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abril 21, 2006

Uma notícia chocante e a informação

Doenca_mental_s.jpg

Remeto-vos para o post do Troll chamado «um Filme de Terror».
Ontem de manhã passou-se uma cena de sangue que realmente costumamos ver no cinema e não entre pessoas que se conhecem. A Isabel estava ontem em estado de choque, e seria de estranhar que assim não fosse.
O que acho um pouco estranho são os pormenores que se lêem na imprensa e que não coincidem com as informações que a Isabel mesmo em cima do acontecimento e falando directamente com quem estava a par de tudo recebeu. O agressor iria simplesmente ser chamado à atenção pelo modo mal-educado e grosseiro como se dirigiu à funcionária da Junta; não estava em causa um despedimento como algumas notícias afirmam. Mesmo que o fosse é óbvio que a reacção, tão premeditada, é muito chocante. Só imagino tratar-se de um caso de doença mental, de alguém com um profundo desequilíbrio. Mas o certo é estarem agora duas pessoas às portas da morte e outras duas feridas por alguém que decerto deveria estar em tratamento psiquiátrico o não estava.

Emiéle

Publicado por populo às abril 21, 2006 08:27 AM

Comentários

Emièle, segundo me informaram os outros membros do executivo da Junta, tinha, de facto, havido uma discussão mais ou menos violenta na Quarta Feira à tarde com a D. Clara (a funcionária, gravemente ferida) e depois dessa discussão o Presidente deixou recado que queria falar com o jardineiro antes dele começar a trabalhar. Não havia nada decidido sobre o que se iria passar a seguir. Seria uma conversa sobre o que se tinha passado. Se teria consequências disciplinares ou não, nada estava confirmado. O individuo não era, sequer, funcionário da Junta. Estava a trabalhar na Junta pelo Fundo de Desemprego. Era pago pela Segurança Social. A Junta apenas lhe paga o subsidio de refeição como acontece neste casos.
Não me parece que pudesse, portanto, ser despedido. Nunca o seria, seguramente, sem um processo disciplinar.
De qualquer forma e como tu dizes fossem quais fossem as razões, só um estado de loucura poderá "justificar" este acto.

Como dizes, ontem estava em estado de choque. Ainda não passou. A distância permite-nos um distanciamento destas casos que sabemos acontecem todos os dias. Aqui não há distanciamento possivel. Mantém-se o abalo, portanto.

Publicado por: isabel faria às abril 21, 2006 10:36 AM

Uma das coisas que os jornalistas deveriam reflectir, como classe profissional, é no modo como recolhem as informações. por acaso, este é um caso mesmo típico.
Não está em causa o jornalista, como qualquer pessoa tomar, partido. Claro que se tem opinião deverá dizê-la. mas nunca quando trata de uma peça que deve ser exclusivamente informativa.
Este é um caso entre muitos.
Também li e ouvi, como "atenuante" que o homem iria ser despedido e foi um acto de desespero. Como a isabel aqui deixou dito, não se tratava disso. Portanto de onde veio essa informação?

Publicado por: joaninha às abril 21, 2006 11:33 AM

Já fui também ao Troll ler o post da Isabel e os comentários. A história é sinistra, e só se pode imaginar que o homem ´não estivesse no seu juízo perfeito.
A notícia do Público é mesmo tendenciosa.
Mas como já não é a primeira vez que vejo coisas ditas sem confirmação, ou dadas assim pela rama, não me admiro. quando me lembro o que aquele jornal era e no que se tornou!

Publicado por: Raphael às abril 21, 2006 01:45 PM

Cada vez mais acontecem coisas deste tipo, ou pelo menos cada vez mais é noticia coisas deste tipo... É sempre de lamentar! Quanto o público... já há muito tempo que o posicionamento é "quase assumido"... e imparcial não é...

Publicado por: Farpas às abril 21, 2006 08:28 PM

Pois não, Farpas. Mas custa-me. Porque uma coisa é a opinião do jornalista, que é completamente livre de a ter, outra uma informação manipulada.

Publicado por: Emiéle às abril 21, 2006 10:26 PM