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março 25, 2006

Miss Marple no 3º esquerdo

Quando ontem chegámos a casa era noite mas estava tudo demasiado às escuras, nada dos pontinhos de luz que se costumam ver. Liguei a luz da entrada e nada. O.K., pensei, um curto-circuito porque na escada há luz, não pode ser pane do prédio. Realmente no quadro o botão maior estava saído e a luz voltou quando lhe carreguei. O que terá sido? Não estava ninguém em casa para ligar nenhum aparelho, como é que isto aconteceu…?
Bom, uns minutos depois, o tempo de despir o casaco ir até à cozinha, guardar umas compras, ouve-se PUM! e de novo ficamos às escuras. Cá está! Tem de ser um aparelho que está em curto-circuito. Encontro uma lanterna e desligo micro-ondas, máquinas, o que me lembrei que poderia dar aquele resultado e volto a ligar o quadro de electricidade. Parecia bem. Ligamos o PC, a aparelhagem, eu começo a preparar o jantar e PUM! nova escuridão total. Bolas, então não é nada da cozinha. Mas que raio é que está ligado?! Uns candeeiros, a aparelhagem, o PC… Nesta altura o espírito detectivesco tinha excluído metade da casa, a parte que se mantinha iluminada em cada novo curto-circuito, mas ainda ficava a entrada, a sala de estar, o corredor, e um quarto. Ora a sala tinha tudo apagado porque ainda não se tinha lá entrado, só podia ser o quarto onde desligámos PC, aparelhagem, candeeiros. Entretanto o jantar estava feito, e vamos jantar… na sala. Mal levamos a colher à boca, PUM! a sala às escuras mas a tempo de se ver um relâmpago num canto. Eureka! Era ali, estava ali um candeeiro, de aspecto inofensivo mas era ele o criminoso. Desliguei o candeeiro da tomada, satisfeita. Até que enfim! Mal tínhamos recomeçado o jantar PUM!, mais outro relâmpago e nova escuridão. O candeeiro estava inocente mas o criminoso era atrevido porque já cheirava a queimado…E o pior é que com tudo na sala desligado os curto-circuitos continuavam. De lanterna, e guiada pelos relâmpagos, descubro tudo: um fio que corria junto ao rodapé, tinha uma zona descarnada e um vaso com uma planta ia pingando muito lentamente uma gota de água para cima dele. Bem podiam os aparelhos estar todos desligados, a “provocação” era mesmo na origem.
E final feliz – corta-se esse fio maléfico e a casa voltou à vida.

Emiéle

Publicado por populo às março 25, 2006 12:10 PM

Comentários

Ehehehe!
Que aventura, Emiéle!
lol Imagino o que passaram de susto!

Publicado por: joaninha às março 25, 2006 01:57 PM

e vai daí, inventaram-se as plantas de plástico.

Publicado por: fernando nogueira gonçalves às março 25, 2006 02:06 PM

Boa, Fernando! Vamos dar a ideia à Emiéle. Aí não há riscos nenhuns. só apanham... pó.

Publicado por: joaninha às março 25, 2006 02:43 PM

Apanhei um grande susto, sim, Joaninha. Porque a parte que não tinha graça nenhuma era ser uma sexta á noite e, previsivelmente não ia encontrar um electricista antes de segunda ( e era se fosse....)
E ainda por cima a zona da casa sem luz era a parte "social" onde estava a TV, a aparelhagem , o PC. Com luz só havia quartos que eram para se dormir!
Quantos às plantas, dispenso as de plástico. E tenho muitas naturais que crescem muito bem, mas pode haver azares destes. Ninguém afivinhava que tinham roçado pelo estúpido do fio e arrancado a protecção que o envolvia, ficando descarnado.

Publicado por: Emiéle às março 25, 2006 02:53 PM

A história é gira e está muito bem contada. Realmente parece uma novela policial... Só há um pormenor estranho - oh Emiéle tu "cortaste" um fio que estava a dar choque?!?! E não apanhaste nenhum...????? As tesouras são de metal, não é?

Publicado por: Raphael às março 25, 2006 02:56 PM

'Brigada, Raphael, pelo elogio e pelo cuidado. Mas olha lá, eu também pensei nisso, tá bem? Não sou doida varrida :D só um pouquinho doida.
Primeiro, a luz estava completamente desligada, trabalhei com a lanterna e segundo, cortei com uma turquês que tinha as pegas de material isolado.

Publicado por: Emiéle às março 25, 2006 03:01 PM

ahahahahahahah!

Publicado por: Miguel às março 25, 2006 07:07 PM

Boa história!
Com suspence e tudo!!! E, um final feliz como convêm. Mas olha que também pensei como o Rafael, imaginei-te de tesoura em punho a cortar um fio elétrico. Livra!!!!

Publicado por: Tess às março 25, 2006 07:29 PM

Estou a ver que ninguém acreditou quando disse que entendia de bricolage. Estou a falar a sério, há muitas coisa que arranjo sem me atrapalhar nada!

Publicado por: Emiéle às março 25, 2006 08:30 PM

Ai que vontade de rir. Este regresso do jantar foi em grande. A sequência deste post está mesmo engraçada.

Publicado por: Miguel às março 25, 2006 09:11 PM

UAU! Muito bem! Já sabes, se a profissão não estiver a dar, montas um serviço de reparações!!

Publicado por: Farpas às março 25, 2006 10:35 PM

Olaré, Farpas! Já se vê porque é que aquela conversa do «marido a dias» não servia cá para a Emiéle! Sou muito desembaraçada.

Publicado por: Emiéle às março 26, 2006 09:50 AM