« Amas | Entrada | Ai os títulos…! »
janeiro 27, 2006
Amas II
E as amas actuais têm consciência profissional e organizam-se. Não esquecer que vivemos no terceiro milénio, portanto têm uma Associação que cuida dos seus interesses. Ora, grosseiramente podemos arrumar as amas que existem em dois grupos: umas que trabalham de um modo independente, estão inscritas nas Finanças como Amas, e depois trabalham por conta própria. Claro que para exercerem a profissão devem ter determinadas condições e para isso existem umas inspecções que podem actuar em caso de queixa. Mas para todos os efeitos são realmente trabalhadoras independentes com todas as vantagens e desvantagens dessa qualidade.
Mas há “as outras”. E são essas que hoje se vão manifestar junto à Segurança Social em Lisboa. Porque estas têm um regime híbrido – trabalham a “recibo verde” e pagam contribuições como independentes, mas estão ligadas ou à Segurança Social ou à Misericórdia ou a IPSS. Até há algum tempo o sistema de descontos era diferente e não as perturbava, mas com o novo sistema de descontos sentem-se muito prejudicadas porque passaram a pagar muito mais de imposto.
Eu sou uma defensora deste tipo de amas, que me parece bom para os dois lados. Bom para os pais, que sabem que os seus filhos estão com senhoras que têm uma grande vigilância, que são visitadas com muita frequência por uma educadora ou assistente social, e têm um serviço onde podem apresentar as suas dúvidas ou receios sem entrar em conflito com a ama; e bom para as amas porque têm o ordenado certo ( nunca pode acontecer uma mãe desaparecer no fim do mês com o bebé e deixar a conta por pagar ) têm sempre meninos sem terem de os procurar, sabem que os meninos são seleccionados, no caso de adoecerem o serviço que as apoia toma conta das crianças e vão tendo formação e apoio técnico por pessoas conhecedoras que as podem ajudar.
Mas realmente o bicho nesta maçã tão vermelhinha é esta actualização de impostos. Elas queriam, e parece-me uma aspiração natural, não serem consideradas trabalhadoras independentes – que afinal não o são – e sim descontarem como trabalhadoras por conta de outrem.
Vamos ver a sensibilidade que a tutela vai demonstrar por este problema.
Emiéle
Publicado por populo às janeiro 27, 2006 07:32 AM
Comentários
Fizeste bem em dividir o post, porque senão ficava muito pesado, mas também é verdade que assim fica às moscas de comentários...
A verdade é que hoje escreveste tanta coisa leve e engraçada que nós preferimos do que estar a falar em coisas destas.
Mesmo assim ainda me lembro que já tens falado destas profissão, neste caso das que têm "patrocinador". Dá mais segurança sem dúvida. Falo por mim, mas tinha alguma reserva em deixar um filho em casa de uma pessoa que não conheço de lado nenhum.
Publicado por: Joaninha às janeiro 27, 2006 04:27 PM
E tem lógica o que estão a pedir, porque é isso que elas são, trabalhadoras por conta de outrem! É justo!
Publicado por: Farpas às janeiro 27, 2006 05:27 PM
É mesmo isso Joaninha. É claro que dão mais segurança aos pais, e creio que mesmo elas se sentem mais seguras com o apoio de rectaguarda, mas os descontos que agora têm de fazer, sõa realmente um exagero para quem ganha relactivamente tão pouco.
A verdade, Farpas é que elas têm o pior dos 2 lados - realmente são trabalhadoras por conta de outrém para determinado efeito e não o são para os impostos!
Publicado por: Emiéle às janeiro 27, 2006 05:32 PM