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março 31, 2006
Véspera de fim-de-semana
Meus amigos, hoje estou na disposição rigorosamente oposta à que tinha faz agora 8 dias. De modo que me sinto cheia de energia para o fim-de-semana que acabou de começar…( como é? “acabou de começar”??? não soa nada bem). E não estou nada com aquela moleza que me costuma empurrar para o repouso e se possível no campo. Desta vez tenho planos para visitas a amigos, cinemas, arranjos domésticos, escritas em dias, compras, leituras, cozinhados novos (ofereceram-me um livro!) passear com amigos, e cuidar aqui do blogzinho.
Bóra aí, que tenho muito que fazer!!!!

Emiéle
Publicado por populo às 09:45 PM | Comentários (6)
Vocação precoce
Hoje que estou bem disposta, queria partilhar a minha boa disposição. Ora cá vai:
Há para aí cantoras que estão vocacionadas desde cedo, não é?
Esta menina quanto mais não fosse pela sua mímica merecia um bom prémio. Aí uma tablete de chocolate, não?
( e deixo um agradecimento ao meu anjo da guarda ) :)
Emiéle
Publicado por populo às 08:10 PM | Comentários (4)
Quando o Diabo sai detrás da porta
…é cá um alívio!
Faz hoje exactamente uma semana, que passei um dos dias mais complicados dos últimos meses. Tudo corria mal, de uma ponta à outra da minha vida. Parecia assim coisa de ‘mau olhado’, ou uma história inconcebível de telenovela mexicana, porque tanto azar não era normal! Deixei para aqui no blog uma lamúria, mas quase que tinha medo de dizer fosse o que fosse não viesse ainda a cair a última pedrinha da derrocada. Foi a minha famosa 6ª feira negra!!!
Ora bem, o Diabo chateou-se. Comunico que se foi embora. Hoje sinto-me leve como há muito tempo não me sentia…
Também é da sabedoria comum que quando a roda começa a deslizar no sentido certo, parece que retoma a inércia do movimento e dá-nos a ideia de que vai rodar sempre. Coisas insignificantes parecem-nos logo maravilhosas porque a luz com que as olhamos é outra.
Eu sei que não é assim. Isto só roda no bom sentido durante uns tempinhos, mas sentir que mudou de sentido é um alívio formidável! Um acontecimento que esperava há uns 8 meses, quando já desesperava, finalmente concretizou-se. Não será o óptimo, mas é o bom, e dá-nos folga para tomar balanço para continuar a luta.
Hoje é um dia feliz!

Emiéle
Publicado por populo às 07:18 AM | Comentários (8)
Via Verde para doentes de AVC
Já está em fase experimental no Porto uma excelente ideia encaminhar directamente para hospitais com tratamento específico destes casos os doentes que sofram de um AVC.
É do conhecimento geral que nestes casos quanto mais tempo se levar a socorrer mais se podem agravar as consequências. Assim sendo se realmente de abrir essa “Via Verde” orientando de imediato os doentes para onde podem sem demora receber o socorro adequado, é um bom passo em frente.
Oxalá seja espalhado a outros locais do país.

Emiéle
Publicado por populo às 07:06 AM | Comentários (5)
E entretanto na Gália…
Tudo continua em aberto.
Existe agora um parecer de um Conselho Constitucional que entendeu que a lei está acordo com a Constituição Francesa. Parece, à primeira vista, uma vitória para o governo. Contudo, o nome pode induzir em erro, aquilo não é o Tribunal Constitucional, é mais parecido com o nosso Conselho de Estado, é um organismo onde participam pessoas nomeadas pelos vários órgãos de poder. Não me parece que a sua opinião vá alterar alguma coisa…
Está convocada mais uma manifestação e greve para 4 de Abril, terça-feira.

Emiéle
Publicado por populo às 06:39 AM | Comentários (6)
A Judiciária e os Ministros Costas
A guerra parece ter sido curta. Ganhou a PJ num round curta pela que nos parece.
Havia a ideia de retirar e esta polícias as suas competências nas ligações internacionais - Interpol e Europol. Ela não gostou e fê-lo saber, acrescentado outras reclamações que andava a acumular.
Resultou.
Pelos vistos, bem pesado, as coisas ficam como estavam.
Ganhou o ministro A. Costa (Alberto) contra o Ministro A. Costa (António).

Emiéle
Publicado por populo às 06:19 AM | Comentários (5)
Reestruturação
Que a Administração Pública tem de ser melhor gerida e adaptada é uma das verdades que creio indiscutível. Há anos que toda a gente o diz, começando pelos próprios funcionários públicos bem críticos quanto ao modo como as coisas andam organizadas.
O Governo propõe-se proceder a uma arrumação da casa, extinguindo vários organismos e agrupando outros. O programa vem aqui . Leva algum tempo a ler, de modo que não vou dizer absolutamente nada mesmo que depois de lido eu entendesse tudo o que lá vem, o que decerto não sucede. Perceberei um pouquinho da minha área e já não é mau...
Ouvimos que este programa não implica despedimentos o que será bom uma vez que vir a engrossar o número já elevado do desemprego não seria uma medida inteligente. Esperamos contudo que nos digam para onde irão as pessoas que trabalhavam nesses organismos extintos.
Emiéle
Publicado por populo às 06:15 AM | Comentários (7)
março 30, 2006
"Pela memória"
Em Outubro do ano passado deixei escritos no Pópulo dois posts. O primeiro chamava-se Memória apagada e o segundo pouco tempo depois Impotência e raiva . Ali dizia do meu desgosto e inicial incredulidade de pensar que se ia destruir o edifício onde funcionaram os serviços da sinistra PIDE. E supremo descaramento, para se fazer um condomínio de luxo.
O tempo passou, o projecto foi avante, a agora a empresa tem o desplante de ter um site onde se resume a História do edifício às festas dos séculos XV, XVI, XVII . Festas!
A Isabel escreveu este post no Troll e lançou o desafio: criar a corrente “Pela Memória” e enviarmos e.mails para pacododuque@temple.pt , o endereço da firma com o nosso protesto.
O texto proposto por ela é este:
Ao consultar a página na Internet deparei-me com algumas incorrecções que urge corrigir.
Na página dedicada à história do edifício, os senhores mencionam apenas os acontecimentos até 1640. Como sabem, estamos em 2006 e, entretanto, houve História naquele edifício. Como também sabem, o edifício foi sede da PIDE-DGS, polícia política do regime fascista. Até 1974 era para aquele edifício que eram levados os presos, para serem interrogados sob tortura. Como é público, os maus-tratos levavam, não raramente, à morte.
Omitir as mortes e as torturas é publicidade enganosa. Naquele lugar não houve apenas banquetes e festas de casamento. O fascismo existiu. A PIDE-DGS torturou e matou.
Não creio ser preciso dizer mais nada.
Emiéle
Publicado por populo às 08:31 PM | Comentários (11)
Era uma casa…
…muito engraçada
não tinha tecto,
não tinha nada...
Desde ontem que ando com esta cantilena no ouvido. E com vontade de rir. Tudo isto por causa de uma conversa que tive com o Pedro, um adolescente crescido que me contou como era a vida na sua casa. Há a ideia-feita de que as famílias destruturadas ou desorganizadas se ligam a meios sócio-culturais baixos e a conflitos familiares (pais que se dão mal, discutem, não estão em casa…) Pois bem, a família do Pedro é uma família feliz! Os pais, pessoas bem dispostas, licenciados e com emprego estável, dois filhos – ele e o irmão mais novo – e sem conflitos nem entre os pais nem com os filhos.
Mas esta é uma casa onde existe a mais completa ausência de regras, onde reina o que parece um desmazelo completo, sem ninguém se ralar nada. Se uma coisa se avariava, assim ficava. Ele deu-me como exemplo o esquentador: não funciona há mais de 15 dias. O pai e a mãe tomavam duche no local de trabalho ele e o irmão têm tomado com água fria, mas já anda chateado! As portadas das janelas estão partidas há anos. Ele começou a pintar o quarto mas acabou a tinta e ficou em meio. Não há candeeiros, só um fio pendurado com a lâmpada. Quando se fala nestas coisas os pais riem-se e prometem que vão pensar… Claro que o Pedro “encravou” o 12º porque mudou 3 vezes de área, mas ninguém lhe pediu contas, contudo lá me confessou que se acabasse de arranjar o quarto talvez se sentisse mais motivado para estudar como deve ser.
Dei-lhe alguns conselhos, mas duvido do resultado – este modelo onde sempre viveu é muito forte e ele aprendeu a organizar-se dentro da desorganização, se calhar se mexer, estrago o equilíbrio. E se são felizes assim…
Emiéle
Publicado por populo às 02:13 PM | Comentários (9)
Olá, Bom Dia!
Valentia ou inocência?

Emiéle
Publicado por populo às 07:58 AM | Comentários (5)
Parabéns Évora!
Ora então! Uma Smart-City no nosso Alentejo.
Évora cresceu "de uma forma consistente" e aproveitou "todo e qualquer fundo para comprar algumas coisas" foi o que disseram na I Conferência Ibérica sobre Marketing das Cidades.
E assim, tátátátá !!!!!, foi uma das 21 cidades finalistas seleccionadas para as sete mais inteligentes do mundo em 2006
Atenção, viram bem: uma das 21 mais inteligentes do Mundo!
P A R A B É N S !

Emiéle
Publicado por populo às 07:20 AM | Comentários (8)
Os malefícios da solidão
Afinal não são os poetas a dizê-lo. Quem fala agora de solidão são cientistas, imagine-se! E de um modo pouco poético, até. Dizem-nos que a solidão pode aumentar a tensão arterial mais ainda que o peso ou a falta de exercício.
Tá bem, mas é só depois dos 50!
Portanto até aí, podemos ser uns bichos-do-mato á vontade, mas depois dos 50 viva a paródia, viva o convívio.
Só bons conselhos.

Emiéle
Publicado por populo às 06:49 AM | Comentários (5)
Escolas ou ringues de luta?
Vai-se falando cada vez mais…
Aqui, tenho referido frequentemente a questão do 'bullying' que é assustador e preocupante. Mas a violência nas escolas vai para além desse fenómeno. Os jornais falam hoje de mais um caso de uma professora que foi agredida a soco por um aluno, dentro da sala de aula.
E segundo se lê, o ano passado foram anotadas mais de 1.200 agressões dentro das escolas, pelo Departamento de Segurança do Ministério da Educação.
É grave. Se a violência é tal que quase 200 pessoas tiveram de recorrer ao hospital isto entre alunos, professores e funcionários, é porque o clima anda um pouco descontrolado. Claro que se imagina que serão jovens já marginalizados, que não estão bem integrados na escola, criados ao Deus dará, revoltados contra tudo e todos. Mas que as escolas que deviam ser uns locais de segurança se tornem em focos de violência é algo que deve ser encarado a sério por toda a comunidade educativa.
É muito preocupante porque o modelo alastra e vê-se até já em jardins-de-infância que muitos meninos já só sabem ‘brincar’ à luta ou andando á pancada. Não se pode fechar os olhos e pensar que “isso vai passar por si”. Não só não passa como se agrava se não houver uma acção preventiva.
Emiéle
Publicado por populo às 06:42 AM | Comentários (10)
março 29, 2006
Divórcio contra vontade dos dois
Todos sabemos isso: Segundo as leis do Islão, uma mulher pode ser repudiada bastando apenas que o marido lhe diga 3 vezes “Divorcio-me de ti!”
Prático para o marido. Fácil, rápido, e sem consequências.
Mas o que é inaudito é que isso possa acontecer por engano. Mas então se nenhum deles, nem marido nem mulher se quiser separar, as leis podem forçá-los?!! Pelos vistos existiu um caso:
Um marido enquanto dormia, sonhou em voz alta e pronunciou a fórmula fatal. E mais nada! Queiram ou não, estão divorciados. E mais do que isso, a complicação é enorme – para se voltarem a juntar terão de se separar durante 100 dias, a mulher passar uma noite com outro homem com quem se casará, depois pode divorciar-se desse segundo marido e voltar a casar com o primeiro.
Isto será mesmo assim???
Pelo menos é o que diz a notícia, eu não confirmo nem desminto.
(mas continuo com uma dúvida - como é que se soube? ele estava a dormir em público? e não estaria a sonhar com outra?)



Emiéle
Publicado por populo às 07:34 PM | Comentários (6)
A Natureza e a Arte
É interessante como nós jogamos com conceitos contrários para dizer o mesmo. Ainda hoje reparei - estávamos a apreciar uma planta lindíssima, perfeita, e houve quem exclamasse: “Eh! Mas que linda! Até parece artificial “num tom que era um elogio em relação à beleza da planta, mostrando dúvida de que fosse uma planta natural.
Mas todos conhecemos e até usamos o rigoroso inverso. Perante uma flor linda, impecável, mas artificial diz-se: “Ah! Que maravilha… Parece natural!”
Não deixa de ter graça este jogo de conceitos. No fundo o que procuramos é o que é diferente da realidade, seja a realidade a arte, seja a realidade a natureza.
Assim é a natureza humana. Complicada, heim?

Emiéle
Publicado por populo às 07:01 PM | Comentários (3)
Privacidade e “distância justa”
Há um ditado que diz “As boas cercas fazem os bons vizinhos”.
Os ditados são por excelência um concentrado de 'factos indiscutíveis', muitas vezes quase lugares comuns, e este aqui não foge à regra. Mas este não é muito conhecido e o conceito que defende também não é dos mais consensuais apesar de, na minha perspectiva, ser importantíssimo. Foca-se aqui a questão da proximidade e da privacidade.
A “vizinhança” é bom. Uma pessoa ter vizinhos, viver em grupo, fazer parte de uma comunidade, é um valor apreciado. Claro que há os eremitas, as pessoas que preferem o isolamento, mas são excepções. Em maior ou menos grau, é normal apreciar-se a vida em comunidade, ter-se amigos, parceiros, gente que partilha interesses connosco – vizinhos em suma. Mas…
Se é bom ter vizinhos, também é importante ter uma “boa cerca”. Esse é um dos segredos de uma vida social equilibrada. Se a “casa não tem cerca”, se nos amalgamamos com os problemas dos outros, com as suas emoções, as suas vivências, o resultado pode não ser famoso. Conheço algumas pessoas assim. Boas almas, generosas, caritativas, prestáveis. Mas não sabem salvaguardar as distâncias. Acaba por ser mau, não apenas para elas próprias, como afinal até para “os vizinhos”. Acabam por ficar na posse de segredos comprometedores e de contarem coisas que num futuro se podem voltar contra si.
Não. Cada um deve ter o seu ‘jardim secreto’ e permanecer secreto. Para a boa saúde mental de todos.

Emiéle
Publicado por populo às 08:09 AM | Comentários (9)
Crítica literária
Isto não é uma notícia, é um fair-divers, mas não deixa de ter a sua graça.
Temos uma senhora que escreve livros. São públicos e portanto criticáveis, creio eu. Temos um outro senhor que escreve um livro onde «analisa criticamente a obra da escritora» . Tudo isto parece normal. Ainda não estamos no domínio das caricaturas de Mahomé…
Pelo bom senso, eu julgaria que, se nesse livro crítico surgir alguma coisa ofensiva, se pode recorrer aos tribunais e fazer uma queixa por difamação ou qualquer coisa desse tipo. Mas não. Fizeram uma providência cautelar para impedir a venda do livro em questão, e um dos argumentos deixou-me de boca aberta. Parece que no título do livro não pode aparecer “Margarida Rebelo Pinto”, porque isso trata-se de uma marca registada!!!
O que a gente aprende. A sorte que tivemos que Fernando Pessoa nunca tivesse registado o seu nome, ou a enormíssima cópia de ensaios que para aí proliferam nunca teriam visto a luz do dia!
Ele há cada uma que não lembra a ninguém! Quero dizer, lembrou-lhe a ela, que assim sempre faz a sua propaganda e de graça.

Emiéle
Publicado por populo às 07:43 AM | Comentários (11)
Eleições em Israel
O xadrez político israelita não é dos mais fáceis de seguir. Formam-se e desmancham-se partidos com rapidez e por outro lado, ( isso acontece em muitos países) há partidos com nomes enganadores.
Porém estas eleições confirmaram as sondagens que previam que iriam vencer um novo partido, o Kadima, que tinha sido formado por Shimon Peres e Sharon antes do seu acidente. Este partido está a ser liderado pela pessoa que ficou a substituir Sharon o que dá ideia de que os israelitas não querem mudanças no que está actualmente.
O interessante é que o Likut, o partido de direita, caiu para o 5º lugar e o Partido Trabalhista passa para segundo lugar.
É mesmo uma dança de cadeiras, se repararmos que um, ultra-ortodoxo, ficou em 3º…
Vamos ver a continuação, porque do que se passar naquela zona depende muito o resto do mundo.
Emiéle
Publicado por populo às 07:38 AM | Comentários (4)
março 28, 2006
E Vellepin ainda se vai manter?
Pelo que dizem as notícias, a mobilização em França atingiu uma amplidão não vista há muito tempo.
Os sindicatos falam em 3 milhões de pessoas a desfilar, o governo diminui para menos de metade, mas de qualquer das formas estes desfiles têm vindo a engrossar de manifestação em manifestação, pelo que se está a ver. Há uma rejeição da política seguida pelo governo, parece ser claro. Assim como também o é as diferenças de opinião dentro do próprio governo.
Vamos seguir com a maior atenção os próximos passos.
Sondagem:
(clique para conseguir ler bem)
Emiéle
Publicado por populo às 09:30 PM | Comentários (5)
On line
Dantes ( muito “antes”) quando havia um casamento, os convidados ofereciam uma prenda ao seu próprio gosto. Era simpático porque mostravam o seu interesse sobre o que os noivos podiam apreciar ou necessitar, mas tinha o inconveniente de os gostos nem sempre coincidirem… Lá na “corbeille” podiam aparecer objectos estranhíssimos que o jovem casal só desejava que se partissem depressa. A seguir, e já há muitos anos também, veio o costume de os noivos fazerem uma ‘lista de prendas’ que gostariam de receber. Deixavam essa lista numa ou mais lojas e os convidados escolhiam o que estaria mais de acordo com o seu gosto e posses.
Mas o progresso nunca pára. E ontem, era meia-noite, estava eu sentada comodamente na minha sala a tratar de oferecer uma prenda a uma noiva. O casamento está já à vista e tinha-me passado essa coisa da prenda! Mas não há crise. Vamos ao site da loja, clica-se em casamentos, depois na secção convidados, insere-se o código que os noivos forneceram e entramos nas prendas disponíveis e respectivo preço. É só escolher, pagar com cartão, escrever a frase que acompanha e já está!
Ainda nunca tinha feito esta operação tão informatizada, mas devo reconhecer que é um sossego!

Emiéle
Publicado por populo às 05:40 PM | Comentários (5)
Há gostos para tudo
É só o que ocorre dizer.
Imaginar que um cidadão recolhe carinhosamente em sua casa, cobras, caracóis gigantes, tarântulas e escorpiões, exige-nos um esforço de compreensão.
O senhor tinha acertado em cheio na escolha do seu emprego: era tratador no Jardim Zoológico . Mas, o passar o dia com os animais ainda devia ser pouco, e portanto começou a construir o seu Zoo particular. Quando a polícia lá foi, alertada pelos vizinhos que se queixavam do barulho encontrou mais de 30 animais, dos mais mansinhos como «duas cobras pitões, sete cobras de outras espécies, cinco escorpiões dourados, uma centopeia, uma iguana verde, 10 caracóis gigantes de S. Tomé, uma tarântula mexicana». E depois havia os pássaros: uma coruja-das-torres, uma gralha preta, duas gaivotas argentinas, um pombo Nicobar e outro Cambalhota, três toracos, um flamingo, uma garça, um galeirão, dois gansos-da-guiné, seis codornizes, duas emas e um Roseicoili. Eu não faço a menor ideia do que são alguns destes bichos, mas que não são animais “de estimação” não deve haver a menor dúvida.
Mas porque não oferecer residência a este S. Francisco mesmo dentro do Jardim Zoológico?

Emiéle
Publicado por populo às 07:18 AM | Comentários (7)
A Desburocratização
O que tenho lido e ouvido parece muito positivo.
É evidente que não será a solução de todos os males, nem é receita milagrosa para resolver muitas das queixas que nos afligem, mas este “combate ao papel” tem aspectos muito positivos. Se há havia ponto fraco na nossa administração era o excesso de papelada que era necessária para tudo. E depois, também, a forte cadeia hierárquica que domina de um modo inacreditável o regímen público. Para se tomar uma decisão, muitas vezes sem a menor importância, tinha de se “dar conhecimento” a cinco ou seis sucessivos ‘superiores’, esperando o seu despacho e parecer, que demorava um tempo inacreditável – exactamente por serem coisas sem a menor importância e as outras, as importantes, passavam à frente.
Pelo menos o facto de o suporte papel ir diminuir, é já uma boa notícia É claro que isso exige que se domine melhor as técnicas de informática, mas será uma questão de tempo e tem de se começar por algum lado. E também a melhor relação utente / estado pode ser um bom passo. Se possível terminarem aquelas lamentáveis filas que se viam constantemente nos guichets do atendimento ao público.
Oxalá!
Emiéle
Publicado por populo às 06:32 AM | Comentários (8)
Esta terça-feira em França
Hoje os olhos de muita gente estarão virados para França.
Há pré-avisos de greves por todo o país, 135 greves das quais 76 em transportes. Calcula-se que o sector público esteja mobilizado mas também se espera adesões do sector privado.
Até ao momento parece estar-se num beco sem saída porque o governo não cede quanto ao CPE e os estudantes e trabalhadores não cedem na exigência da sua revogação.
Como irá terminar este braço-de-ferro?
Emiéle
Publicado por populo às 06:26 AM | Comentários (8)
março 27, 2006
Pouco esforço, muito esforço...?
É curioso que quem vive hoje numa grande cidade, queixa-se de que anda sempre cansado, e até não deixa de ser verdade, mas também é um facto que os queixosos se mexem muito pouco!
Ainda no outro dia estive a reparar num casal meu amigo, que para se deslocar a uma distância ridiculamente perto, se meteu no carro “para ir mais depressa”. Metem-se no elevador até para um primeiro andar. Depois em casa, o telefone era sem fios para não terem de se levantar quando havia uma chamada, televisão e aparelhagem tinham comando, para a poderem controlar do sofá. O ar condicionado também tinha comando e as persianas das janelas eram eléctricas, fechavam sem qualquer esforço. Muitas refeições vêm pré-cozinhadas, o único “esforço” é abrir e fechar a porta do micro-ondas. As camas têm edredões com capa, que é só sacudir e puxar para cima.
Bem, vou parar por aqui a enumeração, mas todos entendem que isto apesar de parecer caricatura, reflecte a verdade. Andamos cansados mas porque se espera muito pelo transporte, ou porque há muitos engarrafamentos quando se anda de carro próprio, ou porque se espera na bicha do supermercado, ou que nos atendam uma chamada… É sobretudo um cansaço psicológico, não físico apesar de ser sentido como tal.
Porque afinal ‘mexemo-nos’ pouco. Quando há campanhas de prevenção que apelam para o exercício, o que nos ocorre... é um ginásio! E depois, vamos de carro para o ginásio onde gastamos uma hora na passadeira, sem sair do mesmo lugar..!
Oh, civilização!!!
Emiéle
Publicado por populo às 01:00 PM | Comentários (8)
Anacronismos
Recebi há uns tempos umas fotos cómicas daqueles “deslizes” que na filmagem de um filme de época podem acontecer. Poder, podem, mas nem por isso deixam de ser menos cómicos! É que tiram todo o drama à situação! Vejam bem:


Descuidos. Mas que abandalham a cena...! Quem é que os pode levar a sério, agora?!
Emiéle
Publicado por populo às 07:38 AM | Comentários (3)
As armas

É claro que o problema é anterior à arma de fogo. Quando existe violência e agressividade quase tudo pode servir para agredir, e quem não tem uma pistola pode ter uma “simples” faca, ou até um pau ou uma pedra que podem ser completamente mortíferos. Mas…
A verdade é que as armas de fogo podem matar à distância, são menos ‘leais’ se assim se pode dizer, porque a vítima ainda se pode defender menos. Nos casos das armas mais ‘artesanais’ a vítima pode ainda fugir e escapar à fúria do agressor, mas quando se dispara um tiro a defesa que se tem é muito pequena.
Isto vem a propósito de se saber que 10% dos portugueses tem uma arma . E legal!
Bom, não serão 10%, esta é uma das habilidades das estatísticas, o que existe é um milhão de armas mas é natural que haja mais do que uma por pessoa… Contudo é de sublinhar que ainda o ano passado foram rejeitados quase 90 % dos pedidos de licença de porte de arma, o que dá uma ideia do que seja esse comércio – o legal. Porque o assustador é que se este comércio é controlável, o outro o do contrabando escapa ao controlo possível. E para que é necessário que um milhão de pessoas tenham uma arma? Para se defenderem de quê? É que tudo isto nos faz entrar numa espiral de violência que não augura nada de bom.
Emiéle
Publicado por populo às 07:21 AM | Comentários (5)
«Falta de provas»…?!
Isto é mesmo o que se pode dizer uma saída airosa. Falta de provas? Que «provas» é que queriam?!
Mas ainda bem, é claro.
O tribunal que julgava o afegão que se converteu ao cristianismo desistiu «por falta de provas» o que é o modo de ‘salvar a face’ sem concordar mas sem ir por diante com um processo que indignava todo o mundo.
Esta espécie de Estados Teocráticos, em pleno século XXI, custa muito a entender. Julgar uma pessoa num tribunal do Estado pela sua convicção religiosa, se custa a entender, custa ainda mais a aceitar.
Este caso parece ter acabado bem, mas que tenha podido suceder não nos tranquiliza sobre a hipótese de voltar a acontecer e de um modo que ‘o mundo’ não saiba. A separação da Igreja do Estado é uma garantia de que se respeita os Direitos Humanos .
Emiéle
Publicado por populo às 06:50 AM | Comentários (6)
A caça às focas
Há coisas que me custam a entender. E reconheço que a barbaridade do modo como se pratica a caça às focas é ainda mais impressionante e chocante por ser praticada por um país evoluído e do primeiro mundo como é o Canadá.
Eu não sou vegetariana, ou seja aceito que para a minha alimentação haja animais que desaparecem. Mas a verdade é que existe uma 'cadeia alimentar', e na natureza há animais carnívoros que se alimentam de outros. Porque a alimentação é uma necessidade vital, mas mesmo assim espero/desejo que esses animais criados já para esse fim o sejam em boas condições e abatidos sem dor.
Mas a questão das focas é outra. O que está em jogo é sobretudo a pele dos animais para fins “ornamentais” e, pelo que se diz, elas são mortas com a maior brutalidade. Não havia a menor necessidade de se praticar essa caça, e a desculpa de que elas se reproduzem muito e isso tem de ser limitado, é uma desculpa esfarrapada. Haveria decerto outros meios de limitar a sua reprodução sem ser dessa forma bárbara. Há sites que têm imagens de arrepiar, aconselho a nem olhar porque não é necessário basta acreditar no que lá se diz.
Anda a correr mundo uma petição, quem quiser assinar está AQUI. Parece-me uma das causas mais justas!

Emiéle
Publicado por populo às 06:12 AM | Comentários (7)
A guerra civil no Iraque
Hoje não é surpresa para ninguém que a intervenção estrangeira no Iraque, se conseguiu terminar com uma ditadura sanguinária e que nenhum país democrático aprovava, pelo modo como foi conduzida abriu de par em par a porta da guerra civil. Se os iraquianos estavam obviamente mal, não se pode afirmar que hoje estejam melhor. E uma coisa que não pode deixar de chocar são os constantes “pequenos massacres” de que se vai tendo notícia dia após dia.
Com mais 30 cadáveres encontrados, só numa semana chegaram a 100 o número de pessoas executadas no Iraque.
Eu acredito que seja apenas uma questão cultural do meu lado, afinal morrer é morrer seja por que forma chegue a morte, mas arrepia-me especialmente estas mortes por decapitação. Pensando bem tão terrível é morrer com um tiro como com a cabeça cortada, mas no segundo caso ‘sinto-o’ como mais selvagem, mais espectacular, choca-me ainda mais.
Culturas diferentes, porque sou europeia? Talvez.
Emiéle
Publicado por populo às 06:00 AM | Comentários (6)
março 26, 2006
Perdidos e Achados II
“Inaugurei” esta secção há uns 8 dias e apetece-me dar-lhe seguimento. Existem uns posts que foram originalmente escritos noutro blog, mas que ficam aqui bem. Enquanto a Clara e a sua entrevistada estiverem de acordo em colaborar, estas recordações ficam bem no baú do Pópulo.
Um caderno de capa castanha
E ela, então, olhou-me com um leve sorriso:
«Sabes, Clara, muitas vezes penso que devia escrever as minhas recordações. Chamar-lhes memórias seria muito presunçoso, se calhar. É certo que me lembro com muita nitidez da minha vida de criança que, para vocês, são “cenas da vida privada” como se estuda nos livros de sociologia. Repara bem, eram os anos 40, o século ainda nem tinha chegado a meio.
E sabes o que me levou a pensar mais a sério em começar a escrever? Foi ter encontrado, quando desmanchei a casa depois da morte da minha mãe, um caderno da capa castanha, um velhinho “Caderno de Apontamentos”, ainda dos que diziam Havaneza das Avenidas e a respectiva morada. Era apenas um caderno escolar, como os dessa altura, já amarelado, grosso, com cerca de 100 páginas. Tinha escrito na primeira página uma data, o dia do meu nascimento.
Sabia que o caderno existia, tinham-me contado, mas a verdade é que nunca o lera. Aquele era o Diário do meu primeiro ano de vida. Consegues imaginar a emoção de ler, escrito com a letra do meu pai que também já não existia, o que ele tinha sentido quando olhou para mim a primeira vez?
(podem clicar para o verem em tamanho mais aproximado)
Fui concebida no início da guerra, porque nasci em meados de 1940. Sabes que penso que eu fui como um desafio dos meus pais, desafio à vida. O oposto ao aberrante grito de Viva la muerte! na época ainda muito recente.
Naquela altura já existia a Maternidade, mas eu nasci em casa. Em casa da minha avó, ali nas Avenidas Novas. O prédio ainda lá está, com uma porta de ferro forjado desenho Arte Nova. Mas, como te estava a contar, a primeira folha foi escrita pelo meu pai, apesar de todas as outras páginas já o serem pela mão da minha mãe. Na primeira estava registada a data e 10 da noite. Dizia “este foi um dia de inquietação e de esperanças”. Relembrava a chegada da parteira e contava como ele tinha ido logo para a rua. Olha que caminho se percorreu nestes sessenta anos… Hoje, o parto pode quase ser ‘em comum’. O pai ouve o primeiro som do seu bebé ao mesmo tempo que a mãe. Mas isso não passava pela cabeça dos meus pais, ele ali “só atrapalhava”. Começou então a subir e descer a rua olhando para a luz da janela. Já viste isso em filmes, não é? E estava ali no meu caderno, como subiu a correr a escada quando a luz se apagou e acendeu, a dar o sinal. E eu pude ler: -Tinha nascido uma menina! Anos mais tarde, fiquei com a certeza de que primeiro se tinha desejado um rapaz, mas naquele momento o que ali estava era de pura alegria, esquecida a possível desilusão.
No dia seguinte começa a narrativa da minha mãe. Uma linguagem muito romântica, mas recheada de pormenores por onde se podia seguir o meu dia a dia. Escrevia na cama, porque apesar de ter sido um parto fácil a minha mãe só se levantou passados 10 dias. E nota que era um casal desempoeirado, os dois licenciados, de esquerda… Mas era assim naquela altura. E lá vinham os pormenores: Pesavam-me todos os dias cheios de preocupação com o aumento de peso. Podia seguir a curva. E depois um dia sorri. Está lá! O dia certo e para quem sorri – afinal para a minha avó! Sabes bem que sempre adorei a minha avó. E também, rigorosamente, tudo que eu comia. Dia a dia. Imaginas o que é acompanhar o crescer de um bebé durante um ano, todos os dias?
E a disciplina rigorosa que se usava na época. Horas certas de comer, horas certas de dormir, horas certas de tomar banho e vestir. Está lá tudo. Um amor imenso mas nada de beijos por causa dos micróbios. Havia tuberculose, como sabes, e ainda não existiam antibióticos. Qualquer infecção podia ser grave. Tinha bordado por cima do berço “Se és meu amigo, não me beijes”. Li nas entrelinhas do Diário que essa regra não foi bem aceite pelas avós…
Esta narrativa diária durou 12 meses. O caderno termina com a minha primeira festa de anos, e a lista das prendas recebidas. Muitas prendas, mas brinquedos só 3. Um cãozinho de pano azul, um sempre-em-pé e um boneco de borracha. Também era o costume da época, vês? Ficariam de boca aberta se vissem a quantidade de brinquedos de uma criança de hoje. Quando li aquelas cem páginas, numa letra tão inclinada, vibrei com um testemunho tão real, tão vivo de uma época e dos seus costumes.
É boa ideia, não é, eu escrever também o que me lembro de quando era criança? Se calhar ensaio antes de escrever, contando-te primeiro a ti. Está bem?»
Clara
Emiéle
Publicado por populo às 03:50 PM | Comentários (8)
Preguiça…
Tá bem, mas ontem ainda eram 11!
É esta frase que, mudando a hora, está na berlinda. Como é natural, é o que se vai ouvir hoje mais durante todo o dia. :)
O nosso organismo tem de se habituar a este pequenino jet-lag e há resmungos por todo o lado…Quando alguém refila que é preciso levantar, ou almoçar, ou acelerar seja o que for, a resposta é “mas ontem…” e até é verdade.
E também é certo que não temos trabalho a sério hoje portanto o que haja a fazer depende apenas da nossa vontade.
OK. Ontem, nesta altura eram ainda 10:20 horas, ainda posso preguiçar mais um bom bocado. Se não almoçar à 1:30 almoço às 2:30, que afinal era a hora “de ontem”!

Emiéle
Publicado por populo às 11:20 AM | Comentários (5)
Regionalização
Voltamos a pensar em discutir de novo a questão da regionalização. Sempre me pareceu que quando do primeiro referendo (estou a aceitar implicitamente que haja um segundo…) se discutiu de mais e se esclareceu de menos. Aliás essa é uma das pechas aqui das nossas questões. Fervemos em pouca água, e a cada crítica reage-se como se fosse uma acusação, as posições extremam-se e quando poderíamos caminhar uns passos em frente fica-se no mesmo sítio por mais uns tempos.
Sempre considerei que regionalizar seria descentralizar. E também me parecia que uma terra como a nossa só tinha vantagens em descentralizar – quem vive no local conhece de perto os seus problemas e poderá resolve-los de um modo muito mais rápido e eficiente do que se tiver de vir tudo a ser decidido em Lisboa. Não considerei que fosse desunir o país mas sim responsabilizar certas regiões pela solução dos seus problemas, dando-lhes meios é claro .
Sendo um país pequeno como o nosso, também não fazia sentido pulverizar essas regiões quase como as antigas províncias. Mas o aceitar-se a ideia, e definir com sensatez as regiões mais importantes parece-me um progresso.
Emiéle
Publicado por populo às 11:13 AM | Comentários (10)
É apenas um exemplo
Um exemplo de uma gestão errada mas necessária para cumprir directivas demasiado rígidas. O caso que estou a citar como exemplo é do haver hospitais que contratam médicos a prestar serviço além do quadro pagando-lhe o dobro do que recebem os médicos do quadro
Se os jornais noticiam este caso, que se torna chocante, devia ter-se a noção de que não é único. Em muitos locais a regra é essa – não se substitui as pessoas que se vão reformando para ‘emagrecer’ o volume da A.P. mas depois, como as coisas não andam sozinhas, toca a contratar outras pessoas a quem se paga muito mais do que recebem os colegas que fazem o mesmo.
Vejo isso em muitos sítios o que cria, para além do mais, conflitos internos difíceis de ultrapassar.
É natural, não?
Emiéle
Publicado por populo às 11:04 AM | Comentários (5)
março 25, 2006
Confusão
Costumo dar uma vista de olhos pelos jornais logo de manhã. Hoje foi ao contrário, mas não quis deixar de assinalar o cartoon de Bandeira no D.N.
Realmente dá para atrapalhar...
(cliquem no boneco para lerem melhor)

Emiéle
Publicado por populo às 10:25 PM | Comentários (2)
Troca de correspondência

Caro Suporte Técnico:
O ano passado fiz um upgrade do NAMORADO 5.0 para o MARIDO 1.0 e notei uma redução significativa da performance, principalmente nas aplicações FLORES e PRENDAS, que operavam sem falhas em NAMORADO 5.0 Além disso, o MARIDO 1.0 desinstalou outros programas importantes como ROMANCE 9.5 e ATENÇÃO AO QUE EU DIGO 6.5 e instalou aplicações indesejáveis, como SUPERLIGA 5.0. Também não tenho conseguido correr os programas CONVERSAÇÃO 8.0 e LIMPAR A CASA 2.5. O sistema fica bloqueado. Tentei correr o RECLAMAR 5.3 para corrigir esses bugs e não consegui nada.
Que hei-de fazer???
Ass.: Desesperada.
Cara desesperada:
Primeiro, tenha em atenção que o NAMORADO 5.0 é um programa de entretenimento, enquanto MARIDO 1.0 é um sistema operativo. Comece por fazer o download de LÁGRIMAS 6.2 e depois digite o comando C:\ EU PENSEI QUE ME AMAVAS, para instalar o CULPA 3.0. Essa operação actualiza automaticamente as aplicações FLORES 3.5 e PRENDAS 2.0. No entanto, lembre-se que o uso excessivo desses programas no Marido 1.0 pode activar outros programas indesejáveis, como SILÊNCIO TOTAL 6.1 e FUTEBOL COM OS AMIGOS 7.0, que invariavelmente instala o CERVEJA 6.1. Este último é terrível, pois cria arquivos tipo WAV da versão RESSONAR ALTO 2.5. De qualquer forma, NUNCA instale SOGRA 1.0 ou reinstale qualquer versão de NAMORADO. Estas aplicações são incompatíveis e irão bloquear o funcionamento do sistema operativo MARIDO 1.0. Em resumo, MARIDO 1.0 é um óptimo sistema operativo, mas tem limitações de memória e demora a correr certas aplicações. Para o perfeito funcionamento do sistema, sugerimos que a senhora adquira alguns programas adicionais. Recomendamos JANTAR ROMÂNTICO 3.0 e LINGERIE 6.9!!! Tenha muito cuidado!. Algumas clientes instalam o FILHO 1.0 para tentar dar estabilidade ao sistema e muitas vezes isso causa um efeito contrário, acarretando uma necessidade de verificação total do sistema para garantir a existência de espaço no disco rígido e, sobretudo, assegurar a existência de um adequado ficheiro de paginação em MONEY 3.0!
Boa Sorte,
Atenciosamente,
Suporte Técnico
(recebida por email)
Emiéle
Publicado por populo às 08:10 PM | Comentários (9)
Luz e sombra
A riqueza da vida está nos seus contrastes.
Ouvi dizer que Leonardo da Vince começava por pintar a tela de preto porque considerava que na natureza tudo é escuro excepto quando é exposto à luz. Não sei se isto é mais um mito, imagino que sim, mas é interessante. A dança da luz e das sombras. Porque a inversa afinal também pode ser considerada, a sombra existe por há um obstáculo que tapa a luz, mas se não existisse luz não podia nunca haver sombra.
E este raciocínio sobre os contrastes é quase infindável – conhecemos o bom porque há o mau, a tristeza porque há alegria, a morte porque há vida.
É certo que quando se sofre não é com raciocínios que se sofre menos porque os sentimentos e a razão jogam em tabuleiros diferentes, mas pode ajudar, apesar de tudo, reconhecer esta constante alternância que é a vida.
Porque é esse colorido que faz a sua riqueza.

Emiéle
Publicado por populo às 02:47 PM | Comentários (5)
Miss Marple no 3º esquerdo
Quando ontem chegámos a casa era noite mas estava tudo demasiado às escuras, nada dos pontinhos de luz que se costumam ver. Liguei a luz da entrada e nada. O.K., pensei, um curto-circuito porque na escada há luz, não pode ser pane do prédio. Realmente no quadro o botão maior estava saído e a luz voltou quando lhe carreguei. O que terá sido? Não estava ninguém em casa para ligar nenhum aparelho, como é que isto aconteceu…?
Bom, uns minutos depois, o tempo de despir o casaco ir até à cozinha, guardar umas compras, ouve-se PUM! e de novo ficamos às escuras. Cá está! Tem de ser um aparelho que está em curto-circuito. Encontro uma lanterna e desligo micro-ondas, máquinas, o que me lembrei que poderia dar aquele resultado e volto a ligar o quadro de electricidade. Parecia bem. Ligamos o PC, a aparelhagem, eu começo a preparar o jantar e PUM! nova escuridão total. Bolas, então não é nada da cozinha. Mas que raio é que está ligado?! Uns candeeiros, a aparelhagem, o PC… Nesta altura o espírito detectivesco tinha excluído metade da casa, a parte que se mantinha iluminada em cada novo curto-circuito, mas ainda ficava a entrada, a sala de estar, o corredor, e um quarto. Ora a sala tinha tudo apagado porque ainda não se tinha lá entrado, só podia ser o quarto onde desligámos PC, aparelhagem, candeeiros. Entretanto o jantar estava feito, e vamos jantar… na sala. Mal levamos a colher à boca, PUM! a sala às escuras mas a tempo de se ver um relâmpago num canto. Eureka! Era ali, estava ali um candeeiro, de aspecto inofensivo mas era ele o criminoso. Desliguei o candeeiro da tomada, satisfeita. Até que enfim! Mal tínhamos recomeçado o jantar PUM!, mais outro relâmpago e nova escuridão. O candeeiro estava inocente mas o criminoso era atrevido porque já cheirava a queimado…E o pior é que com tudo na sala desligado os curto-circuitos continuavam. De lanterna, e guiada pelos relâmpagos, descubro tudo: um fio que corria junto ao rodapé, tinha uma zona descarnada e um vaso com uma planta ia pingando muito lentamente uma gota de água para cima dele. Bem podiam os aparelhos estar todos desligados, a “provocação” era mesmo na origem.
E final feliz – corta-se esse fio maléfico e a casa voltou à vida.
Emiéle
Publicado por populo às 12:10 PM | Comentários (12)
O Desconto dos Pecados

Há uma expressão muito vulgar que se ouve agora bastante menos do que há uns anos: «seja para desconto dos meus pecados…» e costuma-se servir acompanhada de um suspiro.
Ando para aqui a reflectir que tenho de começar a pecar bastante mais para equilibrar a balança. Quando num débito e crédito um dos lados ultrapassa o outro qualquer coisa entra em falência, penso eu. E, nestes últimos tempos, tenho apanhado tantos encontrões das ‘coisas’ da vida que à força do desconto dos pecados já devo ter para aí um crédito do caraças!
Isso anima-me um bocadito. Ando a fazer uma lista dos pecados que me proponho cometer, uma vez que tenho licença dos céus – é só para equilibrar o défice. Que isto lá nos céus deve ser como aqui em baixo, não convêm com certeza lá no orçamento celestial que me estejam a dever mais o que aquilo que tenho de pagar.
Alguns pecaditos simpáticos - a gula, a preguiça, por exemplo – estão mesmo na calha para entrar. É que contas são contas, e neste caso estou apenas a ajudar o S. Pedro.
Talvez uma tablete grande de chocolate?...
Emiéle
Publicado por populo às 10:15 AM | Comentários (10)
Viagem ao Espaço
Quando se vêem fotografias da terra vista do espaço ou das estrelas ou da lua, não há quem não fique maravilhado. Um espectáculo deslumbrante. E, ainda a ajudar, eu sou uma apreciadora das histórias de ficção científica, onde as viagens no espaço são uma rotina.
Mas o certo é que uma ida ao Espaço encerra o maior dos paradoxos: Por um lado, “lá fora” encontra-se a maior vastidão que é possível imaginar, o sonho doirado de qualquer claustrofóbico; por outro para se apreciar aquele panorama, tem de se estar encerrado numa embalagem completa e totalmente hermética, o pesadelo de qualquer claustrofóbico!
E agora?
Se me oferecessem um passeio destes? Oh, indecisão! Oh, difícil escolha! Oh, angústia!
Que alívio pensar que nunca terei de tomar essa decisão.

Emiéle
Emiéle
Publicado por populo às 10:06 AM | Comentários (8)
março 24, 2006
Não quero este fim-de-semana!!!
Buáááá!!!
Onde é que já se viu?! É tudo contra.
Ontem fez um tempo de fugir, chuva e um vento de assustar. À minha conta reparei em 20 ( vinte!) chapéus de chuva todos desfeitos atirados para a beira do passeio. Eu ia sendo levada pelo vento, e depois de uma pequena luta considerei mais sensato fechar o objecto que, teoricamente, me iria proteger da chuva e apanhar directamente com ela. Porque com o chapéu-de-chuva aberto, molhava-me na mesma e eu ainda voava arrastada por ele. Mas pensei que fosse coisa passageira. Qual quê?! A previsão para os dias que aqui vêm é:

E depois, como se ainda fosse pouco, neste fim-de-semana vamos dormir menos uma hora.
Muito mau, uma tristeza. No sábado, julgamos que acordamos pelas 10 e afinal, olha! já são 11. E durante a semana, eu que já andava a ficar habituada a ver o solzinho da manhã quando tomava o pequeno-almoço, lá vou ter de acender o candeeiro outra vez.
Parece tudo a andar para trás.
Ná. Não quero este fim-de-semana. Não gosto dele, se alguém quiser leve-o à vontade.
Emiéle
Publicado por populo às 08:35 AM | Comentários (12)
Vingança!
Não sei o que esta "contra-publicidade" trará à marca, mas tinha sido mais sensato ouvirem a reclamação...

Emiéle
Publicado por populo às 08:09 AM | Comentários (8)
A tradição já não é o que era
Onde é que já se viu?
Um Congresso Maçónico de “porta aberta”?!
Parece que o congresso vai ser sábado na Universidade Independente de Lisboa.
Mas … mas…
Anda tudo às avessas é o que é.
Será como os congressos partidários com convidados e observadores?
Eu que sempre liguei a ideia de maçonaria a secretismo, sinais misteriosos, toques estranhos, assim uma aura mágica ou mística ou qualquer coisa muito misteriosa e muito secreta, agora abrem a porta e contam tudo?
Uma destas…!

Emiéle
Publicado por populo às 07:35 AM | Comentários (5)
"A boa caridade começa em casa"
Ando a ouvir falar nas medidas desburocratizantes que o governo vai tomar, e fico toda contente. Bem precisávamos!
Aparecem por muitos lados, Finanças, Ensino, Saúde, e parecem boas medidas apesar de por vezes se partir do princípio que o cidadão comum tem acesso à Internet na sua casa e sabe mexer nessas tecnologias. Acredito que isso seja verdade em certos grupos sociais, mas não é exactamente esse o país real onde vivemos. Quem passar junto do Arquivo de Identificação ainda há pouco tempo lá via umas bancadas onde uns indivíduos faziam uns cobres a preencher os papeis daqueles que eram incapazes de o fazer – e hoje esse processo faz-se no interior com funcionários do próprio arquivo…Ora quem não consegue preencher um formulário tão elementar, não o imagino sentado em frente de um teclado. Portanto, pelo que calculo, essas pessoas com a mesinha à frente e que ajudavam os meio-analfabetos, passarão agora a fazer o mesmo com um portátil e se calhar a net sem fios…?
Mas quando falei que “a caridade….” etc, é que seria bom que a própria A.P. se desburocratizasse a si própria. Esse seria um enorme passo em frente.
Ora por enquanto isso ainda não se vê, muito pelo contrário. Alguns serviços têm uma intranet que contudo não permite um acesso mais amplo à rede, outros têm as ligações feitas mas o hardware que utilizam é tão antigo que não aceita muitas das funções que lhe são pedidas, e muitos ainda não têm mesmo ligação nenhuma. O certo é que na A.P. ainda continuamos a ver a figura do “estafeta”, um rapaz a empurrar um carrinho atulhado dos velhos envelopes-castanhos-com-buraquinhos que passam de mão em mão. Talvez agora com estas anunciadas medidas, essa figura passe à história. Oxalá, a bem da rapidez da informação e das decisões.
Emiéle
Publicado por populo às 06:58 AM | Comentários (5)
Renovação das matrículas

Uma das medidas desburocratizantes.
De aplaudir, com certeza. Nem se entendia porque é que tem sido sempre assim… Se uma criança passa de ano e quer continuar na mesma escola, para quê renovar todos os anos os papeis de matrícula…?
Pelo que ouvi a matrícula passa a ser automática a não ser que os pais queiram mudar o filho de escola. Se houver transferência, então os dados do aluno são enviados por forma digital, de modo a ser também mais rápido.
Muito bem.
Emiéle
Publicado por populo às 06:40 AM | Comentários (8)
As armas em más mãos
Faz capa de jornais.
E contudo não é de espantar – se quem tem acesso a um produto o “comercializa” em proveito próprio, porque não no caso das armas? Se as armas andam por aí, se algum lado vêm
Lembrem-se que muitas vezes ao prender-se um criminoso se dizia que ele possuía armas de fogo de tipo militar. Portanto alguém as fornecia, lógico não?
De qualquer modo, sendo chocante como é natural que seja, a «apreensão de mais de 200 armas, muitas delas consideradas de guerra ou de uso militar, pistolas, revólveres e armas de caça, munições e acessórios proibidos» e o envolvimento de agentes da PSP, é bom não generalizar.
Foram apenas 4 agentes num enorme conjunto. Quatro maçãs podres não chegam para contaminar o pomar.
Emiéle
Publicado por populo às 06:24 AM | Comentários (4)
março 23, 2006
As «paciências»
Num cumprimento habitual e estereotipado a uma amiga sai-me o actual brasileirismo –“Tudo bem?”. Pelo levantar de sobrancelha e a reticência no “siiim”, via-se que não estava nada ‘tudo bem’. Nem foi preciso grande insistência para o desabafo: estava numa fase do trabalho horrível! Tinha sido avisada de que seria transferida para outro local e como é pessoa bem disposta e com um bom feitio notável (por isso lhe estranhei as reticências) aceitou essa mudança sem levantar nenhuma questão. Não desejava essa transferência nem lhe agradava, mas, coração ao alto! e, segundo me explicou, mesmo no seu íntimo aceitou a ordem sem objectar. Portanto preparou-se. Arrumou os assuntos que tinha em mãos, passou alguns a colegas, foi re-orientando os novos casos que iam chegando para quem ia ficar com as suas funções, sempre à espera da “ordem de marcha”. Mas o tempo foi passando, e dá-se o absurdo - por motivos burocráticos e de ‘papelada’ ela, que fazia falta noutro local, fica em terra de ninguém nem avança para as novas funções nem continua com as antigas porque já as tinha passado para outras mãos. E dizia-me com uma voz que nem parecia dela –“Queres acreditar que hoje dei por mim a 'fazer paciências', nas horas de serviço…?!”
Eu sei que há muito quem as faça e minimize o ecrã quando passa o chefe, mas neste caso era mesmo sintomático do desespero que sentia. Obrigada a cumprir um horário e sem ter que fazer, tinha de ocupar o tempo de qualquer modo. Ora, conhecendo o feitio trabalhador e despachado desta minha amiga, isso era já o indício de desespero…
Assim vão os nossos serviços!
Emiéle
Publicado por populo às 03:20 PM | Comentários (6)
As crianças e a Internet

Num seminários sobre "Riscos on-line para crianças e jovens", uma das comunicações de uma pessoa que tem um projecto - "MiudosSegurosNa.net" – informava que « 66% dos pais portugueses diziam necessitar de mais informações sobre como lidar com a situação».
Não me admira nada.
O que vulgarmente se vê e se assiste, é que a nova, novíssima geração, domina os meandros da comunicação on-line melhor do que os seus pais. É comum, uma pessoa atrapalhar-se com um problema informático e depois dizer entre risos “vou mas é perguntar ao meu rapaz”.
É óbvio que as conversas por Messenger neste momento destronaram as velhas horas ao telefone ( quando muito ainda se usam as mensagens mais ou menos codificadas.)
Ora se os filhos dominam as técnicas tão bem ou melhor do que os pais, como é que estes esperam ter capacidade para os “defenderem” dos tais perigos da net?
É realmente preciso muita informação, e mais do que isso de formação propriamente dita!
Emiéle
Publicado por populo às 08:30 AM | Comentários (8)
Continuação da crise em França
Não podemos ficar indiferentes. Por todos os motivos, mas ainda que mais não fosse quando se vê as barbas do vizinho a arder…
Parece que há alguns ratos a abandonar o barco, ou seja no governo francês o famoso Sarkozy de triste memória está a começar a afastar-se do chefe…
Se isto não é um sinal, não sei o que seja.
Este homem, com o olho no futuro, ( eleições do ano que vem ) já faz algumas concessões. Enquanto Villepin dizia que não ia ceder um milímetro, agora Sarkozy considera que se podia reduzir o tempo de ensaio do Contrato Primeiro Emprego (CPE) de dois anos para seis meses. É muito mais do que um milímetro!
Interessante.
Sempre ouvi que quando os ratos abandonam o navio é que se prevê o naufrágio.
Vamos continuar à espera [ e já agora espero informações de quem está lá e que deixaram tão bons comentários aqui no Pópulo ]
Emiéle
Publicado por populo às 07:56 AM | Comentários (12)
Como é?
Já ontem tinha falado nisto. Só não tinha ainda associado os factos.
Quando se trata da nossa imigração, quando se fala de um país onde estão cerca de meio milhão de portugueses, e se calcula existirem 15 mil indocumentados a conversa é uma: apelo à calma, o discurso oficial é semelhante explicando este "não é um processo dirigido contra a comunidade portuguesa" mas o que se sente nas entrelinhas é um grande susto, ao imaginar o súbito regresso de mais uns largos milhares de desempregados. E ainda por cima pessoas que no Canadá até estavam a trabalhar há anos…
E depois, simetricamente, cá faz-se buscas em locais onde os brasileiros fora das suas horas de trabalho se divertem, e apanham-se, numa grande rede, os ‘brasileiros ilegais’ que recebem desde logo ordem de expulsão.
Um bocado de serenidade não fazia mal nenhum. Claro que os respectivos diplomatas, quer num país quer no outro tentam fazer jus ao título e mostrar a sua diplomacia. O mal é o que se lê nas entrelinhas.
"Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti"


Emiéle
Publicado por populo às 07:35 AM | Comentários (6)
março 22, 2006
Pausa...
Uma vez que esta tarde os comentários só entram aqui para quem for terrivelmente persistente ( recebi alguns emails nesse sentido ) e mesmo eu própria tenho tido dificuldade em aceder ao privado do blog, só me resta seguir a sugestão implícita e fazer hoje uma

(vamos ver é se este post consegue vencer o bloqueio...)
Emiéle
Publicado por populo às 10:40 PM | Comentários (4)
"A ETA decidiu declarar um cessar-fogo permanente"
Esta é uma notícia com tal importância que nem quero fazer comentários.
Quero esperar para ver o que se vai passar.
É a primeira vez em que ela fala em “cessar fogo permanente”
Será desta vez?
Emiéle
Publicado por populo às 06:15 PM | Comentários (5)
Flores
Há dois dias tive uma pequena brincadeira com a Isabel, que tinha escrito um post a alegrar-se com a chegada da Primavera, o que me surpreendeu porque tinha aprendido que a Primavera chegava no dia 21. Bom, parece que este ano a coisa se antecipou, e por aí não vem nenhum mal ao mundo.
Mas se fiquei admirada, foi que para mim estes dias têm um particular significado. Apesar de saber que a tal famosa Primavera era no dia 21, para mim sempre foi a 22.
É que a minha mãe fazia anos a 22 de Março. E era um Dia de Festa! Na minha família sempre fomos de comemorações deste tipo – se se fazia anos então era dia de festa e pronto! Mesmo que as vacas estivessem muito magras, havia sempre uns restinhos para esses dias especiais. E, das mais antigas recordações que ainda mantenho, era exactamente a madrugada do dia 22 de Março. Porque ainda o sol mal tinha nascido, ainda a família estava em pijama a tomar o pequeno-almoço com a casa já cheirar aos bolos feitos na véspera, tocava a campainha da porta. Eu adorava ir, a correr muito, abrir a porta porque conhecia o ritual: quando se abria a porta só via à minha frente o que parecia ser uma montanha de flores. Uma antiga criada da minha avó que tinha criado a minha mãe desde pequenina, tinha casado e vivia numa quinta. E a sua contribuição para a festa eram as flores. As flores, que cultivavam lá na sua quinta, e ela trazia às carradas. O patamar da escada parecia um jardim suspenso!!! Nunca havia jarras que chegassem, tinha de se improvisar, e naquela casa dos sítios mais extraordinários parecia nascerem flores no dia 22 de Março! É uma recordação muito colorida e perfumada, essa que vem da minha infância.
E claro que havia os bolos, e a loiça mais bonita, os metais muito areados, os vidros a brilhar, as toalhas bordadas, e muita gente, muitos risos, muita alegre agitação. Uma grande festa, mas o que me ficou para sempre a deslumbrar-me os olhos foi a beleza daqueles grandes molhados de flores que mal cabiam pela porta e tornavam a minha casa o palácio das fadas.

Emiéle
Publicado por populo às 05:25 PM | Comentários (9)
Oh que irritação!
Grrr!!!
Olhem que o “Pópulo ainda mora aqui”!
Não há coisa que mais enerve que querermos entrar no nosso blog e apanharmos com esta imagem:
E ando há uma hora a apanhar com ela! Bolas!!!!!!!
Não faço ideia o que vocês pensaram, se entretanto quiseram entrar aqui e apanharam também com este aviso. Que não paguei a renda. Que mudei de casa sem avisar. Que estou a fazer obras.
Ná, nada disso. Foi um badagaio qualquer do servidor, mas que desta vez só apanhou o Pópulo, que eu desse conta. Os outros devem ter-se portado melhor do que eu, calculo.
Mas lá que é enervante, isso nem dá para contar…
Emiéle
Publicado por populo às 02:47 PM | Comentários (10)
Anúncio
A minha amiga Saltapocinhas mandou-me este anúncio, se calhar para me animar que me viu ontem para o desanimado.
Não posso deixar de o partilhar aqui: já viram o modo familiar e coloquial como é feita esta publicidade. Aqui não existe agência de vendas de certeza, é tudo “natural”.

Emiéle
Publicado por populo às 08:10 AM | Comentários (7)
Será que o Adão se enganou?

Ele há records que nos deixam aparvalhados.
Porquê? Para quê? Qual o interesse?
Um individuo bateu um esquisito record - beijou cinquenta e uma vezes uma serpente venenosa.
Bom, para essa beijoquice toda só levou 3 minutos o que dá aí uns 3 segundos em cada beijinho.
Mesmo assim.
Não se sabe se o animal apreciou o carinho. E fiquei para aqui a pensar que lá no Paraíso, quando aquele conhecido trio do Adão, Serpente e Eva andavam a conhecer-se melhor, se o Adão ( ou a Eva, quem sabe…? ) se tivesse virado antes para a dita serpente o mundo estaria na mesma.
Emiéle
Publicado por populo às 07:52 AM | Comentários (5)
Respeito pelo trabalho alheio
Ontem, no último post que aqui deixei, desabafei que estava cansada.
E estava. Muito cansada, e só me apetecia atirar-me para a cama e dormir de um sono só, até hoje ( o que aliás fiz!) O certo é que tinha tido um dia longo de umas 12 horas quase consecutivas de trabalho. Mas não disse bem a verdade. O que me deixou mais cansada era afinal um pormenor que hoje venho desabafar para mostrar o raio do meu mau feitio ( ? ).
Estava programado ontem que iria falar para um grupo de pessoas, numa intervenção de cerca de uma hora, com mais meia hora para perguntas e debate. Foi marcado para as 6 e meia da tarde por conveniência dos próprios. E eu, por feitio, educação, seja lá o que for, sou pontual nos meus compromissos. Estava lá um pouco antes da hora para verificar como estava a sala e experimentar o data-show, ver se estava tudo correcto. Às 6 e meia estavam meia dúzia de pessoas, esperei mais 10 minutos e chegaram mais umas tantas e portanto comecei a falar. Pelas 7 horas chegou o resto do pessoal e a sala ficou cheia.
Só que a minha exposição estava estragada. O que tinha sido estudado para ter princípio meio e fim, se era apanhado entre o meio e o fim, ficava sem se entender… tanto assim que algumas das perguntas finais tinham a sua resposta naquilo que se disse ao começar! Ainda voltei com o power-point atrás, e deixei que copiassem algumas das coisas, mas … a sentir um amargo de boca grande.
Tenho a certeza de que foi isso que me cansou. Não o trabalho, que faço com muito gosto e até acho que o faço bem. Mas com a falta de respeito que muita gente tem, de um modo completamente leve e “inocente” pelo significado para alguém que faz uma exposição, o respeitar-se minimamente os horários.
Às vezes entendo as normas que proíbem que quem chegue atrasado ( mal comparado...) assista a um concerto.


Emiéle
Publicado por populo às 07:10 AM | Comentários (6)
Água e especulação
Dia Mundial da Água é hoje, 22 de Março,
A água é um dos bens naturais mais belos, mais úteis mas mais ameaçados. Está a terminar o “IV Fórum Mundial da Água” no México com conclusões que têm sido divulgadas e muito preocupantes, a vários níveis. Sendo um bem natural, não está bem distribuída, e começa a haver escassez em muitos locais com a previsão de este panorama não irá melhorar. Tudo isso é certo e devemos preocupar-nos e tomar medidas. Mas é interessante também uma outra conclusão: a pressão exercida pela indústria da água engarrafada. A indústria da água, quando hoje quase toda a gente usa água engarrafada para beber, é colossal! Os números são interessantes - «gasta-se 100 mil milhões de dólares/ano para engarrafar água contra apenas 15 mil milhões na melhoria do saneamento e rede de água potável».
Isso faz com que se pague muito mais pelo litro de água do que pelo litro de gasolina…
Dá que pensar, não é?

Emiéle
Publicado por populo às 06:47 AM | Comentários (6)
Quando nos toca a nós…
Já tenho falado por aqui como “em casa onde não há pão…” para entender o facto de se irem detectando cada vez mais atitudes xenófobas aqui em Portugal, e a pena que me faz ouvir por aí alguns comentários na boca de pessoas que estão esquecidas que muitas vezes na sua própria família há casos de imigração.
Porque não é apenas em franjas de sectores conservadores e de direita que se ouvem expressões contra esses emigrantes que vêm para cá para “nos roubar o emprego”, agora que se nota que existe desemprego a doer. Eu oiço muitas expressões de grande xenofobia um pouco por todo o lado e fico impressionada. Muitas vezes quando lhes respondo “mas então os seus tios…” ou “mas não é verdade que o seu avô..?” dizem-me secamente que isso é diferente porque esses foram trabalhar para países onde havia falta de mão-de-obra.
Ora bem, cá temos a resposta. O novo governo conservador do Canadá começa a repatriar portugueses. Não lhes interessa que já estejam por lá há quase sete anos, como o “caso modelo” que é relatado. Nem que estejam a trabalhar e sem queixas de ninguém. O que interessa é se estão ilegais e ponto final. E pelos vistos nessas condições no Canadá estão uns 15.000 emigrantes. A trabalhar, ordeiros, integrados, mas… indocumentados. E estão ameaçados com ordem de marcha para voltarem a casa. Como se vê “não é diferente”, não.

Emiéle
Publicado por populo às 06:14 AM | Comentários (5)
março 21, 2006
Cansada
Vim sentar-me aqui para deixar ainda hoje mais um postzito, que ideias para isso ainda tenho várias, mas não tenho é energia para as passar ao teclado. Tive um dia tão comprido e cansativo, que decidi arrumar as botas por hoje.
Cansada? Supercansada ( se isso existe…) e creio que só consigo ver à minha frente uma boa almofada e uma enooorme noite de sono.
Té amanhã!

Emiéle
Publicado por populo às 10:00 PM | Comentários (6)
Lata nunca lhe faltou…

Realmente a senhora concorreu e foi eleita. Tudo legal. Tudo ”nos conformes”. Mesmo que esteja ainda a ser julgada, a verdade é que é Presidente da Câmara, mas…
Faz um nadinha de impressão este à vontade com que ela cumpre “os seus deveres de autarca” a inaugurar a estrada Guimarães-Vizela-Felgueiras Nas noticias que a rádio foi transmitindo dizia-se que o primeiro ministro se mostrou um pouco surpreendido
Não sei porquê. Aquela senhora poderia montar por lá uma fábrica de conservas porque lata é coisa que nunca lhe faltou nem vai faltar.
Emiéle
Publicado por populo às 03:31 PM | Comentários (5)
Só uma imagem
Para me fazer ter vontade de sair lá para fora!
Embora! Que é que estou a fazer em casa?!

Emiéle
Publicado por populo às 08:22 AM | Comentários (10)
Equinócio
Hoje é o dia equilibrado. Nem demais nem de menos…
Se formos por preferências, eu prefiro o solstício – o de Verão bem entendido. Sou sujeita muito diurna e quanto mais luz melhor! Mas um dia como o de hoje também agrada ao meu sentido de arrumação e de equilíbrio. Aqui não há privilegiados: tudo tem o seu quinhão, a noite e o dia estão mesmo certinhos. É justo!
E que bem que tem sabido ver os dias devagarinho a aumentarem… Acordar cada vez com mais luz. Ver que também anoitece mais tarde e podemos gozar o final do dia com alguma luz já.
Mas, pronto, hoje é o dia do equinócio, o equilíbrio é perfeito. Ninguém fica a ganhar, tudo está bem distribuído. A Natureza é muito sábia, assim fosse em tudo o resto…

Emiéle
Publicado por populo às 08:00 AM | Comentários (7)
A tuberculose
As notícias têm vindo a aparecer recentemente na imprensa pouco a pouco – uma aqui, outra ali. Não tem causado muito alarme. E o certo e que o alarme nunca é bom, mas a prevenção e conhecimento é.
E o que é bom conhecer-se é a situação da tuberculose no nosso país.
Doença do século passado, chamada "a Dama Branca", parecia ter sido controlada, e já nem em tal se falava. Lentamente, quase sem se dar por ela, cá está de volta. E agora já está a aumentar entre os profissionais de saúde o que é um dado importante. Até certa altura falava-se do caso mas com um certo distanciamento, com a ideia lá no fundo egoísta, de que essas desgraças aconteciam em grupos de risco, gente muito miserável, que não tinha condições de boa alimentação nem boa higiene. E agora?
Atenção, Portugal «tem uma incidência de 38 casos por cem mil habitantes, contra os sete de Itália ou cinco da Grécia» é um triste record. E sendo uma doença contagiosa, como estão as famílias desses doentes? Penso que vale bem a pena preocuparmo-nos com esta situação e não, como tantas vezes se faz assobiar para o lado.
É um problema, sim.
E é grave.
Emiéle
Publicado por populo às 07:24 AM | Comentários (8)
Um paradoxo lógico
Parece um paradoxo mas faz todo o sentido: no Dia Mundial das Florestas vários jornais abordam o tema dos incêndios.
A verdade é que esse flagelo parece estar a tornar-se crónico e habitual em Portugal no Verão. Cada ano que passa arde mais um grande bocado da nossa floresta. E avisa-se as medidas tomadas nos últimos meses para o ordenamento e a protecção da floresta contra o fogo não terão efeitos já este ano o que não é de molde a animar ninguém. Porque, pelo que se está a prever, então quando as medidas entrarem mesmo em acção não terão a menor utilidade porque deixou de haver material para arder…
Se se previne que o sucesso das medidas só pode ser avaliado dentro de 10 anos, não é preciso bola de cristal para imaginar o futuro.
Quem nos acode?
Emiéle
Publicado por populo às 07:07 AM | Comentários (6)
Dia da Árvore
Esta comemoração de um “Dia de “ é das tais que vem de longe, não é uma arrivista como outras que conhecemos. Dedicar-se um Dia à Arvore é costume antigo e mais recentemente escolheu-se o dia onde se festejava a Primavera porque faz todo o sentido.
Esta é das iniciativas onde as escolas costumam participar o que é muito bom sinal – o entender-se desde pequenino que a vida na sua plenitude está interdependente, que nós dependemos das plantas e elas dependem de nós. Teremos o maior interesse em as tratar bem.

Emiéle
Publicado por populo às 06:39 AM | Comentários (8)
março 20, 2006
De França em directo
No blog “Assedio para tod@s” da Helena Romão, podemos ler uma reportagem emocionada do que foi a gigantesca manifestação em França. O post é muitíssimo interessante pelo que vos convido a irem lá beber na origem e não apenas as transcrições que eu pudesse fazer – apesar de me apetecer transcrever quase tudo!
Duas notas apenas: uma delas o raciocínio tortuoso do sr. Villepin que perante aquela manifestação tem a lata de dizer que « um milhão de pessoas na rua significa que 59 milhões estão em casa». Esta é espantosa!!!! E a outra para uma descrição que ela faz : «Ao longo do percurso adivinhava-se o que se seguiria: nas margens do cortejo, grupos muito "brincalhões" iam "brincado" aos encontrões contra montras. Sempre no meio de risota, para fazer parecer que estavam a brincar. Mas a andar muito rapidamente, iam passando mais rápidos que o cortejo, sempre a atirarem-se uns aos outros contra montras, andaimes, o que houvesse. Mais uma vez, confirmei a ideia de que os distúrbios e a manifestação são duas coisas distintas. Os intervenientes são outros.»
Tal como se adivinhava.
Bate tudo certo!

Emiéle
Publicado por populo às 04:08 PM | Comentários (17)
Educar os pais antes dos filhos
Temos lido e ouvido muita coisa acerca do facto das nossas crianças estarem a tornar-se obesas. Não apenas as portuguesas, esta crise é geral. Temos cada vez mais meninos gordos e o problema não é só de estética, é de saúde. Uma das causas mais óbvias é a alimentação como estamos fartos de saber – muitos doces, muitas gorduras, pouco legumes, poucas fibras… outro factor que “ajuda” é a falta de exercício, os jogos cada vez menos de ar livre, e cada vez mais de computador. Exercita-se o dedo, mas o resto do corpo repousa e engorda.
Para além disto tudo, as crianças também não fazem grandes esforços por “culpa” dos pais. Há uns anos, houve uma campanha justificada, alertando para que as mochilas escolares levavam excesso de peso. Um exagero! Não me recordo dos valores mas o peso do recheio de cada mochila era para aí metade do peso da própria criança. Os
fabricantes viram logo um furo comercial e apareceram umas mochilas com rodas – era só puxar; o problema ficava resolvido, cada menino levava comodamente os seus pertences. Mas não senhor! A criancinha escolhe a seu gosto a mochila mas depois vai pela rua fora de mãos nos bolsos e a mãezinha a arrastá-la em vez dela. O esforço que já é pouco, é feito pelo adulto, um erro duplo – as crianças ficam molengas e... irresponsáveis!
Emiéle
Publicado por populo às 02:59 PM | Comentários (4)
Imagens de Marte

Impressionante!
Mandaram-me o link por email, disponibilizado pelo próprio Google. Se clicarem
Podem ver o planeta Marte numas imagens impressionantes de minúcia. Se seguirem as setas que estão à esquerda vamos seguindo a imagem enorme que não cabe num monitor…
Quem diria - MARTE!!!!!
Emiéle
Publicado por populo às 08:11 AM | Comentários (8)
Preso por ter cão ou preso por o não ter
Vem aí um estudo de dois sociólogos que criticam as empresas que as empresas que despedem trabalhadores mais velhos ou não admitem ninguém com mais de 30 anos analisando os casos e provando que é um erro de avaliação. Também acredito que sim, que os mais velhos terão mais experiência, mais sentido de responsabilidade, essa série de valores de que os investigadores falam.
Mas por outro lado, também muitos dos jovens que concorrem ao trabalho são rejeitados porque não têm experiência, o que é óbvio quando se trata de um primeiro emprego… Ora como se é preso por ter cão e preso por o não ter, penso que o acento tónico não está posto na sílaba certa. O que as empresas pretendem não será melhores trabalhadores ou mais competentes, o que querem é pagar menos. Portanto põem a andar aqueles que estão lá há mais anos e que têm maiores salários para contratarem outros muito mais jovens, entenda-se “mais baratos”. E, se possível, com contracto muito temporário para não criar grandes obrigações às empresas. É aí que está a questão, no seu preço e não na idade dos seus empregados.
Emiéle
Publicado por populo às 07:38 AM | Comentários (8)
A epidemia que já chegou a Portugal – a do medo
Era de prever.
Bastava um pouco de conhecimento das reacções humanas, coisa que não é lá muito difícil. Dado as informações meio explicadas muitas vezes com palavras técnicas que muita gente não entende inteiramente, e o ar misterioso dessa doença de animais voadores que se espalha descontroladamente, era normal que desde que se soube que a doença chegou à União Europeia «os portugueses não possam ver uma ave morta que acreditam de imediato ter nas mãos o primeiro caso de H5N1 no País». E então nós!
Dizem os especialistas que recebem 80 chamadas por dia, que obrigam ao deslocamento ao local de brigadas equipadas com toucas, óculos, fatos, máscaras e luvas, o que deve ser logo motivo de grande interesse para quem passa. Imagino os ajuntamentos e o que cada uma dessas pessoas irá espalhar entre os seus conhecidos… Assim se vai alastrando, qual mancha de óleo, o medo que não existe dentro de nós para tanta coisa bem mais próxima.
Sem ir muito longe, olhem para as mortes (essas bem reais e quotidianas) dos acidentes de viação. Talvez um pouco deste medo fosse útil aí.

Emiéle
Publicado por populo às 06:58 AM | Comentários (4)
Mais uma mulher no topo
Desta vez é na Jamaica.
A 30 de Março uma mulher, Portia Simpson Miller, vai assumir o cargo de primeiro-ministro.
A Jamaica é uma terra muito pobre, mas curiosamente as mulheres ocupam mais de 70 % dos lugares na Universidade e muitas delas tem lugares de quadros médios ou superiores no mundo do trabalho. Diz uma socióloga que a sociedade jamaicana era do tipo matriarca, as mulheres sempre ocuparam cargos de responsabilidade e hoje são engenheiras, informáticas, arquitectas, e como coroa final – Primeiro-ministro!
Aquela região do mundo está mesmo a mexer-se nesse sentido. Parece que no Peru, uma outra mulher, Lourdes Flores também está em boa posição para as eleições do ano que vem.
Alguns homens sentem que este processo é imparável: as mulheres começaram por dominar em casa, depois na escola, por fim na universidade e no trabalho.

Emiéle
Publicado por populo às 06:50 AM | Comentários (4)
março 19, 2006
Diferenças...
A Isabel, diz ali no Troll que queria ser um bocadinho perfeita. Imaginem. E ainda enumera as perfeições todas que queria: como mãe, amiga, filha, namorada, amante, profissional e dona de casa. Não lhe falta pedir mais nada! E só por uma pequena distracção numa questão de um cozinhado.
Eu, então ? Ando aqui há uns dias a admirar em silêncio umas senhoras que, por acaso e azar foram apanhadas pela polícia a conduzir as “suas viaturas”, frescas e bem dispostas, uma delas com 3,59 de álcool e a outra com 4,27. (creio, se não estou em erro que a TAS permitida é de 0,5)
Fico completamente parva de admiração. É que é das coisas que me irrita, a minha fraquíssima capacidade alcoólica. Eu, sou tão desgraçada e imperfeita, que se tomar um gin tónico de aperitivo e acompanhar o jantar com um copo de vinho, já tenho dificuldade em acertar com a chave para abrir a porta do carro… E leio que aquelas senhoras, acertaram com a chave, encontraram as mudanças, seguraram firmemente o volante, carregaram adequadamente nos pedais, enfim… conduziram os seus carros até serem mandadas parar. Qual zero vírgula cinco! Que mariquice, 3 ou 4 de TAS e ainda estavam ali para as curvas. Imperfeita sou eu, que caio a dormir ferrada, com a 10ª parte do que aquelas meninas consumiram.
Ooooooh!
Emiéle
Publicado por populo às 09:31 PM | Comentários (3)
Computador educadinho
Sempre achei graça a isto. Já se sabe que um robot não pode ter emoções e um PC, por maior relação afectiva que a gente tenha com esta máquina, é uma espécie de robot.
Parece que muitas vezes nós os antropomorfizamos e quando nos falham começa a apetece-nos dar-lhe assim uns chapadões, ou uns abanões de raiva. Mas eles nem pestanejam, gentlemen, impassíveis, sempre correctos e bem-educados.
Acontece-me bastantes vezes, cabeça no ar e alvoreada como sou, escrever aqui qualquer coisa e quando a vou publicar reparar que entretanto se passaram muitas horas ou até um dia e portanto vou ‘acertar a data’ antes de carregar no post. Mas - e é aqui que entra a cabeça no ar - escrevo mais um algarismo do que devo ou qualquer disparate desse tipo. Quando clico para publicar aparece uma mensagem muito educada, explicando-me que a data é inválida: não existe a hora 113. O natural seria qualquer coisa como: - Oh sua idiota! Então quantas horas queres pôr num dia?!! Cento e treze?! Tás parva ou fazes-te?
Mas não senhor. Cheio de correcção e delicadeza só me esclarece que a “data é inválida”. Pois é. O senhor desculpe lá, mas isto aqui foi distracção.

Emiéle
Publicado por populo às 03:50 PM | Comentários (2)
Mas que estranho clima!

“A chover e fazer sol estão as bruxas a comer pão mole”, cantarolávamos nós quando eu era pequenita.
E era bonito ver as linhas de chuva direitinhas e os raios de sol a brilhar entre elas.
Mais original é o que senti agora: granizo ( e forte que as pedrinhas de gelo batiam na janela com bastante força!) e o sol logo atrás.
Estamos em Março, é verdade, mas o que se dizia era que eram manhãs de Inverno e tardes de Verão não que vinha assim tudo à molhada…
Modernices!
Emiéle
Publicado por populo às 03:19 PM | Comentários (4)
Ainda os Pais (é o Dia, não é?)
Tipos de pais. Os pais bem arrumadinhos por classes. :) obviamente que a realidade é uma grande misturada disto tudo!
(recebido por email)
Fiscal= Faz cobranças minuciosas de tudo
Xerox = o filho tem que ser sua cópia perfeita
Expositor = exibe o filho como um produto numa feira
Autocrata = em casa, quem decide, sou eu
Frustrador = corta, pela raiz, qualquer iniciativa
Juiz = se a lei existe, é para ser cumprida
Chantagista = se não fizer isto, é porque não me ama
Irresponsável = resolva isto com sua mãe
Comerciante = só te dou isto, em troca daquilo
Desinteressado = ignora tudo o que diz respeito ao filho
Inseguro = quem sabe, pode dar tudo errado
Provedor = tranquiliza-se dando coisas ao filho
Permissivo = o filho pode fazer tudo o que quiser
Proprietário = o filho é meu e faço dele e com ele o que quero.
Promotor = sempre encontra algo para acusar o filho
Outa face:
Educador = ajuda a desabrochar o adulto que está na criança
Formador = leva a sério a formação integral do filho
Democrata = dialoga para chegara um consenso
Disponível =reserva um tempo precioso para o filho
Observador = acompanha atento as etapas do desenvolvimento do filho
Previdente =prepara o filho para aprender com os fracassos porvir
Agradecido =reconhece no filho um presente de Deus, aos seus cuidados
Libertador = alerta que a verdadeira liberdade é um bem que se conquista
Paciente = ensina que a maturidade não acontece sem tropeços
Esperançoso = acena para a luz, que está sempre no fim do túnel
Corajoso = enfrenta os combates pelo sentido da vida
Prudente = orienta afazer os passos, de acordo comas pernas
Realista =prepara o filho para viver muito além dos limites da família
Emiéle
Publicado por populo às 10:59 AM | Comentários (4)
Desaparecem as borboletas…?

Eu não sou grande apreciadora de insectos, são bichitos que não atraem, excepto a pequena maravilha que é uma borboleta. Isso sim, é a beleza feita insecto, é a leveza, a graciosidade, a elegância…
Nem quero acreditar que me digam que pode haver borboletas que estão a desaparecer por causa das mudanças climatéricas e da agricultura intensiva.
Não!
Parece-me um desaparecimento terrivelmente simbólico. Se começam a desaparecer as borboletas desaparece também a beleza da vida. Temos de fazer marcha atrás.

Emiéle
Publicado por populo às 10:50 AM | Comentários (5)
E agora, Villepin?

Os franceses estão zangados. Saíram para as ruas, muitos, muitíssimos, a gritar o seu desagrado.
Falam em greve no início da semana, já se avança até a ideia de greve geral. E não se está a falar num 'grupo de desordeiros', - claro que podem existir desordeiros nestas coisas aparecem sempre, mas um milhão e meio de desordeiros é demasiada desordem! Seria sensato que o governo francês ouvisse o que eles dizem e pensasse um pouco. Villepin que repare que caiu 10 pontos nas sondagens, se mais não fosse isso seria motivo de reflexão.
Pare, escute e olhe, que está perto de uma passagem de nível.
Emiéle
Publicado por populo às 10:21 AM | Comentários (4)
Os chineses não brincam em serviço

Já tinha visto a notícia há uns dias - creio que até veio referida no jornal 'O Metro' - e não tinha dito ainda nada. Mas fiquei a pensar…
Imaginam o que é um ‘portátil’ do tamanho de um livro, que pesa pouco mais de meio quilo e custa 100 euros?
É o que existe de mais parecido com um conto de fadas.
Não se cuidem, não, que já faltou muito mais para os chineses dominarem o mundo!
Emiéle
Publicado por populo às 09:55 AM | Comentários (3)
Aos olhos dos filhos
«O pai quando se tem...
4 anos: Meu pai pode fazer tudo.
5 anos: Meu pai sabe muitas coisas.
6 anos: Meu pai é mais esperto do que o seu pai.
8 anos: Meu pai não sabe exactamente tudo.
10 anos: No tempo antigo, quando o meu pai foi criado, as coisas eram muito diferentes.
12 anos: Ah, o pai não sabe nada sobre isso. É muito velho para se lembrar da sua infância.
14 anos: Não ligue para o que meu pai diz. Ele é tão antiquado!
21 anos: Ele? Meu Deus, ele está totalmente desactualizado!
25 anos: Meu pai entende um pouco disso, mas pudera! É tão velho!
30 anos: Talvez devêssemos pedir a opinião do pai. Afinal de contas, ele tem muita experiência.
35 anos: Não, não vou fazer coisa alguma antes de falar com o pai.
40 anos: Como teria o pai lidado com isso? Tem tanto bom senso, e tanta experiência!
50 anos: Eu daria tudo para que o meu pai estivesse aqui agora e eu pudesse falar com ele sobre isso. É uma pena que eu não tivesse percebido o quanto era inteligente. Teria aprendido muito com ele.»
Emiéle
Publicado por populo às 09:50 AM | Comentários (5)
Dia do Pai / Dia da Mãe
É curioso que a celebração do Dia do Pai não só é mais recente, como não se faz em tantos países como o Dia da Mãe, e nem sequer é no mesmo dia em todo o lado – em Portugal é dia de S. José, mas em muitos sítios é 16 de Agosto, dia de S. Joaquim, ou no Domingo mais próximo – para além de ser um pouco polémico.
É evidente que um ser humano precisa de um pai e uma mãe, os dois foram necessários e há uma certa simetria dentro da família. Mas também é certo que os papeis eram diferentes e, se actualmente se estão a assemelhar mais, os costumes levam tempo a mudar. E com o aumento de separações e de novas famílias reconstruídas, o pai muitas vezes está ausente com o que isso pode representar de bom ou de mau.
De bom, porque na ausência pode ser idealizado e mais amado ainda. De mau, porque não estando presente não conhece bem o filho, e a idealização pode ter más consequências. No caso de casais separados, na enorme maioria dos casos os filhos ficam a cargo da mãe. Seria uma decisão pacífica, se a separação também o fosse, ou pelo menos se os adultos não usassem as crianças como “armas” na sua guerra. Infelizmente isso nem sempre acontece. Os tribunais decretam que a criança esteja com o pai um fim-de-semana de 15 em 15 dias e parte das férias. É uma discrepância grande, como o faz notar a Associação 26 - 4 que se chama exactamente assim para mostrar que os seus filhos estão, num mês, 26 dias com as mães e 4 dias com os pais!
As queixas destes pais são importantes. É certo que as mães, por seu lado, argumentam que também só gozam os seus filhos ao fim-de-semana, porque durante a semana é escola, jantar, cama. Enfim, questões de adultos onde as crianças não são ouvidas como devem ser.
Porque afinal, não seria difícil que um filho e o seu pai se encontrassem sempre que o tempo de ambos o permitisse, sem alterar as regras e disciplina escolar. Eu conheço muitos e muitos casos onde isso funciona com naturalidade independentemente das feridas que existem entre um casal desavindo. São casos onde os filhos foram mais respeitados. Esses foram os Bons Pais e Boas Mães, diria o Salomão.
Emiéle
Publicado por populo às 09:45 AM | Comentários (6)
março 18, 2006
Secção de Perdidos e Achados - I
Vou inaugurar uma secção nova ( ? ) aqui no Pópulo. Chamar-lhe “Perdidos e Achados” porque tem origem naquelas coisas que encontramos no fundo de gavetas, daquelas que estão um tempão sem lá mexermos, mas quando as abrimos trazem atrás de si um mundo de recordações e de saudades. Muitas vezes pedimos ajuda aos outros para localizarmos bem, quando é que a foto foi tirada, ou o objecto utilizado.
Hoje vou deixar aqui o JOGO DE ESPELHOS
Esta foto foi tirada numa casa que havia na Feira Popular e onde se tiravam estas fotos especiais. A pessoa sentava-se a uma mesa que tinha sobre ela dois espelhos a fazerem um ângulo. O resultado é o que está aqui à vista, o fotografado parece “clonado” cinco vezes…
Pelas contas que estive a fazer, esta fotozinha deverá ter aí uns sessenta e poucos anos. Também segundo a mesma fonte, este vestido era de organdi às florinhas, ( a menina não se chamava Lili) e a dona tinha-lhe uma estima particular. Este esquema dos reflexos nos espelhos parecia completamente magia, pela primeira vez muitas pessoas conseguiam ver-se sob ângulos que, até ao momento, só os outros tinham hipótese de ver. As crianças então, adoravam ir tirar estas fotos nessa casinha da Feira Popular.
Esta não estava colada em nenhum álbum, estava mesmo à solta num velho envelope e agora fica aqui …‘eternizada’ na net !

Emiéle
Publicado por populo às 07:20 PM | Comentários (8)
Puericultura
Ontem comprei um livro.
Fui ao Mercado da Ribeira e por acaso até comprei vários (depois queixo-me de que o mês acaba cedo…) mas quero é falar deste.
É um daqueles livros que ainda se tem de abrir as folhas com uma faca. Que ainda são cosidos com uma linha forte na lombada. E que custavam 6$00, ou seja 50 vezes menos daquilo que me custou e que foi baratíssimo!
Já sabia que não ia aprender nada com ele. Minto. Quero dizer, não ia aprender com ele aquilo que o título dizia ” Como devo cuidar do meu filho” mas é claro que o comprei porque pensei, e bem, que ia aprender muito com ele. Este manualzinho tem a data de 1947 e o que em cerca de 60 anos se mudou em costumes, é uma maravilha. Não é grande, cerca de 150 páginas, mas vem lá tudo! Uma primeira parte com 8 capítulos “Cuidados pré-natais – higiene e alimentação na primeira infância” e uma segunda com 6 capítulos “Mortalidade Infantil, cuidados gerais em caso de doença”. Na primeira até traz desenhos a ensinar como se põe uma fralda e um cueiro. E explica como deve ser arejado o quarto, como deve ser o berço, e qual o enxoval necessário, o que deve comer. Ficamos a saber que a partir do ano se pode dar ovo, mas não deve ter sido posto há mais de 5 dias, pelo que aconselham a ter-se umas galinhas. A não ser isso, “comprar às vendedeiras de galinhas os ovos que encontram dentro das que matam”.
É claro que os termos que se usam, não bem rigorosos mas quem se importa com isso? Fala do sarampo e explica que o micróbio do sarampo é ainda desconhecido, mas depois os conselhos que dá são sensatos. E aconselha também a vigiar cuidadosamente as fezes da criança o barómetro que as mães devem consultar todos os dias”. (lol)
Mas um dos capítulos que mais admirei foi o dos banhos. Temos banho quente, banho frio, banho quente com mostarda, banho salgado, banho de tília, banho de malvas, sêmeas ou amido. E também banho de ar e de sol. Não deve ser preciso explicar porque no título vem tudo dito. No “salgado” deita-se mesmo sal na água do banho, bastante sal. No de tília devia ser assim a modos que tomar banho no chá, e no de mostarda devia-se dissolvê-la na água mas era muito bom para bronquites…
Passaram-se só 60 anos, já pensaram?...
( É este o livro, para se ver melhor podem ir clicando em cima)
Emiéle
Publicado por populo às 12:35 PM | Comentários (10)
Um deles não dorme
(este era um post para ter sido escrito à moda da Catarina, se eu fosse capaz!)
Não sei se é Deus se o Diabo que não dormem, mas um deles é. Ai, ai...
Reparem bem na ordem dos factores, [que não é arbitrária ] para saber qual dos dois não dorme:
Ontem, pagaram-me um dinheiro que me estavam a dever. Boooa! Alegria! Planos! Olhei para os dias que faltam até ao fim do mês com outra cara e alguma superioridade. Ainda eram umas centenas de euros que dariam para alguma coisa.
Meto-me no carro e aquilo não pega à primeira, nem à segunda. Lá pega à terceira… Depois num cruzamento foi-se abaixo. Não gostei. E durante a manhã, ou andava muito bem ou tinha aqueles “engasganços” estúpidos. Claro
que o levei à garagem para um diagnóstico: - Oh, sr. Zé, não deve ser bateria que esta não é assim lá muito antiga… Serão as velas? ( isto, eu a dar-me ares de que entendia daquilo). E o bicho ficou a ser examinado.
Dali a pouco telefonou-me: - Olhe que é coisa séria. É o distribuidor. Tem que vir a peça do representante, vamos ver se lha conseguimos hoje!
Conseguiram. Deram-me o carro arranjado.
E eu dei-lhe um cheque da quantia exacta do famoso dinheiro que tinha recebido de manhãzinha…
Emiéle
Publicado por populo às 10:20 AM | Comentários (12)
A “Gripe das Aves”, medicamentos e negócios
Há assuntos, muitos, imensos, em que sou completamente ignorante. Pela Ciência com maiúscula, para além de um grande respeito não posso dizer que tenha mais nada. Por outro lado, há questões em que acredito que tenho
alguma intuição.
E a campanha que se tem feito sobre a periculosidade da chamada “gripe das aves” associada aos medicamentos para a sua prevenção desde logo me cheirou a esturro
Li agora no Ai-o-Camandro um interessantíssimo post, onde o Farpas levanta as dúvidas que eu tenho mas apoiado em buscas que efectuou. Não vou copiar o post que ele escreveu, nem era ético nem funcional que ele é grande e não merece ser cortado.
Vão lê-lo na sua origem, vá lá!


Emiéle
Publicado por populo às 10:11 AM | Comentários (12)
Vendas Compras ( ? ) à força
Ontem jantei com um grupo de amigos e um dos temas da conversa animada foi a praga das vendas ou por telefone ou por abordagem na rua.
Cada um de nós contou a sua história, qual delas a mais divertida, do modo como não? consegue escapar a essas melgas terríveis. Tudo isto é um bocadito triste porque os pobres vendedores são jovens, que ganham por cada entrevista bem sucedida, e daí o desespero com que se agarram às suas “vítimas”. Mas lá que começa a ser uma verdadeira praga, isso nem se discute. Nós calculámos que, a certas horas do dia, de cada 10 chamadas que se recebem, umas 7 ou 8 são de pseudo inquéritos para impingir qualquer coisa. E passar em certas zonas de Lisboa também se torna uma gincana para fugir a estes “inquiridores” que nos querem arrastar para a teia de aranha que é uma sala onde um vendedor muito treinado nos faz uma ‘lavagem ao cérebro’ para vender um produto caríssimo.
O interessante é que, nem de propósito, hoje vejo que este problema já inquieta muita gente. Os comerciantes da Baixa dizem ( e essa não me tinha ocorrido ) que "Deixámos de ter montras, as pessoas fogem porque estão sempre a ser abordadas” coisa lógica. Parar em frente de uma montra é facilitar a vida a quem nos quer apanhar na tal teia de aranha…
SOS, SOS, quem nos acode?!
Isto não se pode controlar? A responsabilidade não é dos vendedores-melgas é do sistema que os emprega. Tem de se pôr cobro a isto.
Emiéle
Publicado por populo às 10:00 AM | Comentários (7)
As mães-meninas
As estatísticas são uma coisa interessante. Por um lado sabemos que a mulher portuguesa está a ter filhos cada vez mais tarde, porque responsavelmente deseja ter a sua vida organizada quando decidir trazer uma vida a este mundo, e essa “organização” anda a ficar cada vez mais difícil.
Mas por outro, temos a informação de que somos um dos países europeus onde existem mais mães adolescentes. Como é possível, que com a informação que já existe, haja tanta jovenzinha a engravidar? Tenho uma amiga que
esteve muito ligada a este problema e tem exactamente a mesma opinião de uma das psicólogas que falou nesta reportagem: "A gravidez pode ser um projecto de vida quando todos os outros projectos já falharam" ou seja, um bebé é algo que será delas, destas mães-crianças, delas e só delas. Algo que lhes pertence, quando não têm mais nada. E imaginam, como crianças que ainda são, que tendo um filho ganham outro respeito, outro estatuto, ficam mais independentes.
O chocante é repara na idade destas mães. Catorze anos muitas vezes quando se tem o primeiro filho! Claro que ouviram falar em ‘planeamento’ mas isso é na área racional, saber sabem, mas nem pensam no assunto. E talvez porque a verdade é que inconscientemente querem aquele bebé para segurar o namorado e para mudar de estatuto. Quando ‘acordam’ para a realidade já é tarde demais.
Emiéle
Publicado por populo às 09:51 AM | Comentários (6)
março 17, 2006
Acidente F1
Sem palavras...

Emiéle
Publicado por populo às 06:55 PM | Comentários (3)
As algibeiras

Uma algibeira é coisa útil. Como só temos duas mãos e os objectos de que precisamos são muitos, as algibeiras são a solução. Foi uma inteligente invenção. Muitas peças de vestuário as têm: calças, saias e … casacos. Pois é, os casacos têm algibeiras e eu costumo gostar disso, mas hoje dei comigo a amaldiçoá-las!
Chovia que Deus a dava, de manhãzinha entro no meu serviço, rebusco a carteira e nada de 'cartão de ponto'. Enervo-me, a carteira nunca anda cheia e é fácil confirmar, não está! Regresso a casa, debaixo de chuva, vociferando e sabendo já onde estava a porcaria do cartão – na algibeira do casaco de ontem. Como hoje por causa da chuva vesti a gabardina, o cartão que ontem à pressa foi arrumado na algibeira do casaco, continua lá.
O que me irrita é que isto acontece com montes de coisas, chave do carro, porta-moedas, chave de casa. No momento, se estou com as mãos ocupadas, enfio seja o que fôr no que está mais à mão = algibeira. Depois disso, é claro que me esqueço, visto outra coisa e o “seja o que for” continua sossegadinho no seu estojo privado, a tal algibeira que ficou no bengaleiro.
Grrrr!!!!!

Emiéle
Publicado por populo às 01:11 PM | Comentários (10)
Chove...

Chove a cântaros.
Está bem, é preciso chuva, os albufeiras, os campos, e isso tudo.
Mas era preciso que caísse juntinho ao fim-de-semana???
É de desanimar… Até eu que sou sujeita trabalhadora, sinto a chuva a bater na janela, e estou para aqui a atrasar-me, a empatar, e evitar sair de casa, sem nenhuma vontade de abandonar este conforto para daqui a 5 minutas me sentir encharcada e cheia de frio…
Brrr… Ah, tá-se aqui tão bem!
Emiéle
Publicado por populo às 08:16 AM | Comentários (5)
Mas não há quem ponha mão nisto?!
Começa a ser uma rotina ouvir-se falar em carros a circular em contra-mão em vias rápidas e auto-estradas.
Em 3 dias acontece duas vezes
Isto é completamente alarmante. Porque não é o entrar-se errada e distraidamente numa rua de cidade que só tenha um sentido, é circular-se em vias que, por definição, são muito rápidas e a surpresa de ver surgir contra si um carro pode não permitir os reflexos naturais de fuga. Alguma coisa anda muito, muito mal. Como são possíveis estes enganos? Neste caso conta-se que o condutor «fez inversão de marcha nas portagens»!!!??? Lá que aconteceu, aconteceu, não se discute, mas como é possível…

Emiéle
Publicado por populo às 07:55 AM | Comentários (9)
Deveres/Direitos
As Associações de Pais devem ser apoiadas. São de utilidade sem a menor dúvida. É claro que como são formadas por pais, e os pais são humanos e diferentes entre si, temos por aí de tudo. Algumas são apenas e exclusivamente reivindicativas, funcionam quando há um ponto que querem modificar, ou protestar, e depois ficam no descanso até existir novo motivo de queixa… Outras são verdadeiramente interventoras, criam soluções, participam no processo do ensino. Outras ainda são excessivamente participativas, querem intervir na escola em áreas “reservadas” a quem tem a formação própria.
Ontem aprovou-se uma proposta de lei «que pretende valorizar e alargar os direitos de participação das associações de pais e encarregados de educação ao nível da política de educação». Muito bem.
E como nestas coisas as medalhas costumam ter duas faces, seriam também de aplaudir que estes pais sensibilizassem outros pais para os seus deveres como pais e não entregassem inteiramente nas mãos dos professores a educação dos seus rebentos.
Pais são pais. A educação começa em casa, dizia-se dantes.

Emiéle
Publicado por populo às 07:52 AM | Comentários (9)
Umas no cravo outras na ferradura

Correia de Campos deu explicações à Assembleia da República.
Algumas explicações. Parece que não chegou a explicar se serão os utentes a pagar as suas despesas de saúde, mas explicou outros pontos. E, sendo um ministério tão sensível e polémico, é certo que as medidas que se vêm a tomar também serão sensíveis e polémicas. A Visão, ontem entrevistava alguns médicos com responsabilidades e experiência, e as opiniões eram quase unânimes no muito que há a fazer, realçando que a questão dos medicamentos têm sido um ponto positivo deste governo.
O mais complicado é que muitas das medidas levam tempo (só pensar no tempo que leva a construção de um hospital!) e em questões de saúde nós queremos os resultados já, ou «ontem» o que seria ainda melhor…
Por exemplo, o número de camas para pacientes crónicos, e os cuidados continuados de saúde para idosos e dependentes, são medidas boas e de aplaudir. Mas fala-se que é uma reforma para 10 anos… É claro que se começarmos já, diz o ministro que das 16.000 camas estejam já dois terços a funcionar em 2010. Temos portanto que começar já!
HOJE!
Emiéle
Publicado por populo às 07:45 AM | Comentários (6)
março 16, 2006
As "pequenas" diferenças
Claro que os números são diferentes...
Em vermelho o que dizem os manifestantes. A azul o que diz a polícia...

Emiéle
Publicado por populo às 08:51 PM | Comentários (3)
Que se passa em Paris?!

A rádio vai contando, a TV mostra.
Paris está em ebulição.
Como sempre os números não coincidem – entre o governo e os manifestantes cada um deles exagera para mais ou para menos as pessoas envolvidas. Contudo sejam ou não as 500.000 mil pessoas, pelas imagens que se vêm e pelas palavras dos reporters que estão no campo, é completamente indiscutível que é uma enorme onda de protesto que agita a França.
O governo afirma que a polémica e estranha lei aprovada, vai criar mais empregos. Não se entende como – a não ser que queiram falar que vai haver empregos por roullement ( para alguém entrar quer dizer que um colega foi para a rua…) assim como se fosse por turnos, o mesmo trabalho mas executado por várias pessoas à vez…?
Realmente é difícil de entender mas estas são as informações
vamos esperar para ouvir mais e melhores explicações.
Emiéle
Publicado por populo às 08:07 PM | Comentários (5)
A igualdade e os coletinhos de segurança
Para um sociólogo interessado nos sinais exteriores de estatuto social, o vestuário pode dar alguns motivos de reflexão. Há uns 100 anos ( até menos, uns 50 ou 60) podia classificar-se a classe social de uma pessoa, de longe, pela sua roupa. Havia uma diferença, visível a olho nu, ente o fato do trabalhador braçal e do burguês.
Hoje, com a generalidade do “uniforme jeans-tshirt” de longe não há qualquer diferença e de perto muitas vezes também não porque a chamada ‘roupa de marca’ já é comprada por quase toda a gente. E ontem dei-me conta de um outro grande nivelador social: os coletinhos de segurança.
Passei por 3 acidentes de carro. Coisas leves, só chapa pelo que se via. Mas eram carros muito diferentes, desde carros topo de gama, a uns tristes em 5ª mão, contudo os condutores que discutiam animadamente pareciam iguaizinhos, eram todos amarelos ou laranjas fosforescente!
Não há como um colete de segurança para nivelar estaturos!
Publicado por populo às 05:36 PM | Comentários (3)
Jogo de adivinhas...
Um jogo de adivinhas. Vamos apresentar aqui 9 carros de polícia de 9 países, e vamos tentar dar o seu, a seu dono.
Podemos errar em todos (também é falta de espírito de observação…) mas imagino que no 9º veículo as probabilidades de acertar devem subir.
Ora bem - de onde será o carro nº 1 ? e agora o carro nº 2 ? ou o carro nº 3 ? ou então este carro nº 4? ou ainda o carro nº 5 ? ou talvez o carro nº 6 ? e que tal este aqui, carro nº 7 ? ou até o carro nº 8 ? para (tátátátá!!!) chegarmos ao belíssimo carro nº 9!!! .
Tudo a condizer, não será?!
Emiéle
Publicado por populo às 04:19 PM | Comentários (5)
"Sócrates «invadiu» a direita"
Sócrates «invadiu» a direita. Já havia muito quem o dissesse, mas...
Estas palavras não são ditas por nenhum perigoso esquerdista. Parecem revelar o receio de se andar a disputar o mesmo território e quem as disse foi Mª José Nogueira Pinto numa entrevista ao Portugal Diário.
Sendo ela uma mulher inteligente isto pode ser uma complicada ou maquiavélica jogada de xadrez: afirmação provocatória para desencadear um recuo do governo e o CDS reconquistar o seu espaço com um piscar de olho sugerindo alianças e um desafio ao PSD – mais forte agora com Cavaco – para uma melhor definição. Também pode ser dirigido ao eleitorado confuso mostrando que afinal o CDS até pensa como o PS.
Mas a frase não é inocente com toda a certeza!

Emiéle
Publicado por populo às 10:26 AM | Comentários (7)
Somos mesmo maus em números, bolas!

Ouve-se por todo o lado a nossa ( por ‘nós’ entendo portugueses) alergia à matemática, e os resultados desastrosos do ensino da dita.
Mas não imaginei que a alergia fosse tão longe!
É que vêm dizer-nos que até os 4 númerozinhos dos pin dos cartões de segurança, temos dificuldade em fixar.
Cá por mim, que também não sou grande coisa em contas, isso é já demais!!! São 4 números, gentes. Quatro! E que até podem ser alterados ao nosso gosto. Parece que um em cada dez de nós, esqueceu o pin mais de 4 vezes
E depois vem a série de disparates: Os homens guardam os números na carteira, as mulheres na agenda, e as mulheres – coração de manteiga – revelam com facilidade o número a amigos.
Cabeças de alho chocho!
Emiéle
Publicado por populo às 08:06 AM | Comentários (10)
Vida mais fácil

O cartão do passe social vai poder ser “carregado” através do Multibanco
É uma boa notícia, que vai facilitar a vida a muita gente e evitar ver aquelas enormes bichas no início de cada mês para a compra da senha
Aplauso. Clap, clap, clap!!!
Gosto quando vejo uma coisa boa.
De qualquer forma creio estar arredada aquela ideia de se pagar uma taxa para a utilização do Multibanco, não será?
Emiéle
Publicado por populo às 08:00 AM | Comentários (7)
Mas qual é o espanto?
Desta vez não entendo.
Foram divulgados os nomes dos cinco conselheiros de estado escolhidos por Cavaco
Tudo normal e previsível. Pois se estas pessoas eram as que o apoiaram, que estiveram na sua candidatura em lugares de relevo, não é normal que sejam escolhidas como conselheiras? Há elementos que pertencem lá por direito, e outros que são escolhidos. Cavaco fez as suas escolhas e eu não esperava outras. Se reforça a tecla económica ( Ferreira Leite) até me espanta, por afinal dar a entender que ele não saberá tudo…
De resto esta é uma não-notícia, que só refiro por reparar que há muito quem esteja admirado. Mas porquê? Passava-lhes pela cabeça que ele queria ser aconselhado sobre a política social? Por mim, acho-o inteiramente coerente e sem nenhuma surpresa.
Emiéle
Publicado por populo às 07:51 AM | Comentários (5)
Circuitos de informação não tradicionais
Hoje ao abrir o Pópulo encontrei um novo “comentário” - que todos vocês podem ler no meu último post de ontem. Não tinha nada a ver com ele e era uma importante informação. Dizia-me “Desculpa-me dizê-lo aqui mas Moçambique com mais terramotos entre 4.4 e 5.6 na escala de Richter ontem, seguidos de mais um no Zimbabwe. Recebi ontem à noite por SMS a informação que as pessoas andam assustadas e foi decretado o estado de alerta por 20 dias, o que quer que seja que isto queira dizer num país como Moçambique”
Imaginam bem que fui procurar mais informações através da net. Nada. Admito que não tenha sabido procurar bem, mas a verdade é que nem os jornais, nem a rádio, nem a TV referem a notícia. E o meu amigo comentador recebeu a informação por SMS… Para além do que passa em Moçambique, que não desistirei de saber até porque gosto muito daquela terra, é de realçar o papel que a “nova informação” tem no mundo. Creio que é imparável!
Como nota curiosa, eu ontem senti a minha casa tremer. Não houve qualquer referência a nada por estas bandas mas será que me ando a tornar “psíquica” e sensível a acontecimentos distantes? Lá que senti, senti.
PS - Vejam AQUI a representação. ( Outro obrigada, Miguel! )
Emiéle
Publicado por populo às 07:05 AM | Comentários (7)
março 15, 2006
Televisão e Anti-pedagogia
É verdade que se pode “envergonhar” uma pessoa mostrando-lhe os seus erros e com essa troça evitar que os repita. Mesmo assim é um método arriscado – os professores não o usam com certeza.
Mas a TV usa e abusa do tipo piadas desse género. Já há muitos anos deixei de ver a TVI por um programa desse tipo, onde se acusava alguém de ter feito uma maldade qualquer em certa altura da sua vida; essa pessoa inocentemente recebia um convite para assistir ao programa e de repente era chamado ao palco e atiravam-lhe à cara com o “pecado” cometido, por vezes há imenso tempo. E era então uma grande risota, coisa que me revoltou tanto que deixei de ligar esse canal.
Mas é sabido que estas “ideias brilhantes” não nascem aqui nos cérebros nacionais, quase sempre são programas copiados “lá de fora” A última vai ser seleccionar o pior condutor português Engraçado, não será?!
Alguém, amigos ( ? ) vizinhos, colegas, mandam um nome e morada e o indivíduo é chamado a mostrar em público a sua nabice. Depois dizem-nos que o objectivo é pedagógico porque pretende mostrar os erros e a forma do os corrigir. Ah sim? Diz a notícia que já se pensa em alargar o formato ao “pior cozinheiro" e o "pior marido".
E que tal o “pior programa”?

Emiéle
Publicado por populo às 07:15 PM | Comentários (8)
A força da sugestão
-“Tens os óculos tortos”, disse-me a minha amiga.
- “Tenho? ",estranhei eu, porque não sentia nada.
- “Tens. Ou estão os óculos tortos”, riu-se ela, “ou é a tua cara!”
Fiquei aflita. Tirei os óculos e fiz o teste de os colocar abertos sobre a mesa. Quando estão tortos as hastes não assentam. Isso sei eu muito bem, porque é coisa que me anda sempre a acontecer. Mas não. Desta vez as hastes pareciam normais, tudo parecia normal. Huuuum… Continuei a conversa mas fiquei inquieta: é que no “ou…ou” a outra hipótese era a cara torta. Era de pior correcção… Assim que pude fui mirar-me a um espelho – não me achei diferente mas se calhar sou eu que já ando habituada à cara torta! Valha-me Deus, que inquietação.
Desde há uns dias, sempre que passo em frente de um espelho dou uma olhadela a confirmar o que é que está torto afinal.
Para que raio sou tão influenciável?!!!

Emiéle
Publicado por populo às 08:36 AM | Comentários (10)
Homens…!
Acho muita graça a estudos científicos que vêm confirmar aquelas coisas que andamos fartinhos de saber há séculos.
Este agora é formidável, foi na Inglaterra que se fez o estudo, mas estas conclusões qualquer mulher a sabe: os condutores britânicos do sexo masculino sempre tiveram problemas em admitir que estão perdidos
Claro!
Mas quem não sabe isso??? E quantas vezes a culpa é da companheira que não soube ler o mapa, (temos fama disso) ou de uma má explicação, ou então “de outra maneira também lá se vai dar”…
Homens!
Emiéle
Publicado por populo às 07:40 AM | Comentários (12)
A Saúde e a “rentabilidade”
O Ministro da Saúde anda na berlinda. Mas entende-se. As medidas que se têm tomado são quase todas polémicas e sobretudo as alternativas mal explicadas. Por exemplo, compreende-se que seja exagerado
ter aberta uma unidade de saúde durante 24 horas se, à noite, só receberem 2 ou 3 doente . Parece lógico. Como também pareceria
lógico que, sendo apenas 2 ou 3 doentes, então existissem efectivas consultas ao domicílio. Se o médico estivesse “de urgência” em casa, sendo chamado por telefone e deslocando-se a casa do doente, seria mais barato porque não era todo o Centro a estar aberto era um atendimento mais agradável quem estava a sentir-se mal e, se fosse caso mais grave, poderia então haver um transporte que levasse o doente a um local com mais recursos.
Nada demais. É o que fazem as pessoas com seguros de saúde, e funciona.
Emiéle
Publicado por populo às 07:01 AM | Comentários (5)
Novo modelo?
Está em estudo um “novo modelo” do SNS.
Este que temos anda a funcionar mal, sabemos. Tem mesmo andado a funcional de mal a pior. Parece que se anda a colocar remendos de pano novo noutro que se está a desfazer e o resultado nunca pode ser famoso, porque se vai romper noutro ponto que não foi remendado. Depois, ao reconhecer que alguns pontos do tecido não suportam remendos, então rasga-se essa manga e deita-se fora, com a justificação que estava tão cheia de buracos que também não servia para nada. Ou então aluga-se ao vizinho a manga de uma camisa que esteja em bom estado
E, gradualmente, o vizinho arranja a outra manga para ficar a condizer, e já agora as costas da camisa, e talvez a parte da frente. Ficamos com o colarinho, que é aquilo que se vê logo…
Mas que negócio! Para o vizinho é claro, talvez até possa comprar outras camisas para ir emprestando.
Emiéle
Publicado por populo às 06:04 AM | Comentários (6)
março 14, 2006
Ninhos

Esta manhã, quando entrei na cozinha para aquecer o leite do pequeno-almoço ouvi “triu-ti-ti, triu-ti-ti.” e pensei.
“Chegou a Primavera! Já se ouvem os passarinhos. Mas que bem que se ouve!!!” e até fui abrir a janela a ver se avistava algum. Nada. De qualquer modo era um som agradável e muito próximo.
Mais tarde, diz-me a D. Maria que me trata da casa:
-“Já viu que tem um ninho na chaminé?”
-“Um quê???!”
-“Tem, sim senhora! Não ouviu os passarinhos?”
Tinha ouvido, pois. E achado que parecia mesmo cá dentro de casa, mas não me lembrei da chaminé!
E agora estou atrapalhada. Quando não sabia destes hóspedes cozinhava alegremente sem me preocupar, mas agora receio que o calor dos cozinhados incomode os passarinhos. Que hei-de fazer? Também é verdade que quando eles escolheram o local para o ninho devem ter observado que dali saía calor, não é? Eu já usava a chaminé antes deles construírem a casa deles.
Como é essa coisa da usucapião?
Emiéle
Publicado por populo às 05:21 PM | Comentários (9)
Lisboa (que amanhece..)
Gosto muito dela.
Nasci cá, cresci cá, e sempre que dela me afastei sentia umas terríveis saudades.
Gosto imenso de viajar mas porque sei que posso voltar a casa, e esta é a minha casa. Nos anos que estive longe, muito longe até, passava-se às vezes um estranho prodígio: inesperadamente, de súbito, via uma rua, uma praça, um cinema, um jardim. Quase como uma alucinação e esse fenómeno chegava a assustava-me. Mais tarde compreendi que aquilo era a saudade em estado bruto, um sentimento que subia por mim acima como uma maré viva e eu não controlava. Era só deixar passar…
Mas eu sabia que voltava para casa. E voltei sempre.

(Lisboa que amanhece, cantada pelo Sérgio Godinho)
Publicado por populo às 08:30 AM | Comentários (12)
Assistência médica gratuita para maiores de 60 anos
Leram bem:
Assistência médica gratuita para maiores de 60 anos tal e qual.
Mas não é cá, que é que pensavam?
É no Chile.
Cá estamos a fazer lentamente o percurso inverso.
Emiéle
Publicado por populo às 07:55 AM | Comentários (4)
“Moda Lisboa”
O que está na moda são as opas.
Com o frio que tem feito entende-se. Mas agora com a Primavera não vai ser calor a mais…?
Desta vez é o BPI que vai receber uma opa.
Eu nem devia dizer que é o “meu” banco, mas olhem que é. Então o meu dinheiro vai passar de uns cofres para outros e eu não digo nada? Hoje acordo e vejo que mudei de banco, assim, enquanto dormia ou coisa parecida…?
Não me habituo, é o que é.
Já sou velha para estas modernices, qualquer xailezinho me serve, deixo as opas para os outros.
Emiéle
Publicado por populo às 07:47 AM | Comentários (7)
O espectro e a ciência

Quando no outro dia me falaram no Espectro decididi dar uma olhadela pelo blog. Não estava lá muito entusiasmada, confesso. Reconheço inteligência naquele par, mas muito pouca simpatia. E quanto ao VPV, é facto público e notório de que “tem dias”. De vez em quando diz umas muito acertadas, mas quando começamos a pensar que afinal encarreirou, desatina de novo e deixamos de ter paciência para o ouvir.
Agora vejo que ao fim de 3 meses, eles já se fartaram e o blog acabou. Não me admirou nada.
Acabou com grande despedida, quase 300 comentários, muitos lenços a acenar, - imagino eu que não os fui ler porque 300 é comentário a mais para digerir.
De qualquer modo, ainda passei uma vista de olhos por uma dúzia de posts e, tal como calculava, concordei com algumas análises feitas, sorri com umas ferroadas, e irritei-me com muito do tom de arrogância com que a maioria das críticas eram feitas.
Mas já num dos últimos posts do Vasco PV, encontrei uma pérola, que se fosse outra pessoa a escrever e ele a descobrir dava-lhe uma barrigada de riso. Ora vejam: O nosso VPV critica o aparecimento do Cartão Único. Eu já por aqui falei no assunto, porque esse cartão anda em estudo há tanto tempo que só peca por tardio. Mas o VPV considera que é um assalto à privacidade apesar de não dizer bem porquê, uma vez que foi garantido que o acesso aos elementos que estão no chip só será permitido à entidade a que esses elementos digam respeito. Mas depois sai-se com uma espantosa. Diz ele «qualquer indivíduo com acesso ao cartão (um empregado bancário, por exemplo, ou um contabilista de hospital) fica (se quiser) a conhecer a nossa vida inteira. Basta uma fotocópia». A sério. Está lá escrito. Acredito que a informática seja uma 'ciência oculta' para o professor. Mas …uma fotocópia? Se um gabiru fizer uma fotocópia do meu cartão de crédito poderá esvaziar-me a conta bancária?! Alguém que lhe explique o que é um chip, faxavor!
Essa é de cabo de esquadra, oh VPV!
Emiéle
Publicado por populo às 07:34 AM | Comentários (4)
A cólera em Angola
A informação ainda é vaga. Sabe-se que passou cerca de um mês desde o primeiro caso de cólera em Angola, e sabemos que é uma terrível doença muito contagiosa quando as condições de higiene não são as melhores…Noutros países africanos quando aconteceu uma situação destas, os resultados finais foram muito maus.
Em Angola, o que nos dizem é que um mês depois há 231 casos com 11 mortos mas e que a doença está a alastrar, o que é o seu aspecto mais perigoso. Enquanto se puder circunscrever a área os desgastes podem ser limitados.
Vamos esperar para saber o que nos dizem sem nos deitarmos a adivinhar.
Emiéle
Publicado por populo às 07:20 AM | Comentários (3)
Em França sobe a temperatura
Já tinha falado no assunto lá mais para baixo, mas a questão não está arrumada, muito pelo contrário!
A revolta dos estudantes franceses face à lei CPE (Contrato Primeiro Emprego) vai subindo de tom e alastrando ao resto do país. Como faz parte destes jogos, do lado dos revoltados acentua-se a adesão dos colegas e o sucesso das manifestações e do lado do governo, minimiza-se tudo o que se passa. O modelo é igual em todo o lado e já o conhecemos.
Neste caso especial há interesses comuns entre estudantes e sindicatos, uma vez que a questão não é uma questão académica mas diz respeito ao primeiro emprego e aí as águas e os interesses são comuns, no momento em que se passa de estudante a trabalhador.
Como também é normal os chefes dizem que a lei vai ser aplicada ponto final. Concedem apenas três ajustes. Do outro lado insiste-se que o governo vai dizendo “contra-verdades” e esta medida vai fazer aumentar a precariedade do trabalho.
Relembrando: durante os dois primeiros anos um patrão poderá despedir o trabalhador sem motivo.

Emiéle
Publicado por populo às 06:50 AM | Comentários (4)
março 13, 2006
“Eu sou assim!”
Por mim, não aprecio particularmente as dicotomias. É verdade que o raciocínio fica muito arrumadinho, não tem nada que saber, afinal ou é ou não é. E pronto! Uma coisa ou é verdade ou é mentira. É bonito ou é feio. Tem saúde ou está doente. É bom ou é mau. Fácil.
Fácil e falso, é claro. Todos temos a consciência que a realidade é muito mais vasta do que isso, tão vasta que se estende no espaço enorme que vai de um dos extremos ao outro: entre a verdade absoluta e a completa mentira, vai um mundo!
E assim, as personalidades de cada pessoa são variadíssimas, tal como as impressões digitais, cada ser humano tem a sua, só sua e distinta de todas as outras. A verdade porém, é que dá jeito arrumá-las em grandes grupos, e considerar que fulano tem um feitio mais assim ou mais assado - parecido com o meu primo, ou igual à minha colega, ou do tipo da minha vizinha.
Se inventar mais uma dessas “arrumações”, vê-se que num extremo há pessoas inseguras que ao menor toque de censura se colocam logo em causa, desfazem-se em desculpas, imaginam que as suas acções podem ser a causa indirecta de grandes problemas, com uma insatisfação permanente consigo mesmas. É cansativo o convívio com estes 'hiper-sensíveis'. No outro polo, estão aqueles para quem, se algo deu para o torto, a culpa pode ser de todo o mundo mas nunca sua. A sua auto-estima só se pode encarar com óculos escuros porque o brilho é radioso. Se houve um mal-entendido, é porque “o outro” não percebeu; se não cumpriu uma promessa, era evidente que tinha falado a brincar; se cometeu um erro ou não era bem um erro - as informações eram erradas, o material não prestava, foi interrompido, eu sei lá... Também é cansativa esta personalidade, que afugenta quem se
aproxima deles. E há uma sub-classe nesta zona de feitios, que embora reconhecendo a sua imperfeição, têm uma palavra-chave: “Eu sou assim!” e o interessante é que os amigos alinham: “Ela é assim, já sabes...”
Por mim nunca aceitei esse argumento. Porque é certo que de início todos “somos assim”, a criança é impulsiva e obedece ao princípio do prazer imediato. Ao ano e meio ferra uma forte dentada no bebé do lado, mas ensina-se que não pode morder. Aos 6 anos vem da escola com uma coisa alheia, e manda-se devolvê-la. Vivemos em sociedade e há regras de boa convivência. E se o “ser assim” implica falta de respeito pelos sentimentos dos outros, não me serve.
Mas se calhar sou eu que tenho este mau feitio. “Sou assim”, embirrenta e intolerante.
Emiéle
Publicado por populo às 08:30 AM | Comentários (9)
Entrevistadora ficou a falar sozinha
Foi pena ter-se passado com Berlusconi. Como a simpatia que tenho pela personagem não é nenhuma, preferia que tivesse sido outro a assumir essa atitude, mas a verdade é que certos entrevistadores merecem exactamente isso: que se lhes vire as costas.
São inúmeras as vezes, cá na nossa terra, em que vejo convidar-se pessoas para darem a sua opinião sobre determinados assuntos, ou para serem entrevistados, e contas feitas quem deu opinião foi a/o jornalista. Numa grande parte das vezes a pergunta é feira mais ou menos nestes termos :-”Não acha que..tal e tal e tal e tal?”, pelo que há duas opções. A maioria das vezes o interrogado repete: “Pois é, acho que tal e tal e tal e tal” parecendo um eco enfraquecido do que se acabou de dizer. Outras vezes, diz simplesmente: “Acho sim.” E acaba a conversa. Sempre me irritou o tipo de perguntas com resposta incluída.
Mas há a outra modalidade, que é quase descompor o entrevistado, interrompendo, não o deixando falar e discutindo abertamente com ele. Por cá, a campeã do sistema era a Manuela Moura Guedes, mas muitas outras seguiram a escola. É o tipo de entrevistas que me fazia mudar rapidamente de canal.
Parece que esse tipo de peixeirada também acontece na Itália, e desta vez foi Berlusconi que passou das palavras aos actos e saiu do estúdio. Talvez se aprenda alguma coisa. Talvez…
Emiéle
Publicado por populo às 07:31 AM | Comentários (11)
Uma BA que não custa nada
O IRS está a pagamento, como sabemos.
É uma obrigação que lá se terá que fazer, com boa ou má vontade, mas não há outro remédio.
Contudo, para quem não sabe ( se calhar todos sabem, creio que no ano passado eu também já tive esta conversa) todos nós podemos fazer com que 0,5% do imposto liquidado reverta a favor de uma Instituição de Utilidade Pública desde que ela esteja registada como tal.
Claro que cada um pode escolher a Instituição que prefira, isso já fica ao vosso critério, devem é lá na papelada, escrever o chamado NIPC ( quer dizer número de identificação de pessoa colectiva) no anexo H, no quadro 9.
Se tiverem uma dessas Instituições do vosso agrado é só perguntarem qual é o número, se não tiverem eu digo que o da Amnistia Internacional é o 501 223 738.
Olhem que vale a pena, e a nós não nos custa mesmo nada!

Publicado por populo às 07:23 AM | Comentários (5)
Bronze para Naíde
A nossa Naíde soma e segue!
Melhorou pela oitava vez consecutiva, o seu recorde nacional saltando 6,76 metros em comprimento
Bravo Naíde!!!
( Olhando para os jornais desportivos, até nos esquecemos de que há mais desporto para além de futebol…)

Emiéle
Publicado por populo às 07:16 AM | Comentários (4)
Prisão
Quando se é condenado à prisão, é-se condenado à ausência de liberdade. Só.
Há dois ou três dias, foi publicado um relatório sobre os Direitos Humanos onde Portugal foi alvo de feias críticas sobre as condições nas nossas cadeias.
Para além de ser irónico que esse relatório fosse divulgado pelo Departamento de Estado norte-americano que não me parece ter grande autoridade nesse campo, o certo é que como cidadã portuguesa não ponho em causa que muito do que lá se diz seja verdade. Mortes nas cadeias, suicídios, doenças numa enorme percentagem adquiridas por contágio, toda a vida prisional que deve ser um inferno nas condições em que é vivida.
Impressiona-me. Não que considere que alguém que foi condenado por um crime deva ficar instalado num hotel, mesmo sem estrela nenhuma. Em tempos correu aí pela net e eu engoli o isco, de imagens uma prisão japonesa que era realmente um magnífico hotel ( depois de eu ter deixado aqui as imagens no blog, explicaram-me que aquilo era uma blague) o que não fazia o menor sentido. Contudo a aplicação de penas que sejam por exemplo de serviço comunitário, parece-me que seria de incentivar mais. Lembro-me de um juiz que uma vez condenou um rapaz por ter provocado um acidente por condução perigosa a trabalhar uns meses com tetraplégicos. Didáctico! E esse modelo, em delitos leves poderia ser seguido, libertando as nossas prisões de gente empilhada em péssimas condições.
Porque, acabo como comecei – a pena é a ausência de liberdade. Não é ser forçado a viver em situações sub-humanas.
Emiéle
Publicado por populo às 06:55 AM | Comentários (6)
Audiências
Não oiço as notícias da TVI, ponto. Para estar informada tenho outras fontes de informação e portanto posso dizer realmente que nunca vejo aquele canal e muito em especial no que se refere a informação.
Mas numa busca na net, reparei que no dia 10, essa estação nos dava uma informação preciosa: Calcula-se que no caso de uma epidemia «entre dois milhões e meio e três milhões e meio de portugueses fiquem doentes com o vírus». Nem mais. Um terço da nossa população vai ser afectada, quando cá chegar a peste negra voadora.
Vamos lá a ver. Eu considero que se devem tomar precauções, que as pessoas devem estar prevenidas, que sobretudo quem tem aviários pode vir a ter um prejuízo enorme. Mas atirar com um número destes, falar em três milhões e meio de doentes, quando mesmo lá no oriente onde já existe a doença há um ano ainda de contam pelos dedos os casos mortais, se não é alarmismo não sei o que seja!
Depois, mais para diante, diz-se que a doença vai chegar mas … não se sabe se daqui a seis meses ou seis anos. Donde, dentro de 6 anos ( uma das hipóteses) já o tratamento foi encontrado e distribuído.
A verdade é que notícias destas dão mesmo para gerar pânico. Claro que esses 3 milhões e meio, são os doentes não os prováveis mortos, mas já viram o que com números se pode provocar em gente mais hipocondríaca?
Tenham tento no que dizem, por favor!
«-Não se trata de criar pânico, mas de informar.»
«-1ª pergunta: Vamos todos rebentar no meio de terríveis sofrimentos?»
Emiéle
Publicado por populo às 06:42 AM | Comentários (3)
Eu sei a resposta a esta dúvida
Acabei de ler um artigo de opinião chamado “Quem avisa os rapazes?” onde o autor se espanta dizendo que o desemprego sobe, mas há muito quem falte às entrevistas para um novo trabalho. Depois vai tecendo críticas porque o preenchimento das 3.000 vagas para estágios remunerados, que o Governo decidiu criar, ficaram marcadas pelo excesso de faltas dos candidatos. E diz que «não se entende como é que alguns simplesmente rejeitam esta oportunidade». Realmente é tão estranho que dá que pensar. Porque se, como ele dá a entender, os jovens desempregados ‘simplesmente rejeitassem esta oportunidade’ nem sequer se tinham dado ao trabalho de concorrer… Se houve essa grande adesão e depois uma enorme percentagem faltou à entrevista, seria talvez de procurar saber como é que as coisas tinham sido feitas.
Acontece que, nalguns casos, até sei porque foi! Tão simples como isto: não foram avisados.
Tenho acompanhado de perto o caso de alguns jovens à procura desse primeiro emprego e sei de quem tenha enviado candidaturas para muitos e muitos desses estágios. No formulário pediam morada, telefone, telemóvel, email, o que foi feito. E, como no anúncio não se referia onde e quando seria a entrevista, esperou pela resposta por um desses 4 meios enquanto ia respondendo a outros pedidos e indo a outras entrevistas.
Um dia vê na net que todos os concursos já tinham sido, a cada um dos locais onde se tinha candidatado tinham sido apurados 2 candidatos e em cada caso sobrava um número variável (8, ou 7, ou 10, ou 5) de outros, por não comparência. O interessante é aquele número tão certinho de 2 ter sabido da data da entrevista, e os restantes serem esses nabos “desinteressados” que ignoraram a chamada feita de um modo certamente bastante misterioso.
Não seria mais simpático dizer que em cada caso havia apenas 2 vagas e que estavam já destinadas ?
Emiéle
Publicado por populo às 06:28 AM | Comentários (6)
março 12, 2006
Casou com a cabra
Não sei é se se vão ser muito felizes…
A culpa é da Isabel. Publicou lá no Troll um fait-divers, bastante impressionante, com a referência de que o tinha lido no Portugal Diário. Vai daí fui procurar as notícias do dito periódico, e dei com algumas pérolas tanto ou mais interessantes do que aquela que ela ali referiu.
E uma que tenho de partilhar convosco, vai aqui na íntegra:
Um sudanês foi obrigado a casar com uma cabra, depois de ter sido apanhado em pleno acto sexual com o animal.
Foi o próprio dono da cabra que surpreendeu o indivíduo com o animal e levou o assunto ao conselho de anciãos. Esta entidade condenou o homem a casar com o animal e a pagar um dote de cerca de 100 euros, já que tinha usado a cabra como uma esposa.
«Demos-lhe a cabra e, tanto quanto sabemos, ainda estão juntos», afirmou o dono do animal.
Só vantagens.
Ficou com esposa e ainda terá leite de graça.

Emiéle
Publicado por populo às 03:11 PM | Comentários (12)
Guerras santas
Já ando a ficar um bocado farta destas guerras de religiões que desde há uns tempos parece ser o prato forte da política internacional. Chego a ter dúvidas se estou a viver no século XXI como diz o calendário ou regressámos à Idade Média com cruzadas e hereges queimados em fogueiras. Só que essa “idade média” agora é noutras regiões do globo e entre outras religiões. Mas impressiona e assusta.
É que desta vez tinha-me passado desapercebido o atentado a Benares .
A Índia é um país imenso, e muitíssimo povoado, mais de 1 bilião de habitantes, o segundo país do mundo em população seguir à China. É também conhecido por ser muito religioso, a religião tem muito peso e o hinduísmo com muitas variantes é a terceira maior religião do mundo, com cerca 1.050 milhões de praticantes. São números impressionantes!
É neste contexto, numa terra muito religiosa e que também é habitada por muçulmanos mas “apenas” 150 milhões, que estes decidem atacar Benares, a Cidade Santa dos hindus.
Porquê? Para quê? Como? Com que intenção?
Não é proselitismo religioso. Não se irá converter absolutamente ninguém com este método. Não é matando gente anónima que está em peregrinação que se consegue algum resultado do ponto de vista de conversão. Não pode ser. As motivações têm de ser outras. Pelo poderio indiano? Parece que eles andam a desenvolver a força nuclear, mas os muçulmanos vão atacá-los por isso? Parece uma loucura tão grande que também não pode ser. Sinto-me muito confusa e, pela primeira vez, a religião começa a meter-me medo.

Benares
Emiéle
Publicado por populo às 02:35 PM | Comentários (6)
Eufemismo
É difícil não achar graça.
Encontrei o puro exemplo de eufemismo!
Vejam esta pérola:
Uma notícia que refere o desaparecimento de um detido em prisão domiciliária usando uma pulseira electrónica, refere-se ao indivíduo como um dos empresários das casas de alterne
Im-pe-cá-vel!!!
Está bem explicado, e mais polido não se pode ser:
Empresário de casa de alterne. Gostei. A educação é muito bonito.
Só se torna difícil para dizer em discussão: Oh seu grande empresário de casa de alterne !!! Mas é chic.
Emiéle
Publicado por populo às 10:29 AM | Comentários (6)
“Ainda sou do tempo”

Foi o que pensei, na frase que se tornou famosa graças ao anúncio. É que há muitos anos havia uma coisa chamada “Festival da Canção” que mobilizava todos os interesses do país numa ou duas noites por ano. Era uma animação, discutiam-se os méritos relativos das músicas, das letras, da interpretação, tudo muito emotivo e apaixonado.
Agora, tropeço inesperadamente numa informação dizendo que se realizou não sei bem quando o final do Festival RTP da Canção Imaginem onde o desgraçado chegou…
Não dei absolutamente por nada. É certo que nos últimos dias não tenho aberto a TV porque tenho andado noutras ocupações, mas mesmo assim nos “velhos tempos” isto nunca passaria desapercebido – quer no local de trabalho, quer nos transportes, quer nos supers, onde quer que existissem dois portugueses isso era tema de conversa. Desta vez descobri completamente por acaso
Tadinho. Pobre Festival. Perdeu a pena, perdeu o pio, nem sei porque anda se insiste em o fazer. Teve o seu tempo, mas acabou. Muito simples.
RIP.
Emiéle
Publicado por populo às 10:20 AM | Comentários (6)
Não me apetece
Tenho-me sentido muito bem em “reger” este blog sozinha. O ter um blog individual tem as suas vantagens. Mas também tem defeitos, como é natural. Encontrei agora um.
O governo fez um ano. Eu acho que devia ter dito qualquer coisa, afinal ando fartinha de dizer que vivo em sociedade e tudo o que se passa à minha volta me interessa. Portanto, há poucas coisas das que “passam à minha volta” que tenha mais importância do que o modo como o governo tem exercido as suas funções ao longo deste ano. Mas não me apetece falar disso. Não me apetece mesmo nada. Se tivesse aqui um parceiro descarregava essa função lá para o teclado dele, mas assim…
Tem-se travado um diálogo meio em surdina:
Emiéle 1 – Olha, escreve aí uma coisita sobre o ano que passou.
Emiéle 2 – Eu?! Não me apetece nada!
Emiéle 1 – Mas a mim também não. Alguém vai ter de o fazer.
Emiéle 2 – Vê lá se encontras um artigo de opinião. Faz copy/paste.
Emiéle 1 – Ná. Já vi, mas tinha de ser uma colagem de bocadinhos de vários e era uma trabalheira para os links e identificar quem tinha dito o quê.
Emiéle 2 – É. Também não vi nada que assinasse por baixo.
Emiéle 1 – Deixa lá. O blog é só nosso, e é para nos dar prazer, deixamos este TPC para o ano.
Emiéle 2 – Boa! Combinado.


Emiéle (passada a crise)
Publicado por populo às 10:12 AM | Comentários (7)
março 11, 2006
Lá isso...
Sem humor, a vida era cá uma seca!!!!

Emiéle
Publicado por populo às 05:21 PM | Comentários (1)
Ainda a epidemia ( ? )
Não entendo e não sei se é para entender.
Por um lado não querem alarmismos. Explica-se que só apanha a doença quem esteja em contacto directo com os animais que a tenham contraído, que se a carne e ovos forem bem cozinhados se podem comer perfeitamente, que estejamos calmos.
Certo.
A malta aceita isso, cumpre as instruções, e como o que dizem é para se ficar calmo - além de que os números que vão aparecendo de pessoas doentes, mesmo lá para o oriente onde a coisa começou, são muito pequeninos, achamos que “não há crise".
Agora vem a dita informação que nos deixa de boca aberta: os profissionais de saúde, quem trabalha com fornecimento de electricidade, água, gás ou alimentos e as forças de segurança devem vacinar-se. Por um lado essa declaração impressionante e infeliz de que são 100.000 «fundamentais para o país», mas o que deixou baralhada é a que título esses senhores fundamentais andam para aí a apanhar pombos mortos, ou essas aves de arribação. Mas não nos tinham dito que em seis passos

(*clique para ler melhor)
a coisa se evitava? Claro que imagino que os 'fundamentais' são os que irão recolher os patos mortos, e essa bicharada, mas então eles não levam luvas e máscaras e essas protecções ? Pelo que se lê dos outros países as poucas pessoas afectadas são as que estiveram desprevenidamente em contacto com os bichos. Será que cá eles vão cair, cheias de pontaria, sobre esses pobres 100.000?
Expliquem-nos por favor.
Emiéle
Publicado por populo às 04:50 PM | Comentários (5)
O Tempo e a Justiça
Morreu simplesmente, talvez durante o sono.
Acabei de ouvir na rádio, que Milosevic foi encontrado morto esta manhã na sua cela.
Estava a ser julgado desde Fevereiro de 2002. Julgamento complicado e demorado como se vê. As acusações eram muitas. Agora acabou o julgamento por ausência do acusado. Lamento que ele não tivesse podido ouvir a sentença. Teria sido de toda a justiça, mas o Tempo tem destas coisas.
Assim como também receio que se venha a passar algo de semelhante com Pinochet. Também é complicado e demorado o julgamento e nesse caso o homem está mesmo bastante velho, agora. Mas não o estava quando das atrocidades que mandou cometer. São casos onde o Tempo joga contra a Justiça. Não é um espírito de vingança que me faz falar, mas creio que todos respiraríamos melhor se sentíssemos que os responsáveis por tantos crimes podem ouvir uma condenação.

Emiéle
Publicado por populo às 02:46 PM | Comentários (5)
«Amizade e trabalho», ou «amigos e colegas»
O Farpas escreveu no Ai-o-Camandro um post chamado Cansaço que me sugeriu muitas reflexões por vir ao encontro da minha opinião sobre o caso.
Costuma-se dizer que “trabalho é trabalho e cognac é cognac” ou seja que não é bom misturar relações de amizade com as de trabalho. E o certo é que isso é uma sabedoria tradicional que tem as suas razões de ser. Eu, quer por experiência própria, quer por aquilo que vejo à minha volta, tenho reparado que muitas vezes estabelecemos relações de verdadeira amizade com colegas de trabalho e isso não tem mal nenhum, é muito bom. Também pode acontecer haver amigos que vão trabalhar para ao pé de nós e também não é mau.
Mas a fronteira existe. E tem vantagens em existir. Tenho amigas que se prejudicam no seu trabalho porque se envolvem de tal modo com os problemas pessoais dos outros que o ambiente geral é contaminado. Noutros casos, vão para um emprego com a expectativa de se fazer amigos, com o motivo lógico de que quem se dedica aquela área tem interesses comuns portanto é natural surgir a amizade. É um erro também, é claro! Porque o motor mais forte que nos leva a efectuar um trabalho é racional, é frio, é cerebral; a amizade é baseada em emoções, em afectos, não tem nada de racional. Gosta-se porque se gosta, e mais nada. Portanto, à partida, ir para um trabalho imaginando que lá se vai fazer amigos é um fracasso.
Vamos separar as águas que só faz é bem!

Emiéle
Publicado por populo às 12:56 PM | Comentários (4)
Cem organismos que vão ser extintos
Lemos a notícia e a primeira reacção, se fôssemos inocentes, seria de aplauso. Muito bem, se existem no levantamento feito cento e tal organismos que não servem para nada, não se entende porque existem e será correcto que desapareçam. Quando vou dizendo entre vírgulas «se fôssemos inocentes», é porque já vi este filme. É reposto nos cartazes de 4 em 4 anos, pelo menos. Cada governo que entra, cheio de energia justiceira, decide arrumar a casa e faz uma barrela a tudo o que considera excedentário. Lembro-me quando entrou Durão Barroso, o que não foi! Porque sem a menor dívida que existem para aí institutos, comissões, centros de isto e daquilo, que muitas vezes repetem o que se faz noutro local e estariam melhor fundidos num só. E outros casos como o referido da «Academia Internacional da Cultura Portuguesa» que tem um funcionário caso que nos parece muito extraordinário. Neste caso a economia não vai ser lá muito grande!
O que até hoje se tem sistematicamente verificado, é que com uma mão se acaba com o que existia, e em muitos casos bem, para com a outra mão se criar outros perfeitamente semelhantes para encaixar as pessoas “certas”. Este processo é tão rotineiro como as estações do ano – já sabemos o que aí vem. Mas dá bom aspecto. Quando Durão extinguiu imensos Institutos parecia excelente, e agora também. Falta é a segunda parte do jogo, porque estamos no intervalo. Por agora o plano é reduzir “o número de funcionários públicos que deverão passar para o quadro de excedentes”, a seguir irá ser contratar outras pessoas para fazer esse trabalho.
Talvez me engane.
Publicado por populo às 11:15 AM | Comentários (3)
O desemprego “lá fora”

O desemprego é uma hidra venenosa com muitas cabeças, quando nos preocupamos mais com uma delas e se pensa que a cortamos, reparamos que a outra cabeça toma mais força. E frases de ‘consolo’ que ouvimos com frequência quando referimos o caso de amigos nossos que se desesperam sem conseguir trabalho, é que “ele não é o único”, “isto é geral”, “anda tudo na mesma”, facto que se sabe mas não ajuda nada a resolver coisa nenhuma.
E, uma área de desemprego que pouco a pouco tem vindo a crescer de um modo impressionante é o que refere ao primeiro emprego. A dificuldade é grande, enorme até, e encontra-se cada vez mais a situação ‘pescadinha-de-rabo-na-boca' porque antes de se começar a trabalhar naturalmente que não há experiência a não ser de estágios, mas para se conseguir o emprego pedem experiência, e voltamos ao princípio…
Tenho andado um pouco distraída, e só agora reparei que as coisas em França tem estado quentes!
Pelos vistos Villepin propôs uma lei, aprovada pelo Parlamento, sobre o Primeiro Contrato de Trabalho que permite despedir trabalhadores com menos de 26 anos, sem qualquer justificação nos dois primeiros anos do contrato. Os estudantes não gostaram e amotinaram-se. Não parece estar a correr nada bem. Vamos seguir o que se passa com atenção!
Emiéle
Publicado por populo às 10:59 AM | Comentários (4)
março 10, 2006
Ups! Nem todos os valores são iguais
Ora cá temos uma publicidadezinha mesmo a calhar para o rescaldo do "dia da mulher":
[postei só isto para experimentar se era capaz de deixar aqui um vídeo. FUI !!!]
Emiéle
Publicado por populo às 09:04 PM | Comentários (3)
O defeito dos "open space"

- Blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá…
- Tá-ti-ti-tá-ti-tá-tá.
- Blááááá?!!!
-Tá-ti-ti-tá-ti-tá-tá…
- Blá, blá, blá??
-Ti-ti-ti-tá-ti-tá!
(não há nada mais irritante de que ouvir uma conversa que não nos diz respeito quando queremos concentrar-nos no que estamos a fazer! Grrrr)
Emiéle
Publicado por populo às 01:15 PM | Comentários (2)
Simpatia
É fácil.
Um sorriso, um gesto amável, e muitas vezes tudo se torna um pouco mais fácil…
Vá lá!

Emiéle
Publicado por populo às 07:59 AM | Comentários (6)
Dividir-se o mal pelas aldeias
Primeiro – Abu Ghraid vai ser encerrada.
Segundo – Estão lá detidos 4.500 prisioneiros
Terceiro - o que lhes vão fazer?
Quarto – Não ouvi dizer que os vão julgar.
Quinto – Pretendem levá-los para outras prisões.
…. até quando?
É que uma das causas da invasão do Iraque ( para além das famosas armas ) era para restabelecer um regime democrático e de liberdade.
Está-se a ver.

Emiéle
Publicado por populo às 07:31 AM | Comentários (4)
Excentricidade
Posso a estar a ser tremendamente injusta, mas desculpem, essa coisa das saias para homens não é apenas uma questão de “chamar a atenção” ? ( porque não, dizer “épater le bourgois” sempre era mais chic, a condizer com as colecções) Pelo requinte de serem abaixo do joelho, só isso.
Será elegante? Bonito? Prático?
«Duas saias abaixo do joelho fazem também parte da colecção masculina» diz a reportagem.
Não me incomoda absolutamente nada, como é evidente, isso é lá com o gosto de quem se veste mas… serei assim tão conservadora? Não vejo qualquer elegância nem beleza em imaginar um homem com saia abaixo do joelho. Irreverente, por irreverente, então subam as saias bem acima e mostrem a perna toda como deve ser!

Emiéle
Publicado por populo às 07:13 AM | Comentários (6)
Ora com franqueza!
Bem sei que é um a zero, mas mesmo assim.
Então no XIII Mundialito de futebol feminino fomos perder com a Irlanda?!
Eu logo vi. Começam com diminutivos, «mundialito» e mais isto e mais aquilo, não nos levam a sério, e zás, a gente perde a auto-estima e deixamos entrar o golo.
Não pode ser. Força Portugal, avante contra o México!
Emiéle
Publicado por populo às 06:56 AM | Comentários (3)
Blogs chineses

***
É sabido que na China se vive num regime muito espartilhado quanto a liberdade de expressão e de informação. Portanto não é de estranhar que essa censura se estenda à blogosfera chinesa. O que já tem a sua graça é que a censura a dois blogs de sátira política seja considerado ter sido por «razões inevitáveis»
Gostei dessa.
Razões inevitáveis!!! Está tudo dito.
***( a pedido de um comentador, a imagem pode aumentar se lhe clicarem; quem é amiga, quem é?)
Emiéle
Publicado por populo às 06:44 AM | Comentários (4)
março 09, 2006
Dia de sol

Hoje, mesmo que chova, o sol vai brilhar no seu máximo ao meio dia em ponto.
Faz hoje um ano escrevi eu um post onde, creio que pela primeira vez, abri uma janela sobre a minha vida privada. Até ao momento tinha-me mantido “virtual”, “incorpórea”, mas daquela vez apeteceu-me muito falar do meu filho
Hoje apetecia-me reeditar esse post. Repetiria todas as palavras. Ele está um ano mais velho mas os sentimentos são os mesmos, o amor partilhado fortíssimo, e quando o olho sinto o mesmo encanto de quando peguei pela primeira vez naquela bolinha minúscula de olhos abertos, espantados para o mundo.
Agora está grande, tenho de pensar que bom que é que tenha crescido, e que no mesmo ser está lá tudo, o bebé pequenino que me olhava como se eu fosse o centro do mundo, e o rapaz que se inquieta hoje com o estado desse mundo.
Que grande responsabilidade, criar um filho, mas não há nada na vida mais fascinante e compensador!
Parabéns, meu querido.
Emiéle
Publicado por populo às 08:40 AM | Comentários (16)
Se calhar...
Enviaram-me ontem mas só abri o correio hoje...

(cliquem para conseguirem ler melhor)
Emiéle
Publicado por populo às 08:35 AM | Comentários (3)
Os ‘móveis’ e os ‘fixos’
Estou a pensar em telefones, é claro.
Sabemos que Portugal é dos países onde em proporção existem mais telemóveis. Costumo fazer um levantamento de brincadeira, de vez em quando, anotando quantas pessoas conheço que não têm telemóvel e de cada vez essa listinha vai ficando mais reduzida… Neste momento só me lembro de uma amiga que não têm. Mesmo os antigos «irredutíveis» vão sendo convertidos lentamente.
Mas os números que vejo fazem-me alguma confusão. Que existam mais de 11 milhões de telemóveis para 10 milhões de portugueses é uma coisa que me custa a entender. Quero dizer, eu tenho um. OK. E tenho também um de rede fixa. E o mais engraçado é que falo muito pouco por qualquer deles. ( !? ) Quando quero conversar com alguém procuro encontrar-me cara a cara, gosto muito mais… “Esta coisa” é, para mim, um objecto para dar recados mas olho à minha volta e verifico que para muita gente é um modo de estar em contacto permanente com toda a gente. E essa do contacto permanente incomoda-me um pouco. “Onde estás?”, “O que estás a fazer?”, “Demoras muito?”, “Achas que compre isto?” oiço eu constantemente por todo o lado.
Depois o facto de na rede fixa se pagar sempre o aluguer, e este não ser nada barato, também afugenta as pessoas. Creio que ou a operadora reformula as suas opções ou continua em queda livre. Até porque na própria net já há muitas outras opções que não passam pela PT.
Mas, o certo é que sou muito conservadora e não há nada como a presença física e o calor de um olhar directo.
:)


Emiéle
Publicado por populo às 08:20 AM | Comentários (9)
Água
Durante séculos, em países como o nosso por exemplo, a água era considerado um bem natural e dos que tinham mais fácil acesso. Vinha do céu, ou cavava-se um poço e ela lá estava. Quase como o ar que se respirava, como a luz do sol, era inconcebível que assim não fosse sempre.
Cada vez se começa a entender melhor que assim não é. Pelo contrário é um bem que importa conservar por todas as formas e poupá-lo convenientemente. O ‘Conselho Mundial da Água’ vem dizer que «mais de mil milhões de seres humanos vivem privados deste bem» facto que nos deixa abalados.
Fala-se em que por dia podem morrer 25 mil pessoas por doenças associadas à água ( ou à sua falta). São números chocantes mas verdadeiros.
É importante educar cada vez mais pessoas para mudar o seu modo de pensar em relação a este bem, o que num país onde ela ainda é abundante não é tarefa fácil.
Não é fácil mas é muito importante!

Emiéle
Publicado por populo às 07:38 AM | Comentários (5)
Há crises e …crises

A velha frase de resignação “a crise toca a todos” deve ser repensada. Ou então há diversos tipos de crises, não é?
Porque a verdade é que 2.000 milhões de euros de lucro é bastante dinheiro! E estes milhões todos foi o que sobrou, já depois de pagos os impostos, a cinco bancos portugueses.
Crise? O que é isso?
Emiéle
Publicado por populo às 07:15 AM | Comentários (3)
Será que é desta?
Já se ouve falar nisto há tantos anos que só acredito quando tiver o meu na mão! Confirmei agora, que exactamente há um ano já eu estava a ouvir dizer que o cartão vinha aí... Mas enfim, parece que desta vez está bem encaminhado. Parece que é desta que vem o famoso “CARTÃO ÚNICO”! Excelente medida.
O novo cartão, do tamanho de um cartão de crédito, serve ao mesmo tempo de Bilhete de Identidade, de Cartão de Eleitor, Cartão de Contribuinte, do Serviço Nacional de Saúde e o da Segurança Social. Cinco em um.
O funcionamento desta técnica que permite desburocratizar já muita coisa, foi estudada de modo a proteger os dados pessoais do cidadão como exigiu Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD). Cada uma das entidades não terá acesso aos dados das outras entidades. Estaremos longe desta situação Uff… Ainda bem, tanto não.
Emiéle
Publicado por populo às 06:13 AM | Comentários (1)
março 08, 2006
Parabéns Benfica!

Grande noite.
É sabido que aqui no Pópulo, apesar da cor do cabeçalho, somos verdes.
Mas isso é para consumo interno. Quando é um clube português que joga no estrangeiro, desejo sinceramente que ganhe.
O Benfica conseguiu uma grande proeza.
Os meus mais sinceros parabéns!!!
Vamos aos quartos de final!!!
Emiéle
Publicado por populo às 09:35 PM | Comentários (7)
Recomendações
Disse ali abaixo que dei uma volta pela blogosfera para ver como os outros blogs tinham falado ( ou não ) do Dia da Mulher. Foi assim:
No Troll encontrei pelo menos 3 ! Uns exagerados é que eles são : ) Um deles intimista à moda da Isabel , outro numa perspectiva afectivo/social do Daniel, e ainda outro numa visão mais política mas também afectiva de novo da Isabel. Bons posts, que merecem ser visitados. Depois encontrei o Charquinho que disse "Elas carregam filhos e sonhos" num post escrito 'a duas mãos' focando aspectos sociais e sentimentais, muito bem escrito com uma belíssima gravura. No Sociedade Anónima, a referência foi muito sóbria mas de muito bom gosto: Três obras de arte, representando mulheres. No Tá de Chuva, recebemos risonhamente o “abração”, a imagem de marca do Zeca Telhado. Nos Devaneios encontrei um texto pequeno mas importante e uma foto linda .
Mas o Óscar vai… tátátátá para o Ante e Post no post Mulheres , com uma espantosa colecção de imagens : Mulheres reais, As mulheres e o amor, e Sedução. Conseguem focar quase tudo sem palavras. Vale a pena a visita!
Emiéle
Publicado por populo às 09:29 PM | Comentários (3)
Um dia é pouco
Dei uma voltinha por alguns blogs e encontrei repetida a ideia de que “um dia é pouco”. Vamos lá a ver – é claro que é pouco! Mas esse tipo de argumento oiço-a a respeito de todos os dias de. Até com o Dia de Natal. Diz-se que devia ser sempre Natal, com o tal dito espírito, etc, etc. e vejo repetir esse argumento de que “é pouco” e portanto não serve para nada, sempre que se comemora alguma coisa de especial.
Ora bem. Vamos ver se nos entendemos: isto é um símbolo, OK? Quando se escolhe UM DIA seja do que for é para chamar a atenção de um modo mais forte. Não passa pela cabeça de ninguém que só se goste da mãe no Dia da Mãe, ou se deixe de pensar nos trabalhadores em todos os dias que não forem 1º de Maio. É apenas um símbolo!
Lembro-me de que aqui há uns anos, trabalhava num organismo que representava a tutela da CIDM e se decidiu que seria todo o mês de Março o mês da Mulher. Foi interessantíssimo, é certo. Nessa altura passei esse mês a correr Portugal de norte a sul participando em centenas de actividades ligadas a problemas femininos, e até acredito que em certas terras mais pequenas a nossa acção teve impacto e deixámos raízes para a partir daí se alterar alguma coisa. Contudo, se em vez de «um dia» foi «um mês», a crítica deveria manter-se. Porque faltavam os outros 11 meses do ano! de onde se conclui que isso seria um processo infinito…
Muito bem, este dia está a acabar, e hoje pensámos um pouco mais nas mulheres. Sem que a reflexão pare aqui. E sem que amanhã se cruzem os braços. Porque o “feminino” é um mundo enorme, e há tanto para fazer. Mas também a solidariedade é grande, e todos juntos, homens e mulheres podemos alterar muita coisa para melhor.

Emiéle
Publicado por populo às 07:20 PM | Comentários (0)
Vírgula quatro?!
Isto das estatísticas e eu, nunca nos havemos de entender.
Eu sei. É só números. É a tal matemática que é uma língua estranha para mim. Eu sei tudo, e de uma forma geral vou aceitando o que me dizem.
Mas isto de saber que me falta zero vírgula quatro de filho para ser uma mulher portuguesa, faz-me confusão, o que é que querem…?
É porque um, eu já tenho. E sei que se tiver dois já me sobra filho, o que me falta é mesmo um pouquinho menos de metade de um. Falta zero vírgula um para ser mesmo metade. Não sei bem como é que o Salomão iria resolver este problema, porque cortar a criança ao meio, ainda assim a olho lá se fazia, mas cortar um pouco menos de metade deve ser muito difícil!!!!
Zero vírgula quatro, heim..?


Emiéle
Publicado por populo às 07:30 AM | Comentários (11)
Estereotipos
Quando nos anos 40, Simone de Beauvoir escrevia “On ne naît pas femme: on le devient” pretendia acentuar o papel definitivo que toda a estrutura social onde se vive tem na definição do conceito do que é uma mulher. Seria um exagero, mas foi necessário para um forte abanão numa série de estereótipos sobre “o masculino” e “o feminino”.
Quando hoje cada vez mais os respectivos papeis se fundem, e quase deixa de haver profissões femininas ou masculinas, as tarefas domésticas são mais partilhadas, as roupas são cada vez mais uniformizadas ( os jeans e T-Shirts são uniformes unisexo ) e apesar de continuar a haver ainda diferenças salariais elas têm, apesar de tudo, já diminuído, vê-se bem o papel que a sociedade desempenhou.
Mas quando eu falo em sociedade quero falar de todos, homens e mulheres, que a sociedade é construída por todos. E na manutenção dos estereótipos, considero que as mulheres, ao longo dos tempos têm tido tanta responsabilidade como os homens. Basta recordarmos que a educação das crianças pequenas era, e ainda é em parte, assumida prioritariamente pelas mães. Eram elas que diziam que as meninas “não deviam” ter certas brincadeiras, ou os meninos “deviam” portar-se de determinado modo. Desde muito pequenas que as crianças apreendiam o que a sociedade esperava delas, e depois… integravam-se naquilo que lhes tinham ensinado. Acredito que hoje, cada vez mais cresce uma nova consciência e as raparigas que agora nascem têm muito mais possibilidades de vir a ter uma realização no futuro idêntica à dos seus irmãos.
Mas para isso foi preciso a tal luta que vem de lá muito atrás, e se traduz na frase da Simone que recordei.

Publicado por populo às 07:18 AM | Comentários (4)
Mosaico

Emiéle
Publicado por populo às 07:10 AM | Comentários (4)
Mulher

Hoje, dia 8 de Março, é Dia da Mulher.
Sei que não é pacífica esta comemoração. Os campos extremam-se muitas vezes caindo apaixonadamente de um polo ao outro: quem considere que falar-se num Dia da Mulher é como que sublinhar uma posição menor, de um ser que necessita ser protegido, alguém mais fraco. E isso não agrada. Deste ponto de vista, só faria sentido se simultaneamente existisse um Dia do Homem, pois tal como está associam-no de imediato ao Dia da Criança. Assim, nessa linha de pensamento, este Dia seria encarado sob uma luz de protecção, de defesa, de amparo, d“as coitadinhas”, tal como quando se olha para uma minoria social. Portanto nesta óptica entendo bem que não se aceite, este “presente”. Pois se a Mulher é metade da humanidade… é alguma minoria? Instintivamente sente-se como discriminativo, mesmo que seja descriminação positiva… . Mas, vamos lá ser realistas e reconhecer que, não sendo de modo nenhum uma minoria (poderia dizer-se uma metadeoria? ) sabemos bem como na maior parte do mundo a mulher ainda é discriminada.
Claro que os avanços têm sido espectaculares, na Europa ou América, se olharmos para o último século e de um modo muito menos acelerado no resto do mundo. Mas em grande parte deste planeta, o facto de “nascer-se mulher” vai implicar o ter de enfrentar um mar de dificuldades. Há muitas excepções, mas se são excepções é por existir uma regra. Esta é uma das faces da tal moeda, a contestada por algumas pessoas, - essas que também queriam um ‘Dia do Homem’.
Mas atenção – temos o outro lado. Quem festeje alegremente este Dia.
Repare-se, o 1º de Maio, é o Dia do Trabalhador e não creio que os trabalhadores sejam uma ‘minoria social’. Sabemos que festejar-se a Mulher em 8 de Março não é por acaso. E, na sequência de ideias que nos surgem com o 1º Maio, devemos lembrar o dia 8 como da Mulher sim, mas a mulher trabalhadora e activa. Não se trata aqui da mulher-criança, a mulher frágil, a mulher dependente. Porque foi a 8 de Maio que as operárias americanas enfrentaram O Poder, com coragem, com energia, sabendo o que arriscavam. São essas mulheres que nos fazem orgulhar deste dia.
Para mim hoje é o dia da Mulher-Força. Força interior, cabeça levantada. Não nos esqueçamos que estamos ainda a viver com valores culturais muito significativos de género, valores que levam muito tempo a desaparecer. E por isso se fala em solidariedade feminina, e ainda bem que a há. Esse é um valor que prezo muito - apoio, companheirismo, camaradagem feminina.
É só um dia no ano, mas é o nosso dia.
Emiéle
Publicado por populo às 07:05 AM | Comentários (10)
Haja luz !

Ora muito bem!
Uma coisa ao menos, vemos que prospera na nossa terra:
A EDP quase quadriplica os resultados do ano anterior
Mas que bom para ela. E para os seus accionistas.
Se nos ensinasse esse milagre de quadriplicar os rendimentos, ficaríamos muito agradecidos…
Emiéle
Publicado por populo às 07:00 AM | Comentários (3)
março 07, 2006
Do outro mundo

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Emiéle
Publicado por populo às 08:44 AM | Comentários (6)
Itália e eleições
Outra vez !
A Itália está prestes a fazer novas eleições (daqui a um mês, mais ou menos) e ninguém se entende. O país de novo parece ingovernável!
Desde que me lembro que aquele país anda naquele desatino. Governos que nascem e morrem de um dia para outro, coligações, mais coligações, governos minoritários, escândalos sucessivos, todos se acusam, uns aproveitam a confusão, outros dizem que desistem, alguns parece terem umas soluções salvadoras que não dá em nada.
É um mistério para mim. Porque é que numa terra com aquela riqueza, aquela cultura, aquela inteligência, se vivenuma permanente “pré-anarquia”?!
Mal empregada, que é um dos países mais belos do mundo!

Emiéle
Publicado por populo às 08:05 AM | Comentários (8)
O valor das emoções
António Damásio é um dos exemplo mais vivos de como se pode mostrar “lá fóra” que há portugueses de altíssima qualidade, que muitas vezes com as condições de trabalho que temos em Portugal nunca chegariam a mostrar o que valem. Como portuguesa tenho muito orgulho nele!
Falou agora na Conferência Mundial de Educação Artística, no CCB. E referiu-se a um ponto que também me inquieta muito e que é «as aptidões cognitivas das novas gerações se desenvolverem muito mais rapidamente do que as suas capacidades emocionais»
A verdade é que a emoção, o seu desenvolvimento, o seu controlo, mas também o seu correcto cultivo é essencial para um equilíbrio da personalidade. E, por muitas e variadas causas, esse cultivo da emoção tem sido muito descurado na relação pais-filhos. A criança é muito estimulada nas suas áreas cognitivas, ou seja a aprender coisas mas não a conhecer os seus sentimentos.
Diz Damásio, e ele sabe o que diz, "as crianças afectadas nos seus sistemas emocionais, nos primeiros anos de vida, não vão conseguir aprender as convenções sociais dos adultos e, como consequência disso, temos o facto de as patologias sociais, nomeadamente a dependência de drogas, estar a aumentar nas escolas". Não é só em Portugal, é certo, mas se não pomos as barbas de molho agora daqui a pouco pode ser tarde.
Pais, atenção: temos de voltar a repensar a educação.

Emiéle
Publicado por populo às 07:21 AM | Comentários (10)
A violência no crime
A frase podia parecer um “jogo de palavras” mas não o é de modo nenhum. É pôr o acento tónico num ponto que me parece da maior importância – a motivação de quem comete uma agressão.
Disse o director da PJ numa intervenção num debate que não está em causa apenas "o crime violento, mas a violência do crime"» .
E acho notável este ser um motivo de preocupação porque denota uma visão muito correcta de um problema que anda a inquietar muita gente há uns tempos (gente ligada à educação no sentido mais amplo do termo) e ter sido um alto responsável da PJ a senti-lo é muito bom indício.
Porque algo anda mal no controlo das emoções e sentimentos da juventude. António Damásio também falou das emoções e ele sabe o que diz. O crime violentamente gratuito parece estar a ser «uma "nota característica" da criminalidade, nomeadamente praticada por jovens» disse este responsável da PJ, creio que referindo-se ao horror da morte do travesti Gisberta. É a violência pela violência, quase como algo lúdico e fonte de prazer. Referiu também, o que se anda a notar cada vez mais, que muitos delitos que eram há pouco ‘explicados’ como motivados por carências de toxicodependentes, o são agora por motivos consumistas completamente banais.
E começa-se cedo. Falei já muitas vezes no bulling, fenómeno cada vez mais generalizado por esse mundo, e que hoje vejo referir em miniatura no Jardim-de-Infância.
Alô educadores! Isto evita-se no ovo, e sei de muitos casos de sucesso. Uma aliança forte entre pais e professores é cada vez mais uma prioridade. Não pensar que 'a culpa é dos outros'; a culpa é de nós todos!
Emiéle
Publicado por populo às 07:10 AM | Comentários (5)
março 06, 2006
O controlo do consumo
Li hoje, num destes jornais gratuitos , que um estudo da Marktest afirmava sair mais caro comprar num supermercado do que numa loja pequena. Ora os dados de outros estudos sobre os preços reais dos produtos não dizem isso, portanto como se pode chegar a esta conclusão? É que o estudo não avaliou a relação produto-preço e sim a atitude do consumidor e todo o segredo está aí.
Nas grandes superfícies tudo está estudado para fazer crescer o consumo. Vocês já notaram que os ‘produtos brancos’, ou os mais baratos se encontram nas prateleiras lá do rés-do-chão e quem empurra um carrinho tem tendência a olhar para o que está à altura dos seus olhos? Além disso como muitos compradores vão à pressa muitas vezes não dá para comparar bem os produtos sobretudo quando há grande variedade, e paga-se então o cartão da bela embalagem em lugar do produto…Mas o verdadeiro segredo está no factor colectivo. Na loja de bairro, vamos sozinhos de propósito comprar uma coisa ou duas, enquanto no super é frequente fazer-se uma excursão familiar onde cada elemento do clã se lembra de que “precisa” de qualquer coisa.
Portanto o sair mais caro as compras no Super não tem a ver com os custos, tem a ver com a psicologia mais elementar! Quem levar uma lista de casa e não se afaste nem uma vírgula, não acredito que gaste mais. Mas quem é essa “ave rara”?!

Emiéle
Publicado por populo às 07:21 PM | Comentários (9)
“Pequenos nadas”
A velha ideia, até cantada por Sérgio Godinho de que “A vida é feita de pequenos nadas” é profundamente verdadeira. Muitas vezes, uma frasezinha, como uma volta do caleidoscópio pode alterar o modo como uma pessoa se sente.
Hoje acordei mal-humorada. Não dormi bem, o dia parecia-me muito comprido, imensas coisas a fazer e todas muito ‘urgentes’ ( ! ) tanto que nem sabia porque ponta começar, estava frio, doía-me a cabeça - enfim estava mesmo com mau feitio! Chego ao trabalho muito rabugenta e só via à minha frente coisas para embirrar, para além de continuar ensonada para ajudar à festa. “Tenho de reagir”, pensei. Respirei fundo e decidi ir até ao refeitório tomar uma bica para arrebitar.
E então dá-se o 'milagre', o tal pequeno nada que transforma o ambiente. A senhora a quem distraidamente entreguei a chapinha que me dava direito ao café, foi à máquina e na volta entregou-me a chávena sorrindo – “É cheiinha que quer, não é, querida?”. Era realmente cheiinha que gosto. Mas contam-se pelos dedos as vezes que ali tenho tomado café. Como é que ela me reconheceu e teve aquela amabilidade é um mistério mas o dia de súbito tornou-se mais leve. Deixei de ser anónima naquela multidão, criou-se um laço de afecto e cumplicidade entre nós duas.
Também eu agora não me vou esquecer dela.
Emiéle
Publicado por populo às 03:04 PM | Comentários (5)
A verdadeira causa
É por "causa dos trocos", e faz ele muito bem!
Podia ter arredondado para os 50, não é verdade? Tipo sensível e agradável.
Se eu soubesse onde era, passava a ir lá tomar a bica, que é vendedor simpático.

Emiéle
Publicado por populo às 07:36 AM | Comentários (8)
Óscares
Não vou falar dos Óscares.
Primeiro, não vi a atribuição dos prémios: estava a dormir e confesso que o espectáculo em si não me ia impedir de o fazer.
Segundo, ainda não vi um único dos propostos ou premiados.
Sei que ganhou o filme "Colisão"
E isso parece ter sido uma surpresa porque não era um o favorito. Mas afinal o que é isso de “favoritos”? Com melhores campanhas?
“Colisão” trata de problemas raciais e deve ser importante este prémio para sensibilizar mais as pessoas para o problema. Mas a verdade é que basta um filme ser nomeado para um prémio destes para ter já a propaganda feita. Receber ou não um prémio é apenas a cereja do bolo. Os vencedores, para quem estiver interessado, foram estes
Por mim estou bastante interessada em ver o "Boa Noite e Boa Sorte" sobre o McCarthysmo, porque creio ser um tema que muita gente já esqueceu.
Mas é claro que pretendo ver os que concorreram, mesmo que não tivessem ganho. Mas com calma e tempo.
Emiéle
Publicado por populo às 07:14 AM | Comentários (9)
Confirmação do óbvio
Só quem ande muito distraído, ou tenha um rendimento de tal forma elevado que só pense em grandes números, não tinha sentido o disparar dos preços destes últimos tempos. O INE vem apenas confirmar o que entrava pelos olhos adentro. E quando o aumento é de 3, 4, 5 %, claro que é aumento na mesma, e uma pessoa quando recebe o talão da caixa nota que ele vem mais gordo do que uns tempos atrás, mas nos produtos em si repara-se pouco. Pagava-se 48 e agora é 49,5 por exemplo, quase não se repara…Parece uma coisinha pouca. O certo é que ao chegar ao momento de pagar tudo aquilo já parece de repente tudo muito caro!
E tem graça que eu, pessoalmente, me tenho queixado bastante aqui em família, quanto ao azeite. E afinal cá vem a confirmação É mesmo verdade que o desgraçado subiu 45 % Notou-se!!! Ainda por cima porque segundo aconselhamento dos dietistas nós tínhamos recomeçado a cozinhar muito mais com azeite, porque diziam que fazia menos mal do que as outras gorduras. E menos mal à saúde faz, o pior é à carteira.
Talvez não usar gordura nenhuma?.. Blhac… Que comida desenxabida!
Emiéle
Publicado por populo às 06:36 AM | Comentários (6)
Segunda-feira
O mal das semanas pequeninas como a que passou é que as normais parecem muito grandes.
Hoje, segunda, olho para a semana e parece-me enooorme. Ela não tem culpa, tem apenas os seus habituais 5 dias de trabalho, a preguiça que sinto deve ser o ter enferrujado por a outra ter acabado muito depressa.
Mas, que querem? Hoje sinto-me particularmente preguiçosa ao olhar para a semana que vai começar.
Deve ser por o sol ainda não ter nascido…
Daqui a pouco já estou com mais energia, mas neste momento apetece-me mais ficar aqui a brincar no computador do que arrancar para uma semana de tabalho.
Uaaaaa…. Que preguiça!

Emiéle
Publicado por populo às 06:15 AM | Comentários (5)
março 05, 2006
Quaresma
Estou aqui a ouvir com um ouvido distraído um jogo de futebol, e a lembrar-me de que alguém me disse que estava a fazer um estudo sobre a Quaresma e foi recolher informações ao Google apanhando logo em primeira mão com esta informação .
Oh glória! Oh tempos!
Emiéle
Publicado por populo às 08:30 PM | Comentários (5)
Quinhentos frangos
Ouvi ontem a notícia que achei nem merecer comentário, um fait-divers como outro qualquer. Mas a verdade é que fiquei a pensar, porque a coisa, assim para quem vive longe deste negócios parece estranhíssima. Não faço a menor ideia de quantos animais tem um aviário, mas de repente morrerem quinhentos parece uma enorme quantidade! Quinhentos frangos…!? E deu-lhes um tranglomango e o dono simplesmente deita-os fora? O que lhe terá passado pela cabeça?
É evidente que esta pressa em se desfazer dos “cadáveres” de um modo tão expedito parece ser por se ter assustado. Terá imaginado que vinha aí a epidemia, a famosa gripe, e como começava por ele o melhor seria esconder aquilo debaixo do tapete pela ravina abaixo. E aquela alma não percebia que 500 frangos era muito bicho e mais tarde ou mais cedo se vinha a inquirir onde tinham nascido, onde é que tinham sido chocados? Teriam sido roubados e entretanto morreram? Também não porque não houve queixa.
Tudo isto são interrogações e podia continuar por aqui abaixo, porque me parece tudo uma coisa sem pés nem
cabeça. É claro que é justa a indignação das pessoas que receiam as águas inquinadas, e o atentado á saúde pública, mas o que me faz espécie é o que se passou na cabeça de quem tomou aquela desastrada decisão.
Talvez não se tenha passado nada, para isso era preciso ter uma cabeça com alguma coisa lá dentro, e não é provável. Parece tratar-se de gente completamente desmiolada.
Mas eu não consigo deixar de pensar- “tadinhos dos bichos”….
Emiéle
Publicado por populo às 06:50 PM | Comentários (3)
Poema
Poema destinado a haver domingo
Bastam-me as cinco pontas de uma estrela
E a cor dum navio em movimento
E como ave, ficar parada a vê-la
E como flor, qualquer odor no vento.
Basta-me a lua ter aqui deixado
Um luminoso fio de cabelo
Para levar o céu todo enrolado
Na discreta ambição do meu novelo.
Só há espigas a crescer comigo
Numa seara para passear a pé
Esta distância achada pelo trigo
Que me dá só o pão daquilo que é.
Deixem ao dia a cama de um domingo
Para deitar um lírio que lhe sobre.
E a tarde cor-de-rosa de um flamingo
Seja o tecto da casa que me cobre
Baste o que o tempo traz na sua anilha
Como uma rosa traz Abril no seio.
E que o mar dê o fruto duma ilha
Onde o Amor por fim tenha recreio.
Natália Correia
Publicado por populo às 05:55 PM | Comentários (3)
Não, não se esquece nada de nada!

Recordar Jacques Brel.
Eu sei que não é um cantor que seja muito recordado hoje em dia. Teve a sua época e hoje anda meio esquecido. Mas não por mim, também como tal como ele acho que “on n’oublie rien” e sobretudo o que, por alguma forma, nos marcou.
Quando quis escolher uma canção dele vi-me atrapalhada. Há tantas e tão importantes.. Ainda gravei o famoso “ne me quitte pas” e se calhar noutra ocasião vou deixá-lo aqui, mas hoje mais virada a recordações, ao reviver de muitas que teimam em não se acomodar a ficar arrumadinhas no fundo do baú, preferi o “On n’oublie rien” esta canção muito dura, muito forte, que nos arranha por dentro como a voz deste poeta cantor.
Que saudades também tenho dele…
Emiéle
(a letra vai cá em baixo)
On n'oublie rien de rien
On n'oublie rien du tout
On n'oublie rien de rien
On s'habitue c'est tout
Ni ces départs ni ces navires
Ni ces voyages qui nous chavirent
De paysages en paysages
Et de visages en visages
Ni tous ces ports ni tous ces bars
Ni tous ces attrape-cafard
Où l'on attend le matin gris
Au cinéma de son whisky
Ni tout cela ni rien au monde
Ne sait pas nous faire oublier
Ne peut pas nous faire oublier
Qu'aussi vrai que la terre est ronde
On n'oublie rien de rien
On n'oublie rien du tout
On n'oublie rien de rien
On s'habitue c'est tout
Ni ces jamais ni ces toujours
Ni ces je t'aime ni ces amours
Que l'on poursuit à travers cœurs
De gris en gris de pleurs en pleurs
Ni ces bras blancs d'une seule nuit
Collier de femme pour notre ennui
Que l'on dénoue au petit jour
Par des promesses de retour
Ni tout cela ni rien au monde
Ne sait pas nous faire oublier
Ne peut pas nous faire oublier
Qu'aussi vrai que la terre est ronde
On n'oublie rien de rien
On n'oublie rien du tout
On n'oublie rien de rien
On s'habitue c'est tout
Ni même ce temps où j'aurais fait
Mille chansons de mes regrets
Ni même ce temps où mes souvenirs
Prendront mes rides pour un sourire
Ni ce grand lit où mes remords
Ont rendez-vous avec la mort
Ni ce grand lit que je souhaite
A certains jours comme une fête
Ni tout cela ni rien au monde
Ne sait pas nous faire oublier
Ne peut pas nous faire oublier
Qu'aussi vrai que la terre est ronde
On n'oublie rien de rien
On n'oublie rien du tout
On n'oublie rien de rien
On s'habitue c'est tout
Publicado por populo às 11:35 AM | Comentários (14)
Beijinhos
Esta tem graça!
Parecem os costumes de pernas para o ar… Na Indonésia está a debater-se uma lei contra a pornografia e indecência. Muito bem, porque não? Contudo a dita lei parece muito abrangente porque inclui na pornografia, para além da nudez, as danças eróticas e os beijos em público.
E é coisa a sério, porque trocar um beijo em público pode levar com uma multa que chega aos 25.000 €. Não se brinca em serviço por lá!
Onde eu acho que há uma “inversão de costumes” é que quem está contra a lei são as aldeias e líderes tradicionais!
Ora a resposta é: TURISMO.
Podem ser lideres tradicionais mas não são parvos. Semelhante lei ia afastar os turistas e as receitas do turismo. Realismo, pois claro.
A moral é importante, mas o dinheiro faz sempre falta.

Emiéle
Publicado por populo às 11:14 AM | Comentários (9)
Antes e depois
Olhem a "nossa" Brasileira :)
Era assim há 70 anos

e é assim hoje

Emiéle
Publicado por populo às 10:27 AM | Comentários (10)
Cidade «Avé Maria»
E.U.A. é claro.
Ora então, qual é a dúvida? Já havia o Disneyworld, avança-se agora para
Avé Maria town uma cidade regida pelos princípios mais puros do catolicismo.
Um senhor que enriqueceu a vender piza, mas mui devoto e católico, sonhou criar um paraíso na terra. Vai daí, fundou uma cidade!
A gente põe-se a pensar que “só na América”, e com franqueza não estou a imaginar isto ser possível noutro local…
Mas não virá daí nenhum mal ao mundo. Afinal quem não gostar só tem de fazer as malas e ir viver para outro sítio. Ou antes, nem chegar a ir viver para lá porque a cidade ainda está em construção, pelo que percebi.
O projecto consta de uma grande igreja e uma cidade à volta. Terá também uma Universidade Católica e nada de abortos, pornografia e contraceptivos (assim dito, tudo misturado varrendo o que diz respeito ao sexo não procriativo para o mesmo cantinho) e claro que a TV dessa terra não pode difundir nenhum filme menos próprio.
Tudo muito moral, muito decente.
Não sei se transmitem trillers ou filmes de guerra mas é de esperar que não. Ou será que sim…?
Emiéle
Publicado por populo às 10:23 AM | Comentários (10)
Lisboa, domingo com sol
Depois da tempestade de ontem, hoje acordei com uma cidade cheia de sol.
Claro que sei que a chuva é necessária e faz falta ( também não era preciso vir acompanhada daqueles mini-furacões...) mas é outra coisa acordar com sol.
Está tão bonita a minha terra...
E com este sossego de fim-de-semana, hoje vou ter um verdadeiro Domingo.
Que bom!

Emiéle
Publicado por populo às 10:00 AM | Comentários (7)
março 04, 2006
Sinal dos tempos
Estávamos nós à conversa, falando a respeito de uma divergência de opiniões a respeito de uma atitude a tomar entre uma nossa amiga e lá um camarada dela, quando o meu filho opina:
-Ah, ela dá-lhe a volta! As mulheres conseguem sempre dar a volta aos homens.
E prontos! Disse e tá dito.
Eu olhei-o de cima abaixo, onde tinha ele ido colher semelhante opinião… Lá perguntei a medo:
-Achas que eu te “dou a volta” muitas vezes?
e oiço:
-Ná! Não és só tu. É no geral. As mulheres conseguem sempre dar-nos a volta.
Valha-me Deus.
Isto está a acontecer? Ainda há muito pouco tempo a falar com uma amiga ( a tal que ele achava que ia conseguir “dar a volta” lá naquilo que queria) eu disse que as raparigas de agora são muito mais afirmadas e seguras de si, do que no meu tempo e que os velhos papeis tradicionais estão mais equilibrados. Claro que nós, como “sogras”, não achamos tanta piada, mas deve ser uma realidade.
Pelo menos é o que se pode concluir desta sondagem doméstica.


Emiéle
Publicado por populo às 07:00 PM | Comentários (5)
Ovnis
Ele há coisas misteriosas.
Há objectos tão corriqueiros, mas tão corriqueiros, que se fica de boca aberta quando ao precisar de comprar um se percebe que afinal se torna uma dificuldade intransponível essa banalíssima compra.
Eu, por acaso, já suspeitava. Um dos objectos mais banais é um pente. Está bem, mas onde é que se vendem? Dantes existiam umas lojas, as drogarias, que tinham esse tipo de produtos, mas aos anos que não vejo nenhuma. Quanto aos centros comerciais estão cheios de montes de lojitas com quinquilharia, mas nada de pentes, quando muito há umas sofisticadas e caríssimas escovas de cabelo.
Ora acontece que ontem, mudei de carteira e esqueci-me lá da escova do cabelo. Fazia-me falta, estava uma ventania terrível, fiquei completamente desgrenhada e ia almoçar com uns amigos. Dava mau aspecto, mas pensei resolver o assunto comprando um pente, o que parecia simples… Parecia. Entrei em muitas lojas que tinham pinças, fitas, bandoletes, montes de coisas para pôr no cabelo, mas quando eu perguntava por um pente, olhavam-me de cima abaixo como se dissesse qualquer coisa feia. Um peeen-teee?! Bem, então uma escova se tiverem, era um favor que me faziam… Nada! Havia por ali um cabeleireiro, mas não era exactamente o que eu queria. Pronto, penteei-me com os dedos, como na idade da pedra, amaldiçoando esta civilização tão perfeita e consumista mas que passa por cima dos objectos mais banais.
(Já me disseram que nos supermercados costuma haver; não em muitos, mas sempre se encontra…OK, da próxima já sei)

Emiéle
Publicado por populo às 05:04 PM | Comentários (6)
Mudança de costumes
Anda a circular por aí na net, uma colecção de postais ou fotos, de Lisboa antiga (entendendo-se por antiga aí mais de 40 anos) e é um regalo olhar pelas elas. Sobretudo é de pasmar ver a ausência de trânsito, aí uns 3 ou 5 carritos, e tão pouca gente nos passeios. Não há dúvida que a população tem aumentado astronomicamente e isso faz toda a diferença!
Mas, mais do que o aspecto da nossa capital no século passado, é também de pasmar a diferença de costumes.
Hoje fui almoçar com um amigo a um Centro Comercial e às tantas ele foi à casa de banho. Na volta vinha a rir-se. Disse-me que era a primeira vez que tinha visto numa casa de banho de homens, uma bancada de babycare, para mudança de fraldas. Eu não sei se há mais, porque nessas casas de banho não costumo entrar, mas ele dizia que
era a primeira que via. É sintomático, não é? Não só os pais, hoje já mudam fraldas, como isso não “parece mal”. Claro que as fraldas de papel ajudam. Uma colega contou-me que quando a filha nasceu, há uns 30 anos, lhe ofereceram uma caixa com fraldas de papel que vinham da Itália, explicando-lhe que dava muito jeito para uma viagem ou uma ida ao pediatra.
É mesmo uma grande mudança!!!!
Emiéle
Publicado por populo às 02:34 PM | Comentários (5)
A Tragédia de Entre-os-Rios e a Justiça
Tinha escrito um texto grandinho sobre este tema, mas acabei agora de o apagar.
Palavras para quê? Está tudo dito nos factos:
O desastre deu-se faz hoje cinco anos e o julgamento vai ser em Abril
É preciso acrescentar alguma coisa?
Foi um processo complicado? Pois foi. Cinco anos !!!!!!
Emiéle
Publicado por populo às 10:08 AM | Comentários (4)
Contas engraçadas
Diz-se que a Maria Antonieta sem entender os gritos do povo que dizia não ter pão, sugeria que comessem bolo. Eu, às vezes olho para o que nos mostram do modo como se anda a gerir as nossas contas e penso que se anda a poupar no pão para se gastar no bolo.
Imagino-me, na minha casa, pôr-me a olhar para as despesas e dizer:
- Emiéle, mulher, olha que isto não pode ser! Vais cortar em muitas coisas! Deixas o carro parado que não há dinheiro para gasolina, despedes a D. Antónia que não há dinheiro para mulheres-a-dias, e cozinhas só o jantar porque ao almoço comes o que sobrou.
E depois, começo a andar de táxi, levo a roupa à lavandaria que me cobra muito mais que a D. Antónia e, esfaimada que os restos são poucos, acabo por almoçar no restaurante
Parece tolo, não é? Mas é o que se anda a fazer. Cortamos na administração pública, que é a “prata da casa”, e depois vamos contratar no privado a peso de ouro outros trabalhos a título de “aquisição de serviços”.
Como é?


Emiéle
Publicado por populo às 10:02 AM | Comentários (13)
Publicidade bem feita
Não se antes já lá estava porque não andei de metro. Mas ontem quando desci ao cais para apanhar o metro vejo desenhado no chão aquela figura que vemos sobretudo em filmes, quando se remove um cadáver mas se deixa o contorno para a investigação da morte.
Naturalmente que fiquei impressionada e aproximei-me. No interior tinha colada uma mensagem que dizia que uma das maiores causas de morte em Portugal são os acidentes cardiovasculares e terminava dizendo “não queira ser a próxima vítima”.
Depois, encontrei o mesmo desenho ao longo dos corredores e noutros cais. Como já sabia o que era o choque foi menor.
Mas parece-me uma mensagem que pode atingir o alvo. Realmente temos medo de várias doenças, também malignas e mortais sem dúvida, mas não se tem a ideia de que esta é, afinal, assim tão grave e séria. Com um ponto importante – esta pode evitar-se ou pelo menos prevenir-se.
Atenção ao nosso coração!
Emiéle
Publicado por populo às 10:00 AM | Comentários (8)
“Erros médicos” ou de informação?
Um daqueles “eurobarómetros” que de vez em quando vem medir as coisas mais variadas entre os cidadãos europeus, desta vez veio ver o que é que nós pensávamos dos nossos médicos e dos erros médicos.
Como continuamos a ser um povo ‘original' as respostas também são um pouco contraditórias porque por um lado 50% sentem receio de ser "alvo" de enganos médicos e 59% pensa mesmo existir uma probabilidade de sofrer um "erro grave o que dá uma ideia de que anda por aí muito medo, mas depois num golpe de varinha mágica o grau de confiança dos portugueses é elevado, com 67% a afirmarem a sua confiança nos especialistas de saúde
Então como é?
As perguntas não devem ter sido lá muito claras, imagino. Mas, por experiências pessoais muito recentes, a minha convicção é de que a posologia dos medicamentos não é bem explicada nem bem acompanhada. Há pessoas que tem medo de tomar medicamentos e então ‘cortam’ nas doses prescritas. Claro que o efeito fica logo alterado! Outros não entendem bem o que lhes é explicado e em vez de metade tomam a doze inteira, por exemplo, o que também resulta mal. Parte deste tipo de “erros médicos” podia ser logo evitado com um pouco mais de conversa e tempo para cada doente que é atendido. É que exercer medicina não é 'trabalho em cadeia' como numa fábrica devia ser calmo e com base numa boa relação.

Emiéle
Publicado por populo às 09:50 AM | Comentários (4)
Ou 8 ou 80
![]()
Somos cada vez mais uma terra de extremos.
Era dantes um clima doce e moderado e agora é o que se vê…Parece que os deuses andam mal dispostos e pensam: Ai é? Estão fartos de chuva e frio? Então tomem lá sol até esturricarem, uma seca do caraças!
Quando a gente, timidamente, começa a dizer que aquilo é seca a mais, mandam umas pinguinhas, e prontos! Novos suspiros que a água foi poucochinha e zás, entornam-se os alguidares e mais uma enorme ventania para acompanhar.
Não sei se somos nós que somos difíceis de contentar, mas este tempo... com franqueza, oh São Pedro não consegue fazer nada de melhor…?

Emiéle
Publicado por populo às 09:42 AM | Comentários (6)
março 03, 2006
Uma maldade
Vejam só o que me enviaram!?!?
Mas a minha resposta é uma só: - Ah, é?
POIS SE CALHAR VÃO TER DE O ENGOLIR...
![sapo9am[1].jpg](http://populo.weblog.com.pt/arquivo/sapo9am%5B1%5D.jpg)
Emiéle
Publicado por populo às 09:10 PM | Comentários (8)
A glória ?!
Quando esta manhã abri o Pópulo e dei uma olhadela aos “últimos comentários” para ver se algum visitante mais tardio me tinha deixado algum recado, tive primeiro um momento de surpresa e depois um enorme e aberto sorriso.
Aaaah! O Pópulo está a começar a ficar famoso!!!!
Passo a explicar:
Aí há um ano, eu colaborava num blog que era célebre pelos muitos milhares de visitas que recebia, e acontecia-nos com frequência de manhã encontrarmos as caixas de correio atulhadas com “comentários-spams” que era uma espécie de anúncios disfarçados declarados. A este propósito o João Pedro do Ruínas escreveu um post engraçadíssimo - Os meus leitores norte-americanos e sobre o assunto não se pode dizer melhor. Não entendia o interesse que esses anunciantes tinham em deixar aqueles recadinhos que naturalmente ninguém ia ler mas depois alguém me explicou o mecanismo que tem a ver com o google e mais não sei quê. Não entendi inteiramente, mas vi que tinha a ver com alguma projecção que o blog teria.
Ora muito bem, desta vez foi aqui o Populozinho, com os poucos meses de vida que tem, que teve a honra de receber estas visitas originais. Lá vou ter de guardar uns tempinhos para apagar estes anúncios indesejados, mas o certo é que é uma honra, atingi o escalão de merecer spams!!!!
Publicado por populo às 05:31 PM | Comentários (7)
Já…!?
A nossa língua é rica e expressiva. No caso em que estou a pensar, uma palavra de duas letras permite um mundo de reflexões. A tal palavrinha está incluída numa frase - ”Em 1982 começámos com 2 autocarros e hoje já temos 4”.
Ora bem, vamos inserir a frase no contexto.
Eu tinha reparado, como toda a gente que utilize os transportes da Carris, que os novos autocarros tinham um interessante equipamento obviamente destinado ao transporte de passageiros em cadeiras de rodas. Na porta das traseiras está uma espécie de pala que deve descer fazendo uma rampinha até ao nível da rua, e o espaço em frente parece destinado ao ‘estacionamento’ de uma cadeira de rodas. Óptimo. Claro que ainda não vi aquilo a funcionar, mas também nunca vi na bicha do autocarro ninguém em cadeira de rodas, e pergunto-me como é que conseguiria entrar em hora de ponta… Contudo a ideia merece aplauso, os transportes devem ser para todos, com deficiência ou sem ela.
Enquanto se espera que este sistema entre em funcionamento, a Carris tem accionado um outro sistema de transporte, porta-a-porta, e exclusivamente para estes deficientes motores. Também é uma boa iniciativa. Só que os beneficiados queixam-se: para aceder a esse transporte tem de se pedir com uma semana de antecedência, e pode esperar-se 10 minutos ou uma hora. Um parêntesis quanto a este último ponto – isso é o que acontece nos transportes “normais”…
E já estou a chegar à frase que me chocou. Este sistema começou em 82, há 24 anos portanto. A população da cidade era menor mas imagino que os dois autocarros fossem na altura claramente insuficientes. Quase um quarto de século depois, a ‘fonte’ da Carris diz-nos que já tem 4 autocarros…!
Ena pai!!! Quatro, hein?!
Que exagero.
Emiéle
Publicado por populo às 04:17 PM | Comentários (3)
Ainda o caso do deputado voador

Já se tem falado tanto no caso que nem queria insistir. Pronto, já se falou está falado, pensava eu. Mas depois não resisto…
Porque vi que afinal sempre resulta protestar-se "nalguns casos o decisor não concorda com a proposta do instrutor e emite orientações no sentido daquele alterar fundamentadamente a proposta de decisão" dizem. Portanto não é assim como eu pensava, julgava que a pessoa era apanhada com a boca na botija, e mai nada, esta dito está dito. Como eu julgava que era assim, tenho para aqui uma multazita ( vendo bem parece que são duas…) mas até pelo motivo contrário. Eu estava era devagar demais, estava até ‘parada’. Dizem eles que ‘mal parada’. E catrapus, uma catrefada de euros que tanta falta me fazem!!! Acredito que mais do que ao senhor deputado, que ganha muito mais do que eu…
Estava já a fazer contas para ir pagar, mas se calhar fico mas é à espera para ver o que isto dá. Pode ser que o meu “decisor também não concorde com a proposta do instrutor”. Eu sei lá…
Lembro-me da última vez que fui a Santa Marta com um papelinho destes, o polícia no guichet perguntou-me “Quer pagar?”, e eu lá lhe disse -“Querer não quero, mas não tenho outro remédio..!” e rimos os dois enquanto eu lhe entregava o dinheiro. Agora é que vejo que a pergunta não era uma brincadeira. A gente até pode não pagar! Para a próxima já não me apanham.
Emiéle
Publicado por populo às 08:38 AM | Comentários (5)
Hermitage

Uma boa noticia! Tão boa que me custa acreditar, quase.
Um dos museus que me deixaram uma fortíssima impressão e desgosto de não conseguir umas férias enoooormes para o poder explorar como devia ser, foi o Hermitage. Aquilo é tão grande, tão completo, tão interessante, que teria de morar em São Petersburgo para satisfazer o desejo de o conhecer minimamente.
Fiquei na altura com “um cheirinho” e já não foi mau. Trouxe umas cassetes de vídeo, completa parvoíce porque não serve para nada a não ser ficar com mais “água na boca”…
Ouvi ontem e leio agora que se está a pensar em ter em Lisboa o primeiro pólo do Hermitage na Península Ibérica
Parece-me quase bom demais para ser verdade!
Mas pelo que leio e oiço é mesmo certo. Viiiivaaaa!!!!
Excelente notícia. Vem a montanha a Mahomé, pelo menos umas pedras da montanha que aquilo é de tal forma gigantesco que bem pode emprestar um bocadão que não se vai notar nada!
Que excelente notícia!
Emiéle
Publicado por populo às 08:13 AM | Comentários (7)
Cerveja – só vantagens
Uma notícia, que acredito ser verdadeira - porque não? - mas me deixa de boa aberta!
É que afinal a cerveja só faz bem! E mesmo MUITO bem e a TANTA coisa que a minha alma está parva!
É claro que é bom ter debaixo de olho que a investigação foi feita na Áustria e, pelo que sei, quer eles quer os alemães são bons bebedores de cerveja, daí o defenderem tão bem a sua dama. Creio até que provavelmente há para aí gente que nunca deve ter inflamações de coisa nenhuma, porque o que o tal estudo diz é que a cerveja evita inflamações e doenças crónicas , e como além disso «tem um efeito tranquilizante sobre quem a bebe» e ainda por causa da serotonina «regula estados de ânimo, como o humor, a ansiedade, o sonho, a dor, e até o comportamento sexual e alimentar» até me faz lembrar este anúncio.
:)
Emiéle
Publicado por populo às 07:39 AM | Comentários (11)
“O caso dos nomes iguais”
É vulgar a muito natural. Quando nos nasce um rebentinho, que é suposto ser a nossa continuação neste mundo, é costume dar-se o nome do paizinho, ou com frequência do avô. Às vezes quando o nome é muito exótico vai-se mais para trás à procura de um mais bonito, até ao bisavô, por exemplo.
Mas no caso o nome é bonito: Jorge. Então, why not? O bebé chamou-se George como o pai e Bush de apelido. Para o caso de poder haver confusão chama-se também Warker, e esse wzinho aparece quase sempre no nome para tirar dúvidas. Porque este menino muito dotado, depois de crescer seguiu a mesma profissão do papá e ficou Presidente dos Estados Unidos. Muito bem. Portou-se até tão bem que foi reeleito e tudo.
E agora é o Bush “original” que começa a passar à categoria de “pai do outro”. Numa notícia que li há poucochinho, vi que o título era
Pai de Bush assiste à posse de Cavaco
Cá está!
É a lei da vida.
Começou por ser o filho-do-pai, e agora é o pai que é o pai-do-filho.
Bonito.


Emiéle
Publicado por populo às 07:29 AM | Comentários (9)
A França e o "patriotismo económico"
Interessante.
Já se sabia que era uma Europa a duas velocidades, e entra pelos olhos dentro que “quem pode, pode” que uma coisa são os grandes países, o núcleo forte inicial que criou esta “Europa” actual e outra coisa a arraia-miúda que depois foi aderindo.
Os franceses inventaram agora o conceito de «patriotismo económico» .
Só dei uma vista de olhos pela imprensa portuguesa e devem faltar-me informações importantes mas fico a pensar que Villepin diz "Temos que consolidar o capital das nossas empresas e protegê-las de operações hostis" e como se concilia isso com todas as outras medidas que Bruxelas tem defendido e aprovado.
O que imagino é que como comecei por dizer quem pode avança com o que considera os seus interesses, e depois logo se vê…
Emiéle
Publicado por populo às 07:20 AM | Comentários (5)
março 02, 2006
Pedir uma Pizza em 2020...(livra!)
(recebida por email)
- Telefonista: Pizza Hot, boa noite!
- Cliente: Boa noite, quero encomendar pizzas...
- Tel: Pode-me dar o seu NIN?
- C: Sim, o meu número de identificação nacional é 6102-1993-8456-54632107.
- Tel: Obrigada, Sr. Lacerda. Seu endereço é Av. Paes de Barros,1988 ap. 52 B, e o número de seu telefone é 5494-2366, certo? O telefone do seu escritório da Lincoln Seguros é o 5745-2302 e o seu telemóvel é 962 662566.
- C: Como é que você conseguiu essas informações todas?
- Tel: Nós estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.
- C: Ah, sim, é verdade! Eu queria encomendar duas pizzas, uma quatro queijos e outra calabresa...
- Tel: Talvez não seja uma boa ideia...
- C: O quê?
- Tel: Consta na sua ficha médica que o Sr. sofre de hipertensãoe tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a sua saúde.
- C: É. Tem razão! O que é que sugere?
- Tel: Por que é que o Sr. não experimenta a nossa pizzaSuperlight, com tofu e rabanetes? O Sr. vai adorar!
- C: Como é que você sabe que vou adorar?
- Tel: O Sr. consultou o site "Recettes Gourmandes au Soja" da Biblioteca Municipal, dia 15 de Janeiro, às 14:27h, onde permaneceu ligado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão...
- C: OK, está bem! Mande-me duas pizzas tamanho família!
- Tel: É a escolha certa para o Sr., sua esposa e seus 4 filhos, pode ter certeza.
- C: Quanto é?
- Tel: São 49,99.
- C: Você quer o número do meu cartão de crédito?
- Tel: Lamento, mas o Sr. vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu cartão de crédito foi ultrapassado.
- C: Tudo bem, eu posso ir ao Multibanco levantar dinheiro antes que chegue a pizza.
- Tel: Duvido que consiga, o Sr. está com o saldo negativo no banco.
- C: Meta-se na sua vida! Mande-me as pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?
- Tel: Estamos um pouco atrasados, serão entregues em 45 minutos. Se o Sr. estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas pizzas na mota não é aconselhável, além de ser perigoso...
- C: Mas que história é essa, como é que você sabe que eu vou de mota?
- Tel: Peço desculpas, mas reparei aqui que o Sr. não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua mota está paga, e então pensei que fosse utilizá-la.
- C: @#%/§@&?#§/%#!!!!!!!!!!!!!
- Tel: Gostaria de pedir ao Sr. para não me insultar... Não se esqueça de que o Sr. já foi condenado em Julho de 2006 por desacato em público a um Agente Regional.
- C: (Silêncio).
- Tel: Mais alguma coisa?
- C: Não, é só isso... Não, espere... Não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.
- Tel: Senhor, o regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 095423/12, proíbe a venda de bebidas com açúcar a pessoas diabéticas...
- C: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou-me atirar pela janela!!!!!
- Tel: E torcer um pé? O Sr. mora no rés-do-chão!
Publicado por populo às 09:35 PM | Comentários (4)
Trabalhadores imigrantes
A notícia já tem uns dias, mas é bem actual. Diz-nos que «Portugal vai levantar as restrições ao mercado de trabalho dos cidadãos dos 10 novos Estados membros que entraram na União Europeia», o que só nos fica bem.
Mas o interessante, e um bom argumento às queixas que vamos ouvindo de que assim vamos deixando que “nos roubem os empregos”, é que já se concluiu que, pelo contrário, com a entrada de imigrantes «não houve impacto negativo» nos países que o fizeram enquanto que «nalguns que o não fizeram» aumentou o desemprego.
Curioso, não é?
Porque é que isso se passou, não sei explicar, mas posso imaginar que com mais trabalhadores toda a economia foi estimulada, e o maior desenvolvimento económico gerou mais trabalho. Ou então foi magia, qualquer benefício do tipo “quem dá aos pobres empresta a Deus”, ou coisa que o valha.
Mas isso custa-me mais a acreditar.
Emiéle
Publicado por populo às 01:09 PM | Comentários (4)
Revista às tropas
Autoridade e mai nada!
Sentiiiiiiido!

Emiéle
Publicado por populo às 07:53 AM | Comentários (7)
Nascimentos
A nossa natalidade anda a descer.
Fala-se bastante no assunto que é motivo de preocupação. Mas se criar um filho não é empresa fácil nem barata, até fazê-lo nascer em condições também é difícil.
Um estudo coordenado pelo director da MAC dá-nos indicadores que fazem pensar.
Parece que um terço dos hospitais públicos portugueses com bloco de partos «não tem condições de segurança para o nascimento» ou seja, o bebé corre risco se nascer lá. Claro que tudo pode correr bem. Como se calhar também corria bem se nascesse em casa, ou na ambulância como tantas vezes acontece. O problema não é esse, se calhar nascer é um acto tão natural que a vida é mais forte do que tudo. Mas o certo é que existe um SNS. Devia ser para ter uma rede que desse boas condições de assistência a todos os seus cidadãos, mesmo aos que acabam de chegar. Mas a solução é encerrar as maternidades que não têm condições, como tenho ouvido? Ou antes dar-lhes boas condições?
Tenho ouvido que em alguns países do verdadeiro primeiro mundo, se voltou a “nascer em casa”. Só que é o contrário do que parece – as condições são tão boas que a parturiente é acompanhada no domicílio. As “maternidades” são pulverizadas porque os seus técnicos podem deslocar-se quando se prevê que seja um parto normal, mas os casos difíceis têm o acompanhamento que devem ter. Estamos nos nossos antípodas.

Emiéle
Publicado por populo às 07:03 AM | Comentários (9)
As dívidas fiscais
Diz o ministro das Finanças que vão ser conhecidas as pessoas ou empresas que devem mais de 50.000 ou 200.000 ao Estado.
E que as listas deverão abranger cerca de 20.000 contribuintes
São números que me deixam impressionada, mas se calhar impressiono-me com facilidade.
É que, se começo a multiplicar um número pelo outro (e é essa a conta que se deve fazer, não é? Não sou boa a matemática mas das 4 operações, só me parece que se possa escolher essa) fico com um número com imensos zeros.
E a divulgação implica o quê?
É preciso isso para os obrigar a pagar? É para os envergonhar? Porque pelo que entendo já se sabe quem são, se se avança com um número de 20.000. Ou é um cálculo feito por amostragem?
Tenho de ler mais umas coisinhas, que ainda ando muito confusa. Mas como os meus impostos já estão pagos, que os pago antecipadamente como muita gente, sei que não faço parte da lista dos 20 mil – também que mania das grandezas, para eu dever 50.000 quanto é que não devia ganhar. Queriiiia…

Emiéle
Publicado por populo às 06:55 AM | Comentários (10)
março 01, 2006
Fins-de-semana grandes e semanas pequeninas

Afinal não gosto.
Estou a chegar a essa difícil e estranha conclusão: Não gosto de fins-de-semana grandes, de ‘pontes’, dessas coisas todas que fazem que a semana de trabalho fique só com 3 dias.
Assim, à vista parece excelente. Descansamos tanto como o tempo que trabalhamos, rica vida!
Grande mentira, é que é!!!
É que a semana fica “concentrada” como aquele detergente que lava uma pipa de loiça só com uma gota. Está certo que descanso muito durante os dias do ‘não-trabalho’, mas depois amargo porque trabalho mesmo muito mais. É o três em um cinco em três!
Ná! Tou aqui que nem posso!
Realmente, concentrado só o detergente.
Emiéle
Publicado por populo às 10:26 PM | Comentários (3)
Feitios…
Nem de propósito, hoje que a Isabel escreveu este desabafo ouvi uma história que o completa:
Diz-me uma amiga: “Hoje foi a primeira vez, mas tinha de ser!” Perguntei o que era a 'primeira vez'. É que desta vez tinha pensado em si em primeiro lugar!
Há mais de 30 anos, trabalhadora e dona-de-casa, sempre tinha cuidado dos outros. O marido apreciava pão fresco e ela saía a comprar pão logo de madrugada. Era a última a ler o jornal. Geria o dinheiro de forma a comprar primeiro o que os outros precisavam. Nas férias descansava menos que todos para cuidar do sossego dos outros. Mas agora, com os filhos crescidos estava a achar demais. Por várias vezes tinha ficado sem pequeno-almoço porque de manhã quase não havia leite ou pão, e o que havia ficava para o filho. Mas hoje não! Tomou o seu pequeno-almoço e disse-me “Talvez assim aprenda. Quando se levantar e repara que não há pão nem leite entenda o papel da mãe e da próxima, pelo menos avise que está a acabar.”
Parece-me excelente.
Já o devia era ter feito há mais tempo.
Emiéle
Publicado por populo às 01:17 PM | Comentários (12)
Eleições no Uganda

Bem sei que se diz que quem vê caras não vê corações.
Também é verdade que quando um país é pobre não pode estar com muitas esquisitices.
Mas, francamente, aquilo era uma cabine de voto nas eleições no Uganda?
Emiéle
Publicado por populo às 07:35 AM | Comentários (5)
Frida Kahlo
De início, Frida Kahlo foi conhecida por ser a mulher de Diego Rivera, o grande muralista mexicano. Actualmente não sei bem se não se falará de Rivera como marido de Frida…
Uma vida espantosa, de um horroroso sofrimento físico mas uma vitalidade e energia que tudo ultrapassava. Ainda pequenina com 6 anos teve uma poliomielite, que a deixou coxa, mas mais grave do que isso foi um acidente que sofreu aos 18 anos que a deixou com lesões terríveis para toda a vida e a obrigava a ficar presa à cama frequentemente. Começou contudo a pintar, olhando-se a um espelho que a mãe pendurou por cima da sua cama. Muitas das suas pinturas são auto-retratos, ela dizia: "Eu pinto-me a mim própria porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor"
Aos 22 anos casa com Diego Riviera vivendo uns amores também de furor, tumulto e sofrimento. O marido tinha várias amantes, e Frida vingava-se pagando-lhe na mesma moeda. Morreu com 47 anos e deixou uma pintura de grande violência e fantasia, mas que ela declarava não ser surrealista “ Nunca pintei sonhos, só pinto a minha própria realidade”
A sua pintura está agora em Lisboa, no CCB e ainda pode ser vista até 21 de Maio.
É uma oportunidade a que não posso faltar.

Emiéle
Publicado por populo às 07:20 AM | Comentários (10)
«Indicador de Sentimento Económico»
Escuso de repetir pela milésima vez a minha ignorância em economia. Mas para compensar até entendo um bocado de sentimentos ( não se pode ser ignorante de tudo!) de modo que fiquei embaraçada quando encontrei um “Indicador de Sentimento Económico”
Coooomo?!
Fui logo a correr ler, até porque no título dizia que nós aumentámos a confiança na economia mas somos ainda os mais pessimistas da Europa
Então é assim: essa coisa do “sentimento económico” parece ser um equilíbrio entre o que pensam os “actores económicos” ( acho não tem a ver com teatro, devem ser aqueles que agem na economia ) e também dos consumidores ( os que são agidos, imagino eu ).
Portanto, pelos vistos, o «Indicador de Sentimento Económico» (decididamente caiu-me no goto esta expressão!) está melhorzinho, mas mesmo assim ainda nos sentimos muito pessimistas.
Pudera!

Emiéle
Publicado por populo às 07:08 AM | Comentários (5)
O 24 horas e o envelope 9
Esta história continua a parecer uma ficção e não realidade. Ou antes como se a ficção transbordasse para o real numa confusão de papeis enorme, tal como ao escrever o título deste post senti: estava a falar de uma série de aventura a passar no AXN, ou de uma notícia real…? Parece que o facto de terem sido os jornalistas a descodificar a lista de chamadas transforma-os nos autores do crime coisa difícil de entender.
Um jornalista tem acesso a um documento. Estuda-o e encontra dados interessantes. E afinal é culpado de quê? O documento existia! Não inventou nada… Justifica o aparato das buscas, confiscar-se computadores, buscas a jornais e residências?
Não me parece que o erro esteja na divulgação de uma coisa e sim em que ela tivesse sido feita.
Emiéle
Publicado por populo às 06:52 AM | Comentários (4)
Parece simples
Uma história engraçada mas que parece um modelo fácil de seguir. A jornalista que escreve a notícia considera que se trata de «gerir a escola como quem gere a própria casa», mas a mim parece-me mais uma simples questão de bom senso.
Porque a verdade é que também há quem não saiba “gerir a própria casa”, vemos muita gente endividada exactamente por não conseguir fazer o que o conselho executivo daquele agrupamento escolar faz:
saber aproveitar bem o que tem ao seu dispor
Então quem trabalha para o Estado, devia pôr ali os olhos. O desperdício que se pratica com frequência, muitas vezes em coisas que parecem ser umas economias mínimas, mas multiplicadas dão realmente verbas consideráveis que se podiam evitar. E depois vai cortar-se noutros pontos importantes por …falta de verba. Simplesmente má gestão. Mais nada.

Emiéle
Publicado por populo às 06:26 AM | Comentários (4)