« On line | Entrada | Eleições em Israel »

março 28, 2006

E Vellepin ainda se vai manter?

Pelo que dizem as notícias, a mobilização em França atingiu uma amplidão não vista há muito tempo.
Os sindicatos falam em 3 milhões de pessoas a desfilar, o governo diminui para menos de metade, mas de qualquer das formas estes desfiles têm vindo a engrossar de manifestação em manifestação, pelo que se está a ver. Há uma rejeição da política seguida pelo governo, parece ser claro. Assim como também o é as diferenças de opinião dentro do próprio governo.
Vamos seguir com a maior atenção os próximos passos.
Sondagem:
(clique para conseguir ler bem)

Emiéle

Publicado por populo às março 28, 2006 09:30 PM

Comentários

O Vellepin é gajo para dizer que os restantes 57 milhões de habitantes se não se manifestaram é porque estão de acordo...

Amanhã parece que já não vai haver reunião com os sindicatos, pois não tem sentido quando se diz que não se está disposto a negociar... O Vellepin suicidou-se politicamente...

Publicado por: Farpas às março 28, 2006 11:39 PM

Já não se mede em milhões: hoje na rua fomos cerca de 4,5% da população total francesa, talvez mesmo um pouco mais. Há partidos políticos com bem menos. Não creio que haja condições para o PM se manter, mas as reacções às manifestações são de firmeza e imobilidade.

Parece-me que está tudo mais uma vez dependente de Sarkozy. Se ele sair do governo, o resto não se aguenta. Por outro lado, este papel predominante do fascista Sarko não augura nada de bom...

Publicado por: Helena Romao às março 29, 2006 12:24 AM

Nós aqui temos seguido com a maior atenção o que se vai passando.
Afinal qual o papel desses grupos de vândalos, que acabam por estragar as manifestações? Logo ao princípio houve quem pensasse que eram manifestantes mais exaltados, mas de momento não há a menor dúvida que não têm nada a ver, pelo contrário.

Publicado por: Emiéle às março 29, 2006 08:18 AM

Emiéle, eu penso que os vândalos são essencialmente 3 grupos:

- a extrema-direita: muito organizados, tipo para-militares, e armados; querem denegrir os manifestantes e mudar a opinião pública, e semear a confusão; não acham grave ferir ou matar um esquerdista ou outro no caminho...
Estão banidos das manifestações. Reúnem-se em locais laterais e só por vezes conseguem chegar junto dos manifestantes.

- os miúdos das banlieues: querem apenas divertir-se e mostrar a revolta com a desgraça que é a vida que levam; a maior parte penso eu, acham que os manifestantes não mudam nada; não estão interessados no CPE: para eles, com ou sem CPE, a vida nunca há-de deixar de ser miserável. Nisto têm razão, na violência é que não...
No entanto são estes os mais perigosos, porque se confundem perfeitamente com os grupos dos liceus que se manifestam. Por isso conseguem chegar junto dos manifestantes e atacá-los. Roubam telemóveis, câmaras, etc., violentamente se fôr preciso.

Como se confundem e se misturam, é possível que arrastem um ou outro miúdo de liceu com eles...

- os anarquistas, contra toda a forma de estado e polícia;
Viram-se mesmo só contra a polícia, e parece-me que são poucos. Nem sei se ainda aparecem, no meio de tanta confusão que se gerou com os outros grupos...

Também há às vezes uns curiosos que se chegam à frente, ao meio da confusão. Mesmo que não cheguem a fazer nada e andem só a ver o que se passa, às vezes são presos também.
Claro que eu cada vez me aventuro menos, e portanto também cada vez vejo menos o que se passa.

Publicado por: Helena Romao às março 29, 2006 05:59 PM

Obrigada pelo esclarecimento, Helena.
Realmente faz sentido, pelo menos o caso dos dois primeiros grupos.

Publicado por: Emiéle às março 29, 2006 07:55 PM