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março 29, 2006

Crítica literária

Isto não é uma notícia, é um fair-divers, mas não deixa de ter a sua graça.
Temos uma senhora que escreve livros. São públicos e portanto criticáveis, creio eu. Temos um outro senhor que escreve um livro onde «analisa criticamente a obra da escritora» . Tudo isto parece normal. Ainda não estamos no domínio das caricaturas de Mahomé…
Pelo bom senso, eu julgaria que, se nesse livro crítico surgir alguma coisa ofensiva, se pode recorrer aos tribunais e fazer uma queixa por difamação ou qualquer coisa desse tipo. Mas não. Fizeram uma providência cautelar para impedir a venda do livro em questão, e um dos argumentos deixou-me de boca aberta. Parece que no título do livro não pode aparecer “Margarida Rebelo Pinto”, porque isso trata-se de uma marca registada!!!
O que a gente aprende. A sorte que tivemos que Fernando Pessoa nunca tivesse registado o seu nome, ou a enormíssima cópia de ensaios que para aí proliferam nunca teriam visto a luz do dia!
Ele há cada uma que não lembra a ninguém! Quero dizer, lembrou-lhe a ela, que assim sempre faz a sua propaganda e de graça.

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Emiéle

Publicado por populo às março 29, 2006 07:43 AM

Comentários

é a problemática da propriedade intelectual. a par de coisas boas tem também coisas caricatas, ou manipuladas por algum expert saloio (chico esperto) da advocacia. só que uma marca deve referir o produto ou serviço concreto, não uma abstracção qualquer. o mourinho, também registou o seu nome como marca. de quê? em qual produto ou serviço? blusões bolas ou castanhas?
então expliquem-me o porquê dos oportunistas estrangeiros, utilizarem a marca "porto" no intuito descarado e oportunista de enganarem incautos e desprevenidos?

Publicado por: fernando nogueira gonçalves às março 29, 2006 10:20 AM

mas lendo a noticia em questão (lusa), até poderá ter razão.às vezes, falasse em preto quando na realidade só existe uma ausência de branco, nada mais.
é o sencionalismo para vender.

Publicado por: fernando nogueira gonçalves às março 29, 2006 10:34 AM

OK, eu sou suspeita porque não suporto a senhora em questão. Acho-a uma vigarista intelectual, e que vende gato por lebre - ou seja repete infinitamente uma fórmula que deu resultado.
Fico a esperar o livro do outro que se calhar tem-lhe tanto pó como eu!

Publicado por: joaninha às março 29, 2006 01:38 PM

Olha Joaninha, se calhar eu sofro do mesmo mal e daí o tom que utilizei. Acho que tudo pode ser criticado, e o facto de no título do livro aparecer o nome da senhora é uma desculpa esfarrapada.

Publicado por: Emiéle às março 29, 2006 03:43 PM

deveriamos ser justos, independentemente de simpatizarmos ou não com os visados.neste caso a margarida rebelo pinto.agora que é simples ganhar dinheiro á custa do nome e do trabalho do outros é um facto.
não sei porquê, comparo os criticos à oposisão.têm sempre razão, são umas divindades.

Publicado por: fernando nogueira gonçalves às março 29, 2006 03:55 PM

Fernando, por um lado concordo com a comparação dos críticos com a oposição, mas já não quanto ao "têm sempre razão". É claro que quer uns quer outros não têm sempre razão, mas têm um papel importante. Um bom crítico literário é também um profissional. não sei se é o caso deste senhor, mas conheço excelentes críticos que são estudiosos de literatura que são peritos daquilo que falam. Um professor universitário de literatura, por exemplo, é um crítico. Como os críticos são humanos muitas vezes não têm razão, mas a verdade é que quem escreve tem de se sujeitar a ouvir o que lhe é simpático e o que é antipático.
O caso do Mourinho parece-me diferente. Deve ter assinado um contrato qualquer de publicidade, assim como a Fernanda Serrano com o BPI. Nesse caso realmente não se pode usar a imagem ou o nome, porque venderam o exclusivo. Contudo se eu quiser escrever um artigo sobre o Mourinho treinador, não mo proíbem como a escritora fez neste caso.

Publicado por: Emiéle às março 29, 2006 07:18 PM

Esse senhor deve ser o mesmo que tem um blog, pois uma vez vi esta história num blog... com tantos pormenores que davam 2 ou 3 livros e até me levou a pensar "afinal o homem adora-a para a ler com tanta atenção"! Eu tenho um livro dela, acho que o primeiro: li, não gostei, e não li mais nenhum. Mas ainda hoje tenho na ideia que nesse livro há uma gralha enorme. É um fim de semana que o casal passa numa pousada -de sábado para domingo- e que me parece ter duas noites. Detestei tanto o livro que ainda não tive pachorra para pegar nele e confirmar se percebi bem ou se percebi mal... Não gosto mesmo do género de escrita dela: também não consigo ler as crónicas que escreve domingo sim, domingo não no JN. Estou sempre à espera do domingo da Alice Vieira (essa sim uma escritora genial)

Publicado por: saltapocinhas às março 29, 2006 08:45 PM

Acho que me aconteceu o mesmo, saltapocinhas. Tinha ouvido umas coisas e arranjei um livro para poder falar sabendo o que dizia. Sabes o que me lembra a escrita dela? Leste o livro da Ana Bola sobre as TIAS? Ela é a Tia Escritora. Tal e qual, sem tirar nem pôr!

Publicado por: Emiéle às março 29, 2006 10:28 PM

- Porra!- disse aquela cujo nome não pode ser pronunciado- já me traiu outra vez! Estes homens são sempre a mesma coisa, mas o sexo era bom!

Ouviu o carro dele a chegar, um descapotável, o carro ideal para as suas conquistas de fim-de-semana onde andava de bar em bar à procura de alguém que lhe desse trela. Ele abriu a porta e chamou por ela.

-Estou no quarto! - Disse ela enquanto se ajeitava ao espelho.

-Estás linda! Olha criei um blog, http://esplanar.blogspot.com/ aquilo é muito giro, e serve para eu me distrair!

- Pois, agora vais ter mais tempo livre, és um cabrão! Não te quero ver mais à frente! Pulha!

..... (um ano mais tarde) .....

- Aquele pulha! Cabrão! Eu devia ter desconfiado, os homens são sempre a mesma coisa, mas o sexo era bom. Porra!

Gritava enquanto se preparava para ter uma reunião com o seu advogado, o António tinha publicado no seu blog alguns dos seus segredos, segredo que toda a gente já sabia mas nunca ninguém tinha escrito.

- Boa tarde senhora Cujo Nome Não Pode Ser Pronunciado!

- Só se for para si! Aquele pulha! Cabrão! Eu devia ter desconfiado, os homens são sempre a mesma coisa, mas o sexo era bom.

- Mas o que se passou?

-Aquele pulha! Cabrão! Eu devia ter desconfiado, os homens são sempre a mesma coisa, mas o sexo era bom. Postou no blog dele que os meus textos eram repetitivos e ainda por cima apresentou provas disso! Aquele pulha! Cabrão! Eu devia ter desconfiado, os homens são sempre a mesma coisa, mas o sexo era bom.

- Mas ele tem provas?

- Aquele pulha! Cabrão! Eu devia ter desconfiado, os homens são sempre a mesma coisa, mas o sexo era bom. Sim... - disse ela enquanto passava a mão pelo cabelo e ajeitava o decote que deixava adivinhar os seus seios- no fundo apenas se deu ao trabalho de comparar os meus livros, mas teve a lata de mostrar aos mais distraídos aquilo que eu faço! Aquele pulha! Cabrão! Eu devia ter desconfiado, os homens são sempre a mesma coisa, mas o sexo era bom.

Publicado por: Farpas num comentário à Aquela cujo nome não pode ser pronunciado sob pena de processo judicial às março 29, 2006 10:32 PM

Ahahahah! O Farpas fez-me rir, mas que eu saiba o único nome que não se pode pronunciar anda nos livros do Harry Potter!
E sim Emièle, li o livro da Ana Bola. Está claríssimo onde ela se foi inspirar!
O que tenho cá em casa chama-se "sei lá" (ops, será que podemos pronunciar o nome dos livros??)
Um dia destes vou confirmar quantas noites teve o fim de semana!

Publicado por: saltapocinhas às março 30, 2006 12:59 AM

Eu não gosto do estilo da dita senhora e só li um livro, pelo que não me vou pronunciar sobre a sua obra mas uma coisa é certa, a opinião de um crítico vale tanto como a de qualquer outro. Este senhor também diz que o Saramago é vulgar e que Lobo Antunes lhe mete dó. São opiniões e nunca vi ninguém irritar-se com isso. Eu por exemplo, quando um crítico fala muito mal de uma obra especialmente no cinema vou ver o filme. Normalmente são os melhores. Nos livros recordo-me sempre de um livro da cristina caras lindas, as sandálias de prata que foi atacado em público de uma forma violenta injustamente pois uma coisa é não gostar do género (e eu não gosto). Outra coisa é falar mal de uma coisa que dentro do género está bem escrito.

Publicado por: Daniel Arruda às março 30, 2006 09:57 AM