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abril 24, 2006

cravo2.jpg No 24 de Abril...

Greves
Completamente proibido. É evidente que não se podia nunca fazer greve. Em nenhuma circunstância, sob que pretexto fosse. Isso era 'perigosamente subversivo' para as instituições da nação.
Mesmo os estudantes, que tinham uma tradição de diversas greves na 1ª república, não a podiam fazer. Quando se deu a crise académica de 1962, o protesto que consistiu na falta às aulas, chamou-se cuidadosamente “luto académico”.
A Academia estava de luto, pelas circunstâncias dos acontecimentos gravíssimos que se tinham passado e esse “luto” manifestava-se com a ausência às aulas, mas… não era uma greve…
Conseguem ver a diferença..? Pois é.

Emiéle

Publicado por populo às abril 24, 2006 07:26 AM

Comentários

Claro que se sabia, e isso faz sentido. Até agora nos admiramos como também se recorre tanto á greve e não como «a última forma de luta» como diziam os manuais...
Fizeste bem em relembrar as greves académicas, upps, o luto académico. Nesse caso, era mesmo e só o exemplo, porque uma greve de estudantes não prejudica o patrão, é 'apenas' um modo de chamar a atenção e um protesto.

Publicado por: joaninha às abril 24, 2006 01:19 PM

Mas para poder haver uma greve tem de haver sindicatos reconhecidos, que era coisa que não existia em 24 de Abril... Eram uns sindicatos fantoches. O famoso regime corporativo.

Publicado por: Gui às abril 24, 2006 03:26 PM

As greves agora são usadas a torto e a direito e a maior parte das vezes de forma nada correcta, e, a meu ver, em muitos casos nem dignificam a luta que representam, mas o que dizes neste post é mais um exemplo da palhaçada de aparências que era o estado novo...

Publicado por: Farpas às abril 24, 2006 06:48 PM

Como diz a Joaninha e o Farpas, é uma pena que o recursoexcessivo á greve acabe por ter um efeito contraproducente. As pessoas às tantas ficam enjoadas, e sentem-se prejudicadas sem entenderem porquê. E muitas vezes os patrões nem se ralam - é menos um dia que não pagam... Um caso típico são as dis transportes - o utente paga adiantado no início do mês o seu passe. Os patrões já lá têm o dinheiro. Se a frota ficar parada, não gasta gazóleo, e eles não pagam ordenados... mas que sorte! Devem ralar-se bem.
Mas há situações onde como última arma deveria poder ser usada, é claro!

Publicado por: Emiéle às abril 24, 2006 07:59 PM

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