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janeiro 31, 2006
Conversas
Uma sala de espera. Duas senhoras que esperam a sua vez vão conversando, uma delas seria de “terceira idade” e a companheira de “meia-idade” [ tem piada estas designações quanto a idades; porque não “segunda idade” ( ? ) , já que “idade completa” teria um ar muito fatal! ]
E a conversa, pessoal e íntima, era muito serena e muito lúcida. Confidenciava a mais velha para a outra que o que mais a assustava era a perda das suas capacidades intelectuais. Toda a vida se tinha preparado para ao chegar a velha ver pior ou ouvir pior. Os sentidos gastam-se e ela sabia disso. Até o olfacto e o paladar deixam de ser os mesmos, estava preparada para tal. Também sabia que ia ficar mais desmemoriada. A perda de memória dos velhos é coisa conhecida, e estava à espera disso. Mas havia outras coisas…
Que coisas, queria saber a outra. Distracções, por exemplo. Não tinham a ver com a memória, ou … se calhar tinham! Nesse dia, a conduzir nem reparou que o sinal tinha passado a verde, e tiveram que lhe buzinar. Que vexame. E ela que se orgulhava dos seus reflexos! Mas não tinha tido a ver com reflexos, simplesmente estava a pensar noutra coisa. Ficou muito preocupada. Ora, sossegava-a a outra, mas isso acontece a toda a gente.
Quantas pessoas novas, se estão cansadas ou preocupadas, ficam distraídas! Pois sim, respondia a mais velha, não tem nada a ver! Ela, não era assim. Há uns anos atrás, mesmo com outras preocupações prestava atenção ao que fazia, isto tem a ver com a idade e só com a idade. A famosa P.D.I.
E eu ia ouvindo, calada, que a conversa não era comigo.
Não era ? Como é a definição de ser vivo que aprendi em pequenina na escola… ?: nasce, cresce, reproduz-se, envelhece, morre.
Emiéle
Publicado por populo às 03:39 PM | Comentários (7)
Teclado novo quase novo!
Eu sou uma “estragadora” de teclados. É o raio do periférico que mais vezes tenho substituído. Os ratos lá se vão aguentando, de vez em quando desmonto-o e limpo-o e o bichinho vai funcionando. Mas os teclados são uma desgraça! Para além daquela vez onde lhe caiu uma chávena de café em cima ( o conteúdo, entenda-se…) e prontos, adeus teclado, de vez em quando umas migalhitas de bolacha ou coisas do tipo que caem entre teclas mas se podem aspirar, o chato, chato são as letras que desaparecem. Deve acontecer em todos, mas nos meus é por demais! Começa a empalidecer o A, quase em simultâneo o E, e de enfiada vão-se as vogais, depois vai-se o S, o R, o P, o M… Creio que era fácil fazer um estudo sobre quais as letras mais utilizadas em português, através do estudo do “apagamento” das letras do meu teclado. E acho eu que escrevo com suavidade, o que seria se martelasse as teclas! Já me disseram que é da tinta. Que há uns que tem as letras gravadas, e os que compro devem ter apenas escritas com tinta. Teclados manhosos, se calhar, mas é com isso que me tenho tido que haver.
O último já tinha atingido aquele ponto em que metade das teclas estava em branco, e ia escrevendo por me lembrar de que ali era o local do E ou do O! Entretanto em visita a uns amigos, contaram que tinham comprado um PC novo e iam desfazer-se das velharias. Recuperei logo o teclado deles. Vinha muito encardido mas isso era outra coisa. Ontem à noite muni-me de um frasco de álcool, cotonetes e algodão e dei banho a esse teclado. Ficou uma beleza!!!
Hoje até escrevo com mais prazer, parece que o próprio PC é novo… vamos ver o tempo que demora.

Emiéle
Publicado por populo às 02:39 PM | Comentários (13)
Um rival do Google?
Como se diz que a concorrência é estimulante, até pode ser bom.
Eu, como eu sou uma admiradora do Google, admiradora quase incondicional, e nem vejo como se possa fazer melhor, tenho algumas reservas quanto ao sucesso do Quaero , um motor de busca europeu. Europeu quer aqui dizer franco-alemão.
Mas enfim, digamos que é europeu porque nasceu na Europa…
Vamos ver.
PS – Já viram a ironia ir ao Google à procura do rival???
Emiéle
Publicado por populo às 08:19 AM | Comentários (10)
Tá cá o Tio Bill
Vamos ver se é desta.
O homem que entende da poda, está por cá. E até vai falar uma meia horinha ( que o tempo dele também deve ser dinheiro ) aos senhores do governo. Talvez agora arranque mesmo a tal famosa modernização administrativa que há anos e anos e anos se houve falar. Como acredito que haja boas intenções e não se saiba é fazer, pode ser que aqui o Tio Bill dê umas dicazitas.
E comecemos a ver menos papel. Em originais, cópias, outras cópias, fotocópias e fotocópias de fotocópias para além dos famosos papeis de fax – muitas vezes esborratados e ilegíveis.
Talvez.

Emiéle
Publicado por populo às 08:05 AM | Comentários (6)
As energias limpas

Eu não sou cientista e portanto não tinha nada a fazer na Gulbenkian a ouvir o estudo de 61 cientistas sobre alterações climáticas. Não sou cientista mas sou um ser vivo e acredito que racional. As alterações climáticas e as suas declaradas causas preocupam-me.
E depois já o tenho referido, para além do aspecto de limpeza que estas novas energias ( novas?? ) dão imagem, há também o que para uma leiga parece um bom aproveitamento económico.
Portugal não tem petróleo. Mas tem cá um vento que só lhes digo… E mar por todo o lado, mar com as suas marés como se sabe em dois dos lados do rectângulo. Para não falar no sol, cartão de visita tão badalado.
Ora tendo estas 3 forças tão abundantes, e renováveis, o que ainda bloqueia o seu aproveitamento?
Tem custos? Inicialmente acredito que sim mas "O ambiente cobra o seu preço com juros e, se não tomarmos as devidas medidas, vamos pagar um preço bem mais caro", disse o Ministro. E cá venho eu concordar com um ministro. :)
Emiéle
Publicado por populo às 07:11 AM | Comentários (9)
janeiro 30, 2006
Roubada aos Objectos
Para os meus amigos que ficaram desapontados com o tal rapazinho sem defeitos que deixei ali em baixo, encontrei nos inesgotáveis OBJECTOS mais esta prova de humor:

Emiéle
Publicado por populo às 11:32 PM | Comentários (5)
Tristes Relações VAZIO
A foto, que está aqui em baixo, encontrei-a num site misturada com outras fotos engraçadas. Entendia-se que seria uma fotografia humorística. Guardei-a exactamente pelo motivo oposto, porque a achei profundamente triste e de uma grande simbologia.
O que se vê, objectivamente, é uma mesa talvez de refeições, onde se senta uma mulher de avental posto e cuja cara e expressão não se vê pois está numa postura de abatimento. Em cima da mesa duas chávenas de café, em frente dela uma cadeira vazia e sobre a mesa um jornal que, apesar de estar em pé, não está seguro por ninguém.
Para mim é a imagem da maior solidão.
O que se pode ver ali?
Uma mulher sozinha, que “improvisou” com uma chávena de café e um jornal aberto, uma companhia imaginada. Coisa mais triste não há.
Ou, uma mulher cujo companheiro ( o jornal é o velho símbolo da presença masculina ) a deixou ali à mesa e com o biombo do jornal a escondê-lo se pôs a andar. Tristíssimo.
Ou, ainda, um casal, mulher e marido, sentados a uma mesa depois de uma refeição mas ele está “invisível”, ela não o vê. Nesse caso é triste para os dois.
De qualquer modo considerei a imagem muito simbólica de muitas relações afectivas que o deixam de o ser, apagou-se a relação apesar de ainda existir presença física. Só que o que une duas pessoas, o afecto, desapareceu.
Há muitas vidas assim. Nós sabemos isso. Quando não se fala nem com a voz nem com os gestos, nem com qualquer modo de comunicação. Já não há casal. Há uma pessoa só e uma cadeira vazia.

Emiéle
Publicado por populo às 09:31 PM | Comentários (13)
Arrumar ou esconder
- Já arrumaste o teu quarto?
- Sim, mãe, podes vir ver!
Este tipo de conversa passa-se na grande maioria das casas, e penso que muitos de nós nos lembramos de passar por este inquérito em crianças, a que se seguia uma olhadela pelo interior do quarto que, como se previa, estaria “arrumado”. O passo seguinte dependia do tipo de mães. Umas, simpáticas e tolerantes, sorriam, diziam “lindo menino” e aceitavam que o quarto estava arrumado. Outras, chatas, espreitavam para debaixo da cama ou abriam as gavetas. Azar, é claro. Estavam mesmo à procura de briga, porque já se sabe que o que não estava à vista estava “arrumado” debaixo da cama, ou atirado para uma gaveta qualquer.
E agora é a parte discutível. O que se pretendia? Que, no tal quarto, quem lá entrasse reconhecesse “aquilo” como um quarto de cama ou que o seu habitante se sentisse bem e soubesse onde tinha as coisas de que gostava e precisava? Esperem aí, estou a extremar posições… Se calhar, o que o educador pretendia seria simultaneamente que “aquele quarto” apresentasse o aspecto de um normal quarto de cama mas também que o dono tendo os seus pertences organizados de um modo convencional isso o fizesse sentir bem. Organizado.
Como sabemos muito bem, a frase seguinte da ‘mãe chata’ era :
-Nã, nã, tu não arrumaste, tu escondeste as coisas!
E, mal comparado, sinto que na nossa vida social, isto se está sempre a passar. Há situações que não estão bem, que é evidente que devem precisam de ser resolvidas, mas se “escondem debaixo da cama”, ou se enfiam à pressa numa gaveta qualquer, para não ficarem à vista. É a velha expressão do “vocabulário colectivo” : está bem, depois logo se vê! Tratamos daquilo que ‘está à vista’ mas guardamos nos armários para um dia que se tenha tempo o estudo dos problemas menos urgentes. Claro que quando se tornam muito urgentes já se tem de atamancar à pressa. Mas não há cura para esta doença?
Emiéle
Publicado por populo às 09:10 AM | Comentários (15)
As Finanças a simplificar
Pelo que se anda a ver a “desburocratização” está a começar nas Finanças.
Ainda bem.
Dizem que vai passar a haver um Balcão único para tratar de tudo, o que é muito bom. Assim como a ideia do tal IRS já preenchido, se funcionar também é boa. E também é simpático que as Conservatórias possam efectuar acções que eram centralizadas .
Se a ideia é que isto seja um “balão de ensaio”, para verificar se funciona bem e depois alastrar a outros domínios, tais como a Segurança Social ou a Saúde, parece-me muito interessante. Vamos ver se não se facilita exclusivamente a área das Finanças porque convêm bastante ao Estado que as coisas se mexam por aí, e nas outras áreas se continue a passo de caracol e a exigir quilos de papelada aparentemente repetida e inútil.
Nalgumas áreas prevejo resistências como a piada sobre o tal chefe a quem um funcionário sugeriu que destruísse determinado arquivo completamente inútil e respondeu – Boa ideia! Mas antes faça fotocópias de tudo.
Emiéle
PS - Vão ler a narração do dia do Farpas , que não pode vir mais a propósito!
Publicado por populo às 09:04 AM | Comentários (8)
Só agora é que acabou??
Vejo que o porta-moedas-multibanco acabou.
Ela há coisas de espantar porque eu julgava que ele se tinha finado há muitos anos!
Eu tive um, e cá em casa todos tínhamos porque nos tinha parecido uma boa ideia na altura. Lembro-me bem que o usei sobretudo para pagar os parquímetros, que era - e é -uma chatice encontrar moedas para aquela coisa. Mas foi sol de pouca dura! Muito rapidamente deixou de funcionar, e até o lamentei.
Agora, mais de 10 anos depois, dizem-me que acabou no final do ano passado. Devia andar na lua, porque há mais de 10 anos que o deixei de ver…

Emiéle
Publicado por populo às 08:12 AM | Comentários (5)
Xiii, mas que velocidade vertiginosa!

Imagine-se que a Direcção-Geral dos Impostos quer baixar para metade o tempo de resposta às reclamações que recebe. Desejo meritório e que só lhes fica bem. Para metade, heim..?!
Claro que o tempo que o ano passado levou ter sido de “cerca de 14 meses e 21 dias” é já em si um tempo recorde! Imagine-se que ainda o vão reduzir mais. Até custa a imaginar tal celeridade.
Já viram bem? Zuuuum! Um ano ou coisa assim depois da queixa e já cá temos a resposta. Ena, ena!!!
Emiéle
Publicado por populo às 08:06 AM | Comentários (4)
janeiro 29, 2006
Kung Hei Fat Choi !!!
Só agora no final do dia me dei conta que se está a entrar no Ano do Cão para mais de um bilião de pessoas. O Primeiro Dia da Primeira Lua.
As festas da entrada num Novo Ano Lunar são inesquecíveis para quem passou pelo Oriente. Com a entrada num Ano Novo começa-se tudo de novo! As pessoas vestem-se de novo dos pés à cabeça, redecora-se a casa com balões vermelhos, flores, frutas e as inevitáveis tangerineiras, guarda-se o dinheiro que se puder para se gastar nesta altura, porque dá sorte. O que se fizer neste período vai repetir-se todo o ano, de modo que se tem mesmo de entrar com o pé direito.
O barulho costuma ser completamente ensurdecedor, porque usam queimar os chamados “panchões” que é como que uns foguetes presos uns aos outros, numa espécie de grande colar e faz um ruído que é suposto assustar os maus espíritos, mas assusta mesmo qualquer espírito que tenha ouvidos…
As crianças e pessoas solteiras recebem “lai si”, uns envelopes vermelhos com dinheiro. Porque oferecer dinheiro também trás sorte a quem oferece. E, evidentemente, todos assistem à Grande Dança do Dragão!
Claro que também não há festa sem comida. E a comida tem uma simbologia especial: peixe para a unidade, galinha para a prosperidade, pudins de arroz gelatinosos envolvidos em folhas de bambu, uma variedade de doces.
Um povo que trabalha todo o ano, quase que sem pausas, descansa nos 3 dias das festas do Ano Novo. É Festa, FESTA com grandes maiúsculas!!
É um período de um tipo de festas que não encontro paralelo entre nós: é ao mesmo tempo o nosso Natal e a nossa Passagem de Ano e o nosso Carnaval … Não sei bem definir, porque sendo fortemente religioso é também uma grande festa social. Uma grande alegria!

Emiéle
Publicado por populo às 09:35 PM | Comentários (18)
Desfile de burros
Parece que o burro mirandês está em extinção .
Claro que é só em Miranda, porque burros até me parece ser uma espécie florescente, cada vez há mais, piores que moscas no verão!
Os de Miranda é que não. Dizem que já só há 800 burras, e ainda por cima "algumas das quais com problemas reprodutivos" o que não podia ser pior.
Assim sendo promoveu-se uma acção de propaganda ao animal, que consistiu num desfile em Lisboa entre o Castelo e o Chiado.
Os transeuntes paravam, olhavam e houve quem inquirisse: "Isto é uma manifestação contra o Governo?"
Responderam-lhe que não, e a senhora perdeu o interesse.
Os burros todos enfeitados lá seguiram o seu caminho. Quem lhes acode para que não se acabe a espécie ?
São grandes para animal de estimação mas bem mais ecológicos para nos transportarmos e não consomem gasolina. Qualquer molho de palha lhes serve. Bóra aí, passar a andar de burro?

Emiéle
Publicado por populo às 05:50 PM | Comentários (4)
Neve ( dedicado ao Farpas)
Já tenho dito muitas vezes que gosto de branco.
Para mim o branco é luz e é uma cor limpa. Pura. Simples.
E quando se fala em branco, surge logo a imagem “branco como a neve”. Portanto a neve é um símbolo daquilo de que mais gosto. Claro que é fria, mas isso sofre-se bem pelo prazer que dá vê-la tombar levezinha, suave, silenciosa.
Como vivo no Sul muito raramente a vi na minha terra. Tem sido sempre em terras um pouco afastadas: França, Bélgica, Alemanha. E fico como uma saloia, aparvalhada, a olhar. De vez em quando lá escorrego e caio, mas ouvi várias vezes o elogio de que “caio bem”. LOL! Devo cair bem, porque não me contraio nada, tenho sempre a ideia subjacente e idiota de que aquilo deve ser fofo, assim tipo algodão. Pois se se vê cair tão leve, tão leve…
E como não me contraio, não me magoo na queda. Acabamos todos a rir…
Assim fosse tudo na vida.
Branco, limpo, leve, e que não magoasse quando caímos.

Emiéle
* Acabei de escrever isto, olhei pela janela e está a nevar!!!!! Agora! Em Lisboa!!!
Uau!!!
Publicado por populo às 03:00 PM | Comentários (11)
Tá bem que não ligo a números...
Isto digo eu, mas não é bem verdade!
Tenho de confessar que muito humanamente não sou nada indiferente aos números aqui do blog. E sobretudo, não apenas aos números das visitas, mas muito em especial aos números dos comentários. Porque quem comenta aqui é mesmo “visita muito especial” que se dá ao trabalho de deixar um sinal da sua passagem.
Ora como nos totolotos, quanto mais vezes se participa mais probabilidades há de sair um prémio, e um dos comentadores mais assíduos aqui do Pópulo, tem sido o meu querido Farpas.
E … bingo! Foi ele que aqui deixou o comentário nº 4.000!!!!
Viva o Farpas!!!!!
Um brinde para ele!!!!

Emiéle
Publicado por populo às 02:35 PM | Comentários (5)
«Ódio»
Não sei porque me choca.
Tanta marca, títulos, canções, grupos, que têm como referência o Amor, porque não um grupo musical que escolha o nome de Ódio? É um sentimento, em certa medida simétrico do outro, e devia ser natural a escolha. Então porque sinto estas borboletas no estômago?
Se calhar porque tive ontem perto da minha casa um grupo de pessoas sem cabelo que se manifestaram. Um bom direito, democrático. Estavam indignados com as mortes de concidadãos nossos, imigrantes, que têm morrido de um modo trágico na África do Sul, causa essa que também me podia fazer sentir solidária. Já estranho um pouco que seja essa a única causa, entre tantas, que os motive a protestar. O protesto em si também me parece bastante teatral – as cruzes no relvado da Alameda – mas OK. E agora chegamos ao tal ponto por onde comecei: os manifestantes devem, depois do protesto, dirigir-se às Caldas da Rainha para assistirem a um concerto da banda de música «Ódio».
Ódio?
Se não tivesse mais nenhuma indicação a respeito destes senhores, parece-me que aqui tocaria uma campainha de alarme. Vão a um local encher-se de ódio? Ou canalizar esse ódio? Ou exorcizar esse ódio?
Não sei. Sei que me assusta, alguma coisa não está bem.
Também tenho causas que me fazem vibrar e muito. Choro, irrito-me, indigno-me, ou fico feliz, entusiasmada, cheia de força. Combato por convicções. Sou bastante apaixonada mesmo. E entendo bem as paixões dos outros, mas reconheço que esta me ultrapassa.
Esta não entendo.
"Viva la Muerte?!"

Emiéle
Publicado por populo às 11:32 AM | Comentários (14)
Manhã de Domingo
Sossego absoluta. Parece que estou no campo.
Tinham prevenido que vinha aí mais frio hoje, e possivelmente deve estar mas o que se nota mais é a chuva. Desde ontem que chove, felizmente. As ruas têm um aspecto mais lavado, e espero que os campos e barragens agradeçam.
Por aqui vejo a minha rua completamente deserta, nem sequer o som de um carro.
Que paz!
Só se ouve a chuva a cair, o que num dia de descanso é apaziguador.
Isto é Domingo.

Emiéle
Publicado por populo às 11:00 AM | Comentários (3)
Uma dúvida
Isto é uma questão de pontaria:
Será mais difícil acertar em 7 metros mais uns trocos ou em 12 centímetros ?
Assim, à primeira vista, dava ideia que é mais complicado acertar nos 12 centímetros.
Não senhor!
Se uma bola acerta nesses 7 metros e tal é um golo, se acerta na barra de 12 centímetros, não vale nada.
Tá mal!
Emiéle
Publicado por populo às 12:18 AM | Comentários (2)
Só eu sei porque não fiquei em casa...

Porque há certos momentos que são muito mais saborosos quando vividos em conjunto!
Emiéle
Publicado por populo às 12:02 AM | Comentários (5)
janeiro 28, 2006
Homens......
OK, OK, já se sabia que não ia ter apreciadores do meu post debaixo.
Também não contava com isso.
Já se sabe que eles são formatados bastante cedo:

Emiéle
Publicado por populo às 03:59 PM | Comentários (5)
Mas quais defeitos...?
Acabei de receber este email com o título: «Encontre os defeitos».
Ajudem-me. Quais defeitos?
Será que ele não sabe cozinhar?

(para apreciar um pouco melhor cliquem na imagem)
Emiéle
Publicado por populo às 03:30 PM | Comentários (10)
A Compreensão
Um grupinho de educadoras encontra-se para reflexão sobre os seus métodos de trabalho, modos de agir, e troca de experiências. Uma delas conta:
O ano passado o Ruca tinha uma atitude sempre muito agressiva comigo.
Era uma criança pouco simpática, de expressão carregada, muito pouco risonho, quase não conversava, e o relacionamento era difícil. Uma certa semana, depois de ele me ter atirado com um brinquedo e me ter magoado, fechado uma porta quando eu ia entrar por um triz não me entalando, e depois de ter ido lavar as mãos à casa de banho desviando a água encharcando-me de propósito achei que devia ter uma conversa com ele. Sentei-me numa cadeirinha perto dele e disse:
- Ruca, tu achas que eu não gosto de ti? Resposta fulminante:
- Tenho a certeza!
E era este o modo como exprimia a sua “devolução” dessa ‘certeza’.
Quis contar esta história por me parecer importante quanto ao modo de ver as questões quando as pessoas se esforçam por empatizar com as outras. Claro que se tratava de um adulto e uma criança de 5 anos, mas os sentimentos não são assim tão diferentes. Esta história poderia ir aumentando em espiral – a cada provocação do Ruca a educadora respondia com severidade o que ia reforçar a certeza de que ela não gostava dele, etc, etc. Foi travada aqui, pelo bom-senso e sensibilidade de uma boa profissional. Quantas vezes não nos acontece o mesmo na nossa vida de todos os dias? Responder ao “olho por olho” sem para parar para pensar como-é-que-o-problema-começou.
Emiéle
Publicado por populo às 01:57 PM | Comentários (4)
Fim-de-semana

Aaaaaah!
Fim-de-semana!
(Não vou dizer nada sobre futebol!!!)
É descanso, descanso, e só pensar em coisas boas!
E durante o dia vou mesmo preguiçar, e esquecer-me de que há coisas para fazer. Bolas, se não se fizerem hoje, fazem-se amanhã, não é?
(já disse que não vou falar no Benfica-Sporting?)
Dormir até tarde, cozinhar um almoço daqueles de slow-food, de que gosto muito, uma voltinha curta aqui no bairro onde conheço toda a gente, um arrumo ligeiro em casa para me sentir mais confortável, mas nada demais.
Brrrr, que frio, mas tenho de pensar em coisas boas!
Combinei ir jantar a casa de uns amigos e perguntei se levava uma mantinha. Porque ir com botija parece demais, mas uma manta não ofende a hospitalidade, e dado o frio que tenho na minha casa, sem aquecimento central, como a deles também não tem...
( e lá se calhar querem ver o jogo! Mas já disse que não falava, que dá azar!)
Ah, é verdade, não ganhei o totomilhões. Espera, essa já disse.
Então “coisas boas” para o fim-de-semana, acho que é mesmo pôr o sono em dia.
Emiéle
Publicado por populo às 10:46 AM | Comentários (9)
Não percebi
E odeio esta sensação. Quando uma coisa é, teoricamente, para ser entendida por toda a gente e eu não compreendo, sinto-me mal. Mesmo mal. É uma sensação muito desagradável.
Eu, como creio que toda a gente, detesto a burocracia. E um dos tenebrosos símbolos da burocracia é a famosa declaração do IRS, coisa complicada, que obriga a bichas enormes porque a malta tem o costume de deixar a coisa para os últimos dias. Digo que é complicado mesmo para mim que sei ler e escrever razoavelmente bem, mas para os analfabetos funcionais que para aí proliferam, chamar-lhe complicado é um eufemismo.
Leio hoje que a entrega da declaração de IRS vai deixar de ser obrigatória notícia que parece logo excelente. Nos últimos anos a melhoria foi poder enviar-se por Internet, quem a tinha e sabia fazê-lo, e agora anunciam que essa declaração deixa de ser obrigatória.
Então como é que vai ser?
E aqui é que vem a parte que não percebo: «o contribuinte passa a receber a sua declaração de IRS via Internet, já preenchida». Vou só expor as minhas dúvidas.
a) O que se vai receber é a parte com nome, morada, BI e NC, estado civil, entidade patronal, o que se recebeu e as deduções feitas, imagino eu.
b) Se for baseado no ano anterior, exige um grande cruzamento de dados, para se saber se não nasceu nenhum filho, se não houve nenhum casamento ou separação, se o filho já não está a cargo, e outros “pormenores” destes.
c) As deduções que quase toda a gente tem com saúde e educação (pelo menos) terão de ser preenchidas pelo contribuinte, calculo eu. Ou desaparecem as deduções?
d) Não entendi se, quando se fala em receber “via Internet”, é a Internet do serviço onde se trabalha. Porque decerto não se imagina que todos os funcionários tenham Internet em casa. Seguindo via local de trabalho, vai ficar acessível a outras pessoas que passam a conhecer os nossos dados pessoais.
e) Apesar de aqui se dizer que «a experiência será alargada a todos os trabalhadores do Estado» deduzindo-se daqui que não abrange ainda os privados, devem ter decerto consciência da grande quantidade de locais "do estado" que ainda não estão ligados por net.
Enfim, aplaudindo o que seja desburocratizar, esta medida tal como está apresentada resalvo, parece-me ainda muito tosca e de difícil aplicação.

(clique para ver melhor)
Emiéle
Publicado por populo às 10:43 AM | Comentários (6)
Não ganhei o Euromilhões
Ontem à tarde tinha escrito de passagem um post, onde fazendo futurologia garantia que não tinha ganho o euromilhões, porque apesar de me terem entusiasmado, como não tenho o hábito de jogar ( só o fiz uma vez!) me tinha esquecido completamente de o fazer. Depois esqueci-me de o tirar do estado de "rascunho"...
Hoje vejo que aquilo ainda não saiu, e portanto ganhei dois euros ou lá quanto é que custa a papel.
Esta é mesmo uma terra de sonhos. Só assim se entende a loucura que se apossa das pessoas com este tipo de jogos. É o sonho ao alcance da mão durante 8 dias. É muita coisa resolvida com um golpe de magia.
É Portugal.

Emiéle
Publicado por populo às 08:41 AM | Comentários (3)
janeiro 27, 2006
Quem mais está interessado?
Passei como de costume pelo De vagares e não resisti a roubar um post inteirinho.
O Gibel que me desculpe mas quero partilhar convosco a Firewall que ele desencantou. Cá está o famoso anúncio:
Emiéle
Publicado por populo às 05:30 PM | Comentários (13)
Ai os títulos…!
Mais uma do Portugal no seu melhor:

(se calhar não tinha ficado bem morto...)
Emiéle
Publicado por populo às 08:12 AM | Comentários (13)
Amas II
E as amas actuais têm consciência profissional e organizam-se. Não esquecer que vivemos no terceiro milénio, portanto têm uma Associação que cuida dos seus interesses. Ora, grosseiramente podemos arrumar as amas que existem em dois grupos: umas que trabalham de um modo independente, estão inscritas nas Finanças como Amas, e depois trabalham por conta própria. Claro que para exercerem a profissão devem ter determinadas condições e para isso existem umas inspecções que podem actuar em caso de queixa. Mas para todos os efeitos são realmente trabalhadoras independentes com todas as vantagens e desvantagens dessa qualidade.
Mas há “as outras”. E são essas que hoje se vão manifestar junto à Segurança Social em Lisboa. Porque estas têm um regime híbrido – trabalham a “recibo verde” e pagam contribuições como independentes, mas estão ligadas ou à Segurança Social ou à Misericórdia ou a IPSS. Até há algum tempo o sistema de descontos era diferente e não as perturbava, mas com o novo sistema de descontos sentem-se muito prejudicadas porque passaram a pagar muito mais de imposto.
Eu sou uma defensora deste tipo de amas, que me parece bom para os dois lados. Bom para os pais, que sabem que os seus filhos estão com senhoras que têm uma grande vigilância, que são visitadas com muita frequência por uma educadora ou assistente social, e têm um serviço onde podem apresentar as suas dúvidas ou receios sem entrar em conflito com a ama; e bom para as amas porque têm o ordenado certo ( nunca pode acontecer uma mãe desaparecer no fim do mês com o bebé e deixar a conta por pagar ) têm sempre meninos sem terem de os procurar, sabem que os meninos são seleccionados, no caso de adoecerem o serviço que as apoia toma conta das crianças e vão tendo formação e apoio técnico por pessoas conhecedoras que as podem ajudar.
Mas realmente o bicho nesta maçã tão vermelhinha é esta actualização de impostos. Elas queriam, e parece-me uma aspiração natural, não serem consideradas trabalhadoras independentes – que afinal não o são – e sim descontarem como trabalhadoras por conta de outrem.
Vamos ver a sensibilidade que a tutela vai demonstrar por este problema.
Emiéle
Publicado por populo às 07:32 AM | Comentários (3)
Amas
Hoje vamos ver mais uma manifestação/protesto.
Trata-se das trabalhadoras de uma profissão que é talvez a profissão feminina mais antiga do mundo ( não, não é o que estão a pensar, estou a falar de amas )
Hoje não há “amas de leite” como nos séculos passados, as crianças ou são amamentadas pelas suas mães como
deve ser, ou existem leites que se bebem por biberon. Mas não é preciso recuar muito no tempo, para ver que era uma profissão com muita saída. Nas famílias ricas, contratavam-se amas que viviam nas casas dos patrões e tratavam da criançada que ia nascendo, enquanto as mães se ocupavam de outras coisas. Por vezes, entre famílias de grande nome, o filho da ama sendo criado ao mesmo tempo que o outro bebé, sendo portanto seu irmão colaço, adoptava essa designação como apelido – os Colaço actuais são descendentes de “filhos de amas importantes”. Para as mães pobres, os filhos tinham de ser entregues a amas que viviam nas suas próprias casas e era o bebé que ia viver com a ama, até por vezes no campo, enquanto a mãe ficava livre para trabalhar. Escuso de lembrar a tenebrosa mortalidade infantil dessas épocas não tão remotas como isso.
Hoje avançamos muito. Não se aceita com naturalidade que uma mãe e um filho se separem, a não ser no período de trabalho. E há creches, infantários, locais especializados para receber as crianças que não têm quem cuide delas durante o dia.
O que não quer dizer que não continue a existir e serem necessárias amas.
(vou continuar noutro post que isto fica muito comprido )
Emiéle
Publicado por populo às 06:54 AM | Comentários (7)
Mozart faz 250 anos
Pode apreciar-se mais ou menos ( e de um modo geral até é mais ) mas não se lhe é indiferente e é dos nomes mais conhecidos da música.
É das figuras que, até para quem vive completamente distante do que seja música clássica, se tornou familiar, quanto mais não seja pelos filmes que têm feito sobre a sua vida, ou as suas óperas. Até os toques de telemóvel usam algumas das mais conhecidas frases musicais!
Vida atribuladíssima, nos tempos onde um artista só podia subsistir como “empregado” de um mecenas e como trabalhador por conta de outrem.
Morreu muito cedo deixando contudo uma obra impressionante.
Passaram 250 anos mas ainda continuamos a ouvir a sua música e mais do que no seu tempo porque o mundo aumentou muito e hoje as formas de difusão da música chegam a todo o lado e não ficam nos salões aristocráticos.
(tenho de aprender a por música no blog!!!)

Emiéle
Publicado por populo às 06:24 AM | Comentários (9)
Vem aí o frio
A vaga de frio que tem posto toda a Europa a bater o dente, está a chegar cá.
Para estas coisas, sempre somos europeus. Tinha ouvido alguns optimistas a dizer que não, que íamos escapar, que o frio não chegaria a Portugal já não sei porque motivos. Não senhor!
Aí vem ele!
E vamos ver como é que nos podemos defender, pois já se sabe que por exemplo as escolas não estão preparadas para os extremos de temperaturas.
Para não falar já nos sem-abrigo.
É certo que por enquanto onde se prevê as temperaturas mais baixas é no interior norte, zona sempre mais fria no Inverno mas, se chegar às grandes cidades onde se encontram mais sem-abrigo, nem consigo imaginar o que possa acontecer com 6 negativos.
Emiéle
Publicado por populo às 06:14 AM | Comentários (9)
janeiro 26, 2006
Votos
Este vídeo já é antigo, recebi-o há imenso tempo mas guardei-o.
Tinha um palpite de que ainda havia um dia onde poderia vir a propósito.
Mesmo que todos vocês já o conheçam é sempre bom pensar que as coisas podem ser
Emiéle
Publicado por populo às 10:36 PM | Comentários (7)
Linguagem não verbal

Todos ao pais que têm menino num Infantário ( e na Escola também, é claro ) sofrem do sindroma do perguntador. Mal o rebento chega a casa, ou até mesmo no caminho, já chovem perguntas:
-O que fizeste hoje?
-O que comeste?
-Com quem brincaste?
-Dormiste a sesta?
-Cantaram cantigas? Quais?
-Fizeram desenhos?
Todos sabemos isso, e até passámos por essa fase. Já que não podemos estar o dia todo com eles, ficamos sôfregos de pormenores. Claro está, que mesmo quando eles já falam bem, as respostas costumam ser curtíssimas. Nada. Sim. Não. Sim.
Mas nem sempre. Por vezes “eles” falam.
A respeito de duas educadoras, o Zé contava as diferenças:
“ A Néné grita um bocadinho e ri-se muito, a Guida é a que ralha com os olhos.”
Assim são as crianças.
E assim devemos entender como funciona bem a linguagem não-verbal : "ralha com os olhos".
Está dito.
Emiéle
Publicado por populo às 07:19 PM | Comentários (5)
E agora, Palestina ?
Eu parecia que andava a adivinhar.
Escrevi dois posts sobre as eleições naquele país, o primeiro inquieta, no segundo quando se dizia tudo tinha corrido pacificamente e os resultados indicavam um ligeiro avanço da Fatah, considerava que isso seria bom. Tranquilizaria quem receava o radicalismo do Hamas, mas chamava a atenção à Fatah de que deveria levar em conta outras posições.
Afinal deu-se um golpe de teatro e foi o Hamas حركة المقاومة الاسلامية que venceu, justificando o seu nome. *
Prevejo uma onda assustada que aí venha. Mas eu quero primeiro ver o que se vai passar antes de falar. Escuso de reafirmar que não defendo qualquer terrorismo, como é evidente. Mas será bom lembrar que, tal como muitos movimentos de resistência, o Hamas tem um braço armado, que o popularizou, mas entre os palestinianos esta organização é também conhecida pelos seus diversos programas de ajuda e formação e por trabalhar no terreno na área da saúde e educação. Esse outro “braço” de auxilio e solidariedade será talvez a possível explicação para este sucesso eleitoral, numas eleições com quase 80 % de votantes.
Numa voltinha rápida pela blogosfera, o post que me pareceu mais sensato e de acordo com as minhas próprias opiniões foi o do Luís Rainha mais uma vez. Não vou repetir aqui os links dele, que isto começa a tornar-se um hábito. : )
*( Hamas em árabe significa entusiasmo)
Adenda – Já depois disto escrito, encontrei mais dois post a merecerem referencia. Leiam
Terroristas? Quais Terroristas? e ainda Palestina - que futuro?
Como é que me tinham passado?!
Emiéle
Publicado por populo às 06:43 PM | Comentários (6)
“Bom Dia” colorido
Desculpem os meus visitantes habituais, quer-me parecer que hoje vai ser um dia mais “em branco” aqui nesta casa. Pelo menos de manhã.
Acordei com sono ( o que não é meu costume ) ainda por cima com um brindezinho como dantes o bolo-rei, ou seja, cheia de dores de cabeça.
Como consequência a minha manhã mostra-se bastante cinzenta – já vêem que estou dada às cores, o branco e o cinzento, já estão e não é difícil arranjar mais algumas, querem ver:
Pela leitura das notícias, dificilmente conseguiria ver o mundo "cor-de-rosa". Não é que o pretenda, prefiro o realismo, mas quando a realidade é excessivamente dura sinto-me mesmo desanimada, como neste momento. Não encontrei ( mas se calhar foi da dor de cabeça ) uma boa notícia, daquelas que apetece realçar…
E, infelizmente, mesmo olhando para o meu mundo mais próximo, a vida de quem me está perto também não me parece nada "azul", portanto esta manhã o Pópulo fica em repouso a ver se retempera forças.
Mas como desejo o melhor para vocês fica uma imagem que compensa as cores que por aqui faltaram:

Emiéle
Publicado por populo às 08:08 AM | Comentários (8)
janeiro 25, 2006
Encontro de amigos
(piada antiga, mas que infelizmente cada vez está mais actual!)
Empresário: Bom dia Sr. Eng., há quanto tempo??!!!
Ministro: Olha, olha, está tudo bem?!
Empresário: E pá, mais ou menos, tenho o meu filho desempregado; tu é que eras homem para me desenrascar o miúdo.
Ministro: E que habilitações ele tem?!
Empresário: Tem o 12 completo
Ministro: O que ele sabe fazer?!
Empresário: Nada, sabe ir para a Discoteca e deitar-se às tantas da manhã
Ministro: Posso arranjar-lhe um lugar como Assessor, fica a ganhar cerca de 4000, agrada-te?!
Empresário: Isso é muito dinheiro, com a cabeça que ele tem,... era uma desgraça; não arranjas algo,... com um ordenado mais baixo?!
Ministro: Sim, um lugar de Secretario, já se ganha 3000
Empresário: Ainda é muito dinheiro, não tens nada à volta dos 700/800???
Ministro: E pá, isso não, para esse ordenado, tem de ser Licenciado, falar Inglês e dominar Informática!!!
Emiéle
Publicado por populo às 10:27 PM | Comentários (2)
Eleições na Palestina II
De manhã eu estava preocupada.
Afinal tudo correu bem... hoje . Vamos ver os dias que aí vêm. A verdade é que a participação foi muito elevada, 70 e muitos por cento, donde se vê que parece ser necessário haver perigo para o povo votar… Claro que não será assim mas o certo é que as dificuldades reforçam muito a motivação.
Para além da elevada percentagem de votantes, se a Fatah ganhou as eleições incontestavelmente como se está a saber, é seguida de muito perto pelo Hamas, pelo que ouvi há pouco na rádio.
Vamos ver como é que se vão entender agora estas duas forças…
De qualquer modo alguns países que estavam de respiração suspensa com a ideia de uma vitória do Hamas, podem agora respirar.
Sempre valeu a pena permitir umas eleições democráticas.
Emiéle
Publicado por populo às 09:38 PM | Comentários (2)
Exageros
Para que é que insiste?
Mas não se está mesmo a ver que não cabem mais???

O que eu gosto é do ar plácido de quem está a assitir.
É a tal calma oriental...
Emiéle
Publicado por populo às 08:41 AM | Comentários (6)
Eleições na Palestina
Fico à espera.
A expectativa é tão grande ( será???) que é melhor nem dizer nada para não “dar azar”!

Emiéle
Publicado por populo às 08:37 AM | Comentários (6)
Habitação e barracas

Ontem viu-se nas televisões e hoje lemos nos jornais a demolição de umas quantas barracas na zona da Amadora.
Não sei bem o que se passa, portando não irei falar do que não sei.
Mas há coisas que sei.
Sei que o Direito à Habitação é constitucional ( artigo 65º)
Sei que viver-se no que se chama “barraca” é já limitar o conceito de habitação à sua expressão mais simples, de quatro paredes e um teto. (Lembro-me de um filme dos inícios de neo-realismo italiano, O Teto, não sei já se de Vittorio De Sica, se …)
Imagino que se a Câmara mandou demolir aquelas barracas é porque tinha assegurado que os seus habitantes poderiam ir viver para outros locais, esperemos que com mais dignidade.
Ou não foi assim?
Ouço falar em que tudo isto se processou porque existe um
“Programa Especial de Realojamento” o que à vista é uma coisa boa.
Pérem aí! Mas se as pessoas iam ser melhor alojadas, porque protestavam? Ou isso seria uma promessa para um futuro que ainda não se sabia quando seria…?
São perguntas para que não tenho resposta. Só sei o que vi, construções muito precárias a serem deitadas abaixo e pessoas chocadas e indignadas.
Ah, claro também andava por ali a polícia, possivelmente a prender criminosos.
Emiéle
Publicado por populo às 08:21 AM | Comentários (7)
Mas que leis são estas…?
Claro que o primeiro ponto questionável é a própria “Pena de Morte” em si mesma. Não vou falar agora nisso, mas choca que não salte logo aos olhos que se o mais sério dos Direitos Humanos seja o Direito à Vida um Estado, qualquer que ele seja, considere legítimo violá-lo.
Mas o que me fez pensar quando ouvi esta notícia , para além do problema da pena de morte foi, uma questão anterior a isso: Quem vai julgar as pessoas que virão a ser condenadas? “Conselhos de guerra, Tribunais Militares” ??? Quem vai defender os acusados?
A visão que de imediato se impõe é completamente kafquiana – um julgamento militar, com prisioneiros estrangeiros, que desconhecem certamente as leis que os vão julgar, que não devem entender com clareza o que se passa, que se calhar nem conhecem bem a língua que lá se vai falar, é um verdadeiro pesadelo.
Mas já se acredita em tudo!
Emiéle
Publicado por populo às 07:42 AM | Comentários (4)
janeiro 24, 2006
Outra publicidade
O prometido é devido.
Cá vêm duas amostras de publicidade fenomenais!
UMA
OUTRA

Pode ser-se mais criativo???
Emiéle
Publicado por populo às 09:02 PM | Comentários (7)
Tempos interiores
Hoje passei o dia hesitando sobre o que vinha escrever aqui no blog.
Estou ainda debaixo da impressão da noite de ontem onde estive num prolongado jantar com muitas dezenas de pessoas. Jantar promovido por um casal amigo meu de há muitíssimos anos, que quis reunir no mesmo espaço pessoas que de algum modo estiveram ligados à sua vida, quer pessoal e familiar quer profissional. Resultou em 20 mesas de 12 pessoas !
Dá-se o caso de, como amiga de sempre e também colega de trabalho eu conhecer quase toda a gente e ter-me sido difícil ficar fixada na mesa que me tinha sido destinada. Já mesmo no final, quando me esperavam na porta para virmos embora, ainda eu era chamada para aqui e para ali por pessoas que não me viam há anos e anos…
E hoje ainda sinto a emoção de quem esteve a ver um filme todo feito em flash-back mas com uma estranhíssima montagem. O que me aparece em primeiro plano ( e ainda por cima não pode haver um único ‘primeiro plano’ e sim muito ‘primeiros planos’, todos misturados ) não tem a ver com a cronologia, nem com a importância das histórias vividas, talvez sim com os afectos recordados. Ontem, para além dos “eh pá, olha como tu estás ! ? !” o que mais se ouviu foi o “lembraste, quando o…..” e lá vinha mais uma onda de recordações e histórias.
A sensação com que hoje passei o dia é de que o tempo afinal é verdadeiramente mágico, e tem dois modos de avaliação – a tradicional, onde se usam relógios, calendários, e decorre de um modo previsível e constante, e a outra onde reina a lei do sonho e da fantasia, onde alguns factos reais se reduzem a pontinhos minúsculos e, ao contrário, experiências pessoalíssimas são verdadeiros Himalaias. É um tempo interior, feito de afectos, de emoções, um pouco imaginado e fantasiado também. E é muito emocionante quando se faz em conjunto uma viagem a esse outro tempo passado.

Parece-me que ainda não regressei completamente.
Emiéle
Publicado por populo às 05:31 PM | Comentários (3)
Cenas da vida diária
Ouvido à D. Emília, senhora dos seus oitenta e alguns anos, de saúde periclitante mas que agora tem passado a ter algum cuidado com a sua tensão, porque a assustaram um pouco:
«-Fui ontem medir a tensão, anda muito bem»
E acrescenta vitoriosa:
«- Ai, ai! Se não fosse eu, já tinha morrido!»
Nem mais!
Tiro-lhe o meu chapéu!
Emiéle
Publicado por populo às 04:51 PM | Comentários (4)
Publicidade
Como é evidente a publicidade é um instrumento que pode ser usado dos mais variados modos, conforme a pessoa que o publicitário é, o queira fazer.
Tenho alguns exemplos de publicidade da mais engraçada a outra que poderemos dizer... erótica.
Fica aqui um exemplo do primeiro caso: (guardo outro exemplo para logo à noite...)

Emiéle
Publicado por populo às 08:18 AM | Comentários (5)
Pais atentos
... e modernos:

Publicado por populo às 08:14 AM | Comentários (7)
Inspectores
É já um lugar comum dizer que parte do mal da nossa sociedade é não se cumprir as leis, e depois a seguir vem o corolários de que elas não se cumprem porque também não se sabe ou não há provas desses incumprimentos. Donde se chega sempre muitas vezes às inspecções. É um rosários de queixas: há poucas inspecções, têm poucos meios, dificuldades em actuar. Contudo, muitas vezes basta a “ameaça” de que ‘vem aí uma inspecção’ para que alguns abusos desapareçam.
A IGT começou a inspeccionar as horas extraordinárias não pagas nos Bancos e Seguros. Para quem esteja distraído convêm lembrar que são instituições que apresentam lucros e beneficiam de regimes bem mais vantajosos que as outras empresas.
Parece já um bom começo.
Dizem-nos que a seguir vêm as clínicas privadas, empresas de segurança e de limpeza.
Parece uma alegoria: vamos ter um Trabalho com saúde, segurança e limpeza?! Oh, que beleza!
Emiéle
Publicado por populo às 07:59 AM | Comentários (3)
Fim da corrupção e da burocracia, na Bolívia
São ainda apenas votos, desejos, sonhos.
Mas é já um bom princípio pôr-se a tónica em pontos que encaixam na ética e não na economia. Na Bolívia, o presidente Morales nomeou o seu governo e exigiu-lhe um "nível zero de corrupção e de burocracia".
É interessante que tenha referido os apoios de países tão diferente entre si como Japão, França e Cuba. Mas estes serão apoios muito importantes se vierem. Também os seus “irmãos-vizinhos” Brasil, Argentina, Venezuela, querem ajudar.
Força, Morales! Daqui de longe também faço figas para que dê certo, pois ainda parece uma utopia um indígena tomar nas suas mãos o destino do seu país.

Emiéle
Publicado por populo às 06:59 AM | Comentários (3)
janeiro 23, 2006
A slow life
Gosto da ideia. Gosto muito da ideia! Cá está um bom e interessante conceito. “Viver lentamente”, viver devagarinho, saborear bem a vida. Parece que estou a falar ao arrepio do meu modo de ser, mas a sério que não. Eu vivo muito a correr, mas aprecio imenso a lentidão.
Dizem que o Algarve vai apresentar um projecto e uma candidatura sobre slow cities que seriam Lagos, Silves, São Brás de Alportel. Este movimento começou com a alimentação, combater o fast-food, mas pretende alastrar a outros pontos importantes do viver. Fico bastante interessada.
Bravo!!!!
( E já agora em que andam a pensar os alentejanos, que teriam todas as condições para se candidatar? Piadinhas aos montes já têm no curriculum. )
Com a maior sinceridade, a velocidade, ainda por cima quantas vezes inútil, é um flagelo. Quem não tem saudades daqueles dias em que o tempo parecia realmente passar muito de va ga ri nho, as férias grandes eram mesmo GRANDES. Talvez se fizessem muito menos coisas mas as que se faziam era com muito gosto e bem pensadas e desejadas.
Eu recordo passeios a pé que dava com o meu avô, enooormes passeios, pelo menos para o tamanho das minhas pernas. Às tantas, parava e sentava-me no chão, a descansar, e via as formiguinhas, as ervas, bichinhos de que perguntava o nome, e tudo aquilo era grande motivo de interesse. O mundo real era um mundo de maravilhas. Um passeio a pé podia ser uma aventura, muitas vezes durava toda a tarde e chegava cheiinha de fome para o jantar. Quem passeia de carro chega bem depressa, mas é como se saltasse de um sítio para o outro, não vê com olhos de ver o percurso em si próprio. Vê a partida e a chegada. ZuuuuM, como aquele anúncio, tão de acordo com o nosso tempo.
Mas que haja alternativas. Quem quizer andar assim, zuuuum! é livre de o fazer. Mas que boa ideia haver outro modo de andar, podermos escolher uma slow life. Com calma, com tempo, com serenidade.
E se me mudasse para o Alentejo…? Era um começo.

Emiéle
Publicado por populo às 04:05 PM | Comentários (8)
E agora vamos ter “carros chineses”?
Quando se pensa que já se viu tudo, ainda acabamos surpreendidos!
Como é?
Carros chineses? A metade do preço?
Tínhamos as ‘Lojas dos 300’.
Depois vieram as ‘Lojas dos Chineses’.
Agora vêm os ‘Stands dos Chineses’…????

Emiéle
Publicado por populo às 02:47 PM | Comentários (6)
Política
Li um post da Catarina e o que ela disse encadeou-se numa série de reflexões baseadas em desabafos que tenho ouvido por aí.
É claro que ela está cheiinha de razão, e estes senhores, ou estes, ou estes devem agora fechar as portas. Só pode ser.
Os blogs que nasceram e viveram pela política eleitoral, é natural que feneçam de morte natural.
Mas o que eu acho, é que a política é um mundo muito, mas muito mais vasto do que a simples política eleitoral.
Quando eu me levanto de manhã e me preparo para ir trabalhar, se tenho ou não trabalho é porque existe
uma “política do trabalho ou de emprego”; quando o meu filho arruma os seus livros para ir para a escola é porque existe uma “política de ensino”; quando nos deslocamos, ele para a escola e eu para o trabalho é porque existe uma “política de transportes”; se me sentir mal e procurar tratamento é porque espero uma “política de saúde”; se considero que posso viver num bairro mais agradável e limpo, é “política do ambiente”.
É isso, meus amigos. Para mim tudo isso é política, vivo em sociedade, vivo na polis, e tudo o que me rodeia faz parte da vida política.
Mas isto sou eu a pensar…
Emiéle
Publicado por populo às 10:27 AM | Comentários (3)
E, copiando dos amigos...
A nossa Vi, Internet para as domésticas, já! não escreve tanto como eu, que sou um pouco “escritora compulsiva”, mas quando se senta em frente de um teclado sai sempre coisa inspirada. Ontem foi demais! Tenho inevitavelmente de fazer referência a vários posts, qual deles o melhor.
Para começar apreciem as remodelações que uma casinha nossa conhecida deverá sofrer em breve, e não se esqueçam de ler as ementas do que se pode comer.

Depois, já de seguida, leiam a sua análise de Os meus momentos eleitorais coisa de espantar e apreciação profunda. E é mesmo feita como a Vi sabe fazer
«Pois está na hora da analisezinha da praxe, e como não foi possível à equipa técnica do blog conseguir a presença do Professor Marcelo e daquele Doutor do PP que vai à Quadratura do Círculo e parece sempre que vem de um casamento onde foi o padrinho do noivo (reparem bem no casaco, que parece sempre que acabou de sair da montra de uma loja chique, nas gravatas largas, abundantes, com um nó que tem o ar de "fui acabado de fazer, ó pramim cheio de pujança", e no cabelo com ar de ter sido ajeitado e alisado fio por fio).
Dizíamos nós, equipa técnica, que como não nos foi possível trazer figuras de proa para redigir elaborados e meticulosos artigos de opinião, tomaremos graciosamente em nossos ombros essa grandiosa e grandiloquente tarefa: Passamos, pois, a apresentar uma breve mas exaustiva resenha dos momentos mais significativos desta gloriosa jornada em que, por um dia, saímos da nossa apagada e vil condição de povinho para sermos guindados à cívica e nobre condição de eleitorado.
Mais não digo eu – passo a palavra à Vi, e não se esqueçam de seguir os liks dela!
Obrigada, Vi.
Estávamos a precisar destes momentos!
Emiéle
Publicado por populo às 07:48 AM | Comentários (3)
The day after
Segunda-feira, 23 de Janeiro.
Por agora acabaram. Andamos quase há um ano em eleições. Nem todas têm corrido como desejávamos, mas correram como a maioria desejou. É certo que com uma mãozinha dos media, que pensam que andam cá para isso. E até andam, que por tal sinal têm patrões…
Acabaram as eleições por agora e podemos recomeçar a pensar em muita coisa que temos para fazer.
É arregaçar as mangas e trabalhar a sério. Há muito que fazer, muita coisa a organizar, muitas promessas feitas cujo cumprimento devemos lembrar.
A vida segue em frente!
E, tal como eu disse aqui ontem de manhã para haver uma maré alta tem de haver previamente um baixa-mar, a vida é feita dessas alternâncias. Vamos em frente, aprender a lição, afinal como afirmava ontem o Rainha "Enfim; podia ser pior. Mas não muito"
Emiéle
Publicado por populo às 07:04 AM | Comentários (7)
janeiro 22, 2006
Meteorologia: frio, muito, muito, muito frio !
É o que vem por aí.
A vaga de frio começou lá pela Rússia, mas já avisaram que vem por aí fora.
Avizinham-se por isso tempos bastante maus, em que a temperatura pode descer muito.
Temos de estar preparados para tal, e não ter medo.
Se há quem nos transmita uma sensação gelada só com a sua presença, ou as suas palavras ou os seus sorrisos ( ? ) , podemos continuar a sentir o calor dentro de nós, e comunicá-lo aos outros.
O calor é nosso, está no nosso interior, e essa chama não a deixamos apagar, por mais ameaçador que o clima esteja lá fora.

Emiéle
Publicado por populo às 10:32 PM | Comentários (6)
Eleições, eleições, eleições
Andei para aí a espreitar sites e projecções e mais isto e mais aquilo.
O melhor que encontrei foi
Vamos ver o que vai dar…
É que acabei de ouvir na rádio que a afluência era de 20% mas afinal aqui já vai em 46%...
Alguma diferença, não?

Emiéle
Publicado por populo às 04:11 PM | Comentários (4)
Bando dos 4
Ná, ná ! Não tem nada a ver com eleições, não estou a violar lei nenhuma! É uma 'história da vida real'!!!
Sei que me vão dizer que dou muita importância a faits-divers, etc, etc. Mas este não é um qualquer, uma história insignificante desculpem lá. Esta é séria! É que o bando do “Bacalhau”, “Avô Metralha”, “Texas” e “Orelhas”, vai a julgamento .
É coisa importante! Notem bem que não se podem classificar como “juventude inconsciente”. O mais novo do grupinho era mocinho de 62 anos, que pelos vistos ainda não se tinha reformado porque a reforma é aos 65, e quanto ao “Bacalhau” é rapaz de 84, mas já não está para cowboyadas e dedica-se apenas a coleccionar o material roubado…
Parece que esta alegre companhia se conheceu na prisa e logo ali combinaram este esquema de roubalheira. Eu, as ourivesarias ainda entendo a opção, o ouro é sempre ouro, mas as pastelarias…? Andavam assim tão aguados por um pastelinho de nata?!
Emiéle
Publicado por populo às 03:36 PM | Comentários (0)
Fronteira
E vamos continuar resignados?
Terá de "ser assim"?
Não aumentei a fotografia porque não é preciso - Portugal só confina com outro país, não é verdade? É mesmo isso que estão a pensar...

Emiéle
Publicado por populo às 11:20 AM | Comentários (3)
E assim vai o mundo...
E já que falámos de mudanças na América Latina:
Não é primeira vez que venho chamar a atenção para o movimento que se nota nos países da América do Sul para encontrarem uma nova via para o seu desenvolvimento com a previsível apreensão da Administração dos EUA.
Encontrei, através de um post do blog “Devaneios Desintéricos”, um mapa interessante que nos dá uma ideia do choque que pode causar aos seus vizinhos do andar de cima, as mudanças que se vêem a operar nos regimes sul-americanos.
É certo que não se pode pintar tudo do mesmo tom de vermelho. Concordo que haja bastante demagogia por ali, nalguns deles, mas como o mapa também é bastante radical, os que estão pintados de vermelho lá de “centro direita” é que não são…

Emiéle
Publicado por populo às 11:15 AM | Comentários (4)
Direitos

É dia de Eleições.
Sabemos todos que o movimento de abstenção é um dos factores que se deve recear. Por algum motivo se faz tanto apelo ao voto, e também é certo que ouvimos com frequência respostas negativas : Quero lá saber!, ou Que chatice!, ou Tenho mais que fazer!, Isso não me interessa!, e quando se ouve o apelo ao “Dever Cívico” isso até parece desencadear um reflexo, qual campainha “pavloviana” de reflexo condicionado. Os deveres são sempre coisas chatas! Só se cumprem deveres quando se é obrigado, e prontos!!!
Eu, por mim, prefiro falar num Direito. É que todos gostamos de reivindicar direitos, não é?
Quando se viveu numa época onde poucos podiam votar, se nos lembrarmos que há 100 anos as mulheres não o podiam fazer, que mesmo muito mais tarde era necessário ter-se “estudos” ou bens materiais para se ter esse DIREITO, faz impressão reparar como se desperdiça hoje o que foi tão desejado ainda há pouco tempo.
Hoje todos votamos. Mesmo que não saibamos ler ou escrever, se tivermos BI e cartão de eleitor, podemos ir votar. E desperdiça-se esse direito?
Dá Deus nozes…
Emiéle
Publicado por populo às 11:07 AM | Comentários (3)
A coroação de um presidente
Hoje vamos a votos em Portugal, e um jornal escolheu para a sua primeira página a foto da “Cadeira dos Leões” o que para nós é o equivalente a um Trono de um presidente. Isto serviu para me criar uma série de associações.
Porque exactamente hoje, num país distante do nosso sobre todos os muitos aspectos, irá tomar posse do cargo um Presidente.
Em La Paz, dezenas de Chefes de Estado, para além do Príncipe de Espanha e Javier Solana, vão assistir a uma cerimónia no edifício do Congresso onde Evo Morales vai receber variadas condecorações e um bastão com pedras preciosas que pertenceu a Bolívar.
Lindo!!!
Muito mais bonito do que a formalidade da assinatura do nome num documento e uma sóbria declaração de honra como se usa por cá. E, mesmo nesta parte mais “formal” do acesso ao poder do novel presidente, tudo vai terminar com «festa popular, com músicas e danças tradicionais» como nos contos antigos.
Mas o que me deixa encantada é a outra parte: a sua entronização realizada por quatro sacerdotes de diferentes etnias do país
Foi nas ruínas de uma construção com 5.000 anos a 3.800 metros de altitude. Ele vestia um poncho vermelho bordado a ouro e preto a andou sobre um tapete de flores até ao local onde foi abençoado pelos sacerdotes, purificado pelo fogo, e recebeu o báculo do poder feito de sete metais diferentes, ornamentado com pedras preciosas e encimado por duas cabeças de condor.
Esse “ceptro” foi depois depositado noutro templo. E a festa terminou com um banquete para 40.000 pessoas.
Assim, sim!
Até fico sem fôlego mas deslumbrada. Há mais mundos no nosso mundo.
Emiéle
Publicado por populo às 10:45 AM | Comentários (3)
Marés
A minha amiga Isabel deixou no seu blog um texto a que chamou O ciclo do Mar .
Para além de escrito como ela sabe fazer, aquele texto é muito sugestivo para mim que, como já entenderam, adoro metáforas.
Porque o mar tem ciclos, como ela conta lá e nós todos sabemos. Mas não apenas o mar, toda a vida é feita de ciclos, nascemos, crescemos, temos filhos, envelhecemos e morremos no nosso corpo, mas o ciclo continua porque vamos vivendo através daqueles que criámos e educámos.
Tal como o mar que tem as marés. Por vezes elas são muito fortes, as chamadas “marés vivas”. Nessa altura parece levarem tudo à sua frente. Parecem imparáveis. Mas quem está habituado ao mar, sabe que apesar do seu nome, elas também passam.
Temos momentos de maré-alta, como na belíssima canção de Sérgio Godinho, e momentos de maré baixa, onde a praia parece enorme e ficam à vista conchinhas, búzios, estrelas-do-mar. Também tem a sua beleza. É o tempo em que o mar parece meditar, parece estar a ganhar força para voltar a subir terra adentro, numa nova maré-alta.
E é sabendo isso, sabendo que uma maré se sucede a outra que não desanimamos, que mesmo quando há obstáculos no caminho temos a certeza que o sol volta a nascer como sempre o faz e a maré volta a subir quando fôr altura disso.

Emiéle
Publicado por populo às 12:10 AM | Comentários (4)
janeiro 21, 2006
Técnicas de meditação
Caríssimos:
Espero que hoje meditem bem.
Muito bem, mesmo!!
Por mim, comecei por meditar assim

porque sou mulher dos espaços abertos e adoro o campo, mas agora que começou a refrescar já estou a meditar assim

De qualquer modo, faço ardentes votos para que algumas pessoas que por aí andam comecem a meditar assim

para ver se as ideias se arrumam melhor nas cabecinhas....
Estes são os votos da vossa
Émiéle
Publicado por populo às 05:15 PM | Comentários (9)
Violência contra violência
Lemos na imprensa que «as patrulhas da Brigada de Trânsito da GNR vão passar a andar armadas com pistolas metralhadoras e terão shotguns nas viaturas» Também li que aquando uma operação stop, não se vai deixar que o condutor sai do carro.
É verdade que ultimamente tem havido demasiados casos de agressões gravíssimas, até mortais, e isso tem de ser reprimido de um modo severo. Dá a ideia de que os criminosos “tomaram o freio nos dentes” e para além das agressões aos civis, vão agredindo tudo o que se lhes põe à frente, incluindo polícias. Ser polícia é uma profissão de risco, mas esse risco deverá ter limites!
Contudo, assusta-me um pouco a imagem destes GNRs assim, armados até aos dentes. Claro está que se sabe que “quem não deve não teme”, e quem estiver inocente não pode ter nada a recear dessas figuras armadas como o “exterminador implacável” mas…
A imagem que nos surge, assim à primeira vista, não é a de protecção que uma figura dessas deveria apresentar a toda a população inocente, mas de agressividade.
Será que tem mesmo de ser assim? Ouvi falar em “lagartas” que se punham na estrada para furar os pneus, e deve haver outro tipo de geringonças que detenham esses indivíduos. Porque não estou a duvidar da necessidade de disciplinar os criminosos, mas o certo é que me confunde este método tão vistoso, tão aparatoso, mas que nos faz cair num clima de guerra civil.
Pode ser que tenha de ser, mas custa-me um pouco aceitar.
Emiéle
Publicado por populo às 02:47 PM | Comentários (5)
Outras “autoridades” e outros poderes
A questão do novo armamento das forças policiais e as suas causas é motivo para uma abordagem à parte.
Irá “já a seguir”, mas agora no que gostaria de reflectir é no facto de os criminosos mostrarem muito pouco medo pela polícia
É certo que isso é mau sinal. Sinal de que a autoridade que devia proteger os cidadãos não o consegue fazer convenientemente. Mas o certo é que colocar o acento tónico nos malfeitores é ignorar a realidade. Não é a parte marginal da sociedade que não respeita o poder da “autoridade” é toda a sociedade em si! Quanto às causas, não sou socióloga e não posso avançar muito, mas a verdade é que dantes quando alguma coisas estava errada, se o queixoso era pequenino dizia “-Olha que vou fazer queixa ao meu pai!”, se se tratava de um adulto dizia “Ah, é?! Então eu vou mas é à polícia!”
Muito bem. Na actualidade o que se passa? Alguém já ainda ouve dizer
“- Vou à polícia?” O que todos estamos habituados a ouvir é, muito pelo contrário, :”- Ah, isso não vale de nada! Ir á polícia é perder tempo, eles não adiantam nada.”A ameaça dos tempos modernos é outra :”- Ah, sim?! Pois fiquem sabendo que vou daqui para a TVI ( também serve SIC)”
É verdade ou mentira? Hoje a força de controle está nas mãos dos media.
Emiéle
Publicado por populo às 02:00 PM | Comentários (3)
146 milhões de euros
Milhões!
É que não é 146 mil euros, que já seria de espantar, são mesmo 146 milhões.
Esperem lá, desta vez tenho mesmo de jogar!
Acho que será a segunda vez, mas não se pode deixar passar esta oportunidade!
Sabe-se lá…
Emiéle
Publicado por populo às 12:29 PM | Comentários (4)
O velho problema do fumo
Tenho uma dupla sorte: não fumo e não me incomoda o fumo.
O que quer dizer que isso é bom para mim e para os outros. O facto de não fumar não me limita nem me cria dependência, coisas de detestaria, para além de não me prejudicar a saúde, e como o fumo não me incomoda especialmente, também sou uma boa companhia para quem tem esse vício.
Mas terei de pôr alguns limites. Já uma vez disse por aqui que tenho tido quase sempre a sorte de conviver com pessoas educadas e simpáticas, que me perguntam se incomoda, o que é agradável e me permite retribuir também de um modo agradável dizendo “faz favor!”. E tudo isso me parece possível com bom-senso e moderação. Até no caso dos restaurantes, se forem arejados, não me parece que seja de não aceitar o cigarro final juntamente com o café. É isso, achava-me realmente tolerante.
Mas…
Já é um pouco menos agradável quando é um fumador compulsivo que “acompanha” a comida com o cigarro em vez do pão. Aconteceu-me ontem. Num grande, grande jantar, fiquei sentada numa mesa ao lado de um cavalheiro para mim desconhecido que, no início, me perguntou se o fumo me incomodava. Pergunta delicada a que delicadamente também respondi que não. Assim sendo ele acendeu um cigarro antes do jantar começar, e vá lá…pensei que seria para um, até chegar a sopa, e aceitei bem o fumo que, por azar, vinha todo na minha direcção. Só que me fui dando conta que tinha cometido um erro quando disse tão amavelmente que estivesse à vontade. Durante a refeição ele fumou ( eu contei porque o cinzeiro estava ao meu lado ) 8 cigarros e isto porque até saiu antes do café!
Valha-me Deus, que é uma questão de bom-senso!
Ontem comecei a entender os fundamentalistas.

(imagem tirada do blog Ante et post )
Emiéle
Publicado por populo às 12:00 PM | Comentários (4)
O pensamento é um acto solitário?
Como hoje é véspera de eleições em Portugal, a lei eleitoral (semelhante em quase todo o mundo ) decide que não haja mais propaganda. É a famosa pausa de reflexão.
Ontem alguém perguntava de brincadeira se os blogs estão sujeitos a essa lei, ao certo não se sabia porque a lei é anterior a este fenómeno de popularidade que é a blogosfera, mas se por este meio se pode influenciar publicamente o voto, parece sensato concluir-se que sim.
Contudo é interessante pensarmos no que motiva esta decisão do voto de silêncio. Parece evidente ser o desejo de respeitar a liberdade de escolha de cada um. Conclui-se que se até ao fim os eleitores fossem bombardeados com mais informação, muitas vezes contraditória, isso poderia levá-los a escolhas “impuras”, menos de acordo com as suas reais motivações ( ? ) . Mas penso ainda se, em muitos casos, esta campanha foi assim tão esclarecedora como isso. Não me parece.
Assim como sei que, felizmente, as pessoas continuam a conversar entre si, daqui até ao momento de meter o papelinho na urna. E os cartazes estão aí, e os artigos que foram escritos podem ser consultados, e mesmo nos nossos blogs, basta recuar um pouquinho para encontrar muitas opiniões.
Porque é verdade que “pensamos sozinhos” mas com base em muitas reflexões alheias. É com base naquilo que nos deram, ou fomos investigar, que as decisões – boas ou nas – são tomadas. Porque não estamos sozinhos no mundo e na vida. E, mais do que qualquer outro, o acto que formos praticar amanhã só tem sentido exactamente por ser um acto social.
Talvez o mais social de todos!

Emiéle
Publicado por populo às 11:24 AM | Comentários (2)
janeiro 20, 2006
E então? Decidam-se, bolas!!!!

Emiéle
Publicado por populo às 11:58 PM | Comentários (2)
Espelhos
Eu penso que me conheço bem razoavelmente bem, e sei que uma das minhas características mais vistosas é ser um pouco “acelerada”… Então ao pé de pessoas tipo pastelão, faço mesmo muita vista. No serviço onde trabalhei antes deste, as meninas do secretariado diziam entre si que eu “fazia vento” por andar sempre a correr e despachar muita coisa em pouco tempo. Portanto, sem grande exagero, posso considerar-me despachada.
Há até quem me considere despachada demais. : ) As tais meninas que brincavam com a ideia do vento, diziam-no num tom em que se notava uma certa crítica… E eu, muito segura de mim, a sentir-me muito normal e achar que “os outros” é que seriam uns molengões, de grande pastelice.
Ora bem, acontece que trabalho agora com uma colega que, para quem pensava que eu fazia vento, só se pode achar que é um furacão! Até a falar, fala tão depressa que muitas vezes nem a acompanho no que quer dizer! E agora dei comigo a colocar-me no lugar das outras pessoas sentindo que aquilo é um exagero, e “ela não é normal”… ai, ai, ai…
Tenho de comprar mais uns espelhos é o que é.

Emiéle
Publicado por populo às 02:00 PM | Comentários (5)
E não falando de política...
Ou será que estamos a falar..?

Emiéle
Publicado por populo às 08:22 AM | Comentários (6)
Hoje é o último dia da campanha
Sexta-feira, o último dia.
Creio que os trunfos estão todos na mesa. Curiosamente, desta vez durante quase toda a campanha o mais importante não foi tanto captar eleitores do adversário para o campo de cada candidato mas sim, convencer os indecisos.
Como em quase todas as eleições existem para cada candidato ou, partido, as pessoas que, tal como no futebol, são adeptos incondicionais. Estão já convencidos desde o primeiro dia, desde antes do primeiro dia, e passe-se o que se passar o seu voto não mudará. Discutir ou argumentar com eles é inútil, simplesmente por acreditam. E quando se acredita sinceramente a força é enorme.
Há também os que estudam o seu voto como quem joga xadrez. Confesso que muitas vezes tenho feito parte desse grupo – votar “contra” alguma coisa que não se quer, e portanto analisar de entre as possíveis opções qual a força política melhor para levar a água ao moinho.
E por último, para além dos que não querem votar por decisão ou considerarem que não vale a pena, esse grande grupo dos abstencionistas, existe um grupo que costuma ser pequeno de indecisos.
A surpresa destas presidenciais, fazendo fé no que vão dizendo as sondagens, foi que este último grupo é bem maior do que é costume. O ‘núcleo duro’ das forças de direita, com a vida simplificada pela existência de um único candidato suportado pela comunicação social em força, está tranquilo. Na esquerda, as danças dos votos têm sido sobretudo entre os dois pê-ésses, um oficial e outro rebelde, e ironicamente para o PS esse rebelde parece estar a ultrapassar o candidato oficial. Quanto ao Bloco e PC seguram muito bem o seu eleitorado. Isto tudo, aceitando que o grupo das centenas de pessoas sondadas, foi tão bem escolhido que representam 9 milhões… Será?
A verdade é que com esta campanha se conseguiu trazer à tona muitos problemas graves da nossa sociedade. Terá tido o mérito de pôr as pessoas a pensar. Mesmo sabendo que um PR não está lá para governar, é importante saber o que ele pensa sobre os problemas mais graves do país. Quanto a isso, quem melhor nos explicou não apenas aquilo que pensa mas sobretudo porque pensa assim, foi Francisco Louçã. O seu discurso foi sempre muito claro e muito directo, direi até que didáctico. No pólo oposto, não direi de Cavaco, porque esse não disse nada e portanto não se pode comparar com nada, mas de Soares. O caso de Soares é triste. Nem entendo porque “lhe fizerem” isto, foi uma maldade. Mas uma vez que ele aceitou a candidatura, ouvimos um discurso redondo e pouco esclarecedor. Deve ter imaginado que já todos sabíamos o que pensava, mas o que se esperava não era isso. Foi confuso, agressivo, atrapalhou-se, um dó.
Por mim, comecei com muitas esperanças em Alegre. Afinal, nesta sexta-feira sinto-me “uma indecisa” do tal grande grupo. Mas vote-se em quem se votar o importante será ir-se às urnas e, para a esquerda, conseguir uma segunda volta.
Conseguido isso, virá a segunda batalha.
Emiéle
Publicado por populo às 07:32 AM | Comentários (11)
janeiro 19, 2006
Não são só os grandes blogs que festejam aniversários
Hoje mais um blog fez um ano.
O “Blog dos golfinhos” a quem apresento ao meus mais sinceros parabéns, fez UM ANO !!!
É a prova de é que “tamanho é não documento” como dizem os brasileiros com sabedoria.
Porque os nossos "golfinhos" são estes:

Emiéle
Publicado por populo às 08:50 PM | Comentários (5)
Diplomacia
Acabei de ouvir uma história magnífica de um talento diplomático.
Uma amiga minha trabalha há pouco tempo numa empresa onde, uma vez por semana, se desloca um médico para atender ali os trabalhadores que apresentem queixas de saúde. Ela aceitou naturalmente essa benesse da empresa.
Ainda bem, pensou ela, para situações ligeiras escuso de me deslocar a um Centro de saúde e resolvo o problema aqui.
Da primeira vez, foi à consulta, tudo muito agradável, ficou satisfeita e no final o médico pediu-lhe para assinar um recibo o que ela fez sem prestar muita atenção, “então muito obrigado, sr. dr., até à próxima” e toca a andar.
De segunda vez que necessitou desses serviços, repetiu-se a mesma cena. Consulta, assinatura de um papel, aperto de mão com agradecimento, e até à vista. De última vez, depois da tal assinatura do papel e enquanto trocavam cumprimentos, diz o médico de um modo casual “Eu já lhe dei o troco?”
Poing!!!! Troco????
Só então entendeu que as consultas, embora com um preço simbólico, tipo taxa moderadora, eram pagas! E o modo “artístico” como o senhor conseguiu dizer-lhe isso, foi referindo um hipotético troco.
Quando ela contou esta história, entre risota, ainda voltou a corar…
Emiéle
Publicado por populo às 02:46 PM | Comentários (5)
Vem aí um novo Woody Allen
Estreia hoje!
Com os canais de distribuição montados como andam actualmente, creio bem que dentro de muito pouco tempo o vamos ter cá.
Eu sei que sou suspeita porque admiro sem restrições o Woody Allen. Assim como quando se ama, e por isso dizem que o amor é cego. Quanto ao Woody eu reconheço-me um pouco cega, porque mesmo das obras que são consideradas “menores” gosto muito. Quando, há pouco tempo, ele esteve cá a tocar tive uma enorme pena de não ter tido dinheiro tempo para o ir ouvir e ver.
Agora realizou um novo filme.
Match Point
Mal posso esperar! Ainda por cima desta vez as críticas dizem bem!!!
Portanto escusam de esperar que eu depois de ter visto não esteja entusiasmada, hei-de vir aqui ao Pópulo, não dizer se gostei mas explicar do que mais gostei.
Quando se ama não se é imparcial, e já expliquei que este é um caso de amor.
Emiéle
Publicado por populo às 01:59 PM | Comentários (7)
Corrente e contra-corrente
O vício de espiolhar notícias, faz-nos encontrar algumas inesperadas.
Pelo menos, esta é inesperada e boa.
Parece-me tratar-se de um facto, daqueles insofismáveis, a “deslocalização” das fábricas para onde a mão-de-obra é mais barata, ou seja para os orientes. Sabemo-lo bem. Não é de hoje que se nota esse movimento migratório.
Daí a minha surpresa ao ler que uma empresa da Malásia veio instalar uma fábrica em Portugal
Tive de a ir ler bem. O.K. Será o movimento de contra-corrente benéfico, porque respeita a 'know-how', e creio que tudo o que se refira a transferências de alta tecnologia, será excelente.
Claro que ignoro o peso desta deslocalização, mas seja qual ela fôr, é uma boa notícia.
Emiéle
Publicado por populo às 01:13 PM | Comentários (9)
Envelope 9
Devia ouvir-se agora música apropriada ( puuuum…puuummm…ooonnnn puuumm!) qualquer coisa que indicasse que se aproximava algo de assustador.
É que só o nome é sugestivo:
O Caso de Envelope Nove
Suspense…
Alta Tensão. Jogos de sombras e luzes estranhas. Música a aumentar.
Finalmente vai desvendar-se esse estranho enigma do “Envelope 9” e de como é possível que a PT tenha começado a fazer lista ainda antes de lhe ter sido pedido
Magia, não é?
Eu que gosto imenso deste tipo de ficção!

Emiéle
Publicado por populo às 01:02 PM | Comentários (5)
Desta vez copiei tudo!
Até agora, quando admiro um post de um dos “meus” blogs, reenvio os leitores para lá. Aliás creio que assim o aconselha a cortesia blogosférica.
Mas, desta vez tenho desculpa.
O boneco é giríssimo, o nosso Farpas faz maravilhas com as técnicas de fotografia, e este post dele sobre um pobre avião que apanhou a gripe das aves, está o máximo!
Desculpa o roubo, Farpas, mas teve de ser.
Aqui está o pobre avião constipado:

Emiéle
Publicado por populo às 11:17 AM | Comentários (6)
Um post que é só um recado
![]()
Para a meia dúzia de leitores que me têm dito que passam pelo Pópulo logo de manhãzinha, ao chegar ao emprego, venho dar uma explicação: Hoje estou a meio-gás. Não é a das galinhas, mas estou de gripe.
Não presto para nada, hoje. Não houve posts de manhã cedinho, e se houver durante o dia vão ser a conta-gotas, quando acordar desta meia sonolência que os anti-histamínicos me dão.
Ainda por cima parece continuar o frio e a cama está quentinha…
Emiéle
Publicado por populo às 10:38 AM | Comentários (7)
janeiro 18, 2006
Desta água…
De algumas coisas que a vida me tem ensinado, há uma que tenho sempre presente: não pensar que “desta água não beberei”. Passo até o meu tempo a enganar-me. A pensar que “sou assim” e certas coisas não farei ou não pensarei, e mal me descuido, pimba, estou mesmo lá caída!
O meu carro tem sido aquilo que nos estereótipos habituais se considera “carro de mulher”. Ou seja, anda afinado e com o 'boletim de vacinas' em ordem, mas de aspecto, Deus nos acuda! Não só por dentro anda cheio daquelas coisas que são para deitar fóra mas que vão andando por lá, como sobretudo o exterior andava uma lástima, cheio de mossas, arranhões, pancadinhas e, naturalmente, sempre sujíssimo! Como as mazelas ao nível das pancadas, em 98 % dos casos consistiam em
*interessantes surpresas* que eu descobria todas as manhãs, também amuei e ia deixando andar…
Mas ultimamente a coisa assumia aspectos de necessitar de tratamento urgente, porque já podia vir aí a ferrugem. Enfim, lá teve de ser, e o pobre de subsídio de Natal lá foi para os cuidados de saúde do bichinho.
Agora veio lindo! Todo desamolgado, pintadinho de fresco, era o orgulho da sua dona. E tal o “orgulho da dona” que dei por mim, esta manhã, de lencinho de papel na mão a limpar cuidadosamente um cocó de passarinho.
Eu sei que fiz bem. Eu sei que aquilo tem uns ácidos que estragam a pintura. Eu sei que as pessoas sensatas teriam feito o mesmo. Mas também sei que o mês passado, teria pensado “Ora, já está a chuviscar, daqui a pouco está tudo lavado, toca a andar que estou atrasada!” e teria sorrido se visse o meu vizinho fazer o gesto que acabei de fazer, pensando de mim para mim ”lá tá! as mariquices de homem com os carros”.
É mesmo, eu cá bebo sempre de todas as águas !
Emiéle
Publicado por populo às 01:44 PM | Comentários (10)
E como vêem aí os “Óscares” ( II)
P'ós meninos não ficarem sozinhos, então podem brincar com estas meninas:

Emiéle
Publicado por populo às 09:16 AM | Comentários (6)
E como vêem aí os “Óscares” ( I)
Quem os viu e quem os vê...
Ó p'ra eles, tão queridinhos:

O que acham?
Emiéle
Publicado por populo às 09:12 AM | Comentários (6)
Vão ao Troll Urbano
É um conselho de amiga. Eu ia começar a escrever um texto sobre um caso chocante sobre vários pontos de vista. Entretanto dei uma vista de olhos por outros blogs e encontrei o que queria dizer, muito melhor dito. Desisti e convido-vos a ler
Um post emprestado .
Está lá tudo o que se devia dizer.
Um abraço, João Pedro.
Emiéle
Publicado por populo às 08:27 AM | Comentários (6)
Um globo de ouro com alguns diamantes
Claro que não vi o filme, mas só posso aplaudir que se tenha focado o tema de um modo tão bem feito que tenha merecido um “globo de oiro”.
O cow-boy encarna ainda muito o estereotipo do machão. Uma pessoa que domina gado, identifica-se com facilidade com esses valores tradicionalmente definidos como machos e cuja definição sexual seria também, tradicionalmente, heterosexual.
Como não vi o filme "O segredo de Brokeback mountain" não poderei dizer como é que o tema foi abordado, mas já o tê-lo sido parece muito positivo.
Espero pela estreia cá.

Emiéle
Publicado por populo às 08:03 AM | Comentários (7)
Tiro no pé
Usa-se a expressão “dar um tiro no pé” quando queremos dizer que qualquer acto em lugar de atingir o fim que se propunha teve o efeito oposto e até prejudicou a sua causa.
Neste caso o tiro foi tão desastrado que por um triz atingia um órgão vital!
É certo que os casos dos pais separados que não têm acesso à presença dos seus filhos, são tristes, chocantes e devem ser repensados. Quase sempre prejudica-se o pai que não vê o filho mas, simultaneamente, o filho que também não vê o pai. Em Portugal também temos associações de pais que lutam por esse justo direito.
Mas uma associação britânica desse tipo, de uma penada conseguiu prejudicar a sua causa.
Com a infeliz ideia de raptar o filho de 5 anos de Tony Blair para chamar a atenção para o problema, chamou de facto a atenção mas da pior maneira.
Olhem que ideia! Felizmente que não chegou à prática, mas deviam ter pensado melhor, muito melhor. Estava em jogo o bem estar de uma criança de 5 anos que por acaso tem o apelido Blair.
Emiéle
Publicado por populo às 07:31 AM | Comentários (5)
Mais arrumações
Agora que me comecei a instalar mais “a sério” aqui no Pópulo, para além das mudanças de visual há outras mudanças que apetece fazer. As primeiras foram importantes para mim, porque me fizeram sentir mais confortável e mais ‘dona desta casa’, não como inquilina. Mas não me apetece ficar por aqui, já mudei um pouco a casca, agora vamos ao miolo.
Eu sei que há alguns sinais que são ‘imagens de marca’ minhas. Quando voltei a assinar com o meu antigo nick, houve quem dissesse que já tinha percebido que era eu pelas horas a que venho aqui escrever. E isso é um ponto dificilmente contornável. Posso, e por vezes faço, escrever algumas coisas para ‘entrarem’ mais tarde, mas a verdade é que por motivos profissionais só tenho acesso à net ou de manhã ou bastante tarde e à noite estou muitas vezes cansada demais para estar a escrever. Guardo essa altura para visitas: aos outros ou responder aos meus visitantes. Quanto a esse ponto não poderá haver grandes alterações.
Mas olhando para trás dei conta de que neste blog, contrariamente ao meu costume, tenho restringido os temas de que falo. Notei que aqui ainda não falei de um livro que me tivesse interessado, do último filme que vi, de uma exposição, de um espectáculo. Tchiiii, isto nem parece meu !
E não é normal. O blog fica limitado e, ainda por cima, dá de mim uma imagem que nem é verdadeira nem agradável… Vou ter de dar uma volta a isso.
Por outro lado, tenciono pôr em prática uma ideia - a colaboração eventual e esporádica daquilo que nos tempos do BdE se chamavam “itálicos”. Amigos que me enviem textozinhos publicáveis em posts ou, como até já fiz, comentários que entenda mais alargados e interessantes, promovo-os a posts itálicos. Para dar um outro colorido aqui ao Pópulo, e não se falar apenas a uma voz.
Vamos a ver. Claro que quando se começa a arrumar a casa não se pode fazer tudo nem num dia nem de uma só vez. Mas vamos começando por aqui, que é um princípio.
Emiéle
Publicado por populo às 06:58 AM | Comentários (5)
Nasce o dia
Bom dia a todos!
Apesar de esperar que chova, como creio que todos nós, não faz mal ao acordar vermos uns raiozinhos de sol.
Dá outro ânimo para o dia que começa. Depois que venha a chuva para, como ouvi ontem um camponês no seu sotaque alentejano, "temperar o chão".
Mas um raio de sol a despertar, sabe bem.

Emiéle
Publicado por populo às 06:49 AM | Comentários (6)
janeiro 17, 2006
Aaaaaaah!!!!
Este post é dedicado especialmente à minha amiga Isabel , mas claro que é também para vocês todos.
Partilhem comigo o prazer de ver Paris à noite:
Claro que se quiserem, e tiverem fôlego, no final clicam na setinha da esquerda e fazem a volta ao contrário.
:) Bon voyage!
Emiéle
Publicado por populo às 10:12 PM | Comentários (10)
O galheteiro
De vez em quando recorda-me aquela anedota com barbas, dos três escuteiros cuja ‘boa acção’ do dia tinha sido ajudar uma velhinha a atravessar uma rua, e quando lhes perguntaram porque tinha sido necessário irem os três, responderam.”- É que ela não queria ir!”. Lembro-me dessa graça quando nos querem proteger, de tudo e mais alguma coisa, tipo galinhas com as asas abertas sobre os seus pintainhos. ( este “querem”, assim indefinido, refere-se a Bruxelas e às suas normas)
Agora são os galheteiros.
Decidiu-se que os restaurantes devem ter dozes individuais de azeite para cada cliente, ainda assim o líquido que está nas galhetas venha conspurcado…A mim faz-me alguma confusão. Estou a imaginar-me, dentro de algum tempo, num restaurantezinho aconchegado e familiar e porem à minha frente um tabuleiro como o das refeições dos aviões, com tudo embrulhado em papel celofane, dos talheres à fruta. Ai, valha-me Deus, que velha que me sinto!
Olhem para mim, a abrir uma destas “embalagens de azeite” e aquela porcaria a rebentar-me na mão e ficar toda suja. Mas então não há inspecções aos restaurantes? Não se deve verificar o estado dos produtos? Porque raio uma pessoa não se pode servir da quantidade de azeite que lhe apetecer…?
Ná. Gosto de ser protegida, mas não exagerem. Sinto-me como a tal velhinha, que não quer atravessar a rua.
‘Deslarguem-me’, soltem-me, xô, xô, não quero tanta protecção!
Quero o meu galheteiro, e temperar o-bacalhau-com-todos como eu desejar !!!!
Emiéle
Publicado por populo às 02:50 PM | Comentários (9)
Olhó papão!
Um conselho:
Vão ao "Ai-o-Camandro", ver como se pode fazer uma criança birrenta comer a sopinha toda de susto!
Tá óptimo, Farpas!
Emiéle
Publicado por populo às 01:12 PM | Comentários (4)
A melhor anedota
O.K., O.K., será uma das melhores anedotas de loiras que andam por ai…
Terei de estar de acordo, não é?
Aceito sempre a opinião da maioria ( quero dizer, quase sempre...)![]()
Emiéle
Publicado por populo às 09:21 AM | Comentários (8)
A convicção é tudo!
E prontos!!!
Grrrrr!
Tinha-me apetecido dizer que "hoje acordei assim", mas não vou entrar por esse caminho.
:)

Emiéle
Publicado por populo às 08:44 AM | Comentários (6)
Mas o que é que é “ilegal”?
Os trabalhadores da recolha do lixo da Câmara do Porto, recebiam um prémio de 115 € ( um dinheirão, como se vê logo ) por trabalho nocturno. Mas em Novembro a autarquia - baseada num relatório da IGAT, onde se dizia que uma vez não estar regulamentado o decreto-lei que autorizava esse prémio, este seria ilegal decidiu suspender esse pagamento. Nestas coisas, a suspensão de um pagamento é sempre mais rápida do que seria o seu inverso.
É certo que a recolha do lixo também se pode fazer em horário diurno. Aí não haveria lugar a prémio nenhum. Só que é extremamente mais incómodo para todos, como sabemos. E assim fica-me a dúvida: é legal trabalhar de noite? É legal não se recompensar esse trabalho? Pelos vistos é ilegal pagar-se mas não é ilegal trabalhar-se àquelas horas.
Pontos de vista.
Emiéle
Publicado por populo às 08:17 AM | Comentários (6)
Máquinas
:)
Como sempre, o espírito do Luis Afonso:

(clic para ver melhor)
Emiéle
Publicado por populo às 08:00 AM | Comentários (4)
“Aparente negligência médica”
Esta tem graça! Não, não tem graça nenhuma o caso, o que tem graça é a cautela com que é contado.
Eu bem sei que não se deve ‘julgar’ seja quem for antes de o tribunal o fazer. Apesar disso é o que mais se vê por aí! Mal aparecem indícios seja do que for já os factos são apresentados segundo a opinião formada do repórter que avaliou a história em causa.
Mas aqui é o oposto. Há uma pessoa que um ano após uma operação aparece com uma pinça dentro da barriga e diz-se delicadamente que há aparente negligência médica. Atenção que era uma pinça de 18 cm!!! Imagino que se fala em “aparente” porque, apesar de tudo parece que «a presença da pinça no corpo da vítima, durante cerca de um ano, não terá deixado sequelas». Se calhar, então não foi nada negligência, aquilo foi intencional era para no caso de vir a ser necessária outra operação um dos instrumentos já ali estava à mão… Foi até um acto de boa previsão.
Ele há coisas espantosas!

Olhem que se medirem, a maior que aqui está reproduzida tem cerca de metade do tamanho da referida na notícia. Dentro da nossa barriguinha, heim?
Emiéle
Publicado por populo às 07:24 AM | Comentários (8)
A abstenção e as sondagens
Percebo pouco de números e técnicas de venda mas até me prezo por entender um pouco de lógica. E há certos raciocínios que são lógicos:
É bom e correcto haver sondagens. Seja para o que for. É sabendo o que a generalidade das pessoas pensam que se podem tomar melhores decisões em muitas áreas, desde as económicas, às culturais, às políticas. Portanto não só não tenho nada contra, como até as aplaudo.
Contudo…
Não sei a que ponto, num caso como no campo eleitoral, elas podem ter um efeito indesejável. Porque, quando se diz e se afirma insistentemente que determinado resultado é inevitável, (e em certa medida, é o que essas “sondagens” alegremente vêm contando) é como quem diz qualquer coiso do tipo :
-Não vale a pena lá ir, porque já está tudo resolvido.
Há qualquer coisa de errado e perverso nisto tudo. Por melhor e mais correctas que sejam, essas sondagens são apenas isso – sondagens. A opinião de umas centenas de pessoas, criteriosamente escolhidas pelo que julgo saber, mas umas centenas de pessoas e não milhões. Por um lado todos os candidatos insistem em que se deve ir votar, e é mau não o fazer. Por outro passam-nos a ideia de que o futuro do dia 23 já chegou, e mais 1 por cento aqui, menos 1 por cento ali, já está tudo decidido. Com este tipo de conversa, alguém se admira se nestas eleições tivermos um número recorde de abstenção ? Porque tenho ouvido por todos os lados a frase de indiferença “para quê?” o que naturalmente não é bom para ninguém nem mesmo para o tal candidato silencioso «previamente vencedor se não lhe retirarem o arranjo La Feria» como disse com humor a Teacher.
Não, não é nada bom para ninguém a ideia final de que não vale a pena fazerem-se eleições, basta fazer-se sondagens.
Emiéle
Publicado por populo às 07:13 AM | Comentários (5)
janeiro 16, 2006
Passando para uma coisa diferente…
Eu não quero nunca deixar os meus visitantes insatisfeitos. A Gui, é uma 'minha' comentadora que me tem acompanhado desde o princípio, e me fez um ultimato aqui em baixo, no post das baratas: «Ó criatura, apaga-me já estas fotos ou não volto aqui ao blog até a página ter saído do visual» disse-me ela, como podem confirmar.
Claro que tinha de “empurrar” o post pespegando-lhe outra coisa em cima. E já agora coisa mais bonita…
Portanto, lembrei-me que, mesmo quanto a insectos há outros muito lindos, veja-se as borboletas, por exemplo. Assim, em honra da Gui, deixo aqui um mundo azul de borboletas.

Emiéle
Publicado por populo às 06:00 PM | Comentários (9)
Estou muito mais valente!
Já uma vez contei que odeio baratas .
Não gosto quando dizem que ‘tenho medo’ de bichos deste tipo. Primeiro, porque até o único bicho que me causa esta *impressão* é este insecto em concreto: a barata. Segundo, porque o termo medo está errado, a expressão mais correcta é nojo. Metem-me imenso nojo, proporcional ao tamanho do bicho. E é um bicho citadino, não sei porquê, mas nunca as encontro na aldeia, aí há aranhiços, formigas, lagartixas, nada que me incomode. Agora
baratas, não!
Em Lisboa travo uma luta inglória contra essa bicharada. Quando imagino que já resolvi o problema, aparece-me mais uma desgarrada. Tenho a certeza de que isso se passa porque na minha cozinha existe uma “coisa”, antiquadíssima, chamada pia. É por esse cano horroroso que as aquelas nojentas sobem, porque são tão grandes que não passavam pelo ralo do lava-loiça!
Há dias, entro na cozinha e vejo um desses animais cheio de pernas e enooooorme, a passear no tal lava-loiça. Como sou mulher prevenida tenho logo ao lado da porta, tipo extintor de incêndio, um exterminador implacável e avanço com ele em punho despejando-lhe metade da carga em cima. Matei-a é claro. Fim da primeira parte e intervalo.
Segunda parte: era necessário retirar o cadáver, deitá-lo na retrete e puxar o autoclismo. Quem executa essa função?! Ela já está morta mas continua a ser enorme e nojenta. Chamei o homem que estava em casa, maior do que eu em altura e largura, e ordenei:
- Filho, vai deitar a barata morta na retrete! E virei as costas. Como não ouvisse o menor ruído voltei à cozinha e vejo-o a contemplar a 'tarefa proposta' – Oh mãe, mas como é que eu faço? Aquilo mete nojo…
Terceira parte: Qual ‘padeira de Aljubarrota’, eu pego numa pá e vassoura, avanço para o local do crime, varro o cadáver e termino a tarefa.
Tá, tá, tá, tá!!! Palmas!!!
É óbvio que de dia para dia estou mais valente!
Emiéle
Publicado por populo às 03:37 PM | Comentários (12)
Desigualdades
O “Público” de ontem trazia uma série de dados da Eurostat a respeito das desigualdades neste mundo. Havia pouca coisa que nos causasse muita surpresa. Já se tinha ideia de que as desigualdades entre ricos e pobres tem aumentado em todo mundo, para além do conhecido e tristíssimo facto de existirem 'países ricos' e 'países pobres'. Contudo, isso talvez choca um pouco menos do que ‘dentro do mesmo país’, entre os seus próprios cidadãos, haver ricos tão ricos e também pobres tão pobres.
Muito infelizmente, lê-se que «Portugal acumula a condição de país mais desigual da EU com o de portador de maior índice de pobreza relativa». E o interessante será reflectir num importante indicador: de 2001 a 2003 a desigualdade que se estava a atenuar voltou a acentuar-se muito mercê do abrandamento das políticas sociais e a “focalização no problema do deficit público”, disse Roque Amaro.
É curioso ouvir quem defenda que “maior desigualdade não quer dizer maior pobreza” segundo a interessante ( ? ) ideia de que os ricos sendo mais ricos podem investir mais. Não sei se não será maior pobreza, mas é decerto maior injustiça.
Não me parece que na Dinamarca, país considerado com mais igualdade, os investimentos estejam parados…
Emiéle
Publicado por populo às 02:31 PM | Comentários (2)
Vamos ter vacas em Lisboa, mas só em Maio

A notícia até é a sério mas é impossível deixar de sorrir.
Então é assim:
Existe uma associação chamada adequadamente CowParade, que se dedica a beneficência. Oferecem umas esculturas de vacas em diversas posições e atitudes e as pessoas são convidadas a pintá-las. Por cá vamos ter umas 100 o que já é um rebanho de consideráveis dimensões…
O concurso decorre até 31 de Janeiro e "qualquer pessoa pode concorrer, desde o amador ao profissional" Claro que também há os mecenas que por 7.500 € podem adoptar uma vaca. Façam favor...
Vamos ao que interessa – no final estas vacas serão leiloadas e o produto desse leilão distribuído a Associações de Beneficência.
Tudo acaba em bem.
E vivam as vacas!
Emiéle
Publicado por populo às 07:58 AM | Comentários (12)
As mulheres e a política
Quando pensamos que há cem anos nem sequer se admitia que pudessem votar é de maravilhar a velocidade com que o género feminino conquista terreno.
Ontem ficou confirmada a vitória de Michelle Bachelet que ganhou as eleições presidenciais no Chile e ainda, na Finlândia, Tarja Halonen, passa à segunda volta onde tem uma posição que permite aceitar a sua reeleição.
Por outro lado, em França, onde o código napoleónico esteve em vigor até há pouco, Ségolène Royal parece situar-se na pole position para uma boa corrida ao Eliseu.
Não fico indiferente, não senhor!
É que não são apenas 3 mulheres que ascendem, ou podem ascender, por direito próprio sem “herdarem” nada, a lugares de grande destaque.
São também mulheres de esquerda.

Emiéle
Publicado por populo às 07:32 AM | Comentários (7)
Era uma vez…
Vamos imaginar uma história.
Era uma vez uns pais que tinham muitos filhos. Esses pais eram muito desorganizados e não sabiam educar bem todos os filhos. Tinham uns que eram uns meninos queridos e como se portavam muito bem lhes davam muito gosto e tinham todo o mimo, mas outros não conseguiam ser amados. Andavam para ali, rotos, sujos, meio esfomeados, eram desobedientes, e na perspectiva dos pais só se sabiam era portar mal. Um desastre. Quem lhes dera verem-se livres deles!
E tanto pensaram que assim fizeram. Umas cartas, uns telefonemas para uns conhecidos, a uns miúdos lavaram-lhes a cara a outros nem isso, e lá os despacharam pela estrada fora.
Uff!!! Mas que alívio.
Claro que os novos responsáveis, quando viram a “herança” meteram mãos à obra: a uns mandaram-nos trabalhar para as obras, mesmo sendo crianças, aos mais fraquitos mandaram pedir esmola, e até a alguns foi-lhes dito “desenvencilhem-se, se os vossos pais não vos quiseram, nós também não queremos”.
Se alterarmos alguma coisita temos o que se passa na nossa terra. Estruturas sociais de apoio ( lares, creches, tempos livres ) passam para o domínio do privado e aí passa a ser admitido quem lhes dê lucro. Casas muito degradadas, para a Câmara não ter de as arranjar, cedem-se a Fundações que pretendem ter lucro sem grandes custos, e vá de aumentar rendas E por aí fora…
Os portugueses têm tido uns pais desnaturados. Será que o merecem?
Emiéle
Publicado por populo às 07:05 AM | Comentários (6)
janeiro 15, 2006
Está a chover
… e ainda bem!
Não sei porque é que temos a mania de chamar “bom tempo” ao tempo que faz quando não chove. O Bom Tempo é o tempo certo. É sol no Verão e chuva no Inverno.
Hoje está bom tempo, o tempo certo.
Ainda por cima tenho esperanças que com esta água a temperatura deixe de estar tão baixa, que tem feito um frio muito especial. Claro que também é suposto fazer frio no Inverno, mas não precisava de ser tanto.
Belo!
Chove lá fora, e eu estou agasalhada em casa, com tudo em sossego, um livro aberto onde o deixei e uma música de que gosto a tocar baixinho. Talvez um bom-bom...?
Claro que o ideal seria também uma lareira e um gato, mas não se pode ter tudo…

Emiéle
Publicado por populo às 10:14 AM | Comentários (13)
Não é apenas a língua portuguesa que é traiçoeira…
( Recebido por FW )
«Dear Signore Direttore!
Now I am tella you the story how I was treated at your hottela.
I am comma from Palermo as tourist to London and stay as a younga man at your hotella. When I comma in my room I see is no shit in my bed. How can I sleep with no shit in my bed?! So I calla down the recepcione and tella: "I wanna shit". They tella me "Go to the toillett".
I say "No, no, I wanna shit in my bed". They say "You betta not shit in your bed, you sonnawabitch".
What is a sonnawabitch?!
I go down for ristorante for breakfast. I order bacon and eggs and two pisses of toast. I getta only one piss of toast. I tella waitress and pointa of toast "I wanna piss". She tella me: "Go to the toillett". I say: "No, no, I wanna piss on my plate". She then say to me: "You bloody fella not piss on the plate. You sonnawabitch." Second person who do not even know me and calla me sonnawabitch. What is a sonnawabitch?!
Later I go for dinner into ristorante. Spoon and knife is laid out but no fock. I tella waitress "I wanna fock" and she tella me "Sure, everybody wanna fock". I tella her: "No, no, you don't understand me. I wanna fock on the table".She then tella me: "So, you sonnawabitch, wanna fock on the table? Get your ass out of here". So I go to the recepcione and ask for the billa. I no wanna stay in this hotella no more. When I have pay the billa, the porter say to me "Thank you, and peace on you".I say "Piss on you too, you sonnawabitch". I go back to Italy! I never more comma stay at your hotella,
you sonnawabitch!
Sincerely,
Enrico Mancelli»
Emiéle
Publicado por populo às 10:00 AM | Comentários (7)
E não se pode exterminá-los acalmá-los?

Não haverá outros meios? Se não é verdade, pelo menos quando se vê em cinema ou nalgumas séries sobre vida animal, aquilo parece muito convincente… Estou a pensar naquelas situações onde se pretende apanhar um animal feroz sem lhe fazer mal e se dispara aquilo que para o espectador parecem “balas anestesiantes”. Penso que não será exactamente assim, mas é qualquer produto que pode ser atirado e adormece a fera.
Lembra-me isto, porque gostaria de pensar, se as “forças de segurança” americanas, que andam de dedo tão leve no gatilho, não poderiam receber lições e dar-se-lhes meios para outro modo de actuação.
Há pouco tempo viu-se um homem louco, munido de uma faca e que provocou distúrbios, ser abatido pelo grupo de polícias que o cercavam com tantos tiros que no final foi difícil saber quantas balas tinha recebido. O outro louco que corria pela manga de acesso ao avião dizendo que tinha uma bomba e foi logo ali morto.
Hoje lê-se que um miúdo de 15 anos, armado com uma pistola, acabou por ser abatido pela polícia. Pela notícia entende-se que o rapaz, tinha fechado um colega num armário, empunhava a tal pistola e ameaçava suicidar-se. Ora perante isso, a polícia matou-o!
Há muita coisa difícil de entender. Casos como estes onde parece tratar-se de doentes bipolares em crise, ou pelo menos situações do âmbito da saúde mental, a polícia atira a matar?! Não têm outros meios por que possam optar?
É que começam a ser muitos casos em pouco tempo. Com uma polícia tão nervosa, para além das tais balas anestesiantes ( ? ) , parece que a própria polícia devia era tomar uns xanax ao pequeno almoço…
Emiéle
Publicado por populo às 09:45 AM | Comentários (2)
O Chile vai hoje a votos
Segunda volta nas eleições presidenciais chilenas.
Boa sorte Michelle Bachelet

Emiéle
Publicado por populo às 09:32 AM | Comentários (3)
janeiro 14, 2006
Continuo em obras!
Deu-me para aqui!
Quando okupei este blog, tinha na cabeça que ia ser uma coisita de pouco tempo aí um mês no máximo. De modo que para mim foi como um quartinho de hotel – estava mobilado, tinha tudo o que eu precisava, e assim ficou.
Mas a verdade é que fui ficando, fui ficando, e neste momento já me sinto na minha casa. A gente cria raízes em todo o lado, e eu então para criar raízes sou perita…Gosto muito de mudar e viajar, mas ligo-me com muita facilidade, sobretudo quando, como neste caso, me fazem sentir tão bem.
E pronto! Estou para ficar, e então comecei a dar um ar diferente ao velho Pópulo.
Ontem fui à rua e comprei uma caixa de correio que era coisinha que fazia falta. Vamos supor que alguém precisava de me dar um recado, que preocupação, não é?
Já tá!
Depois, ainda na área das comunicações, vieram os telefones. Quem tem amigos gosta de os ter à mão, não é? Portanto lá montei uns fios de comunicação com os blogs de que me fui lembrando. É claro que isto está em crescimento, e como os telefones dos amigos, está também sempre a aumentar. Mas devagarinho que é para saborear bem.
Hoje comecei com a “decoração” propriamente dita.
A letra daqui era muito pequenina. Eu sei que também não sou grande, mas a pobre era uma formiguinha, e alguns amigos meus já tinham refilado “olha lá, então tenho de pôr óculos quando te vou visitar?”. O.K., já passou do Jardim-de-infância e pode brincar com os outros meninos de um tamanho maior.
E depois veio a maquillage. Aqui a carinha do Pópulo era um pouco descorada. O cinzento é cor altruista, serve para valorizar as demais mas, para estar mesmo à cabeça, parecia-me muito tristinha. Dei-lhe hoje outra cor. É uma experiência, atenção. Acho o turquesa uma cor alegre, mas talvez encontre outra melhor. Mas aquele cinzento que me evocava nuvens de trovoada, já passou.!)
( De sublinhar que nestes arranjos fui muito ajudada pela dona da casa e pela irmã, que a minha ciência é fraquita…só sei é ser teimosa)
E por último, tendo ouvido algumas opiniões, decidi recuperar o meu velho nick. Já que me conheceram como Emiéle, cá volto como Emiéle.
E agora que comece a festa, casa inaugurada, as portas estão abertas e disposta a ouvir todas as sugestões que me fizerem…
Boa Noite, ou Bom Dia, conforme a hora a que me estiverem a ler!
Emiéle
Publicado por populo às 10:00 PM | Comentários (7)
Atitudes
Tenho uma grande amiga dinamarquesa. Quero dizer, ela na realidade é portuguesa, nascida e de coração, mas casou com um dinamarquês e portanto a sua vida é toda lá. Mas, como é natural vem cá frequentemente matar saudades e ver os amigos.
Esteve agora comigo, no próprio dia em que tinha chegado. E, com algumas horas de intervalo, tinha vivido duas situações idênticas mas de sinal completamente oposto:
Quando em Copenhaga quis ir para o aeroporto, naturalmente, chamou um táxi. O carro parou ao pé da casa dela, o motorista cumprimentou, abriu a bagageira, arrumou-lhe cuidadosamente as malas tendo perguntado se era conveniente ficarem nalguma posição especial de acordo com aquilo que contivessem. Foram calmamente para o aeroporto e, pelo modo como conduziu, ela contou-me que lhe transmitia a segurança de que tinham bastante tempo, o caminho estava desimpedido, mas mesmo que houvesse algum azar tinham todo o tempo para ela apanhar calmamente o avião. Chegaram e o senhor tirou cuidadosamente as malas e ajudou-a a encontrar o caminho mais directo para a entrada. Ela foi tomar o avião com a maior tranquilidade e bem disposta.
Poucas horas de pois desembarca na Portela. Depois de esperar na fila por um táxi, um indivíduo mal encarado e com uma atitude de enfado, atira-lhe literalmente as malas para o porta-bagagens. Como numa delas ia um pc portátil ela ainda receou pela saúde do bichinho… Senta-se ao volante e larga numa corrida louca pela cidade, numa gincana de tangentes aos outros carros, queimando sinais, passando até um vermelho e com o rádio tão alto que ela ainda tentou pedir-lhe que não fosse tão depressa mas sem ser ouvida. Ao chegar, atirou-lhe de novo com as malas, desta vez para o passeio, recebeu e desapareceu.
É toda uma atitude. O contraste aqui foi gritante por ter apenas a separar estas duas corridas o tempo da viagem de avião, mas o que no fundo se avalia é a postura perante o trabalho.
O primeiro motorista sentia-se útil. Alguém necessitava dos seus serviços, e ele procurava ser prestável. Digamos que tinha gosto na sua profissão. Se calhar os nossos não terão motivos para ter o mesmo gosto, aceito, assim como sei bem que nem todos são assim. Mas a verdade é que tudo isto se torna um ciclo vicioso, tanto custa ser amável como não. Conheço pessoas com profissões bem pouco atraentes e as tornam interessantes. Agora assim, deste modo, o próprio trabalho se torna um tal frete que fica bem mais penoso para o próprio!
Emiéle
Publicado por populo às 09:12 PM | Comentários (2)
Caleidoscópio
Ainda há pouco reparei no contraste de duas frases, ditas pela mesma pessoa em ocasiões um pouco diferentes.
É muito divertido como pode mudar tanto a nossa opinião a respeito de quase tudo, de acordo com aquilo que estamos a sentir no momento em que se tem esse desabafo. Muitas vezes uma volta de 180 º!
E note-se que, das duas vezes, aquilo é dito com sinceridade!!! Nós somos os mesmos, as palavras saem da mesma boca, mas basta mudar o foco de luz , para a realidade ( ? ) se tornar bem diferente.
Ora vejam:
Apreciação de um preço de um mesmo produto
Ao acabar de receber o ordenado – “Olha, até nem é caro…!”
No final do mês – “O quêêêê?! Quanto?! É um roubo!!!”
O cheiro a comida
Antes de um almoço já tardio – “Ah, que cheirinho!” ( quase a salivar )
Meia hora depois de um bom almoço – “Brrr! Peixe frito! Nem se pode, que enjoo de cheiro!”
Clima
O chefe acabou de nos mandar chamar – “Uff! Que calor!... Isto aqui está sufocante, não se pode abrir uma janela?”
Afinal, chamou-nos para fazer um elogio – “Que dia tão bonito. Está cá uma luz !”
Ou seja, sem querer entrar em metafísicas, afinal o que é a realidade?
Não seremos nós que a fazemos?
:)

ML
Publicado por populo às 06:10 PM | Comentários (2)
Sábado !!!!!!
Que o mesmo é dizer, véspera de Domingo!
Um dos melhores dias da semana, dá para preguiçar á vontade sem má consciência.
E logo hoje que me deu para brincar aqui com as arrumações da “casa”. É evidente que se estou a brincar no pc, fica o resto para depois, mas para isso é que temos mais 5 dias na semana.
O pior é que quanto mais olho para estas tecnologias mais cresce e certeza da minha incomensurável ignorância, não apenas na informática ( o que já sabia ) mas em tudo o que diga respeito a linguagem htlm. Tchiiii… O que eu não sei!
E o receio de estragar aqui o blog todo!
Mas pelo menos hoje não vou pensar nisto:
ML
Publicado por populo às 01:23 PM | Comentários (3)
Seria pura cosmética
Era previsível.
O presidente Bush rejeitou encerrar a prisão de Guantánamo .
Mas é claro. Nem sei como se pensou noutra hipótese nem sequer vejo que vantagens isso traria. Ao menos ali sabe-se que estão, há 4 anos, 500 prisioneiros e desses 9 foram acusados e serão julgados em tribunais militares. A comunidade internacional tem pelo menos uma ideia onde é que eles estão e, vagamente, o que por lá se passa.
No caso de encerrarem essa prisão, iriam com alguma probabilidade distribuir estes homens por 10 ou 20 cadeias diferentes, onde teriam o mesmo terrível tratamento, e nunca mais se ouviria falar deles. Porque 500 chamam mais a atenção do que 50 ou 25…
Deixem estar Guantánamo, sendo uma vergonha ao menos é mais público, mais difícil de escamotear.
ML
Publicado por populo às 11:23 AM | Comentários (3)
Os Salários e o Mérito
O Farpas contou no seu blog uma história de que eu já tinha ouvido falar, mas como tema de conversa e sem possibilidade de lhe dar um arzinho de credibilidade. Ainda pensei que fosse um pouco de fofoca. Mas ele encontrou um link na imprensa sobre o assunto, e como que eu saiba o jornal não foi processado, podemos partir do princípio que isto é mesmo verdade
Ora vamos lá a ver:
Diz a lenda que, era uma vez, uma menina de 28
anos, de certo muito dotada, que já ocupava o cargo de adjunta do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, mas que, devido ao seu grande mérito, vai/foi para a embaixada portuguesa em Londres com um rendimento mensal superior a 9000 euros. Devia fazer lá muitíssima falta, uma vez que «descongelaram a título excepcional uma contratação de pessoal especializado».
O resto do maralhal, que é enteado e não filho, e anda desesperado a concorrer a tudo o que é estagio ( o que no máximo lhe dará um balão de oxigénio durante um ano ) ponha os olhos nesta jovem. Com firmeza, determinação e mérito, tudo se consegue.
Ou não é assim?...
ML
Publicado por populo às 09:45 AM | Comentários (6)
janeiro 13, 2006
Ando em obras…

Comecei as obras em casa.
Vai devagarinho, é claro. Ainda não pintei as paredes nem comprei cortinas novas que os tempos estão difíceis,
Mas havia coisas pequeninas, que me pareciam indispensáveis aqui no blog. Coisas muito práticas!
A minha querida senhoria deu-me carta branca e comecei com uns arranjos.
Para já eram pormenores de cortesia que contudo me pareciam indispensáveis:
Instalei uma caixa de correio, para quem não quisesse deixar nenhum comentário público mas quisesse entrar em contacto comigo ( já lá tá! Ali à direita) e tenho uma listazinha dos meus blogs de maior estima.
A lista é pequenina ainda, porque escrevi apenas aqueles de grande estima e onde vou com maior frequência. E está por ordem alfabética que não me senti capaz de os arrumar de outro modo… mas não quer dizer que a não vá completando a pouco e pouco. Sei perfeitamente que me devo a estar a esquecer neste momento de alguns de que também gosto imenso. Mas foi o que saiu hoje, a esta hora, para mim tardia.
Contudo, quando me sentir com mais entusiasmo, vou ver se ainda dou mais uns retoques, não tanto “práticos” e mais virados para a “estética”.
Mas hoje, já chega.
Té manhã!
ML
Publicado por populo às 11:59 PM | Comentários (4)
Mas é possível???
Acabo de chegar a casa e uma amiga aconselha-me a ligar a TV, na SIC-notícias, “Opinião Pública” . Porquê?
Vou lá ver e creio que ainda estou de boca aberta neste momento.
A verdade é que não leio, NUNCA, o “24 horas”. Considero o nosso tablóide por excelência, feito de escandalozinhos, e não me interessa. Mas…
Espera aí!
Parece que desta vez, ele virou uma pedra e debaixo dela saíram muitos bichos…Os telefones privados, de casa do Presidente da República, Primeiro Ministro, Presidente da Assembleia da República, Presidente do Tribunal Constitucional, Presidente do Tribunal de Contas, e se calhar do próprio Souto Moura, esse tráfego de chamadas foi analisado pela polícia!
Quem nos acode? É que aqui não se pode dizer “chamem a polícia”. Quem se pode chamar?
O tal Inquérito Parlamentar de que se falou neste programa da Opinião Pública?
O que pensam na Grande Loja do Queijo Limiano? Foi onde encontrei uma referência aqui na blogosfera, e eles costumam estar informados.
Pergunto tudo isto, porque eu, euzinha, já nem sei bem o que pensar!
Quem manda em quem? De onde vêm as ordens?
S.O.S. Estou mergulhada em perfeita confusão, e ainda me custa acreditar nesta novela.
Qual o papel de Souto Moura?
( bem, não contem os pontos de interrogação deste post porque dei-me agora conta que só fiz perguntas; mas não sei onde é que posso encontrar respostas)

ML
Publicado por populo às 06:12 PM | Comentários (4)
Sexta-feira 13?

É hoje!
Finalmente estamos cheios de justificações para tudo o que “correr mal”. É inevitável, pois se é 6ª feira, 13! Já um jeitão.
Há imensas explicações para o azar desta data. Desde a tal Última Ceia onde estando 13 pessoas – Cristo e os 12 apóstolos – como se sabe acabou mal, até à morte dos Templários numa fatal 6ª feira 13, em Outubro de 1307 onde se registou uma grande matança.
Seja como for é um dia que se considera aziago, e é bem bom para atirarmos as culpas para cima dele se hoje a vida nos correr pior do que se esperava. Foi da data!
Mas já agora vou deixar aqui uns amuletozinhos para contrariar:

![]()
..... e quem conhece mais, porque eu não sou muito entendida?
ML
Publicado por populo às 03:26 PM | Comentários (6)
Interesses

Ontem deixaram-me um comentário num post, comentário que me pareceu interessante ser visto por mais gente ( porque os comentários ficam, naturalmente muito escondidinhos)
Cá está:
«Isto fez-me lembrar o problema dos manuais escolares: o Público apresentou, gratuito por quatro meses, um luxuoso suplemento, “Pontos nos ii”, que só vendo bem se verifica que é uma parceria Público-Texto editora.
Vem encabeçando a luta contra o embaratecimento dos manuais escolares, sua análise pelo ME, sistema de empréstimos, duração alargada, publicidade moralizada. Esta luta que também promete continuar, e que já mete eventual boicote à publicação dos manuais em Setembro, é apresentada como contra o livro único, como se fosse este o modelo proposto o que não está na cabecinha de ninguém. E trás notícias falsas, como a de que serão as editoras a pagar os trabalhos das comissões que deverão analisar os livros
FJ »
Este tipo de notícia que vem entrando com uma mensagem subliminar muitas vezes, e ainda por cima, como sabemos uma falsidade repetida muitas vezes pode passar por verdade, é sempre perigosa.
Foi bom este meu leitor ter chamado a atenção para este ponto.
ML
Publicado por populo às 08:42 AM | Comentários (7)
Ainda e sempre a fuga ao fisco
Quando parece que já se disse quase tudo, descobre-se que ainda há muito que dizer…
Porque pelos vistos há quem fuja deliberadamente ao fisco, e o importante como é natural são “as classes de maiores rendimentos” como ontem foi referido pelo Presidente da República mas com toda a calma porque sabem que esse crime vai prescrever
Foi considerado como "um factor normal", tendo em conta as condições legais, o aumento em 2005 da fuga fiscal por efeito das prescrições
Um factor NORMAL ! Assim vai o país.
Enfim. Pelo menos fala-se no caso, podia ser pior. (podia?)

ML
Publicado por populo às 08:22 AM | Comentários (5)
Concurso de Blogs
A Educação e a Blogosfera.
Atenção pessoal.
Até ao final do mês há um concurso sobre os melhores blogs ( em português e espanhol ) que melhor usem esta forma de expressão para fins pedagógicos.
Olhem que a ideia é gira.
E lembro-me de alguns interessantes e que bem podem concorrer. Porque tanto pode ser o melhor blog feito por professor como o que estiver ao ‘serviço da educação’. E há alguns bem giros feitos pelos alunos, que imagino também podem entrar.
Mãos à obra!
ML
Publicado por populo às 08:08 AM | Comentários (6)
Os Porcos Fluorescentes
Às vezes há histórias que me deixam a ideia de que a banda desenhada invadiu a realidade. Não que não tragam o cunho sério e severo da Ciência, com um C até bastante maiúsculo, mas…
Mas é que simultaneamente conseguem ser engraçadas, é o que é.
Imaginam uns porcos fluorescentes que ficam verdes no escuro?
Ainda por cima, como isto é feito muito cientificamente porque ‘os porcos fazem parte dos animais mais próximos dos seres humanos’ (como já se suspeitava, pelo menos de alguns humanos) é fácil a nossa imaginação levar o freio nos dentes.
Porque dava jeito que a dita fluorescência fosse optativa. E já agora não apenas para os porcos… Por exemplo quando se anda à noite na estrada. “Ligávamos” a fluorescência e pronto! Quando não sabemos onde se enfiou o nosso gato. Fechava-se a luz e lá estava ele, fluorescente! Sem falar nos objectos que andamos sempre a perder. Esperem, isso já não tem a ver com a genética, era muito mais fácil de fazer. Deixa-me já ir a correr registar a patente da ideia..!

ML
Publicado por populo às 07:02 AM | Comentários (7)
janeiro 12, 2006
Também quero!!!!

Magia, heim !
Esta sim, magia como deve ser!
Foi através de o blog de um comentador aqui do Pópulo ( e que só me deu bons conselhos ainda por cima) que descobri as maravilhas do chamado Photoshop.
Fiquei deslumbrada. Queria uma máquina destas aqui em casa. Ali na casa de banho, do outro lado da banheira. Ficava mesmo bem, e acho que cabia. Passava por lá todas as manhãs, e prontos!!!
Vejam só como nós poderiamos ser depois e … antes .
Vejam também as fotos de partes da cara. Até a cor dos olhos! Uau!!
Vá lá…! Eu queria ficar como ela depois.
Quem vem comigo?
ML
Publicado por populo às 05:24 PM | Comentários (4)
Pois é...
Às vezes mandam-nos mensagens codificadas.
Quero dizer não são bem codificadas, mas não se conseguem ler à primeira e eu que não sou lá muito dotada em informática penso sempre que é falta de jeito do meu lado ou... o que é mais grave, problema aqui do pêcêzinho.
Às vezes é.
E quando é, é uma grandessíssima chatice.
Mas afinal com esta mensagem foi muito fácil limpar o erro.
Só um clic.
ML
Publicado por populo às 10:45 AM | Comentários (6)
Confusão de português
Quem não tem cão, caça com gato galo.

ML
Publicado por populo às 09:00 AM | Comentários (7)
Será verdade?!
Os patrões das empresas portuguesas de subdeclararam os salários, desviando "milhões de euros" da Segurança Social
Diz a CGTP.
"As remunerações que entram na Segurança Social correspondem a 66 por cento das que deviam entrar".
Era muito interessante averiguar-se o que se passa. De um modo limpo e isento.
Até porque, à boca pequena, esse rumor há muito que corria – os ganhos verdadeiros não correspondiam ao declarado, “oficialmente” o salário era um mas depois era composto por outras benesses que não entravam para a avaliação do que se pagaria à Segurança Social.
Esperamos pela resposta.

ML
Publicado por populo às 08:41 AM | Comentários (7)
Um vereador incómodo
![]()
Tem a sua graça.
No Município de Lisboa passavam-se coisas pouco claras. Havia um cidadão que as denunciava, mas a quem eram dificultados os acessos às fontes do que queria provas, exactamente porque era apenas um cidadão. Após as eleições, os munícipes mostram que confiam nele, e entra para a Câmara como vereador. Mesmo assim, as coisas não passaram a ser fáceis. Nos casos onde ele já antes suspeitava haver interesses pouco claros e processos com falta de transparência, chegam a impedi-lo de visitar os locais. Soube-se que, quando se visitou a obra do “Convento dos Inglesinhos”, entraram todos mas Sá Fernandes ficou à porta com a entrada barrada. Agora, ainda no mesmo caso onde a “transparência” não é nenhuma, ele verifica que faltam várias páginas no processo
Perante isto, «exige que a autarquia apure quem são os responsáveis pelo desaparecimento e questiona como é possível estar em curso uma fiscalização se não existem todos os documentos do processo». Natural, não é? O que já não é tão natural, é que a vereadora com autoridade sobre o caso, em lugar de se indignar com quem tenha feito desaparecer os ditos documentos, e abra um inquérito sobre o caso, se indigne é com quem descobre essa falta. Zanga-se com quem não deve. Fala de «um clima de suspeição intolerável» porque «são os próprios técnicos que consultaram o processo que estão sob suspeição» segundo diz. Lógico, não? Se havia documentos, se já lá não estão, alguém os retirou. Antes de pensar num “assalto” com ladrões do exterior é natural pensar-se em quem tem acesso aos processos…
É incómodo sim. Já o era antes só que agora pode sê-lo mais por estar perto do local onde “as coisas” se passam. Ainda bem que votei nele. Este, sim, foi um voto bem útil!
ML
Publicado por populo às 08:15 AM | Comentários (9)
Estudos mais válidos do que outros
Normalíssimo.
Havendo mais do que um estudo sobre um problema, é natural que as conclusões não coincidam. Os motivos podem ser imensos para essas diferentes conclusões. E ainda por cima quando o que se está a estudar é algo tão polémico como a eficácia dos Hospitais SA.
Entende-se bem que haja opiniões diversas e estudos não coincidentes. E também se entendam que existam estudos mais fundamentados e mais válidos. Claro que sim.
O que já não se entende bem é o “argumento de autoridade”. Então como é?
Têm a lata de dizer que o estudo que afirma haver mais eficiência é mais válido porque foi encomendado pelo Governo ???
Isso é prova?
Só podem estar a brincar, ou foi um mal-entendido.
ML
Publicado por populo às 07:49 AM | Comentários (5)
janeiro 11, 2006
Indecisões
Anda a malta por aí agora, muito interessada, com uma brincadeira que o Luís Rainha inventou e que consiste em escolher 3 cenas cinematográficas de que mais tenha gostado ou, de um modo mais exacto, «quais os momentos mais memoráveis do Cinema»
Este tipo de brincadeiras, do género “questionário de Proust” atrai toda a gente, pior que mel. Dei por mim logo a analisar-me, é claro.
Mas há um raio de um defeito que tenho e não é a primeira vez que me lamento de o ter - perante múltiplas escolhas, não me consigo definir…
Já há bastantes meses, nos tempos do Afixe, a Isabel tinha pensado num jogo semelhante e por paródia tinha desafiado o Bernardo, que era suposto ser uma pessoa bastante diferente dela, a escrever na mesma hora e minuto sucessivamente um post sobre o romance de que mais tinham gostado, depois a música, depois o filme, depois o poema, depois o quadro, etc, etc. Houve uma certa confusão e aquilo não resultou como ela tinha imaginado porque o Bernardo deitou tudo de enxurrada, e aí ela ficou sozinha a falar a pouco e pouco nas tais “suas coisas”.
E ainda hoje, de vez em quando, ela fala de uma cidade, ou uma música, ou um livro desses “fundamentais”. E eu fico muito baralhada, porque com a maior sinceridade não sou capaz. Não sou. A sério.
Agora, com a proposta do Rainha, esforcei-me por pensar e seleccionar as tais 3 imagens. E de novo fui incapaz. O que querem? É que não consigo escolher. Não tenho o meu livro de cabeceira, o meu filme preferido, a minha canção, tenho montes deles! Quais 3 ?! Lá começar, comecei, mas quando dei por mim ia aí nuns vinte e com outros a perfilar-se já para avançar. Impossível!
Mas isto é mesmo um defeito, não pensem que não.
Nunca na vida responderia ao questionário de Proust, ou então saía qualquer coisa do tipo :“a minha cor preferida - é o azul mar, mas também o amarelo doirado, e certos tons de vermelhão, e o castanho ferrugem, e o turquesa forte, e o branco cintilante, e o azul noite, e o…” Uff…
Não consigo escolher. Bloqueio. Acabo por imaginar que afinal aquilo que não referi é que era o tal.
Isto é uma espécie de doença, mas creio bem que sem cura!
( é claro que para este texto não vou conseguir escolher nenhum boneco, está visto!)
ML
Publicado por populo às 05:00 PM | Comentários (4)
De meia-estação

Quando em tempos idos comprámos o nosso primeiro carro, o dono do brinquedo que era mais dado a estes ditos de humor, explicava-me ao fim de uns tempos que aquilo era um carrinho de “meia-estação”. E tinha razão. O nosso querido fiatzinho andava muito bem, feliz e contente, na Primavera e Outono. De Inverno, entrava-lhe a chuva por umas rachas que tinha e lá ia constipar o motor. Tivemos de lhe comprar uma gabardina, cachecol e luvas e vigiava-se atentamente o estado do tempo. Mas de Verão também ele não andava como queria. Assim que fazia mais calor, tínhamos de andar com um garrafão de água porque, pobre dele - delicado e sensível - tinha “uns calores”, a água fervia lá dentro, e tinha de se parar, esperar que arrefecesse e refrescá-lo antes de continuar viagem.
Enfim, muito querido mas muito mimado.
Hoje em dia, sou eu que me sinto de meia-estação. De Verão queixo-me do calor, procuro ares condicionados, abano-me, desidrato-me, fico mole, uma lástima. Mas chega o Inverno, e fico encolhida com frio, de manhã é um horror para me levantar e sair do quente da cama, fico meia hora no duche a ver se a água quente entra dentro de mim e, se encontro uma sala aquecida ao meu gosto, ninguém me faz sair de lá para outra… Dava tudo por uma casa com aquecimento central.*
S.O.S.
ML
*PS - mas de preço acessível, nem é preciso dizer
ML
Publicado por populo às 08:11 AM | Comentários (11)
Calma
Ainda há umas núvens, mas já aí vem sol...

ML
Publicado por populo às 07:46 AM | Comentários (6)
O último meio de investigação
Oito mil escutas em dois anos dá, mais coisa menos coisa, entre 11 a 12 por dia. Recapitulando, todos os dias há 11 a 12 telefonemas ouvidos por pessoas a quem não são destinados.
Bom, a PJ afirma-nos que isso é o último meio de investigação . Acredito, se o dizem. Seria simpático ter-se uma ideia do que se fez entretanto antes de chegar a esse ponto, porque sabemos que foram interrogatórios, buscas domiciliárias e vigilância mas com que insistência ? Até porque, assim para quem seja ingénuo, pode parecer que depois de uma busca e um interrogatório, um suspeito que sinta culpas no cartório, não se vai desbocar logo a seguir num telefonema, não é?
Acredito que seja o último meio, mas…
É que 8.000 escutas é mesmo muita escuta!
ML
Publicado por populo às 07:29 AM | Comentários (4)
Ai, ai, ai…
Santana Lopes falou.
Este é que foi um golpe baixo para quem se opõe à eleição do “favorito das sondagens”.
Valha-me Deus.
Se ele «nunca disse explicitamente se irá votar no candidato presidencial apoiado pelos sociais-democratas, limitando-se a dizer que não votará nos adversários» é muito mau. Lá vão os tais “indecisos”, um pouco escamoteados, pôr-se a pensar que se o inefável Santana pensa assim algum erro terá.
Xô, xô... Afasta-te rapaz, não digas mais nada!
ML
Publicado por populo às 07:05 AM | Comentários (5)
A terra treme

Pode ter sido impressão minha, mas acho que o sismo desta madrugada já o senti.
Digo “já o senti” porque os outros dois não dei bem por eles. Desta vez pareceu-me sentir um abalo e, mais do que isso, a verdade é que fiquei inquieta, nervosa e ...dormi mal.
Não tenho nada de Nostradamus, e sei bem que os fenómenos da Natureza são simplesmente fenómenos da Natureza, mas fico-me a pensar que, se em vez de estarmos em 2006 vivêssemos em 1306 já haveria por aí quem visse nisto muitos “sinais”.
É que três sismos em três dias é impressionante.
Desculpem-me a insistência, mas já repararam no número 3 ? É que o de hoje, foi o 3º e teve a magnitude de 3. (enfim, para estragar a ideia “vírgula dois”…)
Estou a brincar, até porque não houve consequências, mas retomando o que disse, a importância da cultura e do ambiente em que se vive é impressionante. Enquanto hoje se encara esta história com espírito científico, podendo ficar preocupados, é certo, mas pensando apenas em causas e efeitos, noutras épocas isto tudo seria interpretado como sinais divinos ou premonições.
E afinal hoje também se pensa em interpretar “outros sinais”, teoricamente mais científicos, como sendo previsões e premonições do futuro.
Mas o futuro só se sabe quando lá chegarmos!
ML
Publicado por populo às 06:53 AM | Comentários (7)
janeiro 10, 2006
Fénix?
Não sei se foi nalgum comentário que deixei por aí ou no meu próprio post ( e agora não o vou voltar a reler que aquilo saiu muito grande ) que disse que fazia votos que o fim do Afixe fosse como o da Fénix.
Era assim uma fezada que eu tinha.
A lá está! A gente clica no local do velho Afixe e aparece o De Vagares. Um blog novo das cinzas do antigo, mas com uma genica de surpreender a quem se deixe enganar pelo nome.
Apareceu e já lá tem tantos posts que ainda nem os li todos ( o que tem desculpa que esta semana para mim, não tem sido”de vagares” muito pelo contrário….)
Mas do que entendo, dos que lá ficaram e dos novos que conheço ou imagino que conheço, auguro que a lenda se vai mesmo tornar realidade.
Bem vindo “De Vagares”!

Publicado por populo às 10:03 PM | Comentários (2)
O Voldemort da Blogosfera
Levantou-se ontem uma questão curiosa pelo cruzamento dos posts que eu , a Isabel e o Farpas , escrevemos em relação ao modo como a Comunicação Social anda a tratar as diversas candidaturas presidenciais com claro benefício de uma em relação às outras. Nos ‘comentários’ desses posts e, sobretudo, depois de um deles deixado por mim no seguimento da leitura de uma coluna do Destak, veio à baila que até o número de vezes que o nome dos candidatos é citado aqui nos blogs pode ser uma arma.
Esse ponto já tinha sido levantado e, por graça, o Farpas desde o início da campanha que referia sibilinamente “a personagem” sabendo toda a gente a que candidato se referia.
Ora bem, hoje apetece-me fazer de advogada do Diabo. Para mim isso é uma falsa questão. Se o nomeamos muito (e é sabido que muitos e muitos de nós o citamos pelos maus motivos) é certo que esse ponto poderá ser aproveitado como prova de popularidade. Mas quando se está de má fé, TUDO pode ser aproveitado, não o esqueçam. Se não fosse esse ponto seria outro. Se fosse Alegre, Louçã, ou Soares o mais citado, provavelmente seria dito que a blogosfera gastava todos os seus cartuchos a explicar factos mal entendidos, ou que se multiplicavam blogs fantasmas, ou qualquer disparate que lhes desse jeito.
Esse pormenor do nome é um pouco como falar d’ “aquele-cujo-nome-não-se-pode-dizer” em lugar de dizer Voldemort. É importante desmontar as técnicas de empolamento ou de branqueamento usadas e o post da Isabel foi exemplar nesse campo. Mas, não tenhamos ilusões, a fábula do “se não foste tu foi o teu pai” vai sempre pegar, se fecharmos uma porta abrem uma janela, ou outro buraco qualquer. É uma candidatura apoiada por forças económicas poderosas e que vão usar as armas de que dispõem, não tenhamos ilusões.
Assim como as sondagens. Todos sabemos que a camada mais jovem da população assim como os mais pobres, não usam telefone fixo. Mas votam, ou esperamos que o façam. Ora as sondagens são feitas com base em telefonemas para telefones de rede fixa. É preciso tirar as conclusões óbvias? De facto o ‘universo’ é parcial e deixando de fora duas das camadas mais importantes da população. Mas o que é certo é que badalar-se tanto os números das sondagens (agora diárias) irá decerto influenciar o sentido de voto. Por isso as fazem.

ML
Publicado por populo às 01:35 PM | Comentários (10)
Vacinas
Devia ser distribuida gratuitamente...

Publicado por populo às 08:14 AM | Comentários (7)
A velocidade na net
Ora bem. Sinto-me muito mais acompanhada. De vez em quando queixo-me aos amigos ( e até me parece que também por aqui ) que acho o meu operador lento. E até já mudei uma vez, mas sem grandes melhorias. Andava meia resignada, considerando que era azar meu. Se calhar fazia alguma coisa mal, a verdade é que a informática não é o meu forte, e patati, patatá, lá ia andando.
Afinal não estou sozinha! A Anacom diz que as velocidades a que se conseguem aceder à informação na Internet é entre 50 a 60 por cento abaixo do máximo publicitado pelos operadores
Ufff!
Já fico muito mais aliviada, este universo onde circulo está bem povoado...
Que alegria regressar ao mundo real!
ML
Publicado por populo às 07:39 AM | Comentários (7)
Milagres
Há qualquer coisa que não bate certo, pelo menos para mim.
Parece-me uma questão de lógica, mas deve ser erro meu, tenho de pedir que me expliquem como se fosse muito burra. Vamos lá a ver:
Os senhores do governo dizem que vão criar um sistema de forma a que os médicos ganhem mais se atenderem mais doentes. Julgava perceber, pedem-lhe que trabalhem mais. Porque não? Dizem que não é justo «ganhar tanto se tiver uma lista com cem doentes ou dois mil» portanto trabalhariam mais horas para atender os mil e assim ganhariam mais. E ainda por cima esclarece-se que «esta mudança não irá, contudo, influenciar a duração das consultas» Ora isso já não bate certo se se afirma que os doentes irão esperar menos tempo por uma consulta. Não esperarão numa certa perspectiva – do dia 2 de Janeiro até ao dia 30 por exemplo - mas devem esperar até à meia noite ou duas da manhã, pelos vistos…
Eu nem sou muito boa em contas, mas isto é quase um silogismo
A - um médico atendia 10 doentes
B - pede-se-lhe que atenda 50, sem influenciar a duração das consultas
C - logo vai demorar 5 vezes mais tempo a despachar-se….
Por um lado dizem que não é o milagre da multiplicação dos médicos mas alguma coisa se multiplica, e está na cara que tem de ser a “velocidade” com que o doente é atendido. Como, neste momento, para muitos médicos a rapidez já é muita estou interessada em ver o que vai sair daqui.

ML
Publicado por populo às 07:22 AM | Comentários (6)
Luto no Lisboa-Dakar

É certo que tudo aquilo é arriscado.
A prova em si é arriscada. E uma corrida de moto é arriscada. Mas ficamos sempre consternados quando há acidentes e mais ainda quando são acidentes mortais
E saber-se que a inscrição foi à última hora ainda faz mais impressão. Parece feito para quem acredita em Karmas e em Destino.
Um dia de luto nesta prova.
ML
Publicado por populo às 07:02 AM | Comentários (5)
janeiro 09, 2006
Crianças e jovens em risco – um mundo perto de nós mas desconhecido

Já reparei que, quer neste blog quer mesmo nos outros onde participei, se falo muito sobre “tudo”, evito por instinto falar dos assuntos que melhor conheço. Deve ser por sentir que me é completamente impossível, no espaço limitado de um post, fazer uma abordagem que me satisfaça. A minha capacidade de síntese não é suficiente, e assim fujo a abordar certos temas.
Mas há um, sobre o qual não posso agora deixar de dizer alguma coisa, mesmo só pela rama: o inferno do ciclo vicioso das crianças maltratadas que se tornam adultos maltratantes.
(Ponto prévio – Não pretendo desculpabilizar nada. Sei como é ridicularizado o defensor de um criminoso que invoca a infância deste como atenuante para os seus crimes. Contrapõe-se logo a figura do irmão, de comportamento exemplar apesar da mesma origem)
Mas os factos falam por si. As palavras nem são minhas, são do "Observatório Permanente da Justiça” organismo que creio isento e analisa factos. Considera, tal como eu, que a maioria dos jovens que vêm parar à tutela da justiça já foram crianças em risco, sinalizadas como tal.
Nos últimos tempos, com o relato que nos chega aos ecrãs de TV e primeiras páginas de jornais de situações de crianças que morrem ou são terrivelmente maltratadas, toda a gente se sente chocada e sente vontade de castigar de modo muito severo os pais (ir)responsáveis. É natural. Mas, a ser-se justo, deveriam ser castigados os avós ou talvez os bisavós… Claro que, como tal é absurdo, seria conveniente ver qual o papel que a Segurança Social teve no passado destes pais, que há poucos anos eram apontados como crianças em risco mas cuja integração social nunca se pôde fazer. Porquê? Toda a estrutura social de apoio, que deveria ter funcionado e ajudado estes jovens a encontrar o seu projecto de vida, bloqueou. Eles tiveram cama e comida, foram enviados à escola - quase sempre sem aproveitamento - mas não foram “cuidados”, não foram ensinados, não se conseguiu torná-los cidadãos que soubessem cuidar de si mesmos e vivessem de um modo equilibrado na família e na sociedade. Houve uma falha na política social seguida, quer a nível de saúde mental, quer a nível de segurança social e daí o vir-se a desembocar nos serviços da Justiça.
Triste sociedade esta.
Como se o seu destino, ou “fado”, estivesse traçado desde pequeninos. Crianças abandonadas, não-desejadas, rejeitadas, que foram crescendo aos trambolhões, acabando muitas delas, longe das suas famílias, incapazes de lhes darem estabilidade ou segurança, vivendo em casas de acolhimento, em instituições sociais. Os modelos de comportamento que observavam entre os seus pares, nunca os ajudaram a estruturar uma personalidade bem organizada. O seu semelhante não era sentido como digno de respeito, como um igual a quem se devia estima e consideração, mas como um rival, muitas vezes um inimigo, ou alguém por quem se sente completa indiferença. Estes jovens crescem, e procriam. O filho que lhes nasce foi apenas uma consequência da satisfação imediata do desejo sexual, sem se considerar a hipótese de planeamento. Não é uma criança desejada. É, quando muito, um brinquedo mas, infelizmente, é também um estorvo. Até pela profunda imaturidade psicológica destes “pais” que só o são biologicamente.
Depois… é o que se tem visto. No melhor dos casos irresponsabilidade, no pior violência declarada contra o objecto que os impede de viver uma vida que desejavam ao sabor do momento.
Muito triste sociedade que permite que tal aconteça.
ML
Publicado por populo às 03:00 PM | Comentários (5)
Eu sei que pode haver muito pior, mas…
Digam-me se pode haver coisa muito mais chata do que
1 - Chegar a casa e ter um aviso na caixa do correio para ir levantar uma carta registada à estação do correio da minha área, local que não é tão perto assim!.
2 – Organizar os meus horários para arranjar tempo livre para ir à dita esta estação.
3 – Esperar, quase 45 minutos porque a minha senha era número 87 e quando cheguei estavam a atender a pessoa da senha número 46.
4 – Receber a carta registada verificando que era um aviso da PSP para pagar uma multa de mau estacionamento – 49 € e 88 cêntimos.
Que tal?!!!!
Contar até 10 devagarinho e respirar fundo...
ML
Publicado por populo às 12:32 PM | Comentários (12)
Apenas publicidade ?
Hoje chamamos-lhe publicidade ou, de um modo mais elegante, "marketing". Antigamente era chamado PROPAGANDA, e nos tempos do Estado Novo teve até um Ministério. Era importante, para o tal Estado que começou por ser Novo, que se fizesse boa propaganda das suas benfeitorias.
As coisas agora parecem mais sofisticadas. Diz-se que as pessoas têm o direito a serem informadas, o que ninguém nega. Mas depois, é claro que a informação pode ser “trabalhada”, e então dá-se um jeitinho de modo a que se tire conclusões dessa informação, e essas conclusões levem ao caminho pretendido.
Quem domine a comunicação social “pode vender desde um sabonete a um presidente da república” como ficou na nossa memória a famosa frase. E é isso que ainda me choca. A publicidade encapotada.
Que existam campanhas publicitárias, com cartazes e outdoors, com slogans e palavras de ordem, com cachecóis, esferográficas, sacos de plástico, com hinos, marchas, músicas diversas, etc, tudo isso é esperado e já considerado natural.
Mas custa-me, custa-me muito, a manipulação das pessoas pelos media: a reportagem que deveria ser isenta mas só mostra o que quer, os jornais com artigos de diversos comentadores tocando sempre a mesma nota, as fotos que aparecem caricaturizando uns e lisonjeando outros, as avaliações superficiais afirmando que em certo local estavam muitas ou poucas pessoas conforme interesse à pessoa a quem querem agradar…
Isso faz-se. Berlusconi dominava os media italianos e ganhou as eleições. Hoje a Itália é o que se vê. Como irá ser em Portugal?

ML
Publicado por populo às 08:29 AM | Comentários (10)
Banda desenhada na Internet
Se não os podes vencer junta-te a eles, não é?
Sabemos todos que as “piratarias” através da net são amargamente reclamadas e com pedidos de graves punições por os autores que se sentem lesados nos seus direitos. E terão as suas razões.
Por isso achei graça que algumas editoras decidissem lançar on-line parte das suas edições, ou até como no caso da Marvel, criar uma colecção - “Dogital Comics” que lança simultaneamente em papel e na net.
É caso para se confirmar que é melhor aproveitar os movimentos que não conseguem controlar e pô-los a jogar em seu favor.

ML
Publicado por populo às 08:11 AM | Comentários (3)
A ciência é deslumbrante
Eu, que não sou cientista, fico encantada com o que pode fazer a ciência. E ainda por cima quando a habilidade referida é feita por cientistas portugueses, além de encantada fico vaidosa, como se a glória deles fosse minha também.
Ora oiçam esta:
Nos Açores, um grupo de biólogos do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade, conseguiu operar um peixe trabalhando a 20 metros de profundidade.
Não é um espanto? Até ao momento essa operação fazia-se trazendo o animal à superfície e soltando-o depois. Mas verificava-se que essa subida para umas águas a que não estava habituado alterava o comportamento do animal. Portanto deslocaram a sala de operações ao habitat do famoso ( a partir de agora ) pargo.
Dizem que esta operação é inédita até na Europa, só se praticando nos EUA
Atenção, tudo isto não é porque o pargo em questão estivesse doente, pretende «analisar o comportamento natural dos peixes e a forma como cada espécie gere o seu habitat, alimentação ou reprodução» diz-nos Pedro Afonso, um dos cientistas.
Pois é. Coscuvilheiros! Nem no fundo do mar se pode estar descansado, pensará o pargo…

ML
Publicado por populo às 07:55 AM | Comentários (6)
janeiro 08, 2006
Tarde de domingo
Bem sei que a temperatura externa não o permite mas, internamente, sinto-me assim:

Aaaaaaaah!
ML
Publicado por populo às 03:09 PM | Comentários (10)
O “perigo” dos feriados
Acabei de ler um post escrito pela Saltapocinhas no Fábulas que vem inteiramente ao encontro daquilo que penso sobre o falso problema dos feriados. Aconselho que leiam o que ela escreveu, porque estão lá todos os pontos importantes.
Primeiro, a ideia difundida não sei porquê, de que em Portugal temos muuuitos feriados. Não é verdade. Em tempos tive uma Agenda que entre as inutilidades que quase sempre essas coisas trazem, vinha uma lista dos dias feriados em todos os países do mundo. Com surpresa descobri que Portugal estava exactamente na média – nem demais nem de menos. Quanto a isso somos iguais a todos os outros e pronto!
Claro que depois vem a história dos fins-de-semana e ‘pontes’. Como as pessoas parece estarem esquecidas, faz-se ‘uma ponte’ à custa de um dia de férias. Isso diz respeito à gestão dos dias de descanso de cada um. Se se prefere não ter as férias todas num bloco e dividi-las com um dia aqui e outro acolá, é com eles. Lá sabem as linhas com que se cosem.
E, por outro lado, como diz a Saltapocinhas, quanto à famosa produtividade «que eu saiba, as fábricas que “produzem” mesmo não fecham nunca. As que têm fornos nem sequer param à noite…» . É isso. Está aliás estudado, que pelo contrário, o ‘abrir’ um serviço por um só dia, quando esse dia útil está encaixado entre feriados, é contraprodutivo. Gasta-se mais do que se ganha.
Mas, muito bem. Faz comichões às pessoas que estão a trabalhar ver que há colegas que aproveitaram esse dia. OK. É fazer como em certos países, por exemplo Inglaterra, onde arrumam os feriados de modo a aproximarem-se dos fins-de-semana. Se cai à 3ª ou 5ª passa para 2ª ou 6ª. Mas, atenção, se esse feriado por acaso cair num Domingo, então passa para a 2ª seguinte… Coisa que cá também não se faz.
O problema da produção, na maioria dos casos, não tem a ver com o tempo que se está no local do trabalho, mas com a motivação. Isso sim. Essa é a pedra de toque, para o trabalho sair bem feito e as pessoas andarem satisfeitas.
Mas isso é tema para outro post!
ML
Publicado por populo às 12:15 PM | Comentários (7)
O tempo e a net

Aconteceu-me ontem mais uma vez.
Ao procurar elementos para fundamentar um post em que estava a pensar, as palavras que escrevi no motor de busca vieram trazer-me a umas coisitas escritas por mim própria. Ri-me alto. Vejam só a sapiência…!
Aliás, como já ando nisto há uns tempinhos e nos posts que vou deixando por aqui gosto bastante de os ilustrar com bonecos, também não tem número as vezes que encontro imagens com referência a antigos posts meus.
Mas, onde há alguma coisa de incorrecto nestes maravilhosos motores de busca ( de que só tenho de dizer bem, note-se! ) é que eles referem, como é óbvio, quem escreve na net ou aqui é citado. O que por si, é um filtro bastante forte.
No outro dia, em conversa com uma prima, reparámos que enquanto quer ela quer mesmo eu, aparecemos citadas por coisas que temos escrito ou feito até hoje, os nossos pais e avós, que foram muito mais importantes do que nós e tiveram vidas notáveis, os seus nomes surgem citados de raspão, muitas vezes em relação a acontecimentos secundários.
Não é injusto, é natural, porque naquele tempo a informação era só o papel. Mas lá que faz confusão… Encontro uma foto do meu gato e não encontro do nosso avô a respeito de quem já se escreveram obras de doutoramento?! O meu mundo rodopia!
ML
Publicado por populo às 11:14 AM | Comentários (6)
Emprego, desemprego, e algumas reflexões
Li ontem em diversos locais, creio que até em ‘primeiras páginas’, que o governo estava aparentemente todo satisfeito por ter conseguido apanhar alguns cidadãos a fazer batota e a receber subsídio de desemprego estando afinal a trabalhar. Tinham “apanhado” uns mil batoteiros e isso trazia uma economia de 1 milhão e meio de euros.
Para além de concordar que foi coisa feia, parece-me um pouco irrisório que em 500 mil, se descubra que mil não obedeceram às regras. Sobretudo porque um subsídio é um paliativo, é o “do mal o menos”, o que interessa é conseguir trabalho para as pessoas que estão desempregadas e parar esta sangria. Até porque o subsídio é limitado no tempo, como sabemos. Um desempregado de muito longa duração, não vai recebendo durante 10 anos… E mesmo, essa famosa notícia deixou-me muitas dúvidas. Como era a dita fraude? Estavam a trabalhar “como deve ser”? Nesse caso o patrão devia descontar para a Segurança Social, ou se não o fazia era conivente por lhe interessar essa situação. Faziam apenas uns biscates? Esses biscates eram suficientes para sobreviver? As dúvidas são muitas e o que me incomodou foi transparecer algo como uma inversão do que é natural e, generalizando, a culpa passar a ser das vítimas.
E isso perturba-me mais porque sinto que paira no ar, nesta “guerra civil” que se tem instalado pondo trabalhadores contra trabalhadores, uma ideia entre os que estão empregados de que - “eles” não querem é trabalhar! Já ouvi, por mais vezes do que gostaria, muita gente a garantir: “enquanto forem recebendo o subsídio nem se preocupam em procurar trabalho”. E citam-me casos, porque cada um conhece um caso, de uma dessas vigarices.
É certo que o ditado de que “casa onde não há pão todos ralham, ninguém tem razão” também se pode aplicar aos povos. E esta ausência de solidariedade entristece-me.
ML
Publicado por populo às 10:45 AM | Comentários (5)
janeiro 07, 2006
Crianças
História que ouvi há minutos:
Um filho de uma amiga minha queria ir para o rugby.
( Eu, nesta altura mostrei algum espanto mas esclareceram-me que é menos violento do que o futebol! Pode haver luta corpo a corpo, mas não há aqueles golpes baixos que se pratica no futebol…)
Tudo de acordo porque uns primos crescidos também andavam, já eram federados, e até jogadores com algum prestígio. Ele radiante.
A semana passada foi com os pais assistir a um treino dos primos. Muito atento e muito sério, saiu um bocado murcho. Já em casa informa que pensou melhor e afinal não quer aprender aquele jogo. Tudo bem. Pais compreensivos, aceitam que afinal não tenha ficado entusiasmado, mas estranharam.
Ficaram a pensar e no dia seguinte, pergunta-lhe o pai:
-Mas, olha lá Francisco, tu não estás a pensar que os teus parceiros vão ser aqueles?!
E não é que era isso mesmo?
Aquele bisnico, que dava pela cintura dos jogadores, a imaginar-se ali no meio, por mais valente que fosse, havia limites de valentia…
Lá o informaram que havia uma classe de infantis, e o Francisco abriu-se todo num sorriso!
Aaaaah! Assim estava bem!
O.K. Já temos agora um mini-jogador-de-rugby!
ML
Publicado por populo às 09:50 PM | Comentários (8)
Custa a acreditar que seja verdade
A história veio publicada e podem lê-la aqui em baixo.
Para quem não entenda à primeira (como eu, que tive de voltar a ler ) sublinho os pontos mais importantes: parece que isto pode acontecer numa terra onde a prostituição esteja legalizada – uma jovem desempregada, pode perder o subsídio de desemprego, ao recusar um trabalho de prostituição…!
Como?????
(clica até conseguires ler)
ML
Publicado por populo às 08:40 PM | Comentários (6)
A imaginação pode lar lucro!
Li ontem no jornal, mas quando vim à net, não achei link.
Hoje vejo de novo a notícia.
A ideia é espantosa:
Criar um site em branco e colocar todo o espaço da página da Internet à venda para publicidade.
Ora, portanto, seguindo esse raciocínio, como um site tem um milhão de pixeis, vendendo um por um, vejam só o que poddar.
Insónia criativa, aquela, heim???!!!
ML
(como sou uma invejosa do caraças, e tinha ficado decepcionada por não ter conseguido uma imagem que desse bem a noção de como ficava o famoso site com estas vendas todas, fui roubar tudo ao Farpas, e já tenho aqui em baixo o boneco pequeno, mas que se formos clicando fica bem grande!!!)

Publicado por populo às 12:20 PM | Comentários (10)
Mais estereótipos
...mas engraçados, é claro.
Tinha estas "gracinhas" guardadas, mas como estamos em fim-de-semana, parece-me que há tempo para brincar.
Cá temos

(têm de esperar um bocadito que comece mas não vale comer pipocas, O.K.?)
ML
Publicado por populo às 11:50 AM | Comentários (8)
Um campeonato diferente

Ontem nem abri a TV. Às vezes acontece : )
Mas vejo agora que a SIC falou, de certeza, neste concurso uma vez que o promove. Fiquei muito interessada.
Campeonato Nacional da Língua Portuguesa
Se no primeiro Campeonato concorreram mais de 16.000 jovens, esperemos que desta vez se mobilize também um batalhão.
Pelo que entendi, começa com um teste inicial de qualificação e depois outros testes até ao que chamam “Grande Final” que vai ser com pompa e circunstância na Aula Magna da Reitoria.
As escolas podem ( e creio que devem ) participar neste Campeonato.
Destes gosto. Até porque não vejo jogadores de bancada.
E, dominar-se bem a língua que falamos é, cada vez mais, útil e belo.
Força!
(como era a tal cantiga: «é uma força que ninguém pode parar»…? Era bom, não era?)
ML
Publicado por populo às 10:50 AM | Comentários (7)
Contas bem feitas, se faz favor!
Era interessante se tudo fosse como devia ser, e as leis e normas fossem cumpridas até às vírgulas.
Porque existe uma Lei de Financiamento dos Partidos Políticos e das Campanhas Eleitorais não sei se estão lembrados. Com isso pretende-se moralizar esta coisa, e saber de onde vêm os fundos para acções cuja publicidade é caríssima.
Há um candidato que tem uma campanha caríssima ( além de super bem planeada desde há vários anos ) e que diz cândida e inocentemente que era financiado por "gente simples". Fico interessada. Como penso que também sou uma pessoa simples gostava de saber como é que podia ter assim uns tostões a mais para dar a outro candidato de que gosto mais e anda bem precisadinho.
Mas 3 meses depois das eleições devo já saber tudo, porque deve ser entregue no TC a lista de todos os financiadores. Aí já vou entender quem é essa “gente simples”.
Também já me ocorreu uma ideia estranhíssima – será que um PR poderá ir três anos para a prisão? Aí ficaria com um mandato real de dois anos, o que não era mau.
Só digo isto porque os candidatos que desrespeitarem os limites das despesas impostos pela lei ou obtenham receitas proibidas poderão incorrer numa pena de um a três anos de prisão
Não inventei nada.
Claro que é só um “faz de conta”. :)
ML
Publicado por populo às 10:30 AM | Comentários (4)
Ilse Losa
Estava muito velhinha. E tinha tido uma vida tão cheia, tão cheia, que se aceita que já não desse para receber mais nada. E assim terminou.
Ilse Losa despediu-se de nós, com 92 anos.
Alemã e com ascendência judaica, fugiu para Portugal durante a guerra. Por cá ficou até ontem.
A sua dura experiência numa Alemanha nazi, marcou-a e disse-o em "O Mundo em Que Vivi".
Mas foi uma escritora que marcou sobretudo na literatura infantil algumas das suas histórias ficam como referência nesse campo tão importante.
Muitas delas escritas há 50 anos, não terão a técnica de escrita que hoje se usa, e as suas personagens reflectem a vida da altura, mas os valores que defende são, felizmente, ainda os nossos.
Adeus, Ilse.
Mereces repousar.

ML
Publicado por populo às 10:24 AM | Comentários (3)
janeiro 06, 2006
Se o Mundo fosse ao contrário?

O Farpas deixou-nos uma prenda.
Um vídeo magnífico e interessantíssimo que se pode ver
Digam se não é sensacional?!
Obrigada, Farpas!!!
ML
Publicado por populo às 04:07 PM | Comentários (4)
E agora, Israel?
As primeiras páginas dos jornais internacionais trazem nos seus cabeçalhos o nome de Ariel Sharon. As grandes potências têm os olhos postos em Israel, que passa por um momento de grande delicadeza, a dias das eleições na Palestina. Está fora de dúvida, que estas eleições serão fortemente influenciadas pelo que entretanto se passar em terreno israelita. Teoricamente, devem decorrer a 25 de Janeiro, daqui a menos de 3 semanas, mas o clima que sempre foi difícil está muito quente. E esta crise de mudança de liderança em Israel pode ser extremamente grave para os dois lados do muro.
Quem diria há uns tempos que se podia vir a desejar que Sharon se mantivesse no poder?!
O editorial do Monde considera que o próximo-oriente perdeu a bússula. Dizia-se que havia a expectativa de que « com um tal homem a retirada dos territórios ocupados não ficaria por aqui ». E agora?
A bússula parece em muito mau estado.
Esperemos que não se perca o norte, ou então o que virá a ser daquela zona…
Inch'Allah!

ML
Publicado por populo às 03:40 PM | Comentários (6)
Metáforas

Quando escrevi ontem “A vida ( é ) pode ser bela!” tinha na minha cabeça desenvolver um pouco a ideia. Porque é uma sensação que tenho muitas vezes, e já aqui o disse, de que a nossa vida tem aspectos de um carrossel de feira, ou até de verdadeira montanha-russa – quando parece que nos sentimos muito em baixo subimos vertiginosamente, mas uma vez lá em cima de repente ficamos com o estômago colado às costas tal a rapidez da descida…Pelo menos a minha vida é desse modelo, tão depressa tudo parece correr mal como se abre uma clareira azul luminosa. Logo de seguida, volta a escurecer e, confesso, que por vezes me sinto cansada.
Contudo a metáfora que mais me agrada é a muito velha do famoso rio. Porque carrosséis ou montanhas-russas têm uma característica importante: voltam ao mesmo sítio, são “circulares”. A Vida não. Para o bem ou para o mal, não voltamos atrás, não repetimos ou corrigimos erros, não revivemos partes da nossa vida a não ser pela memória.
Por isso prefiro falar em rio. Ele caminha para o mar. Às vezes vai muito devagarinho, outras vezes acelera e até pode ter rápidos ou cachoeiras. Se encontra um obstáculo, contorna-o, e se por acaso é um obstáculo mesmo muito grande, uma montanha, pode parecer que volta para trás. São as tais quedas da montanha-russa. Mas com o tempo verificamos que ele retoma o caminho do mar. Sempre em frente, como o tempo.
Assim a Vida, um grande, belo, agitado ou sereno rio.
ML
Publicado por populo às 08:00 AM | Comentários (10)
Alguma ironia
Já tinha reparado, primeiro através do próprio Google, e deixou-me a pensar.
Depois li o post do Farpas sobre esta homenagem e, em vez de lhe deixar um comentário, apeteceu-me escrever antes aqui o que me pareceu um engraçado paradoxo:
É que as únicas pessoas que não podem apreciar esta homenagem são exactamente os cegos!
Nós sabemos que há computadores para cegos, e que se pode funcionar com técnicas de informática mesmo sendo invisual. Agora lá as cores, é que eles não vêem…
Logo, isto

só pode fazer sentido para nós.
ML
Publicado por populo às 06:52 AM | Comentários (8)
A coligação esperada
Penso que ninguém ficará surpreendido.
Já na campanha se desenhava este cenário – uma maioria de direita para a Câmara de Lisboa. Aliás Maria José Nogueira Pinto fez a sua campanha com a convicção de que iria passar à prática o que dizia, o que só poderia ser possível em coligação com Carmona.
Já está.
E, parece completamente evidente que não o foi desde início apenas para conseguirem mais votos, votos que poderiam fugir no caso de que os adeptos mais fundamentalistas de um ou de outro lado soubessem deste casamento.
Desejo-lhes muitas felicidades.


ML
Publicado por populo às 06:45 AM | Comentários (5)
Os nomes e os significados
Sábado???
Parece que a revista Sábado vai passar a sair à Quinta .
É certo que o Jornal era um semanário.
Mas, enfim, porque não passa a ser a revista Quinta?
ML
Publicado por populo às 06:18 AM | Comentários (9)
janeiro 05, 2006
A vida ( é )pode ser bela! Obrigada, Mariana!
Por vezes temos surpresas que nos reconciliam com o Mundo, mesmo que estejamos, de momento, um pouco zangados.
Hoje abri o meu mail e encontrei uma carta de um nome desconhecido. A primeira reacção foi de alguma desconfiança. Quem seria? O que queria?
Afinal a blogosfera ainda nos dá alegrias! Li o seguinte:
«Olá, Meu nome é Mariana Stolze, tenho 17 anos e sou do Rio de Janeiro, Brasil.
Vi, num site, a foto de um gatinho seu, tão lindo. Porém, a foto estava muito estragada. Comovendo-me com a situação de tal beleza do gato e tal estrago da foto, consertei-a pois entendo de tratamento e recuperação de imagens.
Espero que goste.
Meu sincero abraço e um 2006 de muita paz.
Mariana Stolze»
E em anexo lá vinha a foto estragada e depois recuperada. Esta menina, encontrou a foto, e não só teve o trabalho de a “concertar” como andou à minha procura…! Para me ter encontrado, teve ainda de escrever para o meu antigo blog, perguntar como me podia contactar, os meus colegas – a quem também agradeço – enviaram-lhe o endereço e cá tenho um companheiro que já perdi há muitos anos mas que ainda me faz muitas saudades.
Muito obrigada, Mariana !
Vejam só: antes e depois:


Para verem bem as diferenças cliquem nas fotos.
:)
ML
Publicado por populo às 06:50 PM | Comentários (10)
Contrastes
Não é a primeira vez que reparo nestes paradoxos, mas ontem talvez me chamasse mais a atenção porque o contraste era mais intenso. O certo é que parei, fiquei a olhar sorrindo parvamente, até ter sido empurrada por alguém que ia apressado e não estava com atenção para lamechices daquelas.
Nós temos ( quero dizer “eu tenho” ) tendência a imaginar que um condutor de um peso pesado, aqueles monstros que circulam por aí com 12 rodas de cada lado e com indicações de que arrastam não sei quantas toneladas, é homem “muito homem”, de barba rija, que cospe para o chão, fala só com palavrões, e não se enternece com nada. Na minha concepção estereotipada, a decoração da cabine de condução desses godzillas, era apenas com meninas de calendário, em poses provocantes.
Mas já tinha entrevisto de passagem, de vez em quando, pendurado no espelho retrovisor uns bonequinhos que não tinham nada a ver com a imagem do tipo abrutalhado que estava na minha cabeça.
E ontem, foi o máximo! Vinha, devagar, a pé, do meu trabalho e reparei num monstro desses estacionado. Era tão grande e alto que nem se conseguia ver a cabine de condução, mas junto ao vidro viam-se dois ursinhos, ursinhos de peluche a dar marradinhas um no outro, numa atitude de grande ternura, nada condizente com o resto que os envolvia.
Pois é!
Não há nada mais falso do que um estereotipo!!!!
ML
Publicado por populo às 08:10 AM | Comentários (9)
Mas o que lhes passa pela cabeça…?!
Ao ler uma notícia onde é referido que parte dos raptos que são comunicados à Polícia são histórias inventadas e não verdadeiros raptos, o que faz perder um tempo precioso com histórias da carochinha, lembrei-me de uma conversa que tive há dois dias com uma amiga minha.
Ela está a trabalhar desde há algum tempo, num serviço de Emergência Social. É um trabalho muito duro e difícil, mas ela é a pessoa indicada por ser uma mulher excepcional, que alia o bom-senso ao conhecimento de campo, para além de uma grande sensibilidade. E durante a conversa contou-me que desde há uns tempos as coisas estão mais fáceis porque os telefonemas que lhe chegam já foram rastreados. Fiquei sem entender. Então a função dela não era exactamente “rastrear” os casos e orientá-los para as soluções possíveis? - Sim, sim, diz ela, mas não calculas o “lixo” que vinha agarrado aos casos verdadeiros.
Portanto, entendi então que, como aquele era um número gratuito, para além dos casos enganados que ligavam para ali por julgarem ser outra coisa, havia um número enorme de idiotas que ligavam para ali por não ter mais que fazer e inventavam histórias. O tempo que se perdia a analisar esses casos de brincadeira, segundo ela me disse, era completamente inacreditável. E, é evidente, que nesse meio tempo podia haver alguém mesmo a necessitar que não estava a ser atendida.
Revoltou-me na altura, e esta dos “raptos inventados” vem acentuar a indignação. Estes engraçados deviam ser identificados e apanhar um forte safanão. Talvez um dia precisem eles de socorro e a linha esteja ocupada…
ML
Publicado por populo às 07:35 AM | Comentários (7)
Ambiente
Os artigos do “em foco” do JN assinalam vários aspectos das agressões ao ambiente, na Europa. Assim, à primeira vista, podia parecer estranho: se a Europa é uma zona do mundo mais avançada do que muitos outros, seria natural que os seus cidadãos fossem mais informados e mais responsáveis.
Claro, isto se a capacidade de discernimento e de tomadas de decisões inteligentes e numa perspectiva social e de bem colectivo fosse correspondente ao grau de desenvolvimento dos povos. Mas não é.
E, portanto, o efeito é rigorosamente o oposto. Como os povos estão mais desenvolvidos, andam mais de carro e adoram marcas vistosas mas poluentes, usam produtos embalados para tudo e para nada e dentro em pouco as embalagens vazias vão ser um grande problema, assim como muito do que se relaciona com alimentação é pré-cozinhado, pré-embalado, e vai aumentar esse lixo, as habitações são felizmente melhores mas gastam muito mais energia pelos variados electrodomésticos.
Enfim, as duas faces de uma moeda.
Mas é grave se a riqueza da Europa for também responsável por um mau serviço à humanidade.
Esperemos que “venha a moda” do respeito pelo ambiente. Imagino que se houvesse suficiente vontade quer dos governos quer dos responsáveis económicos, com umas inteligentes campanhas publicitárias se conseguiriam “virar o bico ao prego” e passando a ser moda respeitar-se o ambiente, as pessoas poderiam fazer a linha para outro tipo de usos e de consumos.
Porque a Natureza é que não pode fazer mais.
E o Mundo só tem esta Natureza...

ML
Publicado por populo às 06:40 AM | Comentários (8)
Homossexuais ingleses - casamento e adopção

A notícia soa um pouco estranha. Porque à primeira vista, e para muita gente assim é, quando se trata de defender a situação de igualdade dos casais homossexuais, o casamento e a adopção situam-se em patamares diferentes.
Enquanto para quase toda a gente é completamente pacífico a aceitação do direito ao casamento para todos, seja qual for a sua orientação sexual, já a adopção é um acto que ainda encontra opositores ou pessoas com reservas. Não posso considerar que de um modo geral gere tanto consenso como o que respeita ao casamento.
Contudo, na Grã-Bretanha, legalizou-se apenas aquilo a que chamaram parcerias civis, o que tem uma nuancezinha, não lhe chamam bem, bem “casamento”, mas parece avançarem sem dificuldade para a lei que admite a adopção.
Não pretendo aqui, de modo algum, levantar ondas sobre esta decisão, nada mais longe da minha intenção, mas reconheço que fico admirada. Não vejo porque, ao contrário de outros países como a Holanda, ou Espanha, lá na Inglaterra ainda “filtrem” o casamento com esse nome de parcerias civis, sendo depois mais liberais no campo da adopção.
Outros países, outros costumes, é claro.
ML
Publicado por populo às 06:23 AM | Comentários (16)
janeiro 04, 2006
O post que não quero escrever
Este post. Se vocês o estão a ler é porque afinal o escrevi. Mas faço-o com muita dificuldade porque me dói muito. E, ainda por cima, o escrito vai sair um bocado comprido que é coisa pouco atraente num blog. Mas só faz sentido o que vou dizer se contar um pouco da minha história.
Descobri a blogosfera no dia em que um amigo me enviou uma piada que tinha sido escrita no Barnabé, com o respectivo link. Fui lá ver “o que era aquilo” e já não saí mais! Nem sabia o que era um blog, mas o formato encantou-me, e passei a frequentar diariamente aquele espaço. Atrás de uma referência, encontrei o BdE. Novo deslumbramento. Vi lá reflectidas muito das minhas inquietações, e gostei muito do estilo. A medo, sem saber como se fazia, deixei um dia um comentário. Afinal era fácil! Passei a comentar mais, e depois de link em link descobri que este mundo era muito povoado, e havia blogs para todos os gostos. Estabeleci as minhas preferências, e fiz uma listazinha de “favoritos”. Diverti-me muito. Comentários, contudo, eram mais no Barnabé e BdE, sobretudo neste último onde me sentia mais à vontade. Uma vez, já nem sei a propósito de quê, enviei uma opinião que foi publicada como “itálico” e fiquei vaidosíssima. Tinha subido ao Olimpo. Isso entusiasmou-me tanto, que tendo nos “meus passeios” descoberto um blog que estava aberto a quem lá quisesse postar o ocupei. Segui as indicações e com surpresa verifiquei que afinal isto era fácil… Tomei-lhe o gosto. E, sistematicamente, durante 3 ou 4 meses todos os dias deixava lá uns dois posts dizendo da minha justiça. Era suficiente para mim.
Contudo continuava a ler vários blogs e a comentar sobretudo o BdE. Aí, encontrei nos comentários, uma pessoa que tinha como nick “afixe o seu comentário”, o que parecia um non-sense, e se divertia a provocar os bloggers de lá com afirmações onde se situava numa postura … de direita. Respondi-lhe uma ou duas vezes, até que entendi que aquilo era show-off e ele estava também a gozar. Um dia ele publicou lá um texto também em itálico, e depois, de um dia para o outro, como mais tarde entendi que era seu hábito, criou um blog a que chamou Afixe.
No post de abertura, deixei lá um comentário de boas-vindas ao mundo da blogosfera, e na volta do correio recebi uma proposta de colaboração. Fiquei atarantada - por um lado aquele bloguezinho meio clandestino onde eu escrevia já não era suficiente, mas partilhar um projecto daqueles assustava-me um pouco. Sou de decisões mais lentas, mas acabei por concordar e comecei a colaborar no Afixe.

Foi interessantíssimo. Posso afirmar que aquele foi o blog mais temperamental que existiu neste canto da galáxia da blogosfera. De início apenas com 4 pessoas, duas mulheres e dois homens, depois aumentou muito mas esse aspecto “paritário” foi mantido e creio que era dos pontos fortes da sua personalidade. Aquele era, de facto, um blog colectivo no melhor dos sentidos. Tínhamos experiências de vida diferentes, personalidades diferentes, mas havia um verdadeiro colectivo. Vivi lá um ano e meio inesquecível.
Eu tinha muito orgulho no nosso Afixe. Era muito bonito, cheio de gadjets, de bonecos, de graças, com links para tudo o que era jornal importante, um blogroll enorme, mas por outro lado sempre que se queria falar a sério os leitores entendiam que se estava mesmo a falar a sério! Havia uma enorme camaradagem e, não conhecendo fisicamente nenhum dos meus colegas, acreditava que os conhecia bem pela relação diária que mantínhamos.
Como disse, o Afixe era muito temperamental. Algumas zangas com os leitores, algumas diferenças mais fortes entre nós, mas em 99 % das vezes tudo acabava em risota com a frase sacramental “ora, isto é apenas um blog!”.
O tempo contudo desgasta um bocado. Dizem que para os gatos cada ano vale por 7, pelas minhas observações aqui na blogosfera cada quinzena vale por um ano. Um ano após o nascimento um blog está bem maduro, e aos dois anos anda pela meia idade… A meio do segundo ano ele desejou renovar-se. Não concordei com algumas posições e, coerentemente julgo eu, afastei-me. Sem zangas, fiquei lá com amigos a quem estimo muito. E depois, como em todos os divórcios, retomei o meu nome de solteira, aquele com que tinha assinado os posts pré-Afixe. E encontrei abrigo no Pópulo, cedido por uma amiga, onde me tenho ido instalando, criando raízes e aprendendo como todas as mulheres divorciadas a viver sozinha. Tenho-me dado bem, neste cantinho.
Leio agora, pelos sinais exteriores que o Afixe, pelo menos “o meu Afixe”, está a terminar. As pessoas que começaram a aventura estão a despedir-se. Talvez a porta fique aberta, o “logotipo” se mantenha, e pode ser ainda um bom blog. Não é aquele que num Abril de 2004 nasceu, será outro.
A vida é assim, tudo muda e se transforma, mas as saudades com que fico são imensas.
Adeus Afixe.
As recordações, essas ficam.
ML
Publicado por populo às 05:25 PM | Comentários (26)
Os médicos e as relações humanas
Como todos sabemos, hoje está tudo quase tudo, informatizado. Cada vez se escreve menos à mão e, apesar de se continuar a escrever, ( as mensagens sms são uma prova) grande parte das informações que nos chegam, aparecem de uma forma muito legível porque vêm naquilo que se chama “letra de forma”.
Por outro lado, já é famoso aquilo que se chama “letra de médico”. Nunca entendi porque é que os médicos haviam de ter pior letra do que qualquer outra profissão, mas é um facto aceite. Os médicos têm má letra, letra ilegível. Contudo eles agora até usam gravadores para fazer os relatórios, e outras maquinetas que facilitam a vida, e eles e a nós… Assim como as análises desde há muitíssimo tempo que costumam trazer, numa coluna paralela, os valores normais, de modo que mesmo um leigo, pode ficar com uma ideia ainda antes de ouvir a opinião especializada, do que se passa consigo. Muito bem.
Contudo, acontece ir fazer-se um exame que até é de rotina e, na carta que não vem fechada, vir uma nota manuscrita nessa tal letra de hieróglifos, nota que à primeira vista mostra que alguma coisa não está normal.
Se o mundo fosse como devia ser, o analista deveria dar uma palavra, mesmo curta, ao doente: “olhe, é bom ir já levar os resultados”, ou “não se preocupe que está normal para a sua idade”, ou “está tudo bem”, ou “tem aí uma coisita mas isso trata-se”, enfim palavras que ajudam.
Isso era se o mundo fosse como devia ser…
ML
Publicado por populo às 12:08 PM | Comentários (7)
Os Plágios e Copiar nos exames
Achei interessante observar que o DN dedica hoje uma grande parte das suas notícias da secção “sociedade” às fraudes e copianços nos exames.
E achei interessante pela coincidência de estar agora outra vez na berlinda, aqui na blogosfera, a história dos plágios ou “distracções”, ou como lhe queiram chamar.
O tema é delicado. A verdade é que quem lê muito ( e já agora tenha muito boa memória, também ) pode, de um modo muito inocente, fixar alguma coisa que o interessou e depois ao escrever reproduzir essas ideias. Eu sei lá se não o tenho feito… Mas, como coisa que não tenho é boa memória, por mim nunca reproduziria ipsis verbis o que li, era incapaz de me lembrar. Acredito contudo que isso possa acontecer. Tive um colega que decorou depois de uma discussão com um professor, uma sebenta, palavra por palavra. E para ele não foi um feito do outro mundo!
O que já é estranho, é que quando confrontado com essa coincidência, não se arranje uma desculpa ( nem a tal, esfarrapada, da Clara Pinto Correia, mas que era uma desculpa ) e se negue o óbvio: que aquilo que se está a dizer foi já dito pelas mesmíssimas palavras por outra pessoa.
Nos exames, a história é outra. Pouca gente se pode gabar de uma vez por outra não ter copiado: uma olhadela para o papel do colega de carteira, um cochicho com um amigo, desde aquela artilharia mais pesada das cábulas em papel de mortalha antigamente, às sofisticadas de telemóveis e outras coisas que tais , que se usam na actualidade.
Claro que se levantam problemas deontológicos. E é curioso que, pelo que se lê, a faculdade onde se usou um “código de honra” e os alunos se comprometeram a não copiar foi onde isso menos se verificou. Afinal os valores morais estão lá, desde que se saiba apelar para eles. Porque se aceitamos que a avaliação dos conhecimentos vai ser feita através dessas provas, o uso habitual da fraude significa que as tais provas não têm o menor valor. Donde as pessoas avaliadas não têm os conhecimentos que deveriam ter. Donde no futuro serão maus profissionais. Donde não é a fraude em si que está bem ou mal, é a confiança que se pode depositar em profissionais que o não são. Quando se está na escola ou faculdade pode ser uma brincadeira, mas imaginem que todos faziam o mesmo…? Ou então, invente-se outro modo de avaliação – e se calhar seria essa a melhor solução.
ML
Publicado por populo às 07:46 AM | Comentários (11)
Um bom exemplo
Às vezes as notícias interessantes passam desapercebidas.
Temos o triste costume de realçar de um modo quase doentio tudo o que tem um cheirinho a desgraça ou que pode escandalizar por ser mau. É famoso, e serve de motivo de piadas, que os telejornais começam sistematicamente com notícias chocantes, e os próprios jornais aproveitam para parangonas de 1ª página a notícia que mais impressiona e infelizmente pelo mau motivo – desastres, crimes, fraudes.
E esta notícia quase me passava desapercebida, se não fosse vir referido no título “sucesso nas vendas”.
Olá?! Fui ver o que fazia um sucesso nas vendas. E para mim considerei que era mais do que um fait-divers, era mesmo uma história a realçar, até por referir ser esta descoberta «pioneira à escala mundial»
É simplesmente ( ? ) uma nova garrafa de gás. Que consegue ser tão segura e resistente como as que conhecemos mas tem metade do peso. Diz a informação que é «mais leve, mais ergonómica, segura e totalmente reciclável.» Não sei o que mais se pode desejar? Foi criada com uma parceria entre a empresa e as universidades do Minho e do Porto.
Este meu interesse tem alguma coisita de pessoal. Apesar de ser caro, uso quase só a potência eléctrica quando vivo fora de Lisboa, porque o peso das garrafas de gás torna o seu uso muito difícil para mim. E com certeza que eu sou um caso entre milhares. Esta é uma descoberta que vai facilitar a vida de muita gente e acredito que “sendo pioneira à escala mundial” como dizem, venha a ser um bom sucesso.
Afinal também se sabe trabalhar bem em Portugal!
ML
Publicado por populo às 06:35 AM | Comentários (5)
janeiro 03, 2006
Boa noite, até amanhã...
Tive hoje um dia difícil.
Algumas surpresas desagradáveis, uma ou outra decisão dificil de tomar...
Algumas decidi mesmo adiar, e "dormir sobre elas" como se costuma dizer.
Talvez amanhã veja o caminho com mais clareza.
E, entretanto, lavo os olhos nesta imensidão tão livre e aberta.

ML
Publicado por populo às 10:50 PM | Comentários (2)
O futuro e os automóveis

Podem não ser muito bonitos, mas são práticos!
Uma equipe de engenheiros e arquitectos muito criativa, ou pelo menos com ideias decididas sobre o futuro do automóvel, pensou em Inventar o carro do futuro Tem qualquer coisa do Smart, mas é cheio de engenhocas: não tem o motor tradicional, tem umas “rodas” eléctricas, robotizadas, que giram em todas as direcções….! Montam um chassis sobre essas rodas e “personalizam” a viatura, que se podem encaixar como os carrinhos dos supermercados.
E a ideia extraordinária, é ter estas carros arrumados no final das estações de autocarros, metro, aeroportos, e o passageiro sai do transporte colectivo e serve-se do que estiver no princípio da fila… tal como alguns parques de bicicletas em certas cidades europeias.
Não acredito nadinha que isso pegue na nossa terra, onde cada um quer ter um carro melhor do que o do vizinho!
Publicado por populo às 11:48 AM | Comentários (4)
O minimalismo
Eu até gosto.
Não a escolhia para uma casa minha, mas aprecio uma decoração minimalista. Sobretudo quando a vejo em revistas, acho lindo. E em locais públicos ou de trabalho, também aprecio muito que aquilo que se vê seja reduzido ao essencial para facilitar o trabalho e evitar dispersões.
Como disse, para a minha própria casa não aprecio. E as casas de amigos/conhecidos que visito e optam pelo minimalismo, têm quase sempre um ar frio, casas-laboratório, reduzidas ao essencial. Falta aquilo a que chamarei, à falta de outro termo, “vida”.
E, no outro dia, em conversa com uma amiga que me contava as discussões com o namorado, adepto do estilo minimalista, tive de rir quando ela, muito enfaticamente, me confidenciava:
- Mas vê tu, como é que eu posso estar bem numa casa onde o mais forte elemento decorativo é o ar.
Era isso mesmo!
Eu gosto de simplicidade, mas o ar é fraco elemento decorativo !

ML
Publicado por populo às 11:11 AM | Comentários (3)
Uma história extraordinária
Existe no Kenya uma aldeia parecida com qualquer outra, na aparência. É circular, e as casas são feitas com “tijolos” de lama e bosta seca de vaca. Uma aldeia tradicional.
Chama-se Umoja, e está longe, muito longe de ser uma aldeia normal. Os seus habitantes são só mulheres. Mulheres duplamente vítimas mas que souberam organizar-se e sobreviver.
A aldeia formou-se com um conjunto de mulheres que depois de terem sido violadas tinham sido expulsas pelos maridos que consideravam que elas tinham trazido a vergonha à comunidade e família.
Com energia, refugiaram-se num terreno abandonado e essas corajosas mulheres construíram a sua aldeia Umoja, que significa Unidade. Essas quarenta mulheres iniciais, saíram-se tão bem, que foram recebendo outras mulheres, fizeram um acampamento para turistas, um centro cultural, e a aldeia ganhou fama. Mas não tem lá homens!
De tal modo que, ironia máxima, os homens despeitados, foram construir outra aldeia em frente desta, para captarem os turistas mas sem nenhum sucesso. Estes preferem a aldeia feminina, que vai de vento em poupa. Com o dinheiro que têm ganho já conseguiram enviar os filhos à escola, comprar roupas novas, melhorar a alimentação, e sobretudo recusar às suas filhas os casamentos precoces e a excisão.
Estas mulheres vão dizendo que até apreciam a presença de homens… mas como amigos.
Uma história bonita, de coragem, para o início do ano.
ML
Publicado por populo às 08:04 AM | Comentários (7)
Livro de reclamações
Entrou em funcionamento a obrigatoriedade do Livro de Reclamações.
Boa medida.
Vamos ver se é desta que o português passa a ser homenzinho e começa a reclamar em vez de se queixar. Porque queixas, sabemos nós bem fazer. Sem querer ser antipática, mas acho que somos uns campeões de queixinhas… Quando alguma coisa corre mal, barafustamos, desabafamos com o vizinho, com amigos e conhecidos, até podemos tomar como testemunha da nossa desgraça quem passe por ali e não nos conheça. Mas são excepções, os casos onde o protesto chega a ser uma reclamação firme e bem estruturada. Ficamos pela lamúria, pela queixinha.
Mas talvez sim. Talvez, o ver um letreiro a informar que se pode reclamar ajude a organizar melhor este campo. Mas não creio que seja fácil.
Por um lado pelos comerciantes. A frase "É obrigatório? Tem a certeza? A administração não disse nada! A medida até é boa, mas duvido que a cumpram. Aqui nem sequer passam recibos" que a jornalista que fez a reportagem ouviu, é bem sintomática. Pois se até para um recibo, quase nos temos de zangar muitas vezes, quanto mais para nos trazerem o famoso livro!
E depois os nossos hábitos. Num povo como o nosso, onde reina a iliteracia, o passar-se um desagrado ao papel, implica escrever, elaborar um pequeno texto, “fazer uma redacção”. Hummmm… Tanto trabalho… Palpita-me que os resmungos vão continuar e os livros ficam virgens.
Oxalá me engane.
Cá por mim, pelo contrário, adoro escrever e tenho muito mais facilidade em dizer uma coisa desagradável por escrito do que enfrentar a agressividade da pessoa a quem pretendo criticar, portanto isto vai ser excelente.
Estou já a pensar se a Emel também tem livro amarelo, ou de reclamações, ou lá como se chama…
É que se assim for, “é p’ra já” como a expressão do anúncio!
ML
Publicado por populo às 07:38 AM | Comentários (2)
Portagem urbana em Estocolmo
Esta surpreendeu-me.
Se realmente, 70 % dos suecos utilizam os transportes públicos para as suas deslocações na cidade, os 30 % que o não fazem justificam que se lance uma medida de controlo de entrada em Estocolmo?
Claro que cada um sabe de si, e eles lá terão as suas razões. Mas dá que pensar.
Pelo que entendo a ideia pretende reduzir a poluição lá na Suécia. Sabendo nós o grau de poluição da nossa Lisboa, onde certas zonas do centro da cidade os valores atingidos batem recordes de outras capitais europeias, ficamos perplexos
Fico a reflectir no dilema do nascimento do ovo e da galinha. Não concebo que se possa avançar com uma medida semelhante cá, sem ter a oferta de uns bons transportes públicos, mas parece que os transportes públicos não melhoram porque o tráfego está sempre engarrafado!
A Carris vai ter livro de reclamações?

ML
Publicado por populo às 07:00 AM | Comentários (3)
janeiro 02, 2006
Porquê pobreza "infantil" ?
Ao ler há uns dias umas declarações de C.Silva, desta vez apoiado nas suas palavras por Ramalho Eanes, a respeito da pobreza infantil senti tocar dentro de mim uma campainha ( ou seria uma trombeta?!) porque esta noção sempre me incomodou e já tive muitas discussões bem acesas com os seus defensores, que nunca me convenceram das suas razões. Algumas destas guerras foram públicas, e sentia-me em minoria, mas não fiquei vencida.
Não gosto, não aceito, incomoda-me, associar a noção de pobreza à de infância. Porque uma criança não existe como geração espontânea, existe porque houve um meio que a gerou e onde ela se insere. Que há muitas crianças vivendo em situação de pobreza, é uma tristíssima realidade. Que há imensas outras abandonadas, sem família que as cuide, e portanto sem a menor qualidade de vida, sabemos muito bem. Mas é tão irreal falar de uma criança pobre como será falar de uma criança rica. Não se diz nem se pensa, “um menino rico”, sabemos é que tem uns pais ricos ou vive num ambiente de riqueza. Os “meninos pobres” também. Vivem num ambiente de pobreza, sim. E eles “são” aquilo que o seu meio envolvente é.
Possivelmente esta pode parecer ser uma questão de birra linguística. A verdade é que a própria Unicef afirma que há no mundo 16 % de crianças em situação de pobreza infantil.
Mas eu mantenho a minha teima. É que enquanto se encarar a questão como um “problema da criança” a tentativa de solução será sempre parcial. Não se pode acabar com a “pobreza infantil” sem se cuidar da pobreza de toda a família, ou sem ir à origem do que levou as pessoas que a geraram ao abandono.
Assim como uma criança não nasce do nada, não se pode tratá-la de um modo asséptico, longe do seu mundo. Podemos ajudar a resolver problemas pontuais, é certo, mas são paliativos. Quando o mal está na raiz, podem fazer-se enxertos na planta, mas ela só ficará viçosa se a terra onde crescem as raízes for de boa qualidade e bem alimentada.
ML
Publicado por populo às 02:46 PM | Comentários (5)
Dias para tudo!
Nós sabemos que há dias disto, daquilo e daqueloutro. Que os “dias de” substituíram, numa sociedade onde a religião não tem a importância que teve na época medieval, o nome de santo correspondente ao dia.
Mas, mesmo assim, não imaginei que houvesse tantos! Na minha inocente ideia havia em cada mês aí uns 10 “dias de” e já me parecia muitíssimo.
Não senhor. Quando procurava informações sobre o Dia da Paz, fui encontrar um site brasileiro que me deixou de olhos arregalados!
É que afinal, não só existe um para cada dia do ano como, por vezes, acumulam. Acontece a mesma data ter 3 ou quatro comemorações…!
Eu bem sei que são brasileiros, e a imaginação daquele povo é prodigiosa, mas… Como é? Dia 14 de Maio pode ser “Dia-do-Gerente-de-Banco”? E há Dia-da-Injustiça ( ? ) , Dia-do-Porteiro, Dia-do-Propagandista-de-Laboratório, Dia-dos-Solteiros (15 de Agosto, tomem nota ), Dia-do-Supermercado (esse é bom!), Dia-do-Alcoólatra-Recuperado, Dia-do-Caixeiro-Viajante, … E porque é que o Dia-do-Órfão é na véspera de Natal?
Só vendo. Custa um pouco acreditar. Eu sei que isto é no Brasil e os que verdadeiramente contam são os Dias-Internacionais-de, mas esta lista é assombrosa.
ML
Publicado por populo às 10:22 AM | Comentários (6)
Notícia muito confusa
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Naturalmente que excluindo esta gracinha que deixei lá em baixo eu, como qualquer pessoa de bom-senso, apoio as medidas de prevenção rodoviária. Sabemos que há erros e imprudências que se pagam com a vida ou com incapacidades muito graves. Portanto, sempre que se aumenta o grau de segurança nas nossas ruas e estradas isso é um valor importante e deve ser louvado.
Só não consegui entender, uma notícia que li este fim-de-semana no Expresso. Diz em título, que vai haver mais mais «encarnados», e depois, no corpo da notícia, insiste-se na ideia: «Os semáforos em Lisboa vão estar menos tempo com a cor verde»
Não entendo. Quando acende o vermelho num sentido, isso quer dizer que no outro se acende o verde. Como é que pode haver mais vermelhos do que verdes?! Isso quer dizer que há alturas onde os 4 estão em vermelho??? Que confusão.
Aliás o velho sistema Gertrudes, que teoricamente fazia que quem apanhasse um sinal verde e mantivesse uma velocidade constante faria o percurso sem parar, se chegou a funcionar agora não se nota. O que se encontra é sinais encarnados a caírem metódica e trocistamente quarteirão após quarteirão, exasperando o mais sereno dos condutores.
Esta do aumento dos vermelhos vai ter de ser melhor contada.
ML
Publicado por populo às 07:43 AM | Comentários (5)
Os pés na terra
Acabaram “as tréguas”, os dois dias onde voluntariamente esquecemos a realidade que nos envolve. Durante 31 de Dezembro e dia 1 de Janeiro, vivemos num limbo, com a realidade entre parêntesis.
Mas ela está cá.
A realidade é teimosa, e insiste em nos chamar a atenção. Os parêntesis desvaneceram-se e voltamos a saber que «Os portugueses vão pagar mais, a partir do dia 1, pela electricidade, portagens, transportes públicos, tabaco e combustíveis, com algumas actualizações a superarem a inflação prevista pelo Governo.»
Sem esquecer a subida de 10% do pão. De sublinhar que subir o preço do PÃO, é uma realidade que também é uma metáfora.
Já se sabia, é claro.
É a nossa realidade. E atenção, que a subida dos combustíveis não é inocente, ela vai trazer por arrasto a subida dos “bens transportados”, como é natural. É só pensar quais são...
Voltamos hoje à terra, a este mundo onde se torna tão difícil viver.
Acordamos das festas com um sabor amargo.
ML
Publicado por populo às 07:09 AM | Comentários (2)
janeiro 01, 2006
Cor

Vim dar uma olhadela ao blog, confirmar se está de saúde, e senti que tinha exagerado.
Eu gosto muito de fotos a preto e branco.
É um misto de sentimento estético e emotivo - o preto e branco transmite-me uma emoção mais intensa.
Mas a verdade é que o blog ficou bastante descorado com os últimos posts que aqui deixei [se excluir a fada dos sonhos]
Não gostei. Sou realmente uma exagerada!
Para compensar, fica um Magritte, que tem muito a ver com o dia de hoje - parece que é Dia Mundial da Paz - e é uma mancha de cor.
Assim fica melhor.
ML
Publicado por populo às 01:20 PM | Comentários (8)
Amor
Um post piegas, mas vai ter se ser. Desculpem, acontece-me.
Foi ontem, depois de ter comido as passas.
Eram doze, segundo a tradição. Uma por cada badalada e um desejo por cada passa.
Ia aí na oitava ou nona, quando comecei a rir. Despachei as 3 últimas e continuei a rir sentindo-me meio tonta, meio enternecida.
Porque me lembrei daqueles desenhos com frases a condizer que estiveram em moda há uns anos e diziam “o amor é…” seguido de uma frase, quase sempre meio pateta.
Naquele caso, a primeira enfiada de desejos-passas que fui engolindo, não eram coisas que desejasse para mim própria mas para o meu filho. Com a primeira desejei que ele conseguisse isto, com a segunda que tivesse sucesso naquilo, com a terceira que …
Pelo que me lembro, só lá para a quinta ou sexta passa vieram os meus sonhos, pessoalíssimos. Pois é. O amor é … que a felicidade de quem se ama seja uma pedra básica para a nossa própria felicidade.
Piegas?
Quero lá saber!
ML
Publicado por populo às 11:49 AM | Comentários (5)
"O Mundo pula e avança..."
... como bola colorida
entre as mãos de uma criança"

(mesmo que seja bola de sabão...)
ML
Publicado por populo às 10:49 AM | Comentários (3)
O Dia de todos os projectos
Pense-se o que se pensar, o primeiro dia do ano tem uma característica única – permite-nos sonhar oficialmente. É claro que a qualquer momento se podem ( e devem ) fazer projectos de vida. Mas hoje é fatal, toda a gente faz planos, mesmo quando é, e quase sempre é, a brincar.
Mas, enquanto ontem foi o dia das análises e balanços, o que correu bem, o que correu mal, as decepções, as surpresas, hoje passamos à fase do futuro.
E decidimos “a partir de hoje” ...e, zás, vem a lista das boas intenções. Ah, claro, porque são sempre boas intenções!
1 - Vou passar a fazer ginástica.
2 - Vou deixar de fumar.
3 - Vou telefonar mais vezes à tia Laura, coitadita.
4 - Não vou comprar coisas sem pensar bem.
5 - Não vou começar a ler vinte livros ao mesmo tempo.
6 - Vou comer mais legumes.
7 - Vou passar a ir regularmente ao dentista.
……..
Estou aqui a brincar mas também entro no jogo, é claro! E, na primeira semana, muitas vezes funciona. Começamos de facto a fazer essas coisas, ou parte delas, cheios de entusiasmo e convicção. Claro, insisto parte delas, porque há muitas que, apesar de estarem nos planos, ficam para “depois”… E também há as decisões que se tomam mesmo, mesmo, a brincar. Recebi ontem um sms, pela 1 da manhã onde uma amiga informava – “já não fumo desde o ano passado”!
Mas, mesmo que seja só por um dia, ou uma semana, estas decisões são agradáveis e estimulantes. Pensamos que podemos ser melhores, mais de acordo com um modelo que nos agrada, mais decididas, mais eficientes, etc.
Pelo menos hoje, sonhamos.

ML
Publicado por populo às 10:15 AM | Comentários (2)
Um sorriso para 2006
Chegou.
Vem contente.
Ainda é pequenino...

Publicado por populo às 12:10 AM | Comentários (4)