« abril 2006 | Entrada | junho 2006 »
maio 31, 2006
Ainda a boa publicidade
Mais um exemplo de como se pode dizer tudo quase sem palavras:

Sensacional, não está?
Emiéle
Publicado por populo às 05:30 PM | Comentários (7)
O Ouro Negro Vermelho
Talvez sugestionada pelas notícias sobre Timor, esta noite tive um sonho.
Imaginem o disparate: sonhei que se descobria uma maravilhosa nova fonte de energia.
Não me lembro agora se essa bela descoberta tinha sido uma oferta de uns extraterrestres simpáticos (sempre gostei de ficção científica!) ou de uns cientistas terrenos. A dificuldade da segunda hipótese era não ser muito crível que, se uns cientistas fizessem semelhante descoberta, os deixassem revelá-la. Os interesses que bloqueariam essa novidade são tão fortes que acredito mais nos ETs.
Bom, mas vamos em frente que nos sonhos tudo se pode passar. De repente a humanidade tinha nas mãos uma boa energia, fácil, eficiente e a que todos tinham acesso. As indústrias tinham um enorme incremento. Uma Era de abundância e de bem-estar. E, nesse caso, as tais zonas que têm andado na berlinda por terem petróleo, Médio Oriente, Timor ( ? ) Cabinda, Venezuela, passaram a ser terras iguais a quaisquer outras. Não valia a pena serem cobiçadas, pofff…, o balão esvaziava-se e muitas das guerras do último século deixavam de fazer o menor sentido.
Pensava eu que acabariam as guerras? Bom, é certo que nos anos A.P.(Antes do Petróleo) a humanidade também andou a guerrear-se. Os gregos e troianos não discutiam petróleo ainda, portanto não acredito que se vivesse em paz para sempre, mas lá que uma grande parte destes últimos conflitos podia desaparecer, isso acredito.
Não, o petróleo não é ouro negro, é vermelho de sangue.
Em seu nome, apesar de cinicamente não parecer como primeira causa, têm morrido milhões de pessoas. Devia ser tempo de acabar com isso.

Emiéle
Publicado por populo às 01:41 PM | Comentários (6)
Caloteiro
Eu, aqui no Pópulo, tenho batido tanto nesta tecla que ela já está um pouco desgastada. E tinha jurado de mim para mim não dizer nem mais uma palavra sobre este assunto.
Mas não resisto! É que vem mesmo no título, olhem lá:
Estado português é dos piores a pagar entre 22 países europeus
Aaaaah!!! Não sou paranoica, não. Uff!
Transcrição: «A situação é de tal forma preocupante, afirma Luís Salvaterra, director da Intrum Justitia Portugal, que os atrasos do Estado acabam por funcionar como bola de neve. Resultado, o Estado deve às câmaras, aos tribunais, às empresas, aos contribuintes. As câmaras devem às juntas, à electricidade, à água, às construtoras. As construtoras aos fornecedores e aos trabalhadores. Os trabalhadores a quase tudo e ainda aos bancos.»
Já notaram a pirâmide? E já se viu a quem todos pagam – aos bancos, porque o dinheiro já lá está… Bom, há os cheques sem cobertura, mas nesse caso os bancos também não os pagam penso eu.
Emiéle
Publicado por populo às 09:15 AM | Comentários (10)
E ainda a "justiça"
Apesar de serem casos diferentes isto vem na sequência do post que acabei de escrever.
Um artigo de opinião no DN também chama a atenção sobre a Justiça que temos e associa duas ou três sentenças interessantes.
Interessantes não em si, mas pelos "considerandos" que os senhores juízes decidiram fazer. Pergunta o jornalista
Neste ambiente insano e caótico, de manicómio em autogestão, quem é responsável pelo quê e quem assume responsabilidades?
Ele associa os casos graves e complicados do Apito Doirado, Envelope Nove e Casa Pia, com a sentença do juíz que aceitou as palmadas em crianças deficientes ou o que insistiu em castigar uma mulher que roubara uns queijos num supermercado, apesar de perdoada pelo lesado.
Pois é. Juízes. Quem 'avalia' os juízes, que não me estou a lembrar? Ah, espera, estou a fazer confusão, isso da avaliação sem ser por pares é para os professores!
Emiéle
Publicado por populo às 09:00 AM | Comentários (5)
Sem papas na língua
É sempre interessante ouvir a Maria José Morgado. Porque o certo é que se ela “parte muita louça” a verdade é que diz em público e em voz alta as coisas que muita gente vai resmungando entre amigos. E nunca ouvi que negassem o que ela diz ou a acusassem de difamação…
Agora aproveitou o lançamento de um livro escrito por Paulo Morais ex-vice-presidente da Câmara do Porto sobre o Poder Autárquico para dizer umas bem boas. E não pude deixar de sorrir quando ela diz que já nem pensa no "sonho de uma justiça absoluta, que é algo impossível", mas "ao menos de uma justiça relativa".
Tem graça e é verdade. Por favor, ao menos uma “justiça relativa”… Compara a corrupção com um vírus – “contamina, reproduz-se e dá cabo de tudo". Tal e qual! E uma das coisas que chocam é a frase que se ouve como justificação “…mas se os ‘outros’ fazem, eu não vou ser parvo”. Nunca ouviram?
Como é seu costume, ela dispara para todos os lados mas a verdade é que as autarquias têm telhados de vidro como todos estamos fartinhos de saber e dá gosto ouvir falar em voz alta da "magia da valorização de terrenos, muitas vezes através de expropriações desumanas e selvagens, apesar de cobertas pela lei, um urbanismo de "alta densidade ocupacional" e a "crónica dependência dos partidos em relação aos produtores imobiliários".
Tudo isto pode ser um desabafo e não adiantar nada, mas ficamos consolados por alguém o dizer, e alguém que sabe do que fala.
Emiéle
Publicado por populo às 08:25 AM | Comentários (3)
maio 30, 2006
Preocupações com Timor
O que se vai vendo é de assustar.
Ficamos a pensar…”como é possível? Como foi possível?..”
De qualquer forma para além das diversas notícias que vou apanhando aqui e ali há uma informação que me parece muito boa e pelo menos em cima da hora e directa que é do blog Timor on-line não só pelo que se diz como até pelos comentários.
Vemos por exemplo uma declaração importante que é a do Presidente da República, Xanana Gusmão.
Será bom lê-la, porque as imagens que a TV de cá nos transmite quando passam imagens de Xanana, com a sua lentidão a falar que pode passar por hesitação e insegurança, não o favorecem nada.
Tenho ouvido comentários muito críticos.
Emiéle
Publicado por populo às 10:10 PM | Comentários (3)
Uma cervejinha a mais...?

Pelo sim, pelo não, cá eu sotpava!
Emiéle
Publicado por populo às 08:30 PM | Comentários (5)
Cartões de crédito duplicados
![]()
Não gosto nada de me sentir burra!
Ao menos então que fosse uma daquelas loiras toda giraça, que ainda se aproveirava alguma coisa… Mas nem isso. Nem giraça, nem loira, nem esperta. Buááá!!!
Certos ‘truques’ modernos e que metam técnicas sofisticadas deixam-me sempre de boca aberta, e tal como quando vejo o Luis de Matos a trabalhar, penso para mim “mas como é possível…?!”
Aprendi, quero dizer LI, que lá aprender não aprendi coisa nenhuma, que uns ladrões mil vezes mais inteligentes do que eu, aprenderam a clonar cartões de crédito Tchiiii! Nem imaginava que tal se pudesse fazer, calculem. Até aqui tinha cuidado em guardar o meu, em decorar o código, e pensava que estaria em segurança. Nada disso. A técnica chama-se «skimming» mas não tem a ver com água, é assim: pôe-se uma qualquer coisa nas máquinas Multibanco e essa coisa copia electronicamente todos os dados dos cartões. Perceberam? Eu não, mas faço de conta que sim.
Pelo sim, pelo não, é melhor esquecer o cartão de crédito. Porque com um simples cartão multibanco só podem levantar o que lá está de modo que se roubassem o meu apanhavam uma grande barretaça; mas com o de crédito até podiam fazer dívidas em meu nome e, apesar do plafond ser baixinho, não achava graça nenhuma.
Mas fico ainda a pensar: clonar cartões?! Oh engenho! Ai, se o Alves dos Reis fosse vivo, que grande equipa!
Emiéle
Publicado por populo às 04:55 PM | Comentários (2)
Dezasseis anos
Conheço uma pessoa que faz hoje 16 anos.
Tem mais 25 centímetros do que eu e muitíssimos menos anos do que centímetros. Aproxima-se da perfeição o que é muito bom se aceitarmos que é péssimo ser mesmo perfeito. Quero dizer com isso que é um rapaz normalíssimo nos seus 16 anos: giro à brava, com uns olhos sensacionais, e as borbulhas da praxe aos 16 anos; por outro lado muito inteligente, estudioso sem ser marrão, interessado pelo mundo que o rodeia, com paixões fortes e súbitas por cavalos, por cães e gatos, sobretudo por astronomia e por pessoas, é claro. Como é próprio da sua idade lida bem com a net (melhor que a mãe) e sabe encontrar lá coisas, sem se fixar na conversa mole do Messenger. Gosta de música, gosta da vida. Muito apaixonado, felizmente. E, descobri há pouco, que tem também uma qualidade rara na sua idade – é calmo, resiste à frustração, aconselhando aos mais velhos quando os vê irritados se as coisas não correm bem “calma, vai dar uma voltinha para ver se eu resolvo isso”.
Ele tem uma excelente mãe, é claro, mas também sei que “o material” base era de muito boa qualidade. E agora deve pensar que está a começar a sua vida já decidida com a sua participação, com as suas escolhas. Sei que vai escolher bem. E que vai ter a maravilhosa vida que merece.
Parabéns João Pedro!

(eheheh, era assim que os teus bisavós davam parabéns - olha a distância para uma msn!)
Emiéle
Publicado por populo às 12:00 PM | Comentários (13)
Obrigadinha Weblog…
Falo só para quem tem ou já teve um vício.
Sabem como é, fumar (que é o mais comum), roer as unhas, mandar msns, beber muitos cafés, enfim coisas que se fazem compulsivamente apesar de se ter a ideia de que é um exagero, mas não nos conseguimos controlar…
Há quem “blogue” por vício.
Volta não volta, interrompe-se o que se está a fazer para ver o que “os amigos/colegas” disserem, ou se no nosso blog apareceu um novo comentário, ou para lá deixarmos um “profundo pensamento” que nos ocorreu e sem o qual o Mundo ficaria bem mais pobre.
Sabem como é? Ah, não sabem? Ufff… Ainda bem.
Pois eu sou dessas ‘blogodependentes’. Uma grandessíssima chatice. De manhã venho cá espreitar e dizer de minha justiça, e muitas vezes antes de me deitar ainda por cá passo a ver se há novidade. E, claro está, durante o dia vou aparecendo sempre que posso.
Mas não desde ontem à noite. Fiquei o que se pode dizer “uma fumadora sem tabaco”. Não só não podia responder aos comentários que me deixaram, como o acesso ao privado do blog mandava-me dar uma curva, explicando que «Got an error: Bad ObjectDriver config: Connection error: Too many connections». E prontos!!!
Óó, cama, ontem; hoje, visitas só aos amigos que estão na blogspot e toca a andar…
É assim que nos tiram os vícios. A Weblog vela por nós, amigos!
PS - Claro que já acabou! Se estão agora a ler isto (mas foi escrito no período de ressaca)...
Emiéle
Publicado por populo às 11:40 AM | Comentários (2)
maio 29, 2006
Jet-set
Nem sei como é que hei-de contar esta história, porque não sou capaz de escrever dando a entoação snob e característica de “uma-tia-da-linha-de-Cascais”.Têem de fazer um esforço de imaginação para a história ter todo o seu sabor.
Ambiente: uma festa com muitas dezenas de pessoas, muitas delas desconhecidas entre si mas tendo como ponto comum a amizade com a dona da casa. Esta fazia anos e tinha decidido, como era uma “mudança de década”, fazer uma festa com os muitos amigos que tinha tido ao longo da vida. E, tendo uma vida riquíssima de experiências, repartida por todos os continentes, naturalmente que os amigos que reuniu eram variadíssimos.
Discutia-se muita coisa, artes, política, fofocas várias e algumas pessoas que há muitos anos não se viam,
encontravam-se ali com surpresa mútua. Olha este!!!Como é que estás?! Que é feito?
E então, no burburinho que me rodeava, ouvi este diálogo por detrás de mim: (e é aqui que tem de entrar o “sotaque da linha”)
- Oh, Kokas, que é feito da menina?!
- Estou óóóóptima. Estes são os seus filhos?
- São, sim. E a menina…..?
- Eu, trabalho.
- Aaaaah! Traaabaaaalha???? Que giiiiiro! Deve ser tããão bom!
Imaginam que me afastei o mais depressa possível, para poder rir longe delas. É que era exactamente isso. “Devia ser tão bom” trabalhar… A pobrezita nunca tinha experimentado e, se calhar, já não ia a tempo!

Emiéle
Publicado por populo às 06:30 PM | Comentários (18)
As multas
A história que li ontem é um modelo, para além do aviso que se fala no título.
Resumindo: uma condutora ignorou o pagamento de uma multa de mau estacionamento (zona de parquímetros sem pagar) e 3 anos depois teve o carro e o ordenado penhorado, para além de vários objectos da sua casa - um televisor, um aquário para peixes, bem como uma bicicleta de treino.
Esta história é toda ela espantosa. Por um lado porque a “multa” da EMEL ou lá que entidade é que era, não sei que legalidade tem e foi posta por fóra, junto ao vidro. Nada confirma que tenha sido lida, com a publicidade que constantemente temos presa aos limpa pára-brisas muitas vezes deita-se tudo fóra sem reparar o que é.
Depois, o segundo acto: em Dezembro do ano passado, há 4 ou 5 meses, recebeu uma carta do Tribunal de Loures querendo que pagasse uma dívida de 285,30 €! Acreditando que a senhora não tivesse reparado no tal papel junto ao vidro, calcula-se o seu espanto quando dois anos depois, em Dezembro lhe mandam pagar quase sessenta contos?! Por não ter posto uma moeda no parquímetro?
O terceiro acto é do que se está a falar agora. Numa terra onde tudo demora tanto, em 5 meses desencadeia-se uma penhora, num valor ridículamente mais elevado do que o da moedínha em falta no parquímetro.
Assim vai a nossa “justiça”…
Emiéle
Publicado por populo às 08:47 AM | Comentários (3)
Autoviável
(nota: 'autoviáve'l não tem nada a ver com automóveis, heim?)
Ora pois então, porque não? Faz favor!
TPC que o lider Alberto João dá aos seus eleitores: Vão pensar “se a Madeira é ou não, autoviável e auto-sustentável” . Vão pensar para casa mas têm de ter os trabalhos de casa feitos até 2008, OK?
Mas atenção, essa ideia não quer dizer que esteja «pensando em independência e muito menos em independências do tipo Cabo Verde ou Timor», nada disso.
Ele quer é pensar «sobre a compatibilidade da nossa vida com o estilo de vida que aqueles senhores, a partir de Lisboa, querem impor ao restante território nacional».
A mania que os senhores de Lisboa têm de pensar que são governo do país todo, que parvoíce.
Governem mas é Lisboa, que é lá que vivem, e deixem o resto em auto-gestão.
(Só uma pergunta aos madeirenses que, apesar de tudo o defendem dizendo que "é um estilo": imaginem que era ao contrário, e se falava da Madeira e madeirenses dessa maneira arrogante e provocatória, o que sentiam?)

Emiéle
Publicado por populo às 08:06 AM | Comentários (4)
Agora é a cerveja
Periodicamente somos bombardeados com informações sobre a alimentação, a maior parte das vezes contraditórias. Quem se dê ao trabalho de fazer uma lista dos alimentos que, ora nos dizem que fazem mal, ora nos dizem que fazem bem, via que essa lista era interminável!
Agora é a vez da cerveja!
Para alegria dos bebedores da dita, e agora que faz calor, vêm dizer-nos que aquela linda bebida faz bem.
Oh alegria!!! Claro que ainda há pouco ouvimos que o vinho fazia bem e a cerveja mal. Mas o vinho era o tinto, e a razão científica. (Bem sei que desta vez a razão também é científica mas tenho maior tendência a acreditar naquela outra do vinho...)
Sem pretender “abrir uma porta aberta”, cá por mim o segredo destas coisas todas está sobretudo naquilo que não se sublinha suficientemente, e que é a quantidade que se consome!
Cá por mim, deve haver muito poucos elementos que façam mesmo mal, se só se provar um nadinha e por outro lado outros que façam bem se forem comidos ou bebidos alarvemente.
Aqui o segredo não está na massa nem no recheio, está na quantidade.
Capisce?

Foto daqui
Isto aqui era dantes, não se ponham com ideias!!!
Emiéle
Publicado por populo às 07:49 AM | Comentários (7)
maio 28, 2006
Os mosquitos já chegaram…
Ds tais “Sete Pragas do Egipto” ainda faltam algumas.
Não vi os gafanhotos nem a chuva de rãs.
Em relação à “peste”, ela anda por aí com outros nomes, e o granizo volta não volta está cá (este ano até neve tivemos). Mas quanto aos mosquitos, assim em graaande quantidade, acabam de chegar. De tal modo que já há para aí comunicados da Direcção Geral de Saúde e, pelo que tenho estado a ouvir na rádio, provocou tal debandada das praias que os engarrafamentos são quilométricos, e os bombeiros estão ali de ambulâncias preparadas para socorrer não só os picados como os desidratados, que o calor é tanto que deve haver para aí gente a derreter-se.
Olhem que é pouca sorte…
Para as pessoas é claro. Para os mosquitos é um festim, imaginem as praias cheínhas de metros e metros quadrados de pele prontinha a ser picada! É caso para dizer, que o mal de uns é o bem dos outros (neste caso, a praga mosquital!)

Emiéle
Publicado por populo às 05:30 PM | Comentários (0)
Amigas
Apetecia-me começar dizendo “Era uma vez…”
Porque o que vou contar parece daquelas histórias de *um rei que tinha 3 filhas, e…*
Ora bem, eu tenho 3 amigas que nasceram hoje. Quero eu dizer, nasceram há vários anos mas a 28 de Maio. A mais velha, que por acaso até é também a amiga mais antiga, trago-a da minha adolescência. Vivemos muitos disparates juntas, sofremos fortes emoções como as que se sentem na adolescência. Mas o tempo afastou-nos um pouco, só a voltei a reencontrar verdadeiramente há meia dúzia de anos, apesar de ir sabendo notícias, até por ela ser pessoa conhecida.
A ‘do meio’, para bater tudo certo como nessas histórias de fadas, também já a conheço há alguns anos, embora bastantes menos, e é mais nova do que a primeira. Vai fazer hoje uma festatola, e estou aqui a olhar para o que vou vestir logo à noite cheia de dúvidas e de calor… Queria estar bonita, por mim e pela festa, mas as escolhas estão reduzidas. Ai, ai...
E quanto à terceira é, para continuar tudo tal como nessas tais histórias da minha infância, a mais nova e a mais recente em conhecimento. Somos amigas aí há um ano bem medido e, apesar dos signos diferentes, temos muitas semelhanças. Conhecimento da blogosfera que transitou para a vida privada com muita sorte minha.
Se fosse na tal história de fadas, esta, a mais novinha devia ser a mais bonita, inteligente, e a que casava com o príncipe no final. Eu espero bem que acabe assim, apesar de cada uma a seu modo serem também bonitas e inteligentes mas quanto a príncipes… cof…cof…cof…
Mas como estamos neste mundo virtual, e sonhar aqui é muito fácil, venho trazer a minha prenda à minha amiga mais novinha . Ela ‘não aprecia’ lá muito os aviões, e a última viagem de comboio não foi famosa. Mas, como sei que gosta de viajar, vai aqui um bilhete para o Orient-Express. Para ser usado quando lhe apeteça e com a companhia que quiser.
O.K.?
Dizem que é um sossego, e tipo hotel de tantas estrelas que nem o firmamento todo chega. E claro que podes sempre apear-te a meio do caminho. Os transportes terrestres têm estas vantagens: podemos ficar onde nos sentirmos bem.
Parabéns Isabel!
Emiéle
Publicado por populo às 10:45 AM | Comentários (6)
Vem aí muito calor!
Avisam-nos que vem aí muito calor.
Estou na dúvida se adopto este método:
ou este:
Mas inclino-me mais para o segundo! Implica menos esforço, estão a ver...?
Emiéle
Publicado por populo às 10:00 AM | Comentários (2)
E já que falamos de pedagogia...
A importância do modelo:

É tão bom ensinar, não é?
Emiéle
Publicado por populo às 09:46 AM | Comentários (3)
Professores avaliados por pais?
Não sei muito bem o que pensar, mas também esta informação não é nada clara.
Que os pais têm o direito, e sobretudo o dever, de participar na educação dos seus filhos creio ser consensual. Até, pelo que tenho ouvido, uma grande parte dos professores ou educadores de infância lamentam-se exactamente de que os pais participam muito pouco no processo educativo. Ou seja, por aí, existe acordo – pais e professores devem estar unidos e portanto vão-se avaliando mutuamente.
Já não entendo muito bem se o que se pretende é uma “avaliação técnica” porque então, desculpem, mas parece-me um perfeito disparate. Os pais ‘normais’, pais que não tenham formação pedagógica, não poderão ter competência para dar parecer sobre se o método pelo qual o seu filho está a ser ensinado é ou não o melhor. Ou, dava-se o caso de, como o modelo de referência ser aquele pelo qual aprenderam, desejarem que fosse esse o aplicado (ou não!) desconhecendo os avanços da pedagogia.
Sintetizando, que já me estou a alargar muito: é correcto e justo que os pais dêem a sua opinião, e até procurem falar com os professores mostrando as suas dúvidas, inclusivamente quanto ao método usado. Porque não? Assim ficarão esclarecidos em vez de remoer agravos, muitas vezes sem motivo. Mas uma coisa é mostrar a sua dúvida, outra ‘classificar’ um professor por concordar ou não com o seu tipo de ensino. Essa função terá de ser a do corpo docente da escola.
Há ainda outro ponto que é o do relacionamento aluno-professor e a questão disciplinar. Também penso que os pais deveriam intervir, mas temos de olhar com atenção o problema da isenção. Porque muitas vezes isso terá a ver com a inspecção escolar. Um pai que se pronuncie num caso onde tenha sido o seu filho que esteve na berlinda será sempre juiz em causa própria. Onde estará a imparcialidade? Quando muito, existir (como creio que já se faz) um representante dos pais.
E podem assim reforçar-se os laços escola-família. Isso sim, seria muito útil!
Emiéle
Publicado por populo às 09:40 AM | Comentários (8)
maio 27, 2006
Isto não vai nada bem para manter a linha
Eu sei que com o calor não apetece comidas do tipo “enfarta-brutos”.
O.K.
Mas olhem que uma dieta à base de gelados, também não ajuda nadinha!!!
Quem diz *gelados* pode dizer sorvetes, esquimós, todos os termos que signifiquem aquilo em que estou a pensar e que é apenas o que me apetece para almoço, lanche e jantar!
Valha-me ao menos o pequeno almoço…





Emiéle
Publicado por populo às 08:45 PM | Comentários (3)
Há mais desporto para além do futebol!!!
Já tinham reparado?
Apesar dos Mundiais, dos Europeus , dos sub-não-sei quantos, das bandeiras que só aparecem nesta altura, da euforia e excitação que se anda a viver, imaginem que existem outros desportos.
A sério!
E até acontece que aí se ganham medalhas.
Desta vez foi a TELMA MONTEIRO, que apanhou uma medalha de OIRO na sua categoria de judo.
BOA!!!!!!!!!!
Parabéns Telma!
Parabéns a todos nós! E talvez não se fique agora tão obcecado com a bola.

Emiéle ( a agitar uma bandeira pequenina, do judo)
Publicado por populo às 03:38 PM | Comentários (1)
Mas como é possível ?
No outro dia falou-se numa estatística com os números de mulheres que morriam às mãos dos seus companheiros. De arrepiar. A Isabel escreveu um post a focar o assunto mas eu nem toquei no caso tantas as vezes tenho falado.
Hoje tenho de voltar a falar, infelizmente. Porque a história é tão terrível e tão “absurda” que me sinto a tremer por dentro. Não é um fait-divers tristíssimo, é todo um símbolo de situações quase inexplicáveis. Um casal muito jovem. A mãe é era uma rapariga de 24 anos. O pai, apesar de mais velho tem apenas 30. Existe uma menina que fez ontem 5 anos. Uma família jovem.
O casal estava em processo de separação e a criança, pelo que entendo da notícia não estava ainda entregue a nenhum dos pais, por se andar a decidir com quem ficaria melhor. Pois bem, agora não fica com nenhum - o pai matou a mãe e a avó com vários tiros de pistola, quando elas iam ao infantário levar-lhe a prenda de anos.
O que pode levar uma pessoa a uma acção destas, custa a entender. Dizem as testemunhas que foi um acto a sangue frio porque não se ouviu a menor discussão.
Não entendo. Não percebo como é possível, como se pode matar alguém com esta raiva branca, com este ódio profundo, sem parar a pensar nas consequências quanto mais não fosse para a pequena Catarina com os 5 anos acabados de fazer…

Emiéle
Publicado por populo às 03:12 PM | Comentários (2)
Desemprego - escrever torto por linhas direitas
É difícil de entender mas talvez haja quem entenda. Quero dizer, eu mesma creio que entendo apesar de me custar. Faz hoje primeira página do Expresso com foto e tudo, uma notícia informação chocante:
Meninos, em Portugal, trabalham juntamente com a família para empresários de calçado ou de moda. Vão à escola, sim senhor. Por aí não se lhes pode pegar apesar de terem aprendido «mais depressa a coser do que a decorar a tabuada». Mas o resto da sua vida, é essa empreitada familiar, coser sapatos. Muitas horas por dia, tal como a mãe, tal como todo o resto da família que trabalha em casa. Porque isto de trabalhar em casa é um maná: não se ocupa espaço numa fábrica, não se gasta a luz e o aquecimento da fábrica, nem sequer é necessário fábrica, se calhar. Dá-se o trabalho ao trabalhador e ele que se desenrasque. Aliás nem se trata de “trabalho infantil” porque a empresa não sabe de nada – dá os materiais e recebe-os prontos, mais nada. Tudo muito inocente.
Não, não acuso esta mãe, descrita aqui como precocemente envelhecida o que é natural. Acuso sim o sistema que permite que uma multinacional pague de um modo tão baixo que seja necessário, para se sobreviver, pedir a ajuda de todos os membros da família, até as crianças que deveriam estar a brincar depois dos trabalhos da escola.
Porque como se sabe, há desemprego! Há adultos em idade de poderem trabalhar que não têm ocupação. E esta família nas condições que a peça descreve, trabalha decerto com um salário baixíssimo mas assim é que dá rendimento à empresa.
Ou então transferem esse trabalho para a Índia ou Malásia, não é?
A ameaça paira e é verdadeira.
As malhas do neo-liberalismo, não será?
Emiéle
Publicado por populo às 03:10 PM | Comentários (5)
O Pópulo parado
Para quem tenha passado por aqui esta manhã ( o meu orgulho quer acreditar que ainda houve quem cá viesse espreitar…) pode ter imaginado que tinha havido um novo bloqueio da Weblog.
Não senhor. Desta vez o azar foi meu. O meu “rato” fez greve. Ainda trabalhou um nadinha e depois recusou-se, fugiu. E eu não sei funcionar apenas com teclado, sou uma naba como já tenho dito.
Portanto até ter arranjado um outro de substituição, o blog ficou em stand-by.
Devo contar que fiz tudo o que deveria ter feito! O rato é dos sem fios, de modo que vi as pilhas, voltei a carregar no botãozinho que faz a ligação, desliguei tudo e voltei a carregar nos ditos botões… nada!
Greve.
Vou dar-lhe umas férias e entretanto substitui-lo por um outro de cauda, que é menos temperamental!
Emiéle
Publicado por populo às 02:54 PM | Comentários (2)
maio 26, 2006
Séries antigas: Major Alvega

Tenho visto ultimamente com alguma frequência o canal RTP Memória.
É muito interessante fazer a comparação entre a programação de há alguns anos e a actual. E o que é giro é que nessa tal altura de “há alguns anos” criticava-se muito! E consideravamo-nos cheios de razão na crítica. Quem nos viu e quem nos vê. :D
Desta vez estive deliciada a rever a série Major Alvega. Lembram-se?!
Era completamente espectacular.
Já tínhamos visto bonecos de banda desenhada a evoluir em cenas reais. Também tínhamos apreciado (mas ainda e sempre passado “lá fóra”) actores de carne e osso a evoluir em cenários pintados. Qualquer das duas coisas era sempre muito engraçada. Mas no caso do Major Alvega - o tal ‘luso-britânico’ como ele corrige sempre – a fusão das imagens reais com a banda desenhada era extraordinária. Apenas os actores eram reais porque tudo o resto era criado em computador! E a série tinha um humor maravilhoso.
O satânico António Cordeiro / Koronel Von Block que acabava sempre por ser derrotado e, o que é pior, ridicularizado!!! Ricardo Carriço, um Major excelente e a pobre loiríssima Fraulein Schmidt dividida entre o seu escondido amor pelo aviador e o dever à pátria… Tadinha.
Mas não fosse ela..!
Emiéle
Publicado por populo às 06:55 PM | Comentários (8)
Timor

Tenho-me mantido muito calada durante esta crise de Timor.
Não por falta de interesse, exactamente por demasiado interesse. Nunca lá estive mas tenho uma enorme amiga (minha comadre…) vivendo naquela terra. Ela e a família incluindo uma “coisinha” encantadora de 2 anos. Isto para vos dizer que leio sofregamente tudo o que se escreve, custa-me a falta de informação e sinto de momento uma enorme ansiedade.
Claro que, como amiga, vejo as coisas pelos seus olhos. E se ela admira profundamente o Xanana , se tem o maior dos respeitos por aquele homem, isso leva-me naturalmente a pensar o mesmo. Um homem doente, com um grande problema de coluna que o mantem imobilizado de corpo, mas informado e lúcido de pensamento. Que é aliás a pessoa com mais carisma naquela terra, isso parece consensual.
Quanto às afirmações da sua mulher, para uns ouvidos europeus são estranhíssimas, é um facto. Mas poderemos medir o que se passa e se vive lá, pelo modelo das democracias cheias de normas “politicamente correctas”, como são as nossas? Não sei. Digo-o sinceramente.
Mas o certo é que sinto muita admiração pelos portugueses que lá estão e continuam a pé firme sem quererem voltar para casa, tal como esta minha amiga. É de uma coragem tão grande que só podemos respeitar.
Gente de fibra. Gente de valor. Gente que acredita.

Emiéle
Publicado por populo às 03:46 PM | Comentários (7)
Ser professor
Em fase onde, sabe-se lá porquê, os professores parecem ser os bombos da festa, apetece-me contar uma história verdadeira que ouvi ontem.
Eu estava a falar com uma menina dos seus 11 anos. Muito viva, simpática, emotiva. Invulgarmente bonita (daqui a uns anos vai fazer estragos nalguns corações) mas nem por isso especialmente coquete. Boa aluna, gosta de estudar e (oh espanto! A disciplina que mais gosta é matemática!!!) tem as notas que correspondem ao
seu esforço. Parece tudo bem com ela mas conta-me que no seu primeiro e segundo ano teve um professor de quem não gostou. Segundo sentia ele "embirrava" mesmo com ela. Ou seja, o seu início, a estreia na escola não foi famosa. Contudo no terceiro ano teve uma professora que foi a oitava maravilha do Mundo. Ainda agora se emociona a falar dela. Não só conseguiu criar-lhe interesse pelas matérias como mantinha uma relação magnífica com cada um, sabia ouvir os problemas de todos. Os olhos da C. brilham que nem estrelas a falar na sua professora. Constou no 4º ano que ela não ia ficar naquela escola e foi uma consternação geral; quando se soube que tinha conseguido ficar os alunos até choraram de alegria.
Mas o que queria contar, porque acho extraordinário, foi que certa vez tiveram uma conversa na aula onde a professora propôs que cada um contasse o que de pior e melhor tinha acontecido a cada um. A minha curiosidade não resistiu e perguntei-lhe o que é que ela própria tinha respondido. Estava interessada em saber o que é que de melhor tinha acontecido a uma menina de 10 anos. A resposta em tom de evidência:o melhor da minha vida foi ter conhecido aquela professora!
Senhora professora, uma criança pensar que o que de melhor lhe aconteceu na vida foi tê-la conhecido, deve aquecê-la em noites frias durante muitos anos!
Eu fiquei a sorrir. Vale a pena o ensino, não é?

(cliquem para se ver um pouquinho maior)
PS - Este post é dedicado à Saltapocinhas . :D
Emiéle
Publicado por populo às 09:12 AM | Comentários (11)
Os alugueres dos contadores
A história é antiga.
Quando um cidadão deseja consumir um bem “mensurável” em grande parte dos casos paga o instrumento que o vai medir. Mal comparado, é como se quem entra no táxi, para além do preço da corrida, pagasse o aluguer do taxímetro. Ou numa mercearia pagasse o aluguer da balança. E o interessante é que muitas vezes essa “taxa de aluguer” é bem superior ao preço do produto consumido, ou seja as empresas forneçam ou não aquilo que se pretende têm o seu rendimento assegurado.
Não há quem não proteste com isso. Porque são despesas importantes! À partida, por mais que se poupe em determinados consumos paga-se tanto logo à cabeça que por vezes quase desmotiva a poupança – não vale a pena poupar porque “quase não se vê” essa economia no final do mês. Veio agora uma proposta decidindo que água, electricidade e gás sejam contados à custa das empresas que os fornecem.
Bem.
Muito bem.
Teremos que começar por algum lado, e este lado é bastante bom. Mas não chega.
A verdade é que os telefones escapam a esta medida. Considera-se que um telefone não é um “contador” e portanto o pagar-se o uso do telefone não é abrangido por esta medida. Mas o facto é que ele é fundamental para se utilizar o produto - para mim esse raciocínio é um sofisma! Porque eu posso ter um telefone meu, comprado por mim, mas mesmo assim pago os tais 13,4 € para o poder usar. Como sabemos essa taxa chega a ser muitas vezes superior ao gasto em chamadas!!!
E ainda as contagens serem efectuadas de tantos em tantos meses e haver um consumo “estimado”. Mas o que é isso? Porque é que não se conta como deve ser?! Muitas vezes pago gastos que não fiz mas que “podia ter feito”. E esse dinheiro avança logo, mesmo que depois seja reposto.
Pronto, começou-se por uma ponta e ainda bem, mas há muito ainda para ajustar.
Emiéle
Publicado por populo às 08:55 AM | Comentários (8)
maio 25, 2006
E quando uma batata tem calor...
... descasca-se!

:D
Emiéle
Publicado por populo às 10:22 PM | Comentários (8)
Frei Tomás
Diz-se que o Frei Tomás pregava bem. Deveríamos seguir os seus conselhos, que eram excelentes. Já aquilo que ele praticava era outra conversa…!
Quando reparo no Estado Português não sei porquê só me lembra esse santinho (deve ser santo, creio eu) Porque o certo é que entre aquilo que é pedido exigido ao cidadão e aquilo que o próprio Estado pratica vai uma distância incomensurável. A perder de vista, mesmo.
O caso mais escandaloso interessante é o que se refere a pagamentos. Lembrou a nossa Teacher os «longos meses que o Estado leva a proceder ao pagamento dos serviços prestados» e como é certo que quem não tenha algum amigo que lhe valha e adiante o dinheiro vive aflitíssimo durante bastante tempo apesar de já ter efectuado o trabalho.
A mim já me aconteceu pagarem-me 1 ano (um ano!) depois do trabalho que eu tinha feito. E também todos sabemos que, para se proceder ao pagamento daquilo que nos é devido, temos de passar o recibo ANTES do pagamento. Só com o recibo já na mão é que, muitíssimo tempo depois, a tesouraria do organismo em causa nos dará o dinheiro. Já tenho pensado que se um dia se esquecessem de pagar como é que provávamos que não tínhamos recebido...?
Ainda há meia dúzia de dias falei com uma amiga, escandalizada, porque se atrasou 3 dias (apenas três dias) num pagamento e já lhe cobraram de juros de mora uma quantia absurda, contudo esse dinheiro era referente a um IVA de uma coisa que o Estado lhe tinha pago cerca de um ano após a entrega da mercadoria!!! “Eles” levaram um ano sem a menor penalização, ela atrasou-se 3 dias e pagou um absurdo.
Onde está a moral?
Como se pode exigir o cumprimento do dever dos cidadãos quando o exemplo é este?

Emiéle
Publicado por populo às 06:53 PM | Comentários (3)
Dia da Espiga

Quando eu era pequenina, passeava muito com o meu avô. Era muito “única” – filha, neta, sobrinha única! – portanto tinha centrados em mim todos os mimos da família. Mais tarde apareceram alguns primos para me tirarem as peneiras, mas em pequenininha era realmente uma princesa. E, uma das regalias, era esses enormes passeios com o meu avô.
Ele gostava imenso de passear, e a verdade é que andávamos muitíssimo. Hoje, olhando os caminhos que fazíamos fico um bocado parva como é que as perninhas de uma criança de 3 ou 4 anos conseguiam calcorrear distâncias daquelas! Mas eu raramente me queixava, e a verdade é que ainda tenho ideia de que quando estava mesmo cansada, me sentava numa pedra ou num muro até recuperar as forças.
Um dos belos passeios que recordo, por haver sempre bom tempo e ser todos os anos pela mesma altura, era o de Quinta-feira de Ascensão, ou o de Quinta-feira da Espiga. Muitas vezes dávamos uma volta tão grande que trazíamos farnel e tudo. Porque íamos por esses campos fóra em busca dos “ingredientes” necessários para um raminho como-devia-ser. Um ramo desses, como-deve-ser, tem de levar para além da espiga de trigo (pão), um raminho de oliveira (azeite e paz), uns mal-me-queres (prata e ouro=dinheiro), papoilas (alegria), alecrim (saúde). Havia quem lhe juntasse umas parras (vinho e alegria também) mas no “meu” isso não era indispensável. Íamos com umas guitas no bolso para depois amarrar os raminhos, porque fazíamos vários – para casa dos avós, para a minha, para os meus tios. Voltávamos cheios de pó, bolhas no pé, sujíssimos, muito cansados, mas felicíssimos com a nossa obra. Era sempre uma tarde em cheio!
Hoje saí de casa e vi uns vendedores que traziam nuns baldes de plástico uns raminhos já prontos a consumir. OK. É a civilização. Os meninos estão nos infantários, os avós trabalham e, mesmo quando assim não é, não há tanta paciência para estes longos passeios. Mas senti-me muito nostálgica, isso confesso. Que boa infância eu tive, com pó e suor mas aqueles ramitos eram lindos!!!
Publicado por populo às 03:40 PM | Comentários (10)
Agora é que vou emagrecer!
Ora cá está a justificação.
Andava arreliada, que com a volta do tempo quente e a mudança de roupa descobri que “alarguei” um pouco e as minhas saias e calças estão difíceis de apertar! Mas afinal o meu mal era sono!!!
Nem mais. Eu com tanta preocupação, e afinal sei agora que as mulheres que dormem cinco horas ou menos por noite correm mais riscos de aumentar de peso do que as que dormem habitualmente pelo menos sete horas
Pronto! Já está!!! Compreendi.
Andava a dormir de menos e catrapuz! Mas agora é um regalo, vou ficar um modelo, que os meus horários mudaram e as 7 horas já cá cantam!
E olhem lá, não é preguiça é controlo do peso.

Emiéle
Publicado por populo às 09:20 AM | Comentários (6)
Dia Internacional da Criança Desaparecida
Uma criança que desaparece de ao pé dos pais é um acontecimento vulgar. Andamos a passear com ela, de mão dada, mas por qualquer motivo solta-se, fica debaixo do nosso olhar por uns momentos e depois dá uma corrida e… já ali não está ! É possivel que haja pais que nunca tenham passado por este pequeno susto, mas a esmagadora maioria conhece-o. São pequenas histórias que acabam bem, com ralhetes ou uma palmada, e a promessa exigida de que “nunca mais vais fazer isso!”
Eu passei por esse susto diversas vezes. Às vezes na praia, outras em Centros Comerciais, onde não é nada agradável descobrir um bisnico pequenito que foi atrás de qualquer coisa, mas o susto maior de todos passou-se tinha ele menos de 3 anos.
Foi no fim de o Verão, estava muito calor ainda. Como íamos sair os dois, eu depois de chegar a casa decidi ir tomar um duche para ficar mais fresca. Quando saí da casa-de-banho chamei-o, para o ter já preparado quando eu própria estivesse arranjada e não houve resposta. Uma amiga que estava lá diz-me que ouviu bater a porta mas ele não pode ter saído, pois não? Pois tinha! Abriu a porta e pôs a andar!
Olhando agora para trás tenho a convicção de que esse foi o dia pior da minha vida. Porque aquela coisinha pequenina que ainda nem falava bem, não sabendo o nome completo e muito menos onde morava, andou desaparecido durante umas cinco horas! Senti-me morrer mil vezes. O pai foi chamado de urgência, chamamos amigos, batemos o bairro de ponta a ponta, andamos de foto na mão a mostrar a toda a gente, e o tempo a passar e a noite a cair… Cinco horas depois, do Governo Civil dizem-nos que um menino tinha sido levado a uma esquadra ( e longe do meu bairro) porque parecia perdido. Era ele! O pesadelo tinha acabado.
Dizem-nos que só no ano passado, houve mais de mil queixas de crianças desaparecidas. O grosso desses desaparecimentos refere-se a adolescentes, e são “pequenas fugas” por motivos aparentemente fúteis – más notas, namoros. Mas há casos gravíssimos, de alguns que não voltam mesmo, como foi retratado no filme Alice.
É curioso a frase de um investigador destes casos: «tão complicada quanto a busca do desaparecido pode ser a preparação da família para o receber», porque voltando ainda à minha experiência pessoal, enquanto o procurava ia pensando «quando o apanhar, dou-lhe cá uma tareia!» e afinal quando finalmente o vi e ele correu para mim de braços abertos só o abracei com tanta, tanta força como se o quisesse voltar a guardar dentro de mim. Aí estava em segurança…
Mas eles têm de crescer e voar sozinhos.
Emiéle
Publicado por populo às 08:48 AM | Comentários (6)
maio 24, 2006
Grandes Esperanças

Acabo de dar conta que nasceu um novo blog.
Fico muito atenta, e com elevadas expectativas. A verdade é que entrei neste mundo da blogosfera um pouco por “sua culpa” e tive desgosto quando esse blog de referência descaiu, sobretudo devido aos disparates que vinham nos comentários.
Depois disso tive também bastante esperança quando nasceu o Aspirina, que infelizmente tem tido um percurso muito pouco inspirador para mim, e agora reparo que, por fim, acaba de nascer um blog individual do Daniel Oliveira.
Estou aqui a fazer figas com as duas mãos para voltar a vê-lo como nos melhores tempos do Barnabé.
E para já, podem encontrar o Arrastão, aqui perto de si, na coluna da direita.
Bem vindo!
Emiéle
Publicado por populo às 05:04 PM | Comentários (3)
A Cesar o que é de Cesar
Há coisas onde é difícil não generalizar e, quanto às qualidades e defeitos dos portugueses, eu que evito generalizações, volta não volta também cá caio! Porque a verdade é que de uma forma sistemática temos a mania de nos desvalorizar. Quando há disparate, diz-se logo: “Só cá!!!” e tudo abana a cabeça. Quando se passa algo de bom, acaba por ficar em branca nuvem…
Desta vez quero realçar uma notícia bem interessante:
Uns investigadores portugueses, trabalhando em Portugal, «descobriram um novo gene que causa um tipo agressivo de leucemia, o que permite antecipar a terapia mais adequada» .
Para completar a notícia é de referir que se tratou de uma equipa «liderada pelo Prof. Manuel Teixeira, do Serviço de Genética do Centro de Investigação do Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO/Porto)»
Palmas!
Merecidas palmas, que tudo o que se trate de ajudar o tratamento de uma doença desta gravidade é caso para festejar com muita alegria.
E orgulho, pois então!
Emiéle
Publicado por populo às 02:30 PM | Comentários (2)
O que é a “meia-idade”?
Por mim não simpatizo lá muito com a expressão, apesar de também a usar.
«Meia-idade»?! Que haja um «início de idade» no recém-nascido aceita-se. Mas quando é o «fim-da-idade»? Como se determina o «meio»?
Bom, mas isto foi por ter reparado que cada vez se nota mais a classificação de pessoas por esse método de idade. Se por coincidência se passa algo com alguém que passou a barreira dos sessenta, a pessoa passou logo a ser referida como “um sexagenário” ( e por aí fóra… septagenário, octogenário, etc). Ainda não se define por quinquagenário, ou quatorgenário porque a moda não chegou lá…Mas não sinto que seja uma referência simpática, deixem que vos diga. As pessoas têm nomes, características pessoais para além da idade, não é?
Desta vez foi um casal (de meia idade) que com uma aposta de 60 cêntimos ganhou 114.000 €
BOA!
Pelo tamanho da aposta imagino que estes senhores não deviam nadar em dinheiro. E estes 23 mil contos devem dar-lhes jeito.
Pelo menos a mim dariam…
Tendo eu que idade tiver!!! :D

Emiéle
Publicado por populo às 09:50 AM | Comentários (4)
O jogo da leitura das estatísticas
Quando o copo está a meio podemos vê-lo meio vazio ou meio cheio. Certo. E quando está com um terço? Ou um quarto? Será correcto dizer-se a respeito de um jarro que leva um litro “Ena Pai! Olhem que tem lá 2dl e meio!!!”
É que a respeito de certas estatísticas, alguns jornalistas gostam de fazer estes malabarismos. Hoje li em título que «Um terço de estudantes concorda com praxes violentas». Fui ler e é verdade, segundo aquele inquérito. Mas talvez o título também pudesse ser ( e estava igualmente certo ) «Dois terços dos estudantes não concorda com as praxes violentas».
É pouco bom, que haja jovens que acham piada em vexar e “agredir” os seus colegas mais jovens, mas o certo é que na globalidade são a minoria. Porque realçar isso?!
Este inquérito (?) dá-nos outros elementos: 18% afirma que não lê livros (bizarro em estudantes universitários), mas quase 30% têm carro próprio.
Problema dos jovens?
Não, problema dos pais que lhos compraram!
Emiéle
Publicado por populo às 09:24 AM | Comentários (4)
Os quatro gémeos e a Lei da Reprodução Assistida
São duas notícias que inevitavelmente se cruzam: a Lei da Reprodução Assistida e o nascimento de quatro gémeos em Portugal. E isto por ter sucedido no mesmo dia.
A votação da lei pode ser considerado um passo em frente. Um passo que esteve com o pé no ar à espera de avançar, quase 7 anos. Ter-se-ia poupado sete anos se as pessoas tivessem sido mais flexíveis da primeira vez. E não gosto muito da expressão do “mais vale tarde do que nunca” que soa a resignação, que é um sentimento que me encanita particularmente! Mas avançou-se num caminho importante, deu-se esse primeiro passo numa caminhada que creio ter ainda bastante caminho a percorrer.
E depois temos a história dos 4 bebés .
Esta história tem alguma coisa de estranho. O que começa logo a ser curioso é a idade destes pais – a mãe tem 24 anos e o pai 26. Não digo que seja invulgar, mas é cedo para serem pais sobretudo se olharmos para a história que antecede a decisão desta inseminação e foi de 7 anos de relações o que, com umas contas básicas, nos dá que desde os 17 anos dela e os 19 dele que este casal está a tentar ter um filho. Sem deixar de ter em vista que a questão é do foro íntimo, parece muito cedo para uma decisão destas. Com aquela idade seria natural que estivessem ainda na escola, coisa que, pelos vistos, passou a segundo plano. A mãe neste momento é que estava a frequentar um curso de formação profissional, e o pai, lavador de automóveis trabalhando à peça, segundo diz por vezes nem ganha 250 € por mês e quando não trabalha não ganha. Esta instabilidade económica e profissional torna um pouco bizarro este desejo tão intenso de procriação. Tão intenso que conseguiu que o Hospital lhe fisesse o tratamento decerto de uma forma gratuita.
Só que as dificuldades vão começar agora! Ou será melhor dizer que «vão continuar»...?
Emiéle
Publicado por populo às 08:51 AM | Comentários (4)
maio 23, 2006
Deram o dito por não dito, ou ...?
![]()
Quando ouvi a primeira vez nem quis acreditar.
A informação que circulava, com base em notícias da própria televisão, era de que a SportTV não permitia a “exibição” dos jogos que transmitia, em locais públicos.
A interpretação feita, e que parecia possível, é que cafés, restaurantes, bares, que tivessem SportTV teriam de desligar o canal se tivessem clientes…
Absurdo? Tudo parece já possível.
Como estavamos cansados de saber a SportTV é um canal caríssimo. Ela sozinha é o dobro do preço do pacote básico da TV Cabo . Para além de ter de se usar um descodificador, também caro.
Até à data, sobretudo em meios pequenos, as pessoas com menos rendimentos juntavam-se no café da terra para irem apreciando os lances de futebol. Era uma prática corrente, até se animavam uns aos outros e os donos dos cafés em dias de jogos sempre recebiam uns trocos a mais.
Por outro lado, com a aproximação do Mundial, alguns desses cafés de província até investiram um bocado e compraram uns televisores maiores, não sei se uns plasmas, mas consideravam que seria um investimento para o aumento da clientela. Eis senão quando, cai como uma bomba a informação de que não poderiam ter esse canal - pago a peso de ouro - ligado!!! Calculo como ficaram os comerciantes e o desapontamento dos clientes. Por um lado quer-se o país a apoiar a selecção e por outro corta-se a visão do espectáculo…?!
Bom, agora dizem que não. Apenas não será permitido «a montagem, em locais públicos, dos designados ecrãs gigantes e outros dispositivos semelhantes para exibir as imagens dos jogos». Mas por outro lado parece dizer-se o contrário e que os tais cafés e restaurantes são abrangidos, até mesmo as Juntas de Freguesia!
Enfim…quem fala verdade? O governo fica calado?
Melhorou um pouco se se trata apenas de ecrans gigantes em grandes espaços, mas mesmo assim continuo a achar que se queremos essa tal grande mobilização, seria mais provável sem essa bizarra proibição. Ou imagina-se que se consegue espremer sangue de um nabo, e ainda muitos particulares vão aderir a esse canal chupando mais uns euros para os senhores da SportTV?!
Emiéle
Publicado por populo às 04:45 PM | Comentários (4)
GRRRRRR!!!
Com a chuva de spams que ando a sofrer ( eu e, pelos vistos, grande parte dos colegas da Weblog) a verdade é que esta traquitana tem alturas em que bloqueia total e completamente!
Esta manhã, como decerto reparou quem passou pelo Pópulo, a minha “produção” foi baixinha… Pudera! Queria entrar em casa e a chave não dava a volta na fechadura. Como tinha mais que fazer não pude ficar aqui à espera que passassem os humores, e o servidor me deixasse entrar.
Mas mete uma raiva tramada, ter umas coisas para postar e, quando se quer ter acesso, apanhar pela frente com esta mensagem:

Emiéle
Publicado por populo às 02:00 PM | Comentários (3)
Excesso de asseio...?
Não dou muito mimo ao meu carro.
Cuido dele, revisões certinhas, vejo óleo, pressão dos pneus, água, e lá ponho a gasolina no biberon, mas nada demais.
E quanto a banhos é com conta peso e medida.
De Inverno não precisa.
Sempre vai chovendo e a água da chuva é muito limpinha. Serve para lhe tirar o pó. Mais para o Verão, lá tem de ser mas com algum custo – não aprecio ser eu a fazê-lo mas custa-me dar aquele dinheiro para lhe sacudirem o pó.
Mas ontem, considerei que estava mesmo a precisar e levei-o a uma lavagem. Saíu a brilhar, parecia outro. “Bom, pensei, vamos ver quanto tempo dura com este aspecto…”
Claro, esta manhã chego ao pé dele e deve ter sido o brilho que atraiu a passarada! Três belos cocós de pombo, um no vidro que ainda escapa, mas dois mesmo em cima da pintura. Grrrr!
Apesar de tudo, encontrei na net este desgraçado que ficou bastante pior do que eu. Sempre me vou animando com o mal dos outros…

Emiéle
Publicado por populo às 01:50 PM | Comentários (5)
Trabalhar com gosto
Quando se tem uma teoria e a vemos confirmada por quem menos se espera, é sempre uma alegria!
Aconteceu-me agora. A tal teoria que tenho é dupla. A primeira parte é que trabalhar, contra uma ideia generalizada, é um prazer. A segunda parte, é que esse prazer depende por um lado do trabalho que se faz e por outro, da forma como o encaramos.
Tenho essa firme convicção e ninguém me demove dela!
Quando tento passar esta mensagem oiço muito respostas do tipo: “Pode ser bom quando o que se faz é interessante. Se eu fosse um ilustre cirurgião que salvasse vidas, podia sentir-me muito realizado, mas os trabalhos vulgares são sempre uma seca!” Portanto, a ideia que quase todos têm é que existem profissões “nobres”, interessantes, motivadoras, atraentes, e… as outras, na qual o resto do maralhal se integra.
Bom.
Estava há pouco a conversar com a minha mulher-a-dias e ela sai-se-me a dizer:-”Sabe que eu gosto muito do que
faço! Tenho sorte com esta profissão. Sinto-me livre, posso mudar de patroa se quiser e me sentir aborrecida e nunca me faltou trabalho. Vario muito, porque todas as casas são diferentes e eu acho graça a isso – aborrecia-me se tivesse que trabalhar sempre no mesmo sítio. E depois fico feliz com o que faço – chegar a uma casa toda desarrumada e suja e quando eu saio está tudo nos sítios e limpinho! Sinto-me mesmo bem, é um trabalho que se vê!”
Garanto que foram estas as palavras.
E esta? Eu acabei por me colocar na sua perspectiva e sentir que tinha razão. A isso é que se deve chamar a “fada-do-lar”, por onde passa tal como uma fada com varinha de condão fica tudo bonito e arranjado.
Foi uma conversa completamente inesperada e surpreendente, mas verdadeira.
Emiéle
Publicado por populo às 01:38 PM | Comentários (5)
Começa o Europeu Sub-21
Vem aí mais futebol.
Hoje, a ¼ para as 8, Portugal vai jogar com a França Portugal vai jogar com a França. Os dois teinadores fazem “caixinha” sobre quem vão ser os seus jogadores – depois logo se verá. É um modo de aguçar o interesse.
Mas é uma surpresa muito agradável ler a entrevista do treinador francês. Afinal é uma lição de como as coisas podem ser levadas sem dramatismos e brincar com assuntos que, para outras pessoas, parecem ser casos terríveis de vida ou de morte.
Uma das coisas que, para um não-apaixonado do futebol (e ainda há uns tantos), se torna caricato é o modo como certos jornalistas escrevem e sobretudo FALAM. Ao ouvir os comentários a um jogo no final, muitas vezes fica-se na dúvida sobre o que se está a falar se de um desafio de futebol ou uma catástrofe natural…
Este senhor diz coisas descontraídas e bem-humoradas.
“Vou pôr 6 jogadores a tentar travar o Quaresma” o que é um modo brincalhão de fazer um elogio, ou “Os jogadores que vão jogar de início? Ainda vou fazer o sorteio”, ou ainda sobre o facto de estarmos em Portugal e isso poder ser favorável para a nossa equipa: “Já contava que houvesse muitos portugueses em Portugal. A Selecção portuguesa é a favorita para o jogo e para ganhar o torneio.”
Reparem que é brincar, sem ofender, mas tornando leve uma questão que sendo importante no fundo…é só desporto.
E é bonito ser levado “desportivamente”

Emiéle
Publicado por populo às 09:15 AM | Comentários (2)
maio 22, 2006
Trava-línguas erudito
Enviaram-me esta “prova” de que afinal a língua portuguesa é menos difícil do que a inglesa:
Em português: Três bruxas olham para três relógios Swatch. Qual bruxa olha para qual relógio Swatch?
Em inglês: Three witches watch three Swatch watches. Which witch watch which Swatch watch?
Ou: Três bruxas suecas e transsexuais olham para os botões de três relógios Swatch suíços. Qual bruxa sueca transsexual olha para qual botão de qual relógio Swatch suíço?
Ficará: Three Swedish switched witches watch three Swiss Swatch watches switches. Which Swedish switched witch watches which Swiss Swatch watch switch?
Apetece dizer no final: - Santinho!!!
Emiéle
Publicado por populo às 03:20 PM | Comentários (4)
A educação googliana

É das coisas mais engraçadas e que afinal mostra que se pode ensinar e aprender de um modo divertido e leve. Este famosíssimo motor de busca tem o cuidado e a ideia brilhante de comemorar qualquer efeméride que considere de relevo com um “enfeite” no logotipo Google. Ou seja, quando um cidadão abre este motor para uma pesquisa qualquer, ou dá uma palmada na cabeça e diz “Ah! É verdade! Já me esquecia do totoloto que hoje é o dia de S. Martinho” (ou dia da Mãe, ou dos Namorados, ou…), ou pode pensar. “Tem piada… Não sabia que o Picasso tinha nascido hoje! Já aumentei os meus conhecimentos”
E cá está!
Hoje fazia anos Conan Doyle. O “inventor” do policial, da dedução lógica que depois foi tão satirizada mas é um excelente exercício mental de observação e dedução. Os seus romances poderão estar ultrapassados nalgumas coisas mas continuam a ser muito interessantes e abriram caminho a todo um género literário.
Que vai longe! Olhem para o seu último descendente, “O Código Da Vince”…
Emiéle
Publicado por populo às 09:11 AM | Comentários (3)
Os novos vícios
Os especialistas em “dependências” começam a estudar agora o que chamam «novos vícios». À medida que se combatem os antigos (tabaco sobretudo, com uma fúria de cruzada) nota-se que florescem por aí outras dependências.
Um director de um CAT explica-nos que « que a sociedade de consumo e o aumento da oferta estão a criar fortes dependências patológicas sem substâncias psicoactivas (drogas), não só nos toxicodependentes em tratamento como no cidadão que nunca consumiu qualquer droga lícita ou ilícita»
Tal e qual!
Depois fazem uma listazinha desses vícios, e bate bastante certo: compras compulsivas, o vício da Internet, os jogos de consola, o telemóvel e o sexo. E o complicado é que contráriamente aos “outros vícios” é a sociedade na sua globalidade que os estimula. Uma grande bola de neve, porque é a partir destes consumos excessivos que por outro lado se arranja emprego para muita gente.
É claro que não é de desprezar o “emprego” que daqui a uns tempos vai haver para os psiquiatras e técnicos de saúde mental.
Também têm de viver, né?
Emiéle
Publicado por populo às 08:55 AM | Comentários (6)
Ils sont fous ces romans japonais!
Com a saída do filme «Código Da Vinci» desencadeou-se de novo uma loucura generalizada. De um lado e de outro. Uns entraram em histerismo numas ânsias que parece relembrar as reações às tais caricaturas, e outros vão por aí fóra a aumentar vendas e daí a pouco estamos invadidos por teeshirts, canecas e porta-chaves com imagens alusivas.
Mas a melhor vem do Japão! Uns cientistas de lá, deram-se ao trabalho de, a partir dos retratos da Gioconda e do Leonardo, “reconstitui-lhes” as vozes!!!
E esta heim..?
Eu cá fiquei impressionada! :)
Ora oiçam lá:
Está aqui
Parece que a voz do Leonardo está mais empastelada por causa da barba. É natural, não?
Além do mais até ficamos a saber a altura da senhora, aí um metro e 68, mais coisa menos coisa…(tudo isto a partir do indicador direito) Ora as coisas que se vêm a descobrir!


Emiéle
Publicado por populo às 08:45 AM | Comentários (5)
Ouro, platina e diamantes
Como é que eu não me tinha já lembrado disto? Era pura distracção porque pensando um pouco é mesmo o “ovo do Colombo”.
Os telemóveis que tenho tido duram-me bastante. Eu mantenho o mesmo telemóvel durante alguns anos, contudo quase sempre acabo por ter de os trocar porque começam a ficar desgastados. Os números nas teclas vão deixando de se ver, o ecran a ficar muito riscado, enfim o excesso de utilização envelhece-o por desgaste do material. Normal.
Mas afinal há quem tenha pensado nisso. Há para aí uns telemóveis feitos de ouro, diamantes e platina que devem ser mais resistentes, calculo eu.
Já imaginaram, é que uma tecla de diamante não se pode desgastar, não é?
Assim podemos ter um telemóvel que nos dure anos sem fim. E poupa-se também noutras coisas porque já traz «o mais moderno reprodutor de MP3, uma memória de 2 GB e câmara fotográfica de alta resolução». Quem é amigo, quem é?
É claro que estas coisitas têm de se pagar, ninguém disse que eram de graça:784.000 €.
E também quem comprar este telemóvel pode contribuir para a diminuição do número de roubos, porque o tipo que nos pilhar este brinquedo não vai precisar de voltar a roubar durante o resto do ano, não é?
Emiéle
Publicado por populo às 08:44 AM | Comentários (7)
maio 21, 2006
O verdadeiro banco de dados
Não entendo porque é que mo enviaram como tendo sido concebido por uma loura.
Onde está o mal?
Quem é que não consegue ver que aqui está um bom e sólido Banco de Dados?!

Emiéle
Publicado por populo às 06:16 PM | Comentários (5)
Blog ou fórum?
Tem-me feito confusão e não resisto a partilhá-la convosco. Talvez me possam esclarecer.
Existe um blog escrito por uma senhora que tinha muitos comentadores, batia recordes de comentários. Eu não fazia parte deles porque não me interessava muito aquele estilo, mas impressionou-me sempre esse número elevado de pessoas que por ali passavam.
Um dia correu a notícia de que a dona do blog tinha falecido subitamente. Na altura escrevi um post, chocada. E imaginei que os seus admiradores e comentadores até aproveitassem o blog estar aberto para ali manifestarem o seu desgosto. Seria natural.
O que já me parece pouco natural, é que o último post ali escrito tenha sido em 2 de Fevereiro, há mais de 3 meses e entretanto os comentários continuam. Esse famoso post já vai em 1.724 (mil setecentos e vinte e quatro) comentários! O que fui lá ler deu para entender que as pessoas continuam a ir ali… conversar.
Mas, ou eu estou enganada, ou isso é a ideia de um fórum não é exactamente um blog.
Enfim, não tenho nada com o facto de haver 400 comentários numa semana num post escrito há 3 meses por uma pessoa que já morreu, mas lá que é estranho, isso é.
Emiéle
Publicado por populo às 11:35 AM | Comentários (10)
Bandeiras vivas
Com certeza que houve muito quem tivesse gostado, uma vez que teve tão grande adesão. Por princípio embirro com este tipo de records, o maior, a mais, o mínimo, o mais alto, o mais gordo, o … mais parvo! A ideia do Guiness em si é-me antipática e pronto!
Desta vez decidiram fazer uma graaaande bandeira, com mulheres (não sei bem porquê) a incentivar a selecção nacional. Por mim, deviam era treiná-la bem, pôr aquela gente a jogar como deve ser, conseguir um espírito de equipa e deixar o folclore para outros Carnavais.
Mas enfim, lá se fez a bandeira.
Eu preparava-me para escrever este post a gozar com isto quando começo a ler os comentários que alguns leitores fizeram.
OK, OK. Estão bem uns para os outros! Tão tonta é a ideia da bandeira como as pessoas que a criticam nestes termos «por acaso não tinham mais que fazer, muitas foram e deixaram a casa por arrumar, a roupa por lavar…….» ou os que falam na sua Pátria madeirense...
Enfim, este é o Portugal que temos.
Pelo menos UM dos Portugais. Acredito firmemente que há outros.

Emiéle
Publicado por populo às 10:53 AM | Comentários (7)
É propaganda, só pode!
Tenho uma teoria: que a publicidade montou uma magnífica rede de promoção ao famoso Código e resultante Filme. E vai daí, infiltraram uns sujeitos que desataram com contestações idiotas e a fazer de conta que levam tudo aquilo muito a sério.
Assim como quando foi a Invasão dos Marcianos a peça de teatro transmitido pela rádio, ideia genial do Orson Welles. Grande pânico, não foi? E grande risota no fim…
Desta vez pegam num bom romance de suspense e policial, e cria-se toda uma novela em seu redor. Aquilo vende-se que nem pãezinhos quentes!
Vem aí um filme. E, catrapus, fazem-se fogueiras com o livro, proíbem e exibição do filme e já está!
Enchentes pela certa!
São espertos estes publicitários!!!
Emiéle
Publicado por populo às 10:10 AM | Comentários (3)
Isto foi há 3 anos. Será que melhorou…?
Parece que a Eurostat embirra com Portugal!
Sempre que lemos os estudos que faz dá para concluir que a comparação com “os nossos irmãos europeus” é má para nós. Agora dizem-nos que até «as regiões mais pobres da Espanha ultrapassaram em 2003 o nível de riqueza médio de Portugal»
É chato!
Bom, mas eles são grandes e nós pequeninos, deve ser por isso.
Uff!!! A culpa não é nossa, é da geografia.
Mas depois, olhamos para outros pequeninos, Dinamarca por exemplo, aí metade de Portugal em tamanho e população, e concluímos que não deve ser por isso.
Bem, mas este estudo analisou o ano de 2003, e daí para cá as coisas melhoraram muitíssimo!
Não é verdade?
![]()
Ah, nããão?
Emiéle
Publicado por populo às 09:40 AM | Comentários (5)
maio 20, 2006
Poupar tempo
Se "tempo é dinheiro", e "no poupar é que está o ganho", aqui está uma forma de ir enriquecendo. Despachar simultaneamente dois banhos.
Contudo muito cuidado em não trocar os frascos.
Nada de lavar o bebé com o detergente e a loiça com o shampô.

Emiéle
Publicado por populo às 11:00 AM | Comentários (7)
Brasileiros
Fomos ontem jantar fora.
Havia uma comemoração que estava ‘pendurada’ à espera do dia 20, e que ontem já se pôde realizar. Voltámos a um restaurante que tínhamos encontrado há pouco tempo, brasileiro, onde serviam um rodízio de pizas. Nem sabia que tal existia até ter lido uma vez um post do Farpas, e o princípio é engraçado: paga-se um tanto e vão-nos oferecendo fatias de piza ( ou pizza??) de qualidades diferentes até rebentarmos!
O restaurante não terá uma grande decoração, parece uma garagem com duas paredes pintadas de branco e duas de verde, uns quadros por ali para encher o espaço, e duas bandeiras – portuguesa e brasileira – num canto. Mesinhas com toalhas azuis e quando chegámos estava quase vazio, apesar de ter já um jovem, abraçado a um violão, a cantar. Ali a “música ambiente” era mesmo ao vivo.
Bom, fomos atendidos depressa, trouxeram pedacinhos de pão quente barrado de manteiga de alho e azeitonas muito bem temperadas, bebemos uma sangria que parece refresco mas sobe que eu sei lá, e muito rapidamente tínhamos a primeira fatia de piza à frente. O cantor ia desfilando os sons mais conhecidos da MPB e todos iam abanando a cabeça, batendo o pé, e até um vago coro subia das mesas nas cantigas mais famosas…
O que queria chamar a atenção - o tema de conversa no nosso regresso a casa – é como é possível que este povo seja aparentado connosco? Que alegria de viver, que boa disposição, que optimismo! A verdade é que estão numa terra estranha, com um clima diferente do que estão habituados, entre gente desconhecida e por vezes hostil, sentido decerto dificuldades grandes mas mantêm uma energia e uma alegria contagiante. Os empregados ali eram rápidos, bem-dispostos, sorridentes. Uma pessoa saía, bem alimentada mas sobretudo bem disposta. Porque o bom humor é contagiante! Quando fui pagar à caixa (aquilo tem um cartãozinho em cada mesa e pagamos no final, na caixa) verifiquei que não tinha levantado dinheiro e se calhar o que levava não chegava. Disse-o à brasileirinha risonha, mas antes confirmámos quanto era a conta e afinal chegava. À justa mas dava. Contagiada pela simpatia do ambiente, virei e despejei completamente o porta-moedas na bandejinha e a menina entre risos “mas deixa ficar tudo?” a que tive de responder “é que assim ficam ricos!”, e saímos entre risota.
Apetece voltar. Não apenas por ter comido bem e barato, mas pela terapia benéfica.
Como é possível sermos aparentados desta gente optimista? Há para aqui um elo que falhou…

Publicado por populo às 10:04 AM | Comentários (12)
Novo sistema solar!
É mesmo o que estamos a precisar.
Baralhar e dar de novo, que este mundo já deu o que tinha a dar.
‘Bóra aí, bandeirantes para
um novo sistema solar !!!
A ver se deste vez temos mais juizinho e não se estraga o brinquedo.
Emiéle
Publicado por populo às 09:51 AM | Comentários (10)
Sonho do dragão e não só…
Já lá para trás falei nesta notícia:
Um portátil a 100 euros!!!!
Bom. Pelos vistos não era só conversa, ele aí vem!
U A U !!!!
Explicam que tem o tamanho de um livro formato A4, pesa cerca de meio quilo, tem capacidade de processamento equivalente à do Pentium III.
Não sei como será com a garantia, mas com este preço, se avariar é comprar um novo…

Emiéle
Publicado por populo às 09:50 AM | Comentários (6)
maio 19, 2006
CATARINA EUFÉMIA, 52 anos depois
O primeiro tema da reflexão grega é a justiça
E eu penso nesse instante em que ficaste exposta
Estavas grávida porém não recuaste
Porque a tua lição é esta: fazer frente
Pois não deste homem por ti
E não ficaste em casa a cozinhar intrigas
Segundo o antiquíssimo método obíquo das mulheres
Nem usaste de manobra ou de calúnia
E não serviste apenas para chorar os mortos
Tinha chegado o tempo
Em que era preciso que alguém não recuasse
E a terra bebeu um sangue duas vezes puro
Porque eras a mulher e não somente a fêmea
Eras a inocência frontal que não recua
Antígona poisou a sua mão sobre o teu ombro no instante em que morreste
E a busca da justiça continua
Sophia de Mello Breyner Anderson
Emiéle
Publicado por populo às 10:52 PM | Comentários (10)
Saudosismos
Ontem de manhãzinha tinha o rádio ligado como de costume, e o meu filho ao ouvir uma cantiga chamou-me -“Olha! Não parece o Solnado ?!” Fui ouvir. Abanei a cabeça que sim. Era o Solnado. Ficámos os dois a ouvir, caladinhos, mesmo correndo o risco de nos atrasarmos a sair de casa. O Solnado cantava a 'Canção do Malmequer'.
E expliquei-lhe: quando em Abril falei por aqui na Censura e no modo como se conseguia enfrentá-la, com tanta firmeza que, por vezes, ela até recuava, esta canção teria servido muito bem de exemplo. Foi uma canção de revista, sendo a revista a janela aberta por onde se conseguia escoar alguma coisa. Raul Solnado, um dos grandes humoristas portugueses, em 1972 teve a coragem de a cantar. A revista chamava-se “P’ra Frente Lisboa”, e como é evidente embirraram logo com a primeira palavra, a que dava todo o sentido à cantiga. Tentaram que Solnado a cortasse, coisa que ele corajosamente não fez. A canção ficou. É esta, cantarolada e recitada na sua voz gaguejada:
Português, ó malmequer
Em que terra foste semeado?
Português, ó malmequer
Cada vez andas mais desfolhado
Malmequer é branco, branco
Que outra cor querem que escolha
Se te querem ver bonito
Por que te arrancam as folhas?
Por muito humilde que sejas
Malmequer ó meu amigo
Lá vem o dia da espiga
Que tens honras de trigo
Refrão
Malmequer tens pouca flor
Mesmo assim és um valente
Antes ser dez réis de flor
Do que ser dez réis de gente
És uma flor do povo
Vem do povo a tua força
Estás bem agarrado à terra
Não há vento que te torça
Refrão
Malmequer ou bem-me-quer
És a flor mais desprezada
Uns com muito, outros com pouco
E a maioria sem nada
És branco da cor da paz
Mas seja lá por que for
Há para aí uns malmequeres
Que andam a mudar de cor
Refrão
Regam-te a seiva com esperança
Mesmo assim não és feliz
Há muitas ervas daninhas
Que te atacam a raiz
Malmequer se fores regado
Num dia de muito Sol
Cresce, cresce, cresce, cresce
Para seres um girassol

Emiéle
PS- Não consegui encontrar a cantiga cantada por ele para aqui a deixar
Publicado por populo às 05:08 PM | Comentários (4)
Como perder peso
Palavra que não me quero fazer engraçada, mas juro que foi mesmo assim:
Hoje peguei no jornal O Metro e por casualidade olhei para a coluna da esquerda. Pasmei, fui a correr à página 10 onde me parecia que se explicava a novel técnica de emagrecimento.
Engano!!!
Os meus olhos tinham ligado a última linha de cima à notícia de baixo. Ooooh… Foi sem querer, mas tinha-me parecido que fazia todo o sentido. Não era tal.
Não tenho lá grande admiração pelo Nuno Rogeiro e ainda não foi desta que passei a admirá-lo.
Mas lá que era interessante, isso era.

Emiéle
Publicado por populo às 12:15 PM | Comentários (6)
Nós somos é resistentes!!!

Quando se diz NÓS, quero dizer MULHERES!!!!
Vejam só: As mulheres vivem mais do que os homens mas bastante mais doentes. Aí valentes!
Ou seja , quanto ao sexo forte, dá-se-lhes um sopro e apagam-se!
E as mulheres, todas cheiinhas de achaques, cá vão andando direitinhas até aos 80.
Tou já a ver o que me espera.
Oiteeeenta aaaanos, aí vou eeeeeu!!!!
Emiéle
Publicado por populo às 10:20 AM | Comentários (3)
Incomunicável (..mas não para a TV )
O caso é caricato, mas nada que nos admire muito.
O homem que se presume responsável pela onda de violência que varreu São Paulo ultimamente, está preso. Preso numa prisão de "segurança máxima". E não apenas preso, está INCOMUNICÁVEL
O dicionário diz-nos que incomunicável significa «que não tem comunicação; que não é comunicável; que não pode comunicar com ninguém; que não pode ligar-se ou não pode ter ligação»
OK. Mas não com a TV. Este senhor, chefe poderoso de qualquer coisa muito semelhante a uma rede de máfia, dá-se ao luxo de ser entrevistado pela Rede “Os Bandeirantes”
O interessante, é que a culpa desta situação não é dos responsáveis da cadeia, mas sim dos jornalistas que fizeram a entrevista.
Parece que esta história não é nova, pois não?
Não se diz que Portugal e Brasil são países irmãos?
Emiéle
Publicado por populo às 09:23 AM | Comentários (4)
As demoras
Li agora uma notícia e, na minha cabeça, fiz um link automático para um importante post da Saltapocinhas
Trata-se de demoras em questões de saúde.
A área da saúde é aquela onde, naturalmente, nos sentimos mais fragilizados e indefesos. Quando se está doente, ou sobretudo quando está doente alguém que amamos muito, a terra começa a girar noutra velocidade. A ansiedade faz-nos ver o mundo com cores diferentes daqueles com que as outras pessoas o vêem. E por mais que um especialista nos diga para ter calma, para relaxar, nos tente tranquilizar, o certo é que o sentimento de perigo e o medo do sofrimento ou eventualmente da morte é um medo tão sério e forte que não se domina com alguns bons conselhos. Digo isto para aceitar que por vezes existam situações que para um doente sejam completamente prioritárias e para o técnico de saúde não o sejam.
Mas há limites. E o facto é que esperar por uma consulta, ou por um diagnóstico, não é esperar um autocarro. Se compreendo que após a consulta o médico possa dizer “passa-se isto ou aquilo, vamos fazer assim ou assado, mas está tudo estável e não é necessário intervir imediatamente” e aí já joga a ansiedade do doente que deseja ver-se livre do problema o mais depressa possível, já não entendo que se demore na investigação inicial.
A notícia do hospital que foi condenado porque demorou tanto a transferir um jovem doente que, quando chegou ao outro hospital os danos já eram irreversíveis, deveria ser um alerta. O caso do menino que esperou 3 anos pela consulta não teve gravidade porque o caso se resolveu – mas quando se fez a marcação alguém poderia dizer isso? É admissível que uma criança espere metade da sua vida para ser examinada e sujeita a uma operação se for caso disso?
São estes casos que fazem que a nossa saúde seja vista do modo que é. Fico sempre com a ideia que as soluções pontuais que vão surgindo e podem melhorar o panorama são remendos de bom pano em tecido estragado. Mais tarde vai romper-se noutro local. Estamos a precisar é de roupa nova.
Emiéle
Publicado por populo às 09:14 AM | Comentários (7)
maio 18, 2006
A dificuldade estava nos cais de embarque
Já está entendido a demora no prolongamento da linha azul até Santa Apolónia.
Afinal nada demais. É que os cais de embarque da Estação da Praça do Comércio não estão lá muito firmes.
Mas tudo se vai arranjar!

Emiéle
Publicado por populo às 09:38 PM | Comentários (5)
O “Bilhete de Identidade”
Só agora terminei o romance que toda a gente já leu: a biografia da Filomena Mónica.
Ando aqui sem saber se escrevo alguma coisa no blog ou não. É que imagino que ninguém tenha o menor interesse em conhecer a minha opinião, mas se calhar aqui há uns anos também imaginaria que ninguém teria o menor interesse em conhecer a vida pessoal da Mena Mónica e afinal aquilo vende-se que nem pãezinhos quentes…
O que resulta disto é o terrível voyeurismo que a malta intelectual tem. Porque afinal vai tudo ler o livro porque ela escarrapacha lá, com os nomes verdadeiros, várias histórias pessoais de gente que agora é conhecida. Alguns, como o Vasco Pulido Valente são peças centrais, outros são mais acessórios, mas o certo é que quem vai ler está interessado em todos os pormenores, sobretudo os de cama. E é isso o que lá se encontra, fiquem descansados. Aliás o que me impressionou um pouco foi, sendo ela uma socióloga, haver tão pouco “miolo” sociológico naquela história. Claro, possivelmente guardará as suas análises sérias para os livros também sérios. Aquilo foi uma brincadeira… Contudo algumas coisas deixaram-me admirada - apesar de falar em Maio de 68, por exemplo a crise académica de 62, em Portugal, quase “não existiu” para ela. Um pouco chocante estranho.
E também, cada um mostra-se como gosta mas aceitando que tivesse a sua mãe os defeitos que ela aponta, é um pouco de arrepiar a frieza com que se lhe refere sempre. Valha-nos o amor que repetidamente declara ter pelos filhos, apesar de também, afinal, falar pouco deles.
Pois, é certo, Filomena Mónica apresentou-se a si mesma e decerto que sob a luz que mais gostou. Foi ela que escolheu em que tabuleiro quis jogar, portanto se o resultado não a favorece não poderá queixar-se de ninguém. E, o tal resultado é curioso: vemos uma mulher arrogantemente podre de vaidade. É difícil imaginar que se possa ser mais umbiguista, e creio mesmo não ser um acaso que a biografia acabe cerca dos seus 30 e poucos anos, no apogeu da sua beleza e no início de uma carreira que ela sugere vir a ser brilhante.
Deve ser tão bom, sentirmo-nos assim!
Emiéle
Publicado por populo às 09:15 AM | Comentários (15)
Um aumento de lucro de 15,6%

Ah que bom, que bom, que bom, que bom, que bom !!!! Temos uma empresa portuguesa que teve um lucro de mais 15% face a igual período do ano passado.
Que sucesso, heim?!
Afinal isto vai mesmo de vento em popa.
Deixa-me ver, a empresa é… a PT
Mas… como é…ora deixa-me cá ver as minhas contas de telefone. Eu pago quase 15 € só para ter direito a ter telefone, para além das chamadas que faço. Ou seja, recebem 15 € limpinhos, sem a menor despesa, já a fizeram quando montaram a linha e para além disso têm o lucro das chamadas.
Já entendi.
Assim não deve ser difícil aumentar os lucros Ser a única, e com estas mordomias, se perdessem é que seria caso para grande admiração. :o
Emiéle
Publicado por populo às 08:32 AM | Comentários (5)
Marcar limites às crianças
Tenho repetido aqui vezes sem conta que educar uma criança não é difícil mas há que ter ideias claras e firmes na nossa cabeça. E que um dos erros muito frequentes da actual “moda educativa” é a excessiva tolerância, deixando as crianças sem regras que possam orientar o seu comportamento. Tudo é possível, para evitar um beicinho, ou o trabalho de dar uma explicação.
Ontem precisei de ir a uma estação de correio. Havia muito poucos clientes mas os que lá estavam eram muito demorados. A ser atendida num guichet estava uma senhora de idade com uma criança, sua neta, menina talvez de 4 anos apesar da chucha pendurada no vestido. Corria de um lado para o outro o que era natural, e não prejudicava ninguém. Mas como se aborrecia descobriu a máquina onde se tirava as senhas, e percebeu que se carregasse num botão saía um papel. Passou a ter distracção: carregava no botão e obtinha uma senha! Isto é natural na criança, o que não o é, é a complacência da avó, que seguia de longe as manobras da neta sem levantar a menor objecção. Eu ainda admiti que a senhora não entendesse bem o que a criança estava a fazer, mas ela foi-lhe mostrar, a mão nem conseguia segurar todos os papeis e a avó perdida de riso só lhe disse –“Mas para que queres tu essas senhas todas?!” e a catraia encolhendo os ombros: –“Ora, p’ra brincar!”
É fácil adivinhar a continuação da história. Quando a avó e neta saíram dali, as pessoas que se seguiam estavam todas baralhadas. Durante longos minutos, foi-se ouvindo a campainha chamando pessoas inexistentes, referentes a senhas que iam na mão da menina que possivelmente as deitou fora mal chegou à rua.
Emiéle
Publicado por populo às 08:15 AM | Comentários (6)
A luta inquilinos versus senhorios
Está para dar e durar!
É evidente que “a culpa” desta situação foram os anos de congelamento de rendas. Todos nós nos habituámos a ir sofrendo ano a ano, mês a mês, dia a dia, os problemas resultantes dos aumentos de tudo. E, com protestos ou não, como era gradual íamos pagando. Mais do que o “ir pagando” a verdade é que notava-se bastante é claro, mas eram sempre aumentos que se podia melhor ou pior suportar.
As casas não. Quando se deixou de aumentar, o preço de uma renda era normal. Diz-me quem teve casas de renda limitada de “um conto cento e dez” como eram conhecidas, que aquele conto era um terço ou mais do seu orçamento doméstico - como se hoje ganhassem mil euros e pagassem 400 por uma renda. Era o normal e iam cortando noutras coisas que seriam luxos. E, se todos os anos fossem aumentando na proporção, hoje teriam essas rendas de 400 € e a vida dos inquilinos organizada de acordo com isso.
Mas não foi o que aconteceu. E como os senhorios a certo passo não tiravam o rendimento que queriam dos prédios, também deixaram de lá investir e os conservar. Foi uma bola de neve. Passaram a ser os inquilinos que tratavam dessas habitações como se fossem suas, com desvelos particulares. Mas, sejamos sinceros, faziam isso também porque a renda compensava, era baixa! Estamos um pouco na situação do ovo e da galinha.
Parece que há a ideia agora de que se os senhorios recusarem a fazer obras nos prédios degradados os inquilinos podem comprá-los Já vi que vai dar discussão.
E, com franqueza, este é um tema onde nunca se vai agradar a gregos e troianos. Pelo que estamos a ver não se agrada NEM a gregos NEM a troianos!
Mas o certo é que os senhorios das casas antigas devem por os pés no chão. Pedir uma renda (quando conseguem que o inquilino ‘antigo’ saia) igual à de uma casa nova é um perfeito disparate. Tenho um andar no meu prédio que, desde que morreu o anterior inquilino, tem sido um corrupio. O máximo que as pessoas lá têm estado são uns 4 meses. O senhorio esfregou as mãos de contente quando o andar vagou. Fez umas pinturas, arranjou a casa de banho e a cozinha. Depois começou a pedir um preço “à moderna”. O resultado é que quem lá fica é apenas enquanto não encontra outro sítio, o andar está muitos mais meses vazio do que ocupado. Não pode ser assim que ele vai ter o lucro com que sonha!!!
Emiéle
Publicado por populo às 08:05 AM | Comentários (5)
maio 17, 2006
Ainda as vacas
No domingo reparei nas primeiras vacas. Lisboa aderiu a esta engraçada loucura, que pelo que se vê tem varrido grande quantidade de países.
Aquela hora tinham acabado de chegar, e provavelmente fui das primeiras pessoas a reparar nelas. Mas ontem, andei pela Baixa e não há dúvida - a manada chama mesmo a atenção. Algumas muito engraçadas, outras nem por isso, mas o certo é que não passam desapercebidas. Tudo pára a olhar, a comentar, há quem se fotografe ao pé delas, é sem a menor dúvida uma ideia engraçada.
O mais complicado é um MAS… óbvio.
Tal como nos Jardins Zoológicos se pede para “não alimentar os animais”, aqui também se pede para “não mexer nas vacas”. É natural, que aquilo é pintado e com muitas mãos a passar-lhe por cima, a tinta vai-se… Mas também se deve reconhecer que é quase irresistível uma festinha nos ‘animais! Estão ali mesmo ao pé, ao mesmo nível de quem vai passando e, a mão estendida para a garupa ou cabeça dos bichos, é compreensível. Eu resisti, mas não condeno quem cedesse à tentação.
Talvez pôrem uma cercazita, mesmo simbólica, em seu redor ajudasse a reforçar que aquilo nem é um brinquedo nem um bicho de estimação.
Mas tá difícil, pelo que notei ontem.



Emiéle
Publicado por populo às 03:40 PM | Comentários (10)
Mais um post para mulheres
Atenção meninas que isto é sério.
É preciso do nosso lado muita diplomacia, e uma abordagem delicada. Nada de dizer “ - Olha lá, abriu agora um curso que acho que te anda a fazer falta!” ERRADO!
Temos dizer docemente:
“ - Olha querido, disseram-me que se criou agora um curso muito interessante, só para homens, sabes..? Deve ser giro, porque podes encontrar lá alguns amigos teus e tudo. Não é que te faça falta, tu até já sabes tudo o que lá ensinam, mas podes sempre aperfeiçoar, não é? E depois como é patrocinado pelo Centro de Emprego nem vais pagar nada, mas se exigiram pagamento eu subsidio. Quero que o meu marido seja o melhor do mundo!!! Ficas contente?”
E quando ele estiver a frequentar
Este Curso Profissional
nunca esquecer de ir fazendo elogios, atenção !sempre muito “reforço positivo”, isso é fundamental.
PS – Para quem tem filhos-machos não será mal, por amor às futuras noras, fazer também uma inscriçãozita…Não se perde nada.
Emiéle
Publicado por populo às 11:00 AM | Comentários (9)
Sugestão
A história em si pode ser um fait-divers como outros que vamos lendo por aí. Ninguém ficou doente a sério, apenas se registou algum reboliço e um certo susto. Os alunos de uma escola do ensino básico, sentiram problemas respiratórios e a escola foi provisoriamente fechada, mas rapidamente reaberta por não se encontrar nada de anormal.
O interessante é que ainda 21 crianças foram observadas por pediatra com o que pareciam ser "sintomas de intoxicação", mas afinal não se encontrou nada e considerou-se que «os sintomas podem ter sido causados por sugestão»
Não ponho o diagnóstico em dúvida, muito pelo contrário. Acredito sinceramente na força da sugestão. O que vem é levantar outras questões.
Hoje em dia, vive-se quer adultos quer crianças, numa enorme dependência do que se recebe desse biberon electrónico, que é a TV. As informações que dali se recebem influenciam, e de que maneira ! as nossas crenças e até modos de vida. Quanto aos miúdos nem vale a pena referir ao fenómeno “Morangos com Açúcar” por exemplo. Desta salgalhada informativa, ( ou “deformativa”?) vamos construindo as nossas opiniões, definindo objectivos, programando a nossa vida muitas vezes.
E… agora ( tá-tá-tá-tá!!) entra a sugestão. Se a sugestão pode provocar sintomas de intoxicação que paralisam uma escola, vamos reflectir no que se pode conseguir se se visar mais longe e apanhar toda uma sociedade.
Assustador, não é? Sinto-me prestes a partir de novo numa cruzada em defesa do livre arbítrio!
VIVA O LIVRE ARBÍTRIO!
(nunca me canso de o dizer, o que querem que faça?)

Emiéle
Publicado por populo às 09:41 AM | Comentários (6)
Golfinhos

Sempre se disse que os golfinhos são animais inteligentes. E quanto mais se sabe mais nos admiramos das capacidades desses animais.
Uma notícia científica recente, confirma uma das “lendas” que corria: os golfinhos falam! Não quer dizer ‘falar’ como os papagaios que repetem sons iguais a palavras humanas. Quer dizer, algo muitíssimo mais importante, comunicar entre eles por sons.
Afirma-se mesmo que têm nomes!
Dizem-nos os cientistas que os golfinhos usam um “assobio-assinatura”, um som especial para se identificarem uns aos outros. As experiências provaram que mesmo sem indicação de voz eles respondem pelo NOME.
Espantoso!
Só me lembra alguns romances de ficção científica ( se calhar não eram nada de ficção!) onde estes animais eram uma espécie sobredotada e que até protegiam os seres humanos…
Salvé, sr. golfinho!
Emiéle
Publicado por populo às 09:13 AM | Comentários (8)
O bom-senso na relação com as crianças
![children[2].jpg](http://populo.weblog.com.pt/arquivo/children%5B2%5D.jpg)
A “Convenção sobre os Direitos da Criança” que Portugal assinou e se compromete a cumprir tem vários artigos ( 19º, 27º, 29º 37º, etc) que defendem as crianças de serem maltratadas. E, pelo que se vai sabendo através da comunicação social, infelizmente na nossa terra há ainda muitos meninos que sofrem às mãos de quem deveria ter a função do os proteger e ajudar a crescer com harmonia.
Mas leio agora uma informação que me deixa um pouco perplexa. Diz-se que vem aí uma revisão do Código Penal que liberta os menores de qualquer castigo corporal, venha de quem vier e acrescenta ainda (não se sei se a conclusão é do jornalista ou de um jurista consultado ) que « a sapatada no rabo, por exemplo, será considerada - caso a sua prática seja intensa ou reiterada (repetida) - um mau trato».
S.O.S. bom-senso precisa-se!
Ninguém mais do que eu, para defender que há métodos para educar e criar limites a uma criança sem ser batendo-lhe. A palmada está um pouco como a greve nos direitos laborais “será a última forma” que os pais devem utilizar na educação. Mas daí a incorrer em penas que podem ir até 5 anos de cadeia aos pais que derem umas palmadas a uma criança birrenta, mesmo que o façam por mais de uma vez, vai um passo gigantesco!
Cada vez mais sinto que se vive numa sociedade esquizofrénica. Temos atitudes que são completamente contraditórias, porque no mesmo jornal onde leio o que acabei de dizer, vem uma notícia onde se pode ler que numa carrinha de 11 lugares que levava pelo menos 22 crianças entre 3 e 4 anos, uma delas abriu a porta e começaram a cair na rua, enquanto a carrinha continuava a andar!!! Repare-se na quantidade de erros: foram «algumas delas em pé que, fruto da inocência da idade, abriram a porta provocando a sua queda na via pública » Então meninos de 3 anos são transportados sem cinto? E andam em pé pela carrinha? E a porta de segurança fecha de tal modo que um menino de 3 anos consegue desbloqueá-la? E, mesmo depois de se verificar o acidente, «para não criar medo nas outras crianças ( ? ) pede apenas ao motorista para ir mais devagar»?
Ora aqui estava uma boa ocasião de “criar medo” nas outras crianças! Medo de abrirem aquela porta. Medo de viajaram sem estar sentadas. E esta senhora vigilante deveria 'criar medo' de andar com crianças sem se munir de todo o seu sentido de responsabilidade. Há medos muito úteis.
(Há ocasiões onde é uma pena que os sinais ortográficos não sejam suficientes para traduzir a indignação que se sente)
Emiéle
Publicado por populo às 08:41 AM | Comentários (8)
maio 16, 2006
Mariquices ou a «volta de 360 graus»
Não é a primeira nem a segunda vez que oiço alguém muito exaltado a querer referir-se a outra pessoa que, na sua perspectiva, mudou radicalmente e afirmar muito sério e convicto: «É que deu mesmo uma grande volta! Uma volta de 360 graus!»
Se tenho muita confiança com a pessoa que fala, rio-me e piscando o olho digo-lhe «Ena! Ganda volta!!! Até acabou no mesmo sítio…» e aí, o outro larga-se a rir e quase sempre corrige «Queria dizer 180, pá! Olha que tu!!!»
Mas a verdade é que há pessoas que vão tão longe nalgumas opiniões ou gostos que, paradoxalmente, acabam por dar o tal rodopio da volta completa e fazem aquilo que criticam.
A senhora que trata dos meus “assuntos domésticos”, a minha “ministra do interior”, vinha ontem um bocado enxofrada. Ela também é uma espécie de ‘governante’ de outras casas, e nalgumas delas faz compras que procura serem de modo a poupar dinheiro aos patrões. De modo que tinha comprado um papel higiénico no Lidl,
que é de boa qualidade e barato. O dito papel é branco mas tem, de espaços a espaços, uns muito estilizados e vagos desenhos de umas bolinhas que podem ser uma florzita. Ora, nessa outra casa onde a senhora vai, mandaram-lhe devolver o dito papel porque os homens daquela casa não se queriam limpar a um papel que achavam maricas.
Dá para acreditar?!
A minha mais sincera opinião, é que o cúmulo da mariquice é exactamente fazer birra com aquilo a que se limpa o rabo. Tão machos, e afinal têm de ter uma coisa especial para essa função tão delicada.
Esta é o máximo!!! Apetecia oferecer-lhes um desta qualidade!
Será que assim já era de homem? Ou preferiam uma folhinha de alface???
Francamente!
Emiéle
Publicado por populo às 05:00 PM | Comentários (8)
“A cidade e as serras”
É curioso, acabei de escrever os dois posts que se vêem aqui abaixo e depois, como de costume, vim observar a minha obra… (todos fazemos isso, creio eu) E, salta-me aos olhos a evidência gritante de que até parece que estou numa onda de reabilitação das pequenas terras do interior.
É que comparando a imagem que deixei de Aljustrel, com a de S. Paulo, valha-me Deus, alguém poderia hesitar onde preferia viver…?!
Aljustrel , sem dúvida!
Até me apetecia ir já a correr para lá… E eu que adoro o Alentejo!!!
(não vos cheira a campo...? huuuuummmm)

Emiéle
Publicado por populo às 09:43 AM | Comentários (8)
Aljustrel
Dizem eles que «VER PARA CRER» e no seu caso eu provavelmente sentia o mesmo…
Mas será uma boa notícia se for avante.
Se reabrirem as minas de Aljustrel, é caso para a terra festejar. Porque houve muitos “reformados à força” que voltariam de bom grado, porque é isso que sabem fazer… E seria um bom aproveitamento de know-how, já agora que se pensa nisso, não seria necessário nenhuma formação que ela já existe.
Assim venha o trabalho.

Emiéle
Publicado por populo às 09:19 AM | Comentários (8)
S. Paulo – um cenário assustador

Estamos habituados a que a informação trazida pelos media seja mais colorida, inflacionada de emoção, e há muitos ( eu sou um deles) que ‘dão desconto’ do que se diz ou vê, pensando “são as coisas dos jornais para aumentar vendas…”
Desta vez o que se está a passar em S. Paulo parece saído directamente de um filme, de um triller. Uma cidade inteira a ferro e fogo, e não é uma cidade qualquer, é S. Paulo! Com uma população de cerca de 11.000.000 de pessoas . Como acho que Lisboa com 2.000.000 já é bastante grande para o meu gosto, custa-me imaginar uma única cidade com bastante mais população do que o nosso país inteiro…Uma terra onde a taxa de morte por assassinato já era ASSIM!!!
E é nessa terra que, pelo que se vai lendo e vendo, reina um cenário de terror. Dizem-nos que os criminosos, muitos deles ligados a redes de droga, desafiam claramente o Estado e a sua autoridade. Porque o que começou numa prisão transbordou para a rua e de que maneira! Aliás se, pelos vistos, o que se pretendia inicialmente era transferir os presos para uma cadeia com maior segurança, então está provado que essa decisão só pecou por tardia – eles ali não estavam 'seguros', tanto assim que isto pode acontecer.
E que raio é o PCC?! Primeiro Comando da Capital??! Comando? É portanto uma verdadeira guerra, com criminosos excelentemente organizados, aparentemente melhor do que a ordem que querem por em causa. Mas não se passa no Canal Action, é afinal do telejornal…
Emiéle
Publicado por populo às 08:36 AM | Comentários (12)
maio 15, 2006
Mas falta a árvore
Em explicação ao mistério lançado AQUI , é capaz de ser esta a resposta ao crescimento da barriguinha de alguns dos nossos Adónis.
Mas ainda fico com uma dúvida: é que quanto ao passeio do cão está resolvido.
Mas onde está a árvore para as 'necessidades' do dito?...

(aprecio especialmente a trela; faz cá uma falta! )
Emiéle
Publicado por populo às 04:20 PM | Comentários (7)
Para quem não aprecia muito trabalhar
Façam reuniões!
Assim, vocês podem:
* Encontrar pessoas
* Fazer planificações
* Sentir-se importante
* Impressionar os colegas
* Beber café
* Falar a toda a gente ao mesmo tempo
* Rabiscar num caderninho de apontamentos (melhor, um moleskine ! )
* Ter um ar inteligente
* Aprovar abanando a cabeça
…. E tudo isto nas horas de trabalho!
REUNIÕES : UMA ALTERNATIVA PRÁTICA AO TRABALHO

Emiéle
Publicado por populo às 10:00 AM | Comentários (8)
Lixo: urgente limpar; depois, não o produzir
Com todo o respeito, não aprecio muito a caça. Bem sei que o que matam é para comer e andam muito a pé, fazem esse footing, passeiam muito e, para muitos caçadores, o importante é o convívio e os passeios, nem sequer é o andar a matar os bichos. Mas eu, que sou omnívora, sabe-me bem o peixe e a carne mas se tivesse de o ir buscar à origem tenho a certeza que virava vegetariana!
Contudo o saber que no Dia Nacional dos Caçadores pelo Ambiente, eles andaram pelas matas do Algarve e recolheram mais de 450 toneladas de lixo fez-me olhar para eles com outros olhos. E, imagine-se que, em 2005 se recolheram 750 toneladas!!! O presidente da FCA diz que "Os caçadores não vão para o terreno recolher o seu próprio lixo, porque já o fazem no final de cada jornada de caça", coisa que desconhecia, mas só os honra.
Pode não ser suficiente, mas isto já ajuda um pouco a prevenir os incêndios.
Falta agora ensinar as pessoas a deixar o lixo nos locais onde ele deve ficar, e não deixá-lo espalhado por aí.
Esse é o segundo passo. Educar.

Emiéle
Já agora, para quem não saiba ( como eu) é este o tempo que demora o lixo a "desfazer-se"

Publicado por populo às 09:35 AM | Comentários (18)
A gasolina no carrinho das compras

Estou já a imaginar a lista de compras:
batatas, esparguete, sabonetes, gasolina, 2 latas de atum, um pacote de manteiga e chá.
Já me tinham dito e ainda não verifiquei porque sou parva. Mas da próxima não me escapa! Se há gasolina até 10 % mais barata é de aproveitar.
Claro que vivendo aqui em Lisboa, ir encher o depósito a Castelo Branco ou Vila Real não é muito prático, mas vou esperar com ânimo que a moda pegue, cá mais para o sul.
Ou então concluo que é a vingança do interior “Ah é? Fogem para o litoral e grandes centros? Ora tomem para saber, se vivessem cá tinham outras regalias!” e reconheço que não lhes posso levar a mal.
Emiéle
Publicado por populo às 08:44 AM | Comentários (4)
Mais empregos…?
Quando se ouve falar em números como 30 a 40 mil empregos, sentimos um frisson. Isso é mesmo dar trabalho a muita gente! E se ainda por cima se trata de aproveitar uma energia limpa só pode levantar interesse e entusiasmo.
Máquinas geradoras de energia a partir das ondas!
Para além do surf, as nossas ondas também trazem energia e trabalho. Mas pelo que se lê não devemos perder tempo que há mais quem esteja interessado. Atenção à desburocratização, heim?
Ondas? Que bonito. Benditas sejam!

Emiéle
Publicado por populo às 08:15 AM | Comentários (5)
maio 14, 2006
Um exibicionista século XXI
Estive há pouco a ouvir a Sic Notícias, o programa ‘Opinião Pública’ dirigido pela Marta Atalaya. Programa normal como têm sido sempre desde que começou com a excepção do dia onde um indivíduo teve o seu momento de glória.
Estava tudo a decorrer como de costume quando de súbito, um telefonema de uma pessoa que insistiu na pergunta «se ela estava a ouvir bem», lhe diz que a admira muito, o que também faz parte dos preliminares das conversas deste tipo, mas depois sai-se com um chorrilho de obscenidades.
O blog Farpas e Bitaites conseguiu uma ligação ao vivo de que se passou. Oiçam no post “Os riscos do directo”.
O que me deixa a pensar é como até os vícios se actualizam. Antigamente, um exibicionista típico, andava nu debaixo de uma gabardina, e aproximava-se de uma mulher abrindo-a de par em par para que ela pudesse admirar o seu belo ornamento. Dava-lhe imenso gozo. Eu ainda era miúda quando uma vez apanhei com um tipo desses e fiquei estarrecida.
Agora os tempos mudam, e deve dar um gozo semelhante imaginar que há uns milhares de pessoas que estão a ouvir o que ele tem para dizer. Imagino que seja nessa linha que o telefonema foi feito.
Mas desejo, muito sinceramente, que não faça escola!
Emiéle
Publicado por populo às 06:21 PM | Comentários (6)
Não resisti
Foi impossível!
Tive de roubar o post inteirinho ao Arte de Opinar
'Brigadinha!
...AO COMUNISTA MAIS CONVICTO!

(desculpem-me os amigos benfiquistas, mas humor é humor!)
Emiéle
Publicado por populo às 03:50 PM | Comentários (6)
As vacas chegaram a Lisboa!

Sabia que iam aparecer por aí, mas não tinha visto nenhuma ao pé.
Espera lá, não é de estranhar porque o “lançamento” estava previsto para este fim-de-semana se não me engano…
Pois é, estive agora mesmo ao lado de duas, ali no Campo Pequeno. Uma azul, outra de difícil descrição, com as quatro patas enfiadas em latas de tinta.
Claro, as 4 patas, que é que estavam para aí a pensar…?!
Lindas vaquinhas, muito coloridas.
Só que, ali no Campo Pequeno, mesmo ao pé da Praça de Touros, não sei se estarão muito em segurança.
Emiéle
Publicado por populo às 01:45 PM | Comentários (3)
Reflexões metafísicas
(Eheheheh!
Isto parece um título pensado para afastar já alguns leitores! )
Ora bem, há uma coisa que me faz espécie. Muito frequentemente oiço ou leio pessoas que se referem às suas preferências, como BOAS. Assim: “Gosto muito de ler, mas só bons livros” ou “Gosto de toda a música, desde que seja boa” ou, “Sim, sim, adoro o bom cinema!”.
Este tipo de considerações ouve-se em respostas a perguntas ou entrevistas, mas mesmo aqui, na blogosfera, se derem uma voltinha naquela parte onde se define o “perfil” do blogger, essas declarações aparecem com uma frequência interessante.
E eu fico para aqui a reflectir.
Haverá alguém que considere os seus gostos “maus”?
Assim “gosto de música mas só se for daquela horrorosa”. Porque, como é completamente evidente, no momento em que se gosta a horrorosa passou a ser boa! Boa para nós!
O que é frequente, é dizer-se muitas vezes ‘entre dentes’ “Como é que há gostos para isto…?!” quando olhamos para certos produtos, horríveis na nossa opinião mas decerto bonitos para outros, uma vez que se vendem.
Ora bem, eu também sou assim – gosto de boa música, de bons livros, de vestidos bonitos, da boa pintura, de casas bem decoradas, de cores bonitas, e de bons blogs!
Vocês não?

Emiéle
Publicado por populo às 11:30 AM | Comentários (6)
Oh, que ridículo...
Estou completamente viciada no dinheiro de plástico.
Sabia-o mas apesar de tudo não me tinha dado conta da extensão do vício. Porque a verdade é que ando também com algum dinheirito na carteira, assim para o jornal, o café, um módulo… Miudezas.
Mas quanto a compras ‘de loja’ e, muito em especial, de supermercado, nesse caso nem sequer abro o porta-moedas, quando chego à Caixa, deposito os objectos no tapete rolante e saco logo do cartão. É um gesto automático.
Tão automático, que ontem precisei de umas coisitas, passo pelo Lidl, repito os gestos rituais, e quando espeto o dedo para começar a marcar o código oiço a voz da menina a repetir:
«Um euro e setenta e cinco» Como??? Levanto os olhos para o painelzinho e lá estava - 1 € 75. Vejo o que tinha no tapete, uns limões, azeitonas, alho em pó, algodão. Certo. Devia ser 1 € e 75. Que paguei com cartão Multibanco, é claro, o que havia de fazer?!
Envergonhadíssima!!!
Emiéle
Publicado por populo às 11:00 AM | Comentários (5)
Vingança!
Tenho lido ultimamente muitas piadinhas sobre mulheres ( e, ainda por cima, algumas com graça! Grrrr!)
Talvez por isso, caí na realidade feminina, onde se sonha com o companheiro da esquerda, mas ao abrir os olhos o que se encontra é o da direita.
Real World, não é?

Emiéle
Publicado por populo às 10:50 AM | Comentários (9)
Andar por aí…
Há frases que “pegam”. Que ficam na linguagem comum, como bordão. Muitas vezes são frases publicitárias, e essas costumam ser ou engraçadas, ou sugestivas, outras vezes vem de 'gente conhecida' e nesse caso costumam ser mais ou menos “tontas” (estar vivo é o contrário de estar morto).
Depois existe a frase que “pega” na nossa linguagem porque definiu tão bem quem a disse que se torna uma boa frase. É o caso de um senhor que vai andando por aí
Entrou na nossa conversa.
“Que tens feito?”
“Olha, ando por aí…” a que se seguem sorrisos dos dois lados.
Emiéle
Publicado por populo às 10:30 AM | Comentários (3)
maio 13, 2006
A lição de Vila de Rei
A história tem andado pelos jornais, pela rádio, pela TV. Tem havido fóruns, discussões, entrevistas, todos querem dar opinião. E sobretudo, muita gente imagina que tem informação correcta e tira conclusões dela, quando está completamente errada.
Existe no nosso interior uma terra chamada Vila de Rei , que fez uma geminação com uma terra brasileira chamada Maringá . Uma delas, tinha muito pouca população (5.000 habitantes), a outra tinha em excesso ( mais de 300.000 habitantes ) Não sei se será pelo facto destas duas cidades terem mulheres como Presidentes de Câmara, mas a verdade é que a ideia tem o tom prático que muitas vezes as mulheres têm. Porque não trocar o que uma tem a mais pelo que a outra tem a menos?
O curioso é que agora que esta cidade veio nas primeiras páginas, todos se mostram interessados, enquanto o certo era que ela estava a ficar cada vez mais desertificada, sem jovens, que vinham todos para as cidades ou litoral. Porque o certo é que estes “colonos” brasileiros que chegam aceitam condições que consideram vantajosas mas não tentaram os portugueses. Um casal, ela cabeleireira e ele professor universitário vêm trabalhar na cozinha de um restaurante, estando agradados com o sossego e qualidade de vida Ele pensa mais tarde dedicar-se à agricultura, e consideram “qualidade de vida” a segurança que sentem ali, a tranquilidade.
E, curiosamente, se uns jovens ‘nacionalistas’ se manifestam contra estes trabalhadores, é interessante que a população local os acolhe afectuosamente mostra-se bem impressionada, e «levam-lhes "verduras, batata, ovos...»
Não servirá isto de lição? Quando vemos nas periferias das grandes cidades a ‘falta de qualidade de vida’ daqueles grandes dormitórios impessoais, quando a noção de boa ocupação de domingo é um passeio a ver montras num Centro Comercial, não será que uma “redescoberta” do interior nos pode ajudar a melhorar as assimetrias existentes? Tantas zonas lindíssimas e quase despovoadas ! Talvez esta seja a pedrada no charco que se estava à espera.

Emiéle
Publicado por populo às 09:30 PM | Comentários (7)
Bandeira Azul

Chegou o calor, o desejo de praia, e felizmente vivemos numa terra com o mar bastante perto.
Parece que, apesar de algumas das nossas praias terem perdido o direito ao “azul” por os critérios de qualidade terem aumentado, mesmo assim na globalidade o número de praias com bandeira azul aumentou.
Ainda bem!
Emiéle
Publicado por populo às 11:40 AM | Comentários (5)
Mas como é possível que o mesmo truque “pegue” sempre?
Apesar das ondas de choque que o caso tem dado, e já ter ouvido falar no assunto, sentia-me mal informada e receei dizer fosse o que fosse. Tinha lido uma notícia aqui e outra ali, mas parecia-me que ainda não sabia bem de que se tratava. Mas o Paulo Querido deu-se ao trabalho de reunir tudo o que por aí se tem escrito e agora já entendi.
Encontrámos a D. Branca de 2006.
O modelo é tão semelhante, mas mesmo tão semelhante, que parece um clonezinho: São pessoas de poucos meios que investem quantias a partir de 300 €, e acreditam que vão receber 6% ao ano. É claro que esses juros são pagos com o dinheiro que entretanto vão chegando dos novos “investidores”. Fácil!
Depois há diferenças, é claro. Neste caso trata-se de uma empresa que já existia há muitos anos, e sem fazer qualquer vigarice que se saiba. Mas o impressionante é o princípio – serem investidores de poucos recursos e que ainda perdem o que têm… Quando foi o “affaire Pedro Caldeira” houve muito quem encolhesse os ombros, porque ali se tratava de gente endinheirada. Mas quer aqui, quer no caso da D. Branca, são pessoas que nada têm de ricas, e aliás isso é que faz entender que quando há uma informação de que as coisas podem dar para o torto haja uma corrida aos reembolsos, o que desencadeia a catástrofe!
![Sky%2520High%252001[1].jpg](http://populo.weblog.com.pt/arquivo/Sky%252520High%25252001%5B1%5D.jpg)

Emiéle
Publicado por populo às 09:47 AM | Comentários (10)
Afinal o que eles querem é futebol!
O joguinho era de beneficência. Não tem nada de mal, pelo contrário, só é de louvar. As equipas em campo tinham nomes semelhantes (que confusão!)
De um lado a equipa da «Presidência da União Europeia» do outro a equipa da «Presidência da Comissão Europeia», ou seja PUE contra PCE.
Após 60 minutos – as regras tinham de ser um pouco diferentes, uma hora chega muito bem – estavam empatados por 7 a 7. Aquilo é que devem ter sido frangos!
Portantos foram a penaltis. Assim não vale. O nosso José Manuel que era o capitão da equipa PCE foi batido por grandes penalidades.
Não há direito!

Emiéle
Publicado por populo às 09:05 AM | Comentários (6)
maio 12, 2006
Princípio? Fim?

Hoje é um dia importante para mim. Termino uma fase de um trabalho que foi marcante para mim, para iniciar outro que também tenho muitas esperanças que seja igualmente ou até mais importante.
Estou um nadinha nervosa.
Andei a procurar imagens na net que dissessem FIM e INÍCIO, mas tudo o que encontrei era razoavelmente macabro!!! É que não era nada disso!
Finalmente achei uma que me satisfaz. Só que não se chama nem começo nem fim, chama-se “mudança”. Era isso!
Afinal o Google descobriu por mim.
Obrigada Google!
Emiéle
Publicado por populo às 08:00 AM | Comentários (12)
A verdade e o seu signo
Não vi.
É um facto que vejo muito pouca TV, depois das notícias costumo desligar e voltar a abrir o livro que tinha na mão ou sentar-me em frente do PC. Ontem, liguei para uma amiga e quando lhe perguntei se estava a interromper qualquer coisa, responde:
- “Ná! Tava só aqui a ouvir o Carrilho”
- “Ah sim? O Carrilho? Que é que ele fez?”
- “Escreveu um livro”
- “Ah!” estranhei eu, “de quê’? Filosofia? Política?”
- “Sim, mais ou menos. Parece que é por ter perdido as autárquicas”
- “E escreve um livro por isso? A dizer o quê?”
- “Pelo que estou a ouvir, para mostrar que foi perseguido pela matilha dos jornalistas que foram uns mentirosos”
- “Oh menina, tás a brincar…?!”
-“Essa agora! Liga a TV e vem ouvir.”
-“Eu??? Olha lá, então se tens tempo vamos ao que interessa: vinha dizer-te que..…”
Portanto não posso falar do que não vi nem li. Ah, juro que não vou ler o que o Sr. Professor tiver para contar sobre esse caso. Nem de graça eu queria o livro quanto mais comprá-lo (que aquilo deve ser para vender imagino eu).
Emiéle
Publicado por populo às 06:40 AM | Comentários (5)
Dorian Gray?
No conhecido romance, o quadro captava o aspecto maléfico do espírito do retratado, para além do envelhecimento. Mas a ciência que também tem aspectos “mágicos” está a ultrapassar a fantasia literária.
Parece que se inventou lá em França , - ils sont fous, ces gaulois!- um espelho que pode mostrar o seu nosso aspecto, no futuro no caso de prosseguir com maus hábitos – erros alimentares, excesso de sol, tabaco, bebida, drogas.
Tudo muito científico. Chama-se Espelho Persuasivo, e explicam-nos que parecendo um espelho normal de casa de banho, o tal aparelho «recolhe informações de câmaras e sensores instalados em toda a casa, relativas a idas ao frigorífico ou tempo passado em frente à televisão»
E depois, analisados esses os dados e o ‘espelho’ mostrar uma imagem do que «o tempo e a continuação dos maus hábitos podem fazer».
LIVRA!!!!
Emiéle
*(Corrigi o título; tinha escrito Dorian Grey em vez de Gray porque inicialmente tinha imaginado fazer um trocadilho. Depois escrevi o post todo num outro registo e não revi. Agradeço ao LP que simpáticamente me chamou a atenção)
Publicado por populo às 06:05 AM | Comentários (3)
Três em cada dez prisões não estão superlotadas
Estou a tentar ver a coisa pelo lado melhor.
Ora, pelo lado melhor, quem for optimista dirá que a coisa não é assim tão má, porque afinal 30% das nossas cadeias ainda não têm a lotação máxima! Depois, se fosse para o Guiness, poderíamos reparar que temos 3 cadeias com o dobro da população que deveriam ter. Nada mau, o dobro heim?! Aliás, segundos os números que nos dão, das 55 prisões há 3 que batem o record, têm uma ocupação de mais de 200%!!! Valentes!
Bom, mas há outras com muito menos ocupação. Por exemplo, o Hospital Psiquiátrico, podia ter 195 clientes, mas só lá estão 19 – são delinquentes mas não são malucos.
Não é de admirar que em termos de lotação, estejamos entre os piores da Europa.
Ah, é claro, estamos muitíssimo melhor do que no Brasil ou em África! Será que isso chega para ficarmos orgulhosos?!

Emiéle
Publicado por populo às 05:58 AM | Comentários (2)
maio 11, 2006
Computadora?
(FW acabado de chegar, bastante machista mas, tem de se reconhecer, com graça…)
Porque é que "computador" em espanhol é feminino, ou seja, é "computadora"? É que está comprovado que os computadores são realmente do sexo feminino, sem qualquer sombra de dúvidas.
Eis aqui algumas razões que atestam, cientificamente, que os computadores são fêmeas:
1) Assim que se arranja um, aparece outro melhor na esquina mais próxima.
2) Ninguém, além do Criador, é capaz de entender a sua lógica interna.
3) Mesmo os erros mais pequeninos que você cometa são guardados na memória para futura referência.
4) A linguagem nativa usada na comunicação entre computadores é incompreensível para qualquer outra espécie.
5) A mensagem "bad command" ou "file name" é tão informativa quanto, digamos, "se tu não sabes porque estou chateada, também não sou eu quem te vai explicar!!!!!"
6) Assim que você opta por um computador, qualquer que seja, rapidamente gastará todo o seu ordenado com acessórios para ele.
7) O computador processa informações com muita rapidez, mas não pensa.
8) O computador do seu amigo, vizinho, ou do seu escritório é sempre melhor do que o que você tem em casa.
9) O computador não faz absolutamente nada sozinho, a não ser que você digite uma ordem de execução.
10) É sempre nas alturas mais importantes que o computador encrava.
Será que alguém ainda tem dúvidas que o computador é do sexo feminino?
Emiéle
Publicado por populo às 09:11 PM | Comentários (4)
A Galinha e os Ovos
Na fábula verdadeira os ovos são de oiro e na minha história são ovitos normais, mas é aquela conversa do “quem tudo quer tudo perde” entendem?
Ora "foi assim":
Desde que me conheço com um carro que vou à mesma garagem. Fica no fim da minha rua, e trabalhavam lá o sr. Zé e o Sr. Joaquim. O Zé era mais das mecânicas e o Joaquim das pinturas e bate-chapa. De uma enorme simpatia, levavam-me tão barato que muita gente se admirava. Eram capazes de estar uma tarde para encontrar uma avaria e depois nem me levavam “mão-de-obra”!... Ora os anos passaram, eles já não eram novos, e o mais velho adoeceu muito gravemente e morreu. Tive imensa pena, foi o desaparecimento quase de um amigo. Mas o sr. Zé continuava ao leme daquele barco, apoiado num ajudante e tudo estava quase na mesma. Passaram-se mais anos e, há uns tempos, comunicou-me que ia trespassar a oficina e reformar-se. Era normal. Mas que eu ficasse descansada que ia ficar em boas mãos, era tal e qual como com ele. Até acreditei.
Pois…pois!
A primeira obra da “nova gerência” deixou-me já desconfiada, o orçamento ainda era do sr. Zé mas o ‘patrão’ lamentou-se que era uma pena porque ficaria melhor se levasse mais isto e mais aquilo. Mas, OK, ficou com o preço “à Zé”. Ora desde aí, as 3 obras que lá fui fazer, saíram sempre “inflacionadas” com o mesmo truque: se mandasse arranjar um friso, arranjava os dois, se um elevador de janela estava mal, ele substituía os dois, etc. e com um preço de mão-de-obra 10 vezes superior ao de antigamente. 
A última visita à oficina foi mesmo a última, porque já arranjei outra para o próximo problema que tiver! Aqui o “chico-esperto” à conta de uma avaria na bomba de água – peça que custava 95 € - apresentou-me uma conta de 400 e tal. Porque, “já agora”, aproveitou para trocar várias outras que considerou também precisarem.
Ora esta galinha, sempre lhe ia dando um ovinho de vez em quando. Não seria de ouro, que isso só na fábula, mas era um bom ovo que podia ser útil. Com esta ganância conseguiu perder a cliente – acabaram-se os ovos que os vou deixar noutro ninho.
Emiéle
Publicado por populo às 02:15 PM | Comentários (4)
Cenas mágicas da vida moderna

Ele há coisas!!!!
Há minutos, estávamos aqui em casa, apesar de já prontinhos para enfrentar um dia de trabalho, ainda a bocejar e com alguma moleza para partir para a luta diária, quando um de nós solta aquela frase corriqueira e habitual em muitas casas, de manhãzinha (imagino eu)
«- Aaaa, que preguiiiiça … Não me apetece nada ir trabalhar» e em resposta , absolutamente encadeado com a frase de desabafo ouviu-se:
Vai trabalhar, vagabundo! Vai trabalhar, criatura!
Juro!!!
Foi de tal modo engraçado, esta intervenção em directo do Chico Buarque, que largámos a rir à gargalhada, e acho que vamos realmente trabalhar agora com muito mais gosto!!!
Às vezes não direi que há bruxas, mas talvez haja fadas…
:D
Emiéle
Publicado por populo às 08:40 AM | Comentários (5)
Primavera
O dia está tão lindo!
Estou tão bem disposta!
Que tal ir por aí fóra...?
Querem vir também comigo, respirar muito fundo, por aí... sem destino...?

Emiéle
Publicado por populo às 08:30 AM | Comentários (4)
Quando é o Estado que não paga
Dizermos que o Estado é mau-pagador é um enorme eufemismo. É melhor chamar-lhe um caloteiro do caraças! Bem, não será inteiramente caloteiro porque quando tem mesmo de ser, e uns tempos infinitos depois, acaba por pagar o que deve. Mas é indiscutível que se o “antropomorfizássemos” (tchiii, que palavra comprida) e passasse a ser um cidadão, não teria crédito em parte nenhuma por ter dívidas em todo o lado!
Esta é uma noticiazinha de cá-rá-cá-cá mas representa um símbolo. Parece existir um acordo entre a PJ e os transportes de Coimbra (não sei se será igual em todo o lado) Portanto como o Ministério da Justiça tem um acordo com esses serviços municipalizados, quem exiba o cartão de funcionário do ministério não paga bilhete. Só que como o O MJ deve um milhão e meio de euros aos SMTUC e não paga os tais serviços de transporte decidiram suspender o acordo até a conta estar paga. Ou seja, os ditos funcionários passaram a ser cidadãos normais e como tal a pagar o seu bilhete.
O resto vem na notícia, e não tem grande interesse. O que queria chamar a atenção é na naturalidade com que se deve um milhão e meio de euros a uma Câmara, e isso não parece preocupar ninguém.
Qualquer um de nós se quer viajar, paga o bilhete antes de entrar no transporte, não é? E se for um passe, até paga no início do mês para o mês todo! Por isso é que eu, num truque desses que se lêem em Ficção Científica, ou uma magia de vodoo, gostaria de imaginar uma entidade como o Estado, ou um Ministério, passar a ser uma pessoa normal e ter de cumprir as regras sociais durante um certo tempo.
Emiéle
Publicado por populo às 07:20 AM | Comentários (4)
Másculo ou não, eis a questão
Estes “estudos” são ‘mais c’ás mães’. Já se viu que dia sim, dia não, salta um novo “estudo” sobre uma questão grave e sempre altamente controversa.
Desta vez quem não sabia fica já a saber que as mulheres quando decidem ter uma relação prolongada com vista à procriação, preferem optar por um homem pouco másculo. Diz ali! Não inventei nada!
Segundo essa séria investigação, esses tais, mais durões servem assim para usar e deitar fora. São os outros, mais doces, mais delicados, que uma mulher prefere para o pai dos seus filhos. E, claro que subjacente a todo este “estudo”, está o conceito de que numa ligação é a mulher que escolhe. E mai nada! São aqui machadadas sobre machadadas no orgulho masculino.
Creio que também não deve estar posta de parte a opção (sempre nesta visão, da escolha ser da mulher) de se arranjar um bom papá para os rebentos e se ir dar umas voltinhas com o outro, o durão mas que não serve para progenitor de coisa nenhuma.
Emiéle
Publicado por populo às 06:57 AM | Comentários (2)
maio 10, 2006
Campainhas de alegria
Hoje recebi uma notícia muito boa!!!!!
Muito, muito, boa.
Andava à espera dela há muito tempo e, se vai implicar mudar de emprego, significa também ter mais tempo para mim e para coisas de que gosto o que me andava a fazer uma falta terrível. Os meus amigos, que me têm acompanhado nesta ‘saga’, fartavam-se de perguntar se já tinha resposta, mas ela nunca mais vinha, e todos nós – eu por motivos directos e eles por solidariedade – andávamos murchos.
Hoje, recebo finalmente a resposta e decidi mandar uma mensagem por msn a toda a malta, tipo “Yuupi! Já tá!!!” para partilhar, senão rebentava!
O mais engraçado, é que mal a mensagem partiu, segundos depois só ouvia “trim, tim, tim” e mais “trim-tim-tim” e
mais “trim-tim-tim”… Ena pai! :D
Sabem, parecia mesmo que o telemóvel era um passarinho a chilrear também de alegria! Foi a onda de solidariedade mais saborosa que recebi. Que isto de os amigos ficarem contentes quando nós estamos contentes
, é duplamente bom. Por um lado porque, naturalmente, nós estamos felizes, e por outro lado porque nos sentimos acompanhado nessa felicidade.
É mesmo. Hoje só oiço campainhas…
Vocês não ouvem?
Emiéle
Publicado por populo às 05:51 PM | Comentários (17)
Fui ao Jardim-da-Celeste...
Hoje quase (quase!!! Tou a brincar, heim?) percebi os loucos que fazem as inversões de marcha quando não podem. Imaginem vocês, uma criatura com bastante pressa, que pretende ir da zona do Liceu Francês para a Praça de Espanha, tem à frente um monstro de um camião que tapa a visibilidade e portanto os painéis indicativos e, seguindo encostada à direita se mete pela via que vai dar... à Ponte ?????!!!!!
Fui eu!!!
Hora do almoço, cheínha de pressa e quando reparo vejo que a única hipótese é ir até Almada e voltar para trás !
Oh que ódio!!! !
(#&»£@¨*!! e etc…)
Mas olhem, o dia estava lindo, o rio visto de cima brilhava ao sol, e … para o que não tem remédio é fazer boa cara e prontos!
Será que me serviu de lição? Para a próxima acredito firmemente que não volto a cair naquela, mas...caio noutra parecida.
( Foi pena não poder oferecer a portagem a uma associação de beneficência dos distraídos).

Emiéle
Publicado por populo às 02:58 PM | Comentários (5)
Pfff! 5 € por dia!





Tem havido para aí uma polémica sobre o facto de os bancos se prepararem para cobrar uma taxa sobre levantamentos feitos no Multibanco. Dizem-nos que “lá fora” os bancos também o fazem. Acho sempre muito interessante como a mesma coisa pode servir para duas conclusões diferentes. Quando nos queremos comparar com o “lá fora” em questões de rendimentos, ou salários, ou qualidade de vida, é-nos lembrado que a nossa realidade é diferente. Mas quando se quer justificar uma medida desagradável, apanhamos com o argumento de que “lá fora” também se faz!!!
Neste caso, é a tal taxa sobre os levantamentos. Vamos ver: os cheques não são nada baratos. Nadinha mesmo! Mas quando se quer pagar uma coisa ou se paga por cheque ou a dinheiro, não é? Pois muito bem, os cheques, que são emitidos pelos Bancos são caros, é melhor não os usar. Mas o levantar o dinheiro em Multibanco também vai ter taxa… Então o melhor é deixar o dinheiro lá no Banco, para eles o utilizarem. Claro que ainda há uma variante - o arrumá-lo debaixo do colchão… Já faltou mais para que se comece a pensar nisso.
Mas o interessante, é que ouvindo essa proposta da dita taxa, parece que as verbas movimentadas lá no Multibanco são imensas, justifica a dita taxa, tal as quantias que por ali passam. Afinal foram levantados apenas 5,70 € por dia e por habitante, no ano passado! Não é assim um grande exagero…
E ainda quem levantou mais dinheiro foram os turistas, parece.
Esta agora!
Emiéle
Publicado por populo às 08:25 AM | Comentários (6)
Uma boa biblioteca
É muito agradável quando se vê uma notícia boa!
E pelo que leio, “é assim”:
Uma biblioteca de Matosinhos, a Biblioteca Municipal Florbela Espanca, abriu há um ano. Quando abriu recebeu 2.500 visitantes, o que não é nada mau. Desde então já conta com 14.000 leitores, tendo aumentado durante este ano quase 2.000 leitores. Dizem que a média mensal de utilização é superior a mil utentes .
Tem este espaço «um auditório, um bar, um espaço de exposições, uma zona de jornais, um espaço para as crianças e jovens, a sala do conto, a sala das artes, a zona de leitura geral (para adultos) e uma sala para consulta do núcleo de reservados e arquivo histórico»
Digam que não é bom saber-se estas coisas?
Afinal não andamos só atrás da TV!
Há ainda quem leia!!! Parabéns Matosinhos!

Emiéle
Publicado por populo às 08:00 AM | Comentários (4)
O tal “condutor delinquente” de 12 anos volta a atacar!

Tinha sido notícia, há uns tempos. Um gaiato de 12 anos, andava não apenas a roubar carros como a conduzi-los! OK, foi apanhado, detido e enviado para uma instituição enquanto se aguardava o que fazer com o rapaz.
Sabemos todos que essas instituições estão a e rebentar pelas costuras e não têm possibilidade de integrar todos os casos que lhes aparecem. Até porque o que lá chega é uma grande salgalhada de miúdos das mais variadas proveniências, de vítimas e agressores. Portanto, como é de calcular, o nosso rapaz deu à sola, e voltou à chefia do bando!
Cá vem ele novamente ao volante de mais um carro roubado! E entretanto tinha roubado mais 3 e arrombado outras tantas! Fartou-se de trabalhar!!!
Não está mais do que provado ( esta já é a terceira vez em que é apanhado) que assim não conseguem controlar este miúdo? E que tal porem-no a trabalhar numa garagem? Bem sei que aos 12 anos devia era andar na escola, mas talvez essa da garagem tipo ATL, não? Ele despachava depressa as aulas para ir para lá…
Emiéle
Publicado por populo às 07:43 AM | Comentários (5)
O negócio da morte
Não é nenhuma novidade que “a morte é um negócio”. De um modo mais elaborado, artístico e interessante, temos visto isso na excelente série “Sete palmos de terra”. De um modo cruel, doloroso, chocante temo-lo sentido quando ao perder alguém que amamos temos de decidir do seu funeral e pagar os seus custos. Quem infelizmente passou por isso, sabe como é possível aumentar-se mais ainda o sofrimento quando nos debatemos com problemas que nunca se imaginaram e tudo isso tem um pesado custo económico. A expressão popular que diz de alguém que “não tem onde cair morto” não nasceu por acaso.
Ora as Agências Mortuárias têm os seus lucros, enfim, é um negócio, não é? Agora elas vêm alertar para um facto que muitos de nós não conhecíamos: a Igreja tem “privatizado” as capelas mortuárias de edifícios nacionais e entregue a sua exploração e lucro a uma multinacional
Evidentemente que só sabemos isto porque as Agências se sentem lesada! Mas como é?
Será certo aquilo que dizem, que com este “negócio”das igrejas o custo de alguns funerais sofreu um aumento de 500%?!
A nota curiosa, surpreendente, caricata com que termina esta notícia é a “ameaça” das funerárias de realizarem uma marcha de protesto com viaturas funerárias até ao Patriarcado de Lisboa.
Decididamente já não vivemos em Portugal!

Emiéle
Publicado por populo às 06:35 AM | Comentários (5)
maio 09, 2006
O Ensino
Foi através do Morfeu, do blog “Anomalias” que consegui uma espécie de link para um artigo de opinião que tinha lido e, apesar de o querer referir, não sabia bem como fazê-lo. Podem encontrá-lo na “entrada estendida” aqui deste post. São ali afirmados pontos que parecem tão evidentes que custa a entender como ainda há dúvidas. «Existe uma determinação em abstracto do que se deve fazer, mas uma compreensão muito escassa da realidade concreta» Nem mais. O que dá a ideia é que os senhores do ministério, sem pôr em dúvida que estejam cheios de boas intenções, ( ??) desconhecem em absoluto a realidade do universo que governam. Só assim se entende que “inventem” normas que já existem, ou que ordenem que se façam determinados actos para os quais as escolas não estão preparadas.
Diz este artigo, que o Secretário de Estado parece seguir uma política de «hostilização e incompreensão sistemática da classe dos professores». Isso já por si é grave e, mais grave ainda quando, devido às diversas políticas em moda ultimamente, que têm consistido em pôr trabalhadores contra trabalhadores (em casa onde não há pão….) a opinião pública se faz eco dessas teorias. Se, como em qualquer profissão, há professores maus profissionais e que de certo erraram a vocação, na generalidade seria simpático reconhecer que é uma classe que só não tem sido mais maltratada porque tem tido sindicatos com alguma força.
Por mim, têm toda a minha solidariedade ( não sou professora!)

Emiéle
De Eduardo Prado Coelho, no Público, 09/05/2006
"Há qualquer coisa que não está a funcionar bem no Ministério da Educação. Existe uma determinação em abstracto do que se deve fazer, mas uma compreensão muito escassa da realidade concreta. O que se passa com o ensino do Português e a aprendizagem dos textos literário é escandaloso. Onde deveria haver sensibilidade, finura e inteligência na compreensão da literatura, há apenas testes de resposta múltipla completamente absurdos. Assim não há literatura que resista. Há tempos, dei o exemplo da regulamentação por minutos e distâncias de determinadas provas. O ministério respondeu-me que se baseavam na mais actualizada bibliografia e que tinham tido reacções entusiásticas perante tão inovadoras medidas. Não me convenceram minimamente. Trata-se de dispositivos ridículos e hilariantes, que provocam o mais elementar bom senso.
O problema reside em considerar os professores como meros funcionários públicos e colocá-los na escola em sumária situação de bombeiros prontos para ocorrer à sineta de alarme. Mas a multiplicação de reuniões sobre tudo e mais alguma coisa não permite que o professor prossiga na sua formação científica. Quando poderá ler, quando poderá trabalhar, quando poderá actualizar-se? Não é certamente nas escolas que existem condições para isso. Embora na faculdade eu tivesse um gabinete, sempre partilhado com mais quatro ou cinco pessoas, nunca consegui ler mais do que uma página seguida. Não existem condições de concentração.
Pelo caminho que as coisas estão a tomar, assistiremos a uma barbarização dos professores cada vez mais desmotivados, cuja única obsessão passa a ser defenderem-se dos insultos e dos inqualificáveis palavrões que ouvem à sua volta. A escola transforma-se num espaço de batalha campal, com o apoio da demagogia dos paizinhos, que acham sempre que os seus filhos são angelicais cabeças louras. E com a cumplicidade dos pedagogos do ministério. Quando precisaríamos como de pão para a boca de um ensino sólido, estamos a criar uma escola tonta e insensata."
Neste benemérita tarefa tem-se destacado o secretário de Estado Valter Lemos. É certo que a personagem se diz e desdiz, avança e volta atrás, com a maior das facilidades. Mas o caminho para onde parece querer avançar é o de uma hostilização e incompreensão sistemática da classe dos professores. Com isto prejudica o país, e prejudica o Governo, com um primeiro-ministro determinado e competente, mas que não pode estar atento a todos os pormenores. E prejudica o PS, mas não sei se isto o preocupa.
Vem agora dizer que o professor deve avisar previamente que vai faltar, o que no limite significa que eu prevejo com alguns dias de antecedência a dor de dentes ou a crise de fígado que vou ter. E que deve dar o plano da aula que poria em prática caso estivesse em condições. Donde, as matérias são totalmente independentes de quem as ensina, basta pegar no manual, e ala que se faz tarde. Começa a tornar-se urgente uma remodelação do Governo, mas isso é tema delicado a que voltarei mais tarde.»
Publicado por populo às 02:50 PM | Comentários (14)
Um bom conselho
Pois é claro. Se cair à água o melhor será chamar o 112.
De preferência cair com um telemóvel na mão e à prova de água...
Emiéle
Publicado por populo às 08:38 AM | Comentários (6)
O cinto de segurança
É incómodo. É aborrecido. Aperta, no Verão faz-nos calor, no Inverno estraga-nos os casacos, incomoda imenso.
Mas a verdade é que também nos protege. Nos aviões, quando aparece o letreiro para apertar os cintos, os passageiros obedecem, naturalmente. Mas nos transportes terrestres já a coisa já é diferente.
Dizem que Portugal é dos países da União Europeia com pior taxa de utilização do cinto de segurança o que não admira nada. Os passageiros de trás, como só há pouco veio a lei, quase sempre se esquecem. Agora vem a norma para as camionetas de passageiros nas estradas. Já prevejo queixas – das empresas porque colocar os cintos nas camionetas que os não têm deve ser caro, e nos passageiros que devem vir dizer que não dá jeito nenhum. E deve ser certo, nos dois casos – é capaz de ser caro e não deve dar lá muito jeito. Mas decerto que é mais caro e dá menos jeito quando se morre por negligência, de um modo estúpido, que poderia ser evitado!
Os carros modernos e melhor equipados, até apitam a avisar quando o cinto não está apertado. Mas isso são luxos… A verdade é que o apito devia estar nos hábitos de cada um.
E já agora, os táxis? Ali ninguém usa cinto, nem condutor nem passageiro. Terão uma protecção invisível, como os super-herois?
Emiéle
Publicado por populo às 08:01 AM | Comentários (5)
Se ele o diz…
O que é preciso é convicção.
Uma afirmação dita de um modo firme, pode muitas vezes arrumar uma questão sem ir muito longe. Basta o tom em que é dita.
Ouvi na rádio e vi na TV o senhor engenheiro com o seu ar muito sério de quem nunca tem dúvidas – é curioso como esta imagem surge tantas vezes – afirmar, decidido, que a Comissão Europeia se enganou redondamente sobre as suas previsões a respeito do desemprego em Portugal:
«Tenho boas e fundadas razões para acreditar que o desemprego não vai piorar em 2006. Pelo contrário, vai melhorar»
Olha que bom! Lá os tais da Comissão consideravam que para o ano Portugal ia ter uma taxa de desemprego superior à média europeia. Mas podemos ficar descansados. Não é nada disso, eles são uns nabos. O engenheiro tem boas e fundadas razões. Podia, já agora e se não fosse muita maçada, partilhá-las com o resto da população.
Emiéle
Publicado por populo às 07:07 AM | Comentários (7)
maio 08, 2006
No rescaldo do Dia da Mãe
Tão queriiiiidos!

Encontrada AQUI
Emiéle
Publicado por populo às 05:40 PM | Comentários (4)
Ironias
Tenho uma grande amiga que anda ultimamente em “fase não”. Como todos estamos fartos de saber, isto é como a lua, tem fases rotativas - ou tudo corre bem, ou tudo corre mal.
Hoje de manhã telefonou-me meio a rir, meio a chorar. “Tu queres saber a melhor?!” Para entender o seu estado de espírito, deve explicar-se que ela já não é nova, pediu a sua reforma há mais de um ano e “a coisa” nunca mais é despachada e tem sido necessário tanto papel que dava para encher um “papelão” daqueles da reciclagem. Já me disse que o momento de ‘suspence’ do dia é quando regressa a casa e empunha a chave do correio. Será que está lá a ansiada carta a confirmar-lhe a reforma…?
Ora hoje, ao chegar ao seu serviço, encontrou sobre a secretária um convite, todo chic, do seu ministro a convidá-
la para uma cerimónia no CCB onde lhe iam oferecer um diploma ou medalha ou lá o que seja, para assinalar os 35 (naquele caso, mais) anos de trabalho. Ficou banza! Para uma tal cerimónia tinha de se arranjar melhor, ir a casa portanto, talvez cabeleireiro, e ainda por cima ir ter ao outro extremo de Lisboa. Nada lhe apetecia menos!!! Mas a chefe, muito séria, declara-lhe que tem de ir ou arranjar uma boa justificação. “Valha-me Deus, diz ela, eu não quero medalha nenhuma, só quero é que me mandem embora.”
Lá isso nunca mais fazem, mas vai ter de ficar com mais um diploma para juntar aquelas toneladas que se prepara para enfiar dentro em breve num “papelão”
Emiéle
Publicado por populo às 02:40 PM | Comentários (3)
O sentido de humor

É das coisas que não se ensina. OK, poderá ser estimulado, se fôr apoiado ou censurado. Mas... ou se tem sentido de humor ou não se tem! E o pior é o constrangimento que muitas vezes provoca nos outros. Não há nada pior do que “explicar” uma anedota! Também é horrível ouvirmos alguém dizer a desgraçada frase, sobre qualquer assunto, “percebi mas não achei graça”. É de quem a ouve se enfiar pelo chão abaixo.
E há o caso, vulgaríssimo, de se levar a sério uma brincadeira dita num tom que-não-é-de-brincadeira… também aí se tem de acorrer logo, dizendo que não levem a mal, era só uma piada.
Lembrei-me disto, por acabar de ler uma referência ao “Clube das Mães Más” que pode ser encontrado por aqui . A ideia tem piada. Ao arrepio das Super-mães, assumir-se que se faz algumas asneiras, incorrectas mas humanas. Why not? Basta ter dois dedos de bom-senso para ver que não se está a dar um modelo de comportamento, se está a ter um desabafo bem-humorado. Ora o mais cómico é ler os comentários dos leitores, porque vários deles comentam coisas do tipo «Completamente idiota haver um clube das mães más. Em vez de incentivarem ao amor pelos filhos vem um clube deste género». Como é que lhes explica????
Talvez tenha sido essa linha de pensamento que fez traduzir o título do livro do Bettelheim “A good enough parent” como sendo “Bons Pais”. Não era isso que ele queria dizer, era mesmo “suficientemente bons”! Mas se calhar podia haver quem não entendesse...
Emiéle
Publicado por populo às 08:38 AM | Comentários (4)
«No poupar é que está o ganho ?»
Dantes ( há muito, muito tempo, quase que se podia dizer que “no tempo em que os animais falavam”…) havia o culto da economia e poupança. O saber poupar era uma virtude. As roupas passavam de irmão para irmão, as saias tinham grandes bainhas para se irem baixando quando as meninas cresciam, aproveitava-se os restinhos de comida para novos pratos – era ‘pecado’ deitar comida fora – faziam-se mealheiros quando se queria qualquer coisa especial.
As noivas tinham as *colchas do tostão* que davam sorte ( iam recolhendo todos os tostões que juntavam numa caixa e no fim era com esses tostões que se arranjava o suficiente para a colcha). A roupa era tão poupada, que se viravam os casacos do avesso, e os colarinhos das camisas, apanhavam-se as malhas caídas das meias…
Ora isto vem a propósito, por eu ter lido há uma semana que foram entregues nas farmácias os medicamentos não utilizados e fora de prazo, que seria um perigo andarem aí sem controlo. E então, nos 3 primeiros meses deste ano, foram entregues cerca de 154 toneladas de medicamentos. Exactamente – 154 to-ne-la-das! Isto significa, que se desperdiçou uma quantidade incrível de medicamentos. Porquê???
Quando um médico receita um medicamento temos de acreditar que é por ser necessário. Mas se sobra, ou a quantidade foi muito superior ao que seria preciso, ou o doente não quis tomar depois de já os ter comprado. De qualquer modo houve um óbvio desperdício. E tem algum coisa a ver com a mentalidade da nossa época, muitas vezes os próprios doentes têm uma perspectiva arrevesada, na linha de «o-que-arde-cura» também pensam que «o-que-é-caro-é-melhor». Tenho ouvido nas farmácias, gente com aspecto de
pouquíssimo dinheiro, torcer o nariz quando vêem que é um genérico, e dizerem que não pode ser tão bom como o “outro”! E, até imagino que depois nem o tomem. Por outro lado, ainda não se entende, porque não se implementa de vez o sistema de um tamanho diferente de embalagens. Porque não, uma embalagem pequena de experiência, para ver como reage o doente e depois a embalagem com a quantidade correcta para o tratamento?
É que se choca ver um certo tipo de desperdícios, neste caso dos medicamentos, a confirmação (150 toneladas, multiplicado por um ano seria 600) deixa-nos de cabelos em pé.
Não se pode controlar isto?
Emiéle
Publicado por populo às 08:20 AM | Comentários (11)
Os divórcios e a armadilha dos números
É curioso como se pode estar a dizer a pura das verdades e contudo sugerir-se um erro. Quem distraidamente leia que «Portugal foi o país da Europa dos 15 com maior crescimento do número de divórcios» a imagem que surge de mediato é que dos 15 países referidos é cá que há mais divórcios. Não parece? Mas não é isso que se disse, falou-se em CRESCIMENTO, portanto depende de onde se parte – se o ponto de partida era elevado, esse número deve ser enorme, se era baixo então nem por isso… E nós afinal até somos dos países com menos divórcios na globalidade, a nossa taxa é de 0,3 e mais ao norte de 0,6. Pelo que ali dizem acaba um casamento em cada trinta segundos! Bolas, enquanto estiveram a ler isto já viram quantos é que foram ao ar?!
Mesmo assim, estes números impressionam-me. Como é que se diz que há um divórcio por cada dois casamentos? Se os aumentos são de fracções da unidade, isso quer dizer que a “base de licitação” já era elevadíssima? Acho estranho.
Mas faz sentido que Espanha, Portugal e Itália, países onde a igreja tem, ou tinha, muita influência, sejam aqueles que chegam mais tarde mas com mais força.
Claro que este tema dava pano para mangas e ainda cá volto. O que agora quis sublinhar foi o facto de que se pode jogar com os números, e uma leitura apressada de algumas notícias nos pode levar a conclusões erradas.
Mas reflectirmos porque é que nos casamos e descasamos vai ser tema de outra conversa.

Emiéle
Publicado por populo às 06:58 AM | Comentários (8)
maio 07, 2006
Acabou!
Chegou ao fim o campeonato.
Já se sabia, desde há 15 dias que o Porto era Campeão.
PARABÉNS, PORTO!
E agora, calma. Chega de discussões inflamadas, de irritações, de 'provocações' de bons ou maus 'perderes'.
Ficámos assim:

Emiéle
PS - Para quem detesta futebol e imagina que se viu livre da bola por agora, tenho más notícias: A 7 de Junho começa o Mundial.
Publicado por populo às 09:52 PM | Comentários (10)
Mães e filhos…
…e genética?!
Cá em casa as prendas são segredo.
Cada família tem os seus rituais, e os nossos são esses. Nunca se sabe o que se vai receber a não ser em casos excepcionalíssimos, e nesses tais casos são umas prendas um pouco chochas. Não sabem ao mesmo.
Isto funciona para tudo, Natal, aniversários, datas especiais. Ou até quando apetece dar um presente sem motivo especial, a não ser o afecto que se sente.
Ora, portanto, sendo Dia da Mãe o meu filho tinha uma prenda para mim. Comprada com antecedência e mais ou menos escondida (eu sabia onde estava mas evidentemente que não ia abrir o embrulho!). E hoje ao acordar, com
o beijinho de bons-dias veio também a cerimónia do embrulho. Quando vi o que era, larguei-me a rir coisa que quase o ofendeu.
«Mas não gostas…?» Não era isso, até era bem bonito para uma teenager, só que eu sou um pouco mais velha! Ná, ná! Até me devia ficar muito bem, e ficou todo satisfeito quando, à sua frente, prendi ao cabelo os travessões com flores.
«Então não ficas tão bem..?!»
OK, se é o meu filho que o diz.
Mas fiquei-me a sorrir porque já o seu pai tinha tal e qual a mesma mania. Recebi das suas mãos por diversas vezes, roupas ou enfeites que deviam ser para a ‘Lolita’ que ele imaginava, não para esta séria Emiéle. Pois. Se calhar a genética é mais forte do que eu imaginava.

Emiéle
Publicado por populo às 03:47 PM | Comentários (6)
Marketing
Já nos tinham contado que alguns hipermercados tinham uns “aparelhos” a deitar para a rua um cheirinho a pão quente, e quem por ali passasse ia logo atrás, meio hipnotizado como os ratos com o famoso flautista (não faço a menor ideia se esta história é verdadeira, mas afiançaram-me que sim! - a dos supermercados, não o flautista)
Ora ao pé da minha casa, com os tempos, tem vindo a nascer aos fins-de-semana um mercadito de ar livre onde de roupas a legumes e fruta se vende um pouco de tudo, com escândalo dos lojistas que pagam impostos e renda de casa. Mas o consumidor, que vê as coisas ali mais em conta, abastece-se descaradamente. Volta não volta lá aparece um carro da polícia e dá-se a grande debandada!
O interessante é que ia eu a passar hoje por ali, junto de uma vendedora de peixe (acho que não era bem
uma “peixeira”…) quando me chega ao nariz um belo cheiro a peixe frito. De explicar que tudo isto se passa a meio da manhã, é claro, um pouco antes da hora do almoço. Num fogãozito improvisado, uma ajudante da esperta vendedora encarregava-se de fritar uns belos carapaus.
É evidente que somos logo atraídos e até havia fila – os carapaus, peixe-espada, pescadinhas desapareciam que nem manteiga ao sol.
Marketing, meus amigos, aquilo é que era saber vender…
Emiéle
Publicado por populo às 03:25 PM | Comentários (3)
Os solários
Não deve ser mau, à falta de melhor.
Mas faz-me espécie que, numa terra como a nossa onde não nos podemos queixar de falta de sol, haja quem sinta necessidade de solários coisa que pode ser interessante em países nórdicos ou naqueles onde há meses e meses de “capacete” sem nunca se vislumbrar o céu.
Cá não. Com excepção dos meses de Inverno mais rigoroso, é sempre fácil apanhar-se uns raiozinhos de sol. Do verdadeiro. Do doirado com os raios todos e mais alguns, os ultravioletas também, é claro, nem é preciso ir a um solário para ter ultravioletas…
É por isso que estranho, que os dermatologistas, preocupados com o cancro da pele e que não se cansam de dar bons conselhos sobre o tempo de exposição ao sol e os cremes protectores, chamem a atenção para os solários «O solário está para a pele como o tabaco está para os pulmões, ou seja, nem todas as pessoas vão desenvolver cancro de pele, mas sabemos que este é um dos principais factor de risco»
Ora para vir este aviso é porque a frequência desses solários tem algum significado, e aí é que a minha alma ficou parva. É afinal mais uma confirmação (se necessário fosse) da tal existência de dois mundos paralelos: o “nosso Portugal”, e “o outro”, o dos que têm dinheiro a mais para o gastarem em bronzeados artificiais.
Só que desta vez não os invejo nada. Essa é para mim uma vida de plástico, artificial, onde - valha-me Deus - até o Sol é artificial!!!
Não, obrigada!

Emiéle
Publicado por populo às 11:59 AM | Comentários (2)
Mãe
Os mais velhos queixam-se de que desde que deixou de ter dia fixo, esta coisa do Dia da Mãe ficou uma confusão. Porque este é daqueles que não são “dias-da-última-hora”, nós sempre ouvimos falar nele. Até mesmo as pessoas mais velhas. Mas agora há sempre a pergunta “Afinal quando é, neste ano?” E responde-se enfastiadamente: “Então, vai ser no primeiro domingo de Maio, é só ires ver ao calendário…” Mas a mim não me convence, não é mesma coisa! Festas móveis só as da igreja, e mesmo essas também não dão lá grande jeito.
Ora bem, passada esta introdução vamos ao tema.
Este é um dia onde muitas de nós nos sentimos assim como uma espécie de sanduíche. Lembram-se daquela antiga adivinha: ”duas mães e duas filhas vão à missa com três mantilhas”? Havia sempre muitas dúvidas em como resolver o problema até alguém se lembrar que podia haver ‘acumulação’ ou seja a uma das mulheres ter duas cabeças numa só – era mãe da sua filha e filha da sua mãe.
Para muitíssimas de nós assim é. Encaixamos nos dois papeis. Olhamos enternecidamente para cima e para baixo. Olhamos para uma mãe, mais idosa, com mais ‘manias’, com algumas queixas, bem diferente da imagem que dela tínhamos quando a reverenciávamos como sendo quem tinha todo o poder do mundo, e depois olhamos para um filho ou filha, também com muita ternura, a tentar reconstituir como era o mundo quando tínhamos a sua idade e o que é que representamos para ele. É complicado. Mas muito enriquecedor.
Lembro-me da minha mãe, é claro. Especial. Tenho a certeza como todas são especiais. Aliás na minha imagem materna misturam-se muito a das avós o que só vem complicar tudo!!! Porque a minha mãe era muito pouco “doméstica”, nada a imagem da “dona de casa” nem da “mãe galinha”, essas funções adaptam-se é às avós. Mas a mãe, para mim, era a feiticeira que adivinhava o que eu sentia, o que precisava, como me ajudar sem parecer fazê-lo. Dava-me toda a liberdade e toda a responsabilidade. E assim cresci. E sei que sou como sou por ter tido aquela mãe, que mesmo ao envelhecer se manteve muito digna e muito independente. Uma grande mulher, todos os dizem não sou só eu.
E olho o meu filho. Da minha responsabilidade. E também penso, mesmo involuntariamente, “como é que eu fiz isto?” como se a vida, que sabemos ser natural, quando começa em nós parece ter algo de milagre, de mágico, de maravilhoso.
Bom dia, a todas as mães do mundo!

Emiéle
Publicado por populo às 09:30 AM | Comentários (7)
maio 06, 2006
Delicadezas
O Pópulo entrou aqui na blogosfera devagarinho, até a título experimental digamos assim, pensando inicialmente que aqui era casa emprestada e mais tarde arranjaria uma de raiz ( fantasias da juventude…) e sei como fiquei vaidosa e contente quando reparei que alguns outros blogs me tinham acrescentado à sua lista da tal coluna da direita ou esquerda conforme os casos. Neste momento sei que já figuro em muitas dessas colunas ( o technorati vai-me avisando quando me lembro de lá passar) e naturalmente que a minha gratidão vai sendo a correspondente. Não há quem não fique contente, não é?
Mas o «bom-bom» – cá tinha de vir a imagem do chocolate! Malvado chocolate!!! – é o caso de alguns bloggers muito amigos que em vez de escreverem Pópulo, personalizam e deixam lá o link como Emiéle.
Esse toque pessoal enternece-me muito especialmente.
Hoje apeteceu-me dizer obrigada a todos eles.
Emiéle
Publicado por populo às 02:10 PM | Comentários (4)
“Freitas cansado no MNE”
Isto diz o Expresso na 1ª página. E a verdade é que tudo parece indicar que se não eram essas as palavras era esse o sentido daquilo que ele disse. E uma pessoa com a experiência de Freitas devia saber como se fala com jornalistas, não é uma pessoa acabada de chegar a este mundo onde tudo deve ser ‘pesado’ e ‘medido’. Ora o senhor, que tem problemas de coluna e tudo, chega ao fim do dia cansado, quem lhe pode levar a mal?
Mas a verdade é que sendo o título de choque, o nosso ministro sentiu-se chocado, e vai dar uma conferência de imprensa para prestar explicações.
Muito bem.
Como a época futebolística está mesmo nos finzinhos, temos de encontrar “factos políticos” para entreter as pessoas. Este serve muito bem.
Emiéle
Publicado por populo às 12:59 PM | Comentários (3)
O apito ainda continua a apitar…

A famosa história do “apito doirado” não parece nada encerrada. Agora, para gáudio da multidão, o presidente da Câmara do Porto e o Director da Judiciária de lá desmentem-se mutuamente… :D
O senhor da pêjota diz que avisou o Rui Rio das buscas a Câmara do Porto, o outro diz que não senhor, ninguém o avisou de nada!
Pelo que se entende a polícia ia procurar um processo a respeito a um alvará de loteamento para a zona do estádio do Boavista. (Pois é, sempre cheira a fumo quando se fala em construção civil e autarquias. Quanto ao fogo não digo nada) Mas foi muito difícil dar com ele. Com ele é do processo que falo, é claro.
Mas não deve haver problemas que fica tudo entre amigos.
Emiéle
Publicado por populo às 12:31 PM | Comentários (2)
Vai uma marradinha?
Eu cá, se fosse a cabra, não resistia!

Emiéle
Publicado por populo às 10:44 AM | Comentários (3)
Lógica Formal
Ora ainda bem!
Li em vários sítios que «Os portugueses são os cidadãos da União Europeia que mais dificuldades sentem para pagar as contas no final do mês»
Tá bem, eu sou portuguesa de modo que o silogismo está certo:
1 - Os portugueses são os cidadãos da União Europeia que mais dificuldades sentem para pagar as contas no final do mês
2 – Eu sou portuguesa
3 – Eu sinto muitas dificuldades em pagar as contas no final do mês.
Ai, que alívio.
Aristotélico! Afinal é um συλλογισμός ( ehehe, vejam só o meu grego! aos anos...) BAR-BA-RA o mais simples e evidente de todos. E eu que já me sentia um tanto anormal.
Nada disso. Sou é portuguesa.
Emiéle
Publicado por populo às 10:25 AM | Comentários (5)
Candidato único com 91 % dos votos
Tenho-me preocupado pouco com o PSD. Ficaria atenta se ele viesse a mandar em mim, mas como essa hipótese é remota, os problemas deles são lá deles… Tomei aquela posição do “não sei nem quero saber”…
De qualquer modo alguns pontos deixam-me pensativa.
Estas foram umas eleições “directas”, onde cada militante elegeu o presidente que desejava. Muito democrático. Mas depois deixam o pobre do Marques Mendes a falar sozinho! Ninguém o enfrenta. Para mim, que estou muuuito de fora cheira-me a maldade. Não se devia ter feito, tadinho. Foi uma desconsideração.
Ele lá vai dizendo que está muito contente porque teve 91 % dos votos . A mim só me fazem espécie os 9 % restantes. Ainda teve 9 % de eleitores que embirram tanto com o desgraçado que se dão ao trabalho de ir votar só para meter um voto em branco?! Ou então o que é que aquele número quer dizer?
Tá feito. Pronto, acabado, o senhor doutor Marques Mendes tem mandato. É esta a oposição à direita ao engenheiro Sócrates. Ficamos a saber.
E não quero dizer mais nada (mas fico a pensar)
Emiéle
Publicado por populo às 10:15 AM | Comentários (4)
maio 05, 2006
Um post só para mulheres
( porque vocês é que me entendem...)
Sabem quando é que me mete raiva não ser rica?
Quando estou a arrumar a roupa de Inverno e pôr a arejar a de Verão e, quando vou experimentar a do ano passado, dou conta de que parte dela não aperta…!
Deve haver poucas sensações mais frustrantes!!
Só ficaria feliz se enfiasse aquela tralha toda numa mala que oferecesse a alguém necessitado (e mais esbelto), e a seguir entrasse numa loja onde comprasse um novo guarda-roupa, tudinho à minha ‘nova medida’.
Aí sim !
Era a minha vingança sobre a natureza.

Emiéle
Publicado por populo às 09:30 PM | Comentários (9)
Simplesmente brilhante!
A nossa Saltapocinhas, que está sempre a prevenir não perceber nada de política (“malandrice..." como diria o Solnado ) sai de vez em quando com uns conceitos espantosos.
Acabei agora de ler no Fábulas a receita para endireitar o tal défice. Fácil, fácil…
Primeiro, diminui-se já essa parvoíce da “esperança de vida”. Bóra aí a fumar, a beber, a não tomar remédios, evitar tratar-se a tempo. Com jeitinho a tal “esperança” vinha logo às boas e não ficava ali toda convencida, com que direito é que somos mais do que os nossos pais?! Falta de respeito!.
Segundo, que disparate é esse da 'idade da reforma'? Então, diz a Saltapocinhas o óbvio: « toda a gente trabalha até morrer e pronto! »
E já tá tudo resolvido!
É tão simples e fácil, e poupava-se um dinheirão! Assim, até toda aquela gente que trabalha na C.G.A. e C.N.P.podia ir à vida e poupavam-se aqueles ordenados todos. Heim…?
(chiu, que se um senhor economista lê isto pode "dar-lhe ideias")
Emiéle
Publicado por populo às 07:30 PM | Comentários (4)
Ora agora viras tu, ora agora viro eu…
De uma coisa não nos podemos queixar, de monotonia.
O governo de Sócrates tem atacado várias classes profissionais e há sempre uma que está na berlinda. E, como de parvos nenhum desses senhores tem nada, é evidente que em todas as classes profissionais que têm sido criticadas há muitos e variados exemplos das tais ovelhas negras. Portanto é fácil orientar os holofotes para esses casos, e generalizar. «Os ***** são todos assim! Há que os meter na ordem!»
Nas parangonas dos jornais de hoje voltam a estar os professores. Vem como sendo coisa importante e nova que «Governo quer que professores avisem que vão faltar e preparem aula de substituição».
Bom. Se é uma falta ‘programada’ é natural que avisem, e como as aulas costumam ser preparadas, não deve ser difícil deixá-la ao colega. Claro que se a falta for por uma doença súbita parece que a norma não tem pés nem cabeça. O interessante é que o sindicato vem afirmar que ao tempo que isso está previsto e se não se faz sempre é porque há falta de docentes nas escolas.
E agora…? Será que a ministra responde a isto ou um outro dirigente avança com uma outra medida noutro sector para desviar a atenção?

Emiéle
Publicado por populo às 03:50 PM | Comentários (6)
Coelhinha Duracell
História de pasmar!
O que me admira não é ter existido um sujeito de 33 anos que pretenda casar com uma senhora de 104 a quem chamam "idosa". É mais do que idosa! Para além de centenário devia existir um outro termo….O que me deixa
completamente abismada, e tiro já o chapéu à D. Wook Kundor, é que ela vai no seu 21º marido! Aceitando que ela se casou aí com uns 20 anos, com os seus mais 80 de vida isso quer dizer que de 4 em 4 anos durante este período de oitenta anos ela mudava regularmente de marido. Que mulher insaciável!!! Teria sempre o último modelo, mas que antes de chegar ao final da garantia de 4 anos ela substituía, pelo sim, pelo não.
Li isto ontem no jornal "O Metro" e não vi referido em mais nenhum sítio de modo que que não posso fazer link para lá. mas não me atrapalhei, recortei a notícia e vão poder vê-la por
AQUI .
Então? Não é como eu digo?
Émiéle
Publicado por populo às 08:35 AM | Comentários (8)
Manuais Escolares com preços ‘controlados’
Será que é desta que as coisas vão mexer?
Eu estou convencida que os editores não vão ceder pontos com o único lucro garantido que têm durante todo o ano: a venda dos manuais escolares. É nesta altura do ano que eles se compensam e recuperam do que podem não ganhar durante todo o ano. Aqui, quando se comprar os livros para a escola dos filhos é que as famílias gastam o que se calhar poderiam gastar ao longo do resto do ano com outras leituras mas como o dinheiro não chega para tudo e estas são obrigatórias…
Diz-nos o JN que os livros para o primeiro ciclo podem baixar cerca de 50% já para o ano que vem. Bom, ‘ano-que-vem’ quero dizer 2007/2008….
Por outro lado se lermos bem a notícia há uma velada ‘ameaça’ quando se diz que poupando assim no preço se baixa muito a qualidade. Por exemplo dizer que vão usar papel de 60 gramas e não de 80 gramas e assim fica um papel quase transparente. É estranho, porque nós compramos vulgarmente livros em papel “não transparente” mais baratos do que são os manuais escolares e que tem tiragens bem mais fraquitas e sem a garantia de venda que os ditos manuais têm. Mas enfim, isso são outras contas de que não entendo.

Emiéle
Publicado por populo às 07:56 AM | Comentários (3)
Cortesia ao Volante

É claro que mais uma vez se vem dizer que isto não devia ser “um dia”. Ora essa? ! “Dia Nacional da Cortesia ao Volante”? Primeira objecção ser “um dia”, segunda objecção ser apenas “ao volante”. Mas cá o temos, é hoje. Para quem não saiba hoje é “Dia Nacional da Cortesia ao Volante” .
Até tem “15 mandamentos” ultrapassando o recorde bíblico.
Por mim, aceitava já todos eles a não ser um, que com todo a franqueza, me parece exagerado:«darás sempre prioridade aos peões, mesmo fora das passadeiras ou antes de nelas entrarem».
Vá lá, vá lá… Olhem que ‘sempre’ juntamente com o “fora das passadeira” é exageradote!
Quanto aos outros para além da cortesia ou boa educação, é mais do que isso, é uma questão de segurança, nossa e alheia.
Emiéle
Publicado por populo às 06:54 AM | Comentários (2)
maio 04, 2006
Olho por olho
Trrrriiiim Trrrriiim Trrrrriiimmm
- Está?
- Está, estou a falar com o senhor Nuno?
- Sim...
- Sr. Nuno, aqui é da TMN, estamos a ligar para apresentar a promoção TMN 1.382 minutos, que oferece...
- Desculpe, interrompo, mas com quem estou a falar?
- O Sr. está a falar com Natália Bagulho da TMN. Eu estou a ligar para...
- Natália, desculpe-me, mas para minha segurança gostaria de conferir alguns dados antes de continuar com a nossa conversa, pode ser?
- ...Sssssim, pode...
- A Natália trabalha em que área da TMN?
- Telemarketing Pró-Activo.
- E tem número de funcionária da TMN?
- Desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária.
- Então terei que desligar, pois não estou seguro de estar realmente a falar com uma funcionária da TMN.
- Mas eu posso garantir...
- Além disso, sempre que tento falar com a TMN sou obrigado a fornecer os meus dados a uma data de interlocutores.
- Tudo bem, a minha matrícula é TMN-6696969-TPA.
- Só um momento enquanto verifico.
- ..??? (Dois minutos mais tarde) - Só mais um momento, por favor.
- ..??? (Cinco minutos mais) - Estou sim?
- Só mais um momento, por favor, estamos muito lentos hoje cá por casa.
- Mas, senhor... (Um minuto depois)
- Pronto, Natália, obrigado por ter aguardado. Qual é mesmo o assunto?
- Aqui é da TMN, estamos a ligar para oferecer a promoção TMN 1382 minutos, pela qual o Sr. fala 1.300 minutos e ganha 82 minutos de bónus, além de poder enviar 372 SMS totalmente grátis. O senhor estaria interessado, Sr. Nuno?
- Natália, vou ter que transferir a sua ligação para a minha mulher porque é ela quem decide sobre alteração de planos de telemóveis. Por favor, não desligue, pois a sua chamada é muito importante para mim...
(Pouso o telemóvel em frente ao leitor de CD´s, coloco a música "Quero cheirar teu bacalhau" a tocar em repeat mode e vou beber um cafezinho...)
Válido não só para a TMN: pode experimentar com a TV CABO, Clix, PT, Cabovisão, etc
(recebido da Méri, cliente habitual aqui do estaminé)
Emiéle
Publicado por populo às 10:40 PM | Comentários (5)
Menos de 374,70
Exactamente.
Ao olhar para estas pensões que deixam o Estado na penúria e tanto dão que falar, repara-se que
85% são inferiores a 374,70
Contas feitas, a enorme maioria dos pensionistas, recebem menos do salário mínimo nacional.
Seria interessante termos uma ideia, de quantos recebem o valor máximo.
Ou o valor de várias pensões acumuladas que recebem dos diversos organismos onde algum dia trabalharam. Pelo que chega a público, passar por exemplo pela direcção da CGD, mesmo por um ou dois anos, já dá uma pensão confortável… Porque esses 370 € devem ser para os seus charutos. São trocos.
Emiéle
Publicado por populo às 07:54 AM | Comentários (3)
O Zé (“das Couves”) e a Maria (“Cachucha”)
O Senhor Presidente do Governo Regional da Madeira, lembrou-se de prestar uma original homenagem ao Rafael Bordalo Pinheiro.
Lembrou-se do nosso Zé Povinho e adaptou-o, crismando-o com umas couves, juntando-lhe uma companheira, Maria se calhar para cumprir a regra das quotas. Muito bem.
Onde a coisa descarrila, é que depois da imagem, tudo indicaria que seria um prazer que o Zé Povinho estivesse
representado no Parlamento a defender os seus interesses.
Mas parece que não é.
Pelos vistos, devem ser os empresários ou os senhores muito atarefados com as suas vidas particulares que têm prestígio suficiente para se sentar num parlamento e tratar dos interesses dos trabalhadores.
.Os tais “pés descalços” que trabalhem (quando arranjam trabalho) que é para isso que nasceram.
Pois então!
Emiéle
Publicado por populo às 07:24 AM | Comentários (5)
O que se passa em Timor?
Sabemos muito pouco para além do que se lê nas entrelinhas.
Mas mesmo aquilo que nos chega dá para inquietar. Tenho andado à espera há alguns dias para ver se entendo melhor aquela situação, mas não avanço nada nesse entendimento.
O que se está a passar em Timor?
E porquê?

Emiéle
Publicado por populo às 07:05 AM | Comentários (4)
Portugal visto em sondagem

A frase choque é a que serve de título a alguns artigos "Portugal estaria em risco se fosse uma marca". É certo que o estudo foi feito por uma empresa de estudos de mercado e, por enquanto, Portugal não está à venda
E como afinal não é nada uma marca, talvez fosse interessante passar dessa constatação para alguma análise. Porque, quando se diz que «a maior parte dos portugueses residentes no Continente não se interessa pelo País» o que é que isso quer dizer? Quer dizer que nos sentimos infelizes. Que 42% se sentem infelizes, classificando-nos assim como um dos povos mais pessimistas da Europa. E a seguir, este polémico estudo diz uma coisa interessante – a maioria pensa que viver em Portugal, em comparação com outro sítio, é bom pelo clima, segurança e família mas… o nível de desemprego, o ‘sistema de saúde’, o elevado custo de vida, e o desenvolvimento em geral são o inconveniente.
Donde se deve pedir o Livro Amarelo e fazer queixa ao gerente. Porque a culpa, afinal não é da terra, que coitadita, faz o que pode. Ela anda é mal administrada, pelos vistos.
Emiéle
Publicado por populo às 06:38 AM | Comentários (6)
maio 03, 2006
Raízes
Todos nós somos, felizmente, diferentes.
Tenho amigas, várias amigas até, para quem quando se sentem tensas, aborrecidas, nervosas, tranquilizam-se com a vista do mar. Acompanho-as de boa vontade porque também gosto muito de água, mas o “meu tranquilizador” é outro. Sendo lisboeta da gema, sou filha de pai alentejano e os dias mais agradáveis da minha infância estão associados ao tempo passado ‘lá em baixo’, no Alentejo profundo. Quando sinto dificuldades em resolver os problemas que, como é sabido, andam sempre por enxurradas, fecho os olhos e revejo-me naquela imensidão ou à sombra das paredes muito caiadas.
É um banho de serenidade.
E se a acompanhar, escutar o cantar de um rancho que me recordo bem nos finais de tarde, quando os trabalhadores regressavam dos campos num passo cadenciado, então é a paz.
Recebi recentemente uma bela prenda, um cd do Vitorino onde encontrei uma das canções da minha infância. A única dúvida é que imagem prefiro para acompanhar a música.
Esta?

ou esta?

Emiéle
Publicado por populo às 07:15 PM | Comentários (6)
Eu preferia à quarta
Cá por coisas parece-me que preferia antes à quarta-feira (que dia é hoje...?)

Emiéle
Publicado por populo às 05:10 PM | Comentários (2)
A montanha e o ratinho
Alguma coisa não bate muito certo. Então como é?
Dizem que 600 agentes, durante cinco horas, estiveram num único bairro à procura de armas ilegais e … apanham 3 pistolas e 13 caçadeiras…?!
OK, OK, já é alguma coisa, mas uma operação com aquele aparato, só ouvi falar nisso ontem toda a manhã em todos os sítios onde fui, estava-se à espera de se encontrar todo um arsenal! Ou os bandidos são muita bons, ou as armas devem estar noutro sítio.
Emiéle
Publicado por populo às 08:05 AM | Comentários (4)
Crianças em risco

A comunicação social de vez em quando volta a falar no assunto. E eu também porque a questão me choca muito.
O problema das crianças em Portugal dá sempre que pensar. Por um lado é consensual que há uma baixa de natalidade, que se nasce cada vez menos e mais tarde. Os estudos dizem-nos isso e a nossa observação directa também. Por outro lado, sendo um valor assim raro é de pasmar como aquelas que existem tem tantas dificuldades em sobreviver socialmente.
A verdade é que, como em muitas outras coisas, coexistem aqui dois mundos.
Há o mundo dos meninos desejados, muito amados, que nascem de casais que até casam tarde para terem uma vida com alguma segurança e que, muitas vezes, de tão amados que são não são convenientemente educados por os seus pais recearem contrariá-los e tornam-se assim crianças que não aprendem a viver com a frustração. É preocupante, e caso para se tentar ajudar a uma melhor educação.
E encontramos o outro mundo, dos meninos que nascem por acaso, esses por vezes filhos de mães adolescentes, ou casais com diversos filhos de companheiros diferentes, ou até vários irmãos dos mesmos pais mas que não têm capacidade nem económica nem afectiva para os criarem. E muitas são crianças abandonadas. Que crescem ao 'Deus-dará', e que depois de algumas voltas acabam a cargo do Estado. O papel do Estado não é fácil, mas isso não é desculpa. Como em muitos outros sectores, as leis de base estão bem pensadas mas depois não há meios de as fazer passar à prática. Ficamos nas tais "boas intenções" que ajudam a encher o inferno.
É certo que uma criança pode ser considerada “em risco” quando está a viver na sua família. E isso é verdade, não será necessário reler as notícias que, sobretudo nos últimos tempos, têm aparecido com uma triste frequência. Mas também é certo que o retirá-la do seu ambiente deveria ser uma solução muito provisória, apenas e só enquanto se tratava de encontrar uma outra solução. E muitas vezes ‘a solução’ é tão simples como a de dar outras condições aquela família. Porque, isso sim, as políticas de família é que podem ser muito criticadas. É certo que se pode baixar a taxa do IRS, mas por acaso essa baixa é suficiente para pagar uma creche? E onde estão elas, as creches?
Porque a frase do relatório sobre as crianças negligenciadas, fazendo incidir o foco sobre o campo monetário é contudo reveladora: "Intervir economicamente e formar famílias é caro, mas mais ainda é ter uma criança institucionalizada". É caro quanto a dinheiro gasto e sobretudo é caro quanto a traumas afectivos que podem afectar-lhe a sua vida futura toda. Porque o certo é que por vezes a criança entra numa Casa, de urgência para estar lá uns dias e acaba por ficar uns anos. Que vida é essa?
Emiéle
Publicado por populo às 07:45 AM | Comentários (7)
maio 02, 2006
Não há como o futebol...
...para nos por bem dispostos.
Como eu ultimamente tenho andado particularmente azelha para postar aqui os vídeos directamente, mas não vos quero privar de, pelo menos uns bons sorrisos, é mais seguro deixar esta indicação.
Basta clicar
e depois digam-me se assim não é divertido ir a um estádio?!
Emiéle
Mas parece que a história é esta:
«ISTO É QUE É DESPORTIVISMO.
FANTÁSTICO GOLO E FANTÁSTICO EXEMPLO DE DESPORTIVISMO!!!!
Um jogador da equipa de vermelho e branco (Ajax) havia sofrido uma falta e estava no chão com dores. Então, como sempre, a equipa adversária (de amarelo) pôs a bola para fora para que o jogador fosse atendido. Após o atendimento o jogador do Ajax foi devolver a bola e sem querer acabou fazendo um golaço. Todos, inclusive o que fez o golo,
ficaram sem graça mas o golo foi validado pelo juiz. Ao reiniciar o jogo, no meio de campo, os jogadores do Ajax não se movimentaram permitindo que o time de amarelo fizesse o golo.
Isto é desportivismo, ou melhor, CIVISMO.»
Publicado por populo às 10:33 PM | Comentários (1)
Bom Humor
Eu tinha lido a notícia e só me tinha lembrado de fazer uns comentários a atirar para o sério, enfim um bocadito chatos. Mas afinal, cada um é como é e não se pode esperar mais.
Que lá no Irão, as mulheres que há quase 30 anos não podiam entrar em recintos desportivos agora não só passassem a poder ir como mais ainda «beneficiassem dos melhores lugares para verem as competições importantes e nacionais» lá por serem mulheres, isso deixou-me de boca aberta, achando que não havia fome que não desse em fartura.
Mas o nosso amigo Raim’s viu a coisa com outros olhos como é natural, e os seus olhos são sempre bastante bem humorados. Foi assim:

ou, noutra perspectiva, «Revelada a verdadeira identidade das atletas que faziam parte da equipa vencedora da época passada. Os maridos, irmãos, pais, tios e primos das atletas jogavam na vez das próprias...»

Grande Raim's!
Emiéle
Publicado por populo às 05:45 PM | Comentários (6)
O difícil mundo das emoções
Não sei bem porque se diz a respeito de um pequeno facto, quando ele acumulado com outros provoca uma reacção exagerada, que “foi a gota de água”. Ainda há uns dias passei pelo fenómeno “gota de água” e… não concordo. O que devia vir por fora era o correspondente ao excesso dessa gota mas não é isso que se pretende dizer. A metáfora mais aproximada do que sinto é a de um balão: sopra-se, um pouco, um pouco, um pouco e, depois de muito tempo, há mais um sopro fraquito, quase um pequeno suspiro mas PUM! rebenta o balão completamente, fica sem conserto. Está bem, pode ser muito injusto para “quem sopra” porque este último sopro é igual aos milhares que já lá entraram, afinal, como é que agora rebentou…? Exactamente porque foi esticado até ao máximo possível.
No caso que deu origem a estes meus pensamentos, uma amiga ( ? ) ao longo dos tempos, vem-me fazendo pequenas desconsiderações. Nada de muito grave. Nada que justifique por si, uma conversa de “mulher para mulher”. De cada vez eu ia pensando “deixa lá, também não é grave”. Mas…ia sendo. Mais um soprozinho no balão, porque apesar de pensar “são feitios, ela é assim” eram muitas pequenas queixas. E então, aí há uns 15 dias, mais um sopro no balão, idêntico a todos os outros e de repente ele rebenta e dou comigo a pensar “a verdade é que nem sou muito amiga dela; são feitios mas não gosto daquele feitio!” e desde aí fiquei muito aliviada. Houve uma alteração na confiança, nas relações.
Rebentou o balão e o mundo retomou o seu eixo.

Emiéle
Publicado por populo às 03:31 PM | Comentários (7)
A boa publicidade
Ora cá está outro exemplo de uma mensagem clara e de muito fácil leitura.
Podemos não querer entender mas porque "não se quer", não por ela não ser evidente.
A resposta é muito clara:

Emiéle
Publicado por populo às 08:33 AM | Comentários (5)
Bolívia
A Bolívia começa a agitar-se.
Na última década tinham sido privatizadas várias indústrias do país, estando a trabalhar na Bolívia diversos operadores estrangeiros sobretudo na área do petróleo, digamos antes dos hidrocarburetos.
Ontem num discurso Evo Morales afirma:
«Acabou-se o saque dos nossos recursos naturais por empresas estrangeiras». Bom. Parece uma declaração de “guerra”, e nasceram logo reacções como seria de esperar. O susto apanhou as companhias petrolíferas Petrobrás do Brasil, a Repsol de Espanha e Total de França. Isto de mexer no petróleo é delicado. Aquilo é líquido inflamável…
Vamos ver que reacções vão surgir. Claro que durante 10 anos quando se foram dando as privatizações nessa altura não houve reacções, que me lembre. Só que ‘voltar atrás’ é sempre difícil sem prova de força. Contudo é chocante um país que tem tantas riquezas viver na pobreza sendo outros que se vão aproveitando delas.

Emiéle
Publicado por populo às 07:47 AM | Comentários (3)
Uma semana sem televisão
A iniciativa já decorreu, apesar de só hoje eu vir falar no assunto.
Foi de 24 a 30 de Abril e a ideia partiu de um grupo de jovens dos EUA. Penso que em Portugal teve pouca repercussão porque foi incidir numa má semana – foi a semana do 25 de Abril e do 1º de Maio onde poderia haver mais interesse em ouvir notícias.
Contudo creio bem que o que se pretende não é afastar as pessoas das notícias mas ver quem é o consumidor compulsivo, coisa que pelo que tenho observado se passa muito cá. Tenho reparado que o facto de liga ra TV quando se chega a casa é um gesto idêntico ao de ligar a luz. Automático. Não se costuma pensar «são horas do programa X, vamos ver o que lá se diz ou se mostra», liga-se porque sim. Para se sentir menos só quando se vive sozinho, ou pelo contrário para não ter de conversar com o parceiro quando se vive acompanhado. E todos sabemos (quando se fala nos outros) que isso é um factor de isolamento, que não ajuda a reflectirmos pela nossa própria cabeça – ou às vezes a reflectir-se muito simplesmente – ou seja que é um elemento alienante.
Isso é mas mesmo sabendo-o não se pode fugir. Pior um pouco, como qualquer vício há tendência a aumentar. Liga-se de manhã à noite, muitas vezes não se dá importância ao que se passa ali no ecrã, mas é como se nos desse segurança sabê-lo ali ligada.
Pois é. Essa campanha da tal semana sem TV, aqui nem se deu por isso, e mesmo que voltasse a lançar-se a campanha continuo a duvidar do sucesso. Até mesmo porque quem é que a divulgava, para todos saberem que estava a correr? De onde nos chega a informação? Da…TV!

Emiéle
Publicado por populo às 07:15 AM | Comentários (8)
maio 01, 2006
Mar e vento

Ontem na barra de Lisboa desfilaram uns 300 barcos à vela.
Lindo de morrer!!!
Parece que foi para marcar os 150 anos da Associação Naval de Lisboa, mas o que é importante para mim é que não há espectáculo mais belo.
Lindíssimo. Um dia de sol, o azul forte do rio, e centenas de velas a deslizar, é indescritível de beleza.
Nunca fiz vela, e não é agora que o vou aprender, mas tive um grande amigo que era completamente louco por este desporto. Não estou com ele há muitos anos, mas ainda oiço o som apaixonado da sua voz a contar-me o que era “sentir-se” o silêncio de tudo o que era artificial e viver-se os sons do mar, das gaivotas, da natureza na sua força máxima. Ele dizia-me que era uma injecção de força e alegria, e ontem ao olhar as velas, asas sobre o mar, senti-me muito próxima dele.

Emiéle
Publicado por populo às 12:53 PM | Comentários (8)
Desportos “radicais”?

Não entendo.
Se calhar não entendo porque não me esforço muito por entender… Mas custa-me perceber certas coisas, certos prazeres tão masoquistas.
Não se permite o suicídio. A eutanásia, mesmo a pedido de quem sofre, também é um crime. Proíbe-se o excesso de velocidade, os tunnings, todas as acções que são consideradas perigosas para os próprios. Contudo, aceita-se (e “aceita-se” tanto que é destacado para o local uma equipa do INEM, mais 40 bombeiros, e ainda dois médicos especializados no tipo de ferimentos que se espera venham a acontecer…!) que uma terra seja transformada numa arena onde animais de 500 quilos com hastes afiadas sejam deixados à solta entre pessoas que se divertem com isso.
Estou a falar no record, possivelmente para o Guinness de «25 horas ininterruptas de largadas de touros» que está a acontecer lá para o Ribatejo.
Dizem que estão a assistir a este “evento” 20.000 pessoas.
Até ao momento morreu um homem, trespassado por um chifre de um touro, mas deve ter morrido feliz, porque segundo a reportagem, momentos antes estava radiante, eufórico. Os seus 3 filhos pequenos e a viúva se calhar pensam de outra forma. Há um outro com os dois braços partidos mas que não se vai tratar, e diz ao repórter: "Com a cervejinha e a animação não se sentem as dores".
Serão loucos?
Emiéle
Publicado por populo às 12:45 PM | Comentários (3)
O Presidente
Um título do Diário da Manhã chamou-me a atenção. Dizia que o Presidente apelava ao diálogo . Não podendo deixar de achar bem, fiquei de boca aberta por estas palavras virem na voz «deste» Presidente da República, conhecido em tempos por não apreciar minimamente os diálogos. Só pode provar que as pessoas mudam e, neste caso, ainda bem. Mas lá que é de admirar, isso é.
E, nessa linha de reflexão, estive a relembrar as palavras do Nuno Brederode, numa crónica do DN. Com o humor que sempre o caracterizou, e numa crónica onde a brincar diz coisas certas, explica-nos ele que não podemos embirrar com Cavaco por duas coisas opostas, temos de optar por uma embirração. (isto a propósito da ausência do tal cravo na lapela).
Afirma ele, mostrando-se cheio de razão, que ou nós embirramos com Cavaco quando ele tem uma roupagem de esquerda e canta a Grândola dizendo nós que está a ser sonso e dissimulado, ou embirramos quando não põe o cravo ao peito por não assumir os símbolos de esquerda.
Por acaso, tal como o Nuno Brederode, também «prefiro o Cavaco sem cravo ao Cavaco cantor da Grândola»
É muito mais coerente com o que dele penso.
(claro que também eu posso mudar, e alterar as minhas opiniões, mas..)
Emiéle
Publicado por populo às 12:36 PM | Comentários (6)
Primeiro de Maio
Esta é uma festa especial.
Porque sendo Festa não é inteiramente de alegria, é de luta, e isso nem sempre é fácil de compreender.
Uma nota, ainda na continuação do que se passava em “24 de Abril”, para se entender o que foi este dia em 1974:
Nessa época o “1º de Maio” era uma data tabu. Não apenas não se festejava como qualquer alusão a ela era vista com muito maus olhos. Qualquer reunião ou ajuntamento que acontecesse, até por acaso, no dia 1º de Maio, ficava assinalada para a PIDE investigar quem é que se atrevia a reunir-se ou juntar-se nesse dia proibido. Tinha de ser um dia “mais vulgar” do que qualquer outro.
Assim, pode imaginar-se o que foi o 1º de Maio de 1974!
É que nesse dia já todos acreditavam que o 25 de Abril tinha sido bem sucedido. Tinham regressado centenas de exilados, e os mais emblemáticos Mário Soares e Álvaro Cunhal, desfilaram lado a lado e discursaram juntos.
Da Alameda ao Estádio da INATEL que se passou a chamar 1º de Maio, a multidão era tal que quase nem se podia avançar. Aí já se viam muitas crianças às cavalitas dos pais, enquanto no 25 de Abril ainda havia algum receio.
Foi a verdadeira Festa da Liberdade e da Esperança.
Com o decorrer dos anos as coisas mudaram lentamente. As Centrais Sindicais entraram em conflito, depois festejaram em locais separados, e esse espírito de alegria foi desaparecendo. Ficou o de luta, que esse será importante que não morra, que quem trabalha tenha um dia seu, onde se sinta unido com outros nas suas condições e juntos possam construir um futuro melhor.

Emiéle
Publicado por populo às 12:30 PM | Comentários (3)