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abril 17, 2006
Teledependência

Volto a afirmar que não tenho nada contra os telemóveis, muito pelo contrário… As vezes que tenho aqui falado no assunto até parece uma dessas mini-causas ou coisa parecida. O que não gosto é de dependências, sejam elas do que forem.
E vi agora um estudo, discutível é claro, que integra o uso do telemóvel – por um lado como pressão social ( “o facto de toda a gente ter um telemóvel, faz com que as pessoas se sintam excluídas e pressionadas a adquirir um” ) por outro como necessidade de estar em contacto permanente com as pessoas de quem se gosta.
Ora é esta faceta que me impressiona um pouco.
Eu até sou uma pessoa bastante afectiva. Gosto de muitas pessoas, e de algumas delas gosto muitíssimo. Mas estar em contacto permanente?... Que sufoco!
Acredito que seja realmente esse um factor, que faz com que se veja tanta gente que se passeia de telemóvel na mão sem o largar um instante que seja. Ouvimos na rua muita gente a ligar e a perguntar “onde estás?”. Quando mo perguntam a mim costumo responder cortesmente “podes falar, sim” mas sem dizer onde estou, era o que mais faltava!
É como tudo. Em doses normais é uma vantagem, em overdose é uma dependência de que fujo como o Diabo da cruz.
Emiéle
Publicado por populo às abril 17, 2006 08:30 AM
Comentários
Eu não tenho telemóvel e evito falar para telemóveis, porque penso sempre que é para se usar com algum critério. Mas sempre que ligo a minha pergunta é sempre "posso falar?" nunca onde estás!
Publicado por: méri às abril 17, 2006 09:35 AM
A Méri deve ser um caso quase único, se virmos a quantidade de telemoveis por habitante que existe em Portugal! Há quem tenha dois!!!
Mas reconhecendo a delicadeza da Méri, tal como a Emiéle noto que toda a gente, ou quase toda a gente, pergunta "onde estás" quando começa a falar. E é mesmo uma intromissão.
Por acaso tenho a ideia de que quanto "menos novos" menos dependentes de telemóvel se está. Deve ser a sabedoria da idade!
Publicado por: joaninha às abril 17, 2006 09:43 AM
É prático, depois de se começar começamos a pensar como é que dantes podíamos passar sem ele, mas também conheço muita gente que é teledependente. Como nesse estudo, não conseguiam passar 24 horas longe dele. É pior que o tabaco!
Publicado por: zorro às abril 17, 2006 12:51 PM
...só não faz tanto mal, Zorro!
Acontece-me esquecê-lo em casa se fica a "carregar", e só me lembro já muito tempo depois. Lá digo: «Bolas! Olha, não tenho telemóvel!» mas nem me passa pela cabeça voltar para trás para o ir buscar! Passo bem sem ele.
Publicado por: Gui às abril 17, 2006 12:54 PM
Eu sou tal e qual como a Gui.
Esqueço-me muitas vezes dele, fico um bocado arreliada porque pode haver qualquer recado importante, mas penso sempre que se fôr muito importante cá me há-de chegar!!!
Publicado por: Emiéle às abril 17, 2006 01:56 PM
Olhem eu ando sempre com o telemovel, no entanto devo receber uma a duas chamadas por dia... mas ando com ele sempre naquela de poder ser preciso...
Publicado por: Farpas na Bifelandia (por isso sem acentos!) às abril 17, 2006 03:48 PM
Faço minhas as palavras do Zorro e também concordo com a Gui. Não faz tanto mal como o tabaco. Mas também reconheço que sou um bocado teledependente. Também não conseguia passar sem telemóvel! Normalmente quando levo o telemóvel comigo também levo o carregador atrás...
Publicado por: Johnny às abril 17, 2006 08:29 PM
Para um sítio distante, é claro...!!!
Publicado por: Johnny às abril 17, 2006 08:30 PM
OK Johnny! Que andares sempre de carregador, era um pouco demais...:) mas já vimos que és um pouco dependente.
Publicado por: Emiéle às abril 17, 2006 09:11 PM