, durante o ano, há pequenas outras Feiras como a que referi há tempos na Praça da Ribeira. Claro que para não falar dos livros à venda nos hipermercados também mais baratos.
Portanto o que acontece é que quem se interessa vai comprando durante o ano, à medida que os livros que vão saíndo lhe interessam, e não se guardam para esperar pela Feira do Livro. Que fica, assim, às moscas infelizmente.
Talvez este fim-de-semana…

Emiéle
Publicado por populo às 08:15 AM | Comentários (9)
junho 01, 2006
Dia da Criança
Mais uma vez vamos ouvir dizer que este é um DIA que não deveria existir porque se devia multiplicar por 365. Certo. Mas como nos outros casos a resposta é também igual – escolhe-se um dia para ser um símbolo, nada mais.
Finalmente nos finais do século que acabou e no início deste começa-se a olhar para a Criança com outros olhos. Com mais atenção, com mais respeito, como um ser que tem direitos. Basta ver a queda vertiginosa que a mortalidade infantil teve no último século nos países desenvolvidos. É porque se começou a olhar para ela de um modo mais atento e mais cuidadoso.
É certo que se diz que estamos a cair no extremo de endeusar a Criança. De a pôr no centro de tudo, e de fazer dela o centro da família. Parece-me que há uma certa verdade, e isso é um ponto que deverá ser estudado e corrigido. Contudo se existem esses “desvios”, mais uma vez a culpa não será dela e sim dos adultos que tomam as decisões e se sentem baralhados e caem de um extremo educativo ao outro!
Mas isto é falando nos países ‘desenvolvidos’. São uma minoria como sabemos, o Mundo é ainda constituído por muitos outros países ‘em vias de desenvolvimento’, para usar a expressão simpática… E aí, as crianças ainda nascem, vivem, sofrem, morrem, como há 200 anos aqui na Europa, ou pior um pouco. Pior, porque há comparações que se podem fazer, e tornam mais chocante esses contrastes.
Pelas crianças que morrem nos primeiros tempos de vida, pelas que não têm vacinas, pelas que andam a morrer de fome, pelas que andam rotas, sujas, sem conforto, pelas que não têm instrução, pelas que são postas a trabalhar na idade de brincar, pelas que são agredidas, violadas, espancadas, esquecidas, por essas justifica-se que o Mundo pare para pensar ao menos no Dia da Criança.
E, claro, que depois de pensar comece a agir!
E por todas as outras os meus votos é que se sintam felizes e tenham a vida a que devem aspirar quando entraram neste mundo.

Emiéle
Publicado por populo às 10:10 AM | Comentários (7)
Também dá para rir...
Há quem, curiosamente, esteja de acordo, e até pergunte "quem tem medo de ser avaliado" o que parece dar a entender que ele é que não leu convenientemente o que lá está escrito mas, na generalidade, a reacção de quase toda a gente é de espanto.
A visão do Bandeira, no DN:

(para se ver melhor, clicar em cima)
Emiéle
Publicado por populo às 09:40 AM | Comentários (16)
Politicamente incorrecto
...e discutível sem dúvida.
Falo das declarações de Saramago , reproduzidas não sei se com total correcção. Não se sabe o que é que ele quereria dizer com :"Não vale a pena o voluntarismo, é inútil, ler sempre foi e sempre será coisa de uma minoria. Não vamos exigir a todo o mundo a paixão pela leitura" porque o contexto em que qualquer coisa é dita pode alterar muito o seu significado. Mas também é certo que ele falava numa biblioteca, uma espécie de “igreja” para leitores…
Ora bem – também penso que A PAIXÃO pela leitura será algo de restrito, como, por definição, qualquer paixão. No momento em que fôssemos todos “apaixonados” por qualquer coisa isso deixaria de fazer sentido. Mas pode estimular-se o gosto por certas coisas. Todos os dias vemos isso. Aliás, no mesmo discurso há uma contradição quando ele afirma « "ninguém precisa de estímulos para se entusiasmar com o futebol", que tem por trás uma "operação de propaganda fabulosa"»
Ora cá está! Se existe uma ‘operação de propaganda fabulosa’ isso não é um estímulo?
Em relação à leitura também concordo que não se pode “obrigar” quem não gosta a gostar. Mas podemos transmitir modelos que tornem atractivo o que não o era. Por um lado, uma criança ver as pessoas que admira, dos pais aos seus ídolos a apreciarem ler, pode despertar-lhe interesse. Por outro, é evidente que massacrá-la com a exigência de que “deves ler” vai despertar o sentimento oposto (como o fumador a quem estão sempre a dizer que tem de deixar de fumar, às tantas já nem os ouve!) e é mais positivo despertar-lhe o interesse sem insistência. O tal exemplo do futebol é interessante – os jornais desportivos são muito lidos, não são? E já repararam como os jornais gratuitos também são lidos? É porque afinal há quem leia e goste.
Não concordo com o nosso Nobel, estimular não é dificil e está ao nosso alcance. Mas temos de acreditar nisso.
Já aplaudo, por outro lado uma sua afirmação: Hoje confunde-se a "instrução", ligada ao conhecimento, com a "educação", ligada aos valores. Este conceito, que já aqui tenho abordado, merece um maior desenvolvimento, vai ficar para depois para lhe poder dar o realce necessário.
Emiéle
Publicado por populo às 09:19 AM | Comentários (6)
Assim sim.
Quando a actual presidente do Chile foi eleita, fiquei contente. Pelo que conhecia parecia-me que tinha sido uma boa escolha a dos chilenos. E tinha razão, cada vez mais acho que foi realmente uma boa escolha:
Na terça-feira passada houve uma grande manifestação no Chile. Centenas de milhares de estudantes exigiam uma reforma do ensino. Lá teriam as suas razões, que não conheço. E a polícia, que deviam andar “bem habituada” dos tempos anteriores não esteve de modas e decidiu intervir à sua maneira - gás lacrimogéneo e canhões de água. Foram presos mais de 700 estudantes. Até aqui seria o normal.
Onde as coisas mostram que o vento mudou é que a presidente demitiu o chefe das forças especiais da polícia, pela repressão excessiva «Não aceitaremos os actos detestáveis como aqueles que vimos ontem» afirma Michelle Bachelet.
Certo. Deverá ser essa a posição. É verdade que ela considerou que os pedidos dos estudantes eram «legítimos» mas, mesmo que o não fossem, a resposta nunca poderia ser a violência e isso é que é importante.
Emiéle
Publicado por populo às 09:00 AM | Comentários (6)