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outubro 27, 2005
"Terrorismo e Relações Internacionais" II
Como não posso estar na Gulbenkian, vou falando por aqui no que leio na imprensa e me parece sugestivo. Já ontem tinha deixado aqui uma referência a este seminário, que continua por mais dias.
De hoje há a realçar diversas opiniões:
Por um lado que é importante esclarecer bem os termos e noções. Entender que o sistema jurídico "define o que é um crime terrorista, distinguindo-o de formas legítimas de violência" como a guerrilha".
Porque por aqui paira muita confusão. A resistência francesa à invasão nazi não foi uma expressão de terrorismo, pois não ?
A verdade é, diz quem sabe, que « "o combate ao terrorismo é uma tarefa para as forças policiais e judiciais", cabendo aos militares apenas "um papel complementar em situações extraordinárias" (como a fraqueza do Estado em causa). As Forças Armadas só "devem agir contra alvos militares", […] pois "os Estados não podem perder a legitimidade na luta contra o terrorismo"»
Palavras sensatas. Não me parece que lá na Gukbenkian se tenham junto um bando de provocadores. Mas vamos continuar atentos.
ML
Publicado por populo às outubro 27, 2005 08:13 AM
Comentários
Eu penso que este seminário é mesmo para os especialistas, isto não é para a arraia miúda...
Mas é curioso, como quando os técnicos olham para os problemas com serenidade e calma acabam por dizer mais ou menos aquilo que as pessoas que não entraram em paranoia com os actos terroristas também disseram.
Lembra-me de quando o Mário Soares disse que se devia entender o que motivava os terroristas, os gritos que para a+i soaram. Como se isso significasse desculpar aquele horror. O que significava era o contrário: para se combater uma coisa tem de se entender o que a motiva.
Publicado por: Joaninha às outubro 27, 2005 02:03 PM