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dezembro 28, 2005

Um negócio que é o Ovo do Colombo

Nem sei bem como é que não se tinha já pensado nisso… Quem tem ou teve crianças pequenas, sabe que se é fácil vesti-las de um modo agradável – é só ter gosto e algum dinheiro – é dificílimo levá-las a cortar o cabelo. Nem é preciso pensar muito no assunto. Qualquer criança sabe que uma tesoura corta e faz doi-doi. Ver um adulto, que não conhece de lado nenhum, aproximar-se da sua cara de tesoura em punho… ai, ai, ai…
Todos já vimos meninos a chorar lágrimas de 4 em 4, tremendo “ai, ai, que vai doer muito…!” E têm, teoricamente, razão. É preciso experiência para se concluir que as unhas e o cabelo, apesar de fazerem parte do nosso corpo, se podem cortar sem que doa.
Há mães que resolvem o problema e cortam elas. Quando ainda se é muito pequenino, não vem daí mal ao mundo. Uma franja mais torta, ou uns caracóis às 3 pancadas, vai escapando. Mas a verdade é que cortar o cabelo aprende-se, não é uma coisa que se saiba instintivamente fazer como no caso das unhas. De modo que, quando são um pouco mais crescidinhos, convém que alguém que saiba do assunto se ocupe disso.
Agora em Lisboa apareceram os primeiros cabeleireiros infantis. (quero dizer os cabeleireiros devem ser adultos, os clientes é que são infantis)
Achei graça que para além de cortar, lavar, etc, há também a possibilidade da desparatisação.( ehehehe, quem nunca teve um filho com piolhinho, é porque o seu rebento não andou em nenhuma escola!) Pelo que se fica a saber, estes cabeleireiros foram montados a pensar mesmos em clientes pequeninos: têm zonas de brincadeiras, guloseimas, e gente muito treinada e cheia de paciência com certeza… Tem piada a ideia de pôr uma televisão em frente do cliente. Um adulto tem um espelho para ir vendo com está, mas a verdade é que não há qualquer motivo para a criança pequena “ir vendo como está”, vê a mãe e é o importante. E se o menino não reparar na tesoura, muito melhor!
E a ideia de um "Diploma de 1.º Corte", com uma fotografia e um pedacinho de cabelo, também é muito giro. Desta história toda só não entendo bem essa da manicura – as crianças pintam as unhas à séria? É mais uma brincadeira? No primeiro caso tenho as minhas dúvidas da vantagem.
Agora a ideia de um cabeleireiro para crianças merece todo o aplauso.
Que sossego para os pais!

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ML

Publicado por populo às dezembro 28, 2005 10:20 AM

Comentários

Pelo que li através do teu link, barato não deve ser, mas vale a pena! Quando me lembro do meu rapaz, a "correr" corredor fóra, ainda muito inseguro nos passos que dava e a pobre da cabeleireira ( com uma paciência maravilhosa) a distraí-lo para conseguir fazer um corte aceitável!!! Era dos tais, que imaginava que o que quer que lhe cortassem ia doer de certeza!

Publicado por: Joaninha às dezembro 28, 2005 10:46 AM

Este post é mais "para mães", acho que os pais não passam por estas andanças... Eu, ao princípio ainda tentei fazer a coisa em casa, mas quando começa a ser muito cabelo, não dá mesmo!

Publicado por: Gui às dezembro 28, 2005 11:54 AM

Cá vem outra mãe aplaudir! Que pena os meus já não serem pequeninos... Mas vou contar às amigas que se queixam dessa dificuldade.

Publicado por: Tess às dezembro 28, 2005 02:07 PM

Se a imagem corresponde, os putos até devem pedir para ir cortar o cabelo!!!!

Publicado por: R.S. às dezembro 28, 2005 08:46 PM