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abril 29, 2006

cravo2.jpg No 24 de Abril...

Correspondência
Hoje escreve-se muito pouco por correio. Com o telefone, telemóvel ou e-mail, o certo é que escrever uma carta em papel e envia-la pelo correio, é pouco vulgar. Mas duas gerações atrás isso não era assim. Escrevia-se bastante e era sabido que, tal como hoje, a correspondência era devia ser inviolável. Isso era um princípio geral e aceite por todos. Uma carta fechada só pode ser aberta pelo próprio a quem é dirigida, tal como é hoje em dia.
Mas…
Havia uma excepção. Um marido podia, segundo o Código Civil, abrir legalmente a correspondência da sua mulher. Pois se era sua mulher…! É inútil dizer que a inversa não era verdadeira, a mulher nunca poderia abrir as cartas do marido.
Legalmente…

Emiéle

Publicado por populo às abril 29, 2006 10:06 AM

Comentários

Elas abriam as cartas com o vapor do bico da chaleira, não é?
:)
Mas não é caso para brincadeira porque o que está em causa é a diferença de tratamento: os direitos ditatoriais de um marido, no próprio código.

Publicado por: Joaninha às abril 29, 2006 11:40 AM

Tenho escrito aqui, nestes teus posts, menos do que queria e eles merecem, mas tenho tido uma vida complicada em questões de tempo. mas, coo muitas outras pessoas, considero que esta tua "série" foi uma ideia magnífica. Porque muita gente, tem ideia de que antes havia umas coisitas más, mas são apenas as muito "vistosas" que as pessoas sabem, ou se lembram. O que tu fizeste de interessante foi mostrar as "coisinhas" do dia a dia, que parecem coisas de nada, mas envenenavam muito as relações.
Esta, parece não ter importância, mas tem muita. É um atestado de menoridade a uma companheira que devia ser respeitada. A mulher não pode ser vista como propriedade do marido!

Publicado por: Tess às abril 29, 2006 03:16 PM

Pronto... lá estão vocês outras vez! ;p

No fundo é mais um exemplo do falso moralismo aplicado antigamente, existiam sempre uns "se" às regras.

Publicado por: Farpas às abril 29, 2006 04:57 PM

Aqui nem se tratava de moralismo, quanto aos costumes era mesmo, mas aqui era o sentido de "posse". O Chefe de Família era dono da família e portanto teria todos os direitos, mesmo o de negar o direito à privacidade dos outros.

Publicado por: Emiéle às abril 29, 2006 08:08 PM

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