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abril 27, 2006

cravo2.jpg No 24 de Abril...

Direitos do marido
Eram imensos. Sem falar no caso, já há muito fora de moda de que «a mulher, face ao Código Civil, podia ser repudiada pelo marido no caso de não ser virgem na altura do casamento», a verdade é que o ser considerado Chefe de Família era, como as palavras significam, “um chefe” com essa autoridade de chefia. Por exemplo, a mulher precisava de autorização do marido para exercer determinadas profissões. Para ser comerciante só se o marido concordasse, independentemente dos meios económicos de que ela dispusesse. As finanças do casal eram geridas por ele sem precisar de dar contas à mulher. Ele tinha o poder de decidir do futuro dos filhos. Aliás as crianças eram em grande medida ‘propriedade’ do pai.
Claro que falo do que se passava ‘legalmente’, evidentemente que no interior de cada família as coisas podiam ser, e eram na maioria dos casos, diferentes.
Mas o certo é que era legal e se um marido quisesse invocar esses direitos, a mulher teria de acatar.

Emiéle

Publicado por populo às abril 27, 2006 07:50 AM

Comentários

Ai, Emiéle, Emiéle, o que podiam penar as nossas mães e avós!!! Como tu dizes, na esmagadora maioria das famílias quero acreditar que as coisas não fossem assim, mas o facto de o Código o admitir é sinistro. E um sujeito mais abrutalhado tinha todos esses galões de quisesse puxar por eles. Já tenho ouvido contar histórias dessas: quem manda é o pai/marido e não há cá conversas.

Publicado por: Joaninha às abril 27, 2006 10:47 AM

Elas agora vingam-se que mandam que se fartam :))
Mas tens razão, era escandaloso! Por exemplo no Código antigo: «permitia-se ao marido matar a mulher em flagrante adultério (e a filha em flagrante corrupção), sofrendo apenas um desterro de seis meses para fora da comarca» mas quanto á pobre da mulher em situação igual só era desculpada «se a amante do marido fosse por ele "teúda e manteúda" na casa conjugal».
Bons tempos, heim...?

Publicado por: zorro às abril 27, 2006 11:23 AM

Embora acredite que em familias socio-culturalmente mais evoluidas, na prática, isto é, dentro de portas, se vivesse com mais democracia, que pelas leis do país, a verdade é que muitas vezes, dificilmente se podia fugir às leis. Lembro-me das mulheres necessitarem de autorização do marido, para se deslocarem sózinhas ao estrangeiro.

Publicado por: Karla às abril 27, 2006 08:00 PM

Eh pa, eu cá acho que as coisas estavam bem como estavam... LOL ;p calma estava a brincar! Lembro-me da minha avó contar histórias que comprovam o bem o que dizes, ou seja, em certos lares as coisas não eram bem assim, mas acredito que em muitos o fosse, aliás acredito que mesmo hoje continue a ser um pouco assim na população mais envelhecida... agora na população mais jovem... é não é Zorro?! LOL

Publicado por: Farpas às abril 27, 2006 08:19 PM

Acho péssimo. Concordo com a Joaninha. Antigamente as mulheres sofriam muito.

Publicado por: Johnny às abril 27, 2006 08:31 PM

Pois era, era, Karla! quando é Lei temos de a cumprir e mais nada. Esse ponto da licença para sair do país foi até
o primeiro post que escrevi, desta série se posso chamar "série" ao que escrevi sobre o "24 de Abril..."
Quanto aos meninos, tem muita gracinha sim, senhor...Esperem uns anitos e vão ver aqui o matriarcado que aí vem e vocês passam a andar na linha! Ora pois!
(mas a gente agora brinca... porque pode, como diria o Farpas. Naquela altura mão dava para brincar; tempos sombrios que felizmente já passaram)

Publicado por: Emiéle às abril 27, 2006 08:49 PM

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