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fevereiro 27, 2006

Escolas ricas e escolas pobres

A reportagem é interessante. Mais do que interessante, quase fascinante! Por mim nunca tinha ouvido falar nessa coisa de um quadro interactivo.
Dantes chamava-se “quadro preto” quando era feito de pedra, de ardósia. Depois vieram outros materiais, mais sofisticados para a época, e ele rapidamente deixou de ser preto, sendo de preferência verde. Mas ninguém dizia “fui ao quadro verde” e passou a ser apenas “o quadro”.
Mas agora pelo que vou aprendendo há "quadros interactivos” ligados a computadores, que fazem maravilhas - pelo menos eu fiquei tão fascinada como imagino que fiquem os alunos. E, não me levem a mal, mas acho que os professores também ficam muito motivados por poder brincar com este brinquedo novo. E já há muitas escolas que os vão tendo, apesar de como também se diz para a maioria não passar de um sonho.
Porque estamos a falar das “escolas ricas”. Temos também na nossa rede escolar, as “escolas pobres”. Aquelas escolas onde não há aquecimentos de jeito, as instalações estão degradadas, e os laboratórios têm equipamento obsoleto. Aí, as prioridades têm de ser outras.
Para não falar agora noutras necessidades, como as dos alunos com um certo tipo de dificuldades de aprendizagem .
Mas não estou a censurar, de modo nenhum, a existência de boas condições nas “escolas ricas”. Ainda bem! Fazia era votos para que rapidamente em todas as escolas existissem boas condições de trabalho. Por exemplo esta de fornecer portáteis aos professores que tenham projectos que justifiquem esta necessidade. De aplaudir.
Apesar de eu continuar a pensar que não se pode esquecer o aquecimentozinho…

escola.bmp

Emiéle

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Publicado por populo às fevereiro 27, 2006 10:24 AM

Comentários

Até a mim que não sou professora me interessou esse quadro. Que brinquedo giro. Parece-me que para além de motivar os alunos também motiva os professores, o que não é de subestimar!

Publicado por: Joaninha às fevereiro 27, 2006 10:47 AM

Já conhecia e será de enorme utilidade.Será necessário haver formação adequada.Se estas medidas forem verdadeiras, e não "conversa" são efectivamente de saudar.Quanto aos portáteis mts profs não estiveram à espera da "caridade".Do seu bolso, carregando com o resto do material para a escola, e esperando que haja disponível um projector adequado,já mts o fazem.Mas isso ninguém vê...Já agora pedia tb casas de banho para os alunos adequadas que não tresandem a mijo, como é o caso da minha, no distrito de Aveiro, e algum aquecimento adequado, pois este ano tem sido bater o dente logo de manhã...
Instalações minimas mas honestas para "alojar" os profs que têm de estar,por ex.os do 10º escalão, dez horas de "urgência" para as aulas e substituição, como na minha escola acontece....
Com toda a consideração
Morfeu

Publicado por: morfeu às fevereiro 27, 2006 11:14 AM

Também me parece de saudar, tudo o que seja facilitar a tarefa de ensinar. E pelo que dizem, deve ser muito giro, para os putos como é evidente, mas tal como dizes também para os próprios professores.

Publicado por: Gui às fevereiro 27, 2006 01:38 PM

Olá Morfeu, bem vindo aqui ao Pópulo. ( a Joaninha e a Gui já "são da casa"!)
Portanto, como professor vejo que concorda no essencial com a minha opinião. É muito bom que sejam montadas e usadas novas tecnologias, e seria de desejar que coisas mais simples, como cita - a higiene das casas de banho, ou o aquecimento - também fossem consideradas, já agora...

Publicado por: Emiéle às fevereiro 27, 2006 01:42 PM

Olhem que fiquei muito interessada.
Deve ser mesmo muito giro.
Quanto aos professores andare´m com os próprios portateis, amigo isso acontece por todo o lado! Olhem para mim, se não fosse o meu portátil pessoal, metade do trabalho não o podia fazer... Hoje, é quase como ter caneta de tinta permanente aqui há umas dezenas de anos.

Publicado por: Tess às fevereiro 27, 2006 05:32 PM

A frase ficou mal construída: queria dizer que hoje um PC portátil está para quem trabalha em determinadas áreas, como a caneta de tinta permanente estava, para essas mesmas pessoas aí nos anos 40.

Publicado por: Tess às fevereiro 27, 2006 05:36 PM

Eu estou como tu Emiéle. Fico deveras perplexo com as prioridades de quem manda.

Publicado por: Miguel às fevereiro 28, 2006 07:03 AM

Esse aspecto muito básico ( parece-me a mim!) do aquecimento e da higiene dos edifícios, será tão difícil de resolver?!
Tudo isto não quer dizer que não se aplauda as novas tecnologias. Até porque imagino que as verbas venham de sítios diferentes, portanto não é por se deixar de ter um quadro desses que a escola passa a ter bom aquecimento.

Publicado por: Emiéle às fevereiro 28, 2006 10:37 AM

Emiéle, acredito perfeitamente que se possa tratar de uma janela de oportunidade para dotar as escolas de meios tecnológicos mais avançados. É de aplaudir. Independentemente de poder tratar-se igualmente de uma forma de "alguém" ganhar uns cobres extra. Por outro lado, não deixo de pensar ser comparável à barraca com o BMW à porta. Ou em que é insuportável o cheiro mas tem um widescreen Black Trinitron de 200 polegadas...

Publicado por: Miguel às fevereiro 28, 2006 11:37 AM

Eu e os meus Golfinhos estamos metidos num projecto que, a correr tudo como o previsto, nos fará "ganhar" um desses quadros. O engraçado da questão é que estava eu a tentar explicar-lhes que o quadro era muito giro (com os meus parquíssimos conhecimentos do assunto) e logo eles todos despachados a dizerem as milhentas potencialidades de tal quadro, o que fazia e acontecia... Perante a minha perplexidade acerca de tantos conhecimentos, fizeram o favor de me elucidar que nos "morangos com açúcar" há um quadro desses, daí saberem tanto sobre o assunto! Balhamedeus que para saber como funciona aquela geringonça vou ter de começar a ver novelas!!

Publicado por: saltapocinhas às março 1, 2006 04:35 PM

lol
Oh, saltapocinhas, só tu!!!
Mas sabes que também já tenho pensado em que preciso de passar a ver essa coisa dos "morangos" tanta influência têm nos miúdos que nós às tantas parecemos de outro planeta se ficamos à parte dessa coisa.

Publicado por: Emiéle às março 1, 2006 10:31 PM