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maio 31, 2006

Ainda a boa publicidade

Mais um exemplo de como se pode dizer tudo quase sem palavras:

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Sensacional, não está?

Emiéle

Publicado por populo às 05:30 PM | Comentários (7)

O Ouro Negro Vermelho

Talvez sugestionada pelas notícias sobre Timor, esta noite tive um sonho.
Imaginem o disparate: sonhei que se descobria uma maravilhosa nova fonte de energia.
Não me lembro agora se essa bela descoberta tinha sido uma oferta de uns extraterrestres simpáticos (sempre gostei de ficção científica!) ou de uns cientistas terrenos. A dificuldade da segunda hipótese era não ser muito crível que, se uns cientistas fizessem semelhante descoberta, os deixassem revelá-la. Os interesses que bloqueariam essa novidade são tão fortes que acredito mais nos ETs.
Bom, mas vamos em frente que nos sonhos tudo se pode passar. De repente a humanidade tinha nas mãos uma boa energia, fácil, eficiente e a que todos tinham acesso. As indústrias tinham um enorme incremento. Uma Era de abundância e de bem-estar. E, nesse caso, as tais zonas que têm andado na berlinda por terem petróleo, Médio Oriente, Timor ( ? ) Cabinda, Venezuela, passaram a ser terras iguais a quaisquer outras. Não valia a pena serem cobiçadas, pofff…, o balão esvaziava-se e muitas das guerras do último século deixavam de fazer o menor sentido.
Pensava eu que acabariam as guerras? Bom, é certo que nos anos A.P.(Antes do Petróleo) a humanidade também andou a guerrear-se. Os gregos e troianos não discutiam petróleo ainda, portanto não acredito que se vivesse em paz para sempre, mas lá que uma grande parte destes últimos conflitos podia desaparecer, isso acredito.
Não, o petróleo não é ouro negro, é vermelho de sangue.
Em seu nome, apesar de cinicamente não parecer como primeira causa, têm morrido milhões de pessoas. Devia ser tempo de acabar com isso.

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Emiéle

Publicado por populo às 01:41 PM | Comentários (6)

Caloteiro

Eu, aqui no Pópulo, tenho batido tanto nesta tecla que ela já está um pouco desgastada. E tinha jurado de mim para mim não dizer nem mais uma palavra sobre este assunto.
Mas não resisto! É que vem mesmo no título, olhem lá:
Estado português é dos piores a pagar entre 22 países europeus
Aaaaah!!! Não sou paranoica, não. Uff!
Transcrição: «A situação é de tal forma preocupante, afirma Luís Salvaterra, director da Intrum Justitia Portugal, que os atrasos do Estado acabam por funcionar como bola de neve. Resultado, o Estado deve às câmaras, aos tribunais, às empresas, aos contribuintes. As câmaras devem às juntas, à electricidade, à água, às construtoras. As construtoras aos fornecedores e aos trabalhadores. Os trabalhadores a quase tudo e ainda aos bancos
Já notaram a pirâmide? E já se viu a quem todos pagam – aos bancos, porque o dinheiro já lá está… Bom, há os cheques sem cobertura, mas nesse caso os bancos também não os pagam penso eu.

Emiéle

Publicado por populo às 09:15 AM | Comentários (9)

E ainda a "justiça"

Apesar de serem casos diferentes isto vem na sequência do post que acabei de escrever.
Um artigo de opinião no DN também chama a atenção sobre a Justiça que temos e associa duas ou três sentenças interessantes.
Interessantes não em si, mas pelos "considerandos" que os senhores juízes decidiram fazer. Pergunta o jornalista
Neste ambiente insano e caótico, de manicómio em autogestão, quem é responsável pelo quê e quem assume responsabilidades?
Ele associa os casos graves e complicados do Apito Doirado, Envelope Nove e Casa Pia, com a sentença do juíz que aceitou as palmadas em crianças deficientes ou o que insistiu em castigar uma mulher que roubara uns queijos num supermercado, apesar de perdoada pelo lesado.
Pois é. Juízes. Quem 'avalia' os juízes, que não me estou a lembrar? Ah, espera, estou a fazer confusão, isso da avaliação sem ser por pares é para os professores!

Emiéle

Publicado por populo às 09:00 AM | Comentários (5)

Sem papas na língua

É sempre interessante ouvir a Maria José Morgado. Porque o certo é que se ela “parte muita louça” a verdade é que diz em público e em voz alta as coisas que muita gente vai resmungando entre amigos. E nunca ouvi que negassem o que ela diz ou a acusassem de difamação…
Agora aproveitou o lançamento de um livro escrito por Paulo Morais ex-vice-presidente da Câmara do Porto sobre o Poder Autárquico para dizer umas bem boas. E não pude deixar de sorrir quando ela diz que já nem pensa no "sonho de uma justiça absoluta, que é algo impossível", mas "ao menos de uma justiça relativa".
Tem graça e é verdade. Por favor, ao menos uma “justiça relativa”… Compara a corrupção com um vírus – “contamina, reproduz-se e dá cabo de tudo". Tal e qual! E uma das coisas que chocam é a frase que se ouve como justificação “…mas se os ‘outros’ fazem, eu não vou ser parvo”. Nunca ouviram?
Como é seu costume, ela dispara para todos os lados mas a verdade é que as autarquias têm telhados de vidro como todos estamos fartinhos de saber e dá gosto ouvir falar em voz alta da "magia da valorização de terrenos, muitas vezes através de expropriações desumanas e selvagens, apesar de cobertas pela lei, um urbanismo de "alta densidade ocupacional" e a "crónica dependência dos partidos em relação aos produtores imobiliários".
Tudo isto pode ser um desabafo e não adiantar nada, mas ficamos consolados por alguém o dizer, e alguém que sabe do que fala.

Emiéle

Publicado por populo às 08:25 AM | Comentários (3)

maio 30, 2006

Preocupações com Timor

O que se vai vendo é de assustar.
Ficamos a pensar…”como é possível? Como foi possível?..”
De qualquer forma para além das diversas notícias que vou apanhando aqui e ali há uma informação que me parece muito boa e pelo menos em cima da hora e directa que é do blog Timor on-line não só pelo que se diz como até pelos comentários.
Vemos por exemplo uma declaração importante que é a do Presidente da República, Xanana Gusmão.
Será bom lê-la, porque as imagens que a TV de cá nos transmite quando passam imagens de Xanana, com a sua lentidão a falar que pode passar por hesitação e insegurança, não o favorecem nada.
Tenho ouvido comentários muito críticos.

Emiéle

Publicado por populo às 10:10 PM | Comentários (3)

Uma cervejinha a mais...?

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Pelo sim, pelo não, cá eu sotpava!

Emiéle

Publicado por populo às 08:30 PM | Comentários (5)

Cartões de crédito duplicados

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Não gosto nada de me sentir burra!
Ao menos então que fosse uma daquelas loiras toda giraça, que ainda se aproveirava alguma coisa… Mas nem isso. Nem giraça, nem loira, nem esperta. Buááá!!!
Certos ‘truques’ modernos e que metam técnicas sofisticadas deixam-me sempre de boca aberta, e tal como quando vejo o Luis de Matos a trabalhar, penso para mim “mas como é possível…?!”
Aprendi, quero dizer LI, que lá aprender não aprendi coisa nenhuma, que uns ladrões mil vezes mais inteligentes do que eu, aprenderam a clonar cartões de crédito Tchiiii! Nem imaginava que tal se pudesse fazer, calculem. Até aqui tinha cuidado em guardar o meu, em decorar o código, e pensava que estaria em segurança. Nada disso. A técnica chama-se «skimming» mas não tem a ver com água, é assim: pôe-se uma qualquer coisa nas máquinas Multibanco e essa coisa copia electronicamente todos os dados dos cartões. Perceberam? Eu não, mas faço de conta que sim.
Pelo sim, pelo não, é melhor esquecer o cartão de crédito. Porque com um simples cartão multibanco só podem levantar o que lá está de modo que se roubassem o meu apanhavam uma grande barretaça; mas com o de crédito até podiam fazer dívidas em meu nome e, apesar do plafond ser baixinho, não achava graça nenhuma.
Mas fico ainda a pensar: clonar cartões?! Oh engenho! Ai, se o Alves dos Reis fosse vivo, que grande equipa!

Emiéle


Publicado por populo às 04:55 PM | Comentários (2)

Dezasseis anos

Conheço uma pessoa que faz hoje 16 anos.
Tem mais 25 centímetros do que eu e muitíssimos menos anos do que centímetros. Aproxima-se da perfeição o que é muito bom se aceitarmos que é péssimo ser mesmo perfeito. Quero dizer com isso que é um rapaz normalíssimo nos seus 16 anos: giro à brava, com uns olhos sensacionais, e as borbulhas da praxe aos 16 anos; por outro lado muito inteligente, estudioso sem ser marrão, interessado pelo mundo que o rodeia, com paixões fortes e súbitas por cavalos, por cães e gatos, sobretudo por astronomia e por pessoas, é claro. Como é próprio da sua idade lida bem com a net (melhor que a mãe) e sabe encontrar lá coisas, sem se fixar na conversa mole do Messenger. Gosta de música, gosta da vida. Muito apaixonado, felizmente. E, descobri há pouco, que tem também uma qualidade rara na sua idade – é calmo, resiste à frustração, aconselhando aos mais velhos quando os vê irritados se as coisas não correm bem “calma, vai dar uma voltinha para ver se eu resolvo isso”.
Ele tem uma excelente mãe, é claro, mas também sei que “o material” base era de muito boa qualidade. E agora deve pensar que está a começar a sua vida já decidida com a sua participação, com as suas escolhas. Sei que vai escolher bem. E que vai ter a maravilhosa vida que merece.
Parabéns João Pedro!

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(eheheh, era assim que os teus bisavós davam parabéns - olha a distância para uma msn!)

Emiéle

Publicado por populo às 12:00 PM | Comentários (13)

Obrigadinha Weblog…

Falo só para quem tem ou já teve um vício.
Sabem como é, fumar (que é o mais comum), roer as unhas, mandar msns, beber muitos cafés, enfim coisas que se fazem compulsivamente apesar de se ter a ideia de que é um exagero, mas não nos conseguimos controlar…
Há quem “blogue” por vício.
Volta não volta, interrompe-se o que se está a fazer para ver o que “os amigos/colegas” disserem, ou se no nosso blog apareceu um novo comentário, ou para lá deixarmos um “profundo pensamento” que nos ocorreu e sem o qual o Mundo ficaria bem mais pobre.
Sabem como é? Ah, não sabem? Ufff… Ainda bem.
Pois eu sou dessas ‘blogodependentes’. Uma grandessíssima chatice. De manhã venho cá espreitar e dizer de minha justiça, e muitas vezes antes de me deitar ainda por cá passo a ver se há novidade. E, claro está, durante o dia vou aparecendo sempre que posso.
Mas não desde ontem à noite. Fiquei o que se pode dizer “uma fumadora sem tabaco”. Não só não podia responder aos comentários que me deixaram, como o acesso ao privado do blog mandava-me dar uma curva, explicando que «Got an error: Bad ObjectDriver config: Connection error: Too many connections». E prontos!!!
Óó, cama, ontem; hoje, visitas só aos amigos que estão na blogspot e toca a andar…
É assim que nos tiram os vícios. A Weblog vela por nós, amigos!

PS - Claro que já acabou! Se estão agora a ler isto (mas foi escrito no período de ressaca)...

Emiéle



Publicado por populo às 11:40 AM | Comentários (2)

maio 29, 2006

Jet-set

Nem sei como é que hei-de contar esta história, porque não sou capaz de escrever dando a entoação snob e característica de “uma-tia-da-linha-de-Cascais”.Têem de fazer um esforço de imaginação para a história ter todo o seu sabor.
Ambiente: uma festa com muitas dezenas de pessoas, muitas delas desconhecidas entre si mas tendo como ponto comum a amizade com a dona da casa. Esta fazia anos e tinha decidido, como era uma “mudança de década”, fazer uma festa com os muitos amigos que tinha tido ao longo da vida. E, tendo uma vida riquíssima de experiências, repartida por todos os continentes, naturalmente que os amigos que reuniu eram variadíssimos.
Discutia-se muita coisa, artes, política, fofocas várias e algumas pessoas que há muitos anos não se viam,
encontravam-se ali com surpresa mútua. Olha este!!!Como é que estás?! Que é feito?
E então, no burburinho que me rodeava, ouvi este diálogo por detrás de mim: (e é aqui que tem de entrar o “sotaque da linha”)

- Oh, Kokas, que é feito da menina?!

- Estou óóóóptima. Estes são os seus filhos?

- São, sim. E a menina…..?

- Eu, trabalho.

- Aaaaah! Traaabaaaalha???? Que giiiiiro! Deve ser tããão bom!

Imaginam que me afastei o mais depressa possível, para poder rir longe delas. É que era exactamente isso. “Devia ser tão bom” trabalhar… A pobrezita nunca tinha experimentado e, se calhar, já não ia a tempo!

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Emiéle


Publicado por populo às 06:30 PM | Comentários (18)

As multas

A história que li ontem é um modelo, para além do aviso que se fala no título.
Resumindo: uma condutora ignorou o pagamento de uma multa de mau estacionamento (zona de parquímetros sem pagar) e 3 anos depois teve o carro e o ordenado penhorado, para além de vários objectos da sua casa - um televisor, um aquário para peixes, bem como uma bicicleta de treino.
Esta história é toda ela espantosa. Por um lado porque a “multa” da EMEL ou lá que entidade é que era, não sei que legalidade tem e foi posta por fóra, junto ao vidro. Nada confirma que tenha sido lida, com a publicidade que constantemente temos presa aos limpa pára-brisas muitas vezes deita-se tudo fóra sem reparar o que é.
Depois, o segundo acto: em Dezembro do ano passado, há 4 ou 5 meses, recebeu uma carta do Tribunal de Loures querendo que pagasse uma dívida de 285,30 €! Acreditando que a senhora não tivesse reparado no tal papel junto ao vidro, calcula-se o seu espanto quando dois anos depois, em Dezembro lhe mandam pagar quase sessenta contos?! Por não ter posto uma moeda no parquímetro?
O terceiro acto é do que se está a falar agora. Numa terra onde tudo demora tanto, em 5 meses desencadeia-se uma penhora, num valor ridículamente mais elevado do que o da moedínha em falta no parquímetro.
Assim vai a nossa “justiça”…

Emiéle

Publicado por populo às 08:47 AM | Comentários (3)

Autoviável

(nota: 'autoviáve'l não tem nada a ver com automóveis, heim?)
Ora pois então, porque não? Faz favor!
TPC que o lider Alberto João dá aos seus eleitores: Vão pensar se a Madeira é ou não, autoviável e auto-sustentável. Vão pensar para casa mas têm de ter os trabalhos de casa feitos até 2008, OK?
Mas atenção, essa ideia não quer dizer que esteja «pensando em independência e muito menos em independências do tipo Cabo Verde ou Timor», nada disso.
Ele quer é pensar «sobre a compatibilidade da nossa vida com o estilo de vida que aqueles senhores, a partir de Lisboa, querem impor ao restante território nacional».
A mania que os senhores de Lisboa têm de pensar que são governo do país todo, que parvoíce.
Governem mas é Lisboa, que é lá que vivem, e deixem o resto em auto-gestão.
(Só uma pergunta aos madeirenses que, apesar de tudo o defendem dizendo que "é um estilo": imaginem que era ao contrário, e se falava da Madeira e madeirenses dessa maneira arrogante e provocatória, o que sentiam?)

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Emiéle

Publicado por populo às 08:06 AM | Comentários (4)

Agora é a cerveja

Periodicamente somos bombardeados com informações sobre a alimentação, a maior parte das vezes contraditórias. Quem se dê ao trabalho de fazer uma lista dos alimentos que, ora nos dizem que fazem mal, ora nos dizem que fazem bem, via que essa lista era interminável!
Agora é a vez da cerveja!
Para alegria dos bebedores da dita, e agora que faz calor, vêm dizer-nos que aquela linda bebida faz bem.
Oh alegria!!! Claro que ainda há pouco ouvimos que o vinho fazia bem e a cerveja mal. Mas o vinho era o tinto, e a razão científica. (Bem sei que desta vez a razão também é científica mas tenho maior tendência a acreditar naquela outra do vinho...)
Sem pretender “abrir uma porta aberta”, cá por mim o segredo destas coisas todas está sobretudo naquilo que não se sublinha suficientemente, e que é a quantidade que se consome!
Cá por mim, deve haver muito poucos elementos que façam mesmo mal, se só se provar um nadinha e por outro lado outros que façam bem se forem comidos ou bebidos alarvemente.
Aqui o segredo não está na massa nem no recheio, está na quantidade.
Capisce?

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Foto daqui

Isto aqui era dantes, não se ponham com ideias!!!

Emiéle

Publicado por populo às 07:49 AM | Comentários (7)

maio 28, 2006

Os mosquitos já chegaram…

Ds tais “Sete Pragas do Egipto” ainda faltam algumas.
Não vi os gafanhotos nem a chuva de rãs.
Em relação à “peste”, ela anda por aí com outros nomes, e o granizo volta não volta está cá (este ano até neve tivemos). Mas quanto aos mosquitos, assim em graaande quantidade, acabam de chegar. De tal modo que já há para aí comunicados da Direcção Geral de Saúde e, pelo que tenho estado a ouvir na rádio, provocou tal debandada das praias que os engarrafamentos são quilométricos, e os bombeiros estão ali de ambulâncias preparadas para socorrer não só os picados como os desidratados, que o calor é tanto que deve haver para aí gente a derreter-se.
Olhem que é pouca sorte…
Para as pessoas é claro. Para os mosquitos é um festim, imaginem as praias cheínhas de metros e metros quadrados de pele prontinha a ser picada! É caso para dizer, que o mal de uns é o bem dos outros (neste caso, a praga mosquital!)

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Emiéle

Publicado por populo às 05:30 PM | Comentários (0)

Amigas

Apetecia-me começar dizendo “Era uma vez…”
Porque o que vou contar parece daquelas histórias de *um rei que tinha 3 filhas, e…*
Ora bem, eu tenho 3 amigas que nasceram hoje. Quero eu dizer, nasceram há vários anos mas a 28 de Maio. A mais velha, que por acaso até é também a amiga mais antiga, trago-a da minha adolescência. Vivemos muitos disparates juntas, sofremos fortes emoções como as que se sentem na adolescência. Mas o tempo afastou-nos um pouco, só a voltei a reencontrar verdadeiramente há meia dúzia de anos, apesar de ir sabendo notícias, até por ela ser pessoa conhecida.
A ‘do meio’, para bater tudo certo como nessas histórias de fadas, também já a conheço há alguns anos, embora bastantes menos, e é mais nova do que a primeira. Vai fazer hoje uma festatola, e estou aqui a olhar para o que vou vestir logo à noite cheia de dúvidas e de calor… Queria estar bonita, por mim e pela festa, mas as escolhas estão reduzidas. Ai, ai...
E quanto à terceira é, para continuar tudo tal como nessas tais histórias da minha infância, a mais nova e a mais recente em conhecimento. Somos amigas aí há um ano bem medido e, apesar dos signos diferentes, temos muitas semelhanças. Conhecimento da blogosfera que transitou para a vida privada com muita sorte minha.
Se fosse na tal história de fadas, esta, a mais novinha devia ser a mais bonita, inteligente, e a que casava com o príncipe no final. Eu espero bem que acabe assim, apesar de cada uma a seu modo serem também bonitas e inteligentes mas quanto a príncipes… cof…cof…cof…
Mas como estamos neste mundo virtual, e sonhar aqui é muito fácil, venho trazer a minha prenda à minha amiga mais novinha . Ela ‘não aprecia’ lá muito os aviões, e a última viagem de comboio não foi famosa. Mas, como sei que gosta de viajar, vai aqui um bilhete para o Orient-Express. Para ser usado quando lhe apeteça e com a companhia que quiser.
O.K.?
Dizem que é um sossego, e tipo hotel de tantas estrelas que nem o firmamento todo chega. E claro que podes sempre apear-te a meio do caminho. Os transportes terrestres têm estas vantagens: podemos ficar onde nos sentirmos bem.
Parabéns Isabel!

Emiéle

Publicado por populo às 10:45 AM | Comentários (6)

Vem aí muito calor!

Avisam-nos que vem aí muito calor.
Estou na dúvida se adopto este método:

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ou este:
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Mas inclino-me mais para o segundo! Implica menos esforço, estão a ver...?

Emiéle

Publicado por populo às 10:00 AM | Comentários (2)

E já que falamos de pedagogia...

A importância do modelo:

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É tão bom ensinar, não é?

Emiéle

Publicado por populo às 09:46 AM | Comentários (3)

Professores avaliados por pais?

Não sei muito bem o que pensar, mas também esta informação não é nada clara.
Que os pais têm o direito, e sobretudo o dever, de participar na educação dos seus filhos creio ser consensual. Até, pelo que tenho ouvido, uma grande parte dos professores ou educadores de infância lamentam-se exactamente de que os pais participam muito pouco no processo educativo. Ou seja, por aí, existe acordo – pais e professores devem estar unidos e portanto vão-se avaliando mutuamente.
Já não entendo muito bem se o que se pretende é uma “avaliação técnica” porque então, desculpem, mas parece-me um perfeito disparate. Os pais ‘normais’, pais que não tenham formação pedagógica, não poderão ter competência para dar parecer sobre se o método pelo qual o seu filho está a ser ensinado é ou não o melhor. Ou, dava-se o caso de, como o modelo de referência ser aquele pelo qual aprenderam, desejarem que fosse esse o aplicado (ou não!) desconhecendo os avanços da pedagogia.
Sintetizando, que já me estou a alargar muito: é correcto e justo que os pais dêem a sua opinião, e até procurem falar com os professores mostrando as suas dúvidas, inclusivamente quanto ao método usado. Porque não? Assim ficarão esclarecidos em vez de remoer agravos, muitas vezes sem motivo. Mas uma coisa é mostrar a sua dúvida, outra ‘classificar’ um professor por concordar ou não com o seu tipo de ensino. Essa função terá de ser a do corpo docente da escola.
Há ainda outro ponto que é o do relacionamento aluno-professor e a questão disciplinar. Também penso que os pais deveriam intervir, mas temos de olhar com atenção o problema da isenção. Porque muitas vezes isso terá a ver com a inspecção escolar. Um pai que se pronuncie num caso onde tenha sido o seu filho que esteve na berlinda será sempre juiz em causa própria. Onde estará a imparcialidade? Quando muito, existir (como creio que já se faz) um representante dos pais.
E podem assim reforçar-se os laços escola-família. Isso sim, seria muito útil!

Emiéle


Publicado por populo às 09:40 AM | Comentários (8)

maio 27, 2006

Isto não vai nada bem para manter a linha

Eu sei que com o calor não apetece comidas do tipo “enfarta-brutos”.
O.K.
Mas olhem que uma dieta à base de gelados, também não ajuda nadinha!!!
Quem diz *gelados* pode dizer sorvetes, esquimós, todos os termos que signifiquem aquilo em que estou a pensar e que é apenas o que me apetece para almoço, lanche e jantar!
Valha-me ao menos o pequeno almoço…

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Emiéle

Publicado por populo às 08:45 PM | Comentários (3)

Há mais desporto para além do futebol!!!

Já tinham reparado?
Apesar dos Mundiais, dos Europeus , dos sub-não-sei quantos, das bandeiras que só aparecem nesta altura, da euforia e excitação que se anda a viver, imaginem que existem outros desportos.
A sério!
E até acontece que se ganham medalhas.
Desta vez foi a TELMA MONTEIRO, que apanhou uma medalha de OIRO na sua categoria de judo.
BOA!!!!!!!!!!
Parabéns Telma!
Parabéns a todos nós! E talvez não se fique agora tão obcecado com a bola.

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Emiéle ( a agitar uma bandeira pequenina, do judo)

Publicado por populo às 03:38 PM | Comentários (1)

Mas como é possível ?

No outro dia falou-se numa estatística com os números de mulheres que morriam às mãos dos seus companheiros. De arrepiar. A Isabel escreveu um post a focar o assunto mas eu nem toquei no caso tantas as vezes tenho falado.
Hoje tenho de voltar a falar, infelizmente. Porque a história é tão terrível e tão “absurda” que me sinto a tremer por dentro. Não é um fait-divers tristíssimo, é todo um símbolo de situações quase inexplicáveis. Um casal muito jovem. A mãe é era uma rapariga de 24 anos. O pai, apesar de mais velho tem apenas 30. Existe uma menina que fez ontem 5 anos. Uma família jovem.
O casal estava em processo de separação e a criança, pelo que entendo da notícia não estava ainda entregue a nenhum dos pais, por se andar a decidir com quem ficaria melhor. Pois bem, agora não fica com nenhum - o pai matou a mãe e a avó com vários tiros de pistola, quando elas iam ao infantário levar-lhe a prenda de anos.
O que pode levar uma pessoa a uma acção destas, custa a entender. Dizem as testemunhas que foi um acto a sangue frio porque não se ouviu a menor discussão.
Não entendo. Não percebo como é possível, como se pode matar alguém com esta raiva branca, com este ódio profundo, sem parar a pensar nas consequências quanto mais não fosse para a pequena Catarina com os 5 anos acabados de fazer…

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Emiéle


Publicado por populo às 03:12 PM | Comentários (2)

Desemprego - escrever torto por linhas direitas

É difícil de entender mas talvez haja quem entenda. Quero dizer, eu mesma creio que entendo apesar de me custar. Faz hoje primeira página do Expresso com foto e tudo, uma notícia informação chocante:
Meninos, em Portugal, trabalham juntamente com a família para empresários de calçado ou de moda. Vão à escola, sim senhor. Por aí não se lhes pode pegar apesar de terem aprendido «mais depressa a coser do que a decorar a tabuada». Mas o resto da sua vida, é essa empreitada familiar, coser sapatos. Muitas horas por dia, tal como a mãe, tal como todo o resto da família que trabalha em casa. Porque isto de trabalhar em casa é um maná: não se ocupa espaço numa fábrica, não se gasta a luz e o aquecimento da fábrica, nem sequer é necessário fábrica, se calhar. Dá-se o trabalho ao trabalhador e ele que se desenrasque. Aliás nem se trata de “trabalho infantil” porque a empresa não sabe de nada – dá os materiais e recebe-os prontos, mais nada. Tudo muito inocente.
Não, não acuso esta mãe, descrita aqui como precocemente envelhecida o que é natural. Acuso sim o sistema que permite que uma multinacional pague de um modo tão baixo que seja necessário, para se sobreviver, pedir a ajuda de todos os membros da família, até as crianças que deveriam estar a brincar depois dos trabalhos da escola.
Porque como se sabe, há desemprego! Há adultos em idade de poderem trabalhar que não têm ocupação. E esta família nas condições que a peça descreve, trabalha decerto com um salário baixíssimo mas assim é que dá rendimento à empresa.
Ou então transferem esse trabalho para a Índia ou Malásia, não é?
A ameaça paira e é verdadeira.
As malhas do neo-liberalismo, não será?

Emiéle


Publicado por populo às 03:10 PM | Comentários (5)

O Pópulo parado

Para quem tenha passado por aqui esta manhã ( o meu orgulho quer acreditar que ainda houve quem cá viesse espreitar…) pode ter imaginado que tinha havido um novo bloqueio da Weblog.
Não senhor. Desta vez o azar foi meu. O meu “rato” fez greve. Ainda trabalhou um nadinha e depois recusou-se, fugiu. E eu não sei funcionar apenas com teclado, sou uma naba como já tenho dito.
Portanto até ter arranjado um outro de substituição, o blog ficou em stand-by.
Devo contar que fiz tudo o que deveria ter feito! O rato é dos sem fios, de modo que vi as pilhas, voltei a carregar no botãozinho que faz a ligação, desliguei tudo e voltei a carregar nos ditos botões… nada!
Greve.
Vou dar-lhe umas férias e entretanto substitui-lo por um outro de cauda, que é menos temperamental!

Emiéle

Publicado por populo às 02:54 PM | Comentários (2)

maio 26, 2006

Séries antigas: Major Alvega

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Tenho visto ultimamente com alguma frequência o canal RTP Memória.
É muito interessante fazer a comparação entre a programação de há alguns anos e a actual. E o que é giro é que nessa tal altura de “há alguns anos” criticava-se muito! E consideravamo-nos cheios de razão na crítica. Quem nos viu e quem nos vê. :D
Desta vez estive deliciada a rever a série Major Alvega. Lembram-se?!
Era completamente espectacular.
Já tínhamos visto bonecos de banda desenhada a evoluir em cenas reais. Também tínhamos apreciado (mas ainda e sempre passado “lá fóra”) actores de carne e osso a evoluir em cenários pintados. Qualquer das duas coisas era sempre muito engraçada. Mas no caso do Major Alvega - o tal ‘luso-britânico’ como ele corrige sempre – a fusão das imagens reais com a banda desenhada era extraordinária. Apenas os actores eram reais porque tudo o resto era criado em computador! E a série tinha um humor maravilhoso.
O satânico António Cordeiro / Koronel Von Block que acabava sempre por ser derrotado e, o que é pior, ridicularizado!!! Ricardo Carriço, um Major excelente e a pobre loiríssima Fraulein Schmidt dividida entre o seu escondido amor pelo aviador e o dever à pátria… Tadinha.
Mas não fosse ela..!

Emiéle

Publicado por populo às 06:55 PM | Comentários (8)

Timor

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Tenho-me mantido muito calada durante esta crise de Timor.
Não por falta de interesse, exactamente por demasiado interesse. Nunca lá estive mas tenho uma enorme amiga (minha comadre…) vivendo naquela terra. Ela e a família incluindo uma “coisinha” encantadora de 2 anos. Isto para vos dizer que leio sofregamente tudo o que se escreve, custa-me a falta de informação e sinto de momento uma enorme ansiedade.
Claro que, como amiga, vejo as coisas pelos seus olhos. E se ela admira profundamente o Xanana , se tem o maior dos respeitos por aquele homem, isso leva-me naturalmente a pensar o mesmo. Um homem doente, com um grande problema de coluna que o mantem imobilizado de corpo, mas informado e lúcido de pensamento. Que é aliás a pessoa com mais carisma naquela terra, isso parece consensual.
Quanto às afirmações da sua mulher, para uns ouvidos europeus são estranhíssimas, é um facto. Mas poderemos medir o que se passa e se vive lá, pelo modelo das democracias cheias de normas “politicamente correctas”, como são as nossas? Não sei. Digo-o sinceramente.
Mas o certo é que sinto muita admiração pelos portugueses que lá estão e continuam a pé firme sem quererem voltar para casa, tal como esta minha amiga. É de uma coragem tão grande que só podemos respeitar.
Gente de fibra. Gente de valor. Gente que acredita.

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Emiéle


Publicado por populo às 03:46 PM | Comentários (7)

Ser professor

Em fase onde, sabe-se lá porquê, os professores parecem ser os bombos da festa, apetece-me contar uma história verdadeira que ouvi ontem.
Eu estava a falar com uma menina dos seus 11 anos. Muito viva, simpática, emotiva. Invulgarmente bonita (daqui a uns anos vai fazer estragos nalguns corações) mas nem por isso especialmente coquete. Boa aluna, gosta de estudar e (oh espanto! A disciplina que mais gosta é matemática!!!) tem as notas que correspondem ao seu esforço. Parece tudo bem com ela mas conta-me que no seu primeiro e segundo ano teve um professor de quem não gostou. Segundo sentia ele "embirrava" mesmo com ela. Ou seja, o seu início, a estreia na escola não foi famosa. Contudo no terceiro ano teve uma professora que foi a oitava maravilha do Mundo. Ainda agora se emociona a falar dela. Não só conseguiu criar-lhe interesse pelas matérias como mantinha uma relação magnífica com cada um, sabia ouvir os problemas de todos. Os olhos da C. brilham que nem estrelas a falar na sua professora. Constou no 4º ano que ela não ia ficar naquela escola e foi uma consternação geral; quando se soube que tinha conseguido ficar os alunos até choraram de alegria.
Mas o que queria contar, porque acho extraordinário, foi que certa vez tiveram uma conversa na aula onde a professora propôs que cada um contasse o que de pior e melhor tinha acontecido a cada um. A minha curiosidade não resistiu e perguntei-lhe o que é que ela própria tinha respondido. Estava interessada em saber o que é que de melhor tinha acontecido a uma menina de 10 anos. A resposta em tom de evidência:o melhor da minha vida foi ter conhecido aquela professora!
Senhora professora, uma criança pensar que o que de melhor lhe aconteceu na vida foi tê-la conhecido, deve aquecê-la em noites frias durante muitos anos!
Eu fiquei a sorrir. Vale a pena o ensino, não é?

(cliquem para se ver um pouquinho maior)

PS - Este post é dedicado à Saltapocinhas . :D


Emiéle

Publicado por populo às 09:12 AM | Comentários (11)

Os alugueres dos contadores

A história é antiga.
Quando um cidadão deseja consumir um bem “mensurável” em grande parte dos casos paga o instrumento que o vai medir. Mal comparado, é como se quem entra no táxi, para além do preço da corrida, pagasse o aluguer do taxímetro. Ou numa mercearia pagasse o aluguer da balança. E o interessante é que muitas vezes essa “taxa de aluguer” é bem superior ao preço do produto consumido, ou seja as empresas forneçam ou não aquilo que se pretende têm o seu rendimento assegurado.
Não há quem não proteste com isso. Porque são despesas importantes! À partida, por mais que se poupe em determinados consumos paga-se tanto logo à cabeça que por vezes quase desmotiva a poupança – não vale a pena poupar porque “quase não se vê” essa economia no final do mês. Veio agora uma proposta decidindo que água, electricidade e gás sejam contados à custa das empresas que os fornecem.
Bem.
Muito bem.
Teremos que começar por algum lado, e este lado é bastante bom. Mas não chega.
A verdade é que os telefones escapam a esta medida. Considera-se que um telefone não é um “contador” e portanto o pagar-se o uso do telefone não é abrangido por esta medida. Mas o facto é que ele é fundamental para se utilizar o produto - para mim esse raciocínio é um sofisma! Porque eu posso ter um telefone meu, comprado por mim, mas mesmo assim pago os tais 13,4 € para o poder usar. Como sabemos essa taxa chega a ser muitas vezes superior ao gasto em chamadas!!!
E ainda as contagens serem efectuadas de tantos em tantos meses e haver um consumo “estimado”. Mas o que é isso? Porque é que não se conta como deve ser?! Muitas vezes pago gastos que não fiz mas que “podia ter feito”. E esse dinheiro avança logo, mesmo que depois seja reposto.
Pronto, começou-se por uma ponta e ainda bem, mas há muito ainda para ajustar.

Emiéle

Publicado por populo às 08:55 AM | Comentários (8)

maio 25, 2006

E quando uma batata tem calor...

... descasca-se!

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:D

Emiéle

Publicado por populo às 10:22 PM | Comentários (6)

Frei Tomás

Diz-se que o Frei Tomás pregava bem. Deveríamos seguir os seus conselhos, que eram excelentes. Já aquilo que ele praticava era outra conversa…!
Quando reparo no Estado Português não sei porquê só me lembra esse santinho (deve ser santo, creio eu) Porque o certo é que entre aquilo que é pedido exigido ao cidadão e aquilo que o próprio Estado pratica vai uma distância incomensurável. A perder de vista, mesmo.
O caso mais escandaloso interessante é o que se refere a pagamentos. Lembrou a nossa Teacher os «longos meses que o Estado leva a proceder ao pagamento dos serviços prestados» e como é certo que quem não tenha algum amigo que lhe valha e adiante o dinheiro vive aflitíssimo durante bastante tempo apesar de já ter efectuado o trabalho.
A mim já me aconteceu pagarem-me 1 ano (um ano!) depois do trabalho que eu tinha feito. E também todos sabemos que, para se proceder ao pagamento daquilo que nos é devido, temos de passar o recibo ANTES do pagamento. Só com o recibo já na mão é que, muitíssimo tempo depois, a tesouraria do organismo em causa nos dará o dinheiro. Já tenho pensado que se um dia se esquecessem de pagar como é que provávamos que não tínhamos recebido...?
Ainda há meia dúzia de dias falei com uma amiga, escandalizada, porque se atrasou 3 dias (apenas três dias) num pagamento e já lhe cobraram de juros de mora uma quantia absurda, contudo esse dinheiro era referente a um IVA de uma coisa que o Estado lhe tinha pago cerca de um ano após a entrega da mercadoria!!! “Eles” levaram um ano sem a menor penalização, ela atrasou-se 3 dias e pagou um absurdo.
Onde está a moral?
Como se pode exigir o cumprimento do dever dos cidadãos quando o exemplo é este?

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Emiéle

Publicado por populo às 06:53 PM | Comentários (3)

Dia da Espiga

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Quando eu era pequenina, passeava muito com o meu avô. Era muito “única” – filha, neta, sobrinha única! – portanto tinha centrados em mim todos os mimos da família. Mais tarde apareceram alguns primos para me tirarem as peneiras, mas em pequenininha era realmente uma princesa. E, uma das regalias, era esses enormes passeios com o meu avô.
Ele gostava imenso de passear, e a verdade é que andávamos muitíssimo. Hoje, olhando os caminhos que fazíamos fico um bocado parva como é que as perninhas de uma criança de 3 ou 4 anos conseguiam calcorrear distâncias daquelas! Mas eu raramente me queixava, e a verdade é que ainda tenho ideia de que quando estava mesmo cansada, me sentava numa pedra ou num muro até recuperar as forças.
Um dos belos passeios que recordo, por haver sempre bom tempo e ser todos os anos pela mesma altura, era o de Quinta-feira de Ascensão, ou o de Quinta-feira da Espiga. Muitas vezes dávamos uma volta tão grande que trazíamos farnel e tudo. Porque íamos por esses campos fóra em busca dos “ingredientes” necessários para um raminho como-devia-ser. Um ramo desses, como-deve-ser, tem de levar para além da espiga de trigo (pão), um raminho de oliveira (azeite e paz), uns mal-me-queres (prata e ouro=dinheiro), papoilas (alegria), alecrim (saúde). Havia quem lhe juntasse umas parras (vinho e alegria também) mas no “meu” isso não era indispensável. Íamos com umas guitas no bolso para depois amarrar os raminhos, porque fazíamos vários – para casa dos avós, para a minha, para os meus tios. Voltávamos cheios de pó, bolhas no pé, sujíssimos, muito cansados, mas felicíssimos com a nossa obra. Era sempre uma tarde em cheio!
Hoje saí de casa e vi uns vendedores que traziam nuns baldes de plástico uns raminhos já prontos a consumir. OK. É a civilização. Os meninos estão nos infantários, os avós trabalham e, mesmo quando assim não é, não há tanta paciência para estes longos passeios. Mas senti-me muito nostálgica, isso confesso. Que boa infância eu tive, com pó e suor mas aqueles ramitos eram lindos!!!

Publicado por populo às 03:40 PM | Comentários (10)

Agora é que vou emagrecer!

Ora cá está a justificação.
Andava arreliada, que com a volta do tempo quente e a mudança de roupa descobri que “alarguei” um pouco e as minhas saias e calças estão difíceis de apertar! Mas afinal o meu mal era sono!!!
Nem mais. Eu com tanta preocupação, e afinal sei agora que as mulheres que dormem cinco horas ou menos por noite correm mais riscos de aumentar de peso do que as que dormem habitualmente pelo menos sete horas
Pronto! Já está!!! Compreendi.
Andava a dormir de menos e catrapuz! Mas agora é um regalo, vou ficar um modelo, que os meus horários mudaram e as 7 horas já cá cantam!
E olhem lá, não é preguiça é controlo do peso.

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Emiéle

Publicado por populo às 09:20 AM | Comentários (5)

Dia Internacional da Criança Desaparecida

Uma criança que desaparece de ao pé dos pais é um acontecimento vulgar. Andamos a passear com ela, de mão dada, mas por qualquer motivo solta-se, fica debaixo do nosso olhar por uns momentos e depois dá uma corrida e… já ali não está ! É possivel que haja pais que nunca tenham passado por este pequeno susto, mas a esmagadora maioria conhece-o. São pequenas histórias que acabam bem, com ralhetes ou uma palmada, e a promessa exigida de que “nunca mais vais fazer isso!”
Eu passei por esse susto diversas vezes. Às vezes na praia, outras em Centros Comerciais, onde não é nada agradável descobrir um bisnico pequenito que foi atrás de qualquer coisa, mas o susto maior de todos passou-se tinha ele menos de 3 anos.
Foi no fim de o Verão, estava muito calor ainda. Como íamos sair os dois, eu depois de chegar a casa decidi ir tomar um duche para ficar mais fresca. Quando saí da casa-de-banho chamei-o, para o ter já preparado quando eu própria estivesse arranjada e não houve resposta. Uma amiga que estava lá diz-me que ouviu bater a porta mas ele não pode ter saído, pois não? Pois tinha! Abriu a porta e pôs a andar!
Olhando agora para trás tenho a convicção de que esse foi o dia pior da minha vida. Porque aquela coisinha pequenina que ainda nem falava bem, não sabendo o nome completo e muito menos onde morava, andou desaparecido durante umas cinco horas! Senti-me morrer mil vezes. O pai foi chamado de urgência, chamamos amigos, batemos o bairro de ponta a ponta, andamos de foto na mão a mostrar a toda a gente, e o tempo a passar e a noite a cair… Cinco horas depois, do Governo Civil dizem-nos que um menino tinha sido levado a uma esquadra ( e longe do meu bairro) porque parecia perdido. Era ele! O pesadelo tinha acabado.
Dizem-nos que só no ano passado, houve mais de mil queixas de crianças desaparecidas. O grosso desses desaparecimentos refere-se a adolescentes, e são “pequenas fugas” por motivos aparentemente fúteis – más notas, namoros. Mas há casos gravíssimos, de alguns que não voltam mesmo, como foi retratado no filme Alice.
É curioso a frase de um investigador destes casos: «tão complicada quanto a busca do desaparecido pode ser a preparação da família para o receber», porque voltando ainda à minha experiência pessoal, enquanto o procurava ia pensando «quando o apanhar, dou-lhe cá uma tareia!» e afinal quando finalmente o vi e ele correu para mim de braços abertos só o abracei com tanta, tanta força como se o quisesse voltar a guardar dentro de mim. Aí estava em segurança…
Mas eles têm de crescer e voar sozinhos.

Emiéle

Publicado por populo às 08:48 AM | Comentários (6)

maio 24, 2006

Grandes Esperanças

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Acabo de dar conta que nasceu um novo blog.
Fico muito atenta, e com elevadas expectativas. A verdade é que entrei neste mundo da blogosfera um pouco por “sua culpa” e tive desgosto quando esse blog de referência descaiu, sobretudo devido aos disparates que vinham nos comentários.
Depois disso tive também bastante esperança quando nasceu o Aspirina, que infelizmente tem tido um percurso muito pouco inspirador para mim, e agora reparo que, por fim, acaba de nascer um blog individual do Daniel Oliveira.
Estou aqui a fazer figas com as duas mãos para voltar a vê-lo como nos melhores tempos do Barnabé.
E para já, podem encontrar o Arrastão, aqui perto de si, na coluna da direita.
Bem vindo!

Emiéle

Publicado por populo às 05:04 PM | Comentários (3)

A Cesar o que é de Cesar

Há coisas onde é difícil não generalizar e, quanto às qualidades e defeitos dos portugueses, eu que evito generalizações, volta não volta também cá caio! Porque a verdade é que de uma forma sistemática temos a mania de nos desvalorizar. Quando há disparate, diz-se logo: “Só cá!!!” e tudo abana a cabeça. Quando se passa algo de bom, acaba por ficar em branca nuvem…
Desta vez quero realçar uma notícia bem interessante:
Uns investigadores portugueses, trabalhando em Portugal, «descobriram um novo gene que causa um tipo agressivo de leucemia, o que permite antecipar a terapia mais adequada» .
Para completar a notícia é de referir que se tratou de uma equipa «liderada pelo Prof. Manuel Teixeira, do Serviço de Genética do Centro de Investigação do Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO/Porto
Palmas!
Merecidas palmas, que tudo o que se trate de ajudar o tratamento de uma doença desta gravidade é caso para festejar com muita alegria.
E orgulho, pois então!

Emiéle

Publicado por populo às 02:30 PM | Comentários (2)

O que é a “meia-idade”?

Por mim não simpatizo lá muito com a expressão, apesar de também a usar.
«Meia-idade»?! Que haja um «início de idade» no recém-nascido aceita-se. Mas quando é o «fim-da-idade»? Como se determina o «meio»?
Bom, mas isto foi por ter reparado que cada vez se nota mais a classificação de pessoas por esse método de idade. Se por coincidência se passa algo com alguém que passou a barreira dos sessenta, a pessoa passou logo a ser referida como “um sexagenário” ( e por aí fóra… septagenário, octogenário, etc). Ainda não se define por quinquagenário, ou quatorgenário porque a moda não chegou lá…Mas não sinto que seja uma referência simpática, deixem que vos diga. As pessoas têm nomes, características pessoais para além da idade, não é?
Desta vez foi um casal (de meia idade) que com uma aposta de 60 cêntimos ganhou 114.000 €
BOA!
Pelo tamanho da aposta imagino que estes senhores não deviam nadar em dinheiro. E estes 23 mil contos devem dar-lhes jeito.
Pelo menos a mim dariam…
Tendo eu que idade tiver!!! :D

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Emiéle

Publicado por populo às 09:50 AM | Comentários (4)

O jogo da leitura das estatísticas

Quando o copo está a meio podemos vê-lo meio vazio ou meio cheio. Certo. E quando está com um terço? Ou um quarto? Será correcto dizer-se a respeito de um jarro que leva um litro “Ena Pai! Olhem que tem lá 2dl e meio!!!”
É que a respeito de certas estatísticas, alguns jornalistas gostam de fazer estes malabarismos. Hoje li em título que «Um terço de estudantes concorda com praxes violentas». Fui ler e é verdade, segundo aquele inquérito. Mas talvez o título também pudesse ser ( e estava igualmente certo ) «Dois terços dos estudantes não concorda com as praxes violentas».
É pouco bom, que haja jovens que acham piada em vexar e “agredir” os seus colegas mais jovens, mas o certo é que na globalidade são a minoria. Porque realçar isso?!
Este inquérito (?) dá-nos outros elementos: 18% afirma que não lê livros (bizarro em estudantes universitários), mas quase 30% têm carro próprio.
Problema dos jovens?
Não, problema dos pais que lhos compraram!

Emiéle

Publicado por populo às 09:24 AM | Comentários (4)

Os quatro gémeos e a Lei da Reprodução Assistida

São duas notícias que inevitavelmente se cruzam: a Lei da Reprodução Assistida e o nascimento de quatro gémeos em Portugal. E isto por ter sucedido no mesmo dia.
A votação da lei pode ser considerado um passo em frente. Um passo que esteve com o pé no ar à espera de avançar, quase 7 anos. Ter-se-ia poupado sete anos se as pessoas tivessem sido mais flexíveis da primeira vez. E não gosto muito da expressão do “mais vale tarde do que nunca” que soa a resignação, que é um sentimento que me encanita particularmente! Mas avançou-se num caminho importante, deu-se esse primeiro passo numa caminhada que creio ter ainda bastante caminho a percorrer.
E depois temos a história dos 4 bebés .
Esta história tem alguma coisa de estranho. O que começa logo a ser curioso é a idade destes pais – a mãe tem 24 anos e o pai 26. Não digo que seja invulgar, mas é cedo para serem pais sobretudo se olharmos para a história que antecede a decisão desta inseminação e foi de 7 anos de relações o que, com umas contas básicas, nos dá que desde os 17 anos dela e os 19 dele que este casal está a tentar ter um filho. Sem deixar de ter em vista que a questão é do foro íntimo, parece muito cedo para uma decisão destas. Com aquela idade seria natural que estivessem ainda na escola, coisa que, pelos vistos, passou a segundo plano. A mãe neste momento é que estava a frequentar um curso de formação profissional, e o pai, lavador de automóveis trabalhando à peça, segundo diz por vezes nem ganha 250 € por mês e quando não trabalha não ganha. Esta instabilidade económica e profissional torna um pouco bizarro este desejo tão intenso de procriação. Tão intenso que conseguiu que o Hospital lhe fisesse o tratamento decerto de uma forma gratuita.
Só que as dificuldades vão começar agora! Ou será melhor dizer que «vão continuar»...?

Emiéle


Publicado por populo às 08:51 AM | Comentários (4)

maio 23, 2006

Deram o dito por não dito, ou ...?

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Quando ouvi a primeira vez nem quis acreditar.
A informação que circulava, com base em notícias da própria televisão, era de que a SportTV não permitia a “exibição” dos jogos que transmitia, em locais públicos.
A interpretação feita, e que parecia possível, é que cafés, restaurantes, bares, que tivessem SportTV teriam de desligar o canal se tivessem clientes…
Absurdo? Tudo parece já possível.
Como estavamos cansados de saber a SportTV é um canal caríssimo. Ela sozinha é o dobro do preço do pacote básico da TV Cabo . Para além de ter de se usar um descodificador, também caro.
Até à data, sobretudo em meios pequenos, as pessoas com menos rendimentos juntavam-se no café da terra para irem apreciando os lances de futebol. Era uma prática corrente, até se animavam uns aos outros e os donos dos cafés em dias de jogos sempre recebiam uns trocos a mais.
Por outro lado, com a aproximação do Mundial, alguns desses cafés de província até investiram um bocado e compraram uns televisores maiores, não sei se uns plasmas, mas consideravam que seria um investimento para o aumento da clientela. Eis senão quando, cai como uma bomba a informação de que não poderiam ter esse canal - pago a peso de ouro - ligado!!! Calculo como ficaram os comerciantes e o desapontamento dos clientes. Por um lado quer-se o país a apoiar a selecção e por outro corta-se a visão do espectáculo…?!
Bom, agora dizem que não. Apenas não será permitido «a montagem, em locais públicos, dos designados ecrãs gigantes e outros dispositivos semelhantes para exibir as imagens dos jogos». Mas por outro lado parece dizer-se o contrário e que os tais cafés e restaurantes são abrangidos, até mesmo as Juntas de Freguesia!
Enfim…quem fala verdade? O governo fica calado?
Melhorou um pouco se se trata apenas de ecrans gigantes em grandes espaços, mas mesmo assim continuo a achar que se queremos essa tal grande mobilização, seria mais provável sem essa bizarra proibição. Ou imagina-se que se consegue espremer sangue de um nabo, e ainda muitos particulares vão aderir a esse canal chupando mais uns euros para os senhores da SportTV?!

Emiéle

Publicado por populo às 04:45 PM | Comentários (4)

GRRRRRR!!!

Com a chuva de spams que ando a sofrer ( eu e, pelos vistos, grande parte dos colegas da Weblog) a verdade é que esta traquitana tem alturas em que bloqueia total e completamente!
Esta manhã, como decerto reparou quem passou pelo Pópulo, a minha “produção” foi baixinha… Pudera! Queria entrar em casa e a chave não dava a volta na fechadura. Como tinha mais que fazer não pude ficar aqui à espera que passassem os humores, e o servidor me deixasse entrar.
Mas mete uma raiva tramada, ter umas coisas para postar e, quando se quer ter acesso, apanhar pela frente com esta mensagem:

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Emiéle

Publicado por populo às 02:00 PM | Comentários (3)

Excesso de asseio...?

Não dou muito mimo ao meu carro.
Cuido dele, revisões certinhas, vejo óleo, pressão dos pneus, água, e lá ponho a gasolina no biberon, mas nada demais.
E quanto a banhos é com conta peso e medida.
De Inverno não precisa.
Sempre vai chovendo e a água da chuva é muito limpinha. Serve para lhe tirar o pó. Mais para o Verão, lá tem de ser mas com algum custo – não aprecio ser eu a fazê-lo mas custa-me dar aquele dinheiro para lhe sacudirem o pó.
Mas ontem, considerei que estava mesmo a precisar e levei-o a uma lavagem. Saíu a brilhar, parecia outro. “Bom, pensei, vamos ver quanto tempo dura com este aspecto…”
Claro, esta manhã chego ao pé dele e deve ter sido o brilho que atraiu a passarada! Três belos cocós de pombo, um no vidro que ainda escapa, mas dois mesmo em cima da pintura. Grrrr!
Apesar de tudo, encontrei na net este desgraçado que ficou bastante pior do que eu. Sempre me vou animando com o mal dos outros…


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Emiéle

Publicado por populo às 01:50 PM | Comentários (4)

Trabalhar com gosto

Quando se tem uma teoria e a vemos confirmada por quem menos se espera, é sempre uma alegria!
Aconteceu-me agora. A tal teoria que tenho é dupla. A primeira parte é que trabalhar, contra uma ideia generalizada, é um prazer. A segunda parte, é que esse prazer depende por um lado do trabalho que se faz e por outro, da forma como o encaramos.
Tenho essa firme convicção e ninguém me demove dela!
Quando tento passar esta mensagem oiço muito respostas do tipo: “Pode ser bom quando o que se faz é interessante. Se eu fosse um ilustre cirurgião que salvasse vidas, podia sentir-me muito realizado, mas os trabalhos vulgares são sempre uma seca!” Portanto, a ideia que quase todos têm é que existem profissões “nobres”, interessantes, motivadoras, atraentes, e… as outras, na qual o resto do maralhal se integra.
Bom.
Estava há pouco a conversar com a minha mulher-a-dias e ela sai-se-me a dizer:-”Sabe que eu gosto muito do que faço! Tenho sorte com esta profissão. Sinto-me livre, posso mudar de patroa se quiser e me sentir aborrecida e nunca me faltou trabalho. Vario muito, porque todas as casas são diferentes e eu acho graça a isso – aborrecia-me se tivesse que trabalhar sempre no mesmo sítio. E depois fico feliz com o que faço – chegar a uma casa toda desarrumada e suja e quando eu saio está tudo nos sítios e limpinho! Sinto-me mesmo bem, é um trabalho que se vê!”
Garanto que foram estas as palavras.
E esta? Eu acabei por me colocar na sua perspectiva e sentir que tinha razão. A isso é que se deve chamar a “fada-do-lar”, por onde passa tal como uma fada com varinha de condão fica tudo bonito e arranjado.
Foi uma conversa completamente inesperada e surpreendente, mas verdadeira.
Emiéle

Publicado por populo às 01:38 PM | Comentários (5)

Começa o Europeu Sub-21

Vem aí mais futebol.
Hoje, a ¼ para as 8, Portugal vai jogar com a França Portugal vai jogar com a França. Os dois teinadores fazem “caixinha” sobre quem vão ser os seus jogadores – depois logo se verá. É um modo de aguçar o interesse.
Mas é uma surpresa muito agradável ler a entrevista do treinador francês. Afinal é uma lição de como as coisas podem ser levadas sem dramatismos e brincar com assuntos que, para outras pessoas, parecem ser casos terríveis de vida ou de morte.
Uma das coisas que, para um não-apaixonado do futebol (e ainda há uns tantos), se torna caricato é o modo como certos jornalistas escrevem e sobretudo FALAM. Ao ouvir os comentários a um jogo no final, muitas vezes fica-se na dúvida sobre o que se está a falar se de um desafio de futebol ou uma catástrofe natural…
Este senhor diz coisas descontraídas e bem-humoradas.
“Vou pôr 6 jogadores a tentar travar o Quaresma” o que é um modo brincalhão de fazer um elogio, ou “Os jogadores que vão jogar de início? Ainda vou fazer o sorteio”, ou ainda sobre o facto de estarmos em Portugal e isso poder ser favorável para a nossa equipa: “Já contava que houvesse muitos portugueses em Portugal. A Selecção portuguesa é a favorita para o jogo e para ganhar o torneio.”
Reparem que é brincar, sem ofender, mas tornando leve uma questão que sendo importante no fundo…é só desporto.
E é bonito ser levado “desportivamente”

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Emiéle

Publicado por populo às 09:15 AM | Comentários (2)

maio 22, 2006

Trava-línguas erudito

Enviaram-me esta “prova” de que afinal a língua portuguesa é menos difícil do que a inglesa:

Em português: Três bruxas olham para três relógios Swatch. Qual bruxa olha para qual relógio Swatch?

Em inglês: Three witches watch three Swatch watches. Which witch watch which Swatch watch?

Ou: Três bruxas suecas e transsexuais olham para os botões de três relógios Swatch suíços. Qual bruxa sueca transsexual olha para qual botão de qual relógio Swatch suíço?

Ficará: Three Swedish switched witches watch three Swiss Swatch watches switches. Which Swedish switched witch watches which Swiss Swatch watch switch?

Apetece dizer no final: - Santinho!!!

Emiéle

Publicado por populo às 03:20 PM | Comentários (4)

A educação googliana

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É das coisas mais engraçadas e que afinal mostra que se pode ensinar e aprender de um modo divertido e leve. Este famosíssimo motor de busca tem o cuidado e a ideia brilhante de comemorar qualquer efeméride que considere de relevo com um “enfeite” no logotipo Google. Ou seja, quando um cidadão abre este motor para uma pesquisa qualquer, ou dá uma palmada na cabeça e diz “Ah! É verdade! Já me esquecia do totoloto que hoje é o dia de S. Martinho” (ou dia da Mãe, ou dos Namorados, ou…), ou pode pensar. “Tem piada… Não sabia que o Picasso tinha nascido hoje! Já aumentei os meus conhecimentos
E cá está!
Hoje fazia anos Conan Doyle. O “inventor” do policial, da dedução lógica que depois foi tão satirizada mas é um excelente exercício mental de observação e dedução. Os seus romances poderão estar ultrapassados nalgumas coisas mas continuam a ser muito interessantes e abriram caminho a todo um género literário.
Que vai longe! Olhem para o seu último descendente, “O Código Da Vince”…

Emiéle


Publicado por populo às 09:11 AM | Comentários (3)

Os novos vícios

Os especialistas em “dependências” começam a estudar agora o que chamam «novos vícios». À medida que se combatem os antigos (tabaco sobretudo, com uma fúria de cruzada) nota-se que florescem por aí outras dependências.
Um director de um CAT explica-nos que « que a sociedade de consumo e o aumento da oferta estão a criar fortes dependências patológicas sem substâncias psicoactivas (drogas), não só nos toxicodependentes em tratamento como no cidadão que nunca consumiu qualquer droga lícita ou ilícita»
Tal e qual!
Depois fazem uma listazinha desses vícios, e bate bastante certo: compras compulsivas, o vício da Internet, os jogos de consola, o telemóvel e o sexo. E o complicado é que contráriamente aos “outros vícios” é a sociedade na sua globalidade que os estimula. Uma grande bola de neve, porque é a partir destes consumos excessivos que por outro lado se arranja emprego para muita gente.
É claro que não é de desprezar o “emprego” que daqui a uns tempos vai haver para os psiquiatras e técnicos de saúde mental.
Também têm de viver, né?

Emiéle

Publicado por populo às 08:55 AM | Comentários (6)

Ils sont fous ces romans japonais!

Com a saída do filme «Código Da Vinci» desencadeou-se de novo uma loucura generalizada. De um lado e de outro. Uns entraram em histerismo numas ânsias que parece relembrar as reações às tais caricaturas, e outros vão por aí fóra a aumentar vendas e daí a pouco estamos invadidos por teeshirts, canecas e porta-chaves com imagens alusivas.
Mas a melhor vem do Japão! Uns cientistas de lá, deram-se ao trabalho de, a partir dos retratos da Gioconda e do Leonardo, “reconstitui-lhes” as vozes!!!
E esta heim..?
Eu cá fiquei impressionada! :)
Ora oiçam lá:
Está aqui
Parece que a voz do Leonardo está mais empastelada por causa da barba. É natural, não?
Além do mais até ficamos a saber a altura da senhora, aí um metro e 68, mais coisa menos coisa…(tudo isto a partir do indicador direito) Ora as coisas que se vêm a descobrir!

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Emiéle

Publicado por populo às 08:45 AM | Comentários (5)

Ouro, platina e diamantes

Como é que eu não me tinha já lembrado disto? Era pura distracção porque pensando um pouco é mesmo o “ovo do Colombo”.
Os telemóveis que tenho tido duram-me bastante. Eu mantenho o mesmo telemóvel durante alguns anos, contudo quase sempre acabo por ter de os trocar porque começam a ficar desgastados. Os números nas teclas vão deixando de se ver, o ecran a ficar muito riscado, enfim o excesso de utilização envelhece-o por desgaste do material. Normal.
Mas afinal há quem tenha pensado nisso. Há para aí uns telemóveis feitos de ouro, diamantes e platina que devem ser mais resistentes, calculo eu.
Já imaginaram, é que uma tecla de diamante não se pode desgastar, não é?
Assim podemos ter um telemóvel que nos dure anos sem fim. E poupa-se também noutras coisas porque já traz «o mais moderno reprodutor de MP3, uma memória de 2 GB e câmara fotográfica de alta resolução». Quem é amigo, quem é?
É claro que estas coisitas têm de se pagar, ninguém disse que eram de graça:784.000 €.
E também quem comprar este telemóvel pode contribuir para a diminuição do número de roubos, porque o tipo que nos pilhar este brinquedo não vai precisar de voltar a roubar durante o resto do ano, não é?

Emiéle

Publicado por populo às 08:44 AM | Comentários (7)

maio 21, 2006

O verdadeiro banco de dados

Não entendo porque é que mo enviaram como tendo sido concebido por uma loura.
Onde está o mal?
Quem é que não consegue ver que aqui está um bom e sólido Banco de Dados?!


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Emiéle

Publicado por populo às 06:16 PM | Comentários (5)

Blog ou fórum?

Tem-me feito confusão e não resisto a partilhá-la convosco. Talvez me possam esclarecer.
Existe um blog escrito por uma senhora que tinha muitos comentadores, batia recordes de comentários. Eu não fazia parte deles porque não me interessava muito aquele estilo, mas impressionou-me sempre esse número elevado de pessoas que por ali passavam.
Um dia correu a notícia de que a dona do blog tinha falecido subitamente. Na altura escrevi um post, chocada. E imaginei que os seus admiradores e comentadores até aproveitassem o blog estar aberto para ali manifestarem o seu desgosto. Seria natural.
O que já me parece pouco natural, é que o último post ali escrito tenha sido em 2 de Fevereiro, há mais de 3 meses e entretanto os comentários continuam. Esse famoso post já vai em 1.724 (mil setecentos e vinte e quatro) comentários! O que fui lá ler deu para entender que as pessoas continuam a ir ali… conversar.
Mas, ou eu estou enganada, ou isso é a ideia de um fórum não é exactamente um blog.
Enfim, não tenho nada com o facto de haver 400 comentários numa semana num post escrito há 3 meses por uma pessoa que já morreu, mas lá que é estranho, isso é.

Emiéle

Publicado por populo às 11:35 AM | Comentários (9)

Bandeiras vivas

Com certeza que houve muito quem tivesse gostado, uma vez que teve tão grande adesão. Por princípio embirro com este tipo de records, o maior, a mais, o mínimo, o mais alto, o mais gordo, o … mais parvo! A ideia do Guiness em si é-me antipática e pronto!
Desta vez decidiram fazer uma graaaande bandeira, com mulheres (não sei bem porquê) a incentivar a selecção nacional. Por mim, deviam era treiná-la bem, pôr aquela gente a jogar como deve ser, conseguir um espírito de equipa e deixar o folclore para outros Carnavais.
Mas enfim, lá se fez a bandeira.
Eu preparava-me para escrever este post a gozar com isto quando começo a ler os comentários que alguns leitores fizeram.
OK, OK. Estão bem uns para os outros! Tão tonta é a ideia da bandeira como as pessoas que a criticam nestes termos «por acaso não tinham mais que fazer, muitas foram e deixaram a casa por arrumar, a roupa por lavar…….» ou os que falam na sua Pátria madeirense...
Enfim, este é o Portugal que temos.
Pelo menos UM dos Portugais. Acredito firmemente que há outros.

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Emiéle

Publicado por populo às 10:53 AM | Comentários (7)

É propaganda, só pode!

Tenho uma teoria: que a publicidade montou uma magnífica rede de promoção ao famoso Código e resultante Filme. E vai daí, infiltraram uns sujeitos que desataram com contestações idiotas e a fazer de conta que levam tudo aquilo muito a sério.
Assim como quando foi a Invasão dos Marcianos a peça de teatro transmitido pela rádio, ideia genial do Orson Welles. Grande pânico, não foi? E grande risota no fim…
Desta vez pegam num bom romance de suspense e policial, e cria-se toda uma novela em seu redor. Aquilo vende-se que nem pãezinhos quentes!
Vem aí um filme. E, catrapus, fazem-se fogueiras com o livro, proíbem e exibição do filme e já está!
Enchentes pela certa!
São espertos estes publicitários!!!

Emiéle

Publicado por populo às 10:10 AM | Comentários (3)

Isto foi há 3 anos. Será que melhorou…?

Parece que a Eurostat embirra com Portugal!
Sempre que lemos os estudos que faz dá para concluir que a comparação com “os nossos irmãos europeus” é má para nós. Agora dizem-nos que até «as regiões mais pobres da Espanha ultrapassaram em 2003 o nível de riqueza médio de Portugal»
É chato!
Bom, mas eles são grandes e nós pequeninos, deve ser por isso.
Uff!!! A culpa não é nossa, é da geografia.
Mas depois, olhamos para outros pequeninos, Dinamarca por exemplo, aí metade de Portugal em tamanho e população, e concluímos que não deve ser por isso.
Bem, mas este estudo analisou o ano de 2003, e daí para cá as coisas melhoraram muitíssimo!
Não é verdade?
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Ah, nããão?

Emiéle

Publicado por populo às 09:40 AM | Comentários (5)

maio 20, 2006

Poupar tempo

Se "tempo é dinheiro", e "no poupar é que está o ganho", aqui está uma forma de ir enriquecendo. Despachar simultaneamente dois banhos.
Contudo muito cuidado em não trocar os frascos.
Nada de lavar o bebé com o detergente e a loiça com o shampô.

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Emiéle

Publicado por populo às 11:00 AM | Comentários (7)

Brasileiros

Fomos ontem jantar fora.
Havia uma comemoração que estava ‘pendurada’ à espera do dia 20, e que ontem já se pôde realizar. Voltámos a um restaurante que tínhamos encontrado há pouco tempo, brasileiro, onde serviam um rodízio de pizas. Nem sabia que tal existia até ter lido uma vez um post do Farpas, e o princípio é engraçado: paga-se um tanto e vão-nos oferecendo fatias de piza ( ou pizza??) de qualidades diferentes até rebentarmos!
O restaurante não terá uma grande decoração, parece uma garagem com duas paredes pintadas de branco e duas de verde, uns quadros por ali para encher o espaço, e duas bandeiras – portuguesa e brasileira – num canto. Mesinhas com toalhas azuis e quando chegámos estava quase vazio, apesar de ter já um jovem, abraçado a um violão, a cantar. Ali a “música ambiente” era mesmo ao vivo.
Bom, fomos atendidos depressa, trouxeram pedacinhos de pão quente barrado de manteiga de alho e azeitonas muito bem temperadas, bebemos uma sangria que parece refresco mas sobe que eu sei lá, e muito rapidamente tínhamos a primeira fatia de piza à frente. O cantor ia desfilando os sons mais conhecidos da MPB e todos iam abanando a cabeça, batendo o pé, e até um vago coro subia das mesas nas cantigas mais famosas…
O que queria chamar a atenção - o tema de conversa no nosso regresso a casa – é como é possível que este povo seja aparentado connosco? Que alegria de viver, que boa disposição, que optimismo! A verdade é que estão numa terra estranha, com um clima diferente do que estão habituados, entre gente desconhecida e por vezes hostil, sentido decerto dificuldades grandes mas mantêm uma energia e uma alegria contagiante. Os empregados ali eram rápidos, bem-dispostos, sorridentes. Uma pessoa saía, bem alimentada mas sobretudo bem disposta. Porque o bom humor é contagiante! Quando fui pagar à caixa (aquilo tem um cartãozinho em cada mesa e pagamos no final, na caixa) verifiquei que não tinha levantado dinheiro e se calhar o que levava não chegava. Disse-o à brasileirinha risonha, mas antes confirmámos quanto era a conta e afinal chegava. À justa mas dava. Contagiada pela simpatia do ambiente, virei e despejei completamente o porta-moedas na bandejinha e a menina entre risos “mas deixa ficar tudo?” a que tive de responder “é que assim ficam ricos!”, e saímos entre risota.
Apetece voltar. Não apenas por ter comido bem e barato, mas pela terapia benéfica.
Como é possível sermos aparentados desta gente optimista? Há para aqui um elo que falhou…

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Emiéle

Publicado por populo às 10:04 AM | Comentários (12)

Novo sistema solar!


É mesmo o que estamos a precisar.
Baralhar e dar de novo, que este mundo já deu o que tinha a dar.
‘Bóra aí, bandeirantes para
um novo sistema solar !!!
A ver se deste vez temos mais juizinho e não se estraga o brinquedo.

Emiéle

Publicado por populo às 09:51 AM | Comentários (8)

Sonho do dragão e não só…

Já lá para trás falei nesta notícia:
Um portátil a 100 euros!!!!
Bom. Pelos vistos não era só conversa, ele aí vem!
U A U !!!!
Explicam que tem o tamanho de um livro formato A4, pesa cerca de meio quilo, tem capacidade de processamento equivalente à do Pentium III.
Não sei como será com a garantia, mas com este preço, se avariar é comprar um novo…

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Emiéle

Publicado por populo às 09:50 AM | Comentários (6)

maio 19, 2006

CATARINA EUFÉMIA, 52 anos depois


O primeiro tema da reflexão grega é a justiça
E eu penso nesse instante em que ficaste exposta
Estavas grávida porém não recuaste
Porque a tua lição é esta: fazer frente

Pois não deste homem por ti
E não ficaste em casa a cozinhar intrigas
Segundo o antiquíssimo método obíquo das mulheres
Nem usaste de manobra ou de calúnia
E não serviste apenas para chorar os mortos

Tinha chegado o tempo
Em que era preciso que alguém não recuasse
E a terra bebeu um sangue duas vezes puro
Porque eras a mulher e não somente a fêmea
Eras a inocência frontal que não recua
Antígona poisou a sua mão sobre o teu ombro no instante em que morreste
E a busca da justiça continua

Sophia de Mello Breyner Anderson


Emiéle

Publicado por populo às 10:52 PM | Comentários (5)

Saudosismos

Ontem de manhãzinha tinha o rádio ligado como de costume, e o meu filho ao ouvir uma cantiga chamou-me -“Olha! Não parece o Solnado ?!” Fui ouvir. Abanei a cabeça que sim. Era o Solnado. Ficámos os dois a ouvir, caladinhos, mesmo correndo o risco de nos atrasarmos a sair de casa. O Solnado cantava a 'Canção do Malmequer'.
E expliquei-lhe: quando em Abril falei por aqui na Censura e no modo como se conseguia enfrentá-la, com tanta firmeza que, por vezes, ela até recuava, esta canção teria servido muito bem de exemplo. Foi uma canção de revista, sendo a revista a janela aberta por onde se conseguia escoar alguma coisa. Raul Solnado, um dos grandes humoristas portugueses, em 1972 teve a coragem de a cantar. A revista chamava-se “P’ra Frente Lisboa”, e como é evidente embirraram logo com a primeira palavra, a que dava todo o sentido à cantiga. Tentaram que Solnado a cortasse, coisa que ele corajosamente não fez. A canção ficou. É esta, cantarolada e recitada na sua voz gaguejada:

Português, ó malmequer
Em que terra foste semeado?
Português, ó malmequer
Cada vez andas mais desfolhado

Malmequer é branco, branco
Que outra cor querem que escolha
Se te querem ver bonito
Por que te arrancam as folhas?

Por muito humilde que sejas
Malmequer ó meu amigo
Lá vem o dia da espiga
Que tens honras de trigo

Refrão

Malmequer tens pouca flor
Mesmo assim és um valente
Antes ser dez réis de flor
Do que ser dez réis de gente

És uma flor do povo
Vem do povo a tua força
Estás bem agarrado à terra
Não há vento que te torça

Refrão

Malmequer ou bem-me-quer
És a flor mais desprezada
Uns com muito, outros com pouco
E a maioria sem nada

És branco da cor da paz
Mas seja lá por que for
Há para aí uns malmequeres
Que andam a mudar de cor

Refrão

Regam-te a seiva com esperança
Mesmo assim não és feliz
Há muitas ervas daninhas
Que te atacam a raiz

Malmequer se fores regado
Num dia de muito Sol
Cresce, cresce, cresce, cresce
Para seres um girassol

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Emiéle
PS- Não consegui encontrar a cantiga cantada por ele para aqui a deixar

Publicado por populo às 05:08 PM | Comentários (4)

Como perder peso

Palavra que não me quero fazer engraçada, mas juro que foi mesmo assim:
Hoje peguei no jornal O Metro e por casualidade olhei para a coluna da esquerda. Pasmei, fui a correr à página 10 onde me parecia que se explicava a novel técnica de emagrecimento.
Engano!!!
Os meus olhos tinham ligado a última linha de cima à notícia de baixo. Ooooh… Foi sem querer, mas tinha-me parecido que fazia todo o sentido. Não era tal.
Não tenho lá grande admiração pelo Nuno Rogeiro e ainda não foi desta que passei a admirá-lo.
Mas lá que era interessante, isso era.

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Emiéle

Publicado por populo às 12:15 PM | Comentários (6)

Nós somos é resistentes!!!

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Quando se diz NÓS, quero dizer MULHERES!!!!
Vejam só: As mulheres vivem mais do que os homens mas bastante mais doentes. Aí valentes!
Ou seja , quanto ao sexo forte, dá-se-lhes um sopro e apagam-se!
E as mulheres, todas cheiinhas de achaques, cá vão andando direitinhas até aos 80.
Tou já a ver o que me espera.
Oiteeeenta aaaanos, aí vou eeeeeu!!!!

Emiéle

Publicado por populo às 10:20 AM | Comentários (3)

Incomunicável (..mas não para a TV )

O caso é caricato, mas nada que nos admire muito.
O homem que se presume responsável pela onda de violência que varreu São Paulo ultimamente, está preso. Preso numa prisão de "segurança máxima". E não apenas preso, está INCOMUNICÁVEL
O dicionário diz-nos que incomunicável significa «que não tem comunicação; que não é comunicável; que não pode comunicar com ninguém; que não pode ligar-se ou não pode ter ligação»
OK. Mas não com a TV. Este senhor, chefe poderoso de qualquer coisa muito semelhante a uma rede de máfia, dá-se ao luxo de ser entrevistado pela Rede “Os Bandeirantes”
O interessante, é que a culpa desta situação não é dos responsáveis da cadeia, mas sim dos jornalistas que fizeram a entrevista.
Parece que esta história não é nova, pois não?
Não se diz que Portugal e Brasil são países irmãos?

Emiéle

Publicado por populo às 09:23 AM | Comentários (4)

As demoras

Li agora uma notícia e, na minha cabeça, fiz um link automático para um importante post da Saltapocinhas
Trata-se de demoras em questões de saúde.
A área da saúde é aquela onde, naturalmente, nos sentimos mais fragilizados e indefesos. Quando se está doente, ou sobretudo quando está doente alguém que amamos muito, a terra começa a girar noutra velocidade. A ansiedade faz-nos ver o mundo com cores diferentes daqueles com que as outras pessoas o vêem. E por mais que um especialista nos diga para ter calma, para relaxar, nos tente tranquilizar, o certo é que o sentimento de perigo e o medo do sofrimento ou eventualmente da morte é um medo tão sério e forte que não se domina com alguns bons conselhos. Digo isto para aceitar que por vezes existam situações que para um doente sejam completamente prioritárias e para o técnico de saúde não o sejam.
Mas há limites. E o facto é que esperar por uma consulta, ou por um diagnóstico, não é esperar um autocarro. Se compreendo que após a consulta o médico possa dizer “passa-se isto ou aquilo, vamos fazer assim ou assado, mas está tudo estável e não é necessário intervir imediatamente” e aí já joga a ansiedade do doente que deseja ver-se livre do problema o mais depressa possível, já não entendo que se demore na investigação inicial.
A notícia do hospital que foi condenado porque demorou tanto a transferir um jovem doente que, quando chegou ao outro hospital os danos já eram irreversíveis, deveria ser um alerta. O caso do menino que esperou 3 anos pela consulta não teve gravidade porque o caso se resolveu – mas quando se fez a marcação alguém poderia dizer isso? É admissível que uma criança espere metade da sua vida para ser examinada e sujeita a uma operação se for caso disso?
São estes casos que fazem que a nossa saúde seja vista do modo que é. Fico sempre com a ideia que as soluções pontuais que vão surgindo e podem melhorar o panorama são remendos de bom pano em tecido estragado. Mais tarde vai romper-se noutro local. Estamos a precisar é de roupa nova.

Emiéle

Publicado por populo às 09:14 AM | Comentários (7)

maio 18, 2006

A dificuldade estava nos cais de embarque

Já está entendido a demora no prolongamento da linha azul até Santa Apolónia.
Afinal nada demais. É que os cais de embarque da Estação da Praça do Comércio não estão lá muito firmes.
Mas tudo se vai arranjar!

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Emiéle

Publicado por populo às 09:38 PM | Comentários (5)

O “Bilhete de Identidade”

Só agora terminei o romance que toda a gente já leu: a biografia da Filomena Mónica.
Ando aqui sem saber se escrevo alguma coisa no blog ou não. É que imagino que ninguém tenha o menor interesse em conhecer a minha opinião, mas se calhar aqui há uns anos também imaginaria que ninguém teria o menor interesse em conhecer a vida pessoal da Mena Mónica e afinal aquilo vende-se que nem pãezinhos quentes…
O que resulta disto é o terrível voyeurismo que a malta intelectual tem. Porque afinal vai tudo ler o livro porque ela escarrapacha lá, com os nomes verdadeiros, várias histórias pessoais de gente que agora é conhecida. Alguns, como o Vasco Pulido Valente são peças centrais, outros são mais acessórios, mas o certo é que quem vai ler está interessado em todos os pormenores, sobretudo os de cama. E é isso o que lá se encontra, fiquem descansados. Aliás o que me impressionou um pouco foi, sendo ela uma socióloga, haver tão pouco “miolo” sociológico naquela história. Claro, possivelmente guardará as suas análises sérias para os livros também sérios. Aquilo foi uma brincadeira… Contudo algumas coisas deixaram-me admirada - apesar de falar em Maio de 68, por exemplo a crise académica de 62, em Portugal, quase “não existiu” para ela. Um pouco chocante estranho.
E também, cada um mostra-se como gosta mas aceitando que tivesse a sua mãe os defeitos que ela aponta, é um pouco de arrepiar a frieza com que se lhe refere sempre. Valha-nos o amor que repetidamente declara ter pelos filhos, apesar de também, afinal, falar pouco deles.
Pois, é certo, Filomena Mónica apresentou-se a si mesma e decerto que sob a luz que mais gostou. Foi ela que escolheu em que tabuleiro quis jogar, portanto se o resultado não a favorece não poderá queixar-se de ninguém. E, o tal resultado é curioso: vemos uma mulher arrogantemente podre de vaidade. É difícil imaginar que se possa ser mais umbiguista, e creio mesmo não ser um acaso que a biografia acabe cerca dos seus 30 e poucos anos, no apogeu da sua beleza e no início de uma carreira que ela sugere vir a ser brilhante.
Deve ser tão bom, sentirmo-nos assim!

Emiéle

Publicado por populo às 09:15 AM | Comentários (15)

Um aumento de lucro de 15,6%

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Ah que bom, que bom, que bom, que bom, que bom !!!! Temos uma empresa portuguesa que teve um lucro de mais 15% face a igual período do ano passado.
Que sucesso, heim?!
Afinal isto vai mesmo de vento em popa.
Deixa-me ver, a empresa é… a PT
Mas… como é…ora deixa-me cá ver as minhas contas de telefone. Eu pago quase 15 € só para ter direito a ter telefone, para além das chamadas que faço. Ou seja, recebem 15 € limpinhos, sem a menor despesa, já a fizeram quando montaram a linha e para além disso têm o lucro das chamadas.
Já entendi.
Assim não deve ser difícil aumentar os lucros Ser a única, e com estas mordomias, se perdessem é que seria caso para grande admiração. :o

Emiéle

Publicado por populo às 08:32 AM | Comentários (5)

Marcar limites às crianças

Tenho repetido aqui vezes sem conta que educar uma criança não é difícil mas há que ter ideias claras e firmes na nossa cabeça. E que um dos erros muito frequentes da actual “moda educativa” é a excessiva tolerância, deixando as crianças sem regras que possam orientar o seu comportamento. Tudo é possível, para evitar um beicinho, ou o trabalho de dar uma explicação.
Ontem precisei de ir a uma estação de correio. Havia muito poucos clientes mas os que lá estavam eram muito demorados. A ser atendida num guichet estava uma senhora de idade com uma criança, sua neta, menina talvez de 4 anos apesar da chucha pendurada no vestido. Corria de um lado para o outro o que era natural, e não prejudicava ninguém. Mas como se aborrecia descobriu a máquina onde se tirava as senhas, e percebeu que se carregasse num botão saía um papel. Passou a ter distracção: carregava no botão e obtinha uma senha! Isto é natural na criança, o que não o é, é a complacência da avó, que seguia de longe as manobras da neta sem levantar a menor objecção. Eu ainda admiti que a senhora não entendesse bem o que a criança estava a fazer, mas ela foi-lhe mostrar, a mão nem conseguia segurar todos os papeis e a avó perdida de riso só lhe disse –“Mas para que queres tu essas senhas todas?!” e a catraia encolhendo os ombros: –“Ora, p’ra brincar!”
É fácil adivinhar a continuação da história. Quando a avó e neta saíram dali, as pessoas que se seguiam estavam todas baralhadas. Durante longos minutos, foi-se ouvindo a campainha chamando pessoas inexistentes, referentes a senhas que iam na mão da menina que possivelmente as deitou fora mal chegou à rua.

Emiéle

Publicado por populo às 08:15 AM | Comentários (6)

A luta inquilinos versus senhorios

Está para dar e durar!
É evidente que “a culpa” desta situação foram os anos de congelamento de rendas. Todos nós nos habituámos a ir sofrendo ano a ano, mês a mês, dia a dia, os problemas resultantes dos aumentos de tudo. E, com protestos ou não, como era gradual íamos pagando. Mais do que o “ir pagando” a verdade é que notava-se bastante é claro, mas eram sempre aumentos que se podia melhor ou pior suportar.
As casas não. Quando se deixou de aumentar, o preço de uma renda era normal. Diz-me quem teve casas de renda limitada de “um conto cento e dez” como eram conhecidas, que aquele conto era um terço ou mais do seu orçamento doméstico - como se hoje ganhassem mil euros e pagassem 400 por uma renda. Era o normal e iam cortando noutras coisas que seriam luxos. E, se todos os anos fossem aumentando na proporção, hoje teriam essas rendas de 400 € e a vida dos inquilinos organizada de acordo com isso.
Mas não foi o que aconteceu. E como os senhorios a certo passo não tiravam o rendimento que queriam dos prédios, também deixaram de lá investir e os conservar. Foi uma bola de neve. Passaram a ser os inquilinos que tratavam dessas habitações como se fossem suas, com desvelos particulares. Mas, sejamos sinceros, faziam isso também porque a renda compensava, era baixa! Estamos um pouco na situação do ovo e da galinha.
Parece que há a ideia agora de que se os senhorios recusarem a fazer obras nos prédios degradados os inquilinos podem comprá-los Já vi que vai dar discussão.
E, com franqueza, este é um tema onde nunca se vai agradar a gregos e troianos. Pelo que estamos a ver não se agrada NEM a gregos NEM a troianos!
Mas o certo é que os senhorios das casas antigas devem por os pés no chão. Pedir uma renda (quando conseguem que o inquilino ‘antigo’ saia) igual à de uma casa nova é um perfeito disparate. Tenho um andar no meu prédio que, desde que morreu o anterior inquilino, tem sido um corrupio. O máximo que as pessoas lá têm estado são uns 4 meses. O senhorio esfregou as mãos de contente quando o andar vagou. Fez umas pinturas, arranjou a casa de banho e a cozinha. Depois começou a pedir um preço “à moderna”. O resultado é que quem lá fica é apenas enquanto não encontra outro sítio, o andar está muitos mais meses vazio do que ocupado. Não pode ser assim que ele vai ter o lucro com que sonha!!!

Emiéle

Publicado por populo às 08:05 AM | Comentários (5)

maio 17, 2006

Ainda as vacas

No domingo reparei nas primeiras vacas. Lisboa aderiu a esta engraçada loucura, que pelo que se vê tem varrido grande quantidade de países.
Aquela hora tinham acabado de chegar, e provavelmente fui das primeiras pessoas a reparar nelas. Mas ontem, andei pela Baixa e não há dúvida - a manada chama mesmo a atenção. Algumas muito engraçadas, outras nem por isso, mas o certo é que não passam desapercebidas. Tudo pára a olhar, a comentar, há quem se fotografe ao pé delas, é sem a menor dúvida uma ideia engraçada.
O mais complicado é um MAS… óbvio.
Tal como nos Jardins Zoológicos se pede para “não alimentar os animais”, aqui também se pede para “não mexer nas vacas”. É natural, que aquilo é pintado e com muitas mãos a passar-lhe por cima, a tinta vai-se… Mas também se deve reconhecer que é quase irresistível uma festinha nos ‘animais! Estão ali mesmo ao pé, ao mesmo nível de quem vai passando e, a mão estendida para a garupa ou cabeça dos bichos, é compreensível. Eu resisti, mas não condeno quem cedesse à tentação.
Talvez pôrem uma cercazita, mesmo simbólica, em seu redor ajudasse a reforçar que aquilo nem é um brinquedo nem um bicho de estimação.
Mas tá difícil, pelo que notei ontem.

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Emiéle

Publicado por populo às 03:40 PM | Comentários (10)

Mais um post para mulheres

Atenção meninas que isto é sério.
É preciso do nosso lado muita diplomacia, e uma abordagem delicada. Nada de dizer “ - Olha lá, abriu agora um curso que acho que te anda a fazer falta!” ERRADO!
Temos dizer docemente:
“ - Olha querido, disseram-me que se criou agora um curso muito interessante, só para homens, sabes..? Deve ser giro, porque podes encontrar lá alguns amigos teus e tudo. Não é que te faça falta, tu até já sabes tudo o que lá ensinam, mas podes sempre aperfeiçoar, não é? E depois como é patrocinado pelo Centro de Emprego nem vais pagar nada, mas se exigiram pagamento eu subsidio. Quero que o meu marido seja o melhor do mundo!!! Ficas contente?”
E quando ele estiver a frequentar
Este Curso Profissional
nunca esquecer de ir fazendo elogios, atenção !sempre muito “reforço positivo”, isso é fundamental.
PS – Para quem tem filhos-machos não será mal, por amor às futuras noras, fazer também uma inscriçãozita…Não se perde nada.

Emiéle

Publicado por populo às 11:00 AM | Comentários (9)

Sugestão

A história em si pode ser um fait-divers como outros que vamos lendo por aí. Ninguém ficou doente a sério, apenas se registou algum reboliço e um certo susto. Os alunos de uma escola do ensino básico, sentiram problemas respiratórios e a escola foi provisoriamente fechada, mas rapidamente reaberta por não se encontrar nada de anormal.
O interessante é que ainda 21 crianças foram observadas por pediatra com o que pareciam ser "sintomas de intoxicação", mas afinal não se encontrou nada e considerou-se que «os sintomas podem ter sido causados por sugestão»
Não ponho o diagnóstico em dúvida, muito pelo contrário. Acredito sinceramente na força da sugestão. O que vem é levantar outras questões.
Hoje em dia, vive-se quer adultos quer crianças, numa enorme dependência do que se recebe desse biberon electrónico, que é a TV. As informações que dali se recebem influenciam, e de que maneira ! as nossas crenças e até modos de vida. Quanto aos miúdos nem vale a pena referir ao fenómeno “Morangos com Açúcar” por exemplo. Desta salgalhada informativa, ( ou “deformativa”?) vamos construindo as nossas opiniões, definindo objectivos, programando a nossa vida muitas vezes.
E… agora ( tá-tá-tá-tá!!) entra a sugestão. Se a sugestão pode provocar sintomas de intoxicação que paralisam uma escola, vamos reflectir no que se pode conseguir se se visar mais longe e apanhar toda uma sociedade.
Assustador, não é? Sinto-me prestes a partir de novo numa cruzada em defesa do livre arbítrio!
VIVA O LIVRE ARBÍTRIO!
(nunca me canso de o dizer, o que querem que faça?)

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Emiéle

Publicado por populo às 09:41 AM | Comentários (6)

Golfinhos

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Sempre se disse que os golfinhos são animais inteligentes. E quanto mais se sabe mais nos admiramos das capacidades desses animais.
Uma notícia científica recente, confirma uma das “lendas” que corria: os golfinhos falam! Não quer dizer ‘falar’ como os papagaios que repetem sons iguais a palavras humanas. Quer dizer, algo muitíssimo mais importante, comunicar entre eles por sons.
Afirma-se mesmo que têm nomes!
Dizem-nos os cientistas que os golfinhos usam um “assobio-assinatura”, um som especial para se identificarem uns aos outros. As experiências provaram que mesmo sem indicação de voz eles respondem pelo NOME.
Espantoso!
Só me lembra alguns romances de ficção científica ( se calhar não eram nada de ficção!) onde estes animais eram uma espécie sobredotada e que até protegiam os seres humanos…
Salvé, sr. golfinho!

Emiéle

Publicado por populo às 09:13 AM | Comentários (8)

O bom-senso na relação com as crianças

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A Convenção sobre os Direitos da Criança que Portugal assinou e se compromete a cumprir tem vários artigos ( 19º, 27º, 29º 37º, etc) que defendem as crianças de serem maltratadas. E, pelo que se vai sabendo através da comunicação social, infelizmente na nossa terra há ainda muitos meninos que sofrem às mãos de quem deveria ter a função do os proteger e ajudar a crescer com harmonia.
Mas leio agora uma informação que me deixa um pouco perplexa. Diz-se que vem aí uma revisão do Código Penal que liberta os menores de qualquer castigo corporal, venha de quem vier e acrescenta ainda (não se sei se a conclusão é do jornalista ou de um jurista consultado ) que « a sapatada no rabo, por exemplo, será considerada - caso a sua prática seja intensa ou reiterada (repetida) - um mau trato».
S.O.S. bom-senso precisa-se!
Ningu