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setembro 30, 2005
Uma luzinha apenas
A tal expressão, muito em moda, da “luz ao fundo do túnel” não é da minha particular simpatia. Não gosto de buracos na terra. Cavernas, túneis, poços, tocam num pontozinho claustrofóbico e não são do meu agrado. Sou uma sujeita de ares livres! É portanto uma imagem que nunca me lembro de usar.
Mas, nas historias de fadas da minha infância, há uma frase habitual e que essa já me agrada. Quando a menina está perdida, ou no meio de um bosque ou numa estrada sem fim, costuma-se dizer: “andou, andou, andou e viu ao longe uma luzinha…”Lembram-se? Faz parte do nosso imaginário. E isso já gosto, porque um bosque pode ser misterioso e até assustador, mas é uma linda imagem. livre, aberta, com vida.
Eu não tenho estado lá muito bem. Há alturas em que a vida parece um novelo cheio de nós, e nem sabemos qual a ponta que serve para desembrulhar aquela confusão. Disse-o aqui, num dia muito sombrio.
Mas, “andei, andei, andei, e estou a ver ao longe uma luzinha”. Claro que não sei se a luzinha é da casa de uma fada ou de uma bruxa, se é paz ou mais confusão, mas… é uma luzinha!
E se eu gosto de claridade!!!! Basta uma luzinha para conseguir respirar fundo.
Bom fim-de-semana.

ML
Publicado por populo às 05:45 PM | Comentários (5)
E não haverá outra forma?

Publicado por populo às 08:39 AM | Comentários (2)
Eclipse
Vem aí um eclipse.
Não é metáfora nenhuma, não estou a falar em sentido figurado, é realmente um eclipse do Sol.
Vamos ter, na segunda-feira que vem, o maior eclipse do sol do último século visível em Portugal. Fazem avisos de que é perigoso olhar sem ser com uma protecção especial. Especial mesmo, não óculos escuros ou vidros de garrafas, ou negativos de fotografias.
Dizem que onde se vai ver melhor é no norte do país. Aqui por Lisboa não devo ter muita sorte, mas é sempre um espectáculo único!
O bom dos eclipses é que o sol volta a brilhar pouco tempo depois.
Infelizmente, se isto fosse realmente uma metáfora, há alguns “eclipses” que são tão prolongados que se tornam desaparecimentos.
A não ser para os irredutíveis optimistas.

ML
Publicado por populo às 08:10 AM | Comentários (5)
Fim do Mundo
Os nomes dos locais muitas vezes são enganadores. Desta vez, porém, foi escolhido com assombrosa precisão. O “ Fim do Mundo”. O fim de um mundo, diga-se.
Porque quando se fala “na linha” a imagem que surge é a imagem oposta. Goza-se com o snobismo das “tias da linha”, e de Estoril e Cascais muita gente que vive longe destas terras e dos seus problemas, tem a imagem das vivendas da marginal ou dos residentes na Quinta da Marinha. Claro que quem conhece a zona, sabe bem que a realidade não é essa antiga fachada. Como em quase todos os sítios em que há grande riqueza há paralelamente ilhas de grande pobreza também.
Ontem a zona do Estoril veio para as primeiras páginas pelo pior dos motivos.
Por o caso de uma família que ardeu juntamente com o local onde vivia. Uma história de pesadelo, que nos deixa estarrecidos, de tal forma é difícil de aceitar.
A história foi abordada, à sua maneira, com o enorme sentimento de delicadeza e sensibilidade que conhecemos na escrita da Isabel Não se pode dizer melhor, e remeto-vos para ela.
Aqui ficam apenas as minhas dúvidas sobre uma história quer parece mal contada:
Afinal o que atrasou a chegada dos bombeiros? Foram avisados muito tarde? Numa época onde toda a gente tem telemóvel, esperaram uma hora para ligarem para os bombeiros? Seria o pânico, talvez, mas é estranho.
Numa casa que é descrita como “barraca” como é que as janelas tinham grades tão fortes? Por mim nunca gostei de grades, se protege de quem queira entrar, a verdade é que impede quem queira sair. Digo sempre isso, e mais uma vez se prova.
E por outro lado porque é que não conseguiram chegar à porta? Será que o fogo começou aí? E do lado de fora não se conseguiu arrombar? Como é que uma barraca pode estar defendida que nem um bunker? Porque o certo é que em incêndios semelhantes, que este infelizmente não foi o primeiro, as famílias perdem frequentemente todos os seus bens, o que já é trágico, mas não perdem as vidas.
Será que esta tragédia vai servir de lição? Tenho dúvidas. A única coisa em que acredito é que a tal transferência que estava prevista dos outros moradores seja acelerada. E é só.
ML
Publicado por populo às 07:50 AM | Comentários (5)
setembro 29, 2005
Óculos mágicos

Uma verdadeira maravilha! Um achado!
Li agora numa revista, que uns cientistas de umas universidades alemãs - creio eu - estão a trabalhar num projecto sensacional.
Trata-se de uns óculos que trazem um equipamento capaz de memorizar aquilo que vemos. O aparelho vai depois rever as imagens, que poderão ser organizadas e arquivadas. Já viram que pinta! Uma “memória portátil”?! Acabou o…”onde raio está o telemóvel?”.. ou “mas arrumei o carro onde, afinal?”, ou…”onde é que deixei as chaves?!!”
A única coisa de que não nos podemos esquecer é do lugar dos óculos.
ML
Publicado por populo às 03:45 PM | Comentários (6)
Prémios para cientistas portuguesas
Também entra no rol das boas notícias. Dá sempre para levantar o moral sabermos que compatriotas foram reconhecidas “lá fora”. A notícia fala em "Medalhas de Honra L'Oreal para as Mulheres na Ciência". Foram 4, Inês Araújo, Ana Sarzedas, Sónia Gonçalves e Sandra Sousa , as premiadas.
Quando li a referência à L’Oreal, fiquei um pouco desconfiada, soa sempre a coisa frívola… Contudo sabe-se que a cosmética tem feito grandes investigações, e o prémio que também teve a participação da Unesco e a Fundação para a Ciência e Tecnologia, foi dinheiro para investigação, não para a compra de produtos de maquillage.
ML
Publicado por populo às 07:49 AM | Comentários (3)
Uma lei que mete água
Bem, queria dizer “uma lei que trata da água” é claro.
A tal Lei da Água.
Já se ouve falar disto há muito tempo e nada está esclarecido. Andamos nisto pelo menos há uns dois anos…
E, pelos vistos, pediu-se mais um adiamento e mais discussão. O que creio é que esta é uma matéria pouco divulgada, ou pelo menos, de um modo pouco claro. A divisão do país em bacias hidrográficas, que é uma exigência comunitária, e a tal taxa de recursos hídricos, seriam pontos a serem explicados. Porque me parece que continua a haver muita confusão e péssima informação do que está em jogo.
O cidadão comum não tem a menor ideia da importância do que se passa.
ML
Publicado por populo às 07:33 AM | Comentários (5)
Peixeirada
Não sei qual é a surpresa. Eu não conheço bem o Porto mas creio ser do conhecimento geral que a sua população, pelo menos nalguns bairros específicos, se exalta com facilidade. É vulgar ver-se nos telejornais, cenas de grande agitação, com palavreado colorido e tudo à molhada. Ainda tenho presente a triste cena que envolveu Sousa Franco e a sua sequência.
Nada de estranhar, portanto, que Rui Rio tenha sido mal recebido num certo local ainda para mais se tinha sido avisado que isso podia suceder Quem vai à guerra… Parece que voaram pedras, terra e sapatos.
Queixoso, Rui Rio considera que “a culpa” é do PS. Este, indigna-se:“Prove o que diz!” desafia o PS.
Cenas de uma campanha entre gente emotiva e exaltada. Já se deviam conhecer…ou não?

ML
Publicado por populo às 06:59 AM | Comentários (4)
Boas notícias
Ranking anual da competitividade.
Não sabendo exactamente o que isso seja, entendo que é um sistema que avalia, de alguma forma, a competitividade dos países. Surpreende que Portugal tenha melhorado nesse aspecto, depois do que se diz e das queixas que ouvimos. Mas é um facto. Lê-se que
Portugal aparece à frente de países como Irlanda, Espanha, França e Bélgica. numa avaliação que inclui 117 “concorrentes”.
Mas o que me deixa abismada é que dizem na notícia que esta subida de Portugal foi devido aos resultados dos institutos públicos (15.ª posição) e da tecnologia (20.ª). E isto, porque o que se ouve por aí é de tom muito crítico a estes dois pontos. Claro que ajudou para este resultado o facto da Espanha ter descido…Como no futebol, quando um adversário perde noutro jogo, podemos subir nós.
Como é feita esta avaliação? Com que critérios? De qualquer modo, como os critérios são iguais para todos, sem se justificar um grande regozijo, o certo é que é um ponto positivo.
ML
Publicado por populo às 06:36 AM | Comentários (7)
setembro 28, 2005
Notícia de última hora
Referendo sobre a despenalização do aborto:
A proposta do PS para a realização de um novo referendo sobre a despenalização do aborto foi aprovada esta tarde no Parlamento. O PSD já disse, entretanto, que não se opõe à nova consulta popular desde que seja marcada para depois das eleições presidenciais. Os socialistas consideram que deve realizar-se o mais rápido possível. A decisão cabe agora ao Presidente da República
Uma promessa cumprida.
Ainda bem!
Publicado por populo às 10:02 PM | Comentários (2)
Poderes – central e regional, que relações?
Um comentário de Ricardo Costa da SIC, sobre um artigo do Diário Económico que referia como os vários governos têm beneficiado as Câmaras Municipais da sua cor despertou-me interesse em ler a notícia integral, mas já não fui a tempo de encontrar o link, que a notícia tinha 3 dias.
Mas aceitando o que ali se diz, e procurando saber o que são contratos-programa e o seu financiamento especial tal não me causa nenhum espanto. Talvez apenas o exagero com que isso é praticado:« só em 2004, o governo PSD/PP canalizou 85% das verbas para as suas câmaras e o mesmo se passou nos dois governos anteriores em percentagens parecidas». Assim com uma matemática muito básica, como a minha, parece ver-se que para as “outras câmaras” foram canalizados ( para usar a mesma expressão aquática) apenas 15 %.
A conclusão que lá vem parece óbvia: «São estas notícias e estas contas que dão cabo da imagem das nossas autarquias, mais ainda que Felgueiras & Cia». O descrédito que se sente e ouve por todo o lado terá as suas razões.
ML
Publicado por populo às 06:15 PM | Comentários (4)
Que consolo...
Uma cama mesmo à medida.
Aaaaah...
Creio que me ia saber também muito bem.
:)

ML
Publicado por populo às 05:40 PM | Comentários (4)
Guerra civil no Iraque
Dizem-nos que a guerra civil no Iraque tornou-se quase inevitável a muito curto prazo
Estranho, porque eu julgava que o Iraque já estava em guerra civil.
Então o que chamam ao que se tem passado entre curdos, sunitas e xiitas?
Aquilo começou por ser uma guerra contra a ocupação estrangeira, guerra essa que continua como é visível, mas também uma guerra civil
Uma hidra de muitas cabeças…
ML
Publicado por populo às 08:03 AM | Comentários (2)
Já agora, e as reclamações como é?
Muito bem. Parece que o novo Código da Estrada conseguiu disciplinar alguns erros de condução.
Os erros leves, o que não deixa de ser interessante. Pelos vistos aumentaram até bastante as infracções muito graves, um bocado as graves, e diminuíram as leves. Dá que pensar que se calhar quem tem juízo e apenas é descuidado, pode recuperar, mas quem é mesmo mau condutor não liga muito às leis. Ou… outra hipótese, todos continuam a fazer as mesmas infracções só que elas mudaram de categoria !
Mas o interessante é a outra vertente da questão, que isto tem “deve e haver”.
Então, e quem se queixa do estado das estradas? Quando os acidentes são causados por erros de sinalização, por mau estado das estradas, por falta de obras de fundo? Nesse caso quem indemniza as pessoas prejudicadas? Pelo que se vê, nesse sentido a coisa já funciona muito pior.
Publicado por populo às 08:03 AM | Comentários (3)
Violência
No primeiro dia da campanha, para além das cidades mais importantes, apareceu no mapa, uma terra mais pequena, Trancoso. E por um crime que não tinha a ver com diferenças ideológicas
Um casal não queria carros parados à porta.
Portanto decidia impedir o estacionamento, à sua maneira: grandes pedregulhos no local onde os carros poderiam estacionar. Só que aquilo era via pública, era de todos e ninguém se conformava. Houve queixas, e o presidente da Junta de Freguesia decidiu intervir e mandar restabelecer a ordem natural. Teve o azar de dar com um touro enlouquecido que dispara a matar! Para além da violência que esta criatura tem, se todos afirmavam que era uma pessoa descontrolada e agressiva, como é possível que possuísse uma arma? A lei é ainda muito benevolente neste campo. Sem arma de fogo, aquele louco poderia agredir de um modo grave, mas possivelmente não matava.
ML
Publicado por populo às 07:44 AM | Comentários (4)
Bárbara e Carrilho: Campanha “à americana”
É um trunfo e deve render votos - ter uma mulher famosa pelo pequeno ecrã. Claro que para quem está distante ou vê a coisa com frieza, pode chocar um bocado, mas essa do "Bom dia, posso oferecer-lhe uma flor?" dito por uma figura que se vê nos ecrãs de TV, deve ser eficiente. É chegar a casa e dizer à família: “Vejam lá! Falei com a Bárbara Guimarães. Até demos um beijinho. Sabem que ela ao pé é mais [ aquilo que se quiser, “alta” ou “bonita” ou “gorda” ou… ] do que quando se vê na TV”. Deve sempre dizer-se que é diferente, para acentuar que se viu ao vivo! E a proximidade com uma figura destas faz “qualquer coisa”. Só faltava tirar uma foto juntos como os meninos com o Pai Natal.
Depois disso, Carrilho oferecia um panfleto da sua candidatura. Lindo!!!
Não se lembraram ( será que não? ) do panfleto vir com uma foto autografada da D. Bárbara. Era ainda melhor.
ML
Publicado por populo às 07:35 AM | Comentários (4)
Começou a campanha!

Não há que enganar: começou a campanha. Até aqui estavam a “aquecer os motores”, agora arrancam. Nos media que lemos e ouvimos a nível nacional, surgem com grande relevo as cidades com mais população ou, pelo menos, tradicionalmente mais importantes: Lisboa e Porto. E, como se calculava, profundamente personalizadas, estas campanhas. Discutem-se pessoas e não projectos. Já o sabia mas continua a chocar-me.
Carmona avança com promessas que todos gostam de ouvir. Imaginem, 309 medidas entre as quais, 5.000 casas para jovens Que bom, não é?
Para mim é como o Euromilhões, não custa nada prometer, faz sonhar um pouco e apesar de se dizer a rir “Já sei que aquilo são as promessas eleitorais. Pfff”, o certo é que como no Euromilhões ainda se pensa “E, se…”
É por isso que se continuam a fazer promessas, sejam elas quais forem.
ML
Publicado por populo às 07:20 AM | Comentários (4)
setembro 27, 2005
Um dia “super-não”

Vou fechar o blog, por hoje.
Aliás este post já está a mais!
Quando se tem um dia mais-do-que-não, o que é que se faz se não esperar que chegue amanhã, depressa, depressa?
Repito, para mim mesma, que amanhã tem de ser melhor. Tem de ser. Tem de ser. Tem mesmo de ser. Vou acordar cedo como gosto, ver o sol aparecer lentamente na minha janela das traseiras, escrevinhar aqui qualquer coisa, tomar um pequeno-almoço sossegada a ouvir uma música, e voltar a trabalhar respirando muito fundo e de cabeça levantada.
É este o meu programa.
Hoje não.
Hoje não queria pensar em mais nada. Sobretudo não pensar no meu dia.
(também se tem um blog para os desabafos, não é?)
ML
Publicado por populo às 05:30 PM | Comentários (11)
Operação Stop
Eu sou pontual. Sempre assim fui, questão de educação e talvez umas gotinhas de sangue inglês, já muito diluído… A verdade é que fico desconfortável quando me atraso, o que raramente acontece.
Ontem, ao final da tarde, ia bastante a tempo para aquilo que precisava de fazer, quando me vejo barrada por uma operação stop. Acontece. Mas saí do carro a olhar o relógio…
Por outro lado, sou uma excepção entre os meus amigos, porque tenho uma relação normal com a autoridade. Dizem-me muitas vezes: - “Mas como é que tu podes..!!” É verdade, em relação à autoridade não me sinto nem intimidada nem hostil, fico inteiramente normal. E tenho-me dado bem com isso.
E, ontem, mais uma vez não fugi à regra. Saí do carro já a abrir a carteira e perguntando -“Quer os documentos, não é?” enquanto lhos passava para a mão. Se eu me queria despachar era bom facilitar a vida ao homem. Ele olhou para os papeis e para a minha cara e depois perguntou-me a profissão, coisa que estranhei, mas respondi-lhe ( não era nenhum segredo ) e ele, sorrindo, explica-me “É que vejo que está com pressa.” Concordei que estava, pensando para mim que não era preciso grande dedução se me viu a olhar para o relógio. Mas o milagre, é que deu uma volta ao carro, disse-me que o papel do seguro não estava em ordem – e não estava, era o velho, tinha o actual no porta-luvas! – mostrei-lhe o bom, sorriu-me e mandou-me seguir. Foram dois minutos! Nem mandou ligar faróis, nem perguntou pelo triângulo, nem pelos coletes, nem viu os pneus, nadinha. Dois minutos, continência e “pode seguir”.
Vale a pena ter boa relação com a autoridade.
ML
Publicado por populo às 09:30 AM | Comentários (9)
Giuliana Sgrena

A “memória social” é curta, como se sabe, mas creio que o nome de Giuliana Sgrena ainda está na nossa memória. A história da libertação desta jornalista e a morte do seu guarda-costas foi abafada mas não tanto que não desse que pensar a muita gente.
Como em tantas outras vezes, em lugar de se analisar os factos começou-se a atirar pedras de que as críticas eram “anti-americanas” e neste conceito entra tudo e mais alguma coisa. Quando se fala em anti-americanismo, passa-se por cima do facto de que a América é muito mais do que a administração Bush, ou qualquer outra, republicana ou democrata. Não há país que congregue sobre si tanto maniqueismo... Torna-se cansativo, por vezes.
Em relação a este tristíssimo acontecimento, as explicações foram curtas e embrulhadas. Como não deu para perceber, abre-se a porta a especulações, como é natural.
Encontrei uma entrevista desta jornalista, que vale a pena ler.
É claro que será parcial, mas a verdade é que ela era parte implicada, e de que maneira !
Esta é uma mulher que participa e com que coragem, no relato dos factos que fazem a História. «Para mim, andar às ordens do exército não é fazer jornalismo» diz ela..
Depois do que passou, Giuliana já voltou ao Afeganistão. Só a podemos admirar.
ML
Publicado por populo às 07:47 AM | Comentários (3)
Começa a Campanha

Terminou a pré-campanha e começa a campanha “a sério”.
Vão estar na berlinda 308 concelhos e 4252 freguesias. São números impressionantes, que implicam muita gente e que deveriam ter repercussão na população em geral pois alguma coisa pode alterar-se.
Contudo, o que se vê é um país completamente desinteressado. Não digo que não tome partido pelos casos polémicos que lhe são fornecidos pelos media: Felgueiras, Oeiras, etc, etc. A política ao nível da Quinta das Celebridades. Com apostas do tipo: “Vais ver que aquele ( ou aquela) ainda fica lá! Parece incrível!” e depois abana-se a cabeça e vai-se à vida, como se não fosse também a nossa vida que ali é discutida.
É claro que “são só autárquicas”.
Contudo foi após umas autárquicas desastrosas que o governo de Guterres caiu. Não que eu pense ou queira que isto venha a acontecer – por algum motivo a maioria obtida foi absoluta. Mas se o resultado não for famoso para o partido do governo, talvez sirva ( TALVEZ ) para uma saudável análise dos erros cometidos. Ou será que não cometeram erros? Não tem dúvidas e nunca se enganaram? A memória é curta mas creio que não tanto.
ML
Publicado por populo às 07:30 AM | Comentários (3)
Abu Ghraib
Este é um nome que ficará para sempre associado à Guerra do Iraque. Até para aquelas pessoas para quem “as coisas da política não dizem nada”, toca uma campainha, algures, quando ouvem este nome.
Como se está no Ramadão, o exército do Sr. Bush libertou 507 prisioneiros para o irem passar com a família. E prevêem libertar mais de mil prisioneiros durante a semana. Muito humanitário. Mesmo assim, com esta libertação, a população desta cadeia é ainda de 10 500 prisioneiros! E, se estes quinhentos e tal estiveram estes anos ali “sem terem sido culpados de crimes violentos tais como atentados, torturas, sequestros ou homicídios " seria interessante saber afinal que crime cometeram. E, em Agosto, já tinham saído uns mil, discretamente, e também sem se saber de que eram culpados.
Porque aquela prisão de alta segurança não é uma prisão qualquer. É Abu Ghraib. Onde se passaram as cenas mais inacreditáveis de selvajaria praticadas por pessoas de uma nação “civilizada”. Alguma vez se chegará a fazer a história do que ali se passou? Já sabemos que alguns dos acusados foram julgados e condenados ( não, não estou a falar dos prisioneiros, isso seria o normal, estou a falar dos guardas ), mas para quando virá à luz o que ali se passou verdadeiramente? Como há países acima do TPI, creio bem que NUNCA.

ML
Publicado por populo às 07:03 AM | Comentários (3)
setembro 26, 2005
Boa noite!
Bons sonhos...

Publicado por populo às 11:55 PM | Comentários (4)
Importam-se de repetir...?

Muito interessante apesar de enigmático:
A informação vem do Instituto do Emprego e Formação Profissional. Só diz verdades. Mas, nestas coisas, a “apresentação” da verdade tem que se lhe diga. Porque pode até induzir em erro. A frase: «a taxa de crescimento do desemprego continua a diminuir» é risonha, e agradável de ouvir. Leva-nos de imediato a pensar que o desemprego diminuiu, coisa que todos desejamos. Não senhor. O que se passa é que em relação aos fortes aumentos de desemprego de 2003 e 2004, o aumento de desemprego em Agosto não foi tão grande. Só isso. Por absurdo, se um dia uma terra só tivesse desempregados a taxa de aumento de desemprego era de 0%. Não aumentava nada porque não tinha por onde aumentar…
Falácia?
Publicado por populo às 07:40 PM | Comentários (8)
Cinderelas
Afinal não é só a Imelda Marcos…A pobre da Imelda ficou foi com a fama. Quando se pensa em alguém maluquinha por sapatos, vem-nos logo à lembrança essa famosa dama. Dizem-nos que tinha 3.000 pares de sapatos!
Mas agora um recente inquérito ( o que seria de nós sem inquéritos, lá se ia a cusquice ) diz-nos que, lá para a Inglaterra, essa doença é muito vulgar. Pelas estatísticas, há 86 % de mulheres a afirmarem que compram, pelo menos, um par novo todos os meses!!! Terão portanto 12 pares novos por ano, não é? É muito sapato!
As 14% que o não fazem devem sofrer imenso. Que frustração. Continuar como os mesmos sapatos dois e três meses. Que raiva, que infelicidade.
Quando leio estas coisas fico perplexa.
Tenho para aqui muitas dúvidas. O que se entende por mulher comum? Este aspecto de frivolidade – porque a notícia acrescenta que «não são só os sapatos que fazem as mulheres "perder a cabeça" cintos, malas, chapéus e joalharia são também acessórios indispensáveis», é só feminino? Os homens não apreciam coisas frívolas, apenas mulheres frívolas, já se sabe! Cá por mim também gosto de me enfeitar, logo sou mulher, não será? Mas a ponto de “perder a cabeça” e comprar um par de sapatos por mês… Hummm… O meu mês não dá para tanto.
Pois é, se calhar não sou uma mulher comum.
E, sobretudo, não sou britânica.

ML
Publicado por populo às 07:32 PM | Comentários (8)
Feira do Livro “Ambulante”
E outra boa notícia:
Ou pelo menos interessante e bem intencionada. Vem aí a
Volta a Portugal dos Livros
Uma ideia bem interessante – Para não manter em armazém livros que não se vendem nem são conhecidos, um grupo de editores põe em acção a ideia de “Maomé ir à Montanha”, ou seja, se os compradores não vão às livrarias, vão as livrarias aos compradores. E vai daí, iniciaram a tal Volta a Portugal!
Começa em Lisboa, e depois a "volta" segue para Alvaiázere e em seguida para Tomar.
Levam milhares de livros com preços que, pelo que aqui se diz oscilam de um a dez €.
Nem sei o que poderão fazer mais…
Clap, clap, clap!!!
ML
Publicado por populo às 07:49 AM | Comentários (14)
Confirmado o fim do IRA
Boa notícia!
Observadores internacionais, confirmam que o arsenal do Exército Republicano Irlandês (IRA) foi desmantelado.
Um grande passo. O IRA tinha afirmado em fins de Julho que iria desmantelar o seu exército e cumpriu. Há testemunhas.
Falta agora todo o resto que é imenso: fazer com que aquela gente se entenda. É altura dos diplomatas mostrarem que o são.

Sinn Fein
ML
Publicado por populo às 07:32 AM | Comentários (9)
As Estradas e a Condução
O tema do dia, com notícias em primeira página em vários dos nossos jornais diários, é o Código da Estrada e a sinistralidade. Pelo que me parece os “balanços” são diferentes conforma quem os faz, mas isso é o habitual…
Por um lado, o poder público, diz-se satisfeito por a sinistralidade ter diminuído e acentua que mudou « a atitude e o comportamento dos cidadãos perante as exigências do Código ». Isso é muito bom. Penso que todos estarão de acordo que, parte dos desastres que aconteciam tinham, como uma das causas, a condução incívica da nossa gente. Os exemplos vêem-se por todo o lado, não há quem não tenha assistido a cenas de assustar. E, pelos vistos, multas muito pesadas, podem ter um efeito positivo. Contudo a meta de reduzir a 50 % o número de vítimas ainda anda longe, fala-se em 18% e a GNR diz que diminuição foi de 8,82%.
Mas, se a condução na estrada é uma fonte de acidentes, é de reparar que 1/3 dos mortos foi por atropelamento, e isso não se passa nas auto-estradas.
A Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M) afirma "As câmaras incentivam à velocidade dentro das cidades. Não há espaço para os peões. Não há estruturas de acalmia de tráfego nem espaço para o tráfego pedonal […]). Quando vivemos numa cidade que constrói túneis que incentivam à velocidade..." e só posso concordar. Isto é um novelo com muitas pontas, e para o desenrolar, se calhar, devemos procurar várias dessas pontas ao mesmo tempo.
Acontece que a indisciplina no trânsito da cidade é evidente e, aí, entra o papel das Câmaras. Anda-se muito depressa dentro das cidades, e cometem-se erros chocantes constantemente: Sinais vermelhos que não se respeitam, ultrapassagens inúteis e por despique, mudanças de faixas tipo gincana, vê-se de tudo.
Talvez as tais câmaras de vigilância que identificassem os carros useiros e vezeiros nessas habilidades os desmotivassem.
ML
Publicado por populo às 07:18 AM | Comentários (7)
setembro 25, 2005
Estrear o vestido novo
Hoje a Weblog durante várias horas apresentou um recado quer a quem queria deixar um comentário, quer a quem tinha blog e queria entrar no Privado que era mais ou menos isto:
«Got an error: Bad ObjectDriver config: Connection error: Access denied for user: 'mt3@m2-int' (Using password: NO) »
Para uma completa naba em questões informáticas como eu, só deu para admirar e preocupar… Quéisto?!?!?
Ainda falei com uma amiga, colega deste ofício, mas que estava tal e qual como eu. Qual de nós mais admirada.
Agora, ela liga-me para ir ver.
É verdade. A Weblog arranjou-nos um vestido novo. Eu, que entendo pouco de modas e não tinha comprado a última Vogue, fui apanhada desprevenida. Mas cá está. Acredito que nos tenham prevenido que *isto* é a nova plataforma Movable type 3.2 seja lá isso o que for…
Diz o povo que quem não sabe é como quem não vê. É certo. Tava ceguinha de todo.
E agora é treinar a tal nova plataforma.
Já tenho brinquedo para amanhã…
Publicado por populo às 11:19 PM | Comentários (8)
“Crianças de Hoje” ou “Sociedade de Hoje” ?
Li no blog Conversas de Xaxa, uma anedota divertida: “Crianças de Hoje”. A história tem graça, e lembrei-me que na minha família se contava uma, verdadeira, mas que está para esta como um espirro está para o Katrina. Uma menina, que também
falava mal, ficou de castigo num quarto escuro até o pai chegar. Este quando chegou abriu-lhe a porta fazendo-se de novas:"O que é isto?! Mas o que é isto?!!" ao que ela respondeu “Isto é uma gaja muito chateada!” pelo que o castigo se prolongou… Calculo que haja uns 50 anos a separar as duas histórias !
Pelos comentários lidos naquele post, vê-se que temos a noção de que a miudagem anda sem controlo. E é certo. Mas estes são “os meninos de hoje” porque vivem na “sociedade de hoje”. O modelo que observam é de falta de respeito pelo outro, de uma forma geral. A criança copia aquilo que vê. É vulgar as educadoras referirem que os pais vão deixar os filhos de manhã e nem Bom Dia dizem a quem está à porta. Com esse modelo, as normas de cortesia do Obrigado! Faz favor! Com licença! volatilizam-se. A sociedade fica egoísta e abrutalhada. Este uso frequente do palavrão, que o post do "Conversas" ilustra, é já um hábito vulgar.
Por vezes dou por mim a pensar: Um dia que se queira dizer, como desabafo, uma palavra bem forte, onde é que a vamos buscar?! Porque está tudo banalizado…
Bom, mas este tema dá pano para mangas, e ainda hei-de voltar a ele.
Publicado por populo às 03:39 PM | Comentários (11)
Já percebeste o que os anos 90 fizeram contigo?
Há tempos recebi um email engraçado ( que se pode ler aqui na "entrada estendida")
Hoje recordei-o de novo, por uma história divertida só possível na actualidade. Imaginem isto:
Uma pessoa está em casa, à espera de ser contactada para ir a determinado sítio. Os dois amigos que a vão avisar da hora e local, estão juntos, portanto se não fôr um a lembrar-se o outro lembra-se de certeza, de modo que ela está tranquila. Mas o tempo vai passando e …nada! Tenta ligar-lhes para os telemóveis, sem resultado. Parecem desconectados. Mistério….
Bom, o tempo passa de tal modo que o encontro tem de ficar sem efeito
No fim do dia chega o esclarecimento: um dos telemóveis tem a bateria descarregada e o outro não tem dinheiro no cartão!!! Mas o mais espantoso é que nenhum dos dois teve a ideia de parar numa cabine e ligar-lhe para casa, para o telefone fixo.
Pois é!
“O que os anos 90 fizeram connosco!”
ML
Já percebeste o que os anos 90 fizeram contigo?
1. Tentas teclar o teu pin no display do micro-ondas;
2. Não jogas paciência com cartas de verdade há anos,ou então nunca conheceste outra forma de jogar paciência!
3. Perguntas, via e-mail, se o teu colega ao lado vai almoçar contigo e ele responde-te, por e-mail claro: "Dá-me cinco minutos!";
4. Tens 15 números de telefone diferentes para falares com a tua família de 3 pessoas;
5. O motivo pelo qual perdeste o contacto com os teus antigos amigos e colegas é porque eles têm um novo endereço de e-mail;
6. Não sabes o preço de um envelope comum;
7. Para ti, ser organizado significa ter vários bloquinhos de Post-It de cores diferentes;
8. A maioria das piadas que conheces, recebeste por e-mail (e ainda por cima ris-te sozinho...);
9. Já dizes o nome da firma onde trabalhas quandoatendes o telefone em casa;
10. Digitas o 0 para telefonar de tua casa;
11. Vais para o trabalho quando ainda está escuro, voltas para casa quando já escureceu de novo;
12. Quando o teu computador pára de funcionar, parece que foi o teu coração que parou. Ficas sem saber o que fazer, sentes-te perdido;
13. Sentes-te nu quando te esqueces do telemóvel;
14. Leste este email e balanças-te afirmativamente com a cabeça em diversos pontos;
15. Já estás a pensar a quem vais enviar esta mensagem.
Publicado por populo às 02:00 PM | Comentários (7)
Illustração Portugueza
Passei o serão de ontem a admirar e saborear uma compra que tinha feito de manhã. Daquelas coisas inúteis (?), decerto, mas que dão muito gosto tê-las.
Foi assim:
Fui à Baixa antes de almoço. Vou subindo a R. Garrett e, no cruzamento com a R. Anchieta, reparo que já lá está de novo a mini Feira do Livro que costumava funcionar todos os sábados de manhã, mas durante uns tempos tinha desaparecido dali. Não resisti a meter o nariz, como sempre que vejo livros. Peguei num ou noutro, aprecei-os, fiquei a pensar melhor se os compraria ou não, e andando chego a uma outra banca onde um rapaz dos seus vinte e tal anos segurava um livro, com ar antigo, protestando com o vendedor – “Ná, isto não presta. Diz ilustrações mas só cá vejo fotografias velhas. Quero desenhos modernos, tá a ver?” e o vendedor com ar muito sereno respondia “Pois é. Isto é a Ilustração Portuguesa, é uma colecção de revistas antigas, não tem desenhos modernos”. Enquanto o rapaz, desinteressando-se, passava a outra banca eu fiquei de olhos arregalados! Peguei no calhamaço e era mesmo uma coisa preciosa. A segunda série, ano 1907, de todos os números da revista “Illustração Portugueza”. Via-se bem a idade, algumas folhas estavam quase a descolar-se, mas, valha-me Deus, aquilo tinha 100 anos! E era o preço de um banal best-seller actual.
Passei a noite, regalada, a apreciar o meu tesouro. Muitas fotos, sem dúvida, anúncios espantosos pela sua inocência, casamentos elegantes, notícias de viagens, um folhetim (a novela), moda, enfim a vida do dia-a-dia de 1907. Vou ter muito que ver nos tempos mais próximos e as coisas interessantes que for descobrindo prometo que vos venho contar. É interessantíssimo.
Que sorte que tive!

ML
Publicado por populo às 11:17 AM | Comentários (9)
A Polónia vai às urnas
Eleições hoje na Polónia. Um grande país, com 30 milhões de eleitores.
Dizem-nos que a disputa se vai dar entre dois partidos de direita…
As voltas que o mundo dá!
Os governos anteriores foram acusados de corrupção, abuso de poder, compadrio. Afinal, por lá, estes defeitos pagam-se. O que não impede que eu me interrogue se os partidos que agora ganharem, irão estar isentos desses pecados…
Será possível?
Como o país já gerou um Papa, pode também gerar milagres.
ML
Publicado por populo às 10:29 AM | Comentários (4)
Corporação contra corporação?
Parece uma história de filme. De filme cómico, um bocado do tipo “Academia de Polícia”. mas passou-se mesmo. Aqui, em Lisboa.
Para encerrar um Fórum do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, os ditos magistrados, foram todos jantar a um restaurante. Normal. Foram nos seus carros. Também normal. Como o estacionamento em Lisboa é o que se sabe, muitos deles ficaram estacionados em infracção. Ainda normal. Mas já é mais interessante saber que a PSP, ficou á espera do final do jantar para lhes cobrar as multas que como se sabe, segundo o novo código, têm de ser pagas no momento.
Saiu-lhes caro o jantar! E dá que pensar a atitude das forças de polícia, pois por certo foi uma coincidência, mas irem embirrar com os magistrados todos juntos….!

ML
Publicado por populo às 09:32 AM | Comentários (7)
A contra-mão nas vias rápidas
Já me têm dado muitas explicações e ainda me faz espécie! Como é possível entrar-se numa auto-estrada em sentido proibido?! Porque os próprios acessos fazem sempre um ângulo agudo, tão pronunciado que daria que pensar aos condutores. Isso imagino eu. Quando aqui há uns tempos se deram vários casos de condutores muito idosos a praticarem tal disparate, ainda se imaginou que a culpa fosse da idade. Contudo leio que hoje que uma senhora de 45 anos veio a morrer por uma situação destas . Aqui já não temos “factor idade”…
Como isto pode acontecer é um mistério, mas o que sei é que existe um inventor português que tem patente de um dispositivo que permitiria evitar estas situações.
Chama-se Fernando Gonçalves , vive no Fundão, creio ser o mais conhecido inventor português, e tem solução para este problema! O que se espera? Quantas pessoas mais terão de morrer? Devo ser muito burra, mas não consigo entender isto.
ML
Publicado por populo às 09:23 AM | Comentários (5)
O que eu não sei…! “Esperma verde”?!
Há títulos que atraem os olhares como o íman o metal:
Esperma verde para estudar função dos genes
Como???
Tudo muito simples para quem entenda de ciência e biologia, é claro. Dizem que tudo começa com uma alforreca. Brrgh… a alforreca parece que produz uma proteína verde, daí decidiram fazer tratos de polé a um pobre ratinho, e zás, sai esperma verde e florescente !! Acredito que venha a ser muito útil, pois é claro. Mas uma leiga fica logo de boca aberta.

Gato de Benfica preparando-se para o ataque a este "esverdeado"
ML
Publicado por populo às 09:17 AM | Comentários (8)
setembro 24, 2005
Serenidade

Para encerrar este dia complicado, apeteceu-me deixar aqui uma imagem de paz.
Até amanhã.
Publicado por populo às 07:58 PM | Comentários (9)
Meninos gordos
As nossas crianças têm vindo a engordar sem parar.
Portugal apresenta uma das taxas de obesidade infantil mais altas da Europa o que não é nada de que nos orgulhemos! Porque a verdade é que gordura não é formosura nem é saúde. Muitas vezes as mães e avós gostam muito de ver um menino gordinho por associarem esse aspecto a “estar bem tratado” mas nós sabemos hoje que não é nada disso.
Os nossos filhos estão gordos porque comem mal e fazem pouco exercício. É um paradoxo, por nunca se teve tanta atenção com aquilo que as crianças comem. Existem mil e um produtos pensados especialmente para a criança. Tudo com “reforços”, mais cálcio, mais vitaminas, mais isto, mais aquilo. O que os entendidos nos dizem é que essas tretas são perfeitamente inúteis, que uma boa alimentação regular, com tudo aquilo que está na pirâmide alimentar, chega e sobra para uma criança ser saudável, não é preciso reforço nenhum. E se digo que comem mal, é evidente que não é na quantidade, porque a quantidade é bem elevada muitas vezes, mas na qualidade. Desde criança que comem muito açúcar, muita gordura, muita proteína, e pouquíssimas fibras. O que os dietistas nos dizem é que os miúdos de hoje têm uma dieta hiper-proteica sem a menor vantagem. Foram muitos anos de avozinhas a dizerem. – “Vá lá, se tens pouca fome, come o bifinho e deixa o arroz…”, para agora se dar uma volta de 180º e dizer “despacha-te com o arroz e deixa lá o bife!”.
Claro que o panorama tem muitas excepções. No outro dia estava com uma amiga que falava ao telemóvel com alguém, e entre risos prometia: “Tá bem. Eu levo-te aí o gelado!” Quando desligou, perguntei com quem era a conversa. Era para um casal que tinha um pirralho de 2 anos. Como ela se dirigiu com o gelado para lá, conclui que ele era para o filho. Não senhor, era para o pai. E todos se riram no fim com a minha surpresa, porque aquele menino, não comia doces! Era regra lá em casa. Muita fruta que já era doce, mas doces “a sério” não entravam lá.
Tirei-lhes o meu chapéu!

ML
Publicado por populo às 07:34 PM | Comentários (7)
Porque hoje é sábado
Do Vinicius de Moraes
Neste momento há um casamento
Porque hoje é sábado
Hoje há um divórcio e um violamento
Porque hoje é sábado
Há um rico que se mata
Porque hoje é sábado
Há um incesto e uma regata
Porque hoje é sábado
Há um espetáculo de gala
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que apanha e cala
Porque hoje é sábado
Há um renovar-se de esperanças
Porque hoje é sábado
Há uma profunda discordância
Porque hoje é sábado
Há um sedutor que tomba morto
Porque hoje é sábado
Há um grande espírito-de-porco
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que vira homem
Porque hoje é sábado
Há criançinhas que não comem
Porque hoje é sábado
Há um piquenique de políticos
Porque hoje é sábado
Há um grande acréscimo de sífilis
Porque hoje é sábado
Há um ariano e uma mulata
Porque hoje é sábado
Há uma tensão inusitada
Porque hoje é sábado
Há adolescências seminuas
Porque hoje é sábado
Há um vampiro pelas ruas
Porque hoje é sábado
Há um grande aumento no consumo
Porque hoje é sábado
Há um noivo louco de ciúmes
Porque hoje é sábado
Há um garden-party na cadeia
Porque hoje é sábado
Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado
Umas difíceis, outras fáceis
Porque hoje é sábado
Há um beber e um dar sem conta
Porque hoje é sábado
Há uma infeliz que vai de tonta
Porque hoje é sábado
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado
Há a sensação angustiante
Porque hoje é sábado
De uma mulher dentro de um homem
Porque hoje é sábado
Há uma comemoração fantástica
Porque hoje é sábado
Da primeira cirurgia plástica
Porque hoje é sábado
E dando os trâmites por findos
Porque hoje é sábado
Há a perspectiva do domingo
Porque hoje é sábado
Publicado por populo às 05:59 PM | Comentários (2)
Perfeição
Roubado ao Raim's com todas as vénias:
Em busca do Candidato Perfeito:

ML
Publicado por populo às 03:21 PM | Comentários (5)
Confusão entre o público e o privado
"Modéstia à parte, faço isto muito bem" disse a senhora assessora da vereadora da Educação e Acção Social da Câmara de Lisboa. Ora bem! Que bom para ela. Porque é uma “sorte grande média” ( não, a grande ainda fica longe…)
Acontece que o governo tinha decidido que este ano iam começar no 1º ciclo as aulas de inglês. O prometido é devido e aí vêm elas.
Ora, na zona de Lisboa um quarto das escolas vão ter essa valência assegurada por uma empresa da senhora que faz isso muito bem, e é como eu já disse assessora da senhora vereadora.
A prata da casa.
Claro que essas escolas de Lisboa dependem, a nível de instalações e outros apoios, exactamente do gabinete onde esta senhora trabalha. Portanto, como a sua empresa da qual é gerente e única sócia, tem essa boa qualificação fica “tudo em família” por assim dizer. Fácil, não é…? Ainda por cima ela é a franqueza em pessoa: "Fui escolhida, porque apresentei um programa pedagógico melhor que os outros e só por isso […..] mas “além disso, as minhas propostas foram as primeiras a chegar. O despacho é de 24 e logo a 25 mandei as propostas". Que sorte, heim? O despacho foi a 24 e a sua proposta entrou a 25! É o que se pode dizer que foi muito despachada depois do despacho!!!
ML
Publicado por populo às 02:21 PM | Comentários (4)
Ainda e sempre o emprego

Vou ouvindo e lendo por aí que o PNE (Plano Nacional de Emprego ) tem como alvo principal os jovens desempregados que tenham uma baixa qualificação e assim irá promover a sua melhor qualificação com uma formação específica.
Ainda bem.
Sei muito bem que isso é um grave problema, os jovens que abandonam os estudos e depois não têm competências para um trabalho qualificado. E concordo plenamente que se avance nesse campo.
Mas…
Segundo o meu ponto de vista isso é adiar uma resposta. Enquanto os jovens estão nos Cursos de Formação, que até são subsidiados por fundos europeus, não aumentam os números do desemprego, mas quando acabarem os cursos? E esta legítima inquietação, vem do conhecimento que tenho da grande quantidade de jovens, com boas qualificações, e que apesar disso continuam desempregados. O que vão fazer? Acumular outros cursos? Ir somando diplomas para fazer aviõezinhos de papel?
Que se dê formação, plenamente de acordo, mas simultaneamente se consiga escoar os que já têm a tal formação!
E, pelo que sei, a esse nível está tudo entupido.
ML
Publicado por populo às 01:50 PM | Comentários (2)
Foi “por uma coisa dessas” que a Estrela foi condenada

Parece que afinal os erros dos outros só servem para eles próprios.
Quando das últimas eleições, a gestão de Edite Estrela em Sintra cometeu o erro de fazer propaganda da sua candidatura em órgãos da autarquia. Parece que foi grande crime, logo denunciado pela oposição, e a autarca foi julgada e condenada num julgamento surpreendentemente célere para o habitual na nossa justiça.
Agora a coligação «Mais Sintra», que integra o PSD e o CDS/PP, é chamada à pedra pela CNE exactamente por
distribuir o boletim oficial da Câmara nas suas acções de campanha eleitoral .
É certo que a CNE dá uma no cravo e outra na ferradura, porque aconselhando a que «não se utilize o Boletim Municipal em termos de ser entendido como promoção do actual presidente da câmara e recandidato a este órgão autárquico», por outro lado vem dizer que «parece não estar em causa uma intervenção directa ou indirecta da Câmara Municipal que favoreça ou prejudique uma candidatura»
É confuso. Parece-me mais do que confuso, contraditório.
Mas o aviso está feito – olhem que a Edite Estrela foi condenada por algo de semelhante…
ML
Publicado por populo às 09:28 AM | Comentários (6)
Presidenciais
Não me apetece falar no assunto antes de tempo. Cada coisa de sua vez, e agora é tempo de autárquicas. Mas a verdade é que, a confirmar-se, a candidatura de Manuel Alegre vem baralhar mais um pouco este jogo, já de si bastante baralhado.
O PS quando foi a votos em Fevereiro beneficiou do estado de profunda insatisfação em que o país se encontrava. Terá decerto a noção que muitos dos votos que recebeu não foram “ a seu favor” e sim “contra os outros”. E além disso conseguiu a sua maioria à custa do famoso voto útil. Não é preciso ser analista político para ver isso, é completamente óbvio. Mas desde aí têm sido tantos os tiros no pé, que já anda a pé coxinho.
O facto de ter avançado com Soares, do modo como o fez, é uma dessas situações. Imagine-se os motivos que, pela boca do seu líder, fundamentaram o avanço com a candidatura de Soares:
"Mário Soares é o português mais conhecido lá fora; é o candidato que une os portugueses; e já foi Presidente da República e um bom Presidente da República"
Ah, sim? Pelo que julgo saber, “o português mais conhecido lá fora” é José Mourinho. É o que dizem as sondagens. Quanto a ser «o candidato que une os portugueses» está à vista o que é essa *unidade* - poucas vezes tenho ouvido tanto desacordo a nível da esquerda e tanta ironia a nível da direita. E isso de que «já foi Presidente da República e um bom Presidente da República» vale o que vale, que não é nada. Como diz a frase: "já foi". Por algum motivo existe a limitação dos mandatos. É certo que este retorno não vai contra a letra da lei, mas vai um pouco contra o seu espírito.
Não sei o que a entrada de Alegre, se se confirmar, vai alterar, mas é decerto um aviso para a direcção do PS pensar melhor nas decisões que toma.
ML
Publicado por populo às 09:07 AM | Comentários (4)
A Itália treme O Governo Italiano treme
Nova crise no governo Italiano…É difícil imaginar-se um grande país com maior instabilidade do que a Itália. Por vezes parece que estamos em qualquer país do 3º mundo, onde reine a corrupção do modo mais impune. Em tempos houve uma operação mãos limpas, mas até isso é curioso, a necessidade de tal…
Desta vez é o Ministro da Economia que bate com a porta. E sabemos como os ministérios que tenham a ver com dinheiro são delicados. A frase de despedida é terrível:
«Caro presidente, discordo de quase tudo»
Perante tal posição, não há muito a dizer! Parece que o Governo fica em ruptura com o Banco de Itália, o que é grave, e nos bastidores desta história dizem estar a pressão que o governo exerceu para que o Orçamento do ano que vem tivesse em vista as eleições e não levasse em conta “o mau estado das Finanças e um défice em crescimento”. Interessante! E se calhar não valia a pena porque as sondagens dizem que afinal Berlusconi vai perder as próximas eleições.
Posso dizer, “bem-feito”?! Se calhar não é correcto.

ML
Publicado por populo às 12:57 AM | Comentários (3)
Porque é que não consigo acreditar nisto?
Acham que sim?
Que a Publicidade para menores terá código de boas práticas Ah, é?
Alguém acredita que os anúncios para crianças em Portugal vão passar a cumprir as normas de boas práticas? Como sempre na nossa terra as leis são boas, o preciso é fazê-las CUMPRIR.
Parece simples mas é dificílimo!
E, de qualquer modo o que se lê aqui parece muito vago. O que quer dizer « o não encorajamento do consumo excessivo ou compulsivo de produtos alimentares»? Quem vai decidir se é excessivo ou compulsivo? E como se prova que não se fazem «apelos directos aos menores para que convençam os pais a comprarem os bens ou serviços publicitados»? Podem não ser “directos” mas a mensagem ter ainda mais força!
De resto é apenas uma questão de ver se não vale mais pagar a coima porque o lucro previsto ultrapassa o valor do castigo..
Sempre assim foi.
Muito me admira se deixar de o ser.
ML
Publicado por populo às 12:39 AM | Comentários (3)
setembro 23, 2005
Por que hoje começa o fim-de-semana
Já viram que hoje é sexta?!
E neste momento é ... sexta à noite?!Ou seja - já começou o FIM-DE-SEMANA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Portanto deixo-vos um bonequinho com 3 mensagens à escolha.
Depende de vocês aquilo que preferirem ouvir agora.
É só clicarem
e seguirem as instruções...
Bom fim-de-semana a todos!
Publicado por populo às 08:10 PM | Comentários (5)
Furacões
Eu tenho um feitio “prático”. De uma forma geral não sou medrosa, e quanto aos fenómenos naturais, acontece que só passo a ter medo depois de os ter experimentado. E hoje tenho realmente medo de tremores de terra ( estava uma vez num local onde senti um bem violento ) de inundações ( também já me vi cercada de água, sem ver como fugir dali ) e de furacões.
Sucede que vivi uns anos numa terra onde nos meses de verão se ficava alerta, vigiando as “tempestades tropicais”. Quando soava a sirene, içavam uma bandeira com o sinal da aproximação, e os noticiários iam dando notícias em cima do acontecimento. Não me recordo se se falava em categorias quanto à sua força, mas falava-se na aproximação: o tufão de grau 1 estava longe, de grau 6 já estava perto, e se era 9 ou 10, estava mesmo em cima de nós!
Agora, os EUA estão a sofrer os efeitos do segundo furacão, fortíssimo, num curto espaço de tempo. Há dois milhões de pessoas em fuga do Texas. Assustador!
Contudo, depois do horror que foi o Katrina, espera-se que aqui as coisas estejam melhor organizadas, e de facto as filas de fuga parecem indicar isso. O que não impede que as zonas mais pobres da região estejam em desvantagem e a necessitar de auxílio a tempo. Que as equipas de socorro estejam atentas, esperamos todos.

ML
Publicado por populo às 05:24 PM | Comentários (9)
Campanhas
Andamos em campanha eleitoral para as autarquias.
Comecei por dizer esta verdade do amigo Banana, porque nem parece. Quem siga os noticiários das TVs e em parte da rádio, pode imaginar que se está a avaliar os concorrentes para mais um reality show, daqueles de fino gosto que por cá têm passado.
A discussão verdadeira de programas, de projectos, de conceitos inovadores para as autarquias, é eclipsada por toda a qualidade de fait-divers.
Nem vou falar na Fátima Felgueiras, porque não quero contribuir para a promoção da senhora, que concebeu o maior golpe de marketing de que me posso lembrar.
Venho falar de Lisboa e dos seus candidatos.
Ontem, o meu filho foi ao Alto dos Moinhos ouvir uma discussão entre os 5 candidatos sobre o trânsito em Lisboa. Era um tema muito actual e que lhe despertou interesse. Quando chegou, entusiasmado, disse quem nem valia a pena contar o debate porque tinha estado lá a TV a filmar e podíamos ver ao vivo. Fiquei com dúvidas, mas esperei os telejornais. Andamos então numa correria de zapping entre todos, mas o que se viu foi que o Carmona e o Carrilho apertaram as mãos! Ainda procurámos a SIC-notícias mais tarde, e pimba, lá estavam o Carrilho e o Carmona a dar um aperto de mão. O debate, para os nossos media, resumiu-se a isso.
É, pode dizer-se, uma vergonha! Em Lisboa falam única e exclusivamente os representantes dos maiores partidos, e a comunicação social ignora completamente os outros. E mesmo esses dois não falam de Lisboa, falam de coisitas pessoais, ao nível das famosas casas de banho! Começo a acreditar que Carrilho fez aquela cena da recusa do aperto de mão, para criar uma espécie de facto político, uma cortina de fumo para não se notar a sua ausência de programa. Porque é disso que se fala, e da Bárbara, e da feira do relógio onde foi a Bárbara, e outra vez das casas de banho, e mais da Bárbara, e do aperto de mão, e ainda da Bárbara.
Pobre da minha Lisboa! Cada vez me sinto mais perto de quem goste dela por si própria e não como trampolim para outros voos.
Porque afinal, Lisboa é Gente mesmo que se esqueçam disso.
ML
Publicado por populo às 11:45 AM | Comentários (5)
Xô!
Nunca vos aconteceu procurar alguma coisa na net e em lugar de entrarem no site que procuravam, não aparecer a janelinha habitual e dizer que a página não está lá, aparece uma página em branco e a exclamação XÔ!...?
Desculpem-me mas perco-me sempre a rir!
Xô????
Mas isso diz-se? Xô?! Sou alguma galinha?
Como me voltou a acontecer agorinha mesmo, tive de o vir contar.
Não é só a mim que acontece, pois não?
Digam que não, ou fico inconsolável. Começava então a acreditar que a net embirra é comigo.

ML
Publicado por populo às 11:04 AM | Comentários (5)
O tempo não volta para trás
No Troll Urbano li há pouco um post muito interessante, “a 4 mãos” como diziam, onde dois dos bloggers de lá contavam as suas experiências na preparação das mesas para as autárquicas. Mereceu um comentário que considerei excelente e que foi passado a post. Fui lá agora roubá-lo:
"Ainda sou do tempo" em que ser convidado para ir para a mesa era uma honra, as pessoas gostavam de ser vistas nesse "dia em que mandam alguma coisa" num lugar privilegiado: por detrás do caderno eleitoral, da urna e do vaso com cravos vermelhos.
Olhando a bicha de fato domingueiro a caminho da escola primária, invejei-lhes o cartão de eleitor que os meus dezasseis anos não permitiam - "de qualquer forma, isto só vai lá com uma revolução", pensei.
A malta votou pelo "Socialismo", palavra em moda na altura, logo a seguir a "Revolução", "Democracia" e "Popular" - nessa altura também se falava em "Classe Operária" e em "Futuro".
Anos depois, socialismo na gaveta e luz ao fundo do túnel, vieram os atestados, o emprego, a avó que ainda não se convenceu que morreu, tudo o que fosse possível para fugir à "seca" de estar ali detrás da mesa.
Agora que a democracia se "institucionalizou", negoceiam-se os lugares nas mesas entre partidos, resolveu-se o problema dos atestados. Para não atrapalhar a vida de ninguém, paga-se o transtorno das horas que a democracia pode causar.
Entretanto obtive o cartão de eleitor, que juntei ao do sindicato e da "caixa" que ganhei antes de ter idade para votar.
Nos dias de "ir lá", além dos costumeiros caderno e urna, umas flores de plástico a substituir os cravos viçosos da minha juventude. A democracia perdeu a tesão.
Após o exercício da cruzinha sazonal, saio da escola como quem sai de um restaurante onde lhe serviram um fraco almoço. E dou comigo a pensar que "de qualquer forma, isto só vai lá com uma revolução" - como o puto de há trinta anos.
Obrigada, Causas Perdidas.
ML
Publicado por populo às 10:45 AM | Comentários (2)
Dez mil postos de trabalho
A notícia, li-a ontem.
Mas fiquei com ela na cabeça. Bem sei que uma multi-nacional é coisa grande, mas 10.000 é também um número gigantesco! 10.000.( Não sei porque me lembrei das Termópilas e Xonofonte.) Dez mil postos de trabalho!!!
A Sonny anunciou que vai acabar com 10.000 postos de trabalho
Isto vai passar-se por todo o mundo, 4.000 japoneses e 6.000 no resto do mundo.
Houve perca de mercado e o “novo patrão”, o norte-americano Howard Stringer decidiu cortar a direito.
Nos trabalhadores, é claro.
ML
Publicado por populo às 09:48 AM | Comentários (3)
Não vale a pena fumar pouco

Péssima notícia!
Parece que um grande fumador que pensou que se diminuísse o seu consumo para dois ou três cigarros estava safo, tem de voltar a repensar. Os antipáticos dos cientistas noruegueses dizem que «quem fuma pouco acaba por triplicar os riscos de doença cardíaca ou cancro do pulmão face aos não-fumadores».
Não há justiça neste mundo!!!
ML
Publicado por populo às 09:38 AM | Comentários (3)
Afinal vale a pena falar
Creio que ainda estará na nossa memória a história do delegado de propaganda médica, Alfredo Pequito, que desencadeou uma tempestade sem precedente, ao pôr a nú casos de corrupção ( passiva e activa pelos vistos ) que ligavam Laboratórios Farmacêuticos e alguns médicos. O caso deu muita celeuma e as ondas de choque ainda se fazem sentir.
Agora, oito anos depois, nasce um novo código deontológico da indústria farmacêutica portuguesa.
Ainda bem! Parece ter valido a pena agitar as águas.
É certo que o processo (para manter a metáfora aquática) estagnou bastante, porque muita coisa prescreveu e a água continuou bastante turva. Mas este resultado já é alguma coisa.
Portanto «os laboratórios vão acabar com as viagens dos médicos portugueses ao estrangeiro, para participar em congressos». Os congressos passam a ser em Portugal o que até promve o turismo da nossa terra : ) Já a Ordem tinha referido o absurdo de ir realizar Congressos no estrangeiro em quando a maioria dos participantes era portuguesa.
E ainda, quanto aos delegados, e as falhas deontológicas serão publicitadas na Net, com nome da empresa. Ui, ui…
Um passo para a moralização. Boa notícia.

ML
Publicado por populo às 09:23 AM | Comentários (3)
Noite Europeia dos Investigadores
Uma notícia simpática:
Quem tiver filhos e lhes queira despertar interesse pelas “coisas da ciência” pode levá-los logo ao Pavilhão do Conhecimento, do Instituto de Investigação Científica Tropical para participar na Noite Europeia dos Investigadores.
Dizem na notícia que a partir das 7 da tarde se podem ver livros digitais e há teatro, mistérios, debates à mesa do café, e a seguir os miúdos podem conhecer plantas que dormem e animais com insónias, fazer jogos com sementes e construir herbários e descobrir novos sabores tropicais.
Divertido e apelativo.
Melhor do que estar sentado em frente da televisão.
ML
Publicado por populo às 08:44 AM | Comentários (6)
"O estranho caso das reformas diferentes"
Podia ser um romance policial, à moda de Perry Mason.
Sabemos que “o caso das reformas diferentes” é um dos maiores motivos desta onda de contestação que tem varrido o país. Tem posto trabalhadores privados contra públicos, e dentro da Função Pública uns contra os outros devido à disparidade que há neste campo. Ora o Governo nas medidas que tem imposto, de um modo autoritário e sem discussão, parece ter tendência a nivelar por baixo, e insiste que não quer cá privilégios para ninguém. Somos todos iguais! Sim senhor. Todos, excepto… Já dizia o Orwelll que há sempre uns “mais iguais do que os outros”.
Agora, através da Lusa, ficámos a saber que o Dr. Pedro Santana Lopes vai receber a partir do mês que vem, uma pensão de 3.178 euros. Como este senhor se tem 65 anos está muito bem conservado, alguma coisa se passa.
Aaaah! Foi autarca!
Mas, que me lembre, existe uma lei, aprovada em 15 de Setembro, que tratava desse assunto. Que se faz com ela? Parece-me que segundo essa lei, não se podem acumular vencimentos com reformas. Mas PSL não vai ser deputado? Se calhar não recebe vencimento, é tudo pro bono.
São estes pés de barro que fazem cair as tentativas moralizadoras pela base. Falo por mim, mas sei que estou acompanhada: muitos dos sacrifícios que andam a pedir que se façam, até seria melhor aceites se tivéssemos a certeza de que iam abranger todos, mas mesmo todos! Mas deste modo, quando se vê que há duas tabelas, e de gritante diferença, ninguém se pode admirar da contestação.
ML
Publicado por populo às 08:36 AM | Comentários (7)
Oh, lágrimas...!
Tinha prometido a mim própria que não ia gastar nenhuma cera com estes defuntos, mas é irresistível. Dei com este instantâneo do desgosto deste senhor pela perca das suas belas madeixas e fiquei comovida. Não direi nada, porque por mim fiquei sem palavras, mas creio que a imagem fala por si.
Pobre rapaz!
Para brincar aos soldadinhos e ganhar uma pipa de massa, teve de cortar o cabelo. Que maldade, meu Deus! Isso faz-se ?!
ML

Publicado por populo às 12:10 AM | Comentários (4)
setembro 22, 2005
Comentários intermitentes
A caixa de comentários aqui do blog está com soluços.
Primeiro bloqueou. Paciência. Esperei com alguma calma, que estas coisas costumam passar por si… Claro que aborrece sempre, isto de um blog só tem sabor com uma caixinha de comentários, pelo menos no meu ponto de vista.
Esteve um bom bocado em pane, e depois de repente percebi que tinha aberto porque apareceu um comentador.
Aleluia!
Só que isso foi sol de pouca dura, ia eu responder, e pimba lá foge outra vez aquela coisa!!!
«Não é possível encontrar a página» diz a mensagem.
Essa agora?! Para onde é que foi a página?!!!
Respiro fundo, vou “fazer umas visitas aos vizinhos” e ao voltar já consigo entrar. Formidável! Abriu. Pois tá bem, mas a resposta seguinte já ficou á espera «de encontrar a página». Como não sei o que se passa, nos blogs amigos a coisa está a andar, vou esperar calmamente ( pois sim…!!!) e se continuar bloqueado muito tempo ver se ligo o 112.
Inté!
ML
Publicado por populo às 07:48 PM | Comentários (9)
O menino que corre
Uma história extraordinária ! Apanhei-a no The Independent e alguns pontos são tão espantosos que voltei a reler duvidando da qualidade do meu inglês. Ora oiçam:
A acção passa-se na Índia. Há um menino com 3 anos de uma família muito, muito, pobre. Tão pobre que o ano passado VENDEU o menino.[ the boy was sold last year for just 800 rupees (£10) ] para vir a ser criado.
Este menino, chamado Budhia Singh, estava um dia a brincar num terreno desportivo e, como criança que era, a fazer disparates. O treinador ralhou-lhe e como castigo mandou-o correr à volta da pista de atletismo.
Primeira parte da história. Intervalo, para se reflectir um pouco, mas a segunda parte segue dentro de momentos:
Decerto preocupado com outros assuntos, esse treinador, afastou-se e esqueceu-se do Budhia. Quando voltou ao campo de treino, cinco horas depois, o menino continuava a correr…
A minha primeira ideia, desconfiada que sou, é que a criança tinha ido brincar entretanto e, por coincidência, voltado a correr minutos antes do treinador voltar. Era lógico, não era? Mas afinal parece que ele já repetiu a façanha e ainda há pouco correu 36 milhas em sete horas.
Falam em Forrest Gump, mas essa história era um filme e ele não tinha 3 anos !
ML
Publicado por populo às 06:00 PM | Comentários (6)
Adopção – tudo na mesma como a lesma!?
Facto: Na nossa terra existem 15.455 crianças sem família, em instituições, lares, famílias de acolhimento.
Facto: Os portugueses esperam uma média de seis anos para adoptar uma criança.
Se isto não brada aos céus, é porque os céus devem andar surdos…
Há cerca de dois anos, quem se dedica a estas matérias ficou muito feliz porque a nova legislação vinha aligeirar bastante as formalidades e dizia-se que os processos iam acelerar muito. Foi uma onda de esperança, de que eu sou testemunha.
Afinal…
A lei dava um prazo de 6 meses para a avaliação do processo. Ora os processos parece serem muito poucos, umas dezenas. Mesmo assim, há famílias à espera há 3 anos.
Eu considero que uma adopção é um acto muito sério. Nem me passa pela cabeça que se possa entregar uma criança a uma família sem se ter avaliado com o maior rigor, as condições – sobretudo psicológicas e afectivas – dessa família adoptante. Mas, até pela situação, isso tem de ser feito depressa e bem. É um caso onde o ditado não se confirma – tem de ser simultaneamente depressa e bem. Porque neste campo, meus amigos, se levar muito tempo já não é BEM.
Três anos na vida de uma criança, é uma eternidade. Para um adulto é algum tempo, mas para um serzinho de 5 anos é mais de metade da sua vida!!!
Não se pode permitir esta perca de tempo. Não consigo encontrar a menor desculpa para isso – há meninos que esperam, meus senhores! Despachem-se!
ML
Publicado por populo às 05:00 PM | Comentários (3)
Blogosfera
Penso que não sou única. Tenho uma dúzia de blogs “de estimação”, que estão nos meus Favoritos e por onde vou passando sempre que posso. Claro que isto é como os amigos. Muitos de nós tem muitos amigos ( eu sou uma dessas sortudas ) mas há uns amigos-amigos, de primeira água, para a vida e para a morte, e há os outros. Amigos também, que conhecemos muito bem, há muitos anos. Com quem jantamos de vez em quando, a quem telefonamos uma vez por mês, e procuramos não esquecer o dia de anos. Conhecemo-nos bem e consideramo-nos amigos, mas o coração não tem espaço para tanta gente, assim de um primeiro grau…
E nos tais meus blogs favoritos, há dois ou três por onde passo mesmo todos os dias, e depois, outros 10 onde vou quando tenho mais tempo. E dei hoje, de novo, um saltinho a um, que abriu vai para um ano e que tenho seguido com atenção devido à sua qualidade humana. É o Desabafos de um Médico e desde há um ano que vamos seguindo a carreira desde blogger, que se licenciou, fez o internato, casou, veio da lua-de-mel, e anda a estagiar em diversas especialidades, sempre comunicando de um modo muito vivo e caloroso o seu dia-a-dia.
Esta é a outra faceta da Medicina. Que bom sabermos que existe.
ML
Publicado por populo às 10:57 AM | Comentários (4)
Os Impostos
Não entendo nada de Finanças. Nada.
Dito isto, creio que posso exprimir aqui o que o meu bom-senso me grita.
Um cidadão paga impostos. E assim deve ser para a sociedade funcionar, porque é um dinheiro que deveria servir para o bem-estar de todos. Pelo que sei, no tipo de sociedade que considero mais justa e bem desenvolvida – o modelo nórdico – os impostos são bem elevados. Mas vale a pena, porque a qualidade de vida também é elevada. Tudo bem.
Os impostos são cobrados com base no rendimento de cada um. Ou rendimento de bens que possui, ou rendimento do seu trabalho. A avaliação do que terá de pagar em função do que tem, faz-se uma vez por ano, na altura do “pagamento dos impostos” e aí é sempre uma coro de queixumes porque custa largar dinheiro e, pelo que sei ou leio, isso passa-se em todo o mundo.
Mas, para que não custe tanto pagar-se nessa ocasião uma quantia enorme de dinheiro, pensou-se em dividir esse sofrimento e desconta-se todos os meses um 12 avos daquilo que se teria de esportular, lá, na terrível data ( gostam de esportular? dá logo um ar mais sério) Pagamos antes. OK, fica tudo mais fácil.
Contudo, atenção ! o contribuinte com este acto está a “emprestar ao estado”, está já a financiar porque, ao certo, só teria de pagar dali a uns meses. Como aliás faz fazia quem trabalha por conta própria. ( ressalvei o passado porque desde a invenção do “pagamento por conta” todos pagam adiantado!) Depois, quando chega o momento de acertar as contas, vê-se o *deve e o haver* aquilo que cada pessoa já deu e aquilo que deveria dar em função das despesas que teve, faz-se um acerto e se tiver de pagar mais terá de o fazer e no caso de ter pago a mais deve receber o troco.
E aqui é que a porca torce o rabo.
O Estado, que já beneficiou do empréstimo antecipado que o contribuinte lhe fez, quando se trata de devolver o que recebeu a mais não é tão despachado, não. Qualquer pretexto serve para travar o processo. Agora parece que a tal devolução entupiu de novo porque houve um cruzamento de dados mal feito, ou qualquer coisa do tipo.
A tal figura de “juros de mora” não se aplica ao Estado pois não…?
Talvez as coisas fossem diferentes nesse caso!
Publicado por populo às 09:52 AM | Comentários (0)
Pois é…
Devo reconhecer que na campanha do PS para as eleições legislativas, Sócrates teve o maior cuidado em não fazer promessas. Devia ter a noção da dificuldade em as cumprir se nem tudo funcionasse como seria o seu desejo.
Contudo, fez algumas. E que até foram um pouco ridicularizadas, como a de arranjar 1.000 estágios para jovens licenciados em empresas que necessitassem de sangue novo. Digo que foram ridicularizadas porque se clamou que face ao desemprego existente, o nº 1.000 era uma gota de água.
O pior é que mesmo essa “gota de água” não se vê.
Ouvi agora um seu opositor dizer-lhe:
«Há seis meses, anunciou mil estágios para jovens nas empresas. Há 11 colocados até agora. A este ritmo precisa de 50 anos para implantar o programa».
E não é que é verdade?
Daqui a 50 anos os ditos jovens devem estar reformados, creio eu.
ML
Publicado por populo às 08:52 AM | Comentários (0)
Hoje é “Dia sem Carros”
Em Lisboa, hoje, os transportes colectivos são gratuitos.
Se as pessoas assim não ficarem convencidas, então não sei que mais se poderá fazer!
É claro que a informação ia sendo passada nos próprios transportes públicos. Ontem quem viajou de metro só se fosse surdo ou muuuuito distraído é que não ficava a saber da novidade. Claro que não sei se os automobilistas foram informados...
Mas estou curiosa para ver se se nota alguma diminuição de tráfego, hoje.

ML
Publicado por populo às 07:59 AM | Comentários (11)
Cuidados de Saúde

Não conheço o projecto, mas as linhas gerais que se percebem neste artigo agradam-me.
Tudo o que seja descentralizar, por mim, deve ser aplaudido. Descentralizar por um lado, mas criar verdadeiras redes por outro.
"Não faz sentido que, actualmente, o médico de família não tenha acesso a tratamentos feitos num hospital, ou que num caso agudo no hospital tenham que se repetir exames só porque não têm o historial clínico do paciente. Tudo deve estar interligado".
Muito bem. Se isto não ficar apenas por projectos, é um bom passo em frente no verdadeiro caminho.
ML
Publicado por populo às 07:56 AM | Comentários (0)
Enjoo
Desculpem, mas não vou falar dela
Apanhei um fartote ontem que nem vos digo. As TVs pareciam galinhas tontas, como se o mais importante do mundo fosse o que se passava naquela terra. Chega!
É evidente que houve uma belíssima técnica de marketing por detrás de todo aquele evento. E todo o burro come palha, não é o que diz o povo?
Mas aquela palha… NÃO, OBRIGADA!
Não vou dizer nada, e não digo!
ML
Publicado por populo às 07:37 AM | Comentários (0)
Chegou o Outono!

ML
Publicado por populo às 07:13 AM | Comentários (0)
setembro 21, 2005
Metro, linha verde
Cenas da vida quotidiana:
Hoje, ao meio-dia na linha verde do metro, uma senhora ia sentada com uma menina dos seus 3, 4 anos. Pela conversa entendia-se que era sua neta. A criança era um encanto, uns olhos fantásticos, uma expressão muito doce, sabia-nos bem olhar para ela. Disse à avó que sabia uma cantiga, e sem esperar começou a cantar “os olhos da Marianita”. A carruagem ia meio-vazia pelo que o som se ouvia muito bem e espalhou-se um sorriso geral, ao escutar a voz afinadinha na canção, inocente e clássica.
Na paragem seguinte, entram dois homens com uma aparelhagem montada num carrinho com rodas. Além disso um traz um acordeão e o outro um trombone. O aparelho transmite “Over the Rainbow” e depois “Strangers on the night”. É difícil ver se aquilo é tudo em playback ou se eles tocam mesmo. No fim fazem um peditório, com algum sucesso.
Depois de terem saído noutra paragem, a menina cantou “As pombinhas da Catrina”.
É assim.
Lisboa, 2005.
ML
Publicado por populo às 06:45 PM | Comentários (7)
Quem pode, pode
Recebi por email ( a foto, não foi o carro )
Não parece ter nada de especial. É um Audi metalizado. À primeira vista há para aí muitos.
Mas este, foi fabricado especialmente para um Sheik e… o metal é prata.
Um carrito de prata, heim?
É só para não enferrujar.

ML
Publicado por populo às 04:44 PM | Comentários (5)
Tommy Hilfiger e Oprah
Uma história interessante. Contaram-me, eu não vi mas acredito.
Parece que num dos shows da Oprah ( que aliás raramente vejo mas quando isso acontece costumo gostar ) o convidado foi Tommy Hilfiger.
Como ela é conhecida por não ter papas na língua, perguntou-lhe em directo se era verdade ele ter afirmado "...se eu soubesse que
afro-americanos, hispânicos, judeus e asiáticos compravam as minhas criações, não as teria feito tão bonitas... Espero que essa gente não compre os meus produtos, porque eles são feitos para a classe branca alta”.
A uma pergunta directa, uma resposta também directa do indivíduo: SIM!
E uma decisão também rápida da Oprah – o convite para que saísse do seu show.
Para além das merecidas palmas para a decidida Oprah, um conselho para quem aprecie as roupas e produtos deste senhor mas tenha pouco dinheiro. Já pode ficar descansado, evite comprar que aquilo é para uma classe branca alta.
Que alívio. Não é nada comigo.
ML
Publicado por populo às 04:04 PM | Comentários (3)
Provocação
É o máximo!
Que desplante.
Vejam só o que alguém teve a lata de me enviar ( e o que está subentendido nesta gracinha...)
Ora cliquem
e ... bom jogo!
ML
Publicado por populo às 03:45 PM | Comentários (4)
Alemanha - cabem os dois na farpela ?

ML
Publicado por populo às 11:21 AM | Comentários (4)
Rentáveis para quem?
Numa conferência comemorativa do Dia da Imprensa, uns grupos económicos defenderam uma iniciativa. E como se fala de “escrita” e a escrita tem leitura, parece-me que esta proposta terá mais do que uma leitura para quem quiser e souber ler…
Ora propõem estes senhores que as publicações podem ser mais rentáveis se vendidas por assinatura do que em vendas nas bancas. E acrescentam muito lampeiros, que assim podem conhecer os leitores e atrair anunciantes.
O.K. Primeira leitura.
Mas passemos à segunda leitura:
a) A diminuição da venda nas bancas e quiosques vai baixar o ganho desses comerciantes.
b) Quem paga uma assinatura, paga antecipadamente. Ou seja, a empresa está a receber dinheiro por um produto que não entregou e a receber juros de um dinheiro que já lhe entrou em caixa.
c) O envio pelo correio, vai sobrecarregar ainda mais os correios, e muitas vezes as revistas para entrarem nas caixas ficam dobradas, amarrotadas, em más condições.
d) Se o assinante fôr para fóra, ou de férias, terá de comprar outro exemplar ou resignar-se a não o ler naquela semana.
Lá rentável será, falta ver para quem.
ML
Publicado por populo às 09:10 AM | Comentários (2)
Ai, a matemática…!
A pergunta é interessante: Poderá gostar-se do que não se conhece?
Está a nascer um «Programa de Formação Contínua em Matemática para professores do 1.º ciclo»
Aplaudo, sim senhor! Clap, clap, clap. Boa ideia!
De pequenino é que se toma o gosto por estas áreas. E nem se discute o papel crucial que um bom professor de matemática pode vir a ter no interesse de um estudante por essa matéria.
O facto de este programa não ser obrigatório também é um valor. “Quem corre por gosto não cansa” ou seja, quem é voluntário em qualquer coisa está muito mais motivado.
Também aplaudo que «as acções concretas sejam definidas distrito a distrito, podendo variar consoante a região».
Gostei.
Assim eu tivesse tido uma boa iniciação à matemática e não seria a desgraça que sou hoje…

ML
Publicado por populo às 08:55 AM | Comentários (2)
A Igreja e o Direito de Asilo
Não me queria precipitar no comentário a esta notícia .
Desde os tempos medievais que a Igreja é um couto sagrado. Quem lá se refugia tem o direito de protecção. Mas também creio que esse papel é assumido e até reivindicado com algum orgulho pela própria Igreja.
«Sim senhor, o criminoso tal, procurou asilo sob o nosso teto e agora quem decide sobre ele é a instituição religiosa». Isto, na tal Idade Média.
Agora parece que um criminoso de guerra croata se refugiou num mosteiro e o interessante é que a Igreja toma partido, pois um bispo croata teria dito que ele era um herói por expulsar forças sérvias da Croácia em 1995. Como???
Um porta-voz do Vaticano terá dito que a Igreja não tem obrigação de colaborar com tribunais internacionais. Nem com os comuns, creio eu, que a base do pensamento deve ser a mesma. Mas seria bom que se definisse e assumisse que tem lá o homem mas não o vai entregar. Era mais transparente.
Mas a Igreja é transparente…?
ML
Publicado por populo às 08:36 AM | Comentários (2)
Economia da saúde
Não faço a menor ideia de quem tenha razão.
Na luta entre o Estado e os seus parceiros na área da saúde ( farmácias, meios complementares de diagnóstico, etc) cada um atira com dados que são desmentidos pelo outro, num jogo de ping-pong muito confuso. Mas “faço ideia” de quem não beneficia com isto: é o doente.Agora é a Federação Nacional dos Prestadores de Cuidados de Saúde (FNPCS), que está zangada por ir receber menos 6% pelos «meios de diagnóstico e actos terapêuticos». Diz esta federação que "Quando presta esses serviços, o Estado cobra mais ao utente do que aquilo que nos paga pelos mesmos serviços". Bom, isso deve ser fácil de provar, e nesse caso só se pode concluir que o estado está a cobrar demais aos utentes… Por outro lado, é conhecido e famoso o habitual e escandaloso atraso com que o Estado paga as suas dívidas. Quem trabalhe com o Estado tem de ter uma “reserva” económica porque só vai receber pelo seus serviços muito, muito tempo depois de prestado. Isso é sabido.
Será que se exagera no pedido de “exames complementares de diagnóstico”? Por vezes tenho essa dúvida. E isso porque acontece que um médico quase nem chega a falar verdadeiramente com o doente, e mal ouve a queixa, despacha-o para um exame complementar. As consultas são rapidíssimas e a relação médico-doente quase inexistente muitas vezes.
Contudo o que continua a chocar, é que parece que a preocupação primordial do Ministério da Saúde não será a de melhorar os cuidados que o cidadão recebe, e sim diminuir os gastos do Estado.
ML
Publicado por populo às 08:13 AM | Comentários (2)
setembro 20, 2005
Souvenirs
Numa volta entre os blogs que mais aprecio, encontrei no 100nada um post que veio mexer nas minhas recordações. Como é sabido, não há como as recordações alheias para fazer vir ao de cima as nossas próprias…
A Catarina relembrou a moda da sua adolescência e a moda ainda é o que mais marca a nossa época - roupas, penteados, modo de namorar, músicas, filmes, até os programas de TV.
À boleia dela, fiz também uma viagem ao passado.
O meu passado, é claro. E, se me levantou muitas saudades, também ajudou a valorizar o meu presente.
É mesmo. Gosto do meu presente. Difícil, duro, complicado, de luta, mas é o resultado natural do tal “passado”, que amo profundamente, onde ficaram algumas das pessoas mais importantes da minha vida, e que me levou a ser a mulher que hoje sou. Com muitos defeitos, muitas dúvidas, mas acreditando ainda e sempre na felicidade no direito à felicidade.
ML
Publicado por populo às 08:14 PM | Comentários (4)
E cá me vou instalando….
Disse há uns dias que tinha entrado neste blog por particular simpatia dos seus donos, que o tinham criado como “residência secundária”. Aliás o seu nome remete para a tal casinha de campo, Pópulo é o nome de uma terra pequenina onde ficaram as mais doces recordações dos meus benfeitores. A verdade é que, não exactamente como okupa porque a porta foi aberta de par em par, mas tenho vindo a ocupar cada vez mais o blog. A ideia
original era escrever só umas coisitas de vez em quando, se a necessidade e o vício de escrever apertassem muito. O pior é que eu não tenho medida, sou uma exagerada: quando começo, entusiasmo-me e vou por ali fóra.
Continua nos meus planos ter casa própria. Já está mesmo assinado o contrato de compra e venda. Não foi preciso plano de arquitecto que aquilo vai ser coisa simples muito no modelo desta que agora ocupo. Mas enquanto as obras não começam ( e todos sabem como são os construtores, nunca cumprem prazos, não é…?) vou-me deixando ficar por aqui. Sinto-me bem. Tinha inicialmente imaginado que apenas escrevia aqui os posts de imediata actualidade, que não pudessem esperar pela inauguração da “outra casa” porque perdiam a oportunidade. Mas…
A verdade é que vai começando a ser difícil resistir a escrever uma coisita ou outra de mais pessoal. Achava eu que escolhia os móveis para a “outra casa” e os deixava no armazém, à espera do momento certo, da inauguração.
Ummmm….Vamos ver se resisto.
:)
ML
Publicado por populo às 07:45 PM | Comentários (2)
Crianças abusadas
Está a decorrer em Lisboa, promovido pela AMCV*, o seminário da maior importância - «O trauma no abuso sexual de crianças». A frieza dos números que lá se revelam arrepia qualquer um. Dizem-nos que, apesar da gravidade dos maus-tratos físicos, o abuso sexual é ainda três vezes mais comum! Mas vamos ser claros, um abuso sexual é TAMBÉM um mau trato físico! E de que maneira!!!
E o que se afirma nesse Seminário é que 80 % dos violadores são familiares ou amigos da família da vítima. Ou seja, enquanto se previne os nossos filhos a desconfiarem de estranhos, a não aceitarem ofertas de quem não conhecem, a defenderem-se de um mundo perigoso, abrimos as portas da nossa casa ao próprio perigo. Para além do facto terrível do ponto de vista psicológico, de que se o abuso efectuado por um estranho é gravíssimo, doloroso, repugnante, mas facilmente rejeitado, quando isso se passa paredes dentro acresce o factor de a vítima ter amor e confiança pelo violador. É portanto um crime elevado ao cubo. Na cabeça da criança tudo se confunde. Pois se é o irmão, o tio, o padrasto, o pai talvez… Como é que se vai passar a odiar uma pessoa que se amava?
Problema gravíssimo e de que a sociedade cada vez mais tem de estar alerta e consciente.
( *Associação de Mulheres Contra a Violência)
ML
Publicado por populo às 05:00 PM | Comentários (19)
As marcas e os genéricos
Foi hoje notícia de 1ª página dos jornais, a informação de que em muitos casos o preço de um medicamento genérico poderia vir a ser superior ao de o correspondente de marca. À primeira vista, alguma coisa não está bem…
Mas vamos ver: por um lado, assim que surgiram os genéricos em força, as marcas desceram os seus preços vertiginosamente. Eu sou testemunha disso. Havia um medicamento que usava, depois passei para o genérico, mas uma vez que me enganei e pedi aquele que costumava usar fiquei a olhar fixamente a embalagem porque o preço era quase metade do que era dantes! Como os custos não devem ter diminuído magicamente, só se pode concluir que a empresa farmacêutica devia ter uns lucros de 100 %.
Mas, por outro lado, pelo que lá se diz para a promoção dos genéricos, o governo inicialmente comparticipava com 10 %. Agora que o “trabalho está feito” o incentivo é retirado. A verdade é que se o que se pretende é que "no momento em que um genérico entra no mercado, o seu preço seja inferior a 35% ao do produto de marca" isto não está a ser cumprido. Basta comparar. E, pelo que diz este artigo, nalguns casos os genéricos até poderão ser mais caros. A luta com o lobby farmacêutico parece ainda ir no adro a aceitar a metáfora de que isto é mesmo um procissão.
Ou uma telenovela?
ML
Publicado por populo às 04:07 PM | Comentários (2)
Só há liberdade a sério…
…quando houver
a paz, o pão,
habitação,
saúde,
educação…
Cantava Sérgio Godinho numa época de grandes entusiasmos e de todos os sonhos.
Lembrei-me da canção ao ler este post da nossa Teacher . Aqui, de uma penada, focam-se dois dos tais factores de liberdade: A Educação e a Saúde.
Por um lado parece-nos lógico que se exija umas boas capacidades académicas a um profissional de saúde. Se ter bom aproveitamento escolar significar não apenas inteligência, mas esforço, dedicação, capacidade de trabalho, constância, é natural que isso seja levado em conta com a entrada numa escola que tem numeros clausus. Nada a opor. Contudo, a verdade é que muito provavelmente isso não será o factor determinante. O exemplo que é citado naquele post é interessante. Assim como me lembro muitas vezes de uma cena do filme "A Melhor Juventude”: um jovem estudante de medicina ao fazer um exame é classificado com uma nota acima do que se esperava porque o examinador lhe somou o “factor S”. Quando o questionaram sobre o que queria dizer com isso de “factor S” ele explicou que era “simpatia”. Que um bom médico, para além dos conhecimentos académicos, tinha de sentir simpatia pelo doente. Esse factor era essencial para o sucesso do tratamento.
Ora isso é avaliado na entrada de uma escola médica? Sabemos que não.
Que a saúde em Portugal anda mal, é hoje um lugar comum. Choca muito, sabermos que basta atravessar a fronteira e ali em Espanha, tudo se torna muito mais fácil. Será um país mais rico, sim senhor, mas isso não explica tudo. Porque há muita coisa que não tem a ver directamente com a ratio de médico doente, ou a quantidade e distribuição dos Centros de Saúde – tem a ver com o atendimento, com a humanização dos serviços. O mau humor, o enfado na resposta, o atendimento personalizado do doente, faz parte da formação humana do técnico de saúde.
O tal factor S, que não se aprende na escola.
ML
Publicado por populo às 02:51 PM | Comentários (4)
E serão as mais importantes?
Boa notícia ( parece)
Lê-se que finalmente o fisco acorda, e olha para as empresas em dívida ( para além de olhar para os cidadãos apenas , como era hábito )
A segurança Social foi examinar umas contazitas, de 3.000 empresas, e detectou erros que a levam a exigir mais 120 milhões de euros
É muito euro, não é?
A minha dúvida é se nesta rede foram também apanhadas as empresas mais importantes ou é a arraia miúda empresarial…
Deve ser a minha desconfiança inata.
ML
Publicado por populo às 09:31 AM | Comentários (4)
Marchar contra o governo…?
O J.N. no “em foco” de hoje, junta a contestação contra as medidas do governo em diversos sectores da administração pública e dá-lhe o título chamativo de «Funcionários Marcham contra o Governo». Faz um pouco de impressão uma vez que alguns destes funcionários são militares habituados a marchar…
Eu tenho seguido com atenção muitas destas reivindicações, e fico com a impressão de que há aqui muita baralhada. Nalguns casos tomou-se o freio nos dentes e alguns pontos poderiam ser negociados se o governo se mostrasse mais aberto ao diálogo, mas também é certo que em muitos outros as decisões são chocantes.
Que grande parte da população está contra muitas medidas do governo, creio ser inegável. E, do meu ponto de vista, um dos maiores erros dessas medidas, não foi apenas o modificar brusca e autoritáriamente as regras do jogo, mas sobretudo o facto de abrir excepções quando lhe convinha, e o toque maquiavélico de colocar trabalhadores contra trabalhadores.
Para mim, isso tem sido imperdoável.
Quis-se “nivelar por baixo”. Mau. Se havia trabalhadores que estavam em desvantagem em relação a outros, parece natural que se eleve quem está pior e não que se rebaixe quem o não está. Não foi assim entendido. Em vez do “ou há moralidade ou comem todos” optou-se por “ou há moralidade ou não come ninguém”.
Muito triste. Muito infeliz na sua concepção. E sobretudo muito infeliz por pensarmos que se votou num governo que trazia a bandeira de... socialista ( ? ).
ML
Publicado por populo às 08:44 AM | Comentários (0)
setembro 19, 2005
Muita falta vai fazer este homem!
Falo do Santana Lopes, é claro.
Nem imagino de como é que nos vamos divertir quando ele não estiver na Câmara de Lisboa.
Desta vez é a famosa bandeira. Sabem do que estou a falar, ou não? Eu já tinha ouvido contar por alto, mas isto é das tais coisas que tem de se ver com os nossos próprios olhos para sentir completamente o impacto!
Um dos sítios mais centrais de Lisboa é o nosso Parque Eduardo VII. Sobejamente conhecido como uma das zonas verdes, aqui no meio de Lisboa. O senhor Presidente da Câmara, olhou para lá e deve ter considerado que lhe estava a faltar cor. Ou, sei lá, como a patroa do Ambrósio, que lhe estava a faltar “algo”…
Portanto, pensou, pensou e teve uma inspiração: Uma bandeira! Era isso que estava a fazer falta, ali mesmo no alto do parque. E pronto.
Hoje passei por lá e, apesar de prevenida, custou-me a acreditar no que via. Uma bandeira gigante, completamente desproporcionada, adeja no cimo do nosso parque. Se eu vivesse em Liliput aquilo devia ser a bandeira de Gulliver, mas não, era simplesmente a mania das grandezas do ainda actual Presidente da Câmara de Lisboa.
Que susto!!!

Publicado por populo às 10:15 PM | Comentários (2)
Inglês no 1º ciclo!

Desenho de Bandeira no D.N.
ML
Publicado por populo às 02:30 PM | Comentários (4)
Trabalhadores independentes, ...quais?
O Correio da Manhã trás, como de costume letras garrafais, na 1ª página a notícia:«Governo ataca recibos verdes».
Procurei a notícia noutros jornais on line e não encontrei, pelo que só posso falar do que vem no C.M.
O problema dos “recibos verdes” não é nada fácil. Para um trabalhador normal, que tenha um patrão, um salário na folha de vencimentos e um contrato como deve ser, muitas vezes a ideia do “recibo verde” associa-se a profissões liberais de alto estatuto. Se se vai a uma consulta, ao pagar trazemos um recibo verde. Um arquitecto, um engenheiro, um publicitário independente, passam recibos verdes.
É certo. Mas também o trabalhador a quem o patrão não quer fazer um contrato, só recebe se passar um recibo verde. Há muita gente, com trabalhos perfeitam