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abril 02, 2006
Uma história mal contada
Os jornais e a informação em geral têm-nos contado uma notícia que não soa muito bem. Não é por se tratar de um português que foi acusado de um crime numa terra distante. Com certeza que há muitos compatriotas nossas que cometem gravíssimos erros e é natural que sejam castigados por isso. Ainda há pouco se viu o rapaz que matou a namorada em Inglaterra e, naturalmente, foi condenado.
Mas este caso que anda agora nos jornais é estranho. Um homem, foi para a Arábia saudita trabalhar e assim que lá chega é detido e fica numa cela no próprio aeroporto. Depois de algumas averiguações vem a saber-se que foi acusado de ser um falsificador de moeda pelo Sultanato de Omã, que tinha sido julgado e condenado à revelia.
É uma história bem esquisita. Quando uma pessoa é julgada à revelia, como não está presente não se pode defender como é natural. Portanto esse julgamento levanta logo bastantes dúvidas. Depois também é estranho como é que uma pessoa que devia sentir-se culpada de um acto tão grave se vai meter na boca do lobo… E finalmente, também não se entende, se havia um mandato da Interpol e se a pessoa em questão estava em Portugal como é que não é detido cá, como passa por aeroportos, mostra passaporte, tudo com a maior naturalidade?! Com uma queixa da Interpol? Que mal que essa polícia funciona!
É muito estranho.
Não posso dizer se o senhor está culpado ou inocente mas que esta história não faz sentido, entra pelos olhos adentro.
Emiéle
Publicado por populo às abril 2, 2006 10:49 AM
Comentários
Gostei da imagem do Kafka assim em contra-luz...
Se queres que te diga também me parece tudo isso esquisito. Se a Interpol funciona em tantos casos como é que o nosso Ministério dos Negócios Estrangeiros não sabia de nada? Como é que o homem não foi capturado em Portugal? Foi julgado à revelia, mas tentaram encontrá-lo por acaso?
Publicado por: joaninha às abril 2, 2006 01:12 PM
O homem até pode ser realmente culpado, não faço a mínima ideia, mas isto tem aspectos estranhos. Como é que a Interpol não contactava com Portugal de onde o suspeito era oriundo...?
Publicado por: Emiéle às abril 2, 2006 09:53 PM