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fevereiro 28, 2006

Mulheres

Na sequência do que disse mais abaixo, vejam que interessante:
Um em cada cinco parlamentares eleitos em 2005 é mulher e a zona do mundo que mais avançou em matéria de representatividade política feminina foi a América Latina
Parece poucochinho, não é?
Pois se o mundo é povoado por metade mulheres metade homens, a responsabilidade pela sua gestão também devia estar dividida.
Certo. Agora lembremo-nos que ainda há cem anos as sufragistas lutavam por ter direito a votar! Nem era ser eleita, nisso nem se pensava, era simplesmente ter o direito de dar a sua opinião. E isso foi uma revolução nos costumes.
Hoje em dia, já um quinto dos parlamentares são mulheres. Que passo em frente! E, para mim o movimento avança em progressão geométrica, é imparável, tipo avalanche.

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Emiéle

Publicado por populo às fevereiro 28, 2006 11:30 AM

Comentários

Daqui a nada já não serão apenas as loiras em vias de extinção. Nós também ahahahahaha! A propósito destas questões fiquei chocado esta semana ao consultar candidaturas antigas. Numa, de alguém com um bom CV, li, escrito à mão, "Não serve, é mulher...". Afinal, é mesmo verdade. Há mesmo gente que pensa e decide assim...

Publicado por: Miguel às fevereiro 28, 2006 11:47 AM

Boa! Tens toda a razão.
Olha Miguel, eu sou homem mas conheço histórias dese tipo e não de há muito tempo. Como tu, chego a ter vergonha pelos meus parceiros de sexo. Acordem, gente! Há lugar para todos neste mundo! Todos fazem falta. Não há cá lugares de 1ª ou de 2ª.
Interessa a competência, não o género de quem está ali.

Publicado por: king às fevereiro 28, 2006 11:52 AM

As mulheres estão a tomar conta disto tudo!

Publicado por: canzoada às fevereiro 28, 2006 11:59 AM

Faço parte daqueles, talvez, não muitos homens, que discordam da descriminação feita por alguns empresários na admissão de mulheres para os seus quadros de pessoal e mais grave ainda quando aceite a sua admissão pagarem-lhes salários inferiores.
Sabemos que uma das razões invocadas é o facto da mulher por razões de apoio à familia ou quando no contributo para o seu aumento (período de gravidez
e pós parto) registarem um elevado absentismo. Nada justifica o procedimento mas julgo que enquanto não mudarem as mentalidades continua este País em enfermar do mesmo mal.

Publicado por: congeminações às fevereiro 28, 2006 12:41 PM

Raul-Congeminações:
Como vou muitas vezes ao Congeminações, já tinha entendido esse modo de pensar. No fundo hoje isso parece tão natural, não é? Mas infelizmente não tão natural assim. Como se alguém andasse a "roubar" alguma coisa que por direito fosse de outro. Quando o que conta é a competência, a honestidade. É verdade que as mulheres além de trabalhadoras dão à luz e tratam dos filhos pequenos. Mas já pensaram se assim não fosse? A sociedade não fica mais pobre com isso ficará mais rica. Se as mulheres deixassem de gerar novas vidas o mundo acabava, os patrões que querem mais lucros não tinham a quem vender os seus produtos. E aliás, o período em que a mulher está mais dependente da vida dos seus filhos é um período curto quando se pensa em 36 anos de trabalho...

Publicado por: Emiéle às fevereiro 28, 2006 02:13 PM

Há cem anos a lutar pelo voto das mulheres???
A minha mãe foi votar pela primeira vez a 25 de Abril de 1975!!! Antes disso era "doméstica" ...
Ainda hoje me arrepio só de lembrar o seu eutusiasmo e enorme emoção nesse dia!

Publicado por: méri às fevereiro 28, 2006 02:22 PM

Oh, Méri, e então eu não sei isso...?! Ando a preparar para postar aqui durante todo o mês de Abril tudo o que já se esqueceu do "24".
Mas quando falei das sufragistas, era a nível geral. Países 'evoluídos', europeus, liberais, tudo o que se queira... mas que se riam da ideia de que uma mulher pudesse votar. Como se fosse uma criança de colo, era um ser simpático mas tolinho. A dignidade do voto estava fóra do seu alcance. E hoje já está representada nos próprios parlamentos; anima, apesar de ser pouco, é claro.

Publicado por: Emiéle às fevereiro 28, 2006 03:26 PM

Desculpem, não ouso traduzir isto, de René Char:

Ne laisse pas le soin de gouverner ton coeur à ces tendresses parentes de l'automne auquel elles empruntent sa placide allure et son affable agonie. L'oeil est précoce à se plisser. La souffrance connaît peu de mots. Préfère te coucher sans fardeau: tu rêveras du lendemain et ton lit te sera léger. Tu rêveras que ta maison n'a plus de vitres. Tu es impatient de t'unir au vent, au vent qui parcourt une année en une nuit. D'autres chanteront l'incorporation mélodieuse, les chairs qui ne personnifient plus que la sorcellerie du sablier. Tu condamneras la gratitude qui se répète. Plus tard, on t'identifiera à quelque géant désagrégé, seigneur de l'impossible.

Publicado por: dacar às fevereiro 28, 2006 04:48 PM

Pois é esse o espírito que eu quis deixar no meu "post optimista"! Apanhaste-o muito bem.
E, tens razão, há palavras que soam muito melhor no original.

Publicado por: Emiéle às fevereiro 28, 2006 05:05 PM

Já é tarde, mas ainda cá dei um salto, no final do dia. E, mais uma vez venho apreciar a imagem. Já sei que me vais dizer que encontras tudo no Google, mas gaita, a escolha é tua, não é ?!
E esta imagem é muita bem apanhada. Porque encontraste mulheres completa e totalmente normais, o que não é fácil. Em comum, serem todas elas novas, mas nem são muito bonitas, nem são feias, não têm um ar cansado, abatido, infeliz, nem pelo contrário paece que vão conquistar o mundo. Não senhor.
São "simplesmente" mulheres.
Tão boas ou tão más como os homens, mas com menos condições de o mostrar até agora.
(não entendi muito bem o canzoada; era uma piada, só podia ser, mas mal contada - ele que desculpe)

Publicado por: Tess às fevereiro 28, 2006 11:11 PM

'Brigada, Tess!
:)

Publicado por: Emiéle às março 1, 2006 01:46 PM