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outubro 31, 2005
Proposta inovadora em relação ao Sporting

Ainda não tinha dito nada, porque nestas coisas da bola não gosto muito de falar, porque me caem logo em cima a dizer que não percebo nada disto.
Mas oiçam e digam se não tenho razão:
Eu vinha propor que daqui para a frente os jogos do Sporting só tivessem a primeira parte que, como não se podia chamar “parte única” é claro, deixava de ser parte, era a totalidade.
Só vantagens! Estávamos menos tempo a roer as unhas, aquilo despachava-se logo de um fôlego, os jogadores cansavam-se menos, gastava-se menos luz nos estádios, a relva conservava-se mais, e outras vantagens tais como assim o meu clube passar a ganhar!!!
ML
Publicado por populo às 08:59 PM | Comentários (4)
O meu forno novo
Nunca me tinha passado pela cabeça que as instruções de um electrodoméstico fossem alguma vez escritas por um humorista. Até ontem. Estou a falar a sério.
Comprei um pequeno forno eléctrico e, como é normal, antes de o usar dei uma olhadela às instruções. Li a primeira linha das recomendações e larguei-me logo a rir. É que a primeira instrução, a coisa mais grave, que vinha à cabeça de tudo, não se referia aos perigos dos choques eléctricos, ou da má utilização, mas dizia exactamente assim: «quando abrir ou fechar a porta do forno, certifique-se de que não deixa nenhum dos seus dedos presos, sujeitos a serem apertados pela mesma» Sic!! Esta instrução era de facto importantíssima, até porque a mola da dita porta era tão leve que, fui logo a correr experimentar que tal seria o famoso entalão mas nem cócegas se senti.
Mas tinha mais. Explicava que aquele utensílio tinha 4 programas ( era esse o termo usado) que definiam o grau de aquecimento, sendo que o 4º “programa” era… DESLIGADO.
E não ficava por aqui. Havia um desenho que mostrava o dito forno com uns números à frente de cada peça sobre a qual se considerava ser útil uma boa explicação. O.K., aceitável, embora algumas fossem completamente evidentes. Mas a cereja era um dos pontos que me instruía assim: Gancho – acessório em forma de gancho. E esta, heim??
Só sei dizer que quanto mais lia mais me ria. Imagino que a pessoa destacada para escrever aquele folheto, o fez muito contrariada e decidiu gozar com o que estava a fazer. E foi muito bem sucedida!
Bravô!!!!!! Clap, clap, clap!
ML
Publicado por populo às 09:55 AM | Comentários (13)
Protocolo de Quioto? Que é isso?
O clima está a alterar-se. Muito. Muitíssimo.
Pode ser verdade que existam factores completamente incontroláveis. De acordo que sim. Mas está provado também, que há outros que dependem do comportamento do Homem.
Como é possível que se faça como a avestruz e se imagine que basta negar um facto para que ele não exista???!!!
Está já a bater-nos à porta.
"De todas as regiões europeias, a bacia mediterrânea parece ser a mais vulnerável a um aquecimento global do clima"
O efeito de estufa existe. Não é um papão inventado. Quanto mais tempo se perder, pior e mais difícil será depois a recuperação, se ela for possível.
Está-se à espera de quê?
ML
Publicado por populo às 09:46 AM | Comentários (4)
Atenção paizinhos, não engordem os meninos!
Volta não volta, retomo este tema.
É que acho-o mesmo importante. A alimentação infantil ensina-se. Como se ensina a andar e a falar, ensina-se a comer. As crianças do mundo ocidental andam a ficar obesas. Comem demasiados doces e gorduras, poucas fibras e legumes, e, claro que todos sabemos, imensa comida de plástico.
Mas não é uma fatalidade! É um hábito. E se os pais tiverem uma consciência séria de que esse hábito é muito nocivo, podem travá-lo.
Mais uma acha para a fogueira: Uma investigação longitudinal provou que os bebés que ganharam muito peso entre os dois e os 11 anos foram pessoas que viram acrescidos os riscos de doenças cardiovasculares
As palavras exactas são "Este estudo demonstra, pela primeira vez, que as formas de crescimento, antes e depois do nascimento e ao longo da infância, indiciam riscos de doenças cardiovasculares na vida, mais tarde”.
Vale a pena? Por causa de uma birra quanto a um pacote de batatas fritas ou mais um bolo, arriscar-se a saúde do seu filho?
Atenção! A gordura não é formosura nem é saúde.

ML
Publicado por populo às 09:25 AM | Comentários (4)
Surpresa:“Poupança dos portugueses é cada vez mais baixa"

É título garrafal de 1ª página, e até dá vontade de rir.
Com que então a nossa poupança é cada vez mais baixa?! Quem tal diria? Perdulários é que os portugueses são, tá visto! A ganharem tão bem, com um custo de vida tão acessível, tudo o que é essencial garantido, como raio é que não se poupa?
Fala-se disto porque hoje é o dia Mundial da Poupança. Ainda bem. É uma acção louvável e meritória, só que temos de ver onde é que se vai poupar…
Dizem-nos que este ano só vamos conseguir guardar 9 € por cada 100 € ganhos
A mim só me espanta é como esses 9 euros não fazem falta !!!Quanto ao PPR até parece uma brincadeira. Como é que se consegue os tais 3.000 para investir?
Pelo contrário, o que se vê por todo o lado é o rigoroso oposto da poupança, é o aumento das dívidas e grande parte das famílias vivem do crédito que depois de faz pagar, como é normal. Muita gente vive permanentemente da sua “conta ordenado” ou seja, sempre com o barco a meter água.
Poupança? Estão a brincar!
ML
Publicado por populo às 09:06 AM | Comentários (2)
outubro 30, 2005
TU TI TU TU TU TU
Na sua recente visita aos Estados Unidos, Mário Soares e sua esposa, hospedaram-se num luxuoso Hotel.
Cerca das 17h00, Mário Soares agarra no telefone, chama o serviço de quartos e diz
- TU TI TU TU TU TU
A recepcionista não compreende o que quer dizer Mário Soares e, crendo que se tratava de uma mensagem cifrada, avisa imediatamente o FBI.
Num ápice, apresentam-se dois agentes do FBI, postos ao corrente, e não conseguindo descriptar a mensagem decidem chamar a CIA.
Os serviços secretos mandam mais dois agentes ao hotel e começam a investigar e a tentar decifrar a mensagem, mas sem qualquer resultado.
Entretanto, Mário Soares, volta telefonar e, receppcionista, agentes do FBI e da CIA ouvem Mário Soares repetir:
- TU TI TU TU TU TU
Desesperados os agentes resolvem chamar o tradutor oficial da embaixada dos Estados Unidos em Portugal.
Um caça supersónico do Pentágono recolhe imediatamente, no aeroporto de FigoMaduro, o respectivo tradutor que é conduzido sem mais delongas aos Estados Unidos.
Chegado ao hotel e posto ao corrente da situação o tradutor disfarça-se de criado, vai aos aposentos de Mário Soares e descobre o mistério.
O ex-presidente Português e actual candidato tinha querido dizer
"Two tea to 222".
(mandaram-me por email, não garanto que seja verdade)
ML
Publicado por populo às 06:06 PM | Comentários (4)
Atenção a esta entrevista!

Andando de blog em blog e de link em link fui encontrar uma entrevista que o mais recente, antigo, recente ( ? ) candidato a Presidente da República portuguesa tinha concedido, no tempo em que era primeiro-ministro desta terra*, ao Vasco Pulido Valente, e à revista K.
De notar que isto se passou em Setembro de 1991, e as opiniões deste actual candidato se desenrolam ao longo de 9 páginas da revista. É claro que vale a pena ler tudo, mas eu cheguei aqui porque li num outro blog a referência a uma pergunta / resposta:
«Pergunta: Dois políticos deste século que admire. Não diga Sá Carneiro.
Resposta: De facto, diria logo Sá Carneiro. Conheço mal a história da I República e, como economista, as minhas referências não foram naturalmente políticos.
Pergunta: Mais nenhum?
Resposta: Se lhe dissesse Duarte Pacheco, dizia porque ele também nasceu em Loulé e porque, pelo pouco que sei, era um homem com uma vontade de ferro, enérgico, aberto. Mas só por isso. Não estudei a obra dele.»
Eu voltei a ler com atenção. Porque a pergunta feita era “dois políticos”, não era “dois políticos portugueses”, podia portanto abranger todo o mundo, na minha leitura. Mas Cavaco, por um lado restringe-se a Portugal, o que já é interessante, e mesmo por cá, além do “politicamente correcto” de Sá Carneiro, o homem não admira mais ninguém! Aparece o Duarte Pacheco porque nasceu em Loulé!
Lemos e custa a acreditar. Depois de mim o dilúvio e antes de mim também o dilúvio.
(* e presumo que ganhava a sua vida como político)
ML
Publicado por populo às 05:47 PM | Comentários (4)
A cidade e o lixo
Lisboa está uma cidade pouco bonita em muitos aspectos: suja e barulhenta.
Falo de Lisboa porque é onde vivo e trabalho, mas acredito que outras grandes cidades de Portugal sofram do mesmo mal.
Claro que a responsabilidade de tal estado de coisas é de cada um de nós. Quando se atinge um certo grau de desleixo, tudo entra em roda livre e é muito difícil travar o movimento.
Lembro-me de uma história, já há bastantes anos na Alemanha. Ao abrir a minha carteira voou um papelinho sem qualquer importância para mim e, como tinha esvoaçado para local um pouco longe, eu na minha calma portuguesa preparava-me para o deixar lá ficar, quando um polícia me deu uma pancadinha no ombro e me apontou o tal papelito… Corei e fui apanhá-lo. Mas, a verdade é que essa rua estava limpa. Se isso se passasse na minha rua, hoje, eu nem sabia reconhecer o meu pobre papelito no meio do resto da lixarada: restos de embalagens, bocados de alimentos, cocó de cão, jornais velhos, fraldas de bebé, toneladas de beatas e de bilhetes de autocarro, enfim o habitual hoje pelas minhas bandas.
Porque a verdade é que o asseio puxa mais asseio, mas o desleixo também puxa mais desleixo. Quando foi a
Expo, todos reparámos que ninguém deixava as latas de sumos ou embalagens pelo chão. Havia muitos caixotes de recolha, havia brigadas de limpeza, e naturalmente que isso ajudava, mas era também uma disciplina aceite por todos, porque se o recinto estava limpinho era uma pena ir contra a corrente. Ou seja, eu acho que não é uma escolha natural o sujar-se aquilo que nos rodeia; o que acontece é o “deixar andar”, já que está assim não vale a pena o esforço para evitar essa sujeira.
Agora, li que a PSP vai ter “brigadas para combater a poluição” daquilo a que chamam resíduos domésticos, e que eu chamo lixo, e poluição sonora, ou seja barulho.
Pode ser.
Há quem diga que se não vai a bem, vai a mal…
Contudo era bom não esquecer outras responsabilidades. As zonas dos ecopontos transformaram-se em lixeiras que todos conhecemos. Por um lado a recolha do lixo “reciclável” não é feita com a frequência que seria de desejar, por outro lado seria boa ideia, colocar ao lado dos recipientes azuis, amarelos e verdes, um contentor de lixo normal onde as pessoas depositassem aquilo que “sobra” dos ecopontos. Tal como está, é uma fonte de mais porcaria!
ML
Publicado por populo às 02:40 PM | Comentários (2)
Que bela prenda: uma hora!
Acontece todos os anos. Mas estamos tão habituados que afinal esta situação mágica não tem o relevo e importância que eu acho que devia ter.
Todos os anos, quando chega o Outono “muda a hora”, como já tinha mudado lá na Primavera. Mas enquanto a outra “mudança” não me entusiasma por aí além, porque no fundo “roubam-me” uma hora, esta sim senhor, esta é uma linda mudança.
Porque hoje tive a oferta de uma hora a mais na minha vida!
Cá por mim, até gostava que este truque de magia em vez de se passar pela calada da noite, quase sem se dar conta, fosse aí pelas 3 da tarde com toda a gente bem desperta para o que se estava a passar.
Reparem que bom é, ter uma hora inteirinha a mais! Eram 3 da tarde e quando se chegasse às 4, voltavam a ser outra vez 3 da tarde!!! Mais 60 minutos de vida para se fazer o que se quisesse!
Mais sessenta minutos para tudo o que não fosse rotina. Para cada um de nós fazer, ou pensar, ou sonhar, ou sentir, ou até muito cristalinamente sentir o tempo sem mais nada.
Este tempo tão maravilhoso que estica e encolhe à medida das tropelias que os homens lhe fazem. Este tempo que sendo sempre igual no relógio pode ser tão diferente para cada um de nós. Numa hora pode alterar-se todo o curso de uma vida, pode ser recordada para sempre, pode passar tão depressa que mal começou e já chegámos ao fim, ou pode arrastar-se numa lentidão asfixiante, como se o tempo se multiplicasse, como se cada segundo nunca mais acabasse. Quem não teve estas experiências?
E o certo é que todos os anos, neste dia, eu sinto que me caiu ao colo uma hora a mais na minha vida. É claro que sei, racionalmente, que não é nada disto. Que é um simples ajuste, mas deixem-me sonhar…
Porque não hei-de pensar que esta hora é um brinde, embrulhada em papel vermelho, com um laçarote de menina pequena?!
(Vou aproveitá-la até ao último segundinho, mas não vos digo em quê.
Também tenho de ter os meus segredos.)

ML
Publicado por populo às 12:45 PM | Comentários (7)
O nosso “político amador”
É certo que logo quando ele o disse, houve sorrisos de vários tamanhos.
Uns mais discretos, outros abertos, e alguma franca risota.
O que pretendia Cavaco com aquela de não ser político profissional?
Dizer que tem muitas profissões?
Que a política não o interessa?
Dar a entender que a política é feia e ele é bem comportado e não gosta de coisas feias?
A verdade é que, como tinha de ser, a declaração “caiu mal”, sobretudo entre os seus opositores. Todos o disseram com maior ou menor veemência.
Ontem, Soares, com a sua boa relação com os media que lhe dão sempre um tempo de antena simpático, relembrou uma evidência:
Se o senhor não é político, a que título tem direito a reforma como tal?
Óbvio, não…? Para além de que se não é político, a que título se candidata a um cargo político? Para brincar aos presidentes? Espera-se que não.
ML
Publicado por populo às 10:28 AM | Comentários (5)
Há duzentos e cinquenta anos
O famoso terramoto de Lisboa aconteceu há 250 anos.
Lisboa, grande para a época, pequena na perspectiva de hoje. Um edifício de 3 ou quatro pisos era, à data, quase uma torre, mas o abalo que se considera ter sido de 8,7 da escala de Ritcher e prolongadíssimo – 9 minutos pelo menos – foi decerto brutal. Temos muitas descrições do acontecimento que correu o mundo de notícias da época, a Europa, e até entrou na literatura através de Voltaire. Mas de qualquer modo é incontornável ler-se "O Pequeno Livro do Grande Terramoto" e já agora vejam também este site
Muitíssimo interessante, na minha opinião.
E é impossível ser português e lisboeta e passar pelo dia 1º de Novembro sem um arrepio.

Publicado por populo às 09:59 AM | Comentários (3)
outubro 29, 2005
Azul
Num dia tão cinzento como foi hoje, deixo ficar um pouco de côr para limpar o olhar...

Publicado por populo às 10:41 PM | Comentários (3)
Marte
Era hoje.
Às quatro da matina, o planeta Marte vai ficar muito pertinho da terra.
Pois é era…
Mas deve ser Zeus, talvez, o que manda nas trovoadas e também deve mandar na chuva, que por ciúmes decidiu impedir aqui a gente de poder ver essa aproximação.
Qual “visível a olho nu” qual quê!!!
Nem a lua se conseguia ver debaixo desta carga d’água.

Publicado por populo às 10:14 PM | Comentários (0)
O desemprego jovem
Não percebo!
Este problema do desemprego é como aqueles cobertores muito curtos que se tapam o peito destapam os pés, e se vão cobrir os pés não conseguem aquecer os braços.
Há muitos desempregados. O desemprego abrange um leque muito vasto de idades. E mesmo quem tem trabalho como, ao inverso de alguns anos atrás, agora não se incentiva reformas antecipadas e até se quer aumentar a idade da reforma, quem tem trabalho vai ocupando e seu posto sem permitir a entrada de quem precisa de um primeiro emprego. Aliás, como a norma que está em vigor é que por cada dois reformados só se admite um novo candidato, o mercado de trabalho para os jovens está muito, mas muito complicado.
É completamente indiscutível que quem perde o seu emprego entre os 40 e 50 anos de idade, fica numa situação crítica. Isso é o-cobertor-que-não-tapa-os-pés. Mas, decidir-se que lá por ter menos de 30 anos está numa situação de privilégio, é destapar-os-braços.
Uma pessoa conseguiu um emprego, descontou mais de dois anos, casou, tem filhos pequenos, está a pagar uma casa, tudo isto pode acontecer com menos de 30 anos.. Mas entra numa outra categoria, só terá direito a 6 meses de subsídio. E se tiver já 31 anos? A situação altera-se muito com mais um ano?
Pois é verdade. Não percebo.
Quanto à versão agora apresentada dos limites à recusa do trabalho proposto, já me parece mais sensata. Nos termos em que a notícia é dada, leva em conta a deslocação, a aptidão física, e a remuneração em relação ao subsídio de desemprego. Ou foi repensado, ou não tinha sido bem explicada a sua primeira versão.
ML
Publicado por populo às 02:55 PM | Comentários (3)
O Cartão do Cidadão
Acredito que um dia ele apareça. Acredito mesmo. A sério. Não está ainda na categoria do Pai Natal ou da Fada Sininho. Mas, valha-me Deus, dá uns 10 anos que oiço falar no famoso “Cartão do Cidadão” sempre com a animosa explicação de que “está quase”. Tá bem, tá bem….
Desta vez dizem que será para o final do ano que vem, mas… atenção!, “nem que seja em regime piloto" diz o senhor ministro, e este “nem que seja” diz tudo.
É claro que vai ser no tal regime piloto, traduzindo: montam o esquema a funcionar para duas dúzias de casos e vai-se apurando o cozinhado, durante mais uns anos em lume brandinho.
Porque a ideia era excelente, e “desburocratizada”. Com o avanço da informática, podia existir um cartão que reunisse os dados de B.I. + Cartão de Eleitor + Contribuinte + Cartão de Saúde + Segurança Social. Muito prático. Se calhar quando isto estiver pronto já alguns destes cartões desaparecerem, ou surgiram outros a acrescentar.
Há vários anos ( talvez uns 4…) o meu filho precisou de mudar de “cartão de utente” no Centro de Saúde. Fui lá, ficaram com o antigo e deram-me uma folha A4, com várias informações, que substituiria o cartão enquanto o outro ia ser feito. Coisa aí para uns 6 meses. Como conheço o funcionamento destas respostas, esperei um ano até lá ir pedir o novo cartão. - Ah, pois é. Não, não estava feito. Não valia a pena, porque depois entrava no novo Cartão do Cidadão que vinha aí…
Foi há 4 anos. O tal papel A4 já nem se consegue ler, mas no final de 2006 talvez ele faça parte dos escolhidos para o regime piloto!
ML
Publicado por populo às 01:45 PM | Comentários (4)
Mais “gates”
É engraçado como os nomes pegam. Desde o "Watergate" inicial, que quando se diz “*****gate” é sinónimo de escândalo político.
E aí vem mais um. Parece que um senhor que era chefe de gabinete do vice dos EUA, foi acusado de coisas feias. Obstrução à justiça, perjúrio e falso testemunho. Parece que o senhor mentiu "conscientemente. Não se faz. Contudo as investigações duram aí há uns dois anos de modo que deve ser difícil de tirar o caso a limpo. É que deve estar muito sujo…
O filme da história é este , e vem de Julho de 2003. É uma história em episódios e dava, não direi um filme, e sim uma série muito interessante.
Uma aposta que ainda acaba assim?

ML
Publicado por populo às 11:35 AM | Comentários (3)
"Paciência democrática"

Faz-me bastante impressão ver discutido um problema como o da “despenalização do aborto” numa óptica de quem ganha e quem perde, como um desafio de futebol com defesas, ataques e golos na própria baliza… É verdade que é um tema que emociona muito as pessoas, e nem sei se a emoção é boa conselheira. Recomendo a leitura de dois posts, escritos por duas mulheres, que eu admiro. Completamente diferentes, mas curiosamente complementares.
A M. Butterfly é uma jurista, e vem lembrar esta coisa, que se está a perder de vista no meio da emoção, de que se está a discutir é uma lei que penaliza um acto . Ainda não se chegou ao patamar de pensar como se apoiam essas pessoas, mas sim no castigo ou não-castigo. Porque nestas coisas o cavalo toma o freio nos dentes e perde-se completamente de vista o que está em causa neste momento.
A Isabel, no seu estilo inconfundível, relata uma experiência. Dispensa comentários. Estamos no domínio delicado da emoção. A Isabel transmite sentimentos e emoções como ninguém mais. Fica-se com um nó na garganta e sem argumentos racionais e frios.
Mas é curioso que o senhor primeiro-ministro nos fale de um interessante conceito: a "Paciência democrática"
Afinal é isso. Temos andado cheiinhos de paciência democrática. Creio que Portugal deve bater o record da paciência democrática.
E também estamos cheios de paciência para compreender que quando o mesmo senhor fala em "fidelidade aos compromissos assumidos" não se está a referir a todos os que foram quebrados no respeitante a impostos, a IVA, a tudo o que tem a ver com a péssima e cada vez pior qualidade de vida do povo que ele governa. Está claro que aí, quem não aceitar a quebra dos compromissos, terá uma visão tacanha e limitada dos problemas que se põem à governação.
É de facto preciso muita paciência, isso é. Democrática e da outra.
ML
PS- Depois deste post estar escrito encontrei no "Ai i Camandro" este excelente post . Outra prespectiva, com complementa muito bem o que eu sinto e disse. Simplesmente a da liberdade de uma decisão.
Publicado por populo às 10:58 AM | Comentários (8)
outubro 28, 2005
A inspiração do Jumento
Mandaram-me esta santinha por email, sinal de que a imagem já circula livremente na net.
Mas como está bem referenciada como tendo sido criada no JUMENTO terei que lhe render aqui a homenagem.
Estava claramente inspirado o nosso blogger !

ML
Publicado por populo às 09:00 PM | Comentários (3)
Os galos de Lisboa
Esta manhã mal me tinha acabado de sentar à secretária, quando ouvi insistentemente cantar um galo.
Agora, a propósito desta famosa “gripe das aves” ficámos muito atentos a tudo o que é animal de penas. E, isto das galinhas e galos de Lisboa foi sempre coisa engraçada. É difícil imaginar, a quem não vive mesmo cá e tem da cidade a noção de um aglomerado de escritórios ou torres de muitos andares, como é que essa imagem se pode ajustar às capoeiras… Mas acontece, sim senhor! Ouvir cantar galos de manhã, é vulgaríssimo por cá e até avistá-los à solta – no outro dia reparei num em cima de um telhado. Este é um toque muito humano, apesar de poder parecer estranho, Por mim, calculo que os galos de Lisboa continuem em segurança, não imagino que as aves de arribação que é suposto transportarem o vírus, se sintam atraídas pela varanda da minha vizinha.
Por outro lado, quando o vírus chegar a Lisboa, os primeiros a desaparecer seriam os milhões de pombos que, esses sim, andam completamente à solta e se reproduzam velozmente. Mas eu não concebo uma Lisboa sem pombos!
Vamos esperar para ver.
ML
PS- O Google é terrível como se sabe. Quando andava a procurar a imagem para este post, sempre à volta de galos e galinhas apareceu-me esta imagem Não resisti a compartilhar a minha descoberta, talvez seja um bom tratamento para as gripes.
Publicado por populo às 01:30 PM | Comentários (6)
Atchim...

Luis Afonso
ML
Publicado por populo às 08:23 AM | Comentários (2)
Que bom, não é?
Fala-se por aí na crise, a PDC já entrou no nosso vocabulário para justificar tudo e mais um par de botas mas nem tudo está mal.
Vá lá que as grandes empresas ainda se vão safando, né?
E nossa EDP, tão querida, tão sorridente, lucrou 353 milhões de euros neste ano tão mauzinho.
Milhões de euros.
Ora ainda bem. Que tenham um Natal muito feliz, com umas boas prendas no sapatinho, porque isto dos lucros costumam ser distribuidos por todos alguns. Alguns dos melhores, não é verdade?
(Pequena nota - Dizem que quanto aos Bancos os lucros são só de 116 milhões, mas por mês...)
ML
Publicado por populo às 07:43 AM | Comentários (11)
Já são poucos e ainda fogem
É notícia de capa de alguns jornais. E, sendo importante, não causa nenhuma admiração, sabendo as condições de trabalho que Portugal oferece comparadas com outros sítios:
«Um cada cinco portugueses com qualificações superiores (universitárias ou técnicas) vive fora de Portugal» Exactamente. Quem o não sabia, calculava-o. Parece um paradoxo, mas é a coisa mais natural. Por um lado há lamentos de que em Portugal o número de pessoas, com uma formação de grande qualidade, é pequeno. Comparado com outros países, muitos jovens deixam cursos a meio, desistem de estudar, têm pouca formação. Depois de licenciados não encontram trabalho. E se quiserem fazer investigação ou lançar-se em voos mais altos então o panorama é confrangedor…
Naturalmente que fogem. Aliás só provam que são mesmo inteligentes!
Por outro lado os nossos empresários já entenderam que isto pode ser considerado um problema Porque é o tal ciclo vicioso, se se vai trabalhar onde há melhores condições esse trabalho frutifica e criará cada vez melhores condições…
Frequentemente, o que acontece, é que os estudantes já vão tirar a sua formação “lá fora” e depois ficam por lá. Mas às vezes nem isso. Vejam esta notícia . E sabemos de muitos, e muitos outros casos.
Não, nós não somos piores do que os outros, nem a nível de trabalho ( vidé durante anos como os nossos imigrantes eram bem aceites ) nem a nível de capacidades.
Onde somos piores é nos chefes que temos.
ML
Publicado por populo às 07:23 AM | Comentários (6)
A espiral do inferno
Que violência gera mais violência é um dado tão conhecido que nem vale a pena insistir nisso. É óbvio. Prova-se todos os dias.
Os dirigentes israelitas consideraram boa ideia lançar vários mísseis contra um carro que circulava no meio de uma multidão
É certo que matou os ocupantes do carro, e também é certo que matou quem por ali andava na sua vida.
Parece que é porque querem acabar com o terrorismo ( é ? ) e portanto fazem uma “campanha antiterrorista de grande envergadura” que “só terminará quando o terrorismo seja vencido”.
Assim, lançando mísseis sobre a multidão, podem acabar com o terrorismo palestiniano acabando com os próprios palestinianos.
Mas vai estimular o aparecimento noutros locais, como é completamente evidente!
ML
Publicado por populo às 07:04 AM | Comentários (3)
outubro 27, 2005
Boa Educação
Passou-se esta tarde.
A Catarina, 8 anos, quer, muito entusiasmada, contar-me uma história. Toda ela é riso, os olhos brilham, e a voz sai um pouco aguda:
-“Quer ouvir esta, de uma loira???”
Depois, uma pausa. Olha em silêncio para mim.
O sorriso diminui, morde o lábio, e pergunta receosa:
-“Não é bem loira, pois não?!”
Sosseguei-a. Não. Não era bem loira, e de qualquer modo não me ofendia.
Voltou a abrir o sorriso e contou-me a anedota.
E há quem ache que as crianças de hoje não têm maneiras…!
ML
Publicado por populo às 09:55 PM | Comentários (7)
E “isto” foi na Holanda…
Deve ser saloísmo meu, mas há certos países, para além dos nórdicos, que eu ainda olho como símbolos de países civilizados. E a Holanda tem estado nesse grupo. Claro que sei que há coisas menos boas, mas para mim ainda é um país de liberdade e civilização.
Agora senti-me em choque!
A notícia refere um incêndio no aeroporto de Amesterdão, o que seria uma coisa sem importância. Acontece. Mas depois via-se que nesse aeroporto estavam 350 pessoas, alojadas em células à espera de repatriamento. Trezentas e cinquenta pessoas?! Enfiadas no aeroporto? À espera de voltarem à força para casa?
E depois copio integralmente este parágrafo «Uma pessoa que escapou ilesa ao incêndio assegurou à rádio pública holandesa Rádio 1 que os guardas não levaram o alerta de incêndio a sério. "Permanecemos fechados. Gritámos tanto que ficámos com dores de garganta", diz a mesma testemunha, não identificada, sublinhando que os detidos bateram continuadamente na porta da célula onde estavam para chamar a atenção dos guardas».
Não!
Isto não aconteceu naquela Holanda que retenho na minha memória e pelos vistos na minha imaginação.
ML
Publicado por populo às 09:37 AM | Comentários (5)
Linguagem exagerada?
Nós sabemos que cada cultura tem um modo de se exprimir particular.
Como nascemos e fomos criados nesta cultura europeia, o que nos parece “normal” é falar-se ponderadamente dizendo o que se pretende com exactidão, com cautela, sem eufemismos, mas sem brutalidade.
Para quem cresceu neste ambiente cultural, é o normal.
Já é conhecido que, por exemplo, no Oriente não é bem assim. Há mais sorrisos, e os factos são apresentados embrulhados em papel de celofane e por vezes com lacinhos coloridos. A cortesia oriental obriga a uma polidez que nós estranhamos.
No pólo oposto, encontramos o tipo de linguagem utilizada por alguns chefes árabes. Parece-nos o gongorismo da violência verbal. Deve propor-se intimidar e a verdade é que resulta… Para um ocidental, aqueles termos parecem de um radicalismo que assusta.
Desta vez, foram os dirigentes do Irão a soltarem uma frase muito infeliz. Dizer-se que "Israel deve ser apagado do mapa" deixa-nos estarrecidos!
Eh, lá!!! Que é isso????
Sobretudo a frase assusta mais por ter nascido num país que parece ter armas nucleares. Ela não é nova, já há anos que sob diversas outras formas era transmitida, mas assim, proferidas em pleno debate sobre o programa nuclear iraniano é assustador.
Vamos desejar que isto seja apenas “um modo de falar”…
ML
Publicado por populo às 08:49 AM | Comentários (7)
Começa o mau tempo

E prontos! Tinha de ser…
Andamos há meses, mais do que “meses”, desde o ano passado, com queixas e queixas sérias de haver excesso de bom tempo. Mas já vamos cair no outro extremo:
Vem para aí grandes chuvadas e fortes ventanias
E logo agora, que eu planeava pedir um dia de férias na segunda para arranjar umas mini-férias de 4 dias.
Bolas! A famosa Lei de Murphy ???
Oh, São Pedro, não dá lá um jeitinho? Puxe lá o temporal para depois de terça, está bem?
ML
Publicado por populo às 08:42 AM | Comentários (4)
A doença que anda a alarmar o mundo
Há qualquer coisa que não bate certo.
Ao princípio pensei que era em Portugal que a informação estava a ser mal transmitida e que, com a tendência alarmista que é nosso apanágio, andávamos a fazer um bicho-de-sete-cabeças desta epidemia animal. Agora vejo que a confusão é mais vasta. Se o ministro da Saúde italiano «exigiu ao director da EFSA* "uma mensagem pública de desculpa pelo alerta injustificado gerado entre os consumidores, os danos infligidos aos produtores e o ataque á credibilidade das instituições de controlo"» é porque a coisa é geral…
Que os alimentos devam ser bem cozinhados, parece-me que é um dado assente. E não é só de agora, nem apenas para a carne das aves. Sempre ouvi dizer que é um perigo comer-se carne de porco que não esteja bem passada. Portanto neste caso dos “frangos”, é natural que não se comam gemadas, e se vier assado que esteja bem tostadinho. Mas pelas quebras que se notam nas vendas, o certo é que o pânico venceu…
E também às regras de higiene que deviam ser conhecidas para todo e qualquer alimento: lavar bem as mãos, não misturar utensílios, coisas bem básicas. E que são importantes para todo o tipo de carne, para o peixe, para os legumes, para toda a alimentação. Isso sim, é importante.
Mas muita calma, e não vamos dar cabo das empresas que vivem da criação de aves para alimentação. Quem é que ganha com isso?
(* Agência Europeia de Segurança Alimentar)
ML
Publicado por populo às 08:30 AM | Comentários (6)
"Terrorismo e Relações Internacionais" II
Como não posso estar na Gulbenkian, vou falando por aqui no que leio na imprensa e me parece sugestivo. Já ontem tinha deixado aqui uma referência a este seminário, que continua por mais dias.
De hoje há a realçar diversas opiniões:
Por um lado que é importante esclarecer bem os termos e noções. Entender que o sistema jurídico "define o que é um crime terrorista, distinguindo-o de formas legítimas de violência" como a guerrilha".
Porque por aqui paira muita confusão. A resistência francesa à invasão nazi não foi uma expressão de terrorismo, pois não ?
A verdade é, diz quem sabe, que « "o combate ao terrorismo é uma tarefa para as forças policiais e judiciais", cabendo aos militares apenas "um papel complementar em situações extraordinárias" (como a fraqueza do Estado em causa). As Forças Armadas só "devem agir contra alvos militares", […] pois "os Estados não podem perder a legitimidade na luta contra o terrorismo"»
Palavras sensatas. Não me parece que lá na Gukbenkian se tenham junto um bando de provocadores. Mas vamos continuar atentos.
ML
Publicado por populo às 08:13 AM | Comentários (1)
outubro 26, 2005
Sou completamente exagerada!
Nem acredito! Eu sei que sou muito acelerada e escrevo muito. Estou cansada de o ouvir dizer e há bastante malta que se queixa de que se está uns dias sem passar pelo Pópulo, depois já não se consegue actualizar. E eu pensava: “Tá bem, deixa….!” A achar que era exagero.
Só que agora fui dar uma olhadela às estatísticas da Weblog, aí já fiquei um pouco assustada. Descobri que tenho escrito tanto ou tão pouco que neste momento ( agora, é claro!) estou logo abaixo da famosa Culinária…Vou consultar um psi, que devo afinal ser mesmo hiperactiva.
Calma. Juro que não torno.
Ai, ai, ai… Não se zanguem.
ML
Publicado por populo às 03:41 PM | Comentários (10)
O “óptimo” e o “bom”
Estive quase para intitular este post, à moda do nosso Charquinho , “a posta no desalento”. E é assim: Não sou melhor nem pior que toda a gente. Conheço Julgo conhecer os meus defeitos. Mas a nível profissional tenho uma boa auto-estima. Acredito que trabalho bem e ao longo do tempo os factos têm vindo a dar-me razão.
Ora um blog também serve para desabafar, acho eu, portanto cá vai:
Desde ontem que tenho andado com um nervoso miudinho que só visto! Já é a 3ª ou 4ª, ou sei lá quantas vezes, que na minha vida profissional se repete o mesmo quadro – eu monto um projecto, ponho-o em pé com entusiasmo e esforço, cuido dele durante muito tempo, depois sou forçada por diversos motivos a entregá-lo noutras mãos e quando procuro saber notícias sou informada que tudo se desmoronou!
Dói muito!
Nem pretendo criticar os meus sucessores, se calhar fui eu que não soube “fazer escola”, se calhar foi erro meu.
Mas parece-me que custava tão pouco. Era apenas deixar que aquilo rolasse, estava tudo em movimento, era “não estragar”. Fico tão triste, mas tão triste, completamente desmotivada para me meter noutra.
Não preciso de vos contar o que era o projecto em causa, mas basta dizer que uma das normas era que existisse uma reunião mensal. Bolas, não é exigir muito: uma reunião mensal! E, para facilitar, no meu tempo combinou-se que seria às segundas quintas-feiras de cada mês. Fácil, não é? Um dia certo. Naquela manhã não se marcava mais nada e a malta reunia-se. O dia foi escolhido por acordo e, se alguém não pudesse vir , seria depois informado do que se tinha decidido. E durante 4 anos eu nunca faltei a uma dessas reuniões! Ontem fui informada de que havia dificuldades, alguma confusão, e na passagem contaram-me que há 4 meses que não há reuniões…Porque a minha substituta tem tido mais que fazer.
Eu conheço-a e acho que é pessoa competente. O que acontece é que tem tanta cautela em que seja tudo impecável, que paralisa a porcaria do trabalho!!!! Era melhor não ser “impecável” mas andar para a frente. Assim, à espera do formato maravilhoso, a engrenagem bloqueou. Que nervos, meu Deus!
ML
Publicado por populo às 11:15 AM | Comentários (12)
No palácio cor-de-rosa
O Renas faz a pergunta que já se ouviu por aí muito:
PARA QUANDO UMA MULHER EM BELÉM?
Lembro-me que no início, muito no início das campanhas, ainda ouvi falar na Helena Roseta. Porque a dificuldade nem é tanto no aceitar a ideia, apesar de não ser fácil, é encontrar a figura certa. Quando tínhamos a Pintasilgo, nem se hesitava, seria uma figura com todas as condições. Mas hoje, é uma dificuldade muito, muito grande.
Mas não deixa de ser uma ideia atractiva.
Então o Palácio não é Cor-de-Rosa? Está mesmo a pedir..

ML
Publicado por populo às 08:56 AM | Comentários (6)
Casamento e filhos
O que faz o evoluir dos tempos e das mentalidades! ! !
Não foi assim há tanto tempo que uma criança nascida “fora do casamento” tinha um estigma terrível, era um bastardo!!! Para ter o nome do pai no B.I. tinha de ser “perfilhado” e muitas coisas que tais. Além do olhar enviesado que a sociedade lhe deitava.
Hoje, o casamento está a ser cada vez mais apenas um símbolo.
Um terço das crianças que nascem aqui pela Europa, nascem fora do casamento sem que isso as afecte lá muito.
Por outro lado, também é uma machadada, no conceito de que o casamento “é para ter filhos”. Está na cara que não! Mas é interessante que os romances escritos há umas décadas, nem é preciso recuar cem anos, hoje só fazem sentido como romances mesmo, como histórias, mas é complicado alguém identificar-se com alguns dos dilacerantes problemas dos protagonistas.
Nascer um bebé é uma festa. Um casamento é uma festa. Mas não necessariamente juntos, e a ordem por que se organizam é arbitrária.

ML
Publicado por populo às 08:24 AM | Comentários (3)
Pobre cromossoma Y…
Sem ofensa, é claro, mas então não é que as mulheres resistem mais à poluição?!
Uma investigação, afirma que em ambientes muito poluídos, nascem mais raparigas do que rapazes. Contudo dizem mais, que se a poluição é um factor, também o é o stress associado ao terrorismo e às catástrofes naturais e a verdade é que parece que está a haver uma nova “formatação” da nossa espécie e isso passa, para já, pelas mulheres.
Somos resistentes, sim, pois então há dúvidas ?
;)

ML
Publicado por populo às 07:46 AM | Comentários (2)
Rastreio do cancro
Cancro da mama.
Vi a notícia e fiquei a pensar.
Cerca de 20% das mulheres que recebem convites para realizar o rastreio gratuito ao cancro da mama recusa com medo do resultado
Claro que faz muita impressão e parece pura estupidez, mas creio que é aquela velha mágica de quem pensa que se se esconder não “desafia os deuses”.
Não é desleixo, é o oposto. Exactamente o medo é tanto que fogem. Diz o presidente da Sociedade Portuguesa de Senologia que é uma política da avestruz .
Tem toda a razão.
ML
Publicado por populo às 07:20 AM | Comentários (4)
Títulos interessantes
«Guarda-redes congelado»
Gostei.
Cá por mim há mesmo equipas inteiras que podiam ser congeladas.
A ver se sopram melhores ventos!
ML
Publicado por populo às 07:18 AM | Comentários (1)
"Terrorismo e Relações Internacionais"
"Terrorismo e Relações Internacionais" é o nome do seminário que começou na Calouste Gulbenkian, ontem.
Estão lá muitos especialistas mundiais.
Mas algumas conclusões são de nos fazer reflectir bem, se o caminho que se tem percorrido está certo:
"O resultado mais visível da guerra contra o terrorismo é, até agora, haver mais guerra e mais terrorismo" diz quem tem obrigação de saber.
Já havia muitas vozes nesse sentido, mas sem esta autoridade.
Não será tempo de estudar o problema por outro ângulo?
ML
Publicado por populo às 07:15 AM | Comentários (0)
Blog do contra?
Quando tenho ido espreitar o blog do Super Mário, apesar das pessoas que lá escrevem, venho a pensar rigorosamente o mesmo que aqui disse o Luís Rainha .
Tenho ficado um bocado perplexa por sentir que aquilo é mais um blog “contra” do que “a favor”.
Será porque é mais fácil criticar os outros do que elogiar o próprio candidato?
É que essa conclusão um pouco perversa, pode ocorrer à primeira vista.
Eu não sou assim tão maldosa.
Mas vão ler o Luís, vão lá que ele disse tudo, melhor do que eu diria.
ML
Publicado por populo às 06:55 AM | Comentários (2)
outubro 25, 2005
Cavaquite
Tinha lido o artigo hoje de manhã, mas na pressa quando vi à net depois, não encontrei o link. Agora à noite com mais sossego lá o descobri. É que se trata de algo importante.
Por mim, até acho que este vírus é mais grave do que a gripe das galinhas. E o pior é que quem o apanha nem dá por isso.
Foi a Joana Amaral Dias que fez as suas investigações laboratoriais e deu com ele. Chama-se “cavaquite” e reconhece-se por vários sintomas:
«O primeiro sintoma é um selectivo esquecimento. As vítimas perdem a memória do período de 1985 a 1995», coisa grave.
Depois «Você sabe que está em perigo quando aceita (sem ficar esquizofrénico) declarações em que o agente nega a sua própria identidade» «Por exemplo, quando o próprio diz que não é político quando foi ministro, líder partidário e depois primeiro-ministro durante dez anos, perfazendo uma carreira de quase 30» E ainda, «anúncios de que a sua estirpe mais próxima não participará na acção, ainda que o agente se apresente em combate acompanhado da mesma»
« Um outro sintoma, não menos preocupante, é o estado confusional. Você sabe que o organismo não se candidata a primeiro-ministro. Mas espera que ele cumpra esse papel até porque sofre, como já referido, de esquecimentos importantes. Você sabe que o mesmo não tem perfil presidencial, mas parece incapaz de se concentrar nesse aspecto. Défice de atenção, claro. Você não sabe o que o agente pensa sobre o mundo, a Europa e o País, mas imagina»
Claro que é melhor ler tudo, mas reparem ainda nesta parte «Atenção ao delírio e cuidado, muito cuidado! Você pode mesmo pensar que o agente é um salvador, ainda que saiba que em nada contribuiu para a bem-aventurança no passado. Recente e menos recente»
Pois é Joana. Quem não está ainda atingido pelo vírus deve avisar a população.
ML
Publicado por populo às 10:20 PM | Comentários (2)
Neblina
Lisboa acordou hoje debaixo de neblina. Para quem não pode ir a Londres sempre dá uns ares…
Cá pelos bairros onde cirandei, o nevoeiro era mesmo cerrado, tínhamos de andar devagarinho e de faróis ligados. Mas eu gosto. Sinto-me como num sonho. Por algum motivo se diz de quem anda distraído que “anda nas nuvens”. Aqui, as nuvens fazem-nos o jeito de descerem elas, para nós não termos que subir.
Gosto de nevoeiro sim. É um pouco estranho porque por outro lado adoro o sol, mas estes dias de neblina parecem mágicos. O D. Sebastião quando vier é no meio do nevoeiro, e de manhã, como hoje.
Porque à tarde tem muito menos graça. Já ouviram falar numa tarde de nevoeiro? Não, pois não? E um dia completo de nevoeiro já parece de birra. O que é demais, é demais.
Assim, sim. Uma manhãzinha, com os prédios com os contornos indefinidos, as pessoas a surgirem do nada, o trânsito lento como num ballet, as árvores indistintas, tudo um pouco ao ralenti.
Muito lindo.
Afinal é preciso pouco para sonhar.

ML
Publicado por populo às 03:30 PM | Comentários (8)
A política divide famílias
Não é só no futebol que se encontram irmãos um do Benfica e outro do Sporting.
Na política também, com alguns casos célebres e recentes. São histórias antigas ou muito actuais.
Desta vez, a história repete-se: É curioso ver que António Lobo Antunes torce por Soares e João Lobo Antunes por Cavaco.
Há mais Lobos Antunes e também médicos, será que não gostam de outros dos candidatos…?
Vamos esperar.
ML
Publicado por populo às 08:51 AM | Comentários (6)
Mas o que é o “situacionismo” ?
O Dr. Mário Soares apresenta hoje, às 6 da tarde, o seu manifesto.
Temos interesse em saber o que vai dizer, é claro.
Parece que desta vez poderá responder a perguntas de jornalistas, e será certamente bombardeado com elas, mas sempre se soube que o Dr. Soares lida bem com multidões, até de jornalistas.
Dizem-nos que ele irá recusar o “situacionismo”. Acho bem. Não sei bem o que é, ou a que se refere, mas acho bem. A palavra é feia, e evoca-me o que dantes se chamava “a situação” que era um eufemismo para não se dizer brutalmente “fascismo”. Portanto fico a esperar ser bem elucidada porque é que o Dr. Soares recusa o
Até logo, às 6 da tarde.
ML
Publicado por populo às 08:16 AM | Comentários (2)
Felgueiras na berlinda
Acredito que seja legal. Aceito que não se pudessem ter feito as escutas telefónicas. Concordo que as leis devem ser cumpridas. Admito que os tribunais têm de actuar segundo as suas normas. Tudo certo.
Mas…
Há o crédito que a justiça merece. Se depois de tudo o que os media divulgaram ( mal ou bem, mas divulgaram ) agora com um golpe de mágica os motivos que havia para a incriminação da Senhora Presidente Eleita da Câmara de Felgueiras desaparecem o país vai ficar de boca aberta.
A justiça também tem de ser moral.
Ou aí, sim, é o descrédito total!
ML
Publicado por populo às 07:43 AM | Comentários (7)
Moeda falsa era boa ideia
Segundo "esta notícia" a Coreia do Norte teve uma ideia.
Estando mal de massas, no que aliás não está sozinha, e precisando de financiar vários projectos importantes (ná, ná, não eram aeroportos nem TGVs, eram para aí coisas como projectos nucleares e equipar forças armadas) não esteve de modas e como o Alves dos Reis, decidiu pôr-se a fazer moeda.
Ora digam que não era boa ideia? Nós, com a tradição famosa do Alves dos Reis, fazíamos para aqui uns milhões de dólares e zás trás, pagava-se tudo e ainda ficávamos com uns trocos…

Publicado por populo às 07:23 AM | Comentários (6)
outubro 24, 2005
Uma explicação/aviso
Acabei, há segundos, de apagar um comentário. É uma coisa que nunca tinha feito no Pópulo, e imaginava nunca o vir a fazer. Quando digo um comentário, quero dizer uma “coisa” escrita na caixa de comentários deste blog, mas não é por estar nesse local que é um comentário…
Ainda me sinto nervosa, e quero dizer à pessoa que ali deixou aquele escrito porque é que não o deixei lá ficar:
Primeiro – não era para mim nem para o meu blog, era destinado a um post de outro blog que não o quis aceitar lá.
Segundo – aceito democraticamente todas as críticas que achem por bem fazer ao que eu escrevo ou digo. Mas mesmo sobre aquilo que aqui fica escrito, tenho como norma insistir que os termos usados sejam educados, sem grosserias.
Terceiro – gosto que analisem aquilo que eu escrevo e não factos que não tenham nada a ver com o que aqui está.
Quarto – conhecesse ou não o blogger que foi criticado ( e nem o conheço pessoalmente ) seria de um grande mau gosto deixar aqui ficar um chorrilho de insultos a um colega blogger.
Portanto o conselho que dou é que resolva esse problema por email, ou de o modo que considerar mais correcto, mas nunca através de o blog de uma terceira pessoa. E este aviso aplica-se a outras pessoas que tenham ideias semelhantes.
Aqui não.
ML
Publicado por populo às 07:57 PM | Comentários (6)
Calendário para chefes "especiais" normais
O URGENTÁRIO
===================================
15 14 13 12 11 10 9
22 21 20 19 18 17 16
29 28 27 26 25 24 23
36 35 34 33 32 31 30
===================================
* tentem acertar as colunas com os dias, que eu não consegui...
Este calendário foi desenvolvido para atender aos trabalhos URGENTES.
•Todos os trabalhos são pedidos para "ontem" e, por isso, todas as datas correm para trás. Desta forma, o chefe pode pedir o trabalho no dia sete (7) e recebê-lo no dia três (3).
• Normalmente é solicitado que os trabalhos fiquem prontos no máximo até sexta-feira, portanto foram colocadas três (3) sextas-feiras em cada semana.
•Existem cinco novos dias acrescidos no final de cada mês para que não haja atrasos nos trabalhos de fecho.
•O dia primeiro foi eliminado para que não se entreguem os trabalhos de final do mês no primeiro dia do mês seguinte.
•Ninguém gosta de segundas-feiras, portanto este dia também foi eliminado do Urgentário.
•Não existem sábados e domingos, para que as horas extras não onerem a folha de pagamento.
•Foi criado um dia especial na semana, que é a "Santa-feira", destinada aos trabalhos que exigem "Milagres
Publicado por populo às 07:12 PM | Comentários (4)
Sem palavras

Gostei muito desta imagem, e para mim pode ter tantas leituras, que as deixo à vossa fantasia.
Pelo menos podemos pensar que até no meio do cinzento pode nascer a cor.
ML
PS- Mas espero outras interpretações...
Publicado por populo às 06:30 PM | Comentários (3)
Em "resposta" à Isabel
Li no Troll, um post da Isabel chamado "As mulheres com mais de 40" Lembrei-me de imediato de um outro FW que já tinha recebido há tempos, na mesma linha, mas as mulheres do meu fw, são mais maduras, pelos vistos. Mas cá vai:
«É o único tema em que sou radical e intolerante, no qual não escuto argumentações: As mulheres da minha geração são as melhores e ponto.
Hoje têm quarenta e picos, inclusive cinquenta e até sessenta, e são belas, muito belas, porém também serenas, compreensivas, sensatas e sobretudo diabolicamente sedutoras, isto, apesar dos seus incipientes pés-de-galinha ou desta afectuosa celulite das suas coxas, mas que as fazem tão humanas, tão reais.
Formosamente reais.
Quase todas, hoje, estão casadas ou divorciadas, ou divorciadas e recasadas, com a intenção de não se equivocar no segundo intento, que às vezes é um modo de acercar-se do terceiro e do quarto intento. Que importa?
Outras, ainda que poucas, mantêm-se obstinadas celibatárias e protegem-se como a uma fortaleza sitiada que, de qualquer modo, de vez em quando abre suas portas a algum visitante.
Que belas são, por Deus, as mulheres da minha geração!
Nascidas sob a era de Aquário, com a influência da música dos Beatles, de Bob Dylan, de Lou Reed, do melhor cinema de Kubrick e do início do boom latino-americano, são seres excepcionais.
Herdeiras da revolução sexual da década de 60 e das correntes feministas, que entretanto receberam passadas por vários filtros, elas souberam combinar liberdade com coqueteria, emancipação com paixão, reivindicação com sedução.
Jamais viram no homem um inimigo, apesar de que lhe cantaram umas quantas verdades, pois compreenderam que se emancipar era algo mais que colocar o homem a esfregar o banheiro ou trocar o rolo de papel higiénico, quando este tragicamente se acaba, e decidiram pactuar para viver em dupla, essa forma de convivência que tanto se critica, porém, que com o tempo, resulta ser a única possível, ou a melhor, ao menos neste mundo e nesta vida.
São maravilhosas e têm estilo, mesmo quando nos fazem sofrer, quando nos enganam ou nos deixam.
Usaram saias indianas aos 18 anos, enfeitaram-se com colares andinos, cobriram-se com sweaters de lã e perderam sua parecença com Maria, a Virgem, numa noite louca de sexta-feira ou de sábado, depois de dançar El raton, de Cheo Feliciano, na Teja Corrida ou em Quebracanto, com algum amigo que lhes falou de Kafka, de Gurdjieff e do cinema de Bergman.
No fundo de suas mochilas havia pacotes de Pielroja, livros de Simone de Beauvoir e fitas de Victor Jara, e ao deixar-nos, quando não havia mais remédio senão deixar-nos, dedicavam-nos aquela canção de Héctor Lavoe, que é ao mesmo tempo um clássico do jornalismo e do despeito, e que se chama Teu amor é um jornal de ontem.
Falaram com paixão de política e quiseram mudar o mundo, beberam rum cubano e aprenderam de cor canções de Silvio Rodriguez e Pablo Milanez, conheceram os sítios arqueológicos, foram com seus namorados às praias, dormindo em barracas e deixando-se picar pelos mosquitos, porque adoravam a liberdade e, sobretudo, juraram amar-nos por toda a vida, algo que sem dúvida fizeram e que hoje continuam fazendo na sua formosa e sedutora maturidade
Souberam ser, apesar da sua beleza, rainhas bem-educadas, pouco caprichosas ou egoístas. Deusas com sangue humano.
O tipo de mulher que, quando lhe abrem a porta do carro para que suba, se inclina sobre o assento e, por sua vez, abre a do seu acompanhante por dentro.
A que recebe um amigo que sofre às quatro da manhã, ainda que seja seu ex-noivo, porque são maravilhosas e têm estilo, ainda quando nos façam sofrer, quando nos enganam ou nos deixam, pois seu sangue não é tão gelado o suficiente para não nos escutar nessa salvadora e última noite, na qual estão dispostas a servir-nos o oitavo uísque e a colocar, pela sexta vez, aquela melodia do Santana.
Por isso, para os que nascemos entre as décadas de 50 e 60, o dia da mulher é, na verdade, todos os dias do ano, cada um dos dias com suas noites e seus amanheceres, que são mais belos, como diz o bolero, quando está você.
Que belas são, por Deus, as mulheres da minha geração!
Por Santiago Gamboa
Publicado por populo às 05:30 PM | Comentários (4)
Uma sentença que pode servir de exemplo
Quis começar a minha leitura das notícias com uma que pode ser positiva, porque o resto…
É assim:
Durante anos, uma aldeia minhota sofreu danos provocados por uma vacaria que provocava poluição do ar, dos solos e da água e tornava a vida dos seus habitantes de péssima qualidade. Queixas e mais queixas e a empresa a assobiar para o lado. Passaram-se anos. Agora, seis anos após o início do processo, a empresa foi condenada ao seu encerramento, e a duas indemnizações uma aos autores da acção e outra à comunidade
Já se sabe que entretanto vão recorrer, e talvez passem mais 6 anos.
Mas alguma coisa está a mexer e ainda bem.
Talvez seja o início de outros casos, e alguns empresários ponham as barbas de molho antes que ardam.
ML
Publicado por populo às 08:21 AM | Comentários (3)
Para que se saiba: o carrito também vai apanhar

Hoje os jornais dão-nos bastantes informações para se saber com o que vamos contar para o ano que vem. Agora passamos aos automóveis:
Os veículos que terão um imposto automóvel mais baixo do que em 2005 situam-se todos acima dos 1300 centímetros cúbicos de cilindrada. Ou seja, os carros mais baratos, que representam 40% das vendas totais, ficarão a pagar mais imposto do que actualmente
(Olham que não estou a inventar nada! Foi um copy/paste da notícia, apesar de ser tão louco que nem parece!)
Tá bem!
Pois se são mais, a rede apanha mais peixe. Se aumentassem o imposto aos Rolls Royce acabavam por ter só uma dúzia de carros a pagar, deste modo é uma cabazada.
Deve ser assim que aquelas cabeças pensam.
ML
Publicado por populo às 08:18 AM | Comentários (4)
Impostos: Já ficamos prevenidos
Claro que já se sabia. Os números é que ainda estavam mal definidos. Mas aí vêem.
Os contribuintes mais afectados serão os que auferem menores rendimentos e a classe média
O “truque” para que o IRS não suba tanto, a compra de benefícios fiscais, implica poder-se gastar dois mil euros num Plano de Poupança Reforma.
«Um casal com a média de idades até aos 35 anos, cujos rendimentos mensais somam 1500 euros e consiga um aumento salarial de 2,5% em 2006, terá de investir pelo menos 2000 euros - o equivalente a cinco salário mínimos - na Poupança Reforma (PPR), caso contrário o IRS dispara». Outro exemplo: «Um contribuinte de 24 anos com um rendimento mensal de 850 euros, caso opte por não investir em benefícios fiscais ou na compra de material de informático, está sujeito a um aumento de imposto na casa dos 24 euros».
Maioria absoluta, não foi? Não é cá preciso andar para aí a negociar.
ML
Publicado por populo às 08:12 AM | Comentários (4)
Afinal os iraquianos não iam receber ninguém com flores…
Lembram-se, antes de desencadear a guerra no Iraque, da imagem edílica que Bush nos quis impingir? Não apenas que seria uma guerra curtíssima e com “ataques cirúrgicos”, como também os iranianos estavam desejosos dessa intervenção e os libertadores seriam recebidos em triunfo no meio de aplausos e de flores.
Passou-se este tempo, e uma sondagem secreta que os ingleses lá fizerem revela um quadro rigorosamente oposto: "menos de 1% considera que a intervenção das forças aliadas contribuiu para melhorar a segurança no país» E pior ainda, «65% dos iraquianos apoiam os ataques suicidas»
Uns ingratos é que eles são!!
Afinal não foi apenas o pretexto para desencadear a guerra que foi mentira, as próprias informações que tinham sobre os sentimentos dos iraquianos eram completamente desligadas do real. Cada vez se vai sabendo coisas mais interessantes.
ML
Publicado por populo às 08:08 AM | Comentários (3)
outubro 23, 2005
Grilos
Não sei porque estou a sorrir. Porque é que não se poderá criar grilos?
E logo 6.000 grilos. É muita grilo…! Já imaginaram o banzé?!
E esta grilada toda começou com 2. Tal como Adão e Eva. Parece que a “grila” mãe deu mais de 2.000 grilinhos.
Ainda falam dos coelhos! Isto sim que é um negócio. Com uma alface temos a criação alimentada.
Pronto, não quero ofender ninguém mas lá que é um negócio engraçado, isso é!
ML
Publicado por populo às 11:54 AM | Comentários (17)
“Os homens morrem ao Domingo” ?
É notícia de primeira página do DN, e com este título de capa de romance.
Vamos ver bem o que lá se diz. Primeiro, vamos reduzir o universo “Homens” a “Jovens do sexo masculino”. E continua com as notícias do estudo "Os homens rapazes entre os 15 e os 24 anos morrem de sete em sete dias, ao domingo» o que torna um pouco mais clara a notícia. Contudo ainda paira no ar a ideia de que é um vírus que escolha os homens e que só “trabalha” aos fins-de-semana. Será isso? Mas depois vê-se que, para além dos fins-de-semana, esse vírus também ataca nas férias «Os homens perecem mortalmente sobretudo nos meses de Junho, Julho e Agosto. Em Agosto de 1999 morreram mais de 100 jovens, no mesmo mês de 1993 perderam a vida mais de 200; o mesmo aconteceu em Junho de 1981.» Parece que a pista começa a tomar forma. Porque neste momento já entendemos que o vírus se chama automóvel ou moto. Cá temos numa notícia de hoje um exemplo do que se passa Cinco jovens que tinham estado a tomar uns copos num bar e regressavam a casa debaixo de chuva e com chão escorregadio. Não é preciso muito mais.
Mas há ainda outras causas. O médico Vasco Prazeres é claro quando aponta o dedo a uma certa "ideologia cultural": "O homem tem que beber para ser homem e tem, ao volante, que acelerar bastante." Não será tempo de mudar de mentalidade? Começar a pensar-se que o homem para ser homem deve ser inteligente.
ML
Publicado por populo às 10:59 AM | Comentários (9)
Cruzeiro Seixas
Quem vive no Porto ( ou pode lá ir ) devia aproveitar e ver a exposição de desenhos e pinturas que vêm dos anos 40 até hoje, de Cruzeiro Seixas.
A exposição é na Galeria de São Mamede, no Porto. Do melhor que se fez em surrealismo em Portugal.
A frase dele "ponho a mão em cima da mesa e depois já não interfiro na actividade da mão, porque a mão já anda sozinha". diz tudo.

ML
Publicado por populo às 10:54 AM | Comentários (2)
Nem 8 nem 80
Eu continuo a dar no mesmo – informação clara, compreensível, bem difundida, serena, continua a faltar.
Precaução sensata Aves proibidas em eventos públicos, do circo às feiras porque vale mais prevenir do que remediar.
Mas não exageremos. Como aconselha o Renas Não é preciso pôr o Vale do Ave de quarentena .

Vamos lá com calma.
ML
Publicado por populo às 10:32 AM | Comentários (2)
As presidenciais e os blogs
Era de prever, mas eu por mim ainda não tinha dado por eles. Tenho de agradecer ao Ai o Camandro a descoberta de dois blogs, um a brincar e outro bem a sério, sobre as eleições de Janeiro.
O que é a brincar, e cumpre a sua função porque tem mesmo graça, chama-se Movimento pr’ó Coiso e tem alguns achados bem giros. E não venham cá dizer que com coisas sérias não se brinca, que isso é uma treta.
O segundo, que vou passar a frequentar também, chama-se “A Peste” e começou a lembrar Quem foi/é “o mais recente” candidato à presidência da nossa República. Parece-me bastante útil para as pessoas de memória curta, ou as que sofrem daquele estranho fenómeno de falsas recordações.
É de ir lá e ir seguindo o desenvolvimento da campanha: “Este blog não está com Cavaco”
ML
Publicado por populo às 09:59 AM | Comentários (6)
outubro 22, 2005
Humor
Do inigualável WEBCEDÁRIO com todas as vénias :)

Porque um leitor me pediu para acabar o dia, aqui no blog, com uma coisa alegre…
ML
Publicado por populo às 10:15 PM | Comentários (0)
Feira de Emprego
Nas Docas de Alcântara o evento não é festivo. Decorre lá uma Feira de Emprego. Os organizadores esperam que apareçam 30.000 pessoas em 2 dias.
Por esta descrição confirma-se o que se podia imaginar, a maioria é gente muito jovem que não consegue um primeiro emprego. Muitos e muitos com cursos superiores, passaram 4 ou 5 anos a estudar para desejarem agora nem que seja um trabalho
de telemarketing, temporário é bom de ver…
Quando aceitaram as praxes, quando se integraram numa vida académica animada, quando passaram anos a estudar muito ou pouco, o facto é que foi o suficiente para terminarem uma licenciatura, não deviam imaginar que iriam acabar numa Feira de Emprego.
O artigo está bem escrito e colorido. Porque raio é que a imagem que me salta à imaginação é de uma venda de escravos? Actualmente não há donos há patrões empregadores, mas vende-se a força de trabalho, as capacidades, a formação.
Faz-nos desanimar.
ML
Publicado por populo às 07:06 PM | Comentários (1)
Os actos falhados

Tinha prometido a mim própria não falar aqui muito de Cavaco, que acho que tempo de antena a mais já o homem tem. Mas passo o tempo a tomar decisões e depois ir contra elas… Creio que já não tenho emenda!
E não resisto a realçar os actos falhados desta candidatura preparada ao mínimo pormenor. Só que não o podem é calar…
Cá vem:
a) "Penso que um Presidente da República não se deve pronunciar, quer dizer um candidato a Presidente da República"(...) Upss! Cuidado, ainda não está lá, oh senhor professor!!! Tem assim tanta certeza?
b) "As propostas da Assembleia Nacional, isto é da Assembleia da República". Outro upps! A Assembleia Nacional já foi… Alzheimer, já?
ML
Publicado por populo às 11:18 AM | Comentários (6)
As finanças e a falta de informação
A semana passada em conversa com uma amiga, ela contou que o filho que tinha um trabalho muito episódico de umas vezes por semana, para ajudar a pagar os estudos, ia possivelmente deixá-lo porque para isso tinha de passar recibos verdes e pagar a segurança social. Pelo que tinham dito ao rapaz, e segundo ela me garantia, os descontos eram na base do ordenado mínimo, mas como ele nem por alto atingia essa fasquia, acontecia que ia pagar mais do que ganhava… Era um tal absurdo, que ele ia desistir.
Pareceu-me realmente absurdo, mas ando numa de acreditar em absurdos por tudo o que tenho visto, e aceitei.
Li agora que podia existir um pedido de isenção . Só que esse prazo para pedir isenção já terminou.
Será que esta informação foi bem difundida? No caso de que falei, tenho a certeza de que eles ignoravam que tal existisse. E quantos outros casos existirão semelhantes a este? Aqui foi um jovem que abandonou um trabalho, eventual e que rendia pouco mas lhe ia dando para as despesas. E posso imaginar outros casos mais graves, onde a falta de informação crie verdadeiros dilemas.
São situações onde todos perdem.
ML
Publicado por populo às 11:00 AM | Comentários (3)
Falta de atenção…
Um pequeno pormenor. Uma falta de atenção. Coisita pouca.
Pelo que dizem, parece que afinal o Ministério Público revelou ao Banco Espírito Santo a identidade das demais entidades bancárias que estavam sob investigação por indícios de evasão fiscal, fraude fiscal e falsificação de documentos mas foi um descuido.
« "Houve uma falta de atenção", admitiu a directora do DCIAP, Cândida Almeida» e é fácil imaginar que “os titulares de contas sujeitas ao levantamento do sigilo bancário terão tido também conhecimento."
São coisas. Que maçada, não é verdade? Distracções.
ML
Publicado por populo às 10:52 AM | Comentários (3)
Chove!!!
Desta vez parece ter vindo para ficar.
Começou finalmente a chover. Já não eram só os campos e as barragens que precisavam de água, o nosso espírito também andava sequioso. Há um ciclo de estações, que o nosso corpo tinha aprendido a conhecer. Desde que nascemos que o corpo sabe que o frio vem a seguir ao calor ( ou o calor a seguir ao frio, tanto faz ) e, pelo menos aqui na Europa, a chuva e o frio andam associados. Também era costume, dantes, quando eu era pequenina, haver umas Estações de transição chamadas Primavera e Outono, onde gradualmente a temperatura ambiente ia subindo ou diminuindo. Quando se “salta” uma Estação, ainda nos sentimos um pouco confusos, mas se calhar dentro de uns anos, essas estações já são apeadeiros, o ano só vai ter um Grande Inverno e um Grande Verão.
Mas a chuva, esta água que vem do céu, fazia-nos falta em todos os sentidos.
Bem-vinda água!!!

PS – Tinha escrito isto tudo ontem quando começou a chover. Hoje devo acrescentar que se calhar não era preciso chover tudo de uma vez só…
ML
Publicado por populo às 09:56 AM | Comentários (2)
Posso, quero e mando
E pronto. Mainada!
Também se diz “manda quem pode, obedece quem quer”. É claro que se conhece as estreitas relações entre Israel e os EUA. Mas algumas coisas têm piada, quando se descobre a careca nalguns pontos. Israel possuir armas dos Estados Unidos. Sabia-se. Também se sabia que as vende. O.K. Mas não sabia que para isso "conforme os acordos entre os dois países sobre armas de fabricação norte-americana, Israel tem que pedir a autorização a Washington para esse efeito".
Afinal é como se quem fizesse as vendas fossem os EUA, e Israel fosse um entreposto comercial. Assim, no caso da Venezuela, ‘os EUA obrigaram Israel a congelar um contrato’ porque andam de birra com o Hugo Chavez mais o seu petróleo.
E como eles não querem” irritar" a Administração Bush lá se anula o contrato.
Ficamos a saber.
ML
Publicado por populo às 09:37 AM | Comentários (3)
O «Ranking» das escolas

Há vários anos que por esta altura se publica esta lista: Quais as escolas com conseguem melhor aproveitamento para os seus alunos. Pelo que tenho observado os dados recolhidos e os critérios têm sido corrigidos, mas…
Ainda mantenho muitas dúvidas.
Os cinco primeiros lugares são de escolas privadas de novo. Ora separar as escolas privadas das públicas fazia sentido porque as condições de funcionamento são diferentes e não só. Os alunos cujos pais têm meios para pagar uma escola privada, têm um ambiente doméstico, à partida, com mais possibilidades económicas do que os outros. E isso implica dados sociológicos que não são de menosprezar.
Podemos consultar aqui as regras deste ranking. Bom. É interessante reparar que «foi elaborada uma lista ordenada das escolas em função da evolução das respectivas classificações médias, durante os últimos seis anos». Isso permite ver por exemplo que a melhor escola pública deste ano, que ficou em 9º lugar, estava o ano passado em 30º. Grande salto! Porquê ?
As minhas reservas mantêm-se. Que se analise os resultados, parece-me correcto, mas tem de se ir mais longe e entender o porquê: como funcionam, que alunos as frequentam, que condições de trabalho lá existem para alunos e professores, reparar que algumas escolas (Odiveles p.e.) são internatos, em que ambientes vivem os estudantes, de que famílias são originários, como trabalham os professores nas escolas, etc. Tal como aparece, lembra-me a primeira liga de futebol. É só uma lista competitiva.
ML
Publicado por populo às 09:28 AM | Comentários (7)
outubro 21, 2005
Como se dão notícias na imprensa
Ouvi duas amigas a conversar, e uma perguntava risonha para a outra:
- Então vais para a Expo?
- Vou para a Expo…???, admirou-se a outra.
- Vem aqui no Expresso! Até o final do ano, os serviços da Segurança Social espalhados por Lisboa, deverão ser transferidos para um único edifício no Parque das Nações.
Bem, como esta história era mirabolante, não esquecendo que estamos em Outubro, fomos procurar a notícia. E lá vinha, numa coluna da página19:
No primeiro parágrafo falava-se como um dado já adquirido dizendo que “até ao final do ano deverão ser transferidos os serviços da Segurança Social espalhados por Lisboa”, mas… mas…mais para baixo esclarecia-se que esse tal edifício “deverá ser construído através de um fundo, etc, etc, e deverá estar concluído no final de 2006”. Tudo isto no futuro. Deverá. Porque construir um prédio que venha a abrigar 28 instalações espalhadas por Lisboa, e onde caibam 3.000 trabalhadores não se faz do pé para a mão. Não é aproveitar umas instalações, é construir de raiz. Duvido muito que um ano seja suficiente, para além de que as próprias mudanças não se fazem com um estalar de dedos. Mesmo que o edifício estivesse pronto, estes dois meses até ao final do ano seriam pouco; mas a verdade é que ainda se está a ver de onde vem o financiamento! Qual final do ano!!! Se for o de 2007 já não é mau.
Mas quem lesse só o primeiro parágrafo ficava com outra ideia. Errada.
ML
Publicado por populo às 07:03 PM | Comentários (3)
Crianças, iogurte e publicidade
Mais uma dos nossos publicitários.
Cenas da vida real, supostamente. Temos uma senhora, com nome e tudo. Diz que se chama Tatiana Núncio e que tem quatro rebentos, também todos com o nome escarrapachado – Isabel, Filipe, João e Salvador. Estes meninos são muito saudáveis porque comem um iogurte muito bom. Daqueles iogurtes que aumenta as nossas resistências ( eu às vezes também precisava de uma caixa inteira, antes de algumas reuniões…). Ainda bem para os meninos. E a senhora ‘fica mais descansada’ como uma boa mãe. Até aqui, é de aplaudir. Só que o anúncio termina não exactamente com a cereja em cima do bolo… Ela, muito sorridente, informa-nos que é bom que eles não adoeçam porque “se eles estiverem doentes, eu não posso ir trabalhar”. Eu sei que *é a vida*, como dizia o nosso antigo primeiro, e possivelmente uma grande verdade, anda para aí muito desemprego. Mas como anúncio?! É fundamental, os filhos serem saudáveis para ela ir trabalhar?! Não se lembraram de mais nada?
Esta custa a engolir, não deve ser como os tais iogurtes que devem escorregar que é uma beleza.
ML
Publicado por populo às 06:54 PM | Comentários (2)
As presidenciais e a blogosfera
Já se tinha notado nas autárquicas. Vários candidatos criaram blogs para dizerem de sua justiça. Tá bem. Era uma prova de que este mundo virtual tem força e influência.
É agora a vez das presidenciais.
Mas aqui fia mais fino. Não podem ser os próprios candidatos, que lhes fica mal. Não tem postura de Estado. Tem de ser outros por eles.
E cá vêem: temos o Super Mário e o Super Cavaco.
O que mais nos faltará ver?!
PS - Estou a falar a sério! Vão lá ver se não acreditam.
ML
Publicado por populo às 02:23 PM | Comentários (8)
Programas de TV
Eu, como creio que também uma fatia muito substancial de pessoas ( quem tem trabalho regular e de horas certas ) não vejo televisão na parte da manhã. De manhã trabalho, e a verdade é que nos dias que excepcionalmente fique em casa, também não me dá para ligar aquele bicho. Fica descansado no seu cantinho. Portanto há programas que nunca, mas mesmo nunca, vejo.
Acontece contudo que, se me dizem que vai passar alguma coisa interessante, então programo o vídeo para gravar. E costuma correr bem. Quando volto, vejo a tal entrevista, ou reportagem, ou lá o que for que fui aconselhada a ver.
Até aqui, nada para contar.
Às vezes, baralho-me nas horas ou canais e lá gravo o que não quero. Fico piursa, mas acontece. Desta vez, o estúpido do vídeo, gravou-me um programa chamado “SIC 10 horas” apresentado por Fátima Lopes. Nunca o tinha visto, e já entendo o que tenho perdido. É uma colecção de histórias, de faca e alguidar, de grande emoção ou romantismo. Neste dia um filho tinha desaparecido, mas depois telefonou a dizer “Desculpa, mãe, desculpa!” coisa que interessa todo o país. Outras pessoas contaram bocadinhos das suas vidas, muito interessantes para elas próprias e com a apresentadora a puxar ao sentimento. Mas o interessante é que o programa afinal é um verdadeiro serviço público. A entremear com muitas desgraças, Fátima vêm-nos colocar um problema complicado, com que muitas de nós nos debatemos: “Como retirar manchas de bolor da roupa de seda?” Já estão a ver? Assim que vi esta gravação, respirei aliviada. Ao tempo que a minha roupa de seda anda cheia de manchas de bolor, e eu sem solução! Mas a coisa não vem logo. Ela apresenta 3 hipóteses como podem ver A) Com cerveja; B) Com leite frio C) Com álcool. Deixa-nos pendurados, até esclarecer – É com leite frio.
Depois lá continuamos a ouvir os dramas da vida quotidiana.
Assim anda a nossa TV.

ML
Publicado por populo às 01:07 PM | Comentários (4)
Declaração
Recebido em tempos em FW, mas continua actual
«Em cada 100 euros que o patrão paga pela minha força de trabalho, o Estado, e muito bem, tira-me 20 euros para o IRS e 11 euros para a Segurança Social.
O meu patrão, por cada 100 euros que paga pela minha força de trabalho, é obrigado a dar ao Estado, e muito bem, mais 23,75 euros para a Segurança Social. E por cada 100 euros de riqueza que eu produzo, o Estado, e muito bem, retira ao meu patrão outros 33 euros
Cada vez que eu, no supermercado, gasto os 100 euros que o meu patrão pagou, o Estado, e muito bem, fica com 21 euros para si.
Em resumo:
- Quando ganho 100 euros, o Estado fica quase com 57.
- Quando gasto 100 euros, o Estado, no mínimo, cobra 21.
- Quando lucro 100 euros, o Estado enriquece 33.
- Quando compro um carro, uma casa, herdo um quadro, registo os meus negócios ou peço uma certidão, o Estado, e muito bem, fica com quase metade das verbas envolvidas no caso.
Eu pago e acho muito bem, portanto exijo: um sistema de ensino que garanta cultura, civismo e futuro emprego para o meu filho. Serviços de saúde exemplares. Um hospital bem equipado a menos de 20 km da minha
casa.
Estradas largas, sem buracos e bem sinalizadas em todo o País.
Auto-estradas sem portagens. Pontes que não caiam. Tribunais com capacidade para decidir processos em menos de um ano. Uma máquina fiscal que cobre igualitariamente os impostos.
Eu pago, e por isso quero ter, quando lá chegar, a reforma garantida e jardins públicos e espaços verdes bem tratados e seguros. Polícia eficiente e equipada.
Os monumentos do meu País bem conservados e abertos ao público, uma orquestra sinfónica. Filmes criados em Portugal. E, no mínimo, que não haja um único caso de fome e miséria nesta terra.
Na pior das hipóteses, cada 300 euros em circulação em Portugal garantem ao Estado 100 euros de receita. Portanto Sr. Primeiro-ministro, governe-se com o dinheirinho que lhe dou porque eu quero e tenho direito a tudo isto.
ML
Publicado por populo às 11:36 AM | Comentários (3)
E quanto a Cavaco
Apesar de, naturalmente, fazer as primeiras páginas de toda a impressa, eu não vou falar mais dele. Já lhe dei o meu tempo de antena ontem. Chegou.
Quem quiser ler uma opinião bem-disposta, e com o humor habitual vá ao Troll e leia a Isabel .
Faria minhas as suas palavras, se aquelas não fossem tanto dela que não podem ser de mais ninguém!
ML
Publicado por populo às 08:01 AM | Comentários (2)
Eleitoralista? Nãããão!!!
História simples:
Há uma obra, neste caso um túnel, que abriu ao trânsito em plena campanha eleitoral. Nessa altura sem qualquer limitação de trânsito. Mas, por coincidência, depois das eleições lembraram-se de que ainda faltava terminar a obra, e assim os carros passaram a poder circular num sentido só, até tudo estar concluído.
A Câmara Municipal de Lisboa recusa categoricamente qualquer manobra eleitoralista
Claro que não. Ele nem foi oficialmente inaugurado! Abriu porque tinha de abrir, e agora vão continuar as obras porque têm de continuar.
Simples.
Já é mania de querer ver outras intenções!
ML
Publicado por populo às 07:36 AM | Comentários (4)
Madeira com nova lei eleitoral
Parece ser uma séria mudança. Até ontem a Madeira tinha 68 deputados e 11 círculos eleitorais. Passa agora a ter 47 deputados e um único círculo eleitoral.
É uma redução drástica. E, pelos vistos contou com a unanimidade dos votos.
Será que muda alguma coisa?
No que respeita à Madeira, as dúvidas são muitas. Não quanto à terra que é linda, nem aos seus habitantes, boas pessoas, mas já quanto ao seu governo…
Publicado por populo às 07:34 AM | Comentários (2)
E quando é o Estado que é condenado…
…vai adiando o processo, é claro!
Acredito que Kafka teria apreciado esta história:
Um senhor, que era imigrante tinha as suas economias depositadas na Caixa Económica Faialense, que faliu. Ficou arruinado. Pediu uma indemnização e ficou 18 anos à espera da decisão do tribunal. Dezoito anos. Imaginem-se vocês na pele dele – se tiverem agora 32 anos vão esperar até aos 50 anos!
Adiante. Depois disso, o homem pediu uma indemnização ao Estado, e este foi realmente condenado a pagar. Mas o interessante, é que em vez de decidir despachar esta questão, fazer o pagamento e resolver o assunto o Estado vai ainda ponderar se recorre ou não ! Pode ser que entretanto o homem morra…
E, nota final caricata, o ministro da Justiça diz que ainda só sabe da condenação pela Comunicação Social. Afinal os media têm acesso às decisões dos tribunais mais depressa do que o senhor ministro.
ML
Publicado por populo às 07:25 AM | Comentários (2)
outubro 20, 2005
Grande animação no BdE!
O BdE anda a fazer uma cobertura interessante das candidaturas presidenciais.
O relato do Zé Mário com «Faltam 10 minutos” e de seguida «Numerologia» fez-me lembrar o relato de um dos jogos do Euro, que ali foi descrito por ele minuto a minuto… O Luís Rainha começou a mandar «Abram Alas p’ró Cavaco» e montou uma caricatura do Soares que irritou o Filipe que o compara aos Riapa :) mas foi através de um post do L. R., com links muito certeiros, que descobri um mundo imenso aqui da blogosfera, a que ele chamou SOARETTES . Não tinha dado conta de tantos e diversificados apoios ao Super Mário. É certo que alguns, surpreendentes do meu ponto de vista, já conhecia, mas outros foram novidade.
Sempre a aprender!

ML
Publicado por populo às 09:44 PM | Comentários (4)
Discurso sem qualquer novidade
Cá está Cavaco Silva.
Nada de novo. Também não se esperava.
Diz que foi muito ponderado. Realmente deve ter sido, anda a ponderar desde que concorreu da última vez.
Analisou as dificuldades do país. Já as conhecíamos. Diz que conhece as suas competências, e não pretende ir além. Então o que quer fazer? Ficou muito nebuloso. Teve tanto tempo para pensar e ponderar…
Este “concorrente” branqueia completamente o seu passado. Diz que há tempos que o país anda mal, mas desde há quanto tempo? O cavaquismo não existiu? Ou foi um Eldorado?
Pronto, já falou. Ficámos na mesma. Diz que os seus apoiantes são uma coisa e o que ele pensa é outra coisa. Então em que ficamos? Afinal, o que raio pensa ele????
PS- Saíu rodeado pelos seus "famosos seguranças". Como se passa com os outros candidatos? Também andam rodeados de gorilas, é?
ML
Publicado por populo às 08:31 PM | Comentários (2)
Farmácias e comércio
Conheço muito bem uma aldeia perto de Lisboa para onde vou há anos e anos, não apenas nas férias mas sempre que posso. Não terá lá muitos residentes mas é uma povoação muito antiga e que ainda terá muitas centenas de pessoas, não é de modo nenhum uma terra moribunda como algumas que conheço.
O comércio reduz-se a um café, um pequenino restaurante e uma loja que vende tudo. Mais nada. Quem precisa de mais alguma coisa vai à povoação mais próxima que já tem um comércio considerável. Mas, é importante explicar que não há nenhum transporte colectivo que ligue esta aldeia à outra povoação – ou se vai a pé ou, quem tem carro, vai de carro. Não há alternativa. Escusado será dizer que não tem farmácia.
Dei hoje uma voltinha por uns quarteirões de um bairro de Lisboa. Sabem que contei 8 farmácias no espaço de uns 3 quarteirões? Nalguns casos uma situava-se num lado de uma rua e a outra do outro lado quase em frente! Na mesma praça havia 2. E as outras 4 todas com um curtíssimo intervalo de distância. Muito doente deve andar a gente aqui desta zona!
Eu devo andar enganada, mas considero que este comércio não é um comércio como outro qualquer. É uma espécie de serviço público. Como é possível uma distribuição destas?! Zonas do interior onde quem precisa de um remédio terá de chamar um táxi e pagar uma exorbitância para além do preço da droga em si, e sítios na capital onde tropeçamos em farmácias porta sim, porta não?!
ML
Publicado por populo às 04:17 PM | Comentários (2)
Pensando em publicidade
Há frases ou expressões que “caem” particularmente bem e causam uma aderência generalizada de toda a gente. Antigamente era a Revista e alguns quadros de revistas melhor sucedidos que tinham essa papel. “Isto é que vai uma crise…!” foi expressão que se empregou durante anos.
Depois passou a moda à publicidade ou a alguma frase mais tonta de alguém do jet-set ou da política ou de algum boneco do Contra-Informação. “É a vida!”, “Estar morto é o contrário de estar vivo”, “Ganda noia”, por exemplo, também pegaram.
Mas dentro da publicidade, tenho reparado em duas coisas: por um lado são as frases mais tontas que, possivelmente por se achar graça, as pessoas fixam; por outro lado que, na maior parte das vezes, fixa-se a frase sim, mas “despegada” do produto que se pretende propagandear.
Que “o algodão não engana” está ligada a um produto de limpeza, eu sei. Mas a qual já não faço a menor ideia… O “tou xim,…é p’ra mim!!!” do pastor no meio dos carneiros, era em relação a qual das 3 redes de telemóveis? Já não sei. O «é já a seguir... é que é já... a seguir!» refere-se ao financiamento de um Banco, mas qual…? Uma boa excepção é o “ai…ai…tou que nem posso!” que fixei ser da Frise.
Não sou publicitária embora tenha o maior respeito pelos bons publicitários. Há algumas soluções geniais, e não esqueço que muitos escritores e poetas em Portugal ganhavam o seu pão diário trabalhando em publicidade. Mas os casos de que falei merecem reflexão. Divertem o pessoal, é verdade. Mas vendem o produto?
ML
Publicado por populo às 03:11 PM | Comentários (3)
Começar bem a manhã
Há certos pormenores que os gestores, ou analistas, ou lá como se chamam os senhores que pensam na produtividade dos trabalhadores, deviam levar em conta.
Praticamente em todos os locais onde tenho trabalhado, quando existe um refeitório, ou bar, ou um local onde as pessoas possam ir tomar um café ou almoçar, ele é sempre encafuado no local que não serve para mais nada: ou numa sala interior, ou numa cave, ou em sítio de difícil acesso. Já tinha pensado que estas escolhas não eram inocentes. Devia pretender-se evitar que os trabalhadores “perdessem tempo” nessa pausa-café. É claro que tinha um efeito perverso. Porque quando se está muitíssimo interessado no que se está a fazer, até levamos uma cafeteira eléctrica, e faz-se um café instantâneo num minuto na nossa secretária, mas quando não o estamos é pretexto para se ir à rua onde até se “perde mais tempo”. Mais uma vez a tónica não é posta na motivação do trabalho e sim na “contagem do tempo de presença”.
No meu actual local de trabalho, para onde vim de má vontade, tive uma boa surpresa. O refeitório situa-se num andar muito alto, tem imensa luz, vê-se meia Lisboa, o rio, e até a “outra banda”. Já me comecei a habituar a ir lá acima tomar o café, lavar os olhos, e descer revigorada. Gente esperta, estes chefes!

ML
Publicado por populo às 12:43 PM | Comentários (3)
Igualdade
Muitos anos antes da guerra no Afganistão, Barbara Walters tinha escrito um artigo sobre a igualdade dos sexos em Kaboul.
Tinha observado que as mulheres andavam sempre respeitosamente dez passos atrás do marido. Voltou recentemente a Kaboul e reparou que os homens iam agora vários passos atrás das mulheres. Ficou admiradíssima, aproximou-se de uma das mulheres e perguntou:
-“É maravilhoso! Pode dizer ao mundo livre o que permitiu esta total inversão de papéis?”
-“As minas antipessoais” respondeu-lhe a mulher.

ML
Publicado por populo às 12:20 PM | Comentários (2)
Sensações
Acabei de ler um post da Isabel e fiquei presa à imagem que ela lá deixou. Ainda estou a pensar em a ir roubar…
Porque aquela imagem, para mim, tem cheiro. Deve ser uma associação confusa de ideias, mas quando vejo um arco-íris no campo, sei que acabou de chover. Sei que a terra está molhada de fresco. Sei que muito provavelmente vem aí o sol. E o cheiro da terra molhada é um dos que mais prazer me dá. Assim um prazer muito profundo, cá de dentro, do meu coração ou mais provavelmente da minha infância.
Eu gosto muito da terra. Se calhar é o signo ( esta dá para tudo!) mas reconheço que sim, que gosto da terra. Para mim a terra é vida, é futuro, é passado. É a solidez, a força, é a energia. E terra mais água dá uma combinação perfeita.
Assim quando vejo, sinto, cheiro, terra molhada parece-me que renasço.
Obrigada pela imagem, Isabel, e olha, vou mesmo roubá-la para aqui.
Não resisto.

ML
Publicado por populo às 10:00 AM | Comentários (6)
Karadzic
Parece que anda a fazer pouco das autoridades e do poder internacional. Ele rala-se bem com o TPI!!! Até lhe dá para a “poesia”.
Estou a falar de um criminoso de guerra, responsável pela morte de muita, muita gente. O sr. Radovan Karadzic, bósnio-sérvio, acusado de crimes contra a humanidade, e que apesar de andar fugido e “ninguém saber onde pára” se dá ao luxo de publicar um livro de… poesia!
"A cidade arde como um pau de incenso" é um dos títulos de um poema. Será descendente de Nero? E outros títulos dos 47 poemas: Sei Cuidar de Mim, Sonho Perigoso, Conto de Fadas Negro, Até à Vista Assassinos ou Bomba Matinal, dizem quase tudo…
Não se estranha que o homem o faça, afinal os psicopatas têm aspectos de nunca sentirem culpa ou aceitarem críticas. Mas que haja quem o apoie e encubra, parece grave.
Diz o ditado que tão ladrão é o que vai à horta como o que fica de guarda.
ML
Publicado por populo às 09:14 AM | Comentários (2)
Maria José Morgado – uma mulher sem papas na língua

Gosto muito desta mulher. Ela diz em público e em voz alta o que muita gente pensa e diz entre amigos. E, ainda por cima, fala com conhecimento de causa mostrando os fundamentos daquilo que afirma. «Não podemos continuar a falar de escândalos sem que nada aconteça ao nível da punição das condutas graves. A falta de consequências é o pior sinal» Palmas!
O JN publica hoje uma entrevista que quase me apetecia transcrever na íntegra.
Diz, quando lhe perguntam se acha que a corrupção continua com níveis elevados na Administração Fiscal, que continua a pensar que estes assuntos não são labirintos onde se diluem as responsabilidades pessoais. Existem departamentos da Polícia Judiciária e do Ministério Público que são responsáveis pelo combate do crime económico e da corrupção, aos quais incumbe o diagnóstico das principais ameaças e a apresentação dum plano de acção para as combater. Em parte, isso devia ser feito publicamente. Só assim seria possível pôr termo a sensacionalismos.E continua:« As dificuldades surgem das especiais exigências de prova sobre condutas praticamente invisíveis, cada vez mais sofisticadas, em que ninguém confessa nada e que, por isso, não podem ser investigadas com os métodos tradicionais. Isso tem introduzido uma lentidão muito prejudicial dos casos acusados, para não falar dos que se encontram em investigação», e ainda […] «a corrupção, seja ela qual for, nunca acaba. A questão está do outro lado. Trata-se de saber que políticas de combate à corrupção e fenómenos associados são aplicadas a cada momento e com que resultados»
Era bom que se desse meios a esta mulher, para o combate a esta hidra de tantas cabeças.
ML
Publicado por populo às 08:24 AM | Comentários (4)
A Banca e a fraude
O que se passa com os bancos?
Os Diários de hoje fazem manchete e dedicam o "em foco" à ligação da Banca com a fraude fiscal. Isto é tema delicado e melindroso, envolve mais dinheiro do que se consegue imaginar, e convém andar com muita cautela, mas…
Subsiste uma certa ambiguidade sobre uma questão importante: os bancos estão eles próprios a ser investigados ou, pelo contrário, representam apenas o habitat de um esquema criminal que envolve alguns dos seus responsáveis e altos quadros de uma forma que atravessa várias instituições?
Porque pelo que podemos ler há factores estranhos. «Uma busca judicial não se anuncia, realiza-se explorando o factor surpresa» Lógico, não? Mas « o Ministério Público avançou para as primeiras buscas ao BES e desde logo ficou a saber-se que também iria a outras instituições bancárias» Parece um erro de palmatória. Porque aconteceu? E outro mistério: « o da supervisão bancária por parte do Banco de Portugal. Se existe, ninguém dá por ela. O mesmo se passa com os mecanismos de controlo interno dos bancos. […] falham sempre nos casos de milhões e nunca nos de milhares.» Por seu lado o JN também aborda este tema escaldante « a PGR adiantava que "as suspeitas incidem sobre a prática de crimes de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais, e […]foram "identificados esquemas de fraude que apontam para um prejuízo causado ao erário público, nos últimos três anos, de muitos milhões de euros, só em sede de IRC e IRS não pagos"»
Este é um pequeno terramoto.
O que vai cair, e o que fica de pé?
Vamos esperar para ver.
ML
Publicado por populo às 08:18 AM | Comentários (3)
Branqueamentos
Primeiro ponto:
O primeiro objectivo de quem "lava" dinheiro não é a obtenção de lucros com investimentos, mas antes a protecção dos rendimentos obtidos» Creio que todos sabemos que se chama “lavagem de dinheiro”, e na sequência vem a ideia “branqueamento", pela ideia que teve Al Capone de criar uma cadeia de lavandarias, para esconder a origem do seu dinheiro. Ficava “lavado”. Mas o negócio das lavandarias até era um bom negócio, só que não daria era os lucros que aparentava…
Hoje usam-se outras formas. Não é o Cinq-à-sec, é um Offshore.
«Também conhecidos por paraísos fiscais, os "offshore" caracterizam-se por terem quer tributações muitos reduzidas, quer legislações muito permissivas em termos de planos de contabilidade, concorrência ou investimentos. O facto de fazerem controlos mínimos ao movimento de capitais e de serem pouco curiosas