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novembro 30, 2005

“Felicidades para o programa!”

Não é muito vulgar eu ouvir rádio de manhã e muito menos ver TV. Durante as minhas manhãs tenho, de uma forma geral, um pico de trabalho que não se compadece com distracções. Mas acontece a excepção à regra. Às vezes tenho de me deslocar de carro e ligo o rádio, por exemplo. E, quando isso acontece, apanho algumas vezes, uns fóruns uns interessantes, outros nem por isso, depende, como é natural, dos dias e dos temas.
Há contudo uma frase, que deve fazer parte da cortesia nos media, porque surge sempre que há programa em directo com participação do público - “Felicidades para o programa!” Não há ninguém que o não diga. Faz-me impressão porque muitas vezes sabe-se que já só há um minuto, uns segundos, para se poder dar uma opinião, e lá se perde um tempo precioso a desejar “Felicidades para o programa!”. E porque raio há-de o programa ser feliz??!! Que o apresentador venha a ser feliz, era um voto simpático. O produtor, o cameramen, ou o homem do som, a menina da maquillage, todos felizes, era bem bom. E já agora, as respectivas famílias. Felicidades para quem está a ouvir/ver, de acordo. Mas o programa…? Porque é que nós queremos um programa feliz?...
E há agora uma moda, que é passar mensagens dos telespectadores, numa fitinha que corre cá em baixo do ecrã. Assim, mesmo que não se possa intervir em directo, sempre se pode mandar um msn a dizer “Felicidades para o programa!” ou algo equivalente.
No outro dia, numa sala de espera, reparei num programa que, pelos vistos, era recente, com a apresentadora Fátima Lopes. Enquanto a senhora fazia o seu papel, iam correndo em rodapé, mensagens que eu fixei: “Finalmente! Nós, estudantes, agradecemos à SIC por pensar em nós.” ( como??? Mas o programa era transmitido a horas onde deviam estar na escola! E não tinha nada a ver com estudantes) “Fátima, estás cada vez mais deslumbrante.” ( que bom, para ela! ) “É bonito passear nas ruas do Porto e ver todos os cafés ligados em ‘Fátima’.” ( devia ser bonito pois, e ...todos? ) “Gostei muito de saber que o ‘Fátima’ já é um sucesso. Arrasámos as audiências. Parabéns!” ( como é que saberia isso, o programa era novo sem tempo para analisar audiências..? Hummm.. seria um msn da própria estação?)
Pronto, para que estou aqui a resmungar? Não me fazem mal nenhum, se ficam felizes em ver o seu nome passar numa fracção de segundo, ou ouvir a própria voz na rádio nem que seja a dizer apenas “Felicidades para o programa!” ainda bem que é uma felicidade fácil.
Então lá vai: «Felicidades para quem deseja “Felicidades para o programa!”»
ML

Publicado por populo às 06:41 PM | Comentários (4)

Heterónimos

Quando se fala em Pessoa, de imediato saltam à memória os heterónimos. De tal modo que ficou para sempre associada uma imagem à outra - pensamos em heterónimos e vemos Pessoa, fala-se em Pessoa e lembramo-nos de “heterónimo".
Mas, sem a menor dúvida, são modos de escrever poesia tão distintos que se identificaria logo o “autor” mesmo que não estivesse assinado. Vejam:

Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.
Alberto Caeiro ( tinha de ser)

Não estou pensando em nada
E essa coisa central, que é coisa nenhuma,
É-me agradável como o ar da noite,
Fresco em contraste com o verão quente do dia,
Não estou pensando em nada, e que bom!
Pensar em nada
É ter a alma própria e inteira.
Pensar em nada
É viver intimamente
O fluxo e o refluxo da vida...
Não estou pensando em nada.
E como se me tivesse encostado mal.
Uma dor nas costas, ou num lado das costas,
Há um amargo de boca na minha alma:
É que, no fim de contas,
Não estou pensando em nada,
Mas realmente em nada,
Em nada...
Álvaro de Campos (é claro )

Quão breve tempo é a mais longa vida
E a juventude nela! Ah!, Cloe, Cloe,
Se não amo nem bebo,
Nem sem querer não penso,
Pesa-me a lei inimplorável, dói-me
A hora invita, o tempo que não cessa,
E aos ouvidos me sobe
Dos juncos o ruído
Na oculta margem onde os lírios frios
Da ínfera leiva crescem, e a corrente
Não sabe onde é o dia,
Sussurro gemebundo.
Ricardo Reis (óbvio, não é?)

ML

Publicado por populo às 12:19 PM | Comentários (7)

Descoberta a quadratura do círculo

Tinha de ser o Ai o Camandro a encontrar uma destas!
Vão a este post descobrir como afinal um questionário que “se destina apenas aos alunos” parte logo do principio que, apesar de alunos, eles sabem imenso, são é distraídos. Não só conhecem o tal círculo com cantos como, cabeças no ar, vai daí não têm cuidado e tocam nos cantos do dito!
Não se faz!
Podem estragar o questionário com essa brincadeira.
Esses cantinhos não são para tocar. Ai, ai, ai…
ML

Publicado por populo às 11:44 AM | Comentários (5)

Fico vaidosa, é claro que fico vaidosa!

Nasceu há poucos dias o que promete vir a ser o melhor blog dos que eu conheço ( sem ofensa!)
Depois do finado BdE ter fechado a porta, no dia seguinte surgiu o Aspirina B. Como à nata do BdE, acrescenta a lucidez do Nuno Ramos de Almeida , e a imaginação/loucura/criatividade do João Pedro Costa é de certeza uma mistura explosiva, como já se está a ver. É uma chatice, que me faz perder imenso tempo de que precisava para coisas importantes :)
Quando ontem voltei a passar por lá, pelo menos para ler porque nem consegui tempo para comentar como me apetecia, vi que tinham uma bela coluna de Blogs linkados. Fui ver quais os que mereciam essa honra, e não é que descobri que tinham linkado o Pópulo???
Dei aqui um grito de surpresa – Óóóólha!!!! que teve por resposta um - O que foi?! O que foi?!, desconfiado. – O Aspirina linkou o Pópulo!, respondo sorridente, - Mas o Pópulo não é teu! É transitório… ouvi, - Quero lá saber! Agora sou eu que aqui escrevo, e fui linkada.
Pronto! O que querem, tou vaidosa! O primeiro blog que me linkou e logo ser aquele.
Pareço um pavão!!!!
ML
(e agora tenho de fazer um PS – escrevi este post um pouco a correr e sem ter ido confirmar o que aqui dizia; venho envergonhadamente reconhecer que pelo menos 2 ( agora já nem digo nada…) dos blogs onde vou muita vez, também tinham o Pópulo nas suas colunas e eu distraída, sem reparar. Falo do Fábulas e do Ai o Camandro. As mais humildes desculpas pela gaffe.)

Publicado por populo às 11:14 AM | Comentários (12)

A crise ataca por todo o lado!

«Isto é que vai uma crise…» ou « A crise volta a atacar!»
O nosso “24 horas” enche a sua 1ª página com outra crise.
E não é para rir. O caso é sério, só que este tratamento jornalístico …enfim…

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Mas será talvez a vez de as mulheres se condoerem das dores de cabeça dos seus companheiros. Ah!? Não têm dores de cabeça…?
Bom, cof, cof, passemos à frente…
ML

Publicado por populo às 08:30 AM | Comentários (8)

Então, em que ficamos…?

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A CIA, perante o óbvio, aceita que de facto transportou prisioneiros para diversas partes do mundo mas não foi para os poder «trabalhar» em maior sossego. Não senhora, essas prisões são secretas…porque assim é melhor. Há mais sossego, menos reboliço, e não lhes mete na cabeça ideias de protagonismos que lhes faziam muito mal.
Só podemos concordar com o aspirino Luís Rainha: A ideia é que querem o melhor para os seus prisioneiros - se em Guantánamo se afirma que "vivem nos trópicos. São bem alimentados. Têm tudo o que poderiam alguma vez querer." Claro que a conclusão será "mas se até os levamos a passear e a conhecer paragens exóticas, de que de queixam eles?"
É caso para dizer, presos e mal agradecidos!
ML

Publicado por populo às 08:10 AM | Comentários (6)

Parabéns ao Troll

Hoje é dia de efemérides!
Comecei o primeiro post do dia, com uma delas, chamada Fernando Pessoa, e vou escrever o segundo para celebrar a outra - o aniversário do Troll Urbano.
Sabido que na blogosfera o tempo se marca por outros relógios, um ano é já bastante tempo. Se nos gatos cada ano vale por sete, nos blogs, um ano é a maturidade.
Feito por personalidades muito diferentes, e rendimento também diferente :)), o Troll é um blog imprevisível, e digo isto no bom sentido.
Que continuem a “amadurecer” mas não muito. Um toquezinho de loucura é o que torna um blog legível!
Parabéns aos 3 trolls e sua estagiária.
ML

Publicado por populo às 07:20 AM | Comentários (4)

Fernando Pessoa

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Morreu há 70 anos.
Por um lado assinala-se o facto, acontecimento que naturalmente sucede todos os anos, mas hoje que assume um relevo especial. Porque 70 anos, no caso de um escritor é uma data especial – é o momento em que os seus “direitos” passam para o domínio público.
Isto quer dizer que o poeta português, talvez melhor conhecido além de Camões, passará a poder ser comprado mais barato.
A Assírio e Alvim diz-nos que poderá ter as obras de Pessoa à venda por dois euros, já em Janeiro. Será difícil a popularidade subir mais, porque como disse, creio ser dos poetas que todos conhecem de nome, mas a partir de Janeiro não será o custo dos livros que impedirá as pessoas de conhecerem bem aquilo que ele escreveu (para além do que vem nos manuais escolares)
É de comemorar, não o desaparecimento como é óbvio, mas estes 70 anos.
ML

Publicado por populo às 06:45 AM | Comentários (4)

novembro 29, 2005

A Saúde e a mobilidade dos técnicos

Cá vem mais uma decisão na área da Saúde, mas esta, pelo menos à primeira vista, parece-me bastante certa. Se há má distribuição de técnicos, e se há locais onde há uma notória falta de pessoal e outros onde ele abunda, então há que os reajustar.
Parece uma medida natural. Que vá bulir com quem se sente bem e não gosta de mudanças, não tenho dúvidas. Mas é uma questão prática – rentabilizar os serviços.
Ainda por cima se quanto aos centros de saúde, os médicos só podem ser transferidos para outras unidades de cuidados primários que integrem o mesmo concelho e a mesma sub-região de saúde
Quem dera a muitos professores terem este regímen…
ML

Publicado por populo às 08:47 AM | Comentários (6)

Comboios suburbanos

Não entendo.
Como não posso falar por experiência própria, porque moro a trabalho em Lisboa, tudo o que penso serão considerações teóricas. Mas se os números das estatísticas vêm dizer que os residentes nas periferias de Lisboa e Porto, preferem enfrentar o inferno quotidiano do trânsito de uma entrada na cidade de carro a fazer a mesma viagem de comboio, alguma coisa não estará muito bem.
Por acaso tenho de referir que tenho vários colegas de trabalho que vêm de comboio. À chegada fazem transbordo para o metro e não tenho ouvido grandes queixas. Pelo contrário, oiço queixas terríveis dos que chegam cá de automóvel!
Levantam-se de madrugada, chegam enervadíssimos, andam de mau humor. Compensa?
Gostaria de ouvir os argumentos a favor, porque alguma coisa há-de compensar para se fazer essa escolha tão “contra-a-lógica”. Qual a vantagem de não se vir de comboio? Andamos apertados? E não valerá o desconforto de uma meia hora de “aperto” as tais duas horas de pára-arranca?
Não sei. Falo sem saber, se calhar, mas faz-me um pouco de impressão…
ML

Publicado por populo às 08:09 AM | Comentários (4)

Outra publicidade

Há publicidade, que joga na tecla "erótica" mas linda.
Vejam esta imagem. Quem não gostaria de escrever com esta caneta?

Cópia de image002.jpg

Ou conduzir este carro?

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ML

Publicado por populo às 07:00 AM | Comentários (4)

O encerramento dos hospitais psiquiátricos

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Falei lá mais atrás neste assunto que me preocupa. Porque na altura pressenti logo que, à boa maneira lusa, se estava mais uma vez a começar um edifício pela chaminé ou telhado, sem se lembraram dos alicerces.
Ora, está a decorrer em Coimbra um Congresso Nacional de Psiquiatria e Saúde Mental que está a focar os pontos que me pareceram logo mais controversos.
Não é “dizer mal” só “porque sim”. É mesmo porque as coisas estão a ser mal feitas, tão simples como isso. Afirmou-se nesse Congresso que « uma desinstitucionalização mal estudada pode, como aconteceu em Itália ou na Dinamarca, provocar o aumento substancial dos sem-abrigo, o aumento enorme de afluxo de doentes às urgências psiquiátricas dos hospitais gerais e originar mortes súbitas por incapacidade de sobrevivência»
Ou seja, poupa-se por um lado para se ir gastar por outro…Sobretudo poupa-se em dinheiro para se gastar em bem-estar.
Há verdade tão óbvias, mas tão óbvias, que espanta que devam ser ditas: "Devemos acabar com o que está mal, mas primeiro precisamos saber o que é que está mal e o que é acabar". É assim, não é?
Na Austrália, foi criada uma comissão multidisciplinar que respondia directamente ao primeiro-ministro e que preparou, três anos antes, um processo que durou entre 1985 e 1995. Mas isso está nos nossos antípodas, não é?
ML


Publicado por populo às 06:41 AM | Comentários (2)

Publicidade

É interessante que li hoje por aí que uma profissão de prestígio é a de jornalista (interessante…!) quando eu pensava que seria mais natural que fosse a de publicitário. É que se não se “venderem” a si mesmos então quem o fará?
Eu tenho uma posição bastante ambígua em relação à publicidade. Tenho encontrado anúncios geniais, de uma criatividade, de uma imaginação, de uma beleza, que deixam marcas – sabemos que há posters, que enfeitam as paredes de algumas salas e de muitos quartos de adolescentes, que são simplesmente cartazes magníficos. Aliás há campanhas que nem pretendem “vender”nada a não ser ideias. Quando se dizia “há mar e mar, há ir e voltar”, ou quando se disse “temos de viver com aquilo que temos”, o produto que se vendia era a ideia mesmo que fossem usadas técnicas de publicidade.
Por outro lado, temos a publicidade que joga no lado tonto, na graça, e põe o consumidor a rir e a repetir a frase que foi lançada, mas muitas vezes sem a ligar ao produto. Sabemos que “aquilo” se refere a um Banco ou a um produto de limpeza mas qual é ele, já nos passou. Ganha por um lado mas não sei se pode ser considerada bem sucedida.
Ultimamente uma rede de telemóveis lançou uma dessas campanhas tontas. Começam por dizer que “gostam da vida como ela é” – essa é a frase a fixar – e, para enfrentar a tal vida como ela é, dá jeito aquele telemóvel. A mensagem não é lá muito clara, mas passemos à frente. O estranho é que para aqueles publicitários a vida é péssima. Possivelmente, gostaríamos que ela tivesse coisas boas, mas não. Infelizmente “como ela é” é péssima. Não há nada de bom na vida daqueles rapazes da campanha. São uns tristes. A vida deles é uma desgraça e só nos fica a dúvida porque é que “gostam dela”?! A Saltapocinhas, pede-nos “Expliquem-me como se fosse muito burra…” usando uma boa frase de outra campanha, que lhe digam a graça que tem um desses sketches. Também devo ser bastante burra, porque também não entendi onde querem chegar. Mas isso é mal de toda essa campanha, tal como foi feita. 1 - Nem a vida ( felizmente! ) só tem aspectos negativos, 2 - nem devemos gostar deles, e 3 - o que raio tem isso a ver com a posse de um telemóvel…?
ML

Publicado por populo às 06:19 AM | Comentários (4)

novembro 28, 2005

Os americanos é que a sabem toda

É assim:
Apesar de, de vez em quando brincar aqui um pouco com os exageros que nos contam dos pedidos de indemnizações que se passam nos EUA, agora estou invejosa.
Quem me dera lá!
Passo a contar porque faço esse desabafo:
Por motivos que não vêm ao caso, preciso de ir várias vezes por semana a um local que fica num 3º andar de um prédio.[ reli este texto, isto dito assim dá cá um mau aspecto, mas vou deixar ficar! : ) ] Prédio situado num local central de Lisboa, numa zona onde o metro quadrado de construção é vendido a peso de diamante. Tem dois elevadores, um chic para os inquilinos e visitas e outro, menos chic, sem espelho nem alcatifa, para “os outros”. Desde há bastante tempo que um deles deixou de parar no andar para onde vou. Está de birra. Carrega-se no botão e não se mexe. Vai para o 4º andar, vai para o 2º, mas do 3º não gosta, e não vai lá. Prontos! Paciência, ia no outro. No problem. Só que, desde há um mês, “o outro” também não vai para lá. Este tem outro tipo de birra. Pára no andar mas recusa-se a abrir a porta. Nada o demove. Nem com jeito, nem à força, aquilo não abre!
OK! Vou para um andar acima e desço um lance de escadas. Isto porque tenho bom feitio…mas irrita. E quando saio, muitas vezes prefiro descer a pé. É mais fácil.
Só que, também desde há uns tempos, a lâmpada que deveria iluminar o último troço de escadas também avariou - está fundida. Não é bem escuro de breu, mas não se vê como deve ser. Ontem, à pressa, como esse último lance tem um degrau a mais, ( claro que nunca tinha reparado!) às escuras falhou-me o pé e, só não caí porque estendi a mão e apoiei-me à parede. Está bem, cair não caí, mas esfolei a palma da mão na #&§*% da parede que tem uns piquinhos artísticos, que parecem lixa!!! Doeu-me com’ó raio, sujei-me de sangue, e hoje nem consigo apoiar a mão para escrever nem segurar no rato. Escrevo no teclado porque mexo os dedos...
E agora, a apoteose desta cena de revista: Tá-tá-tá-tá ! ! é que os donos do prédio são … uma companhia de seguros.
Fosse na América a ver se não tinha já aqui uma acção por danos físicos que me impossibilitam de exercer a minha actividade, e grande prejuízo económico e moral.
Era limpinho!
ML

Publicado por populo às 03:26 PM | Comentários (5)

Ó menina, comporte-se!

Atenção, olha se chega a Margarida...!!?!

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Publicado por populo às 09:00 AM | Comentários (5)

Feira do Livro Alternativo

Ouvi agora na rádio mas confirmei a notícia:
Abre hoje no Porto uma Feira do Livro muito interessante - livros de literatura marginal para comprar e "roubar".
Esta Feira, que dura a semana toda, com uns 500 títulos de literatura "vadia", marginal e alternativa, dá ao cliente uma regalia engraçada:
«Todos os que efectuarem compras no Mercado Negro superiores a 35 euros vão ter direito a "roubar um livro" de uma caixa colocada à saída».
Claro que este “roubo” é muito especial, mas tem a sua graça…
ML

Publicado por populo às 08:43 AM | Comentários (6)

Duplicou-se? Ena!

Duplicou-se?
Imagine-se que, pelo menos numa coisa, nós aumentámos a produção:
«Automóveis e edifícios duplicaram a emissão de gases climáticos em Portugal» Ena, ena! Duplicámos, já viram?
:) Boa!

Luis Afonso.gif

(Luis Afonso)
ML

Publicado por populo às 08:20 AM | Comentários (7)

Cimeira?

Vamos a ver.
Mas à partida parece-me mau augúrio. Se de uma cimeira Euro Mediterrânica estarão ausentes Argélia, Egipto, Israel, Jordânia, Marrocos, Tunísia, Síria e Líbano parece-me um mediterrâneo pequenino. As intenções parecem muito boas creio que por aí as coisas não são criticáveis, mas com o mediterrâneo sul ausente, duvido do sucesso deste encontro.
Os acordos são uma matéria muito delicada...

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ML

Publicado por populo às 07:58 AM | Comentários (5)

Ainda o caso dos voos da CIA

Como são as coisas!
Enquanto por cá o inefável Luís Delgado considera que é por falta de assunto que os políticos e comentadores andam curiosos sobre os aviões que aqui aterraram com “uma carga” humana muito particular, pelos vistos afinal esta falta de assunto contagia-se porque os suíços parece que pretendem também saber o que se passou nos seus aeroportos com os tais falados aviões .
São parvos, é claro. Deviam vir ler o Luís Delgado. Percebiam logo o que se passou, então a Suiça que é um ponto de passagem tão conhecido. Preocupem-se é com as coisas deles, lá dos seus cantões e essas tretas todas e deixem os aeroplanos voar sossegados.
ML

Publicado por populo às 07:45 AM | Comentários (3)

A nossa emigração

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Eu “tinha uma ideia” disto, mas era coisa mais de intuição, nada baseada em qualquer dado concreto. Porque é tão evidente, para quem vive em Portugal, que nos tornámos num país para onde se imigra, que até passava desapercebido que continuamos a ser ainda um país de emigrantes. Mas, por mim, tinha esse felling dado as frases que ouvia em meu redor, referindo que “o meu irmão foi trabalhar para Espanha”, ou “os meus tios foram procurar trabalho para Inglaterra”, ou “o meu primo que ficou no Canadá”. Tinha a certeza de que a comunidade portuguesa “lá fora” continuava a ser bastante grande.
E assim é. Dizem-nos que meio milhão de portugueses vive no estrangeiro, o que num país do tamanho do nosso, é um número importante.
Ainda por cima são números avaliados por baixo, porque muita gente vai à aventura, à experiência, e mesmo depois de começar a trabalhar não avisa os consulados. ( porque será?) o que os deixa como possíveis vítimas de exploração.
E esta diáspora, que tem mudado de rotas porque pelos vistos já não se vai tanto para França ou Alemanha, por vezes orienta-se para locais estranhos. Córsega? Porquê Córsega? Contudo afirma-se que andam por lá de 12 a 15.000 portugueses. Estranho, não é?
ML

Publicado por populo às 07:30 AM | Comentários (6)

novembro 27, 2005

Relatos desportivos

Todos sabemos como são os comentadores desportivos. Têm um modo de narrar aquilo que estão a ver de uma maneira completamente indescritível ( ou audível…) Cá em casa ainda nos rimos ao lembrar uma vez, já há uns anos, íamos de carro em viagem e durante um desafio Sporting - Gil Vicente, ligámos o rádio já perto do final e ouvimos o comentador berrar Spoooortiiing –ZEEEEEEROU e uma enorme pausa. Entreolhámo-nos, prestes a suspirar, quando ele terminou num tom muito mais baixo - Gil Vicente, ....também zeeeerou!
Hoje, acabou agora mesmo o Benfica – Belenenses. Há coisa de 10 minutos ouvimos, num crescendo:
-Vai marcar! Vai marcar! Vai marcar! Vai marcar! Vai marcar! Vai marcar! Vai marcar! VAI MARCAR! VAI MARCAR!............*baixinho*…não marcoooou…
( claro que a risota aqui foi grande, mas escuso de dizer porque…somos do Sporting)
ML

Publicado por populo às 11:15 PM | Comentários (4)

“O estranho caso do desaparecimento das lâminas de barba”

Creio que se o Ellery Queen vivesse em Lisboa, em 2005, talvez conseguisse escrever alguma coisa de intrigante sobre este tema.
Eu só posso constatar factos. São eles:
Na minha família os homens têm a barba muito forte que encrava as máquinas eléctricas. Portanto cá em casa usa-se o tradicional pincel e espuma e as maquinetas que utilizam lâmina, a qual necessita de ser substituída com regularidade. Até aqui tudo normal.
Acontece que as diferentes marcas de máquinas de barbear que existem, vai que não vai, dá-lhes na cabeça e trocam o modelo, o formato e, naturalmente, o tipo de lâminas.
Continuo a achar normal. É a moda, não é? Se há modas para tudo, porque não para as máquinas…? Mas o que já me irrita, é que por cada nova moda que chega, desaparecem os outros modelos e as respectivas cargas de lâminas.
Meus amigos, vamos ver: por um lado se a toillete feminina é cara, olhem que um conjuntinho de 4 lâminas por cerca de 10 €, é coisa que me custa sempre a pagar! Olho para aqueles 3 cm de metal achando que se calhar são de prata. Mas, enfim, ainda não é isso que me levou a desabafar aqui. É que mesmo sendo caríssimo, o mais frequente é estarem esgotados… Ainda ontem percorremos 4 supermercados de cadeias diferentes sem encontrar as laminazinhas em nenhum deles. E esta manhã, parti em busca do graal ( também precisava de leite, é certo ) pelas 9 e 15, e obtive-o às 9 e 47 numa corrida que ganhei vitoriosamente contra um senhor, cuja mão se atrasou uma fracção de segundo na direcção da prateleira. E aquela embalagem era a única!
Fizemos um sorriso delicado, um ao outro, e juntos tentámos entender porque é que desaparecem assim as lâminas?! Para se venderem máquinas novas? É sabotagem das máquinas eléctricas? Andam a recolher as lâminas para algum fim inconfessável?
Ignoro em absoluto, mas que tudo isto é a absoluta das verdades, isso é.
Apreciaria o trabalho de um bom detective!
ML

Publicado por populo às 05:05 PM | Comentários (6)

Relatos desportivos

Todos sabemos como são os comentadores desportivos. Têm um modo de narrar aquilo que se estão a ver de uma maneira completamente indescritível ( ou audível…) Cá em casa ainda nos rimos ao lembrar uma vez, já há uns anos, que íamos de carro em viagem e num desafio Sorting - Gil Vicente, ligámos o rádio já perto do final e ouvimos o comentador berrar Soooortiiing –ZEEEEEEROU e uma enorme pausa. Entreolhámo-nos, prestes a suspirar, quando ele terminou num tom muito mais baixo - Gil Vicente, ....também zeeeerou!
Hoje, acabou agora mesmo o Benfica – Belenenses. Há coisa de 10 minutos ouvimos, num crescendo:
-Vai marcar! Vai marcar! Vai marcar! Vai marcar! Vai marcar! Vai marcar! Vai marcar!............*baixinho*…não marcoooou…
( claro que a risota aqui foi grande, mas escuso de dizer porque…somos do Sporting)
ML

Publicado por populo às 03:19 PM | Comentários (0)

Os “pequenos imperadores” da China

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Era previsível. A prática do “filho único” controla a natalidade, sem a menor dúvida, mas trás outras consequências na cauda… Ainda por cima quando se tem um só filho não por escolha mas por “imposição”. Foi o que aconteceu na China, e agora o monstrozinho que se criou está a levantar a cabeça. Normal.
"Esperamos uma explosão no consumo em todo o país para o período entre 2005 e 2016, quando os filhos únicos se tornarem consumidores maduros" mas seria isto que estava na mente do grande timoneiro ?
Algumas coisas não batem assim tão certo, como se esperava. Como é que o «governo chinês lida com uma área de saúde pública quase inexistente» ? Como é que «os lucros das seguradoras na China chegaram aos 39,7 mil milhões de euros» ?
Parece que em vez de ‘um país dois sistemas’ foi antes ‘dois países um sistema’.
ML

Publicado por populo às 12:14 PM | Comentários (3)

Consumo, crédito… e Natal

Os “em foco” do D.N. e do J.N. de hoje reuniram vários artigos e reportagens, baseados creio que num estudo sobre os “gastos na época do Natal”.
É evidente que as conclusões não podiam ser outras:
Este Natal não será uma apoteose de consumo como é completamente evidente, e mais ainda nós estamos entre os europeus que menos pensam gastar este ano pelo Natal .
Será de estranhar?
Claro que isto é uma máquina complicada e uma baixa de consumo vai implicar menos lucro para os vendedores
que por sua vez também vão apertar o cinto, etc.
Pelo que se lê, desta vez não se está a recorrer tanto ao crédito, o que me parece uma decisão muito sensata. Das coisas mais chocantes era a aparente facilidade de endividamento das famílias, com as óbvias consequências.
O aspecto do Natal como festa do consumo sempre me incomodou. Sei que posso falar, porque sendo das pessoas que gosta muito do Natal ( lá mais para a frente vou falar nisso…) não é mês onde gaste lá muito mais do que nos outros. Dou prendas, sim senhor, mas ponho à prova a imaginação e com duas excepções já está tudo comprado ou “feito”.
Se nos disciplinarmos nos gastos desta época, pode ser mau para o comércio, não direi que não, mas é bastante melhor para as famílias.

ML

Publicado por populo às 11:25 AM | Comentários (7)

Agora é o George Clooney

Junta-se o útil ao agradável.
Desde que o Ronald Reagan, esteve dois mandatos como presidente dos EUA, que a carreira política se tornou como o fim natural de muitos actores norte-americanos. Porque não? Cidadãos como quaisquer outros, podem e devem ter opiniões próprias sobre o estado da sua nação. Ainda por cima com a notoriedade que têm são óptimos opinion-makers!
O estranho é que os que têm conseguido alguma coisa situam-se mais no espectro político da direita, e não são lá muito lindinhos. Arnold Schwarzenegger, por exemplo, governador da Califórnia! Não quero ofender ninguém mas…
Agora dizem-nos que Clooney se está a interessar muito por política e, aparentemente, pelo lado melhor.
Ámen.
ML

Publicado por populo às 11:00 AM | Comentários (3)

É curioso

Porque será que a Lusa nas suas notícias “encaixou” a reportagem da campanha de C.S. na rubrica de Economia?
Afinal o senhor vai candidatar-se a Presidente da República ou a Ministro das Finanças?
Mas gostei que ele tenha aconselhado a que se pensasse duas vezes antes de votar.
Sobretudo nele.
ML

Publicado por populo às 08:27 AM | Comentários (6)

novembro 26, 2005

O milagre da multiplicação dos blogs

Pois muito bem.
Ia eu serenamente começar a falar do nascimento do novel blog Aspirina B ,

aspirina2.jpg

quando sou informada que há mais!
Afinal, aquela gente multiplica-se!!!
Nasceu também

A Invenção de Morel

bocklin.bmp

além do letra minúscula que há meses está nos meus favoritos.
Antes assim, é claro.
E o Aspirina tem umas obrigações terríveis. Ai dele, se nos decepcionar!!!
Livre-se!
ML

Publicado por populo às 09:00 PM | Comentários (9)

Há penhoras e penhoras

O Expresso escreve a vermelho na 1ª página:

SONAE PENHORADA

Ficamos suspensos… Ai!
Booom...., não será exactamente assim.
Parece que «as contas bancárias de duas empresas do grupo Sonae, […] foram penhoradas por ordem judicial na sequência de uma queixa interposta por uma pequena firma de confecções».
Claro que é interessante, parece um pouco David e Golias, e faz nascer alguns sorrisos, mas não é aquilo que se imagina ao ler a parangona escarlate – não é a Sonae propriamente dita que vai a leilão…
Calminha. Não queriam mais nada?

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ML

Publicado por populo às 07:57 PM | Comentários (3)

Quem gosta de fazer cócegas?

Ora cá está!
A pena é mesmo um requinte, e apesar de demorar um pouquinho a abrir é bem interessante para quem gosta de fazer cócegas ( não é de receber, atenção!). Pode dar largas aos seus instintos malfazejos

AQUI

E o que tem a sua piada é que a "vítima, tudo indica, que até gosta...
Os risinhos não são bem de protesto!
Divirtam-se.
( e obrigada, Saltapocinhas> )
ML

Publicado por populo às 04:33 PM | Comentários (4)

A violência dentro de portas

Este é um tema recorrente aqui no meu blog. Não me canso de falar nele, porque infelizmente ele não se cansa de ser actual. E a verdade é que quando se trata de violência doméstica, que é como quem diz, “caseira”, ou passada entre as 4 paredes de um lar, a verdade é que há um pudor enorme nas pessoas em intervirem. E contudo, todos nós somos muitas vezes testemunhas, nem sempre de um modo directo mas pelos reflexos que sentimos, de situações intoleráveis. Só que não apenas não intervimos como se tem dificuldade em abordar o tema quando deixa de ser teórico e cai na feia prática. Como aqui diz o Sharkinho quando pessoas que conhecemos se tornam Feios, porcos e maus É delicado dizer-se que se assistiu. É duro dizer-se que não se interveio. É difícil aceitar-se que se foi passivo. Queria chamar a atenção para um outro texto escrito relatando uma experiência na primeira pessoa coisa muito, muito rara! Este post é bem sério e importante. Até por poder ser apenas um fait-divers...
É certo, como alguns comentadores do Charquinho dizem, que não podemos limitar a violência à vítima-mulher. Como sabemos existe a vítima-criança, e a vítima-idoso. Falar-se de um homem como vítima de violência física, isso é de facto caso muitíssimo mais raro. Sei que existe, é certo. Mas não apenas porque socialmente tudo é montado para que seja a inversa o habitual, como porque de um modo geral, o homem é mais independente do ponto de vista económico, portanto quando isso acontece, é fazer as malas e pôr-se a andar! Para uma mulher é bastante mais difícil para não falar numa criança, onde é impossível, ou num idoso que também é complicado.
Mas para me tornar um pouco advogada do Diabo, queria só dizer que a violência muitas vezes não é física. É toda uma atitude, para além da parte verbal. E aí, as mulheres podem ser terríveis! Conheço também casos, onde não existe qualquer acto de agressão física, em nenhum campo, mas a violência verbal ultrapassa o que se pode imaginar.
Portanto, é evidente que é toda uma mentalidade que deve ser mudada, uma cultura de respeito pelo “outro”, e o aceitar-se que quanto mais perto de nós esse “outro” esteja maior deverá ser o respeito que se sente e mostra.
Só assim.
ML


Publicado por populo às 01:28 PM | Comentários (8)

As televendas

Eu sei que quem nos fala ao telefone não tem culpa.
Aliás, quem monta o negócio de televenda, também não tem culpa.
Será difícil considerar que alguém tem culpa nestes casos, mas a verdade é que este sistema de publicidade deixa os nervos de cada um num estado desgraçado. Os meus, deixa de certeza !!!
Para além de já uma vez ter quase caído num conto do vigário bastante bem montado, o certo é que quem nos telefona quase sempre interrompe qualquer coisa que se estaria a fazer ( nem que fosse ler um livro, ou ver TV…) o que já nos deixa de mau humor e, depois, segundo as instruções que recebe, procura interessar-nos em qualquer produto em que em 99.99 % dos casos não estamos absolutamente nada interessados. Claro que começando sempre por nos “oferecer” uns brindes magníficos que, a ser verdade, seríamos completamente loucos em recusar. Mas recusamos, claro, porque se mordemos o anzol de aceitar já estamos fisgados para depois disso trazermos um colchão ortopédico a pagar em 1.000 prestações, ou um serviço completo de porcelana que estará pago quando a nossa filha se casar. Todos conhecemos esses moldes, apesar de irem variando porque os vendedores de parvos não têm nada.
Eu reconheço esse tipo de telefonema porque, inocentemente, perguntam pelo meu primeiro e último nome, coisa que ninguém neste mundo faz. Ninguém. Só quem aqui chegue pela lista telefónica! Portanto mal a pergunta está feita já eu tenho na ponta da língua a recusa em ouvir. E esta manhã, juro-vos que recebi 4 telefonemas desses!!! Quatro! Imagina-se que após desligar, de cada vez ia ficando mais irritada, quando voltava ao que estava a fazer. Mas agora fiquei com alguma pena da menina, porque quando me perguntou pela Dona tal e tal ( aquilo que ninguém me chama) lhe respondi sem pensar “Não está. Fugiu a cavalo”. Fui malcriada, pronto.
Penso agora que esta é uma expressão datada. Aos anos que não a oiço. Hoje ninguém fugiria a cavalo, talvez de moto - Yamaha, Suzuki, BMW, Honda, …não?
Contudo prefiro a expressão “ a cavalo”. É mais fuga, mais príncipes e princesas, mais fantasia.
É isso, hoje vou fugir a cavalo.
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ML

Publicado por populo às 12:24 PM | Comentários (6)

Cinema

Gosto de Cinema. Muitíssimo. Como de Teatro, de Ballet, de Concertos, enfim tudo a que se possa assistir num espaço grande, rodeada por outras pessoas que em princípio partilham os meus gostos.
E para mim o Cinema é para ser visto naquela caverna escura com grandes imagens mágicas ao fundo da sala. Afundo-me na cadeira, deixo os meus músculos relaxarem e toda eu sou olhos e ouvidos. Muitas vezes vivo a Rosa Púrpura do Cairo. Mas isso acontece quando o cinema é também uma sala para além de ser um filme.
Com o nascimento do vídeo e agora DVD houve algumas alteraçõezinhas. Até para melhor. Continuo a ir ver os filmes ao cinema, mas agora posso trazê-los para casa, em miniatura, de forma a repetir as vezes que me der na cabeça “aquela cena” , "aquele diálogo", "aquele momento", de que gostei em particular. E também me serve para ver qualquer coisa que me passou completamente na altura da sua estreia. É melhor do que nada…
Mas ponhamos os pontos nos iii: ver um vídeo/DVD não é ir ao cinema, assim como ver uma peça de teatro ou uma ópera em cinema, não tem nada a ver com ter visto esse espectáculo ao vivo! O teatro em cinema perde a presença do actor em palco, a proximidade, o happening digamos assim, e o DVD, o filme visto numa sala particular e em formato mais pequenino é sempre “outra coisa”, uma amostra, uma maquete.
Já me tinham falado, mas confirmei-o através de um artigo, de que agora se podem ver ? filmes em maquininhas de bolso coisinhas engraçadas onde o filme ? se vê num ecrã de 60 mm.
Ficava formidável numa casa de bonecas, mas de resto é o abandalhamento do cinema como arte. É fazer pouco da sétima arte, ou aceitar que deixou completamente de ser arte e é um entretém como qualquer outro.
Nunca. Adoro a minha caverna escura.

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ML

Publicado por populo às 11:30 AM | Comentários (5)

novembro 25, 2005

O que é blogar?

O BdE está a despedir-se em grande.
Mesmo tipo reveillon, uma despedida de grande luxo, com o grupo todo a participar e no seu melhor estilo. Uns mais do que outros mas, desta vez, creio que naquele grande blog onde muitos dos que tinham nome no cabeçalho não costumavam aparecer, hoje, até esses foram marcar presença. E queria chamar a atenção para um post excelente, chamado exactamente "BLOGS, MODO DE USAR” .
Está lá quase tudo! Reparem que, quando ele diz: «Começa-se a escrever com regularidade para satisfazer "os leitores", pede-se desculpa por não se ter tempo, avisa-se que se vai deixar de escrever temporariamente […]» é o que muitas vezes tenho feito, pelos vistos até exactamente hoje!
Ainda hoje, brinquei com o facto de não ter estado disponível e, tal como ele diz, quase que vim “pedir desculpa” pela ausência.
Mas o melhor mesmo é aproveitar e irem ler o texto lá no BdE. Está excelente!
ML

Publicado por populo às 10:05 PM | Comentários (1)

Um dia em branco

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Quando se diz que passámos uma “noite em branco” todos sabemos o que se está a dizer: foi uma noite que não cumpriu a sua função, não dormimos nada, ficámos “em branco”, vazios.
Quando é o contrário?
Quando se passa um dia, inversamente ao que devia ser, todo a dormir? Se calhar deveria ser um “dia em preto”, mas acho a imagem muito tristinha e prefiro traduzi-la também para o conhecido “em branco”. Pois foi. Tal e qualzinho o que se passou comigo! Hoje o dia passou sem eu o sentir, quase sempre a dormir. Uns chás, umas aspirinas e uns anti-histamínicos tiveram como conclusão uma soneira do caraças!
Aaaaaaa *grande bocejo*
Reconheço que não dei assistência ao blog. Paciência, espero bem que ele não se tenha sentido abandonado.
Se agora me sinto mais espevitada, também não será para me vir aqui sentar, mas para continuar a ler “O fiel jardineiro” e apreciar como o Le Carré a descobre que afinal pode escrever após o fim da guerra fria. Distrai muito. Está mesmo na conta para se ler quando a febre cai e o meu “dia em branco” começa a ter umas corezinhas.
ML

Publicado por populo às 07:35 PM | Comentários (4)

Vamos ser crianças?

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Já a conhecia e tinha-a guardado.
Hoje, que estou "pouco bem" fisicamente, achei que era a altura de deixar aqui
uma maravilhosa Aquarela com todas as cores .
Gozem-na!
Viva a criança que continua viva em nós!
ML

Publicado por populo às 12:00 PM | Comentários (6)

25 de Novembro

Inesperadamente a solução foi-me oferecida pelos próprios.
Procurava relembrar aqui que hoje é 25 de Novembro, assim como o foi há 30 anos. Não estava a encontrar palavras.
E ontem, tinha pensado em escrever qualquer coisa para me despedir do BdE, desaparecimento que, como já o repeti, me vai fazer muita falta.
Afinal o trabalho está feito. Disse lá o Zé Mário
Não há data mais propícia para colocar o ponto final num projecto de esquerda do que o 25 de Novembro.
Tudo dito.
E bem dito, como eles o sabem fazer.
ML

Publicado por populo às 08:52 AM | Comentários (7)

De baixa

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Hoje não contem lá muito com o Pópulo.
Apanhei frio, apanhei chuva, dói-me a cabeça, dói-me a garganta, dói-me as costas, devo ter gripe. (pelo menos agora de manhã, lá mais para a frente é capaz de ser uma forte constipação, mas agora é gripe – estou a morrer!)
Vou beber um chá de limão, tomar umas aspirinas, pôr mais um cobertor na cama, encontrar para aí uns Zirtec ou coisa assim, e voltar para a cama.
Não contem com Pópulo nenhum nestas horas mais próximas.
(Só escrevi a despedida do BdE que isso, mesmo com febre, tinha de ser)
Inté!!!
ML

Publicado por populo às 08:52 AM | Comentários (7)

novembro 24, 2005

Jogo

Meus queridos amigos, não quero que vos falte nada!
Assim sendo, e como parto do princípio que terão pouco que fazer, ( ihihihih, é sempre interessante picar as pessoas e vê-las aos gritos!) bom, corrigindo, deixo aqui uma distracção para quando tenham pouco que fazer, assim está melhor.
Mandaram-me um jogo, que é dicícil p'ra caraças!
Eu só resolvi a primeira parte, mas como não tive a noite toda para brincar, talvez fosse mais longe com mais vagar...
De qualquer forma é clicarem aqui , esperarem que os motores aqueçam e começar a brincar...
Boa viagem.
ML

Publicado por populo às 04:13 PM | Comentários (5)

Bonita vista

Quem não gosta do mar...?
Aaaaah! Que frescura, que cheiro a maresia...

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ML

Publicado por populo às 03:18 PM | Comentários (5)

A Língua Portuguesa como amor sentido

Tenho o vício, creio que partilhado por muitos de vocês de, para descansar dos afazeres habituais, dar uma volta entre blogs. Em muitos deles estou lá alguns segundos e dá logo para tirar a fotografia :), outros inversamente deixo-me ficar e acabam nos meus favoritos. Por que há de tudo, como é óbvio. Ora numa dessas voltinhas, encontrei uma Petição que li do princípio ao fim. Claro que depois do que aqui disse e até falando de abaixo-assinados, sinto-me um pouco envergonhada. Mas enfim, quem é que não volta atrás nalgumas coisas…?
Ora bem, eu não sou professora. Nem de Português nem de coisa nenhuma. Mas gosto muito de Português e de Literatura. E esta petição «Pela Dignidade do Ensino» parece-me digna, se não de ser assinada ( cada um fará o que quizer ) pelo menos de ser lida e ponderado o que lá se diz.
Para mim, é claro que uma coisa é tornar-se o Português uma língua viva, participativa, actualizada, outra é tentar “modernizar”-se os clássicos de uma forma caricata. Porque acredito que um bom professor saiba mostrar aos alunos a beleza de um texto clássico. Mas hoje, tenho um pouco a noção de que se está a trabalhar de pernas para o ar. Uma coisa é, depois de se conhecer uma obra clássica, brincar com ela, outra é só a conhecer como brincadeira.
Eu fui uma, dos milhares de espectadores que foi ver "As Obras Completas de William Shakespeare em 97 minutos" e escangalhei-me a rir. Mas achei-lhe aquela graça porque conhecia os originais! Quem, na mesma sala, assistia à peça sem nunca ter lido nada de Shakespeare, acharia graça ainda, mas decerto muito menos.
Ora, o que se lê nessa petição, para além dos exemplos de “modernização” (transformar um soneto de Luís de Camões numa notícia de jornal, um texto de Fernando Pessoa num requerimento, um auto de Gil Vicente numa carta de reclamação ) ainda me parece menos correcto existirem testes de literatura «com respostas de escolha múltipla e de verdadeiro/falso, […] e com a imposição obsessiva de um número estipulado de palavras, sujeito o seu incumprimento a uma penalização».
Assim não. Com franqueza, não aceito que este seja o bom caminho.
ML

Publicado por populo às 12:00 PM | Comentários (3)

O bom-senso e os lixos recicláveis

Pelo que li, a Quercus deu conta, num seminário, de um estudo que efectuou em oito concelhos que praticaram o sistema de recolha dos lixos recicláveis em “porta-a-porta” em vez dos “eco pontos” e concluíram que os custos são maiores nos equipamentos de recolha colectiva! Imagine-se!
Experimentaram diversas modalidades: Contentores de cores diferentes, sacos com fitas que distinguem o resíduo a depositar, recipientes de várias tipologias.
A conclusão é interessante. Por exemplo, no caso dos Olivais ( em Lisboa ) com o sistema de ecopontos a câmara gastava por mês 33 mil euros, e assim passa a 29 mil.
Outra ideia é ecopontos mais pequenos, mas onde os recicláveis e indiferenciados estejam juntos (considerados também uma espécie de porta a porta). Assim, colocando os contentores juntos e não o ecoponto mais longe, facilita a vida do cidadão que não tem o esforço de separar. Contudo, este aspecto ainda me parece o menos porque, quanto à separação, considero que as pessoas aderem a isso com facilidade, o que já lhes custa é carregar com esses materiais por vezes a distâncias grandes e encontrarem os ecopontos frequentemente a deitar por fora, com muito mau aspecto.
Isso sim, desmoraliza muito!

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ML

Publicado por populo às 08:30 AM | Comentários (2)

“Em frente”

…até onde?
Ariel Sharon, decidiu baralhar e dar de novo. Já que não se entendia com os seus parceiros, pegou na bola e foi jogar para outro campo.
Não esteve com modas e fundou um novo partido: Kadima que significa “em frente”.
Agora só nos resta ver em que direcção.

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Desenho de Chappatte no "Le Temps" (Genève )

ML

Publicado por populo às 08:04 AM | Comentários (2)

Mesmo a propósito, agora que começou a chover

Claro que não é novidade nenhuma. Cada um está no seu papel, as pessoas mais avisadas e responsáveis vão informando e fazendo as suas recomendações, as mais gananciosas e irresponsáveis vão continuando a construir onde há risco mas dá lucro.
Num seminário sobre políticas de protecção de pessoas e bens durante cheias disse-se em vós alta o que já li diversas vezes: «A vulnerabilidade de pessoas e bens aos efeitos das cheias aumentou, nos últimos 30 anos, cerca de nove vezes. Não porque haja agora mais cheias do que antes, mas porque a ocupação dos solos e o inerente desrespeito pelas zonas previsíveis de enchente é uma tendência generalizada, e não só em Portugal. »
Pelo que foi explicado, até o desastre de New Orleans não seria o que foi se os diques não estivessem no estado em que estavam, e as casas destruídas tivessem outra construção. Agora transponha-se para cá. Quem não conhece a ganância dos construtores tantas vezes associada a cumplicidades na autarquia respectiva? Quem não sabe que se constrói em locais de risco?
Enfim, ao menino e ao borracho é sabido dos cuidados que a divindade costuma ter, vamos desejar que essa protecção divina se estenda aos imprevidentes…
ML

Publicado por populo às 07:53 AM | Comentários (0)

Os voos da CIA

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Pois é!
«A verdade é só uma. A Ciaiei não fala verdade» parodiando o velho programa da Emissora Nacional do tempo de Salazar. Já se sabia, quem não fosse mais ingénuo do que aquilo que é natural. Essa organização nunca olhou aos meios para chegar aos seus fins, e obviamente que, ao transportara os detidos para os sinistros campos de concentração “escondidos” na Europa, deveria ter feito escala por aqui.
Que não pediu licença? Ora essa!!! "Estivemos a passar todos os registos de voos a pente fino, desde o ano 2000, e não há nenhum pedido de escala de aviões, a transportar presos ou detidos, em território nacional" diz o M.N.E. que então, como eu aventei, é mesmo ‘mais ingénuo do que aquilo que é natural’….
Imagine-se que os repórteres do El Pais, até conhecem a matrícula ( N313P ) do avião que já é famoso por se especializar nesse tipo de trabalho “menos asseado”.
E repare-se a inocência dos nossos governantes. Está a imaginar-se uma operação, altamente secreta, como essa a fazer-se anunciar: “Olhem, vamos aterrar e meter combustível, e temos que nos despachar porque levamos o aparelho cheio de detidos que vamos levar escondidos para os poder torturar com mais calma”.
Muito mais lógico é o que diz o presidente da ANA: "não sabemos, nem temos que saber, se aviões da CIA vêm aos aeroportos portugueses. Só temos de saber o plano de voo, a origem, e o destino dos aviões, que são tratados como qualquer voo comercial porque, a existirem, tratar-se-iam de táxis aéreos alugados pela CIA". Isso é que é. O resto é conversa pateta.
ML

Publicado por populo às 06:42 AM | Comentários (2)

novembro 23, 2005

As proibições

É certo que isto vem apenas ilustrar uma convicção que tenho: quando se trata de costumes, sobretudo muito enraizados, a sua alteração tem de vir “de dentro” de cada um e não por lei.
Como se pode ler em Inglaterra, quem possua licença, pode a partir da meia-noite passar a vender bebidas alcoólicas
Até ao momento já sabíamos que na Grã-Bretanha só se podia comprar álcool até certa hora. E bebia-se menos? Uuuuummm… Um pouco como a campanha anti-tabaco e outras muito bem intencionadas. Não digo que limitar a venda dessas drogas – álcool, tabaco, etc – não tenha efeito nenhum. Tem, decerto. Mas o sucesso só nos vai chegar quando conseguirmos que os alcoólicos ou fumadores acreditem no mais íntimo de si, no erro que cometem. E terá de ser um auto-controlo, porque se vier de fora muitas vezes até reforça, por espírito de rebeldia e de contradição, aquilo que se pretendia evitar.
Que o alcoolismo é muito grave, já por aqui o disse vezes sem conta. Mas o esforço tem de ser sobretudo orientado para a promoção de comportamentos alternativos, para outras formas de prazer e de convívio. Os ingleses bebem muito, os povos nórdicos no geral bebem demais. O Pub é um ponto de encontro e de confraternização, como era antigamente cá “o Café”. Não faço a menor ideia de como pretendem esses povos, com esses hábitos, melhorar esses comportamentos mas é urgente fazê-lo e não vai ser através de proibições.
Vamos ver agora o que se passa com os ingleses. Uma aposta que não há grandes alterações?
ML

Publicado por populo às 04:50 PM | Comentários (10)

O sentido das palavras

A nossa língua, as palavras que dizemos, os conceitos a que estão ligadas, tudo isto é algo de mágico. Pronto, esta frase é um lugar comum, uma completa banalidade mas não sei bem como começar para chegar ao ponto que queria abordar de seguida. E o ponto é o sentido, valor, segundos entendimentos, que as palavras têm. Falamos constantemente sem pensar dois segundos nos vocábulos que utilizamos e no seu sentido. Ainda bem, é claro. Seria paralisante, se cada vez que pretendêssemos dizer fosse o que fosse, antes de abrir a boca reflectíssemos na palavra que íamos usar.
Mas hoje, ao ouvir perguntar-me:
- Tem horas?
Para além de olhar para o relógio e pensar na resposta socialmente normal, dei por mim a imaginar se realmente “tinha horas”. Será possível, alguém ter uma coisa tão abstracta como uma hora? O que quer dizer “hora” ? Tempo…? É certo que o pedido, cortês, queria dizer “faz favor, pode dizer-me que horas marca o seu relógio?” mas a verdade é que levado à letra cairíamos numa metafísica complicada. Não se pode possuir qualquer hora, nem uma nem uma centena. Ninguém as pode ter. Mas de certa forma temos, sim.
Já tive, até hoje, horas difíceis, horas gloriosas, horas inesquecíveis, horas leves, horas surpreendentes. E foram minhas. Completamente minhas, porque fui eu e só eu que as vivi. Vivi horas onde parecia que o coração ia parar a cada minuto, que não conseguia respirar de ansiedade. Vivi outras horas em que a vida parecia que tinha sido criada na terra para o meu exclusivo prazer, tudo à minha volta brilhava. Vivi horas de uma ternura imensa, vivi horas de desconfiança, vivi horas de paixão, vivi horas de raiva.
Foram minhas. Realmente tenho-as. Mas respondi:
- São cinco e meia.
ML

Publicado por populo às 12:43 PM | Comentários (12)

Os jornais e a net

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Eles lá sabem o que lhes dizem os seus estudos de mercado.
Com certeza que deve “valer a pena”. Mas tenho de reconhecer que quando um jornal, que era acessível na net, ( pelo menos parte importante dele, porque nunca o é completamente, é claro ) o deixa de ser, se torna no mínimo “antipático
Para ser directa estou a falar do Público.
Há uns tempos era um jornal como qualquer outro. Podíamos consultar lá os temas mais importantes e se queríamos saber o que diziam os colunistas, então comprávamos o jornal de papel. Parecia justo. Entretanto, numa política que eles lá sabem, só as “notícias de última hora” se podiam ler lá. O.K. Era uma grande restrição, e eu comecei a ler mais a concorrência, mas ainda vir ver, por alto, o que lá se dizia.
Mas, a pouco e pouco, cada vez as notícias eram mais restritas e aumentava o número das que só eram acessíveis pagando. Continuo a pensar “eles lá sabem” mas a sentir-me cada vez mais afastada do jornal.
Porque numa época onde se pode ler um jornal de qualquer parte do mundo - inglês, francês, norte-americano - pela net, onde as notícias da própria TV se encontram aqui na net, onde a informação circula como sabemos sem entraves, a porta fechada do Público ( também do Expresso, mas neste momento até me parece que essa está mais entreaberta ) acaba por seleccionar os seus leitores. Se calhar é isso que se pretende. Por mim, não gosto nada. E tenham mas é cuidado com os jornais gratuitos, que esses é que eu vejo em todas as mãos, e é um interessante fenómeno de estímulo da leitura de jornal!
ML

Publicado por populo às 08:12 AM | Comentários (9)

O futuro aeroporto de Lisboa

Ontem ouvi o primeiro-ministro anunciar, firme e determinado como é seu hábito, - deve ter poucas dúvidas mas receio que se venha a enganar bastantes vezes - que o aeroporto ia ser na Ota, estava decidido.
Depois, o Ministro das Finanças teve o cuidado de avisar que este empreendimento é excelente porque se vai pagar por si .
Muito bem.
Mas se não fosse na Ota, não se “pagava por si”?
É que há quem pense de outra maneira, ouvi por aí outras opiniões e, sobretudo, interessou-me uma entrevista na Sic Notícias com o engenheiro António Brotas. Se também ouviram, repararam que ele considerou um erro grave a localização, por uma grande quantidade de razões mas inclusivamente por assentar num lençol de água. Por tudo o que se tem ouvido, ficamos com a ideia que apesar de se andar há muito tempo a estudar o assunto, estes estudos são extremamente incompletos. Para o público anónimo não se entende porque não se amplia o de Lisboa, ou não se utiliza o do Montijo, por exemplo. É que 45 quilómetros é muito quilómetro!
E, se ainda por cima, segundo o engenheiro Brotas, geologicamente é um erro grave, eu não consigo entender porque se avança às cegas com a obra.
ML

Publicado por populo às 07:38 AM | Comentários (4)

Santa Bárbara e a trovoada

Costuma-se dizer que só nota a importância de certas coisas, quando as deixamos de ter. Dizemo-lo sempre temos uma pane no fornecimento de um bem essencial – gás, electricidade, água – e muitas vezes em circunstâncias que se podem enquadrar no mesmo modelo. Quando fechou o quiosque ao lado da minha casa, o café do outro lado da rua mudou para uma agência de um banco que nem é o meu, ou o senhor que fazia os biscates cá de casa se reformou, de repente dei conta que eram suportes do meu conforto diário, tão importantes eram mas nem se notavam!
O problema da seca deste ano, sendo ao contrário, entra na “família” deste modo de pensar. Nos últimos tempos tem chovido o que nos parece muito. Pelo menos, dizemos com um sorriso mais ou menos amarelo: - Que tempo. Chove desalmadamente, mas estava a fazer falta…
E, só agora caímos na duríssima realidade: a brutalidade desta seca. Porque ouvimos e lemos por todo o lado, que ainda não chega a nada!!!! Os níveis de água nas albufeiras estão lá muito para baixo, pelo que dizem. Claro que falo por mim, mas já ouvi este espanto na boca de várias pessoas – afinal que graaaande seca! Se chovendo como tem feito, as coisas ainda estão tão más, a situação, quando falavam em alertas laranjas e vermelhos e essas cores todas de perigo, era mesmo mais assustadora do que as pessoas leigas podiam calcular.
Bem, vamos esperar que continue a chover…

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ML

Publicado por populo às 07:04 AM | Comentários (5)

novembro 22, 2005

O trânsito e educação cívica

Falei já hoje, em Segurança Rodoviária dando a entender que O PODER talvez tivesse obrigação de fazer mais alguma coisa do que apenas controlar os prevaricadores. E continuo a pensar isso. Contudo, não há a menor dúvida que se conduz muitíssimo mal, não por se dominar mal a mecânica da condução mas por falta de civismo. De um modo geral, quem se senta ao volante tem a ideia de que as ruas/estradas são privativas, os outros andam ali a empatá-lo. Grrrr!! Ainda no outro dia, tinha acabado de ler, já não sei bem onde, que o facto de se levar faróis acesos, as chamadas luzes de presença, era uma acto que fazia realçar a existência do carro a quem estivesse “distraído”, e devia ser aconselhado. Pois nesse mesmo dia, depois de ter passado por um túnel, mantive os mínimos ligados, até ter perdido a paciência pois todos os que passavam por mim me buzinavam mandando apagar os faróis. Atenção que falo em luzes de presença! Não os podiam incomodar mas tinham de dar a sua opinião. E li há pouco uma história espantosa no Ai-Dia , que não resisto a transcrever na íntegra:
Esta história foi-me vendida como verdadeira: um tipo tão calmeirão como pacifico, guiava o seu carro velhinho, na companhia de 3 amigos, quando, num semáforo, o carro foi abaixo. Tentou pegá-lo, mas o pobre veículo não reanimava. Atrás de si, um tipo colérico não parava de apitar. O calmeirão, farto de ouvir apitos, saiu do seu carro, abriu a porta do carro do "apitador", arrastou-o até ao seu carro, sentou-o e disse-lhe: "Agora tente você pegar o meu carro, que eu vou para o seu apitar". E assim fez. O homem, nervosíssimo, a tentar pegar o carro, enquanto o calmeirão ficou atrás dele a apitar constantemente. E só saíram dali, porque os amigos do calmeirão - passados uns 20 minutos - lá o convenceram a chamar um reboque e a libertar o homem que, provavelmente, nunca mais vai apitar a ninguém na vida.
Fez-se justiça.

Quem me dera ser também calmeirona e, em certas situações, usar o mesmo método!
ML

Publicado por populo às 01:00 PM | Comentários (4)

Algum exagero, mas...

Recebi em tempos por email. Claro que não é BEM assim. Então aquela do Volvo (era bom, era *risos*)... Bom, mas cá vai:

AS DEZ MANEIRAS DE SABER SE ESTÃO PREPARADOS PARA A PATERNIDADE /MATERNIDADE

1. Vestir crianças não é tão fácil como parece. Primeiro compre um polvo vivo e um saco de rede. Tente enfiar o polvo no saco sem deixar nenhum braço de fora.
2. Esqueça os carros desportivos e compre um Volvo. E não pense que o pode deixar à porta, impecável e a brilhar. Os carros de família não são assim. Compre um gelado e guarde-o no compartimento das luvas. Enfie uma moeda no leitor de cassetes, desfaça um pacote de bolachas e atire-as para os bancos traseiros.
3. Prepare-se para sair. Espere à porta do quarto de banho durante meia hora. Saia para a rua. Volte a entrar. Saia. Entre de novo. Volte a sair e ande um bocado em frente de casa. Entre. Saia. Caminhe devagar ao longo da estrada durante cinco minutos. Detenha-se para examinar minuciosamente todas as beatas, pastilhas elásticas, lenços sujos e insectos mortos que encontre pelo caminho. Está pronto a levar uma criança a passear.
4. Para antever como vão ser as noites, ande às voltas pela sala entre as 5 da tarde e as 10 da noite, com um saco molhado com cerca de 6 Kg de peso. Às 10 pouse o saco, meta o despertador para a meia-noite e vá-se deitar. Levante-se à meia-noite e ande às voltas na sala de estar com o saco ao colo até à uma da manhã. Ponha o despertador para as 3. Como não consegue voltar a adormecer levante-se às 2 e tome uma bebida. Volte para a cama às 2:45. Levante-se quando o despertador tocar às 3. Ponha o despertador para as 5. Levante-se. Prepare o pequeno-almoço. Repita durante 5 anos sempre de cara alegre.
6. Antes de se decidir por fim a ter filhos, descubra um casal que já os tenha e censure-lhes os métodos de disciplina, a falta de paciência o facto de os deixarem fazer tudo. Sugira maneiras de melhorar os hábitos de sono e de ir ao bacio, de apurar as maneiras à mesa e o comportamento em geral. Desfrute da sua última oportunidade de acertar nas respostas para os problemas.
7. Tire o miolo a um melão e faça-lhe um orifício lateral mais ou menos do tamanho de uma bola de golfe. Suspenda do tecto com um fio e faça-o balançar. Pegue numa tigela de papa e tente encher o melão através do orifício. Continua até só ter metade da papa. Derrame o resto no regaço. Está apto(a) a alimentar um bebé de 12 meses.
8. Vá ao supermercado e leve consigo o que mais se parece com uma criança em idade pré-escolar. O ideal é uma cabra adulta. Se está a pensar ter mais de um filho, leve mais que uma cabra. Faça as compras sem perder as cabras de vista e pague tudo o que destruírem.
9. Aprenda o nome das personagens de todos os desenhos animados e dos Pokemon. Quando der por si a cantar o Batatoon", no banho, está apto(a) a receber o diploma de pai/mãe.
10. Repita sempre o que disse pelo menos 5 vezes.
Tenha realmente o desejo de ser Pai/Mãe.

Publicado por populo às 12:36 PM | Comentários (7)

A História da Minha Ida ao Médico

Prometi aqui uma vez que um dia contaria a “minha ida ao médico” e cá está.
(ponto prévio: já aqui se falou em países do 1º mundo, onde a Saúde põe a tónica na “prevenção” e os cidadãos evitam chegar a estar doentes por vigiarem a sua saúde; claro que isso é lá no 1º mundo )
O costume, em Portugal, é que quando se é pequenino os pais, cuidadosos, levam regularmente o filho a um pediatra para confirmarem se está tudo bem, mas um adulto só vai ao médico quando está doente. Sei-o por mim, procuro um especialista quando me sinto menos bem, mas não tinha o tal “médico generalista” nem “médico de família”. Ouvi tantas censuras por isto, que decidi ir ao meu Centro de Saúde e arranjar um médico de família.
Uma tarde, passei por lá e pedi para marcar uma consulta.
– Qual é o seu médico?
– Não tenho. É mesmo por isso, que cá venho.
– Não teeeem? Como não têm?
– É verdade, este pedido é até para ficar com um.
– Qual é o seu número? Depois de o receber e consultar o computador, a menina explica-me
– Diz aqui que não tem porque não escolheu nenhum!!!
– É exactamente isso.
– Bem… só se for o Dr. XZW..!, responde-me com ar duvidoso.
O.K. O acordo feito, saí com um papelinho, onde estava registado o dia, a hora e o nome do médico.
Volto lá passadas as 3 semanas (não era nada de urgente) e vou ao balcão para informar que estava lá. Repete-se o filme com incompreensão de parte a parte, insistindo a menina – Para lhe marcar, só o Dr. XZW… Finalmente, entendeu que eu já tinha a marcação, seria nessa tarde, e com esse médico. Bom. Dispus-me a esperar. Afinal, esperei muito pouco e sou chamada a um gabinete. O médico olha-me, manda-me sentar e inquere:
– De que se queixa? Aí, engasguei-me, e disse timidamente que não me queixava de nada, ia aquela consulta para saber se estava tudo bem comigo, e ficar com um médico de família. Grande pausa, onde fui olhada de cima a baixo.
– Mas, afinal o que é que quer?
– O que disse. Ter uma ideia do meu estado geral, e poder prevenir qualquer coisa…
-Huuuum…, diz-me o clínico. E novo silêncio. Eu já me sentia envergonhadíssima.
– E o que quer que eu lhe faça? Já sem saber onde me meter, balbuciei:
– Não sei… Talvez umas análises…?
Na mouche! Aliviado, pediu-me o cartão, rapou da caneta, e vá de escrever – foram análises de sangue e urina, electrocardiograma, mamografia, a rotina enfim.
De resto, da minha história passada o Dr. XZW não procurou saber absolutamente nada. Tensão arterial, auscultação, um exame físico mesmo superficial, tudo isso ficou em branca nuvem. Entendi porque é que as meninas tinham dito «só se for o Dr. XZW», com aquele atendimento não devia ter lá muitos clientes. Vim-me embora com a noção de que o senhor achava que eu era louca varrida, não me queixar de nada e estar a fazer perder-lhe tempo! E, por mim, senti que se tivesse mandado outra pessoa em meu lugar, seria o mesmo porque eu, como pessoa, não estive ali. Fui a portadora de um cartão de utente, mais nada.
Medicina preventiva? Onde é que se viu um luxo desse?!
ML

Publicado por populo às 11:51 AM | Comentários (7)

Afinal sempre há praxes violentas

Com a facilidade que há em não assumir nada, e branquear o que não o deve ser, já estava para aqui a imaginar que aquelas histórias de praxes “desagradáveis” nunca tinham existido e havia apenas uns colegas mais mariquinhas que se iam queixar de uma ou outra graça a que não tinham achado uma piada por aí além…
Ufff…
Afinal não era delírio meu. Há mesmo escolas onde as graças ultrapassam todos os limites! Desta vez o caso de um excesso claramente demonstrado, vai a tribunal
Haja Deus.
E que sirva de lição ( é caso para se dizer, já que estamos numa Escola, que se use pedagogia…)
ML

Publicado por populo às 09:00 AM | Comentários (6)

Até a General Motors

Já tinha efectuado uma operação de grande vulto, quando despediu 74 mil operários e o fechou de 21 fábricas. Agora, a que é considerada a «maior construtora automóvel do mundo», vai fechar mais 12 fábricas e despedir 30.000 pessoas
Pelas minhas contas, são menos 33 fábricas e mais 104.000 desempregados em 4 anos.
É na América.

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ML

Publicado por populo às 08:25 AM | Comentários (4)

Ena! Um acordo!

Basta ler um bocadinho do título para se começar a sorrir de prazer:
«Sindicatos, alunos e reitores aprovam…» já nem é preciso mais nada. Seja o que for que tenha esta aprovação, é fantástico!!! Bom, está bem, calma, isto não é no Ministério de Educação.
Estamos a falar do Ministério de Mariano Gago. E de facto cá está:
há um acordo generalizado pela proposta do novo sistema de avaliação internacional do ensino superior
Claro que se acrescenta que « Há coisas que se podem fazer já, sem estar à espera de avaliação ».
Também nem era preciso dizer isso… Passa-se em todo o lado, esperar pelo óptimo e não se avançar com o bom.
Mas esta é uma boa notícia!
Haja um ponto onde as pessoas estão de acordo! Aleluia.
ML

Publicado por populo às 08:03 AM | Comentários (2)

Segurança Rodoviária

Ouvi ontem que o Governo vai gastar quase 4 milhões de euros em Segurança Rodoviária. É muito bom. A verdade é que as nossas rodovias são muito inseguras.
Quando diz "Há que lutar contra a batalha campal da sinistralidade rodoviária, o que é responsabilidade de todos. fica-se com a ideia que se fala em responsabilidade de TODOS. Porém, passando aos factos entendi que esse dinheiro é para as Forças de Segurança para investir na fiscalização, pelo que dá para ver que os tais “todos” são exclusivamente os automobilistas.
Plenamente de acordo que as regras não são cumpridas, que se conduz alcoolizado, que se anda demasiado depressa, que se cometem erros gravíssimos. Esse aspecto tem de ser controlado e as regras têm de ser cumpridas, incluindo os carros dos senhores ministros. Mas a responsabilidade da sinistralidade é única e exclusivamente de quem conduz…?
Porque é que há pontos negros nas estradas? As nossas estradas são óptimas, bem desenhadas? As sinalizações claras? As marcas na estrada são evidentes? O famoso aparelho que poderia impedir que se circulasse em contra-mão nas auto-estradas já foi instalado? Há avisos legíveis e claros? É que muitas destas coisas nem sequer são caras!
Gostaria de ouvir o que é que os cidadãos auto-mobilizados têm a dizer.
ML

Publicado por populo às 07:28 AM | Comentários (6)

novembro 21, 2005

Vida...Sonho...Realidade...Imagem...

Ninguém como o Magritte para nos fazer pensar e sonhar ao mesmo tempo.

Cópia de 2.bmp

(este post vem em resposta a um pedido, de alguém que achou que o dia de hoje no Pópulo tinha sido muito *pesado*; - "como vês é tudo relativo...")
:)
ML

Publicado por populo às 11:16 PM | Comentários (3)

Vítimas silenciosas

A semana que está a decorrer vai culminar na 6ª que vem, 25 de Novembro, com “Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres” e durante toda a semana vai falar-se deste tema, tão duro, tão grave, e tão actual.
Assim, os jornais começam desde já a dar números. E é de assustar!
A Lusa informa-nos que nos primeiros cinco anos deste milénio, na nossa terra de brandos costumes, se fizeram cerca de 45.000 queixas de crimes relacionados com violência doméstica. E isto é o que a polícia recebe!!! Creio não haver a menor dúvida de que se trata de um iceberg, o que não se vê é infinitamente maior.
Apesar de tudo, acredito que vá havendo menos medo ? vergonha ? dificuldade em “dar a cara”. Quero acreditar que o facto de ano para ano se registarem mais casos [ mais 9 % em 2001, mais 5 % em 2002 … ] não seja porque a violência tenha aumentado mas, sobretudo, porque as vítimas têm menos medo de se queixar.
A polícia parece estar a ficar mais sensibilizada por este tema, tendo sido criadas salas de atendimento especial. Boa medida. Mas, de qualquer modo, tudo isto é como na Saúde quando se investe no sector secundário e não no primário. É urgente e fundamental a prevenção, o que, neste caso, quer dizer a formação humana, social, pessoal, do cidadão. Desde criança que é essencial que se acredite, mas acredite profunda e visceralmente, que não se deve agredir o seu semelhante. Que o facto de se viver em família até agrava esse comportamento. Porque sabemos que há muita gente que seria incapaz de ferrar dois pares de estalos ao seu vizinho de patamar, e não se coíbe de o fazer em casa. Como é? Tem mais respeito pelo vizinho do que pela sua família?
É toda uma mudança de mentalidade que é necessário. Temos de mudar de uma ponta à outra. Nem o agressor deve agredir, nem a vítima se deve “deixar” agredir, nem os conhecidos devem fechar os olhos. São crimes semi-públicos, todos temos o dever de intervir. Temos de meter a colher, sim senhor! Sob pena de sermos coniventes de crimes que não impedimos.
Isto tem de parar!
ML

Publicado por populo às 07:38 PM | Comentários (6)

É uma gralha, só pode ser!

Hoje li o “Metro”, o jornal gratuito que é distribuído no dito. Tem sido interessante observar como tanta gente passou a ler as notícias quando elas são de graça…
Mas não era disso que queria falar, vai ficar para outra vez.
O que me deixou parva, foi uma noticiazinha, num cantinho da página 7, que rezava assim: «Os idosos que vivam abaixo do limiar da pobreza mas cujos filhos tenham rendimentos elevados vão ficar fora do complemento social para idosos»
Não acredito. Fui ainda ver por aqui, o que lá dizia, mas não entendi nada.
Vamos por partes:
Quando uma criança é abandonada pelos pais, a Segurança Social, o Estado, diversas instituições tomam conta dela. Contudo, por lei, os pais têm o dever de cuidar dos filhos, que eu saiba. Mas está muitíssimo bem, se eles não o fazem, o Estado terá essa obrigação fundamental. E ainda falta muito nesse campo, como sabemos.
Mas, também que eu saiba ( até posso estar enganada ) não existe lei nenhuma que obrigue os filhos a tomarem conta dos pais. Até devia, possivelmente, mas não há. Portanto um “filho desnaturado”, por mais que nade na abundância pode muito bem deixar morrer o pai à fome. E é possível que alguém que, segundo a expressão, «viva abaixo do limiar da pobreza» lá pelo facto de o filho ser até do jet-set, tenha de continuar a viver abaixo desse limiar?! Perde o direito a uma ajuda social ?
Não acredito.
Aquilo só pode ser gralha.
ML


Publicado por populo às 04:39 PM | Comentários (12)

Começou a chuva, começaram as inundações

Isto é uma terra da desmedida!
Ou não chove e é uma seca monumental, ou começa a chover e parece que é o país que vai por água abaixo!!!
Do Algarve à Serra da Estrela ai, ai, ai, quem me acode!
Somos mesmo bons em planeamento, não somos?
Também, quem é que se ia lembrar que no Inverno chovesse…?!
ML

Publicado por populo às 08:41 AM | Comentários (8)

Se fosse preciso uma prova...

Já aqui tenho dito que sou uma nódoa a tirar fotografias.
Nem vale a pena pensar nisso, é a chamada desgraça absoluta. Mas quando escrevi o post aqui debaixo, ainda tive a presunção de ir procurar fotos minhas para o ilustrar. Vejam o que encontrei quanto ao trânsito em Cantão..!

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Não é preciso mais nada.
Shame!!!
ML

Publicado por populo às 08:24 AM | Comentários (4)

Na China, sê chinês

O senhor presidente dos EUA, foi à China.
E andou de bicicleta…
Isto é que é notícia, heim?
De qualquer modo tem a sua graça. Sabemos que a bicicleta é o meio de transporte generalizado naquele país. Quem já lá foi não esquece os enormes bandos de ciclista que circulam nas cidades. Imaginar que Sua Excelência, trocou o Cadillac pela bicicleta, faz sorrir. Tenho uma recordação de uma queda, aqui há uns tempos…? Ou estarei enganada? É que as proezas nessa área, do senhor presidente, não são brilhantes. ( claro que nas outras áreas são de um brilho que nos cega!)
ML

Publicado por populo às 08:15 AM | Comentários (2)

Velhice

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"As pessoas idosas têm direito à segurança económica e a condições de habitação e convívio familiar e comunitário que respeitem a sua autonomia pessoal e evitem e superem o isolamento ou a marginalização social"
Constituição da República Portuguesa
Artigo72.º
Há tanta coisa que é anticonstitucional…
ML

Publicado por populo às 07:59 AM | Comentários (2)

Uma história igual a muitas

Conheço o Sr. Joaquim há muitos anos.
Camponês do centro do país, tinha umas terras que cultivava com muito trabalho e lhe davam para viver sem grandes dificuldades, com o espírito de poupança que os nossos antigos camponeses tinham. Casado, nasceram-lhe 4 filhos. Três raparigas e um rapaz.
Como é natural, os filhos cresceram e afastaram-se. Todos acabaram por vir para Lisboa, todos casaram. O Sr. Joaquim e a D. Júlia continuaram na sua aldeia, e iam mandando aos filhos sacos de batatas, e cebolas, e legumes, e enchidos, e fruta da época, sempre que havia portador. Ele sentia-se um pouco patriarca, com um toquezinho autoritário que sempre conheci, e alguma dificuldade em mostrar o enorme afecto que sentia pela sua família, porque mostrar ternura é mariquice não é próprio de homem. O que querem? Não se esqueçam que o Sr. Joaquim é um camponês do Portugal profundo, com as ideias e valores que aprendeu há mais de 80 anos. Ah, porque me esqueci de dizer que, nesta altura da vida, ele caminha para os 87 anos…
Voltando à história, os filhos deram origem a netos, e mesmo os netos já estão crescidos. Vai em 3 bisnetos agora. Eu podia estar a contar uma história feliz.
Contudo, há cerca de 10 anos a D. Júlia adoeceu. Doença ruim. Daquelas que depois são referidas dizendo “faleceu de doença prolongada”. E assim foi. Doença prolongada mas fatal, a D. Júlia abandonou-o faz agora uma meia dúzia de anos. Nos primeiros tempos ele aguentou-se. Geria a casa sozinho, cozinhava grandes panelas de sopa, e ia bebendo o seu copito que era a sua fraqueza. Uma vizinha ajudava no arranjo da roupa. Mas os anos iam pesando cada vez mais, esquecia-se de tomar os seus remédios, mexia-se agora com dificuldade, e todos reconheceram que não podia continuar a viver sozinho.
Muito bem. Tem 4 filhos, não é? É verdade, mas… O primeiro passo foi trazê-lo para Lisboa, coisa difícil. Uma mudança radical: o Sr. Joaquim não conhece aqui ninguém, não vê o seu horizonte habitual, não está na sua casa. Depois torna-se um encargo difícil para os filhos, que decidem que o melhor é ficar uma semana por mês em casa de cada um. Parece fácil, eles são 4, os meses têm 4 semanas, vai circulando. Fácil?! Com 87 anos fazer as malas de 8 em 8 dias e andar permanentemente a circular? Mas a alternativa de ficar em permanência com um dos filhos é impossível. Ninguém quer assumir isso, que uma coisa é uma visita 8 dias num mês, outra a presença permanente de um velhote, que não aceita os nossos conselhos, quer ainda mandar, entra em conflito com os netos adolescentes e acaba por dar mau viver numa família.
Não há solução. Um lar de idosos é sempre um mau recurso, e ele recusa-o totalmente, portanto por enquanto mantém-se o sistema da semana salteada.
Até quando?
ML

Publicado por populo às 07:23 AM | Comentários (7)

novembro 20, 2005

Tudo claro

Quem pergunta quer resposta.
Temos primeiro um pedido de explicações
Prontos! Agora já sabemos:

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desenho de Bandeira, no D.N.

Que alívio!
ML
.

Publicado por populo às 02:00 PM | Comentários (5)

Caras e corações

Sentado em frente de mim, na carruagem do metro, um homem “sem idade” apesar de obviamente não ser novo. Aparência de um sem-abrigo. O cabelo que lhe rodeava a careca era grisalho e não-parecia-muito-limpo ( o belo do eufemismo…) os sapatos não tinham forma nem cor, a roupa que vestia era uma trapalhice entre o gasto e o encardido e, encostada às pernas, uma pequena mochila cor-de-laranja também bastante suja. Enfim, se estivesse num palco, era um actor a representar um “sem-abrigo”.
E se calhar era mesmo! Porque, esta figura tão característica, enquanto o metro deslizava ia lendo. Fixei os olhos na sua leitura – o Amor de Perdição!
Isto foi uma cena de vida real. No metro de Lisboa alguém, com a aparência que descrevi, lia atentamente Camilo Castelo Branco.
Diz o povo que quem vê caras…

poster50-caras-a4.jpgcoeurs-06.gif

ML

Publicado por populo às 12:00 PM | Comentários (3)

Tal e qual!

Descobri esta máxima e não posso estar mais de acordo!
Então não é?

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:) :) :) Vá lá...

ML

Publicado por populo às 11:00 AM | Comentários (10)

Mundos Paralelos

A conversa não era comigo. Aconteceu simplesmente estar por acaso na mesma zona onde umas senhoras conversavam:
-Ah, não. Era uma canseira!
-Mas são só três dias. Ela vai só a Itália fazer compras.
-Mesmo assim, não estou p’ra isso. Dizes que são só três dias, mas ainda é muito trabalho.
- Não seja exagerada. Quando foi fazer as suas compras a Londres, também lhe ficámos com o cão.

Etc, etc, etc. A conversa continuou no mesmo tom, enquanto se acertava os pormenores do “reveillon” que seria em Marrocos, para ser diferente este ano. Acreditavam que ia ser o máximo.
Não pude evitar ouvir, como não pude evitar reparar que este também é um Mundo Real. Porque falamos muitas vezes em Mundo Real, quando se chama a atenção para a subida do custo de vida, para o crescente desemprego, para as dificuldades por que “estamos a passar”. E quando se diz "estamos" até parece um colectivo muito geral, para se aceitar com mais facilidade. E contudo não se pode dizer que este outro Mundo seja Irreal. Também existe. Aí fazem-se as suas compras no estrangeiro, oferecem-se automóveis como prenda de Natal, e o trabalho cansativo é tomar conta do cão da amiga os dias em que esta estiver fora.
Coexistem no tempo ( 2005 ) e no espaço (Portugal ) mas só os imagino como Mundos Paralelos.
ML

Publicado por populo às 10:34 AM | Comentários (6)

A Sandra

Talvez por amanhã, ser o “Dia Mundial da Memória das Vítimas da Estrada” o “tema” do DN de hoje são os desastres e a condução . Um dos artigos toca um ponto claramente chocante: Para a avaliação do tribunal a vida vale menos do que uma calúnia . No exemplo citado, e nos outros de que me lembro, há um pormenor a não esquecer – no caso da calúnia quem terá de pagar é uma entidade privada, naquela caso um jornal, nos outros casos são seguradoras.
Se é verdade que se pode dizer que uma vida humana “não tem preço”, o certo é que esse factor está ponderado. E no caso de não ser a perda de vida, e sim uma grande incapacidade?
Eu conheço a Sandra. Era uma menina de 15 anos, bonita, aluna de 5, bem comportada. O carro em que seguia foi apanhado por uma camioneta e ela esteve 3 meses em coma. Ao sair do coma – um milagre, segundo diziam – a Sandra não falava nem andava, via mal e sobretudo tinha perdido as suas capacidades intelectuais. Com muito esforço e ajuda dos serviços de saúde, foi recuperando algumas capacidades. Teve a sorte de ter uma excelente neurologista, que foi ensinando a mãe (cabo-verdiana com poucos estudos ) o melhor modo de estimular a filha. A Sandra voltou a andar, voltou a falar, e até voltou à escola. Simplesmente do 10º ano de antes do desastre nada restava, tinha perdido a memória e o problema de aprendizagem era terrível. Não só não conseguia utilizar os conhecimentos anteriores, como tudo o que estudava agora não era memorizado. Por outro lado tinha o comportamento de uma menina de 6 anos, inconsciente e sem responsabilidade. A Sandra do post-coma era outra pessoa, a necessitar de uma atenção constante.
Para concluir, a indemnização, que cerca de 10 anos depois ainda se está a negociar, ( porque o caso já foi várias vezes a tribunal e várias vezes foi adiado) não é superior à que foi citada naquele caso de injúria. A vida destroçada da Sandra vale bem pouco.
ML

Publicado por populo às 10:25 AM | Comentários (4)

novembro 19, 2005

A secreta viagem

No barco sem ninguém, anónimo e vazio,
ficámos nós os dois, parados, de mão dada ...
Como podem só os dois governar um navio?
Melhor é desistir e não fazermos nada!
Sem um gesto sequer, de súbito esculpidos,
tornamo-nos reais, e de maneira, à proa...
Que figuras de lenda! Olhos vagos, perdidos...
Por entre nossas mâos, o verde mar se escoa...
Aparentes senhores de um barco abandonado,
nós olhamos, sem ver, a longínqua miragem...
Aonde iremos ter?- Com frutos e pecado,
se justifica, enflora, a secreta viagem!
Agora sei que és tu quem me fora indicada.
O resto passa, passa...alheio aos meus sentidos.
-Desfeitos num rochedo ou salvos na enseada,
a eternidade é nossa, em madeira esculpidos!


David Mourão-Ferreira

(PS- este post é uma oferta à Saltapocinhas e ao Farpas )

Publicado por populo às 08:36 PM | Comentários (7)

Inverno

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Não é o frio.
Eu sei que o Inverno trás o frio, já o espero e não gosto do excesso mas aceito um pouco de frio. É um contraste agradável, depois do calor do Verão. E permite roupas fofinhas e quentes, lãs bonitas e coloridas, as botas, os cachecóis, os gorros, as luvas. Até gosto.
E também permite usar lareira quem a tem. E é das coisas bem lindas o fogo de uma lareira.
E não desgosto da chuva a bater na janela, quando estamos bem quentinhos dentro de casa. É um ruído agradável, que torna a casa mais acolhedora.
Portanto, o que não gosto do Inverno não tem a ver com a temperatura, e os seus derivados…
Tem a ver é com o tamanho minúsculo dos dias.
Hoje estava escuro quase às cinco da tarde! Que tristeza!!!
Não sou de modo algum uma criatura da noite. Gosto de luz, gosto de sol. E quando falo em “gostar”, é mesmo muito, assim tipo paixão, amor desenfreado…
Só de pensar que os dias ainda vão diminuir ainda mais, até tomarem balanço para voltarem a crescer já me sinto a afundar.
Pensei, e acho que vou hibernar. Eles é que têm juízo, os ursos e os bichos que escolhem essa opção. Como é que se pode fazer para um ser humano hibernar? Help!
ML

Publicado por populo às 08:04 PM | Comentários (6)

Normas sobre emails

(Já há tempo que recebi – ehehehe, por email – este texto. Achei interessante, guardei-o mas hoje pensei em o partilhar convosco. Há aqui alguns exageros, mas o essencial é verdadeiro)
Vamos lá aprender uma vez por todas...e livremos a Internet de 80% dos vírus...
1) As grandes empresas não usam correspondência do tipo corrente (chain-letters). A Microsoft e a AOL não estão a oferecer US$ 245 a cada reenvio de e-mail. A Ericsson não está a oferecer telemóveis. Aliás, pense bem, como é que eles vão saber se você reenviou estes emails para outros endereços?
2) A BAYER e a NESTLÉ não estão a dar kits gratuitos para quem reenviar e-mails e mandar a confirmação para o endereço indicado .
3) A MTV não vos dará o direito de ficar nos bastidores se vocês remeterem correspondência a um monte de gente.
4) Não é porque alguém escreveu, quatro degraus antes na pirâmide, que é verdade (observem, é outra mera mentira).
5) Não existe uma organização de ladrões de fígado. Ninguém acorda numa banheira cheia de gelo, mesmo se um amigo jurar que isto aconteceu ao primo do amigo do conhecido dele.
6) Se o(s) último(s) desastre(s) envolvendo foguetes da NASA espalharam partículas de plutónio sobre a Costa Leste Americana, vocês acham, realmente, que esta informação chegaria ao público por e-mail?
7) Não existem os vírus "Good Times", "Bad Times", "Sapos Budweiser", etc. Na verdade, vocês nunca, devem reenviar qualquer e-mail alertando sobre vírus antes de confirmarem num site confiável de uma companhia real, que estas o tenham identificado.
8) Cortem aqueles quilómetros de cabeçalhos com endereços dos e-mail's. Quando reenviarem mensagens, retirem os nomes e endereços de e-mail das pessoas por onde esses e-mails já passaram: há programas a rodar na Internet para "apanhar" tudo o que estiver antes e depois de um "@". Isso é vendido a Spammers, que muitas vezes espalham vírus. Quando mandarem uma mensagem para mais do que uma pessoa, não enviem com o "Para" nem com o "Cc", enviem com o "Cco" (carbon copy ocult) ou"Bcc" (blind carbon copy), que não vai aparecer o endereço electrónico de nenhum destinatário
9) Existem mulheres que estão realmente a sofrer no Afeganistão, e as finanças de diversas empresas filantrópicas estão vulneráveis, mas reenviar um e-mail não ajudará estas causas. Se vocês quiserem ajudar, procurem uma organização conhecida, a Amnistia Internacional, a Cruz Vermelha, a AMI. E-mails com "os abaixo-assinados'' geralmente são falsos e nada significam para quem detém o poder para fazer alguma coisa sobre o que está a ser denunciado. São meios de obter endereços electrónicos.
10) Não existe nenhum projecto para ser votado no Congresso que reduzirá a área da Floresta Amazónica em 50%. E nem para deixar de cobrar portagens. Portanto não percam tempo assinando e reenviando aqueles furiosos abaixo-assinados de protesto, ou comunicando este tipo de coisas.
11) Vocês não vão morrer nem ter azar no amor se rebentarem uma corrente. Sejamos inteligentes e recusemos essa maneira imbecil de ajudar os hackers , os spammers.
12) Escrever um e-mail ou enviar qualquer coisa pela Internet é fácil... Não acreditem, automaticamente, em tudo. Observem o texto, reflictam, analisem tudo isto antes de reenviarem aos amigos.
13) Quando recebemos mensagens pedindo ajuda para alguém, com alguma fotografia comovente, não reenviem apenas "para fazerem a vossa parte"...pode haver alguém cheio de más intenções, por de trás deste e-mail...verifiquem a veracidade das informações... Afinal, próximo da vossa casa, há sempre alguém carente que vocês poderão ajudar, se esta for a vossa opção de vida.
14) Cuidado! Muito cuidado com as mensagens-lista de dados de pessoas, que cada um vai assinando, colocando os seus endereços, telefones reais e reenviando... Podem facilmente ser utilizadas por assaltantes, sequestradores, piratas informáticos, etc.
15) Agora, sim, enviem esta mensagem aos vossos amigos e conhecidos, e ajudem a colocar ordem nessa imensa casa chamada Internet. Lembrem-se que, todos os dias chegam milhares de inexperientes à Internet, e quanto mais pudermos ensinar, melhor será para todos.
ML

Publicado por populo às 06:16 PM | Comentários (5)

Dois lançamentos

Escrevi hoje aqui um post a respeito do lançamento do livro Vozes da Poesia Europeia , mas enquanto o escrevia não deixava de ter latente a recordação do último lançamento de livro a que assisti exactamente no mesmo espaço da Gulbenkian, aí há um ano e meio. Na altura escrevi "A Homenagem na Hora Certa", ainda um pouco emocionada . Passou-se o tempo e é curioso que no mesmo local, o que se passou ontem, num formato completamente distinto, também teve muito de afectivo.
Quando ontem estava em discussão ( e de que maneira !) questões de ensino e professores, era comovente reparar que a sala estava cheiinha de antigos alunos de Mourão-Ferreira. Naturalmente que não eram novos, mas iam ali por saudades, por respeito, por admiração. Um professor deve deixar essa semente. Um bom professor ultrapassa o cumprimento de horário, tem prazer em transmitir o seu conhecimento. E quando isso acontece é reconhecido pelos alunos na esmagadora maioria dos casos.
É claro que estávamos ali pelo escritor, pelo poeta, pelo homem que escreveu "Um amor feliz” traduzido hoje em tantas línguas, pelo homem que teve programas na rádio e TV onde se discutia literatura, pelo intelectual que não desdenhou a política e foi Secretário de Estado da Cultura – por tudo isso porque o ser humano é múltiplo e é essa a sua enorme riqueza.
Mas quis sublinhar aqui, essa faceta de professor que nos dois casos referidos de "lançamentos na Gulbenkian", servem tão bem para dignificar uma classe.

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ML

Publicado por populo às 03:34 PM | Comentários (7)

David Mourão-Ferreira e a poesia traduzida

Estive ontem no lançamento que a Colóquio, da Gulbenkian, fez da obra de David Mourão-Ferreira “Vozes da Poesia Europeia” – três volumes com cerca de 400 poemas, de poetas dispersos ao longo dos séculos e expressando-se em múltiplas linguagens.
Traduzir poesia parece um paradoxo. A poesia tem uma qualidade que a torna em certa medida intraduzível, porque as palavras têm uma musicalidade própria, e própria da língua onde foram escritas. De um modo geral, quando penso em traduzir, excluo automaticamente a poesia – isso não.
É claro que tenho de me retractar. Um poeta pode “traduzir” poesia, é certo. Assim como é certo que essa seria a única forma de termos acesso a obras escritas em línguas que não dominamos ou dominamos muito mal. Como ontem foi bem acentuado, o fundamental, é o domínio perfeito da língua para a qual se faz a tradução. E esse dom, tinha-o Mourão-Ferreira.
Estes livros, com ilustrações de Nuno Viegas, são uma “proposta irrecusável”. E o lançamento de ontem foi, ainda por cima, sobretudo um espectáculo, porque para além das palavras de apresentação da obra como em qualquer lançamento, foram lidos dezenas de poemas por Jorge Silva Melo e Beatriz Batarda. E essa parte da noite foi também excelente – muitas vezes esquecemos como um bom actor pode dar vida à palavra, e que importante pode ser a “arte de dizer”. A interpretação deste par, com excelentes vozes e linda a de Beatriz Batarda, foi um dos momentos altos daquela tarde de chuva.
( e agora vão apanhar com muitos dos “meus novos poemas” aqui no Pópulo! Quando me encanto, tenho de partilhar essa emoção) :)
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ML

Publicado por populo às 12:58 PM | Comentários (3)

Carpe Diem

Carpe Diem
( Ode a Leucónoe)

Não procures Leucónoe, - ímpio será sabê-lo - ,
que fim a nós os dois os deuses destinaram;
não consultes sequer os números babilónicos:
melhor é aceitar! E venha o que vier!
Quer Júpiter te dê ainda muitos Invernos,
quer seja o derradeiro este que ora desfaz
nos rochedos hostis ondas do mar Tirreno,
vive com sensatez destilando o teu vinho
e, como a vida é breve, encurta a longa esp’rança.
De inveja o tempo voa enquanto nós falamos:
trata pois de colher o dia, o dia de hoje,
que nunca o de amanhã merece confiança.

Horácio
Odes, Livro
I

Tradução de David Mourão-Ferreira


Publicado por populo às 12:26 PM | Comentários (0)

Advogados

Está a decorrer o VI Congresso dos Advogados Portugueses .
De acordo com este acontecimento, julgo eu, Sofia Pinto Coelho escreveu no Expresso uma crónica a que chamou O meu advogado tem medo . Bem escrita, citando um ou outro facto, chamava a atenção como em muitas profissões existe um leque de profissionais que abrange competências tão diversas ( e rendimentos também tão diversos). Como em Direito, estão a sair fornadas de jovens licenciados, ainda quentinhas, todos os dias das variadas Universidades, é natural que grande parte deles sinta muitas dificuldades.
O interessante é a imagem pública. Porque dos cerca de 40 comentários desta crónica ( não os li todos, é certo ) nenhum era simpático para com a classe. Como muitos dos tais comentários eram de uma enorme injustiça, metendo tudo no mesmo saco – gente honesta e competente e os que não são nem uma coisa nem outra – dá para pensar porque será que esta profissão, tal como a dos políticos, tem uma imagem tão feia? Creio que pior mesmo, só árbitro de futebol, mas esses apesar de tudo ainda são poucos e só trabalham ao fim-de-semana.

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ML


Publicado por populo às 11:26 AM |