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janeiro 31, 2006
Conversas
Uma sala de espera. Duas senhoras que esperam a sua vez vão conversando, uma delas seria de “terceira idade” e a companheira de “meia-idade” [ tem piada estas designações quanto a idades; porque não “segunda idade” ( ? ) , já que “idade completa” teria um ar muito fatal! ]
E a conversa, pessoal e íntima, era muito serena e muito lúcida. Confidenciava a mais velha para a outra que o que mais a assustava era a perda das suas capacidades intelectuais. Toda a vida se tinha preparado para ao chegar a velha ver pior ou ouvir pior. Os sentidos gastam-se e ela sabia disso. Até o olfacto e o paladar deixam de ser os mesmos, estava preparada para tal. Também sabia que ia ficar mais desmemoriada. A perda de memória dos velhos é coisa conhecida, e estava à espera disso. Mas havia outras coisas…
Que coisas, queria saber a outra. Distracções, por exemplo. Não tinham a ver com a memória, ou … se calhar tinham! Nesse dia, a conduzir nem reparou que o sinal tinha passado a verde, e tiveram que lhe buzinar. Que vexame. E ela que se orgulhava dos seus reflexos! Mas não tinha tido a ver com reflexos, simplesmente estava a pensar noutra coisa. Ficou muito preocupada. Ora, sossegava-a a outra, mas isso acontece a toda a gente.
Quantas pessoas novas, se estão cansadas ou preocupadas, ficam distraídas! Pois sim, respondia a mais velha, não tem nada a ver! Ela, não era assim. Há uns anos atrás, mesmo com outras preocupações prestava atenção ao que fazia, isto tem a ver com a idade e só com a idade. A famosa P.D.I.
E eu ia ouvindo, calada, que a conversa não era comigo.
Não era ? Como é a definição de ser vivo que aprendi em pequenina na escola… ?: nasce, cresce, reproduz-se, envelhece, morre.
Emiéle
Publicado por populo às 03:39 PM | Comentários (7)
Teclado novo quase novo!
Eu sou uma “estragadora” de teclados. É o raio do periférico que mais vezes tenho substituído. Os ratos lá se vão aguentando, de vez em quando desmonto-o e limpo-o e o bichinho vai funcionando. Mas os teclados são uma desgraça! Para além daquela vez onde lhe caiu uma chávena de café em cima ( o conteúdo, entenda-se…) e prontos, adeus teclado, de vez em quando umas migalhitas de bolacha ou coisas do tipo que caem entre teclas mas se podem aspirar, o chato, chato são as letras que desaparecem. Deve acontecer em todos, mas nos meus é por demais! Começa a empalidecer o A, quase em simultâneo o E, e de enfiada vão-se as vogais, depois vai-se o S, o R, o P, o M… Creio que era fácil fazer um estudo sobre quais as letras mais utilizadas em português, através do estudo do “apagamento” das letras do meu teclado. E acho eu que escrevo com suavidade, o que seria se martelasse as teclas! Já me disseram que é da tinta. Que há uns que tem as letras gravadas, e os que compro devem ter apenas escritas com tinta. Teclados manhosos, se calhar, mas é com isso que me tenho tido que haver.
O último já tinha atingido aquele ponto em que metade das teclas estava em branco, e ia escrevendo por me lembrar de que ali era o local do E ou do O! Entretanto em visita a uns amigos, contaram que tinham comprado um PC novo e iam desfazer-se das velharias. Recuperei logo o teclado deles. Vinha muito encardido mas isso era outra coisa. Ontem à noite muni-me de um frasco de álcool, cotonetes e algodão e dei banho a esse teclado. Ficou uma beleza!!!
Hoje até escrevo com mais prazer, parece que o próprio PC é novo… vamos ver o tempo que demora.

Emiéle
Publicado por populo às 02:39 PM | Comentários (13)
Um rival do Google?
Como se diz que a concorrência é estimulante, até pode ser bom.
Eu, como eu sou uma admiradora do Google, admiradora quase incondicional, e nem vejo como se possa fazer melhor, tenho algumas reservas quanto ao sucesso do Quaero , um motor de busca europeu. Europeu quer aqui dizer franco-alemão.
Mas enfim, digamos que é europeu porque nasceu na Europa…
Vamos ver.
PS – Já viram a ironia ir ao Google à procura do rival???
Emiéle
Publicado por populo às 08:19 AM | Comentários (10)
Tá cá o Tio Bill
Vamos ver se é desta.
O homem que entende da poda, está por cá. E até vai falar uma meia horinha ( que o tempo dele também deve ser dinheiro ) aos senhores do governo. Talvez agora arranque mesmo a tal famosa modernização administrativa que há anos e anos e anos se houve falar. Como acredito que haja boas intenções e não se saiba é fazer, pode ser que aqui o Tio Bill dê umas dicazitas.
E comecemos a ver menos papel. Em originais, cópias, outras cópias, fotocópias e fotocópias de fotocópias para além dos famosos papeis de fax – muitas vezes esborratados e ilegíveis.
Talvez.

Emiéle
Publicado por populo às 08:05 AM | Comentários (6)
As energias limpas

Eu não sou cientista e portanto não tinha nada a fazer na Gulbenkian a ouvir o estudo de 61 cientistas sobre alterações climáticas. Não sou cientista mas sou um ser vivo e acredito que racional. As alterações climáticas e as suas declaradas causas preocupam-me.
E depois já o tenho referido, para além do aspecto de limpeza que estas novas energias ( novas?? ) dão imagem, há também o que para uma leiga parece um bom aproveitamento económico.
Portugal não tem petróleo. Mas tem cá um vento que só lhes digo… E mar por todo o lado, mar com as suas marés como se sabe em dois dos lados do rectângulo. Para não falar no sol, cartão de visita tão badalado.
Ora tendo estas 3 forças tão abundantes, e renováveis, o que ainda bloqueia o seu aproveitamento?
Tem custos? Inicialmente acredito que sim mas "O ambiente cobra o seu preço com juros e, se não tomarmos as devidas medidas, vamos pagar um preço bem mais caro", disse o Ministro. E cá venho eu concordar com um ministro. :)
Emiéle
Publicado por populo às 07:11 AM | Comentários (9)
janeiro 30, 2006
Roubada aos Objectos
Para os meus amigos que ficaram desapontados com o tal rapazinho sem defeitos que deixei ali em baixo, encontrei nos inesgotáveis OBJECTOS mais esta prova de humor:

Emiéle
Publicado por populo às 11:32 PM | Comentários (5)
Tristes Relações VAZIO
A foto, que está aqui em baixo, encontrei-a num site misturada com outras fotos engraçadas. Entendia-se que seria uma fotografia humorística. Guardei-a exactamente pelo motivo oposto, porque a achei profundamente triste e de uma grande simbologia.
O que se vê, objectivamente, é uma mesa talvez de refeições, onde se senta uma mulher de avental posto e cuja cara e expressão não se vê pois está numa postura de abatimento. Em cima da mesa duas chávenas de café, em frente dela uma cadeira vazia e sobre a mesa um jornal que, apesar de estar em pé, não está seguro por ninguém.
Para mim é a imagem da maior solidão.
O que se pode ver ali?
Uma mulher sozinha, que “improvisou” com uma chávena de café e um jornal aberto, uma companhia imaginada. Coisa mais triste não há.
Ou, uma mulher cujo companheiro ( o jornal é o velho símbolo da presença masculina ) a deixou ali à mesa e com o biombo do jornal a escondê-lo se pôs a andar. Tristíssimo.
Ou, ainda, um casal, mulher e marido, sentados a uma mesa depois de uma refeição mas ele está “invisível”, ela não o vê. Nesse caso é triste para os dois.
De qualquer modo considerei a imagem muito simbólica de muitas relações afectivas que o deixam de o ser, apagou-se a relação apesar de ainda existir presença física. Só que o que une duas pessoas, o afecto, desapareceu.
Há muitas vidas assim. Nós sabemos isso. Quando não se fala nem com a voz nem com os gestos, nem com qualquer modo de comunicação. Já não há casal. Há uma pessoa só e uma cadeira vazia.

Emiéle
Publicado por populo às 09:31 PM | Comentários (13)
Arrumar ou esconder
- Já arrumaste o teu quarto?
- Sim, mãe, podes vir ver!
Este tipo de conversa passa-se na grande maioria das casas, e penso que muitos de nós nos lembramos de passar por este inquérito em crianças, a que se seguia uma olhadela pelo interior do quarto que, como se previa, estaria “arrumado”. O passo seguinte dependia do tipo de mães. Umas, simpáticas e tolerantes, sorriam, diziam “lindo menino” e aceitavam que o quarto estava arrumado. Outras, chatas, espreitavam para debaixo da cama ou abriam as gavetas. Azar, é claro. Estavam mesmo à procura de briga, porque já se sabe que o que não estava à vista estava “arrumado” debaixo da cama, ou atirado para uma gaveta qualquer.
E agora é a parte discutível. O que se pretendia? Que, no tal quarto, quem lá entrasse reconhecesse “aquilo” como um quarto de cama ou que o seu habitante se sentisse bem e soubesse onde tinha as coisas de que gostava e precisava? Esperem aí, estou a extremar posições… Se calhar, o que o educador pretendia seria simultaneamente que “aquele quarto” apresentasse o aspecto de um normal quarto de cama mas também que o dono tendo os seus pertences organizados de um modo convencional isso o fizesse sentir bem. Organizado.
Como sabemos muito bem, a frase seguinte da ‘mãe chata’ era :
-Nã, nã, tu não arrumaste, tu escondeste as coisas!
E, mal comparado, sinto que na nossa vida social, isto se está sempre a passar. Há situações que não estão bem, que é evidente que devem precisam de ser resolvidas, mas se “escondem debaixo da cama”, ou se enfiam à pressa numa gaveta qualquer, para não ficarem à vista. É a velha expressão do “vocabulário colectivo” : está bem, depois logo se vê! Tratamos daquilo que ‘está à vista’ mas guardamos nos armários para um dia que se tenha tempo o estudo dos problemas menos urgentes. Claro que quando se tornam muito urgentes já se tem de atamancar à pressa. Mas não há cura para esta doença?
Emiéle
Publicado por populo às 09:10 AM | Comentários (15)
As Finanças a simplificar
Pelo que se anda a ver a “desburocratização” está a começar nas Finanças.
Ainda bem.
Dizem que vai passar a haver um Balcão único para tratar de tudo, o que é muito bom. Assim como a ideia do tal IRS já preenchido, se funcionar também é boa. E também é simpático que as Conservatórias possam efectuar acções que eram centralizadas .
Se a ideia é que isto seja um “balão de ensaio”, para verificar se funciona bem e depois alastrar a outros domínios, tais como a Segurança Social ou a Saúde, parece-me muito interessante. Vamos ver se não se facilita exclusivamente a área das Finanças porque convêm bastante ao Estado que as coisas se mexam por aí, e nas outras áreas se continue a passo de caracol e a exigir quilos de papelada aparentemente repetida e inútil.
Nalgumas áreas prevejo resistências como a piada sobre o tal chefe a quem um funcionário sugeriu que destruísse determinado arquivo completamente inútil e respondeu – Boa ideia! Mas antes faça fotocópias de tudo.
Emiéle
PS - Vão ler a narração do dia do Farpas , que não pode vir mais a propósito!
Publicado por populo às 09:04 AM | Comentários (8)
Só agora é que acabou??
Vejo que o porta-moedas-multibanco acabou.
Ela há coisas de espantar porque eu julgava que ele se tinha finado há muitos anos!
Eu tive um, e cá em casa todos tínhamos porque nos tinha parecido uma boa ideia na altura. Lembro-me bem que o usei sobretudo para pagar os parquímetros, que era - e é -uma chatice encontrar moedas para aquela coisa. Mas foi sol de pouca dura! Muito rapidamente deixou de funcionar, e até o lamentei.
Agora, mais de 10 anos depois, dizem-me que acabou no final do ano passado. Devia andar na lua, porque há mais de 10 anos que o deixei de ver…

Emiéle
Publicado por populo às 08:12 AM | Comentários (5)
Xiii, mas que velocidade vertiginosa!

Imagine-se que a Direcção-Geral dos Impostos quer baixar para metade o tempo de resposta às reclamações que recebe. Desejo meritório e que só lhes fica bem. Para metade, heim..?!
Claro que o tempo que o ano passado levou ter sido de “cerca de 14 meses e 21 dias” é já em si um tempo recorde! Imagine-se que ainda o vão reduzir mais. Até custa a imaginar tal celeridade.
Já viram bem? Zuuuum! Um ano ou coisa assim depois da queixa e já cá temos a resposta. Ena, ena!!!
Emiéle
Publicado por populo às 08:06 AM | Comentários (4)
janeiro 29, 2006
Kung Hei Fat Choi !!!
Só agora no final do dia me dei conta que se está a entrar no Ano do Cão para mais de um bilião de pessoas. O Primeiro Dia da Primeira Lua.
As festas da entrada num Novo Ano Lunar são inesquecíveis para quem passou pelo Oriente. Com a entrada num Ano Novo começa-se tudo de novo! As pessoas vestem-se de novo dos pés à cabeça, redecora-se a casa com balões vermelhos, flores, frutas e as inevitáveis tangerineiras, guarda-se o dinheiro que se puder para se gastar nesta altura, porque dá sorte. O que se fizer neste período vai repetir-se todo o ano, de modo que se tem mesmo de entrar com o pé direito.
O barulho costuma ser completamente ensurdecedor, porque usam queimar os chamados “panchões” que é como que uns foguetes presos uns aos outros, numa espécie de grande colar e faz um ruído que é suposto assustar os maus espíritos, mas assusta mesmo qualquer espírito que tenha ouvidos…
As crianças e pessoas solteiras recebem “lai si”, uns envelopes vermelhos com dinheiro. Porque oferecer dinheiro também trás sorte a quem oferece. E, evidentemente, todos assistem à Grande Dança do Dragão!
Claro que também não há festa sem comida. E a comida tem uma simbologia especial: peixe para a unidade, galinha para a prosperidade, pudins de arroz gelatinosos envolvidos em folhas de bambu, uma variedade de doces.
Um povo que trabalha todo o ano, quase que sem pausas, descansa nos 3 dias das festas do Ano Novo. É Festa, FESTA com grandes maiúsculas!!
É um período de um tipo de festas que não encontro paralelo entre nós: é ao mesmo tempo o nosso Natal e a nossa Passagem de Ano e o nosso Carnaval … Não sei bem definir, porque sendo fortemente religioso é também uma grande festa social. Uma grande alegria!

Emiéle
Publicado por populo às 09:35 PM | Comentários (18)
Desfile de burros
Parece que o burro mirandês está em extinção .
Claro que é só em Miranda, porque burros até me parece ser uma espécie florescente, cada vez há mais, piores que moscas no verão!
Os de Miranda é que não. Dizem que já só há 800 burras, e ainda por cima "algumas das quais com problemas reprodutivos" o que não podia ser pior.
Assim sendo promoveu-se uma acção de propaganda ao animal, que consistiu num desfile em Lisboa entre o Castelo e o Chiado.
Os transeuntes paravam, olhavam e houve quem inquirisse: "Isto é uma manifestação contra o Governo?"
Responderam-lhe que não, e a senhora perdeu o interesse.
Os burros todos enfeitados lá seguiram o seu caminho. Quem lhes acode para que não se acabe a espécie ?
São grandes para animal de estimação mas bem mais ecológicos para nos transportarmos e não consomem gasolina. Qualquer molho de palha lhes serve. Bóra aí, passar a andar de burro?

Emiéle
Publicado por populo às 05:50 PM | Comentários (4)
Neve ( dedicado ao Farpas)
Já tenho dito muitas vezes que gosto de branco.
Para mim o branco é luz e é uma cor limpa. Pura. Simples.
E quando se fala em branco, surge logo a imagem “branco como a neve”. Portanto a neve é um símbolo daquilo de que mais gosto. Claro que é fria, mas isso sofre-se bem pelo prazer que dá vê-la tombar levezinha, suave, silenciosa.
Como vivo no Sul muito raramente a vi na minha terra. Tem sido sempre em terras um pouco afastadas: França, Bélgica, Alemanha. E fico como uma saloia, aparvalhada, a olhar. De vez em quando lá escorrego e caio, mas ouvi várias vezes o elogio de que “caio bem”. LOL! Devo cair bem, porque não me contraio nada, tenho sempre a ideia subjacente e idiota de que aquilo deve ser fofo, assim tipo algodão. Pois se se vê cair tão leve, tão leve…
E como não me contraio, não me magoo na queda. Acabamos todos a rir…
Assim fosse tudo na vida.
Branco, limpo, leve, e que não magoasse quando caímos.

Emiéle
* Acabei de escrever isto, olhei pela janela e está a nevar!!!!! Agora! Em Lisboa!!!
Uau!!!
Publicado por populo às 03:00 PM | Comentários (11)
Tá bem que não ligo a números...
Isto digo eu, mas não é bem verdade!
Tenho de confessar que muito humanamente não sou nada indiferente aos números aqui do blog. E sobretudo, não apenas aos números das visitas, mas muito em especial aos números dos comentários. Porque quem comenta aqui é mesmo “visita muito especial” que se dá ao trabalho de deixar um sinal da sua passagem.
Ora como nos totolotos, quanto mais vezes se participa mais probabilidades há de sair um prémio, e um dos comentadores mais assíduos aqui do Pópulo, tem sido o meu querido Farpas.
E … bingo! Foi ele que aqui deixou o comentário nº 4.000!!!!
Viva o Farpas!!!!!
Um brinde para ele!!!!

Emiéle
Publicado por populo às 02:35 PM | Comentários (5)
«Ódio»
Não sei porque me choca.
Tanta marca, títulos, canções, grupos, que têm como referência o Amor, porque não um grupo musical que escolha o nome de Ódio? É um sentimento, em certa medida simétrico do outro, e devia ser natural a escolha. Então porque sinto estas borboletas no estômago?
Se calhar porque tive ontem perto da minha casa um grupo de pessoas sem cabelo que se manifestaram. Um bom direito, democrático. Estavam indignados com as mortes de concidadãos nossos, imigrantes, que têm morrido de um modo trágico na África do Sul, causa essa que também me podia fazer sentir solidária. Já estranho um pouco que seja essa a única causa, entre tantas, que os motive a protestar. O protesto em si também me parece bastante teatral – as cruzes no relvado da Alameda – mas OK. E agora chegamos ao tal ponto por onde comecei: os manifestantes devem, depois do protesto, dirigir-se às Caldas da Rainha para assistirem a um concerto da banda de música «Ódio».
Ódio?
Se não tivesse mais nenhuma indicação a respeito destes senhores, parece-me que aqui tocaria uma campainha de alarme. Vão a um local encher-se de ódio? Ou canalizar esse ódio? Ou exorcizar esse ódio?
Não sei. Sei que me assusta, alguma coisa não está bem.
Também tenho causas que me fazem vibrar e muito. Choro, irrito-me, indigno-me, ou fico feliz, entusiasmada, cheia de força. Combato por convicções. Sou bastante apaixonada mesmo. E entendo bem as paixões dos outros, mas reconheço que esta me ultrapassa.
Esta não entendo.
"Viva la Muerte?!"

Emiéle
Publicado por populo às 11:32 AM | Comentários (14)
Manhã de Domingo
Sossego absoluta. Parece que estou no campo.
Tinham prevenido que vinha aí mais frio hoje, e possivelmente deve estar mas o que se nota mais é a chuva. Desde ontem que chove, felizmente. As ruas têm um aspecto mais lavado, e espero que os campos e barragens agradeçam.
Por aqui vejo a minha rua completamente deserta, nem sequer o som de um carro.
Que paz!
Só se ouve a chuva a cair, o que num dia de descanso é apaziguador.
Isto é Domingo.

Emiéle
Publicado por populo às 11:00 AM | Comentários (3)
Uma dúvida
Isto é uma questão de pontaria:
Será mais difícil acertar em 7 metros mais uns trocos ou em 12 centímetros ?
Assim, à primeira vista, dava ideia que é mais complicado acertar nos 12 centímetros.
Não senhor!
Se uma bola acerta nesses 7 metros e tal é um golo, se acerta na barra de 12 centímetros, não vale nada.
Tá mal!
Emiéle
Publicado por populo às 12:18 AM | Comentários (2)
Só eu sei porque não fiquei em casa...

Porque há certos momentos que são muito mais saborosos quando vividos em conjunto!
Emiéle
Publicado por populo às 12:02 AM | Comentários (5)
janeiro 28, 2006
Homens......
OK, OK, já se sabia que não ia ter apreciadores do meu post debaixo.
Também não contava com isso.
Já se sabe que eles são formatados bastante cedo:

Emiéle
Publicado por populo às 03:59 PM | Comentários (5)
Mas quais defeitos...?
Acabei de receber este email com o título: «Encontre os defeitos».
Ajudem-me. Quais defeitos?
Será que ele não sabe cozinhar?

(para apreciar um pouco melhor cliquem na imagem)
Emiéle
Publicado por populo às 03:30 PM | Comentários (10)
A Compreensão
Um grupinho de educadoras encontra-se para reflexão sobre os seus métodos de trabalho, modos de agir, e troca de experiências. Uma delas conta:
O ano passado o Ruca tinha uma atitude sempre muito agressiva comigo.
Era uma criança pouco simpática, de expressão carregada, muito pouco risonho, quase não conversava, e o relacionamento era difícil. Uma certa semana, depois de ele me ter atirado com um brinquedo e me ter magoado, fechado uma porta quando eu ia entrar por um triz não me entalando, e depois de ter ido lavar as mãos à casa de banho desviando a água encharcando-me de propósito achei que devia ter uma conversa com ele. Sentei-me numa cadeirinha perto dele e disse:
- Ruca, tu achas que eu não gosto de ti? Resposta fulminante:
- Tenho a certeza!
E era este o modo como exprimia a sua “devolução” dessa ‘certeza’.
Quis contar esta história por me parecer importante quanto ao modo de ver as questões quando as pessoas se esforçam por empatizar com as outras. Claro que se tratava de um adulto e uma criança de 5 anos, mas os sentimentos não são assim tão diferentes. Esta história poderia ir aumentando em espiral – a cada provocação do Ruca a educadora respondia com severidade o que ia reforçar a certeza de que ela não gostava dele, etc, etc. Foi travada aqui, pelo bom-senso e sensibilidade de uma boa profissional. Quantas vezes não nos acontece o mesmo na nossa vida de todos os dias? Responder ao “olho por olho” sem para parar para pensar como-é-que-o-problema-começou.
Emiéle
Publicado por populo às 01:57 PM | Comentários (4)
Fim-de-semana

Aaaaaah!
Fim-de-semana!
(Não vou dizer nada sobre futebol!!!)
É descanso, descanso, e só pensar em coisas boas!
E durante o dia vou mesmo preguiçar, e esquecer-me de que há coisas para fazer. Bolas, se não se fizerem hoje, fazem-se amanhã, não é?
(já disse que não vou falar no Benfica-Sporting?)
Dormir até tarde, cozinhar um almoço daqueles de slow-food, de que gosto muito, uma voltinha curta aqui no bairro onde conheço toda a gente, um arrumo ligeiro em casa para me sentir mais confortável, mas nada demais.
Brrrr, que frio, mas tenho de pensar em coisas boas!
Combinei ir jantar a casa de uns amigos e perguntei se levava uma mantinha. Porque ir com botija parece demais, mas uma manta não ofende a hospitalidade, e dado o frio que tenho na minha casa, sem aquecimento central, como a deles também não tem...
( e lá se calhar querem ver o jogo! Mas já disse que não falava, que dá azar!)
Ah, é verdade, não ganhei o totomilhões. Espera, essa já disse.
Então “coisas boas” para o fim-de-semana, acho que é mesmo pôr o sono em dia.
Emiéle
Publicado por populo às 10:46 AM | Comentários (9)
Não percebi
E odeio esta sensação. Quando uma coisa é, teoricamente, para ser entendida por toda a gente e eu não compreendo, sinto-me mal. Mesmo mal. É uma sensação muito desagradável.
Eu, como creio que toda a gente, detesto a burocracia. E um dos tenebrosos símbolos da burocracia é a famosa declaração do IRS, coisa complicada, que obriga a bichas enormes porque a malta tem o costume de deixar a coisa para os últimos dias. Digo que é complicado mesmo para mim que sei ler e escrever razoavelmente bem, mas para os analfabetos funcionais que para aí proliferam, chamar-lhe complicado é um eufemismo.
Leio hoje que a entrega da declaração de IRS vai deixar de ser obrigatória notícia que parece logo excelente. Nos últimos anos a melhoria foi poder enviar-se por Internet, quem a tinha e sabia fazê-lo, e agora anunciam que essa declaração deixa de ser obrigatória.
Então como é que vai ser?
E aqui é que vem a parte que não percebo: «o contribuinte passa a receber a sua declaração de IRS via Internet, já preenchida». Vou só expor as minhas dúvidas.
a) O que se vai receber é a parte com nome, morada, BI e NC, estado civil, entidade patronal, o que se recebeu e as deduções feitas, imagino eu.
b) Se for baseado no ano anterior, exige um grande cruzamento de dados, para se saber se não nasceu nenhum filho, se não houve nenhum casamento ou separação, se o filho já não está a cargo, e outros “pormenores” destes.
c) As deduções que quase toda a gente tem com saúde e educação (pelo menos) terão de ser preenchidas pelo contribuinte, calculo eu. Ou desaparecem as deduções?
d) Não entendi se, quando se fala em receber “via Internet”, é a Internet do serviço onde se trabalha. Porque decerto não se imagina que todos os funcionários tenham Internet em casa. Seguindo via local de trabalho, vai ficar acessível a outras pessoas que passam a conhecer os nossos dados pessoais.
e) Apesar de aqui se dizer que «a experiência será alargada a todos os trabalhadores do Estado» deduzindo-se daqui que não abrange ainda os privados, devem ter decerto consciência da grande quantidade de locais "do estado" que ainda não estão ligados por net.
Enfim, aplaudindo o que seja desburocratizar, esta medida tal como está apresentada resalvo, parece-me ainda muito tosca e de difícil aplicação.

(clique para ver melhor)
Emiéle
Publicado por populo às 10:43 AM | Comentários (6)
Não ganhei o Euromilhões
Ontem à tarde tinha escrito de passagem um post, onde fazendo futurologia garantia que não tinha ganho o euromilhões, porque apesar de me terem entusiasmado, como não tenho o hábito de jogar ( só o fiz uma vez!) me tinha esquecido completamente de o fazer. Depois esqueci-me de o tirar do estado de "rascunho"...
Hoje vejo que aquilo ainda não saiu, e portanto ganhei dois euros ou lá quanto é que custa a papel.
Esta é mesmo uma terra de sonhos. Só assim se entende a loucura que se apossa das pessoas com este tipo de jogos. É o sonho ao alcance da mão durante 8 dias. É muita coisa resolvida com um golpe de magia.
É Portugal.

Emiéle
Publicado por populo às 08:41 AM | Comentários (3)
janeiro 27, 2006
Quem mais está interessado?
Passei como de costume pelo De vagares e não resisti a roubar um post inteirinho.
O Gibel que me desculpe mas quero partilhar convosco a Firewall que ele desencantou. Cá está o famoso anúncio:
Emiéle
Publicado por populo às 05:30 PM | Comentários (13)
Ai os títulos…!
Mais uma do Portugal no seu melhor:

(se calhar não tinha ficado bem morto...)
Emiéle
Publicado por populo às 08:12 AM | Comentários (13)
Amas II
E as amas actuais têm consciência profissional e organizam-se. Não esquecer que vivemos no terceiro milénio, portanto têm uma Associação que cuida dos seus interesses. Ora, grosseiramente podemos arrumar as amas que existem em dois grupos: umas que trabalham de um modo independente, estão inscritas nas Finanças como Amas, e depois trabalham por conta própria. Claro que para exercerem a profissão devem ter determinadas condições e para isso existem umas inspecções que podem actuar em caso de queixa. Mas para todos os efeitos são realmente trabalhadoras independentes com todas as vantagens e desvantagens dessa qualidade.
Mas há “as outras”. E são essas que hoje se vão manifestar junto à Segurança Social em Lisboa. Porque estas têm um regime híbrido – trabalham a “recibo verde” e pagam contribuições como independentes, mas estão ligadas ou à Segurança Social ou à Misericórdia ou a IPSS. Até há algum tempo o sistema de descontos era diferente e não as perturbava, mas com o novo sistema de descontos sentem-se muito prejudicadas porque passaram a pagar muito mais de imposto.
Eu sou uma defensora deste tipo de amas, que me parece bom para os dois lados. Bom para os pais, que sabem que os seus filhos estão com senhoras que têm uma grande vigilância, que são visitadas com muita frequência por uma educadora ou assistente social, e têm um serviço onde podem apresentar as suas dúvidas ou receios sem entrar em conflito com a ama; e bom para as amas porque têm o ordenado certo ( nunca pode acontecer uma mãe desaparecer no fim do mês com o bebé e deixar a conta por pagar ) têm sempre meninos sem terem de os procurar, sabem que os meninos são seleccionados, no caso de adoecerem o serviço que as apoia toma conta das crianças e vão tendo formação e apoio técnico por pessoas conhecedoras que as podem ajudar.
Mas realmente o bicho nesta maçã tão vermelhinha é esta actualização de impostos. Elas queriam, e parece-me uma aspiração natural, não serem consideradas trabalhadoras independentes – que afinal não o são – e sim descontarem como trabalhadoras por conta de outrem.
Vamos ver a sensibilidade que a tutela vai demonstrar por este problema.
Emiéle
Publicado por populo às 07:32 AM | Comentários (3)
Amas
Hoje vamos ver mais uma manifestação/protesto.
Trata-se das trabalhadoras de uma profissão que é talvez a profissão feminina mais antiga do mundo ( não, não é o que estão a pensar, estou a falar de amas )
Hoje não há “amas de leite” como nos séculos passados, as crianças ou são amamentadas pelas suas mães como
deve ser, ou existem leites que se bebem por biberon. Mas não é preciso recuar muito no tempo, para ver que era uma profissão com muita saída. Nas famílias ricas, contratavam-se amas que viviam nas casas dos patrões e tratavam da criançada que ia nascendo, enquanto as mães se ocupavam de outras coisas. Por vezes, entre famílias de grande nome, o filho da ama sendo criado ao mesmo tempo que o outro bebé, sendo portanto seu irmão colaço, adoptava essa designação como apelido – os Colaço actuais são descendentes de “filhos de amas importantes”. Para as mães pobres, os filhos tinham de ser entregues a amas que viviam nas suas próprias casas e era o bebé que ia viver com a ama, até por vezes no campo, enquanto a mãe ficava livre para trabalhar. Escuso de lembrar a tenebrosa mortalidade infantil dessas épocas não tão remotas como isso.
Hoje avançamos muito. Não se aceita com naturalidade que uma mãe e um filho se separem, a não ser no período de trabalho. E há creches, infantários, locais especializados para receber as crianças que não têm quem cuide delas durante o dia.
O que não quer dizer que não continue a existir e serem necessárias amas.
(vou continuar noutro post que isto fica muito comprido )
Emiéle
Publicado por populo às 06:54 AM | Comentários (7)
Mozart faz 250 anos
Pode apreciar-se mais ou menos ( e de um modo geral até é mais ) mas não se lhe é indiferente e é dos nomes mais conhecidos da música.
É das figuras que, até para quem vive completamente distante do que seja música clássica, se tornou familiar, quanto mais não seja pelos filmes que têm feito sobre a sua vida, ou as suas óperas. Até os toques de telemóvel usam algumas das mais conhecidas frases musicais!
Vida atribuladíssima, nos tempos onde um artista só podia subsistir como “empregado” de um mecenas e como trabalhador por conta de outrem.
Morreu muito cedo deixando contudo uma obra impressionante.
Passaram 250 anos mas ainda continuamos a ouvir a sua música e mais do que no seu tempo porque o mundo aumentou muito e hoje as formas de difusão da música chegam a todo o lado e não ficam nos salões aristocráticos.
(tenho de aprender a por música no blog!!!)

Emiéle
Publicado por populo às 06:24 AM | Comentários (9)
Vem aí o frio
A vaga de frio que tem posto toda a Europa a bater o dente, está a chegar cá.
Para estas coisas, sempre somos europeus. Tinha ouvido alguns optimistas a dizer que não, que íamos escapar, que o frio não chegaria a Portugal já não sei porque motivos. Não senhor!
Aí vem ele!
E vamos ver como é que nos podemos defender, pois já se sabe que por exemplo as escolas não estão preparadas para os extremos de temperaturas.
Para não falar já nos sem-abrigo.
É certo que por enquanto onde se prevê as temperaturas mais baixas é no interior norte, zona sempre mais fria no Inverno mas, se chegar às grandes cidades onde se encontram mais sem-abrigo, nem consigo imaginar o que possa acontecer com 6 negativos.
Emiéle
Publicado por populo às 06:14 AM | Comentários (9)
janeiro 26, 2006
Votos
Este vídeo já é antigo, recebi-o há imenso tempo mas guardei-o.
Tinha um palpite de que ainda havia um dia onde poderia vir a propósito.
Mesmo que todos vocês já o conheçam é sempre bom pensar que as coisas podem ser
Emiéle
Publicado por populo às 10:36 PM | Comentários (7)
Linguagem não verbal

Todos ao pais que têm menino num Infantário ( e na Escola também, é claro ) sofrem do sindroma do perguntador. Mal o rebento chega a casa, ou até mesmo no caminho, já chovem perguntas:
-O que fizeste hoje?
-O que comeste?
-Com quem brincaste?
-Dormiste a sesta?
-Cantaram cantigas? Quais?
-Fizeram desenhos?
Todos sabemos isso, e até passámos por essa fase. Já que não podemos estar o dia todo com eles, ficamos sôfregos de pormenores. Claro está, que mesmo quando eles já falam bem, as respostas costumam ser curtíssimas. Nada. Sim. Não. Sim.
Mas nem sempre. Por vezes “eles” falam.
A respeito de duas educadoras, o Zé contava as diferenças:
“ A Néné grita um bocadinho e ri-se muito, a Guida é a que ralha com os olhos.”
Assim são as crianças.
E assim devemos entender como funciona bem a linguagem não-verbal : "ralha com os olhos".
Está dito.
Emiéle
Publicado por populo às 07:19 PM | Comentários (5)
E agora, Palestina ?
Eu parecia que andava a adivinhar.
Escrevi dois posts sobre as eleições naquele país, o primeiro inquieta, no segundo quando se dizia tudo tinha corrido pacificamente e os resultados indicavam um ligeiro avanço da Fatah, considerava que isso seria bom. Tranquilizaria quem receava o radicalismo do Hamas, mas chamava a atenção à Fatah de que deveria levar em conta outras posições.
Afinal deu-se um golpe de teatro e foi o Hamas حركة المقاومة الاسلامية que venceu, justificando o seu nome. *
Prevejo uma onda assustada que aí venha. Mas eu quero primeiro ver o que se vai passar antes de falar. Escuso de reafirmar que não defendo qualquer terrorismo, como é evidente. Mas será bom lembrar que, tal como muitos movimentos de resistência, o Hamas tem um braço armado, que o popularizou, mas entre os palestinianos esta organização é também conhecida pelos seus diversos programas de ajuda e formação e por trabalhar no terreno na área da saúde e educação. Esse outro “braço” de auxilio e solidariedade será talvez a possível explicação para este sucesso eleitoral, numas eleições com quase 80 % de votantes.
Numa voltinha rápida pela blogosfera, o post que me pareceu mais sensato e de acordo com as minhas próprias opiniões foi o do Luís Rainha mais uma vez. Não vou repetir aqui os links dele, que isto começa a tornar-se um hábito. : )
*( Hamas em árabe significa entusiasmo)
Adenda – Já depois disto escrito, encontrei mais dois post a merecerem referencia. Leiam
Terroristas? Quais Terroristas? e ainda Palestina - que futuro?
Como é que me tinham passado?!
Emiéle
Publicado por populo às 06:43 PM | Comentários (6)
“Bom Dia” colorido
Desculpem os meus visitantes habituais, quer-me parecer que hoje vai ser um dia mais “em branco” aqui nesta casa. Pelo menos de manhã.
Acordei com sono ( o que não é meu costume ) ainda por cima com um brindezinho como dantes o bolo-rei, ou seja, cheia de dores de cabeça.
Como consequência a minha manhã mostra-se bastante cinzenta – já vêem que estou dada às cores, o branco e o cinzento, já estão e não é difícil arranjar mais algumas, querem ver:
Pela leitura das notícias, dificilmente conseguiria ver o mundo "cor-de-rosa". Não é que o pretenda, prefiro o realismo, mas quando a realidade é excessivamente dura sinto-me mesmo desanimada, como neste momento. Não encontrei ( mas se calhar foi da dor de cabeça ) uma boa notícia, daquelas que apetece realçar…
E, infelizmente, mesmo olhando para o meu mundo mais próximo, a vida de quem me está perto também não me parece nada "azul", portanto esta manhã o Pópulo fica em repouso a ver se retempera forças.
Mas como desejo o melhor para vocês fica uma imagem que compensa as cores que por aqui faltaram:

Emiéle
Publicado por populo às 08:08 AM | Comentários (8)
janeiro 25, 2006
Encontro de amigos
(piada antiga, mas que infelizmente cada vez está mais actual!)
Empresário: Bom dia Sr. Eng., há quanto tempo??!!!
Ministro: Olha, olha, está tudo bem?!
Empresário: E pá, mais ou menos, tenho o meu filho desempregado; tu é que eras homem para me desenrascar o miúdo.
Ministro: E que habilitações ele tem?!
Empresário: Tem o 12 completo
Ministro: O que ele sabe fazer?!
Empresário: Nada, sabe ir para a Discoteca e deitar-se às tantas da manhã
Ministro: Posso arranjar-lhe um lugar como Assessor, fica a ganhar cerca de 4000, agrada-te?!
Empresário: Isso é muito dinheiro, com a cabeça que ele tem,... era uma desgraça; não arranjas algo,... com um ordenado mais baixo?!
Ministro: Sim, um lugar de Secretario, já se ganha 3000
Empresário: Ainda é muito dinheiro, não tens nada à volta dos 700/800???
Ministro: E pá, isso não, para esse ordenado, tem de ser Licenciado, falar Inglês e dominar Informática!!!
Emiéle
Publicado por populo às 10:27 PM | Comentários (2)
Eleições na Palestina II
De manhã eu estava preocupada.
Afinal tudo correu bem... hoje . Vamos ver os dias que aí vêm. A verdade é que a participação foi muito elevada, 70 e muitos por cento, donde se vê que parece ser necessário haver perigo para o povo votar… Claro que não será assim mas o certo é que as dificuldades reforçam muito a motivação.
Para além da elevada percentagem de votantes, se a Fatah ganhou as eleições incontestavelmente como se está a saber, é seguida de muito perto pelo Hamas, pelo que ouvi há pouco na rádio.
Vamos ver como é que se vão entender agora estas duas forças…
De qualquer modo alguns países que estavam de respiração suspensa com a ideia de uma vitória do Hamas, podem agora respirar.
Sempre valeu a pena permitir umas eleições democráticas.
Emiéle
Publicado por populo às 09:38 PM | Comentários (2)
Exageros
Para que é que insiste?
Mas não se está mesmo a ver que não cabem mais???

O que eu gosto é do ar plácido de quem está a assitir.
É a tal calma oriental...
Emiéle
Publicado por populo às 08:41 AM | Comentários (6)
Eleições na Palestina
Fico à espera.
A expectativa é tão grande ( será???) que é melhor nem dizer nada para não “dar azar”!

Emiéle
Publicado por populo às 08:37 AM | Comentários (6)
Habitação e barracas

Ontem viu-se nas televisões e hoje lemos nos jornais a demolição de umas quantas barracas na zona da Amadora.
Não sei bem o que se passa, portando não irei falar do que não sei.
Mas há coisas que sei.
Sei que o Direito à Habitação é constitucional ( artigo 65º)
Sei que viver-se no que se chama “barraca” é já limitar o conceito de habitação à sua expressão mais simples, de quatro paredes e um teto. (Lembro-me de um filme dos inícios de neo-realismo italiano, O Teto, não sei já se de Vittorio De Sica, se …)
Imagino que se a Câmara mandou demolir aquelas barracas é porque tinha assegurado que os seus habitantes poderiam ir viver para outros locais, esperemos que com mais dignidade.
Ou não foi assim?
Ouço falar em que tudo isto se processou porque existe um
“Programa Especial de Realojamento” o que à vista é uma coisa boa.
Pérem aí! Mas se as pessoas iam ser melhor alojadas, porque protestavam? Ou isso seria uma promessa para um futuro que ainda não se sabia quando seria…?
São perguntas para que não tenho resposta. Só sei o que vi, construções muito precárias a serem deitadas abaixo e pessoas chocadas e indignadas.
Ah, claro também andava por ali a polícia, possivelmente a prender criminosos.
Emiéle
Publicado por populo às 08:21 AM | Comentários (7)
Mas que leis são estas…?
Claro que o primeiro ponto questionável é a própria “Pena de Morte” em si mesma. Não vou falar agora nisso, mas choca que não salte logo aos olhos que se o mais sério dos Direitos Humanos seja o Direito à Vida um Estado, qualquer que ele seja, considere legítimo violá-lo.
Mas o que me fez pensar quando ouvi esta notícia , para além do problema da pena de morte foi, uma questão anterior a isso: Quem vai julgar as pessoas que virão a ser condenadas? “Conselhos de guerra, Tribunais Militares” ??? Quem vai defender os acusados?
A visão que de imediato se impõe é completamente kafquiana – um julgamento militar, com prisioneiros estrangeiros, que desconhecem certamente as leis que os vão julgar, que não devem entender com clareza o que se passa, que se calhar nem conhecem bem a língua que lá se vai falar, é um verdadeiro pesadelo.
Mas já se acredita em tudo!
Emiéle
Publicado por populo às 07:42 AM | Comentários (4)
janeiro 24, 2006
Outra publicidade
O prometido é devido.
Cá vêm duas amostras de publicidade fenomenais!
UMA
OUTRA

Pode ser-se mais criativo???
Emiéle
Publicado por populo às 09:02 PM | Comentários (7)
Tempos interiores
Hoje passei o dia hesitando sobre o que vinha escrever aqui no blog.
Estou ainda debaixo da impressão da noite de ontem onde estive num prolongado jantar com muitas dezenas de pessoas. Jantar promovido por um casal amigo meu de há muitíssimos anos, que quis reunir no mesmo espaço pessoas que de algum modo estiveram ligados à sua vida, quer pessoal e familiar quer profissional. Resultou em 20 mesas de 12 pessoas !
Dá-se o caso de, como amiga de sempre e também colega de trabalho eu conhecer quase toda a gente e ter-me sido difícil ficar fixada na mesa que me tinha sido destinada. Já mesmo no final, quando me esperavam na porta para virmos embora, ainda eu era chamada para aqui e para ali por pessoas que não me viam há anos e anos…
E hoje ainda sinto a emoção de quem esteve a ver um filme todo feito em flash-back mas com uma estranhíssima montagem. O que me aparece em primeiro plano ( e ainda por cima não pode haver um único ‘primeiro plano’ e sim muito ‘primeiros planos’, todos misturados ) não tem a ver com a cronologia, nem com a importância das histórias vividas, talvez sim com os afectos recordados. Ontem, para além dos “eh pá, olha como tu estás ! ? !” o que mais se ouviu foi o “lembraste, quando o…..” e lá vinha mais uma onda de recordações e histórias.
A sensação com que hoje passei o dia é de que o tempo afinal é verdadeiramente mágico, e tem dois modos de avaliação – a tradicional, onde se usam relógios, calendários, e decorre de um modo previsível e constante, e a outra onde reina a lei do sonho e da fantasia, onde alguns factos reais se reduzem a pontinhos minúsculos e, ao contrário, experiências pessoalíssimas são verdadeiros Himalaias. É um tempo interior, feito de afectos, de emoções, um pouco imaginado e fantasiado também. E é muito emocionante quando se faz em conjunto uma viagem a esse outro tempo passado.

Parece-me que ainda não regressei completamente.
Emiéle
Publicado por populo às 05:31 PM | Comentários (3)
Cenas da vida diária
Ouvido à D. Emília, senhora dos seus oitenta e alguns anos, de saúde periclitante mas que agora tem passado a ter algum cuidado com a sua tensão, porque a assustaram um pouco:
«-Fui ontem medir a tensão, anda muito bem»
E acrescenta vitoriosa:
«- Ai, ai! Se não fosse eu, já tinha morrido!»
Nem mais!
Tiro-lhe o meu chapéu!
Emiéle
Publicado por populo às 04:51 PM | Comentários (4)
Publicidade
Como é evidente a publicidade é um instrumento que pode ser usado dos mais variados modos, conforme a pessoa que o publicitário é, o queira fazer.
Tenho alguns exemplos de publicidade da mais engraçada a outra que poderemos dizer... erótica.
Fica aqui um exemplo do primeiro caso: (guardo outro exemplo para logo à noite...)

Emiéle
Publicado por populo às 08:18 AM | Comentários (5)
Pais atentos
... e modernos:

Publicado por populo às 08:14 AM | Comentários (7)
Inspectores
É já um lugar comum dizer que parte do mal da nossa sociedade é não se cumprir as leis, e depois a seguir vem o corolários de que elas não se cumprem porque também não se sabe ou não há provas desses incumprimentos. Donde se chega sempre muitas vezes às inspecções. É um rosários de queixas: há poucas inspecções, têm poucos meios, dificuldades em actuar. Contudo, muitas vezes basta a “ameaça” de que ‘vem aí uma inspecção’ para que alguns abusos desapareçam.
A IGT começou a inspeccionar as horas extraordinárias não pagas nos Bancos e Seguros. Para quem esteja distraído convêm lembrar que são instituições que apresentam lucros e beneficiam de regimes bem mais vantajosos que as outras empresas.
Parece já um bom começo.
Dizem-nos que a seguir vêm as clínicas privadas, empresas de segurança e de limpeza.
Parece uma alegoria: vamos ter um Trabalho com saúde, segurança e limpeza?! Oh, que beleza!
Emiéle
Publicado por populo às 07:59 AM | Comentários (3)
Fim da corrupção e da burocracia, na Bolívia
São ainda apenas votos, desejos, sonhos.
Mas é já um bom princípio pôr-se a tónica em pontos que encaixam na ética e não na economia. Na Bolívia, o presidente Morales nomeou o seu governo e exigiu-lhe um "nível zero de corrupção e de burocracia".
É interessante que tenha referido os apoios de países tão diferente entre si como Japão, França e Cuba. Mas estes serão apoios muito importantes se vierem. Também os seus “irmãos-vizinhos” Brasil, Argentina, Venezuela, querem ajudar.
Força, Morales! Daqui de longe também faço figas para que dê certo, pois ainda parece uma utopia um indígena tomar nas suas mãos o destino do seu país.

Emiéle
Publicado por populo às 06:59 AM | Comentários (3)
janeiro 23, 2006
A slow life
Gosto da ideia. Gosto muito da ideia! Cá está um bom e interessante conceito. “Viver lentamente”, viver devagarinho, saborear bem a vida. Parece que estou a falar ao arrepio do meu modo de ser, mas a sério que não. Eu vivo muito a correr, mas aprecio imenso a lentidão.
Dizem que o Algarve vai apresentar um projecto e uma candidatura sobre slow cities que seriam Lagos, Silves, São Brás de Alportel. Este movimento começou com a alimentação, combater o fast-food, mas pretende alastrar a outros pontos importantes do viver. Fico bastante interessada.
Bravo!!!!
( E já agora em que andam a pensar os alentejanos, que teriam todas as condições para se candidatar? Piadinhas aos montes já têm no curriculum. )
Com a maior sinceridade, a velocidade, ainda por cima quantas vezes inútil, é um flagelo. Quem não tem saudades daqueles dias em que o tempo parecia realmente passar muito de va ga ri nho, as férias grandes eram mesmo GRANDES. Talvez se fizessem muito menos coisas mas as que se faziam era com muito gosto e bem pensadas e desejadas.
Eu recordo passeios a pé que dava com o meu avô, enooormes passeios, pelo menos para o tamanho das minhas pernas. Às tantas, parava e sentava-me no chão, a descansar, e via as formiguinhas, as ervas, bichinhos de que perguntava o nome, e tudo aquilo era grande motivo de interesse. O mundo real era um mundo de maravilhas. Um passeio a pé podia ser uma aventura, muitas vezes durava toda a tarde e chegava cheiinha de fome para o jantar. Quem passeia de carro chega bem depressa, mas é como se saltasse de um sítio para o outro, não vê com olhos de ver o percurso em si próprio. Vê a partida e a chegada. ZuuuuM, como aquele anúncio, tão de acordo com o nosso tempo.
Mas que haja alternativas. Quem quizer andar assim, zuuuum! é livre de o fazer. Mas que boa ideia haver outro modo de andar, podermos escolher uma slow life. Com calma, com tempo, com serenidade.
E se me mudasse para o Alentejo…? Era um começo.

Emiéle
Publicado por populo às 04:05 PM | Comentários (8)
E agora vamos ter “carros chineses”?
Quando se pensa que já se viu tudo, ainda acabamos surpreendidos!
Como é?
Carros chineses? A metade do preço?
Tínhamos as ‘Lojas dos 300’.
Depois vieram as ‘Lojas dos Chineses’.
Agora vêm os ‘Stands dos Chineses’…????

Emiéle
Publicado por populo às 02:47 PM | Comentários (6)
Política
Li um post da Catarina e o que ela disse encadeou-se numa série de reflexões baseadas em desabafos que tenho ouvido por aí.
É claro que ela está cheiinha de razão, e estes senhores, ou estes, ou estes devem agora fechar as portas. Só pode ser.
Os blogs que nasceram e viveram pela política eleitoral, é natural que feneçam de morte natural.
Mas o que eu acho, é que a política é um mundo muito, mas muito mais vasto do que a simples política eleitoral.
Quando eu me levanto de manhã e me preparo para ir trabalhar, se tenho ou não trabalho é porque existe
uma “política do trabalho ou de emprego”; quando o meu filho arruma os seus livros para ir para a escola é porque existe uma “política de ensino”; quando nos deslocamos, ele para a escola e eu para o trabalho é porque existe uma “política de transportes”; se me sentir mal e procurar tratamento é porque espero uma “política de saúde”; se considero que posso viver num bairro mais agradável e limpo, é “política do ambiente”.
É isso, meus amigos. Para mim tudo isso é política, vivo em sociedade, vivo na polis, e tudo o que me rodeia faz parte da vida política.
Mas isto sou eu a pensar…
Emiéle
Publicado por populo às 10:27 AM | Comentários (3)
E, copiando dos amigos...
A nossa Vi, Internet para as domésticas, já! não escreve tanto como eu, que sou um pouco “escritora compulsiva”, mas quando se senta em frente de um teclado sai sempre coisa inspirada. Ontem foi demais! Tenho inevitavelmente de fazer referência a vários posts, qual deles o melhor.
Para começar apreciem as remodelações que uma casinha nossa conhecida deverá sofrer em breve, e não se esqueçam de ler as ementas do que se pode comer.

Depois, já de seguida, leiam a sua análise de Os meus momentos eleitorais coisa de espantar e apreciação profunda. E é mesmo feita como a Vi sabe fazer
«Pois está na hora da analisezinha da praxe, e como não foi possível à equipa técnica do blog conseguir a presença do Professor Marcelo e daquele Doutor do PP que vai à Quadratura do Círculo e parece sempre que vem de um casamento onde foi o padrinho do noivo (reparem bem no casaco, que parece sempre que acabou de sair da montra de uma loja chique, nas gravatas largas, abundantes, com um nó que tem o ar de "fui acabado de fazer, ó pramim cheio de pujança", e no cabelo com ar de ter sido ajeitado e alisado fio por fio).
Dizíamos nós, equipa técnica, que como não nos foi possível trazer figuras de proa para redigir elaborados e meticulosos artigos de opinião, tomaremos graciosamente em nossos ombros essa grandiosa e grandiloquente tarefa: Passamos, pois, a apresentar uma breve mas exaustiva resenha dos momentos mais significativos desta gloriosa jornada em que, por um dia, saímos da nossa apagada e vil condição de povinho para sermos guindados à cívica e nobre condição de eleitorado.
Mais não digo eu – passo a palavra à Vi, e não se esqueçam de seguir os liks dela!
Obrigada, Vi.
Estávamos a precisar destes momentos!
Emiéle
Publicado por populo às 07:48 AM | Comentários (3)
The day after
Segunda-feira, 23 de Janeiro.
Por agora acabaram. Andamos quase há um ano em eleições. Nem todas têm corrido como desejávamos, mas correram como a maioria desejou. É certo que com uma mãozinha dos media, que pensam que andam cá para isso. E até andam, que por tal sinal têm patrões…
Acabaram as eleições por agora e podemos recomeçar a pensar em muita coisa que temos para fazer.
É arregaçar as mangas e trabalhar a sério. Há muito que fazer, muita coisa a organizar, muitas promessas feitas cujo cumprimento devemos lembrar.
A vida segue em frente!
E, tal como eu disse aqui ontem de manhã para haver uma maré alta tem de haver previamente um baixa-mar, a vida é feita dessas alternâncias. Vamos em frente, aprender a lição, afinal como afirmava ontem o Rainha "Enfim; podia ser pior. Mas não muito"
Emiéle
Publicado por populo às 07:04 AM | Comentários (7)
janeiro 22, 2006
Meteorologia: frio, muito, muito, muito frio !
É o que vem por aí.
A vaga de frio começou lá pela Rússia, mas já avisaram que vem por aí fora.
Avizinham-se por isso tempos bastante maus, em que a temperatura pode descer muito.
Temos de estar preparados para tal, e não ter medo.
Se há quem nos transmita uma sensação gelada só com a sua presença, ou as suas palavras ou os seus sorrisos ( ? ) , podemos continuar a sentir o calor dentro de nós, e comunicá-lo aos outros.
O calor é nosso, está no nosso interior, e essa chama não a deixamos apagar, por mais ameaçador que o clima esteja lá fora.

Emiéle
Publicado por populo às 10:32 PM | Comentários (6)
Eleições, eleições, eleições
Andei para aí a espreitar sites e projecções e mais isto e mais aquilo.
O melhor que encontrei foi
Vamos ver o que vai dar…
É que acabei de ouvir na rádio que a afluência era de 20% mas afinal aqui já vai em 46%...
Alguma diferença, não?

Emiéle
Publicado por populo às 04:11 PM | Comentários (4)
Bando dos 4
Ná, ná ! Não tem nada a ver com eleições, não estou a violar lei nenhuma! É uma 'história da vida real'!!!
Sei que me vão dizer que dou muita importância a faits-divers, etc, etc. Mas este não é um qualquer, uma história insignificante desculpem lá. Esta é séria! É que o bando do “Bacalhau”, “Avô Metralha”, “Texas” e “Orelhas”, vai a julgamento .
É coisa importante! Notem bem que não se podem classificar como “juventude inconsciente”. O mais novo do grupinho era mocinho de 62 anos, que pelos vistos ainda não se tinha reformado porque a reforma é aos 65, e quanto ao “Bacalhau” é rapaz de 84, mas já não está para cowboyadas e dedica-se apenas a coleccionar o material roubado…
Parece que esta alegre companhia se conheceu na prisa e logo ali combinaram este esquema de roubalheira. Eu, as ourivesarias ainda entendo a opção, o ouro é sempre ouro, mas as pastelarias…? Andavam assim tão aguados por um pastelinho de nata?!
Emiéle
Publicado por populo às 03:36 PM | Comentários (0)
Fronteira
E vamos continuar resignados?
Terá de "ser assim"?
Não aumentei a fotografia porque não é preciso - Portugal só confina com outro país, não é verdade? É mesmo isso que estão a pensar...

Emiéle
Publicado por populo às 11:20 AM | Comentários (3)
E assim vai o mundo...
E já que falámos de mudanças na América Latina:
Não é primeira vez que venho chamar a atenção para o movimento que se nota nos países da América do Sul para encontrarem uma nova via para o seu desenvolvimento com a previsível apreensão da Administração dos EUA.
Encontrei, através de um post do blog “Devaneios Desintéricos”, um mapa interessante que nos dá uma ideia do choque que pode causar aos seus vizinhos do andar de cima, as mudanças que se vêem a operar nos regimes sul-americanos.
É certo que não se pode pintar tudo do mesmo tom de vermelho. Concordo que haja bastante demagogia por ali, nalguns deles, mas como o mapa também é bastante radical, os que estão pintados de vermelho lá de “centro direita” é que não são…

Emiéle
Publicado por populo às 11:15 AM | Comentários (4)
Direitos

É dia de Eleições.
Sabemos todos que o movimento de abstenção é um dos factores que se deve recear. Por algum motivo se faz tanto apelo ao voto, e também é certo que ouvimos com frequência respostas negativas : Quero lá saber!, ou Que chatice!, ou Tenho mais que fazer!, Isso não me interessa!, e quando se ouve o apelo ao “Dever Cívico” isso até parece desencadear um reflexo, qual campainha “pavloviana” de reflexo condicionado. Os deveres são sempre coisas chatas! Só se cumprem deveres quando se é obrigado, e prontos!!!
Eu, por mim, prefiro falar num Direito. É que todos gostamos de reivindicar direitos, não é?
Quando se viveu numa época onde poucos podiam votar, se nos lembrarmos que há 100 anos as mulheres não o podiam fazer, que mesmo muito mais tarde era necessário ter-se “estudos” ou bens materiais para se ter esse DIREITO, faz impressão reparar como se desperdiça hoje o que foi tão desejado ainda há pouco tempo.
Hoje todos votamos. Mesmo que não saibamos ler ou escrever, se tivermos BI e cartão de eleitor, podemos ir votar. E desperdiça-se esse direito?
Dá Deus nozes…
Emiéle
Publicado por populo às 11:07 AM | Comentários (3)
A coroação de um presidente
Hoje vamos a votos em Portugal, e um jornal escolheu para a sua primeira página a foto da “Cadeira dos Leões” o que para nós é o equivalente a um Trono de um presidente. Isto serviu para me criar uma série de associações.
Porque exactamente hoje, num país distante do nosso sobre todos os muitos aspectos, irá tomar posse do cargo um Presidente.
Em La Paz, dezenas de Chefes de Estado, para além do Príncipe de Espanha e Javier Solana, vão assistir a uma cerimónia no edifício do Congresso onde Evo Morales vai receber variadas condecorações e um bastão com pedras preciosas que pertenceu a Bolívar.
Lindo!!!
Muito mais bonito do que a formalidade da assinatura do nome num documento e uma sóbria declaração de honra como se usa por cá. E, mesmo nesta parte mais “formal” do acesso ao poder do novel presidente, tudo vai terminar com «festa popular, com músicas e danças tradicionais» como nos contos antigos.
Mas o que me deixa encantada é a outra parte: a sua entronização realizada por quatro sacerdotes de diferentes etnias do país
Foi nas ruínas de uma construção com 5.000 anos a 3.800 metros de altitude. Ele vestia um poncho vermelho bordado a ouro e preto a andou sobre um tapete de flores até ao local onde foi abençoado pelos sacerdotes, purificado pelo fogo, e recebeu o báculo do poder feito de sete metais diferentes, ornamentado com pedras preciosas e encimado por duas cabeças de condor.
Esse “ceptro” foi depois depositado noutro templo. E a festa terminou com um banquete para 40.000 pessoas.
Assim, sim!
Até fico sem fôlego mas deslumbrada. Há mais mundos no nosso mundo.
Emiéle
Publicado por populo às 10:45 AM | Comentários (3)
Marés
A minha amiga Isabel deixou no seu blog um texto a que chamou O ciclo do Mar .
Para além de escrito como ela sabe fazer, aquele texto é muito sugestivo para mim que, como já entenderam, adoro metáforas.
Porque o mar tem ciclos, como ela conta lá e nós todos sabemos. Mas não apenas o mar, toda a vida é feita de ciclos, nascemos, crescemos, temos filhos, envelhecemos e morremos no nosso corpo, mas o ciclo continua porque vamos vivendo através daqueles que criámos e educámos.
Tal como o mar que tem as marés. Por vezes elas são muito fortes, as chamadas “marés vivas”. Nessa altura parece levarem tudo à sua frente. Parecem imparáveis. Mas quem está habituado ao mar, sabe que apesar do seu nome, elas também passam.
Temos momentos de maré-alta, como na belíssima canção de Sérgio Godinho, e momentos de maré baixa, onde a praia parece enorme e ficam à vista conchinhas, búzios, estrelas-do-mar. Também tem a sua beleza. É o tempo em que o mar parece meditar, parece estar a ganhar força para voltar a subir terra adentro, numa nova maré-alta.
E é sabendo isso, sabendo que uma maré se sucede a outra que não desanimamos, que mesmo quando há obstáculos no caminho temos a certeza que o sol volta a nascer como sempre o faz e a maré volta a subir quando fôr altura disso.

Emiéle
Publicado por populo às 12:10 AM | Comentários (4)
janeiro 21, 2006
Técnicas de meditação
Caríssimos:
Espero que hoje meditem bem.
Muito bem, mesmo!!
Por mim, comecei por meditar assim

porque sou mulher dos espaços abertos e adoro o campo, mas agora que começou a refrescar já estou a meditar assim

De qualquer modo, faço ardentes votos para que algumas pessoas que por aí andam comecem a meditar assim

para ver se as ideias se arrumam melhor nas cabecinhas....
Estes são os votos da vossa
Émiéle
Publicado por populo às 05:15 PM | Comentários (9)
Violência contra violência
Lemos na imprensa que «as patrulhas da Brigada de Trânsito da GNR vão passar a andar armadas com pistolas metralhadoras e terão shotguns nas viaturas» Também li que aquando uma operação stop, não se vai deixar que o condutor sai do carro.
É verdade que ultimamente tem havido demasiados casos de agressões gravíssimas, até mortais, e isso tem de ser reprimido de um modo severo. Dá a ideia de que os criminosos “tomaram o freio nos dentes” e para além das agressões aos civis, vão agredindo tudo o que se lhes põe à frente, incluindo polícias. Ser polícia é uma profissão de risco, mas esse risco deverá ter limites!
Contudo, assusta-me um pouco a imagem destes GNRs assim, armados até aos dentes. Claro está que se sabe que “quem não deve não teme”, e quem estiver inocente não pode ter nada a recear dessas figuras armadas como o “exterminador implacável” mas…
A imagem que nos surge, assim à primeira vista, não é a de protecção que uma figura dessas deveria apresentar a toda a população inocente, mas de agressividade.
Será que tem mesmo de ser assim? Ouvi falar em “lagartas” que se punham na estrada para furar os pneus, e deve haver outro tipo de geringonças que detenham esses indivíduos. Porque não estou a duvidar da necessidade de disciplinar os criminosos, mas o certo é que me confunde este método tão vistoso, tão aparatoso, mas que nos faz cair num clima de guerra civil.
Pode ser que tenha de ser, mas custa-me um pouco aceitar.
Emiéle
Publicado por populo às 02:47 PM | Comentários (5)
Outras “autoridades” e outros poderes
A questão do novo armamento das forças policiais e as suas causas é motivo para uma abordagem à parte.
Irá “já a seguir”, mas agora no que gostaria de reflectir é no facto de os criminosos mostrarem muito pouco medo pela polícia
É certo que isso é mau sinal. Sinal de que a autoridade que devia proteger os cidadãos não o consegue fazer convenientemente. Mas o certo é que colocar o acento tónico nos malfeitores é ignorar a realidade. Não é a parte marginal da sociedade que não respeita o poder da “autoridade” é toda a sociedade em si! Quanto às causas, não sou socióloga e não posso avançar muito, mas a verdade é que dantes quando alguma coisas estava errada, se o queixoso era pequenino dizia “-Olha que vou fazer queixa ao meu pai!”, se se tratava de um adulto dizia “Ah, é?! Então eu vou mas é à polícia!”
Muito bem. Na actualidade o que se passa? Alguém já ainda ouve dizer
“- Vou à polícia?” O que todos estamos habituados a ouvir é, muito pelo contrário, :”- Ah, isso não vale de nada! Ir á polícia é perder tempo, eles não adiantam nada.”A ameaça dos tempos modernos é outra :”- Ah, sim?! Pois fiquem sabendo que vou daqui para a TVI ( também serve SIC)”
É verdade ou mentira? Hoje a força de controle está nas mãos dos media.
Emiéle
Publicado por populo às 02:00 PM | Comentários (3)
146 milhões de euros
Milhões!
É que não é 146 mil euros, que já seria de espantar, são mesmo 146 milhões.
Esperem lá, desta vez tenho mesmo de jogar!
Acho que será a segunda vez, mas não se pode deixar passar esta oportunidade!
Sabe-se lá…
Emiéle
Publicado por populo às 12:29 PM | Comentários (4)
O velho problema do fumo
Tenho uma dupla sorte: não fumo e não me incomoda o fumo.
O que quer dizer que isso é bom para mim e para os outros. O facto de não fumar não me limita nem me cria dependência, coisas de detestaria, para além de não me prejudicar a saúde, e como o fumo não me incomoda especialmente, também sou uma boa companhia para quem tem esse vício.
Mas terei de pôr alguns limites. Já uma vez disse por aqui que tenho tido quase sempre a sorte de conviver com pessoas educadas e simpáticas, que me perguntam se incomoda, o que é agradável e me permite retribuir também de um modo agradável dizendo “faz favor!”. E tudo isso me parece possível com bom-senso e moderação. Até no caso dos restaurantes, se forem arejados, não me parece que seja de não aceitar o cigarro final juntamente com o café. É isso, achava-me realmente tolerante.
Mas…
Já é um pouco menos agradável quando é um fumador compulsivo que “acompanha” a comida com o cigarro em vez do pão. Aconteceu-me ontem. Num grande, grande jantar, fiquei sentada numa mesa ao lado de um cavalheiro para mim desconhecido que, no início, me perguntou se o fumo me incomodava. Pergunta delicada a que delicadamente também respondi que não. Assim sendo ele acendeu um cigarro antes do jantar começar, e vá lá…pensei que seria para um, até chegar a sopa, e aceitei bem o fumo que, por azar, vinha todo na minha direcção. Só que me fui dando conta que tinha cometido um erro quando disse tão amavelmente que estivesse à vontade. Durante a refeição ele fumou ( eu contei porque o cinzeiro estava ao meu lado ) 8 cigarros e isto porque até saiu antes do café!
Valha-me Deus, que é uma questão de bom-senso!
Ontem comecei a entender os fundamentalistas.

(imagem tirada do blog Ante et post )
Emiéle
Publicado por populo às 12:00 PM | Comentários (4)
O pensamento é um acto solitário?
Como hoje é véspera de eleições em Portugal, a lei eleitoral (semelhante em quase todo o mundo ) decide que não haja mais propaganda. É a famosa pausa de reflexão.
Ontem alguém perguntava de brincadeira se os blogs estão sujeitos a essa lei, ao certo não se sabia porque a lei é anterior a este fenómeno de popularidade que é a blogosfera, mas se por este meio se pode influenciar publicamente o voto, parece sensato concluir-se que sim.
Contudo é interessante pensarmos no que motiva esta decisão do voto de silêncio. Parece evidente ser o desejo de respeitar a liberdade de escolha de cada um. Conclui-se que se até ao fim os eleitores fossem bombardeados com mais informação, muitas vezes contraditória, isso poderia levá-los a escolhas “impuras”, menos de acordo com as suas reais motivações ( ? ) . Mas penso ainda se, em muitos casos, esta campanha foi assim tão esclarecedora como isso. Não me parece.
Assim como sei que, felizmente, as pessoas continuam a conversar entre si, daqui até ao momento de meter o papelinho na urna. E os cartazes estão aí, e os artigos que foram escritos podem ser consultados, e mesmo nos nossos blogs, basta recuar um pouquinho para encontrar muitas opiniões.
Porque é verdade que “pensamos sozinhos” mas com base em muitas reflexões alheias. É com base naquilo que nos deram, ou fomos investigar, que as decisões – boas ou nas – são tomadas. Porque não estamos sozinhos no mundo e na vida. E, mais do que qualquer outro, o acto que formos praticar amanhã só tem sentido exactamente por ser um acto social.
Talvez o mais social de todos!

Emiéle
Publicado por populo às 11:24 AM | Comentários (2)
janeiro 20, 2006
E então? Decidam-se, bolas!!!!

Emiéle
Publicado por populo às 11:58 PM | Comentários (2)
Espelhos
Eu penso que me conheço bem razoavelmente bem, e sei que uma das minhas características mais vistosas é ser um pouco “acelerada”… Então ao pé de pessoas tipo pastelão, faço mesmo muita vista. No serviço onde trabalhei antes deste, as meninas do secretariado diziam entre si que eu “fazia vento” por andar sempre a correr e despachar muita coisa em pouco tempo. Portanto, sem grande exagero, posso considerar-me despachada.
Há até quem me considere despachada demais. : ) As tais meninas que brincavam com a ideia do vento, diziam-no num tom em que se notava uma certa crítica… E eu, muito segura de mim, a sentir-me muito normal e achar que “os outros” é que seriam uns molengões, de grande pastelice.
Ora bem, acontece que trabalho agora com uma colega que, para quem pensava que eu fazia vento, só se pode achar que é um furacão! Até a falar, fala tão depressa que muitas vezes nem a acompanho no que quer dizer! E agora dei comigo a colocar-me no lugar das outras pessoas sentindo que aquilo é um exagero, e “ela não é normal”… ai, ai, ai…
Tenho de comprar mais uns espelhos é o que é.

Emiéle
Publicado por populo às 02:00 PM | Comentários (5)
E não falando de política...
Ou será que estamos a falar..?

Emiéle
Publicado por populo às 08:22 AM | Comentários (6)
Hoje é o último dia da campanha
Sexta-feira, o último dia.
Creio que os trunfos estão todos na mesa. Curiosamente, desta vez durante quase toda a campanha o mais importante não foi tanto captar eleitores do adversário para o campo de cada candidato mas sim, convencer os indecisos.
Como em quase todas as eleições existem para cada candidato ou, partido, as pessoas que, tal como no futebol, são adeptos incondicionais. Estão já convencidos desde o primeiro dia, desde antes do primeiro dia, e passe-se o que se passar o seu voto não mudará. Discutir ou argumentar com eles é inútil, simplesmente por acreditam. E quando se acredita sinceramente a força é enorme.
Há também os que estudam o seu voto como quem joga xadrez. Confesso que muitas vezes tenho feito parte desse grupo – votar “contra” alguma coisa que não se quer, e portanto analisar de entre as possíveis opções qual a força política melhor para levar a água ao moinho.
E por último, para além dos que não querem votar por decisão ou considerarem que não vale a pena, esse grande grupo dos abstencionistas, existe um grupo que costuma ser pequeno de indecisos.
A surpresa destas presidenciais, fazendo fé no que vão dizendo as sondagens, foi que este último grupo é bem maior do que é costume. O ‘núcleo duro’ das forças de direita, com a vida simplificada pela existência de um único candidato suportado pela comunicação social em força, está tranquilo. Na esquerda, as danças dos votos têm sido sobretudo entre os dois pê-ésses, um oficial e outro rebelde, e ironicamente para o PS esse rebelde parece estar a ultrapassar o candidato oficial. Quanto ao Bloco e PC seguram muito bem o seu eleitorado. Isto tudo, aceitando que o grupo das centenas de pessoas sondadas, foi tão bem escolhido que representam 9 milhões… Será?
A verdade é que com esta campanha se conseguiu trazer à tona muitos problemas graves da nossa sociedade. Terá tido o mérito de pôr as pessoas a pensar. Mesmo sabendo que um PR não está lá para governar, é importante saber o que ele pensa sobre os problemas mais graves do país. Quanto a isso, quem melhor nos explicou não apenas aquilo que pensa mas sobretudo porque pensa assim, foi Francisco Louçã. O seu discurso foi sempre muito claro e muito directo, direi até que didáctico. No pólo oposto, não direi de Cavaco, porque esse não disse nada e portanto não se pode comparar com nada, mas de Soares. O caso de Soares é triste. Nem entendo porque “lhe fizerem” isto, foi uma maldade. Mas uma vez que ele aceitou a candidatura, ouvimos um discurso redondo e pouco esclarecedor. Deve ter imaginado que já todos sabíamos o que pensava, mas o que se esperava não era isso. Foi confuso, agressivo, atrapalhou-se, um dó.
Por mim, comecei com muitas esperanças em Alegre. Afinal, nesta sexta-feira sinto-me “uma indecisa” do tal grande grupo. Mas vote-se em quem se votar o importante será ir-se às urnas e, para a esquerda, conseguir uma segunda volta.
Conseguido isso, virá a segunda batalha.
Emiéle
Publicado por populo às 07:32 AM | Comentários (11)
janeiro 19, 2006
Não são só os grandes blogs que festejam aniversários
Hoje mais um blog fez um ano.
O “Blog dos golfinhos” a quem apresento ao meus mais sinceros parabéns, fez UM ANO !!!
É a prova de é que “tamanho é não documento” como dizem os brasileiros com sabedoria.
Porque os nossos "golfinhos" são estes:

Emiéle
Publicado por populo às 08:50 PM | Comentários (5)
Diplomacia
Acabei de ouvir uma história magnífica de um talento diplomático.
Uma amiga minha trabalha há pouco tempo numa empresa onde, uma vez por semana, se desloca um médico para atender ali os trabalhadores que apresentem queixas de saúde. Ela aceitou naturalmente essa benesse da empresa.
Ainda bem, pensou ela, para situações ligeiras escuso de me deslocar a um Centro de saúde e resolvo o problema aqui.
Da primeira vez, foi à consulta, tudo muito agradável, ficou satisfeita e no final o médico pediu-lhe para assinar um recibo o que ela fez sem prestar muita atenção, “então muito obrigado, sr. dr., até à próxima” e toca a andar.
De segunda vez que necessitou desses serviços, repetiu-se a mesma cena. Consulta, assinatura de um papel, aperto de mão com agradecimento, e até à vista. De última vez, depois da tal assinatura do papel e enquanto trocavam cumprimentos, diz o médico de um modo casual “Eu já lhe dei o troco?”
Poing!!!! Troco????
Só então entendeu que as consultas, embora com um preço simbólico, tipo taxa moderadora, eram pagas! E o modo “artístico” como o senhor conseguiu dizer-lhe isso, foi referindo um hipotético troco.
Quando ela contou esta história, entre risota, ainda voltou a corar…
Emiéle
Publicado por populo às 02:46 PM | Comentários (5)
Vem aí um novo Woody Allen
Estreia hoje!
Com os canais de distribuição montados como andam actualmente, creio bem que dentro de muito pouco tempo o vamos ter cá.
Eu sei que sou suspeita porque admiro sem restrições o Woody Allen. Assim como quando se ama, e por isso dizem que o amor é cego. Quanto ao Woody eu reconheço-me um pouco cega, porque mesmo das obras que são consideradas “menores” gosto muito. Quando, há pouco tempo, ele esteve cá a tocar tive uma enorme pena de não ter tido dinheiro tempo para o ir ouvir e ver.
Agora realizou um novo filme.
Match Point
Mal posso esperar! Ainda por cima desta vez as críticas dizem bem!!!
Portanto escusam de esperar que eu depois de ter visto não esteja entusiasmada, hei-de vir aqui ao Pópulo, não dizer se gostei mas explicar do que mais gostei.
Quando se ama não se é imparcial, e já expliquei que este é um caso de amor.
Emiéle
Publicado por populo às 01:59 PM | Comentários (7)
Corrente e contra-corrente
O vício de espiolhar notícias, faz-nos encontrar algumas inesperadas.
Pelo menos, esta é inesperada e boa.
Parece-me tratar-se de um facto, daqueles insofismáveis, a “deslocalização” das fábricas para onde a mão-de-obra é mais barata, ou seja para os orientes. Sabemo-lo bem. Não é de hoje que se nota esse movimento migratório.
Daí a minha surpresa ao ler que uma empresa da Malásia veio instalar uma fábrica em Portugal
Tive de a ir ler bem. O.K. Será o movimento de contra-corrente benéfico, porque respeita a 'know-how', e creio que tudo o que se refira a transferências de alta tecnologia, será excelente.
Claro que ignoro o peso desta deslocalização, mas seja qual ela fôr, é uma boa notícia.
Emiéle
Publicado por populo às 01:13 PM | Comentários (9)
Envelope 9
Devia ouvir-se agora música apropriada ( puuuum…puuummm…ooonnnn puuumm!) qualquer coisa que indicasse que se aproximava algo de assustador.
É que só o nome é sugestivo:
O Caso de Envelope Nove
Suspense…
Alta Tensão. Jogos de sombras e luzes estranhas. Música a aumentar.
Finalmente vai desvendar-se esse estranho enigma do “Envelope 9” e de como é possível que a PT tenha começado a fazer lista ainda antes de lhe ter sido pedido
Magia, não é?
Eu que gosto imenso deste tipo de ficção!

Emiéle
Publicado por populo às 01:02 PM | Comentários (5)
Desta vez copiei tudo!
Até agora, quando admiro um post de um dos “meus” blogs, reenvio os leitores para lá. Aliás creio que assim o aconselha a cortesia blogosférica.
Mas, desta vez tenho desculpa.
O boneco é giríssimo, o nosso Farpas faz maravilhas com as técnicas de fotografia, e este post dele sobre um pobre avião que apanhou a gripe das aves, está o máximo!
Desculpa o roubo, Farpas, mas teve de ser.
Aqui está o pobre avião constipado:

Emiéle
Publicado por populo às 11:17 AM | Comentários (6)
Um post que é só um recado
![]()
Para a meia dúzia de leitores que me têm dito que passam pelo Pópulo logo de manhãzinha, ao chegar ao emprego, venho dar uma explicação: Hoje estou a meio-gás. Não é a das galinhas, mas estou de gripe.
Não presto para nada, hoje. Não houve posts de manhã cedinho, e se houver durante o dia vão ser a conta-gotas, quando acordar desta meia sonolência que os anti-histamínicos me dão.
Ainda por cima parece continuar o frio e a cama está quentinha…
Emiéle
Publicado por populo às 10:38 AM | Comentários (7)
janeiro 18, 2006
Desta água…
De algumas coisas que a vida me tem ensinado, há uma que tenho sempre presente: não pensar que “desta água não beberei”. Passo até o meu tempo a enganar-me. A pensar que “sou assim” e certas coisas não farei ou não pensarei, e mal me descuido, pimba, estou mesmo lá caída!
O meu carro tem sido aquilo que nos estereótipos habituais se considera “carro de mulher”. Ou seja, anda afinado e com o 'boletim de vacinas' em ordem, mas de aspecto, Deus nos acuda! Não só por dentro anda cheio daquelas coisas que são para deitar fóra mas que vão andando por lá, como sobretudo o exterior andava uma lástima, cheio de mossas, arranhões, pancadinhas e, naturalmente, sempre sujíssimo! Como as mazelas ao nível das pancadas, em 98 % dos casos consistiam em
*interessantes surpresas* que eu descobria todas as manhãs, também amuei e ia deixando andar…
Mas ultimamente a coisa assumia aspectos de necessitar de tratamento urgente, porque já podia vir aí a ferrugem. Enfim, lá teve de ser, e o pobre de subsídio de Natal lá foi para os cuidados de saúde do bichinho.
Agora veio lindo! Todo desamolgado, pintadinho de fresco, era o orgulho da sua dona. E tal o “orgulho da dona” que dei por mim, esta manhã, de lencinho de papel na mão a limpar cuidadosamente um cocó de passarinho.
Eu sei que fiz bem. Eu sei que aquilo tem uns ácidos que estragam a pintura. Eu sei que as pessoas sensatas teriam feito o mesmo. Mas também sei que o mês passado, teria pensado “Ora, já está a chuviscar, daqui a pouco está tudo lavado, toca a andar que estou atrasada!” e teria sorrido se visse o meu vizinho fazer o gesto que acabei de fazer, pensando de mim para mim ”lá tá! as mariquices de homem com os carros”.
É mesmo, eu cá bebo sempre de todas as águas !
Emiéle
Publicado por populo às 01:44 PM | Comentários (10)
E como vêem aí os “Óscares” ( II)
P'ós meninos não ficarem sozinhos, então podem brincar com estas meninas:

Emiéle
Publicado por populo às 09:16 AM | Comentários (6)
E como vêem aí os “Óscares” ( I)
Quem os viu e quem os vê...
Ó p'ra eles, tão queridinhos:

O que acham?
Emiéle
Publicado por populo às 09:12 AM | Comentários (6)
Vão ao Troll Urbano
É um conselho de amiga. Eu ia começar a escrever um texto sobre um caso chocante sobre vários pontos de vista. Entretanto dei uma vista de olhos por outros blogs e encontrei o que queria dizer, muito melhor dito. Desisti e convido-vos a ler
Um post emprestado .
Está lá tudo o que se devia dizer.
Um abraço, João Pedro.
Emiéle
Publicado por populo às 08:27 AM | Comentários (6)
Um globo de ouro com alguns diamantes
Claro que não vi o filme, mas só posso aplaudir que se tenha focado o tema de um modo tão bem feito que tenha merecido um “globo de oiro”.
O cow-boy encarna ainda muito o estereotipo do machão. Uma pessoa que domina gado, identifica-se com facilidade com esses valores tradicionalmente definidos como machos e cuja definição sexual seria também, tradicionalmente, heterosexual.
Como não vi o filme "O segredo de Brokeback mountain" não poderei dizer como é que o tema foi abordado, mas já o tê-lo sido parece muito positivo.
Espero pela estreia cá.

Emiéle
Publicado por populo às 08:03 AM | Comentários (7)
Tiro no pé
Usa-se a expressão “dar um tiro no pé” quando queremos dizer que qualquer acto em lugar de atingir o fim que se propunha teve o efeito oposto e até prejudicou a sua causa.
Neste caso o tiro foi tão desastrado que por um triz atingia um órgão vital!
É certo que os casos dos pais separados que não têm acesso à presença dos seus filhos, são tristes, chocantes e devem ser repensados. Quase sempre prejudica-se o pai que não vê o filho mas, simultaneamente, o filho que também não vê o pai. Em Portugal também temos associações de pais que lutam por esse justo direito.
Mas uma associação britânica desse tipo, de uma penada conseguiu prejudicar a sua causa.
Com a infeliz ideia de raptar o filho de 5 anos de Tony Blair para chamar a atenção para o problema, chamou de facto a atenção mas da pior maneira.
Olhem que ideia! Felizmente que não chegou à prática, mas deviam ter pensado melhor, muito melhor. Estava em jogo o bem estar de uma criança de 5 anos que por acaso tem o apelido Blair.
Emiéle
Publicado por populo às 07:31 AM | Comentários (5)
Mais arrumações
Agora que me comecei a instalar mais “a sério” aqui no Pópulo, para além das mudanças de visual há outras mudanças que apetece fazer. As primeiras foram importantes para mim, porque me fizeram sentir mais confortável e mais ‘dona desta casa’, não como inquilina. Mas não me apetece ficar por aqui, já mudei um pouco a casca, agora vamos ao miolo.
Eu sei que há alguns sinais que são ‘imagens de marca’ minhas. Quando voltei a assinar com o meu antigo nick, houve quem dissesse que já tinha percebido que era eu pelas horas a que venho aqui escrever. E isso é um ponto dificilmente contornável. Posso, e por vezes faço, escrever algumas coisas para ‘entrarem’ mais tarde, mas a verdade é que por motivos profissionais só tenho acesso à net ou de manhã ou bastante tarde e à noite estou muitas vezes cansada demais para estar a escrever. Guardo essa altura para visitas: aos outros ou responder aos meus visitantes. Quanto a esse ponto não poderá haver grandes alterações.
Mas olhando para trás dei conta de que neste blog, contrariamente ao meu costume, tenho restringido os temas de que falo. Notei que aqui ainda não falei de um livro que me tivesse interessado, do último filme que vi, de uma exposição, de um espectáculo. Tchiiii, isto nem parece meu !
E não é normal. O blog fica limitado e, ainda por cima, dá de mim uma imagem que nem é verdadeira nem agradável… Vou ter de dar uma volta a isso.
Por outro lado, tenciono pôr em prática uma ideia - a colaboração eventual e esporádica daquilo que nos tempos do BdE se chamavam “itálicos”. Amigos que me enviem textozinhos publicáveis em posts ou, como até já fiz, comentários que entenda mais alargados e interessantes, promovo-os a posts itálicos. Para dar um outro colorido aqui ao Pópulo, e não se falar apenas a uma voz.
Vamos a ver. Claro que quando se começa a arrumar a casa não se pode fazer tudo nem num dia nem de uma só vez. Mas vamos começando por aqui, que é um princípio.
Emiéle
Publicado por populo às 06:58 AM | Comentários (5)
Nasce o dia
Bom dia a todos!
Apesar de esperar que chova, como creio que todos nós, não faz mal ao acordar vermos uns raiozinhos de sol.
Dá outro ânimo para o dia que começa. Depois que venha a chuva para, como ouvi ontem um camponês no seu sotaque alentejano, "temperar o chão".
Mas um raio de sol a despertar, sabe bem.

Emiéle
Publicado por populo às 06:49 AM | Comentários (6)
janeiro 17, 2006
Aaaaaaah!!!!
Este post é dedicado especialmente à minha amiga Isabel , mas claro que é também para vocês todos.
Partilhem comigo o prazer de ver Paris à noite:
Claro que se quiserem, e tiverem fôlego, no final clicam na setinha da esquerda e fazem a volta ao contrário.
:) Bon voyage!
Emiéle
Publicado por populo às 10:12 PM | Comentários (10)
O galheteiro
De vez em quando recorda-me aquela anedota com barbas, dos três escuteiros cuja ‘boa acção’ do dia tinha sido ajudar uma velhinha a atravessar uma rua, e quando lhes perguntaram porque tinha sido necessário irem os três, responderam.”- É que ela não queria ir!”. Lembro-me dessa graça quando nos querem proteger, de tudo e mais alguma coisa, tipo galinhas com as asas abertas sobre os seus pintainhos. ( este “querem”, assim indefinido, refere-se a Bruxelas e às suas normas)
Agora são os galheteiros.
Decidiu-se que os restaurantes devem ter dozes individuais de azeite para cada cliente, ainda assim o líquido que está nas galhetas venha conspurcado…A mim faz-me alguma confusão. Estou a imaginar-me, dentro de algum tempo, num restaurantezinho aconchegado e familiar e porem à minha frente um tabuleiro como o das refeições dos aviões, com tudo embrulhado em papel celofane, dos talheres à fruta. Ai, valha-me Deus, que velha que me sinto!
Olhem para mim, a abrir uma destas “embalagens de azeite” e aquela porcaria a rebentar-me na mão e ficar toda suja. Mas então não há inspecções aos restaurantes? Não se deve verificar o estado dos produtos? Porque raio uma pessoa não se pode servir da quantidade de azeite que lhe apetecer…?
Ná. Gosto de ser protegida, mas não exagerem. Sinto-me como a tal velhinha, que não quer atravessar a rua.
‘Deslarguem-me’, soltem-me, xô, xô, não quero tanta protecção!
Quero o meu galheteiro, e temperar o-bacalhau-com-todos como eu desejar !!!!
Emiéle
Publicado por populo às 02:50 PM | Comentários (9)
Olhó papão!
Um conselho:
Vão ao "Ai-o-Camandro", ver como se pode fazer uma criança birrenta comer a sopinha toda de susto!
Tá óptimo, Farpas!
Emiéle
Publicado por populo às 01:12 PM | Comentários (4)
A melhor anedota
O.K., O.K., será uma das melhores anedotas de loiras que andam por ai…
Terei de estar de acordo, não é?
Aceito sempre a opinião da maioria ( quero dizer, quase sempre...)![]()
Emiéle
Publicado por populo às 09:21 AM |