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dezembro 31, 2005
Novo Ano

Publicado por populo às 11:59 PM | Comentários (0)
O ano chegou ao fim

É sempre uma festa.
Mistura-se a Festa de Despedida com a Festa da Chegada.
Uma grande confusão, mas ninguém, quero eu dizer pouca gente fica indiferente à mudança de ano.
Há a alegria "encomendada", que soa bastante mal, coisa oca, e sempre um pouco falsa. De um modo geral os "reveillons" muito públicos, em locais elegantes, com toilletes a brilhar e gente muito excitada, soa a falso reconheço-o.
Mas há as outras, as festas entre amigos. As festas em família. Ou as festas em família com amigos. Onde as pessoas se juntam porque gostam umas das outras e apreciam estar juntas. Essas são festas autênticas, francas, expontâneas.
Desejo que seja a vossa.
ML
Publicado por populo às 08:43 PM | Comentários (0)
Nas nossas mãos
Sem mais palavras

ML
Publicado por populo às 12:30 PM | Comentários (7)
Coitadita…
Li há bocadinho, na capa de uma revista “de sociedade”, mas não fixei o nome de qual era:
Esta triste sentença referia-se a uma rapariga, creio que “famosa”, e pelo que consegui entender era escrito com a intenção de a felicitar. Imaginem que bom ( pensam eles ), ter todos os desejos realizados, que vida feliz, oh que alegria…
Já imaginaram na terrível condenação que era se, por acaso, isso correspondesse à verdade? Devia ser um verdadeiro inferno.
Todos os desejos realizados?
Não há mais nada que se ambicione?
Acabaram os sonhos?
Que dó.
Felizmente para ela, creio que aquilo era apenas uma figura de estilo.
ML
Publicado por populo às 12:06 PM | Comentários (2)
Sanitas, retiros e modernismos

O post do Luís, no Aspirina , referente à ligação entre o sossego do momento em que está sentado numa sanita associado com o acto de leitura, chamou-me a atenção pela verdade do mesmo, mas não tencionava referir-me a ele aqui, reservando-me apenas a um comentário concordante lá no Aspirina.
De facto são muitas as pessoas que reservam esses momentos de solidão e silêncio numa casa de banho para, enquanto esperam que o seu organismo faça a sua limpeza interior, aproveitarem para pôr em dia as suas leituras. Ia dizer, “quem o não fez ?” mas, se calhar, isso hoje vê-se menos - as casas de banho são pequenitas, sem boa luz, e creio que a malta lê menos.
Mas cá pelas minhas bandas, isso é comum. O local é sossegadinho, ninguém nos interrompe e o que se está a fazer não necessita de concentração espiritual. Tenho um casal amigo que até tem uma estantezinha com revistas e outras leituras, lá no petit coin.
O que motivou a vontade de escrever este post foi um comentário. Disse lá alguém “Já agora, benditos avanços da tecnologia, que me permitem estar sentado no meu trono com o portátil ao colo a ler este belo post”. Isto é que é o máximo!!!!
Com a net sem fios agora não se leva a revista, ou o livro que estamos a meio, vamos mas é com o PC para o dito cantinho.
Oh 2005 ( 2006?) oh maravilhas do progresso, oh delícias da civilização!
Que posso eu dizer?
Uau!!!!
ML
Publicado por populo às 09:55 AM | Comentários (5)
Culinária erótica?
Não foi a primeira vez. Acho que já deixei por aqui em tempos um outro prato do “Culinária daqui e dali” com um título de leitura dúbia.
Desta vez apanhamos com:
Não quero ser mal intencionada, mas…
Ainda por cima deve ser bom, sim senhora!
ML
PS: Fiquem sabendo que a maminha é a parte nº 12 !
Publicado por populo às 09:20 AM | Comentários (1)
Balanços
Toda a gente os faz.
São os dois momentos num ano onde é irresistível fazer balanços – no dia dos nossos anos e no fim do ano. Bom, “quase” irresistível. Sei bem que há excepções, assim como há quem não goste de fazer anos e muitos que detestam este período de Festas.
Não quero pensar porque seja, não estou dentro de cada um para conhecer bem os motivos, mas sempre estranhei as pessoas que não gostam de fazer anos como se tivessem receio de iniciar outro ano de vida, e os que detestam este período que engloba o Natal e o Ano Novo também como se a vida que aí vem lhes metesse medo. Ou será que se tem pena de nos despedirmos do passado?
Todos os dias se “passa um ano” de qualquer coisa. Mas a verdade é que o 31 de Dezembro, o 1º de Janeiro são dias especiais. Porque o que relembramos quando fazemos anos, é sempre alguma coisa de pessoal, mesmo que olhemos para o mundo, é a nossa vida que está na berlinda, pode ser o Mundo mas visto com os nossos olhos, através dos nossos olhos.
Mas o Balanço do último dia do ano é diferente. Agora o que fica na berlinda é o Mundo em si, é a Humanidade. O que se passou de relevo nestes 365 dias? Na minha terra? E resto do Mundo?
É certo que tenho um desejo louco de dizer de minha justiça, o que EU acho que foi importante em 2005. Mas a verdade é que todos os jornais, todas as rádios, todas as TVs têm equipas inteiras de profissionais a tratar desse
tema. Não se vão esquecer de nada, como eu decerto faria.
Pois é, não vou dizer mais nada. Nasceu-se, viveu-se, sofreu-se, foi-se feliz, morreu-se, houve momentos de muita esperança, houve muita decepção, houve desistências e quem continuasse a lutar, houve amor, paixão, ódios, solidão, compaixão, camaradagem.
Porque este Mundo é feito de pessoas. E porque são as pessoas, a sua inteligência, a sua força, a sua coragem que o fazem mover.
E assim vai continuar a ser.
ML
Publicado por populo às 12:00 AM | Comentários (1)
dezembro 30, 2005
Muuuuito incorrecto
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Mas muito engraçado!
Não me podem acusar porque se há pessoa que passe aqui o tempo a refilar com quem é mau condutor e não cumpre as regras do trânsito, sou eu!
Mas, é claro, que há excepções.
O vídeo que deixo aqui em baixo, é completa e totalmente incorrecto, mas...
tem muita graça!
É um nadinha comprido, mas vale a pena. :)
Vejam-no
E divirtam-se!
ML
Publicado por populo às 01:24 PM | Comentários (3)
Quando faltam as delícias de um bom sono
Eu gosto de dormir.
Gosto de acordar cedo, de não me deitar muito tarde, mas as horas em que durmo são importantes e durmo bem. Tranquila, sossegada, serena, reconfortada ( etc, posso continuar a enfiar aqui adjectivos mas acho que já entenderam)
Esta noite, eram umas 3 e pouco da matina acordo com um som surdo mas insistente. Parecia um despertador, surdo e afastado. Levei algum tempo a voltar à superfície, e a atinar com o que podia ser “aquilo”. Quando atingi a lucidez, entendi – era mesmo um despertador! Entre os vários gadgets que aparecem aqui pelo Natal, houve um que era um mini-relógio, muito pequenino mas que, teoricamente, tinha tudo e mais um par de botas. Só que ontem tinha tentado acertá-lo, sem grande sucesso, e tinha-o guardado de novo na caixa para mais tarde ver se percebia como é que aquilo andava. Azar! A única coisa que ficou activa foi o despertador que, logo por acaso, marcava 3 horas. O estúpido tocou cerca de um minuto até me acordar completamente, e conseguir lembrar-me onde estava a caixa para tentar ir lá travá-lo.
Claro que depois me custou voltar a adormecer. Os despertadores existem para despertar, né?
Mas tinha conseguido fazê-lo, depois de um copo de leite e ler umas páginas de um livro, quando aí pelas 4 e meia, solta-se o alarme de um carro mesmo aqui ao pé da porta!
Nestes casos é sabido que o dono do animal deve estar a dormir ferrado a dois quarteirões de distância. Aquilo tocou até acordar a vizinhança toda e talvez acabar a bateria. O que quer dizer que, excepcionalmente, hoje dormi muito para além das minhas horas habituais.
Sinto-me muito estranha. Como se sofresse de jet-lag. Esquisita sensação…
ML
Publicado por populo às 11:35 AM | Comentários (9)
Berlusconi soma e segue
Há certas personagens de que nem apetece falar, porque parece que já está tudo dito. Só que elas teimam em sair da caixa, aparecendo a cabecinha, como os bonecos com uma mola, que se usam para pregar partidas.
Temos de novo Berlusconi.
O senhor é acusado de comprar testemunhas de acusação comprar falsos testemunhos em processos de há 7 ou 8 anos
Parece haver para aí mais de meio milhão de euros em contas na Suiça, e diz-se que serviram para esse fim.
A verdade é que este senhor, de cuja corrupção parece não haver dúvidas porque a tinta ( ? ) o verniz a maquillage que o cobre estala por todos os lados, continua à frente de um país da importância da Itália.
Como é possível?!
O problema é dos italianos, é claro, mas poderemos não nos interessar? É difícil.
ML
Publicado por populo às 11:05 AM | Comentários (1)
Quando o interior ultrapassa o litoral
Gostei desta notícia.
O interior começa a andar mais depressa do que o litoral. Boa!
Pode ser um grão de areia, mas é alguma coisa e um avanço agradável. Claro que sei apenas aquilo que li no jornal, e isto pode não ser tão bom ou fácil como uma leitura descuidada pode fazer crer. Contudo o que entendi é a existência de uma boa parceria entre a tal sociedade civil e uma Câmara de modo a beneficiar o cidadão de uma cidade. E cidade do interior, tão esquecido!
Em Castelo Branco a população poderá vir a beneficiar de Internet em banda larga sem fios
A ideia é : «A empresa difunde o sinal, ficando a mensalidade a cargo da autarquia e a população usufrui gratuitamente do serviço». E se a mensalidade for de 300 ou 400 € como dizem não quero acreditar que a Câmara não os tenha…
Parabéns a Castelo Branco.
ML
Publicado por populo às 10:54 AM | Comentários (4)
Vá para férias cá dentro
Ninguém pretende que um político, por o ser, modifique o seu estilo de vida e os seus hábitos. É natural que faça o que está habituado a fazer. Óptimo.
Por outro lado, há uma imagem que eu não consigo afastar. Quem lida com questões de educação, sabe a importância do modelo. Um verbo, que não sendo um neologismo entrou nos últimos anos em todos os livros de pedagogia, é “modelar”. Modelar-se um comportamento, uma atitude, é dá-la como modelo e assim fazer que a criança que pretendemos orientar o faça também.
Onde é que eu quero chegar?
Vamos já lá. Na opinião pública os “políticos” andam com má fama. É certo que em vários casos paga o justo pelo pecador, mas isso decerto acontece porque os pecadores são notórios. Sendo essa imagem pouco boa, talvez fosse de bom senso que “os políticos” evitassem dar nas vistas quanto à sua vida particular.
Ora o pobre do engenheiro Sócrates tem azar. O país arde com os maiores incêndios que temos visto, e sabe-se que ele está de férias a banhar-se em praias equatoriais. Temos um Natal de cinto muito apertado e com notícias de que a inflação vai bem à frente dos aumentos salariais, e sabe-se que ele anda a fazer sky lá para a Suiça .
Dizem-nos que era o seu costume, que já o fazia noutros anos. Que bom, para ele e família. Só que acontece que o que também “era costume”, para mim e para muita gente noutros anos, deixou de o ser ultimamente.
Quando se exigem sacrifícios, ( e de que tamanho!) era interessante que o fosse para todos.

ML
Publicado por populo às 10:49 AM | Comentários (4)
dezembro 29, 2005
Natal do Webcedário
Já há uns tempos que não visitava o Webcedário. A verdade é que se fizesse o que me apetecia, andava por aqui em passeio, a divertir-me muito, mas a vida não está para isto…
Contudo arrependo-me sempre quando estou uns tempos sem lá ir, com aquilo que tenho perdido!
Desta vez, o Natal deu tais asas à imaginação daqueles rapazes que quis roubar um dos bonecos, e não me conseguia decidir. Olhem foi um pouco, tipo “um-dó-li-tá” e saiu este:
Mas vão ver os outros que vale muito a pena!
Reparem também no Feliz Nabal!!!

ML
Publicado por populo às 10:22 PM | Comentários (3)
Janelas

A seguir ao ar livre, do que mais gosto é de janelas.
Lógico, não é?
Eu sei, como toda a gente sabe, que necessitamos de viver abrigados. E até gosto de casas, gosto da minha casa, gosto de ver ou visitar casa bonitas, mas adoro o ar livre. Ponho-me a imaginar, às vezes, que as casas do futuro vão ter uma magia técnica qualquer que faça com que, quem quizer elimine as paredes quando lhe apetecer. Como se as paredes exteriores das casas no futuro fossem de correr como os estores… Porque o bom, mesmo bom, é a simbiose fora/dentro.
E assim chego às janelas.
Já que tem de haver paredes, ao menos que elas nos permitam comunicar com o mundo. E de um modo harmonioso, leve, agradável. As janelas são os olhos da casa ( e já agora o nariz, os ouvidos, o que se passa no exterior chega-nos por elas ) e muitas vezes revelam bem, só por si quem lá mora.
Esta é uma janela doce, calma, paciente…
Está fechada agora, mas vai abrir a qualquer momento, tenho a certeza.
É uma janela "das minhas".
ML
Publicado por populo às 08:16 PM | Comentários (1)
Aumento? Mas eu nem queria aumento nenhum !
O governo oferece-se para aumentar os salários em 1,5 %.
Assim, mais coisa menos coisa, uns 6, 7 ou 8 euros por mês, ou uns 20 / 30 cêntimos por dia.
Ora o que me incomoda não tem nada a ver com o aumento, ou com aquilo que o nosso governo diz que vai ou não vai gastar. Cá por mim, não aumentem nadinha e guardem os 30 cêntimos. Mas quando digo não aumentem nadinha, é como deve ser. Não aumentem. Não aumentem o IVA, não aumentem a electricidade, não aumentem os transportes, não aumentem a carne, o peixe, a hortaliça, o leite, o queijo, as batatas, a massa, o azeite, não aumentem as comunicações, não aumentem as rendas, não aumentem NADA.
O que me deixa atrapalhada é que vejo tudo a subir, parece o famoso pé de feijão do João da história infantil. A gente deita-se com o feijão ainda no vaso e no dia seguinte já chega às nuvens; o hábito é tal que já se encolhe os ombros quando alguém nos diz que um outro produto qualquer aumentou ou vai aumentar. “Pois é” responde-se resignadamente “tem de ser”. Muito bem, os produtos têm de subir mas como se faz para os pagar?
Quando a esponja está seca não se consegue tirar de lá pingo...
ML
Publicado por populo às 07:17 AM | Comentários (4)
Darfour, onde é...?
E o Pai Natal é capaz de ter tido razão.

(- Contornamos, outra vez, Darfour?
- Penso que sim; toda a gente faz o mesmo)
ML
Publicado por populo às 07:10 AM | Comentários (3)
Polícias…
A história podia ter ficado pela versão oficial se não fosse o azar de haver testemunhas e ainda por cima uma pessoa a filmar.
Um homem tinha uma faca.
Parecia ameaçador e tresloucado.
Fez ameaças e distúrbios.
Estava rodeado por 10 polícias armados.
Mesmo assim foi abatido com tantos tiros que «na altura, nem foi possível determinar as perfurações no corpo» isto porque os polícias se sentiram ameaçados.
Devo ser ainda mais burra do que a loira do anúncio! Eles não eram 10 contra um? Não aprendem a disparar contra alvos distantes e em movimento? Se estavam assim com tanto medo, não havia um deles que tivesse pontaria para disparar para a mão que tinha a faca?
Não. Decerto que a história não pode ser assim. Dez polícias armados não podem despejar os carregadores da sua arma contra um homem armado com uma faca.
É impossível. Tenho de ir ler a história outra vez.
ML
Publicado por populo às 07:00 AM | Comentários (2)
dezembro 28, 2005
É claro que números são números
…mas tem piada olhar-se para eles. Os Institutos Nacionais de Estatística de Portugal e Espanha comparam dados e muita coisa não é de estranhar. Basta estar com atenção. Mas há coisas que, se calhar, deviam ser vistas à lupa. Parece que nós temos mais carros por habitante do que os espanhóis. O.K. Mas que carros são? Não estou a falar de marcas, até me parece que temos para aí uns perfeitamente sumptuários, estou a falar é no estado de conservação… Lá que temos muitíssimos carros, não há a menor dúvida, mas também que alguns já nem deviam circular também me parece.
E depois vêm os telemóveis, que por cá batem todos os records. Realmente não há cão nem gato que não tenha um e há quem tenha mais do que um! Esse é um bem de consumo, de facto, exagerado. Quanto ao resto, a comparação não é famosa para nós.
Mas o que queria deixar bem em destaque é que Os trabalhadores portugueses e espanhóis têm um nível de instrução mais elevado do que os respectivos patrões, mas o desequilíbrio é maior entre nós
Vem lá com todas as letras:
« Ao nível dos empregados, 13% têm habilitações de nível superior, contra apenas 11% dos patrões.»
E depois, há dúvidas porque é que as coisas não funcionam? E a culpa é sempre dos trabalhadores? Talvez não fosse mau olhar-se de vez em quando para os patrões, e as suas capacidades.
ML
Publicado por populo às 12:40 PM | Comentários (9)
Mais vacinas
A mortalidade infantil que tem diminuído de um modo assombroso nos últimos cento e tal anos, têm a ver com os índices de higiene e com a difusão das vacinas.
Há doenças que quase desaparecerem mas eram terríveis na infância. Contudo ainda há áreas desprotegidas, porque o pagamento de uma vacina é muitas vezes bem caro.
No leque das vacinas gratuitas para crianças vai entrar a da meningite A partir de segunda-feira, os meninos podem ser vacinados gratuitamente contra a meningite meningocócica.
Uma boa medida.
Votos para que 2006 entre assim com o pé direito!

ML
Publicado por populo às 10:40 AM | Comentários (3)
Um negócio que é o Ovo do Colombo
Nem sei bem como é que não se tinha já pensado nisso… Quem tem ou teve crianças pequenas, sabe que se é fácil vesti-las de um modo agradável – é só ter gosto e algum dinheiro – é dificílimo levá-las a cortar o cabelo. Nem é preciso pensar muito no assunto. Qualquer criança sabe que uma tesoura corta e faz doi-doi. Ver um adulto, que não conhece de lado nenhum, aproximar-se da sua cara de tesoura em punho… ai, ai, ai…
Todos já vimos meninos a chorar lágrimas de 4 em 4, tremendo “ai, ai, que vai doer muito…!” E têm, teoricamente, razão. É preciso experiência para se concluir que as unhas e o cabelo, apesar de fazerem parte do nosso corpo, se podem cortar sem que doa.
Há mães que resolvem o problema e cortam elas. Quando ainda se é muito pequenino, não vem daí mal ao mundo. Uma franja mais torta, ou uns caracóis às 3 pancadas, vai escapando. Mas a verdade é que cortar o cabelo aprende-se, não é uma coisa que se saiba instintivamente fazer como no caso das unhas. De modo que, quando são um pouco mais crescidinhos, convém que alguém que saiba do assunto se ocupe disso.
Agora em Lisboa apareceram os primeiros cabeleireiros infantis. (quero dizer os cabeleireiros devem ser adultos, os clientes é que são infantis)
Achei graça que para além de cortar, lavar, etc, há também a possibilidade da desparatisação.( ehehehe, quem nunca teve um filho com piolhinho, é porque o seu rebento não andou em nenhuma escola!) Pelo que se fica a saber, estes cabeleireiros foram montados a pensar mesmos em clientes pequeninos: têm zonas de brincadeiras, guloseimas, e gente muito treinada e cheia de paciência com certeza… Tem piada a ideia de pôr uma televisão em frente do cliente. Um adulto tem um espelho para ir vendo com está, mas a verdade é que não há qualquer motivo para a criança pequena “ir vendo como está”, vê a mãe e é o importante. E se o menino não reparar na tesoura, muito melhor!
E a ideia de um "Diploma de 1.º Corte", com uma fotografia e um pedacinho de cabelo, também é muito giro. Desta história toda só não entendo bem essa da manicura – as crianças pintam as unhas à séria? É mais uma brincadeira? No primeiro caso tenho as minhas dúvidas da vantagem.
Agora a ideia de um cabeleireiro para crianças merece todo o aplauso.
Que sossego para os pais!

ML
Publicado por populo às 10:20 AM | Comentários (4)
A inveja é coisa feia…
A inveja é coisa feia…
Há certos comentários ou expressões que só posso entender como resultado da pura inveja. O que deve estar latente é a ideia – porque ele/ela e não eu?!
Já entrou no discurso normal dos media uma associação substantivo adjectivo a meu ver maldosa. Imaginem que lêem a expressão “a escritora multimilionária”, não vêm logo de quem se fala? E isso porque é sempre, mas sempre referida desse modo. Não é a escritora de sucesso, ou autora de best-seller, ou mulher que conseguiu ser lida em todo o mundo em pouco tempo, ou…ou…Não senhor, o que nos interessa é que ficou rica.
Ainda bem para ela, que começou a escrever o primeiro dos livros, à mão e à mesa de um café no Porto, em folhas soltas. Teve sucesso. E depois? A verdade é que conseguiu que muitos miúdos que até nem gostavam lá muito de ler começassem a ler e, em Portugal, muitos interessaram-se por inglês lendo as obras no original para terem acesso a elas mais depressa.
A expressão irrita-me porque só a vejo aplicada, deste modo, a ela. Ainda não vi “o milionário jogador de futebol Y”, ou o “milionário actor Z” ou “a milionária modelo X” e sabemos que ordenados fabulosos certas pessoas têm.
Deixem a Jane Rowling gozar do seu dinheiro!
Publicado por populo às 10:10 AM | Comentários (10)
Os atrasos nos pagamentos do Estado, ou as "desculpas de mau pagador"
O Estado Português é mau pagador. Péssimo pagador. Todos sabemos isso directa ou indirectamente. Li até, ainda há pouco tempo, um aspecto perverso desses famosos atrasos – ao fazer um orçamento, os empreiteiros quando é para o Estado, cobram sempre bastante mais porque sabem que quando vão receber já tudo foi inflacionado.
Desta vez os atrasos são no pagamento do abono de família A notícia diz que é só nalguns Centros Regionais e a culpa é da informática.
Estou cansada de ouvir esta justificação.
É suposto que se informatizam os serviços para que tudo fique mais ágil e funcional. Pelo menos noutros campos é assim. Mas a nível de Estado, alguma coisa vai mal, mesmo muito mal, porque sempre que se começa a informatizar há asneira – já ouvi essa desculpa na área da Educação ( os famosos concursos ), na área da Saúde, na Justiça, e então quanto à Segurança Social é constantemente evocado o erro por “culpa dos computadores”.
Se me revolta particularmente este pormenor, é porque se sabe que o abono de família não é grande e foi limitado a quem dele necessita. Quem receba um ordenado mais razoável, não tem abono de família. Portanto, no mês de Dezembro, mês onde era natural haver um pouco mais de despesa, há muitas famílias que ainda não o receberam mas… a culpa é dos malvados dos computadores.

ML
Publicado por populo às 09:45 AM | Comentários (4)
dezembro 27, 2005
Futebol e paixões
Li um post muito engraçado do Daniel e entendi muito bem o que ele quer dizer.
( Ponto de ordem prévio, é claro que cá pela minha banda já se sabe que o clube de eleição é o famoso adversário. ) Mas é interessante a emoção que o futebol levanta, e é sabido que culturalmente mais nos machos da nossa terra do que nas mulheres. Não há a menor dúvida que uma ida colectiva ao futebol em certa medida tem um tom quase religioso, místico. O Daniel conta a sua ida com o filhote pequeno, e é enternecedor, mas cá por casa também há, ou houve, “leões” que foram inscritos com dias de vida. Qual baptizado, qual quê! O importante é o cartão de sócio!!!
Mas acho graça quando ele, com inocência, diz que a oferta de uma camisola do clube não era para influenciar a escolha do filho… Pois, pois… É sabido que os miúdos pedem camisolas, meias, portas-chaves, cachecóis, aquela panóplia enorme que os clubes inventam, mas não foram influenciados, acontece que desde pequeninos viram os pais aos pulos ou a dar murros na mobília quando ainda mal andavam nem entendiam o que era essa coisa do futebol! E depois o que se imagina que acontece??? :)
Mas a mística que o Daniel conta, e creio que se deve passar em todos os grandes clubes, é realmente um fenómeno impressionante. Como ele diz tão bem, só o estar no ambiente do estádio, nas instalações do clube, passear ali ao pé, dá uma exaltação especial.
E, claro que é melhor ler certos jornais do que outros, Isabel, mas que dúvida a tua! Pergunta a um sportinguista porque é que refila com A Bola ? Pelo mesmo motivo que o Daniel não gosta do Jogo .
São coisas...
ML
Publicado por populo às 04:10 PM | Comentários (5)
O difícil mundo das finanças
Entendo muito pouco de finanças. Algumas coisas parecem-me óbvias, por outro lado de vez em quando oiço uns senhores a falar na TV, quase sempre com um tom ou paternalista ou sobranceiro, e dando a entender que eles são os detentores da verdade e aqui o maralhal que é burro e inculto nessas matérias, donde o que me parece óbvio afinal não o é. (para eles!)
Achava eu que quanto a dinheiros não podia haver sol na eira e água no nabal. Se aumentava o desemprego, se os ordenados ou estavam congelados ou subiam abaixo da inflação, o consumo teria de baixar bastante ou então as dívidas disparavam!
Leio agora que o endividamento das famílias compromete crescimento da economia
Ah, bom! Afinal o óbvio era mesmo óbvio.
Portanto, em Portugal, para responder ás necessidades prementes de pagar a amortização da casa, a conta da farmácia, os livros escolares, as famílias vão-se endividando cada vez mais e isso afecta o crescimento da economia.
Não é, assim, necessário falar economicês para entender este facto.
Fico mais aliviada.
ML
Publicado por populo às 03:21 PM | Comentários (7)
Os fundadores do Google, Sergey Brin e Larry Page, forem eleitos os homens do ano pelo Financial Times. Estes Homens do Ano têm 32 anos! E o Google, o mais famoso motor de busca, ( e o mais eficiente ) nasceu há 7 anos apenas.
Hoje, quase que nos custa imaginar uma busca sem a ajuda do Google.
Quando Brin afirma que “Há dez anos, um pesquisador da Universidade de Stanford (EUA) não tinha o mesmo acesso a informação que hoje em dia qualquer um pode ter em um cybercafé de Bangladesh” está a dizer uma verdade! Está o mundo inteiro à nossa mercê e no fundo a ideia base é bem simples, porque eles não criam reúnem é a documentação possível e imaginável desde que ela exista na net.
E recentemente entraram no campo do noticiário, o que também é interessante. Superficial, por enquanto, mas dê-se-lhes tempo e vamos ver o que dali sai…

ML
Publicado por populo às 10:05 AM | Comentários (8)
A maravilhosa capacidade de sobrevivência
Ontem, os noticiários relembraram a pavorosa tragédia do ano passado, quando o mar engoliu a terra e tanta gente morreu. Mas sempre me admirou como, em vários casos, foram encontradas pessoas vivas dias e dias e dias depois, quando não se podia imaginar que ainda estivessem vivas. Também fico impressionada quando o mesmo caso se verifica após um terramoto. Aparecem, por vezes, debaixo de escombros mas com vida gente desaparecida há imenso tempo.
Li também, que no Brasil, uma criança de 9 anos foi encontrada no fundo de um poço seis dias depois de ter desaparecido Não tinha que comer, nem sequer a água era potável, mas foi essa água que foi bebendo e o manteve.
São estas coisas que me levam a acreditar que nós temos em nós capacidades inesperadas. Que a vida pode parecer sem saída, podemos estar “no fundo do poço” como o tal menino no Brasil, mas que se resiste a muito, a muito mais do que se imagina, e conseguimos sobreviver porque a VIDA é a maior força que existe.

ML
Publicado por populo às 09:19 AM | Comentários (7)
BOM DIA

( e ainda pode ficar um nadinha melhor se lhe clicares em cima...)
ML
Publicado por populo às 09:15 AM | Comentários (6)
dezembro 26, 2005
Rescaldo do Natal
Hoje é dia de restos, mas são sempre restos de luxo.
E são taaaantos! Isto deve ser coisa geral porque oiço toda a gente dizer o mesmo. Na semana a seguir ao Natal não é preciso cozinhar porque sobra sempre muito, faz parte da tradição a mesa muito cheia mesmo que já se saiba que é demais! Diz-se sempre “antes demais do que de menos…”
E depois é a inauguração das prendas. Também é divertido. Folhear os livros e ver o que se vai ler primeiro. Pôr bibelots nos sítios. Estrear roupa. Ouvir discos. Guardar o que não dá para usar logo. E, às vezes, pensar “ o que vou fazer disto”???
Cá em cada há outra variante, que é quando alguma coisa não dá para uma pessoa mas calha mesmo bem para outra! O meu filho recebeu um “suporte de telemóvel”. Como anda com o dele no cinto, tipo pistola de cow-boy, o suporte é mais ou menos inútil, porque depois de falar volta para o cinto.
Mas eu, qe nunca sei onde ponho o meu ( e não o uso pendurado ao pescoço, que é outra hipótese,que já tenho visto ) achei que era o ideal para mim! De modo que abarbatei a prenda, e já lá está na estante do corredor com o meu tetelé e quando vou sair de casa já não ando de mão na cabeça “onde é que o deixei de esta vez ??!!
Claro está que … vai ser necessário deixá-lo lá no sítio ou então volta tudo ao mesmo.
ML
Publicado por populo às 03:00 PM | Comentários (3)
O que eles se ralam connosco
"Ladrão que rouba a ladrão... "diz a sabedoria popular, que tem o perdão garantido.
Cheguei a esta "descoberta" via o Plagiadíssimo .
Mas dá que pensar, porque aparentemente as mulheres é que podem andar cansadas de dormir sozinhas. A "outra metade da laranja", não precisa de vozinhas doces.
Pois sim...
( ? necessária? )

Publicado por populo às 11:08 AM | Comentários (7)
O “desígnio inteligente”
Há quem pense que a vida é coisa tão complexa que só pode ter nascido por um "desígnio inteligente”. O respeito é tão, mas tão grande, que nem se usa a palavra Deus. Isto nasceu já há muito tempo, mas ganhou força nos espíritos mais conservadores lá nos Estados Unidos, e pretendia-se que esta teoria da criação divina, perdão do desígnio inteligente, fosse ensinada nas escolas. Tudo bem, se fosse numa disciplina de religião, mas a ideia é que o fosse em vez das teorias científicas.
Parece que a lei não passou.
Segundo o Los Angeles Times esta é que foi uma decisão inteligente .

ML
Publicado por populo às 10:40 AM | Comentários (3)
Pink Floyd
Não sei como foi a votação.
Mas sei que os foram eleitos como a melhor banda de rock de todos os tempos
Ena!!!
Votação onde participaram 58 mil pessoas, é coisa grande.
Parece que a seguir ficaram:
Led Zeppelin, Rolling Stones, The Who e AC/DC. U2, Guns N'Roses, Nirvana, Bom Jovi e Jimi Hendrix.
Grande lista, que com certeza vai gerar discordâncias mas, se a ordem é discutível, este grupinho ( o da linha de cima ) é mesmo a nata da nata…

ML
Publicado por populo às 10:17 AM | Comentários (8)
Limiar ( ? ) da pobreza
Uma notícia que foi falada nos media e chocou muita gente, pela notícia em si mesma e pela ironia trágica deste horror de ter caído em plena véspera de Natal, foi o incêndio que matou duas crianças na zona do Porto.
Na altura não falei no assunto. Precisei de um pouco de tempo para digerir a notícia, por que houve tanta coisa que me impressionou que era difícil seleccionar “o mais chocante”. Tudo era chocante. Porque se era chocante a morte, também o era a vida que ali se vive. Na notícia sobressai uma frase: « As duas irmãs de três e seis anos morreram intoxicadas com fumo do incêndio [….] no sétimo andar do prédio, [….] onde viviam sem água nem luz.» Liam-se depois várias considerações, sobre o abandono dos pais, sobre se tratarem ou não de crianças em risco, etc. Li que a casa estava degradada e suja e isto era referido num contexto de censura implícita, como quem pensa “desleixados, porcos, a culpa é toda deles”.
E depois fico a pensar. A pensar como é que eu trataria da minha casa, que até anda limpa e arrumada, se tivesse de morar num sétimo andar sem electricidade nem água. E pensar que naquela “urbanização” vivem mais de 16.000 pessoas. E pensar ainda que já houve quem se preocupasse com o caso, fizesse estudos e apresentasse projectos, mas que foram rejeitados por "Insuficiência orçamental para esse programa". É o que eles dizem.
Esse projecto, para o qual não havia dinheiro, pretendia apoiar, tirando-as da rua 5535 crianças e jovens. Mas não havia dinheiro ou, dizendo de um modo mais elegante, “havia insuficiência orçamental”. Agora, as chamas do incêndio iluminaram esta situação, porque morreram duas crianças, e ... as 5.533 que por ali continuam? E os adultos a cargo de quem estão?
Vão possivelmente a continuar a viver em sétimos andares sem água nem electricidade, no ano de 2005, vésperas de 2006.
ML
Publicado por populo às 10:01 AM | Comentários (4)
dezembro 25, 2005
O delírio das SMS
Não foi assim há tantos anos que, quando se aproximava a altura do Natal e Ano Novo, corríamos às papelarias e dedicávamo-nos à escolha dos Cartões de Boas Festas a enviar a uma lista enorme de pessoas. Eram os amigos, e mais os conhecidos, e mais os colegas, e mais as pessoas “de cerimónia”, e mais os que nos tinham enviado no ano anterior, e …
Depois era o ritual de escrever envelopes, ir ao correio, esperar nas filas, pôr os selos e enviar.
Claro que nessas alturas os correios entupiam, e desde o início de Dezembro que se liam apelos a que se enviassem essas Boas Festas com antecedência. Na volta ficávamos com a casa cheia de cartõezinhos coloridos, havia até quem fizesse uns painéis decorativos com os ditos : )
A pouco e pouco, com o uso das sms, veio o costume de esses votos passarem a mensagem de telemóvel. Ontem, cada um de nós parecia trazer um sininho no bolso, onde de minuto a minuto soava - plim-plim ! Uma maluqueira completa. E desta vez o que entupiu foi o “mytmn” que às tantas não dava vazão a tanta mensagem! Ouvi essa queixa aqui em casa, não que eu tenha tentado porque imaginei logo que seria esse caso.
O pior é que creio que muita gente deve ter desatinado. A verdade é que recebi muitas mensagens que me via aflita para entender de quem eram e, por vezes, devolvia os votos às cegas. Outras vezes tinha quase a certeza de que vinham mesmo enganadas, quando apesar de assinadas mas eu não tinha a menor, mais remota, mais pálida, mais leve ideia de quem era o/a assinante!
Enfim, foi uma animação, ...mas não dá para pendurar na parede.
:)

ML
Publicado por populo às 03:05 PM | Comentários (6)
Espírito pouco natalício
Não resisto.
Depois de mo terem mostrado, perguntaram/pediram: “Não vais pôr isto no blog, pois não?” Ainda a rir, e sem pensar, respondi: “Ná, que ideia.”
Mas quanto mais olho maior é a tentação.
É que imagino a cara do tio desta menina, chamada Wafah Dufour, menina que também aparece aqui e, mais composta, aqui , porque esse tio chama-se Ossama Bin Laden.
A sério.
Pelos vistos as mulheres árabes quando atiram fora os véus, atiram o resto da roupa também… O que estará a pensar o tiozinho, nem quero imaginar.

ML
Publicado por populo às 12:35 PM | Comentários (4)
Muito suspeito
De barbas e a andar por todo o mundo...Huuuum..

Publicado por populo às 10:20 AM | Comentários (1)
Que silêncio….
Há poucas manhãs mais sossegadas do que a manhã do Dia de Natal.
Pelo menos quando não há crianças pequenas ansiosas por experimentar as prendas recebidas, que aí o reboliço é terrível como se sabe.
Lá fora esta cidade nem parece Lisboa. Completa e totalmente deserta. Silenciosa. Tão silenciosa que até consigo ouvir cá em cima duas pessoas a conversar na rua. Nada de carros. Lojas fechadas, mesmo o cafezinho da esquina que está SEMPRE aberto. Sempre, menos hoje.
Ainda por cima o tempo está cinzento. Com esta cor de céu, devia nevar! Mas nada, isso são luxos de outras terras, aqui é só cinzento.
E uma saltada à net e blogosfera, nota-se que o silêncio continua. Nas "entradas em destaque nas últimas quatro horas" da Weblog, entrou um post num blog ( se calhar foi o último de ontem à noite…) e agorinha mesmo outro. Shiu..
Bom, antes de pensar em me levantar e arranjar, acho que vou continuar a ler as "Cartas de Guerra" do Lobo Antunes, um dos vários livros que o Pai Natal se lembrou de me deixar…
Inté!
ML
Publicado por populo às 10:00 AM | Comentários (2)
dezembro 24, 2005
Bom apetite
Nham, nham...



Publicado por populo às 06:04 PM | Comentários (3)
Mas onde foram os lisboetas…?
Primeiro foi uma amiga que me chamou a atenção: - A cidade parece mais vazia, não se vê gente na rua. Não tinha reparado, mas comecei a ver que era verdade. Muito menos trânsito, muito menos gente na rua, menos barulho até.
Depois fui verificar se era apenas numa certa zona ou por toda a cidade. E, tanto quanto pude confirmar era mesmo por toda a cidade! Em locais onde dificilmente se estaciona o carro, podíamos “escolher o lugar”.
Uns outros amigos observaram a mesma coisa - há menos gente!
Que mistério é este???
É certo que não me atrevi a pôr o pé num Centro Comercial, mas recuso-me a acreditar que estejam TODOS em Centros Comerciais.
Portanto houve um êxodo massivo dos lisboetas para outras áreas. E o estranho é que nunca dei por este fenómeno nos outros Natais. Foram passar o Natal “à terra dos avós”? E, dos residentes cá, uma percentagem tão grande não é natural desta cidade?
Perguntas sem resposta, mas que me deixam intrigada.
Mas lá que desapareceram, isso garanto eu!

ML
Publicado por populo às 11:01 AM | Comentários (4)
Outra faceta

Também temos o Pessoa exotérico, menos conhecido mas também verdadeiro :
Nasce um Deus. Outros morrem. A verdade
Nem veio nem se foi: o Erro mudou.
Temos agora uma outra Eternidade,
E era sempre melhor o que passou.
Cega, a Ciência a inútil gleba lavra.
Louca, a Fé vive o sonho do seu culto.
Um novo Deus é só uma palavra.
Não procures nem creias: tudo é oculto.
ML
Publicado por populo às 10:30 AM | Comentários (1)
O poema inevitável
Quase podemos dizer que já faz tanto parte do Natal como o Jingle Bells:
Natal... Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.
Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Stou só e sonho saudade.
E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!
Vale a pena assinar? Fernando Pessoa, é claro.
ML
Publicado por populo às 10:15 AM | Comentários (0)
Abraços e beijinhos
Tinha planeado mandar mensagens e telefonar a muita gente e fico sempre apanhada em falso quando são eles que comunicam primeiro. Porque a partir daí dá a ideia de que eu só estou “a retribuir” o que é uma grande mentira, mas não posso provar o contrário…
Ora eu bem sei que um blog não serve para mandar msns ( e já agora, porque não?!) mas à malta que me enviou emails e mensagens antes de eu ter tomado essa iniciativa, fiquem sabendo que eu ia fazer o mesmo só que me atrasei!
E aos meus visitantes habituais, assim como aos que ainda o não são mas vão passar a ser ( ehehehe), abraços, beijos, desejos de um dia muuuuuuito feliz.

(e não se queixem porque não pensem que foi fácil encontrar esta imagem tão
ML
Publicado por populo às 09:40 AM | Comentários (1)
Família
Parece que o Dia da Família é lá para 15 de Maio, se não me engano. Nunca entendi porquê. Se há dia onde se pensa em Família é hoje.
O que se começa a celebrar hoje, e é tão forte e importante que leva dois dias a celebrar, é a existência da mais forte relação social – a primeira e mais intensa. Uma relação que se inicia quando começamos a respirar. Se chegámos a este mundo é porque tivemos uma mãe e um pai, que por sua vez passaram por esse processo quando cá chegaram, e por aí fora.
E essa sementinha, a família mais essencial que pode existir – mãe-filho – é já uma maravilha. É uma relação mágica, com uma força que todos conhecemos.
Mas além de mãe-filho, vemos quase sempre, mãe-pai-filho. E como esse pai e essa mãe também nasceram, lá vem, mãe-pai-filho-avô-avó-avô-avó. Já aqui vamos no mínimo mas que envolve sete pessoas. E depois as raízes estendem-se, e há irmãos, e há tios, e há primos. E os ramos estendem-se porque há também sogros e cunhados e mais primos em vários graus. É a tal árvore, pode ser maior ou menor mas, como todos nós sabemos, não é o tamanho que conta e sim a sua força, frescura, vitalidade.
Claro que esta “árvore” vive ao pé de outras árvores, e felizmente, porque temos então uma floresta que faz com que se possa viver em sociedade.
Uma floresta maravilhosa, este conjunto de famílias que é a humanidade.
É esta alegria que vivemos neste dois dias – 24 e 25 de Dezembro, quando os dias começam a crescer de novo e a Natureza volta a mostrar a sua força.
Viva o Natal, viva a Vida.

ou

ML
Publicado por populo às 09:00 AM | Comentários (3)
Outro nascer-do-sol
Continuo a minha colecção de nasceres de Sol
Hoje virei-me para a arte, e cá vem um nascer-do-sol "artificial".
Com bruma mas muito lindo.

Claude Monet
ML
Publicado por populo às 08:43 AM | Comentários (3)
dezembro 23, 2005
Azul
RECEITA PARA FAZER O AZUL
Se quiseres fazer azul,
pega num pedaço de céu e mete-o numa panela grande,
que possas levar ao lume do horizonte;
depois mexe o azul com um resto de vermelho
da madrugada, até que ele se desfaça;
despeja tudo num bacio bem limpo,
para que nada reste das impurezas da tarde.
Por fim, peneira um resto de ouro da areia
do meio-dia, até que a cor pegue ao fundo de metal.
Se quiseres, para que as cores se não desprendam
com o tempo, deita no líquido um caroço de pêssego queimado.
Vê-lo-ás desfazer-se, sem deixar sinais de que alguma vez
ali o puseste; e nem o negro da cinza deixará um resto de ocre
na superfície dourada. Podes, então, levantar a cor
até à altura dos olhos, e compará-la com o azul autêntico.
Ambas a s cores te parecerão semelhantes, sem que
possas distinguir entre uma e outra.
Assim o fiz – eu, Abraão ben Judá Ibn Haim,
iluminador de Loulé – e deixei a receita a quem quiser,
algum dia, imitar o céu.
Nuno Júdice
ML
Publicado por populo às 08:00 PM | Comentários (9)
Natal
No blog Fábulas, da Saltapocinhas, é contado uma história que não é uma fábula mas sendo verdadeira torna-se ainda mais importante ser divulgada para que se pense nela.
Apetecia-me copiar o post todo, mas é mais justo que o vão ler à origem:
A história de um bebé que nasce nas piores condições, de uma família que vive na miséria mais desgraçada, e do que pode pensar um menino de 9 anos que assiste ao nascimento de um irmão, que “vai ser dado” por não haver condições para o criar. É contada pela professora do tal menino de 9 anos, que lhe ofereceu 2 pedrinhas coloridas e um búzio embrulhadas num papel onde escreveu “Feliz Natal, professora”.
Como vai ser o dele?
A história acaba assim «Qualquer semelhança com a história daquele outro bebé que nasceu numa manjedoura há dois mil e tal anos, mais ou menos por esta altura, é mera coincidência: esse tinha o carinho duma mãe e dum pai...»

ML
Publicado por populo às 04:25 PM | Comentários (5)
Por fora e por dentro
Nestes últimos dias, não tenho andado bem EU. Para além da quadra em si que implica um pouco mais de trabalho quanto a arranjos de casa e comes, tive alguns problemas pessoais que me transformaram o ritmo de vida.
E reconheço que me desmazelei um pouco no meu arranjo.
Andava asseadinha, quanto à higiene creio que não me podiam apontar o dedo, mas de resto, deitava a mão às cegas para o roupeiro e vestia a primeira coisa que saía de lá, penteava-me às 3 pancadas, e acho que nem olhava duas vezes para o espelho.
De facto sentia-me tão mal por dentro que era como se o exterior tivesse de condizer… Sentimentos confusos.
Mas felizmente, tenho amigas que pensam por mim!
Começou com a minha amiga, que mais em baixo deve estar nesta altura, e me diz abrindo muito os olhos – Tu, faxavor vai ao cabeleireiro! Não te deixo entrar aqui no Hospital nessa figura!, e eu ri-me e não liguei. Depois foi uma colega. – Olha lá, quando vais ao cabeleireiro?!, voltei a rir e a dizer que tinha tempo. Uma outra amiga, encontra-me na rua, e espanta-se: Tás cá com uma cara! Vai-me mas é ao cabeleireiro! BOM… Começo a sentir-me esquisita. Uma quarta amiga, olha-me de cima abaixo e sai-se com o mesmo conselho. E por fim, durante um almoço de Natal com uma outra amiga ouvi, durante a refeição, três vezes: -Olha-me cá, sais daqui e vais já ao cabeleireiro, ouviste?!
Desisti. Fui ao cabeleireiro!
!
E a verdade é que se confirma o que eu sabia, mas em momentos de crise é como se não me lembrasse – o exterior também pode influenciar o interior.
Sentindo-me mais arranjada, é uma bola de neve - também presto mais atenção a ver se a camisola combina com as calças, também reparo se a pele está tão seca que já quase abre gretas, e se a imagem que vejo é mais agradável começo a sentir-me menos vazia e desamparada. É estranho como este ping-pong funciona, mas lá que é certo, isso é
ML
Publicado por populo às 01:23 PM | Comentários (6)
Proposta
Comecei a pensar.
Não seria bem melhor se pudéssemos fazer como quando éramos pequenitas?
Afinal tanta esquisitice, e basta pendurar o vestido à frente com uns ganchinhos e ...
Pronto! Já tá!
Acho que vou adoptar a roupa de papel. E o que se poupa em lavagens, já pensaram? E espaço no armário? Além de que me palpita que sai bem mais barato.

Publicado por populo às 12:10 PM | Comentários (5)
De “casa de bonecas” a “mansão assombrada”
Quando era pequenina, havia no bairro onde eu morava uma casinha misteriosa, mas que me encantava.
Estava em cima de um morrozinho, que aos meus olhos de então parecia uma colina, e era uma casinha com um vago ar de castelo. Disseram-me mais tarde que aquilo seria um Jardim-de-Infância o que explicava eu ver passear por ali muitos meninos. Mas, no meu imaginário de criança, era como se fosse um “castelo-de-bonecas” onde viviam os meninos que tinham ido com o Flautista de Hamelin. Era tudo muito mágico, mas bonito.
Passei hoje lá, por acaso. Fiquei um bom bocado parada a olhar. Porque o extraordinário é que a casa ainda lá está. Em Lisboa, onde o preço do terreno é o que se sabe, a casa ter permanecido ali estas dezenas de anos é qualquer coisa de invulgar. Mas, tal como no Teatro quando se levanta um pano e cai outro, e de súbito tudo muda, o que eu estava a ver era “o negativo” da foto que guardava na minha memória de infância. O morro estava coberto de erva daninha, tendo desaparecido por completo o jardinzinho que rodeava a casa. E, a ruína que se via lá em cima, tinha os contornos do castelinho antigo, mas estaria a preceito para o genérico de um filme de Hitchcock… Faltava a música porque o resto estava lá tudo.
Há uma canção da Ala dos Namorados, “São os loucos de Lisboa”, que eu voltei a ouvir olhando para ali: “São as casas de Lisboa…”.
O tempo passa e nem sempre “os rios correm para o mar”.
ML
Publicado por populo às 12:00 PM | Comentários (3)
Crianças
Ouvido ontem:
Manel, de 3 anos, recebendo a visita da avó que adora, para a mãe que anda a ser chata com ele:
- Vá, agora já podes ir passear para a rua.
E com insistência, vendo o ar surpreso da mãe:
- Vá, vá, já podes ir que deves ter muito que fazer!
E mai nada!!!

ML
Publicado por populo às 11:44 AM | Comentários (4)
Já ando com saudades do blog
…mas não consigo ter tempo, disponibilidade, serenidade, para o tratar como merece, e portanto nem aqui tenho vindo.
E dizia-me uma amiga ontem – Bolas, tu és mesmo organizada!!! – por eu lhe explicar como tinha arranjado e posto a funcionar aqui o sistema de prendas e entregas das ditas.
Puff…
Nadica. Não tem funcionado, essa famosa organização.
Consegui que me caísse em cima, nestes dias, uma série de assuntos inesperados ( nada do previsível, as ditas prendas, os telefonemas, a ceia, etc e tal ) que me deixou tudo de pernas para o ar.
Também não é mau, o “pernas para o ar” desde que se controle o stress…
Vamos ver como me saio.

ML
Publicado por populo às 11:29 AM | Comentários (5)
dezembro 22, 2005
Manhã
Sem negar que continuo a sentir-me bastante assim ainda, esforço-me para ver a manhã deste modo.

Porque a depressão é uma armadilha onde se cai com facilidade mas de onde é difícil sair...
Procurando, encontram-se alguns arco-íris.
ML
Publicado por populo às 08:05 AM | Comentários (8)
Eleições na Palestina
Já se estava a adivinhar.
Israel decide proibir a participação dos palestinianos de Jerusalém Oriental, nas eleições de Janeiro
Noutras eleições puderam votar pelo correio, segundo os
Acordos de Oslo mas, desta vez, sendo o movimento Hammas um candidato, Israel exerce uma espécie de veto.
Não creio que resolva assim coisa nenhuma, irritando os eleitores. Mas eles lá sabem…
ML
Publicado por populo às 07:51 AM | Comentários (3)
Normas cegas

Foi repetido vezes e vezes sem conta que o emagrecimento da Função Pública é muito importante, indispensável. E quando falo com pessoas que aplaudem esta decisão, dou-me conta que a imagem que têm na sua cabeça identifica o trabalhador público ao “manga de alpaca” ou “à menina do guichet”. E como passa a imagem (verdadeira em muitos casos, sobretudo por má gestão de quem os chefia) de que são pessoas que “não-fazem-nada” diminuir o seu número seria um bem,
O.K. Nessa linha de pensamento e actuação, já há muito tempo que a entrada para a função pública se faz a conta-gotas, enquanto a saída é a normal, havendo recentemente a norma de que só pode ser admitida uma pessoa por cada duas que saem. O que não se tem ainda notado e seria importante, é um reajuste – a mudança de onde estão a mais para onde fazem falta. Isto, os tais “mangas de alpaca”, a pessoa cuja sua função pode ser executada em qualquer sítio.
Porque há muitos casos onde a pessoa deve ter uma formação específica. Um inspector da P.J., por exemplo, tem de ter uma formação muito grande.
Saírem 300 inspectores, para entrarem 150 parece tão absurdo como, num quadro de saúde, saírem 300 enfermeiros para entrarem 150.
Ainda por cima, como é natural, os tais 150 que vem substituir os 300 "são ainda elementos sem qualquer experiência, que têm que ser devidamente enquadrados".
Isso faz sentido? Numa altura onde há tanta preocupação com a segurança e queixas de crime organizado, a norma de cortar por metade não parece lógico aplicar-se aos investigadores do crime. Com o risco, de o crime aproveitar a aritmética e passar para o dobro.
ML
Publicado por populo às 07:40 AM | Comentários (3)
A América do Sul deve começar a inquietar os vizinhos do norte
Imagino que Washington comece a olhar de revés para o que se está a passar lá para baixo.
É Hugo Chávez na Venezuela.
É Lula no Brasil.
É Michelle Bachelet no Chile.
É Evo Morales na Bolívia.
E Tabaré Vázquez no Uruguai
É Ollanta Humala com óptimas sondagens no Peru
E a Argentina com os peronistas…
Não, decididamente a América do Sul anda a deslizar muito para a esquerda. Há que ter olho no que se anda a passar por lá.

ML
Publicado por populo às 07:38 AM | Comentários (5)
dezembro 21, 2005
Auxiliares de memória
Costuma-se dizer, eufemisticamente, que se usam “auxiliares de memória” quando se fala de cábulas… Claro, falo a nível académico. No dia a dia temos hoje, felizmente, imensos auxiliares de memória que vão dos milagrosos post-it, à agenda do telemóvel que apita para nos lembrar daquilo que íamos esquecer de certeza!
Eu pertenço aquela classe das pessoas com má memória. Sempre me lembro da ter, desde o tempo que decorava a tabuada e contava pelos dedos debaixo da carteira. E fui-me defendendo com mnemónicas. Uma coisa associa outra e isso ajuda-me muito, para além de não decorar coisas de que não preciso: para os números de telefones existem agendas, e a matrícula do meu carro está lá no livrete! O é interessante, que agora que estou mais velha e me podia queixar como as minhas amigas da P.D.I. por de me estar a faltar a memória, não noto nada porque já estou habituada e “defendida”.
Mas agora, nesta altura das festas e com problemas extras que me têm surgido, tenho sido solicitada para tantas coisas, que me começa a faltar o pé. Porque a verdade é uma, e acessível a Monsieur de La Palice, – para pôr em acção esses SOS de memória tenho, primeiro de tudo, de saber o que preciso de fazer. Ou seja, tenho de me lembrar do que preciso de não me esquecer!
E hoje tem sido um dia inacreditável de confusão, porque na corrida em que ando, ao sair de casa deixei lá ficar dois dos inestimáveis “auxiliares de memória” : a agenda e o telemóvel!!!!
Não imaginam. É como se tivesse um braço a menos!
Às tantas tive de alterar toda o programação diária ( já de si complicada ) para vir num instante a casa buscar, pelo menos, essas duas muletas.
É que sem agenda nem telemóvel, fico pa-ra-li-sa-da!
Quem me acode!?!?
ML
Publicado por populo às 05:10 PM | Comentários (3)
A "gripe dos perus"
Tomar-se precauções perante um perigo, é sinal de sensatez e maturidade. Merece todo o aplauso. Entrar-se em pânico perante uma possível ameaça sem procurar uma boa informação, é histerismo.
Este Natal os nossos perus tem razões para se sentirem aliviados. Não todos, tadinhos. Mas pela minha “sondagem pessoal”, vai haver um número razoável dos “salvos pela gripe”.
A minha sondagem começou esta manhã quando, a prima em casa de quem costumamos jantar no dia 25 de Dezembro, me telefona e com pezinhos de lã, me pergunta se a ceia pode ser como de costume. Nem sequer entendo lá muito bem a questão, e pergunto-lhe “porque não?” sem ver onde é que ela quer chegar.
- Pois é…, responde-me atrapalhada, eu cá não vejo inconveniente, mas a falar com a minha amiga Luísa era garantiu-me que lá na casa dela deixaram de comer aves.
- Como???
- E não sei se na nossa família há alguém com o mesmo medo, de modo que estou a ver se faço o peru ou mudo de menu.
Como eu sei que o peru dela leva quase o dia todo a assar, comecei-me a rir. Perguntei-lhe se teria aderido a algum costume oriental e desta vez nos iria dar cubinhos de peru cru e em sangue..? Ná, era o velho costume, recheado e bem assado. Então de que é que se tinha medo?!
Depois, ainda divertida, começo a perguntar a alguns colegas de trabalho e descubro com surpresa que, de facto há muito quem tenha desistido de comer qualquer animal de penas desde que se começou a falar na famosa epidemia.
Só mais um esforçozinho e passamos a ter um Natal vegetariano. E, se possível, com legumes plantados na nossa varanda por causa dos pesticidas e outros que tais.
S.O.S.!
Bom-senso, por onde andas?

ML
Publicado por populo às 04:50 PM | Comentários (4)
Janelas abertas
Gosto de espaço. Gosto de luz. Gosto de ar livre. E como consequência, gosto de janelas. E de janelas abertas, das que se podem abrir de par em par, para deixar entrar a luz e o ar. Há lindas janelas “panorâmicas”, que permitem uma bela vista, e portanto obedecem à exigência do meu gosto pela luz. Mas de um modo geral não se podem abrir, e com isso já têm um “senão”. O ar tem de poder circular para me sentir livre.
Já por aqui tenho dito, que consigo ver uma nesguinha de rio e o nascer do sol da minha janela das traseiras.
Hoje de manhãzinha estava um frio de rachar. E eu sou mesmo friorenta!
Mas acreditem que me soube bem, ao ver nascer o sol, abrir aquela janela, e respirar muito fundo. Esse ar da madrugada vinha limpo, puro, autêntico.
A vida tem de continuar.
Quando saí (não sei se já contei que há um infantário no rés/do/chão do meu prédio ?) vinham a entrar dois meninos gémeos, de ar agarotado a puxar o kispo de uma menina de totós com a mesma idade. Todos riam, crianças e pais.
É a vida, pois claro.
É importante abrir as janelas, mesmo quando faz frio.

ML
Publicado por populo às 08:36 AM | Comentários (4)
dezembro 20, 2005
Quarto crescente
A lua e a vida

ML
Publicado por populo às 11:58 PM | Comentários (6)
Poesia
O Meu Olhar
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
Alberto Caeiro
Publicado por populo às 10:43 PM | Comentários (6)
Uma explicação devida
Esta manhã sentei-me em frente deste teclado ( o hábito é muito forte ) e dei-me conta de que não era capaz de escrever nada. Tanto quanto recordo foi a primeira vez em quase dois anos de blogosfera. Sentia-me vazia, desinteressante, desinteressada. Só consegui procurar uma imagem, segundo uma busca Google em nome de escuridão, e saiu aquela que ali deixei em cima. Porque o que sentia era apenas isso – escuridão.
Pelos comentários que tive e alguns emails que recebi, vi que houve quem adivinhasse que eu estava a receber uma onda de choque retardada
E é verdade, a vida é muitas vezes madrasta e atira-nos ao chão quase sempre quando não esperamos. A doença fatal de um amigo de décadas e a confirmação daquilo que não tínhamos coragem sequer de pensar, foi um golpe muito forte. De súbito as pequenas coisas do dia-a-dia deixaram de ter importância. E daí o não encontrar nada que pudesse escrever aqui, e preferir o silêncio.
Neste momento estou um pouco no day after. A tentar salvar alguma coisa, apoiando os familiares directos e, para mim própria, salvar a memória.
A memória é um bem precioso. Pode magoar muitas vezes, é uma lâmina afiada que toca em pontos frequentemente dolorosos, mas a nossa vida é sobretudo memória. O passado é memória. A vida é memória. E eu considero que é pela memória que se vence a morte. Quem ao longo da minha vida, foi saindo dela, está ainda no meu coração porque tem aí raízes fortes que nascem nas minhas lembranças, na minha memória.
São essas raízes que eu procuro regar mesmo agora, que tento cultivar, porque desejo fortes recordações, a pequena “imortalidade” à medida da minha própria vida.
ML
Publicado por populo às 10:21 PM | Comentários (7)
Sem título mas com emoção

Há dias onde nos faltam as palavras para dizer sentimentos.
Há dias muito negros.
Hoje não consigo escrever no Pópulo.
ML
Publicado por populo às 08:05 AM | Comentários (9)
dezembro 19, 2005
O meu Natal ( 3 )
Para além da Árvore, para além das Prendas, há outra diferença entre
mim e o grupo dos meus amigos que “não-gostam-do-Natal”. É a Ceia do Natal e o correspondente encontro entre membros da família.
Oiço a queixa de que não faz qualquer sentido, pessoas que passam o ano todo sem se verem nem sentiram a falta uns dos outros, lá por ser 25 de Dezembro ritualmente vão ter de se aturar. Visto assim…. Mas vejo de outra forma. A minha família é pequena. Primos direitos são poucos, mas os em segundo grau já fazem mais vista. E, é certo que se passa um tempão sem nos vermos. Mas ao menos ( !!!) vemo-nos no Natal! Não será muito, mas é melhor do que nada! Claro que também existem uns ramos da família que nem no Natal nem nunca. Creio que não os reconheceria se os visse. Certo. Nesse caso, não se justifica. Mas as pessoas que se procuram ver no Natal é porque o desejam. Se fosse um sacrifício muito grande também não iam lá, com certeza.
E eu gosto! Acho engraçado ver uns primitos que cresceram muito, outros mais envelhecidos e, é claro, os que “estão na mesma”. Todas essas observações, podem ser rituais, mas sabem-me bem. As pessoas estão animadas, anda-se num vai-vem entre a cozinha e a sala, a casa cheira aos assados, a doces, a vinho aberto para “respirar”. É costume a consoada de 24 ser numa casa e 25 ser noutra. Mas até esse costume, que é uma espécie também de tradição, é simpático para dividir o prazer de receber entre os diferentes grupos de famílias.
E, além disso come-se mesmo muito bem!!! Não há dietas nesses dias! E doces !? A linha vai-se , mas quem se importa? São os pratos “obrigatórios” e os que a fantasia também mandar. Porque depois sobra tanto que se passa o resto da semana a viver dos restos… Mas “os restos “ do Natal são especiais. São restos de luxo, não apenas de luxo de paladar mas sobretudo das relações reencontradas.

Publicado por populo às 04:40 PM | Comentários (5)
Doenças mentais
De vez em quando este assunto vem à tona. A sociedade lembra-se que existe a doença mental e durante algum tempo – breve quase sempre – inquieta-se. Depois, esquecidas as estatísticas ou o acontecimento que deu origem à inquietação, tudo mergulha naquele limbo onde se depositam as preocupações que não são inteiramente nossas. Claro está que, individualmente, quem lida com um desses problemas nunca o pode “arrumar” e muito pelo contrário contamina toda a sua vida. Diz-nos a imprensa de hoje que, cem anos depois de ter sido diagnosticada, aparece um novo caso de Alzheimer em cada sete segundos. Enquanto leram isto, a doença surgiu em mais 5 pessoas. Mete medo, não é?
É certo que do ponto de vista do conhecimento e dos costumes, temos dado grandes passos. O reconhecimento de que as perturbações mentais sejam entendidas como uma doença, foi um passo enorme de que hoje nem se entende a amplitude. Basta ler um romance histórico, para perceber como há uns séculos era encarado um louco. Por outro lado, se grande parte das pessoas com a doença de Alzheimer ou outros tipos de demência vivem em países desenvolvidos, se calhar tem a ver com a esperança de vida ser superior nessas zonas. Note-se que se refere que entre os factores de risco estão a hipertensão, tabagismo, excesso de peso e sedentariedade. O grosso de uma população do 3º mundo não é sedentária nem sofre de excesso de peso!
Mas para além do terrível Alzheimer, há muitas formas de comportamentos mentais desviantes, que se tornam anti-sociais e poderiam ser prevenidas. Fugindo para o outro extremo ( já que o Alzheimer está associado a bastante idade) temos a saúde mental infantil. Esta também só se leva em conta quando, por infelicidade, nos afecta. No triste caso da bebé maltratada, se acreditar no que disse a imprensa, a mãe era uma rapariga com deficiência mental e o pai já aos 16 anos tinha queixas por abusos sexuais, o que não é normal. Deveria ter sido apoiado e tratado antes dos 16, ou seja enquanto era criança.
Não o foi, com as consequências conhecidas.

(imagem tirado do blog Cantigas de Amigo)
ML
Publicado por populo às 04:20 PM | Comentários (2)
Um brinde aos nosso visitantes
O Pópulo gosta de ser visitado, como sabem.
Gosta até muito, e portanto procura que não falte nada a quem por cá passa.
Ora esta altura do ano, é muito linda mas um pouco enjoativa: anjinhos, pais natais, flores, velinhas, sinos a tocar, essa coisa toda.
Assim sendo, para desenjoar rebuscamos os baús e encontrámos..
Tá-tá-tá.tá.!!!
As 100 melhores fotos sobre sexo.
Exactamente. É um ficheiro pesado mas vale a pena o esforço. Não pode é estar á vista de todos como se entende, pedimos que vão procurar aqui muito bem e decerto vão encontrar alguma coisa de que gostem.
Até já!
ML
Publicado por populo às 10:24 AM | Comentários (9)
“Missão Impossível”

Vamos imaginar que eu sabia colocar músicas. Nesse caso este post começaria com aqueles acordes, que todos conhecemos, da série Missão Impossível.
Porque não há quem não se recorde, que tudo começava com a chegada de um recado ao chefe da Missão que dizia à cabeça “esta gravação autodestruir-se-á dentro de 5 segundos”. Ora muito bem, isso agora é canja. Claro que pelo que entendo não são mensagens em papel, devem ser tipo msn. Mas, de qualquer modo o sistema é este:
Quem desejar pode enviar textos que terão a capacidade de se autodestruírem
É a sério. Recadinhos confidenciais, que seria desagradável serem captados por pessoas a quem não se destinam e, sabe-se lá, usados para fins sinistros agora têm cinto de castidade segurança. O destinatário tem 40 segundos para a ler e depois… pufff, não há mais nada para ler.
Século XXI, está visto!
Publicado por populo às 09:29 AM | Comentários (5)
Uma historieta que parece inventada!
Imagine-se que se está com “falta de trocos” e o mais rápido é ir assaltar um banco. O.K.. Estamos fartos de ver a história em cinema ou sem séries.
Mas ir no seu próprio carro é uma chatice. Se não há lugar à porta do Banco? Apanha-se uma multa e diminui-nos o lucro. É logo uma dificuldade. Roubar um carro como fazem certos colegas, dá muito trabalho e necessita alguma arte.
Ná. O melhor será apanhar um táxi a mandar seguir. Dito e feito. Mas como isto de roubar deve ser rápido, já agora poupa-se um pouco e em vez de mandar chamar outro táxi pedimos ao condutor para esperar um nadinha enquanto se vai lá dentro levantar “algum”.
Tudo bem. Roubo feito e “pódeseguir”.
Isto passou-se. Não é dos Malucos do Riso, é vida real.
Cá na nossa terra!
ML
Publicado por populo às 08:13 AM | Comentários (5)
Fraude fiscal em carrossel
Dizem que a o esquema mais vulgar quanto ao crime fiscal é a "fraude em carrossel no IVA". Os nossos especialistas da P.J. pelo menos humor nas designações têm! Para além dos nomes que têm dado às suas operações, quase sempre engraçados, esta ideia do “carrossel” é muito clara mas divertida por evocar uma brincadeira.
Ora parece que este tipo de fraude fiscal, que eu tinha pela primeira vez visto referido pela Mª José Morgado, consiste em criar empresas fantasma em diversos países da União Europeia e simular-se a circulação de mercadorias. Claro que as “empresas” pertenciam aos mesmos empresários ou a testas-de-ferro. Davam uma voltinha e pediam reembolso do IVA… que era sempre grandinho. Fala-se em «dezenas de milhões de euros de reembolsos fraudulentos».
Contudo, este crime “de colarinho brinco” resulta bem porque os meios de que a PJ dispõe parece serem muito poucos. Parece que apenas 12% dos crimes fiscais investigados acabavam com despacho de acusação
Fica-se a pensar nos outros 88%. Se já aqui se fala em dezenas de milhões, imaginemos se chegássemos aos 100 % de acusações o tamanho do universo!

ML
Publicado por populo às 08:00 AM | Comentários (8)
dezembro 18, 2005
Uma professora às direitas!
No post que escrevi abaixo, tive um comentário da nossa colega blogger “Saltapocinhas”. Esta opinião é excelente e ainda por cima dá-nos pistas de actuação. Com a devida vénia ( apesar de, como comentário ser público, eheheh!) faço a transcrição daquilo que ela aqui respondeu:
«Foi uma luta que eu travei desde que os meus pequeninos entraram na escola e consegui que todos eles começassem a levar lanches saudáveis. Chegam ao ponto de entrar as mães a justificar o "bolicao" porque nesse dia não tiveram tempo de ir à padaria. Agora são as próprias crianças que se recusam a trazer esse tipo de lanche (são as mães que me contam e, ao contrário do que me disseram uma vez quando escrevi isto no meu blog, não andei a fazer terrorismo com as crianças! sabes como fiz para "erradicar" a coca-cola lá das casas deles? Pedi-lhes um dente (daqueles que caem :)) e metemos o dente num copo com coca-cola. Passados uns dias fomos ver o dente que estava completamente preto! eles ficaram horrorizados e a maior parte deixou de beber coca-cola (tinha alunos que a bebiam por sistema) Esta experiência foi feita no 1.º ano. Um dia destes vou repeti-la, já lá tenho um dente "oferecido". Não custa nada educar bem os garotos, isso é que me faz passar dos carretos: ver mães todas elegantes e preocupadas com a linha a empanturrarem os filhos de porcarias!»
Os meus aplausos. Vivam a Saltapocinhas e os seus Golfinhos!
Assim deviam ser todos os professores!

ML
Publicado por populo às 01:57 PM | Comentários (7)
Os tais meninos gordos

Volta não volta, caio aqui neste tema. Reconheço que pode não interessar a todos os que vêm ao Pópulo, mas interessa-me a mim! Porque a verdade é que se ouve falar no problema, mas entra por um ouvido e sai por outro. Desculpem-me a insistência, mas o caso é grave. E, contrariamente a outros onde a solução ainda está longe das nossas mãos, esta não o está. É simples, as nossas crianças, numa percentagem já inquietante, estão a ficar obesas. Em Portugal, uma em cada três crianças, entre os 7 e os 9 anos, tenha peso excessivo. Não é para rir.
«Há mesmo quem admita que os jovens que estão hoje na escola serão a primeira geração a regredir na esperança de vida média da população portuguesa»
Porque a verdade é que apesar de se ter passado da ideia de que “gordura é formosura” existe ainda, sobretudo entre os avós ou pessoas menos informadas a ideia de que “gordura é saúde”. Não é! Exactamente ao contrário, a gordura pode trazer doenças…
Estive a ouvir uma interessante reportagem na TSF. Deram informações sérias sobre esta chamada “Geração de Risco”. Há perigo real para estes meninos, esforço excessivo para os rins, para o coração, perigo de diabetes, perigo de colesterol. Doenças que normalmente só apareciam depois de décadas de vida surgem agora em crianças ou adolescentes.
E se as rédeas ainda estão nas nossas mãos, é porque muito disto são problemas de educação. Uma criança pode ser levada a fazer exercício se lhe derem uma bola ou uns patins em vez da playstation. Um menino pode aprender a comer bem. Basta a firmeza dos pais em recusar a má comida e não lhe dar a escolher entre a má e a boa mas sim entre dois tipos de boa. A crise de autoridade que existe nalgumas famílias, está a conduzir a estes resultados alarmantes.
Publicado por populo às 12:49 PM | Comentários (8)
Escutas nos EUA
Pois se são campeões em tudo, iam agora deixar-se ultrapassar pelas “escutas”. Era o que mais faltava! Fala-se em que milhares de pessoas foram espiolhadas pela NSA, mas foi tudo por bem, e os fins justificam os meios, pois então.
Quem não deve, não teme, não é verdade? Ou será que quem não teme não deve?
Já estou um bocado baralhada.
É que milhares de pessoas é mesmo muita gente.
Tenho de parar para pensar um pouco.

ML
Publicado por populo às 11:11 AM | Comentários (7)
História de Natal

Esta história foi-me contada pela Saltapocinhas
É uma História de Natal, com Pai Natal e tudo.
Ora vejam o que pode acontecer a um casal perfeito!
Acaba um bocadinho mal, mas cada um que tire as suas conclusões...
ML
Publicado por populo às 10:40 AM | Comentários (10)
A Palestina em eleições
A 25 de Janeiro a Palestina vai a votos. Será muito importante. Entretanto tem havido eleições parcelares e preparatórias com resultados um pouco surpreendentes. Porque as indicações são de que o movimento Hammas pode conseguir uma vitória impressionante nessas eleições palestinas. O movimento Fatha tem desiludido um pouco o povo palestino que reconhece um trabalho muito melhor praticado pelo Hammas. Este movimento para quem está longe surge-nos através dos media como exclusivamente um movimento”terrorista”.
Li, já em tempos, uns artigos que mostravam uma outra faceta – para os palestinianos era uma espécie de auxílio aos abandonados, uma cruz vermelha ( ou crescente vermelho, talvez) que procurava dar respostas imediatas a quem tinha perdido a casa, estava com fome, estava doente. Esse lado só o descobre quem procurar muito, porque o que se torna visível é apenas a violência das suas respostas.
Mas este resultado eleitoral só pode querer dizer que há muito mais para além dessa primeira imagem.
ML
Publicado por populo às 10:23 AM | Comentários (3)
Essa é que é essa!
Oh, que alívio!
Afinal ela garantiu:
Continuo a ser a Manuela M. Guedes
Aaaah!
ML
Publicado por populo às 10:09 AM | Comentários (5)
dezembro 17, 2005
Às vezes os mais velhos esquecem-se que os jovens que entram agora na Universidade
Eram bebés quando se deu a Guerra do Golfo. A Segunda-feira negra da Bolsa de Valores em 1987 é para eles tão importante como a Grande Depressão de 1929.
Nunca cantaram "We are the world, we are the children..." e quando Garcia Marquez ganhou o Nobel nem sabiam ler. Tinham 5 anos quando a União Soviética se desintegrou; não se lembram da Guerra Fria, e a única vez que tiveram medo de uma guerra nuclear foi durante umas poucas horas de crise em 1991.
Para eles "The Day After" é uma pílula (ou uma discoteca), não o título de um filme, e CCCP e um monte de letras ou um erro de teclado atribuível ao lixo na Internet. Só lhes calhou ouvir falar de uma única Alemanha, ainda que na escola lhes tenham contado que havia duas. Na realidade, aos seus olhos uma metade comunista da Alemanha soa-lhes mais estranho que meio Japão povoado de negros. São demasiado jovens para se lembrarem da explosão do transportador espacial Challenger. A SIDA existiu toda a sua vida. Não chegaram a jogar com o velho Spectrum, nem tiveram discos de vinil. A expressão "pareces um disco riscado" não significa nada para eles. Portanto, nunca tiveram um gira-discos.
(recebido por email)
Sempre houve atendedores de chamadas e, bem, que tem de novo enviar documentos por telefone? Muitos deles não sabem ou não se lembram que a televisão só 2 tinha canais e inclusivamente alguns nunca viram uma televisão a preto e branco. Os vídeos sempre existiram, mas já se dissipou nas neblinas da infância o que significa "Beta". Não podem sequer explicar o que é ver televisão sem um comando a distância.
Nasceram seis anos depois da Sony ter posto à venda o primeiro walkman e para eles os patins sempre tiveram as rodas em linha. Já para não falar da normalidade com que podem ver um telemóvel ou um computador portátil. Pode ser que nunca tenham visto "Bel e Sebastião", "Marco", "Viki, o "Viking", "Mista", "A Abelha Maia", "Herdei" ou até "A Rua Sésamo".•
Nunca viram os mano-a-mano entre Larry Bird e Magic Johnson e, pela pinta, Kareem Abdul-Jabbar deve ser um terrorista fundamentalista muçulmano. Nunca nadaram a pensar no "Tubarão". Micael Jackson sempre foi branco. Tom Hanks sempre fez filmes dramáticos: as comédias não são o seu estilo. Stallone é um matulão que se está a tornar velho, e não um rapazito pobre que se esforça por ganhar a sua primeira luta. Como é que o Travolta pode dançar com essa barriga?
A Guerra das Malvinas é tão histórica como a I ou a II Guerras Mundiais, ou a Revolução de 68. Não só não lhes interessa saber quem disparou contra J.R., como nem sequer sabem quem era J.R., assim com também não sabem quem eram "Os Anjos de Charlie" ou "Starsky & Hutch" (talvez agora com os filmes...). Nunca viram "Gente Fina é Outra Coisa" nem "Verão Azul", e só viram reposições de "Uma Família as Direitas" ou da "Balada de Hill Street".
Nunca jogaram ao berlinde ou ao pião e não imaginam a vida sem playstation ou Xbox. Não torcem o nariz quando o jantar é hambúrguer, até sorriem de contentamento! Para eles o 25 de Abril é um feriado, simplesmente um feriado...
ML
Publicado por populo às 10:50 PM | Comentários (14)
O Jogo do Monopólio fez 70 anos
Está velhinho o monopólio. O jogo, está visto.
Claro que não é motivo para um post.
Não? Porquê?
Um jogo de sociedade com 70 anos é qualquer coisa. E é muito engraçada a actualização. Parece que esta nova versão, não vai ter notas e sim cartões de crédito. Lógico! Quem usa notas de banco com quantias deste tamanho??? No início do jogo ( que dantes se começava com dois contos de reis ) recebe-se 15 milhões de euros! E de cada vez que se volta a passar pela partida vêm mais 2 milhões.
Mas claro, que eles vão ser precisos. Os terrenos estão caros. Podem custar 4 milhões de euros ou uns míseros 600 mil. Pfff. Que sítios mixurucas por 600 mil.
As ruas ( Rua Augusta, Rossio, Chiado ) passam a ser capitais de distrito, com Madeira e Açores também. Estamos a alargar horizontes.
Depois também as casinhas pequeninas do velho Monopólio, agora são blocos de andares que podem ir encaixando até fazer arranha-céus se for preciso. E, é claro, que em vez de estações temos aeroportos ( ainda não vem a Ota) e coisitas como “água” ou “electricidade” desapareceram para dar lugar a “telemóveis” ou net. Quanto ao resto continua a dar jeito ficar afastado da cadeia ( já agora…) e procurar cair na casa do estacionamento livre.
Tal como a Barbie se actualizou, agora é o novel capitalismo.
Eheheheheh!!!

ML
Publicado por populo às 10:30 PM | Comentários (4)
As conversas que podiam ser nossas
Mais uma dos fabulosos OBJECTOS
Vou roubando descaradamente os bonecos, mas... é que não resisto!

ML
Publicado por populo às 09:25 PM | Comentários (4)
O meu Natal ( 2 )
Vou continuar a contar porque gosto do Natal
2º As prendas – Uma das coisas porque gosto do Natal é pelos presentes ( Prefiro a palavra “presente” a “prenda”, ao dar ou receber um presente, estamos a mostrar que “estamos ali”, como o nome sugere) Mas, claro, pensar em presentes de Natal, não me evoca mesmo nada uma corrida às lojas, nem os associo à ideia “comprar” coisa nenhuma e sim ao afecto dado e recebido.
A troca de prendas entre adultos é coisa recente, tem umas dezenas de anos. Antes eram só para as crianças da família. Hoje não é assim. Trocam-se presentes entre amigos e, no meu caso, é motivo de paródia a antecedência com que começo a preparar esse momento. Pois se o Natal é sempre no mesmo dia…vou guardando ideias, arranjando coisas todo o ano!
Cada coisa que dou é muito bem pensada. Escuso de dizer que têm sempre muito pouco valor económico mas muito, muito, valor afectivo. Vou observando, ao longo do ano, o que pode interessar os meus amigos. Pode ser uma cunha engraçada para travar uma porta que costuma bater, o folheto de alfarrabista “As 100 maneiras de cozinhar bacalhau”, uma caixinha cheia de folhas de Ginkgo biloba para quem tem muitos livros, uns brincos feitos por mim a condizer com o colar da minha amiga, uma foto engraçada que cortei como um puzle,… eu sei lá! Solto a
imaginação e divirto-me!
E depois o engraçado que é fazer os embrulhos! Pôr uma prenda pequenina dentro de uma grande caixa. Embrulhar uma coisa “desmontável”, em 5 embrulhos diferentes… Ou juntar numa mesma embalagem duas coisas completamente distintas! Enfim, a “tarde de fazer embrulhos”, é para mim também parte da festa!...
É claro que, já se vê, o presente tem de ser mesmo uma surpresa. A ideia de uma pessoa pedir uma coisa para o Natal, comigo não dá.
Perde a graça toda. Feitios…

ML
Publicado por populo às 01:35 PM | Comentários (11)
Adenda ao post anterior
Esta é a minha fotografia desenhada pela Catarina.
Palavra que está parecida!

(prometi-lhe que a punha na net, e o prometido é devido)
Publicado por populo às 11:41 AM | Comentários (4)
Metáfora infantil
A Catarina é uma menina com quem eu às vezes converso, e acredito que essas nossas conversas a ajudam um pouco a arrumar na sua cabeça as dúvidas e inquietações que tem.
Ela ontem disse-me duas coisas que me deixaram encantada.
Disse que me tinha “imitado” - uma colega de classe andava muito triste e a Catarina tinha falado com ela, a outra tinha desembuchado, fartou-se de chorar mas no fim deu-lhe um beijinho e sentiu-se melhor. A Catarina até brilhava a contar este sucesso.
E em seguida teve uma frase linda – “Sabe, é que quando nós desembuchamos, como eu aqui consigo, até parece que respiramos fundo!”
Creio que nessa altura fui eu que comecei a brilhar.
ML
Publicado por populo às 11:40 AM | Comentários (4)
“O voto útil é o voto em qualquer candidato”
O Paulo Querido escreveu ontem um post, que terá um ou outro aspecto com que não concordo, mas na essência estou plenamente de acordo. Tudo isto a propósito da famosa “dispersão de votos à esquerda” que parece incomodar mais a direita do que a própria esquerda. E tem algumas frases que me agradam particularmente:
«Muitos candidatos à esquerda, como é óbvio para todos e sobretudo para esta FUD que não se tem poupado a esforços para empoeirar os ares da comunicação social, ajuda a reter os votos... da esquerda.» e depois «desta feita não seria necessário engolir nem sapos, nem elefantes, nem mesmo os fantasmas»
É por isso que não ando tão aflita como algumas pessoas. Pelo contrário, a não ser que se tivesse encontrado há um ano “o candidato ideal” e aí sim, podiam ser dois blocos em luta, se não se viu ninguém com esse perfil forte que unisse em si todas as forças de esquerda, neste caso este modelo é mesmo o melhor.
Cada um votará conforme a sua consciência, e deixará os sapos para engolir na segunda volta.
ML
Publicado por populo às 11:25 AM | Comentários (8)
Bem me parecia

Conclusão possível e maldosa de uma preguiçosa incorrigível:
ML
Publicado por populo às 11:03 AM | Comentários (5)
Brincar às Boas-Festas
É cedo para receber mas já não é muito cedo para enviar.
Portanto, cumprindo a tradição, a para quem gosta de jogos, deixo
os meus desejos para o dia 24.
ML
Publicado por populo às 10:35 AM | Comentários (3)
Prémio Pessoa para Cintra

«O prémio não me distingue apenas a mim, mas a todas as pessoas que colaboraram no projecto da Cornucópia, que já tem mais de trinta anos»
disse Luís Miguel Cintra.
Terá em parte razão.Mas a verdade é que a Cornucópia é Cintra. E dá muito prazer ver uma figura do espectáculo com esta importância, receber um prémio desta natureza.
Fico muito contente, pelo Luís Miguel Cintra, pela Cornucópia, e pelo júri que teve esta boa ideia.
ML
Publicado por populo às 10:05 AM | Comentários (1)
A distância é como o tempo, embeleza muito
Como muitas coisas na vida, a distância aumenta a beleza.
Apreciem a serenidade, a leveza e transparência deste nosso mundo.
Mas é porque é visto de tão longe...
Assim pudéssemos fazer às nossas preocupações.

(cliquem duas vezes na imagem )
ML
Publicado por populo às 12:00 AM | Comentários (4)
dezembro 16, 2005
Envelhecer
Em muito poucos horas, tive a informação de que três grandes amigos, amigos de há muitos anos, estavam mal. Graus diferentes de doença, mas doença muito grave. Notícia com que me é difícil poder lidar. Na minha vida já perdi pessoas que me fazem falta, muita falta e ainda não sei aceitar essa perda.
Nem sei porque venho aqui escrever hoje. Creio que não é um hábito o que seria detestável. Mas apetece confessar que hoje não me sinto bem, uma tristeza profunda e incontrolável, fácil de entender e impossível evitar.
Quando era adolescente li o romance de Simone de Beauvoir “Tous les hommes sont mortels” e desde então não o voltei a reler, mas nunca o esqueci. Um homem tinha um terrível castigo, era condenado à imortalidade. Não era um prémio, sonha-se com o elixir da longa vida, mas ali a tese era oposta – com a imortalidade vinha a solidão.
E para mim, esse é o pior dano da velhice. Não penso que seja a diminuição de capacidades, a doença, os esquecimentos, a desadaptação à vida actual, o choque de gerações, o corpo a falhar quando queremos contar com ele. Tudo isso são aspectos negativos da velhice, que fazem sofrer. Mas mau, mesmo mau, muito mau, é olharmos para trás e sentir que estamos mais sós. Como é possível? A nossa vida tão rica, tão recheada de laços de afecto, de companheiros firmes e garantidos, vai ficando mais pobre, mais difusa. Aquela frase - “amigos para a vida e para a morte” torna-se uma amarga ironia. E a impotência. E a fraqueza. E a incapacidade. E o desespero, de não se conseguir fazer nada para ajudar, a não ser estarmos ali e eles saberem que estamos.
Mas é tão pouco.
Tão pouco.

ML
Publicado por populo às 05:00 PM | Comentários (10)
Wikipedia

Todos estamos habituados a consultar a Wikipedia.
Faz parte dos Favoritos de todos os PCs, creio eu.
Mas nunca pensei que estivesse tão completa como Enciclopédia Britânica , pelo que diz a revista "Nature".
Fiquei impressionada!!!
Bravo!
ML
Publicado por populo às 08:41 AM | Comentários (5)
Decisão reconsiderada
A ideia do Ministério da Educação de retirar as disciplinas “inúteis” de Português e Filosofia da avaliação, fez-me alguma impressão. Uma vez que a avaliação por exames continuava, esta escolha era estranha. Li num post da Isabel uma resposta interessante a este desconforto que sentia. Afinal havia uma intenção nesta opção. Seria “ir ao essencial” que nesse caso era a ciência. Compreendi. O "resto" seria secundário.
Mas afinal, alguém reconsiderou. Pelo menos uma área do saber ficou a salvo o Português
Ainda vai ser necessário saber português para se passar ao Ensino Superior.
Haja Deus!
