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maio 18, 2006
O “Bilhete de Identidade”
Só agora terminei o romance que toda a gente já leu: a biografia da Filomena Mónica.
Ando aqui sem saber se escrevo alguma coisa no blog ou não. É que imagino que ninguém tenha o menor interesse em conhecer a minha opinião, mas se calhar aqui há uns anos também imaginaria que ninguém teria o menor interesse em conhecer a vida pessoal da Mena Mónica e afinal aquilo vende-se que nem pãezinhos quentes…
O que resulta disto é o terrível voyeurismo que a malta intelectual tem. Porque afinal vai tudo ler o livro porque ela escarrapacha lá, com os nomes verdadeiros, várias histórias pessoais de gente que agora é conhecida. Alguns, como o Vasco Pulido Valente são peças centrais, outros são mais acessórios, mas o certo é que quem vai ler está interessado em todos os pormenores, sobretudo os de cama. E é isso o que lá se encontra, fiquem descansados. Aliás o que me impressionou um pouco foi, sendo ela uma socióloga, haver tão pouco “miolo” sociológico naquela história. Claro, possivelmente guardará as suas análises sérias para os livros também sérios. Aquilo foi uma brincadeira… Contudo algumas coisas deixaram-me admirada - apesar de falar em Maio de 68, por exemplo a crise académica de 62, em Portugal, quase “não existiu” para ela. Um pouco chocante estranho.
E também, cada um mostra-se como gosta mas aceitando que tivesse a sua mãe os defeitos que ela aponta, é um pouco de arrepiar a frieza com que se lhe refere sempre. Valha-nos o amor que repetidamente declara ter pelos filhos, apesar de também, afinal, falar pouco deles.
Pois, é certo, Filomena Mónica apresentou-se a si mesma e decerto que sob a luz que mais gostou. Foi ela que escolheu em que tabuleiro quis jogar, portanto se o resultado não a favorece não poderá queixar-se de ninguém. E, o tal resultado é curioso: vemos uma mulher arrogantemente podre de vaidade. É difícil imaginar que se possa ser mais umbiguista, e creio mesmo não ser um acaso que a biografia acabe cerca dos seus 30 e poucos anos, no apogeu da sua beleza e no início de uma carreira que ela sugere vir a ser brilhante.
Deve ser tão bom, sentirmo-nos assim!
Emiéle
Publicado por populo às maio 18, 2006 09:15 AM
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Comentários
Poça, tu não gramas a gaja nem com molho de tomate!!!!
Publicado por: zorro às maio 18, 2006 09:16 AM
Talvez com o molho de tomate, Zorro. Assim em crú, e mal temperada é que a Emiéle não a engole!
Ehehehehe!!!
Publicado por: Joaninha às maio 18, 2006 09:19 AM
Tchi! Vou ler, vou ler!! Alguém me empresta um exemplar?!
Publicado por: Gui às maio 18, 2006 09:20 AM
Eu só digo que és má comáscobras!!!
A "subtileza" de ilustrares o post com a capa do livro onde ela parece uma actiz de cinema, linda!, e depois fazeres o link onde está o nome, para o aspecto actual da senhora, é mesmo terrível!
De resto, infelizmente tens toda a razão. Também li o livro, mas...soube-me a pouco. Descreve o seu tempo, mas não aproveita para um toque sociológico que estariamos à espera.
Publicado por: Tess às maio 18, 2006 03:40 PM
Bem... não só não li como nem sequer conhecia, talvez por não ser propriamente o tipo de livro que me seduz... mas depois deste resumo fiquei ainda com mais vontade de não o comprar ou ler! LOL
Publicado por: Farpas às maio 18, 2006 03:41 PM
Pois não, Farpas. Não vale mesmo a pena. A não ser pela tal cuscovilhice - mas a senhora que é professora universitároa, doutorada em Inglaterra e tal e coisa, bem podia dar um arzinho diferente aquilo.
Publicado por: Tess às maio 18, 2006 03:49 PM
Ehehehehe!! Afinal tive para aqui montes de comentários. Não pensei que parassem por aqui...
E o Farpas tão cedo?! nunca te espero antes de alta noite e hoje chegaste a casa antes de mim...?! Vejam lá, que surpreza.
Pois é Gui, eu cã emprestava, mas já tenho uma lista de candidatos à espera...Até o amigo que mo ofereceu foi com a condição de lho emprestar. todos querem ler mas ninguém quer comprar...
Publicado por: Emiéle às maio 18, 2006 06:14 PM
Pois cara amiga, como aprecio e bastante, a modéstia
das pessoas muito importantes, essencialmente todas aquelas que se destacam pela sua inteligência ao
serviço do bem comum, tenho o costume de ignorar todos aqueles que não o sendo se julgam importantes só porque contribuem para o realçar. Daí desde o primeiro momento do anúncio de mais esta publicação não sentir qualquer motivação na aquisição nem deste nem sequer dos anteriores livros escritos por esta autora.
Publicado por: congeminações às maio 18, 2006 09:20 PM
É bom haver comentários, fico contente por ver, uma grande minoria, interessada em discutir, em analisar e acima de tudo, não ter medo de chamar "os bois pelo nome".
Filomena Mónica, sedenta de protagonismo, resvalou para o pior, qual Margarida Rebelo Pinto. Cabe-nos desmistificar esta classe "intelectual", que se esquece de ser Intelectual e envreda pelos caminhos mais futeis da vida.
Publicado por: José Palmeiro às maio 18, 2006 09:21 PM
Eu não li. E não devo vir a ler a não ser que alguém mo empreste, pois jamais compraria tal livro (não é por nada, é que a minha lista dos livros que quero mesmo comprar é enoooorme, apesar de muito escolhidinhos). E não gosto de ler livros emprestados: se por acaso leio algum e gosto mesmo dele, vou depois comprá-lo! (o meu marido diz que eu sou maluquinha...)
Pelas entrevistas que vi feitas à senhora deduzi que o livro não prestaria se fosse como ela. E como é uma biografia...
Publicado por: saltapocinhas às maio 18, 2006 10:11 PM
esqueci-me de dizer que a acho uma mulher linda, mesmo actualmente (a foto que arranjaste não a favorece), mas como diz a minha mãe "a boniteza não põe a mesa"... e nem produz bons livros, se calhar!
Publicado por: saltapocinhas às maio 18, 2006 10:15 PM
Saltapocinhas- olha, eu sei que ela é melhor do que a fotozinha que arranjei tirada do Público, foi uma maldade como a Tess disse, mas chateou-me que ela se gabasse tanto por ser assim bonita :)) Depois, outra coisa, não disse mais acima mas eu também queria ler e não queria comprar... de modo que quando fiz anos e um amigo me perguntou que livro me havia de dar, falei-lhe neste! o combinado foi que eu o lia primeiro e lho passava a ele, e já tenho vários candidatos depois dele, à espera! lol
Publicado por: Emiéle às maio 18, 2006 10:34 PM
E por falar em B.I., como complemento do livro sugiro que passem pelo meu blog identidadedesconhecida.blogspot.com e acreditem que é tudo verdade. É um caso verídico, passa-se comigo há muitos e muitos anos. Caí numa teia burocrática, num vazio de lei, e não me consigo soltar nem sózinha e nem recorrendo (como fiz) ao Sr. Presidente da Republica, ao Conselho de Ministros, ao Sr. 1.º Ministro, à SIC (progrma da Fátima Lopes), à TVI, etc. Só lendo! Tudo por causa de um B.I...
Agradeço desde já a atenção dispensada.
Cumprimentos a todos.
Publicado por: Sylvie às julho 26, 2006 05:21 PM
Impressionante, Sylvie. Vou chamar esta história lá para cima, para um post!
Publicado por: Emiéle às julho 26, 2006 05:36 PM
Obrigada Emiéle! Agradeco-lhe imenso a atenção e aproveito para lhe dar os parabéns pelo seu Blog pois acho que está mt giro!
Felicidades e conto com a sua visita no "Identidade Desconhecida".
Cumprimentos.
Publicado por: Sylvie às agosto 7, 2006 06:34 PM