« fevereiro 2006 | Entrada | abril 2006 »
março 31, 2006
Véspera de fim-de-semana
Meus amigos, hoje estou na disposição rigorosamente oposta à que tinha faz agora 8 dias. De modo que me sinto cheia de energia para o fim-de-semana que acabou de começar…( como é? “acabou de começar”??? não soa nada bem). E não estou nada com aquela moleza que me costuma empurrar para o repouso e se possível no campo. Desta vez tenho planos para visitas a amigos, cinemas, arranjos domésticos, escritas em dias, compras, leituras, cozinhados novos (ofereceram-me um livro!) passear com amigos, e cuidar aqui do blogzinho.
Bóra aí, que tenho muito que fazer!!!!

Emiéle
Publicado por populo às 09:45 PM | Comentários (6)
Vocação precoce
Hoje que estou bem disposta, queria partilhar a minha boa disposição. Ora cá vai:
Há para aí cantoras que estão vocacionadas desde cedo, não é?
Esta menina quanto mais não fosse pela sua mímica merecia um bom prémio. Aí uma tablete de chocolate, não?
( e deixo um agradecimento ao meu anjo da guarda ) :)
Emiéle
Publicado por populo às 08:10 PM | Comentários (4)
Quando o Diabo sai detrás da porta
…é cá um alívio!
Faz hoje exactamente uma semana, que passei um dos dias mais complicados dos últimos meses. Tudo corria mal, de uma ponta à outra da minha vida. Parecia assim coisa de ‘mau olhado’, ou uma história inconcebível de telenovela mexicana, porque tanto azar não era normal! Deixei para aqui no blog uma lamúria, mas quase que tinha medo de dizer fosse o que fosse não viesse ainda a cair a última pedrinha da derrocada. Foi a minha famosa 6ª feira negra!!!
Ora bem, o Diabo chateou-se. Comunico que se foi embora. Hoje sinto-me leve como há muito tempo não me sentia…
Também é da sabedoria comum que quando a roda começa a deslizar no sentido certo, parece que retoma a inércia do movimento e dá-nos a ideia de que vai rodar sempre. Coisas insignificantes parecem-nos logo maravilhosas porque a luz com que as olhamos é outra.
Eu sei que não é assim. Isto só roda no bom sentido durante uns tempinhos, mas sentir que mudou de sentido é um alívio formidável! Um acontecimento que esperava há uns 8 meses, quando já desesperava, finalmente concretizou-se. Não será o óptimo, mas é o bom, e dá-nos folga para tomar balanço para continuar a luta.
Hoje é um dia feliz!

Emiéle
Publicado por populo às 07:18 AM | Comentários (8)
Via Verde para doentes de AVC
Já está em fase experimental no Porto uma excelente ideia encaminhar directamente para hospitais com tratamento específico destes casos os doentes que sofram de um AVC.
É do conhecimento geral que nestes casos quanto mais tempo se levar a socorrer mais se podem agravar as consequências. Assim sendo se realmente de abrir essa “Via Verde” orientando de imediato os doentes para onde podem sem demora receber o socorro adequado, é um bom passo em frente.
Oxalá seja espalhado a outros locais do país.

Emiéle
Publicado por populo às 07:06 AM | Comentários (5)
E entretanto na Gália…
Tudo continua em aberto.
Existe agora um parecer de um Conselho Constitucional que entendeu que a lei está acordo com a Constituição Francesa. Parece, à primeira vista, uma vitória para o governo. Contudo, o nome pode induzir em erro, aquilo não é o Tribunal Constitucional, é mais parecido com o nosso Conselho de Estado, é um organismo onde participam pessoas nomeadas pelos vários órgãos de poder. Não me parece que a sua opinião vá alterar alguma coisa…
Está convocada mais uma manifestação e greve para 4 de Abril, terça-feira.

Emiéle
Publicado por populo às 06:39 AM | Comentários (6)
A Judiciária e os Ministros Costas
A guerra parece ter sido curta. Ganhou a PJ num round curta pela que nos parece.
Havia a ideia de retirar e esta polícias as suas competências nas ligações internacionais - Interpol e Europol. Ela não gostou e fê-lo saber, acrescentado outras reclamações que andava a acumular.
Resultou.
Pelos vistos, bem pesado, as coisas ficam como estavam.
Ganhou o ministro A. Costa (Alberto) contra o Ministro A. Costa (António).

Emiéle
Publicado por populo às 06:19 AM | Comentários (5)
Reestruturação
Que a Administração Pública tem de ser melhor gerida e adaptada é uma das verdades que creio indiscutível. Há anos que toda a gente o diz, começando pelos próprios funcionários públicos bem críticos quanto ao modo como as coisas andam organizadas.
O Governo propõe-se proceder a uma arrumação da casa, extinguindo vários organismos e agrupando outros. O programa vem aqui . Leva algum tempo a ler, de modo que não vou dizer absolutamente nada mesmo que depois de lido eu entendesse tudo o que lá vem, o que decerto não sucede. Perceberei um pouquinho da minha área e já não é mau...
Ouvimos que este programa não implica despedimentos o que será bom uma vez que vir a engrossar o número já elevado do desemprego não seria uma medida inteligente. Esperamos contudo que nos digam para onde irão as pessoas que trabalhavam nesses organismos extintos.
Emiéle
Publicado por populo às 06:15 AM | Comentários (7)
março 30, 2006
"Pela memória"
Em Outubro do ano passado deixei escritos no Pópulo dois posts. O primeiro chamava-se Memória apagada e o segundo pouco tempo depois Impotência e raiva . Ali dizia do meu desgosto e inicial incredulidade de pensar que se ia destruir o edifício onde funcionaram os serviços da sinistra PIDE. E supremo descaramento, para se fazer um condomínio de luxo.
O tempo passou, o projecto foi avante, a agora a empresa tem o desplante de ter um site onde se resume a História do edifício às festas dos séculos XV, XVI, XVII . Festas!
A Isabel escreveu este post no Troll e lançou o desafio: criar a corrente “Pela Memória” e enviarmos e.mails para pacododuque@temple.pt , o endereço da firma com o nosso protesto.
O texto proposto por ela é este:
Ao consultar a página na Internet deparei-me com algumas incorrecções que urge corrigir.
Na página dedicada à história do edifício, os senhores mencionam apenas os acontecimentos até 1640. Como sabem, estamos em 2006 e, entretanto, houve História naquele edifício. Como também sabem, o edifício foi sede da PIDE-DGS, polícia política do regime fascista. Até 1974 era para aquele edifício que eram levados os presos, para serem interrogados sob tortura. Como é público, os maus-tratos levavam, não raramente, à morte.
Omitir as mortes e as torturas é publicidade enganosa. Naquele lugar não houve apenas banquetes e festas de casamento. O fascismo existiu. A PIDE-DGS torturou e matou.
Não creio ser preciso dizer mais nada.
Emiéle
Publicado por populo às 08:31 PM | Comentários (11)
Era uma casa…
…muito engraçada
não tinha tecto,
não tinha nada...
Desde ontem que ando com esta cantilena no ouvido. E com vontade de rir. Tudo isto por causa de uma conversa que tive com o Pedro, um adolescente crescido que me contou como era a vida na sua casa. Há a ideia-feita de que as famílias destruturadas ou desorganizadas se ligam a meios sócio-culturais baixos e a conflitos familiares (pais que se dão mal, discutem, não estão em casa…) Pois bem, a família do Pedro é uma família feliz! Os pais, pessoas bem dispostas, licenciados e com emprego estável, dois filhos – ele e o irmão mais novo – e sem conflitos nem entre os pais nem com os filhos.
Mas esta é uma casa onde existe a mais completa ausência de regras, onde reina o que parece um desmazelo completo, sem ninguém se ralar nada. Se uma coisa se avariava, assim ficava. Ele deu-me como exemplo o esquentador: não funciona há mais de 15 dias. O pai e a mãe tomavam duche no local de trabalho ele e o irmão têm tomado com água fria, mas já anda chateado! As portadas das janelas estão partidas há anos. Ele começou a pintar o quarto mas acabou a tinta e ficou em meio. Não há candeeiros, só um fio pendurado com a lâmpada. Quando se fala nestas coisas os pais riem-se e prometem que vão pensar… Claro que o Pedro “encravou” o 12º porque mudou 3 vezes de área, mas ninguém lhe pediu contas, contudo lá me confessou que se acabasse de arranjar o quarto talvez se sentisse mais motivado para estudar como deve ser.
Dei-lhe alguns conselhos, mas duvido do resultado – este modelo onde sempre viveu é muito forte e ele aprendeu a organizar-se dentro da desorganização, se calhar se mexer, estrago o equilíbrio. E se são felizes assim…
Emiéle
Publicado por populo às 02:13 PM | Comentários (9)
Olá, Bom Dia!
Valentia ou inocência?

Emiéle
Publicado por populo às 07:58 AM | Comentários (5)
Parabéns Évora!
Ora então! Uma Smart-City no nosso Alentejo.
Évora cresceu "de uma forma consistente" e aproveitou "todo e qualquer fundo para comprar algumas coisas" foi o que disseram na I Conferência Ibérica sobre Marketing das Cidades.
E assim, tátátátá !!!!!, foi uma das 21 cidades finalistas seleccionadas para as sete mais inteligentes do mundo em 2006
Atenção, viram bem: uma das 21 mais inteligentes do Mundo!
P A R A B É N S !

Emiéle
Publicado por populo às 07:20 AM | Comentários (8)
Os malefícios da solidão
Afinal não são os poetas a dizê-lo. Quem fala agora de solidão são cientistas, imagine-se! E de um modo pouco poético, até. Dizem-nos que a solidão pode aumentar a tensão arterial mais ainda que o peso ou a falta de exercício.
Tá bem, mas é só depois dos 50!
Portanto até aí, podemos ser uns bichos-do-mato á vontade, mas depois dos 50 viva a paródia, viva o convívio.
Só bons conselhos.

Emiéle
Publicado por populo às 06:49 AM | Comentários (5)
Escolas ou ringues de luta?
Vai-se falando cada vez mais…
Aqui, tenho referido frequentemente a questão do 'bullying' que é assustador e preocupante. Mas a violência nas escolas vai para além desse fenómeno. Os jornais falam hoje de mais um caso de uma professora que foi agredida a soco por um aluno, dentro da sala de aula.
E segundo se lê, o ano passado foram anotadas mais de 1.200 agressões dentro das escolas, pelo Departamento de Segurança do Ministério da Educação.
É grave. Se a violência é tal que quase 200 pessoas tiveram de recorrer ao hospital isto entre alunos, professores e funcionários, é porque o clima anda um pouco descontrolado. Claro que se imagina que serão jovens já marginalizados, que não estão bem integrados na escola, criados ao Deus dará, revoltados contra tudo e todos. Mas que as escolas que deviam ser uns locais de segurança se tornem em focos de violência é algo que deve ser encarado a sério por toda a comunidade educativa.
É muito preocupante porque o modelo alastra e vê-se até já em jardins-de-infância que muitos meninos já só sabem ‘brincar’ à luta ou andando á pancada. Não se pode fechar os olhos e pensar que “isso vai passar por si”. Não só não passa como se agrava se não houver uma acção preventiva.
Emiéle
Publicado por populo às 06:42 AM | Comentários (10)
março 29, 2006
Divórcio contra vontade dos dois
Todos sabemos isso: Segundo as leis do Islão, uma mulher pode ser repudiada bastando apenas que o marido lhe diga 3 vezes “Divorcio-me de ti!”
Prático para o marido. Fácil, rápido, e sem consequências.
Mas o que é inaudito é que isso possa acontecer por engano. Mas então se nenhum deles, nem marido nem mulher se quiser separar, as leis podem forçá-los?!! Pelos vistos existiu um caso:
Um marido enquanto dormia, sonhou em voz alta e pronunciou a fórmula fatal. E mais nada! Queiram ou não, estão divorciados. E mais do que isso, a complicação é enorme – para se voltarem a juntar terão de se separar durante 100 dias, a mulher passar uma noite com outro homem com quem se casará, depois pode divorciar-se desse segundo marido e voltar a casar com o primeiro.
Isto será mesmo assim???
Pelo menos é o que diz a notícia, eu não confirmo nem desminto.
(mas continuo com uma dúvida - como é que se soube? ele estava a dormir em público? e não estaria a sonhar com outra?)



Emiéle
Publicado por populo às 07:34 PM | Comentários (6)
A Natureza e a Arte
É interessante como nós jogamos com conceitos contrários para dizer o mesmo. Ainda hoje reparei - estávamos a apreciar uma planta lindíssima, perfeita, e houve quem exclamasse: “Eh! Mas que linda! Até parece artificial “num tom que era um elogio em relação à beleza da planta, mostrando dúvida de que fosse uma planta natural.
Mas todos conhecemos e até usamos o rigoroso inverso. Perante uma flor linda, impecável, mas artificial diz-se: “Ah! Que maravilha… Parece natural!”
Não deixa de ter graça este jogo de conceitos. No fundo o que procuramos é o que é diferente da realidade, seja a realidade a arte, seja a realidade a natureza.
Assim é a natureza humana. Complicada, heim?

Emiéle
Publicado por populo às 07:01 PM | Comentários (3)
Privacidade e “distância justa”
Há um ditado que diz “As boas cercas fazem os bons vizinhos”.
Os ditados são por excelência um concentrado de 'factos indiscutíveis', muitas vezes quase lugares comuns, e este aqui não foge à regra. Mas este não é muito conhecido e o conceito que defende também não é dos mais consensuais apesar de, na minha perspectiva, ser importantíssimo. Foca-se aqui a questão da proximidade e da privacidade.
A “vizinhança” é bom. Uma pessoa ter vizinhos, viver em grupo, fazer parte de uma comunidade, é um valor apreciado. Claro que há os eremitas, as pessoas que preferem o isolamento, mas são excepções. Em maior ou menos grau, é normal apreciar-se a vida em comunidade, ter-se amigos, parceiros, gente que partilha interesses connosco – vizinhos em suma. Mas…
Se é bom ter vizinhos, também é importante ter uma “boa cerca”. Esse é um dos segredos de uma vida social equilibrada. Se a “casa não tem cerca”, se nos amalgamamos com os problemas dos outros, com as suas emoções, as suas vivências, o resultado pode não ser famoso. Conheço algumas pessoas assim. Boas almas, generosas, caritativas, prestáveis. Mas não sabem salvaguardar as distâncias. Acaba por ser mau, não apenas para elas próprias, como afinal até para “os vizinhos”. Acabam por ficar na posse de segredos comprometedores e de contarem coisas que num futuro se podem voltar contra si.
Não. Cada um deve ter o seu ‘jardim secreto’ e permanecer secreto. Para a boa saúde mental de todos.

Emiéle
Publicado por populo às 08:09 AM | Comentários (9)
Crítica literária
Isto não é uma notícia, é um fair-divers, mas não deixa de ter a sua graça.
Temos uma senhora que escreve livros. São públicos e portanto criticáveis, creio eu. Temos um outro senhor que escreve um livro onde «analisa criticamente a obra da escritora» . Tudo isto parece normal. Ainda não estamos no domínio das caricaturas de Mahomé…
Pelo bom senso, eu julgaria que, se nesse livro crítico surgir alguma coisa ofensiva, se pode recorrer aos tribunais e fazer uma queixa por difamação ou qualquer coisa desse tipo. Mas não. Fizeram uma providência cautelar para impedir a venda do livro em questão, e um dos argumentos deixou-me de boca aberta. Parece que no título do livro não pode aparecer “Margarida Rebelo Pinto”, porque isso trata-se de uma marca registada!!!
O que a gente aprende. A sorte que tivemos que Fernando Pessoa nunca tivesse registado o seu nome, ou a enormíssima cópia de ensaios que para aí proliferam nunca teriam visto a luz do dia!
Ele há cada uma que não lembra a ninguém! Quero dizer, lembrou-lhe a ela, que assim sempre faz a sua propaganda e de graça.

Emiéle
Publicado por populo às 07:43 AM | Comentários (11)
Eleições em Israel
O xadrez político israelita não é dos mais fáceis de seguir. Formam-se e desmancham-se partidos com rapidez e por outro lado, ( isso acontece em muitos países) há partidos com nomes enganadores.
Porém estas eleições confirmaram as sondagens que previam que iriam vencer um novo partido, o Kadima, que tinha sido formado por Shimon Peres e Sharon antes do seu acidente. Este partido está a ser liderado pela pessoa que ficou a substituir Sharon o que dá ideia de que os israelitas não querem mudanças no que está actualmente.
O interessante é que o Likut, o partido de direita, caiu para o 5º lugar e o Partido Trabalhista passa para segundo lugar.
É mesmo uma dança de cadeiras, se repararmos que um, ultra-ortodoxo, ficou em 3º…
Vamos ver a continuação, porque do que se passar naquela zona depende muito o resto do mundo.
Emiéle
Publicado por populo às 07:38 AM | Comentários (4)
março 28, 2006
E Vellepin ainda se vai manter?
Pelo que dizem as notícias, a mobilização em França atingiu uma amplidão não vista há muito tempo.
Os sindicatos falam em 3 milhões de pessoas a desfilar, o governo diminui para menos de metade, mas de qualquer das formas estes desfiles têm vindo a engrossar de manifestação em manifestação, pelo que se está a ver. Há uma rejeição da política seguida pelo governo, parece ser claro. Assim como também o é as diferenças de opinião dentro do próprio governo.
Vamos seguir com a maior atenção os próximos passos.
Sondagem:
(clique para conseguir ler bem)
Emiéle
Publicado por populo às 09:30 PM | Comentários (5)
On line
Dantes ( muito “antes”) quando havia um casamento, os convidados ofereciam uma prenda ao seu próprio gosto. Era simpático porque mostravam o seu interesse sobre o que os noivos podiam apreciar ou necessitar, mas tinha o inconveniente de os gostos nem sempre coincidirem… Lá na “corbeille” podiam aparecer objectos estranhíssimos que o jovem casal só desejava que se partissem depressa. A seguir, e já há muitos anos também, veio o costume de os noivos fazerem uma ‘lista de prendas’ que gostariam de receber. Deixavam essa lista numa ou mais lojas e os convidados escolhiam o que estaria mais de acordo com o seu gosto e posses.
Mas o progresso nunca pára. E ontem, era meia-noite, estava eu sentada comodamente na minha sala a tratar de oferecer uma prenda a uma noiva. O casamento está já à vista e tinha-me passado essa coisa da prenda! Mas não há crise. Vamos ao site da loja, clica-se em casamentos, depois na secção convidados, insere-se o código que os noivos forneceram e entramos nas prendas disponíveis e respectivo preço. É só escolher, pagar com cartão, escrever a frase que acompanha e já está!
Ainda nunca tinha feito esta operação tão informatizada, mas devo reconhecer que é um sossego!

Emiéle
Publicado por populo às 05:40 PM | Comentários (5)
Há gostos para tudo
É só o que ocorre dizer.
Imaginar que um cidadão recolhe carinhosamente em sua casa, cobras, caracóis gigantes, tarântulas e escorpiões, exige-nos um esforço de compreensão.
O senhor tinha acertado em cheio na escolha do seu emprego: era tratador no Jardim Zoológico . Mas, o passar o dia com os animais ainda devia ser pouco, e portanto começou a construir o seu Zoo particular. Quando a polícia lá foi, alertada pelos vizinhos que se queixavam do barulho encontrou mais de 30 animais, dos mais mansinhos como «duas cobras pitões, sete cobras de outras espécies, cinco escorpiões dourados, uma centopeia, uma iguana verde, 10 caracóis gigantes de S. Tomé, uma tarântula mexicana». E depois havia os pássaros: uma coruja-das-torres, uma gralha preta, duas gaivotas argentinas, um pombo Nicobar e outro Cambalhota, três toracos, um flamingo, uma garça, um galeirão, dois gansos-da-guiné, seis codornizes, duas emas e um Roseicoili. Eu não faço a menor ideia do que são alguns destes bichos, mas que não são animais “de estimação” não deve haver a menor dúvida.
Mas porque não oferecer residência a este S. Francisco mesmo dentro do Jardim Zoológico?

Emiéle
Publicado por populo às 07:18 AM | Comentários (7)
A Desburocratização
O que tenho lido e ouvido parece muito positivo.
É evidente que não será a solução de todos os males, nem é receita milagrosa para resolver muitas das queixas que nos afligem, mas este “combate ao papel” tem aspectos muito positivos. Se há havia ponto fraco na nossa administração era o excesso de papelada que era necessária para tudo. E depois, também, a forte cadeia hierárquica que domina de um modo inacreditável o regímen público. Para se tomar uma decisão, muitas vezes sem a menor importância, tinha de se “dar conhecimento” a cinco ou seis sucessivos ‘superiores’, esperando o seu despacho e parecer, que demorava um tempo inacreditável – exactamente por serem coisas sem a menor importância e as outras, as importantes, passavam à frente.
Pelo menos o facto de o suporte papel ir diminuir, é já uma boa notícia É claro que isso exige que se domine melhor as técnicas de informática, mas será uma questão de tempo e tem de se começar por algum lado. E também a melhor relação utente / estado pode ser um bom passo. Se possível terminarem aquelas lamentáveis filas que se viam constantemente nos guichets do atendimento ao público.
Oxalá!
Emiéle
Publicado por populo às 06:32 AM | Comentários (8)
Esta terça-feira em França
Hoje os olhos de muita gente estarão virados para França.
Há pré-avisos de greves por todo o país, 135 greves das quais 76 em transportes. Calcula-se que o sector público esteja mobilizado mas também se espera adesões do sector privado.
Até ao momento parece estar-se num beco sem saída porque o governo não cede quanto ao CPE e os estudantes e trabalhadores não cedem na exigência da sua revogação.
Como irá terminar este braço-de-ferro?
Emiéle
Publicado por populo às 06:26 AM | Comentários (8)
março 27, 2006
Pouco esforço, muito esforço...?
É curioso que quem vive hoje numa grande cidade, queixa-se de que anda sempre cansado, e até não deixa de ser verdade, mas também é um facto que os queixosos se mexem muito pouco!
Ainda no outro dia estive a reparar num casal meu amigo, que para se deslocar a uma distância ridiculamente perto, se meteu no carro “para ir mais depressa”. Metem-se no elevador até para um primeiro andar. Depois em casa, o telefone era sem fios para não terem de se levantar quando havia uma chamada, televisão e aparelhagem tinham comando, para a poderem controlar do sofá. O ar condicionado também tinha comando e as persianas das janelas eram eléctricas, fechavam sem qualquer esforço. Muitas refeições vêm pré-cozinhadas, o único “esforço” é abrir e fechar a porta do micro-ondas. As camas têm edredões com capa, que é só sacudir e puxar para cima.
Bem, vou parar por aqui a enumeração, mas todos entendem que isto apesar de parecer caricatura, reflecte a verdade. Andamos cansados mas porque se espera muito pelo transporte, ou porque há muitos engarrafamentos quando se anda de carro próprio, ou porque se espera na bicha do supermercado, ou que nos atendam uma chamada… É sobretudo um cansaço psicológico, não físico apesar de ser sentido como tal.
Porque afinal ‘mexemo-nos’ pouco. Quando há campanhas de prevenção que apelam para o exercício, o que nos ocorre... é um ginásio! E depois, vamos de carro para o ginásio onde gastamos uma hora na passadeira, sem sair do mesmo lugar..!
Oh, civilização!!!
Emiéle
Publicado por populo às 01:00 PM | Comentários (8)
Anacronismos
Recebi há uns tempos umas fotos cómicas daqueles “deslizes” que na filmagem de um filme de época podem acontecer. Poder, podem, mas nem por isso deixam de ser menos cómicos! É que tiram todo o drama à situação! Vejam bem:


Descuidos. Mas que abandalham a cena...! Quem é que os pode levar a sério, agora?!
Emiéle
Publicado por populo às 07:38 AM | Comentários (3)
As armas

É claro que o problema é anterior à arma de fogo. Quando existe violência e agressividade quase tudo pode servir para agredir, e quem não tem uma pistola pode ter uma “simples” faca, ou até um pau ou uma pedra que podem ser completamente mortíferos. Mas…
A verdade é que as armas de fogo podem matar à distância, são menos ‘leais’ se assim se pode dizer, porque a vítima ainda se pode defender menos. Nos casos das armas mais ‘artesanais’ a vítima pode ainda fugir e escapar à fúria do agressor, mas quando se dispara um tiro a defesa que se tem é muito pequena.
Isto vem a propósito de se saber que 10% dos portugueses tem uma arma . E legal!
Bom, não serão 10%, esta é uma das habilidades das estatísticas, o que existe é um milhão de armas mas é natural que haja mais do que uma por pessoa… Contudo é de sublinhar que ainda o ano passado foram rejeitados quase 90 % dos pedidos de licença de porte de arma, o que dá uma ideia do que seja esse comércio – o legal. Porque o assustador é que se este comércio é controlável, o outro o do contrabando escapa ao controlo possível. E para que é necessário que um milhão de pessoas tenham uma arma? Para se defenderem de quê? É que tudo isto nos faz entrar numa espiral de violência que não augura nada de bom.
Emiéle
Publicado por populo às 07:21 AM | Comentários (5)
«Falta de provas»…?!
Isto é mesmo o que se pode dizer uma saída airosa. Falta de provas? Que «provas» é que queriam?!
Mas ainda bem, é claro.
O tribunal que julgava o afegão que se converteu ao cristianismo desistiu «por falta de provas» o que é o modo de ‘salvar a face’ sem concordar mas sem ir por diante com um processo que indignava todo o mundo.
Esta espécie de Estados Teocráticos, em pleno século XXI, custa muito a entender. Julgar uma pessoa num tribunal do Estado pela sua convicção religiosa, se custa a entender, custa ainda mais a aceitar.
Este caso parece ter acabado bem, mas que tenha podido suceder não nos tranquiliza sobre a hipótese de voltar a acontecer e de um modo que ‘o mundo’ não saiba. A separação da Igreja do Estado é uma garantia de que se respeita os Direitos Humanos .
Emiéle
Publicado por populo às 06:50 AM | Comentários (6)
A caça às focas
Há coisas que me custam a entender. E reconheço que a barbaridade do modo como se pratica a caça às focas é ainda mais impressionante e chocante por ser praticada por um país evoluído e do primeiro mundo como é o Canadá.
Eu não sou vegetariana, ou seja aceito que para a minha alimentação haja animais que desaparecem. Mas a verdade é que existe uma 'cadeia alimentar', e na natureza há animais carnívoros que se alimentam de outros. Porque a alimentação é uma necessidade vital, mas mesmo assim espero/desejo que esses animais criados já para esse fim o sejam em boas condições e abatidos sem dor.
Mas a questão das focas é outra. O que está em jogo é sobretudo a pele dos animais para fins “ornamentais” e, pelo que se diz, elas são mortas com a maior brutalidade. Não havia a menor necessidade de se praticar essa caça, e a desculpa de que elas se reproduzem muito e isso tem de ser limitado, é uma desculpa esfarrapada. Haveria decerto outros meios de limitar a sua reprodução sem ser dessa forma bárbara. Há sites que têm imagens de arrepiar, aconselho a nem olhar porque não é necessário basta acreditar no que lá se diz.
Anda a correr mundo uma petição, quem quiser assinar está AQUI. Parece-me uma das causas mais justas!

Emiéle
Publicado por populo às 06:12 AM | Comentários (7)
A guerra civil no Iraque
Hoje não é surpresa para ninguém que a intervenção estrangeira no Iraque, se conseguiu terminar com uma ditadura sanguinária e que nenhum país democrático aprovava, pelo modo como foi conduzida abriu de par em par a porta da guerra civil. Se os iraquianos estavam obviamente mal, não se pode afirmar que hoje estejam melhor. E uma coisa que não pode deixar de chocar são os constantes “pequenos massacres” de que se vai tendo notícia dia após dia.
Com mais 30 cadáveres encontrados, só numa semana chegaram a 100 o número de pessoas executadas no Iraque.
Eu acredito que seja apenas uma questão cultural do meu lado, afinal morrer é morrer seja por que forma chegue a morte, mas arrepia-me especialmente estas mortes por decapitação. Pensando bem tão terrível é morrer com um tiro como com a cabeça cortada, mas no segundo caso ‘sinto-o’ como mais selvagem, mais espectacular, choca-me ainda mais.
Culturas diferentes, porque sou europeia? Talvez.
Emiéle
Publicado por populo às 06:00 AM | Comentários (6)
março 26, 2006
Perdidos e Achados II
“Inaugurei” esta secção há uns 8 dias e apetece-me dar-lhe seguimento. Existem uns posts que foram originalmente escritos noutro blog, mas que ficam aqui bem. Enquanto a Clara e a sua entrevistada estiverem de acordo em colaborar, estas recordações ficam bem no baú do Pópulo.
Um caderno de capa castanha
E ela, então, olhou-me com um leve sorriso:
«Sabes, Clara, muitas vezes penso que devia escrever as minhas recordações. Chamar-lhes memórias seria muito presunçoso, se calhar. É certo que me lembro com muita nitidez da minha vida de criança que, para vocês, são “cenas da vida privada” como se estuda nos livros de sociologia. Repara bem, eram os anos 40, o século ainda nem tinha chegado a meio.
E sabes o que me levou a pensar mais a sério em começar a escrever? Foi ter encontrado, quando desmanchei a casa depois da morte da minha mãe, um caderno da capa castanha, um velhinho “Caderno de Apontamentos”, ainda dos que diziam Havaneza das Avenidas e a respectiva morada. Era apenas um caderno escolar, como os dessa altura, já amarelado, grosso, com cerca de 100 páginas. Tinha escrito na primeira página uma data, o dia do meu nascimento.
Sabia que o caderno existia, tinham-me contado, mas a verdade é que nunca o lera. Aquele era o Diário do meu primeiro ano de vida. Consegues imaginar a emoção de ler, escrito com a letra do meu pai que também já não existia, o que ele tinha sentido quando olhou para mim a primeira vez?
(podem clicar para o verem em tamanho mais aproximado)
Fui concebida no início da guerra, porque nasci em meados de 1940. Sabes que penso que eu fui como um desafio dos meus pais, desafio à vida. O oposto ao aberrante grito de Viva la muerte! na época ainda muito recente.
Naquela altura já existia a Maternidade, mas eu nasci em casa. Em casa da minha avó, ali nas Avenidas Novas. O prédio ainda lá está, com uma porta de ferro forjado desenho Arte Nova. Mas, como te estava a contar, a primeira folha foi escrita pelo meu pai, apesar de todas as outras páginas já o serem pela mão da minha mãe. Na primeira estava registada a data e 10 da noite. Dizia “este foi um dia de inquietação e de esperanças”. Relembrava a chegada da parteira e contava como ele tinha ido logo para a rua. Olha que caminho se percorreu nestes sessenta anos… Hoje, o parto pode quase ser ‘em comum’. O pai ouve o primeiro som do seu bebé ao mesmo tempo que a mãe. Mas isso não passava pela cabeça dos meus pais, ele ali “só atrapalhava”. Começou então a subir e descer a rua olhando para a luz da janela. Já viste isso em filmes, não é? E estava ali no meu caderno, como subiu a correr a escada quando a luz se apagou e acendeu, a dar o sinal. E eu pude ler: -Tinha nascido uma menina! Anos mais tarde, fiquei com a certeza de que primeiro se tinha desejado um rapaz, mas naquele momento o que ali estava era de pura alegria, esquecida a possível desilusão.
No dia seguinte começa a narrativa da minha mãe. Uma linguagem muito romântica, mas recheada de pormenores por onde se podia seguir o meu dia a dia. Escrevia na cama, porque apesar de ter sido um parto fácil a minha mãe só se levantou passados 10 dias. E nota que era um casal desempoeirado, os dois licenciados, de esquerda… Mas era assim naquela altura. E lá vinham os pormenores: Pesavam-me todos os dias cheios de preocupação com o aumento de peso. Podia seguir a curva. E depois um dia sorri. Está lá! O dia certo e para quem sorri – afinal para a minha avó! Sabes bem que sempre adorei a minha avó. E também, rigorosamente, tudo que eu comia. Dia a dia. Imaginas o que é acompanhar o crescer de um bebé durante um ano, todos os dias?
E a disciplina rigorosa que se usava na época. Horas certas de comer, horas certas de dormir, horas certas de tomar banho e vestir. Está lá tudo. Um amor imenso mas nada de beijos por causa dos micróbios. Havia tuberculose, como sabes, e ainda não existiam antibióticos. Qualquer infecção podia ser grave. Tinha bordado por cima do berço “Se és meu amigo, não me beijes”. Li nas entrelinhas do Diário que essa regra não foi bem aceite pelas avós…
Esta narrativa diária durou 12 meses. O caderno termina com a minha primeira festa de anos, e a lista das prendas recebidas. Muitas prendas, mas brinquedos só 3. Um cãozinho de pano azul, um sempre-em-pé e um boneco de borracha. Também era o costume da época, vês? Ficariam de boca aberta se vissem a quantidade de brinquedos de uma criança de hoje. Quando li aquelas cem páginas, numa letra tão inclinada, vibrei com um testemunho tão real, tão vivo de uma época e dos seus costumes.
É boa ideia, não é, eu escrever também o que me lembro de quando era criança? Se calhar ensaio antes de escrever, contando-te primeiro a ti. Está bem?»
Clara
Emiéle
Publicado por populo às 03:50 PM | Comentários (8)
Preguiça…
Tá bem, mas ontem ainda eram 11!
É esta frase que, mudando a hora, está na berlinda. Como é natural, é o que se vai ouvir hoje mais durante todo o dia. :)
O nosso organismo tem de se habituar a este pequenino jet-lag e há resmungos por todo o lado…Quando alguém refila que é preciso levantar, ou almoçar, ou acelerar seja o que for, a resposta é “mas ontem…” e até é verdade.
E também é certo que não temos trabalho a sério hoje portanto o que haja a fazer depende apenas da nossa vontade.
OK. Ontem, nesta altura eram ainda 10:20 horas, ainda posso preguiçar mais um bom bocado. Se não almoçar à 1:30 almoço às 2:30, que afinal era a hora “de ontem”!

Emiéle
Publicado por populo às 11:20 AM | Comentários (5)
Regionalização
Voltamos a pensar em discutir de novo a questão da regionalização. Sempre me pareceu que quando do primeiro referendo (estou a aceitar implicitamente que haja um segundo…) se discutiu de mais e se esclareceu de menos. Aliás essa é uma das pechas aqui das nossas questões. Fervemos em pouca água, e a cada crítica reage-se como se fosse uma acusação, as posições extremam-se e quando poderíamos caminhar uns passos em frente fica-se no mesmo sítio por mais uns tempos.
Sempre considerei que regionalizar seria descentralizar. E também me parecia que uma terra como a nossa só tinha vantagens em descentralizar – quem vive no local conhece de perto os seus problemas e poderá resolve-los de um modo muito mais rápido e eficiente do que se tiver de vir tudo a ser decidido em Lisboa. Não considerei que fosse desunir o país mas sim responsabilizar certas regiões pela solução dos seus problemas, dando-lhes meios é claro .
Sendo um país pequeno como o nosso, também não fazia sentido pulverizar essas regiões quase como as antigas províncias. Mas o aceitar-se a ideia, e definir com sensatez as regiões mais importantes parece-me um progresso.
Emiéle
Publicado por populo às 11:13 AM | Comentários (10)
É apenas um exemplo
Um exemplo de uma gestão errada mas necessária para cumprir directivas demasiado rígidas. O caso que estou a citar como exemplo é do haver hospitais que contratam médicos a prestar serviço além do quadro pagando-lhe o dobro do que recebem os médicos do quadro
Se os jornais noticiam este caso, que se torna chocante, devia ter-se a noção de que não é único. Em muitos locais a regra é essa – não se substitui as pessoas que se vão reformando para ‘emagrecer’ o volume da A.P. mas depois, como as coisas não andam sozinhas, toca a contratar outras pessoas a quem se paga muito mais do que recebem os colegas que fazem o mesmo.
Vejo isso em muitos sítios o que cria, para além do mais, conflitos internos difíceis de ultrapassar.
É natural, não?
Emiéle
Publicado por populo às 11:04 AM | Comentários (5)
março 25, 2006
Confusão
Costumo dar uma vista de olhos pelos jornais logo de manhã. Hoje foi ao contrário, mas não quis deixar de assinalar o cartoon de Bandeira no D.N.
Realmente dá para atrapalhar...
(cliquem no boneco para lerem melhor)

Emiéle
Publicado por populo às 10:25 PM | Comentários (2)
Troca de correspondência

Caro Suporte Técnico:
O ano passado fiz um upgrade do NAMORADO 5.0 para o MARIDO 1.0 e notei uma redução significativa da performance, principalmente nas aplicações FLORES e PRENDAS, que operavam sem falhas em NAMORADO 5.0 Além disso, o MARIDO 1.0 desinstalou outros programas importantes como ROMANCE 9.5 e ATENÇÃO AO QUE EU DIGO 6.5 e instalou aplicações indesejáveis, como SUPERLIGA 5.0. Também não tenho conseguido correr os programas CONVERSAÇÃO 8.0 e LIMPAR A CASA 2.5. O sistema fica bloqueado. Tentei correr o RECLAMAR 5.3 para corrigir esses bugs e não consegui nada.
Que hei-de fazer???
Ass.: Desesperada.
Cara desesperada:
Primeiro, tenha em atenção que o NAMORADO 5.0 é um programa de entretenimento, enquanto MARIDO 1.0 é um sistema operativo. Comece por fazer o download de LÁGRIMAS 6.2 e depois digite o comando C:\ EU PENSEI QUE ME AMAVAS, para instalar o CULPA 3.0. Essa operação actualiza automaticamente as aplicações FLORES 3.5 e PRENDAS 2.0. No entanto, lembre-se que o uso excessivo desses programas no Marido 1.0 pode activar outros programas indesejáveis, como SILÊNCIO TOTAL 6.1 e FUTEBOL COM OS AMIGOS 7.0, que invariavelmente instala o CERVEJA 6.1. Este último é terrível, pois cria arquivos tipo WAV da versão RESSONAR ALTO 2.5. De qualquer forma, NUNCA instale SOGRA 1.0 ou reinstale qualquer versão de NAMORADO. Estas aplicações são incompatíveis e irão bloquear o funcionamento do sistema operativo MARIDO 1.0. Em resumo, MARIDO 1.0 é um óptimo sistema operativo, mas tem limitações de memória e demora a correr certas aplicações. Para o perfeito funcionamento do sistema, sugerimos que a senhora adquira alguns programas adicionais. Recomendamos JANTAR ROMÂNTICO 3.0 e LINGERIE 6.9!!! Tenha muito cuidado!. Algumas clientes instalam o FILHO 1.0 para tentar dar estabilidade ao sistema e muitas vezes isso causa um efeito contrário, acarretando uma necessidade de verificação total do sistema para garantir a existência de espaço no disco rígido e, sobretudo, assegurar a existência de um adequado ficheiro de paginação em MONEY 3.0!
Boa Sorte,
Atenciosamente,
Suporte Técnico
(recebida por email)
Emiéle
Publicado por populo às 08:10 PM | Comentários (9)
Luz e sombra
A riqueza da vida está nos seus contrastes.
Ouvi dizer que Leonardo da Vince começava por pintar a tela de preto porque considerava que na natureza tudo é escuro excepto quando é exposto à luz. Não sei se isto é mais um mito, imagino que sim, mas é interessante. A dança da luz e das sombras. Porque a inversa afinal também pode ser considerada, a sombra existe por há um obstáculo que tapa a luz, mas se não existisse luz não podia nunca haver sombra.
E este raciocínio sobre os contrastes é quase infindável – conhecemos o bom porque há o mau, a tristeza porque há alegria, a morte porque há vida.
É certo que quando se sofre não é com raciocínios que se sofre menos porque os sentimentos e a razão jogam em tabuleiros diferentes, mas pode ajudar, apesar de tudo, reconhecer esta constante alternância que é a vida.
Porque é esse colorido que faz a sua riqueza.

Emiéle
Publicado por populo às 02:47 PM | Comentários (5)
Miss Marple no 3º esquerdo
Quando ontem chegámos a casa era noite mas estava tudo demasiado às escuras, nada dos pontinhos de luz que se costumam ver. Liguei a luz da entrada e nada. O.K., pensei, um curto-circuito porque na escada há luz, não pode ser pane do prédio. Realmente no quadro o botão maior estava saído e a luz voltou quando lhe carreguei. O que terá sido? Não estava ninguém em casa para ligar nenhum aparelho, como é que isto aconteceu…?
Bom, uns minutos depois, o tempo de despir o casaco ir até à cozinha, guardar umas compras, ouve-se PUM! e de novo ficamos às escuras. Cá está! Tem de ser um aparelho que está em curto-circuito. Encontro uma lanterna e desligo micro-ondas, máquinas, o que me lembrei que poderia dar aquele resultado e volto a ligar o quadro de electricidade. Parecia bem. Ligamos o PC, a aparelhagem, eu começo a preparar o jantar e PUM! nova escuridão total. Bolas, então não é nada da cozinha. Mas que raio é que está ligado?! Uns candeeiros, a aparelhagem, o PC… Nesta altura o espírito detectivesco tinha excluído metade da casa, a parte que se mantinha iluminada em cada novo curto-circuito, mas ainda ficava a entrada, a sala de estar, o corredor, e um quarto. Ora a sala tinha tudo apagado porque ainda não se tinha lá entrado, só podia ser o quarto onde desligámos PC, aparelhagem, candeeiros. Entretanto o jantar estava feito, e vamos jantar… na sala. Mal levamos a colher à boca, PUM! a sala às escuras mas a tempo de se ver um relâmpago num canto. Eureka! Era ali, estava ali um candeeiro, de aspecto inofensivo mas era ele o criminoso. Desliguei o candeeiro da tomada, satisfeita. Até que enfim! Mal tínhamos recomeçado o jantar PUM!, mais outro relâmpago e nova escuridão. O candeeiro estava inocente mas o criminoso era atrevido porque já cheirava a queimado…E o pior é que com tudo na sala desligado os curto-circuitos continuavam. De lanterna, e guiada pelos relâmpagos, descubro tudo: um fio que corria junto ao rodapé, tinha uma zona descarnada e um vaso com uma planta ia pingando muito lentamente uma gota de água para cima dele. Bem podiam os aparelhos estar todos desligados, a “provocação” era mesmo na origem.
E final feliz – corta-se esse fio maléfico e a casa voltou à vida.
Emiéle
Publicado por populo às 12:10 PM | Comentários (12)
O Desconto dos Pecados

Há uma expressão muito vulgar que se ouve agora bastante menos do que há uns anos: «seja para desconto dos meus pecados…» e costuma-se servir acompanhada de um suspiro.
Ando para aqui a reflectir que tenho de começar a pecar bastante mais para equilibrar a balança. Quando num débito e crédito um dos lados ultrapassa o outro qualquer coisa entra em falência, penso eu. E, nestes últimos tempos, tenho apanhado tantos encontrões das ‘coisas’ da vida que à força do desconto dos pecados já devo ter para aí um crédito do caraças!
Isso anima-me um bocadito. Ando a fazer uma lista dos pecados que me proponho cometer, uma vez que tenho licença dos céus – é só para equilibrar o défice. Que isto lá nos céus deve ser como aqui em baixo, não convêm com certeza lá no orçamento celestial que me estejam a dever mais o que aquilo que tenho de pagar.
Alguns pecaditos simpáticos - a gula, a preguiça, por exemplo – estão mesmo na calha para entrar. É que contas são contas, e neste caso estou apenas a ajudar o S. Pedro.
Talvez uma tablete grande de chocolate?...
Emiéle
Publicado por populo às 10:15 AM | Comentários (10)
Viagem ao Espaço
Quando se vêem fotografias da terra vista do espaço ou das estrelas ou da lua, não há quem não fique maravilhado. Um espectáculo deslumbrante. E, ainda a ajudar, eu sou uma apreciadora das histórias de ficção científica, onde as viagens no espaço são uma rotina.
Mas o certo é que uma ida ao Espaço encerra o maior dos paradoxos: Por um lado, “lá fora” encontra-se a maior vastidão que é possível imaginar, o sonho doirado de qualquer claustrofóbico; por outro para se apreciar aquele panorama, tem de se estar encerrado numa embalagem completa e totalmente hermética, o pesadelo de qualquer claustrofóbico!
E agora?
Se me oferecessem um passeio destes? Oh, indecisão! Oh, difícil escolha! Oh, angústia!
Que alívio pensar que nunca terei de tomar essa decisão.

Emiéle
Emiéle
Publicado por populo às 10:06 AM | Comentários (8)
março 24, 2006
Não quero este fim-de-semana!!!
Buáááá!!!
Onde é que já se viu?! É tudo contra.
Ontem fez um tempo de fugir, chuva e um vento de assustar. À minha conta reparei em 20 ( vinte!) chapéus de chuva todos desfeitos atirados para a beira do passeio. Eu ia sendo levada pelo vento, e depois de uma pequena luta considerei mais sensato fechar o objecto que, teoricamente, me iria proteger da chuva e apanhar directamente com ela. Porque com o chapéu-de-chuva aberto, molhava-me na mesma e eu ainda voava arrastada por ele. Mas pensei que fosse coisa passageira. Qual quê?! A previsão para os dias que aqui vêm é:

E depois, como se ainda fosse pouco, neste fim-de-semana vamos dormir menos uma hora.
Muito mau, uma tristeza. No sábado, julgamos que acordamos pelas 10 e afinal, olha! já são 11. E durante a semana, eu que já andava a ficar habituada a ver o solzinho da manhã quando tomava o pequeno-almoço, lá vou ter de acender o candeeiro outra vez.
Parece tudo a andar para trás.
Ná. Não quero este fim-de-semana. Não gosto dele, se alguém quiser leve-o à vontade.
Emiéle
Publicado por populo às 08:35 AM | Comentários (12)
Vingança!
Não sei o que esta "contra-publicidade" trará à marca, mas tinha sido mais sensato ouvirem a reclamação...

Emiéle
Publicado por populo às 08:09 AM | Comentários (8)
A tradição já não é o que era
Onde é que já se viu?
Um Congresso Maçónico de “porta aberta”?!
Parece que o congresso vai ser sábado na Universidade Independente de Lisboa.
Mas … mas…
Anda tudo às avessas é o que é.
Será como os congressos partidários com convidados e observadores?
Eu que sempre liguei a ideia de maçonaria a secretismo, sinais misteriosos, toques estranhos, assim uma aura mágica ou mística ou qualquer coisa muito misteriosa e muito secreta, agora abrem a porta e contam tudo?
Uma destas…!

Emiéle
Publicado por populo às 07:35 AM | Comentários (5)
"A boa caridade começa em casa"
Ando a ouvir falar nas medidas desburocratizantes que o governo vai tomar, e fico toda contente. Bem precisávamos!
Aparecem por muitos lados, Finanças, Ensino, Saúde, e parecem boas medidas apesar de por vezes se partir do princípio que o cidadão comum tem acesso à Internet na sua casa e sabe mexer nessas tecnologias. Acredito que isso seja verdade em certos grupos sociais, mas não é exactamente esse o país real onde vivemos. Quem passar junto do Arquivo de Identificação ainda há pouco tempo lá via umas bancadas onde uns indivíduos faziam uns cobres a preencher os papeis daqueles que eram incapazes de o fazer – e hoje esse processo faz-se no interior com funcionários do próprio arquivo…Ora quem não consegue preencher um formulário tão elementar, não o imagino sentado em frente de um teclado. Portanto, pelo que calculo, essas pessoas com a mesinha à frente e que ajudavam os meio-analfabetos, passarão agora a fazer o mesmo com um portátil e se calhar a net sem fios…?
Mas quando falei que “a caridade….” etc, é que seria bom que a própria A.P. se desburocratizasse a si própria. Esse seria um enorme passo em frente.
Ora por enquanto isso ainda não se vê, muito pelo contrário. Alguns serviços têm uma intranet que contudo não permite um acesso mais amplo à rede, outros têm as ligações feitas mas o hardware que utilizam é tão antigo que não aceita muitas das funções que lhe são pedidas, e muitos ainda não têm mesmo ligação nenhuma. O certo é que na A.P. ainda continuamos a ver a figura do “estafeta”, um rapaz a empurrar um carrinho atulhado dos velhos envelopes-castanhos-com-buraquinhos que passam de mão em mão. Talvez agora com estas anunciadas medidas, essa figura passe à história. Oxalá, a bem da rapidez da informação e das decisões.
Emiéle
Publicado por populo às 06:58 AM | Comentários (5)
Renovação das matrículas

Uma das medidas desburocratizantes.
De aplaudir, com certeza. Nem se entendia porque é que tem sido sempre assim… Se uma criança passa de ano e quer continuar na mesma escola, para quê renovar todos os anos os papeis de matrícula…?
Pelo que ouvi a matrícula passa a ser automática a não ser que os pais queiram mudar o filho de escola. Se houver transferência, então os dados do aluno são enviados por forma digital, de modo a ser também mais rápido.
Muito bem.
Emiéle
Publicado por populo às 06:40 AM | Comentários (8)
As armas em más mãos
Faz capa de jornais.
E contudo não é de espantar – se quem tem acesso a um produto o “comercializa” em proveito próprio, porque não no caso das armas? Se as armas andam por aí, se algum lado vêm
Lembrem-se que muitas vezes ao prender-se um criminoso se dizia que ele possuía armas de fogo de tipo militar. Portanto alguém as fornecia, lógico não?
De qualquer modo, sendo chocante como é natural que seja, a «apreensão de mais de 200 armas, muitas delas consideradas de guerra ou de uso militar, pistolas, revólveres e armas de caça, munições e acessórios proibidos» e o envolvimento de agentes da PSP, é bom não generalizar.
Foram apenas 4 agentes num enorme conjunto. Quatro maçãs podres não chegam para contaminar o pomar.
Emiéle
Publicado por populo às 06:24 AM | Comentários (4)
março 23, 2006
As «paciências»
Num cumprimento habitual e estereotipado a uma amiga sai-me o actual brasileirismo –“Tudo bem?”. Pelo levantar de sobrancelha e a reticência no “siiim”, via-se que não estava nada ‘tudo bem’. Nem foi preciso grande insistência para o desabafo: estava numa fase do trabalho horrível! Tinha sido avisada de que seria transferida para outro local e como é pessoa bem disposta e com um bom feitio notável (por isso lhe estranhei as reticências) aceitou essa mudança sem levantar nenhuma questão. Não desejava essa transferência nem lhe agradava, mas, coração ao alto! e, segundo me explicou, mesmo no seu íntimo aceitou a ordem sem objectar. Portanto preparou-se. Arrumou os assuntos que tinha em mãos, passou alguns a colegas, foi re-orientando os novos casos que iam chegando para quem ia ficar com as suas funções, sempre à espera da “ordem de marcha”. Mas o tempo foi passando, e dá-se o absurdo - por motivos burocráticos e de ‘papelada’ ela, que fazia falta noutro local, fica em terra de ninguém nem avança para as novas funções nem continua com as antigas porque já as tinha passado para outras mãos. E dizia-me com uma voz que nem parecia dela –“Queres acreditar que hoje dei por mim a 'fazer paciências', nas horas de serviço…?!”
Eu sei que há muito quem as faça e minimize o ecrã quando passa o chefe, mas neste caso era mesmo sintomático do desespero que sentia. Obrigada a cumprir um horário e sem ter que fazer, tinha de ocupar o tempo de qualquer modo. Ora, conhecendo o feitio trabalhador e despachado desta minha amiga, isso era já o indício de desespero…
Assim vão os nossos serviços!
Emiéle
Publicado por populo às 03:20 PM | Comentários (6)
As crianças e a Internet

Num seminários sobre "Riscos on-line para crianças e jovens", uma das comunicações de uma pessoa que tem um projecto - "MiudosSegurosNa.net" – informava que « 66% dos pais portugueses diziam necessitar de mais informações sobre como lidar com a situação».
Não me admira nada.
O que vulgarmente se vê e se assiste, é que a nova, novíssima geração, domina os meandros da comunicação on-line melhor do que os seus pais. É comum, uma pessoa atrapalhar-se com um problema informático e depois dizer entre risos “vou mas é perguntar ao meu rapaz”.
É óbvio que as conversas por Messenger neste momento destronaram as velhas horas ao telefone ( quando muito ainda se usam as mensagens mais ou menos codificadas.)
Ora se os filhos dominam as técnicas tão bem ou melhor do que os pais, como é que estes esperam ter capacidade para os “defenderem” dos tais perigos da net?
É realmente preciso muita informação, e mais do que isso de formação propriamente dita!
Emiéle
Publicado por populo às 08:30 AM | Comentários (8)
Continuação da crise em França
Não podemos ficar indiferentes. Por todos os motivos, mas ainda que mais não fosse quando se vê as barbas do vizinho a arder…
Parece que há alguns ratos a abandonar o barco, ou seja no governo francês o famoso Sarkozy de triste memória está a começar a afastar-se do chefe…
Se isto não é um sinal, não sei o que seja.
Este homem, com o olho no futuro, ( eleições do ano que vem ) já faz algumas concessões. Enquanto Villepin dizia que não ia ceder um milímetro, agora Sarkozy considera que se podia reduzir o tempo de ensaio do Contrato Primeiro Emprego (CPE) de dois anos para seis meses. É muito mais do que um milímetro!
Interessante.
Sempre ouvi que quando os ratos abandonam o navio é que se prevê o naufrágio.
Vamos continuar à espera [ e já agora espero informações de quem está lá e que deixaram tão bons comentários aqui no Pópulo ]
Emiéle
Publicado por populo às 07:56 AM | Comentários (12)
Como é?
Já ontem tinha falado nisto. Só não tinha ainda associado os factos.
Quando se trata da nossa imigração, quando se fala de um país onde estão cerca de meio milhão de portugueses, e se calcula existirem 15 mil indocumentados a conversa é uma: apelo à calma, o discurso oficial é semelhante explicando este "não é um processo dirigido contra a comunidade portuguesa" mas o que se sente nas entrelinhas é um grande susto, ao imaginar o súbito regresso de mais uns largos milhares de desempregados. E ainda por cima pessoas que no Canadá até estavam a trabalhar há anos…
E depois, simetricamente, cá faz-se buscas em locais onde os brasileiros fora das suas horas de trabalho se divertem, e apanham-se, numa grande rede, os ‘brasileiros ilegais’ que recebem desde logo ordem de expulsão.
Um bocado de serenidade não fazia mal nenhum. Claro que os respectivos diplomatas, quer num país quer no outro tentam fazer jus ao título e mostrar a sua diplomacia. O mal é o que se lê nas entrelinhas.
"Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti"


Emiéle
Publicado por populo às 07:35 AM | Comentários (6)
março 22, 2006
Pausa...
Uma vez que esta tarde os comentários só entram aqui para quem for terrivelmente persistente ( recebi alguns emails nesse sentido ) e mesmo eu própria tenho tido dificuldade em aceder ao privado do blog, só me resta seguir a sugestão implícita e fazer hoje uma

(vamos ver é se este post consegue vencer o bloqueio...)
Emiéle
Publicado por populo às 10:40 PM | Comentários (4)
"A ETA decidiu declarar um cessar-fogo permanente"
Esta é uma notícia com tal importância que nem quero fazer comentários.
Quero esperar para ver o que se vai passar.
É a primeira vez em que ela fala em “cessar fogo permanente”
Será desta vez?
Emiéle
Publicado por populo às 06:15 PM | Comentários (5)
Flores
Há dois dias tive uma pequena brincadeira com a Isabel, que tinha escrito um post a alegrar-se com a chegada da Primavera, o que me surpreendeu porque tinha aprendido que a Primavera chegava no dia 21. Bom, parece que este ano a coisa se antecipou, e por aí não vem nenhum mal ao mundo.
Mas se fiquei admirada, foi que para mim estes dias têm um particular significado. Apesar de saber que a tal famosa Primavera era no dia 21, para mim sempre foi a 22.
É que a minha mãe fazia anos a 22 de Março. E era um Dia de Festa! Na minha família sempre fomos de comemorações deste tipo – se se fazia anos então era dia de festa e pronto! Mesmo que as vacas estivessem muito magras, havia sempre uns restinhos para esses dias especiais. E, das mais antigas recordações que ainda mantenho, era exactamente a madrugada do dia 22 de Março. Porque ainda o sol mal tinha nascido, ainda a família estava em pijama a tomar o pequeno-almoço com a casa já cheirar aos bolos feitos na véspera, tocava a campainha da porta. Eu adorava ir, a correr muito, abrir a porta porque conhecia o ritual: quando se abria a porta só via à minha frente o que parecia ser uma montanha de flores. Uma antiga criada da minha avó que tinha criado a minha mãe desde pequenina, tinha casado e vivia numa quinta. E a sua contribuição para a festa eram as flores. As flores, que cultivavam lá na sua quinta, e ela trazia às carradas. O patamar da escada parecia um jardim suspenso!!! Nunca havia jarras que chegassem, tinha de se improvisar, e naquela casa dos sítios mais extraordinários parecia nascerem flores no dia 22 de Março! É uma recordação muito colorida e perfumada, essa que vem da minha infância.
E claro que havia os bolos, e a loiça mais bonita, os metais muito areados, os vidros a brilhar, as toalhas bordadas, e muita gente, muitos risos, muita alegre agitação. Uma grande festa, mas o que me ficou para sempre a deslumbrar-me os olhos foi a beleza daqueles grandes molhados de flores que mal cabiam pela porta e tornavam a minha casa o palácio das fadas.

Emiéle
Publicado por populo às 05:25 PM | Comentários (9)
Oh que irritação!
Grrr!!!
Olhem que o “Pópulo ainda mora aqui”!
Não há coisa que mais enerve que querermos entrar no nosso blog e apanharmos com esta imagem:
E ando há uma hora a apanhar com ela! Bolas!!!!!!!
Não faço ideia o que vocês pensaram, se entretanto quiseram entrar aqui e apanharam também com este aviso. Que não paguei a renda. Que mudei de casa sem avisar. Que estou a fazer obras.
Ná, nada disso. Foi um badagaio qualquer do servidor, mas que desta vez só apanhou o Pópulo, que eu desse conta. Os outros devem ter-se portado melhor do que eu, calculo.
Mas lá que é enervante, isso nem dá para contar…
Emiéle
Publicado por populo às 02:47 PM | Comentários (10)
Anúncio
A minha amiga Saltapocinhas mandou-me este anúncio, se calhar para me animar que me viu ontem para o desanimado.
Não posso deixar de o partilhar aqui: já viram o modo familiar e coloquial como é feita esta publicidade. Aqui não existe agência de vendas de certeza, é tudo “natural”.

Emiéle
Publicado por populo às 08:10 AM | Comentários (7)
Será que o Adão se enganou?

Ele há records que nos deixam aparvalhados.
Porquê? Para quê? Qual o interesse?
Um individuo bateu um esquisito record - beijou cinquenta e uma vezes uma serpente venenosa.
Bom, para essa beijoquice toda só levou 3 minutos o que dá aí uns 3 segundos em cada beijinho.
Mesmo assim.
Não se sabe se o animal apreciou o carinho. E fiquei para aqui a pensar que lá no Paraíso, quando aquele conhecido trio do Adão, Serpente e Eva andavam a conhecer-se melhor, se o Adão ( ou a Eva, quem sabe…? ) se tivesse virado antes para a dita serpente o mundo estaria na mesma.
Emiéle
Publicado por populo às 07:52 AM | Comentários (5)
Respeito pelo trabalho alheio
Ontem, no último post que aqui deixei, desabafei que estava cansada.
E estava. Muito cansada, e só me apetecia atirar-me para a cama e dormir de um sono só, até hoje ( o que aliás fiz!) O certo é que tinha tido um dia longo de umas 12 horas quase consecutivas de trabalho. Mas não disse bem a verdade. O que me deixou mais cansada era afinal um pormenor que hoje venho desabafar para mostrar o raio do meu mau feitio ( ? ).
Estava programado ontem que iria falar para um grupo de pessoas, numa intervenção de cerca de uma hora, com mais meia hora para perguntas e debate. Foi marcado para as 6 e meia da tarde por conveniência dos próprios. E eu, por feitio, educação, seja lá o que for, sou pontual nos meus compromissos. Estava lá um pouco antes da hora para verificar como estava a sala e experimentar o data-show, ver se estava tudo correcto. Às 6 e meia estavam meia dúzia de pessoas, esperei mais 10 minutos e chegaram mais umas tantas e portanto comecei a falar. Pelas 7 horas chegou o resto do pessoal e a sala ficou cheia.
Só que a minha exposição estava estragada. O que tinha sido estudado para ter princípio meio e fim, se era apanhado entre o meio e o fim, ficava sem se entender… tanto assim que algumas das perguntas finais tinham a sua resposta naquilo que se disse ao começar! Ainda voltei com o power-point atrás, e deixei que copiassem algumas das coisas, mas … a sentir um amargo de boca grande.
Tenho a certeza de que foi isso que me cansou. Não o trabalho, que faço com muito gosto e até acho que o faço bem. Mas com a falta de respeito que muita gente tem, de um modo completamente leve e “inocente” pelo significado para alguém que faz uma exposição, o respeitar-se minimamente os horários.
Às vezes entendo as normas que proíbem que quem chegue atrasado ( mal comparado...) assista a um concerto.


Emiéle
Publicado por populo às 07:10 AM | Comentários (6)
Água e especulação
Dia Mundial da Água é hoje, 22 de Março,
A água é um dos bens naturais mais belos, mais úteis mas mais ameaçados. Está a terminar o “IV Fórum Mundial da Água” no México com conclusões que têm sido divulgadas e muito preocupantes, a vários níveis. Sendo um bem natural, não está bem distribuída, e começa a haver escassez em muitos locais com a previsão de este panorama não irá melhorar. Tudo isso é certo e devemos preocupar-nos e tomar medidas. Mas é interessante também uma outra conclusão: a pressão exercida pela indústria da água engarrafada. A indústria da água, quando hoje quase toda a gente usa água engarrafada para beber, é colossal! Os números são interessantes - «gasta-se 100 mil milhões de dólares/ano para engarrafar água contra apenas 15 mil milhões na melhoria do saneamento e rede de água potável».
Isso faz com que se pague muito mais pelo litro de água do que pelo litro de gasolina…
Dá que pensar, não é?

Emiéle
Publicado por populo às 06:47 AM | Comentários (6)
Quando nos toca a nós…
Já tenho falado por aqui como “em casa onde não há pão…” para entender o facto de se irem detectando cada vez mais atitudes xenófobas aqui em Portugal, e a pena que me faz ouvir por aí alguns comentários na boca de pessoas que estão esquecidas que muitas vezes na sua própria família há casos de imigração.
Porque não é apenas em franjas de sectores conservadores e de direita que se ouvem expressões contra esses emigrantes que vêm para cá para “nos roubar o emprego”, agora que se nota que existe desemprego a doer. Eu oiço muitas expressões de grande xenofobia um pouco por todo o lado e fico impressionada. Muitas vezes quando lhes respondo “mas então os seus tios…” ou “mas não é verdade que o seu avô..?” dizem-me secamente que isso é diferente porque esses foram trabalhar para países onde havia falta de mão-de-obra.
Ora bem, cá temos a resposta. O novo governo conservador do Canadá começa a repatriar portugueses. Não lhes interessa que já estejam por lá há quase sete anos, como o “caso modelo” que é relatado. Nem que estejam a trabalhar e sem queixas de ninguém. O que interessa é se estão ilegais e ponto final. E pelos vistos nessas condições no Canadá estão uns 15.000 emigrantes. A trabalhar, ordeiros, integrados, mas… indocumentados. E estão ameaçados com ordem de marcha para voltarem a casa. Como se vê “não é diferente”, não.

Emiéle
Publicado por populo às 06:14 AM | Comentários (5)
março 21, 2006
Cansada
Vim sentar-me aqui para deixar ainda hoje mais um postzito, que ideias para isso ainda tenho várias, mas não tenho é energia para as passar ao teclado. Tive um dia tão comprido e cansativo, que decidi arrumar as botas por hoje.
Cansada? Supercansada ( se isso existe…) e creio que só consigo ver à minha frente uma boa almofada e uma enooorme noite de sono.
Té amanhã!

Emiéle
Publicado por populo às 10:00 PM | Comentários (6)
Lata nunca lhe faltou…

Realmente a senhora concorreu e foi eleita. Tudo legal. Tudo ”nos conformes”. Mesmo que esteja ainda a ser julgada, a verdade é que é Presidente da Câmara, mas…
Faz um nadinha de impressão este à vontade com que ela cumpre “os seus deveres de autarca” a inaugurar a estrada Guimarães-Vizela-Felgueiras Nas noticias que a rádio foi transmitindo dizia-se que o primeiro ministro se mostrou um pouco surpreendido
Não sei porquê. Aquela senhora poderia montar por lá uma fábrica de conservas porque lata é coisa que nunca lhe faltou nem vai faltar.
Emiéle
Publicado por populo às 03:31 PM | Comentários (5)
Só uma imagem
Para me fazer ter vontade de sair lá para fora!
Embora! Que é que estou a fazer em casa?!

Emiéle
Publicado por populo às 08:22 AM | Comentários (10)
Equinócio
Hoje é o dia equilibrado. Nem demais nem de menos…
Se formos por preferências, eu prefiro o solstício – o de Verão bem entendido. Sou sujeita muito diurna e quanto mais luz melhor! Mas um dia como o de hoje também agrada ao meu sentido de arrumação e de equilíbrio. Aqui não há privilegiados: tudo tem o seu quinhão, a noite e o dia estão mesmo certinhos. É justo!
E que bem que tem sabido ver os dias devagarinho a aumentarem… Acordar cada vez com mais luz. Ver que também anoitece mais tarde e podemos gozar o final do dia com alguma luz já.
Mas, pronto, hoje é o dia do equinócio, o equilíbrio é perfeito. Ninguém fica a ganhar, tudo está bem distribuído. A Natureza é muito sábia, assim fosse em tudo o resto…

Emiéle
Publicado por populo às 08:00 AM | Comentários (7)
A tuberculose
As notícias têm vindo a aparecer recentemente na imprensa pouco a pouco – uma aqui, outra ali. Não tem causado muito alarme. E o certo e que o alarme nunca é bom, mas a prevenção e conhecimento é.
E o que é bom conhecer-se é a situação da tuberculose no nosso país.
Doença do século passado, chamada "a Dama Branca", parecia ter sido controlada, e já nem em tal se falava. Lentamente, quase sem se dar por ela, cá está de volta. E agora já está a aumentar entre os profissionais de saúde o que é um dado importante. Até certa altura falava-se do caso mas com um certo distanciamento, com a ideia lá no fundo egoísta, de que essas desgraças aconteciam em grupos de risco, gente muito miserável, que não tinha condições de boa alimentação nem boa higiene. E agora?
Atenção, Portugal «tem uma incidência de 38 casos por cem mil habitantes, contra os sete de Itália ou cinco da Grécia» é um triste record. E sendo uma doença contagiosa, como estão as famílias desses doentes? Penso que vale bem a pena preocuparmo-nos com esta situação e não, como tantas vezes se faz assobiar para o lado.
É um problema, sim.
E é grave.
Emiéle
Publicado por populo às 07:24 AM | Comentários (8)
Um paradoxo lógico
Parece um paradoxo mas faz todo o sentido: no Dia Mundial das Florestas vários jornais abordam o tema dos incêndios.
A verdade é que esse flagelo parece estar a tornar-se crónico e habitual em Portugal no Verão. Cada ano que passa arde mais um grande bocado da nossa floresta. E avisa-se as medidas tomadas nos últimos meses para o ordenamento e a protecção da floresta contra o fogo não terão efeitos já este ano o que não é de molde a animar ninguém. Porque, pelo que se está a prever, então quando as medidas entrarem mesmo em acção não terão a menor utilidade porque deixou de haver material para arder…
Se se previne que o sucesso das medidas só pode ser avaliado dentro de 10 anos, não é preciso bola de cristal para imaginar o futuro.
Quem nos acode?
Emiéle
Publicado por populo às 07:07 AM | Comentários (6)
Dia da Árvore
Esta comemoração de um “Dia de “ é das tais que vem de longe, não é uma arrivista como outras que conhecemos. Dedicar-se um Dia à Arvore é costume antigo e mais recentemente escolheu-se o dia onde se festejava a Primavera porque faz todo o sentido.
Esta é das iniciativas onde as escolas costumam participar o que é muito bom sinal – o entender-se desde pequenino que a vida na sua plenitude está interdependente, que nós dependemos das plantas e elas dependem de nós. Teremos o maior interesse em as tratar bem.

Emiéle
Publicado por populo às 06:39 AM | Comentários (8)
março 20, 2006
De França em directo
No blog “Assedio para tod@s” da Helena Romão, podemos ler uma reportagem emocionada do que foi a gigantesca manifestação em França. O post é muitíssimo interessante pelo que vos convido a irem lá beber na origem e não apenas as transcrições que eu pudesse fazer – apesar de me apetecer transcrever quase tudo!
Duas notas apenas: uma delas o raciocínio tortuoso do sr. Villepin que perante aquela manifestação tem a lata de dizer que « um milhão de pessoas na rua significa que 59 milhões estão em casa». Esta é espantosa!!!! E a outra para uma descrição que ela faz : «Ao longo do percurso adivinhava-se o que se seguiria: nas margens do cortejo, grupos muito "brincalhões" iam "brincado" aos encontrões contra montras. Sempre no meio de risota, para fazer parecer que estavam a brincar. Mas a andar muito rapidamente, iam passando mais rápidos que o cortejo, sempre a atirarem-se uns aos outros contra montras, andaimes, o que houvesse. Mais uma vez, confirmei a ideia de que os distúrbios e a manifestação são duas coisas distintas. Os intervenientes são outros.»
Tal como se adivinhava.
Bate tudo certo!

Emiéle
Publicado por populo às 04:08 PM | Comentários (17)
Educar os pais antes dos filhos
Temos lido e ouvido muita coisa acerca do facto das nossas crianças estarem a tornar-se obesas. Não apenas as portuguesas, esta crise é geral. Temos cada vez mais meninos gordos e o problema não é só de estética, é de saúde. Uma das causas mais óbvias é a alimentação como estamos fartos de saber – muitos doces, muitas gorduras, pouco legumes, poucas fibras… outro factor que “ajuda” é a falta de exercício, os jogos cada vez menos de ar livre, e cada vez mais de computador. Exercita-se o dedo, mas o resto do corpo repousa e engorda.
Para além disto tudo, as crianças também não fazem grandes esforços por “culpa” dos pais. Há uns anos, houve uma campanha justificada, alertando para que as mochilas escolares levavam excesso de peso. Um exagero! Não me recordo dos valores mas o peso do recheio de cada mochila era para aí metade do peso da própria criança. Os
fabricantes viram logo um furo comercial e apareceram umas mochilas com rodas – era só puxar; o problema ficava resolvido, cada menino levava comodamente os seus pertences. Mas não senhor! A criancinha escolhe a seu gosto a mochila mas depois vai pela rua fora de mãos nos bolsos e a mãezinha a arrastá-la em vez dela. O esforço que já é pouco, é feito pelo adulto, um erro duplo – as crianças ficam molengas e... irresponsáveis!
Emiéle
Publicado por populo às 02:59 PM | Comentários (4)
Imagens de Marte

Impressionante!
Mandaram-me o link por email, disponibilizado pelo próprio Google. Se clicarem
Podem ver o planeta Marte numas imagens impressionantes de minúcia. Se seguirem as setas que estão à esquerda vamos seguindo a imagem enorme que não cabe num monitor…
Quem diria - MARTE!!!!!
Emiéle
Publicado por populo às 08:11 AM | Comentários (8)
Preso por ter cão ou preso por o não ter
Vem aí um estudo de dois sociólogos que criticam as empresas que as empresas que despedem trabalhadores mais velhos ou não admitem ninguém com mais de 30 anos analisando os casos e provando que é um erro de avaliação. Também acredito que sim, que os mais velhos terão mais experiência, mais sentido de responsabilidade, essa série de valores de que os investigadores falam.
Mas por outro lado, também muitos dos jovens que concorrem ao trabalho são rejeitados porque não têm experiência, o que é óbvio quando se trata de um primeiro emprego… Ora como se é preso por ter cão e preso por o não ter, penso que o acento tónico não está posto na sílaba certa. O que as empresas pretendem não será melhores trabalhadores ou mais competentes, o que querem é pagar menos. Portanto põem a andar aqueles que estão lá há mais anos e que têm maiores salários para contratarem outros muito mais jovens, entenda-se “mais baratos”. E, se possível, com contracto muito temporário para não criar grandes obrigações às empresas. É aí que está a questão, no seu preço e não na idade dos seus empregados.
Emiéle
Publicado por populo às 07:38 AM | Comentários (8)
A epidemia que já chegou a Portugal – a do medo
Era de prever.
Bastava um pouco de conhecimento das reacções humanas, coisa que não é lá muito difícil. Dado as informações meio explicadas muitas vezes com palavras técnicas que muita gente não entende inteiramente, e o ar misterioso dessa doença de animais voadores que se espalha descontroladamente, era normal que desde que se soube que a doença chegou à União Europeia «os portugueses não possam ver uma ave morta que acreditam de imediato ter nas mãos o primeiro caso de H5N1 no País». E então nós!
Dizem os especialistas que recebem 80 chamadas por dia, que obrigam ao deslocamento ao local de brigadas equipadas com toucas, óculos, fatos, máscaras e luvas, o que deve ser logo motivo de grande interesse para quem passa. Imagino os ajuntamentos e o que cada uma dessas pessoas irá espalhar entre os seus conhecidos… Assim se vai alastrando, qual mancha de óleo, o medo que não existe dentro de nós para tanta coisa bem mais próxima.
Sem ir muito longe, olhem para as mortes (essas bem reais e quotidianas) dos acidentes de viação. Talvez um pouco deste medo fosse útil aí.

Emiéle
Publicado por populo às 06:58 AM | Comentários (4)
Mais uma mulher no topo
Desta vez é na Jamaica.
A 30 de Março uma mulher, Portia Simpson Miller, vai assumir o cargo de primeiro-ministro.
A Jamaica é uma terra muito pobre, mas curiosamente as mulheres ocupam mais de 70 % dos lugares na Universidade e muitas delas tem lugares de quadros médios ou superiores no mundo do trabalho. Diz uma socióloga que a sociedade jamaicana era do tipo matriarca, as mulheres sempre ocuparam cargos de responsabilidade e hoje são engenheiras, informáticas, arquitectas, e como coroa final – Primeiro-ministro!
Aquela região do mundo está mesmo a mexer-se nesse sentido. Parece que no Peru, uma outra mulher, Lourdes Flores também está em boa posição para as eleições do ano que vem.
Alguns homens sentem que este processo é imparável: as mulheres começaram por dominar em casa, depois na escola, por fim na universidade e no trabalho.

Emiéle
Publicado por populo às 06:50 AM | Comentários (4)
março 19, 2006
Diferenças...
A Isabel, diz ali no Troll que queria ser um bocadinho perfeita. Imaginem. E ainda enumera as perfeições todas que queria: como mãe, amiga, filha, namorada, amante, profissional e dona de casa. Não lhe falta pedir mais nada! E só por uma pequena distracção numa questão de um cozinhado.
Eu, então ? Ando aqui há uns dias a admirar em silêncio umas senhoras que, por acaso e azar foram apanhadas pela polícia a conduzir as “suas viaturas”, frescas e bem dispostas, uma delas com 3,59 de álcool e a outra com 4,27. (creio, se não estou em erro que a TAS permitida é de 0,5)
Fico completamente parva de admiração. É que é das coisas que me irrita, a minha fraquíssima capacidade alcoólica. Eu, sou tão desgraçada e imperfeita, que se tomar um gin tónico de aperitivo e acompanhar o jantar com um copo de vinho, já tenho dificuldade em acertar com a chave para abrir a porta do carro… E leio que aquelas senhoras, acertaram com a chave, encontraram as mudanças, seguraram firmemente o volante, carregaram adequadamente nos pedais, enfim… conduziram os seus carros até serem mandadas parar. Qual zero vírgula cinco! Que mariquice, 3 ou 4 de TAS e ainda estavam ali para as curvas. Imperfeita sou eu, que caio a dormir ferrada, com a 10ª parte do que aquelas meninas consumiram.
Ooooooh!
Emiéle
Publicado por populo às 09:31 PM | Comentários (3)
Computador educadinho
Sempre achei graça a isto. Já se sabe que um robot não pode ter emoções e um PC, por maior relação afectiva que a gente tenha com esta máquina, é uma espécie de robot.
Parece que muitas vezes nós os antropomorfizamos e quando nos falham começa a apetece-nos dar-lhe assim uns chapadões, ou uns abanões de raiva. Mas eles nem pestanejam, gentlemen, impassíveis, sempre correctos e bem-educados.
Acontece-me bastantes vezes, cabeça no ar e alvoreada como sou, escrever aqui qualquer coisa e quando a vou publicar reparar que entretanto se passaram muitas horas ou até um dia e portanto vou ‘acertar a data’ antes de carregar no post. Mas - e é aqui que entra a cabeça no ar - escrevo mais um algarismo do que devo ou qualquer disparate desse tipo. Quando clico para publicar aparece uma mensagem muito educada, explicando-me que a data é inválida: não existe a hora 113. O natural seria qualquer coisa como: - Oh sua idiota! Então quantas horas queres pôr num dia?!! Cento e treze?! Tás parva ou fazes-te?
Mas não senhor. Cheio de correcção e delicadeza só me esclarece que a “data é inválida”. Pois é. O senhor desculpe lá, mas isto aqui foi distracção.

Emiéle
Publicado por populo às 03:50 PM | Comentários (2)
Mas que estranho clima!

“A chover e fazer sol estão as bruxas a comer pão mole”, cantarolávamos nós quando eu era pequenita.
E era bonito ver as linhas de chuva direitinhas e os raios de sol a brilhar entre elas.
Mais original é o que senti agora: granizo ( e forte que as pedrinhas de gelo batiam na janela com bastante força!) e o sol logo atrás.
Estamos em Março, é verdade, mas o que se dizia era que eram manhãs de Inverno e tardes de Verão não que vinha assim tudo à molhada…
Modernices!
Emiéle
Publicado por populo às 03:19 PM | Comentários (4)
Ainda os Pais (é o Dia, não é?)
Tipos de pais. Os pais bem arrumadinhos por classes. :) obviamente que a realidade é uma grande misturada disto tudo!
(recebido por email)
Fiscal= Faz cobranças minuciosas de tudo
Xerox = o filho tem que ser sua cópia perfeita
Expositor = exibe o filho como um produto numa feira
Autocrata = em casa, quem decide, sou eu
Frustrador = corta, pela raiz, qualquer iniciativa
Juiz = se a lei existe, é para ser cumprida
Chantagista = se não fizer isto, é porque não me ama
Irresponsável = resolva isto com sua mãe
Comerciante = só te dou isto, em troca daquilo
Desinteressado = ignora tudo o que diz respeito ao filho
Inseguro = quem sabe, pode dar tudo errado
Provedor = tranquiliza-se dando coisas ao filho
Permissivo = o filho pode fazer tudo o que quiser
Proprietário = o filho é meu e faço dele e com ele o que quero.
Promotor = sempre encontra algo para acusar o filho
Outa face:
Educador = ajuda a desabrochar o adulto que está na criança
Formador = leva a sério a formação integral do filho
Democrata = dialoga para chegara um consenso
Disponível =reserva um tempo precioso para o filho
Observador = acompanha atento as etapas do desenvolvimento do filho
Previdente =prepara o filho para aprender com os fracassos porvir
Agradecido =reconhece no filho um presente de Deus, aos seus cuidados
Libertador = alerta que a verdadeira liberdade é um bem que se conquista
Paciente = ensina que a maturidade não acontece sem tropeços
Esperançoso = acena para a luz, que está sempre no fim do túnel
Corajoso = enfrenta os combates pelo sentido da vida
Prudente = orienta afazer os passos, de acordo comas pernas
Realista =prepara o filho para viver muito além dos limites da família
Emiéle
Publicado por populo às 10:59 AM | Comentários (4)
Desaparecem as borboletas…?

Eu não sou grande apreciadora de insectos, são bichitos que não atraem, excepto a pequena maravilha que é uma borboleta. Isso sim, é a beleza feita insecto, é a leveza, a graciosidade, a elegância…
Nem quero acreditar que me digam que pode haver borboletas que estão a desaparecer por causa das mudanças climatéricas e da agricultura intensiva.
Não!
Parece-me um desaparecimento terrivelmente simbólico. Se começam a desaparecer as borboletas desaparece também a beleza da vida. Temos de fazer marcha atrás.

Emiéle
Publicado por populo às 10:50 AM | Comentários (5)
E agora, Villepin?

Os franceses estão zangados. Saíram para as ruas, muitos, muitíssimos, a gritar o seu desagrado.
Falam em greve no início da semana, já se avança até a ideia de greve geral. E não se está a falar num 'grupo de desordeiros', - claro que podem existir desordeiros nestas coisas aparecem sempre, mas um milhão e meio de desordeiros é demasiada desordem! Seria sensato que o governo francês ouvisse o que eles dizem e pensasse um pouco. Villepin que repare que caiu 10 pontos nas sondagens, se mais não fosse isso seria motivo de reflexão.
Pare, escute e olhe, que está perto de uma passagem de nível.
Emiéle
Publicado por populo às 10:21 AM | Comentários (4)
Os chineses não brincam em serviço

Já tinha visto a notícia há uns dias - creio que até veio referida no jornal 'O Metro' - e não tinha dito ainda nada. Mas fiquei a pensar…
Imaginam o que é um ‘portátil’ do tamanho de um livro, que pesa pouco mais de meio quilo e custa 100 euros?
É o que existe de mais parecido com um conto de fadas.
Não se cuidem, não, que já faltou muito mais para os chineses dominarem o mundo!
Emiéle
Publicado por populo às 09:55 AM | Comentários (3)
Aos olhos dos filhos
«O pai quando se tem...
4 anos: Meu pai pode fazer tudo.
5 anos: Meu pai sabe muitas coisas.
6 anos: Meu pai é mais esperto do que o seu pai.
8 anos: Meu pai não sabe exactamente tudo.
10 anos: No tempo antigo, quando o meu pai foi criado, as coisas eram muito diferentes.
12 anos: Ah, o pai não sabe nada sobre isso. É muito velho para se lembrar da sua infância.
14 anos: Não ligue para o que meu pai diz. Ele é tão antiquado!
21 anos: Ele? Meu Deus, ele está totalmente desactualizado!
25 anos: Meu pai entende um pouco disso, mas pudera! É tão velho!
30 anos: Talvez devêssemos pedir a opinião do pai. Afinal de contas, ele tem muita experiência.
35 anos: Não, não vou fazer coisa alguma antes de falar com o pai.
40 anos: Como teria o pai lidado com isso? Tem tanto bom senso, e tanta experiência!
50 anos: Eu daria tudo para que o meu pai estivesse aqui agora e eu pudesse falar com ele sobre isso. É uma pena que eu não tivesse percebido o quanto era inteligente. Teria aprendido muito com ele.»
Emiéle
Publicado por populo às 09:50 AM | Comentários (5)
Dia do Pai / Dia da Mãe
É curioso que a celebração do Dia do Pai não só é mais recente, como não se faz em tantos países como o Dia da Mãe, e nem sequer é no mesmo dia em todo o lado – em Portugal é dia de S. José, mas em muitos sítios é 16 de Agosto, dia de S. Joaquim, ou no Domingo mais próximo – para além de ser um pouco polémico.
É evidente que um ser humano precisa de um pai e uma mãe, os dois foram necessários e há uma certa simetria dentro da família. Mas também é certo que os papeis eram diferentes e, se actualmente se estão a assemelhar mais, os costumes levam tempo a mudar. E com o aumento de separações e de novas famílias reconstruídas, o pai muitas vezes está ausente com o que isso pode representar de bom ou de mau.
De bom, porque na ausência pode ser idealizado e mais amado ainda. De mau, porque não estando presente não conhece bem o filho, e a idealização pode ter más consequências. No caso de casais separados, na enorme maioria dos casos os filhos ficam a cargo da mãe. Seria uma decisão pacífica, se a separação também o fosse, ou pelo menos se os adultos não usassem as crianças como “armas” na sua guerra. Infelizmente isso nem sempre acontece. Os tribunais decretam que a criança esteja com o pai um fim-de-semana de 15 em 15 dias e parte das férias. É uma discrepância grande, como o faz notar a Associação 26 - 4 que se chama exactamente assim para mostrar que os seus filhos estão, num mês, 26 dias com as mães e 4 dias com os pais!
As queixas destes pais são importantes. É certo que as mães, por seu lado, argumentam que também só gozam os seus filhos ao fim-de-semana, porque durante a semana é escola, jantar, cama. Enfim, questões de adultos onde as crianças não são ouvidas como devem ser.
Porque afinal, não seria difícil que um filho e o seu pai se encontrassem sempre que o tempo de ambos o permitisse, sem alterar as regras e disciplina escolar. Eu conheço muitos e muitos casos onde isso funciona com naturalidade independentemente das feridas que existem entre um casal desavindo. São casos onde os filhos foram mais respeitados. Esses foram os Bons Pais e Boas Mães, diria o Salomão.
Emiéle
Publicado por populo às 09:45 AM | Comentários (6)
março 18, 2006
Secção de Perdidos e Achados - I
Vou inaugurar uma secção nova ( ? ) aqui no Pópulo. Chamar-lhe “Perdidos e Achados” porque tem origem naquelas coisas que encontramos no fundo de gavetas, daquelas que estão um tempão sem lá mexermos, mas quando as abrimos trazem atrás de si um mundo de recordações e de saudades. Muitas vezes pedimos ajuda aos outros para localizarmos bem, quando é que a foto foi tirada, ou o objecto utilizado.
Hoje vou deixar aqui o JOGO DE ESPELHOS
Esta foto foi tirada numa casa que havia na Feira Popular e onde se tiravam estas fotos especiais. A pessoa sentava-se a uma mesa que tinha sobre ela dois espelhos a fazerem um ângulo. O resultado é o que está aqui à vista, o fotografado parece “clonado” cinco vezes…
Pelas contas que estive a fazer, esta fotozinha deverá ter aí uns sessenta e poucos anos. Também segundo a mesma fonte, este vestido era de organdi às florinhas, ( a menina não se chamava Lili) e a dona tinha-lhe uma estima particular. Este esquema dos reflexos nos espelhos parecia completamente magia, pela primeira vez muitas pessoas conseguiam ver-se sob ângulos que, até ao momento, só os outros tinham hipótese de ver. As crianças então, adoravam ir tirar estas fotos nessa casinha da Feira Popular.
Esta não estava colada em nenhum álbum, estava mesmo à solta num velho envelope e agora fica aqui …‘eternizada’ na net !

Emiéle
Publicado por populo às 07:20 PM | Comentários (8)
Puericultura
Ontem comprei um livro.
Fui ao Mercado da Ribeira e por acaso até comprei vários (depois queixo-me de que o mês acaba cedo…) mas quero é falar deste.
É um daqueles livros que ainda se tem de abrir as folhas com uma faca. Que ainda são cosidos com uma linha forte na lombada. E que custavam 6$00, ou seja 50 vezes menos daquilo que me custou e que foi baratíssimo!
Já sabia que não ia aprender nada com ele. Minto. Quero dizer, não ia aprender com ele aquilo que o título dizia ” Como devo cuidar do meu filho” mas é claro que o comprei porque pensei, e bem, que ia aprender muito com ele. Este manualzinho tem a data de 1947 e o que em cerca de 60 anos se mudou em costumes, é uma maravilha. Não é grande, cerca de 150 páginas, mas vem lá tudo! Uma primeira parte com 8 capítulos “Cuidados pré-natais – higiene e alimentação na primeira infância” e uma segunda com 6 capítulos “Mortalidade Infantil, cuidados gerais em caso de doença”. Na primeira até traz desenhos a ensinar como se põe uma fralda e um cueiro. E explica como deve ser arejado o quarto, como deve ser o berço, e qual o enxoval necessário, o que deve comer. Ficamos a saber que a partir do ano se pode dar ovo, mas não deve ter sido posto há mais de 5 dias, pelo que aconselham a ter-se umas galinhas. A não ser isso, “comprar às vendedeiras de galinhas os ovos que encontram dentro das que matam”.
É claro que os termos que se usam, não bem rigorosos mas quem se importa com isso? Fala do sarampo e explica que o micróbio do sarampo é ainda desconhecido, mas depois os conselhos que dá são sensatos. E aconselha também a vigiar cuidadosamente as fezes da criança o barómetro que as mães devem consultar todos os dias”. (lol)
Mas um dos capítulos que mais admirei foi o dos banhos. Temos banho quente, banho frio, banho quente com mostarda, banho salgado, banho de tília, banho de malvas, sêmeas ou amido. E também banho de ar e de sol. Não deve ser preciso explicar porque no título vem tudo dito. No “salgado” deita-se mesmo sal na água do banho, bastante sal. No de tília devia ser assim a modos que tomar banho no chá, e no de mostarda devia-se dissolvê-la na água mas era muito bom para bronquites…
Passaram-se só 60 anos, já pensaram?...
( É este o livro, para se ver melhor podem ir clicando em cima)
Emiéle
Publicado por populo às 12:35 PM | Comentários (10)
Um deles não dorme
(este era um post para ter sido escrito à moda da Catarina, se eu fosse capaz!)
Não sei se é Deus se o Diabo que não dormem, mas um deles é. Ai, ai...
Reparem bem na ordem dos factores, [que não é arbitrária ] para saber qual dos dois não dorme:
Ontem, pagaram-me um dinheiro que me estavam a dever. Boooa! Alegria! Planos! Olhei para os dias que faltam até ao fim do mês com outra cara e alguma superioridade. Ainda eram umas centenas de euros que dariam para alguma coisa.
Meto-me no carro e aquilo não pega à primeira, nem à segunda. Lá pega à terceira… Depois num cruzamento foi-se abaixo. Não gostei. E durante a manhã, ou andava muito bem ou tinha aqueles “engasganços” estúpidos. Claro
que o levei à garagem para um diagnóstico: - Oh, sr. Zé, não deve ser bateria que esta não é assim lá muito antiga… Serão as velas? ( isto, eu a dar-me ares de que entendia daquilo). E o bicho ficou a ser examinado.
Dali a pouco telefonou-me: - Olhe que é coisa séria. É o distribuidor. Tem que vir a peça do representante, vamos ver se lha conseguimos hoje!
Conseguiram. Deram-me o carro arranjado.
E eu dei-lhe um cheque da quantia exacta do famoso dinheiro que tinha recebido de manhãzinha…
Emiéle
Publicado por populo às 10:20 AM | Comentários (12)
A “Gripe das Aves”, medicamentos e negócios
Há assuntos, muitos, imensos, em que sou completamente ignorante. Pela Ciência com maiúscula, para além de um grande respeito