« janeiro 2006 | Entrada | março 2006 »

fevereiro 28, 2006

Mulheres

Na sequência do que disse mais abaixo, vejam que interessante:
Um em cada cinco parlamentares eleitos em 2005 é mulher e a zona do mundo que mais avançou em matéria de representatividade política feminina foi a América Latina
Parece poucochinho, não é?
Pois se o mundo é povoado por metade mulheres metade homens, a responsabilidade pela sua gestão também devia estar dividida.
Certo. Agora lembremo-nos que ainda há cem anos as sufragistas lutavam por ter direito a votar! Nem era ser eleita, nisso nem se pensava, era simplesmente ter o direito de dar a sua opinião. E isso foi uma revolução nos costumes.
Hoje em dia, já um quinto dos parlamentares são mulheres. Que passo em frente! E, para mim o movimento avança em progressão geométrica, é imparável, tipo avalanche.

main_front.jpg

Emiéle

Publicado por populo às 11:30 AM | Comentários (11)

O meu post número 1.000

…foi o que escrevi antes deste, logo ali em baixo.
Foi de propósito que desejei deixar ali uma mensagem optimista, e em que eu acredito.
Mas foi uma espécie de celebração também.
Comecei a escrever no Pópulo em fins de Setembro, há aí uns cinco meses. Hoje escrevi o post número mil ( não os ando a contar! É a própria weblog que mo diz…) e sinto-me satisfeita. Este blog tem sido um prazer para mim. Quando me aventurei num blog individual estava receosa, tinha tido uma boa experiência de um colectivo e pensava que seria muita areia para a minha camioneta.
Mas a gente só sabe quanta areia leva a camioneta se a começar a encher…
E afinal consegui dar conta do recado. Como escrevo com muito prazer, e a vida em meu redor me sugere imensos temas de conversa convosco, o blog tem-se escrito sozinho. Só na semana passada reparei que estava a chegar a este número redondo – é claro que é igual a outro qualquer, mas tem um sabor especial. Sempre foram mil vezes que carreguei no "published" e no “save” e vi aparecer o que tinha acabado de escrever…
Hoje estou satisfeita!
Iuupiii!!!

(cliquem para conseguirem ler..)

Emiéle

Publicado por populo às 10:11 AM | Comentários (22)

“No meu tempo” ( um post optimista )

É muito vulgar ouvir pessoas de meia-idade, arreliadas com a vida actual, pintarem um tempo passado todo em cor-de-rosa.
Quando os oiço, lembro-me muitas vezes de um filme muito antigo, creio que do realizador francês René Clair, interpretado pelo actor Gérard Philipe, filme chamado “Les belles-de-nuit” ( em português tinha o título de “O vagabundo dos sonhos” se não estou em erro) . Era uma comédia levezinha, sobre um jovem músico apaixonado. Aconteciam-lhe alguns azares na vida real e à noite sonhava com isso. Aparecia lá uma figura um pouco cómica - um velhote muito crítico, que censurava tudo e repetia constantemente: “Ah, no meu tempo é que era! Não havia nada disto!!!”O interessante é que o ‘sonhador’, no seu sonho ia parar “ao tempo” do velhote rezingão, e afinal a vida não era nada melhor, aparecendo no próprio sonho, o mesmo velhote a repetir “Ah, no meu tempo, é que era…!”. A graça da história é que ‘o sonhador’ ia, em cada noite, caminhando para trás na História, à procura desse tempo tão bom, e pelos séculos atrás ia sempre aparecendo o tal velhote abanando a cabeça e clamando: “Bah! No meu tempo…”
Era um filme optimista. René Clair, como Kapra, foram realizadores que talvez para se libertarem do peso da guerra, escolhiam histórias alegres e ingenuamente optimistas. Mas esta mensagem não é tola. Temos a tendência para ver as dificuldades reais por que se está a passar como as piores de sempre. Calma. Não será bem assim. O mundo está mal, é indiscutível, mas se regressássemos a um passado longínquo íamos descobrir que já esteve bem pior.
Sabemos que nos falta imenso para o que desejamos de justiça, de bem estar, de respeito pelos valores que desejamos partilhados por todos. Se olharmos para cima, vemos o céu, e o céu parece-nos muito, muito longe. Mas se olharmos para trás vemos que já se percorreu um enorme caminho na direcção certa.
Força, e em frente!

Emiéle

Publicado por populo às 09:45 AM | Comentários (9)

Primavera na Ribeira

Esta é uma boa notícia mas para as gentes de Lisboa. Vem aí mais uma Feira do Livro da Primavera
Há muitos anos que por esta altura marchamos para o Mercado da Ribeira. É uma “feira do livro” diferente da tradicional, aquela que todos conhecemos ao ar livre na zona do Parque Eduardo VII. Esta é uma Feira mais modesta, mas com preços baratíssimos, e atenção! Vai estar aberta até 2 de Abril.
Este ano como novidade vai ter também uma zona de artes plásticas, serigrafias e pinturas.
É de aproveitar, quem gosta de ler e tenha pouco dinheiro.

blog3.jpg

Emiéle

Publicado por populo às 09:32 AM | Comentários (3)

Questões que nunca se acabam

Um costume enervante cá na nossa terra, é que ciclicamente se voltam aos mesmos problemas que nunca se chegam a resolver. Às vezes, trata-se de coisas menores, que a comunicação social volta a pôr na berlinda por falta de assunto, ou para “refrescar” os temas. Mas outras vezes são de facto temas importantes que ficam uns tempos na gaveta e de vez em quando voltam a levantar a cabecinha.
Hoje a imprensa faz primeira página com o problema da co-incineração
Já há tantos anos que se houve falar nisto que é incompreensível como ainda estamos neste ponto. Têm-se feito estudos, avançado com soluções diversas, e não se chega a acordo. Aparentemente é um braço de ferro de parte a parte, e sabendo que esta questão surgiu quando Sócrates estava ligado ao ambiente é fácil imaginar que seja um ponto onde ele não queira ceder. Tanto quanto nos é dado saber, o ‘argumento’ é que se funciona noutros países porque não há-de funcionar em Portugal? O ‘contra-argumento’ é que se há outras soluções que parecem melhores porque não as implementar?
E entretanto o tempo vai passando. E entretanto vão surgindo outros temas de discussão diferentes. E entretanto os resíduos continuam a andar para aí…

f1-pu18-hcs.jpg


Emiéle

Publicado por populo às 09:20 AM | Comentários (4)

fevereiro 27, 2006

Doutor tradicional

(recebido por email)
Sem mais palavras, porque já tem que chegue!

Medico.jpg

:)

Emiéle

Publicado por populo às 05:22 PM | Comentários (6)

“Importâncias”

Eu costumo ver a TV muito selectivamente. A informação, um ou outro programa que imagino ser de melhor qualidade, uma ou outra série ou filme que me chame a atenção, mas não sou uma consumidora ‘normal’ do produto. Claro que se estou em momentos de puro lazer, acontece deixar aquela coisa ligada e ir ouvindo e vendo de um modo mais ou menos distraído.
Ontem, domingo, foi dia de futebol e houve um jogo importante. OK. Também me interessou o jogo e o resultado, portanto estive mais ou menos atenta. Quando acabou “desliguei” daquilo, já sabia o que me interessava. Mas pouco depois reparo num debate entre uns senhores, que não sei quem sejam e debitaram umas opiniões com um ar muito douto. E eu, que nessa altura já tinha um livro na mão e portanto não estava a prestar grande atenção ouvi uns termos tão polissilábicos, tão esdrúxulos, tão …pomposos, que fixei a atenção imaginando que se devia estar a discutir o desemprego, o défice, os grandes problemas sociais do país.
Nã, senhor! Aquela gravidade toda era ainda pelo futebol! Eu creio que deviam imaginar que se falassem daquele modo arrevesado e pseudo-erudito davam mais valor às questões ali tratadas. Mas tenho de dizer que só me davam vontade de rir. É como dizer “esférico” em vez de “bola”.
Na minha casa contava-se a história de um senhor que adorava ‘falar difícil’ e uma vez num hotel disse a um empregado:”Oh rapaz, traz-me o produto genético da deliciosa esposa do trovador matutino!” e após uma pausa “mas estrelado!”.
É o que me lembra, quando oiço alguns deste comentadores desportivos. Tenham tino, criaturas. Estão apenas a falar de jogos, de distracções, é interessante mas não são os grandes problemas mundiais. Isso é outra coisa.

Emiéle

Publicado por populo às 04:59 PM | Comentários (3)

Há 11 mil anos

Imaginem, há 11.000 anos!
No tempo das cavernas, os homens procuravam a sua caça mais para o norte da Europa e descobriram as loiras… Outro tipo de caça. Mas o que este estudo tão científico não nos diz é porque é que eles preferiam essas mulheres mais exóticas às suas companheiras de tribo. Em princípio até se costuma apreciar melhor aquilo que entra nos padrões habituais nos nossos gostos, ou seja aquilo que desde pequenos nos foi familiar. Por algum motivo há agora campanhas contra a discriminação do que é “diferente” mas parece que no caso das loiras foi tiro e queda!
Huuummm…
Os senhores cientistas desculpem, mas aqui há qualquer coisa que anda mal contada!?!
Não que eu tenha nada contra as loiras, é claro!

cabelo.jpg
(desculpem aparecer só o cabelo, mas as fotos de loiras que encontrei na net não foram de molde a apetecer-me pespegá-las aqui; e o que interessa é o cabelo, né?)

Emiéle

Publicado por populo às 10:47 AM | Comentários (11)

Escolas ricas e escolas pobres

A reportagem é interessante. Mais do que interessante, quase fascinante! Por mim nunca tinha ouvido falar nessa coisa de um quadro interactivo.
Dantes chamava-se “quadro preto” quando era feito de pedra, de ardósia. Depois vieram outros materiais, mais sofisticados para a época, e ele rapidamente deixou de ser preto, sendo de preferência verde. Mas ninguém dizia “fui ao quadro verde” e passou a ser apenas “o quadro”.
Mas agora pelo que vou aprendendo há "quadros interactivos” ligados a computadores, que fazem maravilhas - pelo menos eu fiquei tão fascinada como imagino que fiquem os alunos. E, não me levem a mal, mas acho que os professores também ficam muito motivados por poder brincar com este brinquedo novo. E já há muitas escolas que os vão tendo, apesar de como também se diz para a maioria não passar de um sonho.
Porque estamos a falar das “escolas ricas”. Temos também na nossa rede escolar, as “escolas pobres”. Aquelas escolas onde não há aquecimentos de jeito, as instalações estão degradadas, e os laboratórios têm equipamento obsoleto. Aí, as prioridades têm de ser outras.
Para não falar agora noutras necessidades, como as dos alunos com um certo tipo de dificuldades de aprendizagem .
Mas não estou a censurar, de modo nenhum, a existência de boas condições nas “escolas ricas”. Ainda bem! Fazia era votos para que rapidamente em todas as escolas existissem boas condições de trabalho. Por exemplo esta de fornecer portáteis aos professores que tenham projectos que justifiquem esta necessidade. De aplaudir.
Apesar de eu continuar a pensar que não se pode esquecer o aquecimentozinho…

escola.bmp

Emiéle

.

Publicado por populo às 10:24 AM | Comentários (11)

Não sei se é um bom princípio

Devo ser muito antiquada mas isto fez-me alguma impressão. Uma discoteca (foi em Espanha, ainda não há o sistema por cá) fornece aos seus frequentadores um chip que se implanta sob a pele com anestesia local e que só deixa uma pequena cicatriz, e depois dá direito à pessoa a «aceder ao local sem apresentar documentação e sem ter de pagar o consumo». Assim como se fosse um cartão de crédito já implantado em nós…
Eu fiquei toda arrepiada com a ideia! Mas que raio … Tá bem que já andamos aqui a passear pelo século vinte e um, mas ainda há limites! Um chip dentro de mim, para frequentar um bar?!?!
Por mim prefiro entrar apresentando identificação, se for preciso, e pagar a minha conta no fim. Antiquada, deve ser isso… É que começo aqui a pensar que isto é uma brincadeira, mas a pouco e pouco por um motivo ou outro daqui a uns anos andamos todos “chipados” e debaixo do controlo do big brother. Vade retro!

050103150234_21.gif

Emiéle

Publicado por populo às 10:21 AM | Comentários (6)

fevereiro 26, 2006

Estrela no horizonte

Esquecemo-nos muitas vezes que também na nossa vida muitas coisas não são com parecem. É quase tudo relativo e uma questão de distância...
Afinal o Sol é também uma estrela, não é?

(cliquem na imagem para a irem aumentando, fica mais bonita ainda)

Emiéle


Publicado por populo às 09:15 PM | Comentários (2)

Um vestido de Carnaval

Há muitos anos, eu era pequenina. Naquele tempo, e onde vivíamos, não havia ainda a ideia de se “comprar” um fato para mascarar uma criança. Era tudo feito ou improvisado em casa. Até essa altura eu tinha-me vestido ou com fatos emprestados regionais, “minhota”, “mulher da Nazaré”, “ceifeira”, ou umas trapalhices para fazer de “cigana”. Mas nunca um fato como-deve-ser e que fosse mesmo meu. Também não o pedia, porque lá em casa não havia o costume de pedir – os pais adivinhavam! E adoravam fazer surpresas.
Nesse Carnaval, eu não sabia de que é que me iria mascarar. Uma amiga da família que tinha jeito para costura um dia tirou-me umas medidas o que me deixou intrigada, mas esclareceu-me logo que era para fazer uma surpresa à sua filha que era do meu tamanho, coisa que me pareceu lógica. Mas entretanto via os meus pais a cochichar divertidos, calando-se quando eu me aproximava.
E … tátátátá!!!! Na noite de sexta para sábado magro, a minha mãe pôs-me uma venda nos olhos, despiu-me e senti que me vestiam, me punham qualquer coisa na cabeça, me calçavam uns sapatos e enfiavam um objecto na mão. Levaram-me para frente do espelho do guarda-fatos e tiraram a venda: estava ali a Fada Azul!!!! Faltou-me a respiração. Um vestido até aos pés de cetim azul, um carapuço em bico todo em purpurina com um véu de tule azul, uns sapatos também pintados de purpurina, e uma varinha mágica com um funcionamento especial que o meu pai me explicou: era uma vara de metal com uma estrela na ponta; atrás da estrela havia uma lâmpada minúscula, e no punho da vara um interruptor, quando eu queria “fadar” alguém tocava no interruptor e a luz acendia. Essa engenhoca tinha sido imaginada e feita pelo meu pai ( homem de letras, atenção!) e as pinturas do chapéu e sapatos pela minha mãe.
Senti-me uma verdadeira fada. Nesse Carnaval custou-me não andar durante 15 dias sempre vestida de fada azul. Nunca me senti tão feliz!
Hoje, tanto tempo depois, tenho a certeza que para além do prazer de me ver tão bonita foi o sentimento do amor fortíssimo dos meus pais, ali materializado, que me aqueceu por dentro, que me levou às nuvens. O vestido era bonito, mas a surpresa e o tempo que levaram a pensar em mim, senti-o ainda mais bonito.
Foram momentos de felicidade pura.

Emiéle

Publicado por populo às 06:38 PM | Comentários (5)

Diz o roto ao nu

pascoa9.gif

A tal epidemia da gripe das aves vai alastrando como se previa. Chegou a França. Normal.
Mas vejam o interessante:
Na China proíbe-se a importação de frangos franceses o que parece natural. Se há por lá indícios de epidemia vale mais precaverem-se…
Contudo é na própria China que já o ano passado se abateram cerca de 22.571.000 aves e há indícios de que a coisa está cada vez preta.
Que de ponham as barbas de molho, é um costume saudável se as do vizinho estão a arder, mas mais saudável ainda quando o tal incêndio é nas nossas próprias barbas...
"Diz o roto ao nu", não é assim?

Emiéle

Publicado por populo às 11:46 AM | Comentários (3)

Esperança de vida ou qualidade de vida?

A expressão é muito bonita: “a esperança de vida”.
Significa, dito de um modo simplificado, a média de anos que as pessoas vivem, em certas sociedades ou em certas épocas. Como a medicina tem feito uns notáveis avanços a tal “esperança de vida” nas sociedades mais evoluídas tem aumentado espectacularmente. Muito bom. Muito bom porque é normal gostar-se de viver, é normal gostar-se de termos connosco os nossos familiares. A tal esperança, noção muito bonita.
Depois para complementar este quadro lindo devia estar no outro prato da balança a chamada “qualidade de vida”. E aqui é que tudo se estraga! Porque se para viver "basta" tratar as doenças e ter cuidado em não sofrer acidentes, mas para que a vida mereça ser vivida são necessários outros factores muito mais difíceis de se obter.
E encontramos este paradoxo: as pessoas recebem uma bela prenda (viverem mais anos ) que não desejam.
O DN traz duas reportagens sobre velhice, profundamente tocantes. Numa refere-se o problema da mobilidade, das pessoas muito velhinhas que vivem em andares altos e passam anos sem sair de casa. Imagina-se o que isto é?!
Em prisão domiciliária sem culpa formada chama-lhe a reportagem. Fala de uma senhora de 82 anos que há cinco que não sai de casa. A senhora tem uma frase que nos aperta o coração ao contar uma queda que deu «…. pensei que tinha morrido. Mas não. Tive azar. Não só não morri como fui condenada a prisão perpétua». Esta frase quase podia ser repetida pelas outras pessoas que a jornalista entrevistou, tudo mulheres porque… a “esperança de vida” é maior nas mulheres do que nos homens!
E a situação é tão triste, a “qualidade de vida” é tão má, que 45% dos suicídios em Portugal ocorrem depois dos 65 anos e 30% em indivíduos com mais de 70 anos como aqui nos dizem
Vários casos aqui contados, de solidão, de desespero. Uma frase duríssima "A minha vida é muito triste mas para morrer é preciso coragem”. E rezam pedindo a Deus a morte…
Esperança de vida?!
Que ironia!

im_interdit_131.jpg

Emiéle

Publicado por populo às 11:22 AM | Comentários (3)

fevereiro 25, 2006

Que frio…

Acabo de ver na televisão no final do jogo Sporting-Académica, os jogadores a despirem as camisolas para darem aos miúdos que lhas pedem.
Muito bonito, mas não era eu que o fazia!
Cinco graus, ou lá o que disseram no início do jogo! Só de os ver de tronco nu já comecei a espirrar.
Brrrrr…

Emiéle

Publicado por populo às 11:20 PM | Comentários (1)

Ora batatas!

Na casa onde estou a passar este fim-de-semana mais prolongado, tenho também TVCabo. Porque sim. Porque quando para cá venho é para estar distraída e a TV é uma fonte de distracção, é claro. Mas como isto tem uma ocupação só de fins-de-semana e férias, tem a TVCabo mínima. Achei que não era necessário ter todos os canais extras.
Ora bem, por diversos motivos estive algum tempo sem cá vir e quando ontem à noite chegámos não havia TV. Aparecia uma mensagem a dizer “canal não atribuído” o que era estranho porque só tinha tentado ligar a RTP e vi logo que havia alguma coisa estranha. Entre as cartas por abrir que aqui tinha vinha uma da TVCabo, com um cartão e instruções para proceder à troca do cartão da “power box” coisa que fiz. Depois dessa mudança apareceu outra mensagem a dizer que o “cartão não estava pareado” palavra estranha mas afinal existente ( fui ver ao dicionário e tudo!) e com essa mensagem se manteve toda a noite.
Hoje liguei para a assistência do serviço, expus o problema e lá mo resolveram ( poupo-vos à aventura que foi ligar para lá e as voltas por onde andei ) Segui as instruções e finalmente consegui ter imagem no ecrã. Uff…
E agora a segunda parte da aventura. Eu tinha o pacote mínimo como disse. Quando comecei a ver se vinha tudo pela mesma ordem, comecei a ver que me tinham “gratificado” com todos os canais ( excepto o playboy ou coisa assim ) e divertidíssima fui carregando no comando e reparando que aquilo ia até aos 90 canais ou coisa que o valha. Ena pai! Espero bem que na conta não me cobrem isso, porque não os pedi. Mas foi engraçado ver tanta coisa nova que nem mesmo em Lisboa tenho.
Terceira parte desta história: saí da sala para fazer qualquer coisa deixando o meu filho de comando na mão indeciso sobre o que iria ver. Tanta abundância tornava a escolha difícil. Quando um bocado depois voltei a entrar ( tinha-me afastado a custo do meu romance de chocolate ) escangalhei-me a rir. Daqueles noventa canais versando tudo e mais alguma coisa, ele estava a ouvir atentamente um canal regional que falava na cultura da batata.
Balhamedeus! É o que faz o excesso. Acabamos por ficar… na cultura da batata!

batata.bmp

Emiéle

Publicado por populo às 08:03 PM | Comentários (5)

De que raio me fui lembrar!

Ora bolas!
Neste últimos dias tenho andado a ler um romance agradável. Nunca foi best-seller que eu saiba, mas fez-se um filme sobre ele bastante interessante, com o mesmo nome:
«Chocolate». Uma história meio fantástica de uma também “meio feiticeira” que vai morar numa aldeia francesa super conservadora e tradicional e montando uma lojinha especializada em chocolate acaba por subverter os valores conservadores daquelas pessoas. Um bom romance para se ler descontraidamente num fim-de-semana prolongado.
Só que…
Eu sou viciada em chocolate. Adoro chocolate. E o chocolate é como qualquer vício, só o é em quantidade – um cigarro não é vício, quem não consegue parar de fumar está “agarrado” e viciado. Um quadradinho de chocolate não é vício, quando marcha a tablete toda e nos apetece mais, estamos viciadas.
E eu achava que tinha ultrapassado a fase crítica. Agora só ia um de vez em quando e com critério. Achava! Antes de começar a ler esta história malvada de um livro que assim que se abre cheira a chocolate!!! É chocolate para beber com pepitazinhas que se trincam, é bolos de chocolate, é bolachas com várias camadas, é suspiros de chocolate, é frutas cristalizadas em chocolate, é amargo, é doce, é líquido, sólido, fofo…Eu sei que ando a salivar assim que abro o raio do livro.
Pronto. Achava que tinha tudo sob controlo e estou a ressacar. E o pior é que não consigo fechar esta coisa e ainda me faltam uns 3 capítulos.
É cá uma dependência!

chocolat 3.jpg

Emiéle

Publicado por populo às 07:16 PM | Comentários (5)

Efeitos secundários

Quando se trata de problemas de saúde e ainda por cima graves, qualquer tentativa de fazer humor é no mínimo de mau gosto. Mas arrisco-me!
Porque a notícia até é uma boa notícia e fez-me sorrir.
A doença de Crohn, doença intestinal grave, pode ser tratada com Viagra.
Se, para além de melhorarem do Crohn, aparecerem alguns “efeitos secundários” duvido muito que apareçam queixas e reclamações.
É que nem sempre os efeitos secundários dos medicamentos são maus!
:)

Emiéle


Publicado por populo às 01:35 PM | Comentários (3)

O ridículo não mata

O ridículo não mata mas não sei se engorda...
É conhecido o gosto que existe em Portugal por títulos. Nós, que gostamos tanto de copiar os usos de outros países que consideramos como modelos, lá nisso de se chamar apenas Mister ou Monsieur a uma pessoa tenha ela que formação tiver, sempre nos confunde um pouco. Mas enfim, são hábitos e como correspondem a uma cortesia, também não me incomoda nada desde que não se exagere.
Já considero um pouco pateta quando é o próprio que se auto-designa como O Dr. X, o eng. Y, o Prof. Z. Não consigo reprimir um sorriso quando oiço ao telefone “daqui fala o Professor Fulano” ou “diga-lhe que ligou o Dr. Beltrano”. É um novo-riquismo cultural, divertido e cómico.
Mais engraçado ainda, hoje encontrei um artigo de opinião ou coisa que o valha que era assinado por um Dom Qualquer-coisa. Que o senhor seja monárquico está no seu pleno direito, que goste de dar a saber do seu sangue azul também é lá com ele, e portanto que assine assim não o posso criticar.
Mas posso rir-me do Dom, isso também é um direito meu.
Quando li aquilo só me lembrou uma marca, de vinhos ou coisa que o valha…
Oh Dom!!! :)

coroa 2.jpg

Emiéle


Publicado por populo às 10:34 AM | Comentários (8)

Sábado gordo

É certo que ao pensar em Carnaval recuo sempre uma quantidade de anos e volto à infância. Para mim associo de imediato a lembrança aos anos onde me mascarava, atirava serpentinas, saquinhos, papelinhos ( porque será que era tudo em diminutivo...?) para não falar nas sinistras bisnagas com esguichos de água. Contudo era realmente uma paródia e divertíamo-nos imenso. Hoje, sigo a moda do tempo e a festa em si não me diz muito. Aliás quase todos os meus amigos, com poucas excepções, protestam que é uma parvoíce haver uma época para estarem divertidos e até caem no estremo oposto, e arranjam uma carranca especial de mau humor para estes dias.
Mas se digo que “sigo a moda do tempo” é porque este tom blasé que nós usamos é de agora. Basta ler uns romances de há cem anos para se notar a importância do Carnaval, para os adultos: bailes, “assaltos”, fatos de dominó para os mais sóbrios ou fantasias sofisticadas para os outros. O tempo de Carnaval não era apenas estes 3 ou 4 diazinhos que são hoje, durava no mínimo uma semana e meia, porque começava na sexta, sábado e domingo magros, continuava a brincadeira durante essa semana, e tinha o apogeu no sábado, domingo gordos e 3ª feira para encerrar na 4ª feira de cinzas! Imagino que haveria muito menos alturas de diversão durante o ano, portanto aquele momento de plena descontracção era mesmo para se aproveitar! E o engraçado é que afinal na província ainda a coisa é hoje vivida com algum saborzinho desses anos de antigamente.
Tenho uma amiga açoriana que se lembra que os festejos de Carnaval eram quase um mês inteiro. Começava com a '5ª feira de amigas', na semana seguinte, '5ª feira de amigos', de pois vinha a '5ª feira de compadres', e no fim '5ª feira de comadres'! Só no fim era o famoso fim-de-semana gordo…
Bem, agora é “mais moda” dizer-se que o Carnaval é quando o Homem quiser e outras piadinhas do tipo. A verdade é que hoje a vida dá-nos muito mais ocasiões de descontrair durante todo o ano. Ainda me lembro, contudo, dos tais “assaltos”, e de que quase sempre o “assaltado” era prevenido por voz amiga, para não ser apanhado completamente de surpresa. Uma vez que me preveniram que me “iam assaltar” tive ainda tempo para descobrir uma campainha igualzinha à da porta da casa da minha avó (onde ia decorrer o assalto ) mas que era uma bisnaga. Quando se carregava no botão para tocar apanhava-se com uma esguichadela no olho! Aquilo foi um fartote de risadas porque todos os que eram apanhados ficavam lá dentro à coca esperando pelos que iam chegando a ver se “caíam”… E depois arredava-se os moveis, enrolavam-se tapetes e toca a dançar.
Tenho algumas saudades, sim.

Emiéle

Publicado por populo às 10:16 AM | Comentários (7)

fevereiro 24, 2006

“Lua Nova” “Quarto Crescente”

Não sei bem se a vida me anda a correr melhor.
Lembro-me daquela velha história do tipo que se batia com um martelo e quando lhe perguntaram que maluquice era aquela ele respondeu todo consolado “é que quando deixo de bater é tão bom!” e imagino se será esse caso. Quando há muita coisa a correr mal, e depois isso pára, mesmo que ainda não corra MUITO bem, já me sinto como o ‘outro’, toda consolada porque ao menos o azar parou…!
E devo reconhecer que, depois de uns tempos sinistros onde os amigos me diziam meio a rir que eu devia era ir à bruxa, agora, lá muito no horizonte posso imaginar com o meu eterno optimismo que vêm aí umas novas menos más. Um alívio! Pelo menos a suspensão do chorrilho de azares parece estar a abrandar. ( ou fui eu que me habituei…?)
E para início da boa disposição, pedi a segunda-feira de férias e vou quatro dias inteirinhos para o campo. A tal coisa, dos passarinhos, cães ao longe, umas rãs aqui no ribeiro, mas isto é silêncio – nada de carros, nada de ouvir os vizinhos através das paredes fininhas, nada de aviões que parece quererem aterrar em cima do meu prédio, uma verdadeira 'cura de calma'.
Mas vou com o PC a tiracolo, para manter o contacto com o “mundo” - quero eu dizer com vocês.
Até já!

fantasia.jpg


Emiéle

Publicado por populo às 07:55 PM | Comentários (10)

Viva o dinheiro de plástico!

cartes_cre-09.gif

Por acaso sou a favor.
Gosto do dinheiro de plástico.
Diz a banca que se deve desincentivar o uso de dinheiro e cheques, segundo eles, pelos custos e insegurança.
Cá para mim, tenho a ideia de que o “desincentivamento” começou logo quando se aumento o custo dos cheques que são realmente bem caros. Aquele rectangulozinho de papel é bem caro!!!
Mas por outro lado terão de existir terminais de pagamento por Multibanco em muito mais locais do que existem agora. É certo que em muitas repartições, lojas do cidadão, muitos serviços públicos aceitam esse sistema. Contudo há comerciantes que se queixam de que cada pagamento no terminal tem custos para eles, e muitas vezes pedem-me se posso antes pagar a dinheiro ou cheque. Leio que se pensa que «aumentar o preço nos meios de pagamento com base no papel (cheques e moeda/dinheiro)» é uma medida a ser tomada. OK. E já agora, porque não o inverso? Diminuir os custos dos terminais de modo a aumentar o desejo de quem recebe de os ter em funcionamento.

Publicado por populo às 02:20 PM | Comentários (5)

Laranja Mecânica?

Não gosto de falar de assuntos quando reconheço que tenho poucas informações e as que tenho são pouco seguras. Mas os noticiários têm falado de um caso tão horrível que, pelo menos em Portugal, não me lembro de ouvir nada semelhante. Parece uma história retirada do filme Laranja Mecânica: “um sem abrigo foi espancado até à morte por um grupo de adolescentes”. Isto parece ser um facto. Surgem depois as diversas roupagens para o vestir, os pormenores, as explicações, as dúvidas.
Aceito que nesta história haja várias vítimas, mas impressionou-me ouvir, de passagem, uma psicóloga afirmar “a vida destes miúdos nunca mais vai ser a mesma”. Ouvi a frase fora do contexto, e na altura pensei “a deles não vai ser a mesma, mas a da vítima, acabou!”. Pelo que ouvi, o infeliz que morreu era toxicodependente, sem-abrigo e travesti. Posso estar enganada e este último ponto não ser tão relevante como julgo, mas creio que o é. A rejeição/agressão do que se mostra como diferente é um sentimento reconhecido na sociologia e na psicologia. Um dos motivos pode ter estado aí. Contudo, o paradoxo é que o grupo dos agressores também era “diferente”, eram miúdos desintegrados, sem família organizada, vivendo em instituições. O serem vistos como “vítimas sociais” deve ancorar nesse ponto. E esse ponto, sendo sério e grave, não desculpabiliza nem justifica nada. O acto é gravíssimo, repugna e impressiona pela sua gratuitidade. Pelo que sei não foi uma resposta violenta a uma provocação também violenta, não foi uma rixa mal sucedida, foi um ataque deliberado que, mesmo que não tivesse sido fatal, era igualmente grave na sua intenção.
O que move estes jovens a tão grandes explosões de violência? E, sobretudo, o que pode e deve fazer a sociedade?

Emiéle

Publicado por populo às 01:50 PM | Comentários (7)

De cara nova

Olá amigos!
As obras aqui no Pópulo continuaram agora acabaram.
Como vocês, que me acompanham desde há quase cinco meses, sabem, este blog nasceu de alguém que o criou carinhosamente mas como uma experiência. Nunca o ocupou a sério e numa bela manhã em que eu andava por aí sem abrigo, cederam-mo com generosidade. Eu, na altura, aceitei a oferta pensando que seria uma ocupação provisória. Mas entretanto como fui ficando, fui ficando, fui ficando, este “provisório” foi-se tornando “definitivo”.
Quando entendi que afinal “estava para ficar” comecei a fazer obras na casa. Ela tinha tudo o que era essencial, mas faltavam pequenas coisas que dariam mais comodidade e gosto pessoal. E então, instalei a Caixa do Correio, coloquei links para os blogs que visitava mais, realcei os “últimos comentários feitos", e mudei a cor aqui do “cabeçalho” para uma mais vistosa.
Fiquei sempre a pensar de que para além de mudar a cor, gostaria de lhe dar um ar mais personalizado, gostaria que quem abrisse este blog ficasse desde logo com uma ideia daquilo que ele pretende ser.
E cá está!
A cor mantém-se, porque a acho alegre e quente. Gosto dela. Depois, como este pretende ser um ponto de encontro para trocarmos ideias, pensei que todos nós ( eu e vocês que me lêem) de mãos dadas, seria um bom símbolo. Portanto as figurinhas que nos espreitam aqui da barra somos todos nós, eu e os meus leitores, que fazemos este blog. Para além disso pensei que ficaria bem estaremos todos ligados de mão dada porque, a velha expressão “as conversas são como as cerejas” num blog deste tipo aplica-se completamente, e aquela ligação é um pouco como os pezinhos das cerejas, puxa-se uma e as outras vêm atrás!
Depois, têm um ar infantil também um pouco propositado. Não gostaria nada de me dar ares. Isto é mesmo uma brincadeira. Escrevo este blog para me distrair, para comunicar, mas também não o levo assim muito a sério. Para levar a sério tenho o resto das coisas que faço no dia-a-dia.
E, finalmente, as letras que formam o seu nome tomaram um ar arredondado para lembrar que tento abraçar o mundo e tocar em todos os problemas que são humanos e me interessam.
E, só para que saibam, quem me ofereceu este vestido novo foi o meu generoso amigo Farpas que o meu ‘corte e costura’ não chegava a tanto…

Emiéle de vestido novo

Publicado por populo às 07:12 AM | Comentários (21)

“É assim:”

Olhem, hoje vou alterar o formato habitual do que costumo fazer.
Como o Pópulo aparece com um visual diferente, vou deixar parte do dia para vocês se habituarem a ele e guardar as conversas que costumo ter para mais tarde. Também os motivos de conversa não acabam nem perdem a oportunidade, de modo que apesar de os mais madrugadores poderem ficar desapontados, queria deixar todo o realce para a explicação que aqui deixei. E vão dizendo o que pensam da mudança, combinado?

Emiéle

Publicado por populo às 07:00 AM | Comentários (1)

fevereiro 23, 2006

Que beleza

Chego a casa, abro o PC, dou um saltinho aqui como sempre e depois começo a fazer uma ronda por aí.
E fui andando sempre acompanhada de música. Da que eu mais gosto. Da “mais importante” para mim. Bastava abrir um blog amigo e ouvia uma nova canção do Zeca, parecia um momento mágico qualquer coisa que nos deixava suspensos…
E fiquei também encantada por ver a variedade de escolhas que por aí apareceram, a verdade é que com uma grande surpresa minha até nem houve muitas músicas repetidas. Trinta e tal músicas, lindas e sem repetições só nos prova não apenas a riqueza da obra do nosso Zeca como a diversidade aqui da malta da blogosfera. Que maravilha!
Um grande abraço Isabel, por teres segurado na varinha de condão que conseguiu esta magia.
E outro abraço solidário e forte a todos aqueles que a acompanharam.
Estou satisfeitíssima, acredito que esta era uma homenagem de que ele gostaria!

Emiéle

Publicado por populo às 07:20 PM | Comentários (3)

Zeca Afonso

Zeca%20Afonso.jpg



À procura da manhã clara - queria ele que fôssemos.
Eu sei que esta não é nenhuma das canções emblemáticas do Zeca Afonso. Mas hoje, quando faz anos que ficámos sem a sua presença física, eu preferi deixar uma canção que é um hino de esperança e confiança. Ele atravessou períodos muito sombrios e muito duros. Lutou em muitas frentes, até na da doença e nessa frente não conseguiu vencer. Mas ganhou nas outras, que a vitória é não se vergar nem aceitar facilitismos.
Homem de uma enorme integridade, de imensa coerência, nem sequer aceitou a Ordem da Liberdade que lhe foi oferecida após o 25 de Abril, porque não eram medalhas que desejava mas um mundo diferente e melhor.
Vamos cantar com ele «Para não se apagar a chama que dá vida na noite inteira»

Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flôr no ramo
Navegamos de vaga em vaga
Não soubemos de dor nem mágoa
Pelas praias do mar nos vamos
À procura da manhã clara

Lá do cimo duma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Companheira da madrugada
Quando a noite vier que venha
Lá do cimo duma montanha

Onde o vento cortou amarras
Largaremos pela noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca

Emiéle


Publicado por populo às 07:46 AM | Comentários (6)

Recordações a preto e branco

Muitas vezes o passado aparece-nos como certos sonhos: a preto e branco. Isto sem desprimor nem para o passado nem para os sonhos. É assim, muito simplesmente. Tal como os filmes antigos, antes de ter surgido a cor. Como se a nostalgia fosse mais forte assim, sem a distracção das cores.
E hoje estou um pouco “nessa onda”. Talvez seja culpa deste "um dia com o Zeca, vêm-me à memória tanta recordação sem qualquer ordem cronológica, nem talvez ordem de importância, mas chegam assim mesmo numa invasão de afectos e recordações.
Muitos momentos fortes, de surpresa, de indignação, de raiva, de camaradagem, de alegria, de cumplicidade. Éramos muito jovens ( nas minhas recordações, é claro ) e a vida parecia ser eterna.
E em certa medida assim era. Cada momento é único. Cada momento é também eterno.

rir.2jpg.jpg

Emiéle

Publicado por populo às 07:38 AM | Comentários (2)

Flores

handwithbouquet-picasso.jpg

Assim desenhava Picasso...

Emiéle

Publicado por populo às 07:35 AM | Comentários (3)

Poesia

Balada Apócrifa

Olhai os lírios do campo
Meninas de saia rodada
Íris de teias de aranha
Desvendam o mar nas searas

Olhai os lírios de pedra
Em copos de madrugada

Os soldados em manobras
Enterram a sombra caiada
(Bebei os lírios de água
Com grandes bicos de aves)

Sofreram sempre derrota
Deixaram mãos enforcadas
Sem lençóis com clarins
Grades de pernas doadas

Olhais os lírios do tempo
Meninas virgens por dentro

Os soldados em manobras
Têm noite por espingarda
Colhei os lírios do corpo
Meninas de saia travada

Luiza Neto Jorge
(Lisboa, 1939 - Lisboa, 1989]

Publicado por populo às 07:32 AM | Comentários (2)

Uma explicação

O dia de hoje, reservei-o.
Este Pópulo vai estar um pouco diferente. Não vou comentar a actualidade, não vou dizer umas graças, não vou aplaudir ou criticar coisas que soube ou vi.
Hoje, é o Dia do Zeca Afonso e vou voltar atrás no ‘meu tempo’. Escolhi aspectos de arte onde na altura se podia dizer de um modo diferente o que não se diria às claras.
Não só o Zeca, que era um símbolo, mas todos nós e mesmo noutros locais/países.
A mordaça pode ser forte, mas há sempre forma de dizermos o que queremos, do rio contornar os obstáculos.
Hoje vai ser apenas um dia de recordações.

Emiéle

Publicado por populo às 07:30 AM | Comentários (2)

A voz de muitos

Hoje é o Dia do Zeca Afonso. Para quem “é do tempo dele” é uma obrigação relembrá-lo.
Para quem nasceu depois, é importante conhecê-lo.
Uma figura que marcou várias gerações, por aquela voz linda e pelas palavras que cantava. É certo que é também um símbolo, um símbolo da resistência, de saber dizer NÃO com firmeza e coragem, mas o que me encanta muito são as suas diferentes facetas. Porque temos o Zeca, cantor resistente, mas temos também o cantor de baladas, a voz que fez renascer tantas canções populares e que cantou tantas canções doces e suaves. É o mesmo Zeca que canta “O meu menino é d’Oiro” e canta “Os Vampiros”, são essas facetas complementares, diversas mas todas elas importantes que constroem a figura que recordamos.
É curioso, que sendo a figura que é, com o significado que todos reconhecemos na música portuguesa, o seu feitio tímido e a completa ausência de desejo de protagonismo, faz com que nos seja difícil encontrar fotos dele na net. São sempre as mesmas 3 ou 4 que vamos buscar…
Mas fica-nos o mais importante que é a sua voz. E essa, podemos ouvi-la sempre que se queira.
Hoje, aqui no Pópulo vamos ouvi-lo o dia todo.


Emiéle

Publicado por populo às 12:10 AM | Comentários (9)

fevereiro 22, 2006

FRASES E AUTORES (podia ter sido...)

Vamos por partes.
(Jack "O Estripador")
Nunca pude estudar Direito.
(O Corcunda de Notre Dame)
Ser cego não é grave, pior seria ser negro.
(Stevie Wonder)
Hás-de pagar-me.
(Fundo Monetário Internacional)
Basta de realidades... Queremos promessas!
(Os pobres)
O automóvel nunca substituirá o cavalo.
(Uma égua)
Mamã, eu sei tudo!
(O Pequeno Larrousse Ilustrado)
A nossa mãe é uma loba...
(Rómulo e Remo)
Disseram-me para jogar junto à linha branca.
(Diego A. Maradona)
Tenho um nó na garganta.
(Um enforcado)
Gosto da humanidade.
(Um canibal)
Basta de humor negro!
(Ku Klux Klan)
Levantarei os caídos e oprimirei os grandes!
(O soutien)

(recebido por email)

Emiéle

Publicado por populo às 08:51 PM | Comentários (3)

Sorrisos e publicidade

Aí uns dois posts abaixo estive a falar a sério, sobre a medicina dentária.
Mas já agora não queria ir-me embora sem deixar aqui um sorriso publicitário:

colgate_jpg.jpg

Ora viva a alegria, não é?
Emiéle

Publicado por populo às 07:51 AM | Comentários (5)

Isto é muito documento

Então parece que são 55 mil páginas de documentos secretos ???
Normal.
Aquela gente tem um trabalhão, não era para depois o partilhar com os outros, né?

white-house-cia.jpg

Emiéle

Publicado por populo às 07:25 AM | Comentários (4)

Os dentes dos portugueses

É uma espécie de cartão de visita de um país. Porque quando se fala seja com quem for, salta aos olhos o estado dos seus dentes. Mas a saúde oral tem custos elevadíssimos. Ah tem, tem.
O Estado sabe isso, uma vez que o afirma, e o doente sabe isso porque o sente no bolso. O que acontece é que quem tem menos capacidade procura um dentista quase exclusivamente para tirar o dente, porque os cuidados preventivos são um luxo, e quanto a próteses 'um pouco mais cuidadas', isso nem se fala. Incomportável!
O assunto está agora em discussão no parlamento, mas não acredito que haja solução à vista.
Talvez os meus netos, tenham uns dentinhos como se vê nos anúncios…?
Tenho essa esperança.

Emiéle

Publicado por populo às 07:01 AM | Comentários (6)

“Dia Europeu da Vítima de Crime”

Violenciadomestica.jpg

A vantagem dos “dias de“ é que ao menos nesse dia se fala do assunto em questão… Porque de resto como há um dia de qualquer coisa todos os dias do ano ( já uma vez investiguei isso, e há mesmo um para cada dia do calendário) já se liga pouco a isso, e tirando o Dia do Trabalhador ou o Dia da Mãe, a maioria dos outros são “invenções modernas”.
Mas terá alguma importância de vez em quando parar-se para se pensar em determinados assuntos. Hoje, quarta-feira, o tema de reflexão será a vítima de crime e reconhece-se o que já se sabia, a Violência Doméstica é onde se encontram mais crimes.
O que é lamentável, apesar de também se “saber” é a falta de confiança que estas vítimas têm em quem tinha a obrigação de as proteger. A APAV afirma que seis em cada dez pessoas que no ano passado lhe pediram ajuda, acabaram por não avançar com uma queixa na polícia. Ora isto refere-se a pessoas que, apesar de tudo, se dirigiram à APAV, ou seja que conseguiram ir desabafar com alguém de fora e estranho. Para se avaliar o iceberg, devemos pensar em todas as pessoas que foram, sofridamente, aceitando a sua situação sem sequer ter coragem de se ir queixar a uma associação. Contudo acredito que esses casos comecem a ser cada vez menos, e que o papel de uma associação como a APAV é fundamental numa área tão delicada, onde é necessário uma enorme sensibilidade e saber-se “ouvir” como deve ser.
O problema é ainda muito grave.
O que leva uma pessoa a agredir, quer física quer psicologicamente, os que lhe estão mais próximos e que deveria amar? Ou, no caso do os deixar de amar, então porque não se vai embora? A velha ideia da relação amor-ódio pode existir decerto mas é patológica, não devia ser aceite como inevitável, é caso para tratamento…

Emiéle

Publicado por populo às 06:39 AM | Comentários (5)

Madrugadas

Gosto de acordar cedo.
É como se acordasse ao mesmo tempo que a natureza, é revigorante para mim.
Mas "acordar cedo" é com o nascer do sol. Porque embirro um pouco com esta coisa de me levantar com o escuro...
Quando é que os dias começam a crescer que se veja...?!
Ando desejosa disso.
Vá lá, sol! Despacha-te.

chavena.bmp

Emiéle

Publicado por populo às 06:24 AM | Comentários (7)

fevereiro 21, 2006

Mas que raiva!

Não há paciência que aguente...
Estou há perto de uma hora a querer aceder a um site ( que já conheço, nem sequer é a primeira vez!) e a resposta que recebo é esta:

stop.png

Um pontapé no pobre do PC não ajuda com certeza, mas lá que me apetece bater em qualquer coisa, isso não tenham dúvidas.
Oh, que neeeeervooooos!
(desculpem o desabafo, mas isto sempre alivia)
da vossa super-irritada
Emiéle

Publicado por populo às 09:43 PM | Comentários (11)

O ridículo dos outros

Durante muitos anos trabalhei num certo Serviço. Fiz lá muitos amigos porque o ambiente de camaradagem era magnífico. Por razões que aqui não interessam, durante um outro espaço de tempo alargado, fui trabalhar para outro local mas regressei “a casa” o ano passado. Muitos colegas tinham desaparecido e encontrei outros novos. O normal. Um dia, em conversa, quis saber se ainda lá estava a “nossa biblioteca”. Ninguém entendia de que é que eu estava a falar, e lá expliquei:
No “antigamente” tínhamos pensado que havia livros que se liam uma vez e estavam lidos, mas tinham interesse para outras pessoas. Para não se estar sempre a trocar pessoalmente, reservámos um canto de um armário e criou-se uma “biblioteca de reserva”. Depois de se ler um policial, um best-seller fracote, um “ficção científica”, deixava-se ficar no canto do armário para quem quisesse aproveitar lê-lo numa tarde de chuva, ou durante as férias.
O curioso é que já ninguém sabia disso. Nos anos em que lá não estive a ideia morreu. Contudo, fui ao tal armário, e – imagine-se! – os livros ainda lá estavam. Houve alguma risota, e como isto foi pouco antes de férias, açambarquei uma meia dúzia de policiais manhosos.
E estou a chegar ao ponto que queria. Dentro de um desses livros ( « On ne badine pas avec la mort », de sua graça..) estava um postal a servir de marcador. Velhito, bastante mais de 30 anos, desconhecia por completo a quem seria enviado, mas era a alguém a quem chamavam Gigi, estava assinado por um/uma Dudu, e lá diziam que a Quiqui já estava boa.
Um diminutivo é qualquer coisa de muito carinhoso. Chama-se às crianças. E é vulgar e natural que se continue a chamar em família ou entre namorados. Mas o pior é quando cai no “domínio público” como era o caso. O Dudu, Quiqui, Gigi, pelo que se entendia do postal, pareciam ser já na altura pessoas respeitáveis e bem crescidinhas. Foi difícil reprimir uma risada…

Emiéle

Publicado por populo às 08:43 PM | Comentários (9)

Que emprego?

O Daniel do Troll, escreveu o post que eu tinha esboçado esta manhã, e por falta de tempo ficou em rascunho para “ser trabalhado”. Começa a ser um hábito, chegar ao Troll e encontrar o que tinha pensado escrever…
: ) Mas é muito bom sinal, sinal de que não estamos sozinhos naquilo que pensamos.
A verdade é que a questão do desemprego é gravíssima, eu não me canso de falar nisso aqui, mas não considero que seja falar demais.
Porque, como se entende, não há o desemprego, há muitos desempregos.
É tão sério e grave a pessoa que tinha uma especialidade e porque a sua empresa faliu não encontra que fazer, como aquela a quem exigem a especialidade que não tem e para a qual possivelmente nem tem capacidades.
É gravíssimo a pessoa de meia-idade, com compromissos familiares que fica sem ganha-pão, mas também não podemos esquecer o jovem à procura do primeiro emprego, que vai adiando anos e anos o início da sua vida própria mantendo-se a cargo dos pais, com tudo o que isso significa.
O desemprego feminino mais elevado do que o dos homens, como se sabe.
O desemprego da pessoa à beira da reforma e que a vê adiada e se calhar a desaparecer. E, como acentua o Daniel, o aspecto perverso de não ser considerado “desemprego” ( e não é!) mas também não dar nenhuma segurança, o problema dos empregos precários, o emprego a prazo, os “recibos verdes”, os contratos a termo certo, todas essas situações em que vive grande parte das pessoas que até “têm trabalho”. Mas que trabalho…?
E os jovens que fazem estágios a seguir a estágios, não remunerados, anos a fio. Ficam bem preparados, lá isso… mas a sua vida activa, é para quando?
Não é por nós termos um emprego que nos deixa de angustiar. O problema é de todos.

h_3_ill_665055_denmark-unemployment-25.jpg

Emiéle

Publicado por populo às 01:00 PM | Comentários (11)

Curiosidade

Crianças

enfant-021.jpg

Emiéle

Publicado por populo às 08:31 AM | Comentários (12)

“Oh mãe, a culpa é dele!”

Quando somos crianças é uma frase que se ouve muitas vezes. “A culpa é dele”, ou perante uma crítica “não fui eu!”. Entende-se. Perante uma autoridade que nos chama à pedra, tentamos descartar as responsabilidades.
Na minha família conta-se uma história bastante cómica, passada já há muitos anos: um meu familiar afastado andava no colégio com a sua prima, que era a minha mãe. Um dia, o bom do rapaz 'descuidou-se' a brincar e fez um grande “presente” mal-cheiroso nas calças. A minha mãe, como mais velha e familiar próxima, foi chamada pela professora para levar o menino à casa de banho e tratar do seu asseio.
Imagina-se o que uma miúda chateada, terá dito a esse primo, todo sujo. E ele choramingava, enquanto era lavado: “Oh Maria, não fui eu! Não fui eu!” o que ainda enfurecia mais a priminha “Então quem foi, seu porco?! Quem é que veio fazer cocó nas suas calças?!!!”
A frase do “Oh-Maria-não-fui-eu!” usa-se na minha família quando se quer satirizar certas situações óbvias.
Passando a coisas de outro nível ( será?) os senhores dos nossos governos têm sucessivamente dito que o mal que se está a passar vem daqueles a quem substituíram. Sempre. Estou cansada de o ouvir. E ainda por cima, lembro-me perfeitamente que há um ano, antes das eleições, o “candidato a 1º ministro” disse que com ele ia ser diferente. Ele não era 'desses' que se desculpava com o estado em que encontraria a nação.
Vê-se
É que a culpa é sempre do outro menino.
E o povo é cá uma destas mãezinhas tolerantes como se vê pouco!

Emiéle

Publicado por populo às 07:34 AM | Comentários (8)

Este nosso estranho país

meubles-09.gif
Por vezes, quando releio o que escrevo por aqui, até parece que ando sempre “do contra”! E nada mais longe da verdade. Fico toda contente quando vejo qualquer coisa que possa gabar, o que se passa é que não é tão frequente como isso, ou por vezes são situações onde se dá um passo para um lado e outro no sentido oposto.
Uma das coisas de que aqui ando sempre a falar, é da burocratização e papelada inútil da nossa administração. E isso é um facto. Daqueles factos duros como o ferro, que não se podem negar! Vou muitas vezes a um serviço público onde entro em elevadores juntamente com pessoas que empurram carrinhos de supermercado empilhados até acima com aqueles grandes envelopes castanhos com furos que nós conhecemos. Esses envelopes servem para ir passando de mão em mão, e são assinados nas costas por cada pessoa que o abre e volta a fechar. Para se encher um carrinho com eles dá uma ideia de quantos são, tantos que nem se conseguem transportar de outro modo! E lá anda, elevador acima, elevador abaixo…
Por outro lado, tenho uma amiga a trabalhar numa empresa, que me diz que lá quase não existem dossiers no seu gabinete, porque os documentos só passam a papel, quando se torna indispensável a assinatura do chefe máximo. É no gabinete dele que se encontram alguns dossiers, tudo o resto circula em formato informático. Portanto PODE FAZER-SE.
Esta conversa vem a propósito de ter lido que um processo nascido em Portugal que permite eliminar o uso do papel no registo dos procedimentos clínicos foi aplaudido nos Estados Unidos e provavelmente irá ser implementado.
Fico muito satisfeita, mas como se diz em linguagem popular “não joga a bota com a perdigota”. Andamos a trabalhar cá, num processo inovador e pelo que se vê muito bom, e por outro lado ainda se funciona com toneladas de envelopes a passar de mão em mão para um rabisco e seguirem para “a consideração superior”…? É o mesmo país?
Seja como for, fico contente que exista também este país que ganha concursos “lá fora”. Já agora, se não fosse pedir muito, gostaria de ver isso, “cá dentro”.

Publicado por populo às 07:21 AM | Comentários (8)

fevereiro 20, 2006

Não sou eu!

Quando procurava um boneco para ilustrar o post debaixo, encontrei uma ainda pior do que eu!
Distraída mas não tanto.
Até gosto de peixinhos vermelhos...

distracao_fatal.jpg

PS- Vai acabar bem. Ela olha já para baixo, que os distraídos são assim...

Emiéle

Publicado por populo às 01:18 PM | Comentários (7)

Distracções

YAZOO_SMILIES EMBARRASED.png

[ Reconheço que sou distraída. Sempre o fui e provavelmente sempre o irei ser. E quando ando mais preocupada ou apressada essa característica acentua-se como é normal ]
Hoje, como em qualquer dia útil, cumpri o meu ritual da manhã: acordar, tomar banho, vestir-me, pentear-me, tomar o pequeno-almoço, procurar carteira, chaves, telemóvel, e abalar para o trabalho. Claro que tudo isto entremeado com umas paragens no PC para “dar o biberon” ao blog, que tadinho precisa de algum alimento para se aguentar até ao meu regresso.
Chego ao local de trabalho, arrumo o casaco e vou à secretaria levar uns papéis. A menina, olha para mim muito séria e aconselha: “Oh, doutora, se calhar quer ir mudar de camisola”. Tive um momento de surpresa, como é que me teria sujado de casa até ali?! Mas fui ver-me ao espelho da casa de banho e larguei a rir. Tinha-me vestido completamente do avesso! Tudo ao contrário, de dentro para fora e detrás para diante. O que se via à frente, como um enfeite, era a etiqueta com as instruções de lavagem. Que figura! Ainda me ria, quando já composta vim agradecer à menina a delicadeza da frase: “Se calhar, é melhor mudar a camisola”. Vejam só - se calhar...
Ehehehehe!

Emiéle

Publicado por populo às 01:16 PM | Comentários (5)

"Traz Outro Amigo Também" (passem palavra)

zeca.jpg

A Isabel, fez uma proposta aos amigos da blogosfera:
Um dia com o Zeca
E é o seguinte, segundo as suas palavras:
Deixo-vos, portanto, aqui uma proposta. Uma proposta que a ser concretizada colocará o Zeca pertinho de todos nós e fará com que todos os que, nesse dia, entrarem num dos nossos Blogs, ouçam a sua música e se encantem com as sua palavras e a sua voz. Um dia com o Zeca, será o mote.
Uma foto, um texto, o que cada um quiser, mas sempre com a canção que cada um escolher a correr no Blog. Mas a correr mesmo. Não como uma entrada, mas como um fundo, que ao fim do dia, se assim entendermos, retiraremos.
Saber que, ao abrir um Blog, vou encontrar o Zeca é, para mim, uma forma de viver as saudades e a falta que ele me faz. Quando se está perto, a falta custa muito menos a sentir. Quinta-Feira, proponho-vos e convido-vos a estarmos perto dele.
Gostaria que este convite fosse aberto a todos. Pensei em colocar aqui links para os Blogs que esperava ver com o Troll, nesse dia. Mas achei que isso seria desvirtuar a ideia. Nesse dia, não será com o Troll que vos espero ver. Seria todos nós com o Zeca que gostaria que estivéssemos.
Espero que a ideia vos agrade. De qualquer forma, está aberta, como é lógico, a melhoramentos ou outras propostas. Fico à espera da opinião de todos

Bóra aí!
Vamos fazer uma festa. Dia 23 temos música nos blogs.

Emiéle

Publicado por populo às 08:10 AM | Comentários (19)

Notícias através da blogosfera

Somos uma comunidade. Nem seria preciso provas mas elas aparecem a todo o momento. Passo muitas vezes pelo blog Sem Com Destino ( de seu nome completo ”Agora com destino porque mesmo os nómadas têm de parar pelo caminho”) e dei conta de uma espécie de notícia de última hora: epidemia de cólera em Luanda”
É caso para preocupações, sim senhor. É claro que a crise pode ser travada e não interessa entrar em alarmes precipitados, mas se as autoridades sanitárias lançam o alarme, é porque o perigo é real.
O que se poderá fazer a nível de solidariedade?

Emiéle

Publicado por populo às 07:48 AM | Comentários (7)

Viver a crédito

O DN de hoje ( para além de comemorar 50.000 edições o que é obra!) fala-nos dos problemas do crédito a particulares. É um assunto que me interessa muito, porque basta andar neste mundo de olhos abertos para ficar sensível a ele mesmo que, como é o caso, não se entenda nada de economia. Só que há aspectos sociológicos que entram pelos olhos dentro!
Os créditos muito “fáceis”, que nos são oferecidos por todo o lado, nos anúncios das carruagens de metro, em tarjetas distribuídas na rua, em anúncios de TV muito bem imaginados, esse dinheiro que “é p’ra já!” é uma armadilha muito bem montada. Eu conheço pessoalmente vários casos de pessoas que aceitaram essa oportunidade e ficaram completamente presos na máquina.
Porque se o crédito é “fácil”, naturalmente que essa facilidade se tem de pagar caro. Com juros de 27 ou 28 %. É fácil imaginar onde isto leva… muitas vezes faz-se um segundo empréstimo para pagar o primeiro, e por aí fora. Conheço casos de pessoas que ao receberem o ordenado este segue de imediato para pagar os diversos juros dos empréstimos que fizeram! Estão habituados e conformados mas, para mim, isso seria viver no inferno. Feitios…
A verdade é que, apesar de tudo, não me parece que as pessoas estejam a tomar juízo porque os pedidos de crédito continuam muito elevados.
É assim tão importante a compra de carro? Ou aquela viagem? Ou uma cirurgia plástica ? (isto pelos exemplos que nos dão)
É claro que cada um está no seu papel. Quem empresta e vive dos juros que recebe, deve promulgar o sistema, é natural. Mas não será também natural que o consumidor resista?

Emiéle

Publicado por populo às 07:15 AM | Comentários (10)

Uma boa explicação é meio caminho andado

fourniture-18.gif

Li ontem um artigo de opinião de uma jornalista da SIC e o que ela disse veio trazer à superfície uma ideia com que ando. E é ela: mais importante do que a razão que possamos ter é o modo como a demonstramos.
Ela fala do Instituto da Conservação da Natureza e do facto de ser um organismo que se torna antipático às populações. Ora isso é um absurdo. O dito organismo só pode querer o bem das ditas populações, e conservar a natureza devia ser um valor a defender por todos.
Devia. Mas segundo esta jornalista conta, e não é difícil acreditar, a população vê esse organismo como um obstáculo ao progresso e isso porque «O ICN proíbe, mas não explica; impõe, sem dialogar com os cidadãos».
Nem é necessário mais! E este exemplo pode servir para milhentas coisas. Encontramos este modelo de actuação por todo o lado. Muitas vezes as pessoas estão ‘contra’ e fazem bem em estar. O que é proposto é errado, está mal. Mas há muitas outras vezes onde até a ideia é boa e a proposta teria vantagens em ser aceite, mas do modo como é exposta fica-se logo de pé atrás.
Atenção, não quero dizer que avance a publicidade, como se os projectos fossem produtos de consumo. O que quero dizer, é que muitas vezes não se explica coisíssima nenhuma, como se os cidadãos só devessem comer e calar. O que acontece é que tem o efeito exactamente oposto – nem se tenta entender se o peixe que nos querem vender é fresco, conclui-se logo que não presta, por não ter sido bem explicado o projecto em questão. E muitas vezes é uma pena.

Emiéle

Publicado por populo às 06:38 AM | Comentários (6)

Só uma questão de dinheiro…?

Eu sou das pessoas que bastante tem falado neste caso. Não vale a pena ir buscar links para o provar, mas desde a primeira vez que soube que Portugal tinha um inventor que tinha criado um sistema para permitir evitar que pudessem circular carros em contra-mão nas auto-estradas que tenho repetidamente falado no assunto.
Sempre me pareceu inacreditável como não se utilizava o sistema!
Andava-se à espera de quê?
Leio hoje que o inventor, Fernando Gonçalves, acaba por decidir :"Se o problema é o dinheiro, eu ofereço a invenção"
O gesto é de louvar é claro, mas o ter-se chegado a este ponto é impressionante. Ser possível, existir há anos e anos um sistema que pode poupar vidas humanas e andarmos a regatear o custo dessa invenção é de uma mesquinhez que, apesar de acreditar em muita coisa incrível, esta custa-me acreditar.
Possivelmente as seguradoras ainda devem pagar pouco neste tipo de acidentes…

0b863cd0.jpg


Emiéle

Publicado por populo às 06:21 AM | Comentários (8)

fevereiro 19, 2006

Vaidade

É um pecado, penso eu, que nisto de catecismos não sou lá muito boa.
Bom, mas fui confirmar e é verdade são 7 os tais pecados mortais, Preguiça, Ira, Avareza, Luxúria, Gula, Soberba, Inveja. Ora a Vaidade é capaz de ser uma espécie de Soberba…? Mas também não me parece. É que o som da palavra So-ber-ba, perece mais importante do que a simples Vaidade!
Bem mas passemos ao que interessa.
Vinha aqui para dizer que me sentia vaidosa, e pronto! Porque fui espreitar aquela coisa que dá os nossos números, a “webstats” e que tem uma quantidade de dados de que não entendo patavina. Sei lá o que são as colunazinhas azuis, verdes e encarnadas a dizerem Hits, e Files e Pages (devem ser páginas, mas de quê…?) e KBytes e mais montes de coisas esquisitas ….
Mas uma dá para entender. A coluna amarela das visitas!
Enfim, visitas são visitas, não é?! Até eu entendo. E tenho-as visto a crescer, toda contente até que finalmente ultrapassei as 1.000.
Tátátátátá!!! Mil visitas para uma fulaninha desconhecida que tem um blog individual é caso para ficar contente.
E pronto, cá estou eu mesmo contente. Obrigada aos meus visitantes e hoje o vinho é por conta da casa!

visitas.png

Emiéle

Publicado por populo às 06:36 PM | Comentários (14)

Cuspir...para onde???

Apesar de em momentos de irritação haver quem pense que se está a andar para trás, ou que a vida “dantes” era melhor do que hoje, creio que a maioria das pessoas sabe que não é assim. Eu sou das que acha que a vida hoje é bem mais cómoda e fácil do que nos séculos anteriores! E, de um modo geral, as regras de civilidade caminham nesse sentido. Vem isto a propósito, de ter ouvido agora a conhecida expressão cuspir para o ar ( idêntica a “quem semeia ventos” ) e achar que quanto mais civilizado se é menos se cospe. É uma 'coisa cultural' e educativa. Eu não cuspo. E o meu filho não cospe. E acredito que os meus netos não cuspirão. Mas... há uns séculos era tão normal e necessário que até havia uns objectos chamados “escarradores” – creio que ainda se encontram em antiquários. Um pouco como os actuais cinzeiros, eram umas tigelinhas de loiça ou de metal, e usavam-se para cuspir lá para dentro uma vez que para o chão de um estabelecimento, escritório, etc, era feio. Isto na Europa, lá para o oriente, particularmente no que conheço menos mal – a China – ainda toda a gente cospe que é um regalo!
E hoje, dentro da nossa casa realmente já não se faz, mas na rua, é constantemente. Já repararam no nojo que são os corredores do metro? E nunca viram num sinal vermelho o condutor – por vezes de um carrão de marca – abrir o vidro e mandar uma forte cuspinhadela cá para fóra? E os nossos jogadores de futebol? Jogo sem cuspir nem é jogo nem é nada!
Enfim, vamos ter esperança e acreditar que com o passar do tempo o controlo vai aumentar e as nossas ruas ficam mais limpas. Que, por enquanto...

Portuga_blog.jpg

Emiéle

Publicado por populo às 06:00 PM | Comentários (9)

"Papás Multibanco"

Os temas de educação interessam-me muito. Creio que educar uma criança é a tarefa mais fascinante que pode existir. E reparei que, por coincidência, um dos temas em foco na imprensa de hoje e um post ( com referência a outro ) de um blog das minhas preferências, falava nas dificuldades que os pais de hoje sentem em impor limites aos seus filhos.
Como ponto prévio gostava de deixar claro que conheço excelentes pais. Pais que têm tudo o que devem ter: a firmeza, a tolerância, a ternura, a compreensão, a disciplina, nas quantidades certas. Existem e eu conheço-os. E mesmo esses por vezes têm dúvidas, o que não lhes fica nada mal, é um ponto de partida para reflectirem sobre suas actuações.
Mas é um facto, e isso não se passa só em Portugal, que depois da educação vitoriana de grande repressão nos inícios do século passado, se atingiu muitas vezes o extremo oposto no que trata à educação. Os pais não querem causar desgostos aos filhos, e esperam da escola para além das naturais funções pedagógicas que também assuma toda educação na sua globalidade. Ou, no caso de a escola o não fazer, recorrem a um técnico de psicologia para receberem orientações a respeito das atitudes mais banais.
É certo que um casal que trabalha longe de casa todo o dia terá dificuldade em acompanhar de perto os seus filhos. Muitas vezes, entre horários de trabalho e transportes, pode-se estar ausente 12 horas o que conduz a que quase não se “conheça” os seus próprios filhos. E quando finalmente se reúnem, é triste ser para ralhar ou para os frustrar nos seus desejos. Nasce então a já famosa ‘bola-de-neve’: para confirmar o amor que se sente, dá-se presentes, ou corresponde-se aos pedidos feitos. Isso abre um precedente. Quer para o filho quer para os pais, a prova de amor está naquilo que se dá. Se não se dá, é porque não se gosta e isso é doloroso. Portanto cada vez se pede mais e se vai dando mais. É um ciclo vicioso infernal e que quase sempre acaba mal.
Vemos notícias de adolescentes com comportamentos perversos. Não é de hoje, lembram-se do “Laranja Mecânica”? O complicado é que quando se atinge essa idade já a autoridade familiar foi completamente ao ar.
O momento de mostrar firmeza é na primeira de todas as birras. Mesmo que seja uma amostra de gente de ano e meio. Se experimenta bater com o pé e querer já ali seja o que for, é a altura de os pais lhe ensinarem a esperar e como se controla a frustração.
Sob pena de mais tarde perderem eles completamente o controlo da situação.

Emiéle

Publicado por populo às 01:12 PM | Comentários (9)

Grão a grão…

Conhecem a história da Lebre e da Tartaruga?
La Fontaine contou-a, mas não tenho a certeza se vem do tempo de Esopo…
Às vezes os animais das fábulas mudam, e não serão já tartarugas ou lebres mas sim leões ou águias, mas, enfim é tudo bicharada e a moral da fábula mantém-se.
Calminha, sem triunfalismos...

Emiéle

Publicado por populo às 10:20 AM | Comentários (5)

Um bebé desaparecido

Nos últimos dias tenho andado “desligada do mundo” e portanto não tinha ouvido falar do desaparecimento de um bebé da maternidade de um hospital. Isto pode ser uma história dramática, como muitas outras que enchem os telejornais e fazem as parangonas dos jornais de sensação. Mas tocou-me bastante.
Por motivos de amizade de famílias, segui de perto uma história semelhante, passada há muitos anos. Houve diferenças, sem dúvida. Era o primeiro filho de um casal, a mãe nem chegou a ver a sua filha porque o parto foi difícil e ficaram a cuidar dela enquanto limpavam e vestiam a recém-nascida que só foi vista pela avó materna antes de ir para o berçário. Quando pouco tempo depois a iam buscar para a levar à mãe, a menina tinha desaparecido! E isto num Hospital privado bem caro à época!
Como disse, acompanhei de perto o caso. A família viveu um pesadelo. Nem a mãe nem o pai tinham chegado a ver o seu bebé, só a avó e por poucos minutos. E o certo é que essa criança, a respeito da qual se fantasiaram as hipóteses mais sinistras, esteve “desaparecida” durante dois anos.
A raptora, simulou uma gravidez durante 9 meses, foi àquela clínica de onde roubou um recém-nascido, voltou para
casa e chamou um pediatra para observar o bebé que ela tinha acabado de “dar à luz” em casa!!! A história parece-vos mal contada? A mim também, mas funcionou. Quando o “pai” chegou a casa encontrou a mulher com a sua nova filha e, todo contente, aceitou o facto. Dá para acreditar que durante 9 meses vivendo com a mulher, aceitou a sua falsa gravidez?! Porque não tentaram uma adopção normal, nunca se soube. Que a menina foi muito bem tratada durante esse tempo parece ter sido, mas quanto ao sofrimento porque passou a sua família verdadeira posso eu testemunhar!
Agora, lá em Penafiel, alguns abutres da comunicação social consideram que a mãe demonstra ‘muita calma’. E isso joga contra ela. Eu não sei nada, não conheço a história, que é muito diferente uma vez que esta senhora já tem seis filhos, mas não reconheço autoridade a uma repórter para avaliar as emoções seja de quem for. E espero, sinceramente, que o desfecho seja muito mais rápido e com menor sofrimento.

Emiéle

Publicado por populo às 10:14 AM | Comentários (9)

fevereiro 18, 2006

Post ideográfico

Amigos:
Estou tão cansada, mas tão cansada, que esta 'noite-de-sábado' vai ser
Assim
PillowFormSquare.jpg
e assim
gettyMattiasKlum_sweden3.jpg
e assim
tea_300x193.jpg
e mais assim
la6105-001.jpg

só amanhã volto ao aqui ao
popolo.png

Boa noite

Emiéle


Publicado por populo às 08:16 PM | Comentários (6)

Como é? Marido é marido!

Já me tinham falado nestes serviços.
Mas da primeira vez que ouvi falar, disseram-me que se tratava de “homem-a-dias” o que me parecia muito natural, seria o correspondente a “mulher-a-dias”. Porque não?
Logo na altura deu-me vontade de rir, porque aquilo que se propunham fazer [ e com paga, o que é justo ] é o que milhões de mulheres fazem:
Fazer o jantar, lavar a loiça e arrumar a cozinha. Preparar almoços, jantares com amigos ou festas de anos. Mudar móveis em casa. Ir buscar as crianças à escola e levá-las aos ATL’s. Pendurar quadros, arranjar fichas de candeeiros. Levar o carro à garagem ou à inspecção. Acompanhar familiares a consultas médicas.
Bom. Fico por aqui, porque nesta lista não encontrei nada que eu não me farte de fazer milhentas vezes, nasci mulher e nunca me pagaram…
Por isso é que quando ouvi falar, creio que na TV e depois li por aí o anúncio, achei muito bem, mas nada de extraordinário. Estava inteiramente na linha da tradicional 'mulher-a-dias' apenas um pouco mais sofisticado porque era uma empresa e até tinham site na net.
Mas porque raio se hão-de chamar MARIDOS ???? Até porque vem lá que os elementos da equipe Marido-a-Dias não são seleccionados pela sua beleza física.
Entããããão? Devo ser um bocado esquisita, mas eu se quisesse um marido não era para levar o cão à rua, pôr a loiça na máquina ou aparafusar-me um toalheiro. Teria outros predicados.
Nã senhor. A empresa assim não me convence…
Para essas coisas desembaraço-me sozinha, não preciso de pagar a marido nenhum.

Logo2.jpg


Emiéle

Publicado por populo às 07:42 PM | Comentários (8)

Modos de falar

Sempre achei que a “menina do guichet” é a public relation de qualquer local, empresa ou seja lá o que for. O modo como ela atende quem a procura diz muito do que está por detrás. Também é sabido que de uma forma geral em repartições do estado, esse atendimento é de má qualidade. As pessoas que lá estão devem ter formação no modo de procurar os dados no computador ou de os introduzir, mas não lhes devem ter dado 'formação humana' quanto ao atendimento.
Assisti hoje a respostas incríveis de uma dessas senhoras que deve ter acordado mal disposta. A fila que estava em frente do seu guichet era para informações da urgência de um hospital. É fácil imaginar que quem lá se dirigia estaria nervoso, inquieto, perturbado. O tom desabrido com que ela respondia a todos, não se consegue reproduzir aqui. Parecia que quem se lhe dirigia eram delinquentes que a iam aborrecer. E reparei num senhor, muito idoso que lhe estava a fazer uma pergunta que não ouvi. Mas ouvi bem a resposta, porque foi repetida e aos berros:
“ - O qué que quer que lhe faça ?”
Como disse desconheço o problema, mas fosse o que fosse aquela frase naquele tom, era um autêntico bofetão. Mesmo que ela não pudesse “fazer nada”, seria muito mais humano, explicar: - “Eu compreendo-o, mas aqui não posso resolver o problema. Procure acolá, ou vá ao lugar X” qualquer frase que orientasse o senhor, idoso e perdido.
E a uma outra senhora, também aflita e nervosa, não só não lhe resolveu nada, como até se levantou para gritar bem junto ao vidro no mesmo tom agressivo.
É das tais vezes que por estar com pressa não se pede Livro Amarelo, mas uma queixa era bem merecida!

Emiéle

Publicado por populo às 06:00 PM | Comentários (11)

Outra publicidade

Se a ideia é promover um produto que faça perder peso ("slim fast") acho que a mensagem chega lá!!!

pic17421.jpg


E temos ainda outra variante e ainda mais outra !

Emiéle

Publicado por populo às 10:14 AM | Comentários (8)

Casas vazias

maisons-03.gif

Este problema das rendas não só não é de solução fácil, como até pelo contrário quanto mais se pensa e mais elementos recolhemos mais difícil se torna.
Há umas dezenas de anos, o habitual na nossa terra era quem precisasse de habitação alugava uma casa. As rendas de casa, não eram tão baratas como olhando agora para elas se imagina. Se há 40 anos se pagava 1.110 escudos por um andar de 3 divisões, isso era mais de metade de um ordenado razoável, corresponderia a uns 400 euros da actualidade. Mas não se construíam tantas casas, a oferta correspondia mais ou menos à procura, e as pessoas mais pobres alugavam o que se chamava uma “parte de casa”, ou seja um subaluguer ao verdadeiro inquilino, que muitas vezes usava esse sistema e o dos quartos alugados para fazer frente à renda.
Mas as rendas ficaram congeladas, enquanto o custo de tudo o mais subiu. Os senhorios portanto deixaram de fazer obras e só recebiam o valor das rendas que proporcionalmente deixaram de corresponder ao que valiam inicialmente. Isto veio gerar todo um mecanismo perverso. Os senhorios quando agora têm uma casa para alugar pedem um preço que equivale à amortização de um empréstimo bancário de uma casa própria. Fazendo contas, todos preferem a segunda alternativa. Este sistema não é normal natural. Há qualquer coisa de errado.
Por outro lado, vemos muitas situações, em que existem casas que podem ser alugadas, mas permanecem desocupadas. Os donos, ficam à espera que as rendas compensem e não as alugam.
Agora andam a pensar em alterar a ideia de prédio devoluto para efeitos fiscais e essas casas vão passar a pagar o dobro da taxa Contribuição Autárquica O índice que fará avaliar se a casa está devoluta ou não é o consumo de água e electricidade. Com este acto vai tentar colocar-se de novo no mercado o cerca de meio milhão de casas devolutas no País, e voltar a povoar certas zonas de Lisboa e Porto. Huuuummm...

Emiéle

Publicado por populo às 10:03 AM | Comentários (10)

A Saúde

As questões da Saúde são daquelas que preocupam todos nós. Em todas as outras grandes áreas da política social, pode haver pessoas a que, os temas não digam directamente respeito. O tema da educação por exemplo, para quem já esteja a trabalhar há vários anos e não tenha filhos pode ter um interesse meramente académico. O dos transportes, se trabalhar ao lado da sua casa, e não gostar de viajar também pode não se sentir muito incomodado com isso.
Mas a Saúde não. Todo o ser humano precisa mais cedo ou mais tarde dos serviços de saúde, ou directamente para si ou para alguém que lhe está próximo. E a “nossa saúde” está muito longe de ser o que devia. Pelo que percebi hoje ( ontem não vi nem ouvi notícias de nenhuma qualidade ) o Ministro da Saúde meteu os pés pelas mãos fazendo uma declaração, no mínimo ambígua, de manhã e “esclarecendo-a” à noite. Pelo que se percebeu do que disse por último não haveria motivos para alarmes porque as coisas iam ficar como estão.
Na minha perspectiva, em muitos casos (claro que com excepções!) o “como está” quer dizer um serviço de 2ª para o maralhal, e um de 1ª para quem tem um muito bom seguro de saúde. Porque o “como está” que o ministro de manhã considerava que se calhar teria de passar a ser mais financiado pelo utente, é mau.
Nesta última semana tenho passado muitas horas em serviços hospitalares públicos e estou muito mal impressionada. Não. O atendimento não é bom, e vêem pouquíssimos técnicos para o número desmesurado de doentes.
Contudo há factores que têm a ver com algo que não é o custo económico. Ao arrepio do que acabei agora mesmo de escrever: fui atendida ontem, primeiro por um especialista num serviço público, e horas depois por outro especialista numa consulta privada ( e caríssima!). Enquanto o primeiro médico ouviu as nossas dúvidas, empatizou connosco, procurou soluções e respostas, e nos ajudou verdadeiramente, no segundo caso, depois de um atendimento desabrido porque a doente não ia connosco ( antes de ter entendido que ela estava hospitalizada ) respondeu secamente e por monossílabos, foi desagradável nos comentários acerca do colega que a estava a tratar, e não ajudou de qualquer forma a família a preparar-se para a doença da sua familiar. Como se a doente em causa fosse um ratinho de laboratório.
O que quero dizer é que afinal técnicos humanos podem existir em qualquer sistema de saúde, mesmo quando as dificuldades são grandes.

Émiéle

Publicado por populo às 09:46 AM | Comentários (4)

fevereiro 17, 2006

É mesmo vocação!

carrinho.jpg
Assim é que é!
Irresistível. Um gatuno, na Alemanha, depois de ter sido preso saiu da esquadra onde estava e com naturalidade sentou-se ao volante de um carro da polícia e arrancou.
Tinha-lhes fanado as chaves, durante o interrogatório.
: )
«Não é apenas insólito, é embaraçoso» diziam os zelosos membros das forças da ordem.
Mas, afinal parece que ele não era nada filho do James Bond , ou desses aventureiros a quem tudo lhes corre bem.
Não é que foi de novo detido..?
Afinal não valeu a pena!

Emiéle

Publicado por populo às 08:37 AM | Comentários (8)

Lei da Nacionalidade

Pode não ser o ideal, mas creio que avançámos.
O Parlamento aprovou ontem medidas importantes e justas. Começou pelos netos, pela 3ª geração mas é alguma coisa para começar. Quer os netos de portugueses nascidos no estrangeiro, quer a netos de imigrantes, se um dos pais já nasceu em Portugal, são portugueses. E também os filhos de imigrantes se um dos pais estiver legalizado há cinco anos ou se a criança tiver concluído o primeiro ciclo do Ensino Básico.
Com estas medidas talvez se contrabalance a descida de natalidade
É curioso que o PP desejava que candidatos fizessem um teste escrito e falado de Português.
Só não entendi se se referia aos imigrantes que vinham de fora para cá, se aos netos dos portugueses no estrangeiro. Devia ser o segundo caso, uma vez que os que para cá vêm, não só nasceram cá e vivem entre portugueses, como se devem ter o primeiro ciclo do Ensino Básico é porque sabem ler e escrever.
Já quanto aos outros...

Emiéle

Publicado por populo às 08:13 AM | Comentários (9)

Privatizar, privatizar, privatizar…

Escaparam algumas coisitas, mas..
Pelos vistos o Estado é cada vez dono de menos coisas. Quem diz o Estado pode dizer todos nós, já que o Estado nos representa. Vão-se vendendo os anéis todos, que faziam peso e incomodavam.
Parece que ainda faltam os Correios, as Águas e a Caixa Geral dos Depósitos
Devem ficar guardados para a próxima aflição.
O economista João Ferreira do Amaral considera que as "Privatizações não animam economia"
Depende de qual economia. Com maiúscula ou com minúscula? Se calhar a economia privada fica toda animadinha.

Emiéle

Publicado por populo às 08:02 AM | Comentários (5)

ONU versus EUA, ou EUA versus ONU ?

Ping-pong, ou guerra de siglas? Nem uma coisa nem outra é uma "guerra" de concepções.
Conhecendo o modo de pensar e agir da administração norte americana, não espanta nada. Contudo é interessante a atitude de arrogância de “sós-contra-o-mundo-e-não-nos-importa”.
O certo é que as Nações Unidas e ainda a União Europeia, criticam o modo como a América trata o problema da prisão de Guantanamo.
"A confusão dos últimos dois anos entre o que são técnicas de interrogatório autorizadas e não autorizadas é particularmente alarmante" e os Estados Unidos assumem os papéis de "juiz, acusação e defesa", "violando dessa forma as garantias de direito a um processo justo". afirmam os relatórios sobre o caso.
Como não é de estanhar, os visados declaram que, ao contrário, este relatório é que desacredita a ONU! Isto, porque estes peritos não visitaram Guantánamo. Ora, dizem estes que rejeitaram deslocar-se à base, depois dos militares norte-americanos terem recusado a realização de entrevistas a sós com os detidos
Normal, não?
Sempre ouvi dizer que não deve não teme, e creio que a inversa deve ser verdadeira.
Estes senhores, que apreciam tanto ser polícias das práticas dos outros, como reagiriam se fossem eles que estivessem impedidos de falar a sós com reclusos que desejassem ouvir?

guantanamo.jpg

Emiéle

Publicado por populo às 07:38 AM | Comentários (7)

Fim-de-semana à vista?

Há muito tempo que não tinha este sentimento, e desejo profundamente não o voltar a ter tão cedo.
Desta vez não me está a sorrir o fim-de-semana.
Se 2ª a 6ª, tive uma semana “para esquecer” e não prevejo que este sábado e domingo venham melhorar em nada o panorama. É certo que não vou ter trabalho, mas as dificuldades que tive/tenho não se situam no campo do trabalho… Problemas familiares muito intrincados e que até possivelmente terão o seu apogeu no fim-de-semana.
Vou pensando com muita força “tudo se resolve”!
Às vezes o pensamento tem poderes mágicos, não é?

Emiéle

Publicado por populo às 07:30 AM | Comentários (9)

fevereiro 16, 2006

Roncopatia? Vai ter de se arranjar outra desculpa

Cá pela minha “sondagem pessoal”, há para aí vários casais que justificam dormirem separados pelo ressonar do companheiro/a.
É uma chatice. Eles até se amam muito e tudo isso, mas um deles ressona e aqueles terríveis roncos impedem o ‘convívio de leito’ ( está bem dito, não está?)
Pelo menos esta é a razão que apresentam “para fóra”, à senhora que lá trabalha a dias por exemplo, ou a quem quer que saiba dessa separação de camas mas não tenha nada com isso.
Mas agora dizem que a apneia do sono vai ter cura!
Só faltava essa!!!
Nem sequer poderemos ressonar tranquilos ? ! Agora querem curar-nos?
Quando li isto lembrei-me logo de uma cena a que assisti:
Aqui há uns anos trabalhei com uma senhora, pessoa importante mas que andava sempre muito cansada e adormecia em qualquer lado sem grandes cerimónias. Claro que era constrangedor mas de um modo geral, lá o seu staff conseguia disfarçar esse desastre. Certo dia, ela fazia parte da mesa de um seminário, por sinal um pouco chato e nós estávamos na “plateia” quando a vimos começar a cabecear. Trocámos olhares e sorrisos. Lá ia ela! E ainda por cima com os olhares da sala todos postos naquele grupo. Situação difícil. Mas que atingiu o auge, obrigando um dos elementos do dito staff a correr acima do palco em grande velocidade, quando ela começou a roncar em frente do microfone ligado!!!
Nem foi preciso abaná-la, porque ela acordou logo com o ruído da gargalhada que a sala em peso soltou!


Emiéle

Publicado por populo às 02:03 PM | Comentários (12)

Mania das grandezas

Agora com aproximação do Carnaval, vamos lá pensar naquilo de que gostaríamos de nos mascarar:


1139432060_akula.jpg

Emiéle

Publicado por populo às 09:02 AM | Comentários (14)

As mulheres não são notícia

É interessante porque há dois modos de ver este assunto.
Se pensarmos que grande parte das notícias que se lêm ou vêm, dizem respeito a crimes, violências várias, que os nossos telejornais têm o costume de “abrir” com história de sensação mas conteúdo negativo, aí, as mulheres ficarem ignoradas não é nada mau sinal…
Mas a “representação do mundo composto por 80% de homens e 20% de mulheres” é de facto estranha. Porque as mulheres são hoje em Portugal metade do mundo do trabalho. São as mais afectadas pelo desemprego. São as que têm sistematicamente um ‘duplo emprego’ - só que o segundo não é remunerado porque é suposto ser das suas atribuições tudo o que se refere a casa…
Por outro lado, havendo boas condições, estamos a ver que há tantas ou mais universitárias do que universitários. Em grande parte dos cursos superiores as mulheres entraram por pleno direito.
E o interessante é que se em Portugal estas notícias de que estamos a falar foram tratadas por 57% de mulheres a verdade é que "De acordo com a Federação Internacional de Jornalistas, na Europa 40% dos jornalistas são mulheres, mas não ocupam lugares de direcção. Os lugares com capacidade de decisão continuam a ser dos homens".
Será por isso?

Emiéle

Publicado por populo às 08:48 AM | Comentários (8)

Ainda as “eleições” no Haiti

Estava-se mesmo a ver. Quando lá para baixo me mostrei interessada no que iam dar essas “eleições” num país como o Havai era porque previa situações destas: votos no lixo
Normal. Pois se estamos no Haiti!
Apesar de tudo, creio que aqui o que foi importante foi as imagens dessas urnas estragadas e votos misturados no lixo terem passado na TV. Toda a gente passou a ter visto e a saber. A comunicação social tem muita força, quanto a este tipo de denúncias.
Mas acho interessante o modo delicado e cauteloso como presidente do Conselho Eleitoral Provisório diz «Isso pode desacreditar as eleições»
O verbo não é esse.
Não é "PODE", porque já desacreditou completamente!

1_smaller-1-3-6-04cag-Haiti.jpg

Emiéle

Publicado por populo às 08:31 AM | Comentários (5)

Era o mínimo

Parece que Freitas chamou o embaixador do Irão à pedra, ou dito de outro modo «O Governo português repudiou hoje as declarações do embaixador iraniano em Lisboa». Com toda a franqueza era o mínimo que se podia fazer, ao menos garantir que as afirmações alucinadas daquele senhor « reflectem um posicionamento que o Governo Português repudia inteiramente e considera uma inaceitável deturpação da História »
Eu estava à espera de uma tomada de posição, porque aqueles disparates foram numa entrevista de rádio de uma estação muito ouvida, não foi uma piada de muito mau gosto numa roda de amigos depois de beber uns copos.
Ah, espera aí, eles nem bebem álcool, nem havia a desculpa de não estar sóbrio quando afirmava que «para se incinerar seis milhões de pessoas são precisos 15 anos».
A desculpa justificação é só a cegueira ideológica.

o trabalho liberta.bmp

Emiéle

Publicado por populo às 08:13 AM | Comentários (7)

fevereiro 15, 2006

Separador

panama.jpg

Os meus últimos posts têm sido muito pesados. É certo que eu me sentia também muito pesada e um blog pessoal é muito o reflexo dos sentimentos do seu autor.
Mas vou pôr um ponto.
Este é um “separador”.
Uma ilha num mar azul. Estou neste barco, vou para lá.
(psicologicamente, queria eu dizer; de resto vou continuar por cá!)
Respirar fundo e apreciar o lado bom da vida.

Emiéle

Publicado por populo às 08:20 PM | Comentários (13)

Viagem

Sonhou que ia conduzindo um comboio. Sabia de um modo misterioso, como se sabe nos sonhos, que o comboio era a sua vida.
A locomotiva era o momento actual, e arrastava consigo várias carruagens. Este comboio deslizava pelos carris indo ela a conduzir e a marcha variava, mais ou menos veloz conforme o traçado da linha: subidas, curvas, rectas, ou variações do clima, tudo influenciava o andamento. O passado arrumava-se nas várias carruagens. Tinha a recordação do tempo em que elas eram muito poucas, mas o número tinha aumentado com o passar dos anos. Tinha carruagens com o letreiro “trabalho”, outras dizendo “família”, ou “amigos”, ou “paixões”, ou “desgostos”… Mas no seu sonho, essa arrumação desfazia-se constantemente como as imagens de um caleidoscópio – os desgostos iam para a carruagem da família, o trabalho extravasava para a carruagem dos amigos, desgostos e paixões misturavam-se, uma confusão! Por outro lado avistava a aparecer à janela as cabecinhas de emoções que imaginava estarem há muito a dormir.
Sentia que estava a perder o controlo do comboio.
Acordou mesmo antes de ele descarrilar.

train-steam01.gif

Emiéle

Publicado por populo às 12:45 PM | Comentários (8)

Brasil e pragmatismo

Brasil terá eleições presidenciais em Outubro.
É muito interessante observar as oscilações da opinião pública brasileira. Contra o que se esperava, ainda há pouco Lula parece estar a recuperar da queda de popularidade que o escândalo do mensalão provocou.
Pelo que se entende os brasileiros, reconhecem a existência de corrupção na administração pública. Aliás isso é público e notório. Portanto o interessante é que para os brasileiros, esse aspecto de corrupção é quase que aceite como algo de inevitável e decidem passar a outros pontos. Consideram que há coisas também importantes, para além da ética, e põem-nas em primeiro plano. O caso é que «eles revelam-se mais preocupados com as questões de educação e de segurança do que com o problema da moralidade/imoralidade dos políticos.»
Para nós faz alguma impressão porque temos ideia de que as coisas estão intimamente ligadas. Será que eles pensam que corruptos são todos, e simplesmente põem esse ponto de lado?
Estranho mas possível.

Emiéle

Publicado por populo às 12:35 PM | Comentários (6)

Os filhos dos presos

afficher_image.jpg

Duas notícias completamente diferentes mas com um elo comum – filhos de prisioneiros.
Li num lado, que muitos e muitos anos depois, um bebé que tinha nascido quando os seus pais estavam na prisão e sob tortura, tinha reencontrado a sua família de origem. A história passou-se na Argentina, e mostra que a persistência de pais / avós desesperados com o desaparecimento dos seus filhos, pode dar frutos muitos anos depois. Apesar de adoptado e bem tratado pela sua família adoptiva, um jovem recupera as suas raízes e vem a conhecer o modo como os seus pais desapareceram. A violência exercida sobre uma mulher grávida de 5 meses por uma culpa de delito de opinião, vem à luz. Vinte e oito anos depois, mas valeu a pena !
A outra é muito recente, e o regime não era de ditadura como o argentino. Em Abu Ghraib provou-se que se maltratavam os filhos em frente dos pais para os obrigar a confessar. Para os "amolecer", mas sem resultado, que alguns pais enlouqueciam de dor.
O que é que nos faltará ainda saber sobre Abu Ghraib???

Emiéle

Publicado por populo às 12:25 PM | Comentários (6)

Sem mais palavras

anjo.bmp

Emiéle

Publicado por populo às 12:16 PM | Comentários (4)

Um inferno pessoal revisitado

Ontem, contra o meu hábito, não dei nenhuma assistência aqui ao blog. A verdade é que isto é um hobby. Hobby especial, é certo, e que me tem sido importante. Por isso cá volto hoje.
Quando ontem, no final da tarde, me preparava para tratar de um entorse que fiz no tornozelo, que estava inchadíssimo e me doía imenso, tocou o telefone. Diziam-me de uma familiar que tinha seguido de ambulância para uma urgência hospitalar. Não era familiar muito próxima, mas n